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-CORPORATIVO-

N-2753 REV. A 09 / 2011

Recursos Críticos em Segurança de Poço:


Equipamentos e Capacitação de Pessoal

Especificação

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.


Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
CONTEC eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Técnica Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 37 CONTEC - Subcomissão Autora.

Segurança de Poços As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. - PETROBRAS, de uso interno na PETROBRAS, e qualquer
reprodução para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e
expressa autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da
legislação pertinente, através da qual serão imputadas as
responsabilidades cabíveis. A circulação externa será regulada mediante
cláusula própria de Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito
intelectual e propriedade industrial.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 44 páginas, Índice de Revisões e GT


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1 Escopo

1.1 Esta Norma estabelece os requisitos para a capacitação do pessoal em controle de poço e os
requisitos mínimos da configuração, especificação e testes dos Equipamentos do Sistema de
Controle de Poço (ESCP) das sondas de perfuração, completação e manutenção (“workover”) em
poços de petróleo.

NOTA A abordagem desta Norma limita-se aos requisitos mínimos dos equipamentos de
segurança de poço que acompanham os diferentes tipos de sondas de terra e mar.
Equipamentos para operações como: teste de produção ou avaliação, poços de alta
pressão e temperatura “High Pressure and High Temperature” (HPHT), poços com
espessura significativa de domo salino, poços delgados e outras operações especiais
devem atender requisitos adicionais de outras normas e procedimentos pertinentes à
operação, especificamente.

1.2 Esta Norma se aplica a especificações iniciadas a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.

API SPEC 16D - Specification for Control Systems for Drilling Wells Control Equipment and
Control Systems for Diverter Equipment;

ISO 15156-1 - Petroleum and Natural Gas Industries - Materials for Use in H2S-Containing
Environments in Oil and Gas Production - Part 1: General Principles for Selection of
Cracking-Resistant Materials;

ISO 15156-2 - Petroleum and Natural Gas Industries - Materials for Use in H2S-Containing
Environments in Oil and Gas Production - Part 2: Cracking-Resistant Carbon and Low Alloy
Steels, and the Use of Cast Irons;

ISO 15156-3 - Petroleum and Natural Gas Industries - Materials for Use in H2S-Containing
Environments in Oil and Gas Production - Part 3: Cracking-Resistant CRAs
(Corrosion-Resistant Alloys) and Other Alloys.

3 Termos e Definições

Para os efeitos deste documento aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
acumulador
vaso de pressão carregado com gás inerte (nitrogênio ou hélio) e utilizado para armazenar fluido
hidráulico sob pressão

3.2
adaptador ou carretel adaptador
peça adaptadora de conexão tipo flange ou “hub/clamp”

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3.3
alarme amarelo
estado de alerta que sinaliza a perda da capacidade operacional segura de uma sonda (“Dynamic
Position - DP), determinando a adoção imediata de ações preparatórias para uma possível
desconexão de emergência

3.4
alarme vermelho
estado de alerta que sinaliza a perda irreversível da capacidade de manutenção de posição segura
de uma sonda DP, determinando a execução imediata de uma desconexão de emergência

3.5
árvore de pistoneio
dispositivo similar a uma cruzeta conectado na coluna de produção dotado de, pelo menos, 3 válvulas
de bloqueio de acionamento manual e uma tomada de pressão, todas, compatíveis com a pressão do
poço

3.6
auto “shear”
sistema backup de controle auxiliar automatizado que atua a função fechamento da gaveta cega
cisalhante do BOP quando houver uma desconexão do LMRP

3.7
“blowout”
fluxo descontrolado de fluidos de uma formação exposta no interior do poço para a atmosfera, fundo
do mar ou outra formação (“nderground blowout”)

3.8
“Blowout Preventer” (BOP)
dispositivo de segurança que permite o fechamento do poço

3.9
BOP “stack”
conjunto de equipamentos de controle poço montados sobre a cabeça do poço, tais como: BOP
gaveta, BOP anular, válvula gaveta, linha do “kill” e “choke”, conector hidráulico e junta flexível

3.10
câmara de expansão do “choke manifold”
câmara cilíndrica do “choke manifold”, posicionada a jusante dos “chokes” ajustáveis que é utilizada
para receber e direcionar o fluxo proveniente do poço

3.11
carretel espaçador
equipamento posicionado entre a cabeça de poço e o BOP com o objetivo de prover um
espaçamento entre esses equipamentos

3.12
carretel de perfuração
equipamento com pressão de trabalho e diâmetro de passagem compatível com o BOP possuindo
extremidades do tipo flange ou “hub/clamp” e dotado de saídas laterais para conexão com as linhas
de “kill” e “choke”. Carretéis de produção são usados nas sondas de produção

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3.13
“choke” ajustável
válvula de abertura regulável com o objetivo de ajustar as pressões durante as operações de controle
de poço

3.14
“choke manifold”
conjunto de válvulas de bloqueio, “chokes” ajustáveis e linhas com funções de controlar, restringir e
direcionar fluxos de fluidos provenientes do poço

3.15
“conduit line”
tubulação que conduz o fluido hidráulico de controle do BOP “stack” da superfície até o fundo do mar

3.16
controle multiplexado
sistema de controle de BOP submarino, cujo acionamento e monitoramento são transmitidos através
de sinais eletro-eletrônicos

3.17
controle pilotado hidraulicamente
sistema de controle de BOP submarino, cujo acionamento e monitoramento são transmitidos através
de sinais hidráulicos

3.18
curva de raio curto
curva cuja relação entre o raio de curvatura e o diâmetro nominal da linha é menor que 10 para as
linhas de “kill” e “choke” e de interligação entre o “choke manifold” e o separador atmosférico e menor
que 20 para as linhas de ventilação do “diverter”

3.19
diâmetro nominal
diâmetro de referência comercial para identificar tubos, conexões, flanges etc.

3.20
“Emergency Disconnection Sequence” (EDS)
comando do sistema de acionamento do BOP submarino que realiza automaticamente uma
sequência de funções do BOP “stack”, cujo objetivo é promover a desconexão do LMRP em
situações de emergência

3.21
Equipamentos do Sistema de Controle de Poço (ESCP)
conjunto de equipamentos das sondas de perfuração, completação e intervenção, tais como: BOP
“stack”, “choke manifold” e linhas, separador atmosférico, desgaseificador a vácuo ou mecânico,
válvulas de prevenção interna, tanque de manobras e instrumentos de detecção e controle de
volumes

3.22
“flowline”
linha de retorno de fluido do poço para os tanques

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3.23
“hot stab”
receptáculos situados no BOP para conexão de uma linha hidráulica, cujo objetivo é acionar
diretamente uma determinada função do BOP

3.24
“inside” BOP
válvula de retenção que impede o fluxo, pelo interior da coluna, no sentido do poço para a superfície

3.25
“International Association of Drilling Contractors” (IADC)
Associação Internacional dos Contratistas de Perfuração

3.26
“International Well Control Forum” (IWCF)
Fórum Internacional de Controle de Poço

3.27
“kick”
influxo indesejável de fluidos de uma formação para o interior do poço

3.28
“kill assembly”
conjunto constituído por 1 “T” de fluxo e 2 válvulas de segurança de coluna, a ser instalado na coluna
de perfuração, visando injeção de fluido com pressão acima da capacidade do sistema de circulação
da sonda

3.29
linha do “choke”
linha para drenagem de fluidos do interior do poço até o “choke manifold”. Em BOP submarino,
permite também o bombeio de fluidos da sonda para o interior do poço

3.30
linha de “kill”
linha que permite bombeio de fluidos da bomba para o interior do poço. Em BOP submarino também
permite a drenagem de fluidos do interior do poço até o “choke manifold”

3.31
“Lower Marine Riser Package” (LMRP)
conjunto de equipamentos que compõe a parte superior do BOP “stack”, tais como: conector
hidráulico, BOP anular, POD e junta flexível

3.32
POD
central submarina de monitoramento e controle do BOP “stack”

3.33
protetor antierosão
dispositivo instalado nas mudanças de direção das linhas rígidas de fluxo para prevenir erosão

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3.34
razão de fechamento do BOP gaveta
relação entre a área de atuação da pressão no pistão para fechamento da gaveta pela área da seção
transversal da haste da gaveta

3.35
“Remote Operated Vehicle” (ROV)
veículo operado e controlado remotamente, utilizado em intervenções de equipamentos submarinos

3.36
sistema BOP
sistema de alta pressão para fechamento do poço e desvio do fluxo do interior do poço para o “choke
manifold”, separador atmosférico, “flowline”, tanque de manobra ou queimador

3.37
sistema “diverter”
sistema de baixa pressão para desvio do fluxo do interior do poço para atmosfera ou separador
atmosférico

3.38
tanque de manobra (“trip tank”)
tanque auxiliar cujo objetivo é medir volumes de fluido de retorno e de abastecimento do poço,
durante as operações de manobra. Também é utilizado para monitorar fluxo do “riser” com o BOP
fechado

3.39
tanque de “stripping” (“stripping tank”)
tanque auxiliar com objetivo de controle preciso dos volumes ganhos ou perdidos, pelo “riser”,
durante as operações de “stripping” (movimentação da coluna com BOP fechado, preferencialmente
BOP anular)

3.40
“tubing stripper”
dispositivo conectado por flange na parte superior do BOP de SPTs e SPMs, que permite vedação ao
redor da coluna e movimentos verticais da coluna no interior de um poço fechado e pressurizado

3.41
”Uninterruptable Power Supply” (UPS)
sistema dotado de um conjunto de baterias que fornece energia elétrica ao sistema de controle do
BOP quando houver queda de energia do sistema primário da sonda

3.42
válvula de segurança de coluna
válvula de segurança utilizada para o fechamento do poço pelo interior da coluna de trabalho

3.43
válvula do “kelly” (“kelly cock”) ou do “top drive”
válvula de segurança de coluna conectada ao “kelly” ou “top drive”. As válvulas do “top drive” são
conhecidas por i-BOP, pode existir 1 ou 2 válvulas

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3.44
“Well Control Accreditation Program” (WellCAP)
programa de certificação em controle de poço coordenado pela IADC

4 ESCP de Sonda Convencional (SC) e Sonda Modulada Terrestre

4.1 Sistema “Diverter”

4.1.1 Deve dispor de um sistema “diverter” com pressão mínima de trabalho de 200 psi, quando sua
utilização for requisito do projeto do poço.

4.1.2 A linha de ventilação deve possuir diâmetro interno mínimo de 9” e um número mínimo de
curvas para prevenir erosão e contrapressão excessiva no sistema.

NOTA 1 Nos casos de campos conhecidos permite-se utilizar linha de ventilação de menor
diâmetro interno, desde que este diâmetro atenda às condições previstas de circulação e
eliminação seguras de possíveis influxos, com “diverter” fechado.
NOTA 2 Curvas de 90° ou de raio curto devem ser evitadas. Caso utilizadas devem possuir protetor
antierosão.

4.1.3 A função de fechamento do “diverter” deve permitir seu acionamento remotamente.

4.1.4 Deve possuir dispositivo que não permita o fechamento do “diverter” sem que a linha de
ventilação selecionada esteja aberta.

4.1.5 O tempo de fechamento do “diverter” não deve exceder 60 segundos.

4.1.6 O elemento de vedação deve ter diâmetro interno mínimo que permita fechamento em torno
das colunas utilizadas no poço.

4.2 Sistema BOP

O sistema BOP deve possuir pressão de trabalho compatível com os requisitos de projeto de poço e
os componentes do sistema BOP, sujeitos ao contato direto com fluidos do poço, devem ser
especificados para operação com H2S tendo como base as ISO 15156-1, 15156-2 e 15156-3.

NOTA 1 Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão no
sistema BOP devido à presença de H2S, admite-se utilizar um sistema BOP não
especificado para operação com H2S. [Prática Recomendada]
NOTA 2 As pressões de trabalho típicas em sondas terrestres são 2 000 psi, 3 000 psi, 5 000 psi,
10 000 psi e 15 000 psi.
NOTA 3 A pressão de trabalho do sistema BOP é balizada pela pressão de trabalho do BOP gaveta.
Caso a cabeça do poço, ou a linha do “choke”, ou a linha de “kill”, ou o “choke manifold”,
incluindo possíveis adaptadores/carretéis, possua uma pressão de trabalho inferior à
pressão de trabalho do BOP gaveta, a pressão de trabalho do sistema passa a ser balizada
pela menor pressão de trabalho de um desses elementos. Podem existir cartazes na sonda
alertando para essa redução e restrições decorrentes. [Prática Recomendada]
NOTA 4 É permitida para uma sonda convencional ou modulada terrestre que for utilizada somente
para operações de completação ou “workover” limitar-se ao atendimento dos requisitos de
ESCP de uma Sonda de Produção Terrestre (SPT), que seria empregada para tais
operações de completação ou “workover”.

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4.2.1 Arranjos

Os BOPs gaveta devem ser equipados com sistema de travamento.

NOTA O conjunto de BOP gaveta com trava de atuação manual deve dispor de no mínimo 1 par
de volantes com extensões ou outros mecanismos de atuação que permitam o travamento
com o operador afastado do poço.

