Vous êtes sur la page 1sur 156

‫בית מדרש‬

Beth Midrash LIÇÕES CONTEXTUALIZADAS PARA


CONGREGAÇÕES JUDAICO-ADVENTISTAS
Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778

COM COMENTÁRIOS CONTEXTUALIZADOS

‫אחרית‬
‫הימים‬

O fim dos dias

2T
AUTOR Norman R. Gulley
‫אחרית‬
CONTEXTUALIZAÇÃO
EDITOR Roberto Rheinlander Rebello
‫הימים‬
PROJETO GRÁFICO Henrique Felix
CONTEXTUALIZAÇÃO Alexandre
Vargas, Carlos Muniz, Gabriel Oliveira,

O fim dos dias
Márcio Simas, Roberto Rheinlander
COMENTÁRIOS CONTEXTUALIZADOS
Lucas Fridman, Sérgio Monteiro,
Leonardo Arruda
REVISORES Carlos Muniz, Gabriel
Oliveira, Roger Rheinlander, Roberto
Rheinlander Índice
CONSELHEIROS Dr. Richard Amran
Elofer, Dr. Reinaldo Siqueira.
Sobre o Autor 04
Introdução 05
1 O Conflito Cósmico 06
2 Daniel e o fim dos dias 14
3 O Mashiach e o livro Revelação 22
CONFERÊNCIA GERAL
4 Yeshuá e o fim dos dias 30
Dr. Richard Amram Elofer, PhD 5 O Mashiach no mikdash do Céu 38
DIVISÃO SUL AMERICANA 6 A "mudança" da Torá 46
Dr. Reinaldo Siqueira, PhD
7 Mattityahu 24 e 25 54
8 Adore o Criador 62
BELO HORIZONTE, MG
Rua Aveiro 367 - S. Francisco 9 Enganos do fim dos dias 70
Marcos Nardy
10 Os Estados Unidos e Bavel 78
CAMPINAS, SP 11 O selo de D'us ou marca da besta 86
Rua Espanha, 260 - Bonfim
Lucas Iglesias 12 Bavel e o Har-Megido 94
CURITIBA, PR
13 A volta do Mashiach 102
Av. Munhoz da Rocha, 168 - Juvevê Estudos Diários 110
Bruno Santelli
Glossário e Abreviações 114
FLORIANÓPOLIS, SC
Rua Visconde de Ouro Preto, 347 - Centro
Horários 122
Cristiano Silva Calendário 126
MANAUS, AM Bençãos Diversas 128
Rua M/N, 5 - Morada do Sol
Wilian Cardoso

RIO DE JANEIRO, RJ
Rua Dezenove de fevereiro, 140 - Botafogo
Notas
Thiago Fiúza
1 Este guia de estudo é uma versão adaptada das lições da Escola Sabatina
SÃO PAULO, SP ao contexto Judaico-Adventista. É usada pelos membros das Beth Bnei Tsion
Rua Armando Penteado, 291 - Higienópolis [Comunidades Judaico-Adventistas] como auxiliar e apoio ao estudo semanal.
Rogel Tavares Visa tornar a linguagem mais acessível a esse contexto. O conteúdo original é
preservado usando apenas adaptações contextuais.
2 As versões bíblicas adotadas preferencialmente nessa contextualização são
"Bíblia Judaica Completa" traduzida por David H. Stern, "Bíblia Hebraica" tra-
duzida por David Gorodovits e Jairo Fridlin e Orthodox Jewish Bible.
3 As referências para estudo semanal (Parashá, Haftará, leitura anual da Bíblia,
Leitura Reavivados por Sua Palavra [Leitura RPSP:] Crede em seus profetas
CSP) e costumes e festas encontram-se junto aos estudos diários.
4 Demais informações, horário do pôr-do-sol, acendimento de velas, datas fes-
tivas e Glossário encontram-se anexos ao final deste guia.
Sobre o Autor

Norman R. Gulley, Ph.D.


N ascido na Inglaterra, Norman R. Gulley, Ph.D., escreveu
vários guias de estudo da Bíblia, numerosos artigos aca-
dêmicos e muitos livros populares. Ele é conhecido por sua
abordagem centrada no Mashiach para toda doutrina, espe-
cialmente os eventos do último dias.
Dr. Gulley é professor-pesquisador em Teologia Sistemá-
tica na Southern Adventist University. Ele e sua esposa, Leo-
na, moram em Collegedale, Tennessee.

4 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Introdução

O Mashiach e acharit hayamim


N as horas finais de Sua permanência na Terra, Yeshua confortou os talmidim com pa-
lavras de esperança (Jo 14:1-4). Embora não entendessem o significado do que Ele
havia dito nem o tempo em que Sua promessa seria cumprida, eles foram encorajados pelo
Mashiach.
Pouco tempo antes, Yeshua lhes apresentou brevemente o que aconteceria antes de
Sua segunda vinda. Foi uma espécie de “história do futuro”, e não era nada boa. Yeshua
disse que haveria guerras, rumores de guerras, nação contra nação, fomes e terremotos,
e que isso seria apenas “o princípio das dores”. Perseguições, traições e enganos também
apareciam no horizonte.
Hoje, com nossa ampla perspectiva da história, vemos que quase todas essas profecias
já ocorreram, exatamente como Ele havia previsto. Observamos também o cumprimento
de duas grandes profecias. A primeira é “veidanin uflag idan. - ‫וּפ ַלג ִע ָדן‬
ְ ‫ וְ ִע ָדנִ ין‬- um tempo,
dois tempos e metade de um tempo”, de Daniel 7:25 (veja também Nm 14:34, Ap 12:6, 14;
13:5), que começou no século 6 (538 e.c.) e terminou no fim do século 18 (1798 e.c.). Em se-
guida, a maior profecia de tempo, as 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14, cumpriu-se no
Yom Kipur de 5605 (1844 e.c.).
Portanto, vivemos no “final dos tempos” (Dn 12:13). Contudo, não sabemos quando
virá o fim (que culminará com a segunda vinda do Mashiach), e não precisamos saber.
É necessário saber apenas que o fim virá e que devemos estar preparados para esse mo-
mento.
Como? A melhor resposta se encontra em Colossenses 2:6. Com tantos acontecimentos
mundiais, manchetes e teorias sobre o fim, é fácil nos desviarmos, concentrando-nos nas
coisas que, em nossa compreensão, levarão à vinda do Mashiach, em vez de focalizarmos
o próprio Mashiach, o único que é essencial para nossa preparação.
Nesse concexto, as Escrituras falam sobre o Mashiach, quem ele é, o que fez por nós,
o que faz em nós e o que fará quando retornar. Nossa confiança deve ser centralizada no
Mashiach e no que ele fez (1Co 2:2). Quanto mais nos concentramos no Mashiach, mais
nos tornamos como ele, mais Lhe obedecemos e mais preparados estaremos para o “lugar”
planejado para aqueles que o amam.

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 5


Lição 1 1 a 7 de abril | 16 a 22 Nissan

O conflito cósmico
VERSO PARA MEMORIZAR
"O dragão irou-se contra a mulher e saiu para lutar contra o resto de seus filhos, aqueles
que obedecem aos mandamentos de D’us e dão testemunho de Yeshua.” (Ap 12:17)

LEITURAS DA SEMANA
Ez 28:1, 2, 11-17; Gn 3:1-7; Ap 12:1-17; Rm 8:31-39; Ap 14:12

Introdução

O conflito cósmico, às vezes chamado de “o grande conflito”, é a interpretação da


cosmovisão bíblica. Ele forma o cenário no qual se desenrola o drama do nosso
mundo, e até mesmo do Universo. Pecado, sofrimento, morte, a ascensão e a queda
das nações, a esperança do Mashiach, os eventos finais – tudo isso ocorre no contexto
do conflito cósmico.
Nesta semana examinaremos alguns lugares cruciais dos quais o conflito tomou
conta, começando, misteriosamente, no coração de um ser perfeito, satan (Samael),
que trouxe sua rebelião para a Terra por meio da queda de outros seres perfeitos,
Adam e Chava. A partir desses dois acontecimentos principais, a queda do satan e
depois a de nossos primeiros pais, o conflito cósmico se enraizou e tem assolado o
mundo desde então. Todos nós participamos desse drama cósmico.
A boa notícia é que um dia o conflito não apenas chegará ao fim, mas terminará
com a plena vitória do Mashiach sobre hasatan. E a notícia ainda melhor é que, por
causa da plenitude do que Yeshua fez no madeiro, todos podemos compartilhar essa
vitória. E como parte dela, D’us nos ch-=ama a termos emuná e a obedecer, enquanto
aguardamos tudo que nos foi prometido no Mashiach, cuja vinda é certa.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PÊSSACH ‫( פסח‬Passagem): Êx 12:21-51;


HAFTARÁ: Js 3:5-7, 5:2-15, 6:1, 27
BRIT HADASHÁ: Jo 1:29-31, 10:14-18

6 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


1 de abril | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 16 Nissan Domingo

A queda de um ser perfeito

S e o conflito cósmico forma a cosmovisão bíblica fundamental, isso nos leva a uma
série de perguntas. Uma questão importante é: Como tudo começou?
Visto que um D’us amoroso criou o Universo, é razoável supor que o mal, a violência
e o conflito certamente não foram incorporados à criação desde o princípio. O conflito
deve ter surgido separadamente da criação original e não foi necessariamente um resul-
tado dela. No entanto, o conflito está aqui, ele é real e todos estamos envolvidos nele.

1. Leia Ezequiel 28:1 e 2, 11 a 17 e Isaías 14:12 a 14. O que esses textos podem ensinar
sobre a queda de Satan (Samael) e o surgimento do mal?

Satan (Samael) era um ser perfeito que vivia no Céu. Como foi possível que nele sur-
gisse a iniquidade, especialmente em um ambiente como aquele? Não sabemos. Talvez
essa seja uma das razões pelas quais a Bíblia fala sobre “o mistério da iniquidade” (2Ts
2:7).
Fora da realidade do livre-arbítrio concedido por D’us a todas as Suas criaturas inte-
ligentes, não há razão para a queda de hasatan. Como a escritora Ellen G. White afirmou:
“É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência
[…]. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso,
inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar des-
culpa, ou mostrar causa para a sua existência, deixaria de ser pecado” (1)
Substitua a palavra “pecado” por “mal”, e a afirmação continua produzindo o efeito.
“É impossível explicar a origem do mal de maneira a dar a razão de sua existência […]. O
mal é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicá-
vel; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou
mostrar causa para a sua existência, deixaria de ser mal.”

Pense em suas experiências com a realidade do livre-arbítrio. Por que devemos refletir
cuidadosamente e com espírito de oração sobre as escolhas que fazemos?

OMER 1

PÊSSACH 2

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 7


Segunda 2 de abril | ‫ יום שני‬Yom Sheni 17 Nissan

Conhecimento e submissão

E mbora não possamos explicar por que o mal surgiu (visto que não existe justi-
ficativa para isso), as Escrituras demonstram que ele começou no coração de
hasatan, no Céu. Além das observações da escritora Ellen G. White (a), a Bíblia não
revela muito mais sobre como o mal teve início no Céu. Entretanto, a Bíblia Hebrai-
ca é mais explícita acerca de como ele surgiu na Terra.

2. Leia Bereshit 3:1 a 7. Qual evento mostra a culpa de Adam e Chava? Qual foi seu
erro?

O que é mais triste nesse episódio é que Chava sabia quais tinham sido as pala-
vras de D’us para eles. Ela as repetiu: “Mas do fruto da árvore que está no meio do
jardim – disse D’us – não comereis dele, nem tocareis nele, para não morrerdes.”
(Gn 3:3). Pelo que as Escrituras revelam, nada havia sido dito sobre tocar o fruto. No
entanto, Chava sabia que comer do fruto daquela árvore acarretaria morte.
Então, satan contradisse aberta e descaradamente a Palavra de D’us: “Não mor-
rereis!” (Gn 3:4).
Poderia haver contraste mais claro? Por mais sutil que tenha sido a abordagem
do satan no início, uma vez que ele chamou a atenção de Chava e viu que ela não
estava resistindo, ele se opôs abertamente à ordem do Eterno.
E o mais trágico é que Chava não estava numa posição de ignorância. Ela não
podia alegar: “Eu não sabia”. Ela sabia.
Apesar de ter conhecimento, Chava cometeu o erro. Se, mesmo no ambiente
perfeito do Gan Éden, o conhecimento não foi suficiente para evitar que Chava (e
depois Adam, que também conhecia a verdade) pecasse, não devemos nos enganar
pensando que o conhecimento seja suficiente para nos salvar hoje. É evidente que
precisamos conhecer a Palavra de D’us. Mas, além desse conhecimento, devemos
obedecer às Escrituras Sagradas.

O Eterno disse uma coisa, hasatan outra. Apesar do conhecimento que Adam e Chava
tinham, eles escolheram ouvir o acusador. As coisas não mudaram ao longo dos milênios!
Como podemos evitar o mesmo erro?

OMER 2

CHOL HAMÔED 1

8 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


3 de abril | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 18 Nissan Terça

Guerra no Céu e na Terra

A queda de nossos primeiros pais afundou o mundo no pecado, na maldade e na mor-


te. As pessoas podem até discordar quanto às causas imediatas ou sobre quem é o
culpado, mas quem pode negar a realidade do caos, da violência, revolta e do conflito
que aflige todos neste mundo?
Falamos sobre um conflito cósmico. Mas, independentemente das origens desse con-
flito, ele também está sendo disputado na Terra. Grande parte da história bíblica, desde a
queda no Gan Éden até os acontecimentos finais que levarão à segunda vinda do Mashia-
ch, é, em muitos aspectos, uma descrição do conflito cósmico. Vivemos no meio desse
conflito. As Escrituras nos explicam o que está acontecendo, o que está por trás desse
conflito, e, o mais importante, como ele vai terminar.

3. Leia Revelação 12:1 a 17. Quais são as batalhas descritas nesse capítulo, tendo seu
desdobramento tanto no Céu quanto na Terra?

Podemos observar uma batalha no Céu e também as batalhas na Terra. A primeira


batalha é entre o dragão (hasatan; Ap 12:7-9) e Mikhael (‫יכ ֵאל‬ ִ cujo significado Hebraico
ָ ‫)מ‬,
é “Quem é como D’us ?”. O acusador, conhecido como satan (Adversário), é apenas um
ser criado lutando contra o Mashiach, por meio de quem o Eterno criou o Universo (Hb
1:1, 2; Jo 1:1-4).
Hasatan se rebelou contra seu Criador. O conflito cósmico não se trata de um duelo
de deuses; trata-se de uma criatura que se revoltou contra o Criador e que manifesta essa
rebelião atacando também a criação.
Tendo fracassado em sua batalha contra o Mashiach no Céu, o satan procurou per-
segui-lo na Terra logo após Seu nascimento humano (Ap 12:4). Ao fracassar em sua ba-
talha contra o Mashiach nesse momento, e depois sendo derrotado por ele no deserto e
posteriormente no madeiro, satan, após sua derrota irreversível no Gulgolta, foi guerrear
contra o seu povo. Essa guerra tem devastado o povo de D’us ao longo de grande parte da
história (Ap 12:6, 14-16) e continuará até o fim (Ap 12:17), até que satan enfrente a derrota
final, desta vez na segunda vinda do Mashiach.

Leia Revelação 12:10-12. Que esperança encontramos nesses versos em meio a todo o
conflito que vemos no capítulo 12?

OMER 3

CHOL HAMÔED 2

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 9


Quarta 4 de abril | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 19 Nissan

Ele está conosco todos os dias

N o livro Revelação, Yochanan profetizou a perseguição que o povo de D’us enfrentaria ao


longo de boa parte da história. Os 1.260 dias proféticos (Ap 12:6; 12:14) indicam 1.260 anos
de perseguição contra o povo de D’us.
“Essas perseguições, iniciadas sob o governo de Nero, aproximadamente ao tempo do
martírio de Rabi Shaul, continuaram com maior ou menor fúria durante séculos. Os crentes
eram falsamente acusados dos mais hediondos crimes e tidos como a causa das grandes ca-
lamidades — fomes, pestes e terremotos. Tornando-se eles objeto do ódio e suspeita popular,
denunciantes se prontificaram, por amor ao ganho, a trair os inocentes. Eram condenados
como rebeldes ao império, como inimigos da religião e peste da sociedade. Muitos deles eram
lançados às feras ou queimados vivos nos anfiteatros” (2).
Ao mesmo tempo, a mulher (o povo de D’us) fugiu para o deserto (Ap 12:6). Ela é descrita
como tendo duas asas de águia. Essa ilustração dá a ideia de voar para onde se pode encontrar
ajuda. A mulher recebeu cuidados no deserto e a serpente, ou hasatan, não conseguiu pegá-la
(Ap 12:14). D’us sempre preservou um remanescente mesmo durante as principais persegui-
ções, e Ele fará isso novamente no tempo do fim.

4. No contexto dos perigos dos últimos dias, o Mashiach disse a Seu povo: “estarei
sempre com vocês, até o fim da era” (Mt 28:20). Como entendemos essa grande pro-
messa, mesmo diante do imenso martírio de muitos seguidores? Veja Rm 8:31-39 e
Mt 10:28.

Nada, nem perseguição, nem fome ou morte pode nos separar do amor de D’us. A presen-
ça do Mashiach conosco, seja agora ou no fim dos dias, não significa que seremos poupados
da dor, do sofrimento, das provações e até mesmo da morte. Ele nunca nos prometeu que
estaríamos isentos dessas coisas nesta vida. Isso significa que, por meio de Yeshua e do que
Ele fez por nós, podemos viver com a esperança e a promessa de que o Eterno estará conosco
nessas provações e que teremos a vida eterna no mundo vindouro (novo Céu e na nova Terra).
Podemos viver com a esperança de que, independentemente do que enfrentemos aqui, como
Shaul, podemos ter a certeza de que “Tudo o que me espera agora é a coroa da justiça, a qual o
Senhor, "o Justo Juiz'', me concederá naquele dia - e não só a mim, mas também a todos os que
esperaram ansiosamente por seu aparecimento.” (2Tm 4:8). Nós, que “esperamos ansiosamen-
te a sua vinda”, também podemos reivindicar essa esperança e promessa.

OMER 4

CHOL HAMÔED 3

10 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


5 de abril | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 20 Nissan Quinta

A Torá e a Bessorá

C arregamos em nosso nome muito do que defendemos. Guardadores do sétimo dia”


representa o Shabat (o sétimo dia da semana), o que indica nossa crença não apenas
nessa única mitzvá, mas, por implicação, em todos os Mandamentos dados por D’us.
Também nosso nome carrega a crença na segunda vinda do Messias (Mashiach Ben Da-
vid), uma verdade que só pode existir por causa de sua morte expiatória em sua primeira
vinda (Mashiach Ben Yosef). Isto representa os dois elementoscruciais e inseparáveis da
verdade presente: a Torá e a Bessorá (as boas novas sobre o Messias).

5. Como estes textos indicam a estreita ligação entre a Torá e a Bessorá?


Jr 44:23 _____________________________________________________________________________________________
Rm 3:20-26_________________________________________________________________________________________
Rm 7:7 _____________________________________________________________________________________________

A Bessorá são as boas-novas de que, apesar de termos pecado no sentido de que que-
bramos a Torá de D’us, mediante a confiança no que o Mashiach fez por nós no madeiro,
podemos ser perdoados dos nossos pecados, da transgressão de Sua Torá. Além disso,
recebemos o poder de cumprir as mitzvot de maneira plena e completa.
Não é de admirar que, no contexto dos últimos dias, à medida que o conflito cósmico
devasta o mundo com especial violência, o povo de D’us seja retratado de maneira muito
específica.

6. Leia Revelação 14:12. Qual é a ligação entre a Torá e a Bessorá?

Como podemos mostrar aos outros que o cumprimento de mitzvot não é legalismo, mas
o resultado natural da libertação que recebemos e que nos leva a amar o Eterno? Dt 11:1
e 1 Jo 5:3

OMER 5

CHOL HAMÔED 4

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 11


Sexta 6 de abril | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 21 Nissan

Estudo adicional

“E nquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita
harmonia por todo o Universo de D’us. A alegria da hoste celestial era cumprir o
propósito do Criador. Deleitavam-se em refletir Sua glória e patentear Seu louvor. E en-
quanto foi supremo o amor para com o Eterno, o amor de uns para com outros foi cheio
de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar as harmonias
celestiais. Sobreveio, porém, uma mudança nesse estado de felicidade. Houve um ser que
perverteu a liberdade que D’us havia concedido às Suas criaturas. O pecado se originou
com aquele que, abaixo do Mashiach, tinha sido o mais honrado por D’us” (3)
Observe as palavras “lealdade pelo amor”. Essa expressão aponta para o fato de que o
amor leva à lealdade, à fidelidade. Um esposo que ama sua esposa manifestará esse amor
por meio da lealdade. Foi assim com esses seres no Céu, e assim deve ser conosco hoje em
nosso relacionamento com D’us.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Revelação 12:9-12
Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 33-43
(a)
Veja o capítulo “Por que Existe o Sofrimento”, no livro O Grande Conflito

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 Qual evidência bíblica aponta para a realidade de satan e de seu papel no conflito
cósmico? Como podemos ajudar as pessoas a entender que satan é um ser pessoal e
não apenas um símbolo do mal no coração humano?
2 Por que o conhecimento bíblico não é suficiente para nos salvar? Do que mais preci-
samos, além de informação?
3 Você tem experimentado a presença do Mashiach em sua vida? Como essas experi-
ências podem ajudá-lo nas dificuldades que você precisa enfrentar?
4 Como a expressão “lealdade pelo amor” nos ajuda a entender a relação entre Torá
e chessed (graça) e entre emuná e obediência? O que ela ensina sobre a liberdade
inerente à ideia de amor? Como podemos revelar “lealdade pelo amor”?

OMER 6

SHEVIÍ SHEL PESSACH

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

12 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

7 de abril | ‫ שבת‬Shabat 22 Nissan

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Conflito Cósmico

A ideia de um conflito entre o bem e o mal é lugar comum nas religiões mundiais, tanto
modernas quanto nas mais antigas. Esta é a maneira natural de se explicar a existência
de males no mundo, dos sofrimentos e das dores. Se, por um lado, os deuses proporcionam
bem-estar e vida, também eles trazem o mal e as desgraças. Isto não decorre da existência de
polaridades no universo dos deuses antigos, uma vez que tanto deuses tidos como bons, po-
dem causar males e aflições, a depender de seu humor, uma vez que a humanidade era vista
como uma criação servil dos deuses.
Esta visão comum é desafiada pela noção bíblica de que a existência do mal deve ser ex-
plicada pela existência de uma guerra entre UM D’us e um antigo agente divino que em al-
gum momento se rebelou. Não é uma guerra entre deuses, com efeitos sobre a Terra, mas
um conflito causado pelo desafio de uma criatura ao seu Criador. Todo o arcabouço teológico
das Escrituras, no que diz respeito ao estado atual da humanidade, gira em torno desta ideia,
chamada de Conflito Cósmico.
O conflito cósmico não pode ser definido como o conclave entre duas forças antagônicas
de igual poder. O testemunho bíblico, ao contrário, é muito mais de um desafio feito contra o
Poder Reinante, por alguém que não se sentia satisfeito com os ditames deste Poder. Alguns
textos tanto do Tanach quanto da Brit Hadashá falam deste desafio, no qual o direito divino de
reinar é posto em dúvida.
O texto do livro Revelação (Apocalipse) capítulo 5, por exemplo, inicia com D’us assentado
sobre O Trono, com um rolo em Sua Mão, cujo conteúdo não pode ser aberto ou lido, por nin-
guém, no Céu ou sobre a Terra. O adjetivo grego οὐδείς (oudeis) que descreve a inexistência de
alguém digno para abrir o rolo, é um termo com sentido absoluto. O alcance desta negativa é
amplo. Dentre aqueles que habitam no “céu, na terra e sob a terra”, não há ninguém que possa
abrir o rolo, romper os selos e revelar seu conteúdo. A linguagem absoluta utilizada sugere que
nem mesmo o Soberano do Universo podia abrir o Livro.
Diferente do capítulo 4 verso 11, no qual D’us é aclamado como Digno, por ser o Criador,
o capítulo 5 centraliza-se no destino da humanidade criada e no direito real de D’us como
Soberano. O termo utilizado no verso 4:11 para digno, ἄξιος (axios), está ausente do verso 3 do
capítulo 5, que traz o verbo δύναμις (dunamis), cuja ideia é ter poder, capacidade. Desta forma,
a cena inteira apresenta a ideia de que de alguma forma, D’us fora desafiado em Seu direito de
dirigir ou poder para comandar os eventos da história, escritos no livro selado. No fundo, este
é um desafio também à dignidade real de D’us, como Yochanan percebe no verso 4.
A resposta divina ao desafio apresentado não é apresentada em forma de poder ou força,
mas de caráter. Os versos seguintes apresentam a solução para o desafio quanto à dignidade
divina e responde de forma cabal o desafio feito. Não é o poder divino que O torna digno de ser
Rei, mas Seu profundo amor pelo Universo por Ele Criado.
O livro Revelação mesmo apresenta o autor do desafio feito contra D’us. No capítulo 12, ele

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 13


Comentário
Lição 1

é chamado de dragão, a antiga serpente, hasatan. Dele é dito que possui um trono, em flagrante
contraste com a divindade, que vimos assentada no Trono. É no capítulo 7 que o desafio é apre-
sentado em forma mais direta como uma guerra aberta. O dragão, chamado de Satan, batalha
contra D’us, na figura de Mikhael e Seus anjos sendo, derrotado, expulso do céu.
“Satanás” é uma figura comum na teologia cristã, mas pouco aparece em forma pessoal
na Bíblia Hebraica. O termo hebraico satan é utilizado em duas vezes na história de Bilam, ou
Balaão, descrevendo a função do anjo enviado para matar Balaão (Bamidbar 25). É no livro de
Yiov (Jó) e em Zacarias que a figura de Satan aparece de forma mais proeminente. Em ambos
os caso, hasatan aparece como um membro da corte divina, atuando como acusador de Jó (Iov
1 e 2) e do Sumo-Sacerdote Yehoshua, ou Josué (Zc 3). Não parece, entretanto, destes versos ha-
ver qualquer tipo de batalha entre D’us e Satan. Ele age muito mais como um ser subordinado,
com restrição de liberdade e de ação.
No judaísmo tardio, Satan assume um papel de maior antagonismo. No Talmud, ele é cha-
mado Samael, havendo sido um grande príncipe no céu (Bereshit Raba, xix). Ele é a encarna-
ção de todo o mal, tendo por pensamento principal a destruição do homem, o fazendo desviar
do caminho de D’us e levando seus maus atos diante da presença do Eterno como uma acu-
sação (Berachot 19a (a)) que possa resultar em um decreto divino de morte, que ele mesmo irá
executar. Ele é, portanto, o Yetzer Hará, o acusador, e o próprio anjo da morte. Como acusador,
ele é o arqui-inimigo do Mashiach, que é o protetor de Israel (Pesilkta Rabbati, iii, 6). A revela-
ção do Mashiach, faz com que Satan trema, caia e chore diante do poder da Luz Divina (idem)
e do futuro resultado do conflito entre eles.
Este antagonismo é exatamente o que encontramos no texto de Revelação 12. Outros dois
textos do Tanach agregam detalhes importantes ao quadro que obtemos das Escrituras quanto
ao início deste antagonismo. Isaias 14 e Ezequiel 28 apresentam em linguagem pesadamente
simbólica os eventos que levaram ao antagonismo, batalha e queda do dragão, Samael, hasa-
tan.
Isaias 14 é uma profecia contra o rei da Babilônia. Não obstante, há evidências no pró-
prio texto de que uma realidade maior se esconde por trás dos textos. O verso 12 transpõe a
realidade da queda do rei para o céu. Ademais, a personagem é chamada de Helel, um título
dificilmente restrito a um rei terrestre. Sua ambição é colocar seu próprio trono acima do tro-
no do Altíssimo, por sobre as Estrelas do céu, e assentar-se na montanha da congregação, uma
referência clara à congregação de Israel (assim Kimchi) e à posição divina nesta assembleia,
como refletida nos textos do tanach, como Shemot 32-34, Devarim 11 e Tehilim 82.
Ezequiel 28 parece falar da mesma personagem, oculta por trás da figura do rei de Tiro.
Aqui, uma vez mais sua ambição e orgulho são o motivo de sua queda. O grande príncipe, que
caminhava por pedras preciosas e era chamado de Keruv (querubim) cobridor. Novamente,
não é possível aplicar estes títulos diretamente ao rei de Tiro. É possível, além disto, traçar
um paralelo entre Ezequiel 28 e nossa proposta de um desafio feito em Revelação 5. O termo
hebraico que descreve a natureza das ações da personagem, em Ezequiel 28:16, rekhulah, vem
da raiz rakhil, encontrada em Vaicrá 19:16, descrevendo aqueles que fazem mexericos, fofo-
cas ou espalham inverdades. Se esta sugestão for aceita, é possível entender que a natureza
das ações do Keruv aqui descrito, envolveriam atos de desafio velado ou mesmo explícito ao

14 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 1

governo de D’us.
Uma reflexão se faz necessária, neste ponto. Não podemos restringir o mal a Satan. Ele é
a encarnação e personificação do mal, mas não é o mal em si. O mal foi encontrado nele, logo
deve ser externo a ele. E de fato o é. Não como uma entidade antagônica a D’us, de igual poder.
O mal, para ser mais preciso, é a ausência ou afastamento de D’us. É a sensação de que D’us
não é necessário ou que podemos de alguma forma viver sem Ele. Foi assim com Samael, de
forma mais profunda, quando ele pensou não apenas que poderia viver sem D’us, mas que
era superior a D’us.
Seja como for, as Escrituras e a literatura judaica descrevem que de alguma forma, um
grande príncipe celestial deixou sua posição e se tornou o arqui-inimigo do Mashiach e de Seu
povo, iniciando um conflito que se estendeu dos céus à terra e produziu efeitos sobre toda a
criação.
Por outro lado, estas mesmas Escrituras também deixam claro que o Maschiach é o prote-
tor de Israel (Dn 12:1), que Ele batalha contra o dragão e o vence (Ap 12:7-9), que um única pa-
lavra Sua é suficiente para afastá-lo (Jd 9) e que Ele é O Vencedor da batalha (1Co 15). Em outras
palavras, conquanto ainda vivamos no conflito cósmico, é possível manter os olhos adiante e
ter a certeza de que o Conflito já foi decidido.

