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Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais

HIGIENE E PROFILAXIA
/ NUTRIÇÃO E
DIETÉTICA

Curso: Técnico em Enfermagem


Etapa: 1ª
SUMÁRIO

1- Processo Saúde e Doença..................................................................................


2- Higiene e Profilaxia ..............................................................................................
3- Terminologias........................................................................................................
4- História Natural das Doenças...............................................................................
5- Epidemiologia…………………………………………………………………………
6- Saneamento dos alimentos..................................................................................
7- Saneamento dos resíduos sólidos........................................................................
8- Prevenção de Acidentes com Animais Peçonhentos........................................
9- Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Saúde................................................
10- Equipamento Individual de Proteção e Coletivo.................................................
11- CIPA…………………………………………………………………………………….
12- Grupos de nutrientes………………………………………………………………..
13- Aspectos sócio-econômicos da alimentação do povo brasileiro……………….
14- Definindo pobreza e fome………………………………………………………….
15- Constituição dos alimentos…………………………………………………………
16- Educação alimentar………………………………………………………………….
17- Dietoterapia…………………………………………………………………………..
18- Exercícios de fixação............................................................................................
19- Referências Bibliográficas……………....................................................................
1- SAÚDE E DOENÇA

Definições de Doença X Saúde

Saúde: Segundo a OMS( Organização Mundial da Saúde) “ a saúde é um


estado de completo bem estar físico,mental e social e não mera ausência de moléstia
ou enfermidade”.
Doença: É o desequilíbrio do indivíduo com as forças de seu ambiente externo
e interno.

Processo Saúde/Doença

O processo saúde-doença é uma expressão usada para fazer referência a


todas as variáveis que envolvem a saúde e a doença de um indivíduo ou população e
considera que ambas estão interligadas e são consequência dos mesmos fatores.

História Causal

-As Interpretações Mágico - Religiosas Dominante entre os povos da


Antigüidade, o pensamento mágico-religioso será responsável pela manutenção da
coesão social e pelo desenvolvimento inicial da prática médica.
-As Interpretações Mágicas - Religiosas Nas diferentes culturas, o papel da
cura estava entregue a indivíduos iniciados: os sacerdotes incas; os xamãs e pajés
entre os índios brasileiros; as benzedeiras e os curandeiros na África.
-As Primeiras Explicações Racionais: medicina- Mágica/religiosa -Explicação
para a saúde e a doença.
-Hipócrates defende o equilíbrio entre homem/ ambiente
- Há Rompimento com a superstição e as práticas mágicas e o surgimento de
explicações racionais para os fenômenos de saúde e doença.
-Saúde e Doença na Idade Média: entre o castigo e a redenção- evidenciaram-
se o declínio da cultura urbana e a decadência da organização e das práticas de
saúde pública;
-A Idade Média foi marcada pelo sofrimento impingido pelas inúmeras
pestilências e epidemias à população.
-A expansão e o fortalecimento da Igreja são traços marcantes desse período.
-Na Idade Média é que surgem os primeiros hospitais. Originados da igreja, nas
ordens monásticas, inicialmente estavam destinados a acolher os pobres e doentes.
-Não havia evidência do elemento comunicável que não aqueles já sugeridos
por Hipócrates.
-Igreja desautorizou avanços;
-Renascimento: novos olhares- Surgimento de defensores dentro da igreja
sobre conhecimento de higiene e saúde da civilização greco-romana;
-No campo da saúde, passam a ser desenvolvidos estudos de anatomia,
fisiologia, e de individualização da descrição das doenças, fundadas na observação
clínica e epidemiológica.
-Médicos fazem especulações sobre a origem das epidemias e o fenômeno do
adoecimento humano.
-O Surgimento da Medicina Social-Condições objetivas de existência, o
desenvolvimento teórico das ciências sociais permitiu, no final do século XVIII, a
elaboração de uma teoria social da Medicina.
O ambiente, origem de todas as causas de doença, deixa, momentaneamente,
de ser natural para revestir-se do social.
É nas condições de vida e trabalho do homem que as causa das doenças
deverão ser buscadas.
A Era Bacteriológica e a Discussão da Causalidade- O desenvolvimento das
investigações no campo das doenças infecciosas e da microbiologia resultou no
aparecimento de novas e mais eficazes medidas de controle, entre elas a vacinação.
À medida que eram identificados transmissão e vetores específicos, várias
melhorias sanitárias e das condições de vida dos habitantes foram incentivadas.

Teoria Unicausal

Teoria Multicausal
2- HIGIENE
Higiene significa limpeza; asseio; inter-relação entre o homem e o meio
ambiente, no sentido da preservação da saúde. Existem vários tipos de higienização:

 Individual (banho, cabelos, unhas e mãos, boca, dentes e vestuário);


 Coletiva (saneamento básico, água, esgoto, lixo, vetores);
 Mental (equilíbrio, costumes morais e sociais);
 Do trabalho (riscos físicos, químicos e biológicos);
 Ambiental (limpeza de móveis, utensílios e estrutura).

Profilaxia

Profilaxia é a aplicação de meios que tendem evitar doenças ou contágios. As


medidas profiláticas interrompem a interação entre o agente causador da doença e o
organismo. Alguns exemplos de doenças sujeitas a profilaxia são peste bubônica,
hepatite, verminoses, DSTs, infecções hospitalares.
Higiene e profilaxia estão intimamente ligadas, pois a higienização, em todas
as suas formas, evita a transmissão e/ou contágio por agentes infectocontagiosos,
logo é uma medida profilática.
2- TERMINOLOGIAS

Em sentido amplo, refere-se simplesmente ao uso e estudo de termos, ou seja,


especificar as palavras simples e compostas que são geralmente usadas em contextos
específicos.

TERMINOLOGIAS EM ENFERMAGEM

Abdução - afastamento de um membro do eixo do corpo.


Abscesso - coleção de pus externa ou internamente.
Absorção - penetração de líquido pela pele ou mucosa.
Abstinência - contenção, ato de evitar.
Adiposo - gordura.
Adução - mover para o centro ou para a linha mediana.
Afagia - impossibilidade de deglutir.
Afasia - impossibilidade de falar ou entender a palavra falada.
Afebril - sem febre.
Alopecia - é a queda total ou parcial dos cabelos.
Alucinação - percepção de um objeto, que na realidade não existe.
Amenorreia - falta de menstruação.
Analgesia - abolição da sensibilidade a dor.
Anasarca - edema generalizado.
Anemia - é a diminuição dos números de hemácias.
Anisocoria - desigualdade de diâmetro das pupilas.
Anorexia - falta de apetite, inapetência.
Anterior - a parte da frente.
Anúria - ausência da eliminação urinária.
Apnéia - parada dos movimentos respiratórios.
Ascite - edema localizado na cavidade peritoneal com acúmulo de líquido
Asfixia - sufocação, dificuldade da passagem do ar.
Atrofia - diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido
Benigno - que não ameaça a saúde nem a vida. Não maligno, como certos tumores.
Biópsia - extirpação de um fragmento de tecido vivo com finalidade diagnóstico.
Bócio - hiperplasia da glândula tireóide.
Borra de café - aspecto do vômito ou da defecação que contém sangue.
Bradicardia - diminuição das batidas cardíacas.
Bradipnéia - movimento respiratório abaixo do normal.
Bucal - oral, referente à boca.
Cãibra - contração muscular, dolorosa.
Calafrio - contrações involuntárias da musculatura esquelética com tremores e bater
dos dentes.
Caquexia - desnutrição adiantada, emagrecimento severo.
Cefaleia - dor de cabeça.
Choque - síndrome que se manifesta com pele fria, queda de temperatura, cianose e
morte.
Cianose - cor azulada da pele por falta de oxigênio no sangue.
Cianótico - com cianose.
Cirrose - fibrose com destruição do tecido.
Cistite - inflamação da bexiga.
Clister - introdução de pequena quantidade de água, medicamento no intestino.
Coagulação - espessamento de um líquido formando coágulo.
Colecistite - inflamação da vesícula biliar.
Colostomia - abertura artificial para saída de fezes a nível do cólon.
Coma - estado de inconsciência.
Congênito - doença herdada no nascimento.
Constipação - retenção de fezes ou evacuações insuficientes.
Contaminação - presença de micróbios vivos.
Convalescença - caminha para o restabelecimento.
Convulsão - contrações violentas involuntárias do músculo, agitação desordenada.
Debridamento - limpeza de um tecido do infectado ou necrótico de um ferimento.
Decúbito - posição deitada.
Dermatite - inflamação da pele.
Desidratação - perda exagerada de líquido no organismo.
Diarreia - evacuações frequentes e líquidas.
Diplopia - visão dupla.
Dispneia - dificuldade respiratória.
Disseminado - espalhado.
Distensão - estiramento de alguma fibra muscular, intumescimento ou expansão.
Disúria - micção difícil e dolorosa.
Diurese - secreção urinária.
Edema - retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular.
Entérico - relativo ao intestino.
Epistaxe - sangramento nasal.
Eritema - vermelhidão na pele.
Eructação - emissão de gases estomacais pela boca, arroto.
Erupção - lesões visíveis na pele.
Escara de decúbito - úlcera perfurante em região de proeminências ósseas.
Escoriações - abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos.
Espasmo - contrações involuntárias, violenta e repentina de um músculo ou grupo de
músculo; pode acometer as vísceras ocas como estômago e os intestinos.
Etilismo - vício do uso de bebidas alcoólicas, intoxicação crônica pelo álcool etílico.
Etilista - alcoólatra.
Etiologia - estudos das causas da doença.
Euforia - sensação de bem estar.
Eupneia - respiração normal.
Excreta - os resíduos eliminados do corpo.
Exsudato - substância líquida eliminada patologicamente.
Fadiga - cansaço, esgotamento.
Faringite - inflamação da faringe.
Fatal - causador de morte, desastroso.
Ferida - lesão.
Fétido - mau cheiro.
Fisiologia - estudo das funções do organismo.
Flebite - inflamação de uma veia.
Fulminante - de marcha rápida e fatal.
Gangrena - necrose maciça dos tecidos devido a falta de irrigação sanguínea.
Garrote - curativo compressivo para deter hemorragia, faz-se com um torniquete, é
preciso afrouxar a cada hora, para evitar isquemia e gangrena.
Gástrico - relativo ao estômago.
Gastrite - inflamação do estômago.
Gengivite - inflamação da gengiva.
Genitália - os órgãos genitais.
Geriatria - estudo das doenças dos idosos.
Halitose - mau hálito.
Hematêmese - vômito com sangue.
Hematoma - extravasamento de sangue fora da veia.
Hematúria - presença de sangue na urina.
Hemiparesia - fraqueza muscular em um lado do corpo.
Hemiplegia - paralisia de metade do corpo.
Hemorragia - sangramento, escape do sangue dos vasos sanguíneos.
Hidrocefalia - aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana.
Hipertensão - aumento da pressão arterial.
Hipotensão - baixa pressão arterial.
I.A.M - infarto agudo do miocárdio.
Icterícia - coloração amarelada da pele e mucosa.
Indolor - sem dor.
Ingestão - ato de engolir, alimentos ou outras substâncias.
Insônia - falta de sono, impossibilidade de dormir.
Intra - dentro.
Isquemia - insuficiência local de sangue.
Luxação - separação das superfícies óssea de uma articulação.
Melena - fezes escuras e brilhantes, com presenças de sangue.
Menarca - primeira menstruação.
Micção - ato de urinar.
Mictúria - micção frequente a noite.
Midríase - dilatação da pupila.
Miose - contração da pupila.
Náusea - enjôo, vontade de vomitar.
Necrose - morte dos tecidos localizados, de uma região do corpo.
Obeso - gordo.
Obstrução - bloqueio de um canal.
Oligúria - deficiência de eliminação urinária "escassez"
PCR - parada cardiorrespiratória.
SARA - síndrome da angústia respiratória no adulto (edema pulmonar).
4- HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA

História natural da doença é o nome dado ao conjunto de processos interativos


compreendendo as inter-relações do agente, do suscetível e do meio ambiente que
afetam o processo global e seu desenvolvimento. Logo, a prevenção só faz sentido
quando em relação com o conhecimento da história natural das doenças.
A história natural da doença tem desenvolvimento em dois períodos
sequenciados: período epidemiológico e período patológico:
-Período epidemiológico: o interesse é dirigido para as relações suscetível-
ambiente.
-Período patológico: interessam as modificações que se passam no organismo
vivo.

Período da Pré- Patogênese

O primeiro período da história natural: é a própria evolução das inter-relações


dinâmicas, que envolvem, de um lado, os condicionantes sociais e ambientais e, do
outro, os fatores próprios do suscetível, até que se chegue a uma configuração
favorável á instalação da doença. Envolve:
-As inter-relações entre os agentes etiológicos da doença;
- O suscetível e outros fatores ambientais que estimulam o desenvolvimento da
enfermidade; e
-As condições sócio-econômico-culturais que permitem a existência desses
fatores.
No neste há a interação entre agente, hospedeiro e fatores ambientas, sem
que estrutura orgânica ou psíquica do homem seja alterada. Sendo assim se por um
determinado motivo, ou mais frequentemente pela interação de vários, rompe-se essa
espécie de equilíbrio, e os agentes infecciosos penetram no ser humano, constituindo-
se em um estímulo que vai alterar a estrutura orgânica.

Período de Patogênese

O período patogênico começa quando se inicia a ação de um estímulo que irá


alterar a estrutura orgânica ou psíquica do homem.
A história natural da doença tem seguimento com a sua implantação e
evolução no homem.
É no período da patogênese que se inicia com as primeiras ações que os
agentes patogênicos exercem sobre o ser afetado. Seguem-se as perturbações
bioquímicas em nível celular, continuam com as perturbações na forma e na função,
evoluindo para defeitos permanentes, cronicidade, morte ou cura.

Prevenção

É prever antes que aconteça, ou mesmo cuidar para que não aconteça.
A prevenção primária é limitar a ocorrência da doença pelo controlo das causas
e fatores de risco.
A prevenção secundária resume-se no reduzir as consequências mais
importantes da doença através do seu diagnóstico precoce e respectivo tratamento.
A prevenção terciária tem por finalidade reduzir a progressão ou as
complicações da doença já estabelecida.Vejamos abaixo exemplos de prevenções:
5- EPIDEMIOLOGIA

Ciência que estuda os padrões da ocorrência de doenças em populações


humana e os fatores determinantes propondo medidas específicas de prevenção ou
controle de erradicação e doenças indicadores que sirvam de suporte ao planejamento
e avaliação de saúde.
A partir do quadro, em que havia grave acometimento de grandes parcelas
populacionais por doenças transmissíveis, criou-se a necessidade de analisar as
manifestações dessas doenças.
Foi o surgimento e desenvolvimento da ciência epidemiológica, que possibilitou
o estudo da distribuição dos determinantes da frequência das doenças no homem.
Houver maior conhecimento sobre as melhores condições e fatores que favoreciam a
ocorrência das moléstias como: faixa etária, sexo, lugares, épocas do ano, ocupações
(profissionais do sexo, operários da construção civil) e outras condições de interesse.
Surge então, os serviços de vigilância epidemiológica. Tendo como objetivo
desenvolver atividades de coleta e análise de dados, determinando, assim, as
medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de
adoecer. Com as ações epidemiológicas surge controle da transmissão do agente
infeccioso.
A partir da obtenção de um controle relativo sobre as doenças transmissíveis,
ocorreram importantes mudanças sociais, geradas pelo processo de industrialização,
êxodo rural e crescimento das cidades. Começaram, então, a aumentar o número de
casos de doenças não- transmissíveis e de indivíduos acometidos por agravos,
fortemente influenciados por fatores externos relacionados a um estilo de vida pouco
saudável, tais como dieta inadequada, excesso de trabalho, vida sedentária, consumo
excessivo de bebidas alcoólicas, estresse, abuso de drogas, violência urbana e no
trânsito, dentre outros. O aumento da ocorrência dessas disfunções e agravos passou
a despertar a atenção das autoridades sanitárias pelo impacto promovido na
população economicamente ativa . O alto índice de pessoas afastadas do trabalho por
longos períodos, bem como a ocorrência de pedidos de aposentadoria precoce por
invalidez parcial ou total e aumento do número de óbitos a elas relacionados fizeram
com que os profissionais de saúde começassem a questionar se também não seria
necessária a elaboração de medidas. Sendo assim, surge um novo desafio para o
perfil epidemiológico: voltar a intensificar ou até mesmo criar novas ações de vigilância
epidemiológica que atinjam as doenças transmissíveis; e voltar a atenção da vigilância
epidemiológica para as doenças não-transmissíveis;

 Doença transmissível: “Qualquer doença causada por um agente infeccioso


e/ou parasitário específico; ou por seus produtos tóxicos; ou pelos produtos
tóxicos de outros agentes biológicos. Manifesta-se pela transmissão desse
agente ou seus produtos, de uma pessoa ou animal infectado, ou de um
reservatório a um hóspede suscetível. Pode transmitir-se de forma direta, ou
indireta por meio de um hospedeiro intermediário de natureza vegetal ou
animal, de um vetor, ou do ambiente. Exemplo: Tuberculose.

 Doença-não transmissível: enfermidade que não é transmitida de uma


pessoa para outra. Exemplos: câncer, respiratórias crônicas, diabetes.
Vigilância Epidemiológica

É um serviço que reúne um conjunto de ações que permite acompanhar a


evolução das doenças na população.
Funciona como um “termômetro” um indicador de que ações devem ser
priorizadas no planejamento da assistência à saúde.
As ações de prevenção e controle devem partir do estudo do comportamento
das doenças e agravos à população, é importante seguir algumas etapas:
Coleta de dados;

 Processamento dos dados;


 Análise dos dados;
 Recomendação de medidas de controle e prevenção;
 Promoção das ações de controle e prevenção avaliação da eficácia das
medidas;
 Divulgação das informações.