4.2.1.1 Pressão de Trabalho de 2 000 psi e 3 000 psi

Os principais elementos da base para o topo são:

a) 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem plena e pressão de trabalho igual a


do BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/8 ”, respectivamente;
b) 1 BOP gaveta de tubo;
c) 1 BOP gaveta cega;
d) 1 BOP anular com pressão de trabalho igual ou superior a 50 % da pressão de trabalho
do BOP gaveta;

NOTA 1 O posicionamento das gavetas cega e de tubos pode ser invertido a critério do órgão de
engenharia local responsável pelo poço.
NOTA 2 No caso de poço de desenvolvimento, cujas pressões das formações expostas sejam
inferiores a 1 200 psi e sem previsões de ocorrência de gás e nem pressões anormalmente
altas (gradiente de pressão acima de 1,53 psi/m) no projeto do poço, a critério do órgão de
engenharia local responsável pelo poço, pode ser utilizado um dos seguintes arranjos
alternativos:

e) opção 1, arranjo da base para o topo:


— 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do
BOP anular, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/8”, respectivamente;
— 1 BOP anular com pressão de trabalho igual ou superior a 2 000 psi;
f) opção 2, arranjo da base para topo:
— 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a
BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/8”, respectivamente;
— 1 BOP gaveta de tubo;
— 1 BOP gaveta cega.

4.2.1.2 Pressão de Trabalho de 5 000 psi, 10 000 psi e 15 000 psi

Os principais elementos da base para o topo são:

a) 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do


BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente;
b) 1 BOP gaveta de tubo;
c) 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do
BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente;
d) 1 BOP gaveta cega;
e) 1 BOP gaveta de tubo;
f) 1 BOP anular com pressão de trabalho igual ou superior a 50 % da pressão de trabalho
do BOP gaveta.

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No caso de sondas com capacidade de perfuração de até 3 000 m e BOP de 5 000 psi, é permitido o
seguinte arranjo alternativo:

a) 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do


BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente;
b) 1 BOP gaveta cega;
c) 1 BOP gaveta de tubo;
d) 1 BOP anular com pressão de trabalho igual ou superior a 50 % da pressão de trabalho
do BOP gaveta.

NOTA 1 Devem existir no BOP gaveta superior 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros
nominais iguais ou superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente.
NOTA 2 Toda conexão com o BOP deve ser em flange ou hub com válvula de bloqueio tipo gaveta.
NOTA 3 É permitido o posicionamento invertido das gavetas cega e de tubo.
NOTA 4 Caso a altura da subestrutura da sonda seja insuficiente para comportar o BOP “stack”, o
carretel de perfuração pode ser retirado, interligando as linhas de “kill” e do “choke” nas
saídas laterais do BOP gaveta.
NOTA 5 As gavetas vazadas instaladas no BOP devem ter diâmetros compatíveis com a coluna de
trabalho em uso.

4.2.2 Linhas de “Kill” e do “Choke”

4.2.2.1 Linha de “Kill”

Deve possuir:

a) diâmetro nominal de no mínimo 2”;

NOTA Mangueiras articuladas não devem ser utilizadas como linha de “kill”.

b) 1 interligação com as bombas de lama da sonda;


c) 1 alternativa de interligação com uma unidade de cimentação;
d) no mínimo, pressão de trabalho do BOP gaveta;
e) os principais elementos da linha de “kill” na ordem de afastamento progressivo do BOP
são:

— Para BOP com classe menor ou igual a 3 000 psi, 1 válvula manual de bloqueio de
passagem plena do tipo gaveta e 1 válvula de retenção ou 1 válvula gaveta de
acionamento remoto. Todas as válvulas devem ter pressão de trabalho compatível
com o BOP gaveta e diâmetro mínimo igual ao da linha do “kill”;
— Para BOP com classe maior ou igual a 5 000 psi, 2 válvulas tipo gaveta instaladas em
série e 1 válvula de retenção ou 2 válvulas de gaveta sendo uma de acionamento
remoto. Todas as válvulas devem ter pressão de trabalho compatível com o BOP
gaveta e diâmetro mínimo igual ao da linha do “kill”.

4.2.2.2 Linha do “Choke”

Deve possuir:

a) diâmetro nominal de no mínimo 3”;


b) no mínimo, pressão de trabalho do BOP gaveta;
c) saindo lateralmente do conjunto BOP, deve haver, na seqüência, 2 válvulas gaveta e
linha de interligação ao “choke manifold”;
d) Para BOP de classe igual ou superior a 5 000 psi a válvula gaveta da linha principal do
“choke”, mais afastada do BOP, deve ser de acionamento remoto.

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NOTA 1 Em BOP com pressão de trabalho até 3 000 psi, a critério do órgão de engenharia local
responsável pelo poço, a válvula gaveta da linha principal do “choke” de acionamento
remoto pode ser substituída por válvula gaveta de acionamento manual.
NOTA 2 BOP com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi deve possuir outra linha,
denominada linha secundária do “choke”, com diâmetro nominal de no mínimo 2”, saindo
abaixo da gaveta inferior, com 2 válvulas gaveta instaladas em série e chegando no
“choke manifold”.
NOTA 3 Caso possua mudanças de direção de fluxo de 90°, usar protetor antierosão.

4.2.3 “Choke Manifold”

4.2.3.1 Deve possuir, no mínimo, a mesma pressão de trabalho do BOP gaveta.

4.2.3.2 O “choke manifold” com pressão de trabalho até 3 000 psi deve possuir, pelo menos,
2 “chokes” ajustáveis.

4.2.3.3 O “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi deve possuir, pelo
menos, 2 “chokes” ajustáveis.

4.2.3.4 Pelo menos, um dos “chokes” ajustáveis deve ser com acionamento remoto com garantia de
estanqueidade.

NOTA 1 Em BOP com pressão de trabalho até 3 000 psi, a critério do órgão de engenharia local
responsável pelo poço, o “choke” ajustável de acionamento remoto pode ser substituído por
“choke” ajustável de acionamento manual.
NOTA 2 Para choke manifold com classe de pressão de 10 000 psi deve possuir 3 chokes
ajustáveis, sendo um de acionamento remoto.

4.2.3.5 O painel de controle de operação do(s) “choke”(s) ajustável(is) de acionamento remoto deve
dispor das seguintes facilidades:

a) leituras de pressão interna da coluna e anular;


b) indicador de posição de fechamento do “choke” ajustável;
c) reguladora da velocidade de abertura e fechamento do “choke” ajustável;
d) leituras da freqüência de bombeio (“Stroke Por Minuto” - SPM) e totalizador de “strokes”
da bomba de lama;
e) redundância para o acionamento hidráulico dos “chokes” ajustáveis, em caso de perda
do sistema principal;
f) permitir a comunicação direta com o painel do sondador.

4.2.3.6 Deve possuir leituras de pressão interna da coluna e anular no local onde as operações de
controle sejam executadas.

4.2.3.7 Os pontos de leitura de pressão do “choke manifold” devem possuir manômetros com ranges
compatíveis com as pressões previstas, estarem aferidos e serem isolados por válvula de bloqueio.

4.2.3.8 O diâmetro mínimo equivalente de abertura plena de cada “choke” ajustável deve ser
de 1 1/2”.

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4.2.3.9 Para “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi deve existir, a
montante dos “choques” ajustáveis, pelo menos, 2 válvulas de bloqueio em série nas interligações do
“choke manifold” com outros sistemas.

4.2.3.10 As linhas de saída do “choke manifold”, a jusante dos “chokes” ajustáveis, devem permitir
fluxo para o separador atmosférico e queimador.

4.2.3.11 Deve possuir uma linha de alívio independente dos “chokes” ajustáveis e com diâmetro
mínimo igual ao da linha do “choke”, a partir da entrada do “choke manifold”.

NOTA A linha de alívio não deve descarregar para a câmara de expansão, se ela existir.

4.2.3.12 Para “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi a linha de alívio
deve possuir, pelo menos, 2 válvulas gaveta posicionadas em série.

4.2.3.13 As linhas do “choke manifold”, devem possuir diâmetro nominal mínimo de 2” para
“choke manifold” com pressão de trabalho até 5 000 psi.

4.2.3.14 As linhas do “choke manifold” devem possuir diâmetro nominal mínimo de 3” para
“choke manifold” com pressão de trabalho superior a 5 000 psi.

4.2.3.15 Todas as válvulas de bloqueio do “choke manifold” devem ser do tipo gaveta.

4.2.3.16 Para “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou menor que 3 000 psi deve haver, no
mínimo, uma válvula gaveta em cada ramal de “choke”, posicionada a montante de cada “choke”
ajustável. Esse critério também deve ser adotado para a linha de alívio.

4.2.3.17 Deve haver, no mínimo, uma válvula gaveta a jusante de cada “choke” ajustável.

4.2.3.18 As válvulas de bloqueio do “choke manifold” devem possuir pressão de trabalho, no mínimo,
igual do BOP gaveta.

NOTA Quando no ramal do “choke” houver a montante do “choke” ajustável 2 válvulas de bloqueio
em série, a válvula de bloqueio do ramal a jusante do “choke” ajustável pode ter pressão de
trabalho menor que a do “choke manifold”, porém, igual ou superior a 50 % da pressão de
trabalho do “choke manifold”.

4.2.4 Sistema de Controle

4.2.4.1 O tempo de fechamento do BOP gaveta não deve exceder 30 segundos.

4.2.4.2 O tempo de fechamento do BOP anular de diâmetro nominal menor que 18 3/4” não deve
exceder 30 segundos.

4.2.4.3 O tempo de fechamento do BOP anular de diâmetro nominal igual ou superior a 18 3/4” não
deve exceder 45 segundos.

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4.2.4.4 As linhas de acionamento do BOP posicionadas na área da subestrutura da sonda devem ser
certificadas conforme especificações da API SPEC 16D e possuir capacidade de pressão mínima de
4 500 psi.

4.2.5 Unidade Hidráulica

A unidade hidráulica de acionamento do BOP deve estar posicionada fora da área do piso de
perfuração (“drill floor”) em local seguro e de fácil acesso, preferencialmente afastada da sonda.

NOTA Evitar posicionar a Unidade na parte posterior do estaleiro de tubos devido ao risco de
queda de elementos tubulares durante as movimentações.

4.2.6 Reservatório de Fluido

Deve ter capacidade de estocar um volume de, no mínimo, 2 vezes o volume armazenado de fluido
hidráulico nos acumuladores.

4.2.7 Sistema de Acumuladores

4.2.7.1 Deve possuir capacidade de suprir 1,5 vez o volume necessário para fechar todos os
componentes do BOP “stack” e acionar remotamente a válvula gaveta da linha do “choke” e
permanecer com a pressão mínima.

NOTA A pressão mínima é o maior valor entre 200 psi acima da pressão de pré-carga e a pressão
calculada em função da razão de fechamento do BOP gaveta.

4.2.7.2 Deve possuir no mínimo 2 bancos de acumuladores isolados entre si.

4.2.8 Sistema de Bombas

4.2.8.1 Deve possuir, no mínimo, 2 sistemas de bombas de recarga acionados por fontes de energia
diferentes, tais como: energia elétrica e ar comprimido.

4.2.8.2 Cada sistema de bombas de recarga deve ser capaz de fechar um BOP anular contra a
coluna em operação de menor diâmetro e abrir uma válvula gaveta de acionamento remoto num
tempo máximo de 2 minutos sem auxilio dos acumuladores.

4.2.8.3 Os sistemas de bombas de recarga, atuando em conjunto, devem carregar os acumuladores


em 15 minutos, no máximo, desde a pré-carga até a máxima pressão de trabalho do sistema de
controle.

4.2.8.4 Deve ser protegido por válvulas de alívio, sendo uma no sistema de acumuladores que deve
atuar quando a pressão atingir 3 000 psi +10 % e outra no manifold de controle das funções do BOPs
quando a pressão nesse manifold atingir 1 500 psi +10 %.

4.2.8.5 Deve possuir dispositivo automático liga-desliga, que aciona as bombas quando a pressão do
sistema cair a 10 % da pressão de trabalho e desliga as bombas quando atingir a pressão de
trabalho.

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4.2.9 “Manifold” de Controle

4.2.9.1 Deve permitir o controle e monitoramento de todas as funções do BOP, incluindo leitura de
pressões do sistema.

NOTA A válvula reguladora do BOP anular, quando tipo pneumática, deve possuir dispositivo que
mantenha pressão de acionamento em caso de perda de alimentação de ar.

4.2.9.2 A válvula de acionamento da gaveta cega ou cega cisalhante deve ser protegida de
acionamento acidental. Esta proteção não deve bloquear o seu acionamento remoto.

4.2.9.3 Recomenda-se a instalação de uma tomada no “manifold” do acumulador que permita rápida
conexão de unidade de bombeamento externa para acionamento das funções do BOP. Essa tomada
deve estar isolada do banco de acumuladores por dupla barreira [Prática Recomendada]

4.2.10 Painéis de Controle do BOP

4.2.10.1 O sistema deve dispor de no mínimo um painel de controle remoto localizado próximo ao
posto de trabalho do sondador.

4.2.10.2 O painel do sondador deve dispor, no mínimo, de:

a) controle de operação de todas a funções do BOP;


b) ajuste da válvula reguladora de pressão do BOP anular;
c) monitoramento das pressões dos acumuladores, do “manifold”, do BOP anular e pressão
de ar do sistema.

NOTA Em sondas com BOP “stack”, cuja pressão de trabalho seja menor que 3 000 psi e que o
controle do poço seja feito no local do “choke manifold”, o painel do sondador deve conter,
pelo menos, as funções de acionamento do BOP.

