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Universidade Eduardo Mondlane

Faculdade de Engenharia
Departamento de Engenharia Civil
Licenciatura em Engenharia Civil

Estudo e Elaboração do Projecto de


Fundações do Hotel Larybird

Eugénio, Edson João Rodrigues


Maputo, Novembro de 2016
Universidade Eduardo Mondlane
Faculdade de Engenharia
Departamento de Engenharia Civil
Licenciatura em Engenharia Civil

Relatório de Estágio Profissional Realizado na Empresa Andron -


Consultants

Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações


do Hotel Larybird

Elaborado por:
Eugénio, Edson João Rodrigues

Orientado por:
Dr. Eng.º Osvaldo Camacho Fernando Andrade

Maputo, Novembro de 2016


DEDICATÓRIA

Aos meus pais João Eugénio e Quitéria Rodrigues


Aos meus irmãos Nuno Eugénio e Neyla Eugénio

Foco, Força e Fé

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES I


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

AGRADECIMENTOS

À Deus pelo dom da vida e apoio durante esta caminhada.

Aos meus pais por terem acreditado em mim, pela ajuda, incentivo e todo apoio.

À Universidade Eduardo Mondlane pela formação académica que me proporcionou.

Ao meu orientador, Dr.º Eng. Osvaldo Camacho Fernando Andrade, em primeiro pelo estágio
concedido em sua empresa, em segundo pela confiança que teve em mim ao me indicar para
monitorar a cadeira por ele leccionada e por todo apoio, simpatia e boa disposição com que sempre
me recebeu, orientou e ajudou a superar diversas dificuldades ao longo do percurso. Muito
Obrigado!

À toda a equipe da ANDRON COSULTANTS por terem-me apoiado e me transmitido vários


ensinamentos ao longo do meu estágio.

Ao Eng.º Hélder Zeca, Eng.º Ireneo Miguel, Arq.º Eurico Monjane, Eng.º Técnico Dosmito Desma
pelo apoio dado na elaboração do modelo de análise estrutural no programa de cálculo, na
elaboração de Peças desenhadas e no esclarecimento de dúvidas.

Ao Eng.º Manuel Arouca pelos dados do ensaio geotécnico fornecidos que muito foram uteis para
a elaboração do presente relatório.

Aos meus colegas de faculdade que me acompanharam durante este percurso e se mostraram
essenciais em todos aspectos. Obrigado

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES II


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

RESUMO

O presente relatório é o culminar de um percurso académico cheio de aprendizagens, que foi


elaborado no âmbito da disciplina de Estagio Profissional do curso de Licenciatura em Engenharia
Civil. O estágio foi realizado na empresa ANDRON CONSULTANTS, Lda, no sector de
consultoria, elaboração de projectos e teve o seu início no mês de Agosto e término nos finais de
Novembro do presente ano.

Moçambique tem registado nos últimos anos, um crescimento em todos os seus sectores de
actividades, o sector de infra - estruturas é um dos sectores que maior crescimento regista, exigindo
– se assim maior capacidade e conhecimento por parte dos profissionais do ramo de Engenharia
Civil, de modo que estes possam contribuir para que o crescimento seja sustentável e com
qualidade necessária.

A componente “fundações” é sem sombra de dúvidas uma das principais componentes de todas as
obras de Engenharia Civil e de Arte, pois é sobre estas que as estruturas ganham forma e é ela
quem recebe todas as acções em que as estruturas estão submetidas. Em função do crescimento
que o nosso Pais tem registado maior é a necessidade de transmitir ao terreno de fundação acções
mais elevadas em condições de segurança e sustentáveis.

O presente trabalho teve como objectivo o Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel
Larybird, a ser construído na Praia das Chocas, Distrito de Mossuril, Província de Nampula. Foram
aplicados conhecimentos adquiridos ao longo do curso de Engenharia Civil, conceitos adquiridos
através de uma revisão bibliográfica que é apresentada no presente relatório e dimensionamento
estrutural dos elementos de fundações com recurso ao programa de cálculo CYPECAD.

Palavras – Chaves: SPT; Capacidade de Carga; Fundações Superficiais; Estacas; Maciço

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES III


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

Índice Geral

DEDICATÓRIA .............................................................................................................................. i
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................... ii
RESUMO ....................................................................................................................................... iii
Índice Geral .................................................................................................................................... iv
Lista de Símbolos........................................................................................................................... vi
Abreviaturas ................................................................................................................................... ix
Índice de Figuras ............................................................................................................................. x
Índice de Tabelas .......................................................................................................................... xii
1. Introdução ................................................................................................................................ 1
1.1. Generalidades ................................................................................................................... 1
1.2. Objectivos......................................................................................................................... 2
1.2.1. Objectivo geral .......................................................................................................... 2
1.2.2. Objectivos específicos .............................................................................................. 2
1.3. Metodologia ..................................................................................................................... 2
1.4. Estrutura do trabalho ........................................................................................................ 3
2. Revisão Bibliográfica .............................................................................................................. 4
2.1. Generalidades ................................................................................................................... 4
2.2. Tipos de Fundação ........................................................................................................... 4
2.2.1. Fundações Superficiais ............................................................................................. 4
2.2.2. Fundações Profundas ................................................................................................ 7
2.3. Reconhecimento do solo de fundação ............................................................................ 28
2.3.1. Descrição geral do ensaio SPT ............................................................................... 30
2.4. Capacidade de Carga de Fundações ............................................................................... 34
2.4.1. Capacidade de Carga de fundações superficiais ..................................................... 36
2.4.2. Capacidade de Carga de Estacas ............................................................................. 41
2.4.3. Capacidade de carga em grupo de estacas. ............................................................. 47
2.4.4. Dimensionamento de maciço de estacas segundo Montoya ................................... 50
3. Caso Pratico ........................................................................................................................... 80

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES IV


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

3.1. Enquadramento e descrição geral do edifício ............................................................. 80


3.2. Memoria Descritiva ........................................................................................................ 80
3.2.1. Localização ............................................................................................................. 80
3.2.2. Organização Administrativa ................................................................................... 81
3.2.3. Demografia ............................................................................................................. 81
3.2.5. Infra-estruturas ........................................................................................................ 81
3.2.6. Economia e Serviços ............................................................................................... 82
3.3. Memória de Cálculo ....................................................................................................... 83
3.3.1. Esforços ao nível das fundações ............................................................................. 83
3.3.2. Caracterização Geotécnica ...................................................................................... 83
3.3.3. Capacidade de Carga do solo para as fundações Superficiais ................................ 83
3.3.4. Solução de fundações adoptada .............................................................................. 84
3.3.5. Capacidade de Carga para estacas individuais........................................................ 85
3.3.6. Dimensionamento dos maciços e das sapatas ......................................................... 89
4. Conclusões ........................................................................................................................... 139
5. Recomendações ................................................................................................................... 140
Bibliografia ................................................................................................................................. 141
Anexos ........................................................................................................................................ 142

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES V


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

Lista de Símbolos

D – Profundidade da sapata;
B – Largura ou diâmetro da sapata;
𝐸𝑅𝑟 - Eficiência;
λ - Factor de correcção do comprimento das varas;
CN - factor de correcção da tensão efectiva de recobrimento (areias);
N – Numero de pancadas necessárias para atingir a penetração de 30cm;
(𝑁1 )60 – Valor corrigido do valor de campo de N;
𝐷𝑟 – Densidade Relativa;
pr´ - Pressão de ruptura;
r´ - Assentamento máximo;
𝑞𝑢 – Capacidade de carga;
𝑁𝑐, 𝑁𝑞, 𝑁𝛾 - Factores de capacidade de carga;
𝑐 – Coesão;
𝑞 – Sobrecarga do solo por cima da sapata;
𝛾 – Peso específico;
𝐵 - Largura da sapata.
𝑞𝑎𝑑𝑚 – Carga admissível;
𝑞𝑢 - Carga última;
𝐹𝑠 - Factor de segurança.
𝑁’ - Valor corrigido do valor de campo N;
𝑅 - Capacidade resistente da estaca;
𝑅𝑏 - Resistência de ponta;
𝑅𝑠 - Resistência lateral;
𝑞𝑏 - Resistência de ponta unitária;
𝐴𝑏 - Área da base da estaca;
𝑞𝑠 - Resistência lateral unitária;
𝐴𝑠 - Área lateral da estaca;

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES VI


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

𝜏 – Tensão de corte;
𝑐 ′ - Coesão;
𝜎 ′ - Tensão normal no plano de corte;
𝜙 ′ - Ângulo de atrito interno do solo;
As - Áreas lateral da estaca;
𝜎𝜊′ - Tensão vertical de recobrimento ao nível da base da estaca;
𝛾 - Peso volúmico do solo;
𝑏 – Diâmetro da estaca;
𝑞𝑏 - Resistência de ponta unitária;
K – Factor de conversão;
𝛼 – Factor de conversão;
𝑃 – Perímetro da estaca;
∆𝐿 - Espessura da camada do solo;
𝐿
𝑁𝑆𝑃𝑇 - 𝑁𝑆𝑃𝑇 próximo da ponta da estaca;
𝑚
𝑁𝑆𝑃𝑇 − 𝑁𝑆𝑃𝑇 médio para cada ∆𝐿;
𝐹1 e 𝐹2 - Coeficientes de correcção das resistências de ponta e lateral;
𝐿
𝐶2 - Coeficiente que relaciona a resistência de ponta com o valor de 𝑁𝑆𝑃𝑇 ;
𝐶2 𝑒 𝐶3 - Coeficientes que dependem do tipo de estaca;
𝑞𝑢𝑙𝑡 - Capacidade de carga de ponta;
𝐴𝑡 – Área “envolvente da base do grupo;
𝑄𝑢𝑙𝑡𝑓 - Carga de atrito e aderência para o grupo;
𝐴𝑙𝑖 - Área da superfície lateral para o grupo correspondente à camada de terreno de espessura Di;
𝑅𝑖𝑧 - Carga numa estaca qualquer, produzida pela carga vertical 𝐹𝑧 ;
𝐹𝑧 - Carga vertical total (incluindo o peso do maciço);
𝑒𝑥 , 𝑒𝑦 - Excentricidades da carga 𝐹𝑧
𝐼𝑥 - Momento de inercia do maciço em relação ao eixo OX;
𝐼𝑦 - Momento de inercia do maciço em relação ao eixo OY;
n - Número de estacas verticais iguais;
𝑢 – Perímetro da estaca;
𝑞𝑜 – Sobrecarga unitária na superfície do terreno;

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES VII


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

𝑙 – Comprimento da estaca;
𝛾 – Peso específico do terreno;
ρ – Coeficiente de homogeneização;
𝑁𝑑 - Esforço axial transmitido pelo pilar em kN;
𝑏 - Largura do maciço em metros (largura da secção na qual se comprova o cortante);
𝑑 - Altura útil recomendado para o maciço em metros;
𝑓𝑦𝑑 – Resistência de cálculo do aço;
𝑎0 - Largura do pilar;
𝑙 - Comprimento da viga;
𝑁𝑑 - Carga de cálculo do pilar mais carregado dos que unem a viga;
𝐴 - Secção total de armadura;
𝑘1 – Rigidez da viga em estudo;
𝑘2 – Rigidez da viga do outro lado do maciço (se não existir k2=0);
𝑀𝑑 - Momento na base do pilar nessa direcção;
𝑒 – Excentricidade acidental;
𝑁 - Esforço total aplicado ao maciço;
𝑛 - Nº. total de estacas;
𝑎𝑚 - Distância de cada estaca ao plano de rotura considerado;
𝑑 - Altura útil da secção;
𝑃𝑘 Acção de pré-esforço;
𝑄𝑘 - - Acção variável;
𝛾𝐺 - Coeficiente parcial de segurança das acções permanentes;
𝛾𝑃 - Coeficiente parcial de segurança da acção de pré-esforço;
𝛾𝑃1 - Coeficiente parcial de segurança da acção variável principal;
𝛾𝑄𝑖 - Coeficiente parcial de segurança das acções variáveis de acompanhamento;
𝛾𝑎𝑖 - Coeficiente de combinação das acções variáveis de acompanhamento;
𝑄𝑎 - Sobrecarga.

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES VIII


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

Abreviaturas

TST – Transportes Serviços e Turismo;

SPT – Standard Penetration Test;

CPT – Cone Penetration Test;

DPL – Dynamic Penetration Light Test;

LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil;

LEM – Laboratório de Engenharia de Moçambique;

REBAP - Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré – Esforçadas;

RSA – Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes;

ELU – Estado Limite Último;

ELS – Estado Limite de Serviço.

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES IX


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

Índice de Figuras

Figura 1 - Sapata Isolada (Martins, 2003) ...................................................................................... 5


Figura 2 - Sapata Corrida (Martins, 2003) ...................................................................................... 5
Figura 3 - Sapata Corrida Travada com Lintel (Martins, 2003) ..................................................... 6
Figura 4 – Ensoleiramento (Martins, 2003) .................................................................................... 6
Figura 5 – Pegões (Martins, 2003) .................................................................................................. 7
Figura 6 - Estacas Cravadas (Martins, 2003) .................................................................................. 9
Figura 7 - Pormenor de martelo a Diesel para cravação de estacas (Martins, 2013).. .................. 13
Figura 8 - Processo construtivo de estaca com recurso a lama (Martins, 2003) ........................... 19
Figura 9 - Fases de execução da estaca com trado contínuo (Martins, 2013) .............................. 20
Figura 10 - Máquina de estaca hélice contínua (Martins, 2013)................................................... 21
Figura 11 - Estacas Raiz (Martins, 2003). .................................................................................... 26
Figura 12 - a) Jet-Grouting; b) A ponteira do jacto; c) Tubo triplo. (Martins, 2003) ................... 26
Figura 13 – Ilustrador do ensaio SPT (Santos,2008 ). Figura 14 – Amostrador
(Santos,2008 ). .............................................................................................................................. 31
Figura 15 - Factor de Correcção CN em função da tensão vertical efectiva (Hannigan, 2006). ... 32
Figura 16 – Factor de correcção de Energia ER/60 (Barnes, 2010). ............................................ 33
Figura 17 - Pressões – Assentamentos (Martins, 2003) ................................................................ 35
Figura 18 - Superfície de deslizamento de Terzaghi (Morreira, 2011)......................................... 37
Figura 19 - Gráfico para capacidade de carga admissível em função do valor SPT corrigido
(Barnes, 2010) ............................................................................................................................... 39
Figura 20 - Superfície de rotura assumida por Terzaghi, Sokolovski, Caquot e Kérisel (Santos,
2008) ............................................................................................................................................. 43
Figura 21 - Gráfico dos valores Nq de vários autores que assumiram a superfície de roptura da
Fig.20 (Santos, 2008) .................................................................................................................... 44
Figura 22 – Maciço de Grupos de estacas (Martins. JB, 2002) .................................................... 48
Figura 23 - Sequencia incorrecta de cravação de estacas em areia (Martins. JB, 2002). ............. 50
Figura 24 - Diversos maciços (Martins, 2003) ............................................................................. 51
Figura 25 - Maciço de encabeçamento de estacas Isostáticas (Martins, 2003) ............................ 53
Figura 26 - Maciço de encabeçamento de estacas híper – isostáticas (Martins, 2003) ................ 54
Figura 27 - Dimensões recomendadas para maciços (Martins, 2003). ......................................... 57
Figura 28 - a)Modelo de bielas e tirantes de um maciço rígido de duas estacas. b)Ancoragem do
tirante (Martins, 2003). ................................................................................................................. 59
Figura 29 - a) Armadura secundaria em maciço de duas estacas b)Reforço nas zonas de
ancoragem (Martins, 2003). .......................................................................................................... 60
Figura 30 - Maciço sobre três estacas (Martins, 2003) ................................................................. 61
Figura 31 - Maciço de 4 estacas (Martins, 2003).......................................................................... 61

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES X


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

Figura 32 - Disposição das armaduras em maciços rígidos sobre várias estacas (Martins, 2003).
....................................................................................................................................................... 62
Figura 33 - Definição da largura da banda (Martins, 2003) ......................................................... 62
Figura 34 - Secção de referência para o cálculo à flexão de um maciço flexível (Martins, 2003).
....................................................................................................................................................... 63
Figura 35 - Resultante das forcas verticais (Martins, 2003) ......................................................... 67
Figura 36 - Maciço de duas estacas (Martins, 2003) .................................................................... 68
Figura 37- Modelo de bielas e tirantes de um maciço de duas estacas (Martins, 2003) ............... 69
Figura 38 - Efeito do momento flector (Martins, 2003) ............................................................... 70
Figura 39 - Maciço para três estacas (Martins, 2003). .................................................................. 71
Figura 40 - Disposição de armadura (Martins, 2003) ................................................................... 72
Figura 41 - Disposição de armaduras: a) Três conjuntos horizontais ligando três estacas; b)
Armadura ao longo (Martins, 2003) ............................................................................................. 72
Figura 42 - Diagrama de equilíbrio de forças (Martins, 2003). .................................................... 73
Figura 43 - Associação de tipos de armaduras (Martins, 2003). .................................................. 73
Figura 44 - Aplicação de um tipo de arranjo de armadura num maciço de três estacas (Martins,
2003). ............................................................................................................................................ 74
Figura 45 - Maciço para quatro estacas (Martins, 2003). ............................................................. 75
Figura 46 - Disposição de armadura segundo as diagonais (Martins 2003). ................................ 75
Figura 47 - Disposição de armaduras: a) Armadura ao longo do perímetro em camadas
sobrepostas; b) Quatro conjuntos horizontais ligando quatro estacas (Martins, 2003). ............... 76
Figura 48 - Diagrama de equilíbrio de forças (Martins, 2003). .................................................... 76
Figura 49 - Armadura disposta em malha quadrada (Martins, 2003). .......................................... 76
Figura 50 - Fissuração devido à deficiente distribuição de armaduras entre as estacas (Martins,
2003). ............................................................................................................................................ 77
Figura 51 - Estribos em suspensão (Martins, 2003). .................................................................... 77
Figura 52 - Associação de armadura disposta segundo o perímetro e armadura de malha quadrada
(Martins 2003). ............................................................................................................................. 78
Figura 53 - Maciço para cinco estacas (Martins, 2003). ............................................................... 78
Figura 54 - Localização do Distrito de Mossuril (INE) ................................................................ 80
Figura 55 - Valores críticos de Profundidade (Barnes, 2010) ...................................................... 86
Figura 56 - Factor de capacidade de carga Nq (Barnes, 2010) ..................................................... 87
Figura 57- Parâmetro de atrito lateral Kstanδ (Barnes, 2010) ..................................................... 88

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES XI


ESTUDO E ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBIRD

Índice de Tabelas

Tabela 1 - Classificação das Estacas (Santos, 2008) .................................................................... 28


Tabela 2 - Factor correctivo relacionado com o comprimento das varas (EC7) (Santos, 2008). . 32
Tabela 3 - Valores empíricos para ø, Dr e Peso específico saturado de solos granulares baseado
nos valores corrigidos de N (Hannigan, 2006). ............................................................................ 33
Tabela 4 - Factores de Carga de Terzaghi (Morreira, 2011)......................................................... 38
Tabela 5 - Valores propostos para F1e F2 (Santos, 2008). ........................................................... 45
Tabela 6 - Valores atribuídos aos coeficientes K e α (Santos, 2008). .......................................... 45
Tabela 7 - Valores do coeficiente C2 ............................................................................................ 46
Tabela 8 - Valores de C1 em função do tipo de estaca e do tipo de solo. ..................................... 47
Tabela 9 - Valores de C3 em função do tipo de estaca e do tipo de solo. ..................................... 47
Tabela 10 - Divisão Administrativa do Distrito de Mossuril (INE) ............................................. 81
Tabela 11 - Valores de tensões efectivas ...................................................................................... 86
Tabela 12 - Estados limites considerados no dimensionamento ................................................... 89
Tabela 13 - Coeficientes de combinações fundamentais (γ) e coeficientes de combinação (ψ).. 90
Tabela 14 - Coeficientes tensões sobre para o terreno .................................................................. 90
Tabela 15 – Coeficientes de Deslocamentos ................................................................................ 91
Tabela 16 - Tabela de Combinações para ELU ............................................................................ 92
Tabela 17 - Tabela de combinações para Tensões no terreno e Deslocamentos .......................... 93
Tabela 18 - Tabela de materiais usados - Betão ........................................................................... 93
Tabela 19 - Tabela de materiais usados - Aço .............................................................................. 94

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES XII


1. Introdução

1.1. Generalidades

No âmbito da capitalização dos recursos turísticos, e sendo o turismo um dos pilares e factor de
impulso do desenvolvimento socioeconómico em Moçambique, a Sociedade LARYBIRD TST,
LDA, decidiu apostar neste ramo procurando explorar o potencial que o pais apresenta propondo-
se a executar um Hotel de 5 estrelas numa das praias mais belas do nosso pais, sendo este um
investimento que poderá impulsionar o turismo na região em que este será implantado bem como
de outros ganhos socioeconómico.

Para a concepção do projecto executivo deste hotel a LARYBIRD TST, LDA solicitou os serviços
da Andron Consultants Lda.

A concepção do projecto executivo do Hotel, foi um desafio para equipe de consultores da Andron
Consultants, visto que o mesmo no que tange ao aspecto arquitectónico deve ser atractivo e
aproveitar o máximo a componente paisagística de modo a proporcionar aos utentes uma
experiência única. Do ponto de vista de engenharia, vários foram os desafios, a se destacar os mais
relevantes: a acção do vento, visto que a zona onde será implantado o hotel é fortemente afectada
por ciclones. Outro aspecto que mereceu um tratamento especial foi a fundação do edifício que se
encontra numa praia em que os solos são arenosos, sem compacidade elevada e um nível freático
alto, exigindo-se cuidados acrescidos.

Por outro lado, devido a inflação que o país regista procurou-se minimizar o máximo os custos em
geral adoptando-se soluções estruturais e de materiais económicas, respeitando sempre as normas
referentes aos estados limites, segurança da estrutura e salvaguardando sempre as questões
ambientais.

EUGÉNIO, EDSON JOÃO RODRIGUES 1


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

1.2. Objectivos

1.2.1. Objectivo geral


O presente trabalho tem como objectivo geral o estudo e elaboração do projecto de fundações do
Hotel Larybird.

1.2.2. Objectivos específicos


Os objectivos específicos do trabalho compreenderam:
 Fazer a avaliação de todas as acções que são transmitidas a fundação, com vista a garantir
que as acções mais críticas sejam o objecto de dimensionamento e que servirão de modelo
para os vários elementos similares com acções inferiores as mais críticas.
 Fazer um redimensionamento dos elementos de fundação usando cálculos automáticos
com computador, com vista a comparar com os resultados obtidos dos cálculos efectuados
manualmente e escolher a situação óptima.

1.3. Metodologia

Foi empregue a seguinte metodologia para o alcance dos objectivos do trabalho:


 Estudo do projecto e dos elementos que o compõem (peças escritas e desenhadas);
 Consulta a trabalhos feitos sobre dimensionamento de fundações;
 Consulta de bibliografia especializada;
 Estudo e uso do programa de cálculo CYPECAD para o dimensionamento da estrutura e
obtenção das acções na fundação;
 Cálculo das fundações superficiais usando os conceitos aprendidos nas aulas de Mecânica
dos Solos I, II e Betão I, II;
 Cálculo das fundações superficiais usando o programa de cálculo CYPECAD.
 Cálculo das fundações profundas e seus maciços de encabeçamento usando conhecimentos
adquiridos nas aulas de Mecânica dos Solos I, II, Betão I, II e pesquisa individual.

Eugénio, Edson João Rodrigues 2


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

1.4. Estrutura do trabalho

O presente trabalho é composto por 4 capítulos, começando por este capítulo 1, “introdução”, no
qual se apresenta o enquadramento geral do trabalho, os seus objectivos, a metodologia usada e a
sua organização.

No capítulo 2 “Revisão Bibliográfica”, apresenta-se conceitos sobre fundações superficiais e


fundações profundas, os seus diferentes tipos, métodos de reconhecimento do solo, descrição geral
do ensaio SPT, determinação da capacidade de carga para as fundações superficiais e profundas
segundo vários autores e por fim faz se uma abordagem sobre os diferentes tipos de maciços e o
seu dimensionamento.

No capítulo 3 “Caso de estudo”, apresenta - se o enquadramento e a descrição geral do edifício,


bem como os resultados da capacidade de carga do solo em função do ensaio geotécnico, a solução
de fundações adoptadas, a Memoria Descritiva e a Memoria de calculo que apresenta os resultados
do dimensionamento dos vários elementos estruturais de fundação com recurso do programa
computacional CYPECAD.

No capítulo 4 “Conclusão e Recomendações” apresenta - se as conclusões do trabalho feito em


função dos resultados encontrados no capitulo 3 e algumas recomendações sustentadas em bases
teóricas obtidas ao longo da investigação bibliográfica do tema bem como dos ensinamentos
obtidos ao longo da formação académica.

Eugénio, Edson João Rodrigues 3


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

2. Revisão Bibliográfica

Neste capítulo pretende-se apresentar conceitos gerais sobre fundações desde as superficiais ate as
profundas.

2.1. Generalidades

O termo fundação é usado para designar a parte de uma estrutura que transmite ao terreno
subjacente o seu próprio peso, o peso da superestrutura e qualquer outra força que actue sobre ela
(Martins, 2003).

A fundação é, portanto, o elemento de ligação entre a superestrutura e o solo, sendo por isso,
elemento importante para a estabilidade das estruturas (Martins, 2003).

2.2. Tipos de Fundação

Efectuando uma escolha entre as diversas classificações usuais, opta-se nesta exposição -
superficiais e profundas - por se afigurar mais bem ajustada à principal problemática envolvida, a
geotécnica (Martins, 2003).

 Fundações Superficiais – D/B <4 (Aubyn, 2012);


 Fundações Profundas – D/B ≥ 4 (Aubyn, 2012).

Em que D é a profundidade e B a largura ou diâmetro.

2.2.1. Fundações Superficiais


Entende-se por fundação superficial aquela em que basicamente, as solicitações são transmitidas
aos solos pela face inferior do elemento de fundação (Martins, 2003).

Eugénio, Edson João Rodrigues 4


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

2.2.1.1.Tipos de Fundações Superficiais (Principais)

 Sapatas isoladas são elementos de fundação de planta quadrada ou rectangular pouco


alongada, com uma menor dimensão horizontal que, em regra, excede o dobro ou o triplo
da altura ou, excepcionalmente serão circulares. Podem ser construídas de alvenaria
(actualmente é uma solução pouco usada), de betão armado ou de betão simples, tomando
então a conformação de blocos prismáticos, sendo, talvez, esta última a forma construtiva
mais recomendável, por expedita e económica (Martins, 2003);

Figura 1 - Sapata Isolada (Martins, 2003)

 Sapatas corridas são elementos de fundação de planta alongada que acompanham


elementos super-estruturais de uma estrutura resistente em painéis, como por exemplo as
clássicas edificações de paredes resistentes, muros de suporte, ou as modernas estruturas
de painéis pré-fabricados, bem como um conjunto de pilares (Martins, 2003);

Figura 2 - Sapata Corrida (Martins, 2003)

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Figura 3 - Sapata Corrida Travada com Lintel (Martins, 2003)

 Ensoleiramentos são em particular peças de fundação de grande desenvolvimento em


planta e pequena espessura, lajes de fundação portanto, constituindo “jangada” sobre a qual
repousa toda a edificação. Podem ser de espessura constante ou nervuradas.
Na concepção de um edifício com ensoleiramento há que garantir que a resultante das
cargas verticais se situe próximo do centro de gravidade da laje de fundo e, com uma
adequada margem de segurança, dentro do núcleo central. Desta forma garante-se uma
distribuição de tensões relativamente uniforme e limita-se eventuais inclinações do
edifício.
Se a arquitectura prevista para o edifício não for compatível com aquele requisito há que
subdividi-lo em blocos de ensoleiramentos para os quais se verifique essa condição.

Figura 4 – Ensoleiramento (Martins, 2003)

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2.2.2. Fundações Profundas


Na fundação profunda, como se deduz por simples lógica, as solicitações transmitidas são
absorvidas em parte pela face inferior ou extrema do elemento, e outra parte por aderência das
faces laterais do elemento – fuste – ao solo lateralmente adjacente (Martins, 2003).

2.2.2.1.Tipos de Fundações Profundas

Há duas subdivisões principais a considerar: pegões e estacas. Será prudente referir, muito embora,
que os pegões podem apresentar geometria e colocação passível de caírem, de certa forma, perto
do campo de definição das fundações directas. Distinguem -se pêlos métodos construtivos e pela
esbelteza (relação comprimento / dimensão transversal) (Martins, 2003).

a. Pegões
Os pegões não são senão estacas do tipo moldado, mas de grande secção transversal, nunca inferior
a 1m2, mesmo habitualmente com secção bastante maior. São frequentes as secções circulares,
mas também são muito comuns secções quadrangulares, normalmente executados em betão
simples ou armado. Têm um âmbito mais limitado de aplicação (Martins, 2003).

Figura 5 – Pegões (Martins, 2003)

b. Estacas
São peças longas de fraca secção transversal que servem de veículo de transmissão de cargas entre
a base da estrutura e a camada firme de fundação (no caso de secções circulares, de diâmetro pouco

Eugénio, Edson João Rodrigues 7


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excedendo 1 m, muito frequentemente com secções ainda menores) e com esbelteza maior do que
6 ou 7. As fundações de estacas são, genericamente, de dois tipos: pré-moldadas e cravadas no
terreno ou moldadas mesmo no local (Martins, 2003).

b.1. Estacas pré-moldadas e cravadas no solo

É recomendável a sua utilização em solos arenosos pouco compactos, porque aumentam


substancialmente a densidade do solo (Martins, 2003).

Não devem ser utilizadas em condições de solo de estratos pouco espessos de seixos grossos
(Martins, 2003).

b.1.1. Estacas cravadas por vibração


São aquelas em que a própria estaca ou molde é introduzida no terreno através de equipamento
vibratório (Martins, 2003).

b.1.2. Estacas cravadas por prensagem


São aquelas em que a própria estaca ou molde é introduzida no terreno através de um macaco
hidráulico. Não vibram, e devido ao pequeno porte dos seus equipamentos são bastante utilizadas
em obras de reforço de fundações (Martins, 2003).

b.1.3. Estacas cravadas por percussão


São aquelas em que a própria estaca ou molde é introduzida no terreno através de golpes de martelo
de gravidade, de explosão, de vapor ou ar comprimido (Martins, 2013).

A vibração é um factor existente neste tipo de estaca, e deve ser tido em linha de conta as condições
de vizinhança e peculiaridades do local (Martins, 2003).