Coleta de dados: consiste em buscar junto às fontes de dados (população,


imprensa, serviços de saúde, escolas, creches, presídios e indústrias) as informações
relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco.

Processamento dos dados: significa reunir todos os dados coletados e


agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância.

Análise dos dados – busca interpretar as informações coletadas, procurando


estabelecer as relações causais.

Recomendação de medidas de controle e prevenção: aponta que


precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da
doença.

Promoção das ações de controle e prevenção: consiste em planejar e


executar ações como vacinações, tratamento dos doentes, controle do ambiente,
divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças;

Avaliação da eficácia das medidas : é a análise dos resultados das ações,


visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na
saúde coletiva.

Divulgação das informações – objetiva mostrar os resultados: alcançados


de forma simples e clara, de modo que todos os interessados possam compreendê-
los.

Variáveis Epidemiológicas

PESSOA: QUEM? Características herdadas ou adquiridas (idade, sexo, cor,


escolaridade, renda, estado nutricional e imunitário, etc.); etc. Atividades (trabalho,
esportes, práticas religiosas, costumes, etc.); etc. Circunstâncias de vida (condição
social, econômica e do meio ambiente).

TEMPO: QUANDO? A cronologia de uma doença é fundamental para a sua


análise epidemiológica. A distribuição dos casos de determinada doença por períodos
de tempo (semanal, mensal, anual) permite verificar como a doença evolui.
A distribuição cronológica apresenta- apresenta-se como:

Tendência Secular: são as variações na incidência/prevalência ou


mortalidade/letalidade de doenças observadas por um longo período de tempo,
geralmente dez anos ou mais.

Variação cíclica: são variações com ciclos periódicos e regulares. O


comportamento cíclico das doenças resulta de recorrências nas suas incidências, que
podem ser anuais ou de periodicidade mensal ou semanal. Na variação cíclica,
portanto, um dado padrão é repetido de intervalo em intervalo.

Variação Sazonal: ocorre quando a incidência das doenças aumenta sempre,


periodicamente, em algumas épocas ou estações do ano, meses do ano, dias da
semana, ou em horas do dia. Por exemplo, dengue (nas épocas quentes do ano),
acidentes de trânsito (horas de muita movimentação urbana – deslocamento para o
trabalho ou escola).

LUGAR: ONDE? Utiliza-se a distribuição geográfica para identificar de que


forma as doenças se distribuem no espaço (urbano/rural, distrito sanitário, bairro,
Município, etc.), associando a sua etc. alta ocorrência. Exemplo: Exemplo: à baixas
coberturas vacinais, precariedade no saneamento básico, mananciais contaminados
por microorganismos, existência ou não de uma rede básica de atenção à saúde, etc.
etc.
Em relação ao local de transmissão, os casos podem ser classificados como:

-Caso autóctone: é o caso confirmado que foi detectado no mesmo local onde
ocorreu a transmissão.
-Caso alóctone: é o caso confirmado que foi detectado em um local diferente
daquele onde ocorreu a transmissão.

Formas de Ocorrência das Doenças

Caso esporádico: quando, em uma comunidade, verifica-se o verifica-


aparecimento de casos raros e isolados de uma certa doença, a qual não estava
prevista, esses casos são chamados de casos esporádicos. Exemplo: Exemplo: peste
(transmitida pela picada de pulgas infectadas com a bactéria Yersinia pestis).

Conglomerado temporal de casos: um grupo de casos para os quais se


suspeita de um fator comum e que ocorre dentro dos limites de intervalos de tempo,
significativamente, iguais, medidos a partir do evento que, supostamente, foi a sua
origem. Exemplo: Exemplo: leptospirose (doença infecciosa causa pela bactéria do
gênero Leptospira).

Endemia: quando a ocorrência de determinada doença apresenta variações na


sua incidência de caráter regular, constante, sistemático. Assim, endemia é a
ocorrência de uma determinada doença que, durante um longo período de tempo,
acomete, sistematicamente, populações em espaços delimitados e caracterizados,
mantendo incidência constante ou permitindo variações cíclicas ou sazonais ou
atípicas. Exemplo: tuberculose (causada pelo Mycobactrium tuberculosis) e malária
(causada por protozoários do tuberculosis) gênero Plasmodium.

Epidemia: caracterizam-se pelo aumento do número de caracterizam- casos


acima do que se espera, comparado à incidência de períodos anteriores. O mais
importante, contudo, é o caráter desse aumento descontrolado, brusco, significante,
temporário. Se, em temporário. uma dada região, inexiste determinada doença e
surgem dois ou poucos casos, pode-se falar em epidemia, dado o pode- seu caráter
de surpresa. Exemplo: o aparecimento de dois casos de sarampo em uma região que,
há muitos anos, não apresentava um único caso. Exemplo: epidemia de dengue.

Surto epidêmico: Costuma-se designar surto quando dois ou mais casos de


uma determinada doença ocorrem em locais circunscritos, como instituições, escolas,
domicílios, edifícios, cozinhas coletivas, bairros ou comunidades, aliados à hipótese de
que tiveram, como relação entre eles, a mesma fonte de infecção ou de contaminação
ou o mesmo fator d e risco, o mesmo quadro clínico e ocorrência simultânea.

Pandemia: Dá-se o nome de pandemia à ocorrência epidêmica caracterizada


por uma larga distribuição espacial que atinge várias nações.
6- SANEAMENTO DOS ALIMENTOS

Os alimentos de origem animal ou vegetal, frescos ou processados, incluindo a


água, podem veicular diversos microrganismos patogênicos, causadores de diversas
perturbações fisiológicas nas pessoas que os consomem.
A preocupação com a qualidade e sanidade do produto, inicia-se na origem da
matéria prima, passa pela manipulação industrial, artesanal e comercial, segue pelo
transporte e completa-se nos setores de armazenamento estocagem e exposição para
a venda ao consumidor.
Os hábitos higiênicos ajudam a impedir a contaminação. Afinal, de nada adianta
que os produtores e comerciantes ofereçam bons produtos se, o preparo da matéria
prima e dos alimentos forem a causa das toxiinfecções alimentares.
O saneamento dos alimentos é um conjunto de medidas necessárias para
assegurar a inocuidade, a salubridade e a boa conservação dos produtos alimentares
em todos os estágios.

Produção primária (colheita, abate, ordenha)

Preparação, Transformação, Fabrico, Embalagem, Armazenagem, Transporte,


Distribuição, Manuseamento, Venda e Consumo.
A higiene dos alimentos consiste na adoção de medidas preventivas e de
controle para a remoção de agentes causadores de doenças, com o objetivo de
conferir proteção específica contra as doenças transmitidas por alimentos,
proporcionando condições adequadas para a produção e o consumo higiênico dos
mesmos.

Segurança Alimentar

Significa garantir acesso ao alimento em quantidade e qualidade adequadas,


de forma permanente; aproveitar ao máximo os nutrientes; e preparar alimentos de
forma que não ofereçam perigo à saúde.

Manipulador de Alimentos

Todas as pessoas que trabalham com alimentação são considerados


“manipuladores de alimentos”, ou seja, quem produz, coleta, transporta, rece e
prepara par distribuir o alimento.

Perigo

Classifica-se no saneamento de alimentos perigo tudo aquilo que pode causar


algum mal à saúde da pessoa.
Onde eles estão?

E também nas pessoas...

Microrganismos

Bactérias, bolores, protozoários e vírus.


Fontes de contaminação por bactérias

 Alimentos crus e/ou cozidos;


 Contaminação física;
 Contaminação química;
 Alimentos de alto risco;
 Presença de insetos e roedores;
 Presença de animais domésticos e silvestres;
 Poeira, terra, sujidades;
 Lixo e restos de alimento.

Fatores que favorecem o desenvolvimento das bactérias

 Composição dos alimentos;


 Temperatura;
 Humidade;
 Presença de oxigênio;
 Ph;
 Tempo;

Composição dos alimentos

Quanto mais ricos forem em substâncias nutritivas, mais favorecem o


crescimento de microorganismos. Produtos ricos em açucares ou proteínas (natas,
maioneses, gelados, carnes, etc.), são favoráveis ao desenvolvimento bacteriano.
Temperatura

A temperatura tem ação preponderante sobre a atividade metabólica dos


microorganismos

Umidade

Os alimentos com altos teores de proteínas, pois contém alto teor de umidade
natural, são os preferidos pelas bactérias.

Tempo

Num ambiente que proporciona calor, umidade e alimento, as bactérias iniciam


a sua multiplicação em 10 a 20 minutos, podendo num espaço de 30 minutos, se
multiplicar até um número suficiente para causar intoxicação alimentar.

ph

 ph 7 é ótimo para o desenvolvimento da bactéria;

 ph<4 ou > 9 limita muito o desenvolvimento de qualquer tipo de agente


biológico;

Doenças Transmitidas por Alimentos

São atribuídas à ingestão de alimentos e/ou água contaminados por agentes


de origem biológica, física, química ou pela produção de toxinas por determinados
agentes, cuja presença no organismo em determinadas concentrações pode afetar a
saúde humana, em nível individual ou coletivo.

Acontecem devido a:

 Falta de higiene de utensílios, mãos e equipamentos;

 Cruzamento entre alimentos crus e cozidos (principalmente naarrumação da


geladeira);
 Uso de alimentos contaminados;

 Exposição prolongada dos alimentos a temperatura inadequada

 ou cozimento insuficiente (tempo e temperatura).

Os alimentos mais envolvidos em casos de DTA são:

 Pratos muito manipulados (empadão, salpicão etc.);

 Preparações a base de maionese;

 Pratos preparados de véspera quando mal conservados (feijoada, carne


assada, cozido etc.);

 Doces e salgados recheados.

Sintomas

 Diarréia;

 Náusea;

 Vômito;

 Cefaléia;

 Dor abdominal;

 Febre;

 Formação de gases;

 Fadiga;

 Perda de apetite.

Boas Práticas

Controlando os perigos:

 Adequação e manutenção das instalações;

 Prevenção da contaminação por utensílios, equipamentos e ambientes;

 Prevenção da contaminação por colaboradores;

 Prevenção da contaminação pelo ar ambiente (ar condicionado,


condensação etc.);

 Prevenção da contaminação por produtos químicos;

 Controle de pragas;
 Garantia da qualidade da água (ex: limpeza da caixa d’água);

 Cuidado com o lixo.

Qualidade da água

Deve ser de boa qualidade, ou seja, sem gosto, sem cheiro, transparente e
livre de microrganismos perigosos.

Controle de pragas

Moscas, baratas, formigas, ratos, pássaros, gatos e outros animais podem


representar grande risco de contaminação.

Cuidados com o lixo

O lixo acumulado na cozinha é uma fonte perigosa de microrganismos. Por isso:

 É importante removê-lo diariamente, ou tantas vezes quanto forem


necessárias durante o dia;
 Ele deve estar sempre ensacado e em recipientes apropriados, com tampa;
 Quando removido dos ambientes, o lixo deve ser armazenado em local
fechado e frequentemente limpo, até a coleta pública ou outro fim a que se
destine.
Higienização

Limpeza e Desinfecção

Resíduos de alimentos deixados no ambiente e materiais para fora de uso


favorecem o aparecimento de pragas. Sendo os produtos de limpeza guardados em
locais separados dos alimentos. E também deve-se higienizar os: ambientes;os
utensílios e equipamentos
7- SANEAMENTO DE RESÍDUOS SOLIDOS E QUALIDADE DE VIDA

Nível de informação sobre o meio ambiente

Nível de informação sobre meio ambiente e ecologia

Não sabe/Não
opinou
Muito bem
1%
Muito mal informado(a)
informado(a) 2% Bem informado(a)
7% 15%

Mal informado(a) Mais ou menos


23% informado(a)
52%

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saneamento como o controle


de fatores que atuam sobre o meio ambiente e que exercem, ou podem exercer,
efeitos prejudiciais ao bem estar físico, mental ou social do homem.
O objetivo final do saneamento é a promoção da saúde, um direito fundamental
de todos os seres humanos.

A cada R$ 1,00 investido em saneamento, as cidades economizam R$ 5,00 em


medicina curativa da rede hospitais e ambulatórios públicos. (Sistema Único de
Saúde)

A pobreza, combinada com baixos índices de saneamento básico, é


responsável pela morte de uma criança a cada 10 segundos. (PNSB-IBGE).

IBGE 2010

No Brasil, apenas 52% dos municípios e 33% dos domicílios têm serviço de
coleta de esgoto. Na Região Norte, 2% dos domicílios tem rede de esgoto. Os 68,5%
dos resíduos das grandes cidades são jogados em lixões e alagados.Apenas 451
municípios dos 5.507 existentes no Brasil fazem coleta seletiva.

Dados do Estado de Minas Gerais

O impacto do lixo a cada dia são descartadas 2 milhões de toneladas de lixo


domiciliar no mundo. É um volume diário que equivale a 10 montanhas como o Pão de
Açúcar.
Política nacional de resíduos sólidos - Novos rumos para o lixo

 Obrigatoriedade em separar o lixo em seco e úmido;


 Responsabilização dos municípios pela coleta e gerenciamento do lixo urbano;
 Caberá as industrias e importadores o gerenciamento dos resíduos
decorrentes de suas atividades;
 Criação da empresa ou entidade recicladora, que será isenta de impostos;
 Incentivo à formalização das cooperativas de catadores.

Política nacional de resíduos sólidos - Ações Educativas

 Conscientização da população sobre a importância do consumo consciente e


sustentável;
 Redução de resíduos através de atividades ou tecnologias ambientalmente
sustentáveis;
 Valorização de resíduos - através da reutilização, reciclagem, valorização
energética e tratamento para fins de compostagem;
 Capacitar recursos humanos envolvidos em atividades
relacionadas com o gerenciamento de resíduos sólidos, bem como de
catadores de materiais recicláveis.
Destino do Lixo no Brasil – Fonte IBGE

Usinas de reciclagem
Aterro de resíduos 5%
especiais Incineração
7% 3%

Aterro sanitário
13%

Céu aberto
55%

Destino do Lixo no Brasil - Aterros sanitários


CritériosAterro
de engenharia
controlado e normas operacionais para o controle da poluição e proteção
à saúde pública 17%

Camadas sucessivas de lixo compactado são recobertas por camadas de terra. Há um


tratamento especial para o chorume e para os gases oriundos da decomposição do
lixo

Desde que projetado para essa finalidade, o aterro sanitário permite o


aproveitamento do gás gerado pela decomposição do lixo, para a produção de calor e
energia, para indústrias próximas ou como combustível da frota pública de veículos.
Vantagens:

 Impede a proliferação de ratos e insetos;


 Permite a recuperação de áreas, que um dia foram aterros sanitários, para
atividades como recreação e esporte populares;

Aterro industrial ou resíduos especiais

Os resíduos sólidos industriais podem ser extremamente nocivos ao solo.


Compete ao órgão estadual de saneamento ambiental aprovar o método de disposição
final para cada tipo de resíduo sólido industrial.
Os aterros industriais são áreas que possuem características apropriadas para
a disposição final dos resíduos industriais no solo, utilizados no mundo inteiro.
Entre os componentes nocivos destacam-se os metais pesados (o cádmio,
chumbo etc.); os materiais radioativos (o chamado lixo radioativo) e muitos tipos de
produtos químicos e tóxicos.

Incineradores

Local onde é feita a queima do lixo, indicada para o lixo hospitalar por eliminar
os contaminantes.
Os incineradores devem ter sistema de filtragem para eliminar a fuligem e
substâncias químicas cancerígenas como dioxinas e furanos.

Vantagens:

 Redução significativa do volume de lixo;


 Possibilidade de transformação do lixo em energia;
 Não há contato direto dos trabalhadores com o lixo.

Práticas sustentáveis

Desenvolvimento Sustentável é uma forma de desenvolvimento que procura


conciliar as necessidades da sociedade atual com a preservação dos recursos
naturais sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender suas
necessidades.
Essa noção de limite é a única capaz de colocar um freio a um processo já em
curso, mas ainda reversível: o fim dos recursos naturais do planeta e
consequentemente destruição da atual humanidade.
8- ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS E ROEDORES

Artrópodes

Animais invertebrados que possuem vários pares de pernas. Podem ser


aquáticos ou terrestres. Sua reprodução sexuada e respiração aeróbica.

Divididos em grupos:

 Insetos: gafanhotos, borboletas, mosca, barbeiro etc.


 Aracnídea: aranhas e escorpiões
 Ácaros: pulgas e carrapatos
 Crustáceos: caranguejo
 Quilópodes: centopeia
 Diplópodes: Embuás

 INSETOS: Barata ,borboleta, barbeiro, moscas e abelhas

 ARACNÍDEOS: Aranhas e escorpiões.

 ÁCAROS: Pulgas e carrapatos

 QUILOPODES: Centopeias/lacraias

 DIPLÓPODES: Embuás
Doenças causadas pelos artrópodes: Carrapatos

Doença Sintomas

Babesiose Febre, anorexia e anemia

Borreliose Febre, anorexia, poliartrite,

Ehrlichiose febre, problemas respiratórios, edema e vômitos,


na fase aguda

Doenças causadas pelos artrópodes

Ácaros: Alergias respiratórias e cutâneas.

Aranha marrom: Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de


queimadura e formação de ferida no local da picada. O tratamento é feito com soro
antiaracnídico.

Baratas: Febre tifoide, verminoses intestinais, amebíase, giardíase, helmintíase, entre


muitas outras, que podem ser adquiridas nos alimentos, onde elas passam.

Barbeiros: Doença de Chagas.

