Vous êtes sur la page 1sur 52

1- Introdução

A presente revisão do CBC não pretende alterar sua concepção ou estrutura. A essência de nossa matriz curricular continua sendo os Conteúdos Básicos
Comuns, elaborados no início dos anos 2000. A versão, ora construída, Currículo Básico Comum, conta com o esforço coletivo de inúmeros colegas
professores, analistas, técnicos da SEE/MG e SRE, especialistas e acadêmicos que participaram de perto de sua construção.

Como professores que somos, sabemos que o tempo traz mudanças e uma proposta curricular, documento vivo, deve se adequar, renovar-se, mesmo que
guardando o essencial de sua proposta e objetivo. É a ideia de rupturas e permanências tão cara a nós, professores de História. O presente instrumento, que
a partir desta reformulação, passa a se denominar Currículo Básico Comum, é fruto das ideias que temos ouvido em inúmeras visitas às escolas e das
capacitações que temos realizado que nos permitiram o contato com professores por esse imenso e diverso Estado.

Optamos por não suprimir nenhuma habilidade do CBC original. Incluímos alguns tópicos e habilidades que julgamos atender às principais demandas dos
professores em exercício. Quanto aos tópicos incluídos, optamos por indicá-los como conteúdos complementares com numeração em romano. A exceção é
o tópico 1, sobre o que chamamos “Introdução aos Estudos Históricos”, que traz conceitos fundamentais para a nossa ciência. Uma ressalva se faz
importante: explicitamos esse conteúdo no início do trabalho com o 6º ano, com a preocupação de familiarizar os alunos com esses termos (fontes, sujeitos,
fatos, tempo), no entanto, tais conceitos e ideias estão presentes em todos os tópicos ao longo do CBC e é fundamental que o professor, ao trabalhar os
demais conteúdos de nossa disciplina, chame a atenção de nossos alunos para esses elementos (fonte, sujeito, tempo, fatos) e como os mesmos estão
presentes nos conteúdos estudados.

Foram incluídos os campos Orientações Pedagógicas, Conteúdo, Gradação e Ciclos: tais complementos procuram não alterar a proposta original, apenas
ser um instrumento que facilite o trabalho do professor, contribuindo para a aplicação do currículo e, consequentemente, aperfeiçoando o processo de
ensino e aprendizagem.

O campo “orientações pedagógicas” traz sugestões para o professor planejar em favor de desenvolvimento das habilidades referentes aos tópicos de
conteúdo. Serviram de base para a elaboração desse campo o CRV/Orientações Pedagógicas (disponível em http://CRV.educacao.mg.gov.br), a primeira
proposta do CBC (2004/2005), as experiências de sala de aula de analistas e professores e outras fontes. Essas sugestões não pretendem, de forma
alguma, esgotar as diversas possibilidades para o desenvolvimento das habilidades propostas. São apenas indicativos de possibilidades. O professor deverá
enriquecer o trabalho pedagógico a partir de sua experiência, de seu conhecimento e de sua sensibilidade, de acordo com a necessidade do aluno e a
realidade de cada escola.

7
Ressalta-se que, nessas orientações pedagógicas, além de nossa grande preocupação com o ensino da História e das habilidades a ela relacionadas,
tivemos o cuidado de incentivar a capacidade leitora e escritora de nossos alunos. Portanto há a indicação frequente do uso do próprio livro didático e de
textos de diversos gêneros e outros recursos, objetivando possibilitar o crescimento de nossos alunos como bons leitores e escritores.

O campo “conteúdo” tem como objetivo relacionar as habilidades dos CBC com os conteúdos de História, em sua forma tradicional, uma vez que só se
desenvolvem habilidades por meio do trabalho com os conteúdos a elas relacionados. Assim, como nas Orientações Pedagógicas, não tivemos a
preocupação de listar todos os conteúdos implícitos nas habilidades, mas indicar possibilidades, facilitando o trabalho do professor.

Destacamos que, por diversas vezes, sugerimos o trabalho interdisciplinar. Acreditamos que o trabalho conjunto seja uma metodologia significativa para
potencializar o processo de ensino e aprendizagem. Muitos de nossos conteúdos e habilidades guardam interfaces com os demais componentes curriculares
e a construção do trabalho conjunto deve ser uma preocupação permanente de todo o corpo docente da escola. Também destacamos a possibilidade de se
incluir o trabalho com a História das Áfricas em todos os anos de escolaridade. Consideramos melhor utilizar o termo “Áfricas”, para evidenciar a diversidade
cultural, étnica, econômica, política e geográfica do continente africano. Nossa preocupação é evitar o equívoco de se enxergar a África como uma realidade
única e simplista.

Finalmente, ao incluirmos a Gradação Introduzir, Aprofundar e Consolidar — I, A, C - para o desenvolvimento das habilidades, ao longo dos anos de
escolaridade, distribuída para cada habilidade/conteúdo, em seu respectivo ano/ciclo de escolaridade, reafirmamos o que já tem sido prática cotidiana dos
nossos colegas professores de anos iniciais. Ao iniciar uma habilidade/conteúdo, introduzir uma habilidade através de novo conhecimento, o professor deve
mobilizar conhecimentos prévios, contextualizando, despertando a atenção e o apreço do aluno para a temática. Em momento seguinte de aprendizagem,
faz-se necessário aprofundar essa habilidade, num trabalho sistematizado, relacionando essas aprendizagens ao contexto e a outros temas próximos.
Finalmente, consolidar aquela aprendizagem, também com atividades sistematizadas, significa torná-la um saber significativo para o aluno, com o qual ele
possa contar para desenvolver outras habilidades, ao longo de seu processo educacional. Essas definições, já comuns nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, a partir das orientações contidas nos Cadernos de Alfabetização da SEE-MG/CEALE e confirmadas na proposta pedagógica do PACTO —
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que são referências, portanto, para o trabalho de alfabetizadores, nós as adaptamos para o ensino nos
anos finais do Ensino Fundamental.

8
Guardadas as particularidades do ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental, o importante é que o professor permanentemente, ao longo do
processo de ensino e aprendizagem, possibilite a seus alunos desenvolver as habilidades, avalie como se deu o processo e faça as retomadas e as
intervenções pedagógicas necessárias, para que todos possam avançar numa trajetória escolar de aprendizagem.

2- O sentido para o estudo da Disciplina

No atual contexto político, social e educacional é atribuído ao ensino da História o papel de formar o cidadão que, dentre outras características, seja capaz
de compreender a história do País e do mundo como um conjunto de múltiplas memórias e de experiências humanas.

Conforme as orientações contidas nos CBC iniciais (2008), os currículos em geral, e o de História, em particular, têm por foco a construção de uma nova
concepção de cidadania. Este documento propõe rupturas com uma história centrada na formação de um determinado tipo de representação de
nacionalidade, assim como numa história centrada na cultura branca europeia. A diversidade cultural e sua importância para o avanço da cidadania no Brasil
se constituem na ideia central para a formação das identidades das novas gerações e das finalidades do ensino da História. Esta perspectiva sintoniza-se
com o que tem animado as atuais produções historiográficas e as muitas das inovações no ensino de História, no Brasil e no mundo ocidental.

Uma das questões que mais tem desafiado os professores de História engajados em processos de mudanças curriculares e de suas práticas de sala de aula
é a de criar as condições para que os alunos elaborem novos sentidos e significados para estudo da História. Tradicionalmente, a História é vista como o
estudo do passado e/ ou como memorização de fatos e datas dos principais acontecimentos, em geral de ordem política, militar ou diplomática dos países.
Essa representação da história funciona como um dos obstáculos ao processo de ensino-aprendizagem da História e, portanto, um desafio para o trabalho
do professor em sala de aula. Além dessa representação da história e do seu ensino, podemos assinalar outro desafio.

Concordando com Hobsbawm, diríamos que os jovens de hoje “crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer reação orgânica com o passado
público da época em que vivem (...)”. Para esse historiador, “a destruição do passado - ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência
pessoal à das gerações passadas - é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres” (...). Esse processo de esquecimento do passado pode, como
assinala John Poster (1973), comprometer o desenvolvimento da noção de temporalidade histórica, pois essa depende da aquisição do sentido do tempo.
Compreender a História requer um sentido da existência da relação presente, passado e futuro; requer um sentimento de pertencer, de estar dentro da
história. Requer, igualmente, que os sujeitos tomem a história não como algo dado, como uma verdade acabada e imutável. Como nos lembram Laville e
Martineau, o ensino de História deve propiciar aos alunos“ Constatarem que as realidades presentes não têm razão de ser por elas mesmas, não são

9
imutáveis e fechadas, prisioneiras de uma espécie de ordem natural, mas ao contrário se inscrevem num processo de mudança e de intervenções humanas;
e que, portanto, nós podemos agir sobre elas”.

Atualmente, propõe-se um ensino de História comprometido com o avanço da democracia e da cidadania - processos sociais e políticos para os quais se
espera a contribuição das novas gerações.

Hoje, a educação para a cidadania, prioriza a aquisição de instrumentos intelectuais e a formação de atitudes para uma efetiva participação na esfera
pública, de maneira motivada, consciente e esclarecida; prioriza o estimulo a descoberta, o respeito e o reconhecimento do outro, de outras culturas e
valoriza a diversidade étnico-cultural e a convivência saudável com a diferença. Em síntese, a educação para a cidadania orienta-se para a formação de
cidadãos “livres, responsáveis, autônomos e solidários promovendo o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das
suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões, formando cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se
integram e de se empenharem na sua transformação progressiva (...)” (PROENÇA, 1999:27).

Nesse sentido, esse programa visa, de um lado, possibilitar aos jovens (pré-adolescentes e adolescentes) o desenvolvimento de habilidades e atitudes
necessárias ao exercício de uma cidadania participativa, crítica e comprometida com os valores democráticos. De outro, visa o desenvolvimento do raciocínio
histórico, a escolha e tratamento dos temas a partir das questões do presente, priorizando os procedimentos e a diversidade de fontes na construção do
conhecimento histórico.

A seguir, apresenta-se um conjunto de diretrizes que, em consonância com as novas finalidades atribuídas ao ensino da História, visam orientar a prática
docente na consecução de aprendizagens (conhecimentos, habilidades, conceitos e atitudes) pelos alunos.

3- Diretrizes para os Anos Finais do Ensino Fundamental: Ciclos Intermediário e da Consolidação

Buscar Sintonia com as Renovações Historiográficas

A partir dos meados dos anos 80, houve amplos debates, tanto em âmbito internacional como no Brasil, em busca de novos caminhos para o ensino de
História. Partindo do meio acadêmico, as discussões chegaram no final da década até a escola de 1° e 2° graus. Esta intensificação de novas buscas para
se dar novo sentido ao ensino de história teve origens diversas: nas críticas aos programas elaborados, naquela década e nas anteriores, expressas em
suas orientações positivistas e, depois, marxistas e, finalmente, na repercussão e divulgação das novas tendências historiográficas.

10
As tendências historiográficas francesas, que tiveram origem na Escola dos Annales, no final da década de 20, e na sua terceira geração, que lançou a obra
organizada por Le Goff e, posteriormente, a História social inglesa e a nova história cultural, passaram a marcar de maneira definitiva a produção
historiográfica brasileira e, progressivamente, o ensino da História. Essa renovação historiográfica coloca em evidência novos temas, novos objetos e novos
métodos para a produção do conhecimento histórico.

O que os historiadores das novas tendências historiográficas têm em comum é o fato de realizarem vários rompimentos com a história positivista e/ou
metódica. Dentre esses se assinalam: a negação da ideia de objetividade e de transparência absolutas dos documentos. Estes, enquanto registros das
ações e dos ideais dos homens no tempo, só podem servir como evidências para a construção de explicações históricas se devidamente interrogadas pelo
historiador a partir de questões do presente. O conhecimento histórico deixa, assim, de ser mera duplicação do real. O conhecimento histórico, embora
ancorado no real e com o objetivo de explicá-lo, torna-se uma construção intelectual resultante do diálogo entre categorias conceituais - e evidências; entre
estas e a visão de mundo ao qual o historiador se filia. Assinala-se, ainda, o abandono da visão linear da história, passando-se a atentar para as relações de
mudança e permanência ao longo do tempo, para a existência de múltiplas temporalidades coexistindo num mesmo tempo cronológico; a
interdisciplinaridade com as demais ciências sociais, como a antropologia, a sociologia, a geografia a psicologia, entre outras.

Além desses rompimentos, os objetos do conhecimento histórico se deslocaram dos grandes fatos nacionais ou mundiais para a investigação das relações
cotidianas, dos grupos excluídos e dos sujeitos sociais construtores da história.

O que passou a dar significado à história foram as relações sociais existentes no cotidiano; as relações de poder explícitas ou ocultadas, as resistências, as
diversidades culturais e a percepção de múltiplas temporalidades expressas em mudanças e permanências, a busca da construção da identidade dos
sujeitos históricos, da construção da história local, das inter-relações do local com o regional, o nacional e o mundial. É o conhecimento histórico se fazendo
sob a pressão da própria história.

Neste contexto de mudanças historiográficas e sociais, a própria noção de nacionalidade se redefine. Essa não se assentará mais sobre a ideia da
homogeneidade, da unidade de interesses e de projetos, mas sobre a ideia da diferença, dos conflitos, das contradições e complementaridades, e estas não
só sob o plano político-ideológico, ou sob o plano econômico, mas também sob o plano étnico-cultural, de gênero, etc.

Paralelamente às renovações historiográficas assinaladas, novas concepções de ensino aprendizagem oriundas da teoria sócio construtivista do
conhecimento, das teorias genéticas e sócio históricas da aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo e social propiciaram a construção de novos saberes
históricos escolares e de novas concepções e práticas do ensino da História.
11
Desenvolvimento do Raciocínio Histórico

O desenvolvimento do raciocínio histórico, em oposição a um ensino que visa apenas à memorização, implica várias mudanças nas concepções e práticas
do ensino da História.

Esta perspectiva vem ao encontro da direção dominante que tem assumido as mudanças no ensino de história a partir da década de 70, em várias partes do
mundo, que pode ser confirmada por Thompson (1984). Para esse pesquisador inglês, existe um traço central em todas as sugestões de mudança no ensino
de história nos últimos 30 anos. O que se tornou central a ser ensinado não é “o passado tal como aconteceu”, mas sim a forma como podemos adquirir
nosso conhecimento sobre o passado. Nesse sentido, as práticas e estratégias pedagógicas devem visar ao desenvolvimento de capacidades relacionadas à
construção do conhecimento histórico: a observação, a formulação de questões, o levantamento de hipóteses explicativas, a análise e interpretação de
fontes históricas com vistas à construção da escrita da história. Por sua vez, é necessário também que o professor possibilite aos alunos desenvolver
capacidades de ler e interpretar as fontes e produzir a sua própria interpretação oral e escrita. As informações só nos serão reveladas se as situarmos no
tempo e espaço de sua produção: quem as produziu e com qual intencionalidade, quando, onde e sob que formas de registro. Além disso, devemos
considerar que cada forma de registro tem uma “linguagem própria”: a linguagem fotográfica, a pintura artística, a linguagem oral, musical, poética, literária,
cinematográfica, a linguagem oficial (legislação, tratados, códigos). Essas linguagens exigem a aprendizagem de suas particularidades, de suas técnicas,
estilos, os quais guardam relação com o tempo e as culturas que as produziram.

A curiosidade é outro ponto a ser considerado no desenvolvimento do raciocínio histórico dos alunos e deverá ser estimulada pelo professor. Parte-se do
pressuposto de que os alunos, nessa faixa etária, compreenderão a relação presente, passado e futuro ao tomarem consciência da condição humana no
passado, percebendo como homens, mulheres e crianças viviam e respondiam aos desafios impostos a eles no seu tempo. Certamente, suas perguntas ao
passado serão formuladas a partir dos seus interesses, das suas vivências sociais presentes. E isto tem relação com a investigação científica na medida em
que se apoia em atitudes de questionamentos. A investigação pressupõe perguntas e não apenas verificação de como as coisas ocorreram. Assim, eles
devem ser estimulados a questionar: Por que as coisas aconteceram desta maneira? Como as pessoas viveram e responderam a determinadas situações no
passado? O que estas respostas influenciaram o nosso presente? O que mudou e o que permaneceu? As coisas mudaram da mesma forma em tempos e
sociedades diferentes? Os homens reagem de forma igual nas mesmas situações? Existem diferenças?