4.3 Equipamentos Auxiliares

4.3.1 Válvulas de Prevenção Interna Requeridas

As válvulas devem ser especificadas para operação com H2S .

NOTA Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão nas
válvulas devido a H2S, admite-se utilizar válvulas não especificadas para operação com H2S
[Prática Recomendada].

4.3.1.1 Válvula de Segurança de Coluna

a) deve ser tipo esférica, de acionamento manual com o mesmo diâmetro externo da
coluna e passagem plena;
b) deve ser acrescentado dispositivo que facilite o seu enroscamento pelos operadores;
c) deve estar permanentemente na plataforma de trabalho, em local visível e de fácil
acesso, na posição aberta, dotada de chave de acionamento e conexão pino compatível
com a conexão da coluna em uso no poço e com a rosca limpa e lubrificada;
d) deve possuir pressão de trabalho compatível com a pressão do BOP tipo gaveta.

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4.3.1.2 “Inside” BOP

a) deve ser compatível com diâmetro e conexões das colunas em uso no poço;
b) deve possuir, pelo menos, a mesma pressão de trabalho do conjunto BOP gavetas;
c) deve permitir fluxo apenas no sentido de injeção no poço.

4.3.1.3 Válvulas do “Kelly” ou “Top Drive”

a) deve dispor, pelo menos, de 2 válvulas;


b) deve ser tipo esférica e possuir passagem plena;
c) pelo menos, a válvula superior do “top drive” deve ser de acionamento remoto.

NOTA Admite-se a utilização de apenas 1 válvula em sondas onde a altura do mastro não permita
a utilização de 2 válvulas.

4.3.1.4 “Kill Assembly”

Deve estar disponível em sondas com BOP, cuja pressão de trabalho seja superior a 5 000 psi.

4.3.2 Equipamentos de Detecção de “Kicks”

4.3.2.1 Medidores de Volume dos Tanques

a) devem permitir, pelo menos, o monitoramento, no posto de trabalho do sondador, do


volume do tanque ativo;
b) devem detectar/alarmar ganho ou perda de 10 barris ou menos no tanque ativo;
c) cada tanque deve possuir régua com escala de medição local, de fácil visualização.

4.3.2.2 Medidor de Variação da Vazão de Retorno

Deve detectar/alarmar, no posto de trabalho do sondador, variação de 10 % ou menor na vazão de


retorno de fluido.

4.3.2.3 Tanque de Manobra

a) deve ter precisão para medir variação de volume de 1/2 barril ou menos;
b) deve dispor de escala mecânica com precisão para medir variação de volume
de 1/2 barril ou menos, posicionada em local visível ao sondador.

NOTA O sistema de monitoramento do “trip tank” pode ser eletrônico, desde que possua sistema
alternativo de verificação.

4.3.3 Separador Atmosférico

Deve possuir um separador atmosférico vertical que atenda as seguintes diretrizes:

4.3.3.1 Deve ter capacidade para processar a separação da mistura “líquido-gás livre” efluente de um
poço em “kick”, na máxima vazão de gás estimada na superfície, considerando um volume de “kick”
de gás de 20 barris, na máxima profundidade de operação da sonda e com a máxima pressão de
poros esperada para essa profundidade.

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4.3.3.2 Deve possuir uma linha de ventilação principal conectada na parte superior do corpo do
separador, se prolongando verticalmente, pelo menos, 1 m acima deste, e interligada ao queimador.

4.3.3.3 Deve possuir selo hidráulico com pressão hidrostática equivalente ou maior que a pressão de
fricção do fluxo de gás, na linha de ventilação principal com a máxima vazão esperada, de modo a se
prevenir passagem de gás para o tanque das peneiras. A massa especifica do fluido no interior do
selo hidráulico (tubo em “U”) deve ser considerada igual a 5,7 lb/gal, no dimensionamento do
separador.

4.3.3.4 O separador atmosférico deve possuir uma linha de ventilação secundária com diâmetro
mínimo de 2”, instalada no topo do selo hidráulico e com extremidade elevada em, no mínimo, um
metro acima do topo do separador.

4.3.3.5 O separador atmosférico deve ter como acessórios complementares: 2 portas de visitas
(superior e inferior), 1 válvula tipo portinhola na base do sifão, placa de sacrifício e defletores (parte
interna), protetor antierosão nas derivações da linha de entrada entre a câmara de expansão e o
separador atmosférico.

4.3.4 Desgaseificador

4.3.4.1 Deve possuir capacidade de processo de, pelo menos, 500 Galões Por Minuto (GPM).

4.3.4.2 A linha de saída de gás deve ser independente, com extremidade conectada ao queimador.

4.3.4.3 A sucção deve ser instalada no tanque de descarga do separador atmosférico.

4.3.4.4 A descarga deve ser instalada em tanque separado da sucção.

4.3.4.5 Os tanques de sucção e descarga devem possuir interligação pela parte superior.

4.3.4.6 A saída do tanque de descarga deve ser instalada na parte inferior do tanque.

4.3.5 Queimador

4.3.5.1 Deve possuir 1 linha interligada ao “choke manifold” com diâmetro nominal mínimo de 3”.

4.3.5.2 Deve estar afastado, no mínimo, a 30 m do poço em local seguro, onde os ventos
predominantes não soprem no sentido da sonda.

NOTA É permitida a redução desta distância desde que seja feito o devido cálculo da irradiação
térmica admissível considerando o volume, tipo de gás, direção e sentido do vento.

5 ESCP de Sonda de Produção Terrestre (SPT)

Os componentes do ESCP, sujeitos a contato direto com fluidos do poço, devem ser especificados
para operação com H2S tendo como base a ISO 15156-1, 15156-2 e 15156-3.

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NOTA Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão no
sistema BOP devido à presença de H2S, admite-se utilizar um sistema BOP não
especificado para operação com H2S. [Prática Recomendada]

5.1 Sistema BOP

A pressão de trabalho do sistema BOP deve ser compatível com os requisitos de projeto de atuação
no poço.

NOTA 1 As classes de pressões de trabalho típicas em BOPs de sondas de produção terrestres são
3 000 psi e 5 000 psi. Esta Norma também considera arranjos de classe de pressão de
10 000 psi.
NOTA 2 A pressão de trabalho do sistema BOP é balizada pela pressão de trabalho do BOP gaveta.
Caso a cabeça do poço, ou a linha do “choke”, ou a linha de “kill”, ou o “choke manifold”,
incluindo possíveis adaptadores/carretéis, possua uma pressão de trabalho inferior à
pressão de trabalho do BOP gaveta, a pressão de trabalho do sistema passa a ser balizada
pela menor pressão de trabalho de um desses elementos. Devem existir cartazes na sonda
alertando para essa redução e restrições decorrentes. [Prática Recomendada]

5.1.1 Arranjo do BOP

5.1.1.1 Pressão de Trabalho de 3 000 psi e 5 000 psi

Os principais elementos da base para o topo são:

a) 1 carretel de produção com diâmetro interno de passagem e pressão de trabalho


compatíveis com o BOP gaveta, com 2 saídas laterais tipo com flange ou “hub” com
diâmetros nominais iguais ou superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente;
b) 1 BOP gaveta cega;
c) 1 BOP gaveta de tubo.

NOTA 1 O conjunto de BOP gaveta com trava de atuação manual, deve dispor de, no mínimo, um
par de volantes com extensões ou outros mecanismos de atuação, que permitam o seu
travamento com o operador afastado do poço.
NOTA 2 O arranjo do BOP para classe de pressão de 5 000 psi deve contemplar redundância que
pode ser um BOP gaveta de tubo adicional, um BOP gaveta cega cisalhante ou um BOP
anular de mesma classe de pressão.

5.1.1.2 Pressão de Trabalho de 10 000 psi

Os principais elementos da base para o topo são:

a) 1 carretel de produção com diâmetro interno de passagem plena e pressão de trabalho


compatíveis com o BOP gaveta, com 2 saídas laterais tipo com flange ou “hub”com
diâmetros nominais iguais ou superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente;
b) 1 BOP gaveta cega cisalhante;
c) 1 BOP gaveta de tubo.

NOTA 1 O conjunto de BOP gaveta com trava de atuação manual, deve dispor de, no mínimo, um
par de volantes com extensões ou outros mecanismos de atuação, que permitam o seu
travamento com o operador afastado do poço.
NOTA 2 O BOP gaveta cega cisalhante deve ter capacidade para corte de tubo de produção 4 1/2”
15, 1 lb/pe e DP 3 1/2” 15,2 lb/pe;
NOTA 3 O BOP gaveta de tubos pode ser de gaveta variável 2 7/8” a 4 1/2”, ou 3 1/2” a 5”

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Na indisponibilidade da gaveta cega cisalhante, é permitido utilizar o seguinte arranjo da base para o
topo:

— 1 carretel de produção ou adaptador de diâmetro e pressão de trabalho compatíveis com


o BOP gaveta;
— 1 BOP gaveta cega;
— 1 BOP gaveta de tubo;
— 1 BOP anular com 10 000 psi de pressão de trabalho.

5.1.2 Linhas de “Kill” e do “Choke”

5.1.2.1 Linha de “Kill”

a) deve ter diâmetro nominal mínimo de 2” e pressão de trabalho compatível com o BOP
gaveta;

NOTA Mangueiras articuladas não devem ser utilizadas como linha de “kill”.

b) deve possuir uma interligação com as bombas de lama da sonda;


c) deve possuir interligação com o “stand pipe”;
d) deve possuir uma alternativa de interligação com uma unidade de cimentação;
e) os principais elementos da linha de “kill” na ordem de afastamento progressivo do BOP
são:
— Para BOP com classe menor ou igual a 3 000 psi, 1 válvula manual de bloqueio de
passagem plena tipo gaveta com pressão de trabalho compatível com o BOP gaveta
e diâmetro mínimo igual ao da linha de “kill” e uma válvula de retenção;
— Para BOP com classe maior ou igual a 5 000 psi, 2 válvulas tipo gaveta instaladas
em série e 1 válvula de retenção ou 2 válvulas de gaveta sendo uma de acionamento
remoto. Todas as válvulas devem ter pressão de trabalho compatível com o BOP
gaveta e diâmetro mínimo igual ao da linha do “kill”.

5.1.2.2 Linha do “Choke”

a) deve ter diâmetro nominal mínimo de 2” para BOP com classe de pressão de trabalho
menor ou igual a 5 000 psi e de 3” para BOP com classe de pressão de trabalho maior
ou igual a 10 000 psi;
b) deve ter pressão de trabalho compatível com a do BOP gaveta;
c) nas mudanças de direção de fluxo de 90o deve ser utilizado protetor antierosão;
d) os principais elementos da linha do “choke” na ordem de afastamento progressivo do
BOP são:
— para BOP com classe de pressão menor ou igual a 3 000 psi, 1 válvula manual de
bloqueio de passagem plena tipo gaveta;
— para BOP com classe de pressão de 5 000 psi, 2 válvulas manuais de bloqueio tipo
gaveta de passagem plena instaladas em série;
— para BOP com classe de pressão de 10 000 psi, 2 válvulas manuais de bloqueio tipo
gaveta de passagem plena instaladas em série, sendo a mais afastada do BOP de
acionamento hidráulico operada remotamente;
— 1 linha interligada ao “choke manifold” com conexões flangeadas ou soldadas;
e) No final da linha do “choke”, a montante do “choke manifold”, deve existir uma alternativa
para receber a mangueira de pistoneio isolada por válvula manual tipo gaveta.

NOTA O BOP com pressão de trabalho de 10 000 psi deve possuir uma linha denominada linha
secundária do “choke”, com diâmetro nominal mínimo de 2”, saindo abaixo da gaveta
inferior, com 2 válvulas de bloqueio manual tipo gaveta instaladas em série e chegando no
“choke manifold”.

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5.1.3 “Choke Manifold”

5.1.3.1 Deve possuir no mínimo, a mesma pressão de trabalho do BOP gaveta.

5.1.3.2 O “choke manifold” com pressão de trabalho até 3 000 psi deve possuir pelo menos, 2
“chokes” ajustáveis.

5.1.3.3 O “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi deve possuir, pelo
menos, 2 “chokes” ajustáveis, sendo 1 de acionamento remoto com garantia de estanqueidade.

5.1.3.4 O painel de controle de operação do “choke” ajustável de acionamento remoto deve dispor
das seguintes facilidades:

a) leituras de pressão interna da coluna e anular;


b) indicador de posição de fechamento do “choke” ajustável;
c) reguladora da velocidade de abertura e fechamento do “choke” ajustável;
d) leituras da freqüência de bombeio (SPM) e totalizador de “strokes” da bomba de lama;
e) permitir a comunicação direta com o painel do sondador.

5.1.3.5 As alternativas de fluxo através do “choke” devem ser separadas por válvulas de bloqueio
manuais tipo gaveta.

5.1.3.6 Deve possuir leituras de pressão interna da coluna e anular no local onde as operações de
controle sejam executadas.

5.1.3.7 Os pontos de leitura de pressão do “choke manifold” devem possuir manômetros com ranges
compatíveis com as pressões previstas, estarem aferidos e serem isolados por válvula de bloqueio.

5.1.3.8 O diâmetro mínimo equivalente de abertura plena de cada “choke” ajustável deve ser de
1 1/2”.

5.1.3.9 Para “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi deve existir a
montante dos “choques” ajustáveis, pelo menos, 2 válvulas de bloqueio nas interligações do “choke
manifold” com outros sistemas.

