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Ovídio M.

Ramos Gonçalves Dezembro de 2016


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RELATÓRIO DE ESTÁGIO

OVÍDIO MÁRIO RAMOS GONÇALVES

DEZEMBRO DE 2016

Relatório de Estágio 1
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RELATÓRIO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL

PARA O INGRESSO COMO MEMBRO EFETIVO NA OECV

Ovídio Mário Ramos Gonçalves

Cidade da Praia, Dezembro de 2016

Relatório de Estágio 2
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FICHA DE APROVAÇÃO

Observações, Tutor Eng.º José Mário Dono Gomes de Pina

Observações, Ordem dos Engenheiros de Cabo Verde (OECV)

Eng.º Ovídio Gonçalves Eng.º José de Pina OECV

………………………… ………………………… …………………………

___/___/___ ___/___/___ ___/___/___

Relatório de Estágio 3
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FICHA DE IDENTIFICAÇÃO

Estagiário

Nome: Ovídio Mário Ramos Gonçalves

Estabelecimento de Ensino: Universidade de Cabo Verde – (UniCV)

Nº. de Matricula: 9803

Licenciatura: Engenharia Civil

Membro estagiário da OECV Nº: 966

E-mail: eng.ovidio@gmail.com

Instituição

Nome: Move - Engenharia e Projectos, Lda.

Morada: CP 48-A Palmarejo – Praia, Cabo Verde

Telefone/fax: +238 262 71 54

Correio eletrónico: info@move.cv

Web: www.move.cv

Duração do Estágio:

Data de início: 01 de Abril de 2015

Data do fim: 31 de Dezembro de 2016

Acompanhantes/Orientador

Tutor da Instituição

Nome: Eng.º. José Mário Dono Gomes de Pina

Grau académico: Licenciado em Engenharia Civil

Relatório de Estágio 4
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Agradecimentos

Primeiramente, Gostaria de agradecer a Deus, por ter a benignidade imerecida de me conceder, de


ter-me dado força e vida por ter chegado até aqui.

Fiquei e ficarei eternamente grato á minha Família principalmente aos meus pais por todo o apoio e
incentivo dado ao longo do meu percurso académico, sem o qual não me teria sido possível terminar o
meu curso.

À Empresa Move-Engenharia e Projetos, Lda, particularmente ao Eng.º José Mário Dono Gomes de
Pina, pela oportunidade dada para a realização de estágio na empresa, pela partilha constante de
conhecimentos, humildade, paciência, e pela disponibilidade de esclarecimento de dúvidas, etc.

Todos os membros da empresa nomeadamente Arq. Emildo Brito, Eng. Helton Garcia, Arq.
Benjamin, Mária José, Kiara e Eurico, um muito obrigado pela vossa paciência, acompanhamento,
disponibilidade, esclarecimento de dúvidas e dicas dadas para o início da minha vida ativa no ramo da
Engenharia Civil.

Quero agradecer aos meus professores que ao longo do meu percurso académico me
acompanharam, demostraram disponibilidade para o enriquecimento dos meus conhecimentos, concedendo-
me todo o empenho e dedicação, ficando aqui expresso o meu reconhecimento.

Finalmente, mas não menos importante, um muito obrigado a todos os meus colegas e amigos que
esteve sempre do meu lado em todos os momentos bons e menos bons ao longo deste curso e me fez ver o
melhor caminho a percorrer e sempre acreditou nas minhas capacidades.

Relatório de Estágio 5
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INDÍCE GERAL

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................. 11
1.1. Apresentação do candidato (Estagiário) ..................................................................................................... 11
1.2. Apresentação do Orientador de Estágio ..................................................................................................... 11
1.3. Objectivos do Estágio e tempo de duração ................................................................................................ 11
1.3.1. Objectivo geral..................................................................................................................................... 11
1.3.2. Objectivo específico ............................................................................................................................ 12
1.4. Apresentação da empresa onde se realizou o Estágio .............................................................................. 12
1.5. Resumo do trabalho realizado..................................................................................................................... 13
2. Integração na equipa ................................................................................................................................... 13
2.1. Apresentação do organograma onde figure o estagiário ........................................................................... 13
3. CASO EM ESTUDO .................................................................................................................................... 14
3.1. Discrição do Projecto ................................................................................................................................... 14
3.2.1. Apresentação ...................................................................................................................................... 14
3.2.2. Descrição da Arquitectura ................................................................................................................... 14
3.2. Descrição da solução estrutural .................................................................................................................. 22
3.2.1. Materiais .............................................................................................................................................. 23
3.2.2. Acções ................................................................................................................................................. 23
3.2.2.1. Acções Permanentes...................................................................................................................... 23
3.2.2.2. Acções Variáveis............................................................................................................................. 23
3.2.3. Combinações de acções..................................................................................................................... 24
4. PRÉ-DIMENSIONAMENTO E DISPOSIÇÕES RELATIVAS A ELEMENTOS ESTRUTURAIS ............. 25
4.1. Pilares ........................................................................................................................................................... 25
4.1.1. Generalidades ..................................................................................................................................... 25
4.1.2. Armaduras Longitudinais .................................................................................................................... 25
4.1.3. Armaduras transversais ...................................................................................................................... 27
4.2. Vigas............................................................................................................................................................. 28
4.2.1. Generalidades ..................................................................................................................................... 28
4.2.2. Armaduras longitudinais...................................................................................................................... 28
4.2.3. Armaduras transversais ...................................................................................................................... 29
4.3. Lajes ............................................................................................................................................................. 30
4.3.1. Generalidades ..................................................................................................................................... 30

Relatório de Estágio 6
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4.3.2. Espaçamento máximo dos varões da armadura principal................................................................. 30


4.3.3. Armadura de distribuição. ................................................................................................................... 30
4.3.4. Armadura principal mínima ................................................................................................................. 30
4.4. Escadas........................................................................................................................................................ 31
4.4.1. Generalidade ....................................................................................................................................... 31
4.4.2. Armadura principal mínima ................................................................................................................. 32
4.4.3. Espaçamento máximo dos varões da armadura principal................................................................. 32
4.4.4. Armadura de distribuição. ................................................................................................................... 32
4.5. Muros de suporte/paredes de betão ........................................................................................................... 32
4.5.1. Generalidades ..................................................................................................................................... 32
4.5.2. Armaduras longitudinais (verticais) ..................................................................................................... 33
4.5.3. Armaduras transversais ...................................................................................................................... 34
4.5.4. Armadura de cintagem........................................................................................................................ 35
4.6. Viga de fundação ......................................................................................................................................... 35
5. MODELAÇÃO DA ESTRUTURA ................................................................................................................ 36
5.1. INTRODUÇÃO DOS DADOS E DIMENSIONAMENTO NO CYPE.......................................................... 37
5.1.1. Introdução dos dados da obra ............................................................................................................ 37
5.1.2. Introdução de plantas/grupos ............................................................................................................. 38
5.1.3. Pilares .................................................................................................................................................. 39
5.1.4. Entrada de vigas/muros ...................................................................................................................... 40
5.1.4.1. Vigas................................................................................................................................................ 40
5.1.4.2. Muros de betão armado.................................................................................................................. 41
5.1.5. Entrada das lajes ................................................................................................................................. 44
5.1.6. Fundações ........................................................................................................................................... 45
5.1.7. Escadas ............................................................................................................................................... 46
5.1.8. Aplicação de cargas ............................................................................................................................ 47
5.1.9. Cálculo da estrutura ............................................................................................................................ 48
5.1.10. Relatório de erros ................................................................................................................................ 49
5.1.11. Correcção dos erros ............................................................................................................................ 49
5.1.11.1. Correção dos pilares ....................................................................................................................... 50
5.1.11.2. Correção das vigas ......................................................................................................................... 51
5.1.11.3. Modificação das armaduras das lajes maciças ............................................................................. 52

Relatório de Estágio 7
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5.1.11.4. Edição do muro de suporte............................................................................................................. 53


5.1.11.5. Fundações....................................................................................................................................... 54
5.1.11.5.1. Sapatas ....................................................................................................................................... 54
5.1.11.6. Vigas de fundação .......................................................................................................................... 55
5.1.12. Modelo 3D ........................................................................................................................................... 56
5.1.13. Peças desenhadas.............................................................................................................................. 57
6. REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS ................................................................................................ 58
6.1. REDE DE ÁGUAS ....................................................................................................................................... 58
6.1.1. DESCRIÇÃO GERAL DO TRAÇADO DA REDE.............................................................................. 58
6.1.1.1. Tubagens ........................................................................................................................................ 60
6.1.1.2. Válvulas ........................................................................................................................................... 62
6.1.1.3. Contador.......................................................................................................................................... 62
6.1.2. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO ................................................................................................ 62
6.1.2.1. Caudais ........................................................................................................................................... 62
6.1.2.2. Diâmetros ........................................................................................................................................ 63
6.1.2.3. Velocidades..................................................................................................................................... 63
6.1.2.4. Perdas de carga.............................................................................................................................. 64
6.1.2.5. Tabelas de Dimensionamento........................................................................................................ 64
6.2. REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS E PLUVIAIS ................................................................ 65
6. 2.1. ÁGUAS RESIDUAIS DOMÉSTICAS ................................................................................................. 65
6. 2.1.1. Descrição geral do traçado da rede ............................................................................................... 65
6. 2.1.2. Tubagens ........................................................................................................................................ 67
6. 2.1.3. Caudais de descarga ...................................................................................................................... 67
6. 2.1.4. Ramais de descarga ....................................................................................................................... 67
6. 2.1.5. Tubos de Queda ............................................................................................................................. 68
6. 2.1.6. Descargas ....................................................................................................................................... 69
6. 2.1.7. Sifões............................................................................................................................................... 69
6. 2.1.8. Dispositivos de Descarga ............................................................................................................... 69
6. 2.1.9. Colectores prediais ......................................................................................................................... 69
6. 2.1.10. Câmara de inspeção....................................................................................................................... 69
6. 2.1.11. Ramal de Ligação ........................................................................................................................... 70
6. 2.2. Dimensionamento hidráulico-sanitário e Modelo de Cálculo ............................................................. 70

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6. 2.2.1. Ramais de descarga individuais ..................................................................................................... 71


6. 2.2.2. Tubos de queda .............................................................................................................................. 72
6. 2.2.3. Colectores da rede horizontal ......................................................................................................... 73
6. 2.2.4. Tabelas de Dimensionamento........................................................................................................ 73
6. 2.2.5. Peças desenhadas ......................................................................................................................... 73
7. CONCLUSÃO/DISCUSSÃO ....................................................................................................................... 74
8. Bibliografia .................................................................................................................................................... 75
9. ANEXO ......................................................................................................................................................... 76