ACHARON SHEL PESSACH

OMER 7

REFERÊNCIAS LIÇÃO 1

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 492, 493 (contextualizado)
(2)
Ibidem , p. 40 (contextualizado)
(3)
Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 35 (contextualizado)

REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 1

Satan toma as palavras e as apresenta diante de D'us, seguindo a intepretação dos rabi-
(A)

nos Joseph Jacobs e Ludwig Blau. ver também citação mais direta do Yerushalmi, Shabbat
5b

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 15


Lição 2 8 a 14 de abril | 23 a 29 Nissan

Daniel e o fim dos dias


VERSO PARA MEMORIZAR
"O rei falou a Daniel, dizendo: ‘Reconheço que, em verdade, teu D’us é o D’us dos deuses,
o Senhor dos reis e revelador de segredos, visto que foste capaz de desvendar este
segredo’" (Dn 2:47)

LEITURAS DA SEMANA
Lc 16:10; Dn 1; 2; 3:1-6; Ap 13:11-15; Dn 3:13-18; Jo 3:7; Dn 4; 6

Introdução

O Eterno tinha grandes planos para Israel. “E vós sereis para Mim um reino de sa-
cerdotes e um povo santo!” (Êx 19:6). Essa nação santa, esse reino de sacerdotes
deveria testemunhar ao mundo que Hashem, o Eterno, é o único D’us (veja Is 43:10,
12). Infelizmente, a nação não cumpriu o chamado sagrado que o Eterno lhe havia
feito. Por fim, Israel foi levado cativo à Babilônia.
De maneira curiosa, D’us ainda conseguiu usar individualmente alguns judeus
para ser Suas testemunhas, apesar do desastre do cativeiro. Em outras palavras, até
certo ponto, o Eterno realizaria por meio de Daniel e de seus três companheiros ca-
tivos o que Ele não tinha conseguido por meio de Israel e Yehudá. Em certo sentido,
esses homens foram exemplos do que Israel, como nação, deveria ter sido e feito.
A história deles transcorreu em um tempo e lugar muito distantes fim dos dias.
Porém, os traços e características desses homens ainda podem servir de exemplo
para nós, pessoas que não apenas vivem no tempo do fim, mas que são chamadas a
testemunhar do Eterno a um mundo que, como os pagãos da corte babilônica, não
O conhece. O que podemos aprender com suas histórias?

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 26 ‫ שמיני‬SHEMINI [Oitavo]: Lv 9.1-17 11.47


HAFTARÁ:2Sm 6.1-19;2Sm 6.1-7.17
BRIT HADASHÁ: Mc 7.1-23; At 5.1-11; 10.1-35; 2 Cor. 6.14-7.1; f 2.11-16; 1Pd 1.14-16; 9
TEHILIM: Sl 128

16 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


8 de abril | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 23 Nissan Domingo

Fiel no pouco

“Q uem é fiel nas coisas pequenas, também é fiel nas grandes, e quem é desonesto
nas coisas pequenas, também é desonesto nas grandes” (Lc 16:10).
É muito fácil transigir, ser “desonesto nas coisas pequenas”, não é mesmo? O proble-
ma não é que as “coisas pequenas” sejam muito importantes, pois não é são. Por essa
razão são consideradas “pequenas”. Como a maioria sabe, por experiência pessoal ou
por exemplos de outros, o problema é que a primeira transigência leva a outra, e depois
a outra, e mais outra, até que nos tornamos injustos também “nas coisas grandes”.
Com esse pensamento em mente, retomemos a história em Daniel 1, o primeiro rela-
to das experiências desses judeus no cativeiro babilônico.

1. Leia Daniel 1. De que maneira a posição tomada por Daniel, Hananiá, Mishael e
Azariá reflete o que Israel deveria ser para as nações? Veja também Dt 4:6-8; Zc 8:23.

Embora o texto não relacione diretamente o que eles comiam com o fato de serem
“10 vezes melhores” em “sabedoria e inteligência” do que todos os outros (Dn 1:20), há
claramente uma ligação aqui. O capítulo também afirma que D’us lhes havia concedido
essa inteligência e sabedoria. Ou seja, o Eterno foi capaz de usá-los porque eles foram
fiéis a Ele, quando se recusaram a comer a comida impura (treif) da Babilônia. Eles obe-
deceram e D’us abençoou sua obediência. Não teria o Eterno feito algo semelhante por
Israel como um todo, se ele tivesse seguido o ensino bíblico com tanta diligência e fideli-
dade quanto aqueles quatro jovens? Certamente! Ele também não fará o mesmo por nós
hoje, nos últimos dias, se formos fiéis?

Visto que sabemos o que Ele quer de nós, precisamos responder: Temos sido fiéis e obe-
dientes à revelação? Como podemos ser testemunhas poderosas de D’us?

OMER 8

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 17


Segunda 9 de abril | ‫ יום שני‬Yom Sheni 24 Nissan

A humildade de Daniel

E m todo o mundo, o capítulo dois do livro de Daniel tem ajudado inúmeras pessoas a
crer no D’us da Bíblia. Essa passagem bíblica apresenta evidências racionais podero-
sas, não apenas a favor da existência de D’us, mas de Sua presciência. De fato, a revela-
ção da presciência divina provida por esse capítulo é uma evidência da Sua existência.

2. Leia Daniel 2. Quais são as evidências convincentes da realidade de D’us?


Observe, também, a atual Europa, descrita no livro (Dn 2:40-43). Como
um homem que viveu aproximadamente 2.600 anos antes descreveu com
precisão essa situação, senão por revelação divina?

Aberta e ousadamente, Daniel deu todo o crédito a D’us pela revelação que havia
recebido. Ele poderia facilmente ter se vangloriado de sua sabedoria e inteligência já re-
conhecidas como a fonte de sua habilidade não apenas de conhecer o sonho do rei, mas
interpretá-lo. Porém, Daniel não caiu nessa armadilha. As orações que ele e os outros
fizeram (Dn 2:17-23) mostraram sua completa dependência de D’us; caso contrário, eles
teriam morrido com o restante dos sábios.
Posteriormente, Daniel lembrou ao rei que nenhum de seus sábios, encantadores
nem magos profissionais havia sido capaz de revelar ao rei seu sonho. Em contraste, o
Eterno pode revelar mistérios, pois Ele é o único D’us verdadeiro.
Assim, em sua humildade e dependência do Eterno, Daniel foi uma testemunha po-
derosa. Se Daniel, naquela época, demonstrava humildade, quanto mais devemos reve-
lar humildade hoje! Afinal, temos uma revelação do plano da redenção que Daniel não
tinha; e se alguma coisa deve nos manter humildes é o conhecimento do que o Mashiach
fez com seu sacrifício.

O que a morte de Yeshua nos ensina sobre humildade? O que ela revela, não apenas sobre
nosso pecado, mas também sobre nossa total dependência de D’us para a salvação? Onde
você estaria sem a morte do Machiach? Existe, portanto, algo do que se gloriar, a não ser
do madeiro? Veja Gl 6:14.

OMER 9

18 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


10 de abril | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 25 Nissan Terça

A estátua de ouro

H á muito tempo, os estudiosos das Escrituras Sagradas notaram a ligação entre


Daniel 3 (a história dos três hebreus na planície de Dura) e Revelação capítulo
13 (uma descrição da perseguição que o povo de D’us enfrentou no passado e en-
frentará nos últimos dias).

3. Quais são os paralelos entre as seguintes passagens de Daniel e Revelação? (Dn


3:1 a 6 Ap 13:11 a 15).

Em ambos os casos, a questão da adoração é central, porém ambos falam sobre


uma adoração forçada. Ou seja, as autoridades políticas no poder exigem a adora-
ção devida apenas ao Eterno.

4. O que enfrentaremos nos últimos dias? Como devemos encarar o que está por vir?
(Dn 3:13 a 18)

O líder mais poderoso da Terra, Nabucodonosor, havia zombado daqueles ho-


mens e de seu D’us, dizendo: “qual será o deus que vos livrará de minha sentença?”
(Dn 3:15). Ele logo descobriu quem esse D’us era, pois mais tarde declarou: “‘Bendi-
to seja o D’us de Sadrah, Mesah e Aved-Nego, que enviou o Seu anjo para livrar os
servos que Nele depositavam sua confiança e preferiram desobedecer a ordem do
rei, oferecendo seus corpos à fornalha, do que servir e adorar a outro deus que não
fosse seu próprio D’us” (Dn 3:28).
Depois de presenciar um milagre como aquele, o rei ficou convencido de que
havia algo especial no D’us a quem aqueles homens serviam.
Suponha, no entanto, que aqueles jovens não tivessem sido livrados das chamas,
o que eles perceberam que era uma clara possibilidade (Dn 3:18). Por que eles ainda
assim teriam agido corretamente, não obedecendo à ordem do rei, mesmo que isso
significasse que eles seriam queimados vivos? Essa história apresenta um teste-
munho poderoso da fidelidade e disposição daqueles homens em defender o que
acreditavam, independentemente das consequências.

Quando surgir a questão da adoração nos últimos dias, como podemos ter a certeza de
que permaneceremos tão fiéis quanto aqueles homens? Se não somos fiéis agora, nas
“coisas pequenas”, o que nos faz pensar que seremos em algo tão grande quanto a crise
final?

OMER 10

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 19


Quarta 11 de abril | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 26 Nissan

Conversão dos goyim

O capítulo três de Daniel termina com o reconhecimento, por parte de Nabucodonosor,


da existência e do poder do D’us verdadeiro. Porém, ter conhecimento do Eterno e de
Seu poder não é o mesmo que ter a experiência do novo nascimento, a qual Yeshua decla-
rou ser crucial para a redenção (veja Jo 3:7). De fato, o homem retratado em Daniel 4:30 era
qualquer coisa, menos um guer (converso).

5. Qual era o problema desse homem? (Dn 4:30, Jo 15:5, At 17:28, Dn 5:23).

No entanto, ao fim do capítulo, Nabucodonosor aprendeu, da maneira mais difícil, que


todo o verdadeiro poder está em D’us e que, sem o Eterno, ele não era nada. “O outrora
orgulhoso rei tinha se tornado um humilde filho de D’us; o governante tirânico e opressor
havia se tornado um rei sábio e compassivo. Aquele que tinha desafiado ao Adon Olam e
Dele blasfemado, reconhecia agora o poder de El Elion, e fervorosamente procurou pro-
mover o temor de Hashem e a felicidade dos seus súditos. Sob a repreensão Daquele que
é Rei dos reis e Senhor dos senhores, Nabucodonosor tinha afinal aprendido a lição que
todos os reis precisam aprender, de que a real grandeza consiste na verdadeira bondade.
Ele reconheceu Hashem como o D’us vivo, dizendo: “Eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e
glorifico ao Adon Olam, porque todas as Suas obras são verdadeiras, e os Seus caminhos,
justos, e pode humilhar aos que andam na soberba” (1).

6. Quais verdades sobre o Eterno Nabucodonosor também expressou nesse verso?


(Dn 4:35)

O capítulo quatro de Daniel termina com um goy reconhecendo a autoridade, domínio


e poder do D’us dos judeus. Em certo sentido, essa cena foi um prenúncio do que ocorreu
com os primeiros crentes em Yeshua como Mashiach, quando, mediante o testemunho dos
judeus e do poder de D’us, os goyim tomaram conhecimento da verdade sobre o Eterno e
começaram a proclamá-la ao mundo.

7. O que, segundo Yeshua, torna as pessoas preparadas para o fim dos dias? (Jo 3:7)

OMER 11

20 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


12 de abril | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 27 Nissan Quinta

A fidelidade de Daniel

L eia Daniel 6 e responda às seguintes perguntas:

8. O que Daniel 6:4 e 5 revela sobre o próprio Daniel? Quais lições podemos tirar des-
ses versos sobre como devemos ser vistos?

9. Como esse capítulo se relaciona com os eventos finais, descritos no Livro Revela-
ção? (Veja Ap 13:4, 8, 11-17).

10. Coloque-se no lugar de Daniel nessa situação. Qual argumento ou razão ele po-
deria ter dado para não orar? Como o profeta poderia ter justificado essa atitude
que poderia evitar que ele fosse jogado na cova dos leões?

11. Por que Daniel continuou em oração como sempre fazia, mesmo que não fosse
obrigado a orar?

12. Mesmo antes que Daniel fosse jogado na cova dos leões, o rei Dario demonstrou
saber alguma coisa sobre o poder do D’us de Daniel (Dn 6:16). Como Daniel testemu-
nhou ao rei a respeito de seu D’us, a quem ele adorava e servia?

OMER 12

YOM HASHOÁ

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 21


Sexta 13 de abril | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 28 Nissan

Estudo adicional

“A o nos aproximarmos do fim dos dias deste mundo, as profecias registradas por
Daniel demandam nossa especial atenção, visto que se relacionam com o próprio
tempo em que estamos vivendo. Com elas devem se ligar os ensinos do livro Revelação
o adversário tem levado muitos a crer que as porções proféticas dos escritos de Daniel e
Yochanan, não podem ser compreendidas. Mas a promessa é clara de que bênção espe-
cial acompanhará o estudo dessas profecias. ‘Os sábios entenderão’ (Dn 12:10), foi dito a
respeito das visões de Daniel que deviam ser abertas nos últimos dias; e da revelação que
o Mashiach deu a Seu servo Yochanan para guia do povo de D’us através dos séculos, a
promessa é: ‘Abençoado é quem lê e ouve as palavras desta profecia, conquanto obedeça
ao que nela está escrito!’” (2).
Embora tenhamos a tendência de examinar o livro de Daniel no contexto da ascensão
e queda das nações, do juízo (Dn 7:22, 26; 8:14) e da libertação final do povo de D’us no
tempo de angústia (Dn 12:1), nesta semana vimos que esse livro também pode, por meio de
exemplos, preparar-nos individualmente para provações e perseguições, sempre que elas
surgirem. Nesse sentido, essas histórias nos apresentam mensagens de vital importância
para os últimos dias. Afinal, por mais útil que seja conhecer a “marca da besta”, o “tempo
de angústia” e a perseguição futura, se não tivermos a experiência com o Eterno, todo esse
conhecimento somente nos condenará. Mais do que qualquer outra coisa, precisamos da
experiência do “novo nascimento” que Daniel e os outros tiveram, incluindo Nabucodo-
nosor.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1 Leia a oração de Daniel no capítulo 9:3-19. Como essa oração demonstra que o profeta
compreendia a graça, e que Hashem nos ama e redime por Sua benevolência, e não
por qualquer mérito ou “bondade” da nossa parte? Por que é tão importante compre-
ender e experimentar essa verdade?
2 Quais os desafios que os três judeus (Dn 3) e Daniel (Dn 6) enfrentaram quando suas
práticas religiosas foram ameaçadas pelas autoridades políticas. Quais semelhanças
e diferenças encontramos nos dois relatos? Como podemos ser testemunhas podero-
sas por meio de nossa fidelidade?
3 O que significa “nascer de novo”? Por que Yeshua nos deu essa ordem (Jo 3:7)?

OMER 13

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

22 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

14 de abril | ‫ שבת‬Shabat 29 Nissan

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Daniel e o fim dos dias

Daniel é um livro único no Tanach. Sua composição em duas línguas, seu contexto e suas
narrativas o tornam uma peça literária singular. Não obstante, é sua mensagem que o trans-
formam em um Best seller, dentro do Best seller.
Na ordem da Bíblia Hebraica, Daniel é posto entre os escritos e não entre os profetas. Isto
se deve não a questões de datação, mas ao fato de que ele não é considerado um profeta, mas
alguém inspirado pelo Ruach Hakodesh, que, no judaísmo é considerado a inspiração divina.
O Talmud Megillah 3ª diz sobre Daniel: “‘E apenas eu, Daniel, vi a visão, mas os homens que es-
tavam comigo não a viram. Mas um grande medo caiu sobre eles, e eles se apressaram para se
esconder’. Quem eram estes homens? Rabi Yirmiyah disse, embora alguns tenham dito que foi
o Rabi Chiya bar Abba quem disse: ‘eram os profetas Haggai, Zecharaiá e Malakhia. Eles eram
superiores a ele e ele era superior a eles. Eles eram superiores a ele, proque eram profetas e ele
não. E ele era superior a eles, porque ele viu a visão e eles não’”.
Daniel, portanto, não era considerado um profeta, uma vez que o profeta entra em um
transe que se traduz em perda dos sentidos e a entrada em um nível de existência que lhe
permite se aproximar da divindade, enquanto aquele que é inspirado pelo Ruach Hakodesh,
recebe uma dotação de poder para falar e atuar de maneira alheia a si mesmo, percebendo
o mundo de cima. Daniel não se apresentou como profeta, nem teria os sinais de um profeta,
conforme a definição do Rambam, que, em seu Guia dos Perplexos, 2:45, apresenta onze ní-
veis de profecia, sendo os dois primeiros os níveis ou espécies de divina inspiração. Nestes se
encaixava Daniel.
Isto não quer dizer que ele não tenha importância. A própria figura de Daniel é exaltada
como o mais sábio homem de seu tempo. O tratado Yoma 77a afirma que se todos os sábios
das nações fossem postos em uma balança e Daniel sozinho estivesse do outro lado, ele seria
mais pesado que ele. Não apenas ele é maior que os sábsios das nações, mas ele foi honrado a
ponto de ser comparado com Moshê Rabeinu e com Yaakov. Em Shemot Raba 43:1 diz-se que
apenas dois advogados se levantaram contra O Eterno – Bendito Seja – para defender Israel:
Moshê e Daniel. Ele teve o privilégio de conhecer o fim, que fora revelado apenas a Yaakov, diz
o Shocher tov, 37:1.
Suas visões, portanto, sempre foram consideradas como revelações de D'us no intuito de
fortalecer Seu povo e mostrar o destino de Israel. De fato, o Midrash Raba de Bereshit (98:2), as-
sim como o Midrash Shocher Tov (37:1), afirmam que D'us revelou a Daniel o tempo do fim, ou
o dia do Julgamento. Embora, o Bereshit Raba, afirme que ele se esqueceu do tempo revelado.
Daniel é visto, também, como o livro que revela o Mashiach. Novamente, o Bereshit Raba
14:18 afirma que aquele que trará justiça eterna em Daniel 9 é o Rei Messias. Rashi, comentan-
do Daniel 2 e 7, em seu Mikraoth Gdoloth, afirma que O Messias deverá Governar o Mundo.
Em outras palavras, a característica messiânica do livro de Daniel é reconhecida pelos sábios
judeus.

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 23


Comentário
Lição 2

Historicamente situado durante o exílio babilônico (embora a escola crítica o situe no pe-
ríodo de Antíoco IV), o livro narra as aventuras e desventuras de um grupo de judeus durante
os 70 anos do exílio, iniciando com a invasão de Jerusalém, por Nabucodonozor em 605 a.e.c. e
finalizando em um tempo não especificado com a morte de Daniel. O livro narra como Daniel
se tornou um dos maiores governantes dos tempos judeus de todos os tempos, mesmo não
exercendo seu governo na nação judaica. Ele é alçado ao posto de governador ao intepretar
um sonho de Navukadenatzar, ou Nabucodonosor, o grande rei do império neo-babilônio. Não
sem antes fazer uma determinada marcação de identidade ao recusar-se comer das iguarias
do rei.
Esta declaração de identidade é feita em sua própria chegada à bavel (babilônia), quando
os jovens se recusam a participar da comida que era servida ao próprio rei. O hebraico pa-
thbag, utilizado para descrever esta porção que eles se recusaram é um termo aparentemente
emprestado do persa antigo, ou do sânscrito, cujo significado é de uma porção de comida que
incluía vegetais, legumes, carnes, etc. Ou seja, Daniel e seus amigos, se recusaram não a partici-
para de uma refeição cárnea, mas de qualquer coida que houvesse sido destinada ao rei. Isto é
interessante, porque o rei era tido como o preferido de Nebo, escolhido de Marduk e sua refei-
ção era consagrada a estes deuses e era, em si mesma, uma refeição votiva e festiva na qual os
prórios deuses tomavam parte. Ao recusarem-se participar, Daniel e seus amigos, declararam
que não aceitavam ser partícipes desta refeição.(a)
Outro aspecto extremamente importante do livro de Daniel é a humildade e obediência
dele e de seus amigos a D'us e à Torá. De fato, estes traços de seu caráter são acentuados em
cada página do livro e são o motivo tanto do Amor de D'us, amizade do rei, e ódio e inveja de
seus opositores. Esta é, talvez, uma das razões pelas quais a tradição judaica, como citamos
acima, lhe coloque ao lado de Moshê e Yaacov.
Como já dito, a ele foi revelado o destino de Israel, bem como o estabelecimento de reinos
e a sucessão histórica. Em Daniel 2, o framework histórico teológico é apresentado de forma
contundente com uma visão de uma estátua composta de vários matérias variando em dura-
bilidade composição e valor. Não há lugar para dúvidas quanto a intepretação dos principais
elementos da estátua. A harmonia entre a história e a predição e tamanha que vários críticos
preferem redatar Daniel para séculos depois de estas haverem ocorrido.
Não obstante, a interpretação judaica deste capítulo coincide bastante com a interpreta-
ção Adventista, assim como a dos animais do capítulo 7:

Símbolo Adventismo Judaismo

Cabeça de Ouro Babilônia Babilônia (Vaykra Raba 13:5)

Asas de águia do Leão Babilônia Babilônia (Mayenei Hayeshua 8:2)

Peito de Prata Medos e Persas Persas (Kidushin, 72a)

Urso Medos e Persas Persas (Kiddushi, 72a)

Ventre de Bronze Grécia Grécia (Mayenei HáYehsua 6:1)

Leopardo Grécia Grécia (Abarbanel 8:3 e Ibn Yachya)

24 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 2

Pernas de Ferro Roma Roma (Cometário do Tanach da Art Scroll,


Daniel, p. 105)

Animal Terrível Roma Papal Cristianismo e Islam (Saadia Gaon, Ibn Ezra
Mikroth Gdoloth ad loc, Avodah Zara, 2b)

Grande Pedra/Filho do Juízo Investigativo/O Reino O Reino Messiânico (Pirkei Rabbi Eliezer,
Homem Messiânico 11)

Como se vê, há grande concordância entre a interpretação adventista e a judaica. A


A aparente discordância entre as interpretações na identificação do quarto reino, é quanto
ao alcance. O Adventismo vê uma apostasia da Igreja católica apostólica romana, antes mesmo
da adoção pelo império Romano, enquanto o judaísmo vê a própria existência da igreja cristã
como uma desdobramento do Império Romano.
Independente de diferenças menores, ambos reconhecem que a história do mundo é con-
tada pelo livro de Daniel alcançando até os dias do Mashiach e do Julgamento final. E por isto,
veem o livro de Daniel como extremamente importante para os momentos que precederiam
a Gueulá. A escritora Ellen White incitou os adventistas a prestarem muita atenção o livro de
Daniel no fim dos dias (Patriarcas e profetas, 547). O tratado Yomá 1:5 nos conta que Zechariah
ben Kabbutal lia o livro de Daniel muitas vezes no Yom Kipur. Por que no Yom Kipur? Talvez
Elie Wiesel, em seu Sages and Dreamers, p. 114, nos dê uma excelente razão. Ele diz que o livro
de Daniel nos ajuda a “... dar à esperança um nome que precede a própria Criação”!

OMER 14

SHABAT MEVARECHIM

REFERÊNCIAS LIÇÃO 2

(1)
Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 521 (contextualizado)
(2)
Ap 1:3; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 547, 548 (contextualizado)

REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 2

(a)
Para uma discussão mais elaborada do Pathbag e da alimentação de Daniel como decla-
ração de identidade e obediência, veja Sérgio Monteiro, Na Presença do Senhor: a carne
como alimento nas Escrituras (Dissertação de Mestrado, SALT, Engenheiro Coelho, 2015).)

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 25


Lição 3 15 a 21 de abril | 30 Nissan a 6 Iyar

O Mashiach e o
livro Revelação
VERSO PARA MEMORIZAR
"Ao que alcançar a vitória, permitirei sentar-se comigo em meu trono, assim como
eu também venci e senteime com meu Pai em seu trono." (Ap 3:21)

LEITURAS DA SEMANA
1Co 10:1-11; Ap 12:1-17; 19:11-15; Ef 1:20; Ap 11:19; 1:10-18

Introdução

M esmo a mais rápida leitura da Brit hadashá revela uma verdade importante:
ele está diretamente ligado ao Tanach. Repetidas vezes, a Bessorá e as iguerot
fazem referência a acontecimentos da Bíblia Hebraica ou o citam direta ou indire-
tamente. Quando Se referia a Si mesmo e a Seu ministério, Yeshua frequentemente
falava que as “Escrituras” precisavam ser “cumpridas” (veja Mt 26:54, 56; Mc 14:49;
Jo 13:18; 17:12).
O mesmo pode ser dito em relação ao livro Revelação. É quase impossível dar sen-
tido a esse livro sem considerar o Tanach, especialmente o livro de Daniel. Essa é uma
razão pela qual muitas vezes estudamos ambos os livros simultaneamente.
Um aspecto essencial dessas referências à Bíblia Hebraica no livro Revelação é
que, juntamente com o restante do livro, elas revelam Yeshua. O livro Revelação é
sobre o Mashiach, sobre quem Ele é, o que Ele fez para Seu povo e o que fará por nós
no fim dos dias. Necessariamente, Yeshua deve estar à frente e no centro de todo o
nosso foco nos eventos finais, exatamente o que ocorre no livro Revelação. A lição
desta semana trata de Yeshua nesse livro.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 27/28 ‫ מצרע תזריע‬TAZRIA METSORA [Conceber - Leproso]: Lv 12.1 - 15.33


HAFTARÁ: 2Rs 4.42 - 5-19; 2Rs 7.3-20
BRIT HADASHÁ: Mt 8.1-4;11.2-6; Mc 1.40-45; Lc 2.22-24;5.12-16; 7.18-23; Mt 8.1-4; Mt 9.20-
26; 23.16 - 24.2,30,31; Mc 5.24b-34; Lc 8.42b-48; Hb 13.4
TEHILIM: Sl 106, 120
26 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬
15 de abril | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 30 Nissan Domingo

A estrutura do livro Revelação

E ntre as muitas coisas que os livros de Daniel e Revelação têm em comum são
suas duas divisões básicas: a primeira é histórica e a segunda, escatológica
(eventos do fim dos dias). Ambos os conceitos estão intimamente ligados nesses
livros. Podemos considerar os eventos históricos como precursores ou exemplos,
mesmo que em menor escala, de grandes acontecimentos globais nos últimos dias.
Ou seja, ao estudarmos o que ocorreu no passado, podemos ter uma ideia do que
ocorrerá em nossos dias e no futuro. Esse princípio, no entanto, não se limita ape-
nas aos livros de Daniel e Revelação.

