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Secretaria Estadual de Saúde do Ceará - SESA

Célula Economia da Saúde - CECONS

Avaliação Econômica da Diálise


em Pacientes com Insuficiência
Renal Aguda no Ceará

Brasília, 9 de dezembro de 2005


Financiador
Projeto Economia da Saúde -
Convênio de Cooperação Técnica
entre Brasil e Reino Unido (DFID)

Consultores
Ø Fase 1 - Juan Eduardo Tello
Representante da União Européia nas
políticas de Saúde em Jerusalém

Ø Fase 2 -Jaume Puig-Junor


(Prof da Universidade Pompeu Fabra
(Espanha), Coordenador do Curso de
Mestrado em Economia da Saúde
Equipe da Pesquisa
Coordenadores
Alexandre José Mont’Alverne Silva - médico
Maria Helena Lima Sousa - economista
Estatística
Rosa Maria Salani Mota
Pesquisadores
Antônio Augusto Carvalho Guimarães -médico nefrologistga
Ana Lúcia Ximenes Rodrigues - enfermeira nefrologista
Francidênia Barbosa Nobre - enfermeira nefrologista
Maria do Socorro Menezes Rolim de Carvalho - enfermeira nefrologista
Edilmar Carvalho de Lima - economista
Cléber Domingos Cunha da Silva - farmacêutico
Francisco Alexandre Monteiro Nogueira - estatístico/sist informação
Estagiárias
Daniela Serpa M. Silva e Silvana Lima Machado (estudantes Enfermagem)
Por que da pesquisa?

 Demanda do Grupo de Avaliação de Tecnologias em


Saúde da SESA

 No Ceará, no ano de 2002, somente com terapia


renal substitutiva de pacientes crônicos foram gastos
R$ 27,1 milhões.

 Isto representa 30% do gasto de alta complexidade e


13,7% da despesa assistencial de média e alta
complexidade com recursos federais.
Conotações diferentes do paciente agudo

 No SUS, a Terapia Renal Substitutiva (TRS),


hemodiálise ou diálise peritoneal no paciente agudo é
realizada no ambiente hospitalar

 As TRS nunca são o principal motivo da internação


hospitalar, portanto não aparecem como
procedimento principal no SIH.

 A assistência ao paciente agudo não tem o mesmo


nível de normatização que existe no tratamento
dialítico ao paciente crônico

 Supõe-se que o custo é diferenciado.


Justificativa (1)

 Ausência de normatização do SUS

 O custo diferenciado

 Escassez de oferta
- Para o paciente crônico há uma oferta de serviços suficientes
a preço da tabela de procedimentos do SUS

- Para o agudo, fica cada dia mais difícil encontrar assistência.

 Diferença entre o preço de mercado e o pagamento


efetuado pelo SUS.
Justificativa (2)

 A existência de duas tecnologias


- Máquina de tanque

- Máquina de proporção

 Hemodiálise
- HD - Hemodiálise

- HDL - Hemodiálise lenta


Contexto do Estudo
 O Estudo foi realizado no Hospital Geral de Fortaleza

 O Centro de Diálise do setor de Nefrologia do HGF é a única


unidade pública do Estado que atende ao agudo

 Funciona em regime diuturno, diariamente

 Atende também aos crônicos admitidos pelo setor de Emergência


e aos transplantados.

 Possui 18 máquinas de hemodiálise de proporção (Baxter


Altratouche system 1000) e 5 equipamentos adaptados para
hemodiálise contínua (hemolenta) marca Sistemas Vitais

 De janeiro/2004 a agosto/2005 foram realizadas 6.472


procedimentos hemodialíticos

 41,5% (2.685) são pacientes portadores de IRA


Objetivo Geral

Contribuir para aumentar a


eficiência do tratamento dialítico
realizado em pacientes agudos no
Hospital Geral de Fortaleza (HGF),
através da análise econômica dos
tratamentos ministrados.
Objetivos Específicos
ˆ Conhecer os principais itens de gastos do tratamento
dialítico a que foram submetidos os pacientes portadores
de insuficiência renal aguda atendidos no Hospital Geral
de Fortaleza

ˆ Calcular os custos de cada modalidade de tratamento


dialítico a que são submetidos estes pacientes.

