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Texto: The Rise of Illiberal Democracy – Fareed Zakaria

THE NEXT WAVE

“A PRÓXIMA ONDA”

Fareed se mostra preocupado com um problema cada vez mais frequentes em regimes
democráticos, cada vez mais os governantes eleitos têm ignorado os limites constitucionais,
com isso interferem nos direitos e liberdades básicas dos cidadãos. No inicio do texto cita a fala
do diplomata americano Richard Holbrooke, o mesmo pondera um problema ocorrido nas
eleições de Setembro de 1996 na Bósnia, questiona a legitimidade da eleição.

A partir dessa preocupação Fareed começa a fazer uma analise critica de como a democracia
chegou a esse ponto, relembra o que significou democracia há quase um século, cita alguns
conjuntos de liberdades da democracia que podem ser denominados ao liberalismo
constitucional que se difere teoricamente e historicamente da democracia. Zakaria observa que
apesar de 118 de 193 países serem democráticos não a motivo para se comemorar, pois a
maioria desses países se tornaram democracias não-liberais, onde governantes ignoram seus
parlamentos e governam por meio de decretos presidenciais, alguns países a exemplo da Etiópia
onde o governo eleito utiliza de suas forças de segurança contra os jornalistas e opositores,
fazendo danos permanentes aos direitos humanos, a espectros de intensidade a infratores mais
modestos como na Argentina e quase-tiranias como Cazaquistão, as eleições raramente são
consideradas livres e justas. Estima que metade dos países “democráticos” no mundo são
democracias não-liberais.

Zakaria conclui que os Estados estão se movendo em direção ao iliberalismo, está longe de ser
uma fase passageira ou transitória, os Estados vem estabelecendo uma forma de governo que
mistura um grau substancial de democracia com um grau substancial de iliberalismo. Ele
acredita que assim como se acostumaram com as variações de capitalismo, podem se acostumar
com as de democracia. Para ele a democracia liberal não é o destino final, mas uma das saídas
possíveis.

DEMOCRACY AND LIBERTY

“DEMOCRACIA E LIBERDADE”

“Eleições abertas, livres e justas, são a essência da democracia,[...] Governos produzidos por
eleições podem ser ineficientes, corrupto, míope, irresponsável, dominado por interesses
especiais, e incapaz de adotar políticas exigidas pelo bem público. Estas qualidades fazem tais
governos indesejáveis, mas eles não os tornam antidemocráticos.” Essa é a definição de Samuel
P. Huntington.

A visão de Samuel casa com a visão do senso comum, quando o país tem eleições
multipartidárias é chamado de democrático. Tem-se mais participação publica se torna mais
democrático, acrescenta-se que para ser uma democracia o Estado deve ter um catalogo
abrangente de direitos sociais, políticos, econômicos e religiosos. Ele cita exemplos como
Suécia, França e Inglaterra, que tem problemas, mas são exemplos de democracia.

Na parte final desse tópico ele expõe a ideia de Liberalismo Constitucional, foi desenvolvido na
Europa Ocidental e nos EUA, o LC trata sobre os objetivos do governo, visa proteger a
autonomia do individuo e a dignidade, contra coerção, independente da fonte. Controla o
governo como um todo, estabelecendo a igualdade perante a lei, tribunais imparciais e
separação de igreja e estado. (Participaram de seu desenvolvimento: o poeta John Milton, o
jurista William Blackstone, estadistas como Thomas Jefferson e James Madison, e filósofos
como Thomas Hobbes, John Locke, Adam Smith etc.) O Liberalismo Constitucional quase
sempre argumenta que os seres humanos tem direitos naturais (ou “inalienáveis”) e que os
governos devem respeitar esses direitos, limitando sua própria competência. Em 1215 em
Runnymede, barões da Inglaterra forçaram o rei a aceitar a jurisprudência. Nas colônias
americanas essas leis foram explicitadas, e em 1638 a cidade de Hartford adotou a primeira
Constituição da história moderna.