1. Como vemos o princípio mencionado acima na carta de Rabi Shaul a comunidade


de Coríntios? (1Co 10:1 a 11) Esses exemplos podem ser aplicados aos nossos dias?

Conforme descobrimos na semana passada, algumas histórias do livro de Da-


niel (Dn 3:6, 15, 27; 6:6-9, 21, 22) foram incidentes históricos regionais que refle-
tem, de certa maneira, os eventos finais descritos no livro Revelação. Ao estudar
essas histórias, obtemos vislumbres e uma compreensão de algumas coisas que o
povo de D’us enfrentará em uma escala mais ampla no fim. No entanto, talvez o
ponto mais importante seja que, independentemente da nossa situação imediata,
temos a certeza da libertação final. Em meio a todos os outros ensinamentos dos
escritos de Revelação, o livro garante a vitória aos fiéis.
Embora existam algumas exceções, a parte histórica do livro abrange os capí-
tulos 1–11. Os capítulos 13–22 tratam do fim dos dias.

2. Leia Revelação 12:1 a 17. Onde esse capítulo se enquadra: nos eventos finais ou
históricos? Por quê?

Como podemos ver, esse capítulo pertence a ambos os segmentos. Por quê?
Porque ele fala sobre conflitos históricos: a expulsão de Satan do Céu (Ap 12:7-9),
o ataque de Satan contra o Yeshua (Ap 12:4) e a perseguição em sua história sub-
sequente (Ap 12:14-16), e faz uma descrição do ataque do adversário ao remanes-
cente no fim dos dias (Ap 12:17).

Dizem que uma das lições que aprendemos com a história é que jamais aprendemos com
ela. A ideia é que, independentemente do momento em que vivem, as pessoas continu-
am cometendo os mesmos erros. Com tantas histórias com as quais podemos aprender,
como evitar os erros do passado?

OMER 15

ROSH CHODESH 1

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 27


Segunda 16 de abril | ‫ יום שני‬Yom Sheni 1 Iyar

Representações do Mashiach
3. Os seguintes textos apresentam vários nomes para o Mashiach e, em alguns ca-
sos, descrições Dele e do que Ele fez, está fazendo ou fará. O que esses textos nos
ensinam sobre o Mashiach?

Ap 1:5 ______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Ap 1:18 _____________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Ap 5:8 ______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Ap 19:11-15 ________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Ap 21:6 _____________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

E sses são apenas alguns dos muitos textos que descrevem os vários papéis e fun-
ções de Yeshua. Ele é o Cordeiro, uma referência à Sua primeira vinda, na qual
ele trouxe libertação pelos nossos pecados. “Livrem-se do velho hametz, para pode-
rem ser uma nova massa, porque na verdade vocês estão sem fermento. Pois nosso
cordeiro de Pesach, o Messias, foi sacrificado.” (1Co 5:7). Ele também é Aquele que
esteve “morto, mas eis que” está “vivo para todo o sempre!” (Ap 1:18), uma referên-
cia clara à Sua morte e ressurreição. “E lhes disse: "Eis o que ele diz: o Messias deve
sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia” (Lc 24:46). E em Revelação 19:11
a 15, Ele é descrito realizando Sua função na segunda vinda, quando retornará à
Terra com poder e glória para executar Seu juízo. “Porque o Filho do Homem virá
na glória de seu Pai, com seus anjos, e então recompensará cada um de acordo com
sua conduta.” (Mt 16:27).

Como podemos tornar a vida, morte, ressurreição e o retorno de Yeshua o foco central de
nossa existência e o fundamento das nossas escolhas morais?

ROSH CHODESH 2

OMER 16

28 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


17 de abril | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 2 Iyar Terça

O tema do mishcan no Livro Revelação

A lém das duas principais divisões, no Livro Revelação há também outra camada
estrutural, fundamentada no mishcan (santuário). Esse tema do Templo não se
limita a nenhuma das duas principais divisões, mas percorre ambas.
No santuário terrestre, o ritual começava no pátio, no altar, onde os animais
eram mortos. Após a morte do animal, símbolo da morte do Mashiach, o Cohen
entrava no primeiro compartimento do santuário, o que era um modelo do que o
Mashiach faria no Templo do Céu após Sua ascensão. Isso é representado pela cena
de Yeshua caminhando entre as menorot (Ap 1:13).

4. O que representa a porta aberta? Onde se localiza essa cena? (Ap 4:1 e 2. Veja tam-
bém At 2:33; 5:31; Ef 1:20; Hb 10:12, 13; Sl 110:1; Ap 12:5).

Logo após Sua ascensão, o Mashiach foi entronizado no lugar santo do Templo
do Céu, através dessa primeira porta aberta. Quando Yeshua aparece pela primeira
vez no livro Revelação, Ele está diante das menorot, no primeiro compartimento no
santuário do Céu (veja Ap 1:10-18).

5. Quando o Templo do Céu foi aberto, Yochanan pôde ver a arca da aliança, que, no
caso do santuário terrestre, ficava no segundo compartimento. Qual é a importân-
cia desse fato? (Veja Lv 16:12-14).

A imagem da arca da aliança no santuário do Céu é uma referência incontestá-


vel ao Santo dos Santos, ou o segundo compartimento do santuáriodo Céu. No livro
Revelação, podemos observar não apenas o ministério de Yeshua nos dois compar-
timentos, mas o fato crucial e confortador de que os acontecimentos no Céu e na
Terra estão interligados. Mesmo em meio às provações da história e dos últimos
dias, descritas no livro Revelação, podemos ter a certeza de que “todo o Céu está
empenhado na obra de preparar um povo para estar de pé no dia preparado pelo
Eterno. A ligação entre o Céu e a Terra parece muito próxima” (1).

OMER 17

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 29


Quarta 18 de abril | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 3 Iyar

O Mashiach no livro Revelação: parte 1

T udo no livro Revelação, desde sua estrutura até o conteúdo, tem um único propósito:
revelar Yeshua HaMashiach.
Por essa razão, as primeiras palavras do livro são: “Esta é a revelação que D'us deu a
Yeshua, o Messias”. Essa expressão geralmente é entendida como [1] “Revelação de Yeshua
Hamashiach” ou [2] “Revelação sobre Yeshua Hamashiach” (Ap 1:2). O fato de ser uma
“revelação” refuta aqueles que acreditam que esse livro é muito difícil de entender. Por
que o Eterno teria incluído esse livro nas Escrituras Sagradas se não quisesse que ele fosse
compreendido por aqueles que o lessem?

6. Leia Revelação 1:1 a 8. O que esses versos ensinam sobre Yeshua?

No livro Revelação, o Mashiach é apresentado como “governante dos reis da terra” (Ap
1:5) e, perto do final do livro, Ele é descrito como “Rei dos reis” (Ap 19:16). A ótima notícia é
que, em meio a todo o caos e confusão na Terra, podemos ter a certeza de que nosso amo-
roso D’us e Goel tem o controle supremo.
Em Revelação 1:5, temos uma clara referência ao Mashiach como Redentor: “A ele, que
nos ama, e nos libertou dos nossos pecados ao preço do seu sangue.” Esse verso aponta
para Sua morte no madeiro. O Mashiach não apenas nos Tornou justos (tsadikim), mas
também nos tornou santos (kedoshim) (1Co 6:11). Em textos como esse podemos encontrar
a certeza da libertação, pois ele nos mostra que o Mashiach é aquele que lava de toda a
minha culpa e purifica do pecado. (sl 51:2) Certamente não podemos fazer isso por nós
mesmos.

7. O que Revelação 1:7 ensina sobre o Mashiach?

A promessa de que o Mashiach virá com poder e glória é central para nossa crença.
Yeshua virá. Sua vinda será literal, um evento a ser testemunhado pelo mundo inteiro, um
acontecimento que, de uma vez por todas, acabará com o sofrimento, o caos e a ruína deste
mundo. Será um prenúncio de todas as promessas da eternidade.

O que Revelação 1:8 ensina sobre Yeshua? Nesse verso, encontramos esperança e confor-
to para todas as provações?

OMER 18

YOM HAZIKARON

30 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


19 de abril | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 4 Iyar Quinta

O Mashiach no livro Revelação: parte 2


8. De acordo com Revelação 1:10 a 18, o que Yeshua disse sobre si mesmo?

N esses versos, Yeshua aparece no primeiro compartimento do Templo do Céu. A reve-


lação Dele nessa função foi tão grandiosa que Yochanan caiu a Seus pés em temor.
Yeshua, sempre com palavras de conforto, disse ao shaliach que não tivesse medo e Se
revelou como o alef e o tav, o Primeiro e o Último (referências à sua existência eterna
como D’us). Posteriormente, Ele falou sobre Sua morte e ressurreição, e a esperança que é
trazida pela sua ressurreição. O Mashiach tem as chaves da “morte e do sheol”. Em outras
palavras, Ele disse a Yochanan nesse verso o que havia dito a Marta por ocasião da morte
de seu irmão, palavras que Yochanan também registrou: “’Eu Sou a ressurreição e a vida!
Quem deposita a confiança em mim viverá, ainda que morra; e quem vive e confia em
mim, jamais morrerá. Você crê nisso?'" (Jo 11:25, 26).
Como fez a Marta e a Yochanan, Yeshua nos mostra a esperança da ressurreição, o auge
e clímax da emuná. Sem essa esperança, que outra esperança teríamos?

9. Leia Revelação 22:7, 12 e 13. O que esses versos revelam sobre Yeshua?

“Yeshua Hamashiach é o Alef e o Tav, Bereshit e Revelação. Ambos se encontram no


Mashiach. Adam e Hashem são reconciliados pela obediência do segundo Adam, que rea-
lizou a obra de vencer as provações de Satan e redimir o lamentável fracasso e queda de
Adam” (2).
Yeshua é o princípio e o fim. Ele nos criou no princípio e nos recriará no fim. Do início
ao fim – visto que nos ensina não apenas a história, mas os eventos do fim dos dias – o livro
Revelação ainda é a Revelação de Yeshua Hamashiach. Em meio a todas as outras coisas
que possamos estudar sobre os eventos finais, Ele deve estar no centro de tudo.

Como podemos manter o Mashiach no centro da nossa vida?

OMER 19

YOM HAATSMAUT

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 31


Sexta 20 de abril | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 5 Iyar

Estudo adicional

“N o livro Revelação são representadas as coisas profundas de D’us. O próprio nome


dado a suas inspiradas páginas, “revelação”, contradiz a afirmação de que é um
livro selado. Uma revelação é alguma coisa que foi desvendada. O próprio Eterno reve-
lou a seu servo os mistérios contidos nesse livro, e propõe que seja aberto ao estudo de
todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra,
como foram aos que viviam nos dias de Yochanan. Algumas das cenas descritas nessa
profecia estão no passado e algumas estão acontecendo agora; algumas nos apresentam
o fim do conflito cósmico entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu e algumas reve-
lam os triunfos e o regozijo dos libertos na Terra renovada” (3).
Os textos que analisamos nesta semana, tanto no início como no final do livro, mos-
tram que o tema essencial do livro Rvelação é Yeshua. Mesmo com todas as referências
aos eventos históricos do Tanach, ele nos ensina mais sobre Yeshua Hamashiach. Veja
também estes textos que falam sobre Ele: Revelação 3:14; 5:5, 6; 7:14; 19:11-16. Quando
reunimos esses textos, obtemos uma poderosa representação de Yeshua e do que Ele
deve significar para nós, aqueles que afirmam ser Seus seguidores.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 O que significa o fato de que, ao longo da Brit Hadashá, são feitas constantes refe-
rências ao Tanach? Isso revela que as Escrituras são essenciais à nossa emuná e que
devemos levar a sério a Palavra de D’us? Devemos nos proteger de todas as tentativas
de menosprezar a autoridade das Escrituras em nossa vida pessoal e na vida da comu-
nidade?
2 Consulte o livro Revelação e reúna textos que falem especificamente sobre Yeshua. Na
classe, leia os textos em voz alta. O que mais eles revelam sobre a natureza, a obra, o
poder e o caráter de nosso Senhor? Você obtém conforto no conteúdo desses textos?
3 Em um mundo de morte, encontramos esperança e conforto na promessa da ressurrei-
ção?

OMER 20

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

32 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

21 de abril | ‫ שבת‬Shabat 6 Iyar

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

O Mashiach e o livro Revelação


O Mashiach é o centro da Brit Hadashá. Sua vida, serviço, morte e ressurreição ocupam
cada página destes escritos. A certeza histórica de sua existência é a base da certeza de seu
retorno, sendo este o fundamento da esperança e das boas novas da Kehilá dos primeiros
seguidores de Yeshua.
O livro Revelação cumpre um papel essencial na consolidação das esperanças e identi-
dades múltiplas da kehilá, afirmando que, como outrora afirmado pelo Tanach e também na
literatura apocalíptica do período do silêncio divino, o Eterno segue direcionando a História e
protegendo Seu povo, até o fim dos dias (Acharit Hayamim), o olam habá. O texto de abertura
do livro afirma que ele é a revelação que D'us deu a Yeshua, o Messias, para que ele pudesse
mostrar a seus servos o que deve acontecer no futuro. Ou seja, nada há que temer.
O judaísmo do período do segundo Templo produziu um gama significativa de material
literário. Além dos 27 Livros da Brit Hadashá, temos ainda os escritos de Josefo, Filo, os Manus-
critos do Mar Morto, Os Manuscritos de Nag Hamadi, a Hermética, os primórdios da Mishná,
Talmud, 13 documentos chamados livros apócrifos e outros fragmentos como o manuscrito
do Mago judeu. Esta prolixidade na escrita, demonstra que a imaginação judaica estava fer-
vilhando naquele momento, em grande medida causada pela repetição do jugo da servidão,
sob o império romano, mas também pela expectativa de libertação e estabelecimento do reino
Messiânico.
É neste contexto teológico, social e político, que surge a literatura apocalíptica, um gênero
literário que busca retirar os olhos da lama do presente, ainda que os pés lá permaneçam.
Neste sentido, o gênero não é de predição, mas de proclamação. O objetivo na literatura apoca-
líptica não é o futuro per si, mas moldar a incerteza do presente pela certeza do futuro.
O Livro Revelação, cujo nome grego, é exatamente Apokalypsis (αποκάλυψις), é um exem-
plo preciso desta característica premente do gênero. Assim como Daniel, seu objetivo é forta-
lecer o Povo que sofria com a certeza de que o sofrimento era passageiro e que o Eterno ainda
dominava os assuntos do mundo. Os sofrimentos e incertezas fazem parte da vida enquanto
durar a grande guerra descrita no capítulo 12.
De fato, o tema central do Livro Revelação é justamente a batalha que ocorre na História
da redenção entre o Eterno e Seu Ungido e o dragão e seus consortes. É uma batalha que tem
por objetivo e campo o Universo. O objetivo é universo, porque aquele que a vence tem poder
de domínio sobre ele e o campo também é universo, porque nenhum ser em todo o universo
pode se considerar neutro nesta batalha.
No judaísmo clássico pouca atenção se deu (se alguma) a ideia de um conflito cósmico.
Ainda que se pense na existência de satan, ele é um acusador e adversário dos seres humanos,
não de D'us. A tradição cabalística Isaac Luria, entretanto, mantém um conceito próximo ao
da Revelação, no qual há um constante conflito entre o reino dos demônios, ou Sitra Achra e o
reino de D'us(a). O papel do homem, neste conflito, é libertar as fagulhas de santidade que estão

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 33


Comentário
Lição 3

presas no conflito, através da obediência às Mitzvot.


No Livro Revelação, como na Brit Hadashá, a figura central é o Mashiach, apresentado de
diversos modos, mas sempre com figuras retiradas do Tanach, do contexto judaico.
Na Revelação, tanto o Pai quanto ele mesmo são o Alfa e o Ômega, uma referência às letras
inicial e final do alfabeto grego, correspondendo ao Alef e Tav (‫ )א ת‬do alfabeto hebraico. Há
uma discussão talmúdica interessante quanto ao significado do Alef e Tav no Tanach. Rabi
Akiva entendia que o uso destas letras juntas, que no hebraico marcam o sinal do objeto direto,
de fato indicavam a própria presença divina, que preenchia toda a criação e todas as palavras
da Torá. Além disto, para ele, seguindo seu mestre, Nahum de Gizmo que o Alef-Tav definiam
o Próprio Eterno(b). O Talmud Shabbat 104ª lembra também que Alef-tav são as letras que ini-
ciam e terminam a palavra hebraica para verdade, ‫( ֱא ֶמת‬emet). Além disto, os sábios percebe-
ram que as últimas letras das três últimas palavras do relato da criação em Bereshit 2:3, for-
mam a palavra emet (Bara’ Elohim La’asot) (Zohar, ad loc.). Alef-Bet, formam, portanto, como
diz o Shabbat 55a, a assinatura de D'us, contida no emet.
Yeshua é também apresentando como andando entre sete menorot, em uma clara refe-
rência a sua função sacerdotal. Suas vestes com um cinto dourado, remetem a veste do Cohen
Hagadol, em Shemot 28. Ele não apenas é o Cohen, mas também é a Oferta, descrito com no
capítulo 5, como um cordeiro que foi morto, mas que vive e se torna o Leão da Tribo de Judá
e cuja vitória lhe permite revelar os segredos de D'us, contidos em um livro selado por dentro
e por fora.
Ele é o Filho do Homem, o Bar Enash (‫)בר ֱא ָנ֖שׁ‬,
֥ ַ a figura escatológica vista por Daniel (Dn
7:13), a quem é dado o Reino após o julgamento dos reinos da Terra. É por isto que em 1:5, Ele
é chamado de Governante dos Reinos deste mundo. O Rambam, nos capítulos 11 e 12 de seu
Hilchot Melachim, fala do Mashiach em termos bastante semelhantes, chamando-o de Rei. De
fato, a expectativa messiânica judaica é do estabelecimento de um reino Mundial, pautado na
justiça, santidade e fama do Mashiach (veja o Yalkut Shimoni, Ieshaiáhu 49:9, Rambam, Perek
Helek: Sanhedrin).
A visão da figura do Bar Enash, encontrada no verso 13 do Cap. 7, se subdivide em sete
epítetos nas cartas às Kehilot, relacionados com características particulares que o Mashiach
apresenta para a Kehila específica, em vista de suas necessidades espirituais. Ele não é apenas
o Rei Messiânico esperado, aguardado e anelado. Ele é o Senhor destas comunidades, e por seu
conhecimento dos detalhes de sua existência, Kavaná e Kashrut, demonstra ter cuidado por
cada uma. Sua admoestações, por outro lado, demonstra que Ele deseja ser o Senhor delas,
como foi da Kehila do Deserto.
Ele é ainda chamado de ἀρχὴ τῆς κτίσεως τοῦ Θεοῦ (arché tes ktiseos tou Theou). Arché
(ἀρχὴ) é o termo de abertura da Criação na LXX de Bereshit. A idea do termo aqui não é decla-
rar que o Amen tenha um início, mas que Ele é o início. De fato, o uso das várias expressões
circundantes no verso 14, devem trazer à memória a posição de singularidade do Mashiach,
como o ed (Testemunha) de D'us, talvez em referência ao Shemá, que declara ser D'us o único
D'us de Israel (c), e o emet que explicamos acima como um símbolo do domínio Dele sobre a
criação. Desta forma, o verso 14 se transforma em uma declaração da soberania do Maschiach,
um significado também do termo ἀρχὴ.

34 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 3

Por fim, no contexto do conflito cósmico, Ele é chamado de Mikhael, cujo significado tanto
pode ser uma pergunta (Quem é igual a D'us?), como uma afirmação (Aquele que é igual a
D'us). Seu uso é restrito para eventos de confronto direto com hasatan, como em Daniel 10 e
12, Judas 9 e aqui em Revelação 12. Em Daniel, Ele é o príncipe de Israel, o seu protetor, que
batalha contra os príncipes das outras nações, para permitir que sejam trazidas a Daniel as
revelações contidas em seu livro.
Na literatura Judaica, Mikhael é mencionado várias vezes. Ele é o anjo que luta com Yaacov
(Targ. pseudo-Jonathan to Ber. 32. 25; Pirḳe R. El. 37). Ele é o anjo que salva Yitzchak de ser
sacrificado ("Yalḳ. Reubeni," Seção "Wayera"). Ele é o inimigo maior de Samael, que segurou
suas asas e tentou trazê-lo à terra, em sua queda (Pirḳe R. Eliezer 26). Abarbanel ensinou que
Ele foi o anjo que conduziu Israel pelos 40 anos do Deserto (Abarbanel sobre Ex. 23:20). Ele é
também O sumo sacerdote do Céu (Zeb. 62a; compare com Men. 110a), ministrando no quarto
céu, onde se encontra o santuário (mikdash) do Céu (Hag 12b). Mikhael é também identificado
com Malkitzedekh no Yalḳuth Ḥadash, Seção Malakim No. 19, um identificação que é paralela
a que o autor de Hebreus faz do Mashiach (Yeshua), no capítulo 7. Ele é ainda visto como Vi-
ce-regente de D'us (Enoch, lxix. 14 et seq.) sendo sempre acompanhado da Shekhina (Shemot.
R. ii. 8). Ele está posicionado a direita do Trono de D'us (Haggadat Shema' Yisrael, in Adolf
Jellinek, Beit ha-Midrash. v. 166; Targum de Iob 25. 2; Enoch, xl. 9).
Em suma, a figura de Mikhael é de extrema importância na literatura Judaica e apresenta
semelhanças marcadas com Yeshua, conforme descrito na Brit Hadashá.
O Livro Revelação nos apresenta a certeza de que Yeshua não apenas vive, mas é Sumo-
-Sacerdote, e irá voltar. A Idea do retorno do Mashiach é encontrada em várias fontes judaicas,
como o Shaar haguilgulim, cap. 13, do Ari e no comentároi de Rashi sobre Daniel 12, que diz:
Pois nosso Rei Messias, está destinado a estar oculto após haver se revelado e será revelado
novamente. Mantenhamos nossos olhos e nossa tikva (esperança) centradas no mikdash (san-
tuário) do Céu, donde brevemente, Mikhael se levantará e a gueulá se fará presente invadindo
nosso mundo!
OMER 21

REFERÊNCIAS LIÇÃO 3

(1)
Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 288 (contextualizado)
(2)
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1217 (contextualizado)
(3)
Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 584 (contextualizado)

REFERÊNCIAS LIÇÃO 3
(A)
Veja The Penguin Dictionary of Judaism, verbete Kabala; (B) http://motspluriels.arts.uwa.edu.au/MP1901dpAkiva.html;
(C)
O texto hebraico do Shemá contém duas letras maiores que as demais: O Ayn de Shema’ e o Dalet de Echad, formando
o termo hebraico Ed que se traduz como Testemunha. Embora estas letras sejam alargadas para evitar confusão e pro-
nunciar heresias (Se o ayn for lido como um alef, a palavra hebraica resultante significa Talvez e se o dalet for lido como
resh, o termo echad, se transforma em Achar, que significa outro.), a ideia de ligação da Testemunha Fiel com o Shemá,
declaração de Fidelidade é tentadora.

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 35


Lição 4 22 a 28 de abril | 7 a 13 Iyar

Yeshuá e o fim dos dias


VERSO PARA MEMORIZAR
"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a D'us, mas em que ele nos
amou e enviou seu Filho como kapparah pelos nossos pecados." (1 Jo 4:10)

LEITURAS DA SEMANA
Jo 14:9; Sf 3:17; Jo 1:1-3; Rm 8:38, 39; Sl 91:15, 16; Ap 14:6, 7; Ef 1:4, 5

Introdução

N ossos princípios de fé enfatizam não apenas o que Yeshua ensinou, mas o que
Ele fez, pois Suas ações proveram o único meio pelo qual somos libertos. A en-
carnação do Mashiach (Rm 8:3), sua morte (Rm 5:8), sua ressurreição (1Pe 1:3) e seu
trabalho no Céu (Hb 7:25) – unicamente esses atos nos libertam. Certamente, não
somos salvos por algo que exista em nós mesmos. “Se juntássemos tudo que é bom
e santo, nobre e belo no homem, e apresentássemos o resultado aos anjos de D’us,
como algo que desempenhasse uma parte na libertação do homem ou na obtenção
de mérito, a proposta seria rejeitada como traição” (1).
Essa verdade maravilhosa é especialmente importante para nós que vivemos
em meio aos perigos e enganos dos últimos dias.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 29/30 ‫ אחרי קדשים‬ACHAREI KEDOSHIM [A morte - Santos]: Lv 16.1-20.27


HAFTARÁ: Ez 22.1-19; Am 9.7-15; Ez 20.2-20
BRIT HADASHÁ: Rm 3.19-28; 9.30-10.13; 1Co 5.1-13 com 2Coríntios 2.1-11; Gl 3.10-14; Hb
7.23-10.25;Mt 5.33-37; 5:43-48; 15.1-11; 19.16-30; 22.33-40; Mc 7.1-23; 12.28-34; Lc 10.25-
39; Rm 13.8-10; Gl 5.13-26; Tg 2.1-9; 1Pd 1.13-21
TEHILIM: Sl 26, 15

36 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


22 de abril | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 7 Iyar Domingo

Ahavato shel Haav*

N ão muito antes da sua morte, Yeshua falou com seu círculo íntimo de amigos sobre como
as pessoas podiam ir ao Pai (haav) por meio dele. Foi então que Filipe disse: “"Senhor,
mostre-nos o Pai, e isso será o suficiente para nós".” (Jo 14:8).

1. De acordo com Yochanan, o que Yeshua respondeu a Filipe? (Jo 14:9) O que Sua
resposta ensina sobre o Pai? Quais equívocos sobre o Eterno ela deveria eliminar?

Alguns acham que há diferença no caráter divino expresso nas Escrituras Sagradas. Pen-
sam em um D’us de justiça na Bíblia Hebraica e um D’us cheio de misericórdia, graça e perdão
nos escritos da Brit Hadashá. A distinção que essas pessoas estabelecem não é válida. Tanto na
Bíblia Hebraica na Brit Hadashá Ele é o mesmo D’us, com as mesmas características.
Uma razão pela qual o Mashiach veio a este mundo foi revelar a verdade sobre D’us, o Pai.
Ao longo dos séculos, ideias equivocadas sobre o Avinu Malkenu e Seu caráter se tornaram
generalizadas, não apenas entre os pagãos, mas também entre a nação escolhida de D’us. “A
Terra se obscureceu devido à má compreensão do Eterno. Para que as tristes sombras se pu-
dessem iluminar, para que o mundo pudesse voltar ao Criador, era preciso que se derrubasse
o poder enganador de Satan” (2). Essas foram algumas razões pelas quais Yeshua veio a esta
Terra.
O Eterno não muda. Se soubéssemos todos os fatos que envolveram os acontecimentos
antigos, acharíamos D’us tão misericordioso no Tanach como Ele é na Brit Hadashá. As Escri-
turas declaram: “D’us é amor” (1Jo 4:8), e Ele não muda. “Yeshua o Messias, Yeshua, o Messias,
é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13:8).
Lembre-se, também, que foi o Eterno que se fez maldição no madeiro para nos salvar.
“Piedoso e pleno de bondade é o Eterno, tardio em irar-Se, e sempre pronto a ser generoso.” (Sl
145:8). Seu amor é infalível (Sl 143:8), e Ele Se agrada em Seus seguidores (Sl 147:11). Seu plano
é fazer as pessoas prosperarem e lhes dar esperança (Jr 29:11). Em Seu amor, Ele não mais re-
preenderá, mas Se alegrará em Seu povo com júbilo (Sf 3:17). Esse é o verdadeiro D’us.

