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Ao Ilmo. Engº Ftal.

Lucas Ribeiro Faria

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

Cora Coralina

“O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes.”

Cora Coralina

Após leitura atenta de sua monografia intitulada “DIRETRIZES PARA ADEQUAÇÃO AMBIENTAL DE
LOTEAMENTOS RESIDENCIAIS NO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP” gostaria de
respeitosamente apresentar alguns entendimentos técnicos e pequenas ponderações, com a finalidade
maior de enriquecer o seu trabalho.
Nesse sentido, preliminarmente entendo o seu texto (e as ideias) muito apropriado no sentido
que apresenta as discussões e os entendimentos técnicos diversos relacionados com a aplicação de
várias das restrições impostas pelo Código Florestal Brasileiro quando da regularização de parcelamentos
do solo urbano no Município de São José dos Campos.
Assim, resta claro no item 3.3 de sua monografia (Fatores Legais para Regularização Ambiental
de Loteamentos para fins Residenciais em São José dos Campos) que a “... PMSJC, por meio da SEMEA,
SPU e SH, coloca-se à frente das regularizações de loteamentos” (sic). Realmente entendo, compartilho
e corroboro esse seu posicionamento, já que a municipalidade é realmente chamada a se manifestar
prévia e diretamente nesses procedimentos administrativos.
No item 3.3.1 (Regularização de loteamentos) você “separa” duas categorias distintas, a saber:
3.3.1.1 – Loteamentos formais
3.3.1.2 – Loteamentos clandestinos
Para fins didáticos, recomendo que o termo regularização não seja aplicado aos casos de
licenciamento ambiental de loteamentos ditos “Formais”, mas apenas aos “Clandestinos”.
Isso porque o termo regularização nos remete à ideia de que houve algo irregular que se
pretende agora regularizar, enquanto que a ideia do licenciamento ambiental é exatamente a de
salvaguardar previamente as APP’s e as áreas com cobertura vegetal mais importantes, garantindo assim
a implantação legalizada do empreendimento, o qual não será regularizado, mas sim previamente
licenciado ambientalmente e, portanto, regular desde o seu princípio.
Na continuidade, no item 3.3.4 (APP’s Identificadas), você começa a abordagem do tema
específico da seguinte forma:
“No aspecto legal as APP’s de corpos d’água representam as restrições ambientais mais
lembradas...”
“Para todo processo de regularização, seja de loteamentos formais ou clandestinos, é
necessário que haja um levantamento a fim de apresentar a demarcação das APP’s definidas pelo
Código Florestal ...” (sic)
Também apresento franca concordância com os seus enunciados anteriores (à exceção do uso do
termo regularização para empreendimentos formais, pois como explanei acima esses não saem de uma
condição de irregularidade que enseje sua regularização, tratando-se de áreas que estão sendo
previamente licenciadas ambientalmente, com base nas restrições impostas pelo Código Florestal, como
você perfeitamente deixa claro em seu texto).
Por fim, no item 5 (RESULTADOS E DISCUSSÃO) você se apresenta com a seguinte argumentação:
“... No entanto, o texto da legislação federal e a definição de ZDCA na legislação municipal
geraram uma discussão legal entre a SJC e o MP”.
“A Res. CONAMA nº 303/02, pelo Inciso I do Art. 3º, define que as APP’s para cursos d’água
devem ser atribuídos em projeção horizontal a partir do “nível mais alto” do curso d’água. O Art. 2º
define o “nível mais alto” como o “nível alcançado por ocasião da cheia sazonal do curso d’água
perene ou intermitente” (BRASIL, 2008) e na legislação municipal a ZDCA pode conter áreas sujeitas a
inundação (SJC, 2006). Para o MP de SJC, o termo “inundação” se iguala ao termo “cheia”; dessa
forma, para o MP, os limites da ZDCA podem ser considerados como “nível mais alto” e as
demarcações de APPs partiriam daí. No entanto essa interpretação torna impraticável a ocupação de
uma grande área da Macrozona Urbana, pois superdimensiona as APPs dos cursos d’água”.
....
“Ao MP falta a flexibilidade para entender que a ZDCA é uma zona de uso do município, que
foi considerada inapta à edificação para proteger a população e os sistemas naturais; pode sim ser
uma área com riscos de alagamento devido às alterações ambientais do entorno, mas não representa
o “nível mais alto” do curso d’água.” ...
...
“Frente à interpretação do MP, a SJC se posiciona argumentando que “sazonal” refere-se ao
período anual. Essa posição se baseia pela ANA (2002) que define “leito maior sazonal” como calha
alargada ou maior de um rio, ocupada nos períodos anuais de cheia. Quando do reconhecimento pelo
MP da inaplicabilidade de sua interpretação, este exige da SJC um estudo hidrológico para se
determinar corretamente o “nível mais alto” nos loteamentos em APP de curso d’água e ZDCA.” (sic)

