Vous êtes sur la page 1sur 6

Comunicado Técnico 10

ISSN 2177-854X
Maio . 2011
Uberaba - MG

Análise Bromatológica e Coleta de Amostras

Instruções Técnicas para a coleta de amostras com êxito nos resultados

Responsável:

Renata Soares Serafim


E-mail: renata@fazu.br
Zootecnista; Dra. Produção Vegetal; Professora FAZU
CONCEITOS IMPORTANTES

Entende-se por Bromatologia, a ciência que estuda os alimentos, que deverão ser analisados, a fim
de se determinar seu valor nutritivo, ou seja, sua composição química e digestibilidade direcionados ao
maior consumo de massa seca.
Ao criador que espera maior produtividade do rebanho, cabe fornecer alimentos nutritivos, que não
só saciem a sensação de fome dos animais, mas também que atendam às exigências dos microrganismos
ruminais.
Não existem alimentos completos, portanto sempre haverá a necessidade de analisá-los e suprir a
deficiência de um ou outro nutriente requerido pelo animal. Alimento é a substância que, quando
consumida, garante o ciclo regular da vida de um indivíduo e a sobrevivência da espécie à qual pertence
Nutriente é o grupo de constituintes dos alimentos de igual composição química que ajuda a manter a vida
do animal (ANDRIGUETO et al., 1986).

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

Os alimentos são compostos por água e massa seca. Quando submetidos à ação do calor por um
determinado período de tempo a água evapora, restando a massa seca. Nesta, estão contidos os
compostos nitrogenados (proteínas), lipídeos, carboidratos e minerais.
Podemos classificar os alimentos como volumosos e concentrados. São considerados volumosos
aqueles cujo teor de fibra encontra-se acima de 18%, além de apresentarem baixo conteúdo energético. Os
alimentos concentrados dividem-se em dois grupos: os concentrados energéticos, que têm teores de fibra e
proteína bruta menores que 18%, e os concentrados protéicos são aqueles cujo teor de proteína bruta
excede 18%. Os concentrados apresentam alto valor energético (LANA, 2005).

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS ALIMENTOS

O sistema de análise de Weende, também conhecido como sistema de análise proximal para a
determinação da composição de plantas forrageiras, vem sendo usado desde 1890. Este método de
avaliação consiste em fracionar o alimento em água, cinzas (MM), proteína bruta (PB), fibra bruta (FB),
extrato etéreo (EE) e extrativos não nitrogenados (ENN).
O conteúdo de água é avaliado mediante a determinação da perda de peso da amostra após a
secagem em estufa de circulação forçada de ar ou à 105ºC. As cinzas são quantificadas após a incineração
da amostra a 600ºC. A fração proteína bruta é determinada pelo método Kjeldhal, onde o nitrogênio total
(NT) da amostra é dosado, e a seguir multiplicado por 6,25, considerando-se que as proteínas contêm 16%
de nitrogênio.
A fibra bruta é avaliada mediante o tratamento da forragem com soluções de ácido e base fracas.
No entanto, é importante ressaltar que alguns componentes da fibra, como a lignina e a hemicelulose, são
solubilizados por estes produtos químicos.
A fração extrato etéreo é obtida após o tratamento da amostra com éter, sendo considerada como a
porção de lipídeos (gordura) do alimento.
Finalmente, a fração extrativo não nitrogenado é calculada por diferença, onde se subtrai de 100 os
valores encontrados nos demais componentes analisados, ou seja, ENN = 100 –(PB + FB + EE + MM).
O sistema proximal é a base para o cálculo do conteúdo de nutrientes digestíveis totais (NDT),
segundo a fórmula:

NDT = PD + (EED x 2,25) + FD + ENND.


Levando-se em consideração a solubilização de certos componentes da fibra nos reagentes
utilizados, o sistema de Weende foi considerado insatisfatório do ponto de vista nutricional por não oferecer
segurança sobre os carboidratos, daí a importância da criação de um novo método de análise criado por
Van Soest e Wine, em 1967, para a determinação da fibra em sistema onde são utilizados os detergentes
neutro e ácido para a solubilização da parede celular das forrageiras.
No método de Van Soest, os referidos autores fracionaram a fibra bruta em fibra em detergente
neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA), e estabeleceram que a planta é dividida em duas porções:
conteúdo celular e parede celular. O método de análise consiste no tratamento da forragem com uma
solução contendo detergente neutro a qual solubiliza o conteúdo celular constituído por açúcares solúveis,
amido, lipídeos, pectina, nitrogênio não protéico, proteína, vitaminas e minerais. Com o uso deste
detergente, permanece insolúvel a parede celular ou fibra em detergente neutro (FDN), composta por
celulose, hemicelulose, lignina, queratina e sílica. Em outra etapa, a amostra é tratada com uma solução
contendo detergente ácido, que solubiliza o conteúdo celular e também a fração hemicelulose,
permanecendo insolúveis as porções referentes à lignina e celulose. Esta fração é conhecida como fibra em
detergente ácido (FDA).

AMOSTRAGEM DE ALIMENTOS

A amostragem é o ponto de partida para o a obtenção de resultados válidos do valor nutritivo dos
alimentos. Uma amostragem adequada garante o sucesso de uma análise bromatológica, e
consequentemente, bons resultados zootécnicos. Uma vez amostrado incorretamente, o erro permanecerá
até o final da análise.