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Figura 6 - Estacas Cravadas (Martins, 2003)

Dentro deste tipo podem ser encontradas as que se seguem:

b.1.3.1. Estacas de madeira


A estaca de madeira é o tipo mais antigo de estaca que se usou e o mais simples. As madeiras mais
utilizadas provêm de árvores resinosas (pinheiro, lávice, pinheiro-alvar ou ainda carvalho, olmeiro,
castanheiro, entre outras), por serem mais resistentes e se conservarem melhor. São utilizadas
como fundação e cimbramento (Martins, 2003).

Ainda segundo Martins, 2003 estacas de madeira devem ser utilizadas para pequenas cargas, e
respeitando as seguintes condições:
o Diâmetro mínimo de 15cm para a ponta e 25cm para o topo;

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o Alinhamento entre os centros das secções do topo e ponta devem estar dentro da estaca;
o Em terrenos muito resistentes deve ser feita a protecção do topo da estaca quanto a danos
de cravação com ponteira de aço, a qual permitirá evitar o seu rebentamento e
simultaneamente facilitar a penetração;
o Arrasamento do topo da estaca que deve estar abaixo do nível de água, a não ser que
recebam um tratamento com eficácia comprovada, de modo a que se conservem, pelo que
a cabeça deve ficar 50 a 60 cm abaixo do nível de água registado.
o As estacas são cravadas com bate-estacas de pequenas dimensões e martelos leves,
devendo a relação entre o peso do martelo e o peso da estaca ser a maior possível, e no
mínimo em torno de 1.0.

O diâmetro médio das estacas de madeira varia entre 22cm a 30cm, sendo o seu comprimento
máximo de 20m. Os seus diâmetros extremos não devem ser muito diferentes, devendo o extremo
na ponteira não ter secção inferior a 2/3 da secção na outra extremidade (cabeça) (Martins, 2003).

b.1.3.2. Estacas de aço;


As estacas metálicas são correntemente utilizadas em obras de reforço de fundações de edifícios,
pontes ou cais, especialmente quando se deseja atingir profundidades muito elevadas. São
formadas por troços de 2 a 4m, soldados entre si (Martins, 2003).

Por serem de aço devem ser rectilíneas e uma vez cravadas em terreno natural dispensam
tratamento especial, independentemente do nível de água. No caso de locais com materiais
agressivos ao aço, devem ser protegidas através de encamisamento de betão, pintura epoxy,
protecção catódica, etc. (Martins, 2003).

Apresentam uma gama variada de perfis abertos em I, T, U ou Z. Exibem elevada esbelteza para
ter bom aproveitamento da resistência do aço, porque contêm armadura reforçada na cabeça e na
ponteira e protector na cabeça durante a cravação. Podem ainda ter ou não reforço na sua altura.
Podem ser de perfis laminados, perfis soldados, simples ou múltiplos, tubos de aço, de chapa
dobrada e trilhos metálicos (Martins, 2003).

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As emendas podem ser soldadas, talas de junção ou talas aparafusadas.


Geralmente, é usual cortar o topo danificado após o término da cravação. No caso de estacas
submetidas a tracção, deve-se soldar uma armadura de forma a transmitir os esforços à estaca.
Em casos de penetrações elevadas, dada a pequena secção das estacas metálicas, deve ser
interrompida a cravação e após alguns dias verificar o efeito de "recuperação elástica", ou se
necessário executar provas de carga (Martins, 2003).

Estes perfis devem permitir desenvolver grande atrito, permitindo contudo a cravação. Os
momentos de inércia segundo os seus eixos devem ser sensivelmente iguais e suficientemente
grandes para que a estaca possua a rigidez suficiente para resistir aos esforços de cravação
(Martins, 2003).

Para estacas de forma tubular, pode ser efectuada ou não a obturação da parte inferior com um
rolhão metálico ou em betão. Se não for efectuada a obturação da ponteira, o solo contido no tubo
é extraído através de um processo de sondagem entubada (Martins, 2003).

As estacas de perfil em I são reforçadas num determinado comprimento com peças soldadas
(nervuras de rigidez contra a encurvadura) (Martins, 2003).

Este reforço absorve uma parte razoável da energia de cravação e são menores as possibilidades
da estaca se deslocar da sua posição (Martins, 2003).

A utilização destes perfis em I, deve limitar-se a 2,50 m, excepto se forem previstos recursos
especiais (Martins, 2003).

Em caso da utilização de reforço, este deve ser previsto no cálculo da estaca. As estacas de perfis
em U, com cantos arredondados têm espessura uniforme de 10 mm e são obtidos por laminagem
a quente (Martins, 2003).

b.1.3.3. Estacas em betão armado pré-fabricadas

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As estacas pré-moldadas ou pré fabricadas podem ser de betão armado ou não, com forma
horizontal, vertical ou por sistema de centrifugação (Martins, 2013).

A sua secção pode ser quadrada, circular, hexagonal, tipo estrela, maciças ou ocas e sua armação
deve atender aos esforços de manuseio como cravação, transporte, e utilização (Martins, 2003).

As dimensões das secções variam de 15 cm a 70 cm, com comprimentos das peças variando até
12.00m (Martins, 2003).

As emendas podem ser feitas através de soldadura, luvas soldadas ou luvas de simples encaixe,
desde que a emendada possa resistir a todas as solicitações que a estaca estará submetida (Martins,
2013).

Nas duas extremidades da estaca, deve haver reforço da armação transversal, devido aos esforços
de cravação (Martins, 2013).

O recobrimento nestas áreas deverá ser de 30 a 50mm, com resistência característica do betão
25 a 35 MPa (Martins, 2013).

Para estacas de betão, a relação entre o peso do martelo e o peso da estaca deve ser a maior possível,
e no mínimo em torno de 0.5 (Martins, 2013).

Quando a cota de arrasamento estiver abaixo do plano de cravação, pode-se utilizar um suplemento
(prolonga, noiva, etc.), que funciona como "guia" o qual é retirado após a cravação (Martins,
2013).

O suplemento absorve parte razoável da energia de cravação mas são maiores as possibilidades de
a estaca ser deslocada de sua posição. O seu uso deve ser restrito até 2,50 m, caso não sejam
previstos recursos especiais (Martins, 2013).

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No seu dimensionamento, tem de ser tido em linha de conta o facto de que durante a sua cravação
através de camadas relativamente duras, até que seja atingida a camada resistente, a estaca é sujeita
a esforços importantes que poderão provocar roturas, caso não sejam tomadas precauções especiais
(Martins, 2013).

Estudos efectuados com base em teorias matemáticas de determinação de esforços, mostram que
a solicitação nas estacas é influenciada pela natureza do solo, condições de cravação e pela
protecção da cabeça (Martins, 2013).

A teoria ondulatória da propagação dos esforços devidos à percussão, permite concluir que a
compressão produzida por cada golpe do martelo propaga-se de alto a baixo, partindo da cabeça
da estaca, sendo reflectida, a partir do pé, sob a forma de compressão quando o terreno é muito
duro, ou sob a forma de tracção quando o terreno é pouco compacto (Martins, 2013).

O esforço em qualquer ponto da estaca é igual à soma dos esforços correspondentes ás ondas
ascendente e descendente (Martins, 2013).

Figura 7 - Pormenor de martelo a Diesel para cravação de estacas (Martins, 2013)..

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Em cravações difíceis, as tensões de compressão produzidas na cabeça da estaca podem ultrapassar


2 kN.cm2. As situações mais difíceis, verificam-se quando a totalidade da resistência à penetração
se localiza na ponteira, podendo o esforço de compressão atingir cerca de duas vezes o esforço
máximo da cabeça (Martins, 2013).

O atrito registado sobre as paredes só tem uma pequena influência sobre os esforços na cabeça,
podendo contudo ter grande influência no que diz respeito à redução de esforços solicitando a
estaca na parte mergulhada no solo (Martins, 2013).

Para cravações fáceis, a resistência de ponta é muito pequena e a onda de choque é reflectida sob
a forma de tracção. Esta onda combina-se com a onda de compressão obtendo-se em resultado
esforços efectivos de tracção variáveis desde um valor nulo até um valor máximo que se verifica
cerca da secção média da estaca (Martins, 2013).

O colchão ou almofada colocado na cabeça da estaca para amortecer os choques do martelo tem
um importante papel na determinação dos esforços, de acordo com a relação: quanto mais
deformável mais reduzido é o esforço (Martins, 2013).

Deste modo, deve ser utilizada uma almofada na cabeça que disponha de rigidez fraca e constante.
As condições de cravação são conseguidas com o emprego de um martelo muito pesado, almofada
a menos dura possível e uma altura de queda relativamente fraca (Martins, 2013).

Recomenda-se que a relação entre o peso do martelo e o peso corrente de comprimento de estaca
seja de 10 (Martins, 2013).

As considerações anteriores mostram que durante a cravação, as estacas estão sujeitas a esforços
consideráveis. Qualquer negligência durante a execução do betão e durante a cravação poderá
provocar roturas (Martins, 2013).

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A resistência do betão ao choque deve ser tão grande quanto possível, devendo a relação entre as
tensões produzidas e a resistência ao esmagamento do betão a empregar, ser de pelo menos o dobro
(Martins, 2013).

As estacas são, em geral fabricadas horizontalmente utilizando cofragens que podem ser retiradas
rapidamente, combinadas de modo a ocupar o mínimo de espaço possível (Martins, 2013).

O betão deve ser vibrado de modo a que se consiga um bom envolvimento das armaduras. As
estacas só poderão ser utilizadas após o betão ter atingido a resistência suficiente, a qual deverá
ser controlada por ensaios (Martins, 2013).

Colocam-se as armaduras longitudinais formadas por 4 ou 8 barras, com reforço eventual na região
média da estaca (Martins, 2013).

Estas armaduras são calculadas de modo a que a estaca resista ao esforço de flexão máximo durante
𝑃𝐿2
o processo de transporte, calculado pela expressão: , sendo P o peso da estaca e L o seu
8

comprimento (Martins, 2013).

De forma a garantir a resistência ao impacto, sobretudo na ponteira e cabeça da estaca, devem ser
dispostas armaduras transversais ou estribos a todo o comprimento da estaca, nomeadamente, em
estacas que vão suportar esforços de compressão muito elevados durante a cravação. O seu
diâmetro deve ser o maior entre 5cm a 21⁄4 do diâmetro da armadura longitudinal, com
espaçamentos entre 15 a 20 cm (Martins, 2013).

Este afastamento deve ser reduzido nas extremidades, cabeça e ponteira, para afastamentos da
ordem de 5cm a 10cm (Martins, 2013).

Devem ser colocados travamentos todos os 50 a 75 cm, destinados a manter as armaduras


longitudinais no lugar durante a cravação (Martins, 2013).

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Para estacas longas (15 a 30 m) deve ser verificada a resistência à encurvadura com a colocação
de armadura para resistir a este tipo de solicitação, podendo ser considerado o travamento lateral
do terreno sobre as estacas (Martins, 2013).

Para estacas colocadas em terrenos muito compressíveis com fortes pressões horizontais, deve ser
tido em linha de conta os esforços de flexão que estes produzem (Martins, 2013).

b.1.4. Estacas - prancha;


As estacas - prancha são elementos estruturais laminares que se cravam verticalmente no solo. As
estacas - prancha podem ser de betão armado quando devem ficar definitivamente no solo, de
madeira quando se trata de obras provisórias e de aço (aço cupro - níquel) com tratamento especial
para evitar a corrosão, quando se destinam a ambientes agressivos (Martins, 2013).

As estacas - prancha de madeira, de aço ou pré-moldadas de betão armado constituem recursos


importantes utilizados em obras de contenção, ensecadeiras etc (Martins, 2013).

As de madeira e de betão armado são do tipo macho e fêmea e as metálicas são fabricadas com
vários tipos de desenhos e encaixes, momentos de inércia os mais variados para execução de
ensecadeiras ou valas de contenção (Martins, 2013).

Dependendo da sua utilização e características, podem ser estáveis, sem escoramento interno ou
exigir travamento sem um ou mais níveis (Martins, 2013).

Para formar estacas cortinas, colocam-se estacas – prancha uma junto da outra de modo a formar
uma parede contínua (Martins, 2013).

Estes elementos são cravados no solo por meio de um martinete que tem um martelo ou pilão
destinado a golpear a cabeça das estacas mediante a interposição de um chapéu ou capacete de
fincamento (Martins, 2013).

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b.2. Estacas moldadas no terreno “in situ”

São em geral em betão, armado ou não. Quando a natureza dos terrenos o permite, podem realizar
o apoio sobre o solo com boas características, escavando poços, que serão cheios com betão ou
areia (Martins, 2013).

Não é recomendável a sua utilização em situações em que haja corrente de água, onde a estaca
tenha de permanecer. Nesta situação deve então ser entubada essa parte. Não é igualmente
recomendável a sua utilização no caso de solos muito moles (Martins, 2013).

Considera-se vantajosa a sua utilização, quando existem camadas pouco espessas com pouca
capacidade de carga e com solos argilosos por baixo, atendendo a que atingem facilmente as
camadas inferiores (Martins, 2013).

Distinguem-se três categorias de estacas moldadas no solo, que seguidamente se apresentam:

b.2.1. Com molde perdido


O molde é constituído por um tubo de chapa metálica de 1mm a 3mm de espessura cravado por
bate - estacas, vibração ou jacto de água, ou troços de tubo em betão armado, sobrepostos uns aos
outros progressivamente no solo (Martins, 2013).

A extremidade dos tubos é constituída por uma ponta em madeira rija, em metal ou em betão de
alta resistência. Após a cravação do tubo, é cheio com betão armado ou não. Este processo é em
geral caro, pelo que só é utilizado em casos especiais (Martins, 2013).

b.2.2. Estacas sem revestimento


São feitas com o auxílio de um pilão cónico que faz um furo por compressão mecânica do solo.
Este tipo de estacas exige, contudo, que o terreno tenha coesão suficiente para permitir executar o
furo (Martins, 2013).

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O furo é posteriormente cheio com betão, devidamente compactado. Este sistema toma
vulgarmente o nome de sistema Compressol (Martins, 2013).

b.2.3. Estacas escavadas


As estacas escavadas são executadas por escavação mecânica, com uso ou não de lama bentonítica
e de revestimento total ou parcial, e posterior betonagem. Podem ter forma circular ou qualquer
outra. A vantagem da estaca escavada está na não produção de vibrações para sua execução.
Destacam-se três tipos principais:

b.2.3.1. Estacas Strauss


As estacas Strauss são estacas de diâmetro 25 a 55 cm executadas por escavação mecânica, através
de balde sonda ou piteira, com uso parcial ou total de revestimento recuperável, e posterior
betonagem. É um equipamento simples, constituído por um tripé, tubos, soquete (300kg), piteira
e guincho com motor, e de fácil transporte (Martins, 2013).

A perfuração é feita através da queda livre da piteira com a utilização de água. O furo geralmente
é revestido e após ser atingida a profundidade de projecto é limpo e betonado (Martins, 2013).

Durante a betonagem, o apiloamento do betão e a retirada cuidadosa do revestimento devem ser


observados a fim de se evitar interrupção do fuste (Martins, 2013).

b.2.3.2. Estacas de lama


As estacas escavadas com uso de lama podem ser circulares (estacão), ou alongadas (barrete ou
paredes diafragmas), e são executadas com equipamentos de grande porte. O uso da lama permite
a estabilidade da escavação abaixo do nível de água, podendo atingir profundidades da ordem dos
80 m. O nível da lama deve ser mantido acima do nível de água duas vezes a dimensão maior da
estaca (Martins, 2013).

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Figura 8 - Processo construtivo de estaca com recurso a lama (Martins, 2003)

As estacas circulares tem secções variando de 70 a 200cm. Os barretes variam de 40x250cm a


120x250cm. Os diafragmas podem ter espessuras a partir de 30cm (Martins, 2003).

A escavação é preenchida pela lama e, simultaneamente, é retirado o solo escavado. No final da


escavação, são feitos ensaios na lama, colocação da armadura e betonagem submersa, com a
utilização de um tubo tremonha que conduz o betão para o fundo da escavação. À medida que o
betão sobe, a lama é bombeada para os silos de armazenamento. Recomenda-se que a betonagem

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ultrapasse a cota de arrasamento da estaca para que seja removida a eventual mistura betão – lama
(Martins, 2013).

b.2.3.3. Hélice contínua


As estacas hélice contínuas são muito utilizadas actualmente. Trata-se da perfuração do terreno
através de um trado helicoidal contínuo, que retira o solo sem desconfinamento (Martins, 2013).

Uma vez atingida a profundidade de projecto, o betão é bombeado para dentro do trado a partir da
cota de ponta da estaca. O trado é cuidadosamente retirado simultaneamente ao ser bombeamento
do betão. A armadura pode ser simplesmente espetada no topo da estaca ou introduzida através de
vibrador. O computador instalado na máquina regista todos os parâmetros referentes ao perfil da
estaca tais como: torque, velocidade de elevação do trado, volume teórico e real do betão utilizado,
pressão de bombeamento utilizada, e tempo de execução (Martins, 2013).

Além de não produzirem vibrações, as estacas hélice contínua têm uma produção elevada, podendo
ser executadas abaixo do nível de água (Martins, 2013).

As secções das estacas variam de 27 a 110 cm, com comprimento limitado a 24 m.

Figura 9 - Fases de execução da estaca com trado contínuo (Martins, 2013)

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Figura 10 - Máquina de estaca hélice contínua (Martins, 2013)


.

b.2.3.4. Estacas com molde perdido


As estacas com revestimento (molde) temporário são executadas utilizando um tubo aberto ou não
numa extremidade, cravado no solo, com ou sem a sua extracção, sendo preenchido o vazio com
betão à medida que se retira a tubagem (Martins, 2013).

Existem vários sistemas actualmente usados com sucesso diferenciando-se pelo método de
cravação do tubo e extracção do terreno (Martins, 2013).

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b.2.3.5. Estacas com revestimento temporário


Em certos terrenos, firmes sem desmoronamento, pode ser dispensada a existência de
revestimento, sendo somente necessário um anel funil de protecção na boca do furo, para preservar
o desmoronamento mais provável nesta região, pela continuidade das operações de introdução e
extracção do material de corte do solo (Martins, 2013).

Este tipo de revestimento é constituído por um tubo obturado numa extremidade, portanto sem
extracção do terreno. Utilizam-se modernamente equipamentos de furação que recorrem à
bentonite, material que se adapta às paredes do furo, impedindo o seu desmoronamento,
dispensando pois o revestimento metálico (Martins, 2013).

Podem ser consideradas dentro deste tipo de estacas, as que a seguir se representam.

b.2.3.5.1. Estacas Franki


A estaca FRANKI – tipo normal, é uma estaca de betão armado ou betão simples, executada do
seguinte modo:

Cravação do tubo
Utilizando um tubo ou vários tubos, em aço, de grande diâmetro, obturado na sua parte inferior. É
introduzida no seu interior uma certa quantidade betão quase seco, que se apiloa por meio de um
pilão de elevado peso (2 a 5 ton.) que pode cair de vários metros de altura.
Sob a acção do choque do pilão, o betão forma na base do tubo uma “rolha” estanque que penetra
ligeiramente no terreno, e cuja parte superior, fortemente comprimida contra as paredes do tubo,
o vai arrastando por atrito (Martins, 2013).

Durante a cravação, forma-se uma cavidade que posteriormente será cheia com betão, compactado
e vibrado à medida que se retira o tubo. A penetração do tubo no solo faz-se sem qualquer extracção
do mesmo (Martins, 2013).

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Betonagem com execução de base alargada


Atingida a profundidade prevista é controlada a resistência dinâmica, definida pela nega
estabelecida, eleva-se o tubo ligeiramente, suspendendo-o a pequena altura com os cabos.
Posteriormente liberta-se a ponteira do rolhão dando pancadas com o pilão (Martins, 2003).

Obtém-se assim uma estaca de maior diâmetro, com o aspecto de uma coluna muito rugosa
apoiando-se numa base alargada (Martins, 2003).

A base alargada é obtida à custa de adições repetidas de betão, fortemente apiloado (Martins,
2003).

Execução do fuste
O fuste é em seguida executado, até à cota pretendida, apiloando-se o betão em camadas
sucessivas, arrancando-se de cada vez o tubo de 20 a 50 cm (Martins, 2003).

Deve sempre controlar-se por meio de marcas de referência nos cabos, a manutenção no fundo do
tubo de uma camada de betão suficiente para que as paredes junto à estaca nunca fiquem a
descoberto, evitando a entrada de água ou terra (Martins, 2003).

Os diâmetros usuais são 300, 350, 400,450, 500, 520, 600 e 700 mm. As profundidades podem
atingir os 30 m (Martins, 2003).

Os problemas básicos desta estaca dizem respeito a encurtamento de ferragem (decorrente de


betonagem inadequada ou deformação do fuste) e levantamento de estacas já executadas aquando
da execução de estacas próximas (Martins, 2003).

Quando existem camadas muito moles de grande espessura, ou quando as condições locais não
permitem a execução de estaca Franki comum, (esforços de arrancamento para extrair a camisa)
pode usar-se a estaca Franki tubada (Martins, 2003).

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Neste tipo de estaca crava-se um tubo com espessura de 8 a 10 mm e executa-se a base e a


betonagem não sendo o tubo retirado. Pode ainda cravar-se o tubo normal e introduzir outro tubo
mais fino para se betonar o fuste (Martins, 2003).

b.2.3.5.2. Estacas injectadas


Neste tipo de estaca normalmente é injectado sob pressão calda de cimento, de forma a aumentar
a resistência lateral e de ponta. Não vibram e, devido ao pequeno porte de seus equipamentos, são
bastante utilizadas em obras de reforço de fundações. São utilizadas também para estabilização de
encostas, e próximas a instalações industriais sensíveis a vibração. Os tipos mais comuns destas
estacas são:

b.2.3.5.2.1. Estacas injectadas de pequeno diâmetro


Têm forma circular e diâmetro até 20 cm, são conhecidas como “estacas–raiz”, “mico estacas” e
“presso - estacas” (Martins, 2003).

São utilizadas principalmente para reforço de fundações, sendo escavadas com perfuractriz e
injectadas. Podem ser verticais ou inclinadas. São executados com equipamento de rotação com
uso ou não de lama bentonítica, e revestimento total ou parcial do furo. Após escavação até a cota
de projecto, e feita a limpeza do furo, é introduzida a armadura com o tubo para injecção.
Seguidamente é removido o revestimento e inicia-se a injecção (Martins, 2003).

Estas estacas devem ser injectadas com calda de cimento ou argamassa com um consumo mínimo
de 350 kg/ m3de material injectado. As injecções podem ser feitas em várias fases e de acordo com
a distribuição das válvulas ao longo do fuste (Martins, 2003).

Nos casos em que as estacas atravessam espessas camadas de material orgânico ou argila mole,
deve-se considerar o efeito de varejamento (Martins, 2003).

Eugénio, Edson João Rodrigues 24


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2.3.5.2.2. Estacas Raiz


Têm forma circular e diâmetro até 410 mm, verticais ou inclinadas. São escavadas com perfuratriz
e injectadas, recorrendo a equipamento de rotação ou rectropercussão com circulação de água,
lama bentonítica ou ar comprimido (Martins, 2003).

Podem atravessar terrenos de qualquer natureza, com mato, rochas, concreto, etc... Concluída a
perfuração com revestimento total do furo, introduz-se a armadura, e através de um tubo interno,
é injectada a argamassa de areia e cimento de baixo para cima, retirando-se o revestimento e
aplicando-se pressões em função da natureza do terreno (Martins, 2003).

b.2.3.5.2.3. Jet - Grouting.


Jet - Grouting ou colunas de solo-cimento são normalmente utilizadas para obras de grande porte,
como consolidação de terrenos para escavação de túneis, escavação de poços profundos,
diafragmas para barragens, etc (Martins, 2003).

A coluna de jet - grouting é executada através da perfuração de uma haste até à profundidade do
projecto, após o que se procede à injecção de nata de cimento com bombas de altíssima pressão
através de bicos injectores (Martins, 2003).

É prefixada a velocidade de subida e rotação.

Eugénio, Edson João Rodrigues 25


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Figura 11 - Estacas Raiz (Martins, 2003).

Figura 12 - a) Jet-Grouting; b) A ponteira do jacto; c) Tubo triplo. (Martins, 2003)

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b.3. Estacas mistas


Representa um caso onde a solução de estaca é constituída pela combinação de dois ou mais
materiais diferentes: madeira e aço, aço e betão, ou outras duas técnicas diferentes: base Franki e
fuste pré-moldado (Martins, 2003).

Destinam-se a aterros particularmente difíceis ou fundações com problemas especiais. A sua


execução poderá ser feita por cravação, percussão, prensagem ou perfuração (Martins, 2003).

As estacas devem atender aos requisitos de cada tipo utilizado, e a sua ligação e alinhamento
devem suportar as cargas previstas (Martins, 2003).

2.2.2.2.Tipo de estacas quanto ao efeito no solo envolvente

As estacas podem ser classificadas em três categorias, em função do efeito que provocam no solo
envolvente durante a sua execução, como indicado na Tabela 1 (Santos, 2008).

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Tabela 1 - Classificação das Estacas (Santos, 2008)

2.3. Reconhecimento do solo de fundação

O problema da determinação da capacidade de carga dos solos é dos mais importantes para o
engenheiro civil que projecta ou executa fundações (Martins, 2003).

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A escolha do tipo de fundação depende de vários aspectos relacionados, quer com o tipo de
estrutura do edifício, quer especialmente com as características geotécnicas do solo de fundação.
É este último aspecto que se vai abordar (Martins, 2003).

Os métodos de prospecção geotécnica e geológica existentes são muitos e a escolha do mais


apropriado dependerá, entre outros factores, da dimensão e importância da obra e do conhecimento
prévio eventualmente existente do terreno de fundação (Martins, 2003).

Seguidamente referem -se os principais métodos de prospecção habitualmente utilizados no


reconhecimento dos solos e que devem ser escolhidos de acordo com as características da obra e
da zona de implantação (Martins, 2003).

Assim, para uma caracterização de grandes áreas e para permitir uma avaliação em termos globais,
a possibilidade de realizar, numa primeira fase uma prospecção sísmica ou eléctrica (Martins,
2003).

Para uma avaliação mais localizada dos terrenos pode recorrer-se aos seguintes métodos de
prospecção (Martins, 2003).

o Poços e valas quando se prevê a fundação próxima da superfície;


o Ensaios de penetração estática (CPT) e de penetração dinâmica, como o do penetrometro
dinâmico ligeiro (LNEC), este último para pequenas profundidades;
o Sondagens de percursão a utilizar em solos ou rocha branda com realização de ensaios SPT
com recolha de amostras;
o Sondagens de rotação a utilizar em rochas com eventual extracção de amostragem;
o Ensaio de molinete para caracterização da coesão não drenada de solos argilosos;
o Ensaios de placa;
o Ensaios de pressiometro;
o Ensaios de Lefranc (solos) e Lugeon (rochas) para caracterização de permeabilidade.

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As amostras retiradas através dos métodos directos de prospecção poderão ser ensaiadas em
laboratório para o que se dispõe entre outros dos seguintes ensaios:

o Granulometria e limites de consistência (identificação do solo);


o Compressão simples;
o Corte directo;
o Compressão triaxial;
o Ensaio edométrico.

Na utilização de ensaios “in situ”, diversos métodos podem ser usados para determinar a
capacidade de carga e a deformabilidade dos solos. Destes, uns servem para determinar “in situ” e
não em laboratório, as características geotécnicas que intervêm nas fórmulas clássicas. São
utilizados de preferência nos casos de materiais onde seja difícil a recolha de amostras com
qualidade satisfatória, bem como a sua análise laboratorial. De facto, a utilização destes ensaios
não modifica em nada os métodos de cálculo da resistência do solo (caso da utilização do ensaio
SPT) (Martins, 2003).

Inversamente, outros métodos permitem obter, mais ou menos directamente, o valor da capacidade
de carga, enquanto outros podem ainda ser utilizados das duas maneiras (como os ensaios de
penetração) (Martins, 2003).

Convém assinalar que todos estes métodos, que são somente resultados aproximados, exigem bom
conhecimento da estrutura geológica do terreno e experiência comprovada de quem os utiliza.
(Martins, 2003).

2.3.1. Descrição geral do ensaio SPT


O SPT - Standard Penetration test (Ensaio de Penetração Dinâmica) é um ensaio dinâmico que
consiste em cravar no fundo de um furo de sondagem, devidamente limpo, um amostrador
normalizado (Santos, 2008).

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O SPT desenvolvido em 1927 é hoje um dos ensaios correntemente mais usados e o mais
económico para obter informação sobre solos de fundações. O método foi estandardizado em 1958
como ASTM D1586 (Santos, 2008).

O ensaio SPT é realizado na base de um furo de sondagem e consiste em cravar no terreno um


amostrador com dimensões e energia de cravação normalizadas (pilão com 63,5 kg de massa e
altura de queda de 760mm). O ensaio é realizado em três fases com penetrações de 15cm,
respectivamente. Devido à perturbação do terreno provocada pelos trabalhos de furação,
desprezam-se os resultados obtidos na primeira fase. O número de pancadas necessárias para
atingir a penetração de 30cm (segunda e terceira fase) define o valor de N (SPT) (Santos, 2008).

Trata-se de um ensaio expedito e pouco dispendioso e, por isso, é talvez o ensaio mais utilizado
na prática para o reconhecimento das condições do terreno (Santos, 2008).

Figura 13 – Ilustrador do ensaio SPT (Santos,2008 ). Figura 14 – Amostrador (Santos,2008 ).

2.3.1.1.Factores correctivos do resultado do Ensaio SPT

Considerou-se para efeitos de normalização uma eficiência de 60% para o sistema de cravação,
isto é, só 60% da energia potencial (produto da massa pela altura de queda do pilão) atinge o
extremo inferior do equipamento (Santos, 2008).

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Os equipamentos com dispositivo de disparo automático do pilão apresentam uma eficiência da


ordem dos 60%, enquanto os equipamentos mais antigos em que é necessário elevar e largar o
martelo através de um dispositivo de corda e roldana, as perdas de energia são bastante
superiores e a eficiência reduz para valores da ordem dos 45% (Santos, 2008).

(𝑁1 )60 = 𝐸𝑅𝑟 /60 × 𝜆 × 𝐶𝑁 × 𝑁


Onde:
𝐸𝑅𝑟 - Eficiência;
λ - Factor de correcção do comprimento das varas;
CN - factor de correcção da tensão efectiva de recobrimento (areias);
N – Numero de pancadas necessárias para atingir a penetração de 30cm.