Em que se pese a originalidade de sua redação sobre o assunto/tema específico, entendo


necessário apresentar algumas informações complementares ao seu texto a fim de elucidar alguns
pontos que me parecem vagos, além de atentar que a ideia que permeia os seus argumentos foi
desenvolvida por mim em texto técnico elaborado para atendimento a uma demanda específica do
MPESP, mas que culminou como um entendimento institucional que orienta os trabalhos técnicos desta
SEMEA/PMSJC.
Também atento não ter havido nenhuma menção de crédito às minhas ideias que, embora
tenham sido “absorvidas” institucionalmente têm uma linha de raciocínio técnico claramente
desenvolvido por mim e inclusive utilizado por você nos seus textos técnicos elaborados para a
municipalidade na qualidade de prestador de serviços autônomos.
Nesse sentido, a fim de demonstrar que a construção da ideia que você utiliza no seu texto foi
desenvolvida por mim anteriormente à sua publicação/defesa de sua monografia junto à UFI, entendo
necessário, smj, alguma citação creditória à ideia técnica desenvolvida por mim, já que no inicio de seu
texto você faz o seguinte agradecimento:
“Aos amigos do trabalho, que contribuíram com muitos pequenos detalhes desse trabalho.” (sic
– grifo nosso).
Diante do exposto, apresento abaixo uma cópia integral do texto técnico desenvolvido por mim
em 06/04/10 (MAIS DE UM ANO ANTES DA AVALIAÇÃO DE SUA MONOGRAFIA) na Informação Técnica nº
002/10, a qual foi fornecida cópia a todos os técnicos desta SEMEA, ou pelo menos eu solicitei que fosse
dada uma cópia da mesma a cada técnico dessa SEMEA. Pressupõe-se seu prévio conhecimento do
texto, no mínimo diante das extenuantes discussões técnicas realizadas nessa equipe técnica da SEMEA
onde você presta serviços como técnico autônomo.
INFORMAÇÃO TÉCNICA Nº 002/10-DICA/SEMEA/PMSJC

INTERESSADO: SECRETARIA DE HABITAÇÃO

PROCESSO Nº 4148-3/2010

REF: INQUÉRITO CIVIL Nº 23/01 (OFÍCIO Nº 033/10 – 11ª PJ-SJC)

ASSUNTO: SOLICITA ANÁLISE DE LAUDO TÉCNICO ELABORADO PELO


ASSISTENTE TÉCNICO (DR. ROMEU SIMI JR.) DA PROMOTORIA DE JUSTIÇA.

LOCAL: LOTEAMENTO RECREIO DA BOA VISTA

I – INTRODUÇÃO:

Às fls. 04/19 do Processo administrativo nº 4148-3/10 (PMSJC) foi juntado um Laudo


Técnico, que trata da identificação de áreas ambientalmente protegidas (APP’s, UC’s, etc.) que
incidem sobre área de parcelamento (irregular) de solo denominado “Loteamento Recreio da Boa
Vista”. Tal Laudo Técnico foi elaborado pelo Sr. Romeu Simi Jr., Assistente Técnico da
Promotoria de Justiça.

Remetidos os Autos à esta DICA/SEMEA para apresentar posicionamento técnico sobre


o caso, fornecendo uma análise crítica do Laudo Técnico elaborado pelo Sr. Romeu Simi Jr.

Assim, serve o presente relatório para fornecer uma análise complementar aos
elementos apresentados pelo Sr. Assistente Técnico (AT) da Promotoria de Justiça. Tal análise é
concordante sobre vários aspectos, mas apresenta-se contraditória quanto à caracterização de
APP’s para o Rio Buquira na região.

II – ANÁLISES AMBIENTAIS DO CASO:

II.a – DOS LAUDOS APRESENTADOS PELO ASSISTENTE TÉCNICO DA PROMOTORIA DE


JUSTIÇA:

Em contato telefônico com o Sr. Romeu Simi Jr., Assistente Técnico da Promotoria de
Justiça, esclarecemos que tivemos dificuldades na interpretação de suas conclusões técnicas,
em função do material acostado aos Autos administrativos da municipalidade (Processo nº 4148-
3/10) não ser colorido.

De pronto o Sr. Romeu nos enviou cópia digital (via e-mail) de dois relatórios (Laudos)
elaborados por ele sobre a área (gleba) objeto de parcelamento irregular (um dos Laudos está
datado de 16/01/04 e o outro está datado de 03/12/09).
Preliminarmente, após extensa análise e reflexão sobre os Laudos elaborados pelo AT
da Promotoria, Dr. Romeu Simi Jr., entendo que os mesmos são plenamente satisfatórios do
ponto de vista técnico e indicam de forma conclusiva os limites das APP’s incidentes sobre a
gleba (objeto de parcelamento irregular), bem como identificam que a gleba está inclusa na APA
Federal das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul.