5.1.3.10 As linhas de saída do “choke manifold”, a jusante dos “chokes” ajustáveis, devem permitir
fluxo para o separador atmosférico e queimador.

5.1.3.11 Deve possuir uma linha de alívio independente dos “chokes” ajustáveis e com diâmetro
mínimo igual ao da linha do “choke”, a partir da entrada do “choke manifold”.

NOTA A linha de alívio não deve descarregar para a câmara de expansão, se houver câmara de
expansão.

5.1.3.12 Para “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou superior a 5 000 psi a linha de alívio
deve possuir, pelo menos, 2 válvulas gaveta.

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5.1.3.13 As linhas do “choke manifold”, devem possuir diâmetro nominal mínimo de 2” para “choke
manifold” com pressão de trabalho até 5 000 psi.

5.1.3.14 As linhas do “choke manifold” devem possuir diâmetro nominal mínimo de 3” para “choke
manifold” com pressão de trabalho de 10 000 psi.

5.1.3.15 Para “choke manifold” com pressão de trabalho igual ou menor que 3 000 psi deve haver, no
mínimo, uma válvula gaveta em cada ramal de “choke”, posicionada a montante de cada “choke”
ajustável. Esse critério também deve ser adotado para a linha de alívio.

5.1.3.16 Deve haver, no mínimo, 1 válvula gaveta a jusante de cada “choke” ajustável.

5.1.3.17 As válvulas de bloqueio do “choke manifold” devem possuir pressão de trabalho, no mínimo,
igual do BOP gaveta.

NOTA Quando no ramal do “choke” houver a montante do “choke” ajustável 2 válvulas de bloqueio
em série, a válvula de bloqueio do ramal a jusante do “choke” ajustável pode ter pressão de
trabalho menor que a do “choke manifold”, porém, igual ou superior a 50 % da pressão de
trabalho do “choke manifold”.

5.1.4 Sistema de Controle

Deve possuir, pelo menos, o descrito abaixo:

5.1.4.1 Acumuladores

a) 1 banco de acumuladores com capacidade para fechar todos os BOP gaveta e uma
válvula de acionamento remoto acrescido de 50 %;
b) caso possua mais de um banco de acumuladores, estes devem ser isolados por válvulas
de bloqueio manual;
c) deve existir uma alternativa para conexão de uma unidade acumuladora externa isolada
por 2 barreiras;
d) deve trabalhar com pressão de 3 000 psi;

5.1.4.2 Painel de controle dos BOPs:

a) deve existir um painel de controle remoto próximo ao sondador, denominado painel do


sondador, com as funções de abertura e fechamento dos BOPs gaveta e anular e
válvulas de acionamento remoto (HCRs);
b) a válvula de acionamento do BOP tipo gaveta cega deve possuir proteção contra
abertura acidental;
c) deve possuir manômetros para monitoramento das pressões dos acumuladores, BOP
anular, “manifold” da unidade e suprimento de ar para a bomba hidráulica pneumática.

5.1.4.3 Sistema de Bombas de recarga dos acumuladores com fontes de energia independentes
(acionamento elétrico e pneumático):

a) deve possuir um sistema de compressão de ar com vazão e pressão suficiente para


operar a válvula hidráulica-pneumática, independente do sistema de ar comprimido do
carro sonda;
b) os sistemas de bombas de recarga, atuando em conjunto, devem carregar os
acumuladores em 15 minutos, no máximo, desde a pré-carga até a máxima pressão de
trabalho do sistema de controle;

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c) deve possuir dispositivo automático liga-desliga, que aciona as bombas quando a


pressão do sistema cair a 10 % da pressão de trabalho e desliga as bombas quando
atingir a pressão de trabalho;
d) deve ser protegido por válvulas de alívio, sendo uma no sistema de acumuladores que
deve atuar quando a pressão atingir 3 000 psi + 10 % e outra no “manifold” de controle
das funções do BOPs quando a pressão nesse “manifold” atingir 1 500 psi + 10 %.

5.1.4.4 Reservatório de óleo hidráulico:

a) deve possuir capacidade mínima de 2 vezes o volume dos acumuladores;


b) deve possuir visor externo em local visível e de fácil acesso;
c) deve estar permanentemente abastecido com o nível máximo em 2/3 de sua capacidade;
d) é recomendável a instalação de um alarme para nível baixo de óleo hidráulico. [Prática
Recomendada]

5.1.4.5 Mangueiras de acionamento hidráulico dos BOPs e HCR:

a) deve possuir capacidade de pressão mínima de 1,5 vezes a pressão de trabalho dos
acumuladores;
b) as mangueiras devem ser certificadas conforme especificações da API SPEC 16D.

5.1.4.6 Tempos de Fechamento

O tempo de fechamento de cada BOP e HCR deve ser no máximo de 30 segundos.

5.2 Equipamentos Auxiliares

5.2.1 Válvulas de Prevenção Interna Requeridas

As válvulas devem ser especificadas para operação com H2S.

NOTA Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão nas
válvulas devido a H2S, admite-se utilizar válvulas não especificadas para operação com
H2S. [Prática Recomendada]

5.2.1.1 Válvula de Segurança de Coluna

a) deve ser tipo esférica, de acionamento manual com o mesmo diâmetro externo da
coluna e passagem plena;
b) deve ser acrescentado dispositivo que facilite o seu enroscamento pelos operadores;
c) deve estar permanentemente na plataforma de trabalho, em local visível e de fácil
acesso, na posição aberta, dotada de chave de acionamento e conexão pino compatível
com a conexão da coluna em uso no poço e com a rosca limpa e lubrificada;
d) deve possuir pressão de trabalho compatível com a pressão do BOP tipo gaveta.

5.2.1.2 “Inside” BOP

a) deve ser compatível com diâmetro e conexões das colunas em uso no poço;
b) deve possuir, pelo menos, a mesma pressão de trabalho do conjunto BOP gavetas;
c) deve permitir fluxo apenas no sentido de injeção no poço.

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5.2.1.3 Válvulas do Sistema de Mesa Rotativa ou “Power Swivel”

5.2.1.3.1 Para sonda equipada com sistema de mesa rotativa:

a) deve dispor, pelo menos, de 2 válvulas tipo “kelly cock”;


b) as válvulas devem possuir capacidade de pressão compatível com o BOP tipo gaveta.

NOTA Admite-se a utilização de apenas 1 válvula em sondas onde a altura do mastro não permita
a utilização de 2 válvulas.

5.2.1.3.2 Para sonda equipada com “power swivel”:

a) deve dispor, pelo menos, de 1 válvula tipo “kelly cock”, ou similar, instalada no “power
swivel”;
b) a válvula deve possuir capacidade de pressão compatível com o BOP tipo gaveta.

NOTA Deve-se evitar o uso da válvula de segurança de coluna nas operações com o “power
swivel”.

5.2.1.4 “Kill Assembly”

a) deve estar disponível em sondas com BOP, cuja pressão de trabalho seja 10 000 psi;
b) as válvulas do “kill assembly” devem ser do tipo “kelly cock”, ou similar, e possuir
capacidade de 10 000 psi, ou a pressão requerida.

5.2.2 Equipamentos de Detecção de “Kicks”

a) medidores de volume dos tanques;


b) o tanque ativo deve possuir uma régua externa com subdivisão de 1/2 bbl, ou menos,
que permita a visualização da variação do volume do posto de trabalho do sondador.

5.2.3 “Tubing Stripper”

Em poços de gás ou de elevada (Razão Gás-Óleo - RGO) recomenda-se dispor de, pelo menos, um
“tubing stripper” que seja adaptável a parte superior do BOP “stack”, com conjunto de insertos de
vedação compatível com a coluna no poço. [Prática Recomendada]

5.2.4 BOP de Haste de Bombeio

Deve dispor de, pelo menos, um BOP de haste de bombeio com pressão de trabalho compatível com
os equipamentos de superfície do poço. Deve ser capaz de operar com hastes de bombeio de
diâmetros de 3/4”, 5/8”, 7/8” e 1”.

5.2.5 Adaptador de Perfilagem e Canhoneio

a) deve dispor de, pelo menos, 1 adaptador de perfilagem e canhoneio com pressão de
trabalho compatível com o BOP gaveta;
b) deve possuir conexão inferior compatível com a conexão superior de espera do BOP
“stack”;
c) deve possuir conexão superior compatível com o sistema de segurança de perfilagem e
canhoneio.

NOTA A critério do órgão de engenharia local responsável pelo poço é permitido o


compartilhamento do adaptador de perfilagem e canhoneio por 2 ou mais sonda.

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5.2.6 Câmara de Pistoneio

a) deve dispor de, pelo menos, 1 câmara de pistoneio com pressão de trabalho compatível
com BOP gaveta;
b) deve possuir dimensões suficientes para alojar totalmente o trem de pistoneio e permitir
o fechamento das válvulas da árvore de pistoneio;
c) deve possuir na parte inferior uma válvula de dreno de 1/2”.

NOTA A critério do órgão de engenharia local responsável pelo poço é permitido o


compartilhamento da câmara de pistoneio por 2 ou mais sonda

5.2.7 Árvore de Pistoneio

Deve dispor de, pelo menos, 1 árvore de pistoneio compatível com a coluna de produção. Deve
possuir uma válvula mestra inferior, uma válvula mestra superior (pistoneio), uma válvula lateral e, no
tê de fluxo, uma válvula de 1/2” para tomada de pressão e/ou coleta de amostras.

NOTA A critério do órgão de engenharia local responsável pelo poço é permitido o


compartilhamento da árvore de pistoneio por 2 ou mais sonda.

5.2.8 Separador Atmosférico

Deve possuir separador atmosférico conforme requerido no 4.3.3.

NOTA Nos casos de operação de limpeza e/ou Mudança de Método de E=levação (MME) em
poços bombeados, produtores de óleo, com RGO menor ou igual a 50 m3/m3, a montagem
do separador atmosférico pode ser liberada permanecendo ele guardado na base de apoio
da companhia contratata.

5.2.9 Queimador

Deve possuir queimador conforme requerido no 4.3.4.

NOTA Nos casos de operação de limpeza e/ou MME em poços bombeados, produtores de óleo,
com RGO menor ou igual a 50 m3/m3, a montagem do queimador pode ser liberada
permanecendo ele guardado na base de apoio da companhia contratada.

6 ESCP de Sonda de Produção Marítima (SPM)

Os componentes do ESCP, sujeitos a contato direto com fluidos do poço, devem ser especificados
para operação com H2S tendo como base nas ISO 15156-1, 15156-2 e 15156-3.

NOTA Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão no
sistema BOP devido à presença de H2S, admite-se utilizar um sistema BOP não
especificado para operação com H2S. [Prática Recomendada]

6.1 Sistema BOP

A pressão de trabalho do sistema BOP deve ser compatível com os requisitos de projeto de atuação
no poço.

NOTA 1 As classes de pressões de trabalho típicas em BOPs de sondas de produção marítimas são
3 000 psi e 5 000 psi.

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NOTA 2 A pressão de trabalho do sistema BOP é balizada pela pressão de trabalho do BOP gaveta.
Caso a cabeça do poço, ou a linha do “choke”, ou a linha do “kill”, ou o “choke manifold”,
incluindo possíveis adaptadores/carretéis, possua uma pressão de trabalho inferior à
pressão de trabalho do BOP gaveta, a pressão de trabalho do sistema passa a ser balizada
pela menor pressão de trabalho de um desses elementos.
NOTA 3 Em poços com pressão acima de 5 000 psi deve-se usar sondas de com BOP semelhante
ao de sonda modulada ou plataforma auto-elevável com pressão equivalente.

6.1.1 Pressão de Trabalho de 3 000 psi e 5 000 psi

Os principais elementos da base para o topo são:

a) 1 carretel espaçador ou adaptador de diâmetro e pressão de trabalho, compatíveis com


o BOP gaveta;
b) 1 BOP gaveta cega cisalhante;
c) 1 BOP gaveta de tubo.

NOTA 1 O conjunto de BOP gaveta com trava de atuação manual deve dispor de, no mínimo, 1 par
de volantes com extensões ou outros mecanismos de atuação.
NOTA 2 É permitido a substituição do BOP gaveta de tubos por BOP anular com pressão
equivalente.

6.1.2 Linhas de “Kill” e do “Choke”

6.1.2.1 Linha de “Kill”

a) deve ser de diâmetro nominal de, no mínimo, 2” e pressão de trabalho compatível com o
BOP gaveta;

NOTA Mangueiras articuladas não devem ser utilizadas como linha de “kill”.

b) deve possuir uma interligação com as bombas de lama da sonda;


c) deve possuir uma alternativa de interligação com a unidade de cimentação;
d) os principais elementos da linha de “kill” na ordem de afastamento progressivo do BOP
são:
— 1 válvula manual de bloqueio de passagem plena com pressão de trabalho
compatível com o BOP gaveta e diâmetro mínimo igual ao da linha de “kill”;
— 1 válvula de retenção ou válvula de gaveta de acionamento remoto com pressão de
trabalho compatível com o BOP gaveta e diâmetro mínimo igual ao da linha de “kill”.

