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Professor Doutor Flávio Galvão

UNIFMU – CENTRO UNIVERSITÁRIO

CURSO DE DIREITO

DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO I

PROF. FLÁVIO GALVÃO

A) APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR

B) PERSPECTIVA DIDÁTICA

C) SISTEMA DE AVALIAÇÃO

D) BIBLIOGRAFIA BÁSICA

 CARVALHO, Paulo de Barros, Curso de Direito Tributário, São


Paulo: Editora Saraiva, 24ª Ed., 2012.
 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional
Tributário, São Paulo: Malheiros Editores, 29ª Ed., 2013
 KFOURI JR., Anis. Curso de Direito Tributário, São Paulo:
Editora Saraiva, 2ª Ed., 2012.

E) BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

 ATALIBA, Geraldo. Hipótese de Incidência Tributária, São Paulo:


Malheiros Editores, 6ª. Ed., 11ª. Tiragem, 2010.
 MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário, 28ª ed., São
Paulo: Malheiros Editores, 32ª Ed., 2013.
 MELO, José Eduardo Soares de. Curso de Direito Tributário, São
Paulo: Dialética Editora, 10ª Ed., 2011.
 NOGUEIRA, Alberto. A reconstrução dos Direitos Humanos da
Tributação. Rio de Janeiro, Editora Renovar, 1997.
 CONTI, José Maurício. Federalismo Fiscal. São Paulo, Editora Manole,
2004.

F) FREQUÊNCIA

PROGRAMA DE AULAS

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Professor Doutor Flávio Galvão
QUADRO SINÓTICO

1ª AULA

1. Ciências das Finanças. Direito Financeiro. Direito Tributário

1) Conceito de Direito Tributário

 A necessidade do Estado em captar recursos financeiros visando


prestar serviços públicos, bem como implementar as políticas
públicas de interesse coletivo.

 Conceito: normas jurídicas que disciplinam a relação jurídica entre o


Fisco e o Contribuinte (responsável tributário), no tocante ao dever
deste último de levar dinheiro aos cofres públicos.

 “O Direito Tributário é o ramo didaticamente autônomo do


Direito, integrado pelo conjunto de proposições jurídico
normativas, que correspondam, direta ou indiretamente, à
instituição, arrecadação e fiscalização de tributos.” (Paulo de
Barros Carvalho).

 A relação jurídica tributária envolve, então, no pólo ativo (credor) os


entes tributantes ou as chamadas pessoas jurídicas de direito público
(União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios).

 No pólo passivo (devedor), que pode ser o contribuinte ou o


responsável tributário designado na lei, que tem por obrigação o
dever de dar (pagar) determinada quantia aos cofres públicos, além
de estar obrigado a uma série de obrigações de fazer ou não fazer
em face da fiscalização e arrecadação dos tributos. Tudo isso, não
poderemos esquecer, está contido no vínculo jurídico (norma
jurídica) que impõe a obrigação tributária.

 O Direito Tributário e o Direito Financeiro. O Direito Financeiro


como ramo do direito não pode ser confundido enquanto conceito
com o Direito Tributário.

 Trata o direito financeiro de toda atividade financeira do Estado,


disciplinando as receitas públicas bem como os gastos públicos.
Para o direito tributário o destino dado à arrecadação dos tributos
não será critério relevante para definirmos a obrigação tributária,
conforme a norma do art. 4º do CTN, em seu inciso II.

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 O tributo é considerado como receita derivada do Estado conforme
o art. 9º da Lei nº 4.320/64, em razão de ser ele uma receita
oriunda de prescrição prevista em lei de caráter obrigatório, em
oposição às receitas originárias decorrentes da exploração pelo
Estado de seu patrimônio.

 Nas receitas originárias o Estado as aufere através de seu


patrimônio (bens e direitos) colocados à disposição da sociedade
mediante cobrança de determinado preço ou, ainda, em razão dos
serviços que disponibiliza à sociedade, remunerando-se por meio de
tarifas.

 Em outras palavras, a receita pública efetiva é oriunda das rendas


produzidas pelos ativos do poder público, pela cessão remunerada
de bens e valores, aluguéis e ganhos em aplicações financeiras ou
em atividades econômicas exercidas pelas empresas públicas ou
sociedades de economia mista, em que se cobra o preço ou tarifa em
razão da produção, do comércio ou serviços que realiza.

 Outros exemplos de receita originária são os frutos da locação de


um imóvel, os foros, laudêmios, dividendos e doações recebidas de
uma empresa estatal lucrativa, as multas contratuais.

