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ESTUDO COMPARATIVO DAS ALTERAÇÕES DA NORMA NBR

5419, AVALIAÇÃO E ESTUDO DE GERENCIAMENTO DE RISCO

Wuallyson Wuilton Bortolato1 (Engenheiro Eletricista autônomo);


bortolato.wuallyson@gmail.com

Osni Vicente2 (Prof. Me. No Departamento de Engenharia Elétrica - DEEL na Universidade


Estadual de Londrina - UEL); osni@uel.br

Resumo: Este trabalho é fundamentado na atual norma nacional de proteção contra


descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419:2015). O estudo analisa as mudanças ocorridas
desde sua publicação anterior (2005), ilustrada por uma cálculo prático de campo numa
Instituição Pública de Londrina, verificando se as edificações possuem um sistema de
proteção adequado contra descargas atmosféricas (SPDA). Dentre as mudanças na nova
norma, as que mais provocaram impactos na definição de um SPDA são as que se referem
à determinação dos riscos de um evento perigoso (descarga atmosférica), o qual novos
parâmetros são considerados. A fim de abordar e realizar uma análise prática e menos
dispendiosa do cálculo desses parâmetros, foi elaborada uma planilha experimental em
Excel, permitindo realizar tal análise de acordo com a nova norma e verificar se a estrutura
está efetivamente protegida contra os danos de uma possível descarga atmosférica e se os
riscos de perdas estarão minimizados.

Palavras-chave: Descarga atmosférica. Proteção. Risco. SPDA.

COMPARATIVE STUDY OF CHANGES IN THE NBR STANDARD


5419, EVALUATION AND RISK MANAGEMENT STUDY

Abstract: This work is based on the current national standard for protection against
atmospheric discharges (ABNT NBR 5419: 2015). The study analyzes the changes that
occurred since its previous publication (2005), illustrated by a practical field calculation in a
Public Institution of Londrina, verifying if the buildings have an adequate protection against
atmospheric discharges (ADPS). Among the changes in the new standard, the ones that
most impacted the definition of an ADPS are those that refer to the determination of the risks

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of a dangerous event (atmospheric discharge), which new parameters are considered. In
order to approach and perform a practical and less expensive analysis of the calculation of
these parameters, an Excel spreadsheet was developed, allowing to perform such an
analysis according to the new standard and to verify if the structure is effectively protected
against damage from a possible discharge and if the risk of loss will be minimized.

Keywords: Lightning. Protection. Risk. LPS.

1. INTRODUÇÃO

As consequências das descargas atmosféricas são severamente destrutivas e podem


causar incêndios, destruição parcial ou total de estruturas, interrupção do fornecimento de
energia, podendo causar danos aos sistemas de comunicação e ferir pessoas, levando-as
até mesmo ao óbito.
Como forma de mitigar os danos provocados pelos raios, no Brasil podem ser citadas
as normas técnicas NBR 5410:2004 e NBR 5419:2015, que tratam sobre instalações
elétricas de baixa tensão e proteção contra descargas atmosféricas, respectivamente. A
última, objeto deste trabalho, estabelece diversos critérios para o desenvolvimento de um
projeto de SPDA e faz a exigência de novos parâmetros que devem ser considerados e
calculados no procedimento de avaliação do sistema de proteção.
Assim, o trabalho desenvolvido por Bortolato (2016) pretende-se avaliar e comparar
as normas sobre proteção contra descargas atmosféricas, NBR 5419 (2005 e 2015), e
apresentar uma análise de casos verificando a situação e conformidade do SPDA de
algumas estruturas de uma Instituição Pública (de acordo com a norma vigente de quando
foram instalados). Para que seja proporcionado um melhor entendimento e análise dos
parâmetros que compõem a análise do gerenciamento de risco, segundo a Parte 2 da NBR
5419:2015, foi desenvolvido uma planilha experimental, a partir do software Microsoft Excel,
para que possam ser analisadas as características da estrutura com o intuito de determinar
se os parâmetros obtidos encontram-se abaixo dos valores toleráveis estipulados em norma.
No caso de não estarem abaixo do valor tolerável, a estrutura necessitará de um SPDA e/ou
deverão ser tomadas providências interventivas que garantam um nível abaixo do tolerável
para estes valores.