12
Desenvolvimento da Perspectiva Temporal

O desenvolvimento do raciocínio histórico supõe um trabalho diferenciado com a concepção histórica do tempo e de suas formas de marcação e apreensão
em diferentes culturas. O tempo histórico, como uma construção social, não se limita ao tempo cronológico, à sucessão linear dos acontecimentos no tempo
físico. As capacidades de ordenação, de sucessão, de duração, de simultaneidade e de quantificação do tempo necessárias para lidar com a temporalidade
histórica não são suficientes para o seu alcance. O tempo histórico é produto das ações, relações e formas de pensar dos homens, e essas ações variam ao
longo do tempo cronológico. Em cada tempo histórico - ou em cada presente - coexistem relações de continuidade e de rupturas com o passado, bem como
perspectivas diferenciadas do futuro. Assim, as mudanças e permanências que acontecem num determinado tempo não se explicam pelo que aconteceu
num tempo cronológico imediatamente anterior; no entanto, não podemos prescindir da cronologia para construir demarcações dos processos históricos.

A História-Problema

A história–problema, preocupada em estudar e compreender as relações entre o presente e o passado e as produções de conhecimento pelos alunos, tem
sido constantemente evocada como alternativa para se alcançar o objetivo pedagógico de prover de significado o ensino da História. No entanto, muitas
dúvidas são levantadas tanto quanto à sua aplicabilidade quanto aos aspectos teóricos e conceituais aí presentes. O que se entende por história-problema e
a sua adoção no processo de ensino-aprendizagem? O que se entende por construção do conhecimento histórico pelos alunos? Quais as condições
necessárias para levar à sala de aula tais perspectivas? Em que medida esses aspectos se articulam?

A evolução recente da historiografia mostra, segundo Furet (1986), que nós passamos de uma narração cronológica, de reconstituição de fatos encadeados
ao longo do tempo - para uma história problema. A história-problema, diferentemente da história tradicional, visa ao exame analítico de um problema, de
questões através de diferentes períodos históricos.

Na perspectiva da história-problema, o historiador, como ressalta Furet (1986), abandona sua pretensão de narrar tudo aquilo que se passou de importante
na história da humanidade ou de uma parte da humanidade. O historiador se torna consciente de que ele escolhe algumas questões, em torno das quais ele
construirá o seu objeto de estudo, estabelecendo diálogo entre o presente e o passado. A delimitação do período e do conjunto de acontecimentos que deste
fazem parte - como é usual numa perspectiva tradicional da história - não é suficiente. Exige-se, ainda, que a delimitação de problemas para os quais se
buscam respostas (nunca definitivas) estejam em relação com os problemas e questões colocados pelo presente.

13
Para que a concepção de história-problema possa ser posta em prática, será necessário mudar a dinâmica de sala de aula, passando-se dos percursos
tradicionais, centrados na figura do professor, expositor de conteúdos a serem memorizados pelos alunos, para a proposição de práticas escolares calcadas
na concepção de construção do conhecimento pelo sujeito da aprendizagem, mediadas pelo professor.

Do ponto de vista didático-pedagógico, pretende-se que os alunos sejam sujeitos ativos de seus processos de aprendizagem. Esta perspectiva vai ao
encontro da direção dominante que tem assumido as mudanças no ensino de história a partir da década de 70, em várias partes do mundo, que pode ser
confirmada por Thompson (1984). Para esse pesquisador inglês do ensino de história, existe um traço central em todas as sugestões de mudança no ensino
de história nos últimos 30 anos. O que se tornou central a ser ensinado não é “o passado tal como aconteceu, mas sim o como podemos adquirir o
conhecimento sobre o passado.”

Projetos Interdisciplinares

A Resolução da SEE / MG nº 2.197/12, em seu artigo 56, afirma:

Art. 56 O currículo da Educação Básica configura-se como o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção e a socialização de significados no
espaço social, contribuindo, intensamente, para a construção de identidades socioculturais do educando.

§ 1º Na implementação do currículo, deve-se evidenciar a contextualização e a interdisciplinaridade, ou seja, formas de interação e articulação entre
diferentes campos de saberes específicos, permitindo aos alunos a compreensão mais ampla da realidade.

§ 2º A interdisciplinaridade parte do princípio de que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos e a contextualização
requer a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares aos alunos.

O CBC de História do Ensino Fundamental busca a integração interdisciplinar. A exigência de hoje não é mais somente o alargamento das fronteiras internas
às disciplinas. Tornou-se fundamental a escolha de temas, núcleos temáticos, problemas, que possibilitem aos alunos lançarem mãos de conceitos,
procedimentos científicos, habilidades de diferentes campos do saber para equacionarem as questões propostas.

Esse enfoque favorece a formação de sujeitos capazes de lidarem com a complexidade da vida social e com a complexidade dos problemas que se
apresentam no tempo presente. A natureza complexa da sociedade atual exige que se leve em conta, na análise e equacionamento dos problemas, um
maior número de pontos de vista, o que pressupõe a formação de visões mais globalizadoras e estruturas mentais de raciocínio mais flexíveis.

14
Espera-se assim, que as aprendizagens que incluam a articulação das dimensões científicas, étnicas, históricas, culturais favoreçam a formação de alunos
melhor preparados para o exercício da cidadania.

4- Critérios de Seleção dos Conteúdos

O CBC de História do Ensino Fundamental tem como eixo integrador o tema “História e Cidadania” no Brasil. A escolha da questão-problema ou eixo
norteador da proposta partiu de um problema contemporâneo que pode ser traduzido na pergunta: Quais foram os processos históricos de construção da
cidadania e da democracia, considerando as características que essas apresentam hoje na sociedade brasileira? O entendimento equilibrado dos dilemas e
dos desafios hoje vividos pela sociedade brasileira depende, em grande medida, da compreensão, dos obstáculos enfrentados para a construção de uma
sociedade democrática e cidadã no passado. Depende ainda, do entendimento das conquistas até agora logradas e dos caminhos ainda por trilhar. A
percepção dessa dialética temporal é crucial para se entender que o hoje não é uma mera extensão do ontem e, tampouco, o amanhã será a sequência
linear da atualidade. Porém, não há como negar que, em certa medida, o presente prolonga, reedita e recria, em diversos níveis, experiências já afastadas
no tempo. Em geral, somos levados a contemplar apenas as experiências recentemente vividas. Tendemos a esquecer de que nossas vidas trazem
fragmentos das vidas de outros tempos e, sem que o saibamos, estamos, aqui e ali, a lhes dar continuidade. A compreensão desse emaranhado de
questões é um dos requisitos básicos para que os jovens entendam a si mesmos e, sobretudo, aprendam a respeitar e a conviver com as diferenças, sejam
elas de que ordem for.

Nesta proposta, a ênfase atribuída ao estudo da dinâmica histórica brasileira visa, dentre outros aspectos, permitir uma melhor compreensão acerca dos
problemas vividos pelos próprios alunos. Foram abordados inicialmente os temas relativos à dimensão “local” e regional da história – ou seja, relativos às
realidades mais próximas do aluno –, partindo-se então para a abordagem da dimensão histórica nacional em suas articulações com a dimensão histórica
internacional.

Em consonância com documentos e orientações do Ministério da Educação e da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, propõe-se um conjunto
de objetivos para o ensino de História dos anos finais do Ensino Fundamental:

• Problematizar visões, representações e atitudes que, comprometem o avanço dos sujeitos, dos grupos, das identidades sociais em direção à emancipação
política e social;

• Desenvolver a noção de historicidade das ações dos homens da realidade social e dos processos históricos;

15
• Promover a confrontação de versões e interpretações sobre um mesmo acontecimento histórico;

• Promover a aquisição de ferramentas intelectuais e a formação de atitudes de que capacite os alunos a participarem dos debates presentes no processo
histórico brasileiro e nos processos internacionais;

• Propiciar o desenvolvimento de atitudes de respeito e de compreensão com relação à diversidade sociocultural das sociedades e da sociedade brasileira,
em particular;

• Contribuir para a compreensão de problemas e questões do presente e de suas relações com a dinâmica de mudanças e permanências dos processos
históricos;

• Desenvolver habilidades necessárias ao estudo das diferentes fontes históricas;

• Desenvolver habilidades de leitura, interpretação e produção de textos históricos, de gêneros diversos;

• Estimular a formação de atitudes e de negociações e proposições coletivas para resolução de problemas comuns, reconhecendo o direito do outro de
manifestar-se e apresentar suas ideias;

• Incentivar a reflexão sobre valores individuais, de grupos socioculturais de referência e valores de outros grupos de tempos e espaços diferentes.

5- Avaliação em História

Esta organização curricular, coerente com as renovações no campo da historiografia e das novas concepções de aprendizagem já expostas, propõe a
adoção de novas concepções e práticas de avaliação. A avaliação é concebida como um processo que implica diagnóstico, acompanhamento, busca de
superação das dificuldades através de intervenções pedagógicas, ao longo do ano letivo, para garantir a aprendizagem no tempo certo e não apenas provas
e testes para medir o desempenho final dos alunos. Isso significa compreender a avaliação como parte do próprio processo de aprendizagem, constituindo-
se num grande desafio não só para os professores de História, mas para o conjunto dos professores de uma mesma escola.

A proposta de avaliação considera as habilidades a serem desenvolvidas em cada ano ou ciclo de escolaridade. O desenvolvimento do raciocínio histórico,
da perspectiva temporal e da investigação servirão de parâmetro para a avaliação do desenvolvimento cognitivo dos alunos. No entanto, é necessário que o
professor esteja atento ao fato de que muitas das capacidades requeridas para o desenvolvimento do raciocínio histórico e da cidadania só serão
consolidadas no decorrer de um período maior, exigindo persistência no trabalho com um núcleo comum de habilidades e atitudes por meio de estratégias de

16
ensino e de avaliação, que estabeleçam diferentes graus de complexidade ao longo das quatro séries do Ensino Fundamental. O desenvolvimento do
raciocínio histórico supõe a ampliação das capacidades de leitura e interpretação de informações de diferentes fontes históricas, a identificação de fatos
principais, o estabelecimento de relações entre fatores, a construção de argumentações com base em dados e interpretações históricas diversas, a
elaboração de ideias-síntese, assim como aprender a lidar com diferentes dimensões da temporalidade histórica. O desenvolvimento dessas capacidades
requer dos professores um trabalho cuidadoso, sistemático e muita sensibilidade às diferenças de ritmo de aprendizagem dos seus alunos.

Conforme estabelece a Resolução SEE/MG nº 2197/2012,

Art. 69 A avaliação da aprendizagem dos alunos, realizada pelos professores, em conjunto com toda a equipe pedagógica da escola, parte integrante da
proposta curricular e da implementação do currículo, redimensionadora da ação pedagógica, deve:

I - assumir um caráter processual, formativo e participativo;

II - ser contínua, cumulativa e diagnóstica;

III - utilizar vários instrumentos, recursos e procedimentos;

IV - fazer prevalecer os aspectos qualitativos do aprendizado do aluno sobre os quantitativos;

V - assegurar tempos e espaços diversos para que os alunos com menor rendimento tenham condições de ser devidamente atendidos ao longo do ano

letivo;

VI - prover, obrigatoriamente, intervenções pedagógicas, ao longo do ano letivo, para garantir a aprendizagem no tempo certo;

VII - assegurar tempos e espaços de reposição de temas ou tópicos dos

Componentes Curriculares, ao longo do ano letivo, aos alunos com frequência insuficiente;

VIII - possibilitar a aceleração de estudos para os alunos com distorção idade ano de escolaridade.

As novas propostas de ensino-aprendizagem visam superar a aula puramente expositiva; valoriza aulas dialogadas, com questões e problemas que
demandam a observação, o estabelecimento de relações e atitudes de pensar e descobrir. Fazem parte destas novas práticas pedagógicas, explicitados na
coluna “Orientações Pedagógicas”, o trabalho em grupo, os debates em sala de aula, o exercício do diálogo, da polêmica e da argumentação, as visitas

17
técnicas, a utilização de recursos multimídias. Essas estratégias permitem a exposição de pontos de vista diferentes e exigem a formação de atitudes que
vão desde o respeito à diversidade de opiniões, a capacidade de ouvir e levar em conta o argumento do outro, à colaboração na feitura de trabalhos
coletivos. Os instrumentos de avaliação propostos visam contemplar aspectos e atitudes de educação histórica na esfera da sociabilidade dos alunos, dando
especial atenção ao desenvolvimento de compromisso com o seu grupo, com a comunidade escolar, assim como com o patrimônio histórico e cultural local,
do País e do mundo.

Prevê-se que a avaliação inclua os diversos instrumentos, além das provas, as observações e registros dos professores, atividades em grupos e individuais,
permitindo acompanhar através de fichas individuais o desenvolvimento das habilidades de raciocínio, o processo de construção de cada aluno, assim como
incentivar a construção pelos alunos de trabalhos (portfólios, memorial) que propiciem a formação da autonomia e reflexão sobre o processo de construção
do saber histórico e do sentido desse conhecimento para suas vidas. Como evidencia a Resolução 2.197/12:

Art. 70 Na avaliação da aprendizagem, a Escola deverá utilizar procedimentos, recursos de acessibilidade e instrumentos diversos, tais como a observação,
o registro descritivo e reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os portfólios, exercícios, entrevistas, provas, testes, questionários, adequando-os à faixa
etária e às características de desenvolvimento do educando e utilizando a coleta de informações sobre a aprendizagem dos alunos como diagnóstico para as
intervenções pedagógicas necessárias.
Parágrafo único. As formas e procedimentos utilizados pela Escola para diagnosticar, acompanhar e intervir, pedagogicamente, no processo de
aprendizagem dos alunos, devem expressar, com clareza, o que é esperado do educando em relação à sua aprendizagem e ao que foi realizado pela
Escola, devendo ser registrados para subsidiar as decisões e informações sobre sua vida escolar.

A nova proposta de avaliação apresenta-se para professores e alunos, como um instrumento de aprendizagem, de investigação, de diagnóstico da
aprendizagem, de subsídio para a intervenção pedagógica e de formação contínua, e isso representa uma mudança significativa na cultura e práticas
escolares.

18
6- CBC de História

EIXO TEMÁTICO I – Introdução aos Estudos Históricos, História de Vida, Diversidade Populacional (Étnica, Cultural, Regional e Social) e Migrações Locais,
Regionais e Internacionais
TEMA 1 – Histórias de Vida, Diversidade Populacional e Migrações
Subtema 1 – Diversidade populacional e migrações em Minas Gerais e no Brasil

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

1.1 Perceber a
Desenvolver com os alunos a compreensão de conceitos fundamentais para • a Conceitos
importância dos estudos
aprendizagem da História, principalmente o conceito de História como Ciência; fundamentais
históricos e
a compreensão da dimensão homem – sujeito da história; a importância das para o ensino e I/A
compreender que os
fontes históricas; o papel dos historiadores na produção histórica; os conceitos aprendizagem
seres humanos são os
de anterioridade, posterioridade, simultaneidade, mudança e permanência. de História:
sujeitos da História.
Propiciar a reflexão sobre o tempo histórico em uma dimensão mais ampla, - Fontes
que não se confunde apenas com o tempo cronológico. A apreensão da  - Sujeito
1.2. Relacionar o uso da
cronologia pressupõe o domínio da noção de século e do referencial a.C. e  - Tempo
contagem do tempo
d.C., criado pela sociedade ocidental com base no calendário cristão.  - Fatos I/A
com a organização da
O professor poderá trabalhar com o livro didático, com textos diversos,
1. Introdução vida social.
relógios, diferentes calendários (muçulmano, cristão, chinês), documentos  Conceitos de
aos estudos
pessoais, fotografias etc. É relevante que o aluno compreenda que todos anterioridade,
históricos 1.3. Diferenciar e
somos sujeitos da História, e que compreenda a diversidade das fontes e a posterioridade,
relacionar tempo
importância das mesmas na constituição do conhecimento histórico. Para simultaneidade, I/A
cronológico e tempo
ajudar o aluno a desenvolver esse conhecimento, o professor poderá mudança e
histórico.
apresentar diferentes tipos de fontes (artefatos, utensílios e objetos diversos, permanência.
produzidos por pessoas comuns) que permitam conhecer aspectos da
1.4. Identificar os
sociedade na qual foram construídos. Destaca-se a possibilidade de • Patrimônio
diferentes tipos de I/A
interdisciplinaridade com Matemática. Histórico
fontes históricas.
Torna-se importante ressaltar que os temas desse tópico serão recorrentes
em todos os conteúdos trabalhados, ao longo da trajetória escolar do aluno, • Cidadania
1.5. Relacionar fontes e
por essa razão se iniciam e se ampliam no 6º ano, mas não se consolidam aí. I/A
fatos históricos.