6.1.2.2 Linha do “Choke”

a) deve possuir diâmetro nominal de, no mínimo, 2”;


b) deve possuir, no mínimo, pressão de trabalho do BOP gaveta;
c) deve possuir protetor antierosão nas mudanças de direção de fluxo de 90°;
d) os principais elementos da linha do “choke” na ordem de afastamento progressivo do
BOP são:
— 1 válvula manual de bloqueio de passagem plena com pressão de trabalho
compatível com o BOP gaveta e diâmetro mínimo igual ao da linha do “choke”;
— 1 válvula gaveta de bloqueio com acionamento hidráulico, remotamente operada, de
passagem plena, com pressão de trabalho compatível com o BOP gaveta e diâmetro
mínimo igual a linha do “choke”;
— linha de interligação ao “choke manifold”.

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6.1.3 “Choke Manifold”

6.1.3.1 Deve possuir, no mínimo, a mesma pressão de trabalho do BOP gaveta.

6.1.3.2 Deve possuir, no mínimo, 2 “chokes” ajustáveis e 3 saídas independentes.

6.1.3.3 Deve possuir leituras de pressão interna da coluna e anular no local onde as operações de
controle sejam executadas.

6.1.3.4 O ponto de leitura de pressão interligado à linha de entrada do “choke manifold” deve ser
isolado por válvula de bloqueio.

6.1.3.5 As linhas de saída do “choke manifold”, a jusante dos “chokes” ajustáveis, devem permitir
fluxo para o separador atmosférico e queimador.

NOTA 1 Nas intervenções em poços surgentes, produtores de gás ou de óleo e gás, devem ser
providas facilidades, interligadas ao “choke manifold” para separação e queima de gases,
possivelmente, presentes no fluido de intervenção.
NOTA 2 Se a planta de processo permitir, a linha de saída, a jusante dos “chokes” ajustáveis podem
ser conectadas ao separador de teste da plataforma.

6.1.3.6 As alternativas de fluxo através do “choke” devem ser separadas por válvulas de bloqueio.

6.1.3.7 As linhas do “choke manifold” devem possuir diâmetro nominal de, no mínimo, 2”.

6.1.4 Sistema de Controle

6.1.4.1 Deve possuir, pelo menos, os seguintes itens:

a) 1 banco de acumuladores com capacidade suficiente para fechar todos os BOP,


acrescido de 50 %;
b) 1 painel de controle com as funções de abertura e fechamento dos BOP, denominado
painel do sondador, deve ficar localizado próximo ao sondador e ser capaz de controlar
todas as funções do BOP;
c) 1 bomba hidráulica de recarga dos acumuladores.

6.1.4.2 As linhas de acionamento do BOP posicionadas na área da subestrutura da sonda devem ser
certificadas conforme especificações da API SPEC 16D.

6.2 Equipamentos Auxiliares

6.2.1 Válvulas de Prevenção Interna Requeridas

6.2.1.1 “Inside” BOP

a) deve ser compatível com diâmetro e conexões das colunas em uso no poço;
b) deve possuir, pelo menos, a mesma pressão de trabalho do conjunto BOP gavetas;

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c) deve permitir fluxo apenas no sentido de injeção no poço.

6.2.1.2 Válvula do “Kelly”

Deve dispor de pelo menos uma válvula do “kelly” com pressão de trabalho compatível com o BOP
gaveta.

NOTA 1 Em sondas equipadas com mesa rotativa e “kelly”, a válvula do “kelly” deve ser conectada
abaixo do “kelly”.
NOTA 2 Em sondas equipadas com “power swivel” a válvula do “kelly” deve ser conectada abaixo do
sistema “power swivel”.

6.2.1.3 Válvula de Segurança de Coluna

a) deve dispor de, pelo menos, 1 válvula de segurança de coluna;


b) deve possuir, pelo menos, a mesma pressão de trabalho do conjunto BOP gavetas;
c) deve ser de passagem plena e compatível com diâmetro e conexões das colunas em
uso no poço;
d) deve ser acrescentado dispositivo que facilite o seu enroscamento pelos operadores.

6.2.2 “Tubing Stripper”

a) deve dispor de, pelo menos, um “tubing stripper” que seja adaptável a parte superior do
BOP “stack” quando for necessário seu uso;
b) deve possuir conjunto de insertos de vedação compatível com a coluna no poço.

NOTA O “tubing stripper” é dispensável em sondas com BOP anular.

6.2.3 BOP de Haste de Bombeio

Quando operar em poços equipados com haste de bombeio, recomenda-se dispor de, pelo menos, 1
BOP de haste de bombeio com pressão de trabalho compatível com os equipamentos de superfície
do poço. [Prática Recomendada]

6.2.4 Adaptador de Perfilagem e Canhoneio

a) deve dispor de, pelo menos, 1 adaptador de perfilagem e canhoneio com pressão de
trabalho compatível com o BOP gaveta;
b) deve possuir conexão inferior compatível com a conexão superior de espera do BOP
“stack”;
c) deve possuir conexão superior compatível com o sistema de segurança de perfilagem e
canhoneio.

NOTA A critério do órgão de engenharia local responsável pelo poço é permitido o


compartilhamento da câmara de pistoneio por 2 ou mais sonda, ou o equipamento
adaptador ser de responsabilidade da companhia de canhoneio

6.2.5 Separador Atmosférico

Deve possuir separador atmosférico conforme requerido no 4.3.3.

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7 ESCP de Sonda Auto-Elevável (PA) e Sonda Modulada (SM) Marítima

7.1 Sistema “Diverter”

7.1.1 Deve dispor de um sistema “diverter” com pressão mínima de trabalho de 200 psi, quando sua
utilização for requisito do projeto do poço.

7.1.2 As linhas de ventilação devem possuir diâmetro interno mínimo de 11” e um número mínimo de
curvas para prevenir erosão e contrapressão excessiva no sistema.

NOTA Curvas de 90° ou de raio curto devem ser evitadas, caso utilizadas devem possuir protetor
antierosão.

7.1.3 O sistema de controle deve permitir ser operado remotamente em local próximo ao posto de
trabalho do sondador.

7.1.4 Deve possuir dispositivo que não permita o fechamento do “diverter” sem que a linha ventilação
selecionada esteja aberta.

7.1.5 O tempo de fechamento do “diverter” não deve exceder 60 segundos.

7.1.6 O elemento de vedação deve ter diâmetro interno mínimo que permita fechamento em torno
das colunas utilizadas no poço.

7.1.7 Em (Plataforma Auto-elevatória - PA) ou (Sonda Modulada - SM) que não tenham espaço para
instalar um “diverter” de mesa rotativa tipo KFDJ da “Vetco Gray” ou similar, será permitido o arranjo
abaixo, de baixo para cima:

— 1 “drilling spool” classe de pressão 300 psi com 2 saídas laterais de 12”, com uma
válvula esfera de dupla ação atuada hidraulicamente em cada linha;
— 1 BOP anular classe 300 psi atuado hidraulicamente a partir da Unidade de acionamento
do BOP.

7.2 Sistema BOP

O sistema BOP deve possuir pressão de trabalho compatível com os requisitos de projeto de poço e
os componentes do sistema BOP, sujeitos a contato direto com fluidos do poço, devem ser
especificados para operação com H2S tendo como base a ISO 15156-1, 15156-2 e 15156-3.

NOTA 1 Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão no
sistema BOP devido a presença de H2S, admite-se utilizar um sistema BOP não
especificado para operação com H2S. [Prática Recomendada]
NOTA 2 As pressões de trabalho típicas em sondas auto-eleváveis e moduladas marítimas são
2 000 psi, 3 000 psi, 5 000 psi, 10 000 psi e 15 000 psi.
NOTA 3 A pressão de trabalho do sistema BOP é balizada pela pressão de trabalho do BOP gaveta.
Caso a cabeça do poço, a linha do “choke”, a linha do “kill” ou o “choke manifold”, incluindo
possíveis adaptadores/carretéis, possua uma pressão de trabalho inferior à pressão de
trabalho do BOP gaveta, a pressão de trabalho do sistema passa a ser balizada pela menor
pressão de trabalho de um desses elementos.

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NOTA 4 É permitido para uma sonda Auto-Elevável (PA) que for utilizada somente para operações
de completação ou “workover” limitar-se ao atendimento dos requisitos de ESCP de uma
SPM, que seria empregada para tais operações.

7.2.1 Arranjos

Os BOP gaveta devem ser equipados com sistema de travamento.

NOTA O conjunto de BOP gaveta com trava de atuação manual, deve dispor de, no mínimo, um
par de volantes ou outros mecanismos de atuação.

7.2.1.1 Pressão de Trabalho de 2 000 psi e 3 000 psi

Os principais elementos da base para o topo são:

— 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do


BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” com diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/8”, respectivamente;
— 1 BOP gaveta de tubo;
— 1 BOP gaveta cega;
— 1 BOP anular.

NOTA 1 O posicionamento dos BOP gaveta cega e de tubos podem ser invertido a critério do órgão
de engenharia local responsável pelo poço.
NOTA 2 Para poços de gás de alta produtividade utilizar a configuração do 7.2.1.2.
NOTA 3 Caso a altura da subestrutura da sonda seja insuficiente para comportar o BOP “stack”, o
carretel de perfuração pode ser retirado, interligando as linhas de “kill” e do “choke” nas
saídas laterais do BOP gaveta.

7.2.1.2 Pressão de Trabalho de 5 000 psi, 10 000 psi e 15 000 psi

Para os arranjos de BOP com classes de pressão de 5 000 e 10 000 psi, os principais elementos da
base para o topo são:

— 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do


BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” de diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16” e 3 1/16”, respectivamente;
— 1 BOP gaveta de tubo;
— 1 carretel de perfuração com diâmetro de passagem e pressão de trabalho igual a do
BOP gaveta, com 2 saídas laterais flange ou “hub” de diâmetros nominais iguais ou
superiores a 2 1/16”e 3 1/16”, respectivamente;
— 1 BOP gaveta cega cisalhante;
— 1 BOP de gaveta de tubo;
— 1 BOP anular com pressão de trabalho maior ou igual a 50 % da pressão de trabalho do
BOP gaveta.

NOTA 1 No arranjo de BOP com classe de pressão de 15 000 psi deve ser adicionado um BOP de
gaveta de tubo, totalizando 4 BOPs tipo gaveta.
NOTA 2 A gaveta cega cisalhante deve possibilitar o corte de tubo de perfuração mais resistente,
presente na coluna de perfuração ou de trabalho no poço.
NOTA 3 Caso a altura da subestrutura da sonda seja insuficiente para comportar o BOP “stack”, o
carretel de perfuração pode ser retirado, interligando as linhas de “kill” e do “choke” nas
saídas laterais do BOP gaveta.

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7.2.2 Linhas de “Kill” e do “Choke”

7.2.2.1 Linha de “Kill”

a) deve possuir diâmetro nominal mínimo de 2”;

NOTA Mangueiras articuladas não devem ser utilizadas como linha de “kill”.

b) deve possuir uma interligação com as bombas de lama da sonda;


c) deve possuir uma alternativa de interligação com a unidade de cimentação;
d) deve possuir, no mínimo, pressão de trabalho igual a do BOP gaveta;
e) saindo lateralmente do conjunto BOP, deve haver, na seqüência, uma válvula gaveta
manual e uma válvula de retenção, ou uma válvula de gaveta manual e uma válvula de
gaveta de acionamento remoto.

NOTA A válvula gaveta mais afastada do BOP para linha de “kill” com pressão de trabalho igual ou
superior a 5 000 psi deve ser de acionamento remoto.

7.2.2.2 Linha do “Choke”

a) deve possuir diâmetro nominal mínimo de 3”;


b) deve possuir, no mínimo, pressão de trabalho igual a do BOP gaveta;
c) saindo lateralmente do conjunto BOP, deve haver, na seqüência, 2 válvulas gaveta e
linha de interligação ao “choke manifold”;
d) a válvula gaveta da linha principal do “choke”, mais afastada do BOP, deve ser de
acionamento remoto;
e) deve possuir um protetor antierosão nas mudanças de direção de fluxo de 90°;
f) deve possuir uma outra linha, denominada linha secundária do “choke”, com diâmetro
nominal mínimo de 2”, saindo abaixo da gaveta inferior, com 2 válvulas gaveta
conectada “choke manifold” com a mesma pressão de trabalho do BOP.

7.2.3 “Choke Manifold”

7.2.3.1 Deve possuir, no mínimo, a mesma pressão de trabalho do BOP gaveta.

7.2.3.2 Deve possuir, pelo menos, 3 “chokes” ajustáveis, sendo, pelo menos, 1 “choke” ajustável com
acionamento remoto.

7.2.3.3 “Choke manifold” de sonda auto-elevável deve possuir, pelo menos, 2 “chokes” ajustáveis
com acionamento remoto.

7.2.3.4 Deve possuir leituras de pressão interna da coluna e anular no local onde as operações de
controle sejam executadas.

7.2.3.5 Os pontos de leitura de pressão do “choke manifold” devem ser isolados por válvula de
bloqueio.

7.2.3.6 O diâmetro mínimo equivalente de abertura plena de cada “choke” ajustável deve ser
de 1 1/2”.

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7.2.3.7 A montante dos choques ajustáveis deve haver, pelo menos, 2 válvulas de bloqueio em série
nas interligações do “choke manifold” com outros sistemas.

7.2.3.8 As linhas de saída do “choke manifold”, a jusante dos “chokes” ajustáveis, devem permitir
fluxo para o separador atmosférico, queimador e tanque de manobra.

7.2.3.9 Deve possuir uma linha de alívio independente dos “chokes” ajustáveis e com diâmetro
mínimo igual ao da linha do “choke”, a partir do “choke manifold”.

NOTA A linha de alívio não deve descarregar para a câmara de expansão, se houver câmara de
expansão.