COLETA DE AMOSTRAS

Antes de sair a campo algumas perguntas devem ser respondidas, para que haja máxima acurácia
na amostragem, e consequentemente, nos resultados obtidos. Dentre as perguntas, devem constar: “Local
e horário de coleta? Ferramentas a serem utilizadas? Quantos pontos de coleta? Quantidade a ser
coletada? Quando encaminhar ao laboratório? Quais análises serão feitas?”
De posse das respostas, pode-se iniciar os preparativos para uma coleta segura e com a menor
margem de erro possível.

COLETA DE FORRAGEM DIRETAMENTE DAS PASTAGENS

Para a coleta de forragens, deve-se levar em consideração o tamanho e a homogeneidade da área


a ser amostrada. Quanto maior a área e mais heterogênea, mais pontos devem ser tomados para que a
área amostrada represente o todo. Recomenda-se um total de 5 a 50 pontos/ha, dependendo das
condições do terreno e da pastagem (BRANCO, 2005). Pode-se utilizar uma moldura quadrada ou
retangular, com área variável, de acordo com a espécie forrageira, e o lanço da moldura será realizado de
forma aleatória. Para áreas sob pastejo, recomenda-se a coleta considerando o que os animais vão
consumir. Ainda que falte a prática, uma atenta observação e bom senso são suficientes para realizar uma
boa amostragem imitando o pastejo dos animais. Deve-se reunir todas as sub-amostras que representem a
pastagem, e se necessário, reduzir a quantidade para cerca de 1 a 2 kg para ser enviada ao laboratório.

COLETA DE SILAGENS

A coleta de silagem pode ser realizada antes do seu processamento, onde os principais nutrientes
pouco se diferem na forragem fresca e da conservada (tanto no feno como na silagem), desde que o
processamento tenha sido adequado. Pode-se coletar cerca de 20 sub-amostras da massa fresca (pré-
ensilagem), ao longo do dia, em cada lote. Em silos fechados, pode-se recorrer ao uso de perfuradores,
como indicam as Figuras 1 e 2, tomando-se sempre o cuidado de vedar os furos onde introduziu-se o
perfurador no momento da coleta.

Figura 1 - Amostragem em silos fechados com perfuradores.


Fonte: SCHROEDER; SEDIVEC, 1993.

Figura 2 - Locais específicos para coleta de silagem.


Fonte: ANDERSON et al., 2007.

Recomenda-se congelar as amostras quando o laboratório estiver distante do local de coleta, a fim
de preservar as características físico-químicas da silagem, e desta forma obter um resultado confiável ao
final da análise bromatológica.

COLETA DE FORRAGENS FENADAS

Para coleta em fardos de feno usar amostrador tipo sonda com 12 a 18 cm de comprimento (Figura
3), bem afiado, de modo a entrar no fardo com a mínima deformação. Recomenda-se coletar cerca de 15-
20 fardos, retirando a amostra bem do centro de cada um deles.
Coletar de 8 a 15 cm de espessura. As amostras devem ser tomadas para cada "lote" de feno
considerando-se a mesma colheita; mesmo campo; mesma espécie e variedade; mesmas condições de
colheita; mesmo método de enfardamento e armazenagem. Todas as condições iguais para não haver
disparidades no resultado laboratorial (TAYLOR, 1995).
Figura 3 - Amostrador tipo sonda.
Fonte: SCHROEDER; SEDIVEC, 1993.
REFERÊNCIAS

ANDERSON, B.; MADER, T.; KONONOFF, P. Sampling Feeds for Analyses. Dairy Feeding & Nutrition.
University of Nebraska–Lincoln Extension Publications. 2007. Disponível em: http://
http://www.ianrpubs.unl.edu/epublic/pages/publicationD.jsp?publicationId=729

ANDRIGUETO, J. M. et al. Nutrição animal. 4. ed. São Paulo: NOBEL, 1986. 395 p.

LANA, R. P. Nutrição e alimentação animal: mitos e realidades. 1. ed. Viçosa: UFV, 2005. v. 1. 344 p.

MEDEIROS, S. R. Visão geral, coleta e envio de amostras. In.: CURSO SOBRE VALOR NUTRICIONAL
DOS ALIMENTOS E ANÁLISE BROMATOLÓGICA PARA RUMINANTES. Beef Point, 2005.

SCHROEDER, J. W.; SEDIVEC, K. Sampling feeds for analyses, 1993. Disponível em:
http://www.ag.ndsu.edu/pubs/ansci/livestoc/as1064w.htm

SILVA, D. J.; QUEIROZ, A. C. Análises de alimentos: métodos químicos e biológicos. 3. ed. Viçosa,
MG: Universidade Federal de Viçosa, 2002. 235p.

VAN SOEST, P. J.; WINE, R.H. Use of detergents in the analysis of fibrous feeds. IV. Determination of plant
cell wall constituents. J. of the Association of Official Analytical Chemists. v. 50, p. 50-55, 1967.

TAYLOR, R. W. Hay sampling and grading. Cooperative Extension, University of Delaware. College of
Agriculture & Natural Resources. 1995. Disponível em: ttp://ag.udel.edu/extension.

O sucesso do seu negócio depende de uma boa orientação técnica.


CONSULTE UM ZOOTECNISTA.

Laboratório de Análise de Solo


Laboratório de Análise de Nutrição Animal
Laboratório de Análise Microbiológica de água e alimentos
Laboratório de Análise Físico-Química de alimentos

Av. do Tutuna . nº 720 . Bairro Tutunas


CEP: 38061-500 . Uberaba-MG
(34) 3318.4188 . 0800 34 30 33