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O que são alimentos orgânicos?

Alimentos orgânicos são produzidos de acordo com certos padrões. Para a agricultura
alimentos orgânicos significam que os produtos foram cultivados sem uso de pesticidas
convencionais, fertilizantes artificiais ou dejetos humanos, além de serem processados
sem radiação ionizadora ou aditivos.

Para animais, alimentos orgânicos são aqueles criados sem o uso rotineiro de
antibióticos e sem utilização de hormônios de crescimento. Na maioria dos países,
alimentos orgânicos não podem ser geneticamente modificados. Alimentos orgânicos
certificados devem passar por uma cuidadosa inspeção de produção.

Segundo Digest (1998, p. 40): "A noção de alimento nutritivo produzido por métodos
naturais atrai os consumidores preocupados como os efeitos sobre a saúde de
pesticidas, hormônios de crescimento, antibióticos e outros produtos químicos sintéticos
usados por agricultores."

Digest (1998) explica que os benefícios dos alimentos orgânicos para o consumo
humano compreendem o movimento em direção a uma alimentação saudável que esta
crescendo. Há poucos anos, os alimentos orgânicos só podiam ser encontrados em
lojas de produtos naturais ou em mercados e feiras de pequenos agricultores. Hoje
todos os gêneros alimentícios desde carne, frango e ovos caipiras, a legumes, verduras
e frutas, alem de vinhos, são comercializados junto com produtos convencionais em
supermercados e lojas de produtos alimentares.

Agricultura orgânica

Agricultura orgânica é o sistema de produção que exclui o uso de fertilizantes sintéticos


de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos
sintéticos para a alimentação animal.
Sempre que possível, baseia-se no uso de estercos animais, rotação de culturas,
adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Busca manter
a estrutura e produtividade do solo, trabalhando em harmonia com a natureza.

Carnes e ovos orgânicos

São animais que, desde o nascimento, recebem rações com matérias-primas livres de
agrotóxicos, adubos químicos, antibióticos ou hormônios de crescimento. E, com
exceção das vacinas, obrigatórias, nada do que é usado nos tratamentos veterinários
pode ter ingredientes sintéticos. Se adoecerem, só são permitidos remédios
fitoterápicos e homeopáticos.Devem obedecer a uma série de cuidados envolvendo o
local onde ficam os animais com muita sombra e água fresca, literalmente e até mesmo
o transporte para o abatedouro, que deve estar próximo das fazendas para não
provocar estresse.

Enquanto as galinhas das granjas comuns passam as vidas confinadas em minúsculos


espaços, as orgânicas ficam ao ar livre durante o dia, ciscando atrás de insetos e
minhocas.
Quanto ao consumo de carnes, porém, só 1% da venda se refere à criação orgânica.
Talvez porque a relação custo-benefício não esteja tão clara. Por enquanto sabe-se
que, quando os animais são criados livres e recebem uma dieta mais natural, alguns
componentes nutricionais são alterados. No caso dos frangos orgânicos, uma pesquisa
feita pela Universidade Metropolitana de Londres mostra que eles contêm 25% menos
gorduras saturadas do que aves convencionais e uma concentração 38% maior de
ômega-3, uma das chamadas gorduras do bem. Mas geralmente as maiores diferenças
têm a ver com os micronutrientes, que são as vitaminas e os minerais, diz a nutricionista
Elaine de Azevedo, professora da Universidade Sul de Santa Catarina. “Nos ovos há
uma maior concentração de vitamina A e de cálcio”, exemplifica ela, que é autora do
livro Alimentos Orgânicos, da Editora Unicsul. No leite orgânico os benefícios parecem
ser ainda maiores. Uma revisão de estudos conduzida na Itália aponta um salto de 68%
nos níveis de ômega-3 e um considerável aumento nos índices de vitamina E do
antioxidante betacaroteno, que é transformado pelo corpo em vitamina A. Outra
pesquisa, desta vez americana e publicada na revista The Stockman Grass Farmer,
revela que a quantidade de ácido linoléico conjugado, um composto de comprovada
ação anticancerígena, está presente de 300% a 500% mais na carne e no leite de bois
criados em regime de pastagem livre. Mas, no que diz respeito ao bife nosso de cada
dia, há quem questione se vale à pena gastar mais para pôr um orgânico no prato: “no
Brasil a situação é completamente diferente da de outros países, porque aqui a
esmagadora maioria do rebanho bovino já é criada solta, sem receber nenhum produto
sintético”, pondera Pedro Eduardo Felício, um dos maiores especialistas em carnes do
país. Ou seja, a nossa criação já se assemelha muito à orgânica e, portanto, a carne
comum deve proporcionar os mesmos benefícios nutricionais.