7.2.3.10 A linha de alívio deve possuir, pelo menos, 2 válvulas gaveta posicionadas em série, a partir
do “choke manifold”.

7.2.3.11 As linhas do “choke manifold”, devem possuir diâmetro nominal de, no mínimo, 2” para
“choke manifold” com pressão de trabalho até 3 000 psi.

7.2.3.12 As linhas do “choke manifold” devem possuir diâmetro nominal mínimo de 3” para “choke
manifold” com pressão de trabalho superior a 3 000 psi.

7.2.3.13 As válvulas de bloqueio devem ser gaveta.

7.2.3.14 Deve haver, no mínimo, 1 válvula gaveta em cada ramal de “choke”, posicionada a
montante de cada “choke” ajustável.

7.2.3.15 As válvulas de bloqueio do “choke manifold” devem possuir pressão de trabalho, no mínimo,
igual do BOP gaveta.

NOTA Quando no ramal do “choke” houver a montante do “choke” ajustável 2 válvulas de bloqueio
em série, a válvula de bloqueio do ramal a jusante do “choke” ajustável pode ter pressão de
trabalho menor que a do “choke manifold”, porém, igual ou superior a 50 % da pressão de
trabalho do “choke manifold”.

7.2.3.16 Deve possuir um painel de controle de operação dos “chokes” ajustáveis de acionamento
remoto com as seguintes facilidades:

a) leituras de pressão interna da coluna e anular;


b) indicador de posição do “choke” ajustável;
c) reguladora da velocidade de abertura e fechamento do “choke” ajustável;
d) leituras da freqüência de bombeio (SPM) e totalizador da bomba de lama;
e) redundância para o acionamento hidráulico dos “chokes” ajustáveis, em caso de perda
do sistema principal.

7.2.3.17 Deve haver, no mínimo, 1 válvula gaveta a jusante de cada “choke” ajustável.

7.2.3.18 O “choke manifold” de 15 000 psi também deve:

a) possuir um entrada independente de 2 1/16” x 15 000 psi com uma rosca no centro para
conexão 9/16” THP, para injeção de glicol;

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b) possuir sensores de temperatura a montante e a jusante dos “chokes” ajustáveis


hidráulicos;
c) possuir 2 válvulas gaveta a jusante de cada “choke” ajustável, sendo a mais afastada de
controle remoto.

7.2.4 Sistema de Controle

a) o tempo de fechamento do BOP gaveta não deve exceder 30 segundos;


b) o tempo de fechamento do BOP anular de diâmetro nominal menor que 18 3/4” não deve
exceder 30 segundos;
c) o tempo de fechamento do BOP anular de diâmetro nominal maior ou igual a 18 3/4” não
deve exceder 45 segundos;
d) as linhas de acionamento do BOP posicionadas na área da subestrutura da sonda
devem ser certificadas conforme especificações da API SPEC 16D.

7.2.4.1 Unidade Hidráulica

A unidade hidráulica de acionamento do BOP deve estar posicionada fora da área do piso de
perfuração (“drill floor”) em local seguro e de fácil acesso.

7.2.4.2 Reservatório de Fluido

Deve ter capacidade de estocar um volume, no mínimo, 2 vezes o volume armazenado de fluido
hidráulico nos acumuladores.

7.2.4.3 Sistema de Acumuladores

a) deve possuir capacidade de suprir 1,5 vez o volume necessário para fechar todos os
componentes do BOP “stack” e acionar remotamente a válvula gaveta e permanecer
com a pressão mínima;
b) cada banco de acumuladores deve permitir isolamento por uma válvula.

NOTA A pressão mínima é o maior valor entre 200 psi acima da pressão de pré-carga e a pressão
calculada em função da razão de fechamento do BOP gaveta.

7.2.4.4 Sistema de Bombas

a) deve possuir, no mínimo, 2 sistemas de bombas de recarga acionados por fontes de


energia diferentes, tais como: energia elétrica e ar comprimido;
b) cada sistema de bombas de recarga deve ser capaz de fechar um BOP anular contra a
coluna em operação de menor diâmetro e abrir uma válvula gaveta de acionamento
remoto num tempo máximo de 2 minutos sem auxilio dos acumuladores;
c) os sistemas de bombas de recarga, atuando em conjunto, devem carregar os
acumuladores em 15 minutos, no máximo, desde a pré-carga até a máxima pressão de
trabalho do sistema de controle;
d) deve ser protegido por válvula de alívio, que deve atuar quando a pressão atingir um
valor de 10 % acima da pressão de trabalho;
e) deve possuir dispositivo automático liga-desliga para a bomba tríplex elétrica, que liga a
bomba quando a pressão do sistema atinge valores abaixo de 2 700 psi e desliga as
bombas quando atinge a pressão de trabalho;
f) deve possuir dispositivo automático liga-desliga (“hydro-pneumatic pressure switch”), que
liga as bombas pneumáticas quando a pressão do sistema atinge valores inferiores a
2 600 psi e desliga as bombas quando a pressão atinge 2 900 psi.

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7.2.4.5 “Manifold” de Controle

a) deve permitir o controle e monitoramento de todas as funções do BOP, incluindo leitura de


pressões do sistema;
b) a válvula de acionamento da gaveta cega ou cega cisalhante deve ser protegida de
acionamento acidental.

NOTA A válvula reguladora do BOP anular, quando pneumática, deve possuir dispositivo que
mantenha pressão de acionamento em caso de perda de alimentação de ar.

7.2.5 Painéis de Controle do BOP

7.2.5.1 O sistema deve dispor de um painel principal de controle remoto, localizado próximo ao posto
de trabalho do sondador.

7.2.5.2 O painel principal deve dispor, no mínimo, de:

a) controle de operação de todas a funções do BOP;


b) ajuste da válvula reguladora de pressão do BOP anular;
c) monitoramento das pressões dos acumuladores, do “manifold”, do BOP anular e pressão
de ar do sistema.

7.2.5.3 O sistema deve dispor de um painel secundário de controle remoto, localizado em uma das
rotas de fuga ou no escritório do supervisor/encarregado da sonda.

7.2.5.4 O painel secundário deve dispor, no mínimo, de:

a) controle de operação de todas a funções do BOP;


b) monitoramento da pressão de ar do sistema.

7.3 Equipamentos Auxiliares

7.3.1 Válvulas de Prevenção Interna Requeridas

As válvulas devem ser especificadas para operação com H2S.

NOTA Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão nas
válvulas devido à presença de H2S, admite-se utilizar válvulas não especificadas para
operação com H2S. [Prática Recomendada]

7.3.1.1 Válvula de Segurança de Coluna

a) deve ser esfera de acionamento manual;


b) deve ser acrescentado dispositivo que facilite o seu enroscamento pelos operadores.

7.3.1.2 “Inside” BOP

a) deve ser compatível com diâmetro e conexões das colunas em uso no poço;
b) deve possuir, pelo menos, a mesma pressão de trabalho do conjunto BOP gavetas;
c) deve permitir fluxo apenas no sentido de injeção no poço.

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7.3.1.3 Válvulas do “Kelly” ou “Top Drive”

a) deve dispor, pelo menos, de 2 válvulas;


b) deve ser esfera e possuir passagem plena;
c) pelo menos, a válvula superior do “top drive” deve ser de acionamento remoto.

7.3.1.4 “Kill Assembly”

Deve estar disponível em sondas com BOP, cuja pressão de trabalho seja superior a 5 000 psi.

7.3.2 Equipamentos de Detecção de “Kicks”

7.3.2.1 Medidores de Volume dos Tanques

a) devem permitir, pelo menos, o monitoramento, no posto de trabalho do sondador, do


volume de cada tanque e volume total dos tanques;
b) deve detectar/alarmar ganho ou perda de 10 barris ou menos no tanque ativo;
c) cada tanque deve possuir régua com escala de medição local, de fácil visualização.

7.3.2.2 Medidor de Variação da Vazão de Retorno

Deve detectar/alarmar, no posto de trabalho do sondador, variação de 10 % ou menor na vazão de


retorno de fluido.

7.3.2.3 Tanque de Manobra

a) deve ter precisão para medir variação de volume de 1/2 barril ou menos;
b) deve permitir monitoramento remoto no painel do sondador;
c) deve dispor escala mecânica com precisão para medir variação de volume de 1/2 barril
ou menos, posicionada em local visível ao sondador.

NOTA Sondas com “diverter” fixado logo abaixo da mesa rotativa devem dispor de válvula de
retenção na linha de enchimento do poço, posicionada próxima ao “diverter”.

7.3.3 Separador Atmosférico

Deve possuir um separador atmosférico, vertical ou horizontal, que atenda as seguintes diretrizes:

7.3.3.1 Deve ter capacidade para processar a separação da mistura “líquido-gás livre” efluente de um
poço em “kick”, na máxima vazão de gás estimada na superfície, considerando um volume de “kick”
de gás de 20 barris, na máxima profundidade de perfuração da sonda, e com a máxima pressão de
poros esperada para essa profundidade.

7.3.3.2 Deve possuir uma linha de ventilação principal com base conectada na parte superior do
separador e extremidade posicionada acima do bloco de coroamento.

7.3.3.3 Deve possuir selo hidráulico com pressão hidrostática equivalente ou maior que à pressão de
fricção do fluxo de gás, na linha de ventilação principal com a máxima vazão esperada, de modo a se
prevenir passagem de gás para o tanque das peneiras. A massa especifica do fluido no interior do
selo hidráulico (tubo em “U”) deve ser considerada igual a 5,7 lb/gal, no dimensionamento do
separador.

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7.3.3.4 Deve possuir uma linha de ventilação secundária com diâmetro mínimo de 2” com a base
conectada na parte superior do selo hidráulico (tubo em “U”), de modo a se prevenir contra o efeito
sifão e conseqüente perda do selo hidráulico. A extremidade superior dessa linha deve estender-se
1 m acima do topo do separador.

7.3.3.5 Deve possuir sensor de pressão instalado na parte superior do separador e outro na base do
selo hidráulico, para monitoramento na cabine do sondador da integridade do selo hidráulico e
possível obstrução do tubo em “U” por cascalhos. Deve possuir também alarme sonoro e visual
indicador da integridade do selo hidráulico.

7.3.4 Desgaseificador

7.3.4.1 Deve possuir capacidade de processo de, pelo menos, 500 GPM.

7.3.4.2 A linha de saída de gás deve ser independente, com extremidade posicionada em local
seguro, que seja ventilado e afastado dos postos de trabalho.

7.3.4.3 A sucção deve ser instalada no tanque de descarga do separador atmosférico.

7.3.4.4 A descarga deve ser instalada em tanque separado da sucção.

7.3.4.5 Os tanques de sucção e descarga devem possuir interligação pela parte superior.

7.3.4.6 A saída do tanque de descarga deve ser instalada na parte inferior do tanque.

8 ESCP de Sondas Flutuantes (SS e NS)

8.1 Sistema “Diverter”

8.1.1 Deve dispor de um sistema “diverter” com pressão mínima de trabalho de 200 psi.

8.1.2 As linhas de ventilação devem possuir diâmetro interno de, no mínimo, 10” e um número
mínimo de curvas para prevenir erosão e contrapressão excessiva no sistema.

NOTA Curvas de 90° ou de raio curto devem ser evitadas, caso utilizadas devem possuir protetor
antierosão.

8.1.3 O sistema de controle deve permitir ser operado, remotamente, em local próximo ao posto de
trabalho do sondador.

8.1.4 O sistema de controle do “diverter” deve ser projetado de modo a impedir o fechamento do
“diverter” sem que a linha de ventilação selecionada esteja aberta.

8.1.5 O tempo de fechamento do “diverter” não deve exceder a 45 segundos para sistemas com
elemento de vedação maior que 20” e 30 segundos para sistemas com elemento de vedação igual ou
menor que 20”.

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8.1.6 O elemento de vedação deve ter diâmetro interno mínimo que permita fechamento em torno
das colunas utilizadas no poço.

8.2 Sistema BOP

O sistema BOP deve possuir pressão de trabalho compatível com os requisitos de projeto de poço e
os componentes do sistema BOP, sujeitos a contato direto com fluidos do poço, devem ser
especificados para operação com H2S tendo como base as ISO 15156-1, 15156-2 e 15156-3.

NOTA 1 As pressões de trabalho típicas em sondas flutuantes são 10 000 psi e 15 000 psi.
NOTA 2 A pressão de trabalho do sistema BOP é balizada pela menor pressão de trabalho dos
elementos do sistema BOP, sujeitos a contato direto com o poço, a partir do conector na
cabeça do poço, até o “choke manifold”, exceto o BOP anular [observar o 8.2.1 g)].

8.2.1 “BOP Stack”

8.2.1.1 Arranjo mínimo

Os principais elementos, arranjados da base para o topo, são:

a) 1 conector de acionamento hidráulico com perfil e área de vedação compatíveis com a


cabeça do poço;

NOTA 1 Deve possuir sistema primário e secundário, independentes, para destravamento.


NOTA 2 Deve possuir um sistema que mantenha a câmara de travamento do conector pressurizada
após desconexão do LMRP.

b) 1 BOP gaveta de tubo;


c) 1 BOP gaveta de tubo;
d) 1 BOP gaveta de tubo;
e) 1 BOP gaveta cega cisalhante;

NOTA 1 Os BOPs gaveta devem ser equipados com sistema de travamento.