Pense no fato de que Yeshua representa D’us, o Pai. Por que essa maravilhosa verdade
traz esperança, especialmente aos que têm medo de D’us?

* O amor do Pai

OMER 22

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 37


Segunda 23 de abril | ‫ יום שני‬Yom Sheni 8 Iyar

Ahavato shel Hamashiach*

O pecado fez separação entre o homem e D’us. Um grande abismo foi aberto entre
eles e, a menos que esse abismo fosse fechado, a humanidade estaria condenada à
destruição eterna. O abismo era profundo e perigoso. Foi necessário algo absolutamente
incrível para que o problema do pecado fosse resolvido e a humanidade pecadora fosse
reconciliada com o D’us justo e santo. Foi necessário que Alguém eterno e divino como o
próprio D’us Se tornasse humano e, em Sua humanidade, oferecesse a Si como sacrifício
pelos nossos pecados.

2. Qual a natureza de Yeshua? (Jo 1:1 a 3 e 14 e Fp 2:5 a 8)

O Mashiach é eterno e não depende de nada nem de ninguém para existir. Ele é
D’us, não a mera aparência exterior de D’us, mas o próprio D’us. Sua natureza essencial
é divina e eterna. Yeshua manteve essa divindade, mas Se tornou um ser humano a fim
de obedecer à Torá como ser humano e morrer como Substituto por todos aqueles que
transgrediram a Torá, ou seja, todos nós (Rm 3:23).
O Mashiach Se tornou homem, sem nenhuma vantagem em relação aos outros hu-
manos. Ele obedeceu à Torá de D’us, não mediante seu poder divino interior, mas con-
fiando no mesmo poder divino exterior, disponível a toda a humanidade.
D’us em Yeshua tornou-se plenamente homem. "Yeshua é o resplendor da Shekhiná,
a expressão exata da essência de D’us, sustentando tudo o que existe por sua palavra po-
derosa.” (Hb 1:3) é o mesmo que se achava deitado na manjedoura (Lc 2:16). Isso significa
que Aquele que “é antes de todas as coisas”, em quem “tudo subsiste” (Cl 1:17) é o mesmo
que, tornando-se como humano, crescia “em sabedoria, estatura e graça” (Lc 2:52). Signi-
fica que Aquele sem o qual “nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3) é o mesmo que foi morto
e pendurado num madeiro (At 5:30).
Se tudo isso revela o amor do Mashiach por nós (e Seu amor é apenas uma manifes-
tação do amor do Pai), então não é de admirar que tenhamos tantos motivos para nos
alegrar e agradecer!

Leia Romanos 8:38 e 39. O que lemos no estudo de hoje nos dá razões poderosas para
confiar no que Rabi Shaul disse nesses versos?

*O amor do Messias

OMER 23

38 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


24 de abril | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 9 Iyar Terça

Ahavato shel Ruach Hakodesh*

O Espírito Sagrado tem sido mal interpretado, quase tanto quanto Elohim Haav.
Alguns teólogos pensam no Ruach Hakodesh como o amor entre o Pai e o Filho.
Em outras palavras, Ele seria meramente a afeição entre ambos. Ele é rebaixado a
não fazer parte da Divindade.
Mas as Escrituras demonstram Sua personalidade. Na micvê imergimos na rea-
lidade do Pai, do Filho e do Ruach HaKodesh (Mt 28:19). Ruach Hakodesh glorifica
o Mashiach (Jo 16:14). Ele convence as pessoas (Jo 16:8). Ele pode Se entristecer (Ef
4:30). Ele é o Consolador (Jo 14:16), Conselheiro, Auxiliador e ensina (Lc 12:12), in-
tercede (Rm 8:26) e santifica (1Pe 1:2). O Mashiach disse que o Ruach Hakodesh guia
as pessoas em toda a verdade (Jo 16:13).
Em suma, o Espírito Sagrado, o Pai e o Filho são Elohim. Juntos, eles são Adonai
Echad.

3. Todas as ações do Ruach Hakodesh revelam o amor divino. Quais são algumas de
Suas ações? (Veja Lc 12:12; Jo 16:8-13; At 13:2).

A encarnação do Mashiach é a maior evidência de que o Ruach Hakodesh faz


parte da Divindade. O Mashiach procedeu do Ruach Hakodesh (Mt 1:20). Somente o
Eterno poderia gerar dessa maneira.
O Ruach Hakodesh é capaz de realizar pelo Mashiach dois milagres opostos. Pri-
meiramente, Ele trouxe o Mashiach onipresente para dentro do ventre de Mirian.
Yeshua ascendeu ao Céu em um corpo humano. Em segundo lugar, em outro mila-
gre inexplicável, o Ruach Hakodesh traz o Mashiach confinado por Sua humanidade
e O torna presente aos justos em todo mundo.
Portanto, o Espírito Sagrado, juntamente com o Pai e o Filho, atua em nosso
favor. “A Divindade Se moveu de compaixão pela humanidade, e o Pai, o Filho e o
Ruach Hakodesh Se deram a Si mesmos ao estabelecer o plano da redenção” (3).
O Pai, o Filho e o Ruach Hakodesh atuam para nos salvar para o mundo vindou-
ro, o reino eterno de D’us. Como podemos, então, negligenciar tão grande salvação?

Podemos nos confortar com o fato de que a Divindade está atuando para nosso bem
eterno?

*O amor do Ruach Hakodesh

OMER 24

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 39


Quarta 25 de abril | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 10 Iyar

Certeza da Yeshuá

M uitos se perguntam se serão salvos. Não têm certeza da salvação e desejam conhecer
seu futuro em termos de vida eterna. Esforçam-se para ser bons o suficiente e, ainda
assim, reconhecem que isso não é o bastante. Olham para dentro de si e poucas coisas os
incentivam na jornada pela vida.
Quando percebemos o imenso abismo entre o caráter do Mashiach e o nosso, ou quan-
do lemos um texto como este: “entretanto, é estreito o portão, e difícil o caminho que con-
duz à vida,e apenas uns poucos o encontram.” (Mt 7:14), quem de nós não se pergunta, em
algum momento, se será salvo?
Para estarmos preparados para o fim dos dias, devemos ter a certeza da Yeshuá no
presente. Devemos nos alegrar na realidade da redenção a fim de enfrentar, sem medo, o
futuro. Como vimos, Elohim está atuando em favor da nossa libertação. Assim, podemos e
devemos viver com a certeza de nossa Yeshuá.

4. Leia os seguintes textos. Qual esperança e certeza eles nos trazem em relação à
Yeshuá e ao que o Eterno fez e prometeu fazer por nós?
Sl 91:15, 16 _________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Jl 2:31, 32 __________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Jo 10:28 ____________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________

Rm 10:9-13 _______________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

1Jo 5:11-13 _________________________________________________________________________________________


______________________________________________________________________________________________________

Somos chamados e até mesmo ordenados a sermos kedoshim, mas isso é resultado
de termos sido salvos ppelo Mashiach, e não o meio para alcançar essa salvação. Embora
devamos ser fiéis até a morte, precisamos sempre depender desse dom como nossa única
esperança da Yeshuá. O povo de D’us será encontrado fiel e obediente nos últimos dias.
Essa fidelidade e obediência decorrem da certeza do que o Mashiach fez por nós.

OMER 25

40 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


26 de abril | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 11 Iyar Quinta

As boas-novas eternas
5. O que são as “boas-novas eternas”? (Ap 14:6 e 7)

N esses versos, a Bessorá mencionada como sendo “eterna”. Essa é uma evidência adi-
cional de que o Eterno não muda. Um D’us imutável tem uma mensagem de boas
novas imutáveis. As boas novas eternas trazem certeza a todos os que estão dispostos a
aceitá-las. Revela o imutável amor de D’us, e essa mensagem precisa ser levada ao mundo.
Todos necessitam de uma oportunidade de ouvi-la, e, por essa razão, D’us chamou Seu
povo para difundi-lo.

6. “Ele nos escolheu em amor, no Messias, antes da criação do Universo para sermos
santos e sem defeito em sua presença. 5 Ele determinou de antemão que por meio
de Yeshua, o Messias, fôssemos seus filhos - de acordo com seu prazer e propósito ”
(Ef 1:4, 5). O que esse texto revela mais sobre a “eternidade” da Bessorá?

Ele nos escolheu “antes da fundação do mundo”. Boas novas Eternas! Mesmo antes da
criação deste mundo, o plano de D’us era que tivéssemos salvação Nele.
Veja algumas palavras desse texto: “escolheu”, “predestinou”, “boa vontade” e “ado-
ção”. Esses dois versos revelam o desejo de D’us de que tenhamos a vida eterna “Nele”. E o
fato de que Ele fez tudo isso “antes dos tempos eternos” (veja também 2Ts 2:13; 2Tm 1:9) re-
vela claramente Sua chessed, mostrando que nossa Yeshuá não vem de algo que possamos
fazer nem do mérito de qualquer criatura, mas completamente de uma ação resultante
do próprio caráter amoroso do Eterno. Como a Yeshuá poderia vir de alguma coisa que
fizéssemos, se fomos eleitos para ter essa salvação Nele mesmo antes de existirmos? Nossa
escolha é aceitá-la ou rejeitá-la.
Como essa eleição se manifesta na vida dos eleitos? “Para sermos santos (kedoshim) e
irrepreensíveis perante Ele; e em amor” (Ef 1:4). Para isso também fomos escolhidos.

Somos chamados a levar a mensagem das boas novas eternas ao mundo como parte
da mensagem do fim dos dias antes da volta do Mashiach. Por que devemos conhecer
e experimentar os “boas novas eternas” em nossa vida antes de compartilhá-lo com os
outros?

OMER 26

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 41


Sexta 27 de abril | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 12 Iyar

Estudo adicional

P odemos ter a certeza da Yeshuá (Salvação), mas não devemos ser presunçosos em re-
lação a isso. Existe uma falsa segurança de redenção? Certamente! Yeshua advertiu so-
bre isso também, dizendo: “[…] Naquele dia, muitos me dirão: 'Senhor, Senhor! Não profe-
tizamos em seu nome? Em seu nome não expulsamos expíritos malígnos? Não realizamos
muitos milagres em seu nome?'. Então eu lhes direi na cara: 'Nunca os conheci! Afastem-se
de mim, praticantes do que é contra a lei!'” (Mt 7:21-23).
Essas pessoas cometeriam dois erros fatais. Primeiramente, apesar das grandes coisas
que fariam em nome do Senhor, elas não estariam fazendo a vontade do Senhor, que é
obedecer à Sua Torá. Yeshua não disse: “Afastem-se de mim, vocês que tem pecado” ou
“vocês que tem falhas” ou “vocês que são imperfeitos”. Em vez disso, descreveu-as como
pessoas praticantes do que é contra a lei! – uma tradução de ἀνομίαν (anomian), que sig-
nifica “sem lei”. Em segundo lugar, observe a ênfase delas em si mesmas e no que elas
realizaram: “Não fizemos isso em teu nome?” ou “Não fizemos aquilo em teu nome? Ou
ainda “Não fizemos essa outra coisa e tudo mais em Teu nome? Por favor!” Essas pessoas
estavam longe do Messias, visto que chegaram a apresentar suas ações na tentativa de se
justificar diante de D’us? As únicas ações que nos salvam são as do Mashiach, creditadas a
nós pela emuná. Nossa certeza não está em nossas ações, mas no que o Mashiach fez por
nós. Você quer ter a certeza da Yeshuá? Confie somente nos méritos da justiça do Mashia-
ch, obedeça à Torá de D’us, e você terá toda a certeza de que precisa.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 Reflita sobre a ideia de que fomos escolhidos para a yeshuá, mesmo antes da fundação
do mundo. Isso significa que todos serão salvos? Muitos se perderão porque o Eterno
não as escolheu ou por causa de suas próprias escolhas?
2 Como o conhecimento do conflito cósmico nos ajuda a lidar melhor com a realidade do
mal, mesmo em um mundo amado pelo Eterno?

OMER 27

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

42 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

28 de abril | ‫ שבת‬Shabat 13 Iyar

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Yeshuá e o fim dos dias

N ão muito antes da sua morte Yeshua falou com Seu círculo íntimo de amigos sobre como
as pessoas podiam ir ao Pai por meio Dele. Foi então que Filipe disse: “"Senhor, mostre-
-nos o Pai, e isso será o suficiente para nós” (Jo 14:8).
Esse foi um desejo sincero de Filipe e dos demais talmidim (discípulos), bem como de todo
judeu que ouvira falar da forma com o Eterno falava com os patriarcas e profetas.
Em Shemot 33:1-23, Moshe conversa com HaShem e diz que sem a Sua presença, ele não
continuaria seguindo o caminho. Ele pede ao Eterno que se recorde dos patriarcas e do povo
de Israel e por misericórdia guie o povo com sua presença (v.13). O que Moshe ainda não tinha
entendido, era que o Eterno não precisava se recordar dos patriarcas para amar o Seu povo,
HaShem os amava porque os amava e teria misericórdia de quem Ele quisesse.
Rashi comenta: “Chegou o momento em que você verá algo de Minha glória que lhe permi-
tirei ver, porque quero e preciso lhe ensinar a ordem da oração. Porque quando você teve que
pedir misericórdia em favor de Israel, você me pediu para lembrar o mérito dos Patriarcas.
Você pensa que se o mérito dos Patriarcas se esgotar, não haverá mais nenhuma esperança.
Portanto, farei passar todo atributo da Minha bondade diante de você sobre a rocha enquanto
estiver escondido na caverna.”(a)
O Eterno naquele momento demostrara a Moshe, o que muitos até os dias de hoje ain-
da não entenderam. Muitos fazem uma dicotomia entre o D'us do passado e o D'us da Nova
Aliança, atribuindo aos tempos antigos um D'us mal e aos tempos modernos um D'us miseri-
cordioso. HaShem aqui revela-se o mesmo D'us de amor e misericórdia que um dia seria (e foi)
revelado pelo Mashiach.
O que Filipe e os demais precisavam entender é que aquele que dera a Torá no Monte Sinai
estava diante deles e convivera com eles em forma humana por alguns anos. A escritora Ellen
White afirma que "fora o Mashiach que, por entre trovões e relâmpagos, proclamara a Torá
no monte Sinai."(b)
Infelizmente o pensamento pagão e a má influência dos povos politeístas, ao redor de Is-
rael, trouxe ao povo de D’us um medo de misturar-se e praticar idolatria. Todos os dias pela
manhã e pela noite proclamamos o Shemá e dizemos para nós e para o mundo que o Eterno
é um (echad).
Quando Yeshua veio a Terra e demontrou ser Elohim, houve um choque no pensamento
judaico e tal choque arrasta-se até hoje por declarações dos talmidim e e dos emissários, como
em Filipenses 2:5 e 6, quando Shaul diz: “Que a atitude de vocês para com os outros seja gover-
nada pela união ao Messias Yeshua: Apesar de ele viver na forma de D'us, não considerou a
igualdade com D'us algo a ser mantido pela força (não usurpou ser igual a D'us) ;”
Um olhar exegético voltado para esse texto, demonstrará mais claramente o que tudo isso
tem a ver com o final dos tempos e com nosso Mashiach.
Existe uma possível variação do termo “usurpar” que aprece na tradução Almeida Revista

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 43


Comentário
Lição 4

e Atualizada. A palavra grega utilizada é ἁρπαγμός (harpagmós). Ela pode significar usurpar
ou desejar fortemente.
Para definir então o significado dessa palavra é necessário seguir um padrão hermenêu-
tico pré-estabelecido que nos é conhecido: Tudo depende do contexto no qual o termo está
inserido.
A expressão ὑπάρχω (huparchó) é traduzida por “subsistindo”. Essa palavra está sendo
empregada como um particípio, e como particípio ela pode ter dois significados, em duas for-
mas possíveis: ela pode ser um particípio concessivo ou um particípio causal.
O particípio concessivo indica que algo é feito “a despeito de” e isso significa que não im-
porta o que aconteça ele não muda. É o que no português chamamos de locução prepositiva,
pois exprime oposição a outra ideia apresentada sem ser impeditiva.
Se considerarmos assim, a palavra ὑπάρχω (huparchó) seria traduzido como “embora sub-
sistindo como D'us” ou “apesar de existir como D'us”. Logo o texto está afirmando categorica-
mente que Yeshua existe como D'us.
Já o particípio causal, informa a causa para que algo aconteça. Ele estabelece um motivo
para o acontecimento de alguma coisa. Se admitirmos então essa hipótese a tradução mais fiel
da palavra ὑπάρχω (huparchó), será “por subsistir como D'us [...] é que ” ou “por existir como
D'us... é que”.
Resumindo o que estamos estudando, chegamos à conclusão que se optarmos por particí-
pio concessivo, a melhor tradução da palavra ἁρπαγμός (harpagmós) é “desejar fortemente”.
Por isso, o autor da igueret estaria dizendo que mesmo o Mashiach sendo D'us ou a despeito
de ser D'us, não desejou a sua divindade ou não se apegou aos atributos de sua divindade.
Logo, o Mashiach é um ser divino que escolheu esvaziar-se. Ele se transformou em um servo
à despeito de ser divino.
Em contrapartida se optarmos por um particípio causativo, a tradução mais fiel da palavra
ἁρπαγμός (harpagmós), seria usurpação. Mais uma vez temos ao nosso lado o termo grego,
visto que o shaliach estaria nos dizendo que “por existir como D'us é que não usurpou ser
como D'us, visto que não é possível usurpar ou roubar algo que já se é dono". O texto abordado
pela Beth Midrash desta semana é um dos textos mais bonitos sobre a divindade do Mashiach.
David Stern no seu comentário Judaico da Brit Hadashá afirma: A pré-existência do
Mashiach era um conceito familiar no judaísmo rabínico (Jn 1:1-18&NN). O tanach fornece
base mais do que suficiente quanto a essa passagem, em seu material acerca de Adam (Gn 2:4
-3:22) e do Servo sofredor de Adonai (Is 52: 13; 53:12)(c).
Yeshua passou muitos anos na Terra demonstrando os atributos divinos expressos em seu
caráter. Ao concluir sua estadia em nosso planeta, chegou o momento de Sua ascensão, mas
antes de voltar ao céu, fez uma promessa de enviar o Ruach HaKodesh.
O texto de Yochanan 14:16 nos mostra essa linda promessa: “e pedirei ao Pai, e ele lhes
dará outro Conselheiro consolador, semelhante a mim, o Espírito da verdade, para estar com
vocês para sempre.” Yeshua apesar de ter que ir para o Mikdash (Santuário), a fim de continu-
ar seu seviço expiatório, demonstrou Seu amor intenso enviando o Ruach HaKodesh. Esse tex-
to ainda os dá um detalhe expressivo acerca da natureza do Espírito Sagrado e sua divindade
na expressão grega utilizada para referir-se à Ele.

44 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 4

O termo “outro consolador” em grego é ἄλλον παράκλητον (allos paraklétos). Existem duas
palavras em grego que são traduzidas como “outro”, heteros e allos. Porque Yeshua usou o
termo Allos e não Heteros?
Muitos léxicos e gramáticas gregas afirmam que allos significa “outro da mesma espécie”,
em contraste com héteros, que significa “outro de espécie diferente”.
O texto de Isaias 45:21 diz na Septuaginta: “εγω ο θεος και ουκ εστιν αλλος πλην εμου (egw
o qeov kai ouk estin allos plhn emou)”. Mais uma vez aparece o termo allos, quando o Eterno
diz: “ Eu sou o Eterno e não há outro como eu”.
O que Yeshua estava querendo dizer nesse texto é que não existe nenhum outro ser que
seja como o Elohim. O Eterno, Yeshua e o Ruach HaKodesh são allos. Três pessoas distintas que
juntos são o Eterno.
A demonstração, portanto, do amor do Ruach HaKodesh está em levar as pessoas à yeshuá
através da aceitação do sacrifício de Yeshua, guiando-as por toda verdade e as convencendo
de toda a verdade.
Temos que ter tudo isso bem claro em nossa mente, pois tais verdades serão fortemente
rebatidas no fim dos dias. Visto que a mensagem do primeiro anjo é levar a adoração ao ver-
dadeiro D’us. (Ap 14)
Termino esse comentário com uma linda promessa feita pelo Eterno em Joel 3:1-5 (2:28-32)
“E ocorrerá então que derramarei Meu espírito sobre toda carne, e vossos filhos e vossas fi-
lhas profetizarão, vossos anciãos terão revelações e sonhos, e visões ocorrerão a vossos jovens.
Também sobre vossos escravos e escravas verterei Meu espírito naqueles dias, e mostrarei ma-
ravilhas nos céus e na terra, sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas,
e a Lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia determinado pelo Eterno. E todo
aquele que invocar o Nome do Eterno será salvo."
Conhecendo verdadeiramente o D’us de Israel, o nosso Mashiach e o Ruach HaKodesh, é
possível nos desviarmos dos enganos propostos por hasatan nos últimos e assim ter a certeza
da yeshuá. Cada pessoa da Divindade está desempenhando fielmente seu papel em prol da
salvação do ser humano.

OMER 28

REFERÊNCIAS LIÇÃO 4

(1)
Ellen G. White, Fé e Obras, p. 24 (contextualizado)
(2)
Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 22 (contextualizado)
(3)
Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 222 (contextualizado)

REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 4

(a)
Torá Rashi, Volume 2 – SHEMOT, Pag. 398
(b)
Ellen White, OMDC, pag. 41 (contextualizado)
(c)
David Stern, Comentário Judaico do NT, pag 644

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 45


Lição 5 29 de abril a 5 de maio | 14 a 20 Iyar

O Mashiach no
mikdash do Céu
VERSO PARA MEMORIZAR
“Portanto D'us o elevou ao lugar mais alto e lhe deu o nome acima de todo nome, para
que, em honra ao nome dado a Yeshua, todo joelho se dobre - no céu, na terra e debaixo
da terra” (Fp 2:9, 10)

LEITURAS DA SEMANA
Rm 8:3; Jo 1:29; Ap 5:12; Hb 7:1-28; 9:11-15; Lv 16:13; Hb 9:20-23

Introdução

A o falar sobre o Mashiach no mikdash celestial (santuário do Céu), o livro de Hebreus


declara que ali “o predecessor entrou a nosso favor, isto é, Yeshua, que se tornou um
Cohen hagadol para sempre, comparável a Malki-Tzedek” (Hb 6:20). As Escrituras, especial-
mente a Brit Hadashá, são muito claras quanto à função do Mashiach como nosso Cohen
Gadol no santuário do Céu – uma função que Ele passou a desempenhar depois de concluir
Sua obra como Corban por nossos pecados aqui na Terra (veja Hb 10:12).
Nesta semana examinaremos o serviço do Mashiach no santuário do Céu. Seu trabalho
de intercessão é fundamental para que Seu povo esteja preparado para o fim dos dias. Por-
tanto, recebemos esta exortação crucial: “O assunto do mikdash e do juízo de investigação
deve ser claramente compreendido pelo povo de D’us. Todos necessitam de conhecimento
sobre a posição e serviço de seu Cohen Gadol. Caso contrário, será impossível a eles exerce-
rem a confiança essencial a este tempo, ou ocupar a posição que D’us deseja lhes confiar” (1).
O que o Mashiach está fazendo por nós no santuário do Céu? Por que é tão importante
que compreendamos esse serviço, especialmente nos últimos dias?

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 31 ‫ אמר‬EMOR [Fala]: Lv 21.1 - 24.23


HAFTARÁ: Ez 44.15-31
BRIT HADASHÁ: Mt 5:38-42; Gl 3:26-29; 1Pd 2.4-10
TEHILIM: Sl 42

46 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


29 de abril | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 14 Iyar Domingo

Corban supremo

E studar o supremo sacrifício do Mashiach contribui muito para a nossa preparação


para o fim dos dias. Muitas vezes, o ser humano olha para o alvo à sua frente, e isso
faz sentido. Mas também é bom perceber que o alvo, nesse caso o Gulgolta, ficou para
trás. O alvo que Yeshua alcançou por nós é irrevogável, definitivo e nos dá a certeza tam-
bém quanto ao alvo adiante de nós.

1. Por que D’us enviou o Mashiach, Seu Filho, ao mundo? (Rm 8:3; 1Tm 1:17; 6:16 e
1Co 15:53)

O Santo, Baruch Hu, enviou o Mashiach para ser Corban pelo pecado, a fim de conde-
nar o pecado da natureza humana. O que isso significa? Como um Ser imortal, o Senhor
não podia morrer. Portanto, o Eterno Se tornou um ser humano, levando sobre Si nossa
mortalidade, para que, de fato, pudesse morrer como nosso substituto.
Embora possuísse natureza divina, Yeshua assumiu a “forma de um escravo” e “hu-
milhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte - morte no madeiro como um
criminoso!” (Fp 2:6-8). De uma forma conhecida apenas pelo Eterno, a divindade do
Mashiach não morreu quando Yeshua morreu no madeiro. De um modo além da com-
preensão humana, sua divindade ficou inativa durante os nove meses no útero de sua
mãe e também nos dias em que passou no túmulo. Além disso, Yeshua nunca a usou
como auxílio à sua humanidade durante sua vida e serviço na Terra.

2. O que Lucas 9:22 revela sobre a intencionalidade da morte do Mashiach?

O Mashiach nasceu para morrer. Podemos imaginar que nunca houve sequer um
momento na eternidade em que Ele não pensasse na zombaria, nos açoites, nas surras e
na desoladora morte que enfrentaria na Terra. Esse amor é incomparável; jamais foi
testemunhado antes e não é compreendido totalmente.

O que podemos fazer diante desse amor, senão nos inclinar e adorar o Eterno em fidelida-
de e obediência? O que o sacrifício revela sobre a indignidade do mérito humano?

PESSACH SHENI

OMER 29

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 47


Segunda 30 de abril | ‫ יום שני‬Yom Sheni 15 Iyar

O Cordeiro de D’us
3. Leia Yochanan 1:29; Revelação 5:12 e 13:8. Que imagem esses textos têm em co-
mum?

R eflita sobre a importância dela na compreensão do plano da yeshuá ao chamar


Yeshua de “Cordeiro de D’us”, Yochanan hamatvil estava fazendo uma referên-
cia inconfundível ao Templo. Ainda mais diretamente, ele estava se referindo à
morte do Mashiach pelo pecado como o único cumprimento dos sacrifícios de todos
animais sacrificados no serviço do Templo que já haviam sido mortos como sacrifí-
cio pelo pecado. De fato, a bessorá apresenta primeiramente Yeshua em seu papel
como cordeiro de D’us que carrega o pecado do mundo.
Mas a história do Mashiach e seu trabalho em favor da nossa yeshuá não termi-
nam na bessorá, nem mesmo com Sua morte e ressurreição.
Desde seu início, o livro de Hebreus aborda o tema do Mashiach como Cohen
Gadol no Santuário do Céu após a conclusão de seu trabalho como o corban. Desde
a primeira menção ao Mashiach no exercício dessa função depois do madeiro (Hb
1:3), os capítulos seguintes do livro fazem referência a Yeshua como Cohen Gadol. A
descrição de seu trabalho no Santuário do Céu é plenamente detalhado em Hebreus
7:1-28.

4. Leia Hebreus 7:1 a 28. O que o autor disse sobre Yeshua?

Embora esses versos sejam muito profundos e ricos, a essência de sua mensa-
gem é que o sacerdócio de Yeshua HaMashiach é superior ao dos cohanim da linha-
gem de Aharon no serviço do Templo terrestre. Mas agora, em vez de um sacerdócio
terrestre em um Templo terrestre, temos um Cohen Gadol celestial que ministra
em nosso favor no Santuário do Céu. Portanto, ao olharmos para Yeshua, podemos
vê-Lo como nosso Cohen Gadol no Santuário do Céu.