Tabela 2 - Factor correctivo relacionado com o comprimento das varas (EC7) (Santos, 2008).
Comprimento total das varas (m) λ
3–4 0.75
4–6 0.85
6 – 10 0.95
>10 1.0

Figura 15 - Factor de Correcção CN em função da tensão vertical efectiva (Hannigan, 2006).

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Figura 16 – Factor de correcção de Energia ER/60 (Barnes, 2010).

2.3.1.2.Correlações com base no valor do SPT

Os parâmetros de projecto são obtidos a partir da correlação dos resultados dos ensaios de campo
com os de laboratórios e dos ensaios de campo entre si. (Martins. JB, 2002).

O valor corrigido de (𝑁1 )60 pode ser usado para estimar a densidade relativa de solos não coesivos
e a consistência de solos coesivos, respectivamente. A Tabela 3 contem uma relação empírica entre
o valor de (𝑁1 )60 , e a densidade relativa, angulo de atrito interno e o peso especifico de solos
granulares. É enfatizado que para solos contendo partículas de tamanho de cascalhos, esta tabela
pode produzir resultados incorrectos. Nesses casos, as correlações devem ser usadas só para
estimativas aproximadas (Hannigan, 2006).

Tabela 3 - Valores empíricos para ø, Dr e Peso específico saturado de solos granulares baseado nos valores corrigidos de N
(Hannigan, 2006).

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2.4. Capacidade de Carga de Fundações

Quando uma carga proveniente de uma fundação é aplicada ao solo, este deforma -se e a fundação
assenta, como se sabe para um mesmo solo e igual área de influência. Quanto maior a carga,
maiores os assentamentos. Como indicado na fig. 17, para pequenas cargas os assentamentos são
aproximadamente proporcionais (Martins, 2003).

Das duas curvas pressões-assentamentos mostradas, observa-se que uma delas apresenta uma bem
definida pressão de ruptura pr, que, atingida, os assentamentos tornam -se incessantes. Este caso,
designado por ruptura generalizada, corresponde aos solos pouco compressíveis (compactos ou
rijos) (Martins, 2003).

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Figura 17 - Pressões – Assentamentos (Martins, 2003)

A outra curva mostra que os assentamentos continuam crescendo com o aumento das pressões,
porém não evidência, como anteriormente, uma pressão de ruptura; esta será então arbitrada (pr´)
em função de um assentamento máximo (r´) especificado. Neste caso, denominado ruptura
localizada, enquadram -se os solos muito compressíveis (muito deformáveis) (Martins, 2003).

Atingida a ruptura, o terreno desloca-se arrastando consigo a fundação, como mostrado na fig. 17.
O solo passa, então, do estado “elástico” ao estado “plástico”. O deslizamento ao longo da
superfície ABC é devido à ocorrência de tensões de cisalhamento maiores que a resistência ao
cisalhamento do solo (Martins, 2003).

Não são muito comuns os acidentes de fundação devidos a ruptura do terreno, o que demonstra os
cuidados que normalmente implica (Martins, 2003).

A pressão de ruptura ou capacidade de carga de um solo é, assim, a pressão (ou tensão) pr, que
aplicada ao solo causa a sua ruptura. Afectando-a de um adequado coeficiente de segurança, da
ordem de 2 a 3, obtém -se a pressão (ou tensão) admissível, a qual deverá ser “admissível” não só
à ruptura como às deformações excessivas do solo (Martins, 2003).

O cálculo da capacidade de carga do solo pode ser feito por diferentes métodos e processos, embora
nenhum deles seja matematicamente exacto (Martins, 2003).

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2.4.1. Capacidade de Carga de fundações superficiais

A carga limite última vertical Q de uma fundação pode ser avaliada analiticamente. Para tal
deverão ser consideradas situações a curto e longo prazo, particularmente em solos finos, onde a
variação das pressões intersticiais ao longo do tempo pode conduzir a variações da resistência do
solo (Martins, 2003).

Em terrenos suficientemente homogéneos a carga limite última do solo de fundações pode ser
avaliada com recurso às equações baseadas na teoria da plasticidade, as quais têm em consideração,
por um lado, a forma e a profundidade da fundação e, por outro lado, a inclinação e excentricidade
da carga (Martins, 2003).

2.4.1.1.Capacidade de carga segundo Terzaghi

Segundo “Morreira 2011”,Terzaghi (1943) desenvolveu uma teoria para o cálculo da capacidade
de carga, baseado nos estudos de PRANDTL (1920) para metais. Para tal admitiu algumas
hipóteses:

o Resistência ao corte do solo definida em termos da coesão c e do ângulo de atrito;


o Peso específico 𝛾 constante;
o Material com comportamento elasto - plástico perfeito;
o Material homogéneo e isotrópico;
o Estado plano de deformação.

Considera-se que a rotura se dá ao longo de uma cunha, logo abaixo da sapata, seguida de uma
curva espiral logarítmica, que segue até a superfície do terreno (Fig. 39).

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Figura 18 - Superfície de deslizamento de Terzaghi (Morreira, 2011)

Segundo Terzaghi para a capacidade de carga são:


 Fundação continua
𝐵
𝑞𝑢 = 𝑐 × 𝑁𝑐 + 𝑞 × 𝑁𝑞 + 𝛾 × ( ) × 𝑁𝛾
2
 Fundação quadrada
𝐵
𝑞𝑢 = 1,3 × 𝑐 × 𝑁𝑐 + 𝑞 × 𝑁𝑞 + 0,8 × 𝛾 × ( ) × 𝑁𝛾
2
Onde:
𝑁𝑐, 𝑁𝑞, 𝑁𝛾 - Factores de capacidade de carga;
𝑐 – Coesão;
𝑞 – Sobrecarga do solo por cima da sapata;
𝛾 – Peso específico;
𝐵 - Largura da sapata.

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Tabela 4 - Factores de Carga de Terzaghi (Morreira, 2011)

A carga admissível será dado pela seguinte expressão:

𝑞𝑢
𝑞𝑎𝑑𝑚 =
𝐹𝑠
Onde:
𝑞𝑢 – Carga última;
𝐹𝑠 – Factor de segurança.

Devidos as incertezas nos parâmetros de resistência ao corte, a falta de homogeneidade e isotropia


dos solos, o factor de segurança no mínimo de 3 é aplicado a capacidade de carga última para
fundações rasas para a obtenção da capacidade de carga admissível (Das, 2007).

2.4.1.2.Capacidade de carga segundo Peck, Hansen e Thornburn

Terzaghi e Peck (1948) desenvolveram um gráfico empírico relacionando a pressão de


carregamento admissível 𝑞𝑎 com o valor “N” do SPT. Contudo o mesmo gráfico relaciona 𝑞𝑎 com
a largura da fundação, com um desenho complicado devido a iteratividade requerida do processo.
Peck, Hanson e Thornburn (1974) simplificaram o gráfico em duas regiões, uma onde a pressão

Eugénio, Edson João Rodrigues 38


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esta relacionado com a capacidade de carga (para fundações de pequenas larguras) e uma onde a
pressão esta limitada pelo assentamento (Barnes, 2010).
Uma versão do gráfico modificado por Peck, Hanson, Thornburn simplificou ainda mais,
permitindo que a capacidade de carga admissível fosse reportada pela seguinte fórmula:

𝑞𝑎 = 10.5 × 𝑁 ′ × 𝐵 para largura de B < 1m


𝑞𝑎 = 10.5 × 𝑁 ′ para largura de B ≥ 1m

Onde:
𝑁’ - é o valor corrigido do valor de campo N;
𝐵 – é a largura da sapata.

Figura 19 - Gráfico para capacidade de carga admissível em função do valor SPT corrigido (Barnes, 2010)

2.4.1.3.Causas de deformações excessivas ou rotura de fundações

Por outro lado “Martins, 2003” apresenta factores que podem dar origem a deformações
excessivas ou rotura das fundações algumas das causas que se listam a seguir:

o Aplicação de cargas e sobrecargas estruturais;


o Abaixamento do nível freático;
o Contracção do solo por secagem;

Eugénio, Edson João Rodrigues 39


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o Expansão ou colapso da estrutura do solo por humidificação;


o Nos solos argilosos, contracção devida ao crescimento rápido de árvores ou expansão
depois da remoção destas;
o Colapso, ou assentamento, devido à vizinhança de caves, minas, galerias oupoços (mal
revestidos ou mal entivados);
o Vibrações em terrenos brandos, especialmente areias soltas;
o Variações sazonais do teor de humidade do solo;
o Efeitos do gelo;
o Ataque químico (corrosão do aço, presença de sulfatos junto ao betão, etc.), em geral, e
especialmente na vizinhança de instalações fabris.

2.4.1.4.Valores de assentamentos admissíveis

O valor do assentamento admissível depende do tipo de estrutura a fundar (e da sua utilização). É


essencial manter controlo sobre os assentamentos diferenciais para evitar dificuldades na utilização
da estrutura bem como esforços secundários insuportáveis (Martins, 2003).

Os assentamentos totais também devem ser limitados, não só por poderem dar origem aos
assentamentos diferenciais, mesmo em condições de aparente homogeneidade do terreno de
fundação, mas também por criarem alterações nas cotas de acesso aos edifícios e roturas ou avarias
nas ligações de águas, esgotos, canalizações de gás, etc (Martins, 2003).

A título de exemplo e considerando a distância L entre dois pilares consecutivos, os assentamentos


diferenciais não devem ultrapassar os seguintes valores: (Martins, 2003).

o L/300 para os edifícios habituais;


o L/500 se se prevêem muitas máquinas e não se pretende correr riscos nestes assentamentos;
o L/1000 ou menos para certos equipamentos especialmente exigentes (devem ser referidos
no Projecto/Caderno de Encargos);
o B/250 para torres ou chaminés de largura de base B;
o L/100 para grandes armazéns de mercadorias não exigentes;

Eugénio, Edson João Rodrigues 40


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o L/750 se esses armazéns forem equipados com sensíveis equipamentos automáticos


modernos;
o L/300 para grandes reservatórios metálicos, ao longo da coroa periférica, embora entre o
centro e a periferia desses reservatórios possam ocorrer, às vezes, assentamentos
diferenciais de alguns decímetros.

2.4.2. Capacidade de Carga de Estacas


2.4.2.1.Método Analítico Proposta de Terzhagi (Uma Estaca)

A capacidade resistente de uma estaca, como qualquer fundação, depende sobretudo das
propriedades mecânicas do solo que a suporta, mas também das propriedades físicas e mecânicas
da estaca (tais como: dimensões geométricas, resistência, rugosidade, etc.) e do seu processo de
instalação, que pode influenciar alguns dos factores anteriores (Santos, 2008).

A capacidade resistente de uma estaca pode ser determinada, teoricamente, considerando duas
componentes, uma na base da estaca (importante em estacas que funcionam por ponta) e outra
devida ao atrito desenvolvido entre a superfície lateral da estaca e o solo que a envolve
(predominante em estacas flutuantes), segundo a expressão (Santos, 2008):

𝑅 = 𝑅𝑏 + 𝑅𝑠 = 𝑞𝑏 𝐴𝑏 + 𝑞𝑠 𝐴𝑠
Onde:
𝑅 - Capacidade resistente da estaca;
𝑅𝑏 - Resistência de ponta;
𝑅𝑠 - Resistência lateral;
𝑞𝑏 - Resistência de ponta unitária;
𝐴𝑏 - Área da base da estaca;
𝑞𝑠 - Resistência lateral unitária;
𝐴𝑠 - Área lateral da estaca.

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A dedução das equações baseia-se na teoria da plasticidade considerando uma determinada


configuração geométrica para as superfícies de rotura e admitindo para o solo o critério de rotura
de Mohr – Coulomb, ou seja:
𝜏 = 𝑐 ′ + 𝜎 ′ tan 𝜙 ′

Onde:
𝜏 – Tensão de corte;
𝑐 ′ - Coesão;
𝜎 ′ - Tensão normal no plano de corte;
𝜙 ′ - Ângulo de atrito interno do solo;
As - Áreas lateral da estaca

Com base nesta teoria, mostra-se que a expressão geral da resistência de ponta unitária pode ser
expressa aproximadamente por:
𝑞𝑏 = 𝑐 ′ 𝑁𝑐 + 𝜎𝜊′ 𝑁𝑞 + 𝛾𝑏𝑁𝛾
Onde:
𝜎𝜊′ - Tensão vertical de recobrimento ao nível da base da estaca;
𝛾 - Peso volúmico do solo;
𝑏 – Diâmetro da estaca;
𝑁𝑞 , 𝑁𝑐 , 𝑁𝛾 – Factores de capacidade de carga dependentes do angulo de atrito interno do solo, da
rugosidade da base da estaca e incluem o efeito da profundidade da forna da estaca.

A componente γbNγ é, em geral, omissa dado que a sua contribuição é desprezável face às restantes
parcelas da equação. Assim, para o caso dos solos não coesivos (𝑐 ′ = 0) a expressão de 𝑞𝑏
simplifica - se e pode ser reescrita da seguinte forma:

𝑞𝑏 = 𝜎𝜊′ 𝑁𝑞

As teorias propostas por diversos autores, diferem essencialmente na configuração da superfície


de rotura e na forma como é considerada a contribuição do solo acima do plano da base da estaca.

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Apresenta-se, a seguir, a descrição mais detalhada da solução proposta por Terzaghi para o factor
de capacidade de carga 𝑁𝑞 .

 Proposta de Terzaghi (1943)

A superfície de rotura assumida por Terzaghi (1943) para uma estaca é a apresentada na Fig.20 e
esta é derivada da teoria geral para as fundações superficiais proposta pelo autor. Terzaghi propõe
que as alterações necessárias para se poder considerar uma fundação profunda, dizem respeito
apenas ao cálculo de 𝜎𝜊′ , não influenciando 𝑁𝑞 . Para uma fundação de secção circular, é necessária
a utilização de um factor de forma, que em relação a 𝑁𝑞 é igual à unidade de acordo com Terzaghi
(1943) (Santos, 2008).

Figura 20 - Superfície de rotura assumida por Terzaghi, Sokolovski, Caquot e Kérisel (Santos, 2008)

Aquele autor utiliza a teoria da plasticidade para avaliar a capacidade de carga de uma fundação
rígida num solo. Ao contrário da maioria de outros autores que baseiam as suas análises nesta
teoria, Terzaghi considera 𝛼 = 𝜙 ′ , em vez de 𝛼 = 𝜋/4 + 𝜙^′/2, o que influencia fortemente o
valor de 𝑁𝑞 , devido ao efeito que α produz na determinação do arco espiral logarítmico CD
(Santos, 2008).

Eugénio, Edson João Rodrigues 43


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Figura 21 - Gráfico dos valores 𝑁𝑞 de vários autores que assumiram a superfície de roptura da Fig.20 (Santos, 2008)

2.4.2.2.Método empírico com base no SPT

 Método de Aoki e Veloso (Uma Estaca)


Aoki e Velloso (1975) citados por Schnaid (2000), propõem um método para determinação da
capacidade resistente de uma estaca com base no ensaio CPT. Através da aplicação de um factor
de conversão K, o método foi adaptado de modo a ser possível a utilização dos dados obtidos pelo
ensaio SPT. Além disso, introduz um coeficiente αque expressa a relação entre as resistências de
ponta e lateral (Santos, 2008).

Atendendo a que o método é anterior à prática das correcções dos valores de N, nada é
referenciado, pelos autores a este respeito (Santos, 2008).

A capacidade resistente última de uma estaca, segundo estes autores pode ser avaliada através da
expressão:

Eugénio, Edson João Rodrigues 44


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𝐿 𝑚
𝐾𝑁𝑆𝑃𝑇 𝛼𝐾𝑁𝑆𝑃𝑇
𝑅 = 𝐴𝑏 + 𝑃Σ ∆𝐿
𝐹1 𝐹2
Onde:
𝑃 – Perímetro da estaca (m)
∆𝐿 - Espessura da camada do solo (m)
𝐿
𝑁𝑆𝑃𝑇 - 𝑁𝑆𝑃𝑇 próximo da ponta da estaca
𝑚
𝑁𝑆𝑃𝑇 − 𝑁𝑆𝑃𝑇 médio para cada ∆𝐿
𝐹1 e 𝐹2 - Coeficientes de correcção das resistências de ponta e lateral, de forma a permitirem a
consideração do efeito de estaca ente a estaca e o cone, cujos valores são apresentados na Tabela
5;
Tabela 5 - Valores propostos para F1e F2 (Santos, 2008).

𝐾 e 𝛼 dependem do tipo de solo e das suas características granulométricas de acordo com o


Tabela 6.
Tabela 6 - Valores atribuídos aos coeficientes K e α (Santos, 2008).

Eugénio, Edson João Rodrigues 45


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 Método de Decourt e Quaresma (1978)

Decourt e Quaresma (1978) citados por Schnaid (2000), propõem um método expedito para a
determinação da capacidade resistente de uma estaca baseado exclusivamente nos dados do ensaio
SPT. Este método foi desenvolvido para estacas cravadas e posteriormente generalizado a outros
tipos de estacas. Atendendo a que o método é anterior à prática das correcções dos valores de N,
nada é referenciado pelos autores a este respeito (Santos, 2008).

Neste método a capacidade resistente da estaca é determinada através da equação:

𝑚
𝐿
𝑁𝑆𝑃𝑇
𝑅= 𝐴𝑏 𝐶1 𝐶2 𝑁𝑆𝑃𝑇 + 𝑃𝐶3 Σ10 ( + 1) Δ𝐿
3

Onde:
𝐿
𝐶2 - Coeficiente que relaciona a resistência de ponta com o valor de 𝑁𝑆𝑃𝑇 dependendo do tipo de
solo. Os valores de 𝑅 dados na tabela foram obtidos experimentalmente a partir de ensaios de carga
em estacas moldadas;
𝐶2 𝑒 𝐶3 - Coeficientes que dependem do tipo de estaca. Os seus valores propostos por Quaresma
et al. (1996) podem ser obtidos, respectivamente pela Tabela 7 e pela Tabela 9.

Tabela 7 - Valores do coeficiente C2 (Santos, 2008)

Eugénio, Edson João Rodrigues 46


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Tabela 8 - Valores de C1 em função do tipo de estaca e do tipo de solo (Santos, 2008).

Tabela 9 - Valores de C3 em função do tipo de estaca e do tipo de solo.

2.4.3. Capacidade de carga em grupo de estacas.

Se um grupo é constituído por estacas "flutuantes", isto é, estacas cravadas em solos compressíveis,
essencialmente argilosos ou argilo-siltosos, não tendo por isso capacidade de carga de ponta
apreciável, pode acontecer que a capacidade de carga do grupo, que "trabalha" principalmente por
"atrito lateral e aderência", seja menor que a soma das capacidades de carga das estacas tomadas
isoladamente. Isso dependerá do espaçamento a das estacas relacionado com o diâmetro d das
mesmas, bem como do número de filas de estacas no maciço e da maior ou menor fracção da
capacidade de carga total "absorvida" pelas ponteiras (Martins. JB, 2002).

Eugénio, Edson João Rodrigues 47


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Figura 22 – Maciço de Grupos de estacas (Martins. JB, 2002)

Com efeito, se cravar-se estacas muito próximas umas das outras (por razões práticas nunca a
distância mínima entre centros de estacas deverá ser menor que 2d), o grupo poderá romper como
um todo e, se a resistência de ponta não é importante e o "perímetro envolvente" do grupo é menor
que a soma dos perímetros das estacas, a “capacidade resistente” do grupo será menor que a soma
das capacidades resistentes das estacas tomadas individualmente. Isto é, a "eficiência" Ef do grupo
será < 1, nesse caso. No caso de estacas "trabalhando" essencialmente de ponta já a eficiência Ef
de grupo poderá ser > 1, devido à compactação do solo, além de que o solo "preso" entre
as estacas se desloca com elas e portanto o grupo funciona como um grande bloco cuja
base tem, neste caso, área muito superior à soma das áreas. A parcela da capacidade de carga
𝐵
relativa ao peso próprio do solo ( 𝛾𝑁𝛾 ) que perante as outras parcelas é desprezível para a estaca
2

isolada, já o não será para o "grupo" se o mesmo funcionar em "bloco".

Dimensionado por alguma forma o grupo de estacas, deve ser reverificada a sua capacidade de
carga, tomada no conjunto, isto é, aplicando ao grupo a fórmula que dá a capacidade de
carga de ponta (Martins. JB, 2002):

𝐵
𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐𝑁𝑐 + 𝑝𝑁𝑞 + 𝛾𝑁
2 𝛾
Eugénio, Edson João Rodrigues 48
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Com os coeficientes correctivos, 𝑠𝑐 , 𝑠𝑞 , 𝑑𝑐 , 𝑑𝛾 , etc, que agora diferem dos que se aplicam a uma
estaca simples.
A carga de ponta do grupo seria, em princípio, igual a:

𝑄𝑢𝑙𝑡𝑝 = 𝐴𝑡 + 𝑞𝑢𝑙𝑡
Onde:
𝐴𝑡 – Área “envolvente da base do grupo

A carga de atrito e aderência para o grupo seria obtida pela fórmula

𝑄𝑢𝑙𝑡𝑓 = Σ(𝑐𝑖 × 𝑓𝑎𝑖 + 𝐾𝜎𝑣 tan 𝜙𝑖 )𝐴𝑙𝑖


Onde:
𝐴𝑙𝑖 - Área da superfície lateral para o grupo correspondente à camada de terreno de espessura
Di.
𝐴𝑙𝑖 = 2(𝐵 + 𝐿)𝐷𝑖
Tendo
𝜏𝑖 = 𝐾𝜎𝑣 tan 𝜙𝑖
A carga total seria:
𝑄𝑢𝑙𝑡𝑡 = 𝑄𝑢𝑙𝑡𝑝 + 𝑄𝑢𝑙𝑡𝑓

Note-se, no entanto, que este processo de cálculo só tem sentido para espaçamentos a entre estacas
relativamente pequenos. Se, em particular, por razões construtivas a ≥8d (d = diâmetro das
estacas), o efeito do grupo é desprezável e a eficiência será igual a 1 (define-se eficiência de um
grupo de estacas como o cociente da resistência 𝑅𝑔 do grupo pela soma das resistências das estacas
consideradas isoladamente (𝑛 𝑅𝑖 ) (Martins. JB, 2002).

Quando há varias filas de estacas cravadas em areia, (Fig. 23) os efeitos de “cintagem” podem ser
tão grandes que venham a prejudicar a cravação das últimas estacas, se as mesmas não se situarem
na periferia do grupo. Assim, por exemplo, se tivéssemos um grupo de 5 estacas para cravar em

Eugénio, Edson João Rodrigues 49


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areia de densidade média e cravássemos em primeiro lugar as estacas da periferia (1, 2, 3 e 4),
seria muito provável que ao pretender cravar a 5ª estaca no centro do grupo, o não conseguíssemos
fazer até à profundidade das outras (Martins. JB, 2002).

Figura 23 - Sequencia incorrecta de cravação de estacas em areia (Martins. JB, 2002).

Claro que em semelhantes casos é recomendável começar sempre por cravar as estacas interiores
e só no final cravar as da periferia (Martins. JB, 2002).

2.4.4. Dimensionamento de maciço de estacas segundo Montoya

Os maciços de encabeçamento de estacas, são peças prismáticas de betão armado que transmitem
a carga dos suportes ou muros ao grupo de estacas. Como, hoje em dia utilizam -se estacas de
diâmetro elevado, por razões económicas, o número de pilares por cada maciço não pode ser muito
elevado (Fig. 24) (Martins, 2003).

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Figura 24 - Diversos maciços (Martins, 2003)

É conveniente suportar devidamente os vários tipos de maciços de uma estrutura; no caso de uma
ou duas estacas, é imprescindível dispormos de vigas centrais encarregadas de absorver tantos as
excentricidades acidentais como os momentos do pé do suporte.

Para a estrutura de uma obra é frequente adoptar-se um determinado tipo de estaca com uma carga
admissível dada. É necessário projectar a disposição das estacas por baixo das diversas sapatas ou
maciços que devem sustentar os muros e pilares da obra, e depois proceder ao dimensionamento
(Martins, 2003).

O número de estacas de cada maciço é fixado por critérios de resistência. Como número mínimo
de estacas deve adoptar-se três para maciços de encabeçamento isolados que suportem um pilar;
se estão suportados transversalmente pode-se reduzir para duas estacas. Para um maciço com uma
estaca, só para o caso em que este suporta um pilar, pouco importante na estrutura submetido a
cargas reduzidas. Analogamente, um maciço contínuo deverá apoiar-se em duas filas de estacas
(Martins, 2003).

Eugénio, Edson João Rodrigues 51


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Quando, além das cargas verticais existam cargas horizontais que actuem no maciço, deve-se
colocar estacas inclinadas capazes de resistir ás cargas horizontal. Não é necessário tomar esta
precaução, se as cargas horizontais forem exclusivamente produzias pela acção do vento e não
ultrapassem 3% das cargas verticais. Para o cálculo estrutural do maciço prescinde-se do seu peso
próprio sempre que se betone directamente sobre o terreno (Martins, 2003).

2.4.4.1.Cálculo de estacas

A carga total que actua sobre uma estaca obtém-se, somando, à carga que lhe transmite o maciço,
o peso próprio da estaca e a fricção negativa, caso exista (Martins, 2003).

Os maciços em geral, transmitem às estacas três tipos de esforços: axiais, momentos e transversos.
Destes esforços, os axiais são os esforços principais, enquanto os momentos e transversos, são
esforços secundários, em geral desprezados em relação aos primeiros (Martins, 2003).

Para o cálculo dos esforços axiais, que o maciço transmite a cada estaca, costuma-se admitir, na
prática, que as estacas estão biarticuladas, e que o maciço é infinitamente rígido, o que simplifica
o cálculo como se verá mais à frente. As hipóteses de maciço rígido produz pequenos erros não
obstante no caso de maciços flexíveis, isso pode ser evitado como será visto mais tarde neste
mesmo ponto (Martins, 2003).

No caso de maciços de encabeçamento isostático, (Fig. 25), os esforços axiais nas estacas obtém-
se simplesmente, decompondo a carga F em vectores que actuam segundo os eixos das estacas.
Várias estacas próximas e paralelas, podem substituir-se pela sua resultante (Fig.25c) (Martins,
2003).

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Figura 25 - Maciço de encabeçamento de estacas Isostáticas (Martins, 2003)

Um maciço de encabeçamento de estacas, cujas estacas sejam verticais, submetido a cargas


verticais, é em geral hiper-estático, se tem mais de três estacas não-alinhadas (Fig. 26a). Supondo
que o maciço é infinitamente rígido, a carga em qualquer estaca de coordenadas (xi, yi), em relação
ao centro de gravidade do maciço pode ser obtida aplicando a seguinte fórmula, análoga à da
compressão composta (Martins, 2003):

1 𝑒𝑥 𝑥𝑖 𝑒𝑦 𝑦𝑖
𝑅𝑖𝑧 = 𝐹𝑧 ( + + )
𝑛 𝐼𝑦 𝐼𝑥
Onde:
𝑅𝑖𝑧 - Carga numa estaca qualquer, produzida pela carga vertical 𝐹𝑧
𝐹𝑧 - Carga vertical total (incluindo o peso do maciço);
𝑒𝑥 , 𝑒𝑦 - Excentricidades da carga 𝐹𝑧
𝐼𝑥 = ∑𝑛𝑖=1 𝑦𝑖2 − Momento de inercia do maciço em relação ao eixo OX, que passa pelo centro de
gravidade;
𝐼𝑦 = ∑𝑛𝑖=1 𝑥𝑖2 − Momento de inercia do maciço em relação ao eixo OY;
n - numero de estacas verticais iguais.
No caso em que seja necessário resistir, além da carga vertical 𝐹𝑧 , a uma força horizontal 𝐹𝛼 ,
bastará inclinar algumas estacas, com um ângulo 𝛽𝑖 , em relação à carga vertical, para que se
cumpra:

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∑ 𝑅𝑖𝑧 tan 𝛽𝑖 = 𝐹𝛼
𝑖=1

Supondo que o maciço como sólido rígido, as estacas inclinadas terão os esforços axiais dados
por:
𝑅𝑖𝑧
𝑅𝑖𝛽 =
cos 𝛽𝑖

E serão capazes de dar as componentes horizontais necessárias para absorver 𝐹𝛼 . Como se


compreende facilmente, para cargas horizontais com sinal variável devem dispor-se grupos de
estacas com inclinações opostas.

Figura 26 - Maciço de encabeçamento de estacas híper – isostáticas (Martins, 2003)

Para o cálculo dos esforços secundários (flectores e transversos) que o maciço transmite a cada
estaca, é necessário uma análise mais rigorosa que tenha em conta o comportamento das estacas
e da flexibilidade do maciço, podendo usar-se para ele um programa de análise matricial em
computador, que permitirá obter de cada vez os esforços principais nas estacas e os esforços
secundários (Martins, 2003).

Por último, a carga devida à fricção negativa que está presente nas estacas coluna situadas em
terrenos compressíveis, pode-se obter mediante a fórmula (Martins, 2003):

Eugénio, Edson João Rodrigues 54


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𝑙2
𝑅 = 0,25. 𝑢. (𝑞𝑜 + 𝛾 )
2
Onde:
𝑢 – Perímetro da estaca;
𝑞𝑜 – Sobrecarga unitária na superfície do terreno;
𝑙 – Comprimento da estaca;
𝛾 – Peso específico do terreno.

2.4.4.2.Carga de solicitação e carga admissível de uma estaca

A carga de solicitação de uma estaca depende das características do solo e do tipo e dimensões
da estaca. Para a sua determinação é normal utilizar-se ensaios de carga e fórmulas baseadas nos
resultados medidos durante o processo de cravação (Martins, 2003).

A carga de solicitação de um maciço, não é igual a soma das cargas de solicitação das estacas
isoladas, devido às interacções entre as diversas estacas. Não obstante, como carga admissível do
maciço pode-se admitir a soma das cargas admissíveis das várias estacas, sempre que a sua
separação mínima seja duas vezes o seu diâmetro (1,75 vezes a sua diagonal para as estacas de
secção quadrada) (Martins, 2003).

A carga admissível para uma estaca isolada é função da sua carga de solicitação, da
deformabilidade do terreno e da capacidade de deformação da estrutura cimentada (Martins, 2003).

2.4.4.3.Cálculo da estaca

O cálculo geotécnico da estaca consiste em comprovar que a sua carga total (esforço principal ou
axial) não supera a carga admissível (Martins, 2003).

O cálculo estrutural da estaca consiste na sua comprovação como elemento de betão armado
(Martins, 2003).

