DE LUCA, T. R. História dos, nos e por meio dos periódicos. In: PINSKY, C. B.
(org.). Fontes Históricas. São Paulo; Contexto, 2005. p. 111-153.
FICHAMENTO
Fontes Impressas
História dos, nos e por meio dos periódicos.
HISTÓRIA DOS, NOS E POR MEIO DOS PERIÓDICOS
Tania Regina de Luca
(p. 111)
Na década de 1970 já existia grande preocupação em se fazer uma história da
imprensa, mas ainda se relutava em se fazer uma história por meio da imprensa.
Isso se explica pela tradição da “busca pela verdade histórica” intermediada pelos
documentos;
As fontes do historiador deveriam ser marcadas pela objetividade, neutralidade,
fidedignidade, credibilidade e serem distanciadas de seu próprio tempo,
características muito discrepantes quando se pensa na natureza dos jornais,
considerados à época pouco adequados para o acesso ao passado, já que era
considerado algo contaminado por paixões, interesses e compromissos. (p. 112);
A História Nova e além (p. 112)
Novos problemas, objetos e abordagens foram propostos pela Escola dos Annales.
Novas fronteiras – mais difíceis de precisar – e inéditos aportes analíticos
provenientes de outras Ciências Humanas trouxeram novas possibilidades de
enfoques metodológicos à História;
(p. 113)
O território da História passa a ser permeado por questões que antes não se faziam
presentes: cotidianidade, os jovens, as mentalidades, filmes, o corpo, festas, etc.
A disciplina se fragmenta e o projeto de uma História total perde força;
Essas transformações foram responsáveis pela modificação a própria concepção
de documento e sua crítica, cujos pontos essenciais formas sistematizados pelo
historiador francês Jacques Le Goff;
Também entra nesse novo panorama a transformação do marxismo, a nova
esquerda, como por exemplo os estudos de Hobsbawn e E.P. Thompson.
Abandono da ortodoxia economicista, aceitação da importância dos elementos
culturais. E.P. Thompson faz uma “revolução copernicana” ao propor uma
história feita do ponto de vista dos vencidos, uma “história vista de baixo”;
(p. 114)
Fortalecimento da História Cultural, tributária da antropologia e amparada nos
estudos de práticas e representações sociais;
Virada linguística ou desafio semiótico: polêmicas geradas a partir da afirmação
de que não há referências externas ao próprio discurso. Antoine Prost: “Não se
interessará tanto pelo que o texto diz, mas pela maneira como diz, pelos termos
que utiliza, pelo campo semântico que traça.” (também pelos interditos, pelas
zonas de silêncio que estabelecem.
Historiadores passam a fazer história do tempo presente (anteriormente exclusiva
de jornalistas e sociólogos). René Rémond propõe uma formulação que liberta a
abordagem do político como algo similar ao efêmero;
A História Cultural e História Política renovada estão no centro de uma renovação
historiográfica no período referido: Cultura política e política cultural (Rioux e
Sirinelli);
Questão: diante do quadro sempre mutável de desafios e inquietações teórico-
metodológicas, que lugar a historiografia brasileira tem reservado à imprensa?;
A imprensa sob suspeição (p. 115)
(p. 116)
Alerta quanto ao uso ingênuo e instrumental do jornal quando este é tomado como
mero receptáculo de informações a serem selecionadas, extraídas e utilizadas ao
bel prazer do pesquisador. A falta de objetividade não é um atributo exclusivo dos
jornais quando esses são tomados como fontes, já que objetividade é um atributo
que nenhum vestígio do passado pode apresentar. Seguia, assim, o desprezo que
profissionais da área de história nutriam por fontes como a imprensa. (p. 116-
117);
(p. 117)
Ana Maria de Almeida Camargo: “Corremos o grande risco de ir buscar em um
periódico precisamente aquilo que queremos confirmar, o que em geral acontece
quando desvinculamos uma palavra, uma linha ou um texto inteiro de uma
realidade”;
Apesar do balanço pouco animador, a autora defendeu com veemência as
possibilidades ensejadas pelos jornais, que ela mesma se incumbiu de evidenciar
a partir da análise dos trabalhos que até aquele momento (final dos anos 1960)
haviam se valido de maneira sistemática dessas fontes;
Nelson Werneck Sodré: um dos poucos a abordar a história da imprensa brasileira
desde os seus primórdios até os anos 1960;
A imprensa como objeto (p. 118)
Deslocamento do estatuto da imprensa nos anos 1970: juntamente com a história
da imprensa e por meio da imprensa, o próprio jornal se tornou objeto da
pesquisa histórica;
A partir da tomada do jornal como objeto da pesquisa histórica, tem-se, por
exemplo, a adoção de uma perspectiva de que a imprensa é primordialmente um
instrumento de manipulação de interesses e de intervenção na vida social. A
pesquisa de Capelato e Prado evidenciou no jornal O Estado de São Paulo a
função de porta-voz do interesse de classes.