INDICE DE FIGURAS

Figura 1 - Planta do Piso -2 (Sub-cave) ............................................................................................................... 15


Figura 2 - Planta do Piso -2 (Sub-cave) .............................................................................................................. 16
Figura 3 - Planta do R/CHÃO ............................................................................................................................... 17
Figura 4 - Planta do 1º Andar ............................................................................................................................... 18
Figura 5 - Planta do 2º Andar ............................................................................................................................... 19
Figura 6 - Planta da Cobertura ............................................................................................................................. 20
Figura 7 - Alçado Principal.................................................................................................................................... 21
Figura 8 - Alçado Posterior ................................................................................................................................... 21
Figura 9 - Corte AA ............................................................................................................................................... 21
Figura 10 - Corte BB ............................................................................................................................................. 21
Figura 11 - Corte CC............................................................................................................................................. 22
Figura 12 - Corte DD............................................................................................................................................. 22
Figura 13 - Espaçamento da armadura longitudinal............................................................................................ 26
Figura 14 - Emenda tipo num pilar ....................................................................................................................... 26
Figura 15 - Pormenorização armadura transversal ............................................................................................. 27
Figura 16 - Viga com estribos............................................................................................................................... 29
Figura 17 - Lanço de escadas .............................................................................................................................. 31
Figura 18 - Espaçamento de varões .................................................................................................................... 34
Figura 19 - Introdução dos dados de obra ........................................................................................................... 37
Figura 20 - Edição de grupos ............................................................................................................................... 38
Figura 21 - Edição de grupos ............................................................................................................................... 39

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Figura 22 - Edição de vigas. ................................................................................................................................. 40


Figura 23 -- Vigas do piso..................................................................................................................................... 41
Figura 24 - Introdução do muro de betão............................................................................................................. 42
Figura 25 - Impulsos do terreno ........................................................................................................................... 43
Figura 26 - Impulsos do muro............................................................................................................................... 43
Figura 27 - Laje do piso.. ...................................................................................................................................... 44
Figura 28 - Planta de fundação nível 1 ................................................................................................................ 45
Figura 29 - Planta de fundação nível 2 ................................................................................................................ 46
Figura 30 - Cargas no Piso................................................................................................................................... 47
Figura 31 - Cálculo de obra. ................................................................................................................................. 48
Figura 32 - Erros de cálculo de obra. ................................................................................................................... 49
Figura 33 - Edição de armaduras de pilares. ....................................................................................................... 50
Figura 34 - Edição de armaduras de vigas. ......................................................................................................... 51
Figura 35 - Vigas editadas no CYPE ................................................................................................................... 51
Figura 36 - Edição de armaduras inferior das lajes maciças. ............................................................................. 52
Figura 37 - Edição de armaduras do muro de betão........................................................................................... 53
Figura 38 - : Esquema das sapatas de fundação ................................................................................................ 54
Figura 39 - Edição de armaduras das sapatas .................................................................................................... 55
Figura 40 - Modelo 3D do edifício ........................................................................................................................ 56
Figura 41 - : Modelo 3D do edifício ...................................................................................................................... 57
Figura 42 - Traçado das redes de águas quentes e frias – Piso -2 e -1. ............................................................ 60
Figura 43 - Traçado das redes de águas quentes e frias – Piso 0, 1, 2 e cobertura.......................................... 60
Figura 44 - Traçado da rede de drenagem de águas residuais – Piso -2 e -1. .................................................. 66
Figura 45 - Traçado da rede de drenagem de águas residuais – Piso 0, 1, 2 e Cobertura. .............................. 67

INDICE DE TABELA

Tabela 1 - Relação entre a armadura longitudinal e a secção............................................................................ 25


Tabela 2 - Quadro com a percentagem mínima de estribos para os diferentes aços ....................................... 29
Tabela 3 - Caudais Mínimos nos Dispositivos de Utilização Água Fria ou Quente............................................ 62
Tabela 4 - Caudais de Descarga dos Aparelhos e Equipamentos Sanitários.................................................... 70
Tabela 5 - Caudais de descarga e respectivo diâmetro ...................................................................................... 71
Tabela 6 - Taxas de Ocupação dos Tubos de Queda ........................................................................................ 72

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1. INTRODUÇÃO

Este relatório tem como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas pelo Estagiário, Ovídio
Mário R. Gonçalves durante o período do estágio obrigatório para entrada na Ordem dos Engenheiros de
Cabo Verde (OECV) como membro efectivo.
O estágio foi realizado somente em uma etapa, na elaboração dos projectos de especialidades,
medições e orçamentos.
O propósito da atividade de estágio supervisionado é inserir o estagiário no ambiente de trabalho,
visando o aprendizado de competências próprias da actividade profissional, podendo também colocar o
que foi aprendido em sala de aula em prática, e atestar como é importante aliar teoria e prática
profissional. É uma essencial ao graduando de qualquer área de atuação, tanto para a vida cidadã
quanto para o que se vai encontrar no mercado de trabalho.

1.1. Apresentação do candidato (Estagiário)

Ovídio Mário Ramos Gonçalves, solteiro, natural de São Lourenço dos órgãos, residente em João
Teves – Cidade de Órgãos, portador do BI nº 329764, emitido pelo arquivo de Identificação Civil e
Criminal da Praia, Licenciado em Engenharia Civil, pela Universidade de Cabo Verde (UNICV) –
Campus de Palmarejo, membro estagiário da Ordem dos Engenheiros de Cabo Verde sob nº 966.

1.2. Apresentação do Orientador de Estágio

Engenheiro José Mário Dono Gomes de Pina, Licenciado em Engenharia Civil, pelo Instituto Superior
Técnico de Lisboa, em 1998/2003, e inscrito na Ordem dos Engenheiros de Cabo Verde sob o nº 563,
sócio-gerente da empresa, Move-Engenharia e Projetos, Lda. Gabinete de Estudos e realizações de
Projetos e Fiscalização.

1.3. Objectivos do Estágio e tempo de duração

1.3.1. Objectivo geral

O presente relatório tem como objectivo geral descrever o estágio profissional feito por Ovídio M.
Ramos Gonçalves, licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Cabo Verde, para efeito de
admissão a membro efectivo da Ordem dos Engenheiros de Cabo Verde.

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1.3.2. Objectivo específico

Concretizando um pouco mais este objectivo inicial, as principais expectativas para a realização deste
estágio foram:
 Realizar uma ponte entre o mundo académico e o mundo de trabalho confrontado as duas
realidades e por em prática os conhecimentos obtidos.
 Inteirar das atividades desenvolvidas na organização;
 Trabalhar com programas de cálculo automático;
 Interpretar os resultados obtidos para posterior decisão;
 Pormenorizar os elementos estruturais;
 Trabalhar em equipa;
 Realizar visitas às diversas obras da empresa e fazer o levantamento da situação no terreno:
 Ver de perto as diversas atividades da execução de uma obra;
 Ter sensibilidade a nível da análise da execução das diversas atividades na obra;
 Conhecer os diversos materiais e métodos de execução de projetos.

O estágio tem uma duração de 18 meses, decorreu entre Abril de 2015 á Dezembro de 2016, na
empresa Move-Engenharia e Projetos, Lda.

1.4. Apresentação da empresa onde se realizou o Estágio

Move-Engenharia e Projetos, Lda. empresa de Estudos, Projetos, Fiscalização e Representações com sede
em Palmarejo, Cidade da Praia, criado no ano de 2012, matriculada na Conservatória do Registo Comercial
sob o nº 22044, título de registo de construção nº 54, classe 1, representada pelo seu administrador, Sr. José
Mário Dono Gomes de Pina.
Tratando-se de uma empresa constituída há aproximadamente 4 anos o Currículo da empresa confunde-se
com o Currículo do seu promotor e dos seus colaboradores técnicos dos diversos ramos da construção que
possuem larga experiência em projetos de diversa natureza.

A consistência e desenvolvimento da empresa são baseados num conjunto de valores que constituem a linha
de atuação, com vista a assegurar da melhor forma a prestação que são confiadas pelos cliente.

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1.5. Resumo do trabalho realizado

Ao longo dos dezoito meses de estágio, o trabalho desenvolvido pelo estagiário teve como objectivo,
ajudar nos vários projectos que foram aparecendo. O estágio não foi direccionado num só trabalho,
mas em vários, podendo assim trabalhar em vários trabalhos/fases do mesmo projecto. Com a
diversificação dos trabalhos realizados proporcionou uma melhor compreensão e aprofundamento dos
conhecimentos adquiridos ao longo do curso.

Ao longo do estágio, foi realizado:

Em gabinete:

 Levantamento de edificações existentes;


 Desenho técnico (AutoCad) nomeadamente na preparação e realização de desenhos para as
especialidades de estruturas, redes prediais de águas e esgotos doméstico, rede de drenagem
de águas pluviais doméstico e infra-estruturação de águas e esgotos;
 Colaboração e realização de projectos das especialidades de:
- Estabilidade, de acordo com o Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de
Edifícios e Pontes e do Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado;
- Redes Prediais de Águas e Esgotos, de acordo com o Regulamento Geral dos Sistemas
Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais;
- Redes de Drenagem de Águas Pluviais, de acordo com o Regulamento Geral dos Sistemas
Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais;
 Elaboração de medições e orçamentos;

2. Integração na equipa

2.1. Apresentação do organograma onde figure o estagiário

Engº. José de Pina

(Gestor de projectos)

Est. Ovidio Gonçalves Est. Helton Garcia

(Eleborador de projectos) (Eleborador de projectos)

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3. CASO EM ESTUDO

3.1. Discrição do Projecto

3.2.1. Apresentação

O presente caso de estudo refere-se ao Projecto de Estabilidade de uma habitação multifamiliar, o edifício em
causa localiza-se no Palmarejo (Monte Vermelho) cidade da Praia, o projecto de estruturas foi executado em
concordância com o projecto de arquitectura. Este projecto de arquitectura foi externo ao gabinete, pelo que
só se executou projectos de especialidade (Estabilidade, Hidrossanitário e Electricidade, etc).
É de referir que o presente caso em estudo contempla o projecto de estabilidade com elementos de fundação
em dois níveis, nível 1 para subcave e nível 2 para cave.