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Se, como é normal, se desprezam os esforços secundários (momentos e transversos) transmitidos


pelo maciço, o cálculo das estacas efectua-se como os pilares com carga centrada. Em relação ao
possível varejamento, só é necessário ter em conta nas estacas que trabalham por ponta. Por outra
parte, o terreno constitui um apoio elástico ao longo da estaca, e corta, pelo menos parcialmente,
as suas deformações laterais, limitando os efeitos de segunda ordem. Em terrenos de boa
consistência admite-se como varejamento 1/3 do comprimento enterrado da estaca. Como
excentricidade acidental devem tomar-se, valores superiores aos do pilar (Martins, 2003).

A armadura longitudinal das estacas, normalmente será constituída pelo menos de seis ferros para
as estacas de secção circular, e de quatro ferros, para as estacas de secção quadrada; a sua
quantidade geométrica deve ser ρ = 0,005. A armadura transversal deve ser formada por espirais
ou estribos dimensionados com os mesmos critérios e limitações para os suportes (Martins, 2003).

Onde:
ρ – Coeficiente de homogeneização (relação entre a área da secção da armadura e a área da secção
do betão que a envolve).

2.4.4.4.Cálculo e armadura de maciços

a. Critérios gerais de desenho


A forma e dimensões em planta dos maciços dependem do número de estacas, das dimensões
destas e da sua separação. A separação mínima entre os eixos das estacas deve ser duas vezes o
diâmetro das estacas (a 1,75 vezes a diagonal no caso de estacas de secção quadrada) e não inferior
a 75 cm. Esta separação deve manter-se em todas as direcções da estaca. O qual deve ter-se em
conta se existem estacas inclinadas: em qualquer caso, para evitar problemas de alienação, convém
que a separação das estacas não seja inferior a 1/15 do comprimento das estacas. Se não se
conseguir que a resultante das cargas passe pelo centro de gravidade do maciço, convém aumentar
a separação das estacas para diminuir a carga nas estacas devida ao momento produzido pela
excentricidade (Martins, 2003).

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A altura do maciço é fixada, por razões económicas, de modo que não seja necessário armadura
de corte. Como altura útil, que permite evitar a comprovação de corte, adopta-se a altura obtida
pela expressão (Martins, 2003):
𝑁𝑑
𝑑= − 0,14
500𝑏

Válida para o caso mais frequente de um maciço de encabeçamento de duas a seis estacas
situadas simetricamente à volta de um pilar quadrado, em que:
𝑁𝑑 - Esforço axial transmitido pelo pilar em kN;
𝑏 - Largura do maciço em metros (largura da secção na qual se comprova o cortante);
𝑑 - Altura útil recomendado para o maciço em metros.

Na figura 27 indica-se algumas limitações que convém ter em conta para o desenho dos maciços
de encabeçamento de estacas.

Figura 27 - Dimensões recomendadas para maciços (Martins, 2003).

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b. Classificação dos maciços


Denominam-se maciços rígidos, aqueles em que o valor v, em qualquer direcção, não supera o
dobro da altura total (v ≤ 2 h) (Fig.28 esquerdo). Por outro lado, consideram - se maciços flexíveis,
os que apresentam um valor superior a 2h em qualquer direcção (Martins, 2003).

Como no caso das sapatas, os maciços rígidos devem calcular-se aplicando um modelo de bielas
e tirantes, enquanto os flexíveis podem calcular-se pela teoria normal da flexão.

c. Maciço de duas estacas


Aos maciços rígidos sobre duas estacas, aplica-se o modelo de bielas e tirantes, conforme a figura
28.

c.1. Armadura Principal


A armadura principal inferior será dimensionada para resistir à tracção de cálculo Td, (Fig. 28
direita) que se obtém pela expressão:

𝑅𝑑 (𝑣 + 0.25𝑎𝜊 )
𝑇𝑑 = = 𝐴𝑠 ∙ 𝑓𝑦𝑑
0.85𝑑

Com 𝑓𝑦𝑑 > 400N/mm2 e onde 𝑅𝑑 é o esforço axial do cálculo da estaca mais carregada. A armadura
principal assim calculada se colocará sem reduzir a sua secção em todo o comprimento do maciço,
e se ancorará pelo prolongamento recto, com ângulo recto ou mediante a colocação de barras
transversais soldadas. A partir de planos verticais que passem pelo eixo de cada estaca (Fig. 28)
(Martins, 2003).

O efeito benéfico na ancoragem da compressão vertical da estaca permite reduzir uns 20%, o
comprimento de ancoragem.

Onde:
𝑓𝑦𝑑 – Resistência de cálculo do aço.

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Figura 28 - a)Modelo de bielas e tirantes de um maciço rígido de duas estacas. b)Ancoragem do tirante (Martins, 2003).

c.2. Armadura Secundaria


A armadura secundária consistirá em:

o Uma armadura longitudinal disposta na face superior do maciço e estendida a todo o


comprimento do mesmo, cuja capacidade mecânica não deve ser inferior a 10% da
armadura principal;
o Uma armadura horizontal e vertical disposta em reticulado nas faces laterais. A armadura
vertical consistirá em estribos, amarrados à armadura vertical atrás descrita (Fig. 29a). A
quantidade geométrica destas armaduras, em relação à área da secção de betão
perpendicular à sua direcção, deve ser no mínimo 0,004. Se a ancoragem for maior que
metade da altura do maciço, a secção de referência deve ter uma ancoragem igual a metade
da altura.

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Figura 29 - a) Armadura secundaria em maciço de duas estacas b)Reforço nas zonas de ancoragem (Martins, 2003).

Se a concentração de armaduras for elevada, convém aproximar mais, na zona de ancoragem da


armadura principal, os estribos verticais de modo a garantir o reforço da armadura principal nesta
zona (Fig. 29 b) (Martins, 2003).

d. Maciço rígido sobre varias estacas

d.1. Armadura Principal


No caso de maciços sobre três estacas dispostas segundo os vértices de um triângulo equilátero,
com o pilar situado no centro do triângulo, a armadura principal entre cada par de estacas pode
obter-se a partir da tracção Td dada pela expressão (Martins, 2003):

𝑅𝑑
𝑇𝑑 = 0,68 (0.58𝑙 − 0.25𝑎𝜊 ) = 𝐴𝑠 ∙ 𝑓𝑦𝑑
𝑑

Com 𝑓𝑦𝑑 > 400N/mm2 e onde Rd é o esforço axial do cálculo da estaca mais carregada e da altura
útil do maciço (Fig. 30).

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Figura 30 - Maciço sobre três estacas (Martins, 2003)

No caso de maciços sobre quatro estacas colocados segundo os vértices de um quadrado ou


rectângulo, com o pilar situado no centro, a armadura principal entre cada par de estacas pode
obter-se das seguintes expressões:
𝑅𝑑
𝑇1𝑑 = (0.50𝑙1 − 0.25𝑎1 ) = 𝐴𝑠 ∙ 𝑓𝑦𝑑
0.85𝑑
𝑅𝑑
𝑇2𝑑 = (0.50𝑙2 − 0.25𝑎2 ) = 𝐴𝑠 ∙ 𝑓𝑦𝑑
0.85𝑑

Figura 31 - Maciço de 4 estacas (Martins, 2003)

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A armadura principal deve dispor-se em bandas sobre as estacas (Fig. IV/11). Define-se como
banda ou faixa, uma zona cujo eixo é a linha que une os centros das estacas e cuja largura é igual
ao diâmetro da estaca acrescida duas vezes da distância entre a face superior da estaca e o centro
de gravidade da armadura do tirante (Fig. 33). A armadura principal deve ancorar-se a partir de
um plano vertical que passe pelo eixo de cada estaca (Martins, 2003).

Figura 32 - Disposição das armaduras em maciços rígidos sobre várias estacas (Martins, 2003).

d.2. Armadura secundária


Deve dispor-se uma armadura secundária horizontal reticulada, cuja capacidade mecânica em cada
sentido não seja menor que ¼ da capacidade mecânica da armadura colocada nas bandas ou faixas,
e uma armadura vertical formada por estribos amarrados à armadura principal das bandas (Fig. 32)
(Martins, 2003).

Figura 33 - Definição da largura da banda (Martins, 2003)

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2.4.4.5.Maciços Flexíveis

a. Cálculo a flexão
O cálculo à flexão de maciços flexíveis faz-se de forma análoga ao das sapatas flexíveis. A secção
de referência 1-1 é vertical e paralela à face do pilar ou muro e situa-se dentro desta a uma distância
de 0,15𝑎0 , em que 𝑎0 é a dimensão do pilar ou muro normal à secção considerada (Fig. 34). Nesta
secção obter-se-á o momento flector que servirá para dimensionar a armadura principal do maciço
do mesmo modo que se faz para as sapatas (Martins, 2003).
Onde:
𝑎0 - Largura do pilar

Figura 34 - Secção de referência para o cálculo à flexão de um maciço flexível (Martins, 2003).

A armadura principal será disposta nas bandas que unem as estacas, seguindo as mesmas
indicações dadas para o caso dos maciços rígidos (Martins, 2003).

Além da armadura principal é necessário colocar armaduras secundárias, horizontais e verticais,


seguindo o mesmo procedimento dado para o caso dos maciços rígidos (Martins, 2003).

b. Cálculo ao esforço transverso


Faz-se como nas sapatas flexíveis. A secção de referência é vertical, paralela à face do pilar ou
muro situada a uma distância da mesma, igual à altura útil do maciço. Esta comprovação

Eugénio, Edson João Rodrigues 63


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normalmente não é necessária para os maciços cuja altura útil tenha sido pré-dimensionada
utilizando a fórmula descrita em 4.2.2.1 (Martins, 2003).

c. Armadura de reforço
Tanto nos maciços rígidos como nos maciços flexíveis é necessário dispor armaduras de reforço,
para sobrepor com as do pilar, devendo comprovar-se tanto o comprimento de ancoragem como o
comprimento de sobreposição (Martins, 2003).

Também será necessário comprovar o comprimento de ancoragem das armaduras da estaca que
entram no maciço. Para estas comprovações podem aplicar-se as mesmas regras utilizadas para as
sapatas (Martins, 2003).

2.4.4.6.Vigas de travamento

a. Vigas de ligação
Estas vigas empregam-se para travar sapatas ou maciços isolados, e não tem como função primária
a de resistir a esforços de flexão. Este travamento é sempre muito conveniente, e obrigatório
quando a obra está situada em zonas sísmicas de segundo e terceiro grau (Martins, 2003).

Estas vigas podem ser de secção quadrada, 𝑎 × 𝑎, com armadura simétrica respeitando as
limitações:

𝑙
𝑎≥ , 𝑛𝑜 𝑚𝑖𝑛𝑖𝑚𝑜 25𝑐𝑚 (𝑝𝑜𝑟 𝑣𝑎𝑟𝑒𝑗𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜)
20
𝐴 ∙ 𝑓𝑦𝑑 ≥ 0.05𝑁𝑑 (𝑒𝑚 𝑧𝑜𝑛𝑎 𝑠𝑖𝑠𝑚𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜 𝑔𝑟𝑎𝑢)
𝐴 ∙ 𝑓𝑦𝑑 ≥ 0.10𝑁𝑑 (𝑒𝑚 𝑧𝑜𝑛𝑎 𝑠𝑖𝑠𝑚𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝑡𝑒𝑟𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑔𝑟𝑎𝑢)
𝐴 ∙ 𝑓𝑦𝑑 ≥ 0.15 ∙ 𝑎2 ∙ 𝑓𝑐𝑑 (𝑓𝑖𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎ç𝑎𝑜)

Em que:
𝑙 - Comprimento da viga;
𝑁𝑑 - Carga de cálculo do pilar mais carregado dos que unem a viga;

Eugénio, Edson João Rodrigues 64


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𝐴 - Secção total de armadura.

Devem colocar-se estribos com uma separação constante que cumpra a separação de estribos
mínimas.

b. Vigas centrais de maciços


Estas vigas empregam-se para absorver os momentos e excentricidades acidentais nos maciços
𝑙
de uma ou duas estacas (Figura 24). As dimensões da secção destas vigas devem ser: 𝑏 ≥ ,
20
𝑙
com mínimo de 25cm, e ℎ ≥ , com um mínimo de 40cm, sendo l = 0 comprimento da viga.
12

A armadura pode ser simétrica e determina-se para o momento:

𝑘1
𝑀𝑙𝑑 = (𝑀 ∙ 𝑁 ∙ 𝑒)
𝑘1 + 𝑘2 𝑑 𝑑
Sendo:
𝑘1 – Rigidez da viga em estudo,
𝑘2 – Rigidez da viga do outro lado do maciço (se não existir k2=0),
𝑀𝑑 - Momento na base do pilar nessa direcção,
𝑒 – Excentricidade acidental para a qual pode adoptar - se 𝑒 = 0,10 𝑚, nos casos normais.
Para prevenir uma eventual fissuração recomenda-se respeitar a limitação da quantidade mínima
de armadura:
𝐴 ∙ 𝑓𝑦𝑑 ≥ 0.15𝑏. ℎ. 𝑓𝑦𝑑

Onde:
𝐴 - Secção total de armadura.

Devem dispor-se estribos com uma separação constante, calculados para o transverso:

𝑀𝑙𝑑
𝑉𝑑 =
𝑙

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Devem colocar-se estribos com uma separação constante que cumpra a separação de estribos
mínimas.

2.4.4.7.Dimensionamento de Maciços

Este subcapítulo foi essencialmente baseado nos textos do Curso de Fundações da FEUP, sendo o
mesmo introduzido de forma quase inalterada já que pela sua simplicidade julga-se espúria
qualquer alteração significativa (Martins, 2003).

As estacas, que de um modo geral são utilizadas agrupadas, recebem as acções que lhe são
transmitidas pela super estrutura por intermédio de Maciços de Betão Armado. Destacam-se dois
problemas fundamentais a resolver, a saber:

1. Distribuição das acções pelas diferentes estacas;

2. Dimensionamento do Maciço de transferência (cálculo de armaduras, controle dos esforços


no Betão, disposições construtivas).

Relativamente à 1ª questão, teremos de distinguir o caso do maciço poder considerar-se de rigidez


infinita ou flexível.

Assim se a resultante das cargas estiver centrada com as estacas e o maciço se puder considerar
rígido, a acção distribuir-se-á uniformemente ficando todas as estacas com igual carga.

Pelo contrário, para um maciço flexível, a deformação em serviço levará a uma distribuição
desigual de cargas pelas estacas. O cálculo da distribuição é complexo sendo muitas vezes
contornado por hipóteses simplificadoras que se situam do lado da segurança. De preferência
adapta-se altura para os maciços que permitam esperar um comportamento próximo da rigidez
infinita, -no que se segue admite-se desde já que foi essa a opção tomada (Martins, 2003).

Eugénio, Edson João Rodrigues 66


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Admitamos um conjunto de estacas idênticas, ligadas por um maciço de grande rigidez. Seja 0 o
centro de gravidade das estacas, Na força global vertical actuando com excentricidade (𝑥0 , 𝑦0 )
relativamente ao cento de gravidade das estacas (Fig. 35) (Martins, 2003).

Se 𝐴𝑐 , for a área total das N estacas a fórmula da flexão desviada permite obter:

Figura 35 - Resultante das forcas verticais (Martins, 2003)

𝑁 𝑀𝑥 𝑦𝑖 𝑀𝑦 𝑥𝑖
𝜎= ± ±
𝐴𝐶 𝐼𝑥 𝐼𝑦
𝑛
𝐴𝑐 2
𝑀𝑥 = 𝑁. 𝑦𝜊 𝐼𝑥 = ∑ .𝑦
𝑛 𝑖
𝑖=1
𝑛
𝐴𝑐 2
𝑀𝑦 = 𝑁. 𝑥𝜊 𝐼𝑦 = ∑ .𝑥
𝑛 𝑖
𝑖=1

A carga sobre a estaca i será:

𝐴𝑐 𝑁 𝑀𝑥 𝑦𝑖 𝑀𝑦 𝑥𝑖
𝑁𝑖 = 𝜎𝑖 𝑜𝑢 𝑁𝑖 = ± ±
𝑛 𝑛 ∑ 𝑦𝑖2 ∑ 𝑥𝑖2

Eugénio, Edson João Rodrigues 67


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A existência de momentos flectores 𝑀𝑥 e ou 𝑀𝑦 actuando em simultâneo com a carga N, traduz -


se apenas na alteração do valor de x0 e y0, mantendo-se portanto o processo de determinação
de 𝑁𝑖 .

a. Maciço de duas estacas

Geometria
𝐴 ≥ 4𝐷 + 0.30𝑚
𝐵 ≥ 𝐷 + 0.30𝑚
𝑒 2
𝐻 ≥ ≥ 1.5𝐷 ≅ 𝑒
2 3

Figura 36 - Maciço de duas estacas (Martins, 2003)

Eugénio, Edson João Rodrigues 68


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a.1. Cálculo de armaduras (Método das BIELAS)

𝑒 𝑎
𝑁 𝑁2−4
𝑁𝑡 = tan 𝛼 =
2 2 𝑑
𝑁(2𝑒 − 𝑎)
𝑁𝑡 = (𝑁 = 𝑁𝑠𝑑 )
8𝑑
𝑁𝑡
𝐴𝑠 = (𝜎𝑠 = 𝑓𝑠𝑦𝑑 )
𝜎𝑠

Figura 37- Modelo de bielas e tirantes de um maciço de duas estacas (Martins, 2003)

Relativamente as tensões de compressão nas bielas de betão, obtêm – se:

o Junto ao Pilar:
𝑁
𝜎𝑐 =
𝑎. 𝑏 cos 2 𝛼
o Junto à Estaca:
𝑁
𝜎𝑐 =
𝑛. 𝐴𝑐 cos 2 𝛼

No caso de existir momentos, o N é calculado com base na expressão: 𝑁 = 𝑛. 𝑁𝑖𝑚𝑎𝑥 (carga


fictícia centrada), sendo 𝑁𝑖𝑚𝑎𝑥 o esforço na estaca mais esforçada do total das existentes e n o
número de estacas:

o Junto ao Pilar:
𝑛. 𝑁𝑖𝑚𝑎𝑥
𝜎𝑐 =
𝑎. 𝑏 cos 2 𝛼
o Junto a estaca:

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𝑛. 𝑁𝑖𝑚𝑎𝑥 𝑁𝑖𝑚𝑎𝑥
𝜎𝑐 = =
𝑛. 𝐴𝑐 cos 𝛼 𝐴𝑐 cos2 𝛼
2

Sendo:
𝜋𝜙 2
𝐴𝑐 =
4

Em termos de estado limite último da resistência (ELU) deverá verificar-se:

1.3
𝜎𝐶 ≤ 𝑓
1.5 𝑐𝑘8

Com 𝑓𝑐𝑘8 tensão de ruptura característica do betão a compressão aos 28 dias.


Actuação simultânea de esforço axial e momento flector no plano vertical que contém os eixos das
estacas.

a.2. Efeito do Momento Flector

Figura 38 - Efeito do momento flector (Martins, 2003)

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𝑁 𝑀
Admitindo, como é normal, ≥ , o acréscimo de armadura devido ao momento ocorre para o
2 𝑒

equilíbrio em (B) e vale:


𝑀
𝐴′𝑠 =
2𝑑𝜎𝑠

Esta armadura 𝐴′𝑠 é acrescentada à devida a N, sendo d altura útil.

Nota: A altura “d” que é importantíssima para garantia do funcionamento das armaduras é muito
influenciada pela existência de compressões fortes e boa confinação do betão.

b. Maciço para três estacas (só esforço Axial no Pilar)

𝑒 ≥ 3𝐷
𝑒 2
𝐻 ≥ (𝐻 ≅ 𝑒)
2 3
√3
𝑎1 = (𝐷 + 0.30)
3
√3
𝑎2 = 𝑒 + (𝐷 + 0.30)
3
√3
𝑎3 = 𝑒 + (𝐷 + 0.30)2
3

Figura 39 - Maciço para três estacas (Martins, 2003).

√3
Distância do Eixo do Pilar ao eixo das estacas: 𝑒
3

As Armaduras necessárias ao equilíbrio dos esforços de tracção podem ser dispostas de duas
formas:
Por varões dirigidos na direcção do esforço de tracção 𝑁𝑡 (Fig. 40)

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𝑒√3 𝑎√2
− 6
tan 𝛼 = 3
𝑑

2𝑒√3 − 𝑎√2
tan 𝛼 =
6𝑑

E o esforço de tracção valerá

𝑁 𝑁 2𝑒√3 − 𝑎√2
𝑁𝑡 = tan 𝛼 = ( )
3 3 6𝑑
E:
𝑁𝑡 𝑁𝑡,𝑠𝑑
𝐴𝑠 = 𝑜𝑢 𝐴𝑠 =
𝜎𝑠 𝑓𝑠𝑦𝑑

Figura 40 - Disposição de armadura (Martins, 2003)

a) Por Armaduras dispostas segundo o contorno da sapata


Neste caso teremos duas hipóteses (Fig. 41) eventualmente combinadas

Figura 41 - Disposição de armaduras: a) Três conjuntos horizontais ligando três estacas; b) Armadura ao longo (Martins, 2003)

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O esforço a absorver valerá:

2𝑁𝑡′ cos 30° = 𝑁𝑡

𝑁𝑡 𝑁𝑡 𝑁𝑡
𝑁𝑡′ = °
= =
2 cos 30 2√3 √3
2

Figura 42 - Diagrama de equilíbrio de forças (Martins, 2003).

A solução adoptada em a) exige uma área de armadura √3 vezes superior à solução em b);
vejamos o volume de armadura envolvido:
𝑒√3 3√3
Solução a) 𝐴𝑠 . 3. = 𝐴𝑠 . 𝑒
2 2
𝐴𝑠
Solução b) . 3. 𝑒 = 𝐴𝑠 . 𝑒√3
√3

A economia é significativa em termos de armadura adoptando a solução b).


Uma solução usual na prática consiste na associação de dois tipos de armaduras (Fig. 43),
resultando:

𝑁𝑒√3 𝑎2
𝐴1 = (1 − 2 )
36𝑑𝜎𝑠 3𝑒

𝐴2 = 𝐴1 √3

Figura 43 - Associação de tipos de armaduras (Martins, 2003).

O controle das tensões de compressão nas bielas de betão poderá ser feito pela expressão:

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𝑁
𝜎𝑏𝑖𝑒𝑙𝑎 =
𝑎2 cos 2 𝛼

Apresenta-se de seguida um desenho tipo correspondente à apresentação em projecto de


execução deste tipo de Maciço (Fig. 44).

Figura 44 - Aplicação de um tipo de arranjo de armadura num maciço de três estacas (Martins, 2003).

No caso da existência de momentos na base do Pilar (Maciços com momentos de encastramento),


podemos de forma simplificada proceder como se segue

Calcula-se o esforço axial máximo nas estacas (ou estaca) pela expressão de flexão composta:
𝑁𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑀𝑥 𝑀𝑦
𝑁𝑖 = + 𝑦𝑖 + 𝑥
𝑛 𝐼𝑥 𝐼𝑦 𝑖

Conforme já referido anteriormente. O cálculo do maciço será realizado para uma carga fictícia
centrada de valor:
𝑁 = 𝜂. 𝑁𝑡,𝑚𝑎𝑥, com 𝜂 = n.º de estacas

Como conclusão referimos ainda que os 3 tipos de armadura permitem atingir sensivelmente a
mesma carga de rotura, mas com melhor comportamento para a solução de armaduras perimetrais,
aparecendo fissuração para valores de carga mais elevados.

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c. Maciço para quatro estacas

𝑒 ≥ 3𝐷

𝑒 2
ℎ ≥ (ℎ ≅ 𝑒)
2 3

𝑑 = ℎ − 0.10𝑚

Figura 45 - Maciço para quatro estacas (Martins, 2003).

O equilíbrio dos esforços de tracção poderá ser realizado por três tipos diferentes de armaduras:

a) Segundo as diagonais:

Figura 46 - Disposição de armadura segundo as diagonais (Martins 2003).

𝑒√2 𝑎√2
− 𝑁 𝑁√2(2𝑒 − 𝑎) 𝑁𝑡
tan 𝛼 = 2 4 , 𝑁𝑡 = tan 𝛼, , 𝐴𝑠 =
𝑑 4 16𝑑 𝜎𝑠

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b) Com armaduras colocadas ao longo do perímetro (ou em uma ou mais camadas ligando as
estacas paralelamente ao perímetro).

Figura 47 - Disposição de armaduras: a) Armadura ao longo do perímetro em camadas sobrepostas; b) Quatro conjuntos
horizontais ligando quatro estacas (Martins, 2003).

2𝑁𝑡′ . cos 45° = 𝑁𝑡

𝑁𝑡′ = 𝑁𝑡 ⁄𝑁𝑡 /√2

𝑁(2𝑒 − 𝑎)
𝑁𝑡′ =
16𝑑
Figura 48 - Diagrama de equilíbrio de forças (Martins, 2003).

c) Malha Quadrada

𝑁
𝑁𝑡′ = tan 𝛼
2
𝑒 𝑎


tan 𝛼 = 2 4
𝑑
𝑃(2𝑒 − 𝑎)
𝑁𝑡′ =
8𝑑

𝑁𝑡
𝐴′𝑠 = 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑔𝑙𝑜𝑏𝑎𝑙 𝑑𝑎 á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑒 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 𝑎 𝑐𝑜𝑙𝑜𝑐𝑎𝑟
𝜎𝑠
𝑒𝑚 𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒𝑐çã𝑜.
Figura 49 - Armadura disposta em malha quadrada (Martins, 2003).

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Chama-se no entanto a atenção para o seguinte:

Os ensaios mostram que se as armaduras em vez de concentradas sobre as estacas estiverem


também distribuídas entre elas, as bielas de compressão que se dirigem para o tirante fora de apoio
pressiona-o para baixo, surgindo fissuras como as da Fig. IV/30 que podem conduzir a uma rotura
prematura.

Figura 50 - Fissuração devido à deficiente distribuição de armaduras entre as estacas (Martins, 2003).
.

Se a distância entre estacas for superior a 3 D, parte da armadura do tirante deverá ser colocada
entre estacas, mas complementada com uma armadura de suspensão (Fig. IV/31).
Esta deve ser dimensionada para uma força total igual a N/(l,5.n), sendo n o n.º. de estacas.

Figura 51 - Estribos em suspensão (Martins, 2003).

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Na prática utiliza-se muitas vezes como solução a associação de armaduras dispostas segundo o
perímetro com uma malha quadrada uniformemente distribuída, conforme se exemplifica no
desenho seguinte (Fig.52):

Figura 52 - Associação de armadura disposta segundo o perímetro e armadura de malha quadrada (Martins 2003).

d. Maciço para cinco estacas

Figura 53 - Maciço para cinco estacas (Martins, 2003).

Uma forma económica de executar este maciço é ainda a quadrada situando a quinta estaca na
zona central (Fig. 53).

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Sendo adoptada esta solução, mantém-se o já dito para o maciço de quatro estacas no que se
refere às dimensões a adoptar, com a particularidade do condicionamento da distância entre
estacas conforme a Fig. 53.

No cálculo das armaduras deverá para o caso a) e b) substituir-se N/4 por N/5. No caso c) uma
solução aproximada consiste em utilizar 2N/5 em vez de N/2 nas expressões atrás deduzidas.

Maciço para um número superior de estacas

No caso de um maciço com várias estacas, como poderá acontecer num pilar fortemente
solicitado (P.e. pilar de uma ponte) ou, no caso de edifícios, nas caixas de escadas e/ou
elevadores, podemos usar o seguinte critério:

Considerar duas linhas de rotura ortogonais passando pelo eixo do Pilar e calcular, o esforço de
tracção perpendicular a cada uma das secções de rotura.

Seja n, o nº. total de estacas e m o nº. de estacas de cada lado do eixo de simetria considerado.

𝑁 𝑎1 𝑁 𝑎2 𝑁 𝑎3 𝑁 𝑎𝑚
𝑁𝑡 = + + +⋯+
𝑛 𝑑 𝑛 𝑑 𝑛 𝑑 𝑛 𝑑

Sendo:
𝑁 - Esforço total aplicado ao maciço
𝑛 - Nº. total de estacas
𝑎𝑚 - Distancia de cada estaca ao plano de rotura considerado
𝑑 - Altura útil da secção
Ou seja:
𝑚
𝑁
𝑁𝑡 = ∑ 𝑎𝑖
𝑛𝑑
𝑛𝑑

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3. Caso Pratico

3.1.Enquadramento e descrição geral do edifício

Numa perspectiva de aplicação das metodologias explanadas no capítulo 2 ao dimensionamento


de fundações superficiais e por estacas, apresenta-se no presente capítulo a descrição do processo
de dimensionamento da fundação do edifício em estudo.
Trata-se de um edifício destinado a funcionar como uma unidade hoteleira com rés-do-chão mais
13 pisos, num total de cerca de 44.25 metros de altura, e configuração aproximada a um “L” em
planta com aproximadamente 2500 m2. Em termos estruturais, a sua geometria é regular quer em
planta, quer em altura, diferindo apenas nos pisos 2 e na cobertura, conforme mostra a figura.
O edifício em estudo será implantado na Praia das Chocas em Moçambique, Província de
Nampula Distrito de Mossuril.

3.2. Memoria Descritiva

3.2.1. Localização
O distrito de Mossuril tem como limites, a Sul o distrito de Mogincual, a Este o Oceano Índico, a
Norte os distritos de Nacala-a-Velha e a Oeste o distrito de Monapo.

Figura 54 - Localização do Distrito de Mossuril (INE)

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3.2.2. Organização Administrativa


O Distrito tem três Postos Administrativos que por sua vez estão subdivididos em 3 Localidades.

Tabela 10 - Divisão Administrativa do Distrito de Mossuril (INE)


Distrito de Mossuril
Posto Administrativo Localidade
Mossuril - Sede Namitatari
Lunga Lunga - Sede
Matibane Matibane - Sede

3.2.3. Demografia
O distrito de Mossuril tem uma superfície de 3.463 km2 e uma população estimada para o ano de
2016 segundo dados do INE de 140 078 habitantes e uma densidade populacional de 41 hab/km2.

3.2.4. Clima, Relevos e Solos


A região compreendida pela faixa costeira apresenta um clima do tipo sub - húmido seco, onde a
precipitação média anual varia entre 800 e 1000 mm (Mossuril) e, a temperatura média durante o
período de crescimento das culturas excede os 25ºC (24 a 26ºC). A evapotranspiração potencial é
da ordem dos 1400 a 1600 mm.
Caracteriza-se pelos seus solos arenosos, lavados a moderadamente lavados, predominantemente
amarelos a castanho-acinzentados, quer seja os da cobertura arenosa do interior (Ferralic
Arenosos), quer seja os das dunas arenosas costeiras (Haplic Arenosos), e ainda pelos solos da
faixa do grés costeiro, de textura arenosa a franco argilo arenosa de cor alaranjada (Ferralic
Arenosos).