Apesar desse entendimento, o presente relatório irá indicar uma divergência conceitual,
mas significativa, com relação à forma de demarcação da faixa de APP do Rio Buquira na região
onde está a gleba objeto de análise.

Assim, quanto à análise do Laudo do AT da Promotoria, apresentamos nossas


ponderações/reflexões, mas informamos de pronto a concordância técnica com a maioria das
conclusões/interpretações exaradas pelo Dr. Romeu, à exceção apenas da demarcação da faixa
de APP do Rio Buquira.

Portanto, somos concordantes tecnicamente quanto ao posicionamento de que as APP’s


incidentes sobre a área objeto de análise são decorrentes da rede de drenagem.

Todavia, entendemos necessário ponderar quanto à aplicação dos Itens “c” e “d” do
Artigo 3º da Resolução CONAMA nº 303/02 no que se refere à indicação de uma faixa de APP de
100m/200m (respectivamente) de largura após a ZDCA do Rio Buquira, conforme as diversas
demarcações apresentadas nas imagens elaboradas pelo Sr. AT da Promotoria.

II.b – ANÁLISES E PONDERAÇÕES TÉCNICAS:

Como inicialmente informamos, há concordância técnica desta DICA/SEMEA com a


demarcação das APP’s para a dita microdrenagem da gleba objeto de parcelamento irregular,
conforme indicações feitas no Laudo do AT da Promotoria, as quais correspondem a faixas de
30m de largura a partir das margens dos respectivos corpos d’água/lagos, utilizando-se a mesma
base legal para tal determinação (vide imagem denominada 2.5 do Laudo do AT da Promotoria
datado de 03/12/09).

Inclusive tais APP’s (referentes à microdrenagem), indicadas nas imagens geradas pelo
Sr. AT da Promotoria, são totalmente concordantes com as APP’s indicadas nas imagens geradas
pela análise técnica desta SEMEA (vide Imagem 1 anexa; “Microdrenagem”).

Atentamos que as imagens geradas (Microdrenagem), tanto pelo AT da Promotoria


quanto por este técnico, apresentam apenas pequenos desvios (desprezíveis em termos de
demarcação) dessas APP’s em função dos elementos de microdrenagem indicados e, portanto,
se coadunam entre si em termos de demarcação e de dimensão.
Entretanto, há uma enorme discrepância/incompatibilidade entre o entendimento técnico
desta DICA/SEMEA e a interpretação do Sr. AT da Promotoria (Laudo de 03/12/09 – às fls. 4/19 do
Processo nº 4148-3/10), quanto à demarcação da faixa de APP do Rio Buquira (chamada de
Macrodrenagem pelo AT da Promotoria), sendo esse o único ponto de discordância efetiva que
temos a apresentar quanto o Laudo do Sr. Romeu.

II.b.1 – POSIÇÃO TÉCNICA DO LAUDO DO AT DA PROMOTORIA:

Assim, de acordo com o Laudo do AT da Promotoria, a faixa de APP do Rio Buquira foi
definida considerando-se a largura do citado corpo d’água (Rio Buquira) como correspondente à
largura da ZDCA indicada no Plano Diretor Municipal – Lei Complementar nº 306/06.

Também resta indicada a “ZDCA” como “Leito Maior Sazonal“ no texto/legenda da


imagem 2.4 do Laudo do AT da Promotoria (datado de 03/12/09) que estabelece: “Figura 2.4 –
Mapeamento da APP do Rio Buquira em cor verde, considerando-se o leito maior sazonal igual à Zona
de Domínio de Curso D’água pertencente ao mapeamento das Macrozonas do Plano Diretor de São
José dos Campos” – sic.

A motivação para a conclusão do AT da Promotoria é dada pela redação da Resolução


CONAMA nº 303/02, que reza em seu artigo 3º

“Art. 3º Constitui Área de Preservação Permanente a área situada:

I – em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção horizontal, com largura mínima, de:

...

c) cem metros, para o curso d`água com 6onsequên a duzentos metros de largura;

d) duzentos metros, para o curso d`água com duzentos a seiscentos metros de largura;”

(sic – grifos nossos)

II.b.2 – QUESTIONAMENTOS À POSIÇÃO TÉCNICA DO LAUDO DO AT DA PROMOTORIA:

Preliminarmente atentamos para o fato de que o mesmo instrumento legal (Resolução


CONAMA nº 303/02) estabelece em seu artigo 2º que:

“Art. 2º Para os efeitos desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:

I – nível mais alto: nível alcançado por ocasião da cheia sazonal do curso d`água perene ou intermitente;” (sic –
grifo nosso).
Ocorre que a inferência técnica feita pelo Sr. AT da Promotoria é a de que a ZDCA,
indicada no Banco de Dados Georreferenciado do Município e criada a partir do PDM (Lei
Complementar nº 306/06), determina também o “NÍVEL MAIS ALTO” do corpo d’água (Rio Buquira
no caso em pauta), ou seja, que o limite da ZDCA determina o “nível alcançado por ocasião da cheia
sazonal”.