ˆ Analisar as variações nos custos apurados e os


determinantes destas variações.

ˆ Verificar e analisar as principais conseqüências dos


tratamentos e relacioná-los aos custos obtidos

ˆ Analisar os fatores de risco para o óbito hospitalar


Metodologia
ˆ Método - Análise de Custo-Conseqüência (redução da
análise de custo-efetividade)

ˆ Perspectiva do Estudo - SUS-CE

ˆ Critérios de inclusão
- Pacientes com diurese menor que 400 ml/dia
- Azotemia Progressiva (uréia - creatinina)
- Presença de cilindros típicos no sedimento urinário
(Leucócitúria, Hematúrias)
- Ultrassonogranfia Renal para afastar possibilidade de IRC.
- Pacientes que fizeram diálise entre agosto/2003 e
junho/2004
Metodologia
ˆ Critérios de Exclusão
- Pacientes transplantados
- Pacientes com IRA - pré-renal (desidratação)
- Crônicos agudizados
- Pacientes com câncer em fase terminal

ˆ N = 96

ˆ Coleta de Dados
- Utilizou-se questionário para registro e identificação do
paciente por prontuário, constando: nome, sexo, data de
nascimento, data de admissão no hospital e local de residência
Metodologia
ˆ Para análise das conseqüências foram
identificados no Prontuário do paciente:
- O estado clínico dos pacientes para identificar a doença que
motivou a hospitalização

- As doenças clínicas pré-existentes

- Os resultados laboratoriais obtidos do último exame antes da


primeira sessão de hemodiálise

- Terapêutica medicamentosa prévia

- Também se levantou dados sobre as sessões de diálise no


que se refere a diurese, duração, modalidade, local tendo
como horizonte 14 sessões
Metodologia
ˆ Desfechos
- Recuperação parcial da função renal
- Cura
- Insuficiência Renal Crônica
- Óbito

ˆ Identificação dos Custos


Custos diretos da diálise
- Material Médico-hospitalar e Medicamentos (de acordo
com a padronização estabelecida para se evitar a
inserção de materiais e medicamentos que não
estivessem associados à diálise).
Metodologia
Preço
Material Médico-Hospitalar Unit. em
R$
1 Kit Cateter Lúmen 109,00
2 Dialisador tipo Capilar (F5) 119,80
Material 3 Dialisador tipo Capilar (F6) 124,80
Médico- 4 Dialisador tipo Capilar (F7) 75,02
5 Dialisador tipo Capilar (F8) 70,00
hospitalar 6 Soplução de Diálise Peritonial 1,5% 1,77
7 Heparina ( usada no paciente ) - Sódica 2,74
Heparina ( usada no paciente ) - Subcutânea 1,06
8 Sulfato de Protamina 1,99
9 Concentrado de Hemácias 19,13
10 Equipo de Diálise Peritonial 2,78
11 Equipo de hemodiálise ?
12 Cloreto de Potássio a 10% 0,16
Metodologia
Preço
Medicamentos
Unit.R$
1 Digoxina-comp 0,25 mg 0,02
2 Insulina regular 100 U² 19,20
3 Insulina NHP 100U² 17,44
4 Metildopa-comp 250 mg 0,15
5 Metildopa-comp 500 mg 0,33
6 Enalapril-comp 20 mg 0,04
7 captopril ( cap )- comp 25 mg 0,02
8 Adalat ( nifedipina )-caps 20 mg 0,14
9 Atensina ( AT)- 0,100 mg 0,10
Medicamentos 10 Soro fisiológico ( SF )- fr 500 ml 0,71