OMER 30

48 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


1 de maio | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 16 Iyar Terça

Nosso Cohen Gadol


5. De acordo com Hebreus 7:24 a 27 e 8:6, qual é nossa grande esperança

O Mashiach é capaz de nos libertar completamente devido às suas diversas quali-


dades que nenhum outro cohen jamais poderia ter. Ele é um ser divino, tendo
autoridade para perdoar pecados. Seu sacerdócio é permanente. Hoje ele intercede
por seu povo o tempo todo, com a mesma amorosa compaixão de quando curava os
doentes e confortava os desolados. Tornou-se humano, mas nasceu sem pecado e assim
permaneceu. E, como homem sem pecado, ele morreu sob o peso esmagador da soma
de todos os pecados da humanidade. Portanto, somente Ele, Elohim que se fez homem,
pode interceder pelos pecadores no Santuário do Céu.
Esses textos também revelam que o Mashiach Se sacrificou de uma vez por todas.
Seu sacrifício precisava acontecer apenas uma vez, e ele foi suficiente para trazer li-
bertação a todo ser humano.
Afinal, considerando quem morreu, como essa oferta poderia não ser suficiente?

6. De acordo com Hebreus 9:11 a 15, o que o Mashiach obteve para nós mediante sua
morte e seu trabalho atual no Céu?

Hebreus 9:12 declara que o Mashiach obteve “eterna redenção”. A palavra traduzi-
da como “redenção” também significa “resgate”, “livramento” e “libertação”. É a mes-
ma palavra usada em Lucas 1:68, quando Zekharyah as declarou que D’us “visitou e
redimiu seu povo para libertá-lo.” A referência ao sangue do Mashiach – o sangue do
único corban suficiente – significa que o Messias, o coban, obteve essa redenção, nossa
libertação. A boa nova é que o Mashiach não a obteve para si mesmo, mas para nós, e
ela se torna eficaz a todos os que aceitam seu sacrifício.

Reflita sobre essa ideia de que o Mashiach “obteve” a “eterna redenção” para nós. Somen-
te depois disso Ele entrou no Santuário do Céu para fazer seu trabalho em nosso favor.
Isso nos trazesperança sobre o que o Mashiach está fazendo por nós no Santuário do Céu?

OMER 31

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 49


Quarta 2 de maio | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 17 Iyar

Nosso Mediador

E mbora o pecado tenha trazido uma terrível separação entre D’us e a humanidade, me-
diante a morte do Mashiach, nós somos conduzidos de volta ao Eterno e podemos con-
tinuar a ter acesso a Ele (Ef 2:18 e 1Pe 3:18).

7. “Temos esta esperança como uma âncora certa e segura para nós mesmos, uma
esperança que segue diretamente para o que estava no interior da parokhet, onde
o predecessor entrou a nosso favor, isto é, Yeshua, que se tornou um cohen hagadol
para sempre, comparável a Malki-Tzedek.” (Hb 6:19, 20). De acordo com esses versos,
o que Yeshua fez por nós?

8. De acordo com Hebreus 9:24, o que o trabalho do Mashiach inclui?

Yeshua é o precursor, tendo adentrado o Santuário do Céu como nosso Representante


na própria presença de D’us. Yeshua está diante do Pai, e apresenta a Ele a “redenção dos
mundos (Pidyom Haolamim) - eterna redenção” que Ele “obteve” em nosso favor por meio
de sua expiação.
Quando recebemos o Mashiach, nossos pecados são perdoados e permanecemos dian-
te de D’us, perdoados e purificados. Mas o fato é que, mesmo sendo religiosos (dati), às ve-
zes ainda pecamos, apesar de todas as maravilhosas promessas de vitória espiritual. Nes-
sas ocasiões, Yeshua intercede como nosso Cohen Gadol no Céu. Ele representa o pecador
arrependido e apresenta diante do Pai não os nossos méritos (porque não temos nenhum),
mas seus próprios méritos em nosso favor. “Consequentemente, ele é capaz de libertar de
forma total quem se aproxima de D'us por seu intermédio, porque vive para sempre e é,
portanto, capaz para sempre de interceder a favor deles” (Hb 7:25).

Mesmo com os méritos do Mashiach e das mudanças maravilhosas em nossa existência,


percebemos nossa necessidade constante de perdão. Por que, então, o conhecimento do
Mashiach como nosso Cohen Gadol é tão precioso para nós?

OMER 32

50 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


3 de maio | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 18 Iyar Quinta

Yom Kipur (Hakipurim)

O livro de Hebreus ensina que o serviço do mikdash era um modelo do Santuário do


Céu, onde o Mashiach adentrou e começou a oficiar como nosso Cohen Gadol. O ser-
viço do mikdash, com seus dois compartimentos e rituais sacrificais e de purificação, era
a “cópia e sombra do original que está no céu. Quando Moshe ia começar a erigir a Tenda,
D’us o advertiu: ‘Tenha o cuidado de fazer tudo conforme o padrão que lhe foi mostrado
no monte’ (Êx 25:40)” (Hb 8:5).
Assim como o serviço do sacerdotal do mishcan compreendia um serviço nos dois com-
partimentos, o lugar santo e o Santo dos Santos, assim também compreende o serviço do
Mashiach no Santuário do Céu. No mikdash, o conceito de juízo era representado no Yom
kipur (o dia da expiação), que resultava na purificação do mikdash, descrita em Vayicrá
16. Essa era a única vez no ano em que o Cohen Gadol entrava no segundo compartimento,
Santo dos Santos (Lv 16:12-14), para fazer o serviço de purificação e expiação em favor do
povo.

9. O que precisa ser purificado e limpo? Por que isso é uma referência clara ao Yom
Kipur do serviço do Mashiach? (Hb 9:20 a 23)

Os estudiosos ficam surpresos com a afirmação de que o próprio Santuário do Céu


precisava ser “purificado”. No entanto, uma vez que isso é entendido como uma referência
ao Yom Kipur, o problema desaparece. Hebreus 9:23 revela que o serviço do Mashiach no
Santuário do Céu é a verdadeira expressão do que o cohen gadol fazia no serviço anual do
Yom Kipur no mishkan. O serviço do Cohen Gadol na purificação do mishkan prefigurava
o serviço que o Mashiach um dia faria no Santuário do Céu. O texto não declara que essa
purificação celestial ocorreria imediatamente após a ascensão do Mashiach. Mediante o
estudo do livro de Daniel, vemos que essa fase de Seu ministério começou no Yom Kipur de
5605 (1844). Portanto, nestes últimos dias, precisamos entender a solenidade do tempo em
que vivemos, mas descansar na certeza do que o Mashiach fez por nós no passado e está
fazendo agora no Santo dos Santos do Santuário do Céu.

O primeiro anjo declara: “Temam a D’us, dêem-lhe glória, porque chegou a hora do seu
juízo!” (Ap 14:7). A realidade do juízo aponta para a proximidade do fim. Como essa reali-
dade deve impactar nossa maneira de viver?

OMER 33

LAG BAOMER

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 51


Sexta 4 de maio | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 19 Iyar

Estudo adicional

O livro de Hebreus apresenta o mikdash como tipo do que o Mashiach faria por nós
na Terra, como nosso sacrifício, e no Céu, como nosso Cohen Gadol. O mikdash foi
uma lição objetiva da libertação. Por meio dele os judeus deveriam aprender o plano da
redenção, que incluía sacrifício, intercessão, juízo e o fim do pecado. Daniel, entretanto,
acrescenta mais luz ajudando os leitores a entender a dimensão da revelação (relacionada
ao tempo do fim) da obra final do Mashiach no Santuário do Céu. “Com ênfase na purifica-
ção, juízo e vindicação, as visões reveladoras de Daniel projetam a imagem do Yom Kipur
para o próprio fim da história terrestre. A purificação se acha diretamente relacionada ao
Santuário do Céu e o serviço do Messias como melech e Cohen (Rei e sacerdote). As visões
introduzem o elemento de tempo, possibilitando ao leitor identificar o momento específi-
co dentro da história da redenção em que o Messias devia começar seu último serviço de
purificação, juízo e vindicação na habitação celestial de D’us” (2).

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 “Como antigamente eram os pecados do povo colocados, pela emuná, sobre a oferta
pelo pecado, e, mediante o sangue desta, transferidos simbolicamente para o mikdash,
assim, na brit hadashá (nova aliança), os pecados dos que se arrependem são, pela
emuná, colocados sobre o Mashiach e transferidos, de fato, para o Santuário do Céu.
E como a purificação típica do mikdash se efetuava mediante a remoção dos pecados
pelos quais ele havia sido poluído, igualmente a purificação efetiva do Santuário do Céu
deve ser efetuada pela remoção, ou apagamento dos pecados que ali estão registrados.
Mas antes que isso possa se cumprir, deve haver um exame dos livros de registro para
determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fidelidade no Mashiach, tem di-
reito aos benefícios de Sua expiação” (3). Quais duas coisas revelam os que têm direito
aos “benefícios de Sua expiação”? Por que é importante entender essas coisas, especial-
mente nas provações dos últimos dias?
2 Qual é a importância do sangue no serviço? O que ele representa? (Lv 16:15 e 16) Por
que o sangue era tão crucial para o Yom Kipur naquela época? O que ele significa para
nós hoje?

OMER 36

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

52 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

5 de maio | ‫ שבת‬Shabat 20 Iyar

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

O Mashiach no mikdash do Céu

O Santuário tinha como objetivo ser o centro da Adoração de todo o povo. Não obstante, o
Eterno pediu ao povo que fizesse o Mikdash no meio do arraial, pois Ele seria o centro da vida
e da existência daquele povo.
Por muitas vezes o santuário tem sido considerado como a “casa de D'us”, mas essa expres-
são deve ser tomada como figura de linguagem, visto que o Eterno não é restrito a nenhum
lugar. O Midrash diz que D’us é o lugar do Universo, isto é, o mundo está dentro de Dele, mas
o mundo não é seu lugar, logo o mundo não abrange a complexidade de quem é o Eterno.
[Tanchuma, Bereshit Rabá 68:9].
O Rei Shlomo declara: “Mas, porventura habitaria D'us na terra? Eis que os céus, e até o céu
dos céus, não podem Te conter, quanto menos esta casa que eu construí!” (1 Rs 8:27)
O que estamos dizendo é que o Mikdash da Terra era uma sombra do mikdash do Céu e
tinha um objetivo pedagógico de encenar o grandioso plano da redenção que o Mashiach viria
desempenhar.
Rabi Josué Dessihnin tenta explicar de que maneira o Eterno estaria numa morada ter-
restre e finita e ao mesmo tempo estaria na regência de todo o universo. Fez, portanto, uma
bonita analogia com uma caverna à beira da praia. As ondas entram na caverna e ela se enche;
contudo isto não faz diminuir o mar. O mesmo vale para a Glória de D’us (Nm 12:4).
O santuário era evidentemente uma pequena demonstração da grandiosidade do amor e
do poder perdoador do nosso D’us. Cada cerimônia, festividade e sacrifício que ali acontecia,
apontavam para a vinda do Mashiach à essa Terra a fim de realizar o plano da redenção.
Dos diversos tipos de ofertas, quero comentar apenas sobre dois tipos de cerimônias sa-
crificais que aconteciam naquele local sagrado, que apontavam para o perdão dos pecados
de Israel. Uma era o sacrifício contínuo que acontecia todas as manhãs e tardes em prol de
todo o povo e a segunda era o sacrifício pessoal que servia para cada penitente que sentia
necessidade.
O sacrifício diário era constante e em favor de todas as pessoas que fizessem parte do povo.
Onde estivessem, no momento do sacrifício deveriam parar e se voltar em reverencia para o
Santuário como uma recordação de que tudo aquilo que estava acontecendo era a resposta
para a consequência de seu próprio pecado.
Já o sacrifício pessoal era quando o penitente precisava estar arrependido e pessoalmente
no momento da morte do animal, imaginando que tudo aquilo que estava acontecendo ao
animal, deveria estar acontecendo à si mesmo, por causa do seu pecado. Tudo isso era uma
pequena demonstração do que o Mashiach sofreria.
Yochanan 1:29 é uma declaração clara de que Yeshua é o cordeiro de D’us que tira o peca-
do do mundo e o sacrifício supremo que encerra as atividades no santuário da terra para dar
início a inauguração do Santuário do Céu.
De fato, Yeshua é o grande cordeiro sem defeito e sem mácula que veio morrer em favor do

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 53


Comentário
Lição 5

mundo, para que todo aquele que nele confia possa ter vida eterna. (Jo 3:16)
Quando pensamos no sacrifício de Yeshua, somos mentalmente transportados à história
da vida de Yitschac e Avraham. O Eterno pede a vida de Yitschac como um sacrifício ofertado
pelo pai. Avraham tinha esperado esse filho por muitos anos e sua entrega seria a maior de-
monstração de emuná que poderia realizar.
Essa história é apenas mais uma demonstração tipológica da morte do Mashiach. O único
filho de um pai, que iria mudo ao matadouro em obediência. Mas o final da história de Yits-
chac é uma profecia messiânica, quando o anjo anuncia: Deus proverá para si o cordeiro. Essa
era uma alusão profética, visto que quando o nosso povo foi liberto do Egito, o Eterno consa-
grou para si os primogênitos do povo e dos animais, logo, todo cordeiro que era sacrificado no
santuário era do rebanho de D’us. O Eterno não precisa do homem para realizar o plano da
salvação, Ele provê para si o cordeiro. O Eterno envio o Mashiach para morrer em nosso lugar.
Nossa contribuição no plano da yeshuá é com o pecado.
No serviço do Santuário, Yeshua é simbolizado por quase todos os móveis, mas em rea-
lidade tudo no santuário aponta para o Mashiach: o sacrifício, os pães, o Cohen (sacerdote),
o Cohen Gadol (sumo sacerdote). Por isso no período que esteve na Terra, Ele cumpriu o seu
objetivo como sacrifício e ascendeu ao céu a fim de começar o serviço como Cohen e a partir
de do Yom Kipur de 1844 (5605), como Cohen haGadol.
Hebreus 9:11 afirma que Yeshua é nosso Cohen Gadol e essa função foi assumida por Ele
em 1844 quando iniciou o Yom Kipur no santuário do Céu. Quando o juízo foi instaurado no
Santo dos Santos a fim de trazer à tona a expiação do pecado da humanidade.
No dia de Yom Kipur, ficavam no pátio, separados dois bodes, e era lançada sorte sobre
eles, para saber qual seria para a purificação do santuário e qual seria o emissário/Azazel (Ha-
satan). Então, o sumo sacerdote sacrificava o bode para o Eterno, o bode da expiação, e coleta-
va seu sangue. Vale ressaltar que sobre esse bode não se fazia a imposição das mãos, portanto,
não era transferido pecado para ele, assim, esse sangue não estava contaminado e servia para
purificar o santuário. Esse sangue representava o sangue que Yeshua derramaria para nos
perdoar e purificar.
O Cohen Gadol (sumo sacerdote) tomava o sangue do bode e entrava no lugar Santo dos
Santos, fazendo expiação pelos pecados do povo que ainda estavam registrados no santuário.
A expiação era feita aspergindo com o dedo um pouquinho de sangue para o oriente. Dessa
forma, o lugar santíssimo estava purificado. Então o sumo sacerdote saía do Santo dos Santose
ia para o lugar santo e ali fazia o mesmo, purificando essa parte. Saía do lugar santo e fazia o
mesmo sobre o altar externo, e ao finalizar essa parte, todo o santuário estava purificado, e o
povo também.
Em seguida, o sumo sacerdote tomava o bode Azazel, o bode vivo, e impondo as mãos so-
bre a sua cabeça, confessava (transferia) todos os pecados de Israel daquele ano. Assim aquele
bode levava sobre si as transgressões do povo ao deserto. Lá, esse bode morria em sofrimento
e com ele eram consumidos aqueles pecados para sempre. Esse bode representava hasatan,
que será castigado no final dos tempos e com ele se consumirão os pecados de todos os seres
que foram salvos. Portanto, Satan tem sua parte de responsabilidade sobre todos a quem ins-
tigou a cometer pecado.

54 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 5

Agora que temos bem claro na nossa mente o processo de purificação do santuário da
Terra, vamos entender o cumprimento dessa cerimônia no santuário do Céu. O Profeta Daniel
no capítulo 8:14 nos diz: “... Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será pu-
rificado” mas quando escreveu este texto inspirado, não estava se referindo ao santuário da
Terra e sim ao santuário do Céu. Se utilizarmos o princípio de interpretação profética dia-ano,
veremos que tratam-se aqui de 2.300 anos que se iniciaram no ano 457 e.c. com o decreto de
Artaxerxes.
Essa profecia nos leva ao ano de 1844 (5605), quando o Mashiach assume a função de
Cohen Gadol no santuário do Céu e inicia o processo de purificação do mesmo, com o Juízo
Investigativo.
Yeshua é o cordeiro de D'us Aquele que tira o pecado do mundo! (Jo 1:29) e através de seu
sacrifício sem pecado, purifica o santuário. A morte de Yeshua no madeiro garante ao pecador
que no momento em que se arrepender e confessar, seus pecados serão depositados no santu-
ário do Céu, para que no momento que Ele (Yeshua) sair do mikdash, por ocasião de sua volta
à Terra, deposite sobre Satan a culpa do seu pecado.
Por isso: “D'us o elevou ao lugar mais alto e lhe deu o nome acima de todo nome, para que,
em honra ao nome dado a Yeshua, todo joelho se dobre no céu, na terra e debaixo da terra"
(Fl 2:9-10).

OMER 35

REFERÊNCIAS LIÇÃO 5

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 488 (contextualizado)
(2)
Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 442 (contextualizado)
(3)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 421, 422 (contextualizado)

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 55


Lição 6 6 a 12 de maio | 21 a 27 Iyar

A “mudança” da Torá
VERSO PARA MEMORIZAR
"Ele voltará suas palavras contra o Altíssimo e extenuará Seus servos; pretenderá
modificar as regras do tempo e a própria lei; e eles serão entregues à sua mão até um
certo tempo, ou dois tempos e a metade de 1" (Ap 7:25)

LEITURAS DA SEMANA
Rm 8:1; 7:1-25; Jo 20:19-23; At 20:6, 7; Dn 7:23-25; Ap 13:1-17

Introdução

A chave para entender os eventos do fim dos dias é a Torá de D’us em geral e o
quarto mandamento, que fala da guarda do sétimo dia, o Shabat. Embora sai-
bamos que a yeshuá ocorre unicamente pela emuná e que o cumprimento de mitz-
vot, incluindo a mitzvá da guarda do Shabat, jamais pode trazer salvação, também
entendemos que, nos últimos dias, a obediência à Torá de D’us, inclusive o Shabat,
será um sinal exterior, uma marca de onde se encontra nossa verdadeira lealdade.
Essa distinção se tornará especialmente óbvia em meio aos eventos culminantes
do fim dos dias, retratados no livro Revelação (Ap 13 e 14), quando um conglome-
rado poderoso de forças religiosas e políticas se unirá para impor uma falsa forma
de adoração aos habitantes do mundo. Tudo isso contrasta com Revelação (Ap 14:7),
em que o povo de D’us é chamado a adorar “Aquele que fez os Céus e a Terra, o mar
e as fontes das águas”; isto é, adorar unicamente o Criador.
Nesta semana, examinaremos a Torá de D’us, especialmente a mitzvá da guarda
do Shabat. Abordaremos questões que envolvem a tentativa de mudança dessa lei e
o que isso significa para nós, a quem o fim em breve virá.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA
PARASHÁ 32/33 ‫ בהר בחקתי‬BEHAR BECHUKOTAI [No Monte Nos - Meus Estatutos]: Lv 25.1
- 27.34
HAFTARÁ: Jr 32.6-27,Jr 16.19 - 17.14
BRIT HADASHÁ: Lc 4:16-21; 1Co 7.21-24; Gl 6.7-10, Jo 14.15-21; 15:10-12; 1Jo; Mt 22.1-14
TEHILIM: Sl 112, 105

56 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


6 de maio | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 21 Iyar Domingo

A promessa

U ma das promessas mais maravilhosas das Escrituras se encontra na carta de Rabi


Shaul a comunidade de Roma: “Portanto, não há mais nenhuma condenação espe-
rando por aqueles que estão em união com o Messias Yeshua” (Rm 8:1). Essas palavras
são como uma espécie de arremate, uma conclusão da linha de raciocínio antecedente.
Somente se estudarmos o que Shaul falou antes desse verso, podemos entender melhor a
esperança e a promessa encontradas nele.

1. Leia Romanos 7:15 a 25. Qual é a essência das palavras de Shaul nesses versos,
tornando tão encorajadora sua declaração em Romanos 8:1?

Embora tenham surgido algumas divergências no decorrer do tempo sobre a identida-


de de Shaul nesta passagem - seja o próprio Rabi Shauk como um crente no Mashiach ou
não - uma coisa é clara: Shaul fala aqui sobre a realidade do pecado. Todos podemos nos
identificar de alguma forma com a luta a que Shaul se referiu nesses versos. Quem já não
sentiu a atração do impulso do "pecado que habita" em nós, levando-nos a fazer o que não
devemos fazer, ou a deixar de fazer o que devemos fazer? Para Shaul, o problema não é a
Torá, mas a nossa natureza humana (yetser hará).
Quem já não se viu desejando fazer o que é certo, mas acabou fazendo o que é errado?
Mesmo que Shaul não estivesse falando da inevitabilidade do pecado na vida de um crente
religioso, ele certamente estava argumentando, de maneira muito convincente, que en-
frentamos uma luta constante quando buscamos obedecer ao Eterno.
Então, ele declarou as famosas palavras: “Que criatura miserável eu sou! Quem me
salvará deste corpo sujeito à morte?” (Rm 7:24). Sua resposta se encontra em Yeshua e na
grande promessa de que “nenhuma condenação” há para aquele que está em Yeshua Ha-
Mashiach e que, pela graça, anda segundo o Espírito. Certamente, temos lutas e enfrenta-
mos tentações. O pecado é real. No entanto, na fé, os crentes em Yeshua Hamashiach não
estão mais sob a condenação da Torá; Eles obedecem a ela. Portanto, andam no Espírito e
não “segundo a má inclinação (yetser hará)” (Rm 7:25).

Você se identifica com as palavras de Shaul? Por que, então, Romanos 8:1 é uma promes-
sa tão maravilhosa?

OMER 36

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 57


Segunda 7 de maio | ‫ יום שני‬Yom Sheni 22 Iyar

A Torá e o pecado

N o estudo de ontem, examinamos a passagem que fala sobre a realidade univer-


sal do pecado (Rm 7:15-25). Contudo, nos versos anteriores, Shaul destacou a
Torá, que mostra como o pecado é predominante e mortal.

2. De acordo com Romanos 7:1 a 14, qual é a relação entre a Torá e o pecado? O que
esses versos também declaram sobre a impossibilidade de sermos salvos pela Torá?

Dois pontos cruciais surgem nesse ensinamento de Shaul. Em primeiro lugar, a


Torá não é o problema. Ela é santa, justa e boa (Rm 7:12). O problema é o pecado,
que leva à morte. Outro ponto é que a Torá não tem poder para nos salvar do pecado
nem da morte. A Torá aponta esse problema. No máximo, ela o torna ainda mais
aparente, mas nada oferece para resolvê-lo.
Somente um leitor superficial poderia usar esses versos (além de outros) para
argumentar que a Torá, os Dez Mandamentos, foi anulada, ignorando tantos outros
textos que mostram que a Torá ainda é válida hoje. Esse é o oposto do argumento
de Shaul. Nada do que o Shaliach escreveu nessa passagem faria sentido se a Torá
fosse anulada. Seu argumento funciona sob o pressuposto de que a Torá ainda é vá-
lida, pois ela aponta a realidade do pecado e a resultante necessidade do Mashiach.
“Portanto, que devemos dizer? Que a Torá é pecaminosa? D’us não o permita! Ao
contrário, a função da Torá era que, sem ela, eu não soubesse o que é o pecado. Por
exemplo, eu nunca teria consiência do que a cobiça é, se a Torá nunca tivesse dito:
"Não cobice".(Êx 20 14 (17); Dt 5:21)” (Rm 7:7).

3. Leia com atenção Romanos 7:13. O que Shaul disse não apenas sobre a Torá? Por
que ela ainda é necessária?

A Torá não produz morte, mas o pecado gera a morte. A Torá mostra quanto o
pecado é mortal. A lei é boa, na medida em que aponta o pecado. Porém, ela sim-
plesmente não tem resposta para ele. Somente as boas novas sobre o Mashiach tem.
O argumento de Shaul é que nós precisamos servir em “nova forma a provida pelo
Espírito” (Rm 7:6); isto é, em um relacionamento de confiança com Yeshua, confian-
do em seus méritos e em sua justiça para a yeshuá.

Sua experiência com a obediência à Torá revela sua necessidade da graça de D’us?

OMER 37

58 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


8 de maio | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 23 Iyar Terça

Do Shabat para o domingo?

C omo guardadores do Shabat, muitas vezes ouvimos pessoas de outras denomina-


ções argumentando que a Torá foi abolida, ou que não estamos mais debaixo da
Torá, mas da graça. O que eles realmente querem dizer, no entanto, é que apenas o
mandamento referente a guarda do Shabat foi abolido. Muitos, porém, não dizem nem
isso. Eles declaram que o sétimo dia, o Shabat, foi substituído pelo primeiro dia, o do-
mingo, em "homenagem" à ressurreição de Jesus. Além do mais, eles creem que podem
provar esse argumento por meio de textos das Escrituras.
Abaixo estão alguns textos comuns do "Novo Testamento", Brit Hadashá, usados
erroneamente por muitos cristãos para indicar que o Shabat foi “mudado” do sétimo
dia para o primeiro dia. À medida que os lemos, precisamos nos perguntar se eles
realmente falam sobre uma mudança do dia, ou se estão apenas descrevendo eventos
ocorridos naquele dia, não chegando a prescrever uma mudança.

4.Por que os talmidim de Yeshua estavam reunidos naquela sala após a ressurrei-
ção? Parece ter sido um serviço de adoração em homenagem à ressurreição de
Yeshua, como alguns afirmam? (Jo 20:19 a 23)

5. De acordo com a Brit Hadashá o Shabat foi mudado para o domingo, o primeiro dia
da semana? (Atos 20:6 e 7 e Atos 2:46.)

6. Além do fato de que os talmidim deviam separar tsedacá em casa no primeiro dia
da semana, o que essa passagem ensina sobre alguma mudança do Shabat para o
domingo? (1Co 16:1 a 4).

Essas passagens são a essência da “evidência” textual usada para promover a dou-
trina da substituição do sétimo dia, o Shabat, pelo primeiro dia da semana. Com exce-
ção de descrever algumas vezes em que, por várias razões, os seguidores se reuniram,
nenhum texto indica que esses encontros fossem serviços de adoração, realizados no
domingo como substituto do sétimo dia, o Shabat. Esse argumento apenas atribui aos
textos a interpretação defendida pela centenária tradição cristã da guarda do domingo.
Ele acrescenta a esses versos algo que, para começar, nunca esteve ali.

OMER 38

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 59


Quarta 9 de maio | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 24 Iyar

O sétimo dia na Brit hadashá

C omo vimos ontem, os textos da brit hadashá comumente usados para promover a ideia
de que o domingo substituiu o Shabat não afirmam isso. Na verdade, toda referência
ao sétimo dia (Shabat) na Brit Hadashá revela que ele ainda estava sendo guardado como
um mandamento do Eterno.

7. Leia Lucas 4:14 a 16; 23:55 e 56. O que essas passagens declaram sobre o sétimo
dia, o Shabat, antes e depois da morte do Mashiach?

Observe que as mulheres que estiveram com o Mashiach “descansaram, em obediên-


cia ao mandamento.” (Lc 23:56). Essa é uma referência ao quarto mandamento, escrito
nas tábuas de pedra, no Sinai. Portanto, entre as coisas que essas mulheres aprenderam
em sua experiência com Yeshua, não há indícios de que ele tenha lhes ensinado algo dife-
rente, senão cumprir as mitzvot de D’us, que incluem a guarda do Shabat. Na verdade, o
Mashiach disse a seus talmidim: “Se vocês me amam, guardarão meus mandamentos” (Jo
14:15). Seus mandamentos, os quais Ele mesmo havia guardado, incluíam a observância
do sétimo dia. Se o Shabat devia ser substituído pelo domingo, essas mulheres nada sabiam
sobre isso.