3.2.2. Descrição da Arquitectura

Estamos perante um edifício de betão armado com uma ocupação essencialmente de habitação
multifamiliar, sendo que este se encontra disposto 3 Pisos acima do solo, verifica-se neste
mesmo edifício a existência de dois pisos enterrados, sendo que o Piso -2 funciona como
escritório e o Piso -1 funciona como habitação (Apartamento T1 e T2).

Área bruta total de construção é de 170 m2, a Área bruta de construção em sub-cave é de 79 m2 e o
edifício terá uma altura máxima de construção de cerca 9.75 m acima do solo.

Relativamente à altura dos pisos, temos o piso -2 com uma altura de 3.50m, valor ligeiramente superior
ao dos restantes 4 pisos que apresentam uma altura de 2,80 m.
Em todos os pisos a laje será maciça com uma espessura de 15 cm.

Apresentam-se nas Figuras as plantas de cada piso, acompanhadas com uma breve descrição.

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No Piso -2 (Sub-cave) iremos ter um escritório. As designações e áreas das divisões estão
discriminadas na figura 1.

Figura 1 - Planta do Piso -2 (Sub-cave).

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No Piso -1 iremos ter um fogo do tipo T1. Com uma Kitchinet, uma instalação sanitária e um Quarto.
Além disso terá também um fogo do tipo T2, com um quarto, uma suite, uma instalação sanitária, uma
Kitchinet, e com varanda e patio.

As designações e áreas das divisões estão discriminadas na figura 2.

Figura 2 - Planta do Piso -2 (Sub-cave).

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No R/Chão iremos ter um apartamento do tipo T3. Consistirá então em dois quartos e uma Suite, com
uma instalações Sanitárias, uma Cozinha, uma Sala comum, Hall e Área de Serviço.

As designações e áreas das divisões estão discriminadas na figura 3.

Figura 3 - Planta do R/CHÃO.

Relatório de Estágio 17
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No 1º Andar iremos ter um apartamento do tipo T3. Consistirá então em dois quartos e uma Suíte, com uma
instalações Sanitárias, uma Cozinha, uma Sala comum, Hall e Área de Serviço.

As designações e áreas das divisões estão discriminadas na figura 4.

Figura 4 - Planta do 1º Andar.

Relatório de Estágio 18
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No 2º Andar iremos ter um fogo do tipo T1. Com uma Kitchinet, uma instalação sanitária, um Quarto e
uma varanda. Além disso terá também um fogo do tipo T2, com um quarto, uma suite, uma instalação
sanitária, um Cozinha, uma sala e uma varanda.

As designações e áreas das divisões estão discriminadas na figura 5.

Figura 5 - Planta do 2º Andar.

Relatório de Estágio 19
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A Cobertura será um terraço não acessível.

Figura 6 - Planta da Cobertura.

Todas as divisões têm área superior aos mínimos regulamentares


As paredes em alvenaria de blocos de betão, serão devidamente travadas e assentes com argamassa de
cimento e areia ao traço adequado para os fins diversos.

As paredes exteriores – paredes simples com panos de blocos de betão furado 0.40x0.20x0.20.
Paredes interiores (geral) – paredes simples com panos de blocos de betão furado 0.40x0.20x0.20 e blocos
de betão furado 0.40x0.20x0.10.

Alçados e Corte
Os dois alçados e os quatros cortes localizados nas figuras permitem-nos uma visualização geral da
arquitectura e do interior de cada piso.

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Figura 7 - Alçado Principal.


Figura 8 - Alçado Posterior.

Figura 9 - Corte AA.


Figura 10 - Corte BB.

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Figura 11 - Corte CC.


Figura 12 - Corte DD.

3.2. Descrição da solução estrutural

A estrutura do edifício baseia-se numa estrutura porticada composta por lajes maciças que transmitem
as suas cargas a um conjunto de vigas e que por sua vez transmitem as mesmas às fundações através
de pilares.
Foram ainda previstos um conjunto de muros para contenção de terrenos adjacentes à área de Sub- cave e
Cave.
As fundações são feitas através de sapatas isoladas para os pilares e sapatas contínua para as paredes
resistentes. Para o cálculo das fundações considerou-se fundações directas com um valor de 0,5 Mpa
de tensão admissível no solo.
A ligar as sapatas optou-se pela consideração de vigas de fundação, cuja função se prende com a
rigidificação do sistema adoptado ao nível das fundações, com a minimização dos assentamentos
diferenciais e com a absorção dos momentos gerados pelas acções horizontais ou inerente às
excentricidades das cargas e das próprias sapatas.
As soluções adoptadas neste projecto têm como objectivo dotar a estrutura com um bom grau de segurança,
quer durante a fase de execução, quer durante a fase de utilização.
Para o cálculo efectivo da estabilidade da estrutura, foi utilizado a ferramenta informática CYPECAD, tendo

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em conta o REBAP e considerando as sobrecargas do Eurocódigo 1.

3.2.1. Materiais
Os materiais a utilizar no presente edifício, são os mais frequentemente usados na construção, mas apenas
serão enumerados os de maior relevância.

 O betão utilizados nos pilares será da classe C20/25 (B25), corresponde um fcd de 13,3 Mpa e um
fck de 20 Mpa. e nos restantes elementos estruturais (vigas, sapatas, lajes e parede resistente) será
da classe C16/20 (B20), corresponde um fcd de 10,7 Mpa e um fck de 16 Mpa.
 Betão de limpeza das fundações será da classe C12/16.
 O aço a utilizar em toda a estrutura será do tipo A500NR, está associado um fyd de 435 MPa.

3.2.2. Acções

3.2.2.1. Acções Permanentes


São consideradas como acções permanentes os pesos próprios dos elementos estruturais e não
estruturais da construção. Assim as acções permanentes foram calculadas da seguinte forma:
 Peso próprio dos elementos de construção, tendo em conta as dimensões e os pesos
volumétricos dos materiais que os constituem;
 Peso das paredes divisórias assimiladas a uma carga distribuída com valor de 1.00 kN/m2 em
todo o pavimento;
 Peso das paredes exteriores e interiores (com espessura 0.20) assimiladas a uma carga linear
com valor de 8.00kN/m;
 Peso do revestimento assimilado a uma carga distribuída com o valor de 2.00 kN/m 2;

3.2.2.2. Acções Variáveis


As acções variáveis são aquelas que assumem valores com variação significativa em torno do seu
valor médio durante a vida da estrutura. Assim as acções do vento, do sismo e das sobrecargas estão
englobadas neste tipo de acções. São as seguintes as sobrecargas consideradas:

Sobrecargas:

 Habitação – 2.00 kN/m 2

 Varanda – 5.00 kN/m 2

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 Terraço acessível – 2.00 kN/m 2

 Cobertura não acessível – 1.00 kN/m 2

 Escadas – 3.00 kN/m 2

3.2.3. Combinações de acções

Os critérios de verificação da segurança definidos regulamentarmente, nomeadamente no RSA, baseiam-


se na quantificação de valores de cálculo, nos quais se contabilizam simultaneamente os efeitos das diversas
acções que solicitam a estrutura.
As combinações de acções contempladas no artigo 9 do RSA prevêem a fixação de uma acção variável de
base, sendo as restantes afectadas de coeficientes correctivos determinados de acordo com as acções a que
se referem; por seu turno, as acções variáveis de base e as acções permanentes são usualmente majoradas
com recurso a coeficientes de segurança. As combinações de acções consideradas ao longo deste projecto
contabilizam o efeito das acções de natureza gravítica (carga permanentes, sobrecargas), pelo que assumem
a seguinte forma:

Combinações fundamentais para verificação dos Estados Limite Últimos:

- Acção variável de base sobrecarga:


Sd   G  GK   Q  QK
Com:
 G ― 1,35 no caso da acção permanente em causa ter efeito desfavorável;
 Q ― 1,50 para todas as acções variáveis desfavoráveis;
 GK ― Esforço resultante de uma acção permanente, tomada com o seu valor característico;
 QK― Esforço resultante de uma acção variável, tomada com o seu valor característico;

Na verificação dos Estados Limite de Utilização serão ainda efectuadas as combinações frequentes,
quase-permanentes ou raras consoante o estado limite considerado.
No cálculo e dimensionamento das fundações foi considerada a Combinação Rara de Acções.
Feita a discretização das combinações a utilizar, estas são carregados com as acções atrás descritas,
obtendo-se assim para a estrutura modelada os esforços, deslocamentos e reacções de apoio necessários

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para a verificação dos Estados Limites Últimos e de Utilização que nos permitirão dimensionar as diferentes
peças estruturais.

4. PRÉ-DIMENSIONAMENTO E DISPOSIÇÕES RELATIVAS A ELEMENTOS ESTRUTURAIS

Admite-se que para projectos de maior dimensão tais como prédios, ou estruturas de arquitectura mais
complexas, tem de ser feito um pré-dimensionamento mais rigoroso.
No entanto, para o tipo de estrutura em questão (moradia multifamiliar), que é dado como mais usual, e mais
frequentemente objecto de estudo em gabinete, optou-se pelo uso de regras empíricas que, remetendo nos
para a experiência, não colocam em causa as regras de segurança.

4.1. Pilares

No que diz respeito aos pilares, devido à arquitectura presente, pretende se utilizar pilares com uma das
dimensões iguais á espessura das paredes (exteriores e interiores), para maior facilidade quando a
concepção.
Dado que a espessura prevista das paredes exteriores é de 20cm, optou-se por utilizar pilares de, no mínimo
(20x20). Quando do dimensionamento no CYPE, se as dimensões do pilar (20X20) não verificarem, será
necessário aumentar a sua secção apenas numa das direcções.

4.1.1. Generalidades

De acordo com o artigo 120.º a dimensão mínima da secção transversal dos pilares não deve ser inferior a
20cm.
O valor da esbelteza dos pilares l = l0/ i, onde l0 representa o comprimento efectivo de encurvadura e i o raio
de giração, não deve exceder 70 (140 em estruturas correntes), o que reduz a possibilidade de encurvadura.

4.1.2. Armaduras Longitudinais

A armadura longitudinal de um pilar deverá obedecer às seguintes condições:

A 235 A400/A500
As/Ac ≥ 0,8% ≥ 0,6%
Ø min 12 10
Tabela 1 - Relação entre a armadura longitudinal e a secção.

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Em que As representa a secção total da armadura longitudinal e Ac a área da secção do pilar, e o Ø min o
diâmetro mínimo da referida armadura.
Além disso As não deve ser superior a 8% de Ac, ou seja, As / Ac = 8%, limite que deve ser respeitado até
em zonas de emenda.