Quem é o consumidor de produtos orgânicos?

O mercado interno para o produto orgânico ainda é pequeno, com predominância de


hortifrutigranjeiros, todavia o potencial de crescimento é enorme.

As estatísticas mundiais sobre o setor de alimentos orgânicos ainda são insuficientes, o


que dificulta a obtenção de números mais precisos sobre o tamanho deste mercado. No
entanto, há uma clara tendência de aumento do crescimento das demandas de
mercado já que o consumidor está optando por pagar um pouco mais por um produto
diferenciado, e com valor agregado.

A crise da vaca louca gerou mudanças de hábitos alimentares nos consumidores, que
passaram a buscar por produtos mais saudáveis e com apelo na consciência ambiental.
Esta preocupação elevou a tendência de crescimento da agricultura orgânica.

Um estudo feito pelo Instituto Ipsos dá conta de que 14% dos brasileiros que vivem nas
grandes cidades consomem algum tipo de produto orgânico, mas em sua lista de
supermercado ainda imperam os hortifrutis. Nessa gôndola as vendas de orgânicos em
geral crescem a uma taxa de 30% ao ano, mesmo pesando 50% mais no bolso do que
os alimentos convencionais.

Mercado Mundial
Os países em desenvolvimento estão começando a se beneficiar com as oportunidades
do mercado de produtos orgânicos, porém, sob as circunstâncias atuais, os grandes
produtores estão mais preparados para alcançar os mercados internacionais. A
quantidade limitada de produtos orgânicos, os padrões de qualidade e as normas
governamentais para a produção orgânica de países em desenvolvimento podem limitar
o atendimento à demanda para alimentos orgânicos em mercados como Estados
Unidos, Europa e Japão.

O acesso à inspeção e à certificação e a necessidade de desenvolver novas formas de


processamento do alimento orgânico são os principais desafios, para que as empresas
se mantenham bem colocadas no mercado orgânico nos próximos anos.

Projeções para o mercado de orgânicos - 2010 a 2015

Por meio das informações disponíveis no Ministério da Agricultura, Pecuária e


Abastecimento (MAPA), foi projetado o consumo, exportação, importação e produção
de alimentos orgânicos no período entre 2010 e 2015.

A maioria da produção orgânica nacional ainda deverá ser destinada ao mercado


externo. Porém, a rápida elevação da demanda interna, impulsionada pelo crescente
número de consumidores que tem procurado alimentos mais saudáveis, sinaliza para o
aumento da produção e consumo interno destes produtos.

Alimentos certificados

O Brasil possui uma legislação que dispõe sobre a agricultura orgânica desde dezembro
de 2003. Ela foi construída em torno de um consenso entre as tendências de formação
de redes e as tendências industriais.

Em 11 de junho de 2004, foi editada a Instrução Normativa nº. 016/04 para o registro
dos produtos orgânicos, o que incluía bebidas, insumos e matéria-prima de origem
animal e vegetal – cereais e grãos, de responsabilidade do MAPA.

A garantia da conformidade orgânica era assegurada por meio da Declaração de


Conformidade do Fornecedor, fornecida por alguma organização certificadora, ONGs de
assistência técnica ou associações de produtores.

O crescimento da agricultura orgânica certificada será determinado a partir das forças


de mercado, que incluem o interesse da sociedade com a segurança do alimento, o
interesse de empresas multinacionais em produtos orgânicos e a ênfase no papel da
agricultura em fornecer bens públicos. Em 2010, o mercado pode crescer até US$ 94
bilhões nos países com mercados orgânicos certificados ou entre 3,5 e 5% no mercado
global de alimentos. Esta previsão pode ser maior se os mercados orgânicos não-
certificados forem incluídos.