8. Leia Atos 13:14, 42 a 44 e Atos 16:12 e 13. Quais evidências esses versos apresen-
tam em favor da guarda do Shabat? Quais provas eles trazem em defesa da obser-
vância do domingo?

Não encontramos nesses textos nenhuma evidência de mudança do dia de guarda, isto
é, do Shabat para o domingo. Em vez disso, eles mostram claramente a prática entre os
seguidores de Yeshua de guardar o Shabat.
O episódio de Atos 16:13 é especialmente interessante, pois ocorreu fora do contexto da
sinagoga. Eles se reuniram ao lado de um rio, onde alguns tinham o costume de orar. Eles
fizeram isso no Shabat, muitos anos depois da morte de Yeshua. Nada nessas passagens
indica uma mudança do dia de guarda para o domingo.

Como você pode testemunhar aos guardadores do domingo a respeito do Shabat, de ma-
neira gentil e sem demonstrar condenação?

OMER 39

60 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


10 de maio | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 25 Iyar Quinta

A tentativa de mudança do Shabat

A Torá de D’us, resumida nos Dez Mandamentos, ainda é válida (veja Tg 2:10-12), e essa
lei inclui o Shabat. Por que, então, tantas pessoas “guardam” o domingo se não há
justificativa bíblica para isso?
Daniel 7 fala sobre a ascensão de quatro grandes impérios: Babilônia, Média-Pérsia,
Grécia e Roma, sendo este o quarto e último império terrestre. Em Daniel 7:8, há uma des-
crição do poder de um chifre pequeno, que surgiria em um período posterior do Império
Romano. Esse poder ainda faria parte do Império Romano, só que em uma fase posterior.
O que mais poderia ser esse poder, senão o Papado, que surgiu diretamente de Roma e,
até hoje, ainda faz parte dela? Thomas Hobbes escreveu no século 16: “Se considerarmos a
origem desse poderoso domínio eclesiástico, perceberemos facilmente que o Papado nada
mais é do que o fantasma do finado Império Romano, coroado sobre seu túmulo” (2).

9. Quais seriam as origens da guarda do domingo? (Dn 7:23 a 25)

O idioma original, o aramaico, revela no verso 25 que o poder do chifre pequeno “pre-
tendia” mudar a lei. Qual poder terrestre pode realmente mudar a lei de D’us?
Embora a história não esclareça os detalhes exatos, sabemos que, sob o domínio de Roma
papal, o Shabat foi substituído pela tradição da guarda do domingo. Essa tradição foi tão
firmemente enraizada que a Reforma Protestante a manteve viva, mesmo até o século 21.
Hoje, a maioria dos protestantes ainda guarda o primeiro dia da semana, em vez de obede-
cer ao mandamento bíblico do Shabat.

10. Quais imagens semelhantes são usadas em Daniel e o Livro Revelação, que nos
ajudam a entender os eventos finais? (Ap 13:1 a 17; Daniel 7:1 a 8, 21, 24 e 25)

Utilizando ilustrações diretamente de Daniel, inclusive sobre o último período de


Roma papal, o livro Revelação aponta a perseguição que sobrevirá no fim dos dias aos que
se recusarem a “adorar” de acordo com os ditames dos poderes vistos no livro Revelação.

De acordo com Apocalipse 14:6 e 7, o Shabat será crucial nessa crise final sobre adoração?

OMER 40

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 61


Sexta 11 de maio | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 26 Iyar

Estudo adicional

O mesmo dragão, satan, que guerreou contra o Céu (Ap 12:7) guerreia contra o povo
de D’us na Terra, os que “obedecem os mandamentos de D’us” (Ap 12:17; 13:2, 4). Na
verdade, o próprio satan também se torna objeto de adoração (Ap 13:4). Portanto, a guerra
que o adversário iniciou no Céu contra D’us, ele busca continuar na Terra. E o seu ataque à
Torá divina é fundamental à sua investida contra El Elyion (o Altíssimo).
“No quarto mandamento, o Eterno é revelado como Criador do Céu e da Terra, e por
isso se distingue de todos os falsos deuses. Foi para memória da obra da criação que o séti-
mo dia foi santificado como dia de repouso para o ser humano. Destinava-se a conservar o
D’us vivo sempre diante da mente humana como a fonte de todo ser e objeto de reverência
e culto. satan se esforça por desviar os homens de sua aliança com o Eterno e de prestarem
obediência à Sua Torá; dirige Seus esforços, portanto, especialmente contra o mandamen-
to que aponta a D’us como o Criador” (2).
Adoramos o Eterno porque Ele é o Criador dos “céus e da Terra”, e o Shabat é o sinal
fundamental de Sua criação, que remonta à própria semana da criação (veja Gn 2:1- 3).
Não é de admirar que, em seu ataque à autoridade de D’us, satan ataque o sinal principal
e fundamental dessa autoridade: o Shabat.
Nos últimos dias, o povo de D’us permanecerá firme e fiel em sua lealdade a Ele, uma
lealdade manifestada na obediência às suas mitzvot – todas eles, incluindo aquele que es-
pecificamente revela o Eterno como Criador, o Único digno da nossa adoração.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO

1 Qual é o problema dos que falam sobre a realidade do pecado e, no entanto, argumen-
tam que a Torá de D’us foi abolida? Qual é a grande incoerência desse raciocínio?
2 Quais têm sido suas experiências com os que defendem o domingo em vez do Shabat?
Quais argumentos você usa? Eles são eficazes? Como pode refutar o argumento comum
de que a guarda do Shabat é uma tentativa de obter salvação?
3 Ao conversarmos com outras pessoas sobre o Shabat e nos prepararmos para os even-
tos finais, por que é importante deixar claro que as provações em relação à “marca da
besta” ainda não aconteceram?

OMER 41

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

62 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

12 de maio | ‫ שבת‬Shabat 27 Iyar

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

A "mudança" da própria Torá

A Torá é tema de infindos debates no mundo religioso; há aqueles que defendem sua vigência, mas tam-
bém existem aqueles que negam sua validade após a morte e ressureição do Mashiach. O Talmud babilônico
demonstra de forma clara a importância que a Torá tinha para os sábios judeus “A. Rabino levantou esta
questão para R. Ismael B. R. Yosé: [...]C. “E quanto àqueles na Babilônia, através de que ações eles desfrutam
do mérito [que lhes traz favor celestial na forma de riqueza]?” D. "Porque eles honram a Torá" E. "E quanto
àqueles em outros países?" F. "Porque eles honram o sábado” (NEUSNER, 2011, 2: 543).
A Brit Hadashá informa, através do seu conteúdo, que a Torá foi obedecida pelos seguidores de Yeshua.
O Rabi Shaul diz que a Torá é boa (Rm 7. 12,14); mas muito se tem falado contra a Torá e, na verdade, toda
a argumentação é feita para negar o Shabat como mitzvá. É necessário entender o quanto o Shabat é im-
portante; o Shabat é uma berakah. O Rabino Abraham J. Heschel destaca que o Shabat é a maior dádiva de
HaShem para a humanidade (HESCHEL, 2014, p. 31).
Para negar a validade do Shabat como dia de culto e adoração, vários textos são usados: textos que
trazem algumas curas de Yeshua no Shabat, por exemplo, ou textos que dizem que, após a ressurreição, os
emissários estavam reunidos no primeiro dia da semana; assim, até se defende que Yeshua fundou uma
nova religião, o que não é verdade. Estudiosos até mesmo católicos, como Carmine Di Sante, têm reconhe-
cido que Yeshua não tinha a intenção de abandonar o Shabat ou ensinar algo diferente de Moshê. Se for
levado em conta o contexto histórico, parece pouco provável que Yeshua estivesse quebrando o Shabat; na
verdade, Ele estava oferecendo uma observância autêntica (SANTE, 2004, p. 23-24).
O Shabat é muito estimado pela tradição judaica e pela tradição bíblica. O Talmud Babilônico demons-
tra sua importância: “Aquele que observar o sábado de acordo com suas leis, mesmo praticando idolatria
como a geração de Enoque, está perdoado.” “Se Israel tivesse guardado o primeiro sábado, nenhuma nação
ou língua teria conseguido dominá-lo.” “Se Israel tivesse guardado dois sábados de acordo com as respec-
tivas leis, os israelitas teriam sido remidos imediatamente” (SHABAT 118b). O Shabat é uma instituição de
Hashem e, por isso, é tratado com grande seriedade. Por outro lado, o mundo religioso abandonou a mitzvá
do Shabat. Rabi Yosef: “Que minha porção esteja entre aqueles que saúdam o sábado em Tiberíades e que se
despedem em Séforis” (NEUSNER, 2011, 2: 540).
Daniel, no livro que leva seu nome, diz que a Torá seria mudada (7.25); assim, se faz necessário dar
atenção ao que ele disse neste momento. No capítulo 7, Daniel descreve o sonho que teve onde vê quatro
animais surgindo das águas, os quais são quatro reinos que se levantariam da Terra (7.17); o quarto animal,
que tem dez chifres, representa Roma; os dez chifres são as dez tribos germânicas que seguiram a iniciativa
dos hunos e invadiram o então decadente império Romano (DOUKHAN, 2017, p. 109). Na sequência, Daniel
relata o surgimento de um chifre pequeno que elimina três das tribos (os visigodos, os vândalos e os ostro-
godos, que eram tribos arianas), representadas, no sonho, pelos chifres (7.20); o chifre pequeno representa a
supremacia e os feitos da igreja Romana. Em 538 a.c. as forças católicas expulsaram de Roma os ostrogodos,
a última das três tribos. Voltemos nossa atenção para o verso 25; Jacques B. Doukhan, em sua obra Segredos
de Daniel, destaca uma estrutura no verso, que será usada aqui.
A. Falará contra o Altíssimo (contra D’us)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 63


Comentário
Lição 6

B. oprimirá os seus santos (contra seu povo)


A1. e mudará os tempos e a Lei - Torá (Contra D’us)
B1. os santos lhes serão entregues por um tempo dois tempos e metade de um tempo (contra seu povo)
(DOUKHAN, 2017, p.111).
Contra D’us. Tentou tomar o lugar do Eterno ao mudar a Torá; foi colocado o domingo do mitraísmo no
lugar do Shabat do Eterno. O domingo foi extraído da religião persa pagã no século 1 a.e.c.; em Roma, o dia
de culto ao sol invictus era tido em alta conta, e aos poucos o povo foi aderindo a ele, até que Constantino, em
março de 321 e.c., promulgou a lei para as pessoas descansassem no “venerável dia do sol”. E isso não é de
admirar, pois moedas cunhadas durante seu governo traziam sua própria estampa de um lado e, do outro,
a do sol invictus com a legenda: “Soli Invicto Comiti” (dedicado ao sol invencível). Ao que tudo indica, Cons-
tantino, ao se “converter”, continuou com sua adoração ao sol, e acabou introduzindo-a no cristianismo. De
fato, a grande massa religiosa pretende guardar o domingo usando alguns argumentos que já mencionamos
anteriormente. O chifre pequeno mudou a lei, e é essa lei mudada que está em vigência para grande parte
do mundo religioso (TIMM, 2010, p. 84-86).
Contra o povo de D’us. O chifre pequeno perseguiu o povo de D'us e fez atrocidades. Inquisições, po-
grons e câmaras de gás são os jogos mortais do ser humano que acha que é D’us (DOUKHAN, 2017, 111).
Como Doukhan (2017, p.114) observa: “O fato é que a profecia se cumpriu. Mesmo que a igreja Católica não
persiga mais, ela ainda aspira à prerrogativa de mudar a lei. O dogma tem substituído a revelação bíblica, e
o domingo, o primeiro dia da tradição, tem substituído o sábado da Bíblia.” O Shabat é um dia de alegria e
festa ao lado do Eterno; o ser humano deve se deleitar no Shabat (NEUSNER, 2011, 2: 539).

64 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 6

OMER 42

SHABAT MEVARECHIM

REFERÊNCIAS LIÇÃO 6

(1)
Thomas Hobbes, Leviathan, 1996, p. 463 (contextualizado)
(2)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 53, 54 (contextualizado)
REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 6

Heschel, J. A. O Schabat. São Paulo: Perspectiva, 2014.


Doukhan, b. J. Segredos de Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2017.
Timm, R. A. O Sábado na Bíblia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2010.
Sante, D. C. Liturgia Judaica. São Paulo: Paulus, 2017.
Neusner, J. The Babylonian Talmud: A Translation and Commentary. Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 2011.

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 65


Lição 7 13 a 19 de maio | 28 Iyar a 5 Sivan

Mattityahu 24 e 25
VERSO PARA MEMORIZAR
“Porque aparecerão falsos messias e falsos profetas realizando grandes milagres - coisas
extraordinárias - para enganar até mesmo os eleitos, se fosse possível.” (Mt 24:24)

LEITURAS DA SEMANA
Mt 24:1-25; Ap 13:11-17; Mt 7:24-27; Lc 21:20; Mt 25:1-30

Introdução

E m Mattityahu 24 e 25, Yeshua revelou verdades importantes sobre os aconteci-


mentos vindouros e sobre a preparação para esse tempo. Em certo sentido, esses
capítulos são ensinamentos do Mashiach sobre os eventos finais. Ao mesmo tempo,
contemplando o futuro mais imediato, ele viu a iminente destruição de Yerusha-
layim, uma tragédia de proporções catastróficas para Seu povo.
O Mashiach também falou aos seus seguidores das gerações futuras, incluin-
do especialmente a última geração, aquela que estará viva quando Ele retornar. O
cenário descrito por Yeshua também não é muito agradável. Guerras, rumores de
guerras, pestes, falsos messias e perseguições – esse será o destino do mundo e o
desafio para sua kehilá. Surpreendentemente, ao contemplar a história, podemos
ver como suas profecias foram exatas. Portanto, podemos crer que ele cumprirá
também as profecias ainda não cumpridas em nosso tempo.
Mas Yeshua não apenas advertiu sobre o que estava por vir. Em Mattityahu
25, Ele contou em suas parábolas que, se forem ouvidas e colocadas em prática,
prepararão o Povo de D’us para a vinda do “Filho do Homem” (Mt 25:31). Tempos
difíceis virão, mas o Eterno preparará um povo para encontrá-lo quando o Mashia-
ch retornar.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 34 ‫ במדבר‬BAMIDBAR [No Deserto]: Bamidbar (Nm) 1.1 - 4.20


HAFTARÁ: Os 2.1-22
BRIT HADASHÁ: Lc 2:1-7; 1Co 12:12-31; 1Co 12.12-20
TEHILIM: Sl 122

66 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


13 de maio | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 28 Iyar Domingo

Forte confirmação das profecias

N os dias anteriores à morte de Yeshua, seus discípulos falaram com Ele no Monte das Oli-
veiras. Imagine ouvir o Mashiach dizendo que o Templo seria destruído novamente! Não
sabemos exatamente o que se passou na mente deles, mas as perguntas que eles fizeram pos-
teriormente indicam que eles relacionaram a destruição do segundo Templo com “o fim do
Olam Hazê” (Mt 24:3).

1. Leia Mattityahu 24. Qual foi as palavras de Yeshua aos Seus talmidim sobre os
acharit hayamim? (Mt 24:1-25)

O texto deixa claro que, entre outras coisas, o Mashiach estava preocupado com os enga-
nos que confundiriam Seu povo ao longo dos séculos, até o tempo do fim. Um desses enganos
são os falsos mestres e falsos messias. Alguns falsos profetas alegarão representar o Mashiach;
outros reivindicarão ser o próprio Messias. E algo terrível é que muitas pessoas acreditarão
neles. Temos visto uma triste mas poderosa confirmação das Escrituras Sagradas. Ao longo da
História, e até mesmo em nos nossos dias, têm surgido enganadores dizendo: “Sou o messias”.
Vivendo neste tempo, podemos examinar os longos séculos da história e ver exatamente como
essa profecia foi precisa, de uma forma que os que viveram no tempo de Yeshua não puderam
testemunhar! Também não devemos ficar surpresos se enganos como esses se intensificarem
à medida que nos aproximamos da crise final.
Além disso, no contexto da confirmação da emuná, veja como Yeshua descreveu a
condição do mundo. Em diversas ocasiões na história da Terra desde o Mashiach, as pessoas
puseram sua esperança em coisas que “eliminariam” ou pelo menos “reduziriam” muito os
sofrimentos e a aflição da humanidade. Movimentos políticos, tecnologia, ciência ou razão –
em um momento ou outro, as pessoas têm esperado que essas coisas introduzam uma utopia
na Terra. Conforme o doloroso testemunho da história tem mostrado repetidamente, essa es-
perança sempre tem se provado infundada. O mundo hoje é exatamente como Yeshua disse
que seria. As suas palavras, proferidas há quase dois mil anos, mostram como essa “esperança”
tem sido realmente um equívoco.

Como podemos fortalecer nossa confiança em D’us? (Mt 24:25)

OMER 43

YOM YERUSHALAYIM

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 67


Segunda 14 de maio | ‫ יום שני‬Yom Sheni 29 Iyar

Perseverando até o fim


2. Quais são os paralelos entre o que Yeshua disse em Mattityahu e o que Ele inspi-
rou Yochanan a escrever no livro Revelação? (Mt 24:9 e Ap 13:11)

A preocupação de Yeshua com Seu povo no tempo do fim inclui um engano de


esfera global que fará com que as nações se oponham à Palavra de D’us e impo-
nham uma falsa forma de adoração no mundo. Aqueles que permanecerem firmes
enfrentarão ódio, tribulação e até morte.

3. Qual é o segredo para ser salvo e se manter fiel, mesmo em meio à oposição mun-
dial? (Mt 24:13)

“Nenhuma pessoa, a não ser os que fortaleceram a mente com as verdades da


Escritura, poderá resistir no último conflito cósmico” (1). Isso significa que todos os
que fortalecem a mente com as verdades bíblicas não serão arrastados por nenhum
engano no tempo do fim. Eles devem estar fundamentados na verdade para este
tempo; caso contrário, os enganos os esmagarão.

4. De acordo com Mattityahu, o que é fundamental para que permaneçamos com


fidelidade a D’us? (Mt 7:24 a 27)

Por mais importante que seja fundamentar-se intelectualmente na Palavra de


D’us, de acordo com Yeshua, isso não é suficiente para que permaneçamos fiéis em
meio às provações que enfrentaremos. Devemos praticar o que aprendemos; ou
seja, temos que obedecer à verdade como ela é no Mashiach. Na parábola acima,
ambos os construtores ouviram as palavras de Yeshua. A diferença entre eles, entre
resistir e não resistir, foi a obediência ao que o Mashiach ensinava.

Por que aquele que obedece se mantém de pé e o que não obedece cai? A obediência faz a
diferença para que permaneçamos aos ensinamentos de D'us?

OMER 44

68 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


15 de maio | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 1 Sivan Terça

"Abominação devastadora"

E m seu discurso sobre o tempo do fim, Yeshua mencionou “a abominação devastadora”


(Mt 24:15), uma imagem do livro de Daniel (Dn 9:27; 11:31; 12:11).
Quando algo era uma grave transgressão de sua Torá, D’us declarava que isso era “abo-
minável”, como idolatria (Dt 27:15) ou as práticas sexuais imorais (Lv 18:22). Por isso, essa
“abominação devastadora” envolvia um certo tipo de apostasia religiosa.

5. Sobre o que Yeshua se referiu quando falou sobre a “abominação devastadora”?


(Mt 24:15 e Lc 21:20)

Esses dois textos deixam claro que o discurso de Yeshua inclui, em um sentido mais ime-
diato, a terrível destruição que viria sobre Yerushalayim em 70 e.c, quando Roma destruiria
não apenas a cidade, mas também o Segundo Templo.
No entanto, há um segundo cumprimento para essa profecia, em que os eventos mais
imediatos, como a destruição de Yerushalayim, constituem um tipo do futuro, os eventos fi-
nais. “O Mashiach viu em Yerushalayim um símbolo do mundo endurecido na incredulidade
e rebelião, e apressando-se ao encontro dos divinos juízos retributivos” (2).
Em Daniel 12:11 e 11:31, a “abominação devastadora” aparece relacionada à última fase
de Roma, o período papal, em que um sistema alternativo de mediação e salvação foi estabe-
lecido, e que busca usurpar o que o Mashiach fez e está fazendo por nós hoje no Templo Ce-
lestial.
Daniel 8:9 a 12, coloca esses eventos em seu contexto histórico, dividindo o poder roma-
no em duas fases. A primeira fase, vista na rápida expansão horizontal do chifre pequeno
(Dn 8:9), mostra o vasto império de Roma pagã. Na segunda fase (Dn 8:10-12), o chifre peque-
no cresce verticalmente, lançando por terra algumas estrelas (perseguindo o povo de D’us) e
engrandecendo-se até ao “Príncipe das hostes” (Dn 8:11), Yeshua. Essa fase representa o pe-
ríodo papal, que surgiu da queda do Império Romano pagão, mas continua sendo Roma. É
por isso que um único símbolo, o chifre pequeno, representa ambas as fases do mesmo po-
der. O juízo (Dn 7:9, 10),a purificação do santuário em (Dn 8:14) e os sinais no céu (Mt 24) –
todos indicam a intervenção de D’us em favor de Seu povo nos últimos dias.

OMER 45

ROSH CHODESH

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 69


Quarta 16 de maio | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 2 Sivan

As dez damas de honra

D epois de Seu discurso sobre os sinais de Sua vinda (Mt 24), Yeshua falou sobre a prepa-
ração para esse evento (Mt 25).

6. Leia a parábola das dez damas de honra. Como podemos nos preparar para o
retorno do Mashiach? (Mattityahu 25:1 a 13)

Yeshua começou essa parte de Seu discurso falando sobre dez moças. O fato de serem
chamadas de “betulot (‫”)בּתוּלוֹת‬
ְ (virgens) sugere que elas representavam os que professa-
vam ser religiosa. No conflito, elas não estavam do lado do adversário. Elas são compara-
das ao “reino dos céus” (Mt 25:1). Mas no tempo do fim, todas adormeceram (Mt 25:5). O
Mashiach já havia alertado que os crentes deviam se manter vigiando (Mt 24:42), ou ficar
acordados para que não se encontrassem despreparados quando ele retornasse. Todas as
moças tinham lâmpadas, e todas saíram ao encontro do noivo, o que significa que todas
estavam aguardando ansiosamente sua vinda. Houve um atraso, e todas essas que acredi-
tavam em sua vinda adormeceram. De repente, na calada da noite, todas foram desperta-
das: o noivo estava chegando (Mt 25:1-6)!
As moças tolas ficaram espantadas, despreparadas. Por quê? Uma versão diz: “nossas
lâmpadas se apagaram” (Mt 25:8). Outras versões, fiéis ao original, dizem que as lâmpadas
estavam se apagando. Ainda havia uma chama vacilante. Elas ainda tinham um pouco de
azeite, mas não o suficiente para estar prontas para o encontro com o Mashiach. Qual é,
então, o problema? Essas moças representam os crentes que estão esperando a volta do
Mashiach, mas que têm uma experiência superficial com Ele. Eles têm um pouco de azeite,
alguma atuação do Espírito em sua vida, mas a chama é vacilante. Eles estavam satisfeitos
com pouco, quando precisavam de muito. “O Espírito trabalha no coração do homem de
acordo com o seu desejo e consentimento, nele implantando uma nova natureza; mas a
classe representada pelas damas loucas se contentou com uma obra superficial. Não co-
nhecem o Eterno; não estudaram Seu caráter; não tiveram comunhão com Ele; por isso
não sabem como confiar, olhar e viver. Seu serviço para D’us se degenera em formalidade”
(3)
.

Como ter certeza de que não estamos cometendo os mesmos erros que essas pessoas come-
teram? Se nos encontramos nessa situação, como podemos mudar?

OMER 46

70 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


17 de maio | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 3 Sivan Quinta

Usando seus talentos


7. O uso dos nossos dons na causa do Eterno pode nos ajudar na preparação para o
retorno do Mashiach? (Mt 25:13 a 30).

E mbora essa parábola seja diferente da anterior, ambas falam sobre a necessidade
de estar pronto para a volta do Mashiach. As duas tratam dos que estavam prontos
e dos que não estavam. E ambas mostram o destino daqueles que, por sua negligência
espiritual, enfrentaram a perdição eterna.
Assim como o azeite representa o Ruach Hakodesh para as dez damas, as “moedas de
ouro” (Mt 25:15) representam talentos, que vem da palavra talanta. “Os talentos repre-
sentam dons especiais do Ruach Hakodesh, juntamente com todos os dotes naturais” (4).
Todos os servos da parábola haviam recebido bens de seu mestre. Perceba que eram
talentos de seu senhor (Mt 25:14), que lhes haviam sido confiados “a cada um segundo
a sua capacidade” (Mt 25:15). Os dons lhes haviam sido confiados; em um sentido real,
esses servos eram administradores do que não era deles, mas eram responsáveis por
esses recursos. Por essa razão, quando o senhor voltou, ele “acertou contas com eles”
(Mt 25:19).
Os dons espirituais vêm do Espírito Sagrado (veja 1Co 12:1-11, 28-31; Ef 4:11). Há boas
notícias para os que julgam ter o menor dom. Os dons nunca são recebidos sem o Doador.
Portanto, essas pessoas recebem seu dom ao receberem o dom maior: o Ruach Hakodesh.
Os dons já são nossos no Mashiach, mas nossa posse efetiva depende do nosso recebi-
mento do Ruach Hakodesh e entrega a Hashem. Esse foi o erro do empregado inútil. Ele
recebeu um dom, mas não fez nada com esse recurso. Ele não aperfeiçoou seu dom. Não
fez um esforço para obter alguma coisa com o que tinha graciosamente recebido, a fim
de multiplicá-lo. Como resultado, Yeshua o chamou de “servo perverso e preguiçoso” (Mt
25:26) – uma poderosa condenação.

Yeshua contou essa ilustração no contexto do fim dos dias e de seu retorno. O uso dos
nossos talentos é fundamental para estarmos preparados para os últimos dias?

OMER 47

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 71


Sexta 18 de maio | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 4 Sivan

Estudo adicional

“M as o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escon-


deu o dinheiro do senhor.” (Mt 25:18).
“O que havia recebido a menor dádiva deixou o talento improdutivo. Nisso é feita
uma advertência a todos quantos pensam que a pequenez de seus dotes os dispense
do trabalho para o Mashiach. Se pudessem fazer alguma coisa grande, com que boa
vontade não a empreenderiam! Mas, porque só podem servir em coisas pequenas,
pensam que são justificados ao não fazer nada. Erram nisso. O Eterno prova o ca-
ráter na distribuição dos dons. O homem que foi negligente em fazer prosperar seu
talento mostrou-se um administrador infiel. Se houvesse recebido cinco talentos, os
teria enterrado como fez com um único. Seu mau uso do único talento mostrou que
desprezava as dádivas do Céu.
“‘Quem é fiel nas coisas pequenas, também é fiel nas grandes, e quem é desonesto
nas coisas pequenas, também é desonesto nas grandes.’ (Lc 16:10). A importância
das coisas pequenas é muitas vezes subestimada por serem simples; porém, suprem
muito da real disciplina da vida. Realmente, não há coisas não essenciais na vida
religiosa. A formação de nosso caráter será cheia de perigos, se avaliarmos mal a
importância das coisas pequenas.” (5)

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1 Quais ideologias e ideais as pessoas acreditam que inaugurariam uma utopia na Terra?
Quais foram essas ideias e por que, sem exceção, todas falharam?
2 A obediência ao que D'us nos manda fazer fortalece nossa emuná? Ou seja, por que a
fidelidade sem as obras é “morta” (Tg 2:26)? Considerando as provações que sobrevirão
aos que “guardam os mandamentos de D’us” (Ap 14:12), por que é tão importante nos
prepararmos hoje para o que virá quando menos esperarmos?
3 O que nos garante que não seremos enganados como as damas insensatas?
4 Qual é a nossa compreensão sobre os “eleitos”? (Veja Mt 24:31; Rm 8:33; Cl 3:12). O que
isso revela sobre o grande poder dos enganos?