NOTA 2 A gaveta cega-cisalhante deve possibilitar o corte de tubo de perfuração mais resistente,
presente na coluna de perfuração ou de trabalho no poço.
NOTA 3 Em sondas de posicionamento dinâmico, a gaveta cega-cisalhante deve possibilitar o corte
dos revestimentos previstos para revestir possíveis zonas portadoras de hidrocarbonetos e
quando houver perspectiva de operação sem a margem de segurança de riser, o arranjo do
BOP “stack” deve possuir 2 gavetas cega-cisalhantes. A gaveta cega-cisalhante inferior
pode ser substituída por uma gaveta super cisalhante.

f) 1 conector de acionamento hidráulico;

NOTA 1 Deve possuir sistema primário e secundário, independentes, para destravamento.


NOTA 2 Em sonda de posicionamento dinâmico o conector deve permitir desconexão do LMRP com
deflexão do “riser” de, pelo menos, 10°.

g) 1 BOP anular com pressão de trabalho maior ou igual a 50 % da pressão de trabalho do


BOP gaveta;
h) 1 junta que permita deflexão relativa entre o BOP e a coluna de “riser” equivalente a um
ângulo de até 10°.

8.2.1.2 Sistema de Controle Principal

8.2.1.2.1 O tempo de fechamento e travamento do BOP gaveta não deve exceder 45 segundos.

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8.2.1.2.2 O tempo de fechamento ou abertura da válvula gaveta do “kill” ou “choke” deve ser igual ou
inferior ao tempo real de fechamento de qualquer BOP gaveta.

8.2.1.2.3 O tempo de fechamento do BOP anular não dever exceder 60 segundos.

8.2.1.2.4 Sonda de posicionamento dinâmico deve dispor de função (EDS) que aciona
automaticamente uma seqüência de funções para desconexão de emergência do LMRP.

NOTA Deve existir uma chave para seleção do modo de EDS e uma única botoeira para
acionamento.

8.2.1.2.5 O EDS deve ser completado antes da embarcação DP, em situação de perda de posição,
atingir o ângulo limite de desconexão do LMRP, pré-estabelecido como parâmetro balizador de
alarme vermelho.

NOTA O alarme vermelho deve ser previamente estabelecido em função da capacidade dos
equipamentos do sistema submarino e da coluna que interliga a embarcação com a cabeça
do poço, assim como, da operação em andamento, das condições oceano-meteorológicas,
da capacidade de posicionamento da embarcação e da lâmina da água da locação.

8.2.1.2.6 Arranjo de BOP com 1 gaveta cega-cisalhante deve dispor de 2 modos de EDS, a saber:

a) seqüência de funções sem fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante;


b) seqüência de funções com fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante.

8.2.1.2.7 Arranjo de BOP com 2 gavetas cega-cisalhante ou 1 cega-cisalhante e 1 super cisalhante


deve dispor de 3 modos de EDS, a saber:

a) seqüência de funções sem fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante/super


cisalhante;
b) seqüência de funções com fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante superior;
c) seqüência de funções com fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante inferior ou
superior cisalhante e posterior fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante.

8.2.1.2.8 Arranjo de BOP com 2 gavetas cega-cisalhante e 1 super cisalhante deve dispor de 4
modos de EDS, a saber:

a) seqüência de funções sem fechamento/travamento de gaveta cega-cisalhante/super


cisalhante;
b) seqüência de funções com fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante superior;
c) seqüência de funções com fechamento da gaveta super cisalhante e posterior
fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante superior;
d) seqüência de funções com fechamento da gaveta super cisalhante e posterior
fechamento/travamento da gaveta cega-cisalhante inferior.

8.2.1.2.9 Acumuladores de superfície

a) os acumuladores de superfície devem ser isolados em bancos que não devem exceder
25 % da capacidade total do sistema;
b) deve existir uma válvula de retenção que impeça o fluxo do conjunto de acumuladores
do sistema piloto para o conjunto de acumuladores do sistema principal, no caso de
haver interligação entre esses 2 conjuntos de acumuladores.

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8.2.1.2.10 Sistema de bombas

a) deve possuir pelo menos 2 conjuntos moto-bomba de acionamento elétrico;


b) os conjuntos moto-bomba devem ser alimentados por barramentos distintos;
c) em sondas flutuantes ancoradas, pelo menos, um dos conjuntos moto-bomba deve ser
alimentado pelo gerador de emergência.

8.2.1.2.11 Painéis de controle do BOP

a) painel principal - deve estar localizado próximo ao posto de trabalho do sondador e


dispor no mínimo de:
— controle de operação de todas as funções do BOP;
— indicação luminosa de todas as funções do BOP;
— leitura de pressão nas saídas das reguladoras;
— ajuste das válvulas reguladoras de pressão;
— alarme sonoro e visual que indiquem situação de baixa pressão de ar, baixo nível de
fluido dos reservatórios, baixa pressão dos acumuladores e baixa pressão na
alimentação das válvulas piloto;
— indicação luminosa de partida dos motores elétricos das bombas da unidade
hidráulica;
— totalizador de volume de fluido instalado na unidade hidráulica que informe o volume
consumido na atuação de uma determinada função do BOP;
— monitoramento dos PODs eletrônicos, para sistemas controle principal tipo
multiplexado.
b) painel secundário - deve estar localizado em um dos escritórios de operação na área dos
alojamentos. Em sistemas de controle principal tipo multiplexado deve possuir as
mesmas funções do painel principal. Em sistemas de controle tipo pilotado
hidraulicamente deve possuir, no mínimo, as seguintes funções:
— fechamento e abertura de todos os BOPs gaveta;
— fechamento e abertura dos BOPs anular;
— fechamento e abertura das válvulas das linhas de “kill” e “choke”;
— destravamento do conector hidráulico do LMRP;
— indicação luminosa de todas as funções do BOP;
— alarmes sonoro e visual que indiquem situação de baixa pressão de ar, baixo nível de
fluido dos reservatórios, baixa pressão dos acumuladores e baixa pressão na
alimentação das válvulas piloto;
— indicação luminosa de partida dos motores elétricos das bombas da unidade
hidráulica.

8.2.1.2.12 Suprimento de energia elétrica:

a) os painéis de controle elétrico e componentes associados para acionamento e


monitoração das funções do BOP devem ser alimentados por, no mínimo, 2 fontes de
energia independentes;
b) o suprimento principal de energia deve comutar automaticamente para uma fonte
alternativa quando houver falha no fornecimento principal;
c) a fonte de energia alternativa pode ser um banco de baterias com carregador ou UPS e
deve ser capaz de manter a operação das funções remotas por um período de, no
mínimo, 2 horas;
d) sistemas multiplexados devem dispor de 2 UPSs, sendo que cada UPS deve alimentar
ambos os PODs por ligações independentes.

8.2.1.2.13 Linhas de suprimento hidráulico

Deve dispor de, pelo menos, 2 linhas para suprimento hidráulico para os PODs.

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NOTA Recomenda-se evitar ponto comum de falha, falha esta que poderia afetar as 2 linhas
simultaneamente e comprometer a alimentação hidráulica de ambos os PODs.
[Prática Recomendada]

8.2.1.3 Sistemas de Controle Backup

8.2.1.3.1 “Auto shear”

a) deve ser disponibilizado em sonda de posicionamento dinâmico (DP) para fechamento


da gaveta cega-cisalhante;
b) deve dispor de função arme/desarme;
c) deve dispor de banco de acumuladores independentes do sistema principal de
acionamento, podendo ser compartilhado com os acumuladores do sistema acústico.

NOTA 1 Os acumuladores devem estar posicionados no BOP “stack”.


NOTA 2 Os acumuladores devem ser dimensionados de forma que garanta o corte do tubo de
perfuração mais resistente presente na coluna de perfuração ou de trabalho.
NOTA 3 Deve dispor de monitoramento da pressão dos acumuladores.

8.2.1.3.2 Sistema acústico

a) deve ser disponibilizado em sonda de posicionamento dinâmico (DP);


b) deve dispor de sistema portátil de emissão/recepção de sinais, que permita o
acionamento das funções a partir de uma embarcação de apoio;
c) deve dispor de, no mínimo, 2 sistemas de emissão/recepção de sinais submarinos,
posicionado no BOP “stack”;
d) deve dispor de banco de acumuladores independentes do sistema principal de
acionamento, podendo ser compartilhado com os acumuladores do sistema “auto-shear”;
e) deve acionar, pelo menos, as seguintes funções:
— fechar e travar a gaveta cega-cisalhante;
— destravar o conector do LMRP primário;
— destravar o conector do LMRP secundário;
— demais funções para completa desconexão do LMRP.

8.2.1.3.3 “Hot stab”

Deve ser disponibilizado em sondas flutuantes (posicionamento dinâmico ou ancoradas) e acionar,


pelo menos, as seguintes funções:

— fechar e travar a gaveta cega-cisalhante;


— destravar os conectores do LMRP e da cabeça de poço primário;
— destravar os conectores do LMRP e da cabeça de poço secundário:
— demais funções para completa desconexão do LMRP.

8.2.2 Linhas de “kill” e do “choke”

a) devem prover, pelo menos, 3 acessos ao poço através do(s) corpos do(s) BOP(s)
gaveta;
b) deve ser de diâmetro nominal mínimo de 3”;
c) deve possuir, pelo menos, 2 válvulas gaveta, de acionamento remoto e normalmente
fechadas, para cada interface com o BOP;
d) deve possuir, pelo menos, uma válvula gaveta, de acionamento manual, na interface
com o “choke manifold”;
e) deve possuir protetor antierosão no sentido poço superfície, curva com reforço ou curva
de raio longo nas mudanças de direção;
f) deve permitir circulação nos sentidos de injeção e de retorno do poço;

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g) pelo menos um acesso da linha de “kill” ou do “choke” abaixo de cada gaveta, com
exceção das gavetas super-shear e gaveta invertida de teste; [Prática Recomendada]
h) para sondas com LDA superior a 2 500m o diâmetro mínimo das linhas de “kill” e “choke”
deve ser de 4"; [Prática Recomendada]
i) deve possuir um acesso abaixo do anular mais inferior. [Prática Recomendada]

8.2.3 “Choke manifold”

8.2.3.1 O arranjo deve permitir intercambio funcional entre as linhas de “kill” e do “choke”, nas
operações de injeção, retorno e monitoramento de pressão.

8.2.3.2 Deve possuir, pelo menos, 2 “chokes” ajustáveis de acionamento remoto e 1 “choke” de
acionamento manual.

8.2.3.3 O diâmetro mínimo equivalente de abertura plena dos “chokes” ajustáveis deve ser de 1 1/2”.

8.2.3.4 As linhas de saída do “choke manifold”, a jusante dos “chokes” ajustáveis, devem permitir
fluxo para o separador atmosférico, para o tanque de manobra (trip tank), para a “flowline” e para o
queimador.

NOTA A saída para o separador atmosférico deve ser independente das demais saídas e
possuir protetor antierosão nas curvas de raio curto.

8.2.3.5 Deve possuir leituras de pressão interna da coluna e anular nos locais onde as operações de
controle sejam executadas.

8.2.3.6 Os pontos de leitura de pressão do “choke manifold” devem ser isolados por válvula de
bloqueio.

8.2.3.7 Deve possuir alternativa de interligação com a unidade de cimentação e bombas de lama da
sonda a montante dos “chokes” ajustáveis.

8.2.3.8 As linhas do “choke manifold” devem possuir diâmetro nominal mínimo de 3”.

8.2.3.9 As válvulas de bloqueio devem ser tipo gaveta.

8.2.3.10 Deve haver, no mínimo, 1 válvula gaveta em cada ramal de “choke”, posicionada a
montante de cada “choke” ajustável.

8.2.3.11 Deve haver, no mínimo, 1 válvula gaveta a jusante de cada “choke” ajustável.

8.2.3.12 As válvulas de bloqueio do “choke manifold” devem possuir pressão de trabalho, no mínimo,
igual do BOP gaveta.

NOTA Quando no ramal do “choke” houver a montante do “choke” ajustável 2 válvulas de bloqueio
em série, a válvula de bloqueio do ramal a jusante do “choke” ajustável pode ter pressão de
trabalho menor que a do “choke manifold”, porém, igual ou superior a 50 % da pressão de
trabalho do “choke manifold”.

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8.2.3.13 A montante dos choques ajustáveis deve haver, pelo menos, 2 válvulas de bloqueio em
série nas interligações do “choke manifold” com outros sistemas e atmosfera.

8.2.3.14 Deve possuir um painel de controle de operação dos “chokes” ajustáveis de acionamento
remoto, próximo ao posto de trabalho do sondador, com as seguintes facilidades:

a) leitura de pressão do interior da coluna com resolução de leitura de no máximo 25 psi;


b) leitura de pressão do anular, via linhas de “kill” e “choke” com resolução de leitura de no
máximo 25 psi;
c) indicador de posição do “choke” ajustável;
d) leituras da freqüência de bombeio (SPM) e totalizador de ciclos das bombas de lama;
e) sistema de reserva para o acionamento dos “chokes” , em caso de perda do sistema
principal.

8.3 Equipamentos Auxiliares

8.3.1 Válvulas de Prevenção Interna de Coluna

As válvulas devem ser especificadas para operação com H2S.