3.2.5. Infra-estruturas
O distrito é servido por transporte rodoviário público e marítimo. Está ligado à estrada principal
de ligação entre Nampula, a capital de província, a cidade portuária de Nacala e a Ilha de
Moçambique. Além disso, Mossuril tem acesso indirecto ao Caminho-de-ferro de Nacala para o
Malawi.

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O distrito possui 47 escolas (das quais, 43 do ensino primário nível 1), e está servido por 7 unidades
sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população aos serviços do Sistema Nacional
de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente como se conclui dos seguintes índices de
cobertura média:
o Uma unidade sanitária por cada 19 mil pessoas;
o Uma cama por 2.400 habitantes;
o Um profissional técnico para cada 5.100 residentes no distrito.
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e manutenção das
infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água a necessitar de
manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das chuvas, tem problemas de
transitabilidade.

3.2.6. Economia e Serviços


A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. Existem,
ainda, pequenas infra-estruturas de rega com capacidade para fazer irrigação de superfície e
represas com potencial para irrigar pequenas áreas agrícolas.

A caça e a pesca são também recursos de que o distrito dispõe para enriquecimento da dieta das
famílias. O facto de Mossuril ser um distrito costeiro, a pesca é considerada uma actividade
importante e o peixe constitui um suplemento dietético para as famílias.

Os animais selvagens mais importantes do distrito são, a gazela, o cudo, a impala, a girafa, o porco-
do-mato e o javali. A fauna bravia do distrito tem potencial turístico mas não tem grande
importância em termos de caça comercial.

A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa à actividade
agrícola, ou prolongamento da sua actividade.

Dados de 2013 do INE relatavam que não existia nenhuma instituição bancária a operar no distrito,
nem nenhum sistema formal de crédito em condições acessíveis aos operadores locais.

Eugénio, Edson João Rodrigues 82


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3.3. Memória de Cálculo

3.3.1. Esforços ao nível das fundações


No anexo I do presente relatório, encontram – se os esforços obtidos ao nível de fundação, estes
que serviram de base para o dimensionamento das fundações do edifico em estudo. Os esforços
foram obtidos através do modelamento e posterior dimensionamento estrutural do edifício, com o
auxílio do programa CYPECAD.

3.3.2. Caracterização Geotécnica


Nas folhas do Anexos II encontra - se uma sondagem de percussão dinâmica (ensaio SPT),
realizada pelo LEM, esta que serviu para a caracterização do solo e de base para se obter através
de correlações certas propriedades do mesmo, contudo a mesma não foi até uma profundidade
onde se encontra-se uma camada resistente.

3.3.3. Capacidade de Carga do solo para as fundações Superficiais

As sapatas superficiais serão instalados a uma profundidade de 3 m, com o valor do SPT


corrigido através da fórmula obtida do gráfico modificado de Peck, Hanson e Thornburn
podemos determinar a capacidade de carga do solo.

Assumimos que todas sapatas terão uma largura “B” maior que 1.

𝑞𝑎 = 10.5 × 𝑁 ′ para largura de B ≥ 1m

Então carga admissível do solo será:


𝑞𝑎 = 10.5 × 5 = 52.5 𝑘𝑃𝑎

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3.3.4. Solução de fundações adoptada

Em função das características do solo obtidas pelo ensaio de percussão dinâmica (SPT) realizada
pelo LEM, e pelo cálculo da capacidade de carga efectuado anteriormente, optou – se por uma
solução mista de fundações sendo que os esforços de menor amplitude, dos espaços recreativos,
parques de estacionamento e todos esforços dos pilares que não se desenvolvem até a altura total
do edifício, foi adoptada uma solução de Fundações superficiais. Para os pilares que se
desenvolvem até a altura total do edifício e que são mais solicitados optou – se por uma solução
de Fundações profundas do tipo estacas.

3.3.4.1.Solução do tipo de estacas adoptado

Com base nas propriedades físicas do solo, que caracteriza – se por ser um solo arenoso com uma
compacidade solta e com baixa coesão, optou-se por uma solução de Estacas do Tipo Cravadas
de Betão Armado, sendo esta a melhor solução para solos com baixa coesão, pois esta não exige
nenhuma escavação, é pré-molda e evita o estrangulamento no fuste da estaca no seu processo de
execução, devido a falta coesão do solo, caso que seria difícil de se controlar caso se opta – se por
uma solução diferencial.

No Anexo III apresenta – se a especificação técnica da estaca a ser executada, sendo escolhida
entre as três disponíveis pelo fabricante, a estaca com as seguintes características:
o Secção quadrada – 500 (mm) de lado;
o Capacidade de carga máxima – 2000kN;
o Espaçamento mínimo entre estacas – 1050 (mm);
o Armadura comum de reforço - 8x25mm;
o Armadura máxima de reforço – 8x20mm;
o Profundidade máxima – sem limite;
o Recobrimento nominal da armadura de reforço 40mm.

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3.3.5. Capacidade de Carga para estacas individuais

Segundo as características do solo fornecidas pelo ensaio do LEM para o solo em estudo o
Eurocódigo preconiza que o valor SPT pode variar no intervalo de 15 – 50. A mesma tabela pode
ser encontrada no Anexo IV.

Para o caso em estudo assumimos que o solo atingira um valor de SPT corrigido = 20 a uma
profundidade de 15m, visto que encontra – se dentro de do intervalo preconizado pelo Eurocódigo
e através da sondagem verificou-se que o valor do SPT corrigido aumentava a medida que se
aumentava a profundidade.

De acordo com o valor do SPT corrigido assumido = 20 e as correlações apresentadas no “Capitulo


– 2” obtemos os seguintes parâmetros:

𝜙 ′ = Angulo de atrito interno = 32.5º


𝛾 = Peso específico = 19 kN/m3

Com o valor do angulo de atrito inicial através das correlações de Vesic obtemos os ângulos de
atrito para a base e para a área lateral. Através das seguintes fórmulas:

Para resistência da base:


32.5 + 40
𝜙′ = = 36.25°
2

Para resistência lateral:


𝜙 ′ = 3⁄4 × 32.5 + 10 = 34.375°

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Figura 55 - Valores críticos de Profundidade (Barnes, 2010)

A partir da Fig.55, usando a relação Meyerhof’s a profundidade critica para a resistência lateral
será:
𝓏𝑐
= 10.2
𝑑
Com o valor da relação de Meyerhof’s obtemos a profundidade critica e calculamos as tensões
efectivas.
𝓏𝑐 = 10.2 × 0.5 = 5.1𝑚

Tabela 11 - Valores de tensões efectivas

Profundidade, m 𝜎𝑣′ (kPa)

0 0

1 19

5.1 56.68

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Com o valor do ângulo de atrito interno para a resistência de base obtido através da correlação de
Vesic obtemos o factor da capacidade de carga 𝑁𝑞 do abaco de Berezantsev.

Figura 56 - Factor de capacidade de carga 𝑁𝑞 (Barnes, 2010)

Obteve – se:
𝜙 ′ = 36.25° 𝑁𝑞 = 92

Com o valor do factor 𝑁𝑞 calculamos a resistência da base:

𝑞𝑏;𝑘 = 92 × 56.68 = 5214.56𝑘𝑃𝑎


𝑅𝑏;𝑘 = 5214.56 × 0.52 = 1303.64𝑘𝑁

Através do abaco de Poulos e Davis obtemos o parâmetro de atrito lateral 𝐾𝑠 tan 𝛿 para
determinação da resistência de atrito lateral.

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Figura 57- Parâmetro de atrito lateral 𝐾𝑠 𝑡𝑎𝑛 𝛿 (Barnes, 2010)


Obtemos:
𝐾𝑠 tan 𝛿 = 0.7

Resistência lateral a partir do nível do solo ate 2.0m


𝑅𝑠;1;𝑘 = 19.0 × 0.5 × 0.70 × 1.0 × 0.5 × 4 = 13.3𝑘𝑁

Resistência lateral a partir de 1.0 para 5.1m


𝑅𝑠;2;𝑘 = (19 + 56.68) × 0.5 × 0.7 × 4.1 × 0.5 × 4 = 217.20𝑘𝑁

Resistência lateral abaixo 5.1m


𝑅𝑠;3;𝑘 = (56.68) × 0.7 × 𝐿 × 0.5 × 4 = 79.38𝐿𝑘𝑁

O Total da capacidade de carga da estaca deve ser 1.5 x maior que a carga admissível da estaca,
para evitar – se o caso da estaca perfurar a camada resistente estimada.

𝑅𝑇 = 3000𝑘𝑁
𝑅𝑠𝑘 = 3000 – 1303.64 = 1696.36𝑘𝑁

𝑅𝑠;𝑇;𝑘 = 13.3 + 217.20 + 79.38𝐿 = 1696.36𝑘𝑁

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Para o valor da resistência de atrito lateral requerida de 1696.36kN a profundidade “L” da estaca
será 25m, somando assim a resistência da base obtendo-se uma capacidade de carga total =
3000kN.

3.3.6. Dimensionamento dos maciços e das sapatas

Para o dimensionamento dos maciços e das sapatas superficiais recorreu-se ao programa de cálculo
CYPECAD. Em seguida apresenta – se a respectiva listagem de dados e verificações dos cálculos.

3.3.6.1.Normas Consideradas

Betão: REBAP
Aços enformados: MV110
Aços laminados e compostos: REAE
Categoria de utilização: Privado (Habitações, Hotéis)

3.3.6.2.Estados limite
Tabela 12 - Estados limites considerados no dimensionamento
E.L.U. Betão REBAP
E.L.U. Betão em fundações
Tensões sobre o terreno Acções características
Deslocamentos

3.3.6.3.Situações de projecto

Para as distintas situações de projecto, as combinações de acções serão definidas de acordo com
os seguintes critérios:
- Com coeficientes

- Sem coeficientes

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Em que:

Gk - Acção permanente
Pk - Acção de pré-esforço
Qk - Acção variável
𝛾𝐺 - Coeficiente parcial de segurança das acções permanentes
𝛾𝑃 - Coeficiente parcial de segurança da acção de pré-esforço
𝛾𝑃1 - Coeficiente parcial de segurança da acção variável principal
𝛾𝑄𝑖 - Coeficiente parcial de segurança das acções variáveis de acompanhamento
𝛾𝑝,1 - Coeficiente de combinação da acção variável principal
𝛾𝑎𝑖 - Coeficiente de combinação das acções variáveis de acompanhamento

3.3.6.4.Coeficientes parciais de segurança (𝜸) e coeficientes de combinação (𝝍)

Para cada situação de projecto e estado limite os coeficientes a utilizar serão:


E.L.U. Betão: REBAP
E.L.U. Betão em fundações: REBAP

Tabela 13 - Coeficientes de combinações fundamentais (𝛾) e coeficientes de combinação (𝜓)

Combinações fundamentais (Sem sismo)


Coeficientes parciais (𝛾) Coeficientes (𝜓)
Favorável Desfavorável Principal (𝜓 p) Acompanhamento (𝜓 a)
Permanente (G) 1.000 1.500 - -
Sobrecarga (Q) 0.000 1.500 1.000 0.400
Vento (Q) 0.000 1.500 1.000 0.400

Tabela 14 - Coeficientes tensões sobre para o terreno

Acções variáveis sem sismo


Coeficientes parciais (𝛾)
Favorável Desfavorável
Permanente (G) 1.000 1.000
Sobrecarga (Q) 0.000 1.000
Vento (Q) 0.000 1.000

Eugénio, Edson João Rodrigues 90


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Tabela 15 – Coeficientes de Deslocamentos

Acções variáveis sem sismo


Coeficientes parciais (𝛾)
Favorável Desfavorável
Permanente (G) 1.000 1.000
Sobrecarga (Q) 0.000 1.000
Vento (Q) 0.000 1.000

3.3.6.5.Combinações

 Nomes das acções


PP Peso próprio
RP Revestimentos e paredes
Qa Sobrecarga
V(+X) Vento +X
V(-X) Vento -X
V(+Y) Vento +Y
V(-Y) Vento -Y

 E.L.U. Betão
 E.L.U. Betão em fundações

Eugénio, Edson João Rodrigues 91


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Tabela 16 - Tabela de Combinações para ELU

Comb. PP RP Qa V(+X) V(-X) V(+Y) V(-Y)


1 1.000 1.000
2 1.500 1.500
3 1.000 1.000 1.500
4 1.500 1.500 1.500
5 1.000 1.000 1.500
6 1.500 1.500 1.500
7 1.000 1.000 0.600 1.500
8 1.500 1.500 0.600 1.500
9 1.000 1.000 1.500 0.600
10 1.500 1.500 1.500 0.600
11 1.000 1.000 1.500
12 1.500 1.500 1.500
13 1.000 1.000 0.600 1.500
14 1.500 1.500 0.600 1.500
15 1.000 1.000 1.500 0.600
16 1.500 1.500 1.500 0.600
17 1.000 1.000 1.500
18 1.500 1.500 1.500
19 1.000 1.000 0.600 1.500
20 1.500 1.500 0.600 1.500
21 1.000 1.000 1.500 0.600
22 1.500 1.500 1.500 0.600
23 1.000 1.000 1.500
24 1.500 1.500 1.500
25 1.000 1.000 0.600 1.500
26 1.500 1.500 0.600 1.500
27 1.000 1.000 1.500 0.600
28 1.500 1.500 1.500 0.600

Eugénio, Edson João Rodrigues 92


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 Tensões sobre o terreno


 Deslocamentos

Tabela 17 - Tabela de combinações para Tensões no terreno e Deslocamentos


Comb. PP RP Qa V(+X) V(-X) V(+Y) V(-Y)
1 1.000 1.000
2 1.000 1.000 1.000
3 1.000 1.000 1.000
4 1.000 1.000 1.000 1.000
5 1.000 1.000 1.000
6 1.000 1.000 1.000 1.000
7 1.000 1.000 1.000
8 1.000 1.000 1.000 1.000
9 1.000 1.000 1.000
10 1.000 1.000 1.000 1.000

Lajes e elementos de fundação


-Tensão admissível em combinações fundamentais: 0.053 MPa
-Tensão admissível em combinações acidentais: 0.053 MPa

3.3.6.6.Materiais utilizados

Betão
Tabela 18 - Tabela de materiais usados - Betão
fck Tamanho máximo do agregado
Elemento Betão 𝛾c
(MPa) (mm)
Vigas e lajes de fundação B40 (C35/45) 35 1.50 15
Elementos de fundação Segundo elemento
Lajes B35 (C30/37) 30 1.50 15
Pilares e paredes B35 (C30/37) 30 1.50 15
Muros B35 (C30/37) 30 1.50 15

Eugénio, Edson João Rodrigues 93


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Aços por elemento

Tabela 19 - Tabela de materiais usados - Aço


fyk
Elemento Aço 𝛾s
(MPa)
Pilares e paredes A400 400 1.15
Vigas A400 400 1.15
Lajes A400 400 1.15
Elementos de fundação Segundo elemento
Vigas de equilíbrio e lintéis A400 400 1.15

3.3.6.7.Verificações do dimensionamento de Maciços

Em seguida apresenta verificação de 5 diferentes tipos de maciços dimensionados para o


presente edifício obtidas através do programa de cálculo CYPECAD.

o Maciço 30 (Uma Estaca)

1.- DIÂMETRO MÍNIMO

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas. Deverão utilizar-se varões com um diâmetro mínimo Ømin (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 9.8.1(3)).

NA-9.8.1(3): Ømin é de 10 mm.

  m
12.0 mm  10.0 mm

Diâmetro do varão
Referência Verifica
(mm)
Estribos xz 12.0
Estribos yz 12.0

2.- DISTÂNCIA ENTRE VARÕES

A distância livre (horizontal e vertical) entre varões paralelos ou entre camadas horizontais de varões
paralelos não deverá ser inferior ao maior dos valores seguintes: k1 vezes o diâmetro do varão, (dg +
k2 mm), em que dg é a dimensão máxima do agregado, ou 20 mm (NP EN 1992-1-1:2010/NA,
8.2(2)).

Eugénio, Edson João Rodrigues 94


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 1 mm e 5 mm, respectivamente.

Dimensão máxima do agregado: 15.0 mm

Diâmetro do varão Distância livre


Referência
(mm) (mm)
Estribos xz 12.0 96.0 96.0 mm  20.0 mm
Estribos yz 12.0 96.0 96.0 mm  20.0 mm
Estribos xy 12.0 42.8 42.8 mm  20.0 mm

3.- RECOBRIMENTO DAS ARMADURAS

No caso de betonagens sobre superfícies irregulares, o recobrimento nominal deverá em geral ser
aumentado adoptando maiores tolerâncias no cálculo. O aumento deverá ser função da diferença
provocada pela irregularidade, mas o recobrimento nominal deverá ser pelo menos k1 mm para a
betonagem sobre terreno preparado (incluindo betão de limpeza) e k2 mm para a betonagem directa
contra o terreno (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 4.4.1.3(4)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 40 mm e 75 mm.

Face Verifica
Inferior 50.0 mm  40.0 mm
Superior 50.0 mm  40.0 mm
Lateral 50.0 mm  40.0 mm

4.- TIRANTES

O valor de cálculo da resistência dos tirantes transversais e das armaduras deverá ser limitado de
acordo com 3.2 e 3.3 (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.3(1)).

A armadura necessária para resistir às forças nos nós de concentração de esforços poderá ser
distribuída ao longo de um determinado comprimento (ver a Figura 6.25 a) e b)). Quando a armadura
na zona dos nós se desenvolve numa extensão considerável de um elemento, deverá ser distribuída
na zona em que as isostáticas de compressão são curvas (tirantes e escoras). A força de tracção T
poderá ser obtida pelas expressões (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.3(3)):

O esforço actuante de cálculo desfavorável produz-se para a combinação de acções


1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(-Y).

Eugénio, Edson João Rodrigues 95


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

As  f1y
550.75 kN  152.57 kN
a) no caso de regiões de descontinuidade parcial (b  H/2), ver a Figura 6.25 a:

T : 152.57 kN

F : 1525.69 kN
b : 500.0 mm
a : 300.0 mm

T
H/2 : 600.0 mm
h : 500.0 mm

5.- CAPACIDADE DA ESTACA

Deve satisfazer:

NEd,s 4
NEd,s NRd,s
Combinação Combinação de acções Verifica
(kN) (kN)
Fundamentais PP+RP+Qa+V(-Y) 1119.10 2000.00

o Maciço 16 (Duas Estacas)

1.- INTERACÇÃO ENTRE AS ESTACAS

Quando as estacas estão dispostas em vários alinhamentos, a acção em cada estaca deverá ser
determinada considerando a interacção entre as estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (4)).

Esta interacção poderá ser ignorada quando a distância livre entre as estacas é superior a duas vezes
o diâmetro das estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (5)).

1000.0 mm  1000.0 mm
onde:
Distância livre entre as estacas : 1000.0 mm
Diâmetro das estacas : 500.0 mm

Eugénio, Edson João Rodrigues 96


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

2.- DIÂMETRO MÍNIMO

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas. Deverão utilizar-se varões com um diâmetro mínimo Ømin (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 9.8.1(3)).

NA-9.8.1(3): Ømin é de 10 mm.

  m
20.0 mm  10.0 mm

Diâmetro do varão
Referência Verifica
(mm)
Viga - Armadura inferior 20.0

3.- DISTÂNCIA ENTRE VARÕES

A distância livre (horizontal e vertical) entre varões paralelos ou entre camadas horizontais de varões
paralelos não deverá ser inferior ao maior dos valores seguintes: k1 vezes o diâmetro do varão, (dg +
k2 mm), em que dg é a dimensão máxima do agregado, ou 20 mm (NP EN 1992-1-1:2010/NA,
8.2(2)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 1 mm e 5 mm, respectivamente.

Dimensão máxima do agregado: 15.0 mm

Diâmetro do varão Distância livre


Referência
(mm) (mm)
Viga - Armadura inferior 20.0 57.1 57.1 mm  20.0 mm
Viga - Armadura superior 12.0 273.3 273.3 mm  20.0 mm
Viga - Estribos horizontais 12.0 72.9 72.9 mm  20.0 mm
Viga - Estribos verticais 16.0 67.7 67.7 mm  20.0 mm

4.- RECOBRIMENTO DAS ARMADURAS

No caso de betonagens sobre superfícies irregulares, o recobrimento nominal deverá em geral ser
aumentado adoptando maiores tolerâncias no cálculo. O aumento deverá ser função da diferença
provocada pela irregularidade, mas o recobrimento nominal deverá ser pelo menos k1 mm para a
betonagem sobre terreno preparado (incluindo betão de limpeza) e k2 mm para a betonagem directa
contra o terreno (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 4.4.1.3(4)).

Eugénio, Edson João Rodrigues 97


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 40 mm e 75 mm.

Face Verifica
Inferior 50.0 mm  40.0 mm
Superior 50.0 mm  40.0 mm
Lateral 50.0 mm  40.0 mm

5.- AMARRAÇÃO DE ARMADURAS LONGITUDINAIS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y)"


Elemento: 1 - 2
Nó inicial Nó final
1 2
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1616.73 P1 = 3242.86
R2 = 1626.13

A amarração da armadura em nós sujeitos a compressão e a tracção começa à entrada do nó, por
exemplo, na face interior de um apoio (ver a Figura 6.27). O comprimento de amarração deverá
prolongar-se ao longo de toda a extensão do nó. Em certos casos, a armadura poderá também ser
amarrada para lá do nó. Para a amarração e a dobragem das armaduras, ver 8.4 a 8.6 (NP EN 1992-
1-1:2010/NA, 6.5.4(7)).

l l
688.00 mm  576.36 mm
onde:
lb: Comprimento de amarração disponível lb : 688.00 mm

Em alternativa e como simplificação de 8.4.4(1), poderá adoptar-se, para os tipos de amarração


representados na Figura 8.1, um comprimento de amarração equivalente, lb,eq. lb,eq, definido nessa
mesma figura, poderá ser considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.4(2)):

- 1 lb,rqd para os tipos representados nas Figuras 8.1b a 8.1d (ver o Quadro 8.2 para os valores de
1).

Eugénio, Edson João Rodrigues 98


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

lb,eq : 576.36 mm

lcb,eq3
1 tem em conta o efeito da forma dos varões admitindo um recobrimento adequado (ver a Figura
8.1).

Tipo de amarração : Cotovelo corrente


1 : 1.0

cd : 28.6 mm

cd  m
a: 57.1 mm
c1: 50.0 mm

d
lb,rqd obtido pela expressão (8.3).

lb,rqd : 576.36 mm

lfb,rqd 2
em que sd é o valor de cálculo da tensão na secção do varão a partir da qual é medido o
comprimento de amarração.
Ø : 20.0 mm
sd : 389.62 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura da aderência, fbd, para varões de alta aderência poderá ser
considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.2(2)):

fbd : 3.38 MPa

onde:
fctd: valor de cálculo da resistência do betão à tracção, de acordo com
3.1.6(2)P. fctd : 1.50 MPa

fbd 
c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.5
ct: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à tracção compressão e os efeitos desfavoráveis
resultantes do modo como a carga é aplicada. ct : 1.00
NOTA: O valor de ct a utilizar num determinado país poderá ser indicado no
respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.

fctk,0,05 : 2.25 MPa

fctm: Valor médio da tensão de rotura do betão à tracção


simples. fctm : 3.21 MPa

Eugénio, Edson João Rodrigues 99


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

fcm: Valor médio da tensão de rotura do betão à compressão. fcm : 43.00 MPa

fcm 
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
1: coeficiente relacionado com as condições de aderência e com a posição
do varão durante a betonagem (ver a Figura 8.2). 1 : 1.0
1 = 1,0 para condições de "boa" aderência.
1 = 0,7 para todos os outros casos e para varões em elementos estruturais
construídos com cofragens deslizantes, a não ser que se possa demonstrar que as
condições são de "boa" aderência.
2: relacionado com o diâmetro do varão. 2 : 1.0
2 = 1,0 para Ø  32 mm
2 = (132 - Ø)/100 para Ø  32 mm

ctm
lb,min: comprimento de amarração mínimo se não existir nenhuma outra
limitação. lb,min : 200.00 mm
- para amarrações de varões traccionados

0,3·lb,rqd : 172.91 mm
10·Ø : 200.00 mm

lb,min
Ø sd lb,rqd lb,min lb lb,eq
Tirante Verifica
(mm) (MPa) (mm) (mm) (mm) (mm)
1-2 20.0 389.62 576.36 200.00 688.00 576.36

Eugénio, Edson João Rodrigues 100


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

6.- TIRANTES

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y)"


Elemento: 1 - 2
Nó inicial Nó final
1 2
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1616.73 P1 = 3242.86
R2 = 1626.13

O valor de cálculo da resistência dos tirantes transversais e das armaduras deverá ser limitado de
acordo com 3.2 e 3.3 (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.3(1)).

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 9.8.1(3)).

As  fy
1639.08 kN  1468.85 kN
onde:
As: Área da secção de uma armadura para betão armado. As : 3769.9 mm²
fyd: Valor de cálculo da tensão de cedência à tracção do aço das armaduras
para betão armado. fyd : 434.78 MPa
Ftd: Valor de cálculo da força de tracção. Ftd : 1468.85 kN

As fyd Ftd
Tirante  Verifica
(mm²) (MPa) (kN)
1-2 3769.9 434.78 1468.85 0.896

Eugénio, Edson João Rodrigues 101


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

7.- ESCORAS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y)"


Elemento: 3 - 2
Nó inicial Nó final
3 2
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1616.73 P1 = 3242.86
R2 = 1626.13

O valor de cálculo da resistência das escoras de betão deverá ser reduzido em zonas comprimidas
fendilhadas, o qual, a não ser que se utilize um método mais rigoroso, poderá ser calculado com base
na expressão (6.56) (ver a Figura 6.24) (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.2(2)).

c  
11.81 MPa  12.04 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 11.81 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2191.31 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 185520.8 mm²

Rd,max : 12.04 MPa


NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

 
´ 1
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd : 23.33 MPa

Rd,ma
c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50

Eugénio, Edson João Rodrigues 102


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na


resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

Fcd Ac c
Escora  Verifica
(kN) (mm²) (MPa)
3-1 2184.34 185036.3 11.80 0.980
3-2 2191.31 185520.8 11.81 0.981

8.- NÓS

Modelo de bielas e tirantes

O cálculo e as disposições construtivas dos nós com concentração de esforços são críticos na
determinação da sua capacidade resistente (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(3)).

c  
11.53 MPa  17.05 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 11.53 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2191.31 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 190013.9 mm²
Os valores de cálculo das tensões de compressão no interior dos nós poderão ser
determinados do seguinte modo (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(4)):
b) em nós sujeitos a compressão e tracção, com tirantes amarrados numa direcção (ver a
Figura 6.27):

Rd,max : 17.05 MPa

Eugénio, Edson João Rodrigues 103


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

NOTA: O valor de k2 a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo
Anexo Nacional. O valor recomendado é 0,85.
NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

´  1
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd 
fcd : 23.33 MPa

c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50


cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

a) em nós comprimidos, no caso em que não há tirantes amarrados no nó (ver a Figura 6.26):

Rd,ma
Referênci Fcd Ac c Verific
k1 x Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
(MPa)
3-1 1.00 2184.34 185036.3 11.80 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y) 0.588
1.0 2191.3 185520. 11.8 20.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y 0.58
3-2
0 1 8 1 6 ) 9

b) em nós sujeitos a compressão e tracção, com tirantes amarrados numa direcção (ver a Figura
6.27):

Rd,ma
Referênci Fcd Ac c Verific
k2 x Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
(MPa)
1 0.85 2184.34 189558.1 11.52 17.05 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y) 0.675
0.8 2191.3 190013. 11.5 17.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y 0.67
2
5 1 9 3 5 ) 6

9.- CAPACIDADE DA ESTACA

Deve satisfazer:

Eugénio, Edson João Rodrigues 104


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

NEd,s NRd,s
Combinação Combinação de acções Verifica
(kN) (kN)
Fundamentais PP+RP+Qa+V(+Y) 1178.39 2000.00

o Maciço 26 (Três estacas)

1.- INTERACÇÃO ENTRE AS ESTACAS

Quando as estacas estão dispostas em vários alinhamentos, a acção em cada estaca deverá ser
determinada considerando a interacção entre as estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (4)).

Esta interacção poderá ser ignorada quando a distância livre entre as estacas é superior a duas vezes
o diâmetro das estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (5)).

1000.0 mm  1000.0 mm
onde:
Distância livre entre as estacas : 1000.0 mm
Diâmetro das estacas : 500.0 mm

2.- DIÂMETRO MÍNIMO

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas. Deverão utilizar-se varões com um diâmetro mínimo Ømin (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 9.8.1(3)).

NA-9.8.1(3): Ømin é de 10 mm.

  m
25.0 mm  10.0 mm

Diâmetro do varão
Referência Verifica
(mm)
Viga lateral - Armadura inferior 25.0

3.- DISTÂNCIA ENTRE VARÕES

A distância livre (horizontal e vertical) entre varões paralelos ou entre camadas horizontais de varões
paralelos não deverá ser inferior ao maior dos valores seguintes: k1 vezes o diâmetro do varão, (dg +
k2 mm), em que dg é a dimensão máxima do agregado, ou 20 mm (NP EN 1992-1-1:2010/NA,
8.2(2)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 1 mm e 5 mm, respectivamente.

Eugénio, Edson João Rodrigues 105


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Dimensão máxima do agregado: 15.0 mm

Diâmetro do varão Distância livre


Referência
(mm) (mm)
Viga lateral - Armadura inferior 25.0 118.3 118.3 mm  25.0 mm

Malha superior - Varões paralelos X 12.0 188.0 188.0 mm  20.0 mm

Malha superior - Varões paralelos Y 12.0 188.0 188.0 mm  20.0 mm

Malha inferior - Varões paralelos X 12.0 108.0 108.0 mm  20.0 mm

Malha inferior - Varões paralelos Y 12.0 88.0 88.0 mm  20.0 mm

Armadura perimetral 12.0 235.5 235.5 mm  20.0 mm

4.- RECOBRIMENTO DAS ARMADURAS

No caso de betonagens sobre superfícies irregulares, o recobrimento nominal deverá em geral ser
aumentado adoptando maiores tolerâncias no cálculo. O aumento deverá ser função da diferença
provocada pela irregularidade, mas o recobrimento nominal deverá ser pelo menos k1 mm para a
betonagem sobre terreno preparado (incluindo betão de limpeza) e k2 mm para a betonagem directa
contra o terreno (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 4.4.1.3(4)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 40 mm e 75 mm.