2. População 2.1. Conceituar São objetivos do trabalho com as habilidades desse tópico: Migração,
mineira e migração, diferenciando - possibilitar ao aluno o exercício do respeito às diferenças culturais de sua emigração e I/A
brasileira: emigração e imigração. localidade e de outras; imigração

19
várias 2.2. Identificar a - desenvolver a capacidade de contextualizar os processos de deslocamento
origens, diversidade que ocorreram no território nacional em diversos momentos históricos,
várias populacional presente estabelecendo relações entre esses deslocamentos e as questões sociais e
histórias em sala de aula, na econômicas que os motivaram;
escola e na localidade - compreender os costumes que permanecem ou que são modificados pelas
do aluno, em termos migrações e, finalmente, entender os conceitos de cultura, hibridismo e Cultura e
I/A
sociais, étnico-culturais mestiçagem dentro da nossa sociedade. mestiçagem
e de procedência - compreender as consequências sociais e econômicas geradas pelos
regional; analisar e fenômenos da emigração e da imigração. Fontes
interpretar fontes que Os conteúdos desse tópico, geralmente, não se encontram explicitamente na Históricas
evidenciem essa maioria dos livros didáticos de História, mas é fundamental discutir tais
diversidade. conceitos, principalmente no que concerne ao respeito à diversidade. O Festas
professor deve buscar outras fontes e recursos para desenvolver esses populares
2.3. Conceituar cultura, conteúdos com seus alunos. Vale lembrar que o professor pode trabalhar a
mestiçagem e própria história de vida dos alunos, da família e da localidade para Diversidade I/A
hibridismo. desenvolver essas habilidades. cultural
O professor pode solicitar que seus alunos tragam fotos antigas e atuais de
suas famílias, documentos, instrumentos de uso e de trabalho e objetos que História de vida
2.4. Analisar as festas
remetam à história da família e da comunidade, e refletir com eles sobre a
étnico-culturais como
importância das fontes históricas, e sobre o que revelam sobre suas origens e História local e
manifestação de
costumes. Com esse material, o professor deve, com seus alunos, montar regional
hibridismo: Congado,
uma exposição e, num trabalho interdisciplinar com o professor de Língua
Quadrilha, Carnaval, I/A
Portuguesa e de Geografia, escrever a história da comunidade enriquecendo- Festas regionais
Maracatu, Bumba-meu-
a com gráficos, maquetes e mapas. As famílias devem ser convidadas a e locais
boi, Reisado, Capoeira,
visitar a exposição e a ouvir seus filhos contando a própria história. Migração
festa de Iemanjá, Folia
e Imigração são conceitos caros à Geografia, permitindo ações Colonização do
de Reis, entre outras.
interdisciplinares. Brasil

3.1. Caracterizar e O estudo das teorias migratórias da espécie humana, bem como sua Pré-história
diferenciar os diversidade, pode contribuir para romper com a visão eurocêntrica presente no - Arte rupestre
povoadores de origem ensino de História. - A origem da
asiática (mongoloides) e O professor deve demonstrar para os alunos que a História se constrói bem humanidade
3. Primeiros I/A/C
de origem africana antes do surgimento da escrita, problematizando a noção de evolução e - Os Primeiros
povoadores:
(negroides) e confrontar linearidade da espécie humana. habitantes na
os
interpretações distintas Enfatizar a importância da História Pré-Colombiana, o estudo das teorias América
ameríndios e
sobre sua identidade. migratórias da espécie humana, bem como sua diversidade é importante - Avanços
suas origens
nesse momento. A apresentação com discussão dialogada de documentários tecnológicos:
3.2. Problematizar a (TV Escola, CRV, Internet) é uma estratégia para enriquecer as leituras e fogo,
distinção entre história e análise de mapas sobre esse tema. agricultura, I/A/C
pré-história. Para desenvolver tais habilidades poderá utilizar, além do livro didático, metais

20
filmes/documentários, imagens, pinturas rupestres, análise de fósseis em
pedras ardósia e São Tomé, leitura de textos de diferentes gêneros. Poderá A origem dos
realizar visita orientada a sítios arqueológicos. O uso desses materiais primeiros povos
concretos é importante para facilitar a construção e a compreensão pelos americanos
3.3. Caracterizar e
alunos de 6º ano de um intervalo temporal tão grande.
analisar a origem,
Ao trabalhar Criacionismo e Evolucionismo, o professor de História pode Teorias: I/A/C
evolução e diversidade
desenvolver com o professor de Ciências um projeto sobre a evolução Criacionismo /
da espécie humana.
humana. Evolucionismo
É valido lembrar que ao trabalhar arte rupestre e visitar sítios arqueológicos, o
professor poderá desenvolver um trabalho conjunto com os professores dos
componentes curriculares Arte e Geografia.

O professor, para trabalhar essas habilidades, deve contextualizar a Europa,


às vésperas das grandes navegações, para tanto, é importante trabalhar a
transição Idade Média/Moderna, abordando temas como o Renascimento, Colonização
4.1. Identificar e Reforma, Absolutismo, Crise do Século XIV, entre outros. - Mercantilismo
caracterizar a cultura O professor poderá utilizar além do livro didático, texto de diversos gêneros, I/A/C
europeia e portuguesa Renascimento
quadros renascentistas, mapas históricos, filmes, documentários. A seguir,
nos séculos XV e XVI.
uma lista de filmes que, sob o olhar atento e crítico do professor, e em
Constituição do
conformidade com seu planejamento para sua turma, pode favorecer o Estado
desenvolvimento desse eixo: Nacional/
Idade Média/Feudalismo: O Nome da Rosa - O Incrível Exército de Absolutismo
Brancaleone - Cruzada - Coração Valente- Joana D’Arc - O Sétimo Selo
Absolutismo: O Homem da Máscara de Ferro - Cromwell Reformas
Reforma Protestante:- Lutero Religiosas
4.2. Analisar o contexto
Renascimento:- Dom Quixote- Agonia e Êxtase- Shakespeare Apaixonado -
e motivações para o
Giordano Bruno Crise I/A/C
início da colonização
Observe que o tópico 8 aborda temas relacionados aos processos históricos econômica
portuguesa no Brasil.
tratados neste tópico. europeia.
Ao discutir Reformas Religiosas e Renascimento, abre-se possibilidades do
trabalho comum entre História, Ensino Religioso e Arte.

5.1. Identificar a Dentre as finalidades do estudo da História estão: compreensão da A escravidão na


diversidade étnica, diversidade cultural da sociedade brasileira e entendimento do avanço da África pré-
I/A/C
espacial e cultural dos cidadania em nosso país. Por isso, é importante o estudo dos diferentes povos colonial.
povos africanos. que, ao longo dos anos, constituíram a sociedade brasileira. Nesse sentido, é
indispensável o estudo da diversidade étnica, cultural e geográfica dos povos
5.2. Conceituar africanos que, ao longo de mais de trezentos anos, foram trazidos, para o
I/A/C
escravidão. Brasil, na condição de escravos. Como bem afirma Marina de Mello e Souza,

21
5.3. Problematizar a “Conhecer melhor a África foi decisivo para um estudo crítico sobre a
existência da escravidão escravidão no Brasil”. O estudo da África nos possibilita entender melhor a As sociedades
na África antes da ligação das várias partes do Atlântico (África, Portugal e América) e, como africanas, sua I/A/C
expansão marítima conclui a historiadora, “entender melhor a mistura que somos”. É importante o diversidade
europeia. professor ressaltar a diversidade populacional, cultural, religiosa presentes no religiosa,
continente africano (Habilidade 5.1), através de pesquisas, mapas, cultural,
levantamento de aspectos culturais, documentários como: África - As faces de econômica e
um povo. Christian Bender; Documentário África no passado - riquezas e sua
glórias | A história que ninguém contou; Globo Repórter – África – portal EPTV escravização.
Globo Ação - Especial A cor da cultura: Benin http.
É importante destacar a diferença entre escravidão moderna e a escravidão
existente no continente antes da colonização (Habilidade 5.3) e também
analisar as diferentes formas de escravidão na atualidade (carvoarias, Egito Antigo:
canaviais, cafezais, etc.), através da leitura e discussão de notícias e artigos organização
de jornais e revistas. O professor não deve deixar de discutir sobre o Egito social, política,
Antigo, tema presente nos livros didáticos, um importante elemento para a cultural e
discussão sobre a África. Para trabalhar essas habilidades, além do livro econômica
didático, o professor pode trabalhar com filmes como, por exemplo, “Quanto
vale ou é por quilo?” (filme brasileiro de 2005, do gênero drama, dirigido por
Sérgio Bianchi - O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos
5.4. Estabelecer
e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma Formas de
diferenças entre o tipo
solidariedade de fachada). Sugerimos também filmes para contextualizar e escravidão da
de escravidão existente
discutir sobre a África no século 20 como: “O Último Rei da Escócia “; atualidade I/A A/C
na África e o tipo
”Diamante de Sangue”; “Hotel Ruanda”; “O Jardineiro Fiel”. O Professor (carvoarias,
implantado na América
também pode utilizar animações cinematográficas, paralelos entre a África canaviais,
Portuguesa.
ontem e hoje, mapas, manifestações culturais e religiosas, entre outras cafezais, etc.)
possibilidades. As habilidades desenvolvidas nesse tópico podem ser
retomadas no 7º ano. Os alunos devem ter em mente que os povos africanos
que mais influenciaram a língua, a cultura e a sociedade brasileira foram os
povos Bantu e Iorubá. Os povos Bantus, inclusive, influenciaram diretamente o Influências
nosso próprio sotaque mineiro e a formação étnica de todo o Sudeste culturais dos
brasileiro. O professor, além das leituras dos textos do livro didático, pode povos Bantus e
trabalhar, de forma interdisciplinar com o professor de Língua Portuguesa, Iorubanos no
lendo ou orientando os alunos para que leiam livros de literatura, como “A Cor Brasil Colonial.
da Ternura” de Geni Guimarães, “O Menino Marrom de Ziraldo”, “Lendas da
África” de Júlio Emílio Brás, “Terra Sonâmbula” de Mia Couto. Há também
bons documentários e vídeos no acervo do TV Escola, encontrado na
Biblioteca Escolar, outros na Internet, no CRV, que podem enriquecer as
discussões e tornar mais consistentes esses conhecimentos.

22
6.1. Analisar e O estudo das especificidades e da complexidade dos povos indígenas
compreender as brasileiros pode contribuir para o desenvolvimento de atitudes de respeito e
especificidades e compreensão da diversidade sociocultural das sociedades e da sociedade
complexidades dos brasileira, em particular. Além disso, o tópico permite desenvolver a noção de
povos indígenas historicidade, visto que, o estudo do passado colonial permite estabelecer um
brasileiros à época de diálogo com o presente, ressaltando as peculiaridades do tempo passado e as
sua “descoberta” pelos permanências encontradas no tempo presente. I/A
europeus: origens, É válido identificar as regiões onde se localizam os grupos indígenas Diversidade
movimentos contemporâneos, bem como as suas condições de vida. cultural
migratórios e Para trabalhar esse tópico, além do livro didático, o professor pode usar textos
diversidade linguístico- comparativos entre as sociedades indígenas passadas e atuais, imagens e
cultural. filmes/documentários. Propiciar o contato dos alunos com índios e sua cultura,
podendo usar instrumentos, enfeites, danças, músicas, como “Todo dia era dia Migrações
de Índio”, link: http://letras.mus.br/baby-do-brasil/365271/ (Baby Consuelo e
Caetano).
Consulte as páginas do programa Povos Indígenas do Brasil
http://pib.socioambiental.org/pt?busca, da FUNAI http://www.funai.gov.br/ bem Modos de
6. Os povos como dados sobre as populações indígenas no Brasil contemporâneo organização
indígenas: organizados pelo IBGE http://indigenas.ibge.gov.br/ econômica,
diversidade Sobre a educação indígena no Brasil contemporâneo veja social e políticas
e migrações http://www.funai.gov.br/index.php/educacao-escolar-indigena dos povos
6.2. Diferenciar as
http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=635&id=12315&option=com_content& indígenas
principais “nações”
view=article brasileiros
indígenas brasileiras,
http://revistaescola.abril.com.br/educacao-indigena/
especialmente as
Educação indígena
reconhecidas como
https://www.youtube.com/watch?v=ViGiV881430
presentes em Minas I/A
índios selvagens Realidade dos
Gerais: Pataxó,
https://www.youtube.com/watch?v=PYO2zu0Z65U povos indígenas
Xacriabá, Krenak e
Esse tópico permite a interdisciplinaridade com os componentes curriculares contemporâ-
Maxacali Caxixó,
Arte e Educação Física, ao trabalhar os costumes e danças indígenas. neos
Aranã Paulíararu,
É valido lembrar, finalmente, que a temática indígena é recorrente na literatura
Xucuru, Kariri.
brasileira (“Iracema”, “O Guarani, Ubirajara de José de Alencar”).Também
filmes, como: Índia, a filha do Sol, Encantadora de Baleias, Brincando nos
Campos do Senhor, Um Novo Mundo, O Último dos Moicanos, podem ser
usados, mediante análise criteriosa do professor, a conveniência pedagógica e
seu planejamento para a turma. Esse trabalho pode ser planejado e realizado
com o professor de Língua Portuguesa.
As habilidades desenvolvidas nesse tópico podem ser retomadas no 7º ano.

23
7.1. Identificar as Capitalismo
O que interessa neste tópico é o fato de que as demandas surgidas no decorrer
características básicas industrial;
da própria dinâmica do capitalismo, especialmente no século XIX, motivam a I/A A/C
do capitalismo
inserção de novos grupos de imigrantes europeus e não europeus em nossa
industrial. Trabalho
sociedade.
escravo
Pode-se destacar nesse contexto a transição entre o trabalho-escravo e o
7. Os trabalho-livre como um elemento decisivo para se implementar uma política de
Fluxo migratório
imigrantes incentivo à imigração europeia. Grande parte da população miserável da
europeu para o
europeus 7.2. Identificar os Europa, sem condições de sobrevivência no Velho Mundo, migrou para o Novo
Brasil;
nos séculos grupos migratórios no Mundo em busca do sonho de melhorar sua condição de vida. Esse sonho era
XIX e XX Brasil nos séculos XIX permanentemente alimentado pela própria propaganda do governo imperial
Transformações I/A A/C
e XX dentro do brasileiro e pelos agentes aliciadores desses homens e mulheres na Europa.
na economia e
contexto da expansão O professor poderá realizar um trabalho interdisciplinar com o professor de
na sociedade –
do capitalismo. Língua Portuguesa e de Geografia, empregando textos do livro didático,
expansão e
notícias, reportagens, gráficos, mapas, filmes relativos ao tema, como “Novo
modernização
Mundo” link: http://omelete.uol.com.br/cinema/novo-mundo/#.UmlZJzcZk1I.
da cafeicultura;

É importante que o professor dê continuidade à compreensão dos conceitos


Analisar os processos norteadores selecionados: migração, emigração, imigração, capitalismo
I. Os “outros” Outros
que dão continuidade industrial, liberalismo, escravismo, trabalho-livre, exploração, valendo-se de
imigrantes processos de
às políticas de documentos, textos ficcionais e não ficcionais. O professor pode construir com
nos séculos imigração no
imigração no Brasil e a seus alunos o Glossário de História, contemplando o vocabulário específico
XIX e XX: Brasil: I/A/C
chegada de novas desse componente curricular, sendo complementado ao longo do estudo.
árabes, - Política
levas de imigrantes Caso julgue interessante e oportuno o professor poderá estender o estudo do
judeus, - Economia
em Minas Gerais nos fenômeno da migração até o século XXI, analisando os movimentos migratórios
orientais. - Liberalismo
séculos XIX e XX contemporâneos: haitianos, africanos, latino americanos.
Voltar ao tópico 7.