Tal inferência técnica do AT da Promotoria, quanto à demarcação da APP a partir do


limite da ZDCA, indicando-se a ZDCA como “Leito Maior Sazonal” do Rio Buquira, nos parece
equivocada e não leva em consideração o enunciado/conceito da ZDCA, conforme redação dada
na Lei Complementar nº 306/06 (PDM) que reza:

SUBSEÇÃO V

DA MACRODRENAGEM URBANA

Art. 64. A política de Macrodrenagem Urbana consiste em criar mecanismos de gestão de infra-estrutura urbana
relacionados com o escoamento das águas pluviais e dos rios em áreas urbanas da cidade, tendo como meta, planejar a
distribuição da água pluvial no tempo e no espaço, com base na tendência de ocupação urbana, compatibilizando o
desenvolvimento e a infra-estrutura para evitar prejuízos econômicos e ambientais e tendo como mecanismos para atingir
essa meta, o controle ambiental, o esgotamento sanitário, disposição de material sólido e tráfego, a não ampliação do
escoamento natural nos eventos de chuvas, o controle da drenagem urbana para não transferência de impactos, a
minimização do impacto ambiental no escoamento pluvial, o gerenciamento preventivo das 7onsequências econômicas e
sociais futuras e a utilização de medidas estruturais e não estruturais para o controle das cheias.

Art. 65 – São diretrizes gerais da política da macrodrenagem urbana:

I – estabelecer plano de uso e ocupação das bacias hidrográficas, em especial quanto à proteção das áreas de fundos de
vale, dos corpos d´água e de áreas de recarga de 7onsequên;

II – instituir e regulamentar o Plano Municipal de Manejo e utilização de recursos hídricos;

III – definir as áreas alagáveis e as áreas para implantação das bacias de retenção no Córrego Senhorinha, Ribeirão
Vidoca, Ribeirão Cambuí/ Putins, Rio Alambarí, Rio Pararangaba, Rio Comprido, Córrego Nossa Senhora da Ajuda do Bom
Retiro e Rio Buquira;

IV – inserir os parâmetros necessários à manutenção da permeabilidade do solo e ao sistema de retenção de águas das
chuvas na política de parcelamento, uso e ocupação do solo;

V – promover obras de manutenção de infra-estrutura, como a limpeza e o desassoreamento dos rios, córregos e canais,
o redimensionamento de obras de microdrenagem, a recuperação estrutural de obras de infra-estrutura;

VI – executar obras de ampliação de infra-estrutura como a construção de galerias, pontes e travessias e a proteção das
margens dos rios, córregos e canais;

VII – promover e incentivar a implantação de vegetação apropriada ao longo dos corpos d’água, nas nascentes, nas
cabeceiras e nas áreas de recarga de 7onsequên; e,

VIII – promover e incentivar programa para conservação do solo e combate à erosão, no meio rural e no meio urbano.

Art. 66. Com o objetivo de estabelecer parâmetros necessários a manutenção da permeabilidade do solo, à proteção dos
fundos de vale dos córregos urbanos, e garantir um melhor controle do escoamento das águas pluviais, fica definido o
Mapa 6 – Macrodrenagem Urbana, composto pelos seguintes elementos:

I – Planície Aluvionar dos Rios Paraíba do Sul e do Jaguari;

II – Zonas de Domínio do Curso D´ Água, que constituem-se de áreas lindeiras aos cursos d´água sujeitas à inundação, compostas
por áreas de preservação permanente (APPs), definidas no Código Florestal vigente e/ou áreas de várzeas; áreas remanescentes
de vegetação nativa e áreas de interesse; (grifo nosso)

III – Áreas de Controle à Impermeabilização que constitui-se de áreas com restrições urbano-ambientais visando a recarga
dos 7onsequên e a permeabilidade das cabeceiras, de forma a garantir a qualidade das águas e a prevenção de enchentes
e inundações na malha urbana consolidada.

IV – Pontos de Retenção, local geográfico onde será executado o barramento da bacia de retenção.
Assim, uma leitura atenta da legislação municipal (Plano Diretor) indica que a ZDCA
abrange áreas lindeiras aos cursos d’água e podem (ou não) englobar (conter) as APP’s definidas
no Código Florestal.

Todavia, o entendimento técnico é o de que a faixa de APP deve ser definida a partir do
seu “NÍVEL MAIS ALTO” e esse nível mais alto por sua vez é definido pela própria legislação
florestal como sendo o nível alcançado pela cheia dita sazonal ( “Art. 2º, Item I da Resolução CONAMA nº
303/02).

Resta, portanto, necessário esclarecer como se demarcar o “NÍVEL MAIS ALTO” do


corpo d’água e verificarmos se tal “NÍVEL” é diferente (ou não) dos limites da ZDCA indicados no
PDM (Lei Municipal nº 306/06).