Tal como é imposto no artigo 121.º do REBAP, a armadura longitudinal deve compreender, no mínimo, 1
varão junto de cada ângulo da secção e 6 varões no caso de secções circulares ou a tal assimiláveis.

O seu espaçamento S1, não deverá exceder 30 cm, excepto em faces cuja largura seja menor ou igual a 40
cm, caso em que se permite dispor de varões apenas junto aos cantos.

Figura 13 - Espaçamento da armadura longitudinal.

As emendas e interrupções de varões deverão ser realizadas preferencialmente a meia altura dos pilares, e
nunca junto aos nós.

Figura 14 - Emenda tipo num pilar.

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4.1.3. Armaduras transversais

A armadura transversal de um pilar deverá obedecer às seguintes condições:


Se as armaduras longitudinais tiverem varões com diâmetro igual ou superior a 25 mm, a armadura
transversal deve ser constituída por varões de diâmetro não inferior a 8 mm.

Os pilares devem possuir armadura transversal para cintar o betão e impedir a encurvadura dos varões da
armadura longitudinal.
O seu espaçamento dos varões da armadura transversal deverá obedecer ao disposto no artigo 122.1, ou
seja:

S ≤ min 12 Ø l (12 vezes o menor diâmetro dos varões da armadura vertical)


ou
S ≤min (C - menor dimensão do secção do pilar)
ou
S ≤ min (30 cm)

A forma das armaduras transversais, tal como disposto no art. 122.3.º, “deve ser tal que cada varão
longitudinal seja abraçado por ramos dessas armaduras formando ângulo, em torno do varão, não superior a
135º. Dispensa-se essa condição em varões que não sejam de canto e que se encontrem a menos do 15 cm
de varões em que se cumpra tal condição”. Tal procedimento é ilustrado na Figura 15.

Figura 15 - Pormenorização armadura transversal.

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4.2. Vigas

4.2.1. Generalidades

No que diz respeito às vigas, para determinar a altura da mesma, segue-se a regra empírica do L/10 ou L/12
(L = vão teórico), sendo a largura da viga metade da altura resultante. Esta regra nem sempre poderá ser
adotada, devido a exigências de arquitectura (dimensões de paredes). No entanto, quando as verificação dos
resultados no CYPE, as alturas e largura de vigas serão afinadas caso seja necessário. Para que na fase de
construção, os trabalhos sejam simplificados, optou-se por adotar uma largura de viga de 20 cm quando
possível, que é mesma que a secção transversal dos nossos pilares, bem como a espessura das paredes
(interiores e exteriores).

Como está referido no artigo 120.1 do REBAP, a dimensão mínima da secção transversal dos pilares não
deve ser inferior a 20 cm. Dado que a largura da viga não deve ser inferior à largura do pilar no qual ele
apoia, admite se então, que a largura mínima das vigas é de 20 cm.

4.2.2. Armaduras longitudinais

A presença de armaduras torna a secção mais dúctil da forma directa e ainda contribui para o confinamento
transversal e aderência longitudinal do betão.
As armaduras longitudinais nas duas faces deverão verificar:

A percentagem de armadura longitudinal (ρ), não deve ser inferior aos limites indicados para as seguintes
classes de armadura:

ρ = As / bd ×100 ≥ 0,25 (A 235);


≥ 0,15 (A 400)
≥ 0,12 (A 500)
Em que:
As - área da secção da armadura;
b - largura média da zona traccionada da secção;
d - altura útil da secção;
A área da armadura longitudinal não deve exceder 4% da área total da secção da viga (Artº 90.2).

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4.2.3. Armaduras transversais

A percentagem mínima de estribos, ρw = Asw / (bw × s × senα) × 100, não deverá ser inferior aos valores a
seguir indicados, independentemente do valor de Vsd.

Ductilidade normal Ductilidade melhorada


(REBAP 94.2) (REBAP 144.2)
A 235 0,16 0,20
A 400 0,10 0,10
A 500 0,08 0,10
Tabela 2 - Quadro com a percentagem mínima de estribos para os diferentes aços.

Asw – área total da secção transversal


bw – largura da alma da secção
s – espaçamento dos estribos
α – ângulo formado pelos estribos com o eixo da viga (45º ≤ α ≤90º)
Os estribos deverão ser fechados e verticais (α= 90º).

As vigas devem ser armadas ao longo de todo o vão com estribos que abranjam a totalidade da sua altura,
os quais devem envolver a armadura longitudinal de tracção e também a armadura de compressão quando
esta esteja considerada como resistente.

Figura 16 - Viga com estribos.

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4.3. Lajes

4.3.1. Generalidades

O edifício vai ter lajes maciças, armadas em duas direcções em que os esforços nas duas direcções
principais de flexão são da mesma ordem de grandeza.
De acordo com o artigo 100.º, consideram-se como lajes os elementos laminares planos sujeitos
principalmente a flexão transversal ao seu plano e cuja largura exceda 5 vezes a sua espessura.
Paras as lajes segue-se a regra empírica do L/ (35 a 40) para determinar a espessura da mesma, sendo L
o menor vão considerando na direcções x ou y. No entanto, nem sempre o valor obtido é fiável, dado que
pode tornar a estrutura pouca económica, então, será determinada a espessura das lajes por hipóteses,
verificando os resultados obtidos no CYPE.

4.3.2. Espaçamento máximo dos varões da armadura principal

As armaduras principais devem ficar sempre colocadas de modo a funcionarem com maior braço, pelo que
as armaduras de distribuição são sempre colocadas interiormente às principais.
O espaçamento dos varões de armadura principal não deve ser superior a 1,5 vezes a espessura da laje,
com máximo de 35 cm.

4.3.3. Armadura de distribuição.

Devem ser colocadas armaduras constituídas por varões não espaçados de mais 35 cm.
Na face da laje oposta à da aplicação de cargas, tal armadura deve ser disposta transversalmente ao vão e a
sua secção deve, localmente ser pelo menos igual a 20% da secção da armadura principal ai existente.

4.3.4. Armadura principal mínima

A percentagem de armadura longitudinal (ρ ), não deve ser inferior aos limites indicados para as seguintes
classes de armadura:

ρ = As / bd ×100 ≥ 0.25 (A 235);


≥ 0,15 (A 400)
≥ 0,12 (A 500)

Em que:

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As - área da secção da armadura;


b - largura média da zona traccionada da secção;
d - altura útil da secção;

4.4. Escadas

4.4.1. Generalidade

As escadas constituem quase sempre casos particulares de lajes armadas numa só direcção.
As cargas e os vãos deverão sempre ser contabilizados em projecção horizontal.
Em termos de apoios deverá sempre considerar-se a possibilidade de deslocamento de um dos lados para
que não surjam momentos negativos nas mudanças de direcção (ligação lanço-patim).
Para determinar as cargas nos lanços utiliza-se as seguintes fórmulas:

Figura 17 - Lanço de escadas

α = ângulo de inclinação da escada;


a = altura do de degrau (espelho);
b = largura do degrau (cobertor);
h = espessura do lanço;
hv = espessura no lanço na vertical;
α= arctg (a/b);
hv= h / cos(α);

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Cargas permanentes:
- Peso próprio do lanço = 25× h / cosα
- Peso próprio do revestimento
- Peso próprio dos degraus = 25 × a / 2

Na pormenorização das armaduras nas escadas convém ter em conta um aspecto muito importante que é
necessidade de absorção da força de desvio vertical e descendente, e portanto contra a segurança, que se
gera na ligação do lanço ao patim superior.
Para neutralizar essa força, as armaduras inferiores do lanço e do patim têm que ser prolongadas do
respectivo comprimento de amarração.

As regras de disposição das armaduras nas escadas são as adoptadas para lajes armadas numa direcção.

4.4.2. Armadura principal mínima

Faz-se a mesma verificação que foi feita para as lajes.

4.4.3. Espaçamento máximo dos varões da armadura principal

As armaduras principais devem ficar sempre colocadas de modo a funcionarem com maior braço, pelo que
as armaduras de distribuição são sempre colocadas interiormente às principais.
O espaçamento dos varões de armadura principal não deve ser superior a 1,5 vezes a espessura da laje,
com máximo de 35 cm.

4.4.4. Armadura de distribuição.

Adoptam-se os mesmos critérios utilizados nas lajes relativamente á disposição das armaduras de
distribuição.

4.5. Muros de suporte/paredes de betão

4.5.1. Generalidades

Um muro de suporte é em geral uma obra de retenção de terras. A construção de um muro de suporte tem
como objetivo estabelecer com segurança o desnível entre duas superfícies do terreno.
A pressão exercida sobre uma estrutura de suporte depende das características físicas do solo suportado e

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do seu comportamento mecânico, incluindo o modo como este evolui no tempo, quando sujeito a cargas
externas aplicadas.
A principal característica de um muro de suporte é o seu funcionamento estrutural, pois a sua estabilidade é
garantida em relação ao derrube e ao deslizamento, pelo peso do terreno sobre a área da sapata. A sua
espessura é condicionada pela existência ou não de impulsos da água e pelos impulsos do terreno.

O muro de suporte em causa vai ser de betão armado, por isso deve-se ter cuidado com as propriedades dos
betões, quanto à tensão admissível no terreno, e também a obrigação de satisfazer as especificações
regulamentares.

Nesta avaliação de estabilidade é necessário quantificar previamente as forças que estão em jogo. Duas
dessas forças são o impulso activo, que não é mais do que o integral do diagrama de pressões activas que
actuam a toda a altura da estrutura de suporte, a outra força é o impulsivo passivo onde a estrutura de
suporte comprime o solo gerando reacções do solo ao movimento da estrutura.
A quantificação de pressões de terras e seu respetivo diagrama será feito a partir de teorias de equilíbrio
limite tais como Coulomb e Rankine, entre outras.