Analisar e É importante que o professor possibilite aos alunos a compreensão: A Cultura


compreender a - das instituições políticas, o conceito de polis (Cidade-Estado) e sua Greco-romana
organização política, diversidade e autonomia (Esparta e Atenas); - Mitologia
I/A/C
social, econômica e - do sistema político romano (República e Império); - Arte
II. cultural da sociedade - as caraterísticas da sociedade greco-romana, suas semelhanças e diferenças,
Antiguidade greco-romana. a escravidão e seus conflitos; Sistema Politico
clássica - as características econômicas das civilizações clássicas, sua estrutura agrária (Cidade-Estado
greco- e suas principais atividades econômicas; (pólis),
Compreender a
romana - o legado da cultura greco-romana para o Mundo Ocidental no aspecto República e
contribuição
religioso, artístico, filosófico e literário. Império)
greco-romana para a I/A/C
O professor poderá trabalhar temas atuais como as olimpíadas, utilizar textos do - Cidadania
formação da cultura
livro didático, mapas, filmes como “Troia”, “Spartacus”, “Alexandre, o Grande”, - Democracia
ocidental.
etc. - Escravidão

24
Vale a lembrança das possibilidades da interdisciplinaridade com Ensino -Economia
Religioso, Língua portuguesa, Educação Física e Arte. -Tirania

EIXO TEMÁTICO I – Introdução aos Estudos Históricos, História de Vida, Diversidade Populacional (Étnica, Cultural, Regional e Social) e Migrações Locais,
Regionais e Internacionais.
TEMA 1 – Histórias de Vida, Diversidade Populacional e Migrações
Subtema 2 – Transformações econômicas, diversidade populacional e colonização portuguesa no Brasil

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

É importante que o aluno tenha uma noção do contexto econômico e


histórico europeu (crescimento das cidades e da população, monopólio
comercial, absolutismo, etc.), em que se deu a Expansão Marítima Europeia,
assim como os acontecimentos que precederam essa expansão e que
ocasionaram os descobrimentos/conquista da América e do Brasil.
Para possibilitar aos alunos compreender o impacto desse tema para a
sociedade europeia dos séculos XV e XVI, o professor pode utilizar estudos
comparativos com a expansão espacial nos tempos atuais. Assim, ao Grandes
comparar as caravelas do século XV aos grandes transatlânticos de hoje, Navegações
8. Expansão mostrando a incerteza e aventura de lançar-se ao mar em embarcações tão - Comércio de
econômica frágeis e inseguras, comparar as técnicas de navegação da época das especiarias
8.1. Analisar o
europeia e Grandes Navegações, com as técnicas atuais, o professor oportuniza a seus - Desenvolvimento
processo da expansão
descobri- alunos compreender a frase de incentivo à navegação, popularizada pela das técnicas de
econômica e marítima I/A/C
mentos literatura portuguesa por Fernando Pessoa “Navegar é preciso, Viver não é navegação
europeia nos séculos
marítimos preciso”. - “Descobrimento”
XV e XVI.
nos séculos Utilizar filmes cuja temática seja as Grandes Navegações, como: 1492 – A da América
XV e XVI. Conquista do Paraíso
- Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento, possibilita a alunos e Estado Moderno
professor discutir e ampliar suas concepções de descobrimento, de
colonização, de dominador e dominado.
É enriquecedor trabalhar com imagens, mapas da época dos
descobrimentos e os mapas atuais, com a literatura, utilizando trechos, por
exemplo, de O Guarani, Iracema de José de Alencar, músicas como Os
Argonautas de Caetano Veloso, usar fragmentos de textos que retratem esse
fato, instigando e despertando a curiosidade e o interesse dos alunos.

25
Nessas discussões é necessário que o professor possibilite ao aluno
perceber o caráter político e econômico desse acontecimento histórico, como
o interesse do rei absolutista em descobrir novas terras e novas fontes de
riqueza e finalmente, observar a questão religiosa como uma motivação para
a expansão marítima. O filme A Missão favorece as discussões sobre as
formas de exploração humana nesse período da História. Conta que,
Rodrigo Mendoza, um mercador de escravos espanhol, faz da violência seu
modo de vida, e mata o próprio irmão na disputa pela mulher que ama.
Porém o remorso leva-o a juntar-se aos jesuítas, nas florestas brasileiras. Lá,
ele faz de tudo para defender os índios que antes escravizara.
Ressalta-se a grande interface desse tópico com Geografia e Língua
Portuguesa e o professor de História deve propor um trabalho conjunto,
favorecendo a interdisciplinaridade.
Observe que o tópico 4 aborda temas relacionados aos processos históricos
tratados neste tópico.

9.1. Conceituar Em linhas gerais, os alunos precisam ter conhecimento sobre os primeiros Colonização
I/A
colonização. movimentos de colonização empreendidos no território brasileiro a partir do
litoral, relacionados à extração do pau-brasil (escambo, escravidão indígena) O encontro entre
9.2. Analisar as à organização da exploração das terras e à divisão do território em dois mundos:
contradições inerentes capitanias hereditárias e ao cultivo da cana de açúcar. relações e conflitos
ao Funcionamento do É importante que o professor possibilite ao aluno desconstruir a ideia de que culturais entre
9. O
“sistema colonial” a colônia brasileira não passava de mero resultado das determinações portugueses e
“sistema
como metropolitanas e que os alunos percebam que a ideia de colônia passiva não indígenas
colonial” e a
projeto metropolitano é verdade, para que consigam compreender importantes aspectos da vida
realidade I/A/C
que foi colonial e a importância dos atores locais como sujeitos históricos. Primeiras formas
efetiva da
constantemente O professor poderá trabalhar com textos diversificados, como a carta de de exploração e
colonização:
frustrado pelas Pero Vaz de Caminha, imagens e filmes, gravuras de Rugendas e Debret, organização do
política
especificidades e Também evidenciar não só as atividades açucareiras no Nordeste, mas trabalho
metropolitan
diversidade da também as atividades mineradoras no Sudeste, valorizando o
a versus
América Portuguesa. desenvolvimento da economia e do mercado interno, a agricultura para o - Escravidão
diversificaçã
abastecimento interno da colônia, principalmente nas áreas mineradoras e o
o econômica
9.3. Analisar a lucro do tráfico negreiro. O professor poderá utilizar trechos de Castro Alves - Dominação X
e interesses
formação de um no poema “Navio Negreiro”. O poema descreve com imagens e expressões Resistência
locais
mercado interno na a situação dos africanos arrancados de suas terras, separados de suas
Colônia através do famílias e tratados como animais nos navios negreiros que os traziam para - Catequização
I/A/C
surgimento de vários ser propriedade de senhores e trabalhar sob as ordens dos feitores.
mercados locais e a Será oportuno explicitar para os alunos que durante o período colonial não - Aculturação
constituição de existia a nação brasileira tal qual a conhecemos hoje, razão pela qual a
mercados regionais. historiografia utiliza cada vez mais a expressão “América portuguesa”. O Mercado interno

26
9.4. Conceituar entendimento desse aspecto da realidade colonial será importante para que Organização da
mercado interno e o aluno compreenda fatos que virão a ser estudados, como os movimentos Colônia: capitanias I/A
acumulação de capital. nativistas e separatistas e algumas revoltas ocorridas após a independência hereditárias e
e no período imperial. governo geral
9.5. Identificar a Destacam-se possíveis atividades interdisciplinares deste tópico com
existência de Geografia, Ensino Religioso e Língua Portuguesa. Inquisição e
acumulação interna de Tribunal I/A/C
capital no espaço Ultramarino na
colonial. América
Portuguesa
9.6. Relacionar as
atividades de
acumulação de capital
na Colônia: controle I/A/C
do abastecimento
interno, tráfico
negreiro e indígena.

Para que os alunos compreendam esse tópico, é necessário que conheçam


a política mercantilista vigente na Europa. Conheçam o processo da
expansão marítima portuguesa, assim como o “descobrimento” do Brasil.
Seria interessante também, que possuíssem noções básicas sobre a
estrutura fundiária da colônia, como a terra foi distribuída, para quem, como A Sociedade
funcionava o sistema das sesmarias, etc. O ponto a ser destacado é que Açucareira
10.1. Analisar e seja discutido com o aluno o conceito de cidadania.
compreender o O professor, para que seus alunos tenham esses conhecimentos, poderá, Estrutura e
processo de através da leitura de textos de seu livro didático, associada a documentários, funcionamento de
10. A implantação da vídeos, construir com eles essa base. Em aulas expositivo-dialogadas, o um engenho de
agromanufa- agromanufatura do professor pode discutir com os alunos os entraves criados pela grande açúcar
tura do açúcar no Nordeste propriedade e pela escravidão, para o desenvolvimento da cidadania, uma - Etapas da I/A/C
açúcar e a brasileiro em conexão vez que os grandes proprietários de terras e de escravos possuíam poderes produção
escravidão com o tráfico de civis e políticos quase ilimitados. O professor deve trazer esses problemas açucareira
escravos e a fixação para análise e reflexão. A partir da leitura de textos da literatura histórica,
dos portugueses no em comparação com artigos e notícias da atualidade, pode mostrar que, O Trabalho
território brasileiro. ainda hoje, muitos problemas, decorrentes desse modelo de colonização, Escravo
afetam a sociedade brasileira atual, principalmente, quanto à estrutura
fundiária, à justiça social, às lutas por questões de terra e moradia, às Tráfico negreiro
desigualdades sociais, ao trabalho escravo.
A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães, Sinhá Moça de Maria Dezonne
Pacheco Fernandes, Navio Negreiro de Castro Alves são obras literárias que
dão um panorama da escravidão no Brasil. O professor pode propor a leitura

27
por grupos diferentes e realizar um seminário, juntamente com o professor
de Língua Portuguesa, para que todos os alunos tenham acesso ao
conteúdo dos livros lidos, favorecendo à desconstrução do preconceito e à
denúncia das atrocidades legalmente autorizadas, realizadas no período
histórico e que acontecem ainda hoje.
Mostrar que a complexidade do engenho não se resumia apenas ao trabalho
escravo, mas demandava um significativo avanço tecnológico e mão de obra
especializada. Ressaltar que, inicialmente, o açúcar era um produto de luxo,
utilizado para abastecer o mercado europeu e para consolidar a posse do
território brasileiro. Portanto, a relação existente entre produção açucareira,
escravidão e questões relativas à cidadania e à realidade social brasileira
precisam ser trabalhadas. O professor poderá utilizar trechos da obra
“Menino de engenho, de José Lins do Rego.
Trabalhar com recortes de textos, documentários, jornais com reportagens
sobre o MST e fazer associações sobre as consequências e entraves
deixados por este momento histórico até a atualidade. Uma obra que pode
ser sugerida é “Açúcar Amargo”, de Luiz Puntel. No decorrer do livro, fica
claro que o açúcar só é azedo e amargo para os boias-frias, devido às
injustiças e ao trabalho sob condições inumanas ao qual estão submetidos,
sendo doce aos patrões que os exploram desde o transporte até o
pagamento. Numa luta por melhores condições de trabalho, este livro retrata
de maneira simples e clara o machismo, a humilhação, as injustiças e o
desleixo com que são tratados os cortadores de cana no interior de São
Paulo.
Açúcar Amargo é uma história baseada em fatos reais, mas o autor deixa
claro que, apesar de ter base na realidade, as personagens e as situações
são fictícias.
É possível a interdisciplinaridade deste tópico com Geografia, Ciências e
Matemática: questões econômicas, tecnológicas, sociais e ambientais
relativas ao cultivo de cana e produção de açúcar e álcool no Brasil
contemporâneo.

11. A 11.1. Analisar a Para que o aluno entenda bem o contexto da sociedade constituída nas Sociedade e
economia e sociedade mineira Minas Gerais, é necessário que ele saiba comparar e diferenciar a sociedade Cultura mineira:
a sociedade colonial como voltada para a produção do açúcar, dentro de uma discussão prévia sobre as - Patrimônio
mineira concretização do ideal formas de organização social predominante na sociedade nordestina. Cabe histórico I/A/C
colonial: colonizador português, ao professor, portanto explicar aos alunos o que é uma sociedade - Arte
dinamismo sendo, ao mesmo estamental. - Cultura
econômico e tempo, seu oposto. Nessa discussão comparativa, devem-se estabelecer as especificidades e a - Irmandades
diversidade diversidade da sociedade mineira em relação à sociedade açucareira, suas - Religiosidade
populacional 11.2. Contextualizar o particularidades em termos de costumes e valores, pois só através desse - Barroco I/A/C

28
cenário cultural das estudo será possível o aluno compreender alguns dos momentos - Arquitetura
Minas colonial: arte e socioculturais e econômicos que caracterizaram e distinguiram a região - Diversidade
festas barrocas, mineradora. O professor deverá evidenciar a pluralidade nas formas de populacional e vida
irmandades religiosas trabalho, as manifestações artísticas como o barroco, a religiosidade (as urbana
e o cotidiano da irmandades), a diversidade populacional, o dinamismo econômico, as redes
população. de poder, as estratégias de mobilização social, a diferenciação entre urbano Movimentos
e rural, etc.
Foi também na região das Minas que a reação entre metrópole e colônia
ganhou maior tensão e relevância (Guerra dos Emboabas, Sedição de Vila
Rica, a liderança de Felipe dos Santos).O professor poderá fazer uso de
fontes textuais e visuais diversificadas, bem como pesquisa de campo. É
possível a interdisciplinaridade deste tópico com Geografia, Ensino
Religioso, Língua Portuguesa e Arte. Um tema que pode ser explorado é a
extração do ouro e de outros recursos minerais, no Brasil, nos séculos XX e
XXI. Estudos de caso podem ser a corrida ao ouro em Serra Pelada e a
exploração do ouro e minério de ferro em Minas Gerais (Nova Lima, Itabira),
dentre outros.
Este tópico, normalmente, está na transição entre o 7º e 8º ano, cabendo ao
professor e à escola, definir, conforme sua realidade, o momento de estudá-
lo.

Os alunos deverão conhecer, em linhas gerais, os primeiros movimentos de Interiorização da


colonização empreendidos no território brasileiro, a partir do litoral, colonização do
relacionados à extração do pau-brasil, à organização das terras em território brasileiro:
capitanias hereditárias e ao cultivo da cana de açúcar. - Fronteiras
É preciso também, que o aluno tenha uma noção geral, sobre a incorporação territoriais
12.1 Compreender e
do território brasileiro pelos portugueses ao longo da colonização, quais - Expansão
situar, espacial e
foram os reflexos desse processo para o desenho territorial do Brasil de hoje, territorial
12. temporalmente, os
e finalmente, como esse movimento de expansão territorial veio - Bandeirismo/
Interioriza- vários processos de
acompanhado de uma diversificação das atividades econômicas . Sugerimos Entradas
ção da expansão da
ao professor estudar esse processo, a partir do estudo da importância da - Extrativismo
colonização: colonização I/A/C
pecuária para a ocupação do território e para a dinamização da economia - Pecuária
o desbrava- portuguesa: a pecuária
colonial. - Formas de
mento do no Nordeste e no Sul;
É importante que o aluno entenda que o território brasileiro do período trabalho:
sertão o extrativismo no
colonial era diferente do atual e que a ocupação desse território foi escravidão e
Norte; bandeiras e
efetivando dentro de um processo histórico, através de uma diversificação de trabalho livre
entradas.
atividades econômicas, como a pecuária, o extrativismo e o bandeirismo - Conflitos sociais:
(Entradas e Bandeiras). Para tanto, o professor poderá fazer uso de mapas dominação
que evidenciem as diferentes etapas da ocupação do território brasileiro e indígena, disputas
realizar a comparação. territoriais.
O professor deverá ressaltar a importância dos vaqueiros, boiadeiros,

29
jesuítas e bandeirantes que contribuíram de forma definitiva para a expansão
territorial do Brasil, com suas atividades produtivas, missionárias ou
exploratórias.
Poderá realizar a exibição de trechos de documentários e/ou minisséries que
retratam este momento histórico, como “A Muralha”, minissérie brasileira de
televisão exibida pela Rede Globo. É baseada no romance homônimo de
Dinah Silveira de Queiróz. A trama se passa por volta de 1600, época em
que os bandeirantes buscavam terras cultiváveis, riquezas e índios para
serem vendidos como escravos. A muralha do título refere-se à serra do Mar,
o maior obstáculo às incursões ao centro do país.
É válido destacar a possibilidade de se realizar um trabalho interdisciplinar
com Geografia. Uma sugestão de atividade que permitirá aos alunos
relacionarem o passado ao presente seria o estudo das questões
econômicas, sociais e ambientais nas fronteiras agrícolas do Brasil
contemporâneo.