Trabalho, cidade e imprensa (p. 119)
História do movimento operário feita a partir de jornais sem periodicidade fixa,
sem receita publicitária e que em geral se sustentava com financiamento dos
próprios leitores para sobreviver (pesquisa de Maria e Nazareth Ferreira).
Respostas para as mais diversas questões que envolvem os segmentos militantes
do operariado puderam ser encontradas a partir desses jornais, panfletos e revistas,
instrumentos de arregimentação e politização;
A imprensa operária continuou a ser um manancial imprescindível na renovação
da disciplina histórica quando esta se voltou para as questões de gênero, etnia,
raça, identidade, modos de vida, experiências e práticas cotidianas, formas de
lazer e sociabilidade e a produção teatral e literária (p. 119-120);
(p. 120)
Uso da imprensa nas pesquisas acerca da imigração;
Pesquisas acerca das relações entre o trabalho industrial e o espaço urbano forma
perscrutadas por meio da imprensa (Heloísa Cruz);
A imprensa periódica passou a servir os historiadores, espaço por onde se
formularam, se discutiram e se articularam projetos de futuro;
O novo cenário urbano do século XX abrigava uma série de publicações
periódicas;
“Tempos eufóricos”: revistas, imagem, publicidade... (p. 121)
Considerações sobre o tipo de impresso “revista;
(p. 122)
Ana Luiza Martins: esclarecimentos sobre as condições de produção de revistas;
Maria Celeste Mira: Análise da segmentação mais contemporânea da análise de
revistas, a sua relação com a construção de identidades a partir do consumo;
(p. 123)
Publicidade como principal fonte de recursos da imprensa periódica, se
articulando com as novas demandas da vida urbana do início do século XX -
Revistas;
O anúncio trilhou novos caminhos com relação à estrutura e linguagem;
Importância da publicidade na compreensão da paisagem urbana e das
representações e idealizações históricas – pesquisa de Márcia Padilha;
A ilustração com ou sem fins comerciais tornou-se parte indissociável de jornais
e revistas e os historiadores incumbiram-se de transformá-la em outro fértil veio
de pesquisa;
Ana Maria Mauad: valeu-se da perspectiva histórico-semiótica da mensagem
fotográfica para discutir os quadros de representação social e os códigos de
comportamento da classe dominante carioca na primeira metade do século XX;
A imprensa e o mundo das letras (p. 123)
Imbricamento entre História e Literatura:
(p. 124)
Sérgio Miceli: preocupado em discernir o processo de constituição do campo
intelectual no Brasil, acabou por pesquisar a relação entre homens de letras e a
imprensa. Em sua perspectiva, no início do século XX o ofício de jornalismo se
equipara com o de escritor, sendo vários literatos também jornalistas. As
atividades desses intelectuais, não raro, se relacionavam com as demandas
políticas de grupos oligárquicos proprietários de jornais e controladores do acesso
ao cenário político;
(p. 126)
As propostas estéticas, culturais e científicas dos jornais e revistas não se
dissociam de batalhas e perspectivas sociopolíticas, como sugere o trabalho de
Lilia Schwarcz;
Imprensa, gênero e infância (p. 126)
Relação estreita entre a diversificação das temáticas historiográficas e a escolha
dos periódicos como fonte de pesquisa. Estudos de gênero corroboram a
afirmação anterior;
Dulcília Buitoni: evidenciou as potencialidades da imprensa para a apreensão do
lugar reservado às mulheres em diferentes épocas;
Joana Maria Pedro: Compôs um quadro vivo de estereótipos construídos de
mulheres “honestas” e “faladas” através da imprensa de Desterro/Florianópolis
entre 1880 e 1920. Minucioso trabalho de crítica das fontes que constitui
importante contribuição metodológica;
Carla Bassanezi: analisou mudanças e permanências que marcaram as relações
