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UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA Faculdade de Engenharia

UNISANTA Mecânica
DISCIPLINA: Laboratório de Engenharia Mecânica Sigla: LAB1 Turma: M5B
MÓDULO: Laboratório de Resistência dos Materiais Página: 1 de 6

ÍNDICE

1. Objetivo............................................................................................................................................
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2. Resumo............................................................................................................................................
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3. Materiais e Métodos........................................................................................................................
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3.1. Materiais...................................................................................................................................
2

3.2. Procedimentos.........................................................................................................................
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3.3. Levantamento de dados..........................................................................................................


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4. Resultados.......................................................................................................................................
4

5. Discussão.........................................................................................................................................
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6. Conclusão........................................................................................................................................
6

7. Referências
Bibliográficas.............................................................................................................. 7
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1. Objetivo

Esta experiência, realizada no Laboratório de Engenharia Mecânica, tem como propósito


a determinação do coeficiente de Poisson de uma barra de metal (aço), engastada e submetida
à flexão devido à atuação de um carregamento. Além de reunir e expor a análise dos dados
coletados durante o experimento.
Neste documento estarão detalhados os materiais e métodos utilizados, assim como os
resultados e discussões atingidos ao fim do experimento.

2. Resumo

O Coeficiente de Poisson representa a relação entre as deformações lateral e


longitudinal na faixa de elasticidade, onde a razão entre essas deformações é uma constante
denominada coeficiente de Poisson.
Para muitos metais e outras ligas, os valores do Coeficiente de Poisson (ν) variam na
faixa entre 0,25 e 0,35. Em sua maioria apresenta-se valores positivos, contudo em alguns
casos, materiais como auxéticos, o coeficiente de Poisson apresenta valores negativos. Isto
quer dizer que quando se alonga um pedaço desse material, as dimensões da sua secção
transversal aumentam, ao contrário do que acontece na maioria dos materiais.
Nesta experiência, um Strain gauge será colocado longitudinalmente na parte superior da
barra engastada e outro na face inferior. A barra fixada no cavalete sofrerá flexão por conta da
carga aplicada. Os Strain gauges estarão conectados a um indicador de alongamentos P-3500,
onde serão feitas as leituras primeiramente sem carga e depois com a barra carregada.
Antes do cálculo do Coeficiente de Poisson, será feita a correção da sensibilidade
transversal (C) que pode ser obtida através do gráfico da página 5 sendo necessário a
sensibilidade transversal (interferência na leitura dos alongamentos) simbolizado por (Kt). Os
resultados do experimento serão apresentados ao longo do relatório.

3. Materiais e Métodos

3.1 Materiais

 Cavalete para engastamento da barra, Mesurements Group;


 Barra para engastamento, Aço, 260x25,5x5mm;
 2 Strain gauges (Extensômetros);
 Indicador de Alongamentos P-3500, Mesurements Group;
 Pesos para o carregamento;
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 Haste para suporte das cargas;
 Paquímetro. Mitutoyo;
 Escala, Starret.

3.2 Procedimentos

Nesta experiência, por meio do uso de dois Strain gauge em uma barra de metal, busca-
se obter o coeficiente de Poisson na flexão.
Um Strain gauge será montado longitudinalmente na parte superior da barra e o outro
será montado de maneira ortogonal na parte inferior da barra.
A barra deve ser fixada no cavalete e uma carga conhecida aplicada, afim de produzir
uma flexão. Com esta solicitação na barra os alongamentos longitudinais e transversais devem
ser medidos para o cálculo do coeficiente de Poisson. (Conforme figura 1)

Figura 1: Diagrama da Experiência.

Conhecendo os alongamentos longitudinais e transversais, o coeficiente de Poisson é


dado pela seguinte equação:
εL
ν=
εT
Sendo:
 εL = Alongamento Longitudinal;
 εT = Alongamento Transversal.
3.3 Levantamento de Dados

Antes de iniciar a leitura de dados, os Strain gauges devem ser conectados ao cavalete
(Conforme figura 2).
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FLEXOR

PARTE INFERIOR

PARTE SUPERIOR
Figura 2: Diagrama Conexão dos Strain gauges ao cavalete

Após conectar os Strain gauges no cavalete, os fios de conexão do cavalete devem ser
conectados no indicador de alongamento P-3500 (Conforme figura 3).

4
P+
3
P-

S- 2

S+

1 1 5
D120
2 6
D350
3 7

GND 4 8

P-3500
STRAIN
INDICATOR FLEXOR
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Figura 3: Diagrama de Conexão do Cavalete ao Indicador de Alongamento.

Como serão utilizados dois Strain gauges para realizar a medição, o fio número 3 do
cavalete pertence ao Strain gauge localizado na parte superior da barra, o mesmo medirá o
alongamento longitudinal. Por sua vez, o fio número 4 pertence ao Strain gauge localizado na
parte inferior da barra, responsável por medir o alongamento transversal. Somente se deve
conectar um cabo de cada vez.
Posicionada a haste no local indicado na barra, posicionar a cargas e anotar os valores
obtidos no indicador.