Face Verifica
Inferior 50.0 mm  40.0 mm
Superior 50.0 mm  40.0 mm
Lateral 50.0 mm  40.0 mm

Eugénio, Edson João Rodrigues 106


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

5.- AMARRAÇÃO DE ARMADURAS LONGITUDINAIS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X)"


Elemento: 2 - 3
Nó inicial Nó final
2 3
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1528.86 P1 = 4613.14
R2 = 1537.59
R3 = 1546.69

A amarração da armadura em nós sujeitos a compressão e a tracção começa à entrada do nó, por
exemplo, na face interior de um apoio (ver a Figura 6.27). O comprimento de amarração deverá
prolongar-se ao longo de toda a extensão do nó. Em certos casos, a armadura poderá também ser
amarrada para lá do nó. Para a amarração e a dobragem das armaduras, ver 8.4 a 8.6 (NP EN 1992-
1-1:2010/NA, 6.5.4(7)).

lb  lb
839.25 mm  644.47 mm
onde:
lb: Comprimento de amarração disponível lb : 839.25 mm

Em alternativa e como simplificação de 8.4.4(1), poderá adoptar-se, para os tipos de amarração


representados na Figura 8.1, um comprimento de amarração equivalente, lb,eq. lb,eq, definido nessa
mesma figura, poderá ser considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.4(2)):

- 1 lb,rqd para os tipos representados nas Figuras 8.1b a 8.1d (ver o Quadro 8.2 para os valores de
1).

l 
lb,eq : 644.47 mm

1 tem em conta o efeito da forma dos varões admitindo um recobrimento adequado (ver a Figura
8.1).

Tipo de amarração : Cotovelo corrente


1 : 1.0

cd : 50.0 mm

Eugénio, Edson João Rodrigues 107


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

a: 118.3 mm
c1: 50.0 mm

lb,rqd obtido pela expressão (8.3).

lb,rqd : 644.47 mm

lfb,rqd 2
em que sd é o valor de cálculo da tensão na secção do varão a partir da qual é medido o
comprimento de amarração.
Ø : 25.0 mm
sd : 348.53 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura da aderência, fbd, para varões de alta aderência poderá ser
considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.2(2)):

fbd : 3.38 MPa

onde:
fctd: valor de cálculo da resistência do betão à tracção, de acordo com
3.1.6(2)P. fctd : 1.50 MPa

ffbd 
c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.5
ct: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à tracção compressão e os efeitos desfavoráveis
resultantes do modo como a carga é aplicada. ct : 1.00
NOTA: O valor de ct a utilizar num determinado país poderá ser indicado no
respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.

fctk,0,05 : 2.25 MPa

fctm: Valor médio da tensão de rotura do betão à tracção


simples. fctm : 3.21 MPa

ctdfcm: Valor médio da tensão de rotura do betão à compressão.

fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à


compressão aos 28 dias de idade.
fcm : 43.00 MPa

fck : 35.00 MPa

ctk,0,0
1: coeficiente relacionado com as condições de aderência e com a posição
do varão durante a betonagem (ver a Figura 8.2). 1 : 1.0
1 = 1,0 para condições de "boa" aderência.

Eugénio, Edson João Rodrigues 108


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

1 = 0,7 para todos os outros casos e para varões em elementos estruturais


construídos com cofragens deslizantes, a não ser que se possa demonstrar que as
condições são de "boa" aderência.
2: relacionado com o diâmetro do varão. 2 : 1.0
2 = 1,0 para Ø  32 mm
2 = (132 - Ø)/100 para Ø  32 mm
lb,min: comprimento de amarração mínimo se não existir nenhuma outra
limitação. lb,min : 250.00 mm
- para amarrações de varões traccionados

0,3·lb,rqd : 193.34 mm
10·Ø : 250.00 mm

lb,min
Ø sd lb,rqd lb,min lb lb,eq
Tirante Verifica
(mm) (MPa) (mm) (mm) (mm) (mm)
1-2 25.0 344.51 637.04 250.00 839.25 637.04
2-3 25.0 348.53 644.47 250.00 839.25 644.47
3-1 25.0 346.55 640.81 250.00 839.25 640.81

6.- TIRANTES

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X)"


Elemento: 2 - 3
Nó inicial Nó final
2 3
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1528.86 P1 = 4613.14
R2 = 1537.59
R3 = 1546.69

O valor de cálculo da resistência dos tirantes transversais e das armaduras deverá ser limitado de
acordo com 3.2 e 3.3 (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.3(1)).

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 9.8.1(3)).

Eugénio, Edson João Rodrigues 109


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

As  fy
1067.12 kN  855.42 kN
onde:
As: Área da secção de uma armadura para betão armado. As : 2454.4 mm²
fyd: Valor de cálculo da tensão de cedência à tracção do aço das armaduras
para betão armado. fyd : 434.78 MPa
Ftd: Valor de cálculo da força de tracção. Ftd : 855.42 kN

As fyd Ftd
Tirante  Verifica
(mm²) (MPa) (kN)
1-2 2454.4 434.78 845.57 0.792
2-3 2454.4 434.78 855.42 0.802
3-1 2454.4 434.78 850.57 0.797

7.- ESCORAS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X)"


Elemento: 4 - 3
Nó inicial Nó final
4 3
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1528.86 P1 = 4613.14
R2 = 1537.59
R3 = 1546.69

O valor de cálculo da resistência das escoras de betão deverá ser reduzido em zonas comprimidas
fendilhadas, o qual, a não ser que se utilize um método mais rigoroso, poderá ser calculado com base
na expressão (6.56) (ver a Figura 6.24) (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.2(2)).
11.83 MPa  12.04 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 11.83 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2138.94 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 180777.5 mm²

Eugénio, Edson João Rodrigues 110


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Rd,max : 12.04 MPa


NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

´  1
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd 
fcd : 23.33 MPa

Rd,ma
c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50
cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

Fcd Ac c
Escora  Verifica
(kN) (mm²) (MPa)
4-1 2120.16 180276.8 11.76 0.977
4-2 2129.37 180521.5 11.80 0.980
4-3 2138.94 180777.5 11.83 0.983

Eugénio, Edson João Rodrigues 111


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

8.- NÓS

Modelo de bielas e tirantes

O cálculo e as disposições construtivas dos nós com concentração de esforços são críticos na
determinação da sua capacidade resistente (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(3)).

c  
11.83 MPa  20.06 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 11.83 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2138.94 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 180777.5 mm²
Os valores de cálculo das tensões de compressão no interior dos nós poderão ser
determinados do seguinte modo (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(4)):
a) em nós comprimidos, no caso em que não há tirantes amarrados no nó (ver a Figura
6.26):

Rd,max : 20.06 MPa

NOTA: O valor de k1 a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo
Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.
NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

Eugénio, Edson João Rodrigues 112


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

' : 0.86

´  1
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd 
fcd : 23.33 MPa

c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50


cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

a) em nós comprimidos, no caso em que não há tirantes amarrados no nó (ver a Figura 6.26):

Rd,ma
Referênci Fcd Ac c Verific
k1 x Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
(MPa)
4-1 1.00 2120.16 180276.8 11.76 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.586
4-2 1.00 2129.37 180521.5 11.80 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.588
1.0 2138.9 180777. 11.8 20.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(- 0.59
4-3
0 4 5 3 6 X) 0

9.- CAPACIDADE DA ESTACA

Deve satisfazer:

NEd,s 
NEd,s NRd,s
Combinação Combinação de acções Verifica
(kN) (kN)
Fundamentais PP+RP+Qa+V(-X) 1186.94 2000.00

o Maciço 31 (Quatro Estacas)

1.- INTERACÇÃO ENTRE AS ESTACAS

Quando as estacas estão dispostas em vários alinhamentos, a acção em cada estaca deverá ser
determinada considerando a interacção entre as estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (4)).

Esta interacção poderá ser ignorada quando a distância livre entre as estacas é superior a duas vezes
o diâmetro das estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (5)).

Eugénio, Edson João Rodrigues 113


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

1000.0 mm  1000.0 mm
onde:
Distância livre entre as estacas : 1000.0 mm
Diâmetro das estacas : 500.0 mm

2.- DIÂMETRO MÍNIMO

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas. Deverão utilizar-se varões com um diâmetro mínimo Ømin (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 9.8.1(3)).

NA-9.8.1(3): Ømin é de 10 mm.

  m
25.0 mm  10.0 mm

Diâmetro do varão
Referência Verifica
(mm)
Viga paralela X - Armadura inferior 25.0
Viga paralela Y - Armadura inferior 25.0

3.- DISTÂNCIA ENTRE VARÕES

A distância livre (horizontal e vertical) entre varões paralelos ou entre camadas horizontais de varões
paralelos não deverá ser inferior ao maior dos valores seguintes: k1 vezes o diâmetro do varão, (dg +
k2 mm), em que dg é a dimensão máxima do agregado, ou 20 mm (NP EN 1992-1-1:2010/NA,
8.2(2)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 1 mm e 5 mm, respectivamente.

Dimensão máxima do agregado: 15.0 mm

Diâmetro do varão Distância livre


Referência
(mm) (mm)
Viga paralela X - Armadura inferior 25.0 126.3 126.3 mm  25.0 mm

Viga paralela Y - Armadura inferior 25.0 96.0 96.0 mm  25.0 mm

Malha superior - Varões paralelos X 12.0 188.0 188.0 mm  20.0 mm

Malha superior - Varões paralelos Y 12.0 188.0 188.0 mm  20.0 mm

Malha inferior - Varões paralelos X 20.0 60.0 60.0 mm  20.0 mm

Malha inferior - Varões paralelos Y 20.0 80.0 80.0 mm  20.0 mm

Eugénio, Edson João Rodrigues 114


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Diâmetro do varão Distância livre


Referência
(mm) (mm)
Armadura perimetral 12.0 242.0 242.0 mm  20.0 mm

4.- RECOBRIMENTO DAS ARMADURAS

No caso de betonagens sobre superfícies irregulares, o recobrimento nominal deverá em geral ser
aumentado adoptando maiores tolerâncias no cálculo. O aumento deverá ser função da diferença
provocada pela irregularidade, mas o recobrimento nominal deverá ser pelo menos k1 mm para a
betonagem sobre terreno preparado (incluindo betão de limpeza) e k2 mm para a betonagem directa
contra o terreno (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 4.4.1.3(4)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 40 mm e 75 mm.

Face Verifica
Inferior 50.0 mm  40.0 mm
Superior 50.0 mm  40.0 mm
Lateral 50.0 mm  40.0 mm

5.- AMARRAÇÃO DE ARMADURAS LONGITUDINAIS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+X)"


Elemento: 4 - 1
Nó inicial Nó final
4 1
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 2123.48 P1 = 344.56
R2 = 858.26 P2 = 5621.75
R3 = 859.30
R4 = 2125.27

A amarração da armadura em nós sujeitos a compressão e a tracção começa à entrada do nó, por
exemplo, na face interior de um apoio (ver a Figura 6.27). O comprimento de amarração deverá
prolongar-se ao longo de toda a extensão do nó. Em certos casos, a armadura poderá também ser

Eugénio, Edson João Rodrigues 115


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

amarrada para lá do nó. Para a amarração e a dobragem das armaduras, ver 8.4 a 8.6 (NP EN 1992-
1-1:2010/NA, 6.5.4(7)).

lb  lb
799.77 mm  736.67 mm
onde:
lb: Comprimento de amarração disponível lb : 799.77 mm

Em alternativa e como simplificação de 8.4.4(1), poderá adoptar-se, para os tipos de amarração


representados na Figura 8.1, um comprimento de amarração equivalente, lb,eq. lb,eq, definido nessa
mesma figura, poderá ser considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.4(2)):

- 1 lb,rqd para os tipos representados nas Figuras 8.1b a 8.1d (ver o Quadro 8.2 para os valores de
1).

lcb,eq3
lb,eq : 736.67 mm

1 tem em conta o efeito da forma dos varões admitindo um recobrimento adequado (ver a Figura
8.1).

Tipo de amarração : Cotovelo corrente


1 : 1.0

cd : 48.0 mm

cd  m
a: 96.0 mm

d
c1: 50.0 mm

lb,rqd obtido pela expressão (8.3).

lb,rqd : 736.67 mm

l 
em que sd é o valor de cálculo da tensão na secção do varão a partir da qual é medido o
comprimento de amarração.
Ø : 25.0 mm
sd : 398.39 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura da aderência, fbd, para varões de alta aderência poderá ser
considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.2(2)):

fbd : 3.38 MPa

Eugénio, Edson João Rodrigues 116


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

onde:
fctd: valor de cálculo da resistência do betão à tracção, de acordo com
3.1.6(2)P. fctd : 1.50 MPa

ffctd 
c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.5
ct: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à tracção compressão e os efeitos desfavoráveis
resultantes do modo como a carga é aplicada. ct : 1.00
NOTA: O valor de ct a utilizar num determinado país poderá ser indicado no
respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.

fctk,0,05 : 2.25 MPa

fctm: Valor médio da tensão de rotura do betão à tracção


simples. fctm : 3.21 MPa

fcm: Valor médio da tensão de rotura do betão à compressão. fcm : 43.00 MPa

fcm 
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa

ctk,0,0
1: coeficiente relacionado com as condições de aderência e com a posição
do varão durante a betonagem (ver a Figura 8.2). 1 : 1.0
1 = 1,0 para condições de "boa" aderência.
1 = 0,7 para todos os outros casos e para varões em elementos estruturais
construídos com cofragens deslizantes, a não ser que se possa demonstrar que as
condições são de "boa" aderência.
2: relacionado com o diâmetro do varão. 2 : 1.0
2 = 1,0 para Ø  32 mm
2 = (132 - Ø)/100 para Ø  32 mm

ctm
lb,min: comprimento de amarração mínimo se não existir nenhuma outra
limitação. lb,min : 250.00 mm
- para amarrações de varões traccionados

0,3·lb,rqd : 221.00 mm
10·Ø : 250.00 mm

l
Ø sd lb,rqd lb,min lb lb,eq
Tirante Verifica
(mm) (MPa) (mm) (mm) (mm) (mm)
1-2 25.0 260.21 481.16 250.00 799.77 481.16
2-3 25.0 161.05 297.80 250.00 799.77 297.80
3-4 25.0 260.43 481.56 250.00 799.77 481.56
4-1 25.0 398.39 736.67 250.00 799.77 736.67

Eugénio, Edson João Rodrigues 117


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6.- TIRANTES

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+X)"


Elemento: 4 - 1
Nó inicial Nó final
4 1
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 2123.48 P1 = 344.56
R2 = 858.26 P2 = 5621.75
R3 = 859.30
R4 = 2125.27

O valor de cálculo da resistência dos tirantes transversais e das armaduras deverá ser limitado de
acordo com 3.2 e 3.3 (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.3(1)).

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 9.8.1(3)).

As  fy
1280.56 kN  1173.36 kN
onde:
As: Área da secção de uma armadura para betão armado. As : 2945.3 mm²
fyd: Valor de cálculo da tensão de cedência à tracção do aço das armaduras
para betão armado. fyd : 434.78 MPa
Ftd: Valor de cálculo da força de tracção. Ftd : 1173.36 kN

As fyd Ftd
Tirante  Verifica
(mm²) (MPa) (kN)
1-2 2454.4 434.78 638.67 0.598
2-3 2945.3 434.78 474.33 0.370
3-4 2454.4 434.78 639.19 0.599
4-1 2945.3 434.78 1173.36 0.916

Eugénio, Edson João Rodrigues 118


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

7.- ESCORAS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+X)"


Elemento: 6 - 4
Nó inicial Nó final
6 4
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 2123.48 P1 = 344.56
R2 = 858.26 P2 = 5621.75
R3 = 859.30
R4 = 2125.27

O valor de cálculo da resistência das escoras de betão deverá ser reduzido em zonas comprimidas
fendilhadas, o qual, a não ser que se utilize um método mais rigoroso, poderá ser calculado com base
na expressão (6.56) (ver a Figura 6.24) (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.2(2)).

c  
11.53 MPa  12.04 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 11.53 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2446.43 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 212176.3 mm²

Rd,max : 12.04 MPa

NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à


compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa

Eugénio, Edson João Rodrigues 119


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-


1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd 
fcd : 23.33 MPa

c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50


cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

Fcd Ac c
Escora  Verifica
(kN) (mm²) (MPa)
5-1 68.89 180161.7 0.38 0.032
5-2 145.72 211002.9 0.69 0.057
5-3 145.80 210815.9 0.69 0.057
5-4 68.01 180045.2 0.38 0.032
6-1 2444.21 212117.8 11.52 0.957
6-2 1032.13 178095.4 5.80 0.482
6-3 1033.44 178130.1 5.80 0.482
6-4 2446.43 212176.3 11.53 0.958

8.- NÓS

Eugénio, Edson João Rodrigues 120


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

O cálculo e as disposições construtivas dos nós com concentração de esforços são críticos na
determinação da sua capacidade resistente (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(3)).

c  
11.53 MPa  20.06 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 11.53 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2446.43 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 212176.3 mm²
Os valores de cálculo das tensões de compressão no interior dos nós poderão ser
determinados do seguinte modo (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(4)):
a) em nós comprimidos, no caso em que não há tirantes amarrados no nó (ver a Figura
6.26):

Rd,max : 20.06 MPa

 
NOTA: O valor de k1 a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo
Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.
NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

´  1
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

Rd,ma
c
f 
fcd : 23.33 MPa

c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50


cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

a) em nós comprimidos, no caso em que não há tirantes amarrados no nó (ver a Figura 6.26):

Fcd Ac c Rd,max
Referência k1 Combinação de acções  Verifica

cd
(kN) (mm²) (MPa) (MPa)
5-1 1.00 68.39 180214.9 0.38 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa 0.019
5-2 1.00 144.58 210977.0 0.69 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa 0.034
5-3 1.00 144.48 210778.1 0.69 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa 0.034
5-4 1.00 67.69 180090.9 0.38 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa 0.019

Eugénio, Edson João Rodrigues 121


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Rd,ma
Referênci Fcd Ac c Verific
k1 x Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
(MPa)
6-1 1.00 2444.21 212117.8 11.52 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+X) 0.574
6-2 1.00 1056.90 178721.8 5.91 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.295
6-3 1.00 1057.05 178727.2 5.91 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.295
1.0 2446.4 212176. 11.5 20.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+X 0.57
6-4
0 3 3 3 6 ) 5

9.- CAPACIDADE DA ESTACA

Deve satisfazer:

NEd,s 
NEd,s NRd,s
Combinação Combinação de acções Verifica
(kN) (kN)
Fundamentais PP+RP+Qa+V(+X) 1519.98 2000.00

o Maciço 25 (Cinco Estacas)

1.- INTERACÇÃO ENTRE AS ESTACAS

Quando as estacas estão dispostas em vários alinhamentos, a acção em cada estaca deverá ser
determinada considerando a interacção entre as estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (4)).

Esta interacção poderá ser ignorada quando a distância livre entre as estacas é superior a duas vezes
o diâmetro das estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 5.1.2 (5)).

1000.0 mm  1000.0 mm
onde:
Distância livre entre as estacas : 1000.0 mm
Diâmetro das estacas : 500.0 mm

2.- DIÂMETRO MÍNIMO

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas. Deverão utilizar-se varões com um diâmetro mínimo Ømin (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 9.8.1(3)).

NA-9.8.1(3): Ømin é de 10 mm.

Eugénio, Edson João Rodrigues 122


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

  m
20.0 mm  10.0 mm

Diâmetro do varão
Referência Verifica
(mm)
Viga paralela X - Armadura inferior 20.0
Viga paralela Y - Armadura inferior 25.0
Viga diagonal - Armadura inferior 25.0

3.- DISTÂNCIA ENTRE VARÕES

A distância livre (horizontal e vertical) entre varões paralelos ou entre camadas horizontais de varões
paralelos não deverá ser inferior ao maior dos valores seguintes: k1 vezes o diâmetro do varão, (dg +
k2 mm), em que dg é a dimensão máxima do agregado, ou 20 mm (NP EN 1992-1-1:2010/NA,
8.2(2)).

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 1 mm e 5 mm, respectivamente.

Dimensão máxima do agregado: 15.0 mm

Diâmetro do varão Distância livre


Referência
(mm) (mm)
Viga paralela X - Armadura inferior 20.0 126.0 126.0 mm  20.0 mm

Viga paralela Y - Armadura inferior 25.0 122.3 122.3 mm  25.0 mm

Viga diagonal - Armadura inferior 25.0 122.3 122.3 mm  25.0 mm

Malha superior - Varões paralelos X 12.0 188.0 188.0 mm  20.0 mm

Malha superior - Varões paralelos Y 12.0 188.0 188.0 mm  20.0 mm

Malha inferior - Varões paralelos X 20.0 140.0 140.0 mm  20.0 mm

Malha inferior - Varões paralelos Y 12.0 68.0 68.0 mm  20.0 mm

Armadura perimetral 12.0 235.0 235.0 mm  20.0 mm

4.- RECOBRIMENTO DAS ARMADURAS

No caso de betonagens sobre superfícies irregulares, o recobrimento nominal deverá em geral ser
aumentado adoptando maiores tolerâncias no cálculo. O aumento deverá ser função da diferença
provocada pela irregularidade, mas o recobrimento nominal deverá ser pelo menos k1 mm para a
betonagem sobre terreno preparado (incluindo betão de limpeza) e k2 mm para a betonagem directa
contra o terreno (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 4.4.1.3(4)).

Eugénio, Edson João Rodrigues 123


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

NOTA: Os valores de k1 e k2 a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo
Anexo Nacional. Os valores recomendados são 40 mm e 75 mm.

Face Verifica
Inferior 50.0 mm  40.0 mm
Superior 50.0 mm  40.0 mm
Lateral 50.0 mm  40.0 mm

5.- AMARRAÇÃO DE ARMADURAS LONGITUDINAIS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y)"


Elemento: 3 - 5
Nó inicial Nó final
3 5
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1421.31 P1 = 3858.34
R2 = 1672.04 P2 = 3851.42
R3 = 1662.60
R4 = 1411.86
R5 = 1541.95

A amarração da armadura em nós sujeitos a compressão e a tracção começa à entrada do nó, por
exemplo, na face interior de um apoio (ver a Figura 6.27). O comprimento de amarração deverá
prolongar-se ao longo de toda a extensão do nó. Em certos casos, a armadura poderá também ser
amarrada para lá do nó. Para a amarração e a dobragem das armaduras, ver 8.4 a 8.6 (NP EN 1992-
1-1:2010/NA, 6.5.4(7)).

l l
579.17 mm  436.63 mm
onde:
lb: Comprimento de amarração disponível lb : 579.17 mm

Em alternativa e como simplificação de 8.4.4(1), poderá adoptar-se, para os tipos de amarração


representados na Figura 8.1, um comprimento de amarração equivalente, lb,eq. lb,eq, definido nessa
mesma figura, poderá ser considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.4(2)):

- 1 lb,rqd para os tipos representados nas Figuras 8.1b a 8.1d (ver o Quadro 8.2 para os valores de
1).

Eugénio, Edson João Rodrigues 124


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

lb,eq : 436.63 mm

lcb,eq3
1 tem em conta o efeito da forma dos varões admitindo um recobrimento adequado (ver a Figura
8.1).

Tipo de amarração : Cotovelo corrente


1 : 1.0

cd : 50.0 mm

cd  m
a: 122.3 mm

d
c1: 50.0 mm

lb,rqd obtido pela expressão (8.3).

lb,rqd : 436.63 mm

lfb,rqd 2
em que sd é o valor de cálculo da tensão na secção do varão a partir da qual é medido o
comprimento de amarração.
Ø : 25.0 mm
sd : 236.13 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura da aderência, fbd, para varões de alta aderência poderá ser
considerado igual a (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 8.4.2(2)):

fbd : 3.38 MPa

onde:
fctd: valor de cálculo da resistência do betão à tracção, de acordo com
3.1.6(2)P. fctd : 1.50 MPa

fbd 
c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.5
ct: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à tracção compressão e os efeitos desfavoráveis
resultantes do modo como a carga é aplicada. ct : 1.00
NOTA: O valor de ct a utilizar num determinado país poderá ser indicado no
respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.

fctk,0,05 : 2.25 MPa

Eugénio, Edson João Rodrigues 125


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

fctm: Valor médio da tensão de rotura do betão à tracção


simples. fctm : 3.21 MPa

fcm: Valor médio da tensão de rotura do betão à compressão. fcm : 43.00 MPa

fcm 
fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à
compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
1: coeficiente relacionado com as condições de aderência e com a posição
do varão durante a betonagem (ver a Figura 8.2). 1 : 1.0
1 = 1,0 para condições de "boa" aderência.
1 = 0,7 para todos os outros casos e para varões em elementos estruturais
construídos com cofragens deslizantes, a não ser que se possa demonstrar que as
condições são de "boa" aderência.
2: relacionado com o diâmetro do varão. 2 : 1.0
2 = 1,0 para Ø  32 mm
2 = (132 - Ø)/100 para Ø  32 mm

ctm
lb,min: comprimento de amarração mínimo se não existir nenhuma outra
limitação. lb,min : 250.00 mm
- para amarrações de varões traccionados

0,3·lb,rqd : 130.99 mm
10·Ø : 250.00 mm

lb,min
Ø sd lb,rqd lb,min lb lb,eq
Tirante Verifica
(mm) (MPa) (mm) (mm) (mm) (mm)
1-2 20.0 300.28 444.20 200.00 699.77 444.20
1-5 25.0 220.38 407.51 250.00 579.17 407.51
2-3 25.0 217.30 401.81 250.00 699.77 401.81
2-5 25.0 166.93 308.67 250.00 579.17 308.67
3-4 20.0 301.93 446.64 200.00 699.77 446.64
3-5 25.0 236.13 436.63 250.00 579.17 436.63
4-1 25.0 173.65 321.10 250.00 699.77 321.10
4-5 25.0 152.92 282.77 250.00 579.17 282.77

Eugénio, Edson João Rodrigues 126


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6.- TIRANTES

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-Y)"


Elemento: 1 - 2
Nó inicial Nó final
1 2
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1653.95 P1 = 3426.80
R2 = 1538.65 P2 = 4279.21
R3 = 1428.46
R4 = 1543.75
R5 = 1541.20

O valor de cálculo da resistência dos tirantes transversais e das armaduras deverá ser limitado de
acordo com 3.2 e 3.3 (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.3(1)).

A armadura principal de tracção resistente aos efeitos das acções deverá ser concentrada nas zonas
traccionadas entre estacas (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 9.8.1(3)).

As  fy
682.95 kN  497.61 kN
onde:
As: Área da secção de uma armadura para betão armado. As : 1570.8 mm²
fyd: Valor de cálculo da tensão de cedência à tracção do aço das armaduras
para betão armado. fyd : 434.78 MPa
Ftd: Valor de cálculo da força de tracção. Ftd : 497.61 kN

As fyd Ftd
Tirante  Verifica
(mm²) (MPa) (kN)
1-2 1570.8 434.78 497.61 0.729
1-5 2454.4 434.78 577.10 0.541
2-3 2454.4 434.78 449.84 0.422
2-5 2454.4 434.78 406.59 0.381

Eugénio, Edson João Rodrigues 127


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

As fyd Ftd
Tirante  Verifica
(mm²) (MPa) (kN)
3-4 1570.8 434.78 452.68 0.663
3-5 2454.4 434.78 541.29 0.507
4-1 2454.4 434.78 507.61 0.476
4-5 2454.4 434.78 382.77 0.359

7.- ESCORAS

Modelo de bielas e tirantes associado à combinação: "1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-Y)"


Elemento: 7 - 2
Nó inicial Nó final
7 2
Reacções (kN) Solicitações (kN)
R1 = 1653.95 P1 = 3426.80
R2 = 1538.65 P2 = 4279.21
R3 = 1428.46
R4 = 1543.75
R5 = 1541.20

O valor de cálculo da resistência das escoras de betão deverá ser reduzido em zonas comprimidas
fendilhadas, o qual, a não ser que se utilize um método mais rigoroso, poderá ser calculado com base
na expressão (6.56) (ver a Figura 6.24) (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.2(2)).

c  
7.17 MPa  12.04 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 7.17 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 1513.28 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 210938.4 mm²

Rd,max : 12.04 MPa

NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

Eugénio, Edson João Rodrigues 128


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à


compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa
O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-
1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd 
fcd : 23.33 MPa

c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50


cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

Fcd Ac c
Escora  Verifica
(kN) (mm²) (MPa)
6-1 964.58 194900.9 4.95 0.411
6-2 372.42 175755.8 2.12 0.176
6-3 840.01 190041.6 4.42 0.367
6-4 1342.94 214961.2 6.25 0.519
6-5 633.33 244628.5 2.59 0.215
7-1 1154.36 195337.6 5.91 0.491
7-2 1513.28 210938.4 7.17 0.596
7-3 1031.55 191438.5 5.39 0.448
7-4 541.68 179549.4 3.02 0.251
7-5 934.35 246554.9 3.79 0.315

8.- NÓS

Modelo de bielas e tirantes

Eugénio, Edson João Rodrigues 129


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

O cálculo e as disposições construtivas dos nós com concentração de esforços são críticos na
determinação da sua capacidade resistente (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(3)).

c  
10.32 MPa  15.05 MPa
onde:
c: Tensão de compressão no betão. c : 10.32 MPa

Fcd: Valor de cálculo da força de compressão no betão. Fcd : 2106.02 kN


Ac: Área da secção transversal de betão. Ac : 204019.1 mm²
Os valores de cálculo das tensões de compressão no interior dos nós poderão ser
determinados do seguinte modo (NP EN 1992-1-1:2010/NA, 6.5.4(4)):
c) em nós sujeitos a compressão e a tracção com tirantes amarrados em mais de uma
direcção (ver a Figura 6.28):

Rd,max : 15.05 MPa

 
NOTA: O valor de k3 a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo
Anexo Nacional. O valor recomendado é 0,75.
NOTA: O valor de ' a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo
Nacional. O valor recomendado é obtido pela expressão (6.57N)

' : 0.86

fck: Valor característico da tensão de rotura do betão à


compressão aos 28 dias de idade. fck : 35.00 MPa

Eugénio, Edson João Rodrigues 130


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão é definido por (NP EN 1992-1-


1:2010/NA, 3.1.6(1)P):

fcd 
fcd : 23.33 MPa

c: Coeficiente parcial de segurança relativo ao betão, ver 2.4.2.4. c : 1.50


cc: Coeficiente que tem em conta os efeitos de longo prazo na
resistência à compressão e os efeitos desfavoráveis resultantes do
modo como a carga é aplicada. cc : 1.00
NOTA: O valor de cc a utilizar num determinado país deverá situar-se entre 0,8 e
1,0 e poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1.

a) em nós comprimidos, no caso em que não há tirantes amarrados no nó (ver a Figura 6.26):

c
Referênci Fcd Ac Rd,max Verific
k1 (MPa Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
)
6-1 1.00 976.96 192952.2 5.06 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.252
6-2 1.00 557.15 183326.5 3.04 20.06 1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(+Y) 0.152
6-3 1.00 1136.03 199767.8 5.69 20.06 1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(+Y) 0.284
1.0 1381.2 212447. 20.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(- 0.32
6-4 6.50
0 0 0 6 X) 4
6-5 1.00 852.98 247691.8 3.44 20.06 1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(+Y) 0.171

c
Referênci Fcd Ac Rd,max Verific
k1 (MPa Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
)
7-1 1.00 1204.65 199428.7 6.04 20.06 1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(-Y) 0.301
1.0 1513.2 210938. 20.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(- 0.35
7-2 7.17
0 8 4 6 Y) 7
7-3 1.00 1049.38 193127.9 5.43 20.06 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.271
7-4 1.00 589.20 182687.7 3.23 20.06 1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(-Y) 0.161
7-5 1.00 953.32 247505.3 3.85 20.06 1.5·PP+1.5·RP+0.6·Qa+1.5·V(-Y) 0.192

c) em nós sujeitos a compressão e a tracção com tirantes amarrados em mais de uma direcção (ver a
Figura 6.28):

Rd,ma
Referênci Fcd Ac c Verific
k3 x Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
(MPa)
1 0.75 2096.25 203923.5 10.28 15.05 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-Y) 0.683
2 0.75 2013.17 213116.9 9.45 15.05 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y) 0.628
0.7 2106.0 204019. 10.3 15.0 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(+Y 0.68
3
5 2 1 2 5 ) 6
4 0.75 1874.06 211615.9 8.86 15.05 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-Y) 0.589

Eugénio, Edson João Rodrigues 131


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Rd,ma
Referênci Fcd Ac c Verific
k3 x Combinação de acções 
a (kN) (mm²) (MPa) a
(MPa)
5 0.75 1564.58 249975.6 6.26 15.05 1.5·PP+1.5·RP+1.5·Qa+0.6·V(-X) 0.416

9.- CAPACIDADE DA ESTACA

Deve satisfazer:

NEd,s 
NEd,s NRd,s
Combinação Combinação de acções Verifica
(kN) (kN)
Fundamentais PP+RP+Qa+V(+Y) 1336.31 2000.00

3.3.6.8.Verificação de dimensionamento de sapatas superficiais

Em seguida apresenta – se a verificação de dois tipos de sapatas dimensionadas para o presente


edifício.

o Sapata 14 ( Sapata Isolada)


Referência: 100
Dimensões: 240 x 240 x 55
Armaduras: Xi:Ø16a/24 Yi:Ø16a/24 Xs:Ø16a/24 Ys:Ø16a/24
Verificação Valores Estado
Tensões sobre o terreno:
Critério de CYPE Ingenieros

- Tensão média em combinações fundamentais: Máximo: 0.0525 MPa


Calculado: 0.0322749 MPa Verifica
- Tensão máxima em combinações fundamentais sem vento: Máximo: 0.0655308 MPa
Calculado: 0.0526797 MPa Verifica
- Tensão máxima em combinações fundamentais com vento: Máximo: 0.0655308 MPa
Calculado: 0.0625878 MPa Verifica
Derrube da sapata:
Se % de reserva de segurança é maior que zero, quer dizer que os coeficientes
de segurança ao derrube são maiores que os valores estritos exigidos para todas
as combinações de equilíbrio.