Se as vendas de produtos orgânicos têm crescido rapidamente nos últimos anos, em


razão das questões de segurança alimentar, é provável que as taxas de crescimento
sejam mais lentas a partir de 2010.

Normas e regulamentação de produtos da agricultura orgânica


Os produtos avaliados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade
Orgânica receberão o selo de garantia

Com o objetivo de oferecer garantias ao consumidor final, está em vigor o Decreto


Presidencial nº. 6323, assinado no dia 28 de dezembro de 2007, que regulamenta a Lei
nº. 10.831 e estabelece o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.

Com o objetivo de oferecer garantias ao consumidor final, está em vigor o Decreto


Presidencial nº. 6323, assinado no dia 28 de dezembro de 2007, que regulamenta a Lei
nº. 10.831 e estabelece o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.

A partir desse sistema, os produtos avaliados recebem o selo orgânico, que garante ao
consumidor que o produto atende a uma série de normas, que devem ser adotadas em
todas as fases de produção. Entre essas normas, está a produção sem uso de
agrotóxicos e de substâncias que possam causar mal à saúde, e que contribuam para a
preservação do meio ambiente. A certificação de produtos orgânicos é obrigatória,
exceto para os produtos vendidos diretamente pelos produtores em feiras.

Além disso, o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica tornou


obrigatório o cadastramento dos produtores. Dessa forma, será possível identificar a
origem dos alimentos orgânicos em mercados e restaurantes.

O sistema é composto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento


(MAPA), órgãos de fiscalização dos Estados e pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), responsável pela autorização das
empresas interessadas em atuar na certificação de orgânicos, chamadas de
Organismos de Avaliação da Conformidade (OAC).

Vantagens e desvantagens de alimentos orgânicos

São vantagens também dos alimentos orgânicos, os métodos naturais de agricultura,


pois restauram os nutrientes do solo; os produtos animais não têm resíduos de
hormônios antibióticos por serem criados em um ambiente natural, sua qualidade é
superior a de alimentos convencionais; a genética da planta, o clima, a irrigação e a
época da colheita têm um impacto muito maior no conteúdo nutricional do que o tipo de
fertilizante usado; são mais saborosas as frutas e legumes orgânicos; a carne de
galinha, porco e boi produzem uma carne mais magra e mais saborosa em comparação
com os criados industrialmente; são menores as chances de conterem pesticidas,
corantes e outros produtos químicos. Existem também outras vantagens, por exemplo,
o fato de que os selos de certificação tornam a produção orgânica tecnicamente mais
eficiente, à medida que exige planejamento e documentação criteriosos por parte do
produtor. Outra vantagem é a promoção e a divulgação dos princípios norteadores da
Agricultura Orgânica na sociedade, fornecendo ao produtor o conhecimento dos adubos
orgânicos para facilitar o cultivo orgânico de uma horta ao mesmo tempo colabora para
o crescimento do interesse pelo consumo de alimentos orgânicos.

Por controvérsia os alimentos orgânicos entram em desvantagens em termos de sua


produção e consumo humano em comparação aos alimentos tradicionais por terem uma
produtividade menor e custos mais caros; por deteriorizarem mais rapidamente e
podendo apresentar doenças naturais como vírus e fungos potencialmente prejudiciais
aos seres vivos e por alguns possuírem mensagens promocionais confusas e ambíguas
em loja de alimentos orgânicos. As frutas e legumes tendem a ser menores e podem
apresentar manchas na casca devido a ataques de insetos e a cor pode não ser
uniforme e tão intensa quanto a alcançada através da utilização de corantes ou ceras.

Conforme Digest (1998, p. 41): "Alguns alimentos naturais colocam a saúde em grande
risco e devem ser evitados, por exemplo, leite e derivados não pasteurizados podem
abrigar organismos que causam tuberculose e outras doenças graves."