NOTA Áreas conhecidas em que não haja historicamente quaisquer problemas de corrosão nas
válvulas devido a presença de H2S, admite-se utilizar válvulas não especificadas para
operação com H2S.[Prática Recomendada]

8.3.1.1 Válvula de Segurança de Coluna

Deve ser tipo esfera de acionamento manual com passagem plena.

a) “inside” BOP;
b) “kill Assembly”;
c) válvulas do “Kelly” ou “Top Drive”.

8.3.2 Equipamentos de Detecção de “Kicks”

8.3.2.1 Medidores de Volume dos Tanques

a) deve permitir o monitoramento, na cabine do sondador, do volume de cada tanque e


volume total dos tanques;
b) deve detectar/alarmar ganho ou perda no tanque ativo de 10 barris ou menor volume;
c) cada tanque deve possuir régua com escala de medição local, de fácil visualização.

8.3.2.2 Medidor de Variação da Vazão de Retorno

Deve detectar/alarmar, na cabine do sondador, variação de 10 % ou menor na vazão de retorno de


fluido.

8.3.3 Tanque de Manobra

a) deve ter precisão para medir variação de volume de 1/2 barril ou menor volume;
b) deve permitir monitoramento remoto na cabine do sondador;
c) deve dispor de escala mecânica como backup com precisão para medir variação de
volume de 1/2 barril, visível pelo sondador;

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d) deve dispor de válvula na linha de ataque (enchimento) do poço, posicionada próxima ao


“diverter”;
e) deve dispor de sensores de gás combustível e gás sulfídrico (H2S).

NOTA Sempre monitorar o volume do “riser” pelo “trip tank” quando o BOP estiver fechado.

8.3.4 Separador Atmosférico

Deve possuir um separador atmosférico vertical ou horizontal, que atendam as seguintes diretrizes:

8.3.4.1 Deve ter capacidade para processar a separação da mistura “líquido-gás livre” efluente de um
poço em “kick”, na máxima vazão de gás estimada na superfície, considerando um volume de gás de
20 barris, na máxima profundidade de perfuração da sonda e com a máxima pressão de poros
esperada para essa profundidade.

8.3.4.2 Dever possuir uma linha de ventilação principal com base conectada na parte superior do
separador e extremidade posicionada acima do bloco de coroamento.

8.3.4.3 Deve possuir selo hidráulico com pressão hidrostática equivalente ou maior que à pressão de
fricção do fluxo de gás, na linha de ventilação principal com a máxima vazão de gás esperada. A
massa especifica do fluido no interior do selo hidráulico (tubo em “U”) deve ser considerada igual a
5,7 lb/gal.

8.3.4.4 Deve possuir uma linha de ventilação secundária independente com diâmetro mínimo de 2”
com a base conectada na parte superior do selo hidráulico (tubo em “U”), de modo a se prevenir o
efeito sifão e conseqüente perda do selo hidráulico. A extremidade superior dessa linha deve
estender-se 3 m acima do topo do separador.

8.3.4.5 Deve possuir sensor de pressão instalado na parte superior do separador e outro na base do
selo hidráulico, para monitoramento na cabine do sondador da integridade do selo hidráulico e
possível obstrução do tubo em “U” por cascalhos. Deve possuir também alarme sonoro e visual
indicador da integridade do selo hidráulico.

8.3.5 Desgaseificador

8.3.5.1 Deve possuir capacidade de processo de, pelo menos, 1 000 GPM.

8.3.5.2 A linha de saída de gás deve ser independente, com extremidade posicionada em local
seguro, que seja ventilado e afastado dos postos de trabalho.

8.3.5.3 Os tanques de sucção e descarga devem possuir interligação pela parte superior.

8.3.5.4 A saída do tanque de descarga deve ser instalada na parte inferior do tanque.

9 Teste dos ESCPS

9.1 O sistema deve ser testado conforme Tabela 1 abaixo:

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Tabela 1 - Teste de ESCPS

Após a descida do

Antes de teste de

A cada 21 dias
Na instalação

revestimento

Quinzenal

Semestral
formação

Semanal

Mensal

Anual
Testes

Unidade de acionamento
— Pré carga dos acumuladores de superfície X
“Choke manifold”
— Vedação X X X
Manifold do ‘bengala (”stand pipe
manifold”)
— Vedação X X X
Linhas de “kill” e “choke’
— Vedação X X X X X
Válvulas submarinas
— Teste hidráulico das câmaras X
— Vedação X X X X X
Painel de controle - “choke hidráulico”
— Funcionamento X X X X X
Preventores de gaveta
— Teste hidráulico das câmaras X
— Vedação X X X X X
Preventor anular
— Teste hidráulico das câmaras X
— Vedação X X X X
Válvulas de prevenção interna de coluna
— Vedação X X X
Sistema de controle principal
— Funcionamento X X X X X
Sistema acústico
— Funcionamento com teste de pressão da
gaveta cega-cisalhante X X
— Funcionamento sem teste de pressão X
Sistema de baterias e UPS
— Capacidade de carga X
Diverter
— Funcionamento X X X
Sistema de detecção de kick
— Funcionamento x X X
Desgaseificador à vácuo ou centrífugo
- Funcionamento x X X

9.2 Os elementos de vedação do poço devem ser testados em baixa e em alta pressão.

NOTA 1 O teste de baixa pressão não deve exceder 300 psi.


NOTA 2 O teste de alta pressão deve ser pelo menos com a máxima pressão especificada no
projeto do poço.

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9.3 Testes realizados utilizando a ferramenta de teste do BOP devem ter tempo de observação de no
mínimo 5 minutos enquanto que aqueles realizados contra o revestimento devem ter tempo de
observação de no mínimo 10 minutos.

9.4 Após troca, manutenção ou reinstalação de quaisquer componentes do sistema, tais


componentes devem ser testados.

9.5 O período máximo de 21 dias entre testes pode ser flexibilizado em situações específicas onde o
teste de pressão do BOP acarrete riscos às operações em andamento no poço. A decisão de
flexibilizar o teste deve ser respaldada por avaliação dos potenciais de perigo/risco e autorizada pelo
órgão responsável pelo poço.

9.6 No teste de superfície em BOP “stack” submarino, além dos testes de vedação, devem ser
testados os seguintes equipamentos:

a) sistema acústico;
b) sistema “hot stab”;
c) sistema “auto-shear”;
d) painéis de acionamento remoto, incluindo todos os modos de EDS.

9.7 Todos equipamentos devem ser testados após reparo em oficina e no recebimento da unidade
em sua pressão nominal.

9.8 No recebimento de sondas DP (posicionamento dinâmico) devem ser realizados os testes citados
em 9.8.1 a 9.8.3.

9.8.1 Seqüência de desconexão de emergência EDS, simultaneamente com a função de


cisalhamento da gaveta cega-cisalhante contra um tubo de perfuração com o BOP na superfície,
seguida de teste de vedação.

9.8.2 Capacidade de cisalhamento da gaveta cega-cisalhante e/ou super cisalhante contra


revestimento, com o BOP na superfície, seguida de teste de vedação.

9.8.3 Seqüência de desconexão de emergência EDS, simulando os modos de EDS com o BOP no
fundo, testando uma desconexão com separação do LMRP, bem como o fechamento e vedação da
gaveta cega-cisalhante, não necessariamente, com o corte de tubo de perfuração.

9.9 No teste de instalação dos sistemas BOP, além dos equipamentos principais, devem ser testados
os seguintes equipamentos auxiliares: válvulas de prevenção interna, desgaseificador, sistemas de
detecção de “kick” da sonda e unidade “mud logging”, sistema de travamento das gavetas e painéis
de acionamento remoto do BOP.

9.10 Em sondas com BOP de superfície, deve ser efetuado teste do BOP antes da descida da coluna
de revestimento ou “liner”, após a substituição da gaveta superior por outra gaveta compatível com o
tubo de revestimento a ser descido.

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10 Treinamento e Certificação em Controle de Poço

10.1 Todos os empregados da PETROBRAS e de suas contratadas, envolvidos diretamente em


operações terrestres ou marítimas de perfuração, completação, avaliação ou manutenção em poços
devem estar treinados e certificados em controle de poço, conforme as funções especificadas nos
10.7, 10.8 e 10.9 desta Norma.

10.2 A responsabilidade pelo cumprimento do 10.1 deve ser da gerência imediata do empregado da
PETROBRAS. No caso de pessoal contratado esta responsabilidade deve ser do gestor do contrato.

10.3 O órgão corporativo de treinamento da empresa é responsável por coordenar e executar o


programa de treinamento e certificação em controle de poço da PETROBRAS e emitir certificados de
controle de poço aos profissionais habilitados.

10.4 O programa de treinamento e certificação em controle de poço da PETROBRAS tem como base
o sistema “WellCAP” da IADC.

10.5 O programa de treinamento e certificação da PETROBRAS deve ser conduzido em 3 níveis:


introdutório, fundamental e supervisão. Para cada nível, o treinamento e a certificação devem ser
conduzidos considerando:

a) 2 opções de BOP:
— superfície;
— submarino;
b) 2 modalidades de atividades operacionais:
— perfuração;
— completação e manutenção (“workover”).

10.6 O profissional certificado na opção BOP submarino está também habilitado para operações em
sondas com BOP de superfície. O profissional certificado na opção BOP de superfície só está
habilitado em controle de poço nas operações em sondas com este tipo de BOP.

10.7 A certificação no nível introdutório é obrigatória para os profissionais, próprios e contratados,


que exerçam as funções de plataformista e torrista em operações de perfuração ou completação ou
manutenção ("workover"). A mesma exigência também se aplica aos seguintes profissionais de
serviços de poço: operadores de perfilagem e operadores de Measurement While Drilling (MWD) ou
Logging While Drilling (LWD).

10.7.1 Essa certificação pode ser aplicada aos gerentes e supervisores das plataformas de produção
e transferência de óleo e gás, a critério da gerência da Unidade Marítima. [Prática recomendada]

10.7.2 A validade da certificação em nível introdutório é de 5 anos a contar da data de aprovação no


curso.

10.8 A certificação no nível fundamental é obrigatória para os profissionais, próprios e contratados,


que exerçam as funções de assistente de sondador, sondador e técnico químico de petróleo em
operações de perfuração ou em operações de completação ou manutenção ("workover"). A mesma
exigência também se aplica aos seguintes profissionais de serviços de poço: operador de unidade
“mudlogging”, operadores de cimentação e de bombeio, operador de arame, supervisor de flexitubo e
operador de direcional. A validade da certificação em nível fundamental é de 2 anos a contar da data
de aprovação no curso.

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10.9 A certificação no nível supervisão é obrigatória para os profissionais, próprios e contratados,


que exerçam as funções de fiscalização, supervisão ou coordenação, químico de petróleo e Offshore
Installation Manager (OIM) atuando nas atividades de perfuração ou completação em sondas de
perfuração ou de completação ou de manutenção ("workover"). A validade da certificação em nível
supervisão é de 2 anos a contar da data de aprovação no curso.

10.10 Os profissionais reprovados nos cursos citados em 10.7 a 10.9 devem refazer os cursos até
obterem a aprovação.

10.11 Os conteúdos programáticos e requisitos mínimos para aprovação nos cursos citados em 10.7
a 10.9 são equivalentes ao programa “WellCAP” do IADC.

10.12 O certificado em controle de poço nas modalidades perfuração e completação e manutenção


(“workover”)para o profissional da PETROBRAS deve ser emitido exclusivamente pela PETROBRAS.
Para profissionais de empresas contratadas somente são aceitas as certificações “WellCAP” ou
IWCF. Cópias dos certificados devem ser mantidas nas sondas.

11 Exercício Simulado de “Kick”/”Blowout”

11.1 A cada período de 14 dias de embarque, a equipe deve realizar pelo menos um exercício
simulado de detecção de “kick” e fechamento de poço nas operações de perfuração ou de manobra.

11.2 Devem ser registradas no boletim diário de operação do poço as seguintes informações: equipe
que realizou o exercício, operação na qual foi realizado, o tempo de detecção de “kick” e o tempo de
fechamento do poço.

11.3 Deve ser reportada no boletim diário de operação do poço a data do último exercício simulado
de “kick”/”blowout”.

11.4 É responsabilidade da gerência que coordena as operações de poço o cumprimento


de 11.1 a 11.3.

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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisada

IR 1/1
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GRUPO DE TRABALHO - GT-37-04

Membros

Nome Lotação Telefone Chave


Otto L. Alcântara Santos
RH/UP/ECTEP 822-5260 SD94
(Coordenador)
Alfonso Humberto Celia Silva E&P-SERV/US-PO/SGP 836-3567 WM2L
Carlos Francisco Sales de
UN-RNCE/ENGP/EP 834-3467 HN09
Souza
Cláudio Gilberto Guedes
E&P-NNE/ST/SOND/OS-RNCE 837-2060 WN42
Paim
Fabio Luis Rapozo E&P-SERV/US-SS/SC/OP-SOND-II 863-3494 CTTZ
Heitor Rodrigues de Paula
E&P-ENGP/EP/PERF 704-2671 BE10
Lima
José Roberto dos Santos E&P-SERV/US-SS/OMS/SEOS 863-4786 PM9S
Marcos Jose Ferras da Motta E&P-SERV/US-SS/OMS/SEOS 873-4787 PMAV
Roberto Ramirez de Almeida E&P-SERV/US-SAE/SOPC/SCS 821-3048 WSBH
Thiago Porto Alegre Diniz E&P-SERV/US-PO/SGP 863-3572 YRZD
Secretário Técnico
Flavio Miceli ENGENHARIA/AG/NORTEC-GC 819-3078 ERQE