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CONCEITOS BÁSICOS EM EPIDEMIOLOGIA

EPI  em cima de , sobre


Ciência
DEMOS que estuda
 povo, o que abate
população
(ocorre) com a população.
LOGOS  estudo, tratado

 Epidemiologia clássica: fatores de risco - prevenir e retardar a mortalidade


 Epidemiologia clínica: melhoria do diagnóstico e tratamento, bem como o
prognóstico de pacientes doentes.

Maneiras como os estudos científicos de doenças podem ser abordados:


1. nível submolecular ou molecular (biologia celular, bioquímica e imunologia)
2. nível dos tecidos e órgãos (anatomia patológica)
3. nível individual dos pacientes(clínica)
4. nível de populações (epidemiologia)

Definição e objetivos

A Epidemiologia é definida como o estudo da distribuição e dos determinantes das doenças


ou condições relacionadas à saúde em populações especificadas. Mais recentemente, foi
incorporada à definição de Epidemiologia a “aplicação desses estudos para controlar
problemas de saúde”.
 Estudo inclui vigilância, observação, pesquisa analítica e experimento.
 Distribuição refere-se à análise por tempo, local e características dos indivíduos.
Determinantes são todos os fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e
comportamentais que influenciam a saúde.
 Condições relacionadas à saúde incluem doenças, causas de mortalidade, hábitos de
vida (como tabagismo, dieta, atividades físicas, etc.), provisão e uso de serviços de
saúde e de medicamentos.
 Populações especificadas são aquelas com características identificadas, como, por
exemplo, determinada faixa etária em uma dada população.

Estudos descritivos

Os estudos descritivos têm por objetivo determinar a distribuição de doenças ou condições


relacionadas à saúde, segundo o tempo, o lugar e/ou as características dos indivíduos. Ou
seja, responder à pergunta: quando, onde e quem adoece? A epidemiologia descritiva pode
fazer uso de dados secundários (dados pré-existentes de mortalidade e hospitalizações, por
exemplo) e primários (dados coletados para o desenvolvimento do estudo). A epidemiologia
descritiva examina como a incidência (casos novos) ou a prevalência (casos existentes) de
uma doença ou condição relacionada à saúde varia de acordo com determinadas
características, como sexo, idade, escolaridade e renda, entre outras. Quando a ocorrência
da doença/condição relacionada
à saúde difere segundo o tempo, lugar ou pessoa, o epidemiologista é capaz não apenas de
identificar grupos de alto risco para fins de prevenção (por exemplo: na cidade de Bambuí,
verificou-se que idosos com renda familiar inferior a três salários mínimos ingeriam menos
frutas e legumes frescos e praticavam menos exercícios físicos do que aqueles com renda
familiar mais alta), mas também gerar hipóteses etiológicas para investigações futuras.

Estudos analíticos

Estudos analíticos são aqueles delineados para examinar a existência de associação entre
uma exposição e uma doença ou condição relacionada à saúde. Os principais delineamentos
de estudos analíticos são: a) ecológico; b) seccional (transversal);
c) caso-controle (caso-referência); e d) coorte (prospectivo). Nos estudos ecológicos, tanto
a exposição quanto a ocorrência da doença são determinadas para grupos de indivíduos.
Nos demais delineamentos, tanto a exposição quanto a ocorrência da doença ou evento de
interesse são determinados para o indivíduo, permitindo inferências de associações nesse
nível. As principais diferenças entre os estudos seccionais, caso-controle e de coorte
residem na forma de seleção de participantes para o estudo e na capacidade de mensuração
da exposição no passado, como será visto a seguir.

Definições de epidemiologia

“A epidemiologia é o campo da ciência médica preocupada com o inter-relacionamento de


vários fatores e condições que determinam a freqüência e a distribuição de um processo
infeccioso, uma doença ou um estado fisiológico em uma comunidade humana” (1951)

“Ramo das ciências da saúde que estuda, na população, a ocorrência, a distribuição e os


fatores determinantes dos eventos relacionados com a saúde” (1978)

“Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a


distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos
associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle, ou
erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento,
administração e avaliação das ações de saúde” (Rouquayrol, 1999).

Aplicações da epidemiologia

 Descrever as condições de saúde da população


 Investigar os fatores determinantes da situação de saúde
 Avaliar o impacto das ações para alterar a situação de saúde
 A epidemiologia se estrutura no conceito de RISCO  RISCO: é o grau de
probabilidade dos membros de uma população desenvolver uma determinada doença ou
evento relacionado à saúde, em um período de tempo.