É necessário que os alunos tenham compreensão dos traços básicos da


colonização portuguesa na América: a chegada dos portugueses no Brasil, o
que foi e como funcionou o processo de colonização em seus aspectos
fundamentais e algumas noções elementares da dinâmica da sociedade
colonial.
13.1 Analisar o É extremamente relevante que o aluno compreenda a construção da Cidadania e
13.
conceito de cidadão cidadania como um processo histórico e perceba como essa se configurava sociedade colonial:
Cidadania e
na sociedade em outros tempos, observando a continuidade e descontinuidade nesse - Política e formas
sociedade
estamental da Colônia processo. de poder: “homens
colonial: os I/A/C
em sua relação com a Comparar a cidadania dos tempos coloniais e a cidadania dos tempos atuais. bons”
“homens
estrutura do poder Compreender quais eram os fatores que distinguiam os indivíduos - Economia
bons” e a
local (as câmaras das considerados cidadãos no período colonial, quais eram os privilégios a eles - Organização
escravidão
vilas e cidades). concedidos. Será importante que o aluno compreenda que a cidadania social
estava focada mais nos planos econômico e político. Para que isso ocorra, é
importante que o professor trabalhe com fragmentos de textos e outros
documentos da época, elaborando um quadro comparativo em que se
podem colocar as obrigações das Câmaras Municipais do período colonial e
das Prefeituras Municipais na atualidade.

III. Reconhecer a É necessário que o aluno tenha um conhecimento prévio do contexto Formas de
Colonização temática da histórico geral europeu na época em que antecedeu a colonização na colonização:
na América colonização e América e as diferentes formas de ocupação e colonização empreendidas Colônia de I/A/C
Espanhola e ocupação do território pelos ingleses e espanhóis em território americano. Exploração e
na América americano. O professor poderá elaborar um quadro comparativo sobre o tipo de Colônia de

30
Inglesa. Compreender a colonização, os empreendimentos desenvolvidos nos dois tipos de colônias Povoamento.
diferença entre as (povoamento e exploração) no continente americano. Também poderá
colônias de exploração estabelecer as semelhanças e diferenças entre as várias formas de I/A/C
e as colônias de colonização ocorridas ao longo do território americano (espanhola, inglesa e
povoamento. portuguesa) e discutir as consequências atuais desse processo.
Para tanto, pode-se utilizar textos de diferentes gêneros textuais, mapas,
documentários/filmes, dentre outros recursos.
Sugestão de filmes:
Comparar diferenças e
Caramuru - A Invenção do Brasil; Carlota Joaquina, Princesa do Brasil;
semelhanças da
Desmundo, Hans Staden (filme), A Missão, O Novo Mundo, Pocahontas. I/A/C
colonização no
Sobre a conquista do território norte Americano , ver também How the West
continente americano.
Was Won / A conquista do oeste) é um filme épico estadunidense de 1962,
dirigido por John Ford, Henry Hathaway e George Marshall.

Conceituar
I/A/C
colonização. O estudo desse tópico exige que o professor tenha trabalhado previamente o
“descobrimento” do Brasil, a divisão do Novo Mundo entre as coroas
Analisar e comparar portuguesas e espanholas no Tratado de Tordesilhas, assim como as
as experiências de primeiras medidas tomadas pelo governo português para garantir a posse do
Colonização território brasileiro no período inicial da colonização.
concorrentes à É importante ressaltar com os alunos os conflitos entre as potências
I/A/C
colonização europeias para a posse das colônias no Novo Mundo e destacar que para Divisão territorial e
IV. A
portuguesa no Brasil: obter a posse efetiva das terras brasileiras, Portugal precisava desenvolver administrativa:
colonização
franceses e empreendimentos lucrativos. - Conflito entre
litorânea: a
holandeses. O estudo desse tópico permite o trabalho com a noção de colonização holandeses,
colonização
(incluindo a perspectiva metrópole-colônia) com as ações de ocupação do franceses,
portuguesa e
Contextualizar e território, a disputa pelo mesmo entre diferentes países e a noção de posse portugueses e
as tentativas
relacionar a ação dos efetiva, esclarecendo para o aluno todas as transformações que estavam brasileiros
de
primeiros missionários ocorrendo na Europa e que influenciaram diretamente na ocupação do - Governos Gerais
colonização
católicos entre os território brasileiro, assim como no território americano colonizado pelos
de franceses
indígenas brasileiros; espanhóis (União Ibérica). Contexto da época:
e
a escravidão indígena O aluno deverá construir a comparação entre a catequização dos indígenas União Ibérica
holandeses
na América espanhola; brasileiros pelos padres católicos e a escravização indígena na América
I/A/C
a União Ibérica; as Espanhola, através da leitura de textos diversos.
guerras religiosas na Os conflitos religiosos na Europa e suas repercussões na Colônia devem ser
Europa; as revoluções destacados, para tanto, o professor poderá utilizar filmes como “Lutero”,
inglesas do século assim como o episódio sobre este tema apresentado pela série “É muita
XVII e surgimento do história”, exibida pelo programa televiso Fantástico, em 2007.
parlamentarismo É possível a interdisciplinaridade com Ensino Religioso e Geografia.
monárquico.

31
O entendimento da disputa fronteiriça entre Portugal e Espanha na região
das missões e a própria organização desses agrupamentos indígenas sob a Delimitação do
supervisão da igreja, deve ser precedido por um breve estudo da ocupação território brasileiro:
Analisar as disputas portuguesa no sul do país desde o século XVI. - Tratados
V. As sobre o território sul- Será necessário avaliar se o aluno já possuiu conhecimentos acerca das - Política colonial
missões no americano entre ações missionárias e a educação jesuítica no Brasil. Além disso, é - Catequização e
Sul e Portugal e outras importante que os estudantes já estejam familiarizados com o Tratado de presença jesuíta
I/A/C
delimitação potências europeias Tordesilhas, principalmente o que se refere ao seu traçado no sul do país. - Disputas
do território no século XVIII por É importante que o aluno saiba que a expansão e delimitação do território fronteiriças
brasileiro meio dos principais brasileiro desde o descobrimento não aconteceu sem conflitos. - Expansão
tratados do período. Seria importante, nesse momento, o professor utilizar mapas e informações territorial
geográficas, para que o aluno tenha uma noção geral sobre esse tema. É - Missões no Sul do
interessante também fazer um trabalho com o filme “A Missão”, Roland Joffé, território brasileiro
1986.

EIXO TEMÁTICO II – Construção do Brasil: Território, Estado e Nação


TEMA 1 – O Estado Brasileiro e a Nação: Monarquia X República
Subtema 1 – A “virada do século”: transformações políticas no Brasil do século XVIII para o século XIX

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

14.1. Compreender o O conceito de revolução deve ser esclarecido e contextualizado, devendo-se Conceitos
contexto das destacar as ideias presentes nas revoluções liberais – tais como liberdade, relacionados às
revoluções e seus fraternidade, igualdade. É preciso abordar ainda a aplicação dessas ideias, revoluções
impactos para a enfatizando suas propostas práticas de transformação nas sociedades burguesas e à I/A/C
14. constituição do mundo envolvidas. Deve-se caracterizar, de forma geral, o Estado Absolutista modernidade:
Revoluções contemporâneo de Europeu e seu contexto histórico. É importante ainda, a compreensão das - Antigo Regime
liberais: cidadania. ideias iluministas e sua repercussão no continente europeu e americano e - Iluminismo
industrial, trabalhar com o novo conceito de cidadania e República. - República
americana e 14.2. Conceituar Quanto à Revolução Francesa, fazer uma análise sobre o contexto político, - Cidadania
francesa historicamente no econômico e social francês, na época, e descrever os principais fatos - Capitalismo
contexto das ocorridos durante o movimento revolucionário e Império Napoleônico. - Maquinofatura
I/A
revoluções: república, Deve-se analisar a Proclamação da República na França e a formação dos - Ciência e
liberalismo e grupos políticos franceses. Tecnologia
cidadania. O professor deverá caracterizar o Bloqueio Continental e seus efeitos, - Urbanização

32
14.3. Conceituar e a colonização inglesa na América, evidenciando a diferenciação entre as - Burguesia
identificar o sistema colônias do Norte e do Sul e as relações comerciais praticadas pela - Operariado
capitalista emergente sociedade colonial. É necessária a compreensão do processo de - Movimentos
e a resistência dos independência das Treze colônias e formação republicana dos Estados operários I/A
trabalhadores à nova Unidos da América. - Migração
organização do Finalmente, para trabalhar o tema da Revolução Industrial, é necessário ao - Independência
trabalho. professor contextualizar a sociedade pré-revolucionária (manufatura, política
cercamentos, relações servis, etc). - Liberalismo
É importante destacar as características políticas, econômicas e sociais que econômico e
permitiram à Inglaterra o pioneirismo nessa Revolução. político
Para o desenvolvimento das habilidades deste tópico, o professor, além de
ler e discutir com os alunos textos específicos do componente curricular
História, poderá trabalhar a literatura, o cinema (Exemplo: filme “Tempos
Modernos” – Charles Chaplin, 1936 e “O processo da Revolução” –
14.4. Identificar e Andrazes Wajda), os documentários, a música, jornais antigos, textos de
analisar o progresso diferentes gêneros, trecho da “Declaração do Homem e do Cidadão”,
técnico e científico pinturas, gravuras, ilustrações. Esses recursos podem contribuir para I/A/C
europeu do século contextualizar o momento histórico e os seus efeitos sobre as sociedades, as
XVIII. decisões políticas, sociais e religiosas.
O professor deverá oportunizar aos alunos a identificação, no mundo
contemporâneo, e de modo especial, em seu cotidiano, de situações que
tenham relação direta ou indireta com as transformações promovidas tanto
pela Revolução Industrial (referentes à indústria e à tecnologia) quanto pela
Revolução Francesa (referentes à questões políticas).
É valida a lembrança da interface deste tópico com Geografia.

15. 15.1. Caracterizar e O estudo desse tópico exige uma análise prévia do que foi o Iluminismo, a Movimentos
Inconfidên- analisar os diversos Revolução Americana e a Revolução Francesa. Isso se dá devido à políticos e sociais:
cias e movimentos políticos necessidade de se compreender como os movimentos de contestação do - Inconfidência
I/A/C
Brasil no Brasil de fins do poder foram influenciado por ideais e movimentos políticos externos. Mineira
Joanino: século XVIII e início do Na análise da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana, deverão ser
movimen- século XIX. enfatizados quais foram seus antecedentes e motivações, os envolvidos, - Inconfidência
tos suas ideias, seus interesses, a reação das autoridades metropolitanas e a Baiana
de 15.2. Relacionar a repercussão dos movimentos na história política brasileira. O estudo pauta-
contesta- independência do Haiti se pela necessidade de se compreender como o período colonial sustentou Chegada da família
I/A/C
ção e com o medo da uma série de reivindicações contrárias às determinações metropolitanas e real ao Brasil:
reorganiza- “haitinização” do Brasil conflitos que procuraram tanto limitar o poder real quanto destituí-lo. A transformações e
ção da análise desses movimentos auxilia o aluno a perceber que não houve uma permanências
relação 15.3. Identificar as aceitação pacífica do sistema colonial português e, principalmente, - Escravidão
metrópole- decorrências da compreender como tais movimentos contestatórios assumiram - Abertura dos I/A/C
colônia instalação da corte no características e objetivos específicos, demonstrando diferenças e os portos

33
Rio de Janeiro: interesses distintos que os moveram. - Emancipação
centralização Para se entender a independência do Brasil, torna-se imprescindível o política
administrativa na estudo da vinda da corte para o Brasil e do período Joanino.
Colônia, constituição A vinda e o estabelecimento da Corte Portuguesa no Brasil acabaram Contexto europeu
de grupos de interesse gerando mudanças (Abertura dos portos, elevação a Reino Unido) e sérias nos fins do XVIII e
no Sudeste brasileiro divergências: de um lado os interesses e as reivindicações do Reino, de início do XIX
em torno da outro, os interesses da Corte que permanecia no Brasil. - Iluminismo
monarquia (a O professor poderá ler com os alunos trechos do “Romanceiro da - Bloqueio
chamada Inconfidência”, de Cecília Meireles, poemas escritos pelos poetas Continental
“interiorização da inconfidentes como Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto e analisar - Guerras
metrópole”). pinturas de artistas como Debret, Pedro Américo, além disso, promover Napoleônicas
visitas a museus e cidades históricas de Minas.
15.4. Analisar os O importante é provocar a reflexão dos alunos e trazer o fato histórico para
impactos da os dias atuais, refletindo de forma comparativa a respeito de governo, de
transferência da corte liberdade, de participação democrática, de cidadania, de corrupção, de
portuguesa sobre o pagamento de impostos, dentre outros temas e possibilitar a reflexão de que
universo da vida nós todos somos sujeitos da História.
I/A/C
cotidiana e cultural
brasileira e,
especificamente,
sobre a cidade do Rio
de Janeiro.

16.1. Perceber a A Revolução Pernambucana de 1817 deverá ser contextualizada, mostrando O processo de
constituição de uma como os ideais de liberdade e república, presentes na Revolução Francesa, Independência e a
identidade brasileira, foram adotados pelos revolucionários pernambucanos na luta pela construção da
entre fins do século destituição do poder monárquico. identidade nacional
XVIII e início do XIX, A vinda da corte portuguesa para o Brasil, o enraizamento de novos capitais - Colonialismo
em paralelo com as e interesses portugueses associados às classes dominantes nativas em - Escravidão
I/A/C
identidades locais confronto com a explosão da revolta portuguesa na forma da Revolução do - Revolução de
16. A
(mineira, Porto são elementos importantíssimos para se entender a independência 1817
Revolução
pernambucana, brasileira.
de 1817 e a
baiana, paulista, etc.) O professor poderá trazer para a sala de aula, livros, filmes, trechos de Independência
Independên-
e com a identidade novelas/ minisséries, documentários, pinturas de diversos artistas plásticos, política brasileira.
cia
portuguesa. diferentes gêneros textuais, história em quadrinhos, mapa histórico, gráficos
e linha do tempo. O uso destes recursos poderá proporcionar a reflexão Centralização e
16.2. Analisar o sobre os governos atuais, sobre a ideia de autonomia, repressão, cidadania, descentralização
impacto da etc.
transferência da corte Esse tópico permite ao professor refletir com seus alunos que o processo de Constituição do I/A/C
portuguesa para o Rio independência do Brasil é mais complexo e anterior aos episódios de 1822. Estado Nacional
de Janeiro para o

34
processo de Esse estudo também chama a atenção para as particularidades do processo Rupturas e
emancipação política de Independência do Brasil (monarquia, unidade territorial, continuidade do permanências
do Brasil: de um lado, escravismo, dentre outros).
a eclosão de
movimentos
separatistas
republicanos e, de
outro, a construção de
uma independência
pela via da monarquia
e da manutenção da
integridade territorial e
das estruturas
socioeconômicas
assentadas na
escravidão e no
latifúndio.