Doenças causadas pelos artrópodes

Doenças Sintomas

Malária Dor de cabeça, febre, náusea,fadiga,suor intenso,


dor no corpo, falta de ânimo,

Dengue Febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos
olhos, dor nas articulações, fadiga,perda de apetite,
náuseas e vômito.
Febre Amarela Febre alta ,calafrios, dor de cabeça,dor lombar,
dor no corpo, prostração,náusea, vômito, diarreia,
icterícia.
Doenças causadas pelos artrópodes

Moscas domésticas: Febre tifoide (Salmonela typhosa) diarreia, conjuntivites,


erisipelas, cólera, etc.
Leishmaniose : Febre por mais de 15 dias, palidez, falta de apetite,
hepatoesplenomegalia, causando dor abdominal, emagrecimento e fraqueza.

Prevenção

 Limpar quintais e jardins;


 Remover entulhos e lixo;
 Examinar peças de roupas e sapatos antes de usá-los;
 Utilizar equipamentos apropriados em área de risco, como luvas, sapatos
fechados, calça comprida , etc.

Roedores

Constituem a maior ordem de mamíferos com placenta. Formam mais de 2.000


espécies, 40% da classe dos mamíferos.
São de ambiente aquático ou terrestre.
Todos possuem uma dentição especializada para roer.

Classificação:

 Ciuromorfos: esquilos, serelepes;


 Miomorfos: rato de telhado, ratazana;
 Histricomorfos: capivaras, cutias.

Doenças causadas pelos roedores

Leptospirose: prostração , dor no corpo, principalmente na panturrilha e febre.


Doenças causadas pelos roedores

Hantavirose: Febre, dores musculares e dificuldade para respirar. (Desde que o


paciente tenha ido a zona rural nos últimos 60dias).

Febre da mordida do rato: Febre, calafrios, dor de cabeça, dor muscular, fraqueza e
dor de garganta. Depois aparecem erupções, geralmente nas mãos e nos pés.

Prevenção: Evitar os 4 A:

 Acesso;

 Abrigo;

 Água;

 Alimento.

9- RESÍDUOS SÓLIDOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE


Resíduos sólidos de serviços de saúde (RSSS) são detritos gerados nos
estabelecimentos de saúde durante a prestação de serviços assistenciais e de
diagnóstico, podendo tornar-se risco à saúde, devido às suas características. É
formado em sua maioria por seringas, agulhas, luvas, fraldas, sondas, cateteres e
demais materiais descartáveis. Esse lixo representa um grande perigo à saúde, uma
vez que pode estar contaminado com microorganismos causadores de doenças.
O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos
planejados e implementados, a partir de bases científicas, técnicas, normativas e
legais. (RDC No 306, de 7 de dezembro de 2004 e Resolução CONAMA No
358/2005).

Objetivos do Gerenciamento de RSS

Minimizar a produção de resíduos, proporcionar aos resíduos gerados um


encaminhamento seguro, de formas eficientes, visando à proteção dos trabalhadores,
a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente.
Criar uma cultura organizacional de segurança e de não desperdício. Portanto,
estas orientações visam melhorar os aspectos referentes ao gerenciamento interno
dos resíduos, com uma metodologia eficiente.

Etapas do PGRSSS

1-SEGREGAÇÃO: Consiste naseparação dos resíduos no momento e local de


sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu
estado físico e os riscos envolvidos.

2-ACONDICIONAMENTO: Consiste no ato de embalar os resíduos


segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de
punctura e ruptura. A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser
compatível com a geração diária de cada tipo de resíduos.

3-IDENTIFICAÇÃO: Consiste no conjunto de medidas que permite o


reconhecimento dos resíduos contidos em sacos e recipientes, fornecendo
informações ao correto manejo dos RSSS.

4-TRANSPORTE INTERNO: Consiste no traslado dos resíduos dos pontos de


geração até o local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento
externo de apresentação para a coleta.

5-ARMAZENAMENTO: Consiste na guarda dos recipientes contendo os


resíduos acondicionados.

6-TRATAMENTO: Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que


modifique as características dos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de
contaminação, de acidentes ocupacionais ou de danos ao meio ambiente. Esse
tratamento pode ser realizado através da esterilização, desinfecção ou incineração.

7-COLETA E TRANSPORTE EXTERNO: Consistem na remoção dos RSSS do


armazenamento até a unidade de tratamento ou disposição final, utilizando-se técnicas
que garantam a preservação das condições de acondicionamento e a integridade dos
trabalhadores, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as
orientações dos órgãos de limpeza urbana.
8-DISPOSIÇÃO FINAL: Consiste na disposição de resíduos no solo,
previamente preparado para receber esses, obedecendo a critérios técnicos de
construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução
CONAMA n°.237/97.
OBS: O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas locais
relativas à coleta, transporte e disposição final de resíduos gerados nos serviços de
saúde, estabelecidas pelos órgãos responsáveis pelas etapas citadas.

Medidas de Biossegurança

O pessoal envolvido diretamente com o gerenciamento de resíduos deve ser


mantido sob educação continuada para as atividades de manejo de resíduos. Essa
capacitação deve abordar a importância da utilização dos EQUIPAMENTOS DE
PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) e das MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA.
Os trabalhadores devem ser imunizados em conformidade com o Programa
Nacional de Imunização-(PNI) e realizar controle laboratorial sorológico para
avaliação da resposta imunológica, bem como serem submetidos a exame médico
admissional e periódico.

Classificação de Descarte dos RSS

Grupo A – Resíduos com possível presença de agentes


Biológicos

A1 - Culturas e estoques de microorganismos; vacinas de microorganismos


vivos ou atenuados; resíduos de atenção à saúde humana e animal com suspeita ou
certeza de contaminação Classe de Risco 4 (elevada periculosidade para o ser
humano); bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes, sobras de
laboratórios com sangue ou líquidos corpóreos.

A2 - Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de


animais inoculados com microorganismo sem agentes Classe 4.

A3 - Peças anatômicas humanas (membros) e produtos de fecundação sem


sinais vitais menor que: 500 gramas, 25 cm e 20 semanas gestacionais.

A4 - Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores; sobras de amostras


de laboratórios contendo fezes, urina e secreções, sem agentes Classe de Risco 4;
peças anatômicas e resíduos de procedimentos cirúrgicos e outros resíduos sem
inoculação de microorganismos.

A5 - Órgãos, tecidos, fluídos orgânicos e materiais perfurocortantes, entre


outros, com suspeita ou certeza de contaminação por príons.

Grupo A – Resíduos Biológicos

Tipo de Resíduo e Descarte

Resultantes da assistência a paciente: luvas, gazes, curativos, sondas,


drenos, abaixador de língua, bolsas, fraldas, papel higiênico, equipamentos
contaminados, seringas sem agulhas e contaminadas, avental e sapatilhas. O deve
descartar em saco branco

Sangue e hemonoderivados descarte: bolsas e equipos de sangue após


transfusão. Bolsas de sangue com prazo vencido e/ou sorologia positiva. Se não
autoclavar, descartar em saco branco, ou autoclavar, descartar em saco preto.
Cirúrgico, anatomo e patológico: peças anatômicas e tecidos humanos
resultantes de cirurgia ou experimentos: órgãos, fetos e resíduos contaminados.
Descartar em saco branco duplo.

Resultante de análise laboratorial: sangue total ou soro em tubos de ensaio;


líquidos biológicos; secreções, excreções e meios de cultura após análise laboratorial;
e urina e fezes. O descarte deve ser: autoclavar, autoclavar e descartar em saco preto,
ou no vaso sanitário.

Grupo B – Resíduos contendo substâncias químicas

 Produtos hormonais; antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos;


antiretrovirais; imunossupressores; imunomoduladores e digitálicos.

 Saneantes; desinfetantes; germicidas; solventes; mercúrio de termômetro;


ácido crômico; efluentes de processadores de imagem; amálgama; pilhas;
baterias; óleo lubrificante e outros produtos perigosos.

Drogas quimioterápicas e resíduos químicos

Medicamentos vencidos; ampolas e frascos ampola abertos, drogas


quimioterápicas e produtos por ela contaminados, resíduos químicos e perigosos. O
descarte deve ser: encaminhar à seção de farmácia,descartar em caixa própria para
material perfuro cortante; descartar em recipiente próprio e encaminhar para
Incineração; rejeitos ácidos e básicos (neutralizar/água corrente); rejeitos
metais pesados e
insolúveis em água (frasco de rosca, identificado); rejeitos
inflamáveis,corrosivos, explosivos, armazenar em galões identificados com o símbolo
de material.

Grupo C – Resíduos que contenham radionuclídeos

Rejeitos sólidos ou líquidos provenientes de laboratórios de análises clínicas;


serviços de medicina nuclear e radioterapia, segundo a Resolução CNEN 6.05.
Descartar em containeres de chumbo até decaimento.

Grupo D – Resíduo Comum: sem risco biológico, químico ou


radioativo

Resíduos provenientes de áreas administrativas (escritórios),de limpeza de


jardins; restos alimentares de refeitórios e de pacientes; fraldas e papel de uso
sanitário. Exemplo: embalagens, latas, plásticos, papel toalha, papelão, papel
higiênico de uso público, seringas sem agulha não contaminadas, papel em geral.
Descartar este em: saco plástico preto, recipiente próprio para reciclagem.

Grupo E – Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes

Lâminas de barbear; agulhas; ampolas de vidro; lâminas debisturi; brocas;


escalpes; utensílios; vidros quebrados e similares. Descartar em: recipiente próprio
para material perfuro cortante; recipiente específico para agulha do sistema a vácuo;
caixas de papelão forrados com saco plástico branco e acondicionados em saco
branco.
Coleta Seletiva

É um sistema de recolhimento de materiais recicláveis previamente separados


e encaminhados para o beneficiamento, para que estes possam ser reutilizados ou
reciclados. A reciclagem é a transformação de um material, que tem sua primeira
utilidade terminada em outra, sendo a coleta seletiva de lixo sua maior aliada.
Seus benefícios são minimizar a quantidade de resíduos destinados ao
tratamento, coleta e destino final e assim aumentar a vida útil dos aterros sanitários,
minimizar a utilização de matéria prima, incentivar o crescimento das indústrias de
reciclados, preservar os recursos naturais e economizar energia na produção de
materiais novos.
A coleta é feita com o material a ser descartado é colocado em lixeira
específica e recolhido posteriormente pelos responsáveis pela coleta. Para facilitar o
descarte, as lixeiras são diferenciadas por cores: azul para papeis, vermelho para
plásticos, verde para vidros e amarelo para metais.

Os 3 “Rs”

Os 3 Rs se referem as palavras-chave para a boa utilização do material:

Reduzir: É possível reduzir o material descartado revisando seus hábitos de


consumo e repensando na necessidade da sua utilização ou descarte.
Reutilizar: Muitos materiais podem ser reaproveitados, mesmo com outra
função, sem passar pela reciclagem.
Reciclar: Transformar materiais já usados, por processo artesanal ou industrial,
em novos produtos.

Obervação: Dentro do hospital, alguns materiais recebem um descarte


especial e tem como destino a incineração ao invés do aterro ou da reciclagem. O lixo
infectante, ou seja, material que pode estar contaminado após o uso; como luvas e
curativos, deve ser descartado nas lixeiras de sacos brancos. Já os materiais perfuro-
cortantes como agulhas, frascos de ampola, bisturis e lancetas, devem ser
depositados nas caixas de descarte logo após o uso.
Esse tipo de material não deve ser reciclado nem descartado em sacos
comuns; isso evita acidentes e diminui os riscos para o profissional e os usuários do
serviço de saúde.
10- EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS DE PROTEÇÃO E DE USO COLETIVO

Os equipamentos de proteção individual objetivam proteger a saúde do


trabalhador e minimizar os riscos de acidentes ocupacionais. O uso de EPI é uma
exigência da legislação trabalhista brasileira através da Norma Regulamentadora (NR)
nº6.
O Ministério do Trabalho atesta a qualidade dos EPIs disponíveis no mercado
emitindo o Certificado de Aprovação (C.A.). O fornecimento ou a comercialização de
EPI sem o C.A. é considerado crime, de modo que comerciante e empregador ficam
sujeitos às penalidades previstas em lei .

Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

Os equipamentos de proteção individual, que tem o seu uso regulamentado,


pelo Ministério do trabalho e Emprego, em sua Norma Regulamentadora no6 (NR
no6). Esta Norma define que equipamento de proteção individual é todo dispositivo de
uso individual, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Ela
preconiza que a empresa está obrigado a fornecer aos empregados, gratuitamente,
equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de
conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: - Sempre que as
medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem
completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou doenças
profissionais; enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas
e para atender a situações de emergência.
Uma situação que ocorre, constantemente, em estabelecimentos de saúde, e
que expõe outras pessoas a riscos desnecessários, é o uso dos equipamentos de
proteção individual fora do ambiente, no qual o seu uso está previsto. Esta situação vai
contra o preconizado na NR no6. Aconselho afixar avisos sobre a proibição e a
permanência, principalmente nos lugares mais freqüentados pelos profissionais,
portando indevidamente seus EPI.
A melhor maneira de sensibilizar e informar o uso correto de EPI, é através de
palestras, cursos e discussões em canais teóricos, sobre Biossegurança, mostrando a
minimização dos riscos quando se utiliza, adequadamente esses equipamentos.
Algumas situações são previstas pela NR nº 6, quanto às obrigações dos empregados,
frente aos equipamentos de proteção individual: usá-los apenas para a finalidade a
que se destina; responsabilizar-se por sua guarda e conservação; não portá-los para
fora da área técnica e comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne
impróprio para uso.
Como o próprio nome já diz, esses equipamentos confere proteção a cada
profissional individualmente. Para melhor entendimento, a referida proteção é dada à
cabeça, ao tronco, aos membros superiores, aos membros inferiores, à pele e
ao aparelho respiratório do indivíduo.
Equipamentos de proteção individual, mais usados em estabelecimentos de
saúde, São:
Proteção à Cabeça

 Protetores faciais destinados à proteção dos olhos e da face contra lesões


ocasionadas por partículas, respingos, vapores de produtos químicos e
radiações luminosas intensas;

 Óculos de segurança para trabalhos que possam causar ferimentos nos olhos,
provenientes de impacto de partículas;

 Óculos de segurança, contra respingos, para trabalhos que possam


causar irritação nos olhos e outras lesões decorrentes da ação de líquidos
agressivos;

 Óculos de segurança para trabalhos que possam causar irritação nos olhos,
provenientes de poeiras e

 Óculos de segurança para trabalhos que possam causar irritação nos olhos e
outras lesões decorrentes da ação de radiações perigosas.

Proteção para os Membros Superiores

Luvas e/ou mangas de proteção e/ou cremes protetores devem ser usados em
trabalhos em que haja perigo de lesão provocada por:

 Materiais ou objetos escoriantes, abrasivos, cortantes ou perfurantes;


 Produtos químicos corrosivos, cáusticos, tóxicos, alergênicos, oleosos, graxos,
solventes orgânicos e derivados de petróleo;
 Materiais ou objetos aquecidos;
 Choque elétrico;
 Radiações perigosas;
 Frio e;
 Agentes biológicos.

Proteção para os membros inferiores:

 Calçados impermeáveis para trabalhos realizados em lugares úmidos,


lamacentos ou encharcados;
 Calçados impermeáveis e resistentes a agentes químicos agressivos;
 Calçados de proteção contra agentes biológicos agressivos e
 Calçados de proteção contra riscos de origem elétrica.

Proteção do tronco

Aventais, capas e outras vestimentas especiais de proteção para trabalhos em haja


perigo de lesões provocadas por:
 Riscos de origem radioativa;
 Riscos de origem biológica; e
 Riscos de origem química.

Proteção respiratória

Para exposição a agentes ambientais em concentrações prejudiciais à saúde


do trabalhador, de acordo com os limites estabelecidos na NR15:

Respiradores contra poeiras, para trabalhos que impliquem produção de


poeiras; respiradores e máscaras de filtro químico para exposição a agentes químicos
prejudiciais à saúde; aparelhos de isolamento (autônomo ou de adução de ar), para
locais de trabalho onde o teor de oxigênio seja inferior a 18% em volume.
Antes de se usar, ou mesmo antes de se adquirir qualquer equipamento de
proteção individual, o profissional deverá conhecer de que ele terá de se proteger,
quais os risco - biológicos, físicos e/ou químicos, aos quais ele estará exposto. Ele
tendo estas respostas, estará apto a adquirir e usar esses equipamentos e trabalhar
com mais segurança.

Observações:

Poderão existir dificuldades para se adquirir esses equipamentos, desde o


momento em que se vai solicitar ao setor de compras ou mesmo quem vai direto à loja
adquiri-los, pois as suas especificações são muitas vezes difíceis de serem descritas.
Torna-se mais fácil fazer a descrição desses equipamentos a partir de algumas
indagações feitas junto ao fabricante, como: a proteção a que se destina dar ao
trabalhador, a sua vida útil, os limites de sua utilização e como realizar a sua limpeza e
conservação, com estas perguntas antes de se adquirir os equipamentos, estará o
profissional, respaldado em sua compra, pois estas perguntas deverão ser
respondidas nas propostas apresentadas pelas empresas candidatas ao
fornecimentos desses equipamentos.
Antes de se decidir por algum EPI, solicitar ao fabricante que informe se esses
equipamentos possuem o Certificado de Aprovação concedido pelo Ministério do
Trabalho e Emprego. No caso desses equipamentos serem de fabricação de origem
não brasileira, e mesmo que eles possuam o referido Certificado do país de origem,
mesmo assim, terá que apresentar o Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério
do Trabalho e Emprego do Brasil, pois sem ele o próprio Ministério não o reconhece
como equipamento de proteção individual.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETICA (EPC)

Como o próprio nome sugere, os equipamentos de proteção coletiva (EPC)


dizem respeito ao coletivo, devendo proteger todos os trabalhadores expostos a
determinado risco. Como exemplo podemos citar o enclausuramento acústico defontes
de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis
de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, a cabine de segurança
biológica, capelas químicas, cabine para manipulação de radioisótopos, extintores de
incêndio, dentre outros.
11- CIPA

Definição

CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que visa à


prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o
trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde de todos os
trabalhadores.
Ela é composta de representantes dos Empregados e do Empregador,
seguindo o dimensionamento estabelecido, com ressalvas as alterações disciplinadas
em atos normativos para os setores econômicos específicos.
Sua atribuição consiste em identificar os riscos de execução da relação de
trabalho, elaborar o mapa de risco, contando para isso, com a participação do maior
número de trabalhadores, tendo a assessoria do SESMT para realizar suas
atribuições.