homem-mulher entre 1945 e 1964 em jornais e revistas (p. 126 – 127);
(p. 127)
Integrantes do Movimento Nacional de Direitos Humanos: coleta de notícias
sobre homicídios e problematização de dados relacionados à violência contra as
mulheres e em torno o discurso jornalístico e sua pretensa neutralidade e
objetividade;
O problema da recepção: pesquisa de Zita de Paula Rosa que aborda as imagens
da mulher e da família na revista O Tico-Tico, pontuando as transformações que
experimentaram ao longo de meio século de circulação da revista (p. 127 – 128);
(p. 128)
Gonçalo Júnior: pesquisa sobre a trajetória das histórias em quadrinhos no Brasil;
Imprensa, política e censura (p. 128)
Renovações na História política tornaram indispensável o uso da imprensa;
Imbricações da História política com a História Cultural;
Uso da imprensa em estudos sobre comunismo e anticomunismo no Brasil
(Bethânia Mariani e Rodrigo Motta);
(p. 129)
Revista Seleções e a disseminação dos valores e modo de vida norte-americano
no Brasil. América Latina vista como um “novo oeste” a ser civilizado;
Censura e “auto mordaça” da imprensa de acordo com o contexto (Estado Novo,
por exemplo;
Censura à imprensa imposta pelo regime militar entre os anos 1960 e 1980.
Colaboracionismo e autocensura da imprensa no período;
(p. 130)
Ilegalidade e perseguição à imprensa política militante no período do regime
militar;
Uso da imprensa aumentou a ponto de tornar um dos traços distintivos da
produção acadêmica a partir de 1985. Uso frequente da imprensa em História nos
anos 1980;
Pertinente listar alguns aspectos metodológicos que têm guiado a utilização da
imprensa como fonte em História (a seguir);
Técnicas de impressão e lugar social da imprensa (p. 131)
A materialidade dos jornais ao longo do tempo: variedade de formatos, tipos de
papel, qualidade de impressão, cores imagens;
Correio Braziliense: a versão original foi publicada de 1808 a 1822. Impresso em
Londres para fugir da rígida censura portuguesa;
As definições hoje correntes, que reservam a definição jornal para a publicação
diária, em folhas separadas e a definição revista para as de periodicidade mais
espaçada, enfeixadas por uma capa e com diversidade temática não esgotam essa
diferenciação, já que sempre se pode citar jornais semanais e seu afã de também
tudo abarcar, ou as revistas extremamente especializadas. As classificações
abstratas e generalizantes, por muito útil que sejam, não prescindem da
caracterização específica construída a partir da análise do próprio corpo
documental selecionado, das funções auto-atribuídas, em articulação constante
com a sociedade, o tempo e o espaço no qual a fonte se inscreve. Em outras
palavras as diferenças na apresentação física e estruturação do conteúdo não se
esgotam em si mesmas, antes apontam para outras, relacionadas aos sentidos
assumidos pelos periódicos no momento de sua circulação (p. 131-132);
A materialidade dos impressos (p. 132)
Variação na aparência dos periódicos: Resultado da interação entre métodos de
impressão disponíveis no momento e o lugar social ocupado pelos periódicos;
É importante estar alerta para os aspectos que envolvem a materialidade dos
impressos e seus suportes, que nada têm de natural. Das letras miúdas
comprimidas em muitas colunas às manchetes coloridas e imateriais nos vídeos
dos computadores há avanços tecnológicos, mas também práticas diversas de
leitura;
Historicizar a fonte requer ter em conta, portanto, as condições técnicas de
produção vigentes e a averiguação, dentre tudo que se dispunha, do que foi
escolhido e por quê. É óbvio que as máquinas velozes que rodavam os grandes
jornais diários do início do século XX não eram as mesmas utilizadas pela
militância operária, o que conduz a outro aspecto do problema: as funções sociais
desses impressos.
