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Sequências e Séries

Max O. Souza

2011.2

1 Sequências
O conjunto N denotará os inteiros positivos. Em muitas circunstâncias, iremos abusar da
linguagem e incluir zero em N. Denotaremos por R os reais.

Denição 1 Uma sequência é uma função a : N → R. Usualmente escrevemos a(n) como an


e denotamos a sequência por {an }.

Exemplo 1 A seguir, uma lista de exemplos de sequências:


1. an = 1/n;
2. an = n;
3. an = 1 + (−1)n /n;
√ √
4. an = n + 1 − n;
5. an = π .

2 Sequências Convergentes
Denição 2 Seja {an } uma sequência. Dizemos que an converge para L, quando n → ∞,
se ∀ > 0, existe N ∈ N tal que |an − L| ≤ , para n > N . Neste caso, escreveremos
lim an = L ou an → L, n → ∞.
n→∞

Se an não converge, diremos que an diverge.

Exemplo 2 Vamos mostrar que an = 1/n, n ≥ 1 converge para zero.


Dado  > 0, escolha um natural N tal que N > −1 . Intuitivamente, note que sempre
podemos fazer isso, pois dado um número real x > 0, não inteiro, sempre vai existir um
natural entre x e x + 1.
Queremos mostrar que
1
| − 0| < , n > N.
n
Mas a condição acima é equivalente a
1
< , n > N.
n

1
Mas então, se n > N , temos
1 1
n > N > −1 ⇒ < < ,
n N
onde o lado direito da implicação acima foi obtido tomando inversos.
Concluímos então que
1
< .
n
O próximo resultado nos permite usar a nossa experiência dos cálculos anteriores.

Proposição 1 Se an = f (n), com f : R+ → R então

1. Se limx→∞ f (x) = L, i.e., existe o limite no innito de f e este limite vale L. Então a
sequênciia an converge e an → L.
2. Se não existe o limite no innito de f , então a sequência an diverge.

Denição 3 Dizemos que uma sequência an é limitada, se existe M > 0 tal que an ≤ M ,
∀n ∈ N. Diremos que an é limitada superiormente (inferiormente), se existe M ∈ R, tal que
an ≤ M (an ≥ M ) ∀n ∈ N.

Teorema 1 Sejam an e bn duas sequências convergentes, cujos respectivos limites são L e


M . Então

1. limn→∞ (an + bn ) = L + M ;
2. se c ∈ R, temos limn→∞ can = cL;
3. limn→∞ (an bn ) = LM ;
4. limn→∞ 1/an = 1/L, desde que L 6= 0.

Denição 4 Dizemos que uma sequência an é monótona crescente, se an ≤ an+1 e que é


monótona decrescente se an+1 ≤ an .
Teorema 2 Uma sequência an crescente (decrescente) e limitada superiormente (inferior-
mente) é convergente.

Observe que o teorema 2 nos garante a convergência da an , mas não nos diz qual o limite L.
Para concluir, vamos exibir uma lista de sequências convergentes, com os seus respectivos
limites, que serão importantes no decorrer do curso:

Teorema 3 1. Se p > 0, então 1/np → 0;



2. se p > 0, então n p → 1;

3. n
n → 1;

4. se p > 0 e a ∈ R, então na /(1 + p)n → 0.


5. se |x| < 1, então xn → 0.

2
3 Séries
Denição 5 Dada uma sequência an e naturais p < q, escrevemos
q
X
ap + ap+1 + · · · + aq = an .
n=p

Neste curso, estamos interessados em estudar o caso "innito, i.e.


∞ ∞
(ou (1)
X X
an an
n=1 n=0

Quando não houver ambiguidade, ou não zer diferença, escreveremos simplesmente no lugar
de (1) o símbolo:

(2)
X
an
n=0
Nos referimos a (1) ou (2) como uma série.
Vamos agora dar um sentido preciso às séries.
Denição 6 Dada uma sequência an , diremos que a série converge para S , se a
P∞
n=1 an
sequência das somas parciais
k
X
sk = an = a1 + a2 + · · · + ak
n=1

converge, i.e., sk → S . Neste caso, escrevemos



X
= S.
n=1

Se a sequência sk divergir, diremos que a série também diverge.


Para começar, vamos mostrar uma condição necessária para convergência:
Proposição 2 Se converge, então an →.
P
n an

4 Bons e maus exemplos séries


Seja ρ ∈ R, com |ρ| < 1.
Vamos denir an = ρn , n = 0, 1, 2, 3, . . .. Então a sequência an é uma progressão ge-
ométrica e a série correspondente é dita uma série geométrica.
Observe que
N
X 1 − ρN +1
sN = an = .
1−ρ
n=0
Do teorema 3 temos que
1
lim sN =
N →∞ 1−ρ

3
Em outras palavras, a série n=0 ∞an converge para 1/(1 − ρ).
P
Como mau exemplo, vamos considerar a série an = 1/2 (conhecida como a série harmônica)
e vamos escrever, para um N grande mais nito
N    
X 1 1 1 1 1 1
S= =1+ + + + + ··· + + ···
n 2 3 4 5 8
n=1

Considere a série T
   
1 1 1 1 1
T =1+ + + + + ··· + + ···
2 4 4 8 8

Naturalmente, temos que T < S . Por outro lado, podemos escrever


1 1 1 1
T =1+ + + + + ··· . (3)
2 2 2 2
Claramente as somar parciais de T carão cada vez maiores. Neste caso, temos então que as
parciais de S também carão cada vez maiores. Portanto, tanto T quanto S vão divergir.
Para tornar este argumento mais preciso, note que da representação de T em (3), obtemos
que T é divergente, pois seu termo geral não vai a zero. Para concluir a divergência de S
usaremos o próximo resultado.