selecionados
11 Soro Glicosado ( SG )- fr 500 ml a 5% 500 ml 0,79
11.1 Soro Glicosado ( SG )- fr 500 ml a 10% 500 ml 0,93
12 Dipirona ( Dip )- gotas- 500 mg/ml 0,38
13 Dipirona ( Dip )- comp.- 500 mg 0,05
14 Dipirona ( Dip )- amp- 500 mg/ml 0,20
15 Plasil ( Plas )- amp. 500 mg/ml 0,18
16 Amicacina ( Am )- amp.250 mg/ml 0,74
17 Glicose hipertônica ( GH )- amp 50% 500 ml 0,83
18 Gentamicina ( Gen )- amp- 80 mg/ml 0,25
19 Vancomicina ( Van )- 50 mg/ml 8,95
20 Cefalotina ( kef )- 1g/ml 2,08
21 Solução ácida para hemodiálise - Galão c/ 5 litros 3,90
22 Solução básica para hemodiálise - Galão c/ 5 litro 3,90
23 Linha de acesso venoso 9,48
24 Solução de Proxitano- Galão 20 litros 343,00
25 Linha acesso arterial 06 mm 5,28
26 Linha acesso arterial 08 mm 5,28
Metodologia
ˆ Custos do setor
Pessoal - nefrologistas, cirurgião vascular, enfermeiro(a)s,
auxiliares de enfermagem, profissionais de limpeza,
nutricionistas e assistentes sociais (por hora trabalhada,
salários brutos mais encargos sociais, horas extras,
produtividade e gratificações)
- Outros Materiais de Consumo utilizados no setor
- Manutenção dos Equipamentos - para controle e
tratamento de água, manutenção das máquinas corretivas e
preventivas, manutenção da central de ar condicionado.
- Consumo de água, energia, telefone e outros custos
diretos
Metodologia
ˆ Tratamento Estatístico
- Técnica da Análise Descritiva - para conhecer o
perfil da população estudada, através de tabelas,
medidas de tendência central e medidas de
variabilidade.

- Custos Totais da Hemodiálise e com o


Tratamento Total - foram descritos por paciente,
por sessão e por hora de hemodiálise.

- Serviços Terceirizados - custos que são


assumidos pela empresa terceirizada.
Metodologia
ˆ Análise de Regressão Linear Múltipla para o
Custo por hora de Hemodiálise
- Utilizou-se a técnica da Correlação Linear de Pearson,
Gráficos de Dispersão e a técnica de Equação de Regressão
Linear Múltipla pelo método Stepwise Backward e estatística de
Wald.

ˆ Análise dos fatores de Risco para o Óbito do


paciente
- Utilizou-se a técnica de Regressão Logística pelo método
Stepwise Beckward e a estatística de Wald
Metodologia
ˆ Para a análise dos fatores de risco para o óbito
dos pacientes foram considerados os seguintes
blocos de variáveis
- Estado Clínico de Entrada da HD - IRC/IRA
- Fatores Sócio Demográficos
- CID - Primária
- CID - Secundária
- CID do fator desencadeante
- Outros CID do Fator desencadeante
- Doenças pré-existentes
Metodologia
ˆ Para a análise dos fatores de risco para o óbito
dos pacientes foram considerados os seguintes
blocos de variáveis (cont)
- Resultados Laboratoriais extraídos do último exame antes da
hemodiálise
- Terapêuticas medicamentosas prévias
- Condições clínicas prévias
- Condições clínicas durante as sessões de hemodiálise
- Laboratoriais extraídas do último exame antes da hemodiálise
- Ao longo das sessões de hemodiálise (diurese média, último
valor da diurese, diurese máxima, no. Sessões hemodialise etc)
Resultados
Tabela 1: Custo médio do tratamento hospitalar com
hemodiálise com relação ao desfecho
Medica- Exames
Diálise Total
Variáveis N° % mentos Complement
(R$) (R$)
(R$) ares (R$)