Assim, o problema na interpretação/aplicação da Legislação ambiental vigente


permanece, ou seja:

Como determinar, fisicamente (no campo) e no imageamento aéreo disponível, o limite


da “Cheia Sazonal” indicada como o limite de onde devemos traçar a faixa de APP (enunciado do
Artigo 2º, item I, da Resolução CONAMA nº 303/02)?

Diante desse questionamento, entendemos necessário utilizar/apresentar algumas


definições dadas no GTH (Glossário de Termos Hidrológicos) da ANA (Agência Nacional de
Águas), o qual apresenta as seguintes definições para diferentes tipos de “CHEIAS”:

CHEIA SIN. ENCHENTE, INUNDAÇÃO, VER TAMBÉM ÁGUAS ALTAS


FLOOD SEE ALSO WATER, HIGH

CRUE (1); POINTE DE CRUE (2); MARÉE MONTANTE (3); INONDATION (4) VOIR AUSSI HAUTES EAUX

CRECIDA, VEASE TAMBIEN AGUAS ALTAS

1) Elevação, geralmente rápida, do nível da água de um rio até um máximo, a partir do qual o nível
desce mais lentamente.

2) Valor do nível d’água ou da descarga determinado na situação do máximo (ponta de cheia).

3) Maré montante.

4) Ver inundação, (1)

CHEIA REPENTINA SIN. ENXURRADA


FLASH FLOOD

CRUE ÉCLAIR

CRECIDA REPENTINA

Cheia de pequena duração com uma descarga de ponta, relativamente alta.


CHEIA ANUAL
FLOOD, ANNUAL

CRUE ANNUELLE

CRECIDA ANUAL SIN. AVENIDA ANUAL

1) Descarga máxima instantânea observada num ano hidrológico. (CID)

2) Cheia que foi igualada ou excedida, em média, uma vez por ano.

CHEIA CATASTRÓFICA
CATASTROPHIC FLOOD

CRUE CATASTROPHIQUE

Cheia devida a condições meteorológicas excepcionalmente raras e/ou a uma chuva violentamente
intensa e de duração consideravelmente maior do que o tempo de concentração (ABID, 1978).

CHEIA LAMINAR
SHEET FLOOD

CRUE DE SUBMERSION EN NAPE MINCE

Cheia que se espalha como uma fina camada de água sobre uma grande superfície e que não se
concentra em canais (ABID, 1978).

CHEIA EXCEPCIONAL
EXTRAORDINARY FLOOD

CRUE EXCEPTIONNELLE

Cheia com vazão maior que a da cheia de projeto (ABID, 1978).

INUNDAÇÃO
FLOODING SYN. INUNDATION

INONDATION (1); SUBMERSION (2)

INUNDACION

II) Sin cheia (4)

Transbordamento de água de calha normal de um rio ou acumulação de água, drenagem, em áreas


não habitualmente submersas. (WMO)

2) Aspersão controlada de água para irrigação, etc.

Invasão dos terrenos marginais, pelas águas de um curso d’ água ou lago.


VÁRZEA SIN. TERRAS INUNDÁVEIS, PLANICIE DE INUNDAÇÃO LEITO MAIOR
FLOOD PLAIN SYN BOTTOM LAND; FLOW CHANNEL; OVERBANK

CHAMP D’INONDATION

ZONA DE INUNDACION SIN. TERRENO DE FONDO; CAUCE MAYOR

Terras planas próximas ao fundo do vale de um rio, inundadas quando o escoamento do curso d’água
exceda a capacidade normal do canal.

LEITO MAIOR SAZONAL


Calha alargada ou maior de um rio, ocupada nos períodos anuais de cheia.

Assim, do ponto de vista técnico (hidrológico) há que se diferenciar as “cheias” tidas


como sazonais de “cheias” tidas como catastróficas, ou outros tipos de “cheias”.

Depreende-se, dos conceitos hidrológicos apresentados no GTH, que “Leito Maior


Sazonal” corresponde à calha alargada de um rio nos períodos anuais de cheias.

Por sua vez as “cheias anuais” são tidas como a descarga máxima instantânea observada
num ano hidrológico (CID) ou ainda como a “cheia” que foi igualada ou excedida, em média, uma vez por
ano.

Parece-nos lógico, portanto, que se diferencie as áreas sujeitas a alagamentos (ou


inundação) de caráter excepcional/catastrófico das áreas sujeitas a alagamentos sazonais.

Importante se atentar que áreas sujeitas a alagamentos (sazonais ou


excepcionais/catastróficos), apresentam grandes limitações à ocupação antrópica e, portanto,
devem ser objeto de proteção do ponto de vista técnico e a municipalidade deve ter a
responsabilidade de limitar a ocupação dessas áreas. Todavia há que se entender a necessidade
de se diferenciar a limitação de uso por riscos à urbanização e a limitação de uso por questões
ambientais.

