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Leucócitos

Os leucócitos são células sanguíneas especializadas em


defender o corpo contra organismos estranhos.

http://brasil

Observe as características de cada tipo de leucócito

Os leucócitos (também chamados de glóbulos brancos), assim como as hemácias, são


elementos figurados do sangue. Essas células são formadas no adulto dentro dos ossos,
na medula óssea vermelha. Existem cerca de 5 mil a 10 mil leucócitos por milímetro
cúbico de sangue em um humano adulto.

Os leucócitos têm como principal função proteger nosso organismo contra patógenos e
organismos estranhos. Eles atuam fagocitando as partículas invasoras ou produzindo
substâncias que vão agir destruindo ou inativando essas partículas.

Podemos classificar os leucócitos de acordo com a presença de grânulos em


granulócitos e agranulares. Os grânulos são, na verdade, lisossomos, organelas
especializadas na digestão intracelular. Esses grânulos coram densamente quando
submetidos à coloração hematológica tradicional.
Dentre os granulócitos, podemos citar os neutrófilos, que são os tipos mais numerosos.
Exibem forma esférica e um núcleo geralmente trilobado. Essas células realizam
fagocitose e possuem a capacidade de deixar os vasos sanguíneos e penetrar nos tecidos,
exercendo assim a sua função de proteção do organismo. O processo pelo qual os
leucócitos conseguem atravessar a parede do vaso sanguíneo e penetrar nos tecidos é
chamado de diapedese.

Os eosinófilos são células que também possuem grânulos e estão relacionadas com a
fagocitose dos complexos antígeno-anticorpo. Sua forma é esférica e o núcleo, bilobado.
O número dessas células é aumentado durante respostas a infecções parasitárias e
reações alérgicas.

Os basófilos, outro leucócito granulócito, atuam liberando histamina e heparina,


substâncias que ajudam na dilatação dos vasos sanguíneos e na anticoagulação,
respectivamente. Apresentam forma esférica e núcleo irregular.

Os linfócitos são células agranulares muito abundantes no sangue, só perdendo para os


neutrófilos. Muito importantes no processo imunológico, essas células estão envolvidas
com a produção de anticorpos. Sua forma é esférica e o núcleo é grande e também
esférico. Os linfócitos podem ser divididos em dois tipos: linfócitos T e linfócitos B.

Os linfócitos T diferenciam-se dos linfócitos B em virtude do local onde ocorre a


diferenciação. Os linfócitos T diferenciam-se no timo, enquanto o linfócito B
diferencia-se na medula óssea.

Os linfócitos T são divididos em duas classes: linfócito T citotóxico ou CD8, que atua
matando células infectadas, e o linfócito T auxiliar ou CD4, que atua coordenando a
resposta imunitária e ativando células de defesa, como os Linfócitos B e
macrófagos. Os linfócitos B diferenciam-se em plasmócitos, que têm por função a
produção de anticorpos.

Os monócitos possuem um núcleo redondo ou reniforme e grande citoplasma. Eles


tornam-se macrófagos, células especializadas no processo de fagocitose de vírus, fungos
e bactérias. Além disso, são responsáveis pela destruição de células mortas e danificadas
no corpo.

O aumento ou diminuição de glóbulos brancos no sangue pode causar algumas doenças.


Chamamos de leucocitose o aumento significativo de leucócitos no sangue. Já a
leucopenia acontece quando ocorre uma diminuição nas taxas de leucócitos, sendo
normalmente associada a doenças virais.

Uma doença relacionada com os leucócitos é a leucemia, um tipo de câncer em que há a


produção descontrolada de leucócitos que não se diferenciam e não são funcionais. O
tipo de leucemia está relacionado com o tipo de leucócito afetado.

http://www.brasilescola.com/biologia/leucocitos.htm
Fisiologia, Hematologia, Histologia, Infectologia
nov 5, 2011
Eduardo Botelho
1 Comentário

Sistema Imunológico: células e suas


funções
O sistema imunológico é um time que ao mesmo tempo em que defendem, atacam com
todo vigor. Trata-se de um tema básico, mas muitas vezes mal compreendido. A boa
compreensão é essencial para o entendimento da maioria das doenças, sintomas e
comportamento natural do nosso organismo.

Antes de entendermos como tudo funciona,


vamos conhecer quem está por trás de todo esse sistema.

Os dois craques deste time são os leucócitos e os macrófagos.

Os leucócitos (ou glóbulos brancos) são produzidos na medula óssea e liberados no


sangue para realizarem a defesa contra organismos invasores. Estão inclusos neste
grupo de células o neutrófilo, eosinófilo, basófilo, monócitos, linfócitos e plasmócitos.
Vamos tratar rapidamente de cada um.

