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MOTTA, Luiz Gongaza. Análise crítica da narrativa.

Brasília: Editora da
Universidade de Brasília, 2013.

“importância da narrativa como processo universal de constituição da realidade” (p.


10).

Privilegia a enunciação narrativa e sua “coconstrução de sentido” (“elo entre dois


interlocutores que se envolvem em uma coconstrução narrativa de mundo”).
“Estratégia enunciativa”, tentativa de convencimento [!!!] [aspecto relacional] (p. 11).

Enunciação: criação de sentido a partir de performances linguísticas. Teoria narrativa:


teoria da ação. “Pois é através da linguagem que os homens se constituem
cognitivamente como sujeitos, que o eu e o tu se constituem como pessoas ativas em
um dado espaço e tempo” [!!!] (p. 11).

Giro linguístico, pragmática, retórica. A narrativa é um sentido em construção, “em


constante elaboração e reelaboração entre os coatores ou coautores envolvidos” (p.
12).

Contar é eleger, selecionar o importante (12).

“a narrativa é produção de significado e o significado é uma relação de troca”, ver “a


relação entre sujeitos interlocutores” (p. 15).

“narrar é uma experiência enraizada na existência humana” (p. 17).

Narrativa cria a própria noção de tempo.

AUTOPRODUÇÃO NA NARRATIVA. “Quando narramos algo, estamos nos


produzindo e nos constituindo, construindo nossa moral, nossas leis, nossos costumes,
nossos valores morais e políticos, nossas crenças e religiões, nossos mitos pessoais e
coletivos, nossas instituições” [!!!] (p. 18).

Olhar crítico: relacionar “ao seu contexto de produção e de recepção” (p. 19).
“levar em conta fatores extralinguísticos que interferem no ato comunicativo” (p. 23).
- circunstâncias do ato de fala
- identidade dos interlocutores
- posição dos interlocutores
-intenções e fins dos interlocutores
- estratégias discursivas e argumentativas
- entorno cultural (não)compartilhado
- efeitos cognitivos reinterpretados

Giro linguístico, passagem da matefísica à linguagem, empalavrar o mundo e recriar a


realidade (p. 63-64).

“A narrativa é uma forma de sucessivo empalavramento dramatizado da realidade


imediata para ajudar o homem e as coletividades a se situarem no mundo e na
história” [!!] (p. 70).

Linguagem e possibilidade de pensar o mundo além do que ele é (p. 70).

CAPÍTULO 3 – A teoria da narrativa

Narrar = “relatar eventos de interesse humano enunciados em um suceder temporal


encaminhado a um desfecho”. Palavra-chave: sucessão. “Relatar processos de
mudança, processos de alteração e de sucessão interrelacionados” [!!!] (p. 71).

Acontecimentos performatizados por personagens (p. 72).

Narração, exteriorização, distanciamento autônomo, atitude argumentativa, que muda


o estado de espírito de quem ouve (p. 74).

Análise narrativa nasce sob influência do formalismo russo (Propp e a estrutura dos
contos) e do estruturalismo antropológico e literário francês (Barthes, Todorov, Levy
Straus) (p. 78).
“Diferentemente do estruturalismo, a narratologia como a concebo nesse livro é um
ramo das ciências humanas que estuda os sistemas narrativos no seio das sociedades”.
“Estudo dos processos de relações humanas que produzem sentidos através de
expressões narrativas”, assim objetiva-se “entender como os sujeitos sociais
constroem intersubjetivamente seus significados pela apreensão, representação e
expressão narrativa da realidade” [!!!] (p. 78-79).

Construção de significados, aplicabilidade para as ciências sociais (o direito incluso)


(p. 79-80).

A narratologia “perde o seu caráter de análise imanente, limitada ao texto, e cresce


para situar-se ao nível das relações culturais, dos atos de fala em contexto, aos usos
pragmáticos da linguagem em situações e sociedades culturalmente localizadas” [!!!*]
(p. 81).

NARRAÇÃO E HEGEMONIA. Sujeitos agem de acordo com suas intenções e com a


circunstância histórica, uso de estratégias comunicativas dentro de uma correlação de
forças determinada. “São formas de organizar nossas ações em função de estratégias
culturais em contexto”. “Narrativas e narrações são formas de exercício de poder e de
hegemonia nos distintos lugares e situações de comunicação” [!!!] (p. 81-83).

Narrativa: sucessão de estados em transformação (p. 88).


- encadear
- significar (dar sentido)
- relacionar (lógica e cronologicamente)

Mídia: “exploram o fático para causar o efeito de real (a objetividade e a veracidade)


e o fictício para causar efeitos emocionais (subjetividades, emocionalidades)” (p. 91).

Análise da narrativa da mídia. Focar em:


- processo de comunicação narrativa;
- atitude e posição do narrador;
- intencionalidades e estratégias;
- seu papel mediador;
- dêiticos e implicaturas;
- efeitos de sentido possíveis.

Notar além do conteúdo isolado, ver o “processo de comunicação e enunciação, as


relações de poder entre o narrador e o destinatário, as intencionalidade implícitas ou
explícitas” (p. 93).

METODOLOGIA

“o significado é uma relação” [!!!] (p. 119).

Análise pragmática: “o foco deve estar no exterior, no contexto comunicativo. É


inconcebível fazer a análise de um objeto linguístico (a narrativa) come se ele pairasse
isolado no espaço estético ou epistemológico” [!!] (p. 120).

“O texto é o ponto de partida para a análise, mas representa apenas o elo entre um
narrador e um destinatário em contexto, para produzir significado. O significado,
como dito acima, ”