Recuperação total 15 16 50,17 280,94 4.129,20 4.460,31

% 1,1 6,3 92,6 100,0

Recuperação Parcial 7 7 57,05 183,09 4.758,43 4.998,58

% 1,1 3,7 95,2 100,0


Insuficiência Renal
Crônica 20 21 100,35 233,27 3.985,88 4.319,40

% 2,3 5,4 92,3 100,0

Óbito 54 56 114,46 397,87 4.557,59 5.069,92

% 96 100 2,3 7,8 89,9 100,0


Resultados
Tabela 2: Custo médio do tratamento hospitalar com relação ao
sexo, idade, procedência e atividade profissional
M ed ica- E xam es
D IÁL IS E TOTAL
V A R IÁV E IS N° % m en to s C o m p lem e
R $) (R $)
(R $) n tares (R $)
S exo

F em in in o 36 37,5 174,91 362,71 3.984,82 4.522,44


% 3,8 8,0 88,1 100,0
M ascu lin o 60 62,5 50,68 309,81 4.627,02 4.987,50 +10%
% 96 100,0 1,0 6,2 92,8 100,0
Id ad e (an o s) n a ad m issão h o sp italar
< 40 17 17,7 21,52 303,87 3.719,40 4.044,80
% 0,5 7,5 92,0 100,0
40 |---| 60 29 30,2 126,22 265,14 3.988,39 4.379,75
% 2,8 6,1 91,1 100,0
> 60 50 52,1 106,23 375,83 4.843,63 5.325,68 +30%
% 96 100,0 2,0 7,0 91,0 100,0
P ro ced ência
C ap ital 40 41,7 91,83 346,76 4.412,64 4.851,23
% 1,9 7,1 91,0 100,0

In terio r 56 58,3 101,15 317,42 4.367,30 4.785,87


% 96 100,0 2,1 6,6 91,3 100,0
A tivid ad e p ro fissio n al
A p o sen tad o (a) 36 37,5 147,46 401,22 5.412,26 5.960,94
% 2,5 6,2 90,8 100,0
A g ricu lto r(a) 20 20,8 44,66 278,00 3.074,35 3.397,01
% 1,3 8,2 90,5 100,0
P ren d as d o L ar 12 12,5 161,00 399,16 4.597,57 5.157,74
% 3,1 7,7 89,2 100,0
O u tro s 28 29,2 42,99 244,72 3.913,41 4.201,12
% 96 100,0 1,0 5,8 93,2 100,0
Resultados
Resultados
Exames
Tabela 3: VARIÁVEIS N°
Medicamentos
(R$)
Complementare
Diálise
(R$)
Total
(R$)
Custo médio do s (R$)
tratamento Doenças Primarias
Infecciosas e parasitárias 04 148,61 247,52 3.655,53 4.051,66
hospitalar com Neoplasias 11 68,77 401,23 5.861,67 6.331,66
relação às D. metabólicas e nutricionais 18 157,20 456,78 5.763,72 6.377,70
doenças D. aparelho circulatório 38 92,04 370,52 4.270,86 4.733,42
D. aparelho digestivo 16 167,69 315,93 4.073,30 4.556,92
principais, D. aparelho geniturinário 15 100,81 289,67 4.991,06 5.381,54
secundárias, ao Outras 14 4,29 245,53 3.179,60 3.429,42
fator Nenhuma 02 0,00 111,44 2.680,75 2.792,19
Doenças Secundárias
desencadeante Infecciosas e parasitárias 05 31,19 184,05 2.310,59 2.525,82
e às donças D. aparelho circulatório 16 104,02 389,47 5.379,35 5.872,83
pré-existentes D. aparelho respiratório 15 173,06 381,12 4.032,35 4.586,53
D. aparelho digestivo 10 53,18 360,14 4.718,85 5.132,17
D. aparelho geniturinário 28 101,76 347,63 4.497,17 4.946,56
Outras 09 217,65 370,97 6.336,49 6.925,11
Nenhuma 18 25,05 236,03 4.059,21 4.320,29
Fator desencadeante
Sepsis 18 10,95 398,55 4.260,75 4.670,26
Complicações infecciosas 25 61,93 275,55 3.731,04 4.068,52
Etilismo 4 32,08 266,31 2.216,11 2.514,50
Complicações cardiovasculares 17 211,80 371,13 5.339,01 5.921,94
Desidratação 10 46,05 332,28 4.002,74 4.381,07
Outros 14 204,25 355,53 5.359,89 5.919,67
Doenças crônicas preexistentes
Hipertensão arterial 43 109,42 383,20 4.850,40 5.343,01
Diabetes 21 187,52 500,46 6.380,36 7.068,34
Hepatopatias Crônicas 09 21,97 257,62 3.489,69 3.769,28
Etilismo 16 53,57 351,69 4.631,29 5.036,55
Tabagismo 06 10,00 306,56 2.717,84 3.034,40
Neoplasias 09 42,79 391,52 4.642,69 5.077,00
Outras Doenças auto-imunes 02 0,00 251,64 1.180,45 1.432,09
Lupus Eritematoso Sistêmico 01 0,93 400,34 7.888,80 8.290,07
Uropatias obstrutivas 13 93,11 365,72 5.519,29 5.978,12
Resultados
Conclusões