Os neutrófilos são células polimorfonucleares (seu núcleo tem vários lóbulos) ricas em
grânulos citoplasmáticos (por isso são chamadas de granulócitos) com a função de
fagocitar organismos invasores. Ao microscópio óptico possuem uma cor rosa-clarinho.
Eles representam a grande maioria dos leucócitos (70%) e sobrevivem somente 10 horas
na circulação e até 5 dias no tecido infectado, tempo suficiente para eliminar o agente
invasor.

Os eosinófilos, assim como os neutrófilos, são granulócitos polimorfonucleares (com


um diferença: seu núcleo só possui dois lóbulos) com a função de eliminar parasitas,
como vermes. Eles compõem somente 4% dos leucócitos e vivem o mesmo tempo que o
seu irmão neutrófilo.
Os basófilos, também um granulócito polimorfonuclear, estão envolvidos basicamente
na resposta alérgica à substâncias (chamada de hipersensibilidade imediata e tardia).
Eles são poucos, coitados, somente 1% dos leucócitos.

Obs: A lobulação do núcleo não é o mesmo que divisão. É quase isso. As partes do
núcleo (lóbulos) ficam ligadas umas com as outras, não consistindo numa divisão
nuclear.

Os monócitos não são granulócitos (pelo contrário, são agranulócitos), e muito menos
polimorfonucleares, seu núcleo não tem nada de lobulação, ele possui uma forma oval
ou de um rim (reniforme). Eles são os famosos pau-pra-toda-obra, pois quando são
necessários, eles entram nos tecidos e se diferenciam em várias células gulosas, que tem
alto poder de fagocitose: macrófago (no tecido conjuntivo e baço), células de Kupffer
(no fígado), macrófago alveolar (no pulmão), micróglia (no cerébro), osteoclastos (nos
ossos), células de Langerhans (na pele), células dendritícas (no linfonodo) e células
mesangiais (no rim).

Obs: Lá em cima, você leu que os leucócitos e macrófagos são os atores do sistema
imunológico, dando a idéia de células diferentes, e aqui em cima você acabou de ler que
o monócito (um tipo de leucócito) se diferencia em macrófago. É isso mesmo, eu não
estou me contradizendo. Quem é leucócito é o monócito e não o macrófago, a partir do
momento que ele é transformado, já era, ganha outro tipo de estrutura, outra célula, ele
não é mais leucócito.

Os linfócitos são células com núcleo redondinho que ocupa quase toda a célula,
responsáveis pela resposta imunológica mais efetiva. São divididos em linfócitos B (ou
células B) e linfócitos T (ou célula T). Os linfócitos T ainda são divididos em células T
auxiliadoras (ou helper) que atua como intermediador na imunidade; e células T
citotóxicas, que destroem diretamente células do nosso corpo infectadas. Todas as
células T expressam um receptor, com um nome muito difícil, chamado Receptor de
Células T (TCR).

Os plasmócitos são células bem especializadas, responsáveis pela produção anticorpos


(ou gamaglobulinas), que se ligam a bactérias e toxinas e as neutralizam. Os linfócitos
B se diferenciam em plasmócitos para a produção de imunoglobulinas.

Atenção: Os linfócitos não produzem anticorpos. Quando são ativados eles


imediatamente se alargam e o reticulo endoplasmático rugoso prolifera, transformando-
se em plasmócitos. Esta célula tem uma capacidade incrível de produzir anticorpos, com
uma velocidade de 2 mil moléculas por segundo.

Outro ponto importante para nossa completa compreensão são as características do


sistema imunológico:

1. Ele é altamente específico. Cada linfócito é responsável por cada tipo de


patógeno. É como se fosse uma agência, em que cada agente fosse responsável
por uma determinada missão. O agente Jack só poderia desativar bombas
vermelhas, pois ele é especialista nesta área;
2. Ele é muito diversificado. Os linfócitos possuem a capacidade de alterar seus
receptores para antígenos, a fim de responder a todo e qualquer antígeno que se
atreva invadir nosso corpo. São como milhões de agentes responsáveis por
milhões de missões. Todas diferentes umas das outras.
3. É bom de memória! Quando uma missão é concluída, o agente pode ficar anos
sem atuar, mas quando é necessário, ele volta a operar com todo vigor. Assim
ocorre com os linfócitos. Quando a infecção cessa, algumas células B ficam com
a responsabilidade de memorizar o antígeno. Na possível volta do antígeno, a
resposta imunológica é rápida e eficaz.
4. Ele é bem tolerante. Um agente nunca realizará uma missão contra sua própria
agência. O sistema imune seleciona somente os linfócitos que destroem
antígenos estranhos, nunca os próprios.

Obs: Não é necessário decorar essas características. Somente as entenda!

Móleculas do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC).