THE ROAD TO LIBERAL DEMOCRACY

“A ESTRADA PARA A DEMOCRACIA LIBERAL”

Até o séc. XX, a maioria dos países da Europa ocidental eram autocracias liberais, ou na melhor
das hipóteses, semidemocracias. Exemplo a Grã-Bretanha, considerado o país europeu mais
democrático, só permitia que menos de 2% de sua população votasse. Só no final 1940 se
tornaram democracias de plenos direitos, com o sufrágio universal. Porém, no final dos anos
1840, a maioria deles tinha adotado importantes aspectos do Liberalismo Constitucional, essa
era a grande diferença entre os países europeus e norte americano para os demais.

Inicia- se a discussão sobre os regimes do Leste Asiático, apesar de ter ocorrido um pequeno
flerte com a democracia após a II guerra mundial, ela não se estabeleceu por lá, a maioria dos
regimes se tornaram autoritários, com o tempo mudaram para autocracias liberais e alguns para
semidemocracias, contendo patriarcas ou sistemas de partidos únicos. Para Fareed os governos
da Ásia Oriental são uma grande mistura de democracia, liberalismo, capitalismo, oligarquia e
corrupção, lembram muito os governos ocidentais de 1900.

“O liberalismo constitucional levou a democracia, mas a democracia não parece trazer o


liberalismo constitucional”. (Zakaria)

Em contraste com o ocidente e a Ásia ocidental, ele traz a América Latina, os resultados não são
animadores, cita estudos feitos por Larry Diamond, o mesmo determinou que 10 dos 22
princiais países latinos-americanos “têm grandes níveis de abuso de direitos humanos” . Na
África houve uma democratização rápida, porém tem ocorrido retrocessos a liberdade . Em
países da Ásia Central as eleições mesmo sendo livres, resultam em executivo forte, legislação e
judiciário fracos e poucas liberdades civis e econômicas. No islâmico, a democratização levou a
um papel crescente de políticas teocráticas .

Na Europa central muitos países mudaram de comunismo para a democracia liberal. Cita o
império austro-húngaro que dominava a Europa central e se caracterizava como uma autocracia
liberal clássica. Fora da Europa a Grã-Bretanha exercia esse papel nos países do terceiro mundo.
Um exemplo de autocracia atual dado pelo autor é o de Hong Kong que até 1 de julho de 1997
era governada pela coroa britânica por meio de um governado geral nomeado, apesar disso o
governos sintetizou o liberalismo constitucional, protegendo assim os direitos básicos dos
cidadãos e a administração de sistema judiciário justo e burocrático.

ABSOLUTE SOVEREIGNTY

“SOBERANIA ABSOLUTA”

Existe certa tensão entre os centros de liberalismo e democracia constitucional quando se trata
da autoridade governamental. O liberalismo constitucional trata de limitar o poder, a democracia
é sobre acumulação e utilização desse poder. Tocqueville alertou para a “tirania da maioria”.

Muitas vezes governos democráticos tem a tendência de achar que por deter a soberania
absoluta (o poder) pode resultar na centralização da autoridade. Na ultima década governos
eleitos alegam estar representando os seus eleitores quando na verdade a uma usurpação
horizontal (governo nacional) e vertical (autoridades regionais e locais, empresas privadas e
grupos não-governamentais). A usurpação horizontal realizada por presidentes é mais obvia,
mas a vertical é mais comum.

Os presidentes tendem a nomear pessoas de sua confiança, para que se mantenha algumas
verificações internas de poder, quando seus interesses entram em conflito com a legislação ou
até mesmo tribunais, eles tendem a recorrer a nação. A produção de líderes populistas tem se
tornado cada vez mais comum, Fareed se mostra bastante preocupado com isso, ele alerta que
uma dos maiores perigos nesse século para a liberdade humana, são estados brutalmente fortes e
centralizados, como a Alemanha nazista, a Rússia Soviética e a China maoísta.