O artigo 124.º, do citado regulamento, impõe que a espessura mínima das paredes não seja inferior a 10 cm,
e ≥ 10 cm
Por outro lado, a sua esbelteza, λ não deve exceder 120, λ ≤120.
Do artigo 59.1 do REBAP tiramos que:
λ = l0 / i
sendo:
l0 - comprimento efetivo de encurvadura na direção considerada
i - raio de giração da secção transversal na direção considerada

4.5.2. Armaduras longitudinais (verticais)

De acordo com o artigo 125º do REBAP, a secção total da armadura longitudinal das paredes deverá ser tal
que:
ρ ≥ 0,4% da secção da parede, no caso de armaduras de aço A235;
ρ ≥ 0,3% da secção da parede, no caso de armaduras de aço A400 ou A500;
ρ ≤ 4% da secção da parede;

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Os varões da armadura vertical devem ser distribuídos pelas duas faces da parede, com espaçamentos não
superiores a 2 vezes a espessura desta, com o máximo de 30 cm, isto é:

Figura 18 - Espaçamento de varões.

s ≤ 2e
s ≤30 cm
sendo:
s – espaçamento de varões
e – espessura da parede

4.5.3. Armaduras transversais

Conforme o preconizado no artigo 126.º do REBAP, as armaduras transversais (horizontais) devem ser
colocadas junto de ambas as faces das paredes, exteriormente à armadura longitudinal (vertical), de tal modo
que a secção desta armadura em cada face respeite as seguintes regras:

ρ ≥ 0,001 b a, no caso de armaduras de aço A235


ρ ≥ 0,005 b a, no caso das armaduras de aço A400 ou A500
sendo:
b – espessura da parede,
a – altura da parede,

Observe-se ainda que os varões de armadura transversal não devem ser espaçados mais de 30cm.

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4.5.4. Armadura de cintagem

No caso particular da secção total da armadura longitudinal exceder 2% da secção da parede, esta armadura
deve ser convenientemente cintada de acordo com os critérios estabelecidos para os pilares, com excepção
dos espaçamentos das armaduras, os quais não devem exceder o menor dos seguintes valores:

s ≤ 16 ø (16 vezes o menor diâmetro dos varões da armadura vertical)


s≤2e
s ≤30 cm

sendo:
s – espaçamento dos varões;
e – espessura da parede;

As disposições regulamentares que dizem respeito à espessura mínima, à armadura vertical, à armadura
horizontal e à armadura de cintagem são, em princípio, aplicáveis a todos os tipos de paredes,
independentemente do seu modo de funcionamento.
Constitui, ainda, boa norma de construção, não executar paredes com espessura inferior a 0,15 m,
atendendo a que quanto mais fina for a parede, maiores dificuldades teremos em armar o ferro e em fazer
uma betonagem de forma correcta.

4.6. Viga de fundação

As sapatas interligadas por vigas de fundação permitem a absorção de qualquer possível assentamento
diferencial entre sapatas e permitem uma maior economia na sua dimensão, pois os momentos flectores
base passaram a ser absorvidos pelas vigas de fundação.

A adopção de vigas de fundação interligando sapatas é uma boa prática de construção sendo que em solos
rochosos com elevada capacidade de suporte, admita-se que as vigas possam ser dispensadas.

As vigas de fundação deverão trabalhar ao nível das sapatas, mais concretamente com a face superior
alinhada com a face superior das sapatas.
Para o cálculo de um sistema de fundações constituído por sapatas interligadas por vigas de fundação, esse
sistema deverá permitir que as sapatas possam estar sujeitas a uma tensão uniformemente distribuída por

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parte do solo em toda a largura, correspondendo a uma força resultante vertical e centrada, enquanto as
vigas de fundação absorvem os momentos flectores, devidos aos próprios momentos na base dos pilares ou
a posições excêntricas dos pilares.

5. MODELAÇÃO DA ESTRUTURA

Depois de no capítulo anterior se ter abordado os vários aspectos e parâmetros preconizados no REBAP, no
que diz respeito às estruturas de betão armado, proceder-se á de seguida à aplicação desses mesmos
regulamentos, nomeadamente e acima de tudo, no dimensionamento e pormenorização dos principais
elementos constituintes da estrutura de um edifício de betão armado, bem como a respectiva análise dos
resultados.

O edifício projectado, foi modelado e os seus esforços e armaduras calculados com recurso ao software
CYPECAD, pelo que se descreve de seguida e sucintamente, todo o processo, opções e valores tomados
para a modelação dos vários elementos estruturais constituintes da estrutura.

A análise terá como objectivo a aplicação dos regulamentos, no dimensionamento dos pilares, paredes de
betão/muros de suporte, vigas, lajes, sapatas e vigas de fundação.

A caracterização do edifício e a respectiva modelação, assim como a verificação da qualidade do modelo,


são aspectos importantes para a compreensão da definição do edifício e essenciais para garantir que os
resultados obtidos, sejam precisos os mais coerentes possíveis.

O edifico em causa é essencialmente de habitação, com dois pisos parcialmente enterrados


Relativamente à solução estrutural em betão armado do presente edifício, esta é caracterizada por uma
estrutura porticada de contorno definida pelos pilares, vigas, lajes e parede de betão armado.

No que concerne aos pilares, estes são caracterizados por possuírem secções rectangulares de dimensões
variadas, estando agrupados em várias famílias de pilares de acordo com essas dimensões.

As fundações adoptadas são de tipo directo, constituídas por sapatas, com vigas de fundação.
Relativamente aos pisos parcialmente enterrados, estes encontram-se dotados de parede de betão armado.

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5.1. INTRODUÇÃO DOS DADOS E DIMENSIONAMENTO NO CYPE

Neste capítulo será enumerado cada passo, no âmbito do dimensionamento do projeto em questão.

5.1.1. Introdução dos dados da obra

Para iniciar o dimensionamento no CYPE, temos em primeiro lugar, de proceder à introdução dos dados
gerais da obra, nomeadamente, o tipo de betão e de aço dos elementos estruturais, as ações a ter em conta
(neste caso a ação do vento e sismo foi desprezado) bem como as normas pelas quais o dimensionamento
será efectuado etc.

Figura 19 - Introdução dos dados de obra.

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5.1.2. Introdução de plantas/grupos

Introdução de plantas e grupos com as suas respetivas cotas, da categoria de utilização, bem como as
sobrecargas e as ações dos revestimentos e paredes.

 Como já foi enumerado anteriormente, as ações de sobrecarga são provenientes dos RSA/
eurocódigos:

 De atividades domésticas e residenciais 2,0 kN/ m2


 Cobertura 1 kN/m2

 As ações de revestimento e paredes, resumem-se ao peso próprio dos materiais utilizados:

 Revestimento pavimentos 2,0 kN/m2


 Paredes exteriores em 8.0 kN/m, para espessura 20cm.
 Paredes divisórias 8.0 kN/m, para espessura 20cm.
 Paredes divisórias 5.0 kN/m, para espessura 10cm.

Figura 20 - Edição de grupos.

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5.1.3. Pilares

Na entrada de pilares, é necessário basear se no local onde arrancam todos os pilares, isto é, na fundação.
Na janela apresentada na figura 21, seleciona-se o nome do pilar, o grupo de início e o grupo de fim, bem
como as secções etc.

Figura 21 - Edição de grupos.

Os pilares foram modelados como elementos de barra simples, aos quais se atribuiu as características da
secção real do pilar (dimensões e material) e um comprimento igual à distância entre pisos.
No que diz respeito à ligação com outros elementos, nomeadamente vigas, tendo estas uma inércia
considerável, admitiu-se que os pilares se encontram perfeitamente encastrados às mesmas.

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5.1.4. Entrada de vigas/muros

5.1.4.1. Vigas

As vigas foram modeladas através de elementos de barra aos quais foram atribuídos as características da
secção da viga (dimensões e material), com o comprimento necessário para promover a sua ligação
monolítica aos vários elementos estruturais.

Figura 22 - Edição de vigas.

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Figura 23 - Vigas do piso.

5.1.4.2. Muros de betão armado

Para o projeto em questão, está previsto muro em betão armado para contenção de terras nos lado laterais e
posterior da estrutura. Admite-se 20 cm para a espessura do muro em questão, tendo inicio na fundação,
prolongando-se até ao pavimento do Piso -1 (Nível 1), e do Piso -1 até ao pavimento do Rés-do-Chão (Nível
2).

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Figura 24 - Introdução do muro de betão.

De seguida, foram introduzidos os impulsos, tendo em conta as características do terreno onde será
implementada a obra (admitiu-se os valores fornecidos pelo programa para argilas semi-duras)

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Figura 25 - Impulsos do terreno

Considerando o impulso, à direita até a cota de 3.50m temos então:

Figura 26 - Impulsos do muro.

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5.1.5. Entrada das lajes

As lajes foram modeladas através de um elemento finito de área sendo que este tipo de elemento tende a ser
mais preciso, o qual foi atribuído as características da secção (dimensões e material).

Figura 27 - Laje do piso.

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5.1.6. Fundações

Na inexistência de estudo geológico/geotécnico e com base do conhecimento local, considerou-se uma


tensão de segurança do solo de 500 kPa. Para o edifício em causa optou-se, por uma solução de sapatas
isoladas para os pilares e sapatas contínuas para paredes resistentes. A ligar as sapatas optou-se pela
consideração de vigas de fundação, cuja função se prende com a rigidificação do sistema adoptado ao nível
das fundações, com a minimização dos assentamentos diferenciais e com a absorção dos momentos
gerados pelas acções horizontais ou inerente às excentricidades das cargas e das próprias sapatas.

O dimensionamento das fundações foi efetuado com o software Cypecad, sendo posteriormente
homogeneizadas de maneira a simplificar o mais possível o processo construtivo do edifício.

Na figura 28 e 29, vemos então o esquema de sapatas para os pilares e para o muro de suporte.

Figura 28 - Planta de fundação nível 1.

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Figura 29 - Planta de fundação nível 2.

5.1.7. Escadas

Relativamente à consideração das escadas, optou-se por efectuar uma modelação geométrica, tendo-se
as cargas resultantes das escadas nos pilares (ao nível dos patamares intermédios, aplicação de uma carga
pontual) e nas extremidades das vigas do pórtico das escadas, ao nível de cada piso.

A não consideração da escada no modelo altera as características dinâmicas da estrutura.

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5.1.8. Aplicação de cargas

No que diz respeito ao peso próprio dos vários elementos constituintes da estrutura, nomeadamente vigas,
pilares e lajes, o próprio programa (CYPECAD), com base nas dimensões dos elementos e entrando em
consideração com o tipo de material dos mesmos, faz o cálculo automático do seu peso, pelo que não foi
necessário aplicar quaisquer cargas referentes ao peso próprio da estrutura.

Relativamente à restante carga permanente e sobrecargas, estas foram introduzidas na estrutura através da
aplicação de cargas distribuídas ao nível da laje de cada piso, cujos valores foram já apresentados.

Relativamente as ações do vento e sísmica não foram considerado.

Figura 30 - Cargas no Piso.