Eugénio, Edson João Rodrigues 132


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Referência: 100
Dimensões: 240 x 240 x 55
Armaduras: Xi:Ø16a/24 Yi:Ø16a/24 Xs:Ø16a/24 Ys:Ø16a/24
Verificação Valores Estado
- Na direcção X: Reserva segurança: 620.6 % Verifica
- Na direcção Y: Reserva segurança: 252.0 % Verifica
Deslizamento da sapata:
- Combinações fundamentais:
Recomendação do livro 'Cálculo de estructuras de cimentación', J. Calavera. 4ª Mínimo: 1.5
edición, ed. INTEMAC, 2000.. Calculado: 2.49 Verifica
Flexão na sapata:
- Na direcção X: Momento: 54.42 kN·m Verifica
- Na direcção Y: Momento: 62.26 kN·m Verifica
Esforço na sapata:
- Na direcção X: Transverso: 52.78 kN Verifica
- Na direcção Y: Transverso: 61.12 kN Verifica
Compressão oblíqua na sapata:
- Combinações fundamentais:
Máximo: 5000 kN/m²
Critério de CYPE Ingenieros Calculado: 312.2 kN/m² Verifica
Altura mínima: Mínimo: 25 cm
Ponto 58.8.1 da norma EH-91 Calculado: 55 cm Verifica
Espaço para amarrar arranques na fundação:
Mínimo: 28 cm
- 100: Calculado: 47 cm Verifica
Quantidade geométrica mínima:
Ponto 90.1 da norma REBAP Mínimo: 0.0015
- Armadura inferior direcção X: Calculado: 0.0015 Verifica
- Armadura superior direcção X: Calculado: 0.0015 Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Calculado: 0.0015 Verifica
- Armadura superior direcção Y: Calculado: 0.0015 Verifica
Quantidade mínima necessária por flexão:
Ponto 38.1 da norma EH-91 Calculado: 0.0016
- Armadura inferior direcção X: Mínimo: 0.0003 Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Mínimo: 0.0004 Verifica
- Armadura superior direcção Y: Mínimo: 0.0001 Verifica
Diâmetro mínimo dos varões:
Critério de CYPE Ingenieros Mínimo: 10 mm
- Malha inferior: Calculado: 16 mm Verifica
- Malha superior: Calculado: 16 mm Verifica

Eugénio, Edson João Rodrigues 133


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Referência: 100
Dimensões: 240 x 240 x 55
Armaduras: Xi:Ø16a/24 Yi:Ø16a/24 Xs:Ø16a/24 Ys:Ø16a/24
Verificação Valores Estado
Afastamento máximo entre varões:
Critério de CYPE Ingenieros Máximo: 30 cm
- Armadura inferior direcção X: Calculado: 24 cm Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Calculado: 24 cm Verifica
- Armadura superior direcção X: Calculado: 24 cm Verifica
- Armadura superior direcção Y: Calculado: 24 cm Verifica
Afastamento mínimo entre varões:
Critério de CYPE Ingenieros, baseado em: J. Calavera. "Cálculo de Estructuras
de Cimentación". Capítulo 3.16 Mínimo: 10 cm
- Armadura inferior direcção X: Calculado: 24 cm Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Calculado: 24 cm Verifica
- Armadura superior direcção X: Calculado: 24 cm Verifica
- Armadura superior direcção Y: Calculado: 24 cm Verifica
Comprimento de amarração:
Critério do livro "Cálculo de estructuras de cimentación", J. Calavera. Ed.
INTEMAC, 1991 Calculado: 105 cm
- Armadura inf. direcção X para a dir: Mínimo: 16 cm Verifica
- Armadura inf. direcção X para a esq: Mínimo: 16 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para cima: Mínimo: 16 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para baixo: Mínimo: 16 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a dir: Mínimo: 22 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a esq: Mínimo: 22 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para cima: Mínimo: 22 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para baixo: Mínimo: 22 cm Verifica
Comprimento mínimo das patilhas: Mínimo: 16 cm
- Armadura inf. direcção X para a dir: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura inf. direcção X para a esq: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para cima: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para baixo: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a dir: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a esq: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para cima: Calculado: 45 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para baixo: Calculado: 45 cm Verifica
Cumprem-se todas as verificações
Informação adicional:

Eugénio, Edson João Rodrigues 134


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Referência: 100
Dimensões: 240 x 240 x 55
Armaduras: Xi:Ø16a/24 Yi:Ø16a/24 Xs:Ø16a/24 Ys:Ø16a/24
Verificação Valores Estado
- Sapata de tipo rígida (Ponto 59.2 da norma EHE-98)
- Deslizamento da sapata - Combinações fundamentais: Resistência frente ao deslizamento: 112.50
kN, Força que produz deslizamento: 45.20 kN, Axial simultâneo: 176.60 kN
- Relação rotura desfavorável (Na direcção X): 0.19
- Relação rotura desfavorável (Na direcção Y): 0.22
- Esforço Transverso resistente (Na direcção X): 583.40 kN
- Esforço Transverso resistente (Na direcção Y): 583.40 kN

Sapata 12 ( Sapata Conjunta)

Referência: (52-51-57-78-79-54-55-58)
Dimensões: 995 x 995 x 120
Armaduras: Xi:Ø25a/27 Yi:Ø25a/27 Xs:Ø25a/27 Ys:Ø25a/27
Verificação Valores Estado
Tensões sobre o terreno:
Critério de CYPE Ingenieros

- Tensão média em combinações fundamentais: Máximo: 0.0525 MPa


Calculado: 0.0478728 MPa Verifica
- Tensão máxima em combinações fundamentais sem vento: Máximo: 0.0655308 MPa
Calculado: 0.0629802 MPa Verifica
- Tensão máxima em combinações fundamentais com vento: Máximo: 0.0655308 MPa
Calculado: 0.0653346 MPa Verifica
Derrube da sapata:
Se % de reserva de segurança é maior que zero, quer dizer que os coeficientes
de segurança ao derrube são maiores que os valores estritos exigidos para
todas as combinações de equilíbrio.

- Na direcção X: Reserva segurança: 895.1 % Verifica


- Na direcção Y: Reserva segurança: 2221.0 % Verifica
Deslizamento da sapata:
- Combinações fundamentais:
Recomendação do livro 'Cálculo de estructuras de cimentación', J. Calavera. Mínimo: 1.5
4ª edición, ed. INTEMAC, 2000.. Calculado: 17.1 Verifica
Flexão na sapata:
- Na direcção X: Momento: 1404.83 kN·m Verifica
- Na direcção Y: Momento: 683.12 kN·m Verifica
Esforço na sapata:
- Na direcção X: Transverso: 560.25 kN Verifica
- Na direcção Y: Transverso: 370.23 kN Verifica

Eugénio, Edson João Rodrigues 135


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Referência: (52-51-57-78-79-54-55-58)
Dimensões: 995 x 995 x 120
Armaduras: Xi:Ø25a/27 Yi:Ø25a/27 Xs:Ø25a/27 Ys:Ø25a/27
Verificação Valores Estado
Compressão oblíqua na sapata:
- Combinações fundamentais:
Máximo: 5000 kN/m²
Critério de CYPE Ingenieros Calculado: 645.7 kN/m² Verifica
Altura mínima: Mínimo: 25 cm
Ponto 58.8.1 da norma EH-91 Calculado: 120 cm Verifica
Espaço para amarrar arranques na fundação: Calculado: 110 cm
- 52: Mínimo: 39 cm Verifica
- 51: Mínimo: 15 cm Verifica
- 57: Mínimo: 15 cm Verifica
- 78: Mínimo: 16 cm Verifica
- 79: Mínimo: 25 cm Verifica
- 54: Mínimo: 12 cm Verifica
- 55: Mínimo: 12 cm Verifica
- 58: Mínimo: 17 cm Verifica
Quantidade geométrica mínima:
Ponto 90.1 da norma REBAP Mínimo: 0.0015
- Armadura inferior direcção X: Calculado: 0.0015 Verifica
- Armadura superior direcção X: Calculado: 0.0015 Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Calculado: 0.0015 Verifica
- Armadura superior direcção Y: Calculado: 0.0015 Verifica
Quantidade mínima necessária por flexão:
Ponto 38.1 da norma EH-91 Calculado: 0.0016
- Armadura inferior direcção X: Mínimo: 0.0004 Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Mínimo: 0.0002 Verifica
- Armadura superior direcção Y: Mínimo: 0.0001 Verifica
Diâmetro mínimo dos varões:
Critério de CYPE Ingenieros Mínimo: 10 mm
- Malha inferior: Calculado: 25 mm Verifica
- Malha superior: Calculado: 25 mm Verifica
Afastamento máximo entre varões:
Critério de CYPE Ingenieros Máximo: 30 cm
- Armadura inferior direcção X: Calculado: 27 cm Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Calculado: 27 cm Verifica
- Armadura superior direcção X: Calculado: 27 cm Verifica

Eugénio, Edson João Rodrigues 136


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Referência: (52-51-57-78-79-54-55-58)
Dimensões: 995 x 995 x 120
Armaduras: Xi:Ø25a/27 Yi:Ø25a/27 Xs:Ø25a/27 Ys:Ø25a/27
Verificação Valores Estado
- Armadura superior direcção Y: Calculado: 27 cm Verifica
Afastamento mínimo entre varões:
Critério de CYPE Ingenieros, baseado em: J. Calavera. "Cálculo de Estructuras
de Cimentación". Capítulo 3.16 Mínimo: 10 cm
- Armadura inferior direcção X: Calculado: 27 cm Verifica
- Armadura inferior direcção Y: Calculado: 27 cm Verifica
- Armadura superior direcção X: Calculado: 27 cm Verifica
- Armadura superior direcção Y: Calculado: 27 cm Verifica
Comprimento de amarração:
Critério do livro "Cálculo de estructuras de cimentación", J. Calavera. Ed.
INTEMAC, 1991

- Armadura inf. direcção X para a dir: Mínimo: 25 cm


Calculado: 297 cm Verifica
- Armadura inf. direcção X para a esq: Mínimo: 25 cm
Calculado: 290 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para cima: Mínimo: 25 cm
Calculado: 203 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para baixo: Mínimo: 25 cm
Calculado: 203 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a dir: Mínimo: 35 cm
Calculado: 246 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a esq: Mínimo: 35 cm
Calculado: 246 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para cima: Mínimo: 35 cm
Calculado: 445 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para baixo: Mínimo: 35 cm
Calculado: 505 cm Verifica
Comprimento mínimo das patilhas: Mínimo: 25 cm
- Armadura inf. direcção X para a dir: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura inf. direcção X para a esq: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para cima: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura inf. direcção Y para baixo: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a dir: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura sup. direcção X para a esq: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para cima: Calculado: 110 cm Verifica
- Armadura sup. direcção Y para baixo: Calculado: 110 cm Verifica
Cumprem-se todas as verificações

Eugénio, Edson João Rodrigues 137


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Referência: (52-51-57-78-79-54-55-58)
Dimensões: 995 x 995 x 120
Armaduras: Xi:Ø25a/27 Yi:Ø25a/27 Xs:Ø25a/27 Ys:Ø25a/27
Verificação Valores Estado
Informação adicional:
- Sapata de tipo rígida (Critério de CYPE Ingenieros)
- Deslizamento da sapata - Combinações fundamentais: Resistência frente ao deslizamento: 3008.00
kN, Força que produz deslizamento: 175.86 kN, Axial simultâneo: 4721.62 kN
- Relação rotura desfavorável (Na direcção X): 0.23
- Relação rotura desfavorável (Na direcção Y): 0.11
- Esforço Transverso resistente (Na direcção X): 5037.24 kN
- Esforço Transverso resistente (Na direcção Y): 5037.24 kN

Eugénio, Edson João Rodrigues 138


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

4. Conclusões

Aquando da elaboração do presente trabalho, houve a necessidade de investigação de bases


teóricas, que melhor contribuíssem para compreensão dos conceitos relativo ao dimensionamento
de Fundações Profundas, algo que muito pouco é abordado ao longo da formação académica.

Varias foram as dificuldades de ter contacto com pessoas abalizadas na matéria de Fundações
profundas, pois poucas são as pessoas que tem conhecimentos sobre esta matéria. Contudo, através
de uma investigação contínua e paciência por parte do orientador deste trabalho foi possível
colmatar as dificuldades e dar seguimento ao trabalho, que pode – se afirmar que apresenta
resultados satisfatórios, pois através do dos cálculos efectuados manualmente e posterior
verificação recorrendo ao programa computacional CYPECAD, certificado internacionalmente, e
usado por várias empresas de Consultoria em Engenharia Civil em todo mundo, a solução aqui
apresentada responde a todas solicitações estruturais necessárias que garantam a segurança,
durabilidade e qualidade, alem de ser uma solução económica para as condições da capacidade de
carga do solo existente em função das acções solicitadas.

A Solução de fundações aqui apresentada é sem duvidas uma solução desafiadora para o local
onde a mesma será implentada, contudo esta solução foi a que mais se adequou as condições
existentes no local.

Ciente que muito ainda a que se aprender e investigar, de uma forma geral todos os objectivos do
trabalho foram antigidos, contribuindo assim para uma melhor compreensão, dos vários aspectos
relacionados a elaboração de projectos de fundações, em todas as suas componentes, desde a
caracterização do solo, determinação da capacidade de carga, escolha do tipo de solução a adoptar
e o dimensionamento dos seus elementos estruturais.

Eugénio, Edson João Rodrigues 139


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

5. Recomendações

Recomenda-se que se efectue mais sondagens com maiores profundidades no local onde será
implantado o empreendimento, aquando da sua execução, pois o mesmo ocupa uma área muito
vasta e um único ensaio só não é expressivo para a caracterização geotécnica do local.

Em função da área total do terro onde será implantado o empreendimento, usando uma razão de
200m2 por sondagem, adoptada por vários consultores experientes em caracterização de solos, para
o presente empreendimento recomenda – se no mínimo que se realize 10 Sondagens.

Caso os resultados das sondagens, apresentem resultados próximos ou superiores ao dos resultados
do ensaio usado neste projecto, este apto para ser executado garantido todas as questões relativas
a segurança, qualidade e durabilidade da edificação.

Caso os resultados das sondagens, sejam muito inferiores ou muito superiores aos resultados do
ensaio usado neste projecto, recomenda – se que, se forneça os mesmos resultados ao consultor,
para posterior análise e alteração do projecto, evitando assim que a integridade da estrutura esteja
em risco e nem exista um sobredimensionamento que acarreta custos elevados, caso se verifique
resultados muito superiores.

A segunda recomendação é relativa a prova de carga de estacas, esta que comprava a capacidade
de carga das estacas apresentada pelo fornecedor, permite a medição do deslocamento das estacas
em serviço, e a avaliação do comportamento de carga em função do deslocamento da estaca.

A última recomendação é que se cumpra com todas as especificações apresentadas tanto nas peças
escritas e desenhadas e em caso de dúvidas, ou impossibilidade da execução do previsto contacte
– se o consultor para posterior análise e solução.

Eugénio, Edson João Rodrigues 140


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Bibliografia

o Aubyn, D. (2012), Estudo, projecto e analise comparativa de custos entre duas condições
de fundação de um tanque de hexano , Portugal: ISEL.
o Barnes, G. (2010), Soil Mechanics – Principles and Pratice, Palgrave Macmillan, 3ª
Edição.
o Hanningan, P.J; Goble, G.G; Likins, G.E e Rausche. F – Design and Construction of Driven
Pile Foundations – Volume I (2006), Washington D.C.: National Highway Institute.
o Martins, J.B. (2002), Fundações, Braga: 3ª Edição UM.
o Martins, J. (2003), Betão Armado – Fundações Superficiais, Portugal.
o Martins, J. (2003), Betão Armado – Fundações Profundas, Portugal.
o Moreira, M. (2011), Capacidade de Carga em Fundações Superficiais, Portugal:
Universidade da Beira Interior.
o NP EC7 - Eurocode 7: Projecto Geotécnico – Parte 1: Regras Gerais, EN 1997 – 1:2004 +
AC:2009
o Santos, J. (2008), Ensaios de Campo, Portugal.
o Santos, J. (2008), Fundações por Estacas Acções Verticais – Elementos Teóricos, Portugal:
IST.

Eugénio, Edson João Rodrigues 141


Estudo e Elaboração do Projecto de Fundações do Hotel Larybird

Anexos

A1. Acções nas fundações;


A.2. Ensaios Geotécnicos;
A.2.1 Caracterização geotécnica (DPL);
A.2.2 Caracterização geotécnica (SPT);
A.3. Especificação técnica de estacas (Fornecedor);
A.4. Classificação dos solos segundo Eurocódigo;
A.5. Mapa de quantidades;
A.6. Peças Desenhadas de Arquitectura;
A.6.1. Planta de Implantação;
A.6.2. Planta Piso 1;
A.6.3. Planta do Piso Tipo;
A.6.4. Alçados Frontal e Posterior;
A.6.5. Alçados Lateral Direito e Esquerdo;
A.6.6. Corte CC’;
A.6.7. Corte DD’;
A.6.8. Vista Geral do Edifício 3D;
A.7. Peças Desenhadas de Estrutura;
A.7.1. Locação de estacas;
A.7.2. Planta de fundação (ref. Maciços e Sapatas);
A.7.3. Planta de fundação (ref. Pilares);
A.7.4. Referencia dos elementos e tabela de vigas de equilíbrio;
A.7.5. – A.7.35. Elementos de Fundação;
A.7.36. – Laje de Pavimento;
A.7.37. – A.7.47. Pormenores de viga do piso 1.

Eugénio, Edson João Rodrigues 142


ANEXO III
Obra : Edificação

Local: Distrito de Mussoril

Requisitante:

Data: Outubro de 2013

Sondagem única

Unificada
ficação
Escala

Classi-
Nº da
(cm)

Log. Descrição geológica N (não corrigido) N´60 Observações


amostra

100
4 4
200 Areia grossa a fina siltosa mal
SP-SM
graduada, com compacidade solta Nível freático detectado a uma
5 5
300 de cor esbranquiçada
profundidade de 1.0 metros.
400
6 5
500

7 6
600

700

800

900

1000

1100

1200

1300

1400

1500

1600

1700

1800

1900

2000

2100

2200

2300

2400

2500
ANEXO IV

PRECAST PILES

The Precast pile was one of the first piling systems to be used in southern Africa, there being a
record of the piling to the old Putt Bridge in Port Alfred (now demolished) where the precast
piles were installed using a steam operated piling machine, back in 1908. Modern technology
has introduced the jointing of precast piles which has overcome the original depth limitations
and increased the use for this pile type. Precast piles have a wide use from bridges to commercial
and industrial buildings. Because of the high noise levels associated with the driving of precast
piles they are seldom used in heavily populated residential areas or in downtown city centres.

POSITIVE FEATURES
• Precast piles can provide an economical solution, especially in deeper soil profiles
• A precast pile shaft is a higher quality product than an in-situ shaft
• Installation is quick and control on site is good

OTHER CONSIDERATIONS
• There is considerable noise associated with the driving of the precast pile
• There is vibration associated with the driving of the precast pile
• Damage or fracture of precast pile shafts can occur during driving
• Pile lengths have to be accurately assessed, well in advance, to avoid excessive wastage

PILE DETAILS
Pile Diameter
300 (mm) 400 (mm) 500 (mm)
Typical Working Load (kN) 800 - 1000 1200 - 1500 1600 - 2000
Maximum Depth (metres) Unlimited Unlimited Unlimited
Minimum Pile Spacing (mm) 750 900 1050
Maximum Rake 1:4 1:4 1:4
Typical Main Bar Reinforcing 4x20mm 8x16mm 8x20mm
Maximum Main Bar Reinforcing 4x25mm 8x20mm 8x25mm
Nominal Cover to Reinforcing (mm) 30 35 40

The above three sizes are the most common in jointed precast piles. If single length piles are
to be used then the size can be made to suit the contract. The cost of the shutters will how-
ever be considerable, so this is only economical on a large contract. Common sizes for single
length precast piles are 350 and 400 mm square and 350 by 400 mm rectangular. Single pile
lengths of up to 16 metres in ordinary reinforced concrete are common. Longer pile lengths
of up to 30 metres are possible using prestressing but this technology is not in common use
in southern Africa.
ANEXO V
CLIENTE: LARYBIRD
EMPREITADA: PROJECTO DE FUNDACOES DO HOTEL LARYBIRD
ANEXO VI
CONSULTOR: ANDRON Consultants, Lda

MAPA DE QUANTIDADES - FUNDAÇÕES HOTEL LARYBIRD

Preço (Mt)
Item Designação/Especificação Unid. Quantid.
Unitário Total

RESUMO POR CAPÍTULOS Total

1.00 MOVIMENTO DE TERRAS 3,559,876.00

2.00 BETÕES, AÇO E COFRAGENS 39,858,428.01

3.00 ALVENARIAS 746,850.00

SOMA TOTAL DOS TRABALHOS : 44,165,154.01


CAPÍTULO 1
MOVIMENTO DE TERRA

1.01 Execução de limpeza e regularização mecânica de terras,


incluindo a remoção de camada de solo vegetal para a m2 2,500.00 125.00 312,500.00
implantação das fundações.

1.02 Fornecimento e montagem de cangalho a todo o perímetro


ml 383.15 100.00 38,315.00
da construção.

1.03 Escavação mecânica de terras na abertura de caboucos


para a implantação das fundações (sapatas isoladas, vigas 3
3,720.00 300.00 1,116,000.00
de equilíbrio e lintéis), com profundidade média de+/- m
1.50 m.

1.04 Aterro em fundações com solos isentos de material argiloso


e/ou matéria orgânica, provenientes das escavações no 3
m 54.00 280.00 15,120.00
local da obra (a serem aprovados pela fiscalização).

1.05 Transporte de terras sobrantes para vazadouro. m3 2,904.30 600.00 1,742,580.00

1.06 Respaldo e compactação à volta das fundações com


camadas não superiores a 150 mm, incluindo compactador 2
247.95 280.00 69,426.00
de baixa capacidade (saltitão), por forma a obter um aterro m
com um proctor normal não inferior a 95% AASHTO.

1.70 Fornecimento e execução de aterros nas caixas de


pavimento, com saibro vermelho proveniente de câmara de
empréstimo, em camadas de 100 mm de espessura, 3
regado e compactado, com compactador mecânico (placa m 85.30 850.00 72,505.00
vibratória), por forma a obter um aterro com um proctor
normal não inferior a 95% AASHTO.

ANDRON Consultants - Av. Patrice Lumumba no. 1153, R/C Esquerdo - Cidade de Maputo - Moçambique
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CLIENTE: LARYBIRD
EMPREITADA: PROJECTO DE FUNDACOES DO HOTEL LARYBIRD
ANEXO VI
CONSULTOR: ANDRON Consultants, Lda

MAPA DE QUANTIDADES - FUNDAÇÕES HOTEL LARYBIRD

Preço (Mt)
Item Designação/Especificação Unid. Quantid.
Unitário Total

1.08 Fornecimento e colocação de enrocamento com pedra


mediana nas caixas de pavimento e nos cabocos de 3
fundação, com espessura de 150 mm, devidamente m 7.02 1,500.00 10,530.00
compactado.

1.09 Execução de protecção contra térmites, sobre as camadas


de rachão e saibro compactado, pela aspersão uniforme de 2
1,829.00 100.00 182,900.00
todas as superfícies com veneno do tipo: Tenure MTC - m
Sanachem.

Total do capítulo 1: 3,559,876.00

CAPÍTULO 2
BETÕES, AÇO E COFRAGEM
Ver projecto estrutural e desenhos de arquitectura

FUNDAÇÕES

2.01 Execução de betão de limpeza em leito das fundações com 3


m 32.00 6,500.00 208,000.00
100mm de espessura ao traço 1:5:5.

2.02 Fornecimento e execucação de estacas cravadas de betão


armado pré - fabricadas incluindo transporte, colocação em
em obra, saneamento da estaca e a retirada de m 3,425.00 6,475.00 22,176,875.00
equipamento completo para cravacao

2.03 Fornecimento e assentamento de aço A400NR em


elementos de fundacoes superficiais, vigas de equilibrio e
arranques de pilares, incluindo corte, dobragem e
amarração, de acordo com o plano de armaduras (ver
projecto estrutural), com os seguintes diâmetros:

(a) Ø 6 mm Kg 217.00 100.00 21,700.00


(b) Ø 8 mm Kg 117.00 100.00 11,700.00
(c) Ø 10 mm Kg 61.00 100.00 6,100.00
(d) Ø 12 mm Kg 2,180.00 100.00 218,000.00
( e) Ø 16 mm Kg 8,830.00 100.00 883,000.00
(f) Ø 20 mm Kg 44,057.00 100.00 4,405,700.00
(g) Ø 25 mm Kg 2,946.40 100.00 294,640.00

ANDRON Consultants - Av. Patrice Lumumba no. 1153, R/C Esquerdo - Cidade de Maputo - Moçambique
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CLIENTE: LARYBIRD
EMPREITADA: PROJECTO DE FUNDACOES DO HOTEL LARYBIRD
CONSULTOR: ANDRON Consultants, Lda ANEXO VI

MAPA DE QUANTIDADES - FUNDAÇÕES HOTEL LARYBIRD

Preço (Mt)
Item Designação/Especificação Unid. Quantid.
Unitário Total

2.04 Fornecimento e assentamento de aço A500NR em maciços


de fundações e arranques de pilares, incluindo corte,
dobragem e amarração, de acordo com o plano de
armaduras (ver projecto estrutural), com os seguintes
diâmetros:
(a) Ø 6 mm Kg 35.00 100.00 3,500.00
(b) Ø 10 mm Kg 7,740.00 100.00
(c) Ø 12 mm Kg 7,869.00 100.00 786,900.00
(d) Ø 16 mm Kg 5,166.00 100.00
(e ) Ø 20 mm Kg 22,652.00 100.00
(f) Ø 25 mm Kg 11,155.00 100.00 1,115,500.00

2.05 Fornecimento e assentamento de aço A400NR em vigas de


fundação (piso 1), incluindo corte, dobragem e amarração,
de acordo com o plano de armaduras (ver projecto
estrutural), com os seguintes diâmetros:
(a) Ø 6 mm Kg 940.50 100.00 94,050.00
(b) Ø 8 mm Kg 37.50 100.00 3,750.00
(c) Ø 10 mm Kg 969.70 100.00 96,970.00
(d) Ø 12 mm Kg 1,416.20 100.00 141,620.00
(e ) Ø 16 mm Kg 568.80 100.00 56,880.00
(f) Ø 20 mm Kg 328.10 100.00 32,810.00
(g) Ø 25 mm Kg 100.10 100.00 10,010.00

2.06 Fornecimento e colocacao de malhasol Ø 8 mm @200mm


Kg 7,766.53 100.00 776,653.00
para laje de pavimento

2.07 Cofragem e descofragem em lateral das sapatas isoladas,


sapatas corridas, e arranque de pilares, com chapa de aço m2 751.93 365.60 274,905.61
com espessura mínima 2 mm. (ver projecto estrutural).