(p. 133)
Até a chegada da família real em 1808 a tipografia era proibida no Brasil e aqueles
que se atreveram a violar as regras forma duramente perseguidos. Gazeta do Rio
de Janeiro: primeiro jornal legalmente impresso no Brasil. Informava atos do
governo e notícias do exterior cuidadosamente filtradas pelos censores;
Papel fundamental do Correio Braziliense: a Gazeta era a porta-voz da ordem
estabelecida e Hipólito tinha como objetivo influenciar os brasileiros
direcionando-os no sentido das ideias liberais, informa-los do que se passava no
mundo, chamar atenção para o caráter daninho do Absolutismo ou de qualquer
forma de despotismo. Boa parte do jornal era dedicado a criticar e a comentar
acerca das autoridades portuguesas e os seus equívocos administrativos;
Imprensa brasileira no século XIX: de caráter doutrinário, defesa apaixonada de
ideias e intervenção no espaço público. Contingente diminuto de leitores devido
às altas taxas de analfabetismo. O caráter comercial da atividade era secundário,
estando ela mais concentrada a divulgação de ideias e em dar publicidade a
propostas. A imprensa desempenhou papel importante em momentos decisivos
como a Independência, a Abdicação de D. Pedro I, a Abolição e a República;
Imprensa ilustrada (p. 134)
Ilustração: essencial para a diversificação, impulso e popularização do impresso
periódico, sobretudo em um país de rarefeito público leitor. Manoel de Araújo
Porto-Alegre introduziu essa novidade nas páginas do Jornal do Comércio;
História da caricatura (Herman Lima) e posterior adensamento da história por
meio e da própria representação do humor;
Imprensa e lucros (p. 136)
Os novos métodos de impressão permitiram expressivo aumento de tiragens
melhora da qualidade e barateamento dos exemplares, que atingiam regiões cada
vez mais distantes graças aos avanços do sistema de transportes, que agilizavam
o sistema de distribuição. Aos imperativos ditados pela busca de produtividade e
lucro aliava-se a intenção de oferecer aos consumidores uma mercadoria atraente,
visualmente aprimorada, capaz de atender aos anseios da crescente classe média
urbana e dos novos grupos letrados (p. 137 - 138);
(p. 138)
A fatura dos matutinos começou a exigir gama variada de competências, fruto da
divisão do trabalho e da especialização: repórteres, desenhistas, fotógrafos,
articulistas, redatores, críticos, revisores, além dos operários encarregados da
impressão propriamente dita. Esses artífices da palavra e da imagem encontravam
na imprensa atraentes oportunidades de profissionalização, conforme já
destacado;
Consagra-se a ideia de que o jornal cumpre a nobre função de informar ao leitor
o que se passou, respeitando rigorosamente a “verdade dos fatos”. Mudança sem
volta, em que se pese o percurso atribulado do jornal-empresa e os limites do seu
grau efetivo de mercantilização diante dos entraves de caráter político,
socioeconômico e cultural;
A prática jornalística vigente nos dias de hoje é atribuída à refoma do Jornal do
Brasil nos anos 1950 (pesquisadora Alzira Abreu);
Em síntese, os aspetos até agora destacados enfatizaram A FORMA COMO
OS IMPRESSOS CHEGARAM ÀS MÃOS DOS LEITORES, sua
APARÊNCIA FÍSICA (formato, tipo de papel, qualidade da impressão,
capa, presença/ausência de ilustrações), a estrutura e a divisão do
CONTEÚDO, as RELAÇÕES QUE MANTEVE (OU NÃO) COM O
MERCADO, a PUBLICIDADE, o PÚBLICO que visava atingir, os objetivos
propostos. Condições materiais e técnicas em si dotadas de historicidade, mas
que se engatam a contextos socioculturais específicos que devem permitir
LOCALIZAR A FONTE ESCOLHIDA NUMA SÉRIE, UMA VEZ QUE
ESTA NÃO SE CONSTITUI EM UM OBJETO ÚNICO E ISOLADO.