Comparar: uma obsessão fundamental da epidemiologia

 Indicadores que medem o risco de adoecer: incidência e prevalência


 Indicadores que medem o risco de morrer: coeficientes e taxas de mortalidade.
 População de risco: pessoas que correm o risco de desenvolver uma doença ou
agravo à saúde.
Cálculo do risco

1. Risco absoluto (ou taxa de incidência): mostra quantos casos novos da doença
aparecem no grupo, em um dado período. Ex:
 15 óbitos anuais por coronariopatias por mil adultos com colesterol sérico elevado
 5 casos de coronariopatias por mil adultos com colesterol sérico baixo
2. Risco relativo: informa quantas vezes o risco é maior em um grupo, quando comparado
a outro. É a razão entre duas taxas de incidências. Exemplo: RR=15/5 = 3  risco 3
vezes maior de mortalidade por coronariopatia entre os que têm colesterol sérico
elevado, quando comparado aos que tem colesterol sérico baixo
3. Risco atribuível (à exposição): indica a diferença de incidência entre dois grupos (ou
seja, entre duas taxas de incidência). Exemplo: RA=15-5= 10 óbitos anuais por
coronariopatia por 1000 adultos com colesterol sérico elevado  são os óbitos em
excesso, atribuídos a presença de colesterol sérico elevado, nas pessoas integrantes no
grupo considerado

Características básicas da Epidemiologia

1. Todos os achados devem se referir à população


2. As doenças ou problemas de saúde não ocorrem ao acaso: a distribuição destes
problemas é produto dos fatores causais, ou determinantes que se distribuem
desigualmente na população – a comparação de subgrupos populacionais é essencial
para a identificação de determinantes das doenças.
3. Fatores causais estão associados, aos níveis populacionais, com a ocorrência de
doenças: - Fator de risco: é qualquer fator associado à ocorrência de uma doença ou
problema, isto é, mais freqüente entre os doentes do que não doentes.
4. O conhecimento epidemiológico é essencial para a prevenção de doenças

Principais usos da epidemiologia

 Diagnóstico de saúde comunitária


 Monitoramento das condições de saúde
 Identificação dos determinantes de doenças ou agravos
 Validação de métodos diagnósticos
 Estudo da história natural das doenças
 Avaliação epidemiológica de serviços de saúde

Os princípios metodológicos da epidemiologia têm aplicação direta no manejo clínico dos


doentes e no planejamento, gerenciamento e avaliação dos serviços de saúde.
Epidemiologia e os serviços de saúde

Avaliação epidemiológica de serviços de saúde

 Leva em conta o acesso da população aos serviços e a cobertura oferecida (p.ex: %


de crianças vacinadas, proporção de indivíduos que são atingidos por determinada doença
que são tratados e acompanhados; proporção de gestantes inscritas e acompanhadas pelo
programa, etc.) – proporção da população coberta por diferentes programas – diretamente
relacionada ao acesso...
 Passos:
 Selecionar os indicadores mais apropriados, levando em conta os que se deseja
avaliar
 Quantificar metas a serem atingidas com referência aos indicadores selecionados
 Coletar as informações epidemiológicas necessárias
 Comparar os resultados alcançados em relação às metas estabelecidas
 Revisar as estratégias, reformulando o plano quando necessário.
No século XIX, o anestesista inglês John Snow estudou de forma tão original para a época
as epidemias de cólera de Londres, que é considerado para muitos como o “pai da
epidemiologia”.

Trecho do trabalho “Sobre a maneira de transmissão do cólera”

“A senhora N. foi tratar do irmão, enfermo de cólera. Passados dois dias, ela própria havia
sido atacada.”
“Estar presente no mesmo quarto com paciente e dele cuidando não faz com que a pessoa
seja exposta ao veneno mórbido. Ora, em Surrey Buildings o cólera causou terrível
devastação, ao passo que no beco vizinho só se verificou um caso fatal.”
“No primeiro beco a água suja despejada ganhava acesso ao poço do qual obtinham água.”
Determinantes de risco

Exemplo: no bairro pobre de Jardim Ângela em São Paulo, são registrados 111 homicídios
para cada 100.000 habitantes. Já no bairro de Perdizes, de classe média, são registrados 3
assassinatos por 100.000 habitantes.

Em 1912, no naufrágio do Titanic, morreram um grande número de pessoas. O número de


pessoas presentes e o de sobreviventes foi o seguinte:

Nº de passageiros a bordo Nº de pessoas salvas


Categoria Mulheres e Homens Mulheres e Homens
crianças crianças
1ª classe 156 173 145 54
2ª classe 128 157 104 15
3ª classe 224 486 105 69
População 23 876 20 194
Total 531 1.692 374 332

Completar o quadro e responder quais foram os principais determinantes do risco de morte


entre os passageiros?

Homens Mulheres e crianças Total


Categoria Total Mortos Taxa Total Mortos Taxa Total Mortos Taxa
1ª classe
2ª classe
3ª classe
População
Total