Mas persiste a dúvida maior de como se definir o limite das “cheias anuais” (ou do “Leito
Maior Sazonal”) e principalmente, como indicar esse limite no campo?

Questionamos ainda que, já sendo difícil a argumentação técnica num nível teórico,
como podemos exigir que o cidadão “comum”, o proprietário rural, enfim, as pessoas que vivem
ao longo do Rio Buquira, entendam e demarquem as faixas de APP’s?

Ocorre que os cálculos hidráulicos feitos pelo setor de drenagem do Município, são
cálculos que levam em consideração cheias de recorrência de grandes períodos (cem anos, por
exemplo) e não apenas as cheias com recorrência de apenas um ano hidrológico (CHEIAS
SAZONAIS), já que tais cálculos objetivam a determinação de níveis de segurança à urbanização
e, portanto, é um elemento de grande importância ao planejamento urbano. Esses cálculos
norteiam a demarcação da ZDCA.
II.b.3 – POSIÇÃO TÉCNICA DICA/SEMEA:

Assim, para corpos d’água cujos talvegues estejam bem “encaixados” no relevo e cuja
bacia de contribuição não apresente grandes dimensões, é perfeitamente possível que tenhamos
um posicionamento técnico mais “prático”, bastando a demarcação da faixa de APP a partir do
traçado do talvegue do corpo d’água em análise, pois tal procedimento se coaduna com o
disposto na legislação florestal vigente (por exemplo a demarcação da faixa de APP da
microdrenagem que foi feito a partir do “traçado” dos corpos d’água, diretamente sobre o PCESP.
O mesmo procedimento foi feito tanto pelo Sr. Romeu como por esta DICA/SEMEA, chegando-se
a resultados congruentes).

Mas os casos de análises de corpos d’água de traçado sinuoso/meândrico (a exemplo


do Rio Buquira), situados em planícies aluvionares, com relevos de declividade muito baixa
(inferior a 5%), com a presença de vegetação paludosa/higrófita (taboa, lírio-do-brejo, etc) nas
margens e cujas bacias de contribuição apresentem dimensões significativas, realmente ensejam
cuidados técnicos para a demarcação das APP’s, cabendo a solicitação de estudos
hidrológicos/hidráulicos que justifiquem a cota correspondente ao “NÍVEL MAIS ALTO“ alcançado
pelo corpo d’água, o qual será o nível alcançado por ocasião da cheia sazonal do curso d`água,
que por sua vez deverá ser determinado através de cálculos que indiquem a “calha alargada ou
maior de um rio, ocupada nos períodos anuais de cheia”. Atentamos para que a terminologia
técnica utilizada seja a mesma indicada na legislação vigente.

Além das questões conceituais (importantíssimas para o equacionamento do problema)


indicadas acima, há que se argumentar sobre as funções ambientais que as APP’s precisam
desempenhar.

Seguindo-se o raciocínio de demarcação de APP do Sr. Romeu (Laudo do AT da


Promotoria) resta indicado que a faixa de APP do Rio Buquira se prolonga por 200m (duzentos
metros) após a faixa de ZDCA indicada no PDM (Lei Complementar nº 306/06).

Ora, tal procedimento indica as APP’s do Rio Buquira incidindo sobre áreas de
morros/colinas (encostas) e não sobre as áreas da várzea do Rio Buquira. Nesse caso, a várzea
do rio (Rio Buquira) é caracterizada como área da calha do rio propriamente dito, ainda que
expandida em função da baixa declividade.

Ainda há que se argumentar que tal limite (área de inundação do rio = ZDCA?)
corresponde a um momento de alagamento/inundação que pode muito bem ter sido definido a
partir de uma “cheia” excepcional/catastrófica, ou cujos cálculos hidráulicos tenham sido feitos
utilizando-se dados de grandes períodos de recorrência de chuvas (com mais de 100 anos, por
exemplo).

Ocorre que o objetivo da proteção das APP’s de corpo d’água está relacionado com a
vegetação dita ciliar, ou pelo menos é essa a percepção primária das funções dessas APP’s de
corpos d’água, ou seja, de que elas (as APP’s) representariam a garantia de proteção/preservação
da vegetação ciliar.
Assim, analisando-se a bibliografia técnica disponível observamos que vários autores
discorrem sobre as matas ciliares, definindo essas como aquelas localizadas ao longo dos
cursos d’água e que desempenham funções importantes do ponto de vista ecológico,
hidrológico, edáfico, entre outras.

Ainda AB’SABER (AB´SABER, Aziz Nacib. O Suporte Geológico das Florestas


Beiradeiras Ciliares. In:RODRIGUES, Ricardo Ribeiro; FILHO, Hermógenes de Freitas Leitão.
Matas Ciliares: Conservação e Recuperação. São Paulo: EDUSP, 2000) informa sobre o assunto
que:

“A expressão floresta ciliar envolve todos os tipos de vegetação arbórea vinculada á beira de
rios.”