2.08 Cofragem e descofragem em lateral das vigas de fundação,


com chapa de aço com espessura mínima 2 mm. (ver m2 311.58 680.00 211,874.40
projecto estrutural).

2.09 Fornecimento e aplicação de betão armado (betão B35) ao


traço 1:2:3 nas sapatas isoladas, sapatas corridas e m3 306.20 9,200.00 2,817,040.00
arranque de pilares (ver projecto estrutural).

ANDRON Consultants - Av. Patrice Lumumba no. 1153, R/C Esquerdo - Cidade de Maputo - Moçambique
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CLIENTE: LARYBIRD
EMPREITADA: PROJECTO DE FUNDACOES DO HOTEL LARYBIRD ANEXO VI
CONSULTOR: ANDRON Consultants, Lda

MAPA DE QUANTIDADES - FUNDAÇÕES HOTEL LARYBIRD

Preço (Mt)
Item Designação/Especificação Unid. Quantid.
Unitário Total

2.10 Fornecimento e aplicação de betão armado (betão B40) ao


traço 1:2:3 para macicos e arranque de pilares (ver projecto m3 301.94 10,300.00 3,109,982.00
estrutural).

2.11 Fornecimento e aplicação de betão armado (betão B35) ao 3


traço 1:2:3 nas vigas de fundação - piso 1 (ver projecto m 49.19 9,200.00 452,548.00
estrutural).
2.12 Fornecimento e aplicação de betão simples (betão B35) ao
traço 1:2:3 na laje de pavimento térreo (ver projecto m3 179.10 9,200.00 1,647,720.00
estrutural).

Total do capítulo 2: 39,858,428.01

CAPÍTULO 3
ALVENARIAS

NOTA: Os blocos a fornecer e aplicar na obra deverão ser


produzidos a o traço 1:5 .

Alvenarias em blocos de betão maciçados

3.01 Execução de alvenaria com blocos de betão maciçados de


200mm de esp. x 200 mm de altura x 400 mm de
comprimento em fundação, assentes com argamassa de m2 574.50 1,300.00 746,850.00
cimento e areia ao traço 1:4.

Total do capítulo 3: 746,850.00

ANDRON Consultants - Av. Patrice Lumumba no. 1153, R/C Esquerdo - Cidade de Maputo - Moçambique
Página 4 de 4
ANEXO VII

N
O

TERRENO BALDIO

RUA PRINCIPAL
TERRENO BALDIO

PRAIA DAS CHOCAS

TERRENO BALDIO

PLANTA DE IMPLANTAÇÃO
ANEXO VIII

B
52.93

D
6.27 7.66 2.29
10.51 19.78 8.30

±0.000

Rampa de acesso automóvel

3.80
4.80
8
serviços de carga e descarga de Painel
produtos alimentares e outros Publicitàrio do
serviços Hotel
5.61 8.41 5.61 8.44

7
Recepção

1.74
Chefe de 2
11.609 m

4.28
2.49
2.90 2.28
Repartição
13.433 m2 08

14

4.78

4.65
Estacionamento para a 07 Floreira
administração
Espaço da Piscina projetada do 2.90
10 andar +0.10
2.11 3.32
EntradaPrincipal
Hall
do Hotel

13
5
19.09

19.21
Lojas de -0.45

bijuterias

2.38
6.867 m2 +0.10 +0.00 -0.60

Áreas de Serviço e de
06
2.90
Entrada Principal do Hotel

12
3.94 0.13

4.85

7.76
circulação
2.90
A A

15.38
5.61 8.41 5.61 Lojas de Sala de
bijuterias

13.11
Espera

2.22
6.410 m2
06

11
Passeio

3
7.28
Lojas de Revestido em
10.43
bijuterias Pavê
06

2.60
3 2 1
7.482 m2
7.13
PASSEIO

10
2.90
Floreira

4.70
2
-0.45
Lojas de

3.31

3.61
3.45 8.78 7.70 3.14
bijuterias
4.50
Poecção da Laje
37.25

2.63
06
de cobertura

9
1
2.90

0.93
3.74
3.45 105°
3.12
Sala de Áreas de Serviço e de
segurança circulação Áreas de Serviço e de

2.01
3.45

3.57

4.02 2.62 1.29 6.20


12.875 m2 circulação +0.10
+0.10
4.92

+0.10

07
09 4.55
0.13 3.74 0.13 2.97 0.15 4.59 0.15 4.70 0.15

5.61
6.74 1.20

Áreas de Serviço e de
2.30

3.74
+0.10 1.07

ESTACIONAMENTO PRIVADO
wc
0.52

6.75
1.30

1.42

wc
4.796 m2
3.12

3.12
0.70

2.36
0.70

2.36
+0.00 1.01 1.33

circulação
1.33 1.16

06
6.07

3.86 +0.10

6.07
3.57
1.79 1.45
2.36

1.25 2.09
2.52

2.50

+0.10 +0.10 1.07 2.80 serviços de Limpeza N


Áreas de Serviço da
e arumação
cozinha

18
17
16
15
14
13
12

10
11
serviços de Limpeza
Áreas de Serviço e de

2.62
L

05
2.65 1.12

3.22
C serviços de serviços de e arumação
3.32 C

1
2
3
4
5
6
7
8
9
05
26.189 m2
7.09

Lavandaria Lavandaria

1.82
circulação

26.684 m2

17.66

17.51
6.05

6.04
23.443 m2 23.583 m2 3.70
+0.10
4.58 4.70 3.76 L
4.39

4.38

Percianas em
12.78

04
+0.10
+0.10 Aluminio natural Entrada pela zona lateral S
01

02

03

04

3.07

+0.10 esquerda
Área Reservada para -0.45
Máquinas

Entrada pela zona

03
0.15 4.59 0.15 4.69 0.15 3.85 0.15 3.76 0.15 9.40 4.34
lateral esquerda
4.73 4.86 4.01 3.90
Restaurante/café ligado ao ambiente exteroior
Áreas de Serviço e de
5.64

5.64

02
±0.000
circulação

3.86 20.63 13.72 4.79 2.15

01
D
B

50.86

PROJECTO APROVADO
OBSERVAÇÕES. DESIGN APPROVED AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C PROPRIETÁRIO: PROJECTO DE CONSTRUCAO DE MUROS DE PROJECTO N0:
Todas dimensões serão verificadas no Terreno ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: 21321388
EMAIL: andron@andron.co.mz PROPOSTA DE UM EDIFÍCIO PARA UM HOTEL
VEDAÇÃO
0001
ESCALA/SCALE
p/ANDRON
DATA
DATE ATANÁSIO SALVADOR M’TUMUKE
APROVADO POR PROJECTADO POR: DESENHADO POR: LARY BIRD
APPROVED BY
EURICO MONJANE
Designer AuthorMONJANE
EURICO Unnamed DESENHO N0:
Ar.01
CALCULADO POR: VERIFICADO POR:
DATA CORRECÇÕES APROVADO DATA DATA AR-06
N Approver
EDSON EUGÉNIO Checker
Dr.Eng.OSVALDO ANDRADE
DATE AMENDMENTS APPROVED DATE DATE

J:\Muro LOT 70 e 71.rvt


D
B
19.02
ANEXO IX
7.02 3.83 6.04

0.71 0.15 7.46 0.15 3.12 0.15 6.42 0.15 0.72

0.15

0.15

0.15

0.15

0.15

0.15

0.15
1.21
4.94 2.52 2.28 4.14

SUITE-11 18.411 m2

1.14
SUITE-12

3.16
4.62

4.62
Varanda

wc

wc
0.50 1.93 0.70

4.74

4.76
33.916 m2

2.04
29.491 m2

Varanda
4.62

4.62
4.63
+9.300

3.41

3.34
7.123 m2 6.929 m2
4.15

1.07
1.70

0.15

0.15

3.28

0.15

0.15
1.06
+9.300
+9.300

Varanda
7.225 m2 6.929 m2

wc
4.62

4.62

Varanda
2.12
4.78

4.77
4.62
wc
34.544 m2 29.810 m2

4.62

4.62
3.12
2.36
SUITE-9 SUITE-10

1.13
+9.300
0.15 4.93 2.51 2.76 3.68

1.22
30.090 m2

0.15

0.15

0.15

0.15
2.05

19.21

6.33

20.11
0.15

0.15

0.15
28.207 m2

1.17

1.22
2.78 3.67

Varanda
+9.300
SUITE-7 SUITE-8

Varanda
wc
4.68

4.68

wc
4.85

4.84
4.70
34.686 m2 30.053 m2

4.70

4.70
A A

3.48
3.40
7.158 m2 6.929 m2
+9.300
1.70

0.15

0.15

3.04

0.15
0.22
5.02 2.40

Varanda
+9.300

Varanda

3.22

3.39
7.107 m2 6.929 m2

4.55

4.55

wc
4.70

4.70
1.78
33.451 m2 3.12

wc

5.30

5.30
2.25 34.162 m2

5.31
SUITE-5 SUITE-6

4.04
0.70 7.41 2.78 3.68

1.20
0.15

0.15

1.92

1.92
0.70
0.13
1.40

0.15

0.15
7.72
2.65

+9.300 +9.300
Áreas de Serviço e de

2.03

2.01
7.41
circulação 192.455 m2
4.23

9.45
0.000 m2 +9.300
3.72

1.60

5.89
1.93 2.98 1.83

7.08
0.15 1.17
0.60

3.13
HALL
SALA DE MAQUINAS

wc
wc
0.69

3.59
0.70

1.20
5.519 m2 5.400 m2

3.44 3.57
0.40

0.15
1.78

6.09
wc

wc
2.36
12.94

7.320 m2 7.239 m2
2.98

1.20 1.06 0.61 1.67 15.711 m2


2.50 2.50

2.66

18
17
16
15
14
13
12

10
11
SALA DE MAQUINAS
C C

0.10
0.60

1
2
3
4
5
6
7
8
9
27.024 m2 26.334 m2
6.78

1.80
+9.300 +9.300

1.82
5.58

23.443 m2
23.649 m2 5.96 3.42
4.38

3.90
4.38

0.10
SUITE-1 SUITE-2 SUITE-3 SUITE-4 4.72
0.15 9.45 0.15 3.85 0.15 3.77 0.15
3.22

+9.300 6.03 3.49 3.72


+9.300
0.15

0.15

0.15
1.04

0.69

Varanda Varanda
1.38

Varanda
1.50

Varanda
1.72

D
4.74 4.86 4.00 3.88

0.15 9.45 0.15 3.85 0.15 3.77 0.15

17.67
B

PROJECTO APROVADO
OBSERVAÇÕES. DESIGN APPROVED AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C PROPRIETÁRIO: PROJECTO DE CONSTRUCAO DE MUROS DE PROJECTO N0:
Todas dimensões serão verificadas no Terreno ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: 21321388
EMAIL: andron@andron.co.mz PROPOSTA DE UM EDIFÍCIO PARA UM HOTEL
VEDAÇÃO
0001
ESCALA/SCALE
p/ANDRON
DATA
DATE ATANÁSIO SALVADOR M’TUMUKE
APROVADO POR PROJECTADO POR: DESENHADO POR: LARY BIRD
APPROVED BY
AuthorMONJANE Unnamed DESENHO N0:
Ar.07
PLANTA DO 30 A 100 ANDAR
EURICO MONJANE
Designer EURICO

CALCULADO POR: VERIFICADO POR:


DATA CORRECÇÕES APROVADO DATA DATA AR-06
N Approver
EDSON EUGÉNIO Checker
Dr.Eng.OSVALDO ANDRADE
DATE AMENDMENTS APPROVED DATE DATE

J:\Muro LOT 70 e 71.rvt


ANEXO X

+42.16 +42.16 +42.16 +42.16

+40.30 +40.30

+37.20 +37.20 +37.20 +37.20

+34.10 +34.10 +34.10 +34.10

+31.00 +31.00 +31.00 +31.00

+27.90 +27.90 +27.89 +27.89

+24.80 +24.80 +24.80 +24.80

+21.70 +21.70 +21.70 +21.70

+18.60 +18.60 +18.60 +18.60

+15.50 +15.50 +15.50 +15.50

+12.40 +12.40 +12.40 +12.40

+9.30 +9.30 +9.30 +9.30

+6.20 +6.20 +6.20 +6.20

+3.10 +3.10 +3.10

±0.00 ±0.00

Alçado Frontal Alçado Posterior

PROJECTO APROVADO
OBSERVAÇÕES. DESIGN APPROVED AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C PROPRIETÁRIO: PROJECTO DE CONSTRUCAO DE MUROS DE PROJECTO N0:
Todas dimensões serão verificadas no Terreno ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: 21321388
EMAIL: andron@andron.co.mz PROPOSTA DE UM EDIFÍCIO PARA UM HOTEL
VEDAÇÃO
0001
ESCALA/SCALE
p/ANDRON
DATA
DATE ATANÁSIO SALVADOR M’TUMUKE 1/200
APROVADO POR PROJECTADO POR: DESENHADO POR: LARY BIRD
APPROVED BY
EURICO MONJANE
Designer AuthorMONJANE
EURICO Unnamed DESENHO N0:

APROVADO DATA
CALCULADO POR: VERIFICADO POR: ALÇADOS AR-06
N DATA CORRECÇÕES DATA
APPROVED DATE Approver
EDSON EUGÉNIO Checker
Dr.Eng.OSVALDO ANDRADE
DATE AMENDMENTS DATE

J:\Muro LOT 70 e 71.rvt


ANEXO XI

+42.14

+41.76

+40.30 +40.30
+40.30

+37.20 +37.20
+37.20 +37.20

+34.10 +34.10
+34.10 +34.10

+31.00 +31.00
+31.00 +31.00

+27.91 +27.91
+27.90 +27.90

ç
+24.80 +24.80
+24.80 +24.80

+21.70 +21.70
+21.70 +21.70

ç
+18.60 +18.60
+18.60 +18.60

+15.50 +15.50
+15.50 +15.50

+12.40 +12.40
+12.40 +12.40

+9.30 +9.30
+9.30 +9.30

+6.20 +6.20
+6.20 +6.20

+3.00 +3.10 +3.10

±0.00
-0.27

Alçado Lateral esquerdo Alçado Lateral Direito

PROJECTO APROVADO
OBSERVAÇÕES. DESIGN APPROVED AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C PROPRIETÁRIO: PROJECTO DE CONSTRUCAO DE MUROS DE PROJECTO N0:
Todas dimensões serão verificadas no Terreno ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: 21321388
EMAIL: andron@andron.co.mz PROPOSTA DE UM EDIFÍCIO PARA UM HOTEL
VEDAÇÃO
0001
ESCALA/SCALE
p/ANDRON
DATA
DATE ATANÁSIO SALVADOR M’TUMUKE 1/200
APROVADO POR PROJECTADO POR: DESENHADO POR: LARY BIRD
APPROVED BY
EURICO MONJANE
Designer AuthorMONJANE
EURICO Unnamed DESENHO N0:

APROVADO DATA
CALCULADO POR: VERIFICADO POR: ALÇADOS AR-06
N DATA CORRECÇÕES DATA
APPROVED DATE Approver
EDSON EUGÉNIO Checker
Dr.Eng.OSVALDO ANDRADE
DATE AMENDMENTS DATE

J:\Muro LOT 70 e 71.rvt


+42.16
ANEXO XII

+40.30 +40.30

4.79
+37.20

2.80
+34.10 +34.10

3.10
+31.00 +31.00

2.95

+27.90 +27.90
2.95

+24.80 +24.80
2.95

+21.70 +21.70
2.95

+18.60 +18.60
2.95

+15.50
2.95

+12.40 +12.40
2.95

+9.29 +9.30
2.95

+6.20 +6.20
2.95

+3.10 +3.10 +3.10


2.91

±0.00
0.30

PROJECTO APROVADO
OBSERVAÇÕES. DESIGN APPROVED AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C PROPRIETÁRIO: PROJECTO DE CONSTRUCAO DE MUROS DE PROJECTO N0:
Todas dimensões serão verificadas no Terreno ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: 21321388
EMAIL: andron@andron.co.mz PROPOSTA DE UM EDIFÍCIO PARA UM HOTEL
VEDAÇÃO
0001
ESCALA/SCALE
p/ANDRON
DATA
DATE ATANÁSIO SALVADOR M’TUMUKE 1:150
APROVADO POR PROJECTADO POR: DESENHADO POR: LARY BIRD
APPROVED BY
EURICO MONJANE
Designer AuthorMONJANE
EURICO Corte-CC' Unnamed DESENHO N0:

CALCULADO POR: VERIFICADO POR:


DATA CORRECÇÕES APROVADO DATA DATA AR-06
N Approver
EDSON EUGÉNIO Checker
Dr.Eng.OSVALDO ANDRADE
DATE AMENDMENTS APPROVED DATE DATE

J:\Muro LOT 70 e 71.rvt


ANEXO XIII

+42.16

4.47
+37.48
+37.20

3.05

3.05
+34.25
+34.10

3.10

3.10
+31.00 +31.00

2.95

2.95
+27.90 +27.90

2.95

2.95
+24.80 +24.80
2.95

2.95
+21.70 +21.70
2.95

2.95
+18.60 +18.60
2.95

2.95
+15.50 +15.50
2.95

2.95
+12.40 +12.40
2.95

2.95
+9.29 +9.30
2.95

2.95
+6.20 +6.20
2.96

2.96

+3.10 +3.10
2.96

2.96

PROJECTO APROVADO
OBSERVAÇÕES. DESIGN APPROVED AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C PROPRIETÁRIO: PROJECTO DE CONSTRUCAO DE MUROS DE PROJECTO N0:
Todas dimensões serão verificadas no Terreno ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: 21321388
EMAIL: andron@andron.co.mz PROPOSTA DE UM EDIFÍCIO PARA UM HOTEL
VEDAÇÃO
0001
ESCALA/SCALE
p/ANDRON
DATA
DATE ATANÁSIO SALVADOR M’TUMUKE
APROVADO POR PROJECTADO POR: DESENHADO POR: LARY BIRD
APPROVED BY
EURICO MONJANE
Designer AuthorMONJANE
EURICO Corte_DD' Unnamed DESENHO N0:

CALCULADO POR: VERIFICADO POR:


DATA CORRECÇÕES APROVADO DATA DATA AR-06
N Approver
EDSON EUGÉNIO Checker
Dr.Eng.OSVALDO ANDRADE
DATE AMENDMENTS APPROVED DATE DATE

J:\Muro LOT 70 e 71.rvt


ANEXO XIV
Y1 Y37

ANEXO XV
EY1 EY14 EY34
EY3 EY5 EY6 EY7 EY8 EY9 EY10 EY11 EY12 EY16 EY18 EY19 EY20 EY22 EY24 EY25 EY27 EY28 EY32 EY36 EY37 EY38 EY40 EY42 EY44 EY46
EY29
EY13 EY33
EY2 EY4 EY15 EY17 EY21 EY23
EY30 EY43
EY26 EY35 EY45
EY39 EY41
EY31

32.68 0.15 0.15


0.43 0.28 0.02 0.38 0.60 0.50
0.13 0.13 0.58 0.58 0.27 0.05 0.43 0.18 0.58 0.28 0.04 0.06 0.21 0.14 0.15 0.10
1.38 2.43 0.93 3.35 0.75 0.75 1.80 0.75 1.07 1.33 0.65 0.67 1.47 1.50 0.74 0.69 1.73 1.00 1.00 1.00 1.35
EY41
E131 E132 E133 E134 E135 EY41

0.56

0.56
6.28 11.57

0.90

0.90
X29 X29
E125 E136 E137

150
EY40 E124 EY40

0.60

0.60
EY39 75 75
E126 E127 E128 E129 E130 75 75 EY39

150 150

2.84

2.84
75 75
EY38
EY38
E119 E123

0.32 0.43 0.12

0.32 0.43 0.12


EY37
E120 E121 E122 EY37

0.75

0.75
87

87
75

75
EY36
E115 EY36

43

43
E111 E112 E117 E118

75

75
EY35 EY35
EY34
E113 E114 E116 EY34

75 75 75 75

87 43

3.13

3.13
75 75

EY33 EY33
E105 E110

0.32 0.43 0.12

0.32 0.43 0.12


EY32
E106 E107 E109 EY32

0.75

0.75
87

87
75

75
EY31
E108 EY31

43

43
E98 E99 E103 E104

75

75
EY30 EY30
E100 E101 E102
EY29 EY29
75 75 75 75

87 43

3.28

3.28
75 75

EY28 EY28
E93 E97

0.32 0.43 0.12

0.32 0.43 0.12


EY27
E94 E95 E96 EY27

0.75

0.75
87

87
75

75
EY26
E92 EY26

43

43
E85 E86 E90 E91

75

75
EY25 EY25
E87 E88 E89
32.05

32.05
EY24 EY24
75 75 75 75

87 43
3.18

3.18
EY23 EY23
E75 E76 E77 E82
0.03 0.25 0.03

0.03 0.25 0.03


EY22 E78 E79 E80 E81 EY22
E83 E84 100 200
0.89

0.89
75

75
EY21
E58 E59

150

75
EY21
E69

0.23
0.25

EY20 EY20
75

75
E71 E72 E73 E74

0.11
0.10

EY19 E60 E61 E62 E63 E64 E65 E66 E67 EY19

75
75 75
EY18 E68 E70
EY17 EY17 EY18
75 75 150 150
1.88

1.88
200
75 75

EY16
E54 E55 E56 E57 EY16

100
1.61

1.61
0.10 0.37 0.39

0.10 0.37 0.39


150

EY15
E53 EY15

EY14
E49 E50 E51 E52 EY14

87
EY13
E37 E38 E39 E40 E41 E42 E47 E48 EY13
E43 E44

43
EY12 E45 E46 EY12
75 75 75 75
1.39

1.39
75 75
150

75 75

E35 E36 75 75
0.13

0.13
EY11 E31 E32 E33 E34 EY11

EY10 EY10
1.02

1.02
E23 E24 E25 E26 E27 E28 E29 E30
225

EY9 EY9
0.34

0.34
E21 E22
EY8 75 75 75 75 75 75
EY8
75 75
1.16

1.16
EY7
E18 E19 E20 EY7
0.60 0.34

0.60 0.34
EY6
E16 E17 EY6
0.36

0.36
EY5
75 75 E15 EY5

EY4
E13 E14 EY4
0.54

0.54
EY3
E11 E12 EY3
1.11

1.11
0.33 0.07

0.29 0.10
EY2
E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 EY2

EY1
E1 E2 EY1
75 75 75 75 75 75
75 75

0.15 0.15
0.43 0.28 0.02 0.38 0.60 0.50
0.13 0.13 0.58 0.58 0.27 0.05 0.43 0.18 0.58 0.28 0.04 0.06 0.21 0.14 0.15 0.10
1.38 2.43 0.93 3.35 0.75 0.75 1.80 0.75 1.07 1.33 0.65 0.67 1.47 1.50 0.74 0.69 1.73 1.00 1.00 1.00 1.35

32.68
5.41

5.41
11.57
6.28

X1 X1

Tabela de estacas

Betão quadrado: L = 50.0 c m


137xESTACA FUNDACAO Capacidade de carga em combinações fundamentais: 2000.0 kN
Capacidade de carga em combinações acidentais: 10.0 kN

EY43
EY16 EY31 EY45
EY35
EY13 EY33 EY40 EY42
EY15 EY21 EY23
EY1 EY3 EY25 EY30

EY2 EY4 EY5 EY6 EY7 EY8 EY9 EY10 EY11 EY12 EY14 EY17EY18 EY19 EY20 EY22 EY24 EY26 EY27 EY28 EY29 EY32 EY34 EY36 EY37 EY38 EY39 EY41 EY44 EY46

Y1 Y37

PROJECTO APROVADO
DESIGN APPROVED
SERVIÇO No. / JOB No.
OBSERVAÇÕES: AVENIDA PATRICE LUMUMBA NR. 1153, R/C Proj.18/NOV.2016
ESQUERDO, MAPUTO. TELEFAX: +25821321388 PROJECTO DE FUNDAÇÕES DO HOTEL LARYBID
DATA E-MAIL: andron@andron.co.mz LARYBIRD T.S.T ESCALA / SCALE
- Todas as dimensões deverão ser verificadas p/ ANDRON Consultants, Lda DATE 1/100
APROVADO POR
no terreno. DESENHO No.
APPROVED BY PROJECTADO POR DESENHADO POR
NAMPULA - DISTRITO DE MOSSURIL - Praia das Chocas
LOCACAO DE ESTACAS DWG No.
DESIGNED BY Arq. Eurico Monjane DRAWN BY Edson Eugenio
- Todas as cotas estão expressas em metros,
ESTRUTURA / STRUCTURE
salvo indicação contrária. No.
DATA
DATE
CORRECÇÕES
AMENDMENTS
APROVADO
APPROVED
DATA
DATE p/ Larybird DATA
DATE
CALCULADO POR
DESIGN CHECKED Edson Eugenio
VERIFICADO POR
DRAWING CHECKED
Dr. Eng. O. Camacho MOÇAMBIQUE PFH/01/R00
Y14
Y16 Y21
Y22
Y13 Y20
Y1 Y3 Y4 Y7 Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y17 Y18 Y25 Y26 Y31 Y32Y33Y34 Y35 Y36 Y37
Y5 Y15 Y19 Y23 Y29 Y30
Y2
Y27
Y24 Y28
Y6

50.53

3.83 3.12 3.55 4.65 4.65 5.13 11.93 6.10 3.85 3.73
0.35 0.10 0.25 0.05 0.10 0.05 0.45
0.15 3.68 3.12 0.05 0.15 3.35 1.15 1.39 2.11 1.35 3.30 0.70 3.63 0.10 0.70 4.68 0.15 0.05 2.55 0.70 0.05 2.70 0.15 0.70 5.40 3.85 0.45 0.95 0.90 0.98
M39
800 x 310 x 150

S16 M38 M40 S15


1741 x 1575 x 110 250 x 100 x 120 250 x 100 x 110 625 x 530 x 65

0.10
X29 X29

0.10
X28 X28

40x60
40x60

3.95
3.85

3.85
4.65
M34 M37
Consola: 71,Separação estacas: 150 x 120 Consola: 71,Separação estacas: 150 x 120
0.82 M35 0.8 0.82
2

Consola: 71,Separação estacas: 150 x 147


250 x 250 x 175
2
2.3

2.3
2.3
X27 X27

2.3
2.3

2
2
0.70

0.70
M36

0.82

2.32
X26 X26

S13
465 x 465 x 90

0.8

2
0.8
0.8

0.8

4.00
2
2.3

2
2
2.32 2.32

3.30

3.30
2
0.8 S14
240 x 240 x 55

4.75
M33

1010
M30
Consola: 71,Separação estacas: 150 x 140
Consola: 71,Separação estacas: 150 x 125
0.82 M31 0.8 0.82
270 x 270 x 175 2

Consola: 71,Separação estacas: 150 x 155


X25 X25
2
2.3

1.45

1.45
2

2.3
2.3
2

2.3
2.3

2
2

M32

0.82

2.32
X24 X24

0.8

2
0.8
0.8

0.8
2

2
2.3
2.32 2 2.32
2
0.8
4.90

4.90

4.90

7.95
600 M29
M26
Consola: 71,Separação estacas: 150 x 140
Consola: 71,Separação estacas: 150 x 120
0.82 0.82
M27 0.8
2

Consola: 71,Separação estacas: 150 x 140


250 x 250 x 175

0.46
2
2.3

2.3
2
2.3
2
S12

2.3
2.3

2
M28
2
995 x 995 x 120

0.82

2.32
X23 X23
1.60

1.60
0.8

2
0.8
0.46

0.8
0.8
2.3

2
2

46
2.32 2.32
X22 2 X22
10 0.8
4.47

Fundação

2.77
S11
Planta
2.77

545 x 825 x 80
Escala: 1:100 M22 M23 M24
250 x 250 x 215 250 x 100 x 130

3.72
760 x 250 x 250
M25
M21 250x 250 x 170

36.90
36.90

0.10
250 x 136 x 130 M20 X21
X21 800 x 800 x 250 X20 X19
0.33 0.10

X19 X20
0.07 0.32

0.07 0.32
0.37

X18
0.35 0.05

0.05
0.07

0.07
0.03

0.03
X18 X17

0.33
X16 X15 X16

0.35
X17 X14
X15 X14 X13

0.50 2.18 0.35


X13
2.18

2.18
4.97

M18
Consola: 71,Separação estacas: 150 x 150
X12 X12
0.50

0.82
X11 X11

0.46
M15
1.35

1.35
M16 M19

2.3
250 x 100 x 115

2
250 x 100 x 110 M17 250 x 100 x 120

2.3
250 x 100 x 105
0.10 0.10

0.10 0.10
2
X10 X10
X9 X9
S9
X8 X8

4.90
470 x 500 x 110
1.15

1.15
0.8

0.46

2
0.8
2
X7 X7
2.32 S10
M11 M14 250 x 250 x 55
1.30

1.30
250 x 112 x 130 M12 M13
250 x 100 x 105 250 x 100 x 105 250 x 100 x 130

X6 X6
0.40

X5 X5

0.40
4 0 x6 0
M10
930 x 250 x 250
7.00

250 x 100 x 105


M1

M9 M8
4.05

4.05
100 x 100 x 60 100 x 100 x 60

4.80
M6 40x50 M7

40x60
100 x 100 x 60 100 x 100 x 60

S8 M2 M3 M4 M5
275 x 570 x 125 250 x 100 x 120 250 x 100 x 110 250 x 100 x 105 250 x 100 x 155

0.65 0.10
X4
0.10

X4 40x70
X3
0.65

X3
X2 X2
40x60

40x60
40x60
40x60
5.80

40x60
5.05

5.05

5.05
S1
280 x 280 x 100 S2
330 x 165 x 75

X1 40x60 X1
S3 S4 S5 S6 S7
340 x 195 x 90 460 x 280 x 130 510 x 260 x 100 1065 x 706 x 100 1026 x 668 x 90

0.35 0.10 0.25 0.05 0.10 0.05 0.45


0.15 3.68 3.12 0.05 0.15 3.35 1.15 1.39 2.11 1.35 3.30 0.70 3.63 0.10 0.70 4.68 0.15 0.05 2.55 0.70 0.05 2.70 0.15 0.70 5.40 3.85 0.45 0.95 0.90 0.98
0.35
6.95 4.70 4.85 7.73 6.03 3.40 3.55 5.40 3.85 3.73

50.53

Y24
Y19 Y28 Y30
Y15 Y23
Y13 Y27
Y20 Y22
Y2 Y6
Y3 Y4 Y7 Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y14 Y17 Y18 Y21 Y25 Y26 Y29 Y31 Y32Y33Y34 Y35 Y36 Y37
Y1

Y5 Y16

PROJECTO APROVADO
DESIGN APPROVED