Noutros termos, O CONTEÚDO EM SI NÃO PODE SER DISSOCIADO DO
LUGAR OCUPADO PELA PUBLICAÇÃO NA HISTÓRIA DA
IMPRENSA, tarefa primeira e passo essencial das pesquisas com fontes
periódicas (p. 138 - 139);
O conteúdo e os idealizadores (p. 139)
O historiador, de sua parte, dispõe de ferramentas provenientes da ANÁLISE DO
DISCURSO eu problematizam a identificação imediata e linear entre a narração
do acontecimento e o próprio acontecimento, questão, aliás, que está longe de ser
exclusiva do texto da imprensa;
(p. 140)
O pesquisador de jornais e revistas trabalha com o que se tornou notícia, o que
por si só já abarca um espectro de questões, pois será preciso DAR CONTA DAS
MOTIVAÇÕES QUE LEVARAM À DECISÃO DE DAR PUBLICIDADE
A ALGUMA COISA. Entretanto, ter sido publicado implica ATENTAR PARA
O DESTAQUE CONFERIDO ao acontecimento, assim como para o local em
que se deu a publicação: é muito diverso o peso do que figura na capa de uma
revista semanal ou na principal manchete de um grande matutino e o que fica
relegado às páginas internas.
Em síntese, os discursos adquirem significados de muitas formas, inclusive
pelos procedimentos tipográficos e de ilustrações que o cercam. A ênfase em
certos temas, a linguagem e a natureza do conteúdo tampouco se dissociam do
público que o jornal ou revista pretende atingir;
Jornais e revistas não são, no mais das vezes, obras solitárias, mas
empreendimentos que reúnem um conjunto de indivíduos, o que os torna projetos
coletivos, por agregarem pessoas em torno de ideias, crenças e valores que se
pretende difundir a partir da palavra escrita. (...) daí a importância de se
identificar cuidadosamente o grupo responsável pela linha editorial,
estabelecer os colaboradores mais assíduos, atentar para a escolha do título
e para os textos programáticos, que dão conta das intenções e expectativas, além
de fornecer pistas acerca da leitura de passado e de futuro fornecida por seus
propugnadores;
Igualmente importante é INQUIRIR SOBRE SUAS LIGAÇÕES
COTIDIANAS COM DIFERENTES PODERES E INTERESSES
FINANCEIROS, aí incluídos os de caráter publicitário. Ou seja, à análise da
materialidade e do conteúdo é preciso acrescentar aspectos nem sempre imediata
e necessariamente patentes nas páginas desses impressos;
(p. 141)
Cabe ao pesquisador recorrer a outras fontes de informação para dar conta
do processo que envolveu a organização, o lançamento e a manutenção do
periódico;
As considerações apontam para um tipo de utilização da imprensa periódica que
não se limita a um ou outro texto de autores isolados (...), mas antes prescreve a
análise circunstanciada do seu lugar de inserção e delineia uma abordagem
que faz dos impressos, a um só tempo, fonte e objeto de pesquisa
historiográfica, rigorosamente inseridos na crítica competente;
Sugestões práticas (p. 141)
Não é viável, dada a grande gama de possibilidades da fonte imprensa, sugerir um
procedimento metodológico ou mesmo técnicas de pesquisa que deem conta de
tantas possibilidades;
No entanto, de maneira muito geral, cabem as sugestões: o primeiro passo é
localizar a fonte numa das instituições de pesquisa e averiguar as condições
oferecidas para consulta. Outro problema pode ser a obtenção de séries
completas, o que muitas vezes exige a peregrinação por uma série de instituições
em busca de exemplares;
SUGESTÕES:
o Localizar as fontes e constituir uma longa e representativa série;
o Localizar as publicações na História da imprensa;
o Atentar para as características de ordem material (periodicidade,
impressão, papel, uso/ausência de iconografia e de publicidade);
o Assenhorar-se da forma de organização interna do conteúdo;
o Caracterizar o material iconográfico presente, atentando para as
opções estéticas e funções cumpridas por ele na publicação;
o Identificar os principais colaboradores;
o Identificar o público a que se destinava;
o Identificar as fontes de receita;
o Analisar todo o material de acordo com a problemática escolhida;
Bien plus que des documents.
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