Existe outra coisa importantíssima. Estou falando do Complexo Principal de


Histocompatibilidade (MHC). Este complexo de proteínas está presente em todas as
células do nosso corpo!

O MHC é a carteira de identidade das células. Nos macrófagos, ele realiza a função de
apresentar epítopos (pedaços de antígenos) para os linfócitos T auxiliares. Existem dois
tipos de MHC, o tipo I e o tipo II. O MHC tipo I se liga ao CD8 e o MHC tipo II se
liga ao CD4. Ao mesmo tempo em que esta ligação ocorre, o MCH se liga ao TCR do
linfócito T. O objetivo desta ligação do MHC é a leitura do epítopo pelo linfócito T.
(Para saber mais, leia o post sobre MHC)

Obs: Os linfócitos T auxiliares expressam a molécula CD4, portanto reconhecem


antígenos apresentados pelo MHC tipo II. Já os linfócitos T citotóxicos expressam a
molécula CD8 e reconhecem antígenos apresentados pelo MHC tipo I. Grave isto!

Os macrófagos apresentam, através do MHC, os epítopos aos linfócitos T, por isso são
também chamadas Células Apresentadoras de Antígenos.

As células natural killer (NK) são um tipo de linfócito T citotóxico. E como você já
sabe, ele sabe mesmo é destruir! Portanto, as células NK destroem as células que
possuem uma característica interessante: ausência de MHC tipo I. Elas são
importantíssimas para a destruição do tumor e bactérias, pois as células tumorais e as
bactérias não expressam o MHC tipo I.
Os fisiologistas dividiram o sistema imunológico em imunidade natural e imunidade
adaptativa, para facilitar nosso entendimento (mas parece que fez foi complicar!).
Vamos tentar desenrolar isso.

A imunidade natural (ou inata) é a imunidade que já existe no nosso corpo, sem a
necessidade de nos expormos a um patógeno. Por exemplo, os epitélios dificultam a
entrada de organismos invasores, os macrófagos e neutrófilos fagocitam qualquer
coisa que entrar de estranho, as células NK destroem células que não expressam MHC
tipo I, além do sistema complemento, que destrói fagócitos que foram opsonizados por
anticorpos.

A imunidade adaptativa (ou específica) é a imunidade que adquirimos quando somos


expostos a algum agente invasor. Ela pode ser Humoral, ou seja, do sangue, que inclui
os plasmócitos, produtores de anticorpos que neutralizam patógenos no sangue; e
Celular, que envolve os linfócitos T, especialmente os Linfócitos T Citotóxicos, que
destroem a célula infectada.

Importe! Perceba a nítida diferença da imunidade natural e adaptativa. A natural, não


há necessidade de fazermos nada, já estamos protegidos, já nascemos com ela. Ao
contrário da adaptativa, onde é necessária exposição a um patógeno, para que este
estimule nosso sistema imunológico, a fim de produzirmos anticorpos para destruição
de patógenos extracelulares (imunidade humoral) ou ativemos os Linfócitos T
Citotóxicos para destruirmos os patógenos intracelulares (imunidade celular).

As células do sistema imunológico não possuem olho nem ouvido. Então vem a
pergunta: como elas se comunicam? Como uma entende o que a outra esta querendo
dizer? Muito antes de se criarem os torpedos SMS, o corpo tinha um mecanismo muito
melhor! As células quando são ativadas liberam substâncias na corrente sanguínea,
chamadas citocinas, que são como torpedos, que rapidamente enviam as informações
necessárias às outras células. Interferon, interleucina, fator de necrose tumoral, e outros
são exemplos clássicos de citocinas. Através destas substâncias, as células captam
exatamente a mensagem repassada, compreendendo o local da inflamação, e a
gravidade do evento.

Obs: Você já teve ter lido a palavra linfocinas. É a mesma coisa que citocina. Recebe
este nome, por que é a citocina liberada pelo linfócito.

Interessante! Os sinais de inflamação (rubor, calor, edema, dor e perda da função) são
todos provenientes da resposta imunológica. (Leia o post sobre Inflamação).

Bem, terminamos de saber quem é quem no sistema imunológico e suas funções. Agora
vamos entender como que eles trabalham juntos, como que ocorre a comunicação e
como que eles sabem que alguém de estranho entrou no nosso corpo.