A CIPA tem como principal atividade à prevenção de acidentes e doenças


ocupacionais, auxiliando o SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e Medicina do Trabalho. A diferença básica entre esses dois órgãos
internos da empresa reside no fato de que o SESMT é composto exclusivamente por
profissionais especialistas em segurança e saúde no trabalho, enquanto a CIPA é uma
comissão partidária constituída por empregados normalmente leigos em prevenção de
acidentes.
O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA, consiste,
basicamente, em observar e relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho;
solicitar medidas para reduzir e eliminar os riscos existentes ou até mesmo neutraliz-a-
los; discutir os acidentes ocorridos, solicitando medidas que previnam acidentes
semelhantes e ainda, orientar aos demais trabalhadores quanto à prevenção de
futuros acidentes na SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes).
12- Grupos de nutrientes

Conceito

Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais),


utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de
suas funções vitais.

A Dietética é uma área de intervenção interdisciplinar cujo objetivo primordial consiste


na aplicação das ciências da nutrição e da dietética na prevenção e no tratamento de
doenças e na promoção e educação da saúde, a nível individual e coletivo, assim
como nas áreas da investigação, gestão e ensino.

Os Grupo de nutrientes são:


 Vitaminas;
 Lipídeos;
 Glicídeos;
 Proteínas;
 Sais minerais
 Vitaminas

Grupos e Nutrientes – Vitaminas

As vitaminas são compostos orgânicos, presentes nos alimentos, essenciais para o


funcionamento normal do metabolismo.

Em caso de falta ou excesso pode levar a doenças.

A disfunção de vitaminas no corpo é chamada de hipovitaminose no caso de carência


e hipervitaminose no caso de excesso da mesma no organismo humano.
Vitaminas Hidrossolúveis

As Vitaminas são classificadas em Hidrossolúveis e Lipossolúveis.

As vitaminas hidrossolúveis são vitaminas solúveis em água. O organismo somente


usa o necessário, eliminando o excesso, ou seja, não são armazenadas em nosso
organismo em quantidades apreciáveis. As vitaminas hidrossolúveis quando ingeridas
em altas doses não provocam distúrbios já que seu excesso é eliminado na urina.

As vitaminas hidrossolúveis são muito sensíveis ao cozimento e se perdem facilmente


na água em que as verduras e legumes são cozidos. Por isso longos cozimentos
devem ser evitados.

São as vitaminas C e do complexo B.

Vitaminas Lipossolúveis

As vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em


água.

Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios. As vitaminas


lipossolúveis são a vitamina A, a vitamina D, a vitamina E e a vitamina K. As vitaminas
A e D são armazenadas principalmente no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em
menor escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca
quantidade de vitamina K.

As lipossolúveis quando ingeridas em altas doses ficam retidas no organismo podendo


causar distúrbios.

Atualmente é reconhecido que os seres humanos necessitam de 13 vitaminas


diferentes, sendo que o nosso corpo só consegue produzir vitamina D.

Dentre as mais importantes podemos destacar:


Vitamina A

Fontes: Fígado de aves, animais e cenoura.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Problemas de visão, pele


seca, diminuição de glóbulos vermelhos, formação de cálculos renais.

Funções no organismo: Ajuda na formação dos ossos, pele; funções da retina.

Vitamina B1

Fontes: Cereais, carnes, verduras, levedo de cerveja.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Beribéri (fraqueza muscular


e dificuldade respiratória)

Funções no organismo: Atua no metabolismo energético dos açúcares.


Deficiência da B1

Vitamina B2

Fontes: Leites, carnes, verduras.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Inflamações na língua,


anemias, seborréia (É uma erupção comum, com o aparecimento de manchas
avermelhadas com escamas amareladas e finas, distribuídas no couro cabeludo,
sobrancelhas, orelhas).

Funções no organismo: Atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema


nervoso.
Vitamina B3

Fontes: Ervilha, amendoim, fava, peixe, feijão, fígado.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Insônia, dor de cabeça,


dermatite, diarréia,depressão.

Funções no organismo: Manutenção da pele, proteção do fígado, regula a taxa de


colesterol no sangue.

Deficiência da B3

Vitamina B5

Fontes: Fígado, cogumelos, milho, abacate, gema de ovo, leite, legumes, frutas.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Fadigas, cãibras


musculares, insônia.

Funções no organismo: Regula o metabolismo de proteínas, gorduras e açúcares.

Vitamina B6

Fontes: Carnes, banana, laranja, levedo, repolho.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Seborréia, anemia,


distúrbios de crescimento.

Funções no organismo: Crescimento, proteção celular, metabolismo de gorduras e


proteínas, produção de hormônios.
Vitamina B9 (ácido fólico)

Fontes: Cogumelos, hortaliças verdes, fígado, integrais...

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Anemias e atraso no


crescimento.

Funções no organismo: Metabolismo dos aminoácidos, formação das hemácias e


tecidos nervosos (fechamento do tubo neural).

Vitamina B12

Fontes: Fígado, rim, coração de ruminantes, ostras.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Anemia perniciosa (doença


autoimune que resulta na perda da função das células gástricas). Além disso, altera
sensibilidade das mãos e dos pés.

Funções no organismo: Formação de hemácias e multiplicação celular.

Vitamina C
Fontes: Laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, manga.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): escorbuto (uma doença que


tem como primeiros sintomas hemorragias nas gengivas, tumefação purulenta das
gengivas (inchaço com pus), dores nas articulações, feridas que não cicatrizam).

Funções no organismo: Atua no fortalecimento de sistema imunológico e aumenta a


absorção do ferro pelo intestino.
Deficiência de vitamina C

Vitamina D

Fontes: Óleo de peixe, fígado, gema de ovos...

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Raquitismo e osteoporose.

Funções no organismo: Regulação dos níveis de cálcio no sangue e de fósforo,


aumenta a reabsorção dos ossos.

A síntese de vit. D é ativada pela radiação ultravioleta (RUV), visto que seu precursor
está presente na pele.

Vitamina D – relação com o sol


Síntese de Vitamina D

Deficiência da vitamina D – Raquitismo


Fontes: Azeite, fígado, brócolis, soja, ovo..

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Dificuldades visuais e


alterações neurológicas.

Funções no organismo: Atua como agente antioxidante, previne doença cardíaca por
evitar aterosclerose.

Vitamina H

Fontes: Nozes, amêndoas, castanhas, lêvedo de cerveja, leite, gema de ovo, arroz
integral, chocolate, amendoim torrado.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Exaustão, dores


musculares, dermatite.

Funções no organismo: Atua no metabolismo de gorduras.

Deficiência de vitamina H

Vitamina K

Fontes: Fígado e verduras de folhas verdes, abacate.

Doenças provocadas pela carência (hipovitaminoses): Deficiência na coagulação


do sangue, hemorragias e tem maior importância no neo nato.

Funções no organismo: Atua na coagulação do sangue, previne osteoporose, ativa a


osteocalcina (importante proteína dos ossos).
Lipídeos

 Lipídeos são representados por gorduras, óleos, ceras, hormônios sexuais.

 São insolúveis em água;

 Fisicamente caracterizadas por serem insolúveis em água, e solúveis em


solventes orgânicos, como o álcool, benzina, éter, clorofórmio e acetona.

 A gordura é um tipo de lipídio. Alguns alimentos ricos neste composto são:


manteiga, margarina, frituras, doces, biscoitos recheados, carnes gordas,
queijo amarelo, leite integral, requeijão, embutidos.
Por causa de sua origem em nossa alimentação, é costumeiro se ver uma
classificação trivial e útil na nutrição das gorduras em gordura animal e gordura
vegetal. Um exemplo de gordura animal é a banha de porco, uma gordura vegetal
comum é o azeite de oliva.

O lipídeo mais conhecido são os ácidos graxos que representam uma


importante fonte de energia para as células.

Após uma refeição rica em lipídios, o sangue fica com um aspecto leitoso. É
importante levar em consideração que os alimentos crocantes são os que mais contêm
gordura trans, e evitar o consumo de carne com gordura visível é um cuidado simples
e muito benéfico. O excesso de alimentos adiposos pode resultar em doenças
cardiovasculares. Porém, a ausência destes no nosso corpo pode resultar em
raquitismo. Por isso, é necessário que haja um equilíbrio.
Glicídios

Os glicídios são moléculas orgânicas constituídas fundamentalmente por


átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. São também conhecidos como açúcares,
carboidratos.

São a principal fonte de energia para os seres vivos, tendo duas funções: gerar
energia e atuar na formação de partes dos corpos dos seres vivos.
Classificação do Glicídios

Dividido de acordo com sua complexidade estrutural em:

 Monossacarídeos;
 Dissacarídeos;
 Polissacarídeos.

Monossacarídeos: Os glicídios mais simples são os monossacarídeos, que


apresentam fórmula geral Cn(H2O)n. O valor de n pode variar de 3 a 7, e, de acordo
com ele, os monossacarídeos são chamados respectivamente de trioses, tetroses,
pentoses, hexoses e heptoses. Exemplos de monossacarídeos são glicose, frutose,
galactose, ribose e desoxirribose.

Dissacarídeos: Dissacarídeos são moléculas formadas pela união de dois


monossacarídeos. A reação de formação de um dissacarídeo é uma síntese por
desidratação: um dos monossacarídeos perde um hidrogênio ( -H ) e o outro perde
uma hidroxila ( -OH ); os dois monossacarídeos se unem, e o hidrogênio e a hidroxila
liberados formam uma molécula de água.

A sacarose - o açúcar de cana - é um dissacarídeo formado pela união de uma


molécula de glicose e uma de frutose.

Outro exemplo de dissacarídeo é a lactose - o açúcar do leite -, constituído por


uma glicose ligada a uma galactose.
Polissacarídeos: Polissacarídeos são moléculas grandes, formadas de
centenas ou milhares de monossacarídios. Exemplos de polissacarídeos são amido,
glicogênio, celulose, quitina, entre outros.

Em nosso organismo ocorre armazenamento de polissacarídeos. Depois de


uma refeição, as células do fígado absorvem moléculas de glicose do sangue, unindo-
as de maneira a formar polissacarídeos.

Quando a taxa de glicose no sangue abaixa nos períodos entre as refeições, as


células do fígado quebram o glicogênio reconvertendo-o em moléculas de glicose que
são lançadas no sangue.

Os Glicidios possuem enorme importância. Apenas como exemplo, lembramos


que a celulose está presente na madeira, em tecidos (algodão e linho), é matéria-
prima na fabricação de papel, celulóide, celofane, etc.

O amido por sua vez é um alimento fundamental para os homens e animais.

Os glicídios aparecem também nos chamados ácidos nucléicos, que são


constituintes fundamentais das células vivas.
É importante ainda lembrar que o estudo dos glicídios já passa a ser objeto da
BIOQUÍMICA, que, como o nome diz, é a parte da química que estuda os compostos e
as reações que ocorrem nos seres vivos. A Bioquímica nasceu da Química Orgânica e
hoje é uma ciência autônoma e altamente desenvolvida.

As proteínas

São componentes de tecidos, membranas, determinam a ocorrência de


reações químicas do organismo.

São polímeros compostos por aminoácidos.

Obtemos proteínas na alimentação, elas são digeridas no tubo digestório


(estomago).

Os Aminoácidos no nosso corpo

Para formar as proteínas ha ligações entre os aminoácidos – as ligações


peptídicas. O numero de aminoácidos nas proteínas e muito variável.

Existem 20 tipos de aminoácidos. Que são diferenciados pelo radical R.

Esse 20 aminoácidos são divididos em:

 Naturais: que o corpo produz;


 Essenciais: que obtemos da alimentação.
Funções das proteínas

Estrutural ou plástica: São aquelas que participam dos tecidos dando-lhes


rigidez, consistência e elasticidade. São proteínas estruturais:

 Colágeno (constituinte das cartilagens),


 Actina e miosina (presentes na formação das fibras musculares),
 Queratina (principal proteína do cabelo),
 Fibrinogênio (presente no sangue),
 Albumina (encontrada em ovos).

Hormonal: Exercem alguma função específica sobre algum órgão ou estrutura


de um organismo como, por exemplo, a insulina que retira a glicose em excesso
do sangue (embora tecnicamente a insulina seja considerada apenas
um polipeptídios, devido a seu pequeno tamanho).

Defesa: Os anticorpos são proteínas que realizam a defesa do organismo,


especializados no reconhecimento e neutralização de vírus, bactérias e outras
substâncias estranhas.
O fibrinogênio e a trombina são outras proteínas de defesa, responsáveis
pela coagulação do sangue e prevenção de perda sanguínea em casos de cortes e
ferimentos.

Energética: Obtenção de energia a partir dos canais que compõem as


proteínas. Durante a fase de crescimento as crianças são especialmente sensíveis
às deficiências de nutrientes, sobretudo proteínas. Deficiência de calorias ou
proteínas na dieta desvia as proteínas para a função energética, levando à
deficiência de crescimento.
A necessidade diária de proteínas é de cerca de 1g/kg durante essa fase e 0,8-
0,9g/kg na fase adulta.
SAIS MINERAIS

Os sai minerais e as vitaminas, funcionam como “co-fatores” do metabolismo


no organismo. Sem eles as reações metabólicas ficariam tão lentas que não seriam
efetivas.

Os sais minerais desempenham função vitais no nosso corpo como:

 Manter o equilíbrio dos fluidos;


 Controlar a contração muscular;
 Oxigenar os músculos
 Regular o metabolismo energético.

Embora presentes na dieta, alguns minerais não são ingeridos na quantidade


suficiente para satisfazer as necessidades metabólicas, especialmente durante a fase
de crescimento, estresse, trauma, perda de sangue e algumas doenças. Muitos
corredores também tem deficiência de minerais. Isto porque o exercício vigoroso
acelera a perda desses minerais pela urina e pelo suor.

FERRO

É um componente fundamental da hemoglobina e de algumas enzimas do


sistema respiratório. A deficiência desse mineral, resulta em anemia.

É importante saber que sem a vitamina C, a quantidade de ferro obtida pela


ingestão de vegetais é irrisória. O feijão, por exemplo, é rico em ferro. Porém nosso
organismo consegue absorver apenas 10% desse mineral contido no cereal. No
entanto se o feijão for acompanhado de um alimento rico em vitamina C, como suco
de laranja por exemplo, a absorção de ferro pode chegar a 40%. As carnes são
diferentes, pois estão entre as melhores fontes de ferro e nesse caso as moléculas do
mineral não precisam da ajuda da vitamina para melhor serem absorvidos pelo nosso
organismo.
As melhores fontes de ferro são:

 Carne bovina;
 Carde frango;
 Carne suína;
 Peixes;
 Feijão
 Ovos;
 Legumes.

A deficiência de ferro é comum mulheres, principalmente pela perda desse mineral


pela menstruação. Os atletas também devem estar atentos para a ingestão adequada
de ferro, uma vez que ao perderem este mineral pela urina e pela transpiração, a
própria atividade física pode atrapalhar a habilidade de absorção de ferro pelo
organismo.

CÁLCIO

As necessidades de cálcio são geralmente suprimidas pelos laticínios,


especialmente o leite. A maior parte de cálcio, cerca de 90% é armazenada nos ossos,
realizando uma troca constante desse mineral com o sangue e tecidos.

Sendo fundamental para o fortalecimento de osso e dentre, o cálcio também é


necessário para o funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico,
contração muscular, coagulação sanguínea e pressão arterial.

As principais fontes o encontramos o cálcio são:

 Leites;
 Queijos;
 Iogurtes;
 Alguns legumes, como brócolis e repolho.

FÓSFORO

O fósforo tem um papel importante na produção de energia, juntamente o


cálcio. A energia química do corpo é armazenada em combinações de “fosfato de alta
energia”.

O elemento fósforo é altamente venenoso, não é tóxico quando ingerido em


forma de fosfato na dieta.

Principais fontes de fósforo:

 Carnes;
 Ovos;
 Leites.
MAGNÉSIO

Pesquisas revelaram que o magnésio tem um papel fundamente na


performance em esportes de resistência. Este mineral encontra-se armazenado
principalmente em músculos e ossos, onde atua na contração muscular e no
metabolismo energético.

Principais fontes de magnésio:

 Alimentos de grãos integrais;


 Frutos do mar;
 Nozes.

IODO

A deficiência de iodo pode causar o bócio, que é o crescimento patológico da


glândula tireoide. Habitantes das zonas costeiras, geralmente recebem o suprimento
adequado de iodo.

Principais fontes de iodo:

 Sal iodado;
 Peixes marinhos.

SÓDIO

Este mineral é um eletrólito importante para a transmissão nervosa, contração


muscular e equilíbrio de fluidos no organismo. Atletas praticando corridas longas,
devem prestar atenção na reposição de sódio para evitar a hiponatremia. O excesso
de sódio na dieta pode causar a hipertensão em pessoas com predisposição genética.

Principais fontes de sódio:

 Sal;
 Alimentos processados.

POTÁSSIO

Este mineral é um eletrólito importante para a transmissão nervosa, contração


muscular e equilíbrio de fluidos no organismo. Sintomas de deficiência de potássio
incluem: fraqueza muscular, desorientação e fadiga.