A centralização é uma velha inimiga da democracia liberal. Em países onde a monarquia tinha
poder mais centralizado como na França e Prússia acabaram se tornando antiliberais e
antidemocráticos .

Quanto mais pluralismo houvesse no passado ajuda a garantir o pluralismo no presente.

Governo constitucional é a chave para uma política de reformas econômicas bem sucedidas.
Proteger os direitos dos individuais (incluindo os de propriedades), criar um quadro de direito e
administração, o crescimento vai se seguir.

ETHNIC CONFLICT AND WAR

“CONFLITOS ÉTNICOS E GUERRA”

Democracias liberais podem acomodar divisões étnicas, sem gerar violência ou terror e viver
em paz com outras democracias, porém se não a liberalismo constitucional, a introdução a
democracia em sociedades divididas gera conflitos étnicos, nacionalismo exacerbado e até
mesmo guerras.

Países onde não há fundamento do liberalismo constitucional a inserção da democracia traz na


maioria das vezes o nacionalismo a ponto extremo.
THE AMERICAN PATH

“O CAMINHO AMERICANO”

O sistema de governo americano é uma concepção pessimista da natureza humana. Para Fareed
a adoção de alguns aspectos constitucionais americanos poderiam melhorar os problemas da
democracia liberal. Os governos estaduais são mais independentes.

O modelo francês coloca sua fé na bondade dos seres humanos, baseado na revolução francesa,
uma vez que as pessoas são a fonte do poder, deve ser ilimitada para que eles possam criar uma
sociedade justa. Porém tem mais tendência a gerar caos.

Antes de implementar qualquer um dos modelos é necessário entender que cada nação possui
cultura diferente. A recuperação da tradição constitucional liberal também se faz necessária para
que se tenha um bom governo.

LIBERALIZING FOREIGN POLICY

O processo de implementação da democracia é longo, percebendo isso governos e organizações


não-governamentais tem promovido medidas destinadas a reforçar o liberalismo constitucional
nos países em desenvolvimento.

Zakaria argumenta que a ausência de eleições livres e justas devem ser vista como uma falha,
não uma definição de tirania. Eleições são uma virtude do governo, mas não a única.

Aspectos do liberalismo constitucional devem ser levadas em conta, como liberdades


econômicas, civis e religiosas estão no centro da autonomia e dignidade humana. Se um
governo com a democracia limitada expande continuamente essas liberdades, não deve ser
marcado como uma ditadura. Exemplo:> Cingapura, Malásia e Tailândia

É preciso reviver o constitucionalismo, criar um sistema onde o governo não ira violar os
direitos. A violação das normas vigentes nas constituições, tem feito as pessoas considerarem
as mesmas como simplesmente papelada que não faz nenhuma diferença. Procedimentos que
inibem a democracia direta são inautênticos, amordaçam a voz do povo.

DEMOCRACY’S DISCONTENTS

Vivemos em uma era democrática, os problemas do séc. XXI provavelmente será problemas
dentro da democracia. Isso tornar esses problemas difíceis de lidar já que vem embrulhado em
um manto de legitimidade.

A democracia não-liberal ganha força e poder, pois os governos que as adotam são vistos como
democráticos, isso afeta a imagem da democracia liberal, ela se tornar uma forma desacreditada
de governo, a cada contratempo da democracia alternativas inadequadas foram adotadas, novos
lideres ambiciosos e massas inquietas.
A solução proposta por Fareed para vencer essa onda de iliberalismo é em vez de procurar
novas terras para democratizar e novos lugares para realizar eleições, é consolidar a democracia
onde ela já foi enraizada, incentivar o desenvolvimento gradual do liberalismo constitucional
em todo mundo. Democracia sem liberalismo constitucional não é simplesmente inadequada,
mas perigosa, traz consigo a erosão da liberdade, o abuso de poder, divisões étnicas, e até
mesmo a guerra. Enquanto o desafio de 80 anos atrás foi tornar o mundo segura para a
democracia , a grande tarefa do próximo século é fazer com que a democracia seja segura para
o mundo.