Compreender os
fatores da crise do
I/A/C
Antigo Sistema
Colonial.
O processo de
Os processos de independência da América espanhola deverão ser
emancipação
Analisar as influências descritos, salientando as mudanças políticas, econômicas e sociais que
europeias e norte- política da América
influenciaram a crise do Antigo Sistema Colonial.
Latina:
americanas nos Também cabe relacionar a expansão napoleônica, na Europa, às lutas pela
- Antigo Sistema I/A/C
VI. As processos de independência, na América, trabalhando a ideia de simultaneidade. Os
Colonial
independên- independência das alunos deverão compreender o ideal bolivariano de uma América unida e as
- Metrópole
cias na colônias espanholas. razões da fragmentação da América, ao final do processo de emancipação
- Independência
América política.
- Emancipação
espanhola Compreender a Para isso, o professor deverá trazer para a sala de aula um panorama da
política.
independência do América dos dias de hoje e de um passado recente: a presença dos conflitos I/A/C
- Bolivarismo
Haiti. políticos, o crescimento dos movimentos sem-terra, sem-teto, utilizando
- Haitianismo
recursos como pinturas, mapas, reportagens jornalísticas, fotografias,
Identificar a diferentes gêneros textuais.
configuração
geográfica da América I/A/C
espanhola
independente.

35
EIXO TEMÁTICO II – Construção do Brasil: Território, Estado e Nação
TEMA 1 – O Estado Brasileiro e a Nação: Monarquia X República
Subtema 2 – A experiência monárquica no Brasil

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

17.1. Analisar e A independência brasileira, ocorrida em 1822 deverá ser caracterizada,


compreender as bases destacando a proclamação de D. Pedro a Imperador do Brasil, gozando de
socioeconômicas da grande prestígio junto aos grupos políticos e demais detentores de poder e à
monarquia brasileira, população em geral.
identificando Salientar que, vizinho de várias repúblicas, o Brasil foi o único país da Independência I/A/C
continuidades e América do Sul a optar pela monarquia, no momento da independência. política brasileira.
mudanças em relação Concluída a separação de Portugal, em 1822, era hora de organizar o novo - Estado
à era colonial e à governo: deveriam ser escolhidos os novos ministros, constituir as Forças monárquico.
época atual. Armadas, determinar os novos deveres e direitos do cidadão brasileiro. Para
isso era preciso elaborar um conjunto de leis para dirigir o novo país, ou seja,
- Constituição de
17. Bases do 1824.
17.2. Conceituar uma constituição. Em 1824, é outorgada, isto é, imposta pelo imperador, a
estado - 1º Reinado no
patrimonialismo e primeira constituição do Brasil. Nela o poder do monarca se ampliou com a I/A
monárquico Brasil.
estado. criação do poder moderador, um quarto poder. O poder moderador,
e limites da - Cidadania.
exclusivo do monarca, dava ao imperador supremacia sobre os demais
cidadania:
patrimonia-
17.3. Compreender e poderes. A partir daí, haveria uma centralização política e administrativa em - Sociedade
analisar os limites da torno do poder central que pretendia organizar e consolidar o Estado escravista no
lismo,
cidadania no contexto Nacional Brasileiro. Império. I/A/C
escravidão e
da sociedade O professor poderá utilizar pinturas, a imagem da Bandeira do Império do - Estrutura
grande
escravista do Império. Brasil, mapa, algum objeto comemorativo da independência do Brasil, agrária no
propriedade
trechos da Constituição de 1824 e da Constituição de 1988 para percepção
comparativa entre o espírito cidadão constituído em cada época. Poderá
Império
analisar dados estatísticos sobre a sociedade brasileira na passagem do (latifúndios).
17.4. Analisar a Lei de século XIX para o século XX e trabalhar reportagens jornalísticas e charges - Lei de Terras de
Terras de 1850 e que façam referência à questão agrária e a questão da condição dos 1850.
relacioná-la com a afrodescendentes e camponeses pobres no Brasil atual. - Patrimonialismo. I/A/C
questão agrária no É importante que se proporcione, aos alunos, o reconhecimento da luta de
Império. diversos setores da sociedade brasileira por melhores condições de vida,
ontem e hoje, como também a sensibilização quanto às dificuldades
enfrentadas pela população brasileira.

36
18.1. Analisar e O professor deverá explicar que a abdicação de D. Pedro, em 1831,
compreender as inaugurou um período de lutas e rebeliões, conhecido como Período
mudanças na Regencial. O estudo desses conflitos é importante por demonstrar o forte
organização do regionalismo existente nos anos 1830. O professor deve esclarecer para os I/A/C
trabalho e a alunos que, no momento em que D. Pedro I abdicou, o príncipe regente
diversificação contava com apenas cinco anos, sendo necessária a regência. A regência Império: aspectos
econômica no Império. era uma situação prevista pela Constituição de 1824 que foi modificada pelo econômicos,
Ato Adicional de 1834, que estabeleceu que o regente fosse escolhido por sociais e políticos
18.2. Analisar e meio do voto censitário. No período regencial a elite brasileira assumiu o - Período regencial.
discutir: o comando do processo político brasileiro, mas encontrava-se dividida. Essa - Rebeliões
abolicionismo, o situação, que se interpretou como uma experiência republicana durou até o provinciais. I/A/C
republicanismo e a golpe da maioridade, momento em que D. Pedro II assumiu o trono, em - 2º Reinado.
guerra do Paraguai. 1840. - Economia do
O professor deverá apresentar a guerra do Paraguai e depois relacionar os Império.
desdobramentos da mesma e sua interação com o incipiente movimento - Modernização do
republicano e abolicionista. Sobre a Guerra do Paraguai, ainda há um Império: ferrovias e
18. cuidado que deve ser observado: a vertente que será utilizada, uma vez que indústrias.
Mudanças a historiografia brasileira tem apresentado novas interpretações sobre o - A pressão inglesa
socioeconô- episódio, explorando a visão de novos sujeitos e também a análise de outras e o fim do tráfico
micas, crise fontes, como a fotografia. A discussão sobre diferentes versões para um negreiro.
política e fim mesmo fato atende ao que se propõe nesse CBC, que procura “promover a - Imigrantes no
da confrontação de versões e interpretações sobre um mesmo acontecimento Brasil.
monarquia. histórico” bem como contribuir para que o aluno desenvolva o raciocínio - A Guerra do
histórico ao evitar uma postura que visa apenas à memorização, mas que Paraguai.
18.3. Analisar as leva em consideração as várias mudanças nas concepções e práticas do - O movimento
tensões no interior do ensino da História, bem como apresenta as renovações historiográficas. abolicionista
Estado: a Coroa em Essa possibilidade de trabalhar distintas formas de abordar um mesmo tema brasileiro. I/A/C
conflito com os relaciona-se com um descritor do CBC de Língua Portuguesa. - Movimento
militares e a igreja. Dentre os itens que merecem maior destaque para explicar a crise e o fim da Republicano.
monarquia brasileira é possível listar: (1) a diversificação econômica - A queda da
observada internamente e o crescente aparecimento de indústrias, bancos e Monarquia.
casas de comércio no país; (2) questões relacionadas à mão-de-obra
escrava e as experiências de introdução da mão-de-obra livre; (3) os A Proclamação da
acontecimentos imediatos que contribuíram para a eclosão do movimento de República.
15 de novembro.
O professor poderá utilizar pinturas de Rugendas, Debret, entre outros,
gravuras, charges, fotografias antigas e recentes, trecho do documento
Manifesto ao Mundo, mapas, diferentes gêneros textuais, filme “Mauá – o
imperador e o rei”, 1999, 134 min.

37
Compreender e analisar
o processo de
implantação da I/A/C
monarquia no Brasil e
sua singularidade. O professor poderá utilizar pinturas, a imagem da Bandeira do Império do
Brasil, mapa, algum objeto comemorativo da independência do Brasil,
VI. O Aspectos
Compreender o trechos da Constituição de 1824 e da Constituição de 1988. Também
Imperador e institucionais na
contexto político da poderá trabalhar reportagens jornalísticas e charges que façam referência
a constituição do
Assembleia- a questão da condição no Brasil atual, dos afrodescendentes e outros
Constituição Estado brasileiro
Constituinte de 1823, grupos que, por um longo período da nossa história, não foram I/A/C
de 1824: - 1º Reinado no
resultando na incorporados ao universo da cidadania plena.
fundamentos Brasil.
formulação da É importante que o professor proporcione aos alunos o reconhecimento da
jurídicos e - Cidadania.
Constituição de 1824. luta de diversos setores da sociedade brasileira por melhores condições de
políticos da - Constituições de
vida ontem e hoje e, também trace um comparativo entre as duas
monarquia 1824 e 1988.
Identificar e comparar, Constituições: 1824 e 1988, principalmente no que se refere à cidadania.
em linhas gerais, a Ver também o tópico 14.
Constituição de 1988
I/A
com a Constituição de
1824, sobretudo no que
se refere à cidadania.

Analisar e caracterizar
os conflitos entre o
poder centralizador e o
federalismo das elites O professor poderá utilizar pinturas de Rugendas, Debret, dentre outros, Rebeliões no I/A/C
provinciais (revoltas e gravuras, charges, fotografias antigas e recentes, trecho do documento Segundo Reinado:
VII.
rebeliões). Manifesto ao Mundo, mapas, diferentes gêneros textuais. a contestação e a
Centralis-
Existem filmes e minisséries sobre as revoltas no período que podem ser construção da
mo X
utilizadas para abordar esses temas. Ressalta-se a possibilidade de se ordem:
federalis-
Analisar o processo de trabalhar de forma interdisciplinar com Língua Portuguesa com a obra “O - Período
mo, ordem
“pacificação” das tempo e o vento” de Érico Veríssimo, tanto na versão literária, quanto em Regencial.
X
rebeliões provinciais filme e minissérie. - Rebeliões
desordem I/A/C
como afirmação do O professor poderá também fazer comparações entre o período estudado e provinciais.
na Regência
estado monárquico o momento atual, promovendo estudo e discussões sobre diferenças - 2º Reinado.
e início do
brasileiro. regionais no Brasil contemporâneo e sobre o Mercosul: os objetivos que - Economia do
Segundo
levaram os países do Cone Sul a constituírem o bloco, a importância do Império.
Reinado.
Analisar e discutir a bloco para a região, etc. - Literatura e
relação do Brasil com os Ver também tópico 15. História
países da Bacia do Rio I/A/C
da Prata: questões
platinas.

38
Analisar e compreender O desenvolvimento das habilidades desse tópico supõe possibilitar aos
a formulação de uma alunos compreender que esse foi o momento da formulação de uma
primeira identidade primeira identidade nacional, mas como projeto das elites políticas do
nacional como projeto Império, e, portanto, excludente. Essas elites adotavam o modelo de I/A/C
das elites políticas do civilização europeu como ideal de sociedade a ser alcançado e, para elas,
Império, e, portanto, um país verdadeiramente civilizado era aquele em que prevalecia a cultura
excludente. dos brancos europeus. A diversidade deveria ser ultrapassada. Temos,
portanto, um projeto ideológico de construção do Estado Nacional brasileiro
Analisar a importância que desconsidera, desde sua origem, a grande maioria de sua população
das escolas literárias em sua diversidade étnica e cultural e que a ela nega direitos políticos e
(“indigenismo”, sociais; um projeto de criação de uma nacionalidade sem cidadania – Fim da escravidão
romantismo) e criação “pertencer sem exercer”. Para isso, essas elites se empenharam, dentre e política
VIII. I/A/C
de institutos acadêmicos outras coisas, na sistematização de uma memória oficial nos institutos migratória:
Construção
para constituição de históricos, por elas criados. Como exemplo pode-se citar o Instituto - Monarquia
da
uma identidade Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). A eficácia deste empenho é brasileira.
identidade
nacional. atestada, mesmo nos dias atuais, nas mais diversas manifestações do - Diversidade
nacional:
cotidiano, especialmente, quando nos defrontamos com as mazelas de cultural
“branquea-
nossa pretensa “democracia racial”. - Imigração.
mento” e
Como recursos para o desenvolvimento destas habilidades, o professor - Cidadania.
elitismo
poderá utilizar pinturas de Pedro Américo e Almeida Júnior, charges antigas - Identidade
e atuais, textos de diferentes gêneros textuais, partitura da ópera O Nacional.
Guarani, de Carlos Gomes, fotografias, trechos de obras literárias como
Analisar a educação no
“Esaú e Jacó” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.
Brasil imperial: exclusão
O professor poderá incentivar o aluno a valorizar a participação dos
das mulheres e da I/A/C
africanos, dos imigrantes europeus, asiáticos e de outras origens na
população pobre e
formação étnica, cultural e social do Brasil, bem como, as manifestações
escrava.
artísticas brasileiras (como Congado, Carnaval, danças folclóricas, Boi
Bumbá, dentre outros). O professor, junto com o professor de Língua
Portuguesa, poderá trabalhar com o samba-enredo “Liberdade, Liberdade,
abra as asas sobre nós” – 1989, Imperatriz Leopoldinense, discutindo o
momento histórico ali retratado e realidade atual brasileira.

39
EIXO TEMÁTICO II – Construção do Brasil: Território, Estado e Nação
TEMA 2 – Brasil, Nação Republicana
Subtema 1 – A “República de Poucos”: a República Velha e a dominação oligárquico federalista

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

19.1. Conceituar É importante os alunos compreenderem como se instituiu o sistema republicano


oligarquia, no Brasil e as permanências das estruturas excludentes que garantiram e ainda
clientelismo, garantem privilégios nas mãos de uma elite conservadora, mesmo que,
coronelismo e contraditoriamente, modernizadora e progressista. Os alunos precisam adquirir
federalismo e conhecimentos acerca do que muda na organização política de um país quando
I/A/C
relacioná-los como se adota a forma republicana de governo. Neste aspecto, é importante que o
Primeira
elementos professor discuta com, seus alunos, as principais características da Constituição
República no
constitutivos do de 1891, podendo, inclusive, traçar um paralelo com a Constituição atual (1988).
Brasil.
sistema político Os conceitos básicos a serem explicados e compreendidos são: governo do povo,
- Oligarquia.
oligárquico. voto, eleição, partidos políticos, oligarquia, federalismo, representação popular e
- Coronelismo.
coronelismo, dentre outros. Descrever o contexto da instituição da república no
- Clientelismo.
19. 19.2. Identificar Brasil: conjunto de transformações econômicas, políticas e sociais, como abolição
- Política dos
Primeira estrutura jurídico- da escravidão, incremento da imigração, debate acerca do federalismo e da
Governadores
República: institucional do industrialização. Visualizar os limites do republicanismo vitorioso no Brasil.
- Eleições.
“modernida regime republicano Relacionar a construção de Belo Horizonte aos principais ideais que circulavam I/A/C
- Constituição de
de”, grande brasileiro, contida na época – progresso, higienização, modernidade, organização do espaço da
1891.
proprieda- na Constituição de cidade – e que subsidiaram a decisão política de mudar a capital do Estado,
- Cidadania.
de, corone- 1891. antes cita em Ouro Preto. Sugerimos consultar a obra de Abílio Barreto, que trata
- Federalismo.
lismo e de todo o processo da transferência da capital de Minas. Veja BARRETO, Abílio.
- Migração.
federalismo Belo Horizonte: memória histórica e descritiva: história antiga e história média.
- Industrialização
Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e
- Urbanização.
Culturais, 1995. 2 v. Outras obras estão indicadas em
19.3. Compreender - Construção de
http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTa
o significado da Belo Horizonte.
xonomiaMenuPortal&app=historia&lang=pt_BR&pg=5780&tax=13744
construção de Belo
Vários são os recursos disponíveis para o desenvolvimento destas habilidades,
Horizonte em I/A/C
tais como: pinturas, charges antigas e atuais, imagem da Bandeira da República
termos da
brasileira, página do jornal A República ( encontrada em livros didáticos e
modernidade e do
também disponível na internet), anúncios publicitários antigos, fotografias antigas.
ideal republicano.
É importante traçar um comparativo entre o contexto da República Velha e o
contexto da República atual, valorizando a argumentação e o pensamento crítico
dos alunos.

40
Analisar os partidos
políticos, o
processo eleitoral
na república I/A/C
oligárquica e os
limites da cidadania
nesse contexto.