 Doenças do aparelho circulatório


- Apresentam ausência de recuperação total
- Predominância de cronificação (50%)

-Óbito (44%)
- Na análise multivariada, aparecem associadas ao
óbito, tanto nas doenças primárias como nas análise
conjunta (Primária e Secundária)
- Não há associação entre este grupo de doenças com os
custos.

 Doenças do Aparelho Geniturinário


- Apresentam maior proporção de recuperação
- Aparecem em todas as fases da análise como associadas a
um menor risco de óbito (tanto na análise univ. como mult)
-
Resultados
Resultados

 Doenças do Aparelho Respiratório


- Como doença secundária apresentam 100% de desfechos
indesejáveis (óbito ou cronificação)
- Na análise univariável apresenta elevado risco de óbito
(p<0,01), entretanto na análise multivariável não
apresentam associação nem mesmo com 15% de
significância.

 Doenças do Aparelho Digestivo


- Aparecem relacionadas ao óbito tanto como doença
primária como secundária ou crônica pré-existentes,
entretanto não se confirma a associação para significância
de 5%.

 Endocrinopatias (incluindo diabetes)


- Não aparecem em nenhum momento como fator de risco
para o óbito (o que difere da literatura).
Resultados
Resultados

Tabela 4: Custo médio do tratamento hospitalar com relação


às terapêuticas medicamentosas prévias, ao número e
modalidade de hemodiálise

Medicamen- Exames
Variáveis Nº Diálise Total
tos R$ Complementares
Terapeutica medicamentosa prévia
Aminoglicosídeos 5 1,56 299,12 1.769,02 2.069,70
Antiinflamatórios 5 1,70 308,80 1 .902,90 2.213,40
Analgésico 17 45,92 359,41 3.285,63 3.690,96
Imunossupressores 5 24,18 404,96 4 .758,21 5.187,35
Radiocontraste 1 293,94 345,06 5.690,33 6.329,33
Nª de sessões de Hemnodiálise
1 |---|2 33 30,41 185,69 1.427,28 .643,38
3 |---|5 21 27,76 328,89 2.558,04 .914,70
>5 42 184,54 443,14 7.625,13 8.252,81
Modalidade da Homodiálise
Convencional 41 23,51 141,53 2.622,59 2.787,63
Fluxo Lento 91 982,02 284,00 3.445,59 3.821,60
Resultados
Resultados