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5.1.9. Cálculo da estrutura

Após introdução de todos os dados, pode proceder-se ao cálculo da estrutura, sem dimensionar a
fundação. A fundação apenas será dimensionada quando estiver determinada a secção final de todos os
pilares.

Figura 31 - Cálculo de obra.

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5.1.10. Relatório de erros

O relatório de erros fornece-nos os elementos (lajes, pilares e vigas) que não verificais as seguranças.

Figura 32 - Erros de cálculo de obra.

5.1.11. Correcção dos erros

Na “aba” resultados do Cype, vamos proceder à correcção dos elementos estruturais que contém erros.
Tendo base na economia de construção, e como já foi referido anteriormente, apenas se irão utilizar varões
de aços A500NR do tipo Ø6, Ø8, Ø10, Ø12 e Ø16, para os estribos, sapatas, pilares, vigas e lajes.

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5.1.11.1. Correção dos pilares

No menu de edição dos pilares, selecionando em seguida um dos pilares assinalado como contendo erros,
temos:

Figura 33 - Edição de armaduras de pilares.

Para os pilares verificarem á segurança, teremos de aumentar a sua secção, as suas armaduras. Para maior
facilidade quando a execução das armaduras dos pilares na fase de construção, decidiu-se utilizar apenas
um tipo de diâmetro de varões em toda a altura do pilar, como também se manteve o diâmetro dos cantos
igual ao das faces.

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5.1.11.2. Correção das vigas


No menu de edição das vigas selecionando uma das vigas assinalada como contendo erros temos:

Figura 34 - Edição de armaduras de vigas.

Para as vigas foi utilizado preferencialmente o diâmetro Ø10 e Ø12, com o mínimo 2 varões na armadura
superior e na armadura inferior, e quando necessário aumentar o numero de varões. Tudo isto tendo em
conta que os varões de aço utilizados na construção tem 12 metros de comprimento, sendo então em alguns
casos, necessário realizar emendas de armaduras. Os estribos serão preferencialmente em diâmetro Ø6
espaçados de 15 á 25 cm, podendo diminuir-se o espaçamento até 10 cm quando necessário.

Figura 35 - Vigas editadas no CYPE.


.

Relatório de Estágio 51
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5.1.11.3. Modificação das armaduras das lajes maciças

Aquando do cálculo da estrutura, o programa colocou armaduras base sobre toda a laje Ø8//20 e reforço de
Ø6//20 onde é necessário, isto é, onde a armaduras base é inferior a área de aço necessário para resistir os
esforços.

Figura 36 - Edição de armaduras inferior das lajes maciças.

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5.1.11.4. Edição do muro de suporte

Para o muro de suporte previsto, prevê-se armadura vertical de diâmetro Ø8//20 e armadura horizontal de
Ø6//20 em todo o muro.

Figura 37 - Edição de armaduras do muro de betão.


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5.1.11.5. Fundações

5.1.11.5.1. Sapatas

Uma vez que já se tem as secções dos pilares definidas, já podemos efetuar o dimensionamento da
fundação.
Para as fundações, estão previstas sapatas quadradas e retangulares em betão armado.

Na figura 38, vemos então o esquema de sapatas para os pilares e para o muro de suporte.

Figura 38 - Esquema das sapatas de fundação.


.

Para dimensionar corretamente as sapatas, temos de fazer a verificação uma a uma, alterando a geometria,
o diâmetro de armadura e o espaçamento da mesma se necessário. Para tal, teremos de proceder a edição
de sapatas, no menu apresentado na figura 39.

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Figura 39 - Edição de armaduras das sapatas.

5.1.11.6. Vigas de fundação

Por fim, procede-se à colocação de vigas de fundação de dimensão mínima, uma vez que a estrutura
cumpriu à segurança apenas com as sapatas.
As vigas de fundação estabelecem maior segurança à estrutura, por absorverem momentos provenientes
das excentricidades das sapatas, então achou-se correto em termos de segurança a colocação das mesmas.

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5.1.12. Modelo 3D

Após todos as verificações feitas e garantindo que a estrutura está em segurança, podemos obter um modelo
em três dimensões que nos permite visualizar o aspeto final do conjunto dimensionado.

Figura 40 - Modelo 3D do edifício.


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Figura 41 - Modelo 3D do edifício.


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5.1.13. Peças desenhadas

Todas as peças desenhadas serão apresentadas em anexo ao presente relatório.

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6. REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS

Depois de ter concluído o dimensionamento da estrutura, vai agora realizar-se o dimensionamento da rede
de abastecimento de água.

Trata-se então de um projecto de uma rede de abastecimento de água, referente à um Edifício de


Habitação, situada em Palmarejo cidade da Praia, sendo que este se encontra disposto 3 Pisos acima do
solo, verifica-se neste mesmo edifício a existência de dois pisos enterrados.

O projecto da rede predial de águas foi projectado para que seja assegurado o seu bom funcionamento
global, preservando-se a segurança, a saúde e o conforto dos utilizadores, de acordo com o Decreto
Regulamentar nº 26/95 de 23 de Agosto, Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de
Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR). Assim as redes foram dispostas
e dimensionadas de acordo com o referido Regulamento.

No que diz respeito a traçados, diâmetros, equipamentos e pormenores de execução, irão ser seguidas
todas as indicações das peças desenhadas e das condições técnicas.

6.1. REDE DE ÁGUAS

6.1.1. DESCRIÇÃO GERAL DO TRAÇADO DA REDE

A moradia será alimentada directamente a partir da conduta pública de abastecimento existente no


arruamento adjacente.

À entrada do lote será instalado um contador volumétrico principal em nicho próprio, que fará a contagem da
água. Este será dotado de uma válvula selada na posição de aberto a montante e uma válvula de
seccionamento a jusante. O ramal de distribuição com origem no nicho de contagem segue verticalmente em
prumada entre o piso térreo e o piso a alimentar.
Esta terá cinco reservatórios situado na cobertura com capacidade para 1000l (1.0 ton) e seis reservatórios
enterrado com capacidade para 2000l (2 ton).A jusante do reservatório enterrado será instalado cinco
eletrobomba para abastecimento do edifício e alimentação dos reservatórios situado na cobertura. Após o
revervatório, a rede alimentará as torneiras das instalações sanitárias e cozinha.

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Será instalada um termoacumulador eléctrico para a produção de água quente, na cozinha para cada
apartamento.
Face à constituição do edifício está previsto o estabelecimento de um ramal de ligação à rede pública com
um diâmetro de 40mm.

As tubagens terão a indicação de azul ou vermelho, representando a rede de abastecimento para consumo
de água fria e água quente, respectivamente e de acordo com as peças desenhadas.

O traçado da rede de distribuição será constituído por troços rectos, horizontais e verticais, ligados entre si
por acessórios apropriados, devendo os primeiros possuir uma inclinação aconselhável de 0.5%, de modo a
favorecer a circulação de ar.

Na instalação conjunta das tubagens de água fria e quente deverá separar-se de pelo menos 5 cm, sendo a
tubagem de água quente colocada a um nível superior da tubagem de água fria, as canalizações de água
quente serão colocadas, sempre que possível, paralelamente às de água fria e nunca abaixo destas.

As canalizações enterradas no solo serão assentes de modo a ficarem convenientemente apoiadas em todo
o seu comprimento e de modo a darem satisfação às disposições regulamentares quanto à sua localização e
recobrimento.

A rede geral de distribuição de água andará embebida na laje, no interior dos compartimentos e a rede
andará embebida nas paredes. O esquema de princípio que integra o projecto esclarece convenientemente a
distribuição de água.
Somente após verificadas as boas condições de execução e de assentamento é que se poderá proceder ao
tapamento de roços.

As figuras seguintes mostram o traçado em planta da rede predial de águas, temos rede de águas frias e
quentes, as primeiras assinaladas a azul e as segundas vermelho. Estas figuras apresentam-se em anexo.
De referir que estas imagens não têm uma escala definida, sendo meramente ilustrativas.

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Figura 42 - Traçado das redes de águas quentes e frias – Piso -2 e -1.

Figura 43 - Traçado das redes de águas quentes e frias – Piso 0, 1, 2 e cobertura.

6.1.1.1. Tubagens

As canalizações interiores da rede de distribuição poderão ser instaladas à vista, em galerias, caleiras, tectos
falsos, embainhadas ou embutidas. Deverão ser previstas liras de compensação de forma a prever as
oscilações da tubagem num eventual movimento da estrutura.

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As tubagens das canalizações de água serão em polipropileno copolímero random (PPR) com acessórios
do mesmo material e ligações por soldadura por difusão. As canalizações não embutidas são fixadas por
abraçadeiras em aço galvanizado, espaçadas em conformidade com as características do material. A
distância entre os apoios deverá respeitar os comprimentos máximos definidos no documento de
homologação quando este é exigido, ou em tabelas do fabricante nos restantes casos, em função da posição
da tubagem e dos respectivos diâmetros. Entre as braçadeiras e o tubo deve interpor-se uma junta de
material adequado, nomeadamente borracha resiliente, de forma a apoiar os tubos sem aperto, a possibilitar-
lhes pequenas deslocações sem constrangimento e evitar a transmissão de ruídos aos elementos da
construção.
O atravessamento de paredes e de pavimentos, ou de outros elementos quando previsto, será sempre
envolvido por uma manga em tubo de zinco ou de PVC que permita o seu livre movimento. A tubagem não
ficará no entanto em contacto com a referida manga devendo para tal interpor-se um anel de borracha ou de
plástico flexível.
Nos casos em que tal se justifique deve aquele espaço ser preenchido com material isolante térmico
devidamente protegido.
A instalação embebida em paredes e/ou pavimentos deverá ser envolvida em espuma elastomérica de 6 a
9 mm de espessura.
Nas montagens em que a tubagem fique acessível, à vista ou em ”courettes", deve deixar-se uma distância
de pelo menos 5 cm entre a superfície exterior do tubo, ou a do seu isolamento quando for o caso, e as
paredes ou tectos.
Os troços enterrados serão assentes sobre uma camada de areia de forma a obter um leito uniforme ou,
quando permitido pela Fiscalização, sobre o próprio terreno, depois de regularizado e isento de pedras e de
outros elementos eventualmente contundentes para a tubagem. Feito o assentamento desta procede-se ao
seu envolvimento com materiais seleccionados ou com reposição dos produtos escavados, depois de
cirandados se necessário, até à altura de 0.20 m medida a partir do extradorso da tubagem. A compactação
do material de aterro deve ser feita cuidadosamente de forma a não danificar a tubagem e a garantir a
estabilidade dos pavimentos.
Não é permitido o embutimento de tubagem no ”miolo" de lajes ou massames. Quando for indispensável
embeber a tubagem no pavimento, mediante indicação do projecto ou acordo da Fiscalização, ela deverá
situar-se na camada de recobrimento ou de regularização, interferindo o menos possível com a parte
estrutural.

