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INDIVÍDUO CULTURA E SOCIEDADE I

1º ano de Psicologia

Profª Grasiela Lima

Grupo: Maiara Borchartt, Isabela Goes, Franciele Faxina e Stephanie Nascimento.

Caso Emanuelly

Caso Emanuelly – Ponto de vista do senso comum


Lemos a reportagem para algumas pessoas do nosso convivo, e pedimos para
eles nos falarem o que eles acham, sobre a reportagem.

As respostas foram muito parecidas:

“Se fosse mãe de verdade não ia fazer isso com a criança”.

“Dois monstros”

“Isso porque eram dois drogados”.

“O que eles merecem é morrer”

Muitos também dizem que os pais são negligentes, irresponsáveis, e que


merecem uma punição severa pelos atos, e que não merecem ser chamados de
pais. As pessoas ficam chocadas com o caso, pois nenhuma criança merece
passar por agressões, e querem justiça pela morte da menina.

A ex baba da criança fez uma publicação no facebook, dando sua opnião sobre
ocaso e expondo sua revolta. Essa publicação deu mais de 120 mil curtidas, 50
mil comentário e 43.500 compartilhamentos.

Observamos os comentários dessa publicação, e vários utilizam o senso comum:


Caso Emanuelly – Ponto de vista da psicologia
O caso Emanuelly vem gerado muitas opiniões, principalmente do senso comum,
mas querendo fazer uma abordagem diferente ao caso, pesquisamos algumas
teorias sobre o acontecimento e os atos dos personagens envolvidos nessa
história, abordando o ponto de vista da psicologia.

Uma possibilidade para esse comportamento de ódio é o fato de que a mãe de


Emanuelly teve depressão pós-parto, chegando até mesmo a perder a guarda da
menina, que nasceu prematura, por não ir visitá-la no hospital.

E além da depressão pós-parto, existe outro caso chamado de “psicose pós-parto”. Que
muitas vezes leva a mãe a assassinar o filho. Achamos muitos comentários de mães que
passaram por psicose pós-parto, onde elas afirmavam:

"Coloquei ele adormecido na cama ao meu lado, e meu cérebro simplesmente


desligou. Era como se alguém tivesse desligado um interruptor na minha cabeça,
e eu olhei para ele e estava cheia de vontade de matá-lo."
"Eu coloquei minha mão em seu pescoçinho, ainda não forte o suficiente para
manter a própria cabeça, e comecei a apertar. Eu não queria machucá-lo. Sabia
que não devia fazer isso, mas eu queria saber se era capaz".

"Um dia, pensei em sufocar os garotos enquanto eles dormiam após o almoço”.

“Tinha desejo de machucá-lo”.

"Eu estava tão assustada, não queria machucar meu filho, mas os pensamentos
foram ficando mais fortes e mais frequentes”.

"Comecei a ter pensamentos desagradáveis sobre Oliver, tinha desejo de


machucá-lo, de jogá-lo pelas escadas ou soltá-lo de propósito".

Esses comentários foram feitos por mulheres que foram diagnosticadas com
psicose pós-parto. Elas passaram por tratamento psicológico, e afirmam a
importância de um tratamento, pois se não tivessem tido um tratamento adequado
poderia ter acontecido o pior.

Além disso, em 2016, Débora foi entrevistada pela TV TEM em uma reportagem sobre
mães que tinham perdido a guarda dos filhos, mas á reconquistaram por conta de suas
mudanças. Nessa entrevista ela chegou a relatar: “No começo foi difícil para conseguir aquele
'grude' entreagente. Masagoraestácompleto”. Mas Debora nunca passou por tratamentos,
nem procurou ajuda necessária.

Segundo algumas pesquisas, que nosso grupo realizou, percebemos que se a depressão
pós-parto, ou a psicose pós-parto se não forem tratadas de maneira adequada, pode
voltar.

O ponto de vista sobre o pai de Emanuelly, é que Phelipe é usuário de drogas, e


segundo relato do avô paterno da menina, quando o mesmo estava sob efeito de
drogas, se tornava uma pessoa extremamente agressiva, inclusive chegando a
agredi-lo. Segundo relatos dos irmãos de Emanuelly e da ex-babá da família, as
agressões físicas eram exclusivamente direcionadas à menina, e seus irmãos,
apesar de serem deixados sem comida, não sofriam agressões.
Então depois de entrar na justiça e conseguir a guarda da menina, existe a
possibilidade de que essa depressão prevaleceu, e por isso a mãe negligenciava
tanto a menina, e ao agredi-la, estimulava o marido, sob efeitos de drogas, a
também agredir, cada vez com maior violência, levando a morte da criança.

Nada do que dissemos aqui é comprovado, é uma possibilidade. Só um


verdadeiro psicólogo, analisando o caso e os membros envolvidos poderia dizer o
que realmente aconteceu.

As sequelas da violência domestica contra as


crianças

Crianças e adolescentes vivem um período intenso de crescimento,


desenvolvimento emocional e maturação cerebral e corporal, num processo
complexo de mudanças. Sempre precisam de condições favoráveis nutricionais,
ambientais e contextuais para realizar essa transição de maneira saudável até a
vida adulta e para a plena integração social.

Todas essas transformações da infância e da adolescência podem ser


influenciadas de maneira positiva ou negativa, divido à maneira que a criança foi
criada.

O lado negativo pode acarretar distorções ocasionadas por situações de riscos e


traumas, que podem interromper essa trajetória e repercutir para o resto de suas
vidas.