“O próprio termo “ciliar” foi usado inicialmente para designar as formações florestais nos diques
marginais de grandes planícies; a formação florestal ciliar na região dos campos sulinos era designada de
mata de anteparo enquanto que na região do cerrado foram definidos de floresta de galeria”
(RODRIGUES, no mesmo livro citado acima, página 92).

Ora, se há consenso técnico quanto à localização da vegetação ciliar no entorno


imediato da beira dos rios, e que é essa a vegetação que realmente devemos objetivar na
preservação ambiental (função ambiental da APP de corpo d’água), entendemos, smj, que não há
sentido/aplicabilidade prática ao entendimento técnico apresentado pelo colega AT da
Promotoria, já que o mesmo remete a área de preservação a um local muito distante da calha
efetiva do rio Buquira (ou de sua própria várzea), a qual deveria ser objeto direto de preservação
(APP).

Não vemos o entendimento técnico do AT da Promotoria como errôneo. Ao contrário o


mesmo traduz um entendimento que se coaduna perfeitamente com a leitura da legislação
ambiental vigente, o que o respalda na sua argumentação.

Todavia, parece-nos claro que o mesmo se equivoca ao propor a ZDCA como limite do
“Leito Maior Sazonal” e é aí que entendemos necessário que haja uma discussão técnica profunda
e elucidativa para justificar e embasar os posicionamentos técnicos futuros do Município para as
áreas lindeiras ao Rio Buquira.

(Atentar aqui para as enormes 12onsequências técnicas e legais que a aceitação da


proposição técnica do Sr. AT da Promotoria trás para as análises ambientais a serem feitas na
região do Rio Buquira, já que tal entendimento determina a “inserção” de várias áreas situadas
após a Rodovia SP-50 como APP’s e essas áreas apresentam ocupações diversas).

Ainda há que se argumentar a possibilidade de que tal ZDCA possa também abranger as
APP’s referentes ao Rio Buquira, já que a redação da legislação estabelece essa possibilidade.
Por fim, por medida de cautela técnica e administrativa e considerando que na maior
parte do ano o Rio Buquira encontra-se efetivamente “encaixado” em sua calha principal, a qual
apresenta largura entre 10 e 50m, uma outra propositura/entendimento técnico que poderia ser
aplicado para o caso seria a demarcação de uma faixa de APP de 50m de largura demarcada a
partir do limite da ZDCA.

Para tal propositura técnica elaboramos uma imagem aérea a qual anexamos ao
presente relatório (Imagem 2).

A faixa de APP do Rio Buquira, demarcada dessa forma (faixa de 50m de largura após o
limite da ZDCA), não incide sobre a gleba objeto de parcelamento irregular (vide Imagem 2
anexa).

Depreende-se que essa forma de demarcação da faixa de APP (com 50m de largura após
o limite da “ZDCA”), considera que o “NÍVEL MAIS ALTO” do corpo d’água (Rio Buquira) é
equivalente à “ZDCA”, como fez o Sr. AT da Promotoria (portanto, tem mais de 100m de largura),
mas que a largura efetiva do corpo d’água está entre 10m e 50m (calha ou talvegue).

Assim, considerando a largura efetiva apenas da calha ou talvegue do corpo d’água,


cabe smj, a demarcação da faixa de APP para rios com até essa largura máxima (50m).

Essa forma de demarcação e a aceitação dessas premissas técnicas, permite a


demarcação de APP e também se coaduna com a leitura da legislação vigente, todavia
reforçamos que tecnicamente não há elementos que nos permitam fazer a correlação entre
“ZDCA” e “NÍVEL MAIS ALTO”.

II – ASPECTOS CONCLUSIVOS:

Diante de todo o exposto concluímos que:

- Há concordância técnica (desta DICA/SEMEA) ao Laudo do Sr. Romeu Simi Jr. Quanto à
demarcação das APP’s para a “microdrenagem” que incide sobre a gleba objeto de parcelamento
irregular.

- A demarcação da faixa de APP do Rio Buquira, indicada pelo Sr. Romeu Simi Jr., foi
feita com base no limite da “ZDCA”, que por sua vez resta indicada no PDM (Lei nº 306/06),
apresentando o entendimento técnico de que esse “limite” representa o “Nível Mais Alto” do
citado rio.

- O entendimento técnico preliminar dessa DICA/SEMEA é de que o conceito de “ZDCA”


não se coaduna com o conceito de “Nível Mais Alto” do corpo d’água, todavia, entendemos
possível que, em algumas situações, esses limites possam ser coincidentes.
- Com base nos conceitos apresentados no GTH da ANA, essa DICA/SEMEA entende que
o método de cálculo hidrológico para a demarcação do “Nível Mais Alto” do corpo d’água precisa
utilizar um tempo de retorno (recorrência) de chuvas de no máximo um ano, enquanto a
demarcação da ZDCA é feita com fins à garantia de aspectos de segurança à urbanização e,
portanto, são cálculos que levam em conta grandes períodos de recorrência de chuvas (100 anos,
por exemplo).