Principais fontes de potássio:

 Banana;
 Carnes;
 Batata;
 Grãos integrais.
13- Aspectos sócio-econômicos da alimentação do povo brasileiro

Pré- história: A trajetória do homem apresenta muitos mistérios. Acontece o


mesmo quando se trata de sua alimentação.
Ninguém sabe de que frutos e raízes o homem se alimentava nem de onde surgiu o
instinto irracional que o fez consumir tais alimentos sem conhecer seus valores
nutricionais.
Os frutos parecem ter sido mesmo o cardápio inicial do homem e nenhum
estudo arqueológico provou o contrário. Acredita-se que a primeira “sobremesa” foi o
mel de abelhas. Nessa época foi que o homem descobriu o fogo.

Agricultura: (500.000 a.C. a 1.000 a.C.), o homem ainda não conhecia a


agricultura e a domesticação de animais e a subsistência era garantida com a coleta
de frutos e raízes, além da pesca e da caça bastante diversificada de animais.
A escassez de alimentos e a hostilidade do meio ambiente obrigavam os
grupos humanos a viver como nômades ( povos sem habitação fixa). Enquanto
andavam de um lugar para outro, foram percebendo que as sementes que caíam
sobre a terra multiplicavam suas colheitas em poucos meses.
Tornaram-se agricultores e com isso, trocaram a vida nômade pela vida em
pequenas aldeias. A invenção do arco e da flecha e do arremessador de lanças, nessa
mesma época, foi outro marco importante.

Idade dos Metais: Aconteceram grandes transformações, como o


desenvolvimento da agricultura e a criação de animais.
A caça já era de animais menores, característicos da fauna atual: javalis, lebres,
pássaros, além da criação de bovinos, ovinos, caprinos e suínos. É nessa época que
se inicia a base de nossa alimentação tradicional, que é a cultura de cereais, e
principalmente de trigo e centeio, usados na fabricação de pães.

Antiguidade: Os médicos da Antigüidade (séculos V a X d. C.), em geral,


conheciam os efeitos preventivos e terapêuticos da alimentação.
Para o combate de doenças era feito o cultivo de cevada, trigo, favas, grão-de-bico,
lentilhas, gergelim. A criação de bovinos, suínos, ovinos e de cães (para consumo); a
caça de javalis,lebres, raposas e aves; a pesca de peixes e moluscos; consumo de
queijos, frutas secas e frescas, hortaliças como alho. Principal bebida era o vinho.

Idade Média: As cozinhas da Idade Média (séculos X a XV d. C.) destacavam


três sabores fundamentais.

 Forte: devido às especiarias (ou temperos).


 Doce: graças ao uso do açúcar.
 Ácido: referente ao vinagre, ao vinho e aos sucos de frutas cítricas.

Mas as pessoas dessa época preocupavam-se mais com a aparência do que com
o sabor dos pratos.

Idade Moderna: Na Idade Moderna (séculos XV a XVIII), a agricultura que antes


era de subsistência, passa a ter fins comerciais.
Produtos como tomate, batata, milho, arroz e outras espécies alimentares tornam-
se importantes na alimentação ocidental. O pão era bastante consumido por todas as
classes sociais e as crises na produção de cereais durante esse período tiveram
impacto direto sobre a mortalidade.

Idade Contemporânea: A agricultura de mercado continuou crescendo na Idade


Contemporânea(séculos XIX a XX) .
Com isso, passou a ser cultivada e consumida uma variedade cada vez maior de
frutas e verduras. Houve aumento no consumo de ovos e especialmente de gorduras,
tanto de origem vegetal quanto animal.
Atualmente, o homem pode contar com uma variedade enorme de produtos
alimentícios. As novidades surgem diariamente e acompanhar as mudanças na área
de alimentos tornou-se um desafio. Até mesmo produtos como alface ou tomate
podem ser modificados através de processos sofisticados como cultivos em condições
especiais e até mesmo mudanças genéticas. Alguns exemplos são os alimentos
congelados e pré-cozidos, enlatados, conservas, drive-thru, fast-food, delivery e
selfservice, entre muitos outros.
14- Definindo pobreza e fome

Dos três problemas, a pobreza talvez seja o mais fácil de definir. De modo
bastante simples, pode-se dizer que pobreza corresponde à condição de não
satisfação de necessidades humanas elementares como comida, abrigo, vestuário,
educação, assistência à saúde, entre várias outras. A desnutrição ou, mais
corretamente, as deficiências nutricionais porque são várias as modalidades de
desnutrição são doenças que decorrem do aporte alimentar insuficiente em energia e
nutrientes ou, ainda, com alguma frequência, do inadequado aproveitamento biológico
dos alimentos ingeridos geralmente motivado pela presença de doenças, em particular
doenças infecciosas.

A fome é certamente o problema cuja definição se mostra mais controversa.


Haveria inicialmente que se distinguir a fome aguda, momentânea, da fome crônica. A
fome aguda equivale à urgência de se alimentar, a um grande apetite, e não é
relevante para nossa discussão. A fome crônica, permanente, a que nos interessa
aqui, ocorre quando a alimentação diária, habitual, não propicia ao indivíduo energia
suficiente para a manutenção do seu organismo e para o desempenho de suas
atividades cotidianas. Nesse sentido, a fome crônica resulta em uma das modalidades
de desnutrição: a deficiência energética crônica.

A diferenciação entre fome, desnutrição e pobreza ficará possivelmente mais clara


por meio de exemplificações. Um indivíduo pode ser pobre sem ser afetado pelo
problema da fome, bastando que sua condição de pobreza se expresse por carências
básicas outras que não a alimentação o instinto de sobrevivência do homem e de
todas as outras espécies animais faz com que suas necessidades alimentares tenham
precedência sobre as demais. A situação inversa, ocorrência da fome na ausência da
condição de pobreza, não ocorre ou ocorre apenas excepcionalmente e por tempo
limitado por ocasião de guerras e catástrofes naturais.

Fome e desnutrição tampouco são equivalentes, uma vez que, se toda fome leva
necessariamente à desnutrição de fato, a uma modalidade de desnutrição: a
deficiência energética crônica nem toda deficiência nutricional se origina do aporte
alimentar insuficiente em energia, ou, sendo mais direto, da falta de comida. Ao
contrário, são causas relativamente comuns de desnutrição, sobretudo na infância, o
desmame precoce, a higiene precária na preparação dos alimentos, o déficit
específico da dieta em vitaminas e minerais e a incidência repetida de infecções, em
particular doenças diarreicas e parasitoses intestinais. Ainda que também não
equivalentes, os terrenos da pobreza e da desnutrição infantil são os que mais se
aproximam, pois o bom estado nutricional da criança pressupõe o atendimento de um
leque abrangente de necessidades humanas, que incluem não apenas a
disponibilidade de alimentos, mas também a diversificação da dieta, condições
salubres de moradia, o acesso à educação e a serviços de saúde, entre outras. Ainda
assim, a presença da pobreza torna mais freqüente, mas não compulsória, a presença
da desnutrição na criança, sendo extremamente importante a modulação que pode ser
exercida por programas bem planejados de assistência integral à saúde infantil. Em
suma, embora igualmente graves e indesejáveis e ainda que compartilhem causas e
vítimas, fome, desnutrição e pobreza não são a mesma coisa. A Figura 1 procura
representar espacialmente os domínios próprios e comuns desses três problemas em
uma população hipotética.

Aferindo a extensão da pobreza, desnutrição e fome em uma população

Definições operacionais de pobreza geralmente levam em conta a renda


(monetária e não monetária) das famílias e uma linha de pobreza (nível crítico de
renda) baseada no custo estimado para aquisição das necessidades humanas
básicas. Contabilizam-se como pobres as famílias cuja renda seja inferior à linha da
pobreza. Quando a linha da pobreza se baseia apenas no custo da alimentação, fala-
se em pobreza extrema, indigência ou mesmo em insegurança alimentar.

Como a maioria das doenças, as deficiências nutricionais podem ser


diagnosticadas por meio de exames clínicos e laboratoriais. Por serem biologicamente
mais vulneráveis a diversas deficiências nutricionais, as crianças são habitualmente
escolhidas como grupo indicador da presença de desnutrição na população,
admitindo-se que o percentual de crianças com retardo de crescimento, uma das
primeiras e mais precoces manifestações de desnutrição na infância, propicie uma
excelente indicação do risco de deficiências nutricionais a que está exposta uma
coletividade.

As dificuldades técnicas em se medir de forma confiável a ingestão alimentar


habitual dos indivíduos e suas correspondentes necessidades energéticas tornam
difícil a mensuração direta da extensão da fome ou da deficiência energética crônica
em uma população. De modo mais prático, essa aferição é feita a partir da avaliação
das reservas energéticas dos indivíduos, mais especificamente avaliando-se a relação
entre peso e altura, admitindo-se que o percentual de indivíduos com insuficiente
relação peso/altura, portanto emagrecidos, expresse razoavelmente bem a magnitude
da deficiência energética crônica na população. Uma vez que a deficiência energética
crônica pode apresentar um componente sazonal importante e variar intensamente de
ano para ano, em função de variações no clima e na produção e disponibilidade de
alimentos, recomenda-se que, em áreas de risco, a avaliação das reservas
energéticas dos indivíduos seja feita de modo contínuo, sob a forma de sistemas de
monitoramento.

A dimensão da fome

Conforme mencionado anteriormente, a aferição da dimensão da fome ou da


deficiência energética crônica em uma população pode ser feita a partir da avaliação
das reservas energéticas dos indivíduos ou, mais especificamente, a partir da
proporção de indivíduos emagrecidos. Embora a deficiência energética crônica seja
um evento essencialmente familiar, acometendo simultaneamente crianças e adultos,
sua aferição se torna mais específica quando feita sobre indivíduos adultos – crianças
podem responder à deficiência energética com a redução do crescimento linear,
enquanto adultos sempre respondem com o emagrecimento. Consideram-se magros
os adultos que têm relação peso/altura (Índice de Massa Corporal) inferior a 18,5
kg/m2. Em populações onde se sabe não existir fome, adultos magros não ultrapassam
3% a 5% da população, considerando-se proporções acima desses valores como
indicativas de risco de deficiência energética crônica. A OMS classifica proporções de
adultos magros entre 5% e 9% como indicativa de baixa prevalência de déficits
energéticos, o que justificaria a necessidade de monitorar o problema e estar alerta
para sua eventual deterioração. Proporções entre 10% e 19% caracterizariam
prevalência moderada da deficiência energética crônica enquanto proporções entre
20% e 29% e proporções iguais ou superiores a 40% caracterizariam,
respectivamente, prevalências altas e muito altas (WHO, 1995).

A Tabela 3 apresenta estimativas sobre a frequência e a distribuição da


prevalência da deficiência energética crônica em adultos no Brasil conforme a
Pesquisa sobre Padrões de Vida – PPV, realizada pelo IBGE entre 1996 e 1997. A
PPV foi restrita às regiões Nordeste e Sudeste, as quais abrigam cerca de 70% da
população total do país.

Em 1996-1997, indivíduos magros correspondiam a 4,9% do contingente


populacional de adultos das regiões Nordeste e Sudeste, proporção que fica dentro
(ainda que próxima do limite superior) do intervalo admitido para o indicador em
populações teoricamente não expostas à deficiência energética crônica (3% a 5% de
indivíduos magros). A estratificação regional do indicador aponta o Sudeste urbano
como área livre da deficiência energética crônica (4,0% de indivíduos magros) e o
Sudeste rural (5,4%), o Nordeste urbano (5,5%) e, sobretudo, o Nordeste rural (7,1%)
como áreas marginalmente atingidas pelo problema, onde o monitoramento da
deficiência energética crônica estaria justificado.

Estimativas confiáveis sobre a proporção de indivíduos magros na população


adulta são disponíveis para alguns poucos países em desenvolvimento (WHO 1995), o
que torna limitadas as possibilidades de comparação dos dados brasileiros colhidos
pela PPV em 1996/97. Com base na média nacional de 4,9% de adultos magros, o
Brasil faria par com a Colômbia. Com 6,1% e 7,1% de indivíduos magros,
respectivamente, o Nordeste e o Nordeste rural brasileiro estariam em melhor posição
do que o México (9% de adultos emagrecidos) e muito distantes de países onde a
deficiência energética crônica é reconhecidamente endêmica como Haiti, Etiópia e
Índia, onde a proporção de indivíduos emagrecidos na população adulta se aproxima
de 20%, 40% e 50%, respectivamente.

Diferentemente do que se observa com os diferenciais regionais relativos aos


indicadores de desnutrição infantil, os diferenciais relativos à deficiência energética
crônica na população adulta brasileira desaparecem totalmente quando se ajustam as
comparações, por meio de modelos de regressão, para as diferenças regionais quanto
ao poder aquisitivo das famílias, nesse caso aferido diretamente pela renda familiar
per capita.

A Figura 4 retrata a tendência secular da proporção de adultos magros nas


regiões Nordeste e Sudeste conforme estimativas provenientes de três inquéritos
realizados pelo IBGE em 1974-1975 (Endef), 1989 (PNSN) e 1996-1997 (PPV).
Tendências declinantes do indicador da deficiência energética crônica são observadas
ao longo dos inquéritos em todas as partes do país. No primeiro período – 1974/75-
1989 – observam-se taxas anuais de declínio maiores nas áreas urbanas e rurais do
Sudeste (4,4% e 5,0%) e nas áreas urbanas do Nordeste (4,5%) do que no Nordeste
rural (2,8%). A evolução da proporção de adultos magros nesse período indica que o
Sudeste urbano passa de uma situação de baixa prevalência de deficiência energética
crônica para uma situação de virtual ausência de risco, enquanto o Nordeste urbano e
as áreas rurais do Nordeste e do Sudeste passam de prevalências moderadas para
prevalências baixas do problema. No período seguinte – 1989-1996/97 – observam-se
declínios adicionais de menor magnitude na proporção de adultos magros nas áreas
urbanas das regiões Nordeste e Sudeste e nas áreas rurais do Sudeste (taxas anuais
de 2,9%, 2,6% e 3,8%, respectivamente). Esses declínios mantêm o Sudeste urbano
como local virtualmente livre da deficiência energética crônica e aproximam o Sudeste
rural e o Nordeste urbano da mesma condição. Ainda no segundo período, mantém-se
modesta a taxa anual de declínio da proporção de adultos magros no Nordeste rural
(3,5%), insuficiente para aproximar essa região do país da condição de local livre da
deficiência energética crônica. A projeção das taxas anuais de declínio do indicador no
período 1989-1996/97 indicaria que, por volta do ano 2000, toda a região Sudeste e as
áreas urbanas do Nordeste teriam alcançado o virtual controle da deficiência
energética crônica (menos de 5% de adultos magros), enquanto a mesma condição
ocorreria no Nordeste rural no ano de 2006. Deve-se notar, entretanto, que essas
projeções estão sujeitas a imprecisões dadas as variações cíclicas que podem ocorrer
na freqüência da deficiência energética crônica, sobretudo em áreas rurais, devido a
variações no clima e na produção e disponibilidade de alimentos, não contempladas
nas estimativas.

O aumento de renda das famílias brasileiras e o declínio da pobreza


observados entre 1970 e 1980 certamente contribuíram para a intensa redução da
deficiência energética crônica apontada pelos inquéritos realizados entre 1974-1975 e
1989, sendo mais difícil identificar fatores prováveis para o declínio adicional do
problema entre 1989 e 1996-1997.

Conclusões e implicações

A pobreza, medida pela insuficiência de renda, alcança mais de um quarto da


população brasileira e dissemina-se por todas as regiões e áreas do país, afligindo,
entretanto, em particular, as populações do Norte e Nordeste e, ainda mais
particularmente, a população rural dessa última região. A desnutrição, medida pelo
retardo do crescimento infantil, alcança cerca de 10% das crianças do país e se
distribui no território nacional de forma semelhante à pobreza, ainda que com
diferenças regionais mais intensas. Na região em situação mais favorável – as áreas
urbanas do Centro-Sul – a ocorrência de crianças de baixa estatura é rara e sua
freqüência é apenas pouco superior à observada em países desenvolvidos,enquanto
na região em situação menos favorável – o Nordeste rural – o problema alcança uma
em cada quatro crianças, condição que aproxima essa região dos países mais pobres
de mundo.

Diferenças regionais quanto ao poder aquisitivo das famílias não explicam


inteiramente o excesso relativo de desnutrição infantil no Norte e Nordeste e nas áreas
rurais dessa última região. A fome ou a deficiência energética crônica, medida pela
depleção de reservas energéticas na população adulta, alcança freqüências limitadas
no país, compatíveis com virtual ausência de risco do problema. A distribuição regional
do indicador de deficiência energética crônica aponta ausência do problema nas áreas
urbanas da região Sudeste e virtual ausência do problema nas áreas urbanas do
Nordeste e nas áreas rurais do Sudeste. Risco baixo de deficiência energética crônica
(muito distante da situação documentada em países que convivem endemicamente
com a fome) é encontrado nas áreas rurais da região Nordeste.

Séries históricas de indicadores da pobreza indicam declínio intenso do


problema nos anos de 1970, acompanhando o crescimento exuberante da economia
nacional, e declínios muito modestos, ou mesmo estagnação, nos anos de 1980 e
1990, acompanhando o crescimento econômico medíocre do país. Indicadores da
desnutrição apontam declínio substancial do problema nos anos de 1970 e 1980 e
evolução ainda mais favorável nos anos de 1990, a qual pode ser atribuída quase que
inteiramente à ampliação de serviços básicos de saúde, rede pública de água potável
e aumento da escolaridade das mães. Indicadores da fome ou da deficiência
energética crônica apontam declínio intenso do problema nos anos de 1970 e 1980 e
declínios de menor magnitude nos anos de 1990. Projeções das tendências mais
recentes quanto à desnutrição infantil indicam que o problema poderá ser controlado
no Centro-Sul urbano em alguns poucos anos, mas que, se nada de diferente for feito,
o problema persistirá no restante do país por muito tempo: por mais dez anos no
Nordeste urbano, 28 anos no Norte urbano, 32 anos no Centro-Sul rural e por mais 62
anos no Nordeste rural. Projeções análogas para a deficiência energética crônica
indicam que o problema já teria sido virtualmente controlado em todo o Sudeste e nas
áreas urbanas da região Nordeste, sendo o Nordeste rural o único território que ainda
poderia ser considerado vulnerável ao problema.

