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O século XVI é conhecido como o século do colonialismo, da expansão marítima, das

grandes navegações e da busca por territórios até então desconhecidos, nesse periodo é
evidente a falta de conhecimento por parte dos habitantes acerca do mundo, tudo ainda
está muito ligado a uma visão mítica dos fatos. O que contribuíu para a utilização de um
de discurso caraterizado pela atribuição de palavras como selvagens para identificar
povos desconhecidos. Porém, com a ascenção do século XVIII, o século das luzes, todo
esse discurso organiza-se com a contribuição de grandes pensadores/filosófos, nesse
ínterim, algumas das bases da antropologia moderna são lançadas. Contudo, é no século
XIX que antropologia ganha contornos de uma disciplina autônoma com as
caracteristicas de uma ciência das sociedades primitivas em todas as suas dimensões
(biológica, técnica, econômica, política, religiosa, linguística, psicológica...).

Os povos desconhecidos, ou seja, os indigenas passam a receber a definição de


primitivos, um ascentral do civilizado, destinado a reecontrá-lo. Em outras palavras, o
termo “primitivo” é usado em contraposição a “evoluídos” e “civilizados”. Esses
aspectos caracterizam uma antropologia denonimada de evolucionista, pois é como se
todas as sociedades tivessem que passar pelas mesmas etapas para atingir o nivel final
da “civilização”. Desse modo, o evolucionismo encontrará sua formulação mais
elaborada na obra de Morgan, Ancient Society.

Porém, algumas visões divergentes dentro da antropologia evolucionista podem ser


encontradas, por exemplo: enquanto para De Pauw ou Hegel as populações “não
civilizadas” são aquelas que, além de se situarem como espécies fora da história, não
tem história em sua existência individual (não são crianças que se tornaram adultos
atrasados, e sim crianças que permaneceram crianças ). Já para Haeckel a ontogênese
reproduz a filogênese, isto é, o indivíduo atravessa as mesmas fases da história das
espécies.

Podemos também citar três preocupações centrais dessa antropologia evolucionista: a


descrição das populações mais arcaicas do mundo ( aborígenes australianos), o estudo
do parentesco para legitimar a anterioridade histórica dos locais estudados e o estudo
das religiões, assim, observa-se que a maioria dos antropologos desse periodo são
agnosticos ou não tem religião, desse modo, eles consideram as religiões primitivas
como grosseiras e inisnteligiveis. Uma das obras mais importantes que trata a respeito
desse tema é denonimada de Ramo de Ouro de Frazer. Para ele, é como se a magia, as
superstições são fases grosseiras do espirito humano que caminham em direção a
religião e depois a ciência é um processo evolutivo.Dessa maneira, a magia é vista como
algo que impede os homens de pensar racionalmente, mera ilusão.Tanto Frazer como
Hegel compartilham desse pensamento a diferença é que para Hegel é um impasse total,
mas Frazer a considera como uma religião em potencial.

Muitas críticas foram lançadas em relação a esse pensamento evolucionista, pois em


diversos momentos enaltece as sociedades vistas como civilizadas, atribuindo assim, o
“arcaismo” e a “primitividade” como se fossem menos fases da história, uma vez que
em muitos momentos não possuiam os valores da época, tais como: produção
econômica, religião monoteísta, propriedade privada, família monogamica, moral
vitoriana. Outro ponto é que em muitos momentos o evolucionismo foi usado para
justificar atitudes colonizadoras.

O julgamento que concerne eme extrair leis universais do desenvolvimento das


sociedades foi claramente muito criticado, pois eles defendem mais os estágios do que a
etnografia, é meramente um saber cumulativo. Sem esquecer de mencionar que visões
como essas ajudam a legitimar o etnocentrismo em relação aos povos “atrasados”.
Mesmo com tudo tudo isso, devemos reconhecer que sem essa antropologia
evolucionista, jamais poderiamos ter caminhado em direção a antropologia atual.