- Como proposta técnica de consenso e por medida de cautela técnica e administrativa


para o caso em tela, essa DICA/SEMEA apresenta a idéia de utilizar o limite da ZDCA, indicada no
PDM (Lei nº 306/06) como ponto de partida para a demarcação da faixa de APP do Rio Buquira
(como proposto pelo Sr. AT da Promotoria), todavia, como é fato notório, considerando que na
maior parte do tempo o citado corpo d’água (Rio Buquira) encontra-se efetivamente “encaixado”
em sua calha principal (talvegue), a qual possui largura entre 10m e 50m, sugerimos que essa
faixa de APP seja representada com uma largura de 50m, a qual não incide sobre a gleba objeto
de análise (parcelamento irregular do solo), conforme indicamos em imagem abaixo (gerada no
sistema SPRING).

- Aproveitamos o ensejo para demonstrar profunda preocupação técnica com a tratativa


da questão, primeiramente para a necessidade de subsidiar as análises técnicas da
municipalidade e num segundo momento com a correta orientação técnica dos munícipes, mas
sempre tendo em conta a intenção norteadora de atendimento à legislação.

Sendo essas as informações técnicas resultantes das análises feitas, encaminhe-se para
ciência, análise e posicionamento superior para o caso. Havendo concordância técnica superior,
sugiro envio integral das informações ao MPESP para ciência do posicionamento técnico desta
DICA/SEMEA sobe o assunto.

São José dos Campos – 06/04/10

Engº Agr. Nirceu Eduardo Vicente


CREA/SP – 5060022816
Imagem 2: Macrodrenagem (APP’s do Rio Buquira
– indicamos demarcação de faixa de APP com 50m
de largura a partir do limite da ZDCA – vide
argumentação técnica desenvolvida no relatório) –
discordância técnica desta DICA/SEMEA com
Laudo do Sr. Romeu Simi Jr.
Imagem 1: Microdrenagem e as respectivas APP’s
(faixas marginais de 30m de largura ao longo dos
corpos d’água e raio de 50m no entorno das
nascentes) – concordância técnica desta
DICA/SEMEA com Laudo do Sr. Romeu Simi Jr.
Diante de todo o exposto no presente, venho a sua presença de forma totalmente respeitosa
solicitar sua avaliação sobre a necessidade de citação de meu entendimento e principalmente de minha
ideia técnica, pela sua originalidade (pois não conheço nenhum outro texto que faça as correlações
apresentadas entre o texto da legislação vigente e os conceitos técnicos do GTH da ANA) e por entender
que o entendimento técnico utilizado por você no seu texto foi originado de todo um processo de
amadurecimento técnico desenvolvido nessa equipe técnica da SEMEA, do qual você participou, mas
efetivamente você não é o autor direto das argumentações apresentadas, já que as mesmas foram
“colocadas no papel” por mim e as mesmas servem de orientação técnica a todos os técnicos atuantes
nessa SEMEA.
No entanto, seu texto claramente absorve essas ideias técnicas, mas não faz nenhuma menção
creditória a mim, remetendo o entendimento a uma posição institucional da PMSJC.
Discordo veementemente dessa sua colocação, não apenas no sentido de que me sejam dados
os créditos técnicos pelo desenvolvimento da ideia (e de sua originalidade), mas sim porque o seu
próprio proceder técnico junto a essa instituição (SEMEA/PMSJC) é norteado, analisado, orientado e, por
fim, aprovado por mim, que possuo 20 (vinte) anos de experiência profissional na área de análises
ambientais de empreendimentos.
Evidente que a municipalidade (PMSJC) também absorveu, institucionalmente, a ideia defendida
por mim (SEMEA), mas tal fato se deu devido à consistência técnica da argumentação apresentada e
principalmente porque os próprios técnicos do MPESP não apresentaram contestação técnica ao
posicionamento apoiado pela municipalidade (e evidentemente respaldado pela argumentação técnica
desenvolvida no texto em ANEXO).
Por fim, como sou o profissional que analisa os seus textos/laudos técnicos (por dever de ofício,
pois sou concursado e tenho essa incumbência técnica junto a essa instituição - PMSJC) e por entender
que participo diretamente de sua formação como profissional, pois a construção de seus
posicionamentos técnicos é constantemente solidificada, embasada e justificada por mim, gostaria de
solicitar a você o reconhecimento das minhas ideias técnicas junto ao seu texto monográfico.
Sendo o que tinha a apresentar, solicito posicionamento formal sobre o assunto.
Atenciosamente
São José dos Campos – 28/12/2011

Engº Agr. Nirceu Eduardo Vicente


CREA/SP: 5060022816

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