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2. REFERENCIAL TEÓRICO

Uma descarga atmosférica pode atingir valores expressivos de tensão entre a nuvem e o
solo, nuvem e o ponto atingido, proporcionando que haja o fluxo de uma corrente impulsiva
de alta intensidade e curta duração. Segundo Lima (2009), esta tensão dependerá,
principalmente, da intensidade de corrente do raio e da impedância existente entre o
percurso da descarga.

Figura 1 – Países com o maior incidênca de descargas atmosféricas.

Fonte: INPE (2016)

No Brasil, cerca 50 milhões de descargas atingem anualmente seu território (Figura


1). De acordo com Silva (2014), entre os anos 2000 e 2012, foram registradas 1.601 mortes
causadas por descargas atmosféricas. Como tais descargas possuem um corrente elétrica
de curta duração e sua intensidade varia de forma muito rápida, estes fenômenos são
importantes causadores de distúrbios eletromagnéticos capazes de gerar danos e
interferências em sistemas elétricos e eletrônicos e, ainda, induzir altas tensões em regiões
metálicas ocasionando danos estruturais e colocando em risco seres vivos (Bortolato, 2016,
p. 8). Na Tabela 1 são apresentados parâmetros e seus valores que podem ser obtidos em
uma descarga atmosférica.

Tabela 1 – Características das descargas atmosféricas.

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Parâmetros Valores Unidade
Corrente 2000 a 200000 A

Tensão 100 a 1000000 kV

Duração 70 a 200 µs

Carga elétrica da nuvem 20 a 50 C

Potência liberada 1000 a 8000 milhões kW

Energia 4 a 10 kWh

Tempo de crista 1,2 µs

Tempo de meia cauda 50 µs


Fonte: Kindermann (2002).

As descargas atmosféricas podem ser divididas conforme dois tipos distintos de


efeitos: descargas diretas e descargas indiretas.
As descargas diretas ocorrem quando o canal principal ou um dos seus ramos
incidem diretamente sobre o objeto (ponto de impacto). São as descargas que ocasionam os
efeitos mais severos de danos.
A ocorrência deste tipo de descarga pode gerar incêndios, destruição de estruturas e
sistemas elétricos e mortes. Uma descarga direta sobre uma edificação, por exemplo,
poderá ocasionar a destruição de paredes, fundir materiais metálicos, danificar e/ou destruir
antenas e cabos de comunicações, entre outros (VISACRO, 2005).
Já as descargas indiretas, essas possuem seus efeitos causados distantes do ponto
de impacto. Campos eletromagnéticos são produzidos em torno do canal ionizante principal
(Figura 2) e no solo, radialmente a partir do ponto de impacto, linhas de corrente se
propagam colocando os seres vivos em risco as tensões de passo, tensões induzidas em
condutores e interferências eletromagnéticas (EMI - ElectroMagnetic Interference).
Segundo Burato (2011), as tensões induzidas em corpos próximos ao ponto de
incidência da descarga constituem a principal fonte de danos nas linhas de distribuição de
energia e em circuitos de baixa tensão e redes de telecomunicações. E, ainda, a
interferência eletromagnética resulta na corrupção de dados transmitidos em sistemas de
comunicação través de meios elétricos.

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Figura 2 – Onda eletromagnética irradiada pela corrente de retorno.

Fonte: Visacro (2005)

Para a proteção contra os efeitos destrutivos das descargas atmosféricas utiliza-se a


norma NBR 5419:2015 (ABNT, 2015), que trata sobre a proteção contra descargas
atmosféricas, provendo proteção para a estrutura, sistemas elétricos e eletrônicos e à seres
vivos. Descreve métodos a serem empregados à estrutura que mitiguem as consequências
de uma eventual descarga atmosférica.
A atual norma entra em vigor após dez anos de sua última versão publicada, NBR
5419:2005, e conta com grandes mudanças em seu escopo principalmente à respeito da
análise do risco à estrutura que estabelecerá a necessidade ou não de se implantar um
SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) à estrutura e, de acordo com
Moreira (2014), “A maior parte do texto da nova norma sobre proteção contra descargas
atmosféricas foi fiel ao texto da IEC 62305/2010, especialmente as partes 1 e 4“.