OMER 48

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

72 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

19 de maio | ‫ שבת‬Shabat 5 Sivan

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Mattiyahu 24 e 25

O fim do mundo é tema de estudo por parte do ser humano; de fato, as pessoas estão ansio-
sas para saber o que vem depois. Como o mundo irá acabar, e se irá acabar, é um tema abor-
dado até mesmo por Hollywood; a indústria cinematográfica tem trabalhado com o assunto
há algum tempo. A humanidade quer respostas; Mattityahu registra o momento em que os
emissários se aproximam de Yeshua para obter algumas respostas sobre o fim dos dias. Iremos
analisar a resposta de Yeshua e refletir sobre ela.
Mattityahu registra, no capítulo 25 de seu livro, o momento em que perguntam para
Yeshua que sinais haveria antes dele voltar. O primeiro sinal indicado por ele é o engano; os
emissários são alertados de que muitos falsos mestres e messias apareceriam. Flávio Josefo
(Guerra dos Judeus, vi. 5.4) atesta que no primeiro século havia muitos falsos messias. O mais
famoso talvez seja Bar Kokhba; ele liderou uma revolta contra Roma (132-135). Essa revolta
não foi bem-sucedida, e muitos judeus foram mortos brutalmente pelos romanos. Os judeus
foram banidos de Yerushalayim; a cidade santa converteu-se em uma cidade pagã, de índole
helenística, e foi construído um santuário a Júpiter no monte do templo (SKARSAUNE, 2004,
p. 47).
Outras sinas da volta do Mashiach seriam: guerras e rumores de guerra, o fato de as pes-
soas estarem distraídas com coisas banais, a fome, e o fato de que o amor se esfriaria. Existem
alguns paralelos importantes entre os sinais apresentados por Yeshua para seu retorno e os
sinais apresentados no tratado talmúdico de sanhedrin:
“[...]Ele disse a ele: “Isto é o que R. Yohanan disse, 'A geração à qual o filho de David virá será
aquela na qual os discípulos dos sábios crescem menos"
G." e, quanto aos outros, seus olhos se desgastam com o sofrimento e suspirando,
H. “e os problemas serão muitos e as leis duras, renovando-se para sempre, para que o
novo se apresse antes que o antigo tenha chegado ao fim”.
I. 82
A. Nossos rabinos ensinaram sobre a autoridade Tannaita:
B. O ciclo de sete anos em que o filho de David virá:
C. Quanto ao primeiro, o seguinte verso da Escritura será cumprido: “E farei chover sobre
uma cidade e não sobre outra” (Amós 4: 7).
D. Quanto ao segundo ano, as flechas da fome serão enviadas.
E. Quanto ao terceiro, haverá uma grande fome, na qual homens, mulheres e crianças
morrerão, homens piedosos e trabalhadores – maravilha da mesma forma, e a Torá será es-
quecida por aqueles que a estudarem.
F. Quanto ao quarto ano, haverá muito o que não é suficiente.
G. Quanto ao quinto ano, haverá grande prosperidade, e as pessoas comerão, beberão e se
regozijarão, e a Torá será restaurada para aqueles que a estudarem.
H. Quanto ao sexto ano, haverá rumores. I. Quanto ao sétimo ano, haverá guerras.” (NEUS-

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 73


Comentário
Lição 7

NER, 2011, 16: 518)


Há consideráveis paralelos entre os acontecimentos descritos por nossos sábios com base
na Torá e os acontecimentos destacados por Yeshua HaMashiach. Yeshua também diz que o
templo seria destruído; a destruição do templo fora profetizada em Daniel (Dn 9.26-27). Existe
um forte consenso na tradição judaica de que a desolação da qual Daniel falava se tratava da
destruição do templo pelos romanos; grandes Rabis medievais, como Rashi, concordavam que
essa profecia deveria ser aplicada ao cerco de Jerusalém (DOUKHAN, 2017, p.155).
Depois de falar dos vários sinais que antecederiam sua vinda, Yeshua informa a importân-
cia de se estar preparado. Yeshua diz que virá como um ladrão à noite, ou seja, muitos serão
pegos de surpresa; como vimos anteriormente, nossos sábios dizem que os discípulos da ge-
ração que antecede o messias seriam os menos preparados. Yeshua conta uma parábola onde
ele fala de dez damas de honra, as quais representam os seus seguidores antes da sua vinda.
A parábola das dez damas de honra traz um alerta para que todos estejam preparados para
os últimos momentos da história. As cinco jovens néscias estavam despreparadas; não tinham
azeite suficiente (Ruach Hakodesh). Elas estavam aguardando o noivo, mas não da forma cor-
reta. Kenneth E. Bailey (2016, p.276) observa: “A vida no reino de D’us exige compromisso de
longo prazo. Não há discipulado instantâneo nem amadurecimento instantâneo na plenitude
do reino.” Aqueles que seguem Yeshua devem viver na iminência de seu retorno, se preparan-
do todos os dias; O clímax dessa parábola é o grito: “O noivo chegou! Saiam ao encontro dele!”
(BAILEY, 2016, P. 271).
A pergunta dos seguidores levou Yeshua a descortinar os acontecimentos históricos que
precederiam sua vinda em glória, mas não para por aí. Ele queria deixar todos os seus segui-
dores cientes de que é necessário estar pronto. Ninguém sabe o momento em que o Mashiach
irá retornar; ele virá como um ladrão, isto é, de surpresa. É de suma importância que todo o
que espera esse momento esteja constantemente estudando o Tanach e a Brit Hadashá, e que
conheça as profecias, pois assim como Bar Kokhba levou consigo muitos à morte, muitos líde-
res têm levado os fiéis à ruina.

74 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 7

OMER 49

REFERÊNCIAS LIÇÃO 7

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 593 (Contextualizado)
(2)
Ibidem, p. 22 (Contextualizado)
(3)
Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 411 (Contextualizado)
(4)
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 545 (Contextualizado)
(5)
Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 355, 356 (Contextualizado)

REFERÊNCIAS COMENTÁRIOS 7

Skarsaune, O. À Sombra do Templo. São Paulo: Vida Nova, 2004.


Bailey, E. K. Jesus pela Ótica do Oriente Médio. São Paulo: Vida Nova, 2016.
Neusner, J. The Babylonian Talmud: A Translation and Commentary. Peabody, MA: Hendri-
ckson Publishers, 2011.
Doukhan, b. J. Segredos de Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2017.

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 75


Lição 8 20 a 26 de maio | 6 a 12 Sivan

Adore o Criador
VERSO PARA MEMORIZAR
"A seguir, vi outro anjo voando pelo céu com as boas-novas eternas para serem
proclamadas aos que vivem na terra - a cada nação, tribo, língua e povo" (Ap 14:6)

LEITURAS DA SEMANA
Ap 14:6-12; Mt 24:14; Gl 3:22; Lc 23:32-43; Gn 22:12

Introdução

A ideia de que o Eterno revela a verdade à humanidade no momento em que ela


é necessária, dando-nos cada vez mais luz ao longo dos tempos é basicamente
o que Shimon Kefa chama de “verdade presente” (2Pe 1:12). A primeira promessa
da bessorá, em Bereshit 3:15, revelou ao casal caído que a esperança viria por meio
da semente (ou descendente) da mulher. A promessa a Avraham, de que ele “certa-
mente” viria “a ser uma grande e poderosa nação, e nele” seriam “benditas todas
as nações da Terra” (Gn 18:18), é uma revelação mais completa da promessa da re-
denção. A vinda do Mashiach, que proclamou que o “Filho do Homem não veio para
ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc 10:45), é
evidentemente uma revelação ainda maior da verdade da Brit Hadasha,
Hoje, acreditamos que a mensagem dos três anjos em Revelação 14:6-12 é uma
"verdade presente" para os que vivem nos últimos dias antes do retorno do Mashia-
ch e o cumprimento de todas as nossas esperanças.
Nesta semana, vamos nos concentrar especialmente na mensagem do primei-
ro anjo, pois ela contém verdades essenciais aos que buscam permanecer fiéis em
meio aos perigos do fim dos dias.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.
LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 35 ‫ נשא‬NASSO [Levanta]: Nm 1.1 - 4.20


HAFTARÁ: Jz 13.2-25
BRIT HADASHÁ: Jo 7.53-8.11; At 21.17-32
TEHILIM: Sl 67

Centro Mundial de Fraternidade Judaico-Adventista | Lista de Oração 2017

Ore esta semana pelos líderes Victor and Irena Viatokha da comunidade judaico-ad-
ventista de Kieve, Ukrania.
76 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬
20 de maio | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 6 Sivan Domingo

A anunciação da bessorá
1. A anunciação da bessorá (boas novas) e o testemunho são importantes para nos-
so propósito como comunidade? Qual tema é encontrado nos textos indicados? (Ap
14:6, Mt 24:14 e 28:19)

E m certo sentido, pode-se dizer que a mensagem do primeiro anjo é a grande comissão
(Mt 28:19), dada hoje no contexto dos últimos dias. Ela é, de fato, a “verdade presente”.
Observe que todos os três textos enfatizam a anunciação da mensagem a todo o mun-
do, a “todas as nações” e “a cada nação, e tribo, e língua, e povo”. Em outras palavras, essa
mensagem é de âmbito universal. Todos precisam ouvi-la!

2. Por que todos precisam ouvir as boas novas sobre o Mashiach? (Gl 3:22)

A universalidade do pecado explica a universalidade do nosso objetivo e do nosso cha-


mado. “Toda nação, tribo, língua e povo” pecaram (Ap 14:6); transgrediram a Torá de D’us
e foram encerrados debaixo do pecado (Gl 3:22). A queda de Adam no Gan Éden afetou
todo ser humano; nenhuma nação, tribo nem povo estão imunes. Todos nós enfrentamos
as consequências imediatas do pecado e, a menos que uma solução fosse apresentada, to-
dos nós enfrentaríamos a consequência suprema: a morte eterna.
Essa solução foi providenciada por meio da vida, morte e ressurreição de Yeshua, e seu
serviço no Santuário do Céu. Ele é a única solução definitiva para o problema do pecado.
Todos precisam conhecer a grande esperança do que o Eterno lhes ofereceu em Yeshua
Hamashiach. Por essa razão nosso objetivo é ir a todo o mundo, buscando levar a mensa-
gem das boas novas do Mashiach aos que ainda não a ouviram.

Por que a anunciação da bessorá traz muitos benefícios espirituais para quem anuncia? Al-
cançar pessoas seria uma das melhores maneiras de se preparar para a volta do Mashiach?

SHAVUOT 1

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 77


Segunda 21 de maio | ‫ יום שני‬Yom Sheni 7 Sivan

O criminoso no madeiro e as boas-novas eternas

A mensagem a ser proclamada ao mundo é chamada de “boas novas eternas” (besso-


rat haolam) (Ap 14:6), que transmite esperança às pessoas em um mundo que não
oferece nenhuma solução definitiva para o sofrimento.

3.Como a história do criminoso no madeiro revela a grande esperança das “boas


novas eternas” para todos os pecadores? (Lc 23:32 a 43)

Embora não fosse um criminoso endurecido, ele estivera “procurando abafar a


convicção” sobre o Mashiach, e “havia imergido mais e mais fundo no pecado, até que
foi preso, julgado e condenado a morrer no madeiro” (1).
No entanto, o que aconteceu com ele? Enquanto estava pendurado, o ladrão teve
um vislumbre de quem era o Mashiach, e então Então exclamou: "Yeshua, lembre-se de
mim quando vier como Rei"” (Lc 23:42).
E como Yeshua respondeu? Será que Ele disse: “Bem, amigo, Eu gostaria de ajudá-
-lo, mas você não deveria ter abafado suas convicções, imergindo mais e mais fundo no
pecado!” ou oor acaso o Mashiach citou alguma mensagem anunciada por ele anterior-
mente: “Pois eu te digo: a menos que sua justiça seja muito maior que a dos mestres da
Torá e dos prushim, você não entrará no Reino do Céu!” (Mt 5:20)? Será que Yeshua, de
alguma forma, “ressuscitou” os erros passados do ladrão?
Não. Em vez disso, Ele Se voltou para aquele criminoso, aquele ladrão de caráter
defeituoso que não tinha nada a oferecer em termos de justiça e que, anteriormente,
havia amaldiçoado o Mashiach (Mt 27:44). Ao vê-lo como um novo homem, Yeshua
basicamente declarou: Estou lhe dizendo agora, estou lhe dando a certeza hoje de que
seu pecado, seus crimes e suas faltas estão perdoados e, portanto, “estarás comigo no
paraíso” (Lc 23:43).
Aqui está a mensagem das “boas novas eternas”, o fundamento da mensagem do
primeiro anjo. Sem essa verdade, o que ensinamos sobre a Torá, o Shabat ou sobre o
estado dos mortos não tem importância. Qual proveito esses ensinamentos teriam se as
“boas novas eternas” não estivessem no centro de todos eles?

Essa história lhe traz esperança?

SHAVUOT 2

78 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


22 de maio | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 8 Sivan Terça

Temam a D’us, dêem-lhe glória

A pós falar sobre a proclamação das “boas novas eternas” a todo o mundo, a men-
sagem do primeiro anjo se expande nesta mensagem: “Temam a D’us, dêem-lhe
glória”. Ao proclamar as “boas novas eternas”, devemos incluir as verdades que fazem
parte da mensagem das boas novas para este tempo. Em outras palavras, a “verdade
presente” para os últimos dias inclui Revelação 14:7.

4. O que significa temer a D’us e dar-Lhe glória? Como podemos fazer isso? Como
esses conceitos se encaixam com a mensagem da bessorá? (Ap 14:7)

Temer a D’us e Dar-lhe glória são conceitos relacionados. Se realmente tememos a


D’us no sentido bíblico, damos glória a Ele. Uma coisa deve levar à outra.

5. O que significa “temer a D'us” e como isso se relaciona com “Dar-lhe glória”? (Gn
22:12; Êx 20:20; Jó 1:9; Ec 12:13; Mt 5:16).

Nesses textos, a ideia de temer a D’us está ligada à obediência, e quando obedece-
mos ao Eterno, quando fazemos o que é certo, nós O glorificamos. Embora muitas vezes
seja dito que temer a Ele é admirá-Lo e reverenciá-Lo, devemos ir além disso. O Eterno
nos manda temê-lo. Somos pecadores caídos. Merecemos a morte. Quem já não perce-
beu a maldade espantosa de seus atos e o que merecia por eles nas mãos de um D’us
justo? Esse é o temor de D’us. É o temor que nos leva primeiramente ao Mashiach para
obter perdão e, em segundo lugar, faz-nos reclamar Seu poder para nos purificar do
mal que, se não fosse pela sua miséricordia, faria com que nos perdêssemos (Mt 10:28).

Qual tem sido sua experiência com o temor ao Eterno? Uma boa dose desse temor poderia
nos fazer bem espiritualmente e nos ajudar a levar mais a sério nossa fidelidade.

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 79


Quarta 23 de maio | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 9 Sivan

O juízo chegou

N a mensagem do primeiro anjo, a ideia de temer a D’us e dar-lhe glória está


relacionada ao juízo (Ap 14:7). Se existe um assunto claro nas Escrituras é o
conceito de que o Eterno é um D’us de justiça e de juízo. Um dia, o juízo e a justiça
que faltam neste mundo realmente virão.
Não é de admirar que as pessoas necessitem temer a D’us. Por isso, as “boas
novas eternas” também incluem a realidade do juízo. Qual é a relação entre esses
dois elementos? Se a bessorá significa “boas-novas”, isso quer dizer que, embora
sejamos pecadores e tenhamos transgredido a Torá de D’us, quando o dia do juízo
chegar, como o criminoso no madeiro, não enfrentaremos a pena e o castigo que
merecemos pelos nossos pecados e pela transgressão da Torá.

6. Mesmo sendo necessário o cumprimento da Torá, por que não podemos confiar
em nossos próprios méritos para sermos salvos? (Mt 12:36; Ec 12:14; Rm 2:6; 1Co 4:5).

O D’us que conhece o número de fios de cabelo da nossa cabeça julgará o mun-
do. Precisamente por isso, a bessorá eterna é uma boa notícia. O juízo virá, mas
não há nenhuma “condenação” para os obedientes ao Eterno, fiéis seguidores do
Mashiach, lavados, santificados e justificados em seu nome (veja 1Co 6:11), pois
Yeshua Hamashiach é a sua justiça e a justiça dele os fará vencer nesse juízo.
“Não pode o homem por si mesmo se defender dessas acusações. Em suas ves-
tes manchadas de pecado, confessando sua culpa, ele está perante Hashem. Mas
Yeshua, nosso Advogado, apresenta uma súplica eficaz em favor de todos os que,
mediante arrependimento e fidelidade, a Ele confiaram a guarda de sua vida. De-
fende-lhes a causa e derrota seu adversário, com os poderosos argumentos do Gul-
gota. Sua perfeita obediência à Torá de D’us, mesmo até à morte. No madeiro con-
feriu-Lhe todo o poder no Céu e na Terra, e Ele pleiteia de seu Pai misericórdia e
reconciliação para o homem culpado” (2).

O que a realidade do juízo ensina sobre nossa absoluta necessidade de perdão? Como você
pode oferecer aos que lhe fizeram mal a graça (chessed) e o perdão que o Eterno nos oferece
por meio do Mashiach?

80 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


24 de maio | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 10 Sivan Quinta

Adorem aquele que fez os céus e a Terra


7. Quais elementos específicos se encontram na mensagem do primeiro anjo e como
eles se relacionam entre si? (Ap 14:6 e 7.

J untamente com a bessorá , o chamado para testemunhar ao mundo e para temer a


D’us e dar-lhe glória, vem também o chamado para adorar o Eterno como Criador.
E não é de admirar. Qual é o significado de todos esses outros aspectos da “verdade
presente” – as boas novas eternas, o chamado para testemunhar e o juízo – sem D’us
como nosso Criador? Essas e todas as outras verdades surgem da verdade fundamental
de que o Eterno é Aquele que fez todas as coisas. Ao Adorá-lo como Criador, estamos
voltando ao princípio básico, ao fundamento do que significa ser humano, estar vivo e,
diferentemente de outras criaturas terrestres, ser feito à imagem de D’us. Ao adorar o
Eterno como Criador, reconhecemos que dependemos Dele para existir e para ter a es-
perança quanto ao futuro. Por essa razão, a observância do Shabat é tão importante. É
um reconhecimento especial de que somente o Eterno é nosso Criador, e que adoramos
apenas a Ele. Isto é, juntamente com as boas novas e o juízo, o chamado para adorar o
Eterno como Criador é ressaltado nessa mensagem.

8. Por que é importante adorar o Eterno como Criador? (Ap 14:8 a 11)

À medida que os eventos finais se desenrolam, a pressão para que adoremos a besta
e a sua imagem, em lugar do Criador, virá sobre todo o mundo. Se considerarmos a
terrível advertência sobre o destino dos que adoram a besta e a sua imagem, podemos
entender melhor a ênfase em adorar o Eterno como Criador, o Único digno da adoração
humana. Na crise final, essa verdade se tornará mais crucial do que nunca.

Medite nas incríveis maravilhas do mundo criado. O que elas ensinam sobre Aquele que criou
todas as coisas? Por que só Ele é digno da nossa adoração?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 81


Sexta 25 de maio | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 11 Sivan

Estudo adicional

N ossos sábios há muito tempo perceberam uma relação entre o chamado para que
adoremos “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” e o quarto
mandamento, no qual o Shabat nos remete ao fato de que “em seis dias o Eterno fez os
céus e a terra, o mar e tudo o que há neles”. (Ap 14:7, Êx 20:11). Por mais que a linguagem
esteja intimamente relacionada, há uma mudança: o texto do Livro Revelação aponta para
o Eterno como Aquele que criou “as fontes das águas”.
John Baldwin escreveu: “Supondo que exista intencionalidade divina por trás da ex-
pressão ‘fontes das águas’, por que o Mashiach fez com que o mensageiro quebrasse o
paralelo das coisas mencionadas em Êxodo 20:11? Por que o anjo mencionou as ‘fontes
das águas’ e não outra espécie de criatura, como árvores, pássaros, peixes ou montanhas?
“Talvez a referência às ‘fontes das águas’, no contexto de um anúncio da chegada de
um período singular de juízo divino, busque dirigir a atenção do leitor para um período
anterior de juízo […]. Talvez a intenção do Eterno fosse que a possível alusão ao dilúvio,
pelas palavras ‘fontes das águas’, ressaltasse a verdade de que Ele é realmente um D’us
de juízo, bem como de fidelidade eterna e graça (ambos evidenciados na narrativa de Be-
reshit sobre o dilúvio). Se for assim, as implicações pessoais e espirituais da conotação do
dilúvio, desencadeada pela expressão ‘fontes das águas’, podem encorajar o leitor a levar
a sério a importante chegada de um novo processo de juízo divino individual já anunciado
pelo primeiro mensageiro de Revelação 14” (3).

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 A palavra em hebraico para “todos nós”, em Isaías 53:6 - “Todos nós, tal qual ovelhas,
nos desviamos”, é ‫( וּ ָּנלֻכ‬culanu). Isaías disse que o Eterno fez cair sobre o servo sofre-
dor (o Mashiach) “a iniquidade de todos nós”. A palavra “todos nós” aqui também é ‫וּ ָּנלֻכ‬
(culanu). Como isso nos mostra que, não importando a gravidade do problema do peca-
do, a solução é mais do que suficiente para resolvê-lo?
2 Quais lições extraímos da história do ladrão no madeiro? Suponha que o criminoso obti-
vesse perdão, fosse retirado do madeiro e sobrevivesse. A vida dele teria sido diferente?
O que a sua resposta revela sobre o poder do Mashiach para mudar nossa vida?

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

82 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

26 de maio | ‫ שבת‬Shabat 12 Sivan

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Adore o Criador

No Livro Revelação, Yochanan proclama que existe um serviço especial para o remanes-
cente da zera’ da mulher, os tsadikim. Essa missão consiste na proclamação de uma mensagem
especial, específica para o fim dos dias. A grande mensagem é divida em três partes que são
proclamadas de forma progressiva e cumulativa, sendo que a primeira mensagem que deve
ser proclamada é o fundamento para as outras que a seguem.
No capítulo 14 do livro Revelação, a partir do verso 6, encontramos as três partes dessa
mensagem. Antes de dizer qual é a primeira parte da mensagem, Yochanan introduz dizendo
que um anjo, ou seja, um mensageiro da parte do Eterno, saiu voando pelo meio do Céu, o que
revela a abrangência global que tem seu propósito. Isso ainda é confirmado por dizer que este
anjo possui as boas novas eternas para proclamar a toda nação, tribo, raça, língua e povo. As
boas novas eternas podem ser entendidas como sendo a mensagem de redenção que permeia
todas as eras e culturas desde que entrou o pecado no mundo. Ao longo das eras, as verda-
des eternas da Bessorá foram sendo introduzidas progressivamente no formato de “verdades
presentes” para aquele contexto histórico-social específico. Agora, no fim dos Dias existe uma
última verdade presente que deve ser proclamada a toda forma de vida humana existente no
planeta Terra.
Esta verdade para nosso tempo está dividida, como já foi dito, em três partes e a primeira
delas diz assim:
“Temam a D'us, dêem-lhe glória, porque chegou a hora do seu juízo! Adorem aquele que
fez os céus e a terra, o mar e as fontes d'água.” (Ap 14:7)
Ela inicia dizendo que deve-se temer ao Eterno. O Rabino Hanina ensinava: “tudo está nas
mãos dos Céus exceto o Temor do Senhor, porque se diz, ‘E agora, Israel, o que o Senhor teu
D’us quer de ti; é que temas ao Senhor teu D’us’” (Talmud Berachot 33b).
Temer, do grego φoβέω (Phobeo), tem conotação de um medo que conduz à reverência. De
forma nenhuma isto está em desarmonia com a figura amorosa e paterna de Hashem. A gran-
de questão que deve ser entendida para se compreender o temor que devemos ter pelo Eterno
é: Temer a D'us é o ato de reconhecer quem nós somos diante do Grandioso e Todo-Poderoso. É
entender que somos pó e feitura de Suas mãos. Ao se pensar com sinceridade, percebe-se rapi-
damente que o ato de contemplar ao Kadosh, baruch Hu, que fundou os montes e estabeleceu
galáxias, só pode infundir profunda admiração e espanto. A partir deste reconhecimento de
quem é o Eterno e de quem somos nós perante Ele, a única coisa que nos restará é adorá-Lo,
reverenciá-Lo e obedecer as Suas mitzvot, em outras palavras, temê-Lo.
O Chofetz Chaim, Rabbi Israel Meir, ensinava que o simples medo da punição de D’us tal-
vez possa dissuadir do pecado em curto prazo, mas por si só é insuficiente para manter uma
vida nos caminhos do Eterno, uma vez que este medo é baseado em uma idéia incompleta
sobre D’us. Este medo vê o Eterno em termos dos atributos da Justiça, mas esquece-se de Dele
como o Salvador, misericordioso e cheio de graça.

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 83


Comentário
Lição 8

Ao temer a D’us, consequentemente, dar-se-á glória ao Seu nome e o motivo para glorificá-
-Lo, sendo obediente às Suas mitzvot, segundo Revelação 14:7, é a “chegada da hora do juízo”.
A palavra juízo aqui denota um processo de avaliação dos fatos para então proclamar um ve-
redito, sendo assim, o juízo proclamado ainda não é o executivo, mas sim o investigativo, assim
como em Ezequiel 9:4 (SCHWANTES, 1985, p. 40), por isso vemos que após a proclamação da
mensagem dos três anjos, o mundo ainda poderá decidir-se pelo Mashiach e a verdadeira ado-
ração. Além disso, a proclamação do início do Juízo tem a finalidade de direcionar as pessoas
ao nosso “Justo Juiz”, Yeshua HaMashiach. Ele é Aquele que nos purifica de toda injustiça (1Jo
1:9), através da emuná, temos shalom - com D'us (Rm 5:1), portanto o Juízo é uma mensagem
de alegria e esperança, em vez de ser uma mensagem de terror como muitos pensam. Ao pro-
clamar-se que o Juízo começou, as pessoas devem conhecer as boas-novas de que somos decla-
rados tsadikim mediante a emuná no Mashiach. Quando Yeshua retornar, toda a injustiça terá
fim, inclusive as pessoas injustas, porém todos os que O aceitaram deixaram de ser injustos e,
mediante a emuná, foram unidos ao Messias feitos uma nova criação.
Além das boas-novas da justificação em D’us, a primeira parte da verdade presente ainda
proclama que o Eterno deve ser adorado, pois Ele é o Criador de todas as coisas (Ap14:7). Sendo
o único digno de adoração (Ap 4:11), somente Ele pode declarar qual é a forma correta de O
adorar. A obediência a esta determinação representa submissão ao senhorio do Eterno e, é isso
que caracteriza a verdadeira adoração.
No verso 7 do livro Revelação 14, se vê uma alusão à mitzvá do Shabat. Isto indica que a
adoração que o Eterno deseja é a sinceridade na obediência de Sua Torá, e, a expressão máxi-
ma desse reconhecimento Dele como Criador, digno de adoração, é a guarda do dia que Ele,
por Sua autoridade, tornou santo, com o intuito de servir de sinal entre Ele e Seu povo.
Ao se olhar para a história, percebe-se que esta mensagem dupla que anuncia o início do
juízo de D’us e exorta o povo chamando-o para adorar ao Criador da forma que Ele estipulou,
ao invés de adorá-Lo segundo as mitzvot dos homens, começou a ser proclamada, visando
um alcance global, a partir do ano de 1844 (5605), com o estudo da profecia das 2300 tardes e
manhãs de Daniel 8.
Segundo as festas judaicas, o Yom Kipur era o dia de Juízo para purificação do santuário,
sendo assim, Daniel 8:14 estaria se tratando do dia no qual se iniciaria o julgamento proclama-
do em Revelação 14:7.
Partindo da data de início mencionada na profecia de Daniel para a contagem dos 2300
anos, que Esdras indica como sendo o ano 457 a.e.c. (Ed 6:3, 7 e 14), chega-se ao ano de 1844,
significando que no Yom Kipur deste ano o Juízo mencionado em Revelação 7:14 deveria ser
proclamado juntamente com o chamado para a adoração verdadeira no sétimo dia.
A grande mensagem contendo a verdade presente para este tempo, o fim dos dias (acharit
hayamim), começou então a ser proclamada.