Compreender o
processo de O professor deve retomar a questão política e, sobretudo, ressaltar a economia
diversificação cafeeira e as desigualdades sociais que permearam o período compreendido
Primeira
econômica no entre 1894 e 1929, gerando revoltas como: Canudos, Contestado, Vacina
República no
Brasil aliado aos Obrigatória, Chibata, Cangaço, Tenentismo e Coluna Prestes. Outro ponto a ser I/A
IX. Brasil:
processos de ressaltado é a questão da industrialização e das mudanças nas relações sociais e
Transforma - Oligarquia.
imigração, de trabalho. A Semana de Arte Moderna, de 1922, marca um dos principais
-ções - Coronelismo.
urbanização e eventos culturais ocorridos e pretendia criar uma arte nacional.
econômi- - Clientelismo.
industrialização. Vários são os recursos disponíveis para o desenvolvimento destas habilidades,
cas, sociais - Migração.
tais como: leitura crítica dos textos do livro didático, análise de pinturas, charges
e culturais - Cidadania.
Compreender o antigas e atuais, anúncios publicitários antigos, fotografias antigas, poemas,
no Brasil da - Federalismo.
processo de literatura de cordel, dados sobre o movimento operário brasileiro entre o final do
Primeira - Industrialização.
transformação da século XIX e a década de 1920, dados econômicos e demográficos do período,
República - Urbanização.
paisagem urbana filmes, como Guerra de Canudos,1997, 170 min; documentários, como
- Movimentos
da cidade do Rio Sobreviventes – Os filhos de Canudos, 2004, 78 min.; músicas, como O Mestre- I/A/C
populares.
de Janeiro, sala dos mares, João Bosco e Aldir Blanc; mapas; site
associando http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html.
modernidade e
exclusão social.

Relacionar o
modernismo e a
busca da
I/A/C
nacionalidade: a
Semana de Arte
Moderna de 1922.

X. Primeira Analisar as O professor deverá explicar o contexto de prosperidade, mas também de Primeira Guerra
Guerra principais razões rivalidades entre as nações europeias e os motivos que levaram à eclosão da Mundial,
Mundial, da Primeira Guerra Primeira Guerra Mundial. Ressaltar a saída da Rússia antes do término deste Revolução Russa
I/A/C
Revolução Mundial e conflito, devido ao início do processo revolucionário que marcou o fim do e Crise de 29:
Russa de identificar as czarismo na Rússia e a ascensão de uma organização política e social de - Movimento
1917 e rivalidades entre as oposição ao capitalismo ocidental. operário.

41
movimento potências A partir do conceito de revolução, pode-se compreender o contexto do
operário, europeias. movimento, bem como os impactos acarretados para a constituição do mundo - Socialismo.
anarquismo contemporâneo e para a nova concepção de cidadania. Portanto, a consolidação - Anarquismo.
e Compreender a da URSS irá mudar todo o cenário mundial, sobretudo, após a década de 1920. - Comunismo.
comunismo Revolução Russa Com relação ao Brasil, houve influências dessa corrente no movimento sindical e - Imperialismo
no Brasil. de 1917 e o estudantil. Aqui, tanto anarquistas quanto anarco-sindicalistas caminharam - Estatização.
processo de levantando bandeiras contra o desemprego, o aumento do custo de vida, a - Coluna Prestes.
construção do escassez de alimentos de primeira necessidade e combatendo a burguesia e o I/A/C
comunismo na Clero. São Paulo foi o maior palco de greves de cunho anárquico. Em 1922, foi
União Soviética e fundado o Partido Comunista Brasileiro (PCB).
sua repercussão no Para desenvolver tais habilidades, o professor poderá utilizar e analisar mapas,
Brasil. documentários, charges, fotografias, cartazes da época, textos de diferentes
gêneros textuais, relatos de soldados e de operários, pinturas de Kandinsky,
Analisar o Pablo Picasso, Matisse, Munch, Magritte, dentre outros; filmes como Revolução
movimento dos Bichos (1999,89 min); O Encouraçado Potemkim (1925,84 min) e leitura de
I/A/C
tenentista e a trechos do livro “Revolução dos Bichos”, George Orwell.
Coluna Prestes. É importante traçar um comparativo entre o contexto da guerra, valorizando a
argumentação e o pensamento crítico dos alunos.
Analisar o período
entre guerras e a I/A/C
crise de 1929.

EIXO TEMÁTICO III – Nação, Trabalho e Cidadania no Brasil


TEMA 1 – A Era Vargas (1930-1945): fortalecimento do Poder Central, a Nação Brasileira “re-significa” e a Cidadania
Subtema 1 – A Revolução de 1930, Estado e Industrialização: os avanços e recuos da cidadania, extensão dos direitos sociais X cerceamento dos direitos políticos e civis

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

20.1. Compreender A Revolução de 1930 no Brasil marca uma ruptura com a organização política A República Velha
o processo de crise que garantia a hegemonia da oligarquia rural sobre o país, como também a - O domínio das
20.
do sistema ascensão de uma classe média urbana a partir do desenvolvimento industrial e oligarquias rurais e
Revolução
oligárquico das cidades. Ensinar esse tópico é de grande importância, pois se trata de um o clientelismo I/A/C
de 1930 no
brasileiro, momento de significativas mudanças na sociedade e na política brasileira no - O movimento
Brasil
relacionando-o à século XX. anarquista
ascensão de novas Para fazer esse trabalho, conforme está orientado pela habilidade 17.1, é - A Semana da Arte

42
forças políticas e importante que o aluno compreenda o contexto anterior à Revolução de 30, de 1922
econômicas. notadamente o sistema oligárquico, o surgimento de novas forças políticas e - A Coluna Prestes
seus questionamentos à ordem estabelecida (Tenentismo, Semana de Arte - A crise de 1929 e
Moderna, Movimento Operário, Partido Comunista, entre outros). O aluno suas repercussões
deverá também, se apropriar da crise da política oligárquica e seu na economia
fracionamento, permitindo a constituição da Aliança Liberal. brasileira
O contexto internacional, a Crise de 1929 e a polarização política-ideológica, - O tenentismo
20.2. Identificar no
afetaram diretamente esses acontecimentos e o professor deverá fazer essa - Ruptura
Brasil dos anos 30
contextualização com seus alunos. Aqui deverão ser introduzidos ou ampliados oligárquica e a
e início dos anos
os conceitos Fascismo e Nazismo, fundamentais para o entendimento dos criação da Aliança
40 a presença de I/A/C
processos em estudo. Liberal
embates entre
O professor para trabalhar tais habilidades poderá utilizar, além do livro didático, - Derrota eleitoral e
comunistas e
outros textos de diferentes gêneros (documentos oficiais, charges, reportagens, movimento armado
fascistas.
depoimentos, iconografia e debates). Como sugestão, destaca-se a leitura de
trechos ou na íntegra de Anarquistas, graças a Deus, de Zélia Gattai. A Revolução Russa
Deve-se buscar a interdisciplinaridade com a Geografia, Arte e Língua
Portuguesa. O Nazi-fascismo

21.1. Relacionar o Era Vargas:


O aluno deverá compreender que a Era Vargas foi um período de redefinição da
autoritarismo do - Golpe de estado
identidade nacional e foi marcada por avanços e recuos relacionados à busca
governo Vargas - Autoritarismo I/A/C
da consolidação da cidadania, seja no âmbito do trabalho, seja no político. É um
com a ascensão do - Integralismo
período em que se tem o início do incremento da industrialização brasileira, com
nazi-fascismo. - Imprensa/
aprofundamento de mudanças nas relações de trabalho e de configuração do
propaganda
mapa populacional, sobretudo após o deflagrar da Segunda Guerra Mundial.
21.2. Identificar as - Censura
ambiguidades da - Cultura popular
As possibilidades para trabalhar essas habilidades são múltiplas. Existem
política econômica - Identidade I/A/C
documentos, ampla iconografia e outros registros da época. Existem filmes e
21. A Era nacionalista do nacional
documentários que podem ser usados, como “Olga”, 2004, direção: Jayme
Vargas: governo Vargas. - Industrialização
Monjardim. Também é possível a leitura de trechos do livro de mesmo nome,
autoritaris- - Trabalho/Leis
escrito por Fernando Morais.
mo, estado e 21.3. Relacionar a trabalhistas/Movim
nação II Segunda Guerra ento sindical
O professor pode, ainda, traçar paralelos com muitos temas atuais, como
Mundial e a - Constituição I/A/C
relações trabalhistas, Estado e economia, industrialização, democracia e
industrialização no (1932/1937)
autoritarismo, entre outros.
Brasil. - Cidadania
- Voto feminino
Pode-se buscar o trabalho conjunto com o professor de Geografia para o
21.4. Analisar e - Relações
desenvolvimento das habilidades deste tópico, bem como o trabalho conjunto
compreender os internacionais
com professor de Português a partir da leitura do livro 1984, de George Orwell.
avanços e recuos - Ditadura/ I/A/C
(http://clubedolivrodesatolep.files.wordpress.com/2012/08/george-orwell-
da cidadania nesse democracia
19841.pdf)
período: extensão

43
dos direitos sociais Nazi-fascismo
(direitos
trabalhistas, Socialismo/
ampliação do Comunismo
direito de voto) X
cerceamento dos Cangaço
direitos políticos e
civis
(autoritarismo).

21.5. Analisar e
compreender o
processo de
constituição de
uma nova
I/A/C
identidade nacional
ligada à
industrialização e à
centralização do
poder.

21.6. Analisar o
papel da
propaganda oficial
para difusão do
novo ideário
nacional, utilizando
I/A/C
os meios de
comunicação
(rádio) e as
expressões
artísticas (música,
literatura, cinema).

VII- Compreender o Esse tema está relacionado ao que Hobsbawn chamou de Era das Catástrofes, Nazi-Fascismo e a
Ascensão do processo de a qual teria inaugurado o Sec. XX. II Guerra Mundial:
nazi- ascensão dos Primeira Guerra Mundial, Revolução Russa, Nazi-fascismo, Crise de 29 e - Holocausto
fascismo na regimes Segunda Guerra Mundial são temas fundamentais para a compreensão da - Campos de I/A/C
Europa e a II extremistas de contemporaneidade. Sendo assim, mesmo que o professor trabalhe concentração
Guerra direita na separadamente cada um desses assuntos, é importante que o aluno tenha essa - Totalitarismo
Mundial Alemanha e Itália. visão do todo. - Genocídio

44
Quanto à Segunda Guerra Mundial, podemos considerá-la como “parteira” do - Intolerância X
século XX, portanto de fundamental importância para a compreensão da direitos humanos
História Contemporânea. - Liberalismo
O professor deve chamar a atenção de seus alunos para as causas, imediatas - Socialismo
Compreender as ou não, da guerra, a forma como os principais acontecimentos se desenrolaram - Aliados X Eixo
causas, os e as consequências desse acontecimento, tanto do ponto de vista político, como - Energia nuclear e
principais geográfico e econômico. armas atômicas
acontecimentos e As possibilidades de se trabalhar essas temáticas com os alunos vão além do - Tecnologia I/A/C
as consequências livro didático. Assim, a análise de textos de diferentes gêneros, de filmes como - Plano Marshall
da II Guerra “O resgate do Soldado Ryan”, “O pianista”, “O menino do pijama listrado” - Criação da ONU
Mundial. (também existe o livro), documentários e imagens (charges, caricaturas,
pinturas), favorece o desenvolvimento das habilidades deste tópico.
Também seria interessante analisar, de forma crítica, o uso da propaganda
nazifascista antes e durante o período da guerra e a conveniência ou não da
sua utilização para fins comerciais.

Compreender a Estado Novo


constituição e A análise do papel da propaganda oficial para a difusão de um ideário nacional, - Identidade
difusão de uma proposto pelo Estado Novo, pelos meios de comunicação como o rádio e as nacional
cultura popular e, expressões artísticas (a música, o carnaval, a literatura e o cinema) é de - Hibridismo cultural
fundamental importância na compreensão da constituição e da difusão de uma I/A/C
ao mesmo tempo, - Departamento de
de uma cultura de cultura popular brasileira na Era Vargas. Imprensa e
VIII- O massas, no Brasil Não por acaso, o Governo Vargas foi o primeiro governo federal a investir no Propaganda (DIP)
rádio, o da Era Vargas. carnaval do Rio de Janeiro, que, nas décadas seguintes tornar-se-ia uma festa
cinema, o de referência internacional. Além do mais, é no governo Vargas também que Cultura de massas:
carnaval e começa a haver um incentivo governamental na seleção brasileira de futebol. - O futebol e o
o futebol: a Não é demais dizer que o Carnaval e o futebol tornaram-se, ao longo do século carnaval
cultura de XX referências da própria identidade nacional brasileira. - Instrumentos de
massas no O estudo desse tópico é um momento oportuno para o professor estabelecer comunicação
Brasil. Conceituar cultura um diálogo entre o presente e o passado, assim como as questões culturais que - Rádio e outras
de massas e estão sempre presentes no cotidiano da população. Poderá mostrar que as manifestações I/A
cultura popular. tradições existentes em um país são também construções históricas. Para tanto, artísticas e culturais
poderá utilizar filmes, animações, vídeos e áudios da época, documentos
oficias, imagens,
- A chegada da TV
Pode-se buscar diálogo com Arte e Ensino Religioso. e seus impactos
culturais no Brasil.

45
EIXO TEMÁTICO III: Nação, Trabalho e Cidadania no Brasil
TEMA 2 – A República Democrático-Populista (1945-1964): Avanços e Recuos da Cidadania, Guerra Fria e Internacionalização Econômica
Subtema 1 – A Guerra Fria, a internacionalização da economia e a industrialização do Brasil

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

22.1. Contextualizar Este tópico aborda um tema importante para que o aluno possa
a Guerra Fria e a compreender a história do século XX no que tange ao entendimento dos A Guerra Fria e a
divisão do mundo em acordos e alianças firmadas logo após o fim da Segunda Guerra: a divisão do mundo em
áreas de influência formação de uma ordem mundial bipolar, a corrida armamentista e a áreas de influência:
dos EUA e URSS, disputa pelo avanço tecnológico, na qual se pode destacar a corrida - Os conflitos político-
identificando os espacial. De um lado o bloco capitalista, liderado pelos EUA e, de outro, o militares I/A/C
conflitos em que bloco socialista, sob a liderança da antiga União das Repúblicas Socialistas - Ameaça nuclear
22. Novo
essas potências se Soviéticas (URSS). - Aspectos ideológicos
contexto
envolveram na O professor poderá demonstrar que o conflito entre as duas superpotências e culturais que
internacion
Europa, Ásia, África do pós-guerra (EUA e URSS) não esteve restrito apenas a questões marcaram a Guerra
al: fim da
e América. político-militares. O viés econômico, tal como o cultural e o ideológico Fria
Segunda
também estiveram presentes enquanto perdurou a Guerra Fria. - A criação da ONU e
Guerra
Tais acontecimentos têm forte repercussão na história recente do Brasil. a promoção dos
Mundial e
22.2. Compreender a Os elementos que o professor pode mobilizar para o ensino desse tópico Direitos Humanos e
Guerra Fria
importância das são muitos, como por exemplo, filmes sobre o tema (“Adeus, Lênin”! e cidadania
Revoluções Chinesa “Revolução dos Bichos”, filmes do personagem 007, “Diários de - O processo de
e Cubana para a Motocicleta”), imagens, textos de diferentes gêneros, que nos remetem a descolonização afro- I/A/C
história do século esses acontecimentos. Os elementos culturais, artísticos e inclusive, asiática
XX, no mundo e no esportivos, presentes nas disputas ideológicas, são recursos importantes. - Revolução chinesa
Brasil. Estes temas são caros à Geografia, possibilitando um trabalho conjunto - Revolução cubana
com este componente.