3. DESCRIÇÃO DO MÉTODO

Este trabalho consistiu em aprofundar no estudo das normas técnicas NBR 5419 em suas
duas versões a fim de que fossem destacados as principais alterações compreendidas nos
textos, além de agregar ao estudo pesquisas em artigos e revistas que abordem sobre o
tema.
Visto que a atual NBR 5419 possui uma análise mais aprofundada sobre a
necessidade de instalação ou não um SPDA à estrutura (denominada gerenciamento de
risco), foi desenvolvido uma planilha em Excel baseada nos parâmetros de características
da estrutura (NBR 5419-2, 2015) para a análise de dois casos reais.

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Tal planilha é composta por cinco abas, sendo quatro referentes aos parâmetros de
entrada que compreendem os dados da estrutura, dados da rede de energia, dados da rede
de telefonia/sinal e dados que definem as zonas de proteção (uma interna e outra externa à
estrutura). A última aba é referente ao resultado da análise dos cálculos processados nas
abas antecessoras, indicando se o risco determinado está abaixo ao risco tolerável ou não.
Caso não esteja, é indicado que um sistema de proteção e/ou medidas de proteção
adicionais devam ser adotadas à fim de garantir a proteção necessária (Bortolato, 2016).
Após a análise dos textos normativos, embasado no que compreende a análise da
atual norma e no que foi atualizado da norma de 2005, realizou-se um estudo de campo em
algumas estruturas na Universidade Estadual de Londrina onde foi verificado, por meio de
uma planilha para inspeção (visual) do sistema de proteção destas estruturas, verificando:
integridade, fixação, cabeamento, hastes, subsistemas de captação, descida e aterramento.
Essa análise tem o objetivo de identificar a situação do SPDA instalado, em conformidade
ou não com a NBR 5419:2005, e apresentar medidas que devem ser tomadas para que haja
a atualização do projeto de acordo com a NBR 5419:2015.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A atual norma está organizada em quatro partes, sendo: Parte 1 – Princípios Gerais; Parte 2
– Gerenciamento de Risco; Parte 3 – Danos Físicos às Estruturas e Perigo à Vida; e Parte 4
– Proteção de Sistemas Elétricos e Eletrônicos.
A Parte 1 trata sobre características das descargas atmosféricas, apresentando
parâmetros e valores de intensidade de corrente, energia e tempo de duração da descarga,
por exemplo, muito mais detalhado comparado com a norma de 2005. Tsid parâmetros são
considerados para o detalhamento das medidas de proteção contra surto (MPS) e
determinação dos níveis de proteção do SPDA.
A Parte 3 possui maior correspondência com a antiga norma e que mais conta com
alterações (Moreira, 2014). Nesta parte são detlhados os procedimentos para a instaação de
um SPDA, sobre os materiais apropriados e suas seções que podem ser utilizados aos
subsistemas de captação, descida e aterramento; estabelece distâcias máximas entre
condutores de descida e disposição das malhas. Sobre os métodos de proteção, o modelo
Faraday sofreu uma redução entre o comprimento da malha para cada nível de proteção,
passando a ter um formato “quadrado”. Um comparativo é ilustrado na Tabela 2.

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Tabela 2 –Comparativo da largura máxima da malha de proteção e raio da esfera rolante de acordo
com a classe do SPDA.
Métodos de Proteção
Eletrogeométrico Faraday
Classe do Raio da esfera Largura máxima Comprimento Máximo afastamento dos
a b c
SPDA rolante – R (m) da malha (m) da malha (m) condutores da malha (m)

I 20 5 ≤10 5x5

II 30 10 ≤20 10x10

III 45 10 ≤20 15x15

IV 60 20 ≤40 20x20
a
Não mudou após atualização
b
Conforme ABNT NBR 5419:2005 – Tabela 1
c
Conforme ABNT NBR 5419-3:2015 – Tabela 2
Fonte: Bortolato (2016, p. 16, Tabela 3)