5 Critérios de convergências básicos


Teorema 4 (Critério de Comparação) P 1. Seja bn tal que |bn | < an , para n > N0 .
Então, se n an converge, temos que n bn também converge.
P

2. Sejam an e bn tais que 0 ≤ bn ≤ an , para n > N0 . Se n bn diverge, então n an


P P
também diverge.

Denição 7 Diremos que é uma série de termos não-negativos, se an ≥ 0


P
n an

Observe que, no caso de uma série de termos não-negativos, temos que a sequência das
somas parciais são crescentes. Temos então o seguinte resultado
Proposição 3 Se an ≥ 0 e as somas parciais de formam uma sequência limitada,
P
n an
então n an converge.
P

Denição 8 Dada uma sequência bn , denimos a série telescópica como an = bn+1 − bn ,


n ≥ 1.

Exercício 1 Mostre que uma série telescópica converge se, e somente se, a sequência bn
converge. No caso de convergência, denote por L o limite de bn , mostre então que
P
n an
converge para L − b1 .

Exemplo 3

X 1
Sp = ,
np
n=1

4
converge para p ≥ 2.
De fato, tome p = 2. Neste caso, temos para n ≥ 2 que
1 1 1 1
2
< = −
n n(n − 1) n n−1

Vamos então considerar a série


∞  
X 1 1
T =1+ − .
n n−1
n=2

Como T é uma série telescópica da sequência cn = 1/n e cn → 0, temos que T converge. Pelo
critério da comparação temos que S2 converge.
O casos p > 2 seguem pelo critério da comparaçao.

6 Convergência Absoluta
Denição 9 Dizemos que uma série converge absolutamente, se converge.
P P
n an n |an |

Teorema 5 Se converge absolutamente, então an converge.


P
n an

O contrário, entretanto não é verdade, como mostra o exemplo a seguir:

Exemplo 4 Considere a série


(−1)n
an = .
n
Note que |an | = 1/n. Neste caso temos a série harmônica que, já sabemos, diverge.
Por outro lado, pode se mostrar que para −1 < x ≤ 1, temos que

X xn
ln(1 + x) = (−1)n .
n
n=1

Tomando x = 1, obtemos que



X (−1)n
ln 2 = .
n
n=1

Quando converge e converge, dizemos que converge condicionalmente.


P P P
n an n |an | n an

7 Testes de Convergência
Vamos ver agora alguns critérios úteis para determinar a convergência ou não de uma ±erie.

Teorema 6 (Teste da Razão) Dada a série n an , dena


P


an+1
ρn = .
an

Suponha que ρn → L. Então,

5
1. se 0 ≤ L < 1, temos que a série converge;
2. se L > 1, temos que a série diverge;
3. se L = 1, então o teste não nos dá informação alguma sobre a convergência da série.

Teorema 7 (Teste da Integral) Seja an = f (n), onde f : R+ → R, com f (x) ≥ 0 e


limx→∞ f (x) = 0. Então n an converge se, e somente se, para algum N temos
P

Z ∞
f (x) < ∞.
N

8 Séries alternadas
Denição 10 Uma série é dita uma série alternada, se ±a2k−1 ≥ 0 e ±a2k ≤ 0.
P
n an

Teorema 8 Seja uma série alternada e que, adicionalmente, satisfaça


P
n an

1. a sequência |an | é decrescente;


2. cn → 0.

9 Operações com séries convergentes


Vamos agora ver que operações podemos fazer com séries convergentes. Começamos com um
resultado natural:

Teorema 9 Suponha que =Ae = B . Então


P P
n an n bn

1. + bn ) = A + B ;
P
n (an

2. se c ∈ R, então n can = cA.


P

Vamos denir agora o produto de duas séries.

Denição 11 Dadas as séries e n bn , denimos a série por


P P P
n an n cn

n
(4)
X
cn = ak bn−k .
k=1

Temos então o seguinte resultado


Teorema 10 Se converge absolutamente para A e converge para B . Então
P P
n an n bn
n cn , onde cn é dado por (4) converge para AB .
P

Finalmente, se soubermos que as séries fatores convergem e soubermos a priori que a série
produto converge, então esta deve convergir para o produto:
Teorema 11 Suponha que = A, = B e = C , com cn dado por (4).
P P P
n an n bn n cn
Então C = AB .

6
10 Exercícios
1. Mostre que uma sequência convergente é limitada.
2. Discuta a convergência ou divergência das sequências (ii) a (v) do exemplo 1.
3. Dê um exemplo de sequências ab e bn divergentes, mas tais que an + bn convergem.
Por outro lado, se an , digamos, converge então mostre que an + bn se, e somente se, bn
converge.
4. Demonstre o teorema 3 usando a proposição 1.
5. Para os matematicamente inclinados: demonstre o teorema 3 diretamente da denição
de convergência.
6. Prove a parte (b) do teorema 4, supondo que a parte (a) já é conhecida.

7. an = (−1)n / n;
8. an = (−1)n / ln(n).
9. Decida se as séries abaixo convergem ou divergem:
∞ ∞
n+1 ln n 1
X X
(a) (−1) ; (b) ;
n n ln n
n=3 n=2

∞ ∞
X 25sen2 (n) X ln n
(c) ; (d)
n! en
n=2 n=1

10. (a) Enuncie os critérios de convergência por comparação, pelo teste da razão e pelo
teste da integral.
(b) Para cada um dos critérios acima, dê um exemplo para o qual o critério pode ser
aplicado.
11. Discuta a convergência da série

X 3n
.
1 + 4n
n=0

Discuta a convergência das séries abaixo


∞ ∞
1 1 X 1 X 1
(a) − ; (b) √ ; (c) .
n n+3 n ln n n2 ln n
n=2 n=2