As diferenças identificadas na magnitude, distribuição e evolução da pobreza,


da desnutrição e da fome confirmam a natureza distinta desses problemas, tal como
sustentado na introdução deste trabalho, ao mesmo tempo em que determinam
implicações importantes na definição de prioridades, conteúdos, escalas e alvos para
políticas públicas.

Ações governamentais específicas de combate à pobreza deveriam ter máxima


prioridade no país e devem perseguir essencialmente o aumento da renda dos mais
pobres. Ações que resultem em maior crescimento econômico com melhor distribuição
de renda e que levem à reativação da economia, à criação de empregos e ao
aprofundamento da reforma agrária são vistas como soluções consensuais para o
aumento da renda dos mais pobres no Brasil.

Mais recentemente, o mesmo acordo parece existir quanto a programas


governamentais de transferência direta de renda acoplados a contrapartidas das
famílias beneficiárias, seja com relação à manutenção de crianças nas escolas
("bolsa-escola"), seja com relação a controles preventivos de saúde ("bolsa-
alimentação").

Ações que combatam eficientemente a pobreza serão obviamente de enorme


valia para a luta contra a desnutrição. Entretanto, a experiência brasileira e a de outros
países em desenvolvimento indicam que a intensificação de investimentos e
educação, saneamento do meio e cuidados básicos de saúde, incluindo o
monitoramento do estado nutricional infantil e a detecção e correção precoces da
desnutrição, será essencial para se alcançar a definitiva erradicação do problema
(Gillesppie et al., 1996; Smith e Haddad, 2000 e Monteiro et al., 2000).

A luta contra a fome, ou ao que resta desse problema no país, igualmente se


beneficiará do combate à pobreza. Contudo, as evidências reunidas neste trabalho
indicam que ações específicas de combate à fome, em particular ações de distribuição
de alimentos (diretamente ou através de créditos ou cupons), deveriam ser
empregadas no Brasil de modo focalizado, com atenção especial para segmentos da
população rural da região Nordeste. A expansão desmedida de ações de distribuição
de alimentos, ao contrário do que talvez indiquem o senso comum e a indignação
justificada diante de uma sociedade tão injusta e plena de problemas como a
brasileira, implicaria consumir recursos que poderiam faltar para ações sociais mais
bem justificadas e mais eficientes.
15- Constituição dos alimentos

O nosso organismo é constituído por milhões de células que necessitam de


energia para crescerem e desempenharem as suas funções; As substâncias contidas
nos alimentos são utilizadas para reparar as células ou formar novas, mas também
ajudam a fortalecer certos órgãos (dentes, ossos) e a prevenir contra certas doenças
(vitaminas).

Cada país possui vários pratos e hábitos alimentares; Diferentes países


possuem diferentes hábitos alimentares; Muitos hábitos alimentares estão
relacionados com aspectos culturais e religiosos.

Constituídos por diferentes substâncias – Nutrientes: Proteínas (carne, peixe e


ovos) Glicídios (arroz, massa, pão, batatas, grãos) Lípidos (óleos, frutos secos,
manteiga) Sais minerais (vegetais, fruta, peixe, lacticínios) Vitaminas (fruta e vegetais)
Fibras (fruta, cereais, vegetais) Água.

Cada alimento é formado por vários nutrientes, em quantidades variáveis; Para


uma alimentação equilibrada é necessário ingerir vários alimentos de modo a
recebermos todos os nutrientes.
De acordo com a sua função no organismo, os nutrientes podem ser: Plásticos
(proteínas, lípidos, minerais e água) Energéticos (glicídios e lípidos)
Reguladores/protetores (vitaminas, minerais, fibras e água).

Macronutrientes (proteínas, glicídios e lípidos) Micronutrientes (fibras, minerais,


vitaminas e água).

Necessidades nutricionais Dependem de: Sexo, Idade, Saúde, Atividade física,


Local, Gravidez…

Roda dos Alimentos

Os consumidores devem ter a garantia de que os alimentos disponíveis no


mercado são seguros, ou seja, que o seu consumo não representa risco para a saúde.
A Roda dos Alimentos informa sobre as regras necessárias para uma alimentação
equilibrada.
Cereais e derivados 28%

Hortícolas e tubérculos 23%

Fruta 20%

Lacticínios 18%

Carne, pescado e ovos 5%

Leguminosas 4%

Gordura e óleos 2%

Roda dos Alimentos Criada em 1977 por profissionais portugueses ligados à


saúde; 5 grupos de alimentos “Saber comer é saber viver”.

Antiga Roda

Diferenças Nº de grupos de alimentos; 5 na antiga, 7 na atual Água no centro


(atual); Conceito de porção diária (atual). A roda dos alimentos é uma imagem em
forma de círculo (prato) que nos ajuda a escolher e a combinar os alimentos que
deverão fazer parte da nossa alimentação diária. Está dividida em grupos que reúnem
alimentos com propriedades nutricionais semelhantes.

Ingerir em maior quantidade os alimentos pertencentes aos grupos maiores;


Variar, dentro de cada grupo, o consumo dos vários alimentos; Ingerir alimentos de
todos os grupos; Evitar a ingestão de certas bebidas e de produtos açucarados e
salgados.
Porções Cereais, derivados e tubérculos – 4 a 11hortícolas – 3 a 5 Frutas – 3 a
5 Lacticínios – 2 a 3 Carne, peixe e ovos – 1,5 a 4,5Leguminosas – 1 a 2 Gorduras e
óleos – 1 a 3.

Carne ou Peixe? O peixe tem excelentes qualidades nutricionais pelo que é


considerado um alimento fundamental para uma dieta saudável e equilibrada;
Recomendado para todas as pessoas de qualquer idade (crianças, adolescentes,
adultos, grávidas, idosos, etc.); O consumo de pescado pode contribuir para a
prevenção de certas doenças como as cardiovasculares e melhorar os sintomas de
outras enfermidades.

Importância do leite - O leite é um alimento muito próximo da perfeição. Rico


em proteínas, cálcio, fósforo, vitaminas A, B1 e B2; Baixo nível de colesterol; Fonte de
hidratos de carbono; Bem tolerado por diabéticos.

Importância do exercício físico- Fundamental para a saúde e é um


complemento essencial para uma alimentação equilibrada. O melhor exercício é
aquele no qual participem grandes massas musculares, de modo que os músculos
utilizem principalmente as reservas de gordura. Praticar exercício físico 30 a 40
minutos, diariamente ou 3 a 5 vezes por semana! Exercício físico 30 a 40 minutos,
diariamente ou 3 a 5 vezes por semana! Nota: Para perder gordura os exercícios mais
aconselhados são os de baixa densidade. Ex.: Caminhadas, Natação, Ciclismo,
Aeróbica, Saltar à corda…

Cuidados com a alimentação - Ingerir um pouco de cada tipo de alimento;


Preferir carne branca (frango, peru, coelho) a carne vermelha (bovino); Preferir peixe a
carne; Consumir alimentos frescos; Preferir gorduras vegetais às animais (doenças
cardiovasculares); Adequar a ingestão de glicídios à prática de exercício físico;
Reduzir consumo de sal (hipertensão) e açúcar (diabetes e obesidade);

Beber água, sumos de fruta e leite; Evitar produtos com aditivos químicos; 3
horas entre refeições; 5 refeições diárias; Lavar bem os legumes e frutas; Prestar
atenção aos rótulos alimentares; Verificar prazo de validade dos alimentos.

Composição química dos Alimentos


16- Educação alimentar

A educação alimentar compreende algo mais complexo, é um processo, ou seja,


além da mudança de hábitos alimentares, existe o aprendizado do que é saudável,
mantendo aspectos do indivíduo, é a construção do conhecimento, a vivência.

Para que cada um entenda e adquira bons hábitos alimentares e os transmita é


necessário que a pessoa participe realmente do processo. Ela deve querer conhecer
os alimentos, suas funções no corpo, sua importância, para entender o porque desses
alimentos serem recomendados.

A alimentação não deve ser imposta como algo fixo, restrito, que gere
sacrifícios. Deve ser algo planejado conforme as preferências da pessoa e
principalmente levando em conta, hábitos e costumes, respeitando aspectos culturais,
tudo com muito bom senso, e claro com o equilíbrio nutricional necessário.

É muito importante que o educador respeite a individualidade da pessoa e conheça


seus hábitos atuais, para que aos poucos introduza o que é necessário melhorar e
incentive para que continue mantendo o que é bom, garantido assim uma boa
nutrição.

Mudar hábitos não é tarefa fácil, mas é possível. É um processo de educação e


deve ser encarado dessa maneira, com erros, acertos, deslizes, recaídas, etapas
vencidas e tudo mais que será necessário nesse processo. Tudo em busca da saúde
do corpo e da mente, e lembre-se tudo ao seu tempo!

10 passos para uma alimentação saudável


PASSO 1 AUMENTE E VARIE O CONSUMO DE FRUTAS, LEGUMES E
VERDURAS -

Escolha vegetais frescos para arrumar seu prato. Coma, pelo menos, 4
colheres de sopa de vegetais (verduras e legumes) duas vezes no dia. Coloque os
vegetais no prato do almoço e no jantar.

As frutas, assim como as verduras, são ricas em vitaminas, minerais e fibras.


Estes alimentos melhoram o funcionamento do intestino, melhoram o humor e ajudam
a evitar doenças. Comece com uma fruta ou 1 fatia de fruta no café da manhã e
acrescente mais uma nos lanches da manhã e da tarde.

PASSO 2 COMA FEIJÃO PELO MENOS 1 VEZ AO DIA - NO MÍNIMO 4 VEZES POR
SEMANA

O feijão é um alimento importante no prato do brasileiro, isso é ótimo ... ele é


um alimento rico em ferro e fibras e deve estar presente nas refeições, pelo menos, 4
vezes por semana. Na hora das refeições coloque 1 concha de feijão no seu prato,
assim você estará evitando a anemia. Redescubra as antigas receitas da família e
coloque feijão na sopa, virado, tutu, salada etc.

PASSO 3 REDUZA O CONSUMO DE ALIMENTOS GORDUROSOS COMO


CARNES COM GORDURA APARENTE, SALSICHA, MORTADELA E OUTROS
EMBUTIDOS, FRITURAS E SALGADINHOS – MÁXIMO DE 2 VEZES POR
SEMANA

Prefira as carnes brancas sem pele. As carnes de frango e peixe tem menos
gordura saturada e colesterol, por isso ajudam a prevenir as doenças do coração.
Sempre que for preparar algum tipo de carne retire antes do cozimento a gordura
aparente, a pele do frango ou o couro do peixe.

Apesar de o óleo vegetal ser um tipo de gordura mais saudável, tudo em


excesso faz mal ! O ideal é não usar mais que 1 lata de óleo por mês para uma família
de 4 pessoas. Se você estiver usando mais que isso pode estar cozinhando com mais
óleo que o necessário ou estar fazendo muitas frituras. Diminua ! Prefira os alimentos
cozidos ou assados e evite cozinhar com margarina, gordura vegetal ou manteiga.

PASSO 4 REDUZA O CONSUMO DE SAL - TIRE O SALEIRO DA MESA

O sal de cozinha é a maior fonte de sódio da nossa alimentação. O sódio é


essencial para o funcionamento do nosso corpo, mas o excesso pode levar ao
aumento da pressão do sangue, que chamamos de hipertensão.

As crianças e os adultos não precisam de mais que uma pontinha de colher de


sal por dia. Por isso, cuidado com o excesso de sal quando preparar as refeições. Siga
estas dicas: não coloque o saleiro na mesa, assim você evita adicionar o sal na
comida pronta.

Evite temperos prontos, alimentos enlatados, carnes salgadas e embutidos


como mortadela, presunto, linguiça etc. Todos eles têm muito sal. Comece a
experimentar outros tipos de temperos para seus pratos como ervas frescas ou secas.
PASSO 5 FAÇA PELO MENOS 3 REFEIÇÕES E 1 LANCHE POR DIA. NÃO PULE
AS REFEIÇÕES. PARA O LANCHE PREFIRA FRUTAS.

Este passo é fundamental para se manter saudável. Tendo todas as refeições


você evita que o estômago fique vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ter
gastrite e de comer muito quando for se alimentar.

Comendo nas horas certas você também “belisca” menos, o que vai ajudar
você a controlar o peso. Nos lanches e sobremesas prefira comer frutas no lugar de
doces. As frutas tem bastante vitaminas e fibras que melhoram a saúde.

PASSO 6 REDUZA O CONSUMO DE DOCES, BOLOS, BISCOITOS E OUTROS


ALIMENTOS RICOS EM AÇÚCAR PARA NO MÁXIMO 3 VEZES POR SEMANA.

Cada vez que você come alimentos ricos em açúcar, como balas, bolachas,
bolos, chocolates, sorvetes e até mesmo os biscoitos vitaminados, você está perdendo
a chance de comer frutas e verduras e outros alimentos mais saudáveis.

Em excesso eles prejudicam a saúde, favorecendo o ganho de peso, o


aparecimento de cáries nos dentes e enfraquecimento dos ossos

PASSO 7 REDUZA O CONSUMO DE ÁLCOOL E REFRIGERANTES. EVITE O


CONSUMO DIÁRIO. A MELHOR BEBIDA É A ÁGUA!

Refrigerantes são alimentos ricos em açúcar e não possuem vitaminas. Por


este motivo são chamados de “calorias vazias” - possuem calorias do açúcar e são
vazias porque não têm nada de nutritivo.

O álcool também contém calorias que podem contribuir para o excesso de peso
e não contém nada nutritivo. Além do mais, o excesso de álcool pode levar a
dependência e contribuir para o aparecimento de doenças como cirrose e hepatite que
podem ser fatais. Por isso, evite consumir bebidas alcoólicas todos os dias e quando
beber não ultrapasse uma dose.Tome pelo menos 8 copos de água por dia, todo o
funcionamento do seu corpo irá melhorar!

PASSO 8 APRECIE A SUA REFEIÇÃO - COMA DEVAGAR. FAÇA DAS


REFEIÇÕES UM PONTO DE ENCONTRO DA FAMÍLIA. NÃO SE ALIMENTE
ASSISTINDO TV.

Sempre que possível reúna a família para comer junto. Esta pode ser uma
oportunidade para vocês conversarem e dividirem o que cada um esta vivendo. As
crianças, principalmente, estarão aprendendo com os mais velhos. Aproveite e faça
deste momento o mais agradável possível, preste atenção no que está comendo,
alimente-se com calma, mastigue bem..

PASSO 9 MANTENHA O SEU PESO DENTRO DE LIMITES SAUDÁVEIS – VEJA


NO SERVIÇO DE SAÚDE SE O SEU PESO ESTÁ ADEQUADO PARA A SUA
ALTURA.
É muito importante que o nosso peso fique nesta faixa de normalidade pois as
pessoas com sobrepeso ou obesidade tem muito mais chance de terem outras
doenças como diabetes, problemas do coração, pressão alta etc.

O IMC (Índice de Massa Corporal) mostra se o seu peso está adequado para
sua altura. É calculado dividindo-se o peso, em quilogramas, pela altura, em metros,
elevada ao quadrado.

Para calcular o IMC

IMC = peso em gramas / altura em metros.

EXEMPLO: imagine uma pessoa com 82 quilos e que tem a altura de 1,67 m.
Para calcular o IMC precisamos:

multiplicar a altura por ela mesma: 1,67 x 1,67 = 2,788

dividir o peso pelo resultado da conta acima: 82/ 2,788 = 29,41 kg/m2

Para saber se o peso está adequado para a altura precisamos usar a tabela de
classificação abaixo:

Valor do IMC Classificação

 Menor que 18,5 Baixo Peso


 18,5 a 24,99 Normal
 25 a 29,99 Sobrepeso
 Maior que 30 Obesidade

Pelo resultado - 29,41 kg/m2 esta pessoa está no limite da faixa de sobrepeso.

Para adultos se considera que o peso saudável corresponde ao IMC entre 18,5 e
25 Kg/m. Para valores menores ou maiores que esta faixa devemos procurar o serviço
de saúde para orientação.

PASSO 10 SEJA ATIVO. ACUMULE 30 MINUTOS DE ATIVIDADE FÍSICA TODOS


OS DIAS. CAMINHE PELO SEU BAIRRO. SUBA ESCADAS. NÃO PASSE MUITAS
HORAS ASSISTINDO TV.

30 minutos de atividade física por dia já ajudam a manter a saúde, diminuir o


estresse e a depressão, aumentar a autoestima e o bem-estar. Além disso, é sempre
uma chance de conhecer outras pessoas. Você não precisa estar em uma academia
para aumentar a sua atividade física, veja algumas dicas:

Mesmo quando voltar do trabalho e se sentir cansado, tente caminhar ou andar


de bicicleta. Você ficará surpreso: quanto mais ativo você for mais energia e
disposição você terá;
Brinque com seus filhos, jogue bola, dance com alguém ou até mesmo sozinho.
Aproveite para fazer das atividades de casa uma oportunidade de aumentar sua
atividade física: se você tem carro, lave-o você mesmo, caminhe em lugar de usar o
carro para ir ao banco,à padaria, ao correio, ao shopping, à feira, ao supermercado.