Situações de risco e traumas constantes que ameaçam a integridade corporal e


emocional podem contribuir para interromper etapas de desenvolvimento e de
aquisição das habilidades necessárias ao aprendizado e ao desempenho dos
papéis sociais.
Alguns desses traumas se derivam dá a violência domestica. As crianças são
agredidas pelos pais ou responsáveis, levando até a morte.

Estudantes do TELELACRI - Telecurso de Especialização em Violência Doméstica


contra Crianças e Adolescentes. Eles buscaram exemplos de casos graves
ocorridos em seus municípios no ano 2000. Os casos encontrados dão clara
noção da crueldade e da periculosidade desse mal ainda considerado banal no
nosso cotidiano.

Alguns depoimentos de adultos que passaram por violência domestica quando


crianças:

“Porque eu chorava por dentro. Por dentro eu chorava lágrimas frias e muitas,
porque eu queria chorar um século se preciso, mas não ali naquela hora diante
daquele homem que dizia ser meu pai. Eu sentia amargura e dor e ódio – ódio por
meu pai, ódio por minha mãe, ódio por meu avô, por meu irmão, por mim mesmo
– ódio, só ódio, um ódio que tinha gosto amargo e duro e que me fechava o peito,
calava minha voz, me sufocava e me dava vontade de morrer…”.

“Os impactos causados pela violação, tanto física, quanto moral e sexual se fazem
presentes para sempre na vida do indivíduo”.

“O que se sabe é que a violência é um fator que afeta diretamente a saúde


psíquica de qualquer vítima, independentemente de qualquer outro fator, quanto
mais de uma criança, analisando o espaço no qual ela vivencia tudo isso, que é o
seio familiar, a base para suas futuras relações sociais com o mundo”.

“Um simples barulho diferente no portão era motivo para que o coração
acelerasse. Para que a boca ficasse seca e as mãos trêmulas. Os pensamentos
percorriam as memórias do passado e lá encontravam cenas de medo, agressão,
descontrole e terror. Era possível ainda ver os olhos daquele que deveria proteger,
embebidos na raiva e na frustração. Era possível ainda ouvir no coração as
palavras rudes, cruéis e descontroladas ecoando pelas paredes dos cômodos da
casa. Era possível sentir o vento da cinta saindo do passador da calça em direção
ao pequenino corpo. Sentir o tapa, a força das mãos, o verdadeiro mal que
saía pelos poros daquele que deveria cuidar. Quando não estava possuído por tal
gênio, era bom, calmo, confiável. Mas, quando estava dominado por algo que,
talvez nem mesmo ele conhecesse o nome e a origem, aí era possível sentir a
vida por um fio. Impossível não chorar, impossível não temer. Era briga de poder
para qual ainda não se tinha tamanho para enfrentar. Só restava esperar, que o
barulho do portão fosse daqueles dias calmos e silenciosos. Só restava esperar
que não fosse preciso ficar quietinha para não cutucar o gênio mal. Só restava
sentir que havia uma única fagulha de controle sobre a próxima cena. Prever,
antecipar, suportar a ansiedade, se esconder nas veredas da fantasia… esperar
passar o tempo… para poder crescer e se transformar numa pessoa boa e capaz
de não repetir a história”.

As reações pós-traumáticas são manifestas em diferentes formas e reações


que variam de acordo com a faixa etária e a fase do desenvolvimento físico,
afetivo, cognitivo e mental em que se encontra a criança ou o adolescente.
As reações encontradas com maior frequência podem ser divididas em
quatro grupos:

1. Reações corporais - baixa estatura, atraso do crescimento e do


desenvolvimento, insônia e dificuldades de dormir devido a pesadelos,
convulsões e tremores, hiperatividade, problemas gastrointestinais,
problemas imunológicos e reações alérgicas, problemas de fala e de
audição;

2. Reações emocionais - choque com amnésia, medo intenso, dissociações


afetivas e da realidade, raiva e irritabilidade, culpa, reações de ansiedade,
regressões, desespero, apatia, choros frequentes, reações depressivas e
terror noturno com enurese;
3. Reações cognitivas - dificuldades de concentração, perdas de memória e
confusão mental, distorções da realidade e imaginárias (flashbacks),
pensamentos intrusivos e suicidas, perda da autoestima, dislexia e
problemas de escrita;

4. Reações psicossociais - alienação, passividade, agressividade,


isolamento e solidão, dificuldades no relacionamento afetivo, abuso de
drogas, perdas de habilidades vocacionais e de interesse comum em
atividades escolares.

O trauma constante destrói o senso da segurança pessoal e a confiança no


relacionamento com outras pessoas adultas ou familiares, além de contribuir para
a falta de conexões afetivas e das expectativas para o futuro. Ocorrem rupturas e
interrupções na progressão das fases de crescimento e desenvolvimento,
causando um profundo impacto nos mecanismos de adaptação e sobrevivência.
Crianças e adolescentes que sofreram abusos ou abandono e ficaram
traumatizadas podem reagir com condutas de defesa e se tornar mais agressivos,
com problemas de comportamento, por dificuldades em controlar seus impulsos e
emoções, o que leva a outras situações antissociais ou criminosas, abusos de
drogas e autoagressões com mutilações corporais.

Fontes:

http://www.adolescenciaesaude.com

http://fundacaotelefonica.org.br

https://www.unicef.org

https://www.contioutra.com

https://jornalggn.com.br,

https://g1.globo.com,

https://revistaglamour.globo.com

https://brasil.babycenter.com

https://web.facebook.com