4. Resultados

O primeiro passo, após a montagem do equipamento, foi determinar o alongamento


longitudinal:

Sem carga 1680 µm


Com carga 1731 µm
Alongamento longitudinal 51 µm
Carga: 477,6g = 4,685N

Em seguida, foi obtido o alongamento transversal:

Sem carga 3916 µm


Com carga 3930 µm
Alongamento transversal 14 µm
Carga: 477,6g = 4,685N

No alongamento transversal o Strain gauge sofre alterações no valor da resistência,


devido a compressão. Para obter o fator de correção foi utilizado um gráfico de correção
(conforme a figura 4), onde o valor da abscissa (K) obtido através do Strain gauge é igual a 1,5.
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Figura 4: Gráfico para correção da sensibilidade


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A ordenada é dada em função da razão entre o alongamento longitudinal e o


alongamento transversal ( εL / εT );

51 µm
¿ =3,6 µm
14 µ m

O resultado do fator de correção (C) a traves da utilização do gráfico de correção foi,


aproximadamente, igual a 0,96. Portanto:

C=0,96

Por fim, foi calculado o coeficiente de Poisson pela equação:

εT∗C
¿
εT

Sendo:
 C = Fator de Correção;
 εT = Alongamento Transversal.

Utilizando a equação anterior e substituindo pelos valores obtidos experimentalmente,


temos:

14 µm ×0,96
¿ =0,2635
51 µm

Calculando a porcentagem de erro entre o valor obtido experimentalmente com o valor


teórico, utilizando como referência teorico=0,3 , tem-se:

0,3−0,2635
%erro= × 100
0,3

%erro=12,17

5. Discussão

A experiência ocorreu sem dificuldades durante todo o procedimento, tanto para a


montagem do equipamento quanto para a aquisição dos dados experimentais. Tendo em vista
que o coeficiente de Poisson deve apresentar um valor máximo possível de 0,5 e o erro
encontrado entre o valor experimental e o teórico foi de 12,17%, pode-se afirmar que o valor de
0,2635 encontra-se dentro do valor aceitável para o mesmo, já que ao considerar este erro, seria
obtido o valor de 0,2947 para o coeficiente, que estaria ainda, dentro do esperado para o
material em questão, o aço, no valor de 0,3. O erro pode ser decorrente de falhas de calibração,
mau contato ou má condição dos componentes elétricos e até mesmo interferência de
dispositivos eletrônicos (celulares).
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Ressalta-se ainda a importância de se considerar o coeficiente de correção exposto na Figura
4, uma vez que, o alongamento transversal é bem inferior ao longitudinal devido ao sentido da
medição e, sem ele, o coeficiente de Poisson seria menor do que o esperado.

6. Conclusão

Neste relatório realizou-se uma experiência de engenharia onde foi feita desde a
montagem da aparelhagem até a coleta de dados. Apesar dos dados não conferirem, o grupo
apresentou facilidade em trabalhar em equipe, dividir as tarefas, executa-las e acima de tudo
pontualidade e interesse pelo projeto.
Durante a leitura e entrega dos resultados recomendou-se também a utilização de
ferramentas de medição, a exemplo das que foram apresentadas neste trabalho: Paquímetro e
extensômetros. Além de possibilitar o controle e acompanhamento dos dados, contribui na
identificação de possíveis erros no processo e, desse modo, podem ser refeitos os
procedimentos a fim de se adquirir uma melhor precisão no resultado final.
Para a elaboração dos relatórios torna-se necessária uma pesquisa bibliográfica
envolvendo os princípios de Resistência dos Materiais utilizados nos experimentos, assim como
levantamento de valores tabelados, tais como: Módulo de Elasticidade e Coeficiente de Poisson.
O estudo sobre o coeficiente de Poisson foi relevante para mostrar como é importante o
uso de ferramentas de qualidade para checar e controlar o desempenho de qualquer atividade.
Por isso deve-se trabalhar com calma e sempre checar se os aparelhos estão calibrados e em
boas condições de funcionamento. E se possível, é uma opção considerar realizar a experiência
novamente em função de se obter uma maior quantidade de dados para abranger mais campos
de trabalho.
Com este relatório, também foi possível comprovar, com resultados satisfatórios, desde o
bom funcionamento dos aparelhos até a literatura proposta para os cálculos.
A experiência, assim como toda a matéria “Laboratório de Engenharia Mecânica” permite
ao aluno ter uma breve noção de como aplicar o que foi aprendido dentro da sala de aula e se
habituar com um ambiente de trabalho em grupo, onde deve-se lidar com diversos profissionais
e situações.

7. Referências Bibliográficas

1. AUTODESK KNOWLEDGE NETWORK. Tabela de materiais de ajuste por pressão,


disponível em:
<https://knowledge.autodesk.com/pt-br/search-
result/caas/CloudHelp/cloudhelp/2017/PTB/Inventor-Help/files/GUID-7B29C858-DEC2-
4206-8D16-766F65B5BDF6-htm.html> Acesso em: 24 Fev/2018

2. HIBBELER, R.C. Resistência dos materiais. São Paulo: Pearson Prentice Hall; 5.ªedição
– 2004.
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