Tabela 5: Custo médio dos componentes


Associados à Diálise

Condição Clinica Inicial


Componentes IRA IRC TOTAL %
Custo % Custo %

Recurso Humanos 2.908,9 67,0 3.136,8 65,7 2.932,7 66,9

Material Médico-Hospitalar 918,6 21,2 1.080,3 22,6 935,4 21,3

Manutenção de Equipamentos 365,2 8,4 393,8 8,3 368,2 8,4

Outros Materiais de Consumo 148,7 3,4 160,4 3,4 149,9 3,4

Total do Tratamentno 4.341,4 100,0 4.771,3 100,0 4.386,2100,0


Resultados
Resultados

Tabela 6: Análise do Custo Médio por paciente segundo a


situação final dos pacientes e tipo de hemodiálise

Insuficiênci
Recuperaçã Recuperaçã
Modalidades a Renal Óbito
o Total o Parcial
Crônica
Hemodiálise Todas
Nº de pacientes 15 7 14 50
Custo da diálise 4.129,20 4.758,43 4.467,38 4.311,43
Total do Tratamento 4.460,31 4.998,58 4.858,75 4.818,37
HD
Nº de pacientes 12 7 13 6
Custo da diálise 2.370,52 6.020,87 2.295,22 2.241,17
Custo do 2.546,96 6.298,15 2.448,78 2.534,85
Tratamento
HDL
Nº de pacientes 12 7 13 50
Custo da diálise 2.790,98 1.317,93 2.515,81 4.042,49
Total do Tratamento 3.028,44 1.399,63 2.783,72 4.514,19
Resultados
Resultados

Tabela 7: Análise do Custo Médio por sessão/paciente


segundo a situação final dos pacientes e tipo de hemodiálise

Insuficiência
Recuperação Recuperação
Modalidades Renal Óbito
Total Parcial
Crônica
Hemodiálise Todas
Nº de pacientes 15 7 14 50
Custo da diálise 554,86 696,69 580,32 873,85
HD
Nº de pacientes 12 7 13 6
Custo da diálise 383,86 410,05 418,67 398,34
HDL
Nº de pacientes 12 7 13 50
Custo da Diálise 866,26 888,02 858,57 900,62
Resultados
Resultados

Tabela 8: Análise do Custo Médio por hora, segundo


a situação final dos pacientes e tipo de hemodiálise

Insuficiência
Recuperação Recuperação
Modalidades Renal Óbito
Total Parcial
Crônica
Hemodiálise Todas
Nº de pacientes 15 7 14 50
Custo da diálise 122,10 131,25 118,30 124,47
HD
Nº de pacientes 12 7 13 6
Custo da diálise 128,58 122,31 127,77 132,67
HDL
Nº de pacientes 12 7 13 50
Custo da Diálise 115,05 126,82 112,14 124
Resultados SERVIÇO ESTADO
Resultados
TERCERIZADO
Mínim
Tabela 9: COMPONENTE
RECURSOS HUMANOS
Média
77,07
Dp
0,00
Mínimo
77,07
Máximo
77,07
Média
69,53
Dp
0,00
o
69,53
Máximo
69,53
Comparação Nefrologista
Cirurgião Vascular
35,32
4,00
0,00
0,00
35,32
4,00
35,32
4,00
35,32 0,00 35,32
não oferece o serviço
35,32

entre o custo Enfermeiro(a)s


Auxiliar de Enfermagem
11,35
21,22
0,00
0,00
11,35
21,22
11,35
21,22
11,35
21,22
0,00
0,00
11,35
21,22
11,35
21,22
da hemodiálise AOSD
Técnico
1,85
1,64
0,00
0,00
1,85
1,64
1,85
1,64 1,64
não oferece o serviço
0,00 1,64 1,64
para o HGF e a Limpeza
MATERIAL MÉDICO-
1,68 0,00 1,68 1,68 não oferece o serviço