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6.1.1.2. Válvulas

Estão instaladas válvulas:

 De seccionamento a montante do contador, sendo esta só manobrável pela entidade gestora


da rede.
 E à entrada dos ramais de distribuição nas caixas, instalações sanitárias, e a montante dos
autoclismos, esquentador, maquina de lavar loiça, e máquina de lavar roupa (se previstas).

6.1.1.3. Contador

Compete à entidade gestora a definição do tipo, calibre e classe metrológica do contador a instalar.

6.1.2. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO

6.1.2.1. Caudais

Os caudais de cálculo são determinados em função dos caudais instantâneos acumulados, tendo em
atenção um conforto normal dos utentes, bem como uma probabilidade de simultaneidade de funcionamento
dos diversos aparelhos, tendo-se utilizado o gráfico do Anexo V do Regulamento Geral dos Sistemas
Públicos e Prediais de Distribuição e de Drenagem de Águas Residuais.

Os caudais instantâneos fixados para cada dispositivo foram considerados de acordo com o Anexo IV do
Regulamento:

Dispositivos Caudais Instantâneos (l/s) Diâmetro (mm)


Lavatório Individual (Lv) 0.10 16
Bidé (Bd) 0.10 16
Banheira (Ba) 0.25 20
Autoclismo de bacia de retrete (Br) 0.10 16
Chuveiro (Ch) 0.15 20
Urinol (Mi) 0.20 20
Pia Lava Louça (Ll) 0.20 20
Máquina de Lava-louça (MLL) 0.20 20
Máquina de Lavar Roupa (MLR) 0.20 20

Tabela 3 - Caudais Mínimos nos Dispositivos de Utilização Água Fria ou Quente.

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O método de determinação dos caudais de cálculo baseou-se em curvas de transformação de caudais


acumulados, através das seguintes expressões analíticas:

Qcalc  0,5469* Qacum


0.5137
Quando Qacum ≤ 3.5

Qcalc  0,5226* Qacum


0.5364
Quando 25 ≥ Qacum > 3.5

Qcalc  0,2525* Qacum


0.7587
Quando 500 ≥ Qacum > 25

Onde:

Qcalc – Caudal de cálculo (l/s).

Qacum – Caudal acumulado resultante da soma dos caudais instantâneos, troço a troço.

6.1.2.2. Diâmetros

Os diâmetros das tubagens são determinados em função do caudal de cálculo, da velocidade de escoamento
e perda de carga nas tubagens, o cálculo dos diâmetros foi obtido pela seguinte fórmula:

Sendo:
 Dc - Diâmetro de cálculo (mm)
 Qc - Caudal de cálculo (l/s)
 V - Velocidade (m/s)

Os diâmetros escolhidos encontram-se dentro dos limites preconizados pela legislação em vigor e de acordo
com o Documento de Homologação do fabricante.

6.1.2.3. Velocidades

As velocidades de escoamento nas tubagens foram obtidas em função do caudal de cálculo e de acordo
com o Art.º 94.º, ou seja, 0.5 ≤ V ≤ 2.0 m/s, no entanto, foram evitadas velocidades de escoamento que não
sejam excepcionalmente baixas de forma a evitar a formação de depósitos nas canalizações e

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consequentemente de incrustações, nem superiores a 2.0 m/s de modo a precaver golpes de aríete e
vibrações na rede de distribuição. Foram calculadas pela fórmula seguinte:
Qc

QC   com 2
V 
A 4
Onde:
 Øcom – Diâmetro comercial (mm);
 Qc – Caudal de cálculo (l/s);
 V – Velocidade (m/s);
 A – Área da secção da tubagem (m2).

6.1.2.4. Perdas de carga

As perdas de carga unitárias foram obtidas da fórmula de Flamant:

J  4b.v 7 4 .D 5 4
Onde:
 J – Perda de carga (m/m);
 b – Factor caracterizador da rugosidade da tubagem;
 V – Velocidade (m/s);
 Ø – Diâmetro (m).

As perdas de carga localizadas tais como: curvas, tês, uniões, etc., foram tomadas como 20% da perda de
carga unitária. Assim os valores da perda descarga que figuram nos quadros são já afectados por este factor.

6.1.2.5. Tabelas de Dimensionamento

As tabelas que se seguem em anexo, apresentam o dimensionamento hidráulico da rede predial de águas
frias e quentes, os troços apresentados nas tabelas, estão marcados nas plantas que servem de base ao
dimensionamento.

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6.2. REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS E PLUVIAIS

Trata-se então de um projecto de licenciamento de uma rede de drenagem de águas residuais domésticas,
referente ao edifício de Habitação.

Todas as soluções propostas respeitam a regulamentação nacional vigente, nomeadamente o Regulamento


Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais
(Decreto Regulamentar n.º 23/95, de 23 de Agosto) e as normas técnicas correntemente seguidas em estudo
de índole semelhante, propondo-se critérios de dimensionamento que se encontram devidamente
comprovados pela experiência.

No que diz respeito a traçados, diâmetros, equipamentos e pormenores de execução, irão ser seguidas todas
as indicações das peças desenhadas e das condições técnicas.

6. 2.1. ÁGUAS RESIDUAIS DOMÉSTICAS

6. 2.1.1. Descrição geral do traçado da rede

A rede de drenagem de águas residuais integra a recolha e escoamento das águas residuais provenientes das
instalações sanitárias, nos vários pisos, para posterior descarga à fossa séptica.
Os efluentes recolhidos nos pisos superiores serão conduzidos ao piso -1 por intermédio de tubos de queda
que conduzem as águas residuais domésticas para a rede de colectores enterrados, associada a câmaras de
visita, que se desenvolve no interior do edifício.
Todos os dispositivos de utilização serão sifonados. Os sifões destinados aos sistemas de águas residuais
domésticas deverão possuir fecho hídrico não inferior a 50 mm, nem superior a 75mm. Os lavatórios e bases
de duches terão ramais de descarga a ligar a uma caixa de pavimento sifonada e que ligará ao tubo de queda.
As sanitas serão de descarga à parede, sendo essa descarga munida de curva para fazer a ligação directa ao
tubo de queda instalado na parede.

Todas as câmaras de inspecção possuirão tampas amovíveis, com classe de resistência mecânica adequada
ao piso onde serão integradas, e com possibilidade de revestimento de acordo com o acabamento do
pavimento, mas que possibilitarão as diversas operações de limpeza e manutenção. As câmaras de inspecção
com tampas enterradas deverão ter um marco de sinalização de centro da câmara.

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O afastamento máximo entre câmaras de visita consecutivas dos colectores não deverá em geral exceder 15
m.
A rede de drenagem de águas residuais domésticas será executada em tubagem de Policloreto de Vinilo (PVC)
rígido, para uma classe de pressão 0.4 MPa (4 kg/cm2). Os ramais de ligação à fossa séptica e os colectores
enterrados serão em PVC da classe de pressão 0.6 MPa (6 kg/cm2).

As figuras seguintes mostram o traçado em planta do sistema predial de águas residuais, o qual deu base ao
dimensionamento que mais à frente se apresenta. As figuras são ainda apresentadas em anexo, sendo que
estas são meramente ilustrativas não tendo uma escala definida.

Figura 44 - Traçado da rede de drenagem de águas residuais – Piso -2 e -1.

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Figura 45 - Traçado da rede de drenagem de águas residuais – Piso 0, 1, 2 e Cobertura.

6. 2.1.2. Tubagens

As características dos materiais devem cumprir com o prescrito no documento de homologação.


Os tubos não devem apresentar fissuras, bolhas ou outras irregularidades, devem ter uma cor uniforme
bem como superfícies (interior e exterior) lisas e sem defeitos. Devem também apresentar inscrito de
modo bem visível a marca, o diâmetro nominal e a classe de pressão.

6. 2.1.3. Caudais de descarga

Os caudais de descarga adoptados são os indicados no anexo XIV do regulamento.

6. 2.1.4. Ramais de descarga

Os Ramais de descarga farão a ligação dos aparelhos ao tubo de queda, ou às caixas de pavimento
sifonadas. No seu cálculo dimensionamento hidráulico-sanitário, teve-se em conta o caudal de cálculo obtido
a partir dos caudais de descarga e os coeficientes de simultaneidade definidos pela curva constante no anexo
XV do regulamento, bem como a rugosidade do material (PVC rígido), risco de perda do fecho hídrico e as
inclinações situando-se entre 10 e 40 mm/m.

Os diâmetros dos ramais de descarga individuais, verificam os mínimos constantes do anexo XIV do
regulamento foram adotados os diâmetros.

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O Traçado dos ramais é feito por troços retilíneos unidos por curvas de concordância, ou por caixas de
reunião. A ligação de vários aparelhos sanitários a um mesmo ramal de descarga é feita através de uma
caixa de reunião, de piso e sifão. Os ramais de descarga de sanitas e de águas de sabão são independentes.
O sistema de ventilação dos sifões é o primário através dos tubos de queda. O material a aplicar é o PVC PN
4 kg/m2.

6. 2.1.5. Tubos de Queda

Tem por finalidade a ligação dos ramais aos coletores prediais. Os seus caudais de cálculo são baseados
nos caudais de descarga dos aparelhos que servem.
O seu dimensionamento hidráulico-sanitário, foi feito tendo em conta a taxa de ocupação regulamentar
para o sistema primário de ventilação adotado, de acordo com a tabela do anexo XVII e XVIII do
regulamento.

O diâmetro mínimo é maior ou igual ao maior diâmetro dos ramais de descarga que a ele ligam, com um
mínimo de 50 mm. O seu traçado é vertical com diâmetro único, e não sendo possível evitar mudanças de
direção estas serão feitas por curvas de concordância, cujo valor da translação não excede 10 vezes o
diâmetro do tubo de queda.

 A abertura para o exterior do tubo de queda deve:

Localizar-se-á a 0,50 m acima da cobertura da edificação, ou quando em terraço, 2m acimado seu nível;
exceder 0,20 m acima do capelo da chaminé, que se situe a uma distância Inferior a 0,50 m; elevar-se, pelo
menos, 1m acima das vergas dos vãos de qualquer porta, janela ou fresta de tomada de ar; ser protegida
com rede para impedir a entrada de matérias sólidas ou pequenos animais.