À respeito da cotinuidade elétrica das armaduras para a utilização delas como


componentes naturais de descida do SPDA, o procedimento para o ensaio deverá ser
realizado em duas etapas: uma primeira verificação da continuidade elétrica deverá ser
realizada entre os extremos e deverá ser obtida uma resistência elétrica inferior à 0,2 Ω e,
após o sistema de captação ser instalado, uma nova medição deverá apresentar um valor
de no máximo 1 Ω.
Sobre a Parte 4, destaca-se que no texto normativo de 2005 não havia uma
abordagem aprofundada neste campo. Tal parte é voltada para a proteção dos sistemas
elétricos e eletrônicos contra os efeitos dos impulsos eletromagnéticos da descarga
atmosférica (LEMP – Lightning ElectroMagnetic Impulse). Como forma de minimizar os
danos causados por estes eventos, deverão prover à rede elétrica DPS’s (Dispositivos de
Proteção contra Surtos), blindagens de linhas e espaciais e equipotencializações por meio
dos barramentos de equipotencialização (Santos, 2015).
A Parte 2 conta com uma complexa e profunda análise dos parâmetros necessários
para a determinação dos riscos em uma estrutuda. Considera-se quatro fonte de danos de
acordo com o local de incidência da descarga: na estrutura, perto da estrutura, na linha
(energia ou sinal) e perto da linha. Define-se quatro tipos de perdas, sendo: risco perda de
vida humana, risco perda de serviço ao público, risco perda de patrimônio cultural e risco

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perda de valores econômicos. Cada tipo de perda pode ser calculada mediante a análise e
soma de suas componenetes de risco que são avaliadas conforme uma expressão geral
(Bortolato, 2016, p. 13):

RX = NX · PX · LX

onde:

NX: é o número de eventos perigosos por ano;


PX: é a probabilidade de danos à estrutura;
LX: é a perda consequênte.

Para a análise destas componentes de risco a atual norma expõe uma série de
tabelas nos anexos A, B e C (ABNT, 2015, Parte 2) com os parâmetros pertinentes a serem
utilizados para a determinação de cada Risco, podendo ser analizada as caracteristicas
físicas da estrutura, o nível de proteção do sistema instalado ou não e as medidas de
proteção adotadas ou a serem adotadas que reduzam o risco (obtido para cada um dos
tipos de perdas que forem avaliados) para ser inferior ou igual ao tolerável.
E, ainda, a estrutura em análise pode ser segregada em zonas para uma avaliação
mais detalhada e precisa. Essas zonas podem ser classificadas pelo tipo de solo ou piso e
por regiões que possuem blindagens especiais ou compartimentos à prova de fogo, por
exemplo.
Por ser uma análise complexa e detalhista, a utilização de ferramentas
computacionais tornam-se meios facilitadores para a execução de um projeto, determinação
e quantificação dos valores destas componentes. À partir da planilha desenvolvida,
mostrada na Figura 3, e sua aplicação nos casos propostos, foi possível obter a real
situação sobre os riscos aos quais estas estruturas estão mais vulneráveis.
Conforme apresentado por Bortolato (2016, p. 59), a primeira situação avaliada
consiste em uma casa de campo, sem proteção contra descargas atmosféricas, desprovida
de qualquer medida de proteção. Na avaliação geral do risco, o risto de perda de vida
humana obtido foi de R1 = 53935,361 · 10-5 /ano, e os demais riscos não foram
considerados. Tal risco está muito acima do risco tolerável admitido na norma, RT ≤ 1,0 · 10-5
/ano. Ao prover a esta estrutura medidas de proteção e um sistema de proteção e,

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realizando uma nova análise considerando estas medidas, o risco e perda de vida humana
começa a ter seu valor reduzido.
Para a segunda situação avaliada (Bortolato, 2016, p. 61), um edifício de três
pavimentos e dotado de um sistema de proteção e algumas medidas de proteção como
exigência da norma NBR 5919:2005, avaliou-se conforme o atual texto normativo e obteve
um risco de perda de vida humana R1 = 53,849 · 10-5 /ano, relativamente alto porém com
algumas medidas interventivas é possível reduzir este risco e prover a esta estrutura uma
proteção contra as descargas atmosféricas mais eficiente.