17- Dietoterapia

É o tratamento através de uma alimentação adequada para determinadas


patologias ou na prevenção destas. A finalidade básica da dietoterapia é oferecer ao
organismo debilitado os nutrientes adequados da forma que melhor se adapte ao tipo
de condição patológica e características físicas, nutricionais, psicológicas e sociais do
indivíduo, recuperando-o.

Indivíduo Sadio: Dieta adequada e preparada de forma correta.

Indivíduo Doente: Dieta específica para a cura da(s) patologia(s) + preparo da


forma correta + necessidades individuais. Critérios mais rígidos para evitar retrocesso
no estado nutricional, por excesso ou por falta de um ou mais nutrientes.

Tipos de dietas oferecidas nos hospitais

Dieta normal - balanceada em nutrientes, fornece ao organismos elementos


necessários ao crescimento, reparação dos tecidos e funcionamento normal dos
órgãos. Adequada para pessoas cuja patologia não exige nenhuma modificação
alimentar;

Dieta especial - apesar de possuir os nutrientes adequados, tem suas


características físicas e químicas modificadas: sabor, temperatura, consistência, via de
administração e quantidade de resíduos e nutrientes.

Dieta hiperprotéica - dieta com maior quantidade proteínica.Geralmente, é


enriquecida com alimentos ricos em proteína de alto valor biológico (leite, carnes
magras, ovos) ou complementos industrializados com composição química
definida(clara de ovo em pó). Indicada para pacientes submetidos a grandes traumas
ou com algum grau de desnutrição;
Dieta hipoprotéica – dieta com menor quantidade proteínica. Normalmente,
apresenta baixa aceitação em vista do hábito alimentar de se consumir grande
quantidade de proteína além do fato de, geralmente, estar associada à restrição de
sal. Indicada para pacientes com insuficiência renal ou encefalopatia hepática;

Dieta hipocalórica - dieta com menor quantidade calórica. A redução calórica


é obtida com a diminuição dos alimentos ricos em carboidratos (principalmente os
simples) e ricos em gorduras (essencialmente as de origem animal, ricas em gorduras
saturadas). Indicada para o controle e perda de peso corporal e para pacientes
diabéticos que necessitam perder peso;

Dieta hipossódica - dieta com pouca quantidade de sódio (sal). Nela, reduze-
se ou retira-se não apenas o sal de adição mas também os alimentos que possuem
grande quantidade de sódio em sua composição ou preparo e conservação, como as
carnes vermelhas, embutidos e enlatados, por exemplo. Indicada para pacientes com
hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, cirrose com ascite, diabetes e insuficiência
renal;

Dieta hipolipídica - dieta pobre em lipídios (gordura). A redução de gordura é


obtida pela diminuição ou restrição de alimentos gordurosos (principalmente os de
origem animal)
e gorduras saturadas, principalmente as provenientes de frituras. Indicada no
tratamento das dislipidemias, doenças hepáticas, diabetes e doenças de má-absorção;
bem como para o controle de peso;

Dieta hipoglicídica - dieta pobre em carboidratos. Normalmente, apresentam


valor calórico mais baixo que o normal pois, conforme estudado anteriormente, a
melhor fonte calórica provém dos carboidratos. A restrição deve relacionar-se
principalmente à ingestão de carboidratos simples. Indicada no controle de peso,
tratamento do diabetes e da hipoglicemia;

Dieta com controle de potássio - o potássio é largamente distribuído nos


alimentos, mas sua maior fonte são as frutas e vegetais. Portanto, nas dietas de
restrição ou de suplementação de potássio, o consumo do grupo de alimentos que
contém este nutriente deve ser, respectivamente, reduzido ou aumentado. Indicada no
tratamento da hipopotassemia decorrente do uso de diuréticos e nos casos de
insuficiência cardíaca e ou renal.

Dieta para controle da diarréia - além de consistência branda, essa dieta


deve conter alimentos constipantes (batata, arroz,cenoura, chuchu, frango cozido sem
gordura, mandioca, maçã, banana prata, goiaba, entre outros) e que não acelerem o
trânsito intestinal, como vegetais crus e frutas com casca. Especial atenção deve ser
dada ao consumo de líquidos, visando evitar a desidratação;

Dieta para controle da constipação - dieta rica em alimentos laxantes, como


os vegetais crus (alface, almeirão, couve, repolho, agrião, tomate) e cozidos
(espinafre, abóbora, beterraba, inhame, taioba, brócolis), algumas frutas (laranja com
bagaço, mamão, manga, abacate, mexerica) e alimentos ricos em fibras, como pães e
cereais integrais, farelo de trigo e aveia. É também importante um maior consumo de
água;

Modificações quanto à via de administração - as dietas podem ser


administradas por via oral, nasogástrica, enteral e ou parenteral. As por via
nasogástrica e enteral são comumente denominadas dietas de nutrição enteral; as por
via parenteral,
dietas de nutrição parenteral.

Dieta de nutrição enteral– esse tipo de alimentação é utilizado quando o


paciente, apesar de apresentar funções gastrintestinais normais, não tem condições
de receber por via oral os nutrientes adequados às suas necessidades. É administrada
por sonda, de forma lenta e contínua (gota a gota), ou intermitentemente, por porções
ao longo do dia. Por serem diretamente administradas no trato gastrintestinal, as
dietas enterais estão propícias a uma contaminação maior do que a oferecida por via
oral. Considerando-se tal informação, faz-se necessário adotar os seguintes cuidados:
 Sua manipulação e preparo deve ser realizado em áreas específicas;
 A dieta enteral não-industrializada deve ser administrada imediatamente após
sua manipulação; com relação à industrializada, observar as recomendações
do fabricante;
 Seu transporte deve ser efetuado em recipientes térmicos exclusivos por, no
máximo, duas horas;
 Quando necessária sua conservação na unidade de enfermagem, mantê-la sob
refrigeração em geladeira exclusiva para medicamentos; realizar a correta
lavagem das mãos tanto ao receber a dieta como antes de administrá-la;
 Antes de iniciar a administração, confirmar a localização da sonda e sua
permeabilidade, bem como o nome do paciente, horário e dose;
 Devem ser observadas as possíveis complicações decorrentes de sua
administração (diarréias, vômitos, distensão abdominal e outras);
 Na administração de sua forma intermitente (porções ao longo do dia), realizar
aspiração gástrica antes de cada “refeição”, visando avaliar seu
aproveitamento.

Nutrição parenteral - dieta administrada por via subcutânea (menos utilizada em


virtude das limitações relacionadas aos líquidos que podem ser utilizados) ou
endovenosa (os nutrientes já estão prontos para utilização pelo organismo). Visando
melhor atender às necessidades do paciente, algumas modificações podem ser
efetuadas na dieta fornecida ao mesmo:

Modificações quanto ao sabor - a dieta pode ser doce, salgada, mista ou, ainda,
de sabor suave ou moderado, intenso ou excitante. Deve-se sempre evitar altas
concentrações de açúcares, sal, ácidos e condimentos. Aplicabilidade: nos casos em
que o paciente apresente um quadro de anorexia e sua doença não requeira nenhuma
restrição alimentar, pode lhe ser oferecida uma dieta com sabor mais intenso,
utilizando-se vários tipos de ervas naturais no tempero, de modo a estimular seu
apetite;
Modificações quanto à temperatura - dependendo do tipo, a dieta pode ser
oferecida em temperatura ambiente, quente, fria ou mesmo gelada. Ressalte-se que
os alimentos quentes produzem maior saciedade que os frios. Aplicabilidade:
pacientes que realizaram cirurgias orofaringeanas devem receber dietas geladas; já a
dieta por sonda deve ser administrada em temperatura ambiente.

Modificações quanto ao volume - o volume alimentar deve ser oferecido de


acordo com a capacidade gástrica do paciente e as necessidades ou restrições
correlatas à sua patologia. Aplicabilidade: em pacientes submetidos a uma intervenção
cirúrgica no estômago, como a gastrectomia subtotal, por exemplo, a dieta deve ser
iniciada com volume reduzido, gradativamente aumentado com o decorrer dos dias;

Modificações quanto à consistência - a dieta pode ter consistência normal,


branda, pastosa, semilíquida (líquido-pas-tosa) e líquida, das quais falaremos a seguir
em ordem progressiva, da mais consistente e completa a menos consistente e mais
restrita:
 Normal - destina-se ao paciente cuja patologia não determina nenhuma
alteração alimentar. Visa fornecer calorias e nutrientes em quantidades diárias
recomendadas para a manutenção de sua saúde. Preparações indicadas:
saladas cruas e cozidas; carnes cozidas, grelhadas, assadas e fritas; vegetais
crus ou cozidos, refogados ou fritos; frutas cruas, em compotas, assadas;
purês; pastelaria; sopas; bolos e doces em geral; óleos, margarinas;

 Branda - possui menor quantidade de resíduo e todos os alimentos são


modificados por cozimento ou mecanicamente (picados, ralados, moídos), para
abrandar as fibras, dando-lhes consistência menos sólida. Facilita a digestão,
diminuindo o tempo de sua realização, motivo pelo qual é também indicada
para pacientes com restrição de mastigação. Preparações indicadas: saladas
cozidas (vegetais cozidos e temperados com molho simples); carnes cozidas,
assadas e grelhadas; vegetais cozidos e refogados; ovo quente, pochê ou
cozido; frutas em forma de sucos, cozidas, assadas, compotas, bem maduras
sem casca; torradas, biscoitos e pães não-integrais; pastelaria de forno; sopas;
óleos vegetais, margarinas (não utilizar frituras);

 Pastosa - objetiva proporcionar certo repouso digestivo e facilitar a digestão.


Indicada para pacientes com falta de dentes, dificuldade de deglutição e
àqueles em fase crítica de doenças crônicas como insuficiência cardíaca e
respiratória. As fibras são diminuídas ou modificadas pelo cozimento.
Preparações indicadas: leite e derivados (queijos cremosos, naturais ou
coagulados); carnes moídas, desfiadas ou souflês; ovo quente, pochê ou
cozido; frutas (cozidas, em purês, em sucos); sopas (massas, legumes
liquidificados, farinhas e canjas); arroz papa; pão e similares (torradas,
biscoitos tipo maizena); óleos vegetais, margarinas; creme de leite;
sobremesas (sorvetes, geléia, gelatinas,
doces em pasta, cremes, frutas);
 Semilíquida (líquido-pastosa) - objetiva manter o repouso digestivo ou atender
às necessidades do paciente quando de sua intolerância a alimentos sólidos. O
valor calórico
desse tipo de dieta é menor do que o das anteriores, em vista da maior
limitação dos alimentos permitidos e tipo de preparação. Preparações
indicadas: água e infusos (café, chá, mate); sucos coados (de carnes, verduras
e frutas); purê de vegetais; caldos de carne e vegetais desengordurados; sopas
espessadas, liquidificadas; leite, coalhada, creme, queijos cremosos,
margarinas; frutas em papa ou liquidificadas; sobremesas (sorvetes, gelatinas
e pudins);

 Líquida completa - visa fornecer nutrientes que não exijam esforço nos
processos de digestão e absorção. Indicada quando se deseja um repouso
gastrintestinal maior do que nos casos relatados (pós-operatórios, transtornos
gastrintestinais). Preparações indicadas: leite, iogurte, leite geleificado, creme
de leite; gelatinas, geléia de mocotó, sorvetes; bebidas (café, chá, chocolate,
gemadas, suco de frutas e vegetais coados); papas de cereais; sopas de
vegetais liquidificados e coados; caldos (de carne, de feijão); ovo quente; óleos
vegetais, margarinas; creme de leite; alimentos espessantes (farinhas pré-
cozidas, isolados protéicos e clara de ovo);

 Líquida restrita ou cristalina – esta é uma dieta muito restrita, geralmente


utilizada no pré-operatório, pós-operatório ou em preparo de exames. Visando
proporcionar o máximo repouso gastrintestinal, fornece um mínimo de
resíduos. Por ter baixo valor nutritivo e calórico, não deve ser utilizada por
período superior a três dias. Preparações indicadas: água e infusos adocicados
(chá,café e mate); sucos de frutas coados; caldo de carnes e legumes coados;
geléia de mocotó, picolés de suco de frutas coadas, gelatina;

Modificações quanto à quantidade de resíduos - de acordo com a quantidade


de resíduos que oferecem, as dietas podem ser:

 Isentas de resíduos – quando se deseja obter um repouso gastrintestinal;


Aplicabilidade: pacientes com gastroenterites;
 Com pouco resíduo - quando se deseja obter um repouso gastrintestinal
moderado; Aplicabilidade: pacientes em tratamento de diarreias moderadas;
 Ricas em resíduos - quando se deseja estimular o trânsito gastrintestinal.
Aplicabilidade: indicadas no tratamento de constipações intestinais.

Modificações quanto ao teor de nutrientes – independentemente de sua


consistência, a dieta pode apresentar diminuição, restrição ou aumento
18 – Exercícios de fixação

História Causal, higiene e profilaxia, terminologias, história natural das doenças


e epidemiologia.

1-Defina saúde e doença.

2-Faça um breve comentário sobre o que foi a historia causal.

3-Defina história natural das doenças.

4-Qual a diferença entre período patogênico para o período pré–pategênico.

5-Conceitue prevenção e cite 4 exemplos de prevenção primária, secundária e


terciária.

6-Diferencia doença transmissível de não transmissível e cite exemplos de ambas.

7-Comente sobre as 5 etapas da vigilância epidemiológica.

8-Enumere a primeira coluna com a segunda:

A-Dispneia

B-Epistaxe

C-Diurese Escoriações

D-Hidrocefalia

E-Adução
F-Afagia

G-Afasia

H-Afebril

I-Alopecia

J-Abdução

( ) Impossibilidade de falar ou entender a palavra falada.

( ) Dificuldade respiratória.

( ) Abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos.

( ) Afastamento de um membro do eixo do corpo.

( ) Sem febre

( ) Secreção urinária.

( ) É a queda total ou parcial dos cabelos.

( ) Sangramento nasal.

( ) Aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana.

( ) Impossibilidade de deglutir.

( ) Mover para o centro ou para a linha mediana.

9-Abaixo você encontra conceitos de terminologias estudadas, use-as corretamente.

Coleção de pus externa ou internamente-

Estado de inconsciência-

Visão dupla-

Ausência da eliminação urinária-

Falta de apetite, inapetência-

Inflamação da bexiga-
Desigualdade de diâmetro das pupilas-

Falta de menstruação-

10-O que significa estas terminologias?

Cianótico -

Anasarca -

Anemia -

Cistite -

Colecistite –

Analgesia -

Disseminado –

Anisocoria -

Coma -

Anúria -

Diplopia -

Ascite

Saneamentos de alimentos, artrópodes e roedores, RSS.

1-Quais são os perigos no saneamento de alimentos? Quem são eles?

2-Quais os fatores que favorecem o desenvolvimento de bactérias?

3- Quais as doenças causadas pelos artrópodes?

4- Quais as doenças causadas pelos roedores?

5- Quais as origens dos resíduos sólidos? E sua classificação?

6-Sobre a classificação dos RSS dos 5 grupos, fale sobre o grupo A, e suas
subdivisões.

7-Fale sobre o grupo B, C, D e E.

8-Fale sobre o a segregação, acondicionamento e identificação dos RSS.


Equipamento de Proteção Individual e Coletiva

1- O que é EPI, e quais são os EPIs da cabeça, membros superiores e inferiores,


tronco?

2- Quais são os EPCs?

3- O que é CIPA e quais são sua atribuições?


Atividades de grupos de nutrientes

Questão 1:

A principal substância INORGÂNICA que encontramos nas células dos seres vivos é
(são):

a) a água.

b) gorduras.

c) proteínas.

d) sais.

e) vitaminas.

Questão 2:

(Pucrs 2004) Recentes descobertas sobre Marte, feitas pela NASA, sugerem que o
Planeta

Vermelho pode ter tido vida no passado. Esta hipótese está baseada em indícios:

a) da existência de esporos no subsolo marciano.

b) da presença de uma grande quantidade de oxigênio em sua atmosfera.

c) de marcas deixadas na areia por seres vivos.

d) da existência de água líquida no passado.

e) de sinais de rádio oriundos do planeta.


Questão 3:

A energia que usamos para realizar os movimentos provém da degradação dos


alimentos que ingerimos. Entre os nutrientes que ingerimos, indique o mais utilizado
na produção desta energia:

a) proteína;

b) carboidrato;

c) lipídio;

d) sais minerais;

e) água.

Questão 4:

(Unesp 99) Os açúcares complexos, resultantes da união de muitos monossacarídeos,


são denominados polissacarídeos.

a) Cite dois polissacarídeos de reserva energética, sendo um de origem animal e outro


de origem vegetal.

Questão 5:

(Cesgranrio 99) "A margarina finlandesa que reduz o COLESTEROL chega ao


mercado americano ano que vem."

(JORNAL DO BRASIL, 23/07/98)

"O uso de ALBUMINA está sob suspeita"

(O GLOBO, 27/07/98)

"LACTOSE não degradada gera dificuldades digestivas"


(IMPRENSA BRASILEIRA, agosto/98)

As substâncias em destaque nos artigos são, respectivamente, de natureza:

a) lipídica, protéica e glicídica.

b) lipídica, glicídica e protéica.

c) glicídica, orgânica e lipídica.

d) glicerídica, inorgânica e protéica.

e) glicerídica, protéica e inorgânica.

Questão 6:

(Ufc 96) Na questão a seguir escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.

Sobre as substâncias que compõem os seres vivos, é correto afirmar que:

01. os carboidratos, os lipídios e as vitaminas são fontes de energia para os seres


vivos;

02. a água é a substância encontrada em maior quantidade nos seres vivos;

04. além de sua função energética, os carboidratos estão presentes na formação de


algumas estruturas do seres vivos;

08. as gorduras constituem o principal componente estrutural dos seres vivos;

16. os seres vivos apresentam uma composição química mais complexa do que a
matéria bruta,

sendo formados por substâncias orgânicas, como as proteínas, os lipídios, os


carboidratos, as vitaminas e os ácidos nucléicos.