 Função Fiscal e Extrafiscal dos tributos.

 A função fiscal do tributo visa meramente a obtenção de receita


(arrecadação) para suprir as necessidades do Estado no tocante as
suas despesas. A função extrafiscal do tributo visa atingir outros
objetivos da Administração Pública, distinto do mero objetivo
arrecadatório.

 Por exemplo, todo o sistema de cobrança de tributos aduaneiros, ou


seja, a cobrança de tributos pela entrada e saída de produtos no
mercado nacional é utilizada como instrumento de atuação do
Estado na balança comercial brasileira e regulando
indiretamente os preços de bens no mercado interno.

 Temos também a função extrafiscal do IPTU e ITR com alíquotas


progressivas em razão da função social da propriedade.

 Por outro lado, vamos encontrar no art. 146-A da Constituição


Federal norma jurídica de competência da União para legislar sob
Lei Complemetar no que tange a estabelecer políticas de tributação
com o objetivo de promover o desequilíbrio da concorrência.

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 Função Parafiscal dos tributos. Nomenclatura corrente utilizada


na doutrina para identificar que o órgão público que realiza a
cobrança ou a fiscalização dos tributos é entidade diversa do
sujeito ativo competente determinado pela Constituição e pela
Lei para a criação dos tributos (União, Estados-membros,
Distrito Federal e Municípios), utilizando os recursos para o
custeio de atividades próprias.

 A doutrina considera tal circunstância como a transferência da


capacidade tributária ativa, pelo qual a pessoa política competente,
por meio de lei, atribui à outra pessoa jurídica, que faz parte da
administração pública descentralizada a função de arrecadação e
fiscalização dos tributos com a perspectiva da disponibilidade do
produto arrecadado.

 Esta pessoa jurídica só poderá sê-la as Pessoas Jurídicas de


Direito Público Interno Indiretas (Ex: Autarquias/Fundações
Públicas) ou entidades jurídicas de direito privado
perseguidoras de finalidade públicas (Ex: Contribuição no
Interesse de Categorias Profissionais: art. 149, da CF, na cobrança
pelos órgãos de classe das profissões regulamentadas em Lei da
respectiva contribuição no interesse de categorias profissionais
(OAB, CREA, CRM); o art. 240 da CF - SESI, SENAI, SESC,
SENAC). Outro exemplo de tributo parafiscal é a Contribuição do
INCRA (art. 240 da CF, c. c. a Lei nº 2.613/1955).

 Não se pode confundir jamais que a Função Parafiscal dos


tributos possa retirar a sua natureza jurídica tributária.

 Ou seja, ainda que um tributo possa ser cobrado ou arrecadado


por pessoa jurídica de direito público interna diversa da União,
dos Estados-membros, Distrito Federal ou Municípios, este terá
o seu regime jurídico tributário definido pelo enquadramento ao
art. 3º do CTN, respeitando-se os princípios constitucionais
tributários.

OBS: Por muito tempo utilizou-se como exemplo de parafiscalidade a cobrança


pelo INSS das chamadas contribuições previdenciárias. Temos que tomar cuidado
com este exemplo, pois, acredito que o mesmo não seja mais pertinente em face
da publicação, em 19 de março de 2007, da Lei nº 11.457 que cria a Secretaria da
Receita Federal do Brasil, mediante fusão da Secretaria da Receita Federal e da
Secretaria da Receita Previdenciária.

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A Receita Federal do Brasil (RFB) ou Super Receita, como vem sido
denominada, tem o dever de planejar, executar, acompanhar e avaliar as
atividades relativas à tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e
recolhimento das contribuições previdenciárias das empresas, dos trabalhadores e
dos empregadores domésticos.

Também passa a ser responsabilidade da RFB a fiscalização das contribuições


devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, bem como a
contribuição para o salário-educação. Assim, passa a ser competência da RFB a
fiscalização, de forma geral, das contribuições previdenciárias.

Todos os processos administrativo-fiscais, inclusive os relativos aos créditos já


constituídos ou em fase de constituição, e as guias e declarações apresentadas ao
Ministério da Previdência Social ou ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS,
serão transferidos para a Super Receita.

 Conforme o artigo 8º da Lei nº 11.457/2007, ficam redistribuídos,


inclusive, os Quadros de Pessoal do Ministério da Previdência
Social e do INSS para a Secretaria da Receita Federal do Brasil os
cargos ocupados e vagos da Carreira Auditoria-Fiscal da Previdência
Social.