Figura 3 – Planilha desenvolvida no software Excel

Fonte: Bortolato (2016, p. 70)

Através da análise dos sistemas de proteção instalados em determinadas estruturas


da Instituição Pública de Londrina, pôde-se constatar que muitas carecem de SPDA (Figura
4), deixando-as expostas aos riscos iminentes caso sejam alvos de uma descarga direta na
estrutura e/ou uma descarga indireta. As edificações que possuem um SPDA instalado
contam com um sistema ineficiente, seja por falta de captores, ausência de condutores, má

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conexão dos isoladores ou fixadores dos condutores de descida e, até mesmo, rompimento
de cabos.
Medidas corretivas devem ser tomadas tanto para prover a proteção as estruturas
que ainda não possuem SPDA como para àquelas que necessitam de uma manutenção
preventiva e atualização do projeto para que esse esteja em conformidade com as
exigências da NBR 5419:2015.

Figura 4 – Detalhes do SPDA instalado em estruturas nas dependências da Instituição Pública

Fonte: Bortolato (2016, p.47; 51)

5. CONCLUSÕES/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente texto normativo trata de forma abrangente e traz um conceito mais amplo de
Proteção Contra Descargas Atmosféricas (PDA), onde o SPDA não é mais o único objeto de
estudo. Novos conceitos e parâmetros são adotados de forma a permitirem um projeto mais
robusto às consequências das descargas atmosféricas, necessitando que o profissional
demande mais tempo para a realização e estudo dos parâmetros e resultados por ele
obtido.
De fato, esta é a norma brasileira mais importante e utilizada no âmbito de proteção
contra os efeitos diretos e indiretos das descargas atmosféricas, especificando os requisitos
mínimos para esta proteção e passa a realizar uma análise como um fator de risco de danos
às estruturas e edificações para a segurança das pessoas que as ocupam e danos às
instalações elétricas e equipamentos eletrônicos.
Na análise do gerenciamento de risco, as soluções técnicas de proteção a serem
adotadas admitem uma margem de interpretação subjetiva, à escolha do projetista,

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definindo as medidas de proteção que melhor serão aplicadas à estrutura e que minimizem
os efeitos de danos decorrentes das descargas atmosféricas. Dessa forma, ainda que se
apliquem rigorosamente tais medidas, o risco calculado ainda pode encontrar-se acima do
risco admissível. Ocorrendo tal situação, o profissional habilitado responsável pelo projeto
deverá justificar tecnicamente no projeto que as medidas necessárias foram adotadas e que
o risco de perda ainda encontra-e superior ao parâmetro tolerável.
Nos edifícios existentes na Instituição Pública analisada é necessário que haja a
integração dos SPDA’s de cada estrutura, concatenando as medidas de proteção descritas
na Parte 4 da atual norma, para que os efeitos destrutivos que podem ocorrer por uma
descarga atmosférica sejam minimizados.

REFERÊNCIAS

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5419:2015 - Proteção contra descargas


atmosféricas – Partes 1, 2, 3 e 4. 2015.

BORTOLATO, Wuallyson Wuilton. Estudo comparativo das alterações da norma nbr


5419, avaliação e estudo de gerenciamento de risco. 2016. 90 p. Trabalho de Conclusão
de Curso (TCC) – Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR, 2017.

BURATTO, F. S. Sistemas de proteção contra descargas atmosféricas utilizando


componentes naturais da edificação. 2011.

INPE. ELAT - Grupo de Eletricidade Atmosférica. 2016. Acessado em 15/08/2016.


Disponível
em: http://www.inpe.br/webelat/homepage/.

KINDERMANN, G. Descarga Atmosférica. 3. ed. Florianópolis: Edição do Autor, 2002.

LIMA, S. Q. de. Aterramento de antenas de tv em edificações residenciais. 2009.

MOREIRA, B. Nova norma para SPDA sai em 2015. O Setor Elétrico, Edição 104, p. 1–5,
2014.

SANTOS, S. R. Proteção dos sistemas eletroeletrônicos. O Setor Elétrico, Edição 111, p.


2015–2017, 2015.

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SILVA, A. H. Avaliação da exposição à descargas atmosféricas de uma torre de
destilação de uma refinaria de petróleo utilizando elementos finitos. 2014.

VISACRO, S. Aterramentos Elétricos. São Paulo: Editora Artliber, 2005.

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