Soma ( )

Questão 7:

(Mackenzie 2002) São substâncias usadas preferencialmente como fonte de energia:


a) fosfolipídios e esteróides.

b) glicerídeos e polissacarídeos, como o amido.

c) proteínas e glicerídeos.

d) cerídeos e esteróides.

e) carotenóides e polissacarídeos, como a celulose.

Questão 8:

(Ufc 2002) O colesterol tem sido considerado um vilão nos últimos tempos, uma vez
que as doenças cardiovasculares estão associadas a altos níveis desse composto no
sangue. No entanto, o colesterol desempenha importantes papéis no organismo.

Analise os itens a seguir.

I. O colesterol é importante para a integridade da membrana celular.

II. O colesterol participa da síntese dos hormônios esteróides.

III. O colesterol participa da síntese dos sais biliares.

Da análise dos itens, é correto afirmar que:

a) somente I é verdadeiro.

b) somente II é verdadeiro.

c) somente III é verdadeiro.

d) somente I e II são verdadeiros.

e) I, II e III são verdadeiros.

 Questão 9

Complete a frase abaixo marcando em seguida a opção que contém as


palavras corretas.

Os carboidratos, também chamados de _________________ ou hidratos de


carbono, são moléculas orgânicas que constituem a principal fonte de energia
para os seres vivos. Com exceção do __________, todos os carboidratos são
de origem vegetal, e eles podem ser classificados em monossacarídeos,
dissacarídeos e ________________. Os ___________ apresentam átomos de
carbono em sua molécula e seus principais representantes são a glicose,
frutose e ___________.

a) Energéticos, carne, polissacarídeos, dissacarídeos, lactose.

b) Açúcares, mel, polissacarídeos, monossacarídeos, galactose.

c) Hidratos, ovos, oligossacarídeos, polissacarídeos, ácidos nucleicos.

d) Substâncias estruturais, peixes, polissacarídeos, monossacarídeos,


galactose.

e) Polímeros, ovos, polissacarídeos, monossacarídeos, lactose.

ver resposta

 Questão 10

Quanto aos carboidratos, assinale a alternativa incorreta.

a) Os glicídios são classificados de acordo com o tamanho e a organização


de sua molécula em três grupos: monossacarídeos, dissacarídeos e
polissacarídeos.

b) Os polissacarídeos compõem um grupo de glicídios cujas moléculas não


apresentam sabor adocicado, embora sejam formadas pela união de centenas
ou mesmo milhares de monossacarídeos.

c) Os dissacarídeos são constituídos pela união de dois monossacarídeos,


e seus representantes mais conhecidos são a celulose, a quitina e o glicogênio.

d) Os glicídios, além de terem função energética, ainda participam da


estrutura dos ácidos nucleicos, tanto RNA quanto DNA.

e) A função do glicogênio para os animais é equivalente à do amido para as


plantas.

ver resposta

 Questão 11
(UFR-RJ) As plantas e animais utilizam diversos componentes químicos na
formação de partes importantes de seus organismos ou na construção de
estruturas importantes em sua sobrevivência. A seguir estão citados alguns:

I – O esqueleto externo dos insetos é composto de um polissacarídeo.

II – As células vegetais possuem uma parede formada por polipeptídeos.

III – Os favos das colmeias são constituídos por lipídios.

IV – As unhas são impregnadas de polissacarídeos que as deixam rígidas e


impermeabilizadas.

Estão corretas as afirmativas

a) I e II.

b) I e III.

c) I e IV.

d) II e III.

e) II e IV.

ver resposta

 Questão 12

(Uerj) O papel comum é formado, basicamente, pelo polissacarídeo mais


abundante no planeta. Este carboidrato, nas células vegetais, tem a seguinte
função:

a) Revestir as organelas.

b) Formar a membrana plasmática.

c) Compor a estrutura da parede celular.

d) Acumular reserva energética no hialoplasma.

ver resposta

 Questão 13
(Unifor-CE) As fibras musculares estriadas armazenam um carboidrato a partir
do qual se obtém energia para a contração. Essa substância de reserva se
encontra na forma de:

a) Amido;

b) Glicose;

c) Maltose;

d) Sacarose;

e) Glicogênio.

ver resposta

 Questão 14

Marque a alternativa que contém apenas monossacarídeos.

a) Maltose e glicose.

b) Sacarose e frutose.

c) Glicose e galactose.

d) Lactose e glicose.

e) Frutose e lactose.

ver resposta

 Questão 15

(UFU-MG) O colesterol é um esteroide que constitui um dos principais grupos


de lipídios. Com relação a esse tipo particular de lipídio, é correto afirmar que:

a) Na espécie humana, o excesso de colesterol aumenta a eficiência da


passagem do sangue no interior dos vasos sanguíneos, acarretando a
arteriosclerose.

b) O colesterol participa da composição química das membranas das


células animais e é precursor dos hormônios sexuais masculino (testosterona)
e feminino (estrógeno).
c) O colesterol é encontrado em alimentos de origem tanto animal como
vegetal (como por exemplo, manteigas, margarinas, óleos de soja, milho, etc.),
uma vez que é derivado do metabolismo dos glicerídeos.

d) Nas células vegetais, o excesso de colesterol diminui a eficiência dos


processos de transpiração celular e da fotossíntese.

ver resposta

 Questão 16

(Unicamp-SP-adaptada). Os lipídios são:

a) Os compostos energéticos consumidos preferencialmente pelo


organismo;

b) Mais abundantes na composição química dos vegetais do que na dos


animais;

c) Substâncias insolúveis na água, mas solúveis nos chamados solventes


orgânicos (álcool, éter, benzeno);

d) Presentes como fosfolipídios no interior da célula, mas nunca na


estrutura da membrana plasmática;

ver resposta

 Questão17

Complete a frase:

Os esteroides são considerados uma categoria especial de ___________,


sendo o __________ o esteroide mais conhecido. As células utilizam o
_________ como matéria-prima para a fabricação das ___________ e dos
________________.

a) Proteínas, colesterol, aminoácido, plantas, hormônios vegetais.

b) Carboidratos, os hormônios vegetais, amido, enzimas, carboidratos.

c) Polissacarídeos, glicogênio, amido, proteínas, hormônios vegetais.


d) Lipídios, colesterol, colesterol, membranas celulares, hormônios
esteroides.

ver resposta

 Questão 18

Em certas células encontramos o retículo endoplasmático liso muito bem


desenvolvido. Levando isso em consideração, podemos concluir que essas
células produzem:

a) Proteínas;

b) Lipídios;

c) Aminoácidos;

d) Polissacarídeos.

Ministério da Saúde

1- Cite os cinco fatores essenciais para o bom funcionamento do organismo do


adulto e explique detalhadamente cada fator.
2- Cite e explique os 10 passos para uma alimentação saudável na vida adulta.

 Se você achar que mais de uma resposta está certa, escolha a que você mais
costuma fazer quando come.
 Lembre-se: responda o que você realmente come, e não o que gostaria ou
acha que seria melhor.
 Se você tiver alguma dificuldade para responder, peça ajuda a alguém próximo
da família, amigo ou vizinho.

Escolha só UMA resposta. Vamos começar!

1 – Qual é, em média, a quantidade de frutas (unidade/fatia/pedaço/copo de suco


natural) que você come pordia?
a. ( ) Não como frutas, nem tomo suco de frutas natural todos os dias
b. ( ) 3 ou mais unidades/fatias/pedaços/copos de suco natural
c. ( ) 2 unidades/fatias/pedaços/copos de suco natural
d. ( ) 1 unidade/fatia/pedaço/copo de suco natural

2 – Qual é, em média, a quantidade de legumes e verduras que você come por dia?
Atenção! Não considere nesse grupo os tubérculos e as raízes (veja
pergunta 4).
a. ( ) Não como legumes, nem verduras todos os dias
b. ( ) 3 ou menos colheres de sopa
c. ( ) 4 a 5 colheres de sopa
d. ( ) 6 a 7 colheres de sopa
e. ( ) 8 ou mais colheres de sopa

3 – Qual é, em média, a quantidade que você come dos seguintes alimentos: feijão de
qualquer tipo ou cor, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, fava, sementes ou
castanhas?
a. ( ) Não consumo
b. ( ) 2 ou mais colheres de sopa por dia
c. ( ) Consumo menos de 5 vezes por semana
d. ( ) 1 colher de sopa ou menos por dia

4 – Qual a quantidade, em média, que você consome por dia dos alimentos listados
abaixo?
a. Arroz, milho e outros cereais (inclusive os matinais); mandioca/macaxeira/aipim,
cará ou inhame; macarrão e outras massas; batata inglesa, batata-doce, batata-baroa
ou mandioquinha: colheres de sopa
b. Pães: unidades/fatias
c. Bolos sem cobertura e/ou recheio: fatias
d. Biscoito ou bolacha sem recheio: unidades

5 – Qual é, em média, a quantidade de carnes (gado, porco, aves, peixes e outras) ou


ovos que você come por dia?
a. ( ) Não consumo nenhum tipo de carne
b. ( ) 1 pedaço/fatia/colher de sopa ou 1 ovo
c. ( ) 2 pedaços/fatias/colheres de sopa ou 2 ovos
d. ( ) Mais de 2 pedaços/fatias/colheres de sopa ou mais de 2 ovos

6 – Você costuma tirar a gordura aparente das carnes, a pele do frango ou outro tipo
de ave?
a. ( ) Sim
b. ( ) Não
c. ( ) Não como carne vermelha ou frango

7 – Você costuma comer peixes com qual freqüência?


a. ( ) Não consumo
b. ( ) Somente algumas vezes no ano
c. ( ) 2 ou mais vezes por semana
d. ( ) De 1 a 4 vezes por mês
8 – Qual é, em média, a quantidade de leite e seus derivados (iogurtes, bebidas
lácteas, coalhada, requeijão, queijos e outros) que você come por dia?
Pense na quantidade usual que você consome: pedaço, fatia ou porções em colheres
de sopa ou copo grande (tamanho do copo de requeijão) ou xícara grande, quando for
o caso.
a. ( ) Não consumo leite, nem derivados (vá para a questão 10)
b. ( ) 3 ou mais copos de leite ou pedaços/fatias/porções
c. ( ) 2 copos de leite ou pedaços/fatias/porções
d. ( ) 1 ou menos copos de leite ou pedaços/fatias/ porções

9 – Que tipo de leite e seus derivados você habitualmente consome?


a. ( ) Integral
b. ( ) Com baixo teor de gorduras (semidesnatado,desnatado ou light)

10 – Pense nos seguintes alimentos: frituras, salgadinhos fritos ou em pacotes, carnes


salgadas, hambúrgueres, presuntos e embutidos (salsicha, mortadela, salame, lingüiça
e outros). Você costuma comer qualquer um deles com que freqüência?
a. ( ) Raramente ou nunca
b. ( ) Todos os dias
c. ( ) De 2 a 3 vezes por semana
d. ( ) De 4 a 5 vezes por semana
e. ( ) Menos que 2 vezes por semana

11 – Pense nos seguintes alimentos: doces de qualquer tipo, bolos recheados com
cobertura, biscoitos doces, refrigerantes e sucos industrializados. Você costuma comer
qualquer um deles com que freqüência?
a. ( ) Raramente ou nunca
b. ( ) Menos que 2 vezes por semana
c. ( ) De 2 a 3 vezes por semana
d. ( ) De 4 a 5 vezes por semana
e. ( ) Todos os dias

12 – Qual tipo de gordura é mais usado na sua casa para cozinhar os alimentos?
a. ( ) Banha animal ou manteiga
b. ( ) Óleo vegetal como: soja, girassol, milho, algodão ou canola
c. ( ) Margarina ou gordura vegetal

13 – Você costuma colocar mais sal nos alimentos quando já servidos em seu prato?
a. ( ) Sim
b. ( ) Não

14 – Pense na sua rotina semanal: quais as refeições você costuma fazer


habitualmente no dia?
Assinale no quadro abaixo as suas opções. Cada item vale um ponto, a pontuação
final será a soma deles.
Não (0) Sim (1)
Café da manhã
Lanche da manhã
Almoço
Lanche ou café da tarde
Jantar ou café da noite
Lanche antes de dormir

15 – Quantos copos de água você bebe por dia? Inclua no seu cálculo sucos de frutas
naturais ou chás (exceto café, chá preto e chá mate).
a. ( ) Menos de 4 copos
b. ( ) 8 copos ou mais
c. ( ) 4 a 5 copos
d. ( ) 6 a 8 copos

16 – Você costuma consumir bebidas alcoólicas (uísque, cachaça, vinho, cerveja,


conhaque etc.) com qual freqüência?
a. ( ) Diariamente
b. ( ) 1 a 6 vezes na semana
c. ( ) Eventualmente ou raramente (menos de 4 vezes ao mês)
d. ( ) Não consumo

17 – Você faz atividade física REGULAR, isto é, pelo menos


30 minutos por dia, todos os dias da semana, durante
o seu tempo livre?

Considere aqui as atividades da sua rotina diária como o deslocamento a pé ou de


bicicleta para o trabalho, subir escadas, atividades domésticas, atividades de lazer
ativo e atividades praticadas em academias e clubes. Os 30 minutos podem ser
divididos em 3 etapas de 10 minutos.
a. ( ) Não
b. ( ) Sim
c. ( ) 2 a 4 vezes por semana

18 – Você costuma ler a informação nutricional que está presente no rótulo de


alimentos industrializados antes de comprá-los?
a. ( ) Nunca
b. ( ) Quase nunca
c. ( ) Algumas vezes, para alguns produtos
d. ( ) Sempre ou quase sempre, para todos os produtos
Pontuaçãogora volte às suas respostase A gora volte às susome sua pontuação:
1 – a) 0 b) 3 c) 2 d) 1

2 – a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4

3 – a) 0 b) 3 c) 1 d) 2
Soma das porções Pontuação f
5 – a) 1 b) 2 c) 3 d) 0

6 – a) 3 b) 0 c) 2

7 – a) 0 b) 1 c) 3 d) 2

8 – a) 0 b) 3 c) 2 d) 1

9 – a) 1 b) 3

10 – a) 4 b) 0 c) 2 d) 1 e) 3

11 – a) 4 b) 3 c) 2 d) 1 e) 0

12 – a) 0 b) 3 c) 0

13 – a) 0 b) 3

14- Soma das porções Pontuação final.as porSoma das porções Pontuação fi

<3 -> 0
3–4 -> 2
5–6 -> 3

15 – a) 0 b) 3 c) 1 d) 2

16 – a) 0 b) 1 c) 2 d) 3

17 – a) 0 b) 3 c) 2

18 – a) 0 b) 1 c) 2 d) 3
Agora volte às suas respostas
e some sua pontuação:
SOMA TOTAL DOS PONTOS: ----------------------------

RESPOSTAS:

• Até 28 pontos:
Você precisa tornar sua alimentação e seus hábitos de vida mais saudáveis! Dê mais
atenção à alimentação e atividade física. Verifique os 10 Passos para uma
Alimentação Saudável e adote-os no seu dia-a-dia. Para iniciar, escolha aquele que
lhe pareça mais fácil, interessante ou desafiador e procure segui-lo
todos os dias.

• 29 a 42 pontos:
Fique atento com sua alimentação e outros hábitos como atividade física e consumo
de líquidos. Verifique nos 10 Passos para uma Alimentação Saudável qual(is) deles
não faz(em) parte do seu dia-a-dia, adote-o(s) na sua rotina!
• 43 pontos ou mais:
Parabéns! Você está no caminho para o modo de vida saudável. Mantenha um dia-a-
dia ativo e verifique os 10 Passos para uma Alimentação Saudável. Se identificar
algum que não faz parte da sua rotina, adote-o.

19- Referências Bibliográficas

BRASIL. Normal Regulamentadora N° 6, de 08 de Junho de 1978. Dispõe sobre o


Equipamento de Proteção Individual – EPI.

CZERESNIA, Dina; FREITAS, Carlos Machado de. Promoção da saúde: conceitos,


reflexões, tendências. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2005. 174 p.

LIMA e SILVA, F.H.A. Barreiras de Contenção. In: Oda, L.M. & Avila, S.M. (orgs.).
Biossegurança em Laboratórios de Saúde Pública. Ed. M.S., p.31-56, 1998. ISBN: 85-
85471-11-5

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Saneamento. Brasília, 2006. Brasil.


Fundação Nacional de Saúde. Manual de saneamento. 3. ed. rev. - Brasília: Fundação
Nacional de Saúde, 2006. 408 p.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Profissionalização de Auxiliares de Enfermagem: Cadernos


de Aluno. 2 ed. Cad. 2. Higiene e Profilaxia. Brasília-DF: Fiocruz, 2003.

Política Nacional de Promoção da Saúde. Anexo I. Ministério da Saúde. Disponível


em:http://portal.saude.gov.br/.Acessado em 19 de novembro de 2013.

ROUQUAYROL, Maria Zelia; ALMEIDA FILHO, Naomar de. Epidemiologia e saúde. 6.


ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003. 708 p.
TINOCO, Marta. Saúde Coletiva. Apostila: Universidade Estácio de Sá.
UNESP: Campus de Bauru. Bauru: Universidade Estadual Paulista MANUAL DE USO
CORRETO DE EQUIPAM. Disponível em:
http://www.bauru.unesp.br/curso_cipa/2_normas_regulamentadoras/5_epi.htm.
Acessado em 05 de Dezembro 2013.

GIÁCOMA, Aramis Della; Prática de Enfermagem volume1,

GOLDBER, Maria Amélia Azevedo;Precisa-se de técnicos volume 2,