84 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 8

REFERÊNCIAS LIÇÃO 8

(1)
Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 749 (contextualizado)
(2)
Idem, Testemunhos, v. 5, p. 471 (contextualizado)
(3)
John Baldwin, Creation, Catastrophe and Calvary: Why a Global Flood is Vital to the Doc-
trine of Atonement, 2000, p. 27 (contextualizado)

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 85


Lição 9 27 de maio a 2 de junho | 13 a 19 Sivan

Enganos do fim dos dias


VERSO PARA MEMORIZAR
"O grande dragão foi expulso. Ele e a antiga serpente, também conhecido por Diabo e
Satan, [o Adversário], o enganador de todo o mundo. Ele e os seus anjos foram lançados à
terra.” (Ap 12:19)
LEITURAS DA SEMANA
Rm 8:1-17

Introdução

O satan, antes de ser expulso do Céu, atuou ali para enganar os anjos. “Deixando
seu lugar na presença imediata do Eterno, saiu a difundir o espírito de descon-
tentamento entre os anjos. Operando em misterioso segredo, e escondendo durante
algum tempo seu intuito real sob o disfarce de reverência ao Eterno, esforçou-se
por suscitar o desgosto em relação as leis que governavam os seres celestiais, insi-
nuando que elas impunham uma restrição desnecessária”. (1)
No Gan Eden ele se disfarçou de uma serpente e utilizou artifícios contra Chava.
Como ele fez ao longo da história, até hoje, hasatan usará o engano mesmo após o
milênio (Ap 20:8) na tentativa de alcançar seus objetivos. Infelizmente, ele é muito
mais inteligente, poderoso e astuto do que nós e, por isso, precisamos nos apegar ao
Mashiach e à Sua Palavra, a fim de nos protegermos de suas artimanhas.
“E vós, que vos ligastes ao Eterno, vosso D’us, estais todos vivos hoje.” (Dt 4:4). O
princípio adotado nesse verso evidentemente ainda é válido hoje.
Nesta semana, examinaremos alguns dos enganos mais eficazes do Adversário e
como podemos nos proteger deles.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 36 ‫ בהעלתך‬BEHAALOTECHA [Ao colocares]: Nm 8.1 - 12.16


HAFTARÁ: Zc 2.14 - 4.7
BRIT HADASHÁ: Jo 19.31-37; Hb 3.1-6; 1Co 10.6-13
TEHILIM: Sl 68

86 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


27 de maio | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 13 Sivan Domingo

O principal engano

A primeira lição deste trimestre falou sobre o “conflito cósmico”, que, infelizmente, ex-
trapolou o Céu e chegou à Terra.
O problema, porém, é que muitas pessoas não acreditam nesse grande conflito porque
não acreditam em hasatan. Para eles, os textos bíblicos que falam de hasatan ou do diabo
são meramente expressões de uma cultura pré-científica que tenta explicar o mal e o sofri-
mento no mundo. Para muitas pessoas, a ideia de uma entidade literal e sobrenatural que
tem propósitos malignos para com a humanidade é coisa de ficção científica, semelhante a
Darth Vader, personagem da famosa série de filmes “Guerra nas Estrelas”, ou algo pareci-
do.

1. Leia os seguintes textos de Revelação. O que eles ensinam sobre a existência de


hasatan e especialmente sobre seu papel nos eventos finais, no fim dos dias? (Ap
2:13, 24; 12:3, 7-9, 12, 17; 13:2; 20:2, 7, 10).

O Livro Revelação evidencia o grande poder que o Adversário terá sobre muitos habi-
tantes da Terra nos últimos dias, afastando-os não apenas da salvação - yeshuá, mas tam-
bém perseguindo aqueles que permanecerem fiéis a Yeshua.
De todos os “desígnios” (“mente”, “coração” do grego noemata - νοήματα) de hasatan
(2Co 2:11) talvez seu maior engano seja fazer com que as pessoas não acreditem na sua
existência. Afinal, quem buscará se proteger de um inimigo esmagador cuja existência não
consideremos uma realidade? É assombroso o número de pessoas que afirmam no Mashia-
ch e, no entanto, não levam a sério a ideia de um adversário literal. Porém, eles defendem
essa posição por ignorarem ou reinterpretarem radicalmente os muitos textos da Palavra
de D'us que revelam suas obras e estratagemas neste mundo, especialmente ao nos apro-
ximarmos do fim dos dias. O fato de que muitas pessoas rejeitam a existência literal de
hasatan, mesmo diante de evidências bíblicas tão contundentes, deveria ser um lembrete
poderoso de como é crucial entender o que as Escrituras realmente ensinam.

Embora o livro Revelação fale sobre as maquinações de hasatan, especialmente no fim


dos dias, qual é a grande esperança encontrada nele? Qual é a nossa fonte de poder con-
tra o adversário? (Ap 12:11)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 87


Segunda 28 de maio | ‫ יום שני‬Yom Sheni 14 Sivan

Dois grandes erros


2. Leia os seguintes textos. O que eles revelam sobre o poder enganador de
hasatan?
2Co 11:13-15 ______________________________________________________________________________________
2Ts 2:9, 10 _________________________________________________________________________________________
Ap 12:9 _____________________________________________________________________________________________
Ap 20:10 ___________________________________________________________________________________________

C omo observamos em uma lição anterior, Yeshua advertiu seus seguidores quan-
to aos enganos do tempo do fim. Entre esses, Ele advertiu especificamente sobre
o surgimento de falsos messias e falsos profetas que enganariam a muitos (Mt 24:5).
Contudo, estes não são os únicos enganos com os quais devemos ter cuidado nos
últimos dias. Nosso inimigo no grande conflito tem muitos estratagemas para enga-
nar o maior número possível de pessoas. Nós precisamos estar atentos a esses ardis,
e só podemos fazer isso pelo conhecimento das Escrituras Sagradas e por meio da
obediência aos seus ensinos.
A escritora Ellen G. White descreveu quais são os dois grandes enganos: “Me-
diante os dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo –
hasatan há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o funda-
mento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes
dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para
apanhar a mão do espiritismo; se estenderão por sobre o abismo para dar mãos ao
poder romano; e, sob a influência dessa tríplice união, esse país seguirá as pegadas
de Roma, desprezando os direitos da consciência” (2).
É incrível ver, mesmo muitos anos depois que ela escreveu essas palavras, o
quanto esses “dois grandes erros” predominantes continuam no mundo atual.

Por que o conhecimento das verdades bíblicas e a disposição de obedecer a elas são as
armas mais poderosas contra os enganos de hasatan, especialmente no fim dos dias?

88 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


29 de maio | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 15 Sivan Terça

A imortalidade da alma
3. O que os seguintes textos revelam sobre o “estado dos mortos”? Como podemos
nos proteger de um dos “dois grandes erros”? (Ec 9:5, 6, 10; Sl 115:17; 146:4; 1Co 15:16-
18; Dn 12:2).

N as últimas décadas, muita atenção tem sido dada às histórias de pessoas que “mor-
reram” – nesses relatos, o coração delas parou de bater e elas deixaram de respirar
– e de maneira surpreendente reviveram e foram trazidas de volta à consciência. Em
diversos casos, muitas dessas pessoas falam de experiências incríveis de uma existên-
cia consciente depois da sua suposta “morte”. Algumas falam sobre como flutuaram
no ar e viram, de cima, seu corpo abaixo. Outras relatam que flutuaram fora de seus
corpos e conheceram um ser maravilhoso, cheio de luz e ternura, que defendia verda-
des sobre bondade e amor. Outros relatam que se encontraram e conversaram com
parentes mortos.

Esse fenômeno tornou-se tão comum que ele até tem um nome científico: Experi-
ência de Quase-Morte (EQM). Embora as EQM permaneçam controversas, muitos reli-
giosos as usam como evidências da imortalidade da alma e da ideia de que, na morte, a
“alma” se dirige a outro domínio de existência consciente.
No entanto, as EQM são, naturalmente, outra manifestação de um dos “dois grandes
erros”. Enquanto as pessoas acreditarem que, na morte, a alma continua vivendo de
uma maneira ou de outra, elas estarão abertas aos enganos mais ocultistas ou espiritu-
alistas; enganos que podem facilmente prom
over a ideia, aberta ou indiretamente, de que não precisamos de Yeshua. Na ver-
dade, a maioria das pessoas que tiveram EQM disseram que os seres espirituais com
quem se encontraram, ou mesmo seus parentes mortos, falaram-lhes palavras de con-
forto sobre amor, paz e bondade, mas nada sobre a libertação por meio do Mashiach,
nada sobre o pecado e nada sobre o juízo futuro -Yom Hadin – as mais básicas ideias
bíblicas. As pessoas poderiam pensar que, quando supostamente experimentaram a
“vida” após a morte, também devem ter experimentado os ensinamentos bíblicos mais
básicos. No entanto, muitas vezes o que elas “ouvem” parece muito com a filosofia da
Nova Era, o que explicaria por que muitas dessas pessoas “voltam ao seu corpo” menos
inclinadas a confiança em Hashem do que antes de terem “morrido”.

Por que nós devemos continuar firmes nas Escrituras Sagradas, mesmo quando nossos
sentidos nos dizem algo diferente?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 89


Quarta 30 de maio | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 16 Sivan

O Shabat e a teoria da evolução

A ssim como o Adversário tem sido bem-sucedido em enganar o mundo quanto à imor-
talidade da alma, ele também tem obtido tanto sucesso, senão mais, ao usurpar o sá-
bado bíblico, o Shabat, e mudá-lo para o domingo (veja as Lições das semanas 6 e 8). Ele
tem feito isso ao longo da maior parte da história.
Nos últimos anos, o satan surgiu com outro engano que diminui a influência do shabat
na mente das pessoas: a teoria da evolução.

4. Como o Eterno criou o nosso mundo e quanto tempo demorou para fazê-lo? (Gn
1–2:3)

Esses versos revelam dois pontos sobre o relato da criação. Primeiramente, tudo foi
planejado e calculado; nada foi aleatório, arbitrário nem por acaso. As Escrituras não dei-
xam espaço para o acaso no processo da criação.
Em segundo lugar, os textos revelam inequivocamente que cada criatura foi feita se-
gundo a sua própria espécie; isto é, cada uma foi feita separada e distintamente das outras.
A Torá não ensina nada sobre um ancestral natural comum (por exemplo, uma célula pri-
mitiva simples) para toda a vida na Terra.
Mesmo partindo de uma interpretação não literal de Bereshit, esses dois pontos são
óbvios: nada foi aleatório na criação, e não houve um ancestral natural comum para todas
as espécies.
Então vem a evolução darwiniana que, em suas várias formas, ensina duas coisas:
aleatoriedade e um ancestral natural comum para todas as espécies.
Por que então muitas pessoas interpretam a criação através da lente de uma teoria
que, em seu nível mais básico, contradiz os fundamentos do relato bíblico? Na verdade, o
erro da evolução não tem apenas arrastado milhões de pessoas secularizadas, mas muitos
crentes professos acreditam que podem harmonizá-lo com a fé em D’us, apesar das contra-
dições evidentes que acabamos de mencionar.
No entanto, as implicações da evolução no contexto do fim dos dias tornam ainda mais
evidente o perigo desse engano. Por que levar a sério um dia, o Shabat, como um memorial
de uma criação que não demorou seis dias, mas cerca de 3 bilhões de anos (a última atua-
lização de quando a vida supostamente começou na Terra)? A evolução despoja o sétimo
dia de qualquer importância real, pois transforma os seis dias da criação em nada além de
um mito semelhante ao que diz que Rômulo e Remo foram criados por lobos. Além disso,
quem, ao acreditar que a criação exigiu bilhões de anos em vez de seis dias, realmente
arriscaria ser perseguido ou morto defendendo o Shabat em oposição ao domingo?

90 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


31 de maio | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 17 Sivan Quinta

A falsa tríade

O conceito da natureza triúna de D'us é encontrado em toda a Escritura. Entretanto, no


contexto dos enganos e da perseguição do fim dos dias, o livro Revelação denuncia
uma falsa tríade, composta pelo dragão, pela besta do mar e pela besta da terra de Reve-
lação 13.

5. Quais poderes são descritos nesses versos? O que eles fazem? (Ap 12:17; 13:1 e 2)

O dragão é visto nessa passagem como uma contrafação do Eterno, na medida em que
ele está claramente no comando. Ele também dá poder, autoridade e um trono à besta
do mar, a contrafação ao Mashiach. Por que esse segundo poder é visto como um falso
Messias?

6. Quais são as características da besta do mar? (Ap 13:2 a 5)

Além de receber sua autoridade do dragão, relembrando o que Yeshua disse sobre
receber Sua autoridade do Pai (veja Mt 28:18), essa besta do mar também enfrentou, como
o Mashiach, a morte e depois ressurgiu (veja Ap 13:3). Além disso, essa besta é descrita
como exercendo sua autoridade por “quarenta e dois meses”, ou três anos e meio, uma
contrafação profética do ministério literal de três anos e meio do Mashiach, com base no
princípio dia/ano.

7. Como é descrita a besta da terra? (Ap 13:11 a 17)

Essa besta da terra promove os interesses da besta do mar, assim como o Ruach Hako-
desh não glorificou a Si mesmo, mas a Yeshua (Jo 16:13, 14). Além disso, assim como o
Espírito Sagrado realizou um ato poderoso ao fazer descer “fogo” do céu (At 2:3), a besta da
terra faz algo semelhante (veja Ap 13:13).
“No final, a besta terrestre realiza uma contrafação do que aconteceu no primeiro Sha-
vuot após ascenção do Mashiach! Para qual propósito? Para provar ao mundo que a tríade
falsa é o verdadeiro D'us” (3).

Quais são os outros enganos do fim dos dias contra os quais precisamos ter cuidado?
Como podemos ajudar os outros a também reconhecê-los?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 91


Sexta 1 de junho | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 18 Sivan

Estudo adicional

R eflitamos sobre as implicações da teoria da evolução no contexto dos eventos finais,


especialmente no que diz respeito à função do Shabat. Uma razão pela qual Charles
Darwin, autor da teoria, promoveu a evolução foi que, não entendendo o conflito cósmico,
ele teve dificuldade em conciliar o mal e o sofrimento com a ideia de um Criador amoroso.
Por causa desse problema, ele buscou respostas em outra direção. Também não foi uma
coincidência o fato de que, durante a segunda metade do século 19, quando Darwin estava
revisando e reformulando sua teoria da evolução, o Eterno despertou o movimento basea-
do no cumprimento profético de Daniel 8:14 (Yom Kipur de 1844), que rejeitou a teoria de
Darwin. É interessante o movimento, cujos fundamentos criacionistas são revelados, te-
nha começado a crescer e se expandir na mesma época em que surgiu a teoria darwiniana.
Nessa mesma época, a escritora Ellen G. White argumentava sobre temas que se opu-
nham diretamente ao pensamento do geocentrismo e a geração espontânea: “Se bem que
a Terra estivesse maculada pela maldição, a natureza devia ainda ser o compêndio do
homem. Não poderia agora representar apenas bondade, pois o mal se achava presente
em toda parte, manchando a terra, o mar e o ar, com seu contato corruptor. Onde se havia
encontrado escrito apenas o caráter de D'us, o conhecimento do bem, agora se achava […]
escrito o caráter de hasatan, a ciência do mal. Pela natureza, que agora revelava o conhe-
cimento do bem e do mal, o ser humano devia ser […] advertido quanto aos resultados do
pecado” (4).
Darwin desenvolveu suas especulações com base em uma falsa compreensão da na-
tureza e do caráter de D’us e do mundo após a queda. Infelizmente, as implicações de sua
teoria prenderão as pessoas nos enganos de hasatan, especialmente na crise final.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO


1 É perigoso rejeitar o ensino bíblico de que hasatan é um ser literal?
2 O que dizer aos que creem que a experiência de quase-morte prova que há vida
após a morte?
3 Os que aceitam a evolução serão mais suscetíveis aos enganos finais?

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

92 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

2 de junho | ‫ שבת‬Shabat 19 Sivan

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Enganos do fim dos dias

O fim dos dias é recheado de enganos provenientes de hasatan. Com toda a sua astúcia ele
tenta dissuadir as pessoas a não alcançarem o conhecimento da verdade. Yochanan diz que ao
conhecermos a verdade seremos libertos do pecado (Jo 8:32) e afirma que a palavra do Eterno
é a verdade (Jo 17:17). Logo ao afastar-nos do conhecimento da palavra, hasatan nos afasta da
liberdade do pecado.
Esse assunto é tão importante que o satan tem feito inúmeras contrafações da verdade
divina em prol de enganar os seres humanos. Shaul escreve sobre o cuidado que temos que
ter: “Para que o Adversário (Satan) não tirasse vantagem de nós - porque temos consciência de
seus planos." (2Co 2:11)
A palavra grega traduzida acima como planos, também traduzida como desígnios, inten-
ções e maquinações é a palavra νοηματα “noemata”. Muitas vezes ela é traduzida como "men-
te". O que o texto está nos dizendo é que precisamos estar atentos nos últimos dias a fim de que
não sejamos enganados pela mente de hasatan.
Hasatan quer que as pessoas se esqueçam de sua existência ou que pelo menos achem que
estão prestando adoração ao Eterno, quando na realidade estão prestando culto à ele.
Muitos hoje em dia já não creem na existência de Satan. A literatura judaica nos dá algu-
mas evidências da existência de hasatan como uma pessoa adversária do Eterno.
Pesikta Rabbati: 36-37 afirma: – “e quando O viu, hasatan ficou tremendo, e caiu sobre o
seu rosto e disse: “certamente este é o Mashiach que vai fazer com que eu e todos os anjos das
nações sejamos engolidos no inferno (Gehinam)”, pois é dito: “Ele vai engolir a morte para
sempre, e o Senhor D’us limpará as lágrimas de todos os rostos (Is 25,8 ). Nessa hora os anjos
das nações, em agitação, irão dizer-lhe: Mestre do Universo, quem é esse através de cujo poder
estamos a ser engolidos? Qual é o nome dele? Que tipo de ser é ele? O Santo, bendito seja Ele,
responderá: Ele é o messias, e seu nome é messias efraim, o meu justo”.
O Rabi David Kimchi ainda afirma que "assim como vós entrastes pela salvação do teu
povo pela mão do Mashiach, filho de David, que ferirá hasatan, o cabeça, o rei e o príncipe da
casa dos perversos."(a)
A despeito de muitos não crerem em hasatan, há muitos indícios rabínicos e bíblicos para
a evidência deste fato.
A questão é que a estratégia usada por satan durante os primeiros séculos da era comum
era eliminar os seguidores de Yeshua. Com o tempo, ele mudou de método, introduzindo prin-
cípios de fé errôneos que se mesclavam com a verdade bíblica.
Muitas mensagens proclamadas atualmente podem contêr lindas verdades, porém tam-
bém podem conter uma centelha de mentira que pode transformá-las em mensagens inváli-
das que levam a adoração do Adversário.
O mundo foi dominado pela forma do pensamento grego e essa dominação causou gran-
des prejuízos no que diz respeito a compreensão teológica da vida. Platão, um dos grandes

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 93


Comentário
Lição 9

filósofos, trouxe ao pensamento o dualismo. Essa corrente filosófica traz consigo a ideia de
dicotomia entre corpo e alma. Ele acreditava que existiam duas realidades: o mundo das ideias
e mundo real. O mundo das ideias é um plano transcendente e atemporal onde todas as almas
que são eternas estão localizadas, e cada alma é uma faísca de D’us, que por sua vez é inalcan-
çável.
Segundo a filosofia platônica, o corpo humano é finito e temporal e por esse motivo, está
alienado de sua essência humana, que se encontrava em perfeito estado na atemporalidade.
Sua existência empírica e temporal não constitui a identidade do homem. Por se confrontar
consigo mesmo em um corpo estranho, sofre de uma insuportável alienação, causada desde o
momento em que o homem cai em pecado e se afasta do mundo das ideias. Para Platão nós so-
mos privados por nossa existência ao tempo e ao nosso corpo físico, obrigados a viver em nos-
so próprio ser. Essa é a ideia por trás da imortalidade da alma. Nós estamos temporariamente
nesse plano e depois da morte, voltaremos para a transcendência, até que um dia a alma volte
a encarnar na imanência (mundo).
Teologicamente o que Platão diz é que nunca alcançaremos a perfeição nessa Terra e por
isso precisamos voltar ao mundo ideal para nos aproximarmos de um Deus atemporal.
Essa ideia tem sido difundida de uma forma não filosófica quando as pessoas creem que
quando morremos vamos para o céu ou que quando não somos bons somos colocados em um
lugar que se chama inferno.
Essa não é uma verdade apresentada pelas Escrituras, mas é um dos artifícios de engano
que hasatan planejou para essa terra.
Quando o Eterno criou o ser humano, o fez uma nefesh hayá (‫)נ ֶ֥פשׁ ַחיה‬,
ֶ que significa literal-
mente uma alma viva. Nós somos uma alma e não temos uma alma, não existe essa dualidade
proposta por Platão.
Mas muitos falsos mestres surgiriam para ensinar uma falsa ideia ao mundo que afasta as
pessoas da ideia do verdadeiro D’us amoroso.
Trazer a adoração para si é o objetivo de hasatan, e por esse motivo ele desenvolveu um
sistema eficaz para alcançar isso. Desde o início de seu pecado, sua intenção era ser semelhan-
te ao Altíssimo (Is 14:14). Por isso hasatan apresenta uma falsa tríade.

Ser Função

Eterno Domínio (Jó 25:2; Sl 103:22)

Yeshua Revelar o Eterno (Jo 1:18)

Ruach Hakodesh Levar as pessoas ao Mashiach (Jo 14:26)

Ser Função

Dragão Domínio (Ap 12:3)

Besta que sai do mar Revelar o dragão (Ap 13:1-2)

Besta que sai da Terra Levar as pessoas à besta que sai do mar (Ap 13:12)

94 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 9

Nesse momento já conseguimos comparar as funções dos seres da divindade e da falsa


tríade.
Veja agora as similaridades entre a verdadeira e a falsa.
O Eterno tem domínio sobre todos os reinos da terra O dragão tem domínio sobre as sete cabeças que repre-
sentam todos os impérios que passaram pela Terra.

O Mashiach revelava a Glória do Eterno através de seu A primeira besta revela completamente a imagem do
amor, bondade e misericórida Dragão (v. 1). É a mesma descrição do capítulo 12.

O Mashiach recebeu autoridade do Eterno A primeira besta recebe autoridade do dragão

O Mashiach sofre uma ferida mortal e ressuscita A primeira besta sofre ferida mortal e ressuscita

O Mashiach foi levantado e atraiu a muitos A primeira besta atrai a muitos para segui-la

O Mashiach levou o mundo a adorar ao Eterno A primeira besta leva muitos a adorarem o dragão

Avodá do Mashiach foi de 3 anos e meio o Trabalho da primeira besta foi de 42 meses = 3 anos
e meio

O Mashiach tem as boas novas eternas a ser levada a A primeira besta recebeu domínio sobre todo povo,
todo povo, nação, tribo e língua nação, tribo e língua

O Ruach HaKodesh é allos, Ele é outro como Yeshua, A segunda besta parece a primeira, mas fala como o
mas tem toda a sua divindade garantida Dragão

O Ruach HaKodesh leva as pessoas a adorarem o A segunda besta leva as pessoas a adorarem a primeira
Eterno besta

O Ruach HaKodesh opera grandes milagres e fez fogo A segunda besta opera grandes sinais e faz fogo cair
descer do céu em Shavuot. do céu

O Ruach HaKodesh atraiu muitas pessoas por seus A segunda besta atraiu as pessoas a adorarem a primei-
sinais, para conhecer o Mashiach ra besta através de seus sinais

Yochanan relatou: “A seguir, vi outro anjo voando pelo céu com as boas-novas eternas para
serem proclamadas aos que vivem na terra - a cada nação, tribo, língua e povo. Ele disse em
alta voz: "Temam a D'us, dêem-lhe glória, porque chegou a hora do seu juízo! Adorem aquele
que fez os céus e a terra, o mar e as fontes d'água". (Ap 14:6-7)

REFERÊNCIAS LIÇÃO 9

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 495 (Contextualizado)
(2)
O Grande Conflito, p. 588 (Contextualizado)
(3)
Jon Paulien, What the Bible Says About the End-Time, 1998, p. 111 (Contextualizado)
(4)
Ellen G. White, Educação, p. 26 (Contextualizado)
REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 9
(a)
“How to Recognise the Messiah,” Good News Society, p. 5;

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 95


Lição 10 3 a 9 de junho | 20 a 26 Sivan

Os Estados Unidos e Bavel


VERSO PARA MEMORIZAR
"Naquele tempo, levantar-se-á Mihael, o grande príncipe celestial, o patrono dos filhos de
teu povo, e haverá uma época de tribulações como nunca houve em tempo algum, desde
que existem as nações. Mas então teu povo escapará; tudo o que está registrado neste
livro acontecerá." (Dn 12:1)

LEITURAS DA SEMANA
Ap 13:1-12; 14:9-11; 16:2; 18:1-4; 19:20; 20:4; Jr 51:6, 7, 53, 57

Introdução

N a semana passada, examinamos a “falsa tríade”, Satan (o dragão) e dois poderes


terrestres que, juntos, trarão mais uma vez perseguição ao povo de D'us.
Um desses poderes, a besta do mar (Ap 13:1-10), é descrito como uma combinação de
um leopardo, um urso e um leão (Ap 13: 2) – imagens retiradas diretamente de Daniel 7:4
a 6. Vimos na lição seis que, em Daniel 7, após a ascensão de Bavel (leão), Média-Pérsia
(urso) e Grécia (leopardo), surge o último poder terrestre, Roma. Esse império começou
com Roma pagã e depois se transformou em Roma papal, o poder do chifre pequeno de
Daniel 7:7, 8, 19-21, 23-25, que surgiu diretamente do quarto animal. Vimos também que
muitas características de Roma papal, retratadas nesses versos de Daniel 7, reaparecem
na besta do mar de Revelação 13:1 a 10. Por isso, estudiosos têm visto Roma como um dos
principais antagonistas no contexto do fim dos dias, descrito em Revelação 13.
No entanto, Roma não está sozinha. Outro poder é representado. Nesta semana, va-
mos nos concentrar principalmente em Revelação 13 e nos eventos e poderes retratados
nesse capítulo, sempre questionando: O que esses eventos significam e como podemos
estar preparados para eles?

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 37 ‫לך‬-‫ שלח‬SHELACH LECHA [Envia]: Nm 13.1 - 15.41


HAFTARÁ: Js 2.1-24
BRIT HADASHÁ: Hb 3.7-19
TEHILIM: Sl 64

96 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


3 de junho | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 20 Sivan Domingo

Ferida mortal curada


1. Leia Revelação 13:1 a 10. Por que esse texto se refere ao poder papal, tanto à sua
função no passado quanto no futuro? Observe especificamente que lhe é dada uma
função importante. O que isso significa em termos de eventos finais?

E mbora o Eterno tenha fiéis em todos lugares, a Escritura aponta uma função especí-
fica desempenhada pela comunidade ao longo da história e que também será cum-
prida nos eventos finais.

2. Leia Revelação 13:3. Que fato é descrito nesse verso e o que isso revela sobre o
poder e a influência de Roma?

Durante séculos, a igreja católica romana foi a principal religião e, em muitos aspec-
tos, o centro político do mundo ocidental. Um exemplo expressivo de seu poder é visto na
história do "santo" imperador romano Henrique IV que, irritando o papa Gregório VII,
foi ao castelo dele para fazer as pazes. Ali, no inverno gelado, o imperador romano foi
obrigado a esperar durante três dias em um tribunal externo, antes que o papa lhe con-
cedesse entrada. Gregório VII, exaltado com seu triunfo, vangloriou-se de que era seu
dever abater o orgulho dos reis.
No