Para aplicarmos e sedimentarmos estes conceitos que estudamos acima, dá uma lida
atenta nos exemplos abaixo:

Exemplo 1 – O Papel da Imunidade Inata


Você está andando pela universidade todo feliz, e de repente tropeça num dos poucos
buracos que lá existe e corta sua mão. Imediatamente, a sua pele (imunidade inata) é
cortada e algumas bactérias (patógeno), que estavam lá sem fazer mal a ninguém entram
no local da lesão. Os macrófagos residentes na pele (células de Langerhans) fagocitam
esta bactéria e imediatamente liberam citocinas na corrente sanguínea, que chegam aos
leucócitos. O leucócito que responde mais rápido é o neutrófilo. Ele, em minutos,
atraído pela citocina (processo chamado quimiotaxia), chega logo ao local da invasão. O
endotélio dos vasos sanguíneos lesados, em resposta a citocina, expressa em sua
membrana moléculas (selectinas e integrinas) que se ligam ao neutrófilo que está
chegando, permitindo que este passe do sangue para o tecido acometido (diapedese ou
homing). Chegando lá, os neutrófilos liberam seus grânulos, contendo várias enzimas
proteolíticas, que degradam as bactérias. Caso o número de bactérias seja enorme, como
na maioria das vezes, os neutrófilos enviam mais torpedos (citocinas) para recrutar
ainda mais neutrófilos. Então a medula óssea libera grande quantidade de leucócitos na
corrente sanguínea. Neste momento, detectamos leucocitose (elevada quantidade de
leucócitos no sangue). Estes leucócitos chegam ao local da lesão e acabam com as
bactérias restantes. Estamos salvos!

Exemplo 2 – O Papel da Imunidade Adaptativa: Humoral

Agora vamos imaginar que a imunidade inata não deu conta e estas bactérias invadiram
a corrente sanguínea. Os monócitos, circulantes no sangue, logo se diferenciam em
macrófagos e fagocitam rapidamente algumas bactérias. Eles então quebram a bactéria
fagocitada em vários pedaços, chamados epítopos, e expressam em sua membrana,
através do MHC tipo II. Os linfócitos T auxiliares não podem ver um epítopo exposto
que eles logo querem atuar! Então, os linfócitos T auxiliares, estimulados pelas
citocinas dos macrófagos, se ligam ao MHC tipo II através das moléculas TCR e CD4, e
então captam as informações do epítopo. Após isto os Linfócitos T auxiliares liberam
mais citocinas. Em resposta, os linfócitos B se diferenciam em plasmócitos para
produzir enormes quantidades de anticorpos específicos para aquele antígeno. Estes
anticorpos imediatamente neutralizam os antígenos livres (imunidade humoral). A
bactéria opsonizada (neutralizada pelos anticorpos) ativa o sistema complemento, que
amplifica a resposta imunológica e destrói por completo as bactérias.

Exemplo 3 – O Papel da Imunidade Adaptativa: Celular

Agora suponhamos que um vírus entre no seu corpo. Os macrófagos fagocitam o vírus e
expressam os seus epítopos através do MHC tipo II. Os linfócitos T auxiliares captam as
informações do epítopo pela interação de seu molécula TCR e CD4 com o MCH tipo II,
e liberam citocinas, que atraem os linfócitos T citotóxicos. Estas células se ligam aos
macrófagos pela interação de seu molécula TCR e CD8 com o MCH tipo I, e secretam
substâncias que destroem o macrófago infectado (ex: perforina), juntamente com o vírus
no seu interior.

Obs: Percebeu que o Linfócito T auxiliar está em quase tudo?! Ele atua auxiliando a
resposta inflamatória, recebendo informação e recrutando outras células para atuação.
Por isso, que a AIDS é uma doença avassaladora, pois infecta e destrói justamente o
linfócito T auxiliar (CD4).
Você deve estar pensando: “faltou falar dos eosinófilos e dos basófilos”. Tá bom. Já que
você ainda aguenta!

Como disse, os eosinófilos são células envolvidas na resposta à infecções parasitárias,


como esquistossomose, ancilostomíase, enterobíase, dentre outros. É comum
identificarmos eosinofilia (aumento do número de eosinófilos no sangue) em infecções
deste tipo, pois a medula óssea libera grandes quantidades dessas células na circulação.

Os basófilos atuam, sobretudo, nas reações alérgicas, pois possuem em sua membrana a
imunoglobulina E (IgE). Substâncias com alto poder de provocar alergia (alérgenos) se
ligam a IgE dos basófilos e promovem sua desgranulação (liberação dos grânulos).
Imensas quantidades de bradicinina, uma substância vasodilatadora, são liberadas. As
manifestações alérgicas são decorrentes dos efeitos da bradicinina. Pessoas alérgicas,
geralmente, tem níveis altos de IgE.

É deste modo que nosso corpo atua. Estes mecanismos acontecem o tempo todo, pois
estamos muito expostos, quando inspiramos bactérias e vírus suspensos no ar, ingerimos
enormes quantidades de micróbios e parasitas, lesionamos a mucosa intestinal com os
alimentos, provocamos microtraumas em diversas partes do organismo. Graças a Deus,
enquanto dormirmos, todo este sistema bem organizado e planejado atua com todo
vigor, permitindo que estejamos saudáveis o suficiente para estudarmos… Medicina!

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