terceirização
32,84 14,63 10,32 80,39 29,51 12,20 9,37 69,72
HOSPITALAR
Kit Cateter Duplo Lumen 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Capilar (Tipo: F5) 1,60 3,22 0,00 14,98 1,60 3,22 0,00 14,98
Capilar (Tipo: F6) 9,74 7,29 0,00 31,20 9,74 7,29 0,00 31,20
Solução de Diálise Peritonial
6,16 3,24 0,00 20,34 6,16 3,24 0,00 20,34
1,5%
Heparina 0,14 0,21 0,00 1,64 0,14 0,21 0,00 1,64
Sulfato de Protamina 0,01 0,05 0,00 0,42 não oferece o serviço
Concentrado de Hemáceas 2,77 4,53 0,00 26,30 não oferece o serviço
Equipo Diálise Peritonial 0,26 0,37 0,00 2,09 não oferece o serviço
Equipo Hemodiálise 0,70 0,64 0,00 2,99 0,70 0,64 0,00 2,99
Cloreto de Potássio a 10% 0,00 0,00 0,00 0,02 não oferece o serviço
Soro Fisiológico 0,29 0,41 0,00 1,42 não oferece o serviço
Linha Venosa 1,19 0,78 0,00 3,65 1,19 0,78 0,00 3,65
Linha Arterial 0,67 0,44 0,00 2,03 0,67 0,44 0,00 2,03
Hipoclorito de Sódio 0,70 1,30 0,00 11,03 0,70 1,30 0,00 11,03
Solução Acida 0,39 0,57 0,00 2,84 0,39 0,57 0,00 2,84
Solução Básica 0,43 0,62 0,00 2,84 0,43 0,62 0,00 2,84
Hidrogênio + Ácido Parasítico 0,75 0,27 0,51 1,63 0,75 0,27 0,51 1,63
MANUTENCÃO DE
9,68 0,00 9,68 9,68 1,98 0,00 1,98 1,98
EQUIPAMENTO
Manutenção das máquinas 1,98 0,00 1,98 1,98 1,98 0,00 1,98 1,98
Manutenção do ar condicionado 0,41 0,00 0,41 0,41 não oferece o serviço
Controle de Tratamento de Água 5,06 0,00 5,06 5,06 não oferece o serviço
Agua 0,90 0,00 0,90 0,90 não oferece o serviço
Energía 1,17 0,00 1,17 1,17 não oferece o serviço
Telefone 0,16 0,00 0,16 0,16 não oferece o serviço
OUTROS MATERIAIS DE
3,94 0,00 3,94 3,94 não oferece o serviço
CONSUMO
CUSTO TOTAL (h) DA
123,53 14,63 101,01 171,08 101,03 12,20 80,88 141,23
HEMODIÁLISE
MEDICAMENTOS
2,16 4,87 0,00 29,19 não oferece o serviço
_PRONTUÁRIO
EXAMES LABORATORIAIS 12,95 11,63 0,00 65,74 não oferece o serviço
CUSTO TOTAL (h) do
138,65 23,53 104,76 214,46 101,03 12,20 80,88 141,23
TRATAMENTO
Considerações Finais
• Estão associados:

• a um maior risco de óbito: a idade, a baixa diurese
de 24h e a freqüência elevada do pulso prévio à
diálise e a maior proporção de hemodiálise lenta.

• a um menor risco para o óbito:


bito a presença de
doenças do aparelho geniturinário e a creatinina
elevada.
• a um maior custo por hora:
hora a creatinina baixa, a
acidose, o sódio (quando corrigido pela idade), a
baixa temperatura (para os eu não foram a óbito),
a baixa freqüência do pulso, a baixa diurese
durante a diálise.
• A hemodiálise lenta apresenta custo mais elevado
do que a hemodiálise
Considerações Finais

• A presença de doenças do aparelho digestivo,


sobretudo as hepatopatias como fator
desencadeante e a acidose, aprecem fortemente
associadas ao óbito na análise multivariada,
entretanto tiveram que ser excluídas da análise
multivariada pelo pequeno número de pessoas no
grupo.
• A situação dos portadores de IRA tem sido pouco
estudada, tanto do ponto de vista clínico quanto
dos custos, o que levou a equipe a estudar um
grande número de fatores.
• Recomenda-se que sejam estudados um maior
número de pacientes para se buscar mais
associações.
Considerações Finais

• O custo da terceirização do serviço, em média, é


mais elevado do que o custo do serviço pelo
hospital.
• O preço da terceirização entre hospitais públicos
varia de R$ 380,00/sessão (R$ 90,00/h) e R$
460,00/sessão (R$ 115,00/h)
• Conclui-se que a terceirização pode ou não ser
economicamente vantajosa, dependendo da
eficiência na contratação do serviço.
• Observando-se o custo em relação as
conseqüências observa-se que o mais caro é o
paciente que vai a óbito.
Obrigada e ...
Feliz Natal !!!!