 Serão instaladas bocas de limpeza em:

Nas mudanças de direção, próxima das curvas de concordância. Na vizinhança da mais alta inserção
dos ramais de descarga, em cada piso. Na sua parte inferior, junto à curva de concordância com o coletor
predial, quando não for possível a instalação de câmara de inspecção. O seu diâmetro é no mínimo igual ao
do tubo de queda; Devem ser instaladas em locais de fácil acesso.

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6. 2.1.6. Descargas

Os tubos de queda ligam aos coletores prediais através de curvas de concordância com raio não inferior ao
triplo do seu diâmetro, e a sua inserção far-se-á através de forquilhas ou câmaras de inspeção, a uma
distância não superior a 10 vezes o diâmetro do tubo de queda.

6. 2.1.7. Sifões

Serão instalados sifões nos aparelhos, ou inseridos na caixa de reunião de pavimento para sifonagem
coletiva. O seu diâmetro será o do ramal de descarga individual, e o seu fecho hídrico mínimo de 50 mm.
Serão instalados verticalmente, e quando não instalados nos aparelhos (caixa de reunião, para aguas de
sabão) serão instalados a uma distância não superior a 3 m.

6. 2.1.8. Dispositivos de Descarga

Todas as bacias de retrete, urinóis, e similares, serão providos de autoclismo, ou fluxómetro, instalados a
um nível superior à daqueles aparelhos.

6. 2.1.9. Colectores prediais

Os colectores prediais têm por finalidade a recolha das águas residuais provenientes dos tubos de queda,
e ramais de descarga, e a sua condução para o ramal de ligação.

No seu dimensionamento hidráulico-sanitário, a meia secção. Teve-se em conta, os caudais de cálculo,


obtidos a partir do somatório dos caudais de descarga dos aparelhos e coeficientes de simultaneidade
regulamentares, inclinações entre 10 e 40 mm/m, a rugosidade do material (PVC rígido).

O seu diâmetro será maior ou igual ao das canalizações a ele ligado com um mínimo de 100 mm. Serão
enterrados em vala própria, e sendo o afastamento máximo entre colectores de 15m.

6. 2.1.10. Câmara de inspeção

Se existir, será rectangular. A sua dimensão mínima em planta, para alturas inferiores a 1,00 m, é de 80%
da sua altura, medida da soleira ao pavimento.
Para profundidades superiores a 1,00 e inferior a 2,5 m a sua dimensão em planta será de 1,00m. Para
profundidades superiores a 1,25 m a sua dimensão será de 1, 25m.

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6. 2.1.11. Ramal de Ligação

Se existir o ramal de ligação tem início na câmara de ramal de jusante da rede de coletores prediais, e fará
a ligação á rede pública de saneamento, se esta existir. Se não existir fará a ligação à fossa séptica.

No seu dimensionamento, a meia secção, têm-se em conta: Os caudais de descarga dos aparelhos,
coeficientes de simultaneidade regulamentares, inclinações entre 2% e 4%. O diâmetro mínimo é de 110 mm.

Quando aplicável, a sua inserção na rede pública será feita para as câmaras de visita, ou para o colector,
através de forquilha, com um angulo de incidência, igual ou superior a 67º e 30´, no sentido do escoamento.
O seu traçado será rectilíneo tanto em perfil como em planta. O material será o PVC rígido.

6. 2.2. Dimensionamento hidráulico-sanitário e Modelo de Cálculo

O dimensionamento da rede de esgotos domésticos foi feito com base no " Regulamento Geral dos
Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais".

O método de cálculo baseia-se nos seguintes caudais de descarga atribuídos a cada aparelho sanitário:

Aparelho Caudal de Descarga (l/min)

Lavatório 30
Duche 30
Banheira 60
Bidé 30
Bacia de retrete (sanita) 90
Pia lava louça 30
Máquina de lavar louça 60
Máquina de lavar roupa 60

Tabela 4 - Caudais de Descarga dos Aparelhos e Equipamentos Sanitários.

No dimensionamento dos diversos elementos não individuais das redes prediais de drenagem de águas
residuais domésticas foi considerada a possibilidade de funcionamento não simultâneo da totalidade dos
aparelhos e equipamentos sanitários afluentes considerando-se na determinação do caudal de cálculo o
coeficiente de simultaneidade mais adequado. Para isso, foi utilizada em geral a seguinte expressão

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matemática:

1
Qcalc   Qacumul .
k 1

Em que:

k  Número de dispositivos de consumo

Qacumul .  Caudal acumulado

Qcalc  Caudal de cálculo

6. 2.2.1. Ramais de descarga individuais

Para os ramais de descarga adoptaram-se os recomendados pelo Decreto regulamentar n.º 23/95, de 23 de Agosto,
Art.º 212º. Na tabela seguinte podem ser observados os diâmetros mínimos dos ramais de descarga individual.

Aparelho Caudal de Descarga (l/min) Dcom (mm)

Lavatório 30 40
Chuveiro 30 40
Banheira 60 50
Bidé 30 40
Bacia de retrete (sanita) 90 90
Pia lava louça 30 50
Máquina de lavar louça 60 50
Máquina de lavar roupa 60 50
Tabela 5 - Caudais de descarga e respectivo diâmetro.

Contudo deve-se ter em conta as distâncias mínima dos sifões às secções ventiladas e os declives devem
ser compreendidos entre 1% e 4%.

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6. 2.2.2. Tubos de queda

Para o dimensionamento dos tubos de queda indicados, avaliaram-se os caudais de cálculo em função dos
caudais acumulados, adopção de taxas de ocupação regulamentares e compatíveis com a dispensa de
ventilação secundária (Anexo XVII) do RGSPPDADAR.

D (mm) Taxa de Ocupação


50 1/3
50-75 1/4
75-100 1/5
100-125 1/6
125 1/7

Tabela 6 - Taxas de Ocupação dos Tubos de Queda.

Os tubos de queda foram dimensionados tendo em atenção a seguinte expressão:


3 5
tq  4.4205 Qcalc 8  Ts 8

Em que:

tq  Diâmetro do tubo em queda em (mm)

Qcalc  Caudal de cálculo (l/min)

Ts  Taxa de ocupação

No dimensionamento dos tubos de queda evitou-se a introdução de ventilação secundária, adoptando-se


taxas de ocupação de acordo com o Anexo XVII do RGSPPDADAR.
De modo a evitar ruídos no interior dos tubos de queda, estes foram dimensionados de acordo com a
relação:
Qc
 2.5

Em que:
Qc  Caudal de cálculo
  Diâmetro tubo em queda

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6. 2.2.3. Colectores da rede horizontal

Para dimensionamento dos colectores, avaliaram-se os caudais de cálculo em função dos caudais
acumulados, declividades compreendidas entre 10 e 40 mm/m e escoamentos a meia secção para as águas
fecais.
O dimensionamento hidráulico dos colectores prediais foi efectuado através da expressão de Manning-
Strickler.
1 2
Q  KS  I 2
R 3
S
Onde:
Q  Caudal de cálculo (m3 /s)
1
K  Constante de rugosidade (m 3  s-1 )
R  Raio hidráulico (m)
I  Inclinação (%)

S  Secção da tubagem (m2 )


O caudal de cálculo é em função do caudal acumulado e do coeficiente de simultaneidade e as inclinações
das tubagens.

6. 2.2.4. Tabelas de Dimensionamento

As tabelas do dimensionamento dos tubos de queda e dos colectores da rede horizontal que ligam as
caixas de visita, será apresentado em anexo. A rede foi dimensionada com base nos desenhos em anexo, e
neles estão marcados os tubos de queda e os troços dos colectores horizontais.

6. 2.2.5. Peças desenhadas

Todas as peças desenhadas serão apresentadas anexado ao presente relatório.

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7. CONCLUSÃO/DISCUSSÃO

Fazendo uma análise mais específica dos trabalhos transcritos para o presente relatório, e no que diz
respeito ao dimensionamento de um edifício, tendo em conta a análise estrutural, esta ultima foi
realizado com auxílio da ferramenta informática CYPECAD. Os materiais escolhidos e suas respetivas
características, são os mais usualmente adotados na construção. O dimensionamento feito, foi em
grande parte realizado através de regras empíricas resultantes da experiência, mas que em caso algum
põem a segurança da estrutura em causa.

Quando da realização do dimensionamento, surgiram algumas dificuldades, nomeadamente aquando


da edição dos elementos estruturais (pilares, vigas, lajes, sapatas), tendo algumas vezes de proceder a
um dimensionamento por hipóteses até verificar a segurança de alguns dos elementos estruturais.

No que diz respeito ao projeto de águas de abastecimento, e ao projeto de drenagem de águas


residuais e pluviais, ambos foram realizados adotando mais uma vez os materiais mais utilizados na
construção em Cabo Verde (PPR e PVC), tendo em conta os regulamentos vigentes. Quanto às
dificuldades encontradas, residem principalmente na conceção dos desenhos das redes, em que por
vezes não era simples encontrar o traçado mais económico, e que permitisse uma materialização em
obra mais simples.
As atividades realizadas no estágio, foram em maioria relacionadas com estudos técnicos em gabinete,
tendo por isso tido pouca perceção da passagem para prática. No entanto julgo ser uma ótima
experiência, dado que o projeto é algo que antecede sempre a conceção de uma obra, permitindo ter o
conhecimento das bases para melhor entendimento na fase de materialização.

O estágio em gabinete permitiu-me adquirir mais conhecimentos teóricos, simplificar todos os


conhecimentos adquiridos no ensino superior, aumentar os conhecimentos sobre os regulamentos,
aperfeiçoar a minha conceção de desenhos técnicos e aumentar conhecimentos no que diz respeito a
ferramentas informáticas de análise estrutural (CYPECAD).
Após ter efetuado o meu estágio curricular, que me permitiu fazer a transição da vida académica para a
vida profissional, julgo ter assimilado as exigências da vida profissional, tendo no entanto perceção que
ainda tenho pouca experiência, sendo esta fundamental para alcançar a excelência no ramo da
engenharia civil.

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8. Bibliografia

 "Tabelas Técnicas", J. S. Brazão Farinha e A. Correia dos Reis, edição ED. TÉCNICAS, 2012.

 “Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem


de Águas Residuais

 “Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado (REBAP) ”

 NP EN 1992-1-1, “Eurocódigo 2: Projeto de estruturas de betão – Parte 1-1:


Regras gerais e regras para edifícios”, 2010.

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9. ANEXO

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