23.1. Analisar a Os anos de 45 a 64 marcaram a história brasileira por ser um período de A industrialização
influência do capital grande abertura ao capital estrangeiro. É um momento de disputa política brasileira:
23. Avanços
estrangeiro na entre um projeto liberal e um nacionalista, momento também no qual o - Dívida externa e
do capital
industrialização do Estado investiu na construção da infraestrutura necessária ao capital internacional
estrangeiro e I/A/C
Brasil e os embates desenvolvimento industrial. Esse período também é marcado pela
crise do
internos entre construção de Brasília e por uma onda de otimismo da população.
populismo
“entreguistas” e Estudar esse tema permite aos alunos compreender como foi esse Os anos dourados de
“nacionalistas”. momento da história brasileira e suas repercussões nos dias atuais. JK

46
23.2. Conceituar Como todo conhecimento da História, não se pode perder de vista o
I/A
populismo contexto mundial nos aspectos econômico e político. O aluno deverá ter O Governo Getúlio
conhecimentos sobre: Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento do Vargas, as disputas
23.3. Identificar e capitalismo e ascensão de um mundo socialista e seus reflexos no mundo políticas e o suicídio;
analisar a que vive a Guerra Fria, o comunismo e, no Brasil, o fim da Era Vargas e as
constituição dos políticas nacional-populistas.
partidos políticos no Para estudar esse período com seus alunos, o professor dispõe de vários I/A/C
Brasil nas décadas recursos e possibilidades. Além do livro didático, poderá usar personagens
de 50-60. de quadrinhos que retratam a visão e as ideologias da época (Zé Carioca, O governo Jânio
Capitão América), obras literárias, comparações entre passado e presente Quadros e João
no que se refere à luta pela terra no Brasil, Goulart
23.4. Analisar o Pode também simular júris ou realizar debates sobre os governos da época - Entreguismo
“desenvolvimentismo ou mesmo sobre os temas que dividiam opiniões (entreguismo e - Crise do populismo
I/A/C
” nos anos dourados nacionalismo, por exemplo). Será interessante analisar o fenômeno da
de JK (1956-1960). Globalização com as mudanças culturais.
Há interfaces com Arte, Língua Portuguesa e Geografia.
23.5. Analisar e
compreender os Os conflitos agrários e
embates político- as Ligas camponesas
ideológicos entre
direita e esquerda I/A/C
nos governos Jânio
Quadros e João
Goulart: o golpe O Golpe Militar de 64
militar de 1964.

23.6. Compreender
os motivos, os
pretextos e as
I/A/C
estratégias
subjacentes ao golpe
militar de 1964.

23.7. Analisar limites


e avanços da
cidadania entre 1945
I/A/C
e 1964. Avanços do
capital estrangeiro e
crise do populismo.

47
EIXO TEMÁTICO III: Nação, Trabalho e Cidadania no Brasil
TEMA 3 – Anos de Chumbo e Anos Rebeldes: a Ditadura Militar (1964-1985)
Subtema 1 – Os avanços do capital estrangeiro, a crise do populismo e o golpe de 1964.

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

24.1. Analisar o processo de O estudo do contexto da Guerra Fria é fundamental para


implantação da ditadura militar no contextualizar os embates ideológicos da esquerda e da direita I/A/C
Brasil. brasileira às vésperas do ano de 1964 e, por conseguinte, o golpe
militar que instalou a ditadura militar, em 31 de março.
24.2. Identificar as bases jurídicas Nesse período recente da história republicana brasileira, assistimos
e institucionais da ditadura militar: à implantação de um regime autoritário que impôs restrições ao Ditadura Militar
atos institucionais, Constituição exercício da cidadania no país. - Implementação I/A/C
de 1967 e Emenda Constitucional Uma forma de se estudar o período é a análise das bases jurídicas da ditadura: apoio
de 1969. e institucionais construídas pelos governos militares, no período em e resistências
questão (Atos Institucionais e Constituição de 1967). - A Constituição
24.3. Analisar o aparato É indispensável avaliar as restrições impostas aos direitos políticos autoritária de
repressivo militar e paramilitar e civis. 1967 e os Atos
instituído pela ditadura, com É importante, ainda, estudar os principais movimentos de Institucionais
apoio da sociedade civil, para resistência da esquerda, seja no campo, seja na cidade. - O Bipartidarismo I/A/C
eliminação dos opositores Nos anos que se seguiram ao golpe de 1964, assistimos à - A repressão e a
(“subversivos”) e sustentação do participação de artistas na oposição ao regime militar. Eles tortura
regime. demonstravam a insatisfação de parte da sociedade para com o - Resistência e
estado de exceção, expressando-se através da música, do cinema, luta armada
24.4. Analisar os principais do teatro, da literatura e das artes plásticas. Deve-se considerar - Direitos
movimentos de resistência da ainda que, apesar de a ditadura militar ter sido implantada com o humanos
I/A/C
esquerda (guerrilhas urbanas e golpe de 1964, é a partir de 1968 que o regime se torna mais
rurais). repressivo, com a edição do AI-5. Manifestações
O engajamento político do período pode ser destacado nas culturais: Cinema
24.5. Identificar e analisar as produções do Cinema Novo, na música popular brasileira (MPB) e novo, Festivais de
restrições à cidadania na ditadura nas peças de teatro. Portanto, o professor poderá utilizar, além do música,
I/A/C
e as limitações aos direitos livro didático, importantes manifestações culturais da época, tais Tropicalismo
políticos e civis. como, letras de música como “Cálice” e “Apesar de você” (Chico
Buarque), imagens, reportagens de jornais da época, filmes como
24.6. Analisar as mudanças no “Zuzu Angel” e “O ano em que meus pais saíram de férias” “Pra
contexto econômico brasileiro frente Brasil”, “O que é isso, companheiro”, “Uma noite em 67”, I/A/C
durante a ditadura: obras literárias, documentários sobre os Festivais da canção, entre

48
internacionalização da economia, outros.
industrialização, urbanização, É muito importante que o professor ressalte a questão do
dependência econômica e autoritarismo e da ausência de direitos, fazendo paralelos com os
constituição de uma sociedade de dias atuais e com as conquistas da recente democracia.
consumo. O professor deverá apresentar aos alunos as relações entre a
história da América Latina e o contexto mundial durante o período,
24.7. Analisar o contexto cultural marcadas pela Guerra Fria e por uma reorganização da economia
brasileiro antes do golpe de 64 e – e da indústria – mundiais. Dessa forma o aluno poderá
a forma como foi afetado; as compreender os motivos pelos quais ocorreram diversos golpes
diversas formas de resistência militares, que resultaram na implantação de ditaduras pró I/A/C
dos artistas e intelectuais capitalistas na região. O “Milagre Brasileiro” também é outro fato
brasileiros: a MPB, os festivais da que deverá ser estudado levando em consideração esse contexto.
canção e o cinema novo. Vale destacar a possibilidade do diálogo com Arte, Língua
Portuguesa e Geografia.
24.8. Analisar a implantação dos
governos autoritários e da luta I/A/C
armada na América Latina.

EIXO TEMÁTICO III: Nação, Trabalho e Cidadania no Brasil


TEMA 4 – Estado e Cidadania no Brasil Atual: a República Democrática e o Neoliberalismo (1985 aos dias atuais)
Subtema 1 – Estado, economia e sociedade: o papel do estado na organização econômica, a abertura do mercado e os direitos sociais

CICLOS

TÓPICOS HABILIDADES ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEÚDOS INTERMEDIÁRIO DA CONSOLIDAÇÃO

6º 7º 8º 9º

25.1. Analisar o contexto É importante que os alunos já tenham estudado o período da ditadura Brasil
de formulação da militar e da redemocratização. Esse tópico pode ser trabalhado de forma Contemporâneo:
“Constituição Cidadã” de mais rica e consistente se o aluno possuir um conhecimento básico sobre Processo de I/A/C
25. 1988 e os avanços da os governos brasileiros pós-ditadura militar. redemocratização
Democracia cidadania nela expressos. O professor poderá trabalhar pontos importantes da Constituição de 1988, - Constituição de
e cidadania sendo interessante fazer um paralelo com Constituições anteriores. 1988
no Brasil 25.2. Contextualizar as O professor deverá ressaltar a participação de setores da sociedade - Cidadania
atual transformações mundiais brasileira, particularmente aqueles representantes de grupos minoritários
do final do século XX a (afrodescentes, mulheres, indígenas, Sem Terra, Sem Teto, homossexuais, Reforma agrária I/A
partir da desagregação do etc.), na elaboração da Constituição de 1988. Com relação aos
socialismo real. Movimentos Negros, seria melhor tratá-los no plural, pois se trata de mais Movimentos

49
de um tipo de movimento, que dispõe de características distintas que estão sociais:
relacionadas aos seus Estados de origem. Além disso, o professor poderá Movimentos
articular a relação da atuação política dos Movimentos Negros com a Negros, Leis
criação e implementação das políticas Afirmativas ligadas à questão da 10.639 e 11.645,
25.3. Analisar o contexto população negra na sociedade brasileira: a Política de Cotas nas movimentos
das tensões e universidades públicas e em alguns concursos públicos. Existem GLBT, movimento
reivindicações sociais no reportagens e textos que mostram opiniões a favor e contra, que poderão sindical,
Brasil atual: eleições ser lidas e discutidas. indígenas, MST,
brasileiras de 2002, o Se por um lado as conquistas legais são nítidas, a população brasileira dentre outros.
Movimento dos Sem- ainda está longe de vivenciá-las de forma efetiva. Para demonstrar tal I/A
Terra (MST) e a reforma realidade, o professor poderá trabalhar reportagens, filmes/documentários,
agrária; os sem-teto; como “Mississipi em Chamas”, “Malcolm X”, “12 anos de escravidão”, além
movimento negro; a de livros e textos de diferentes gêneros que tratam desta temática.
questão das políticas Alguns filmes brasileiros que retratam a questão racial: ‘“Quase dois
afirmativas. irmãos”,
“Quanto vale, ou é por quilo?”, “Vista a milha pele”
https://www.youtube.com/watch?v=G6YnycpH53c
Observe que o processo de redemocratização do Brasil é o tema do Tópico
IX

Analisar o contexto de
estabelecimento de uma
É importante que o aluno aprenda sobre acontecimentos recentes da
“nova ordem” mundial:
história do Brasil e do mundo, pois, assim, ele poderá compreender melhor
ascensão dos governos
a política atual. É interessante que o professor esclareça aos alunos sobre
conservadores e do
as primeiras eleições diretas, realizadas para presidente no Brasil, depois
neoliberalismo. Redemocratizaçã
da ditadura militar.
o do Brasil
O conhecimento sobre o governo Collor é de extrema relevância, uma vez
Analisar a eleição de
IX. que causou impactos profundos na sociedade brasileira como um todo.
Fernando Collor de Mello Governos
Neolibera- Aproximando a História dos dias atuais, o professor deverá evidenciar os
e a abertura econômica brasileiros
lismo e principais fatos que permeiam os governos recentes do país e o contexto
do mercado brasileiro. contemporâneos
tensões mundial que os caracteriza.
- Neoliberalismo
sociais no O professor poderá utilizar, além do livro didático, fotografias, vídeos,
Analisar a mobilização - 11 de setembro
Brasil mapas, textos de diferentes gêneros, documentários, entrevistas que
popular e o impeachment de 2001
tratem desta temática.
de Fernando Collor de - Guerra ao terror
O governo Lula é um dos únicos períodos da História que os alunos
Mello (1992). - Primavera árabe
poderão ter vivido. Para aproveitar essa vivência histórica, o professor
poderá possibilitar ao aluno desenvolver essas habilidades fazendo com
Analisar os dois governos
que ele se perceba como participante, como sujeito histórico.
de Fernando Henrique
Um filme que ilustra bem esse período é “Terra estrangeira”.
Cardoso e a implantação
do neoliberalismo no

50
Brasil.

Analisar a criação dos


blocos econômicos
regionais: Mercosul, Nafta
e MCE.

Analisar os dois governos


Lula (2003 a 2010) e as
permanências e rupturas
na sociedade
contemporânea brasileira.

7- Referências Bibliográficas

ABREU, Martha e SOIHET, Rachel (orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologias. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003. p. 55-81.
BANDEIRA DE MELO, Ciro Flávio C.B. Senhores da História e do esquecimento: a construção do Brasil em dois manuais didáticos de História na segunda metade do
século XIX. São Paulo: USP, 1997. (Tese de doutoramento).
BENDIX, R. Construção nacional e cidadania. São Paulo: EDUSP, 1996.
BITTENCOURT, Circe M. Fernandes. Livro didático e conhecimento histórico: uma história do saber escolar. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
Universidade de São Paulo, 1993 (Tese de doutoramento).
BITTENCOURT, Circe M. Fernandes. Propostas curriculares de História: continuidades e transformações. In: BARRETO, Elba Siqueira de Sá (org.). Os currículos do Ensino
Fundamental para as escolas brasileiras. Campinas/São Paulo: Autores Associados/Fundação Carlos Chagas, 1998. p. 128-161 (Coleção Formação de Professores).
BITTENCOURT, Circe M. Fernandes. Os confrontos de uma disciplina escolar: da história sagrada à história profana. Revista Brasileira de História, vol. 13, nº 26 (1993), p.
193-221.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: história e geografia, v. 5. 2 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. 166
p.
BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares - Ensino Médio. Bases Legais. Brasília, 1998. 25 p.
_________.Parâmetros Curriculares - Ensino Médio. Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília, 1998. 75 p.
_________.Parâmetros Curriculares - Ensino Médio. Parâmetros curriculares nacionais: Ciências Humanas e suas tecnologias, 2003.
BRAUDEL, F. Gramática das civilizações. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
CERTEAU, Michel de. A operação histórica. In: NORA, Pierre e LE GOFF, Jacques (orgs.). História: Novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, v. I p. 17-49.

51
CHERVEL, André. “História das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo de pesquisa”. In: Teoria e Educação, nº 2. Porto Alegre: 1990.
DUTRA, Soraia de Freitas. As crianças e o desenvolvimento da temporalidade histórica, Belo Horizonte: UFMG/MG, 2003. 245p., (Dissertação de Mestrado).
FONSECA, Selva Guimarães. Caminhos da História Ensinada. Campinas: Papirus, 1995. (Cap. 3 e 4).
FONSECA, Thaís N. de L. História & Ensino de História. Belo Horizonte. Atual, 2003. p. 45-52.
FURET, François. De l’ histoire récit a l’histoire problémé. In: L’atelier de L’histoire. Paris: Flammarion, 1986. p. 73-90.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Ed. Vértice, 1990.
SANTOMÉ, Jurjo,Torres Globalização e Interdisciplinaridade. Porto Alegre: Editora Artmed Médicas, 1998.
LAVILLE, Christian. A guerra das narrativas: debates e ilusões em torno do ensino de história. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 19, n. 38, p. 125-138, 1999.
NADAI, Elza. A Escola pública contemporânea: os currículos oficiais de história. Revista Brasileira de História, nº 6 (1985), p. 99-116.
SANTOS, Lucíola Licínio de Castro Paixão. Histórias das disciplinas escolares: perspectivas de análise. In: Teoria e Educação, nº 2. Porto Alegre: 1990. Pp. 21-29.
SIMAN, Lana Mara C., COELHO, Araci Rodrigues. O papel da ação mediada na construção de conceitos históricos.
MORTIMER, E.; SMOLKA, A. M.B. (orgs.). Anais do II Encontro Internacional Linguagem, Cultura e Cognição, Belo Horizonte, 2003, 19 p ( CD-ROM, ISBN : 85-86091).
SIMAN, Lana Mara de Castro e FONSECA, Thais Nívia de Lima (orgs). Inaugurando a história e construindo a nação - discursos e imagens no ensino de História. Belo
Horizonte: Autêntica, 2001.
SIMAN, Lana Mara de Castro. Temporalidade histórica como categoria central do pensamento histórico: desafios para o ensino e a aprendizagem. In ROSSI, Vera L.
Sabongi e ZAMBONI, Ernesta( orgs). Quanto tempo o tempo tem! Campinas: Alínea Editora, 2003, p.109- 143.
THOMPSON, Donald, Understanding the past: procedures and content. In A.K. Dickinson, J.P. Lee and P. J. Rogers. Learning History. Heineman Educational Books,
London, 1984, p. 169-178.
VYGOSTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
HOBSBAWN, Erick. Era dos Extremos: breve século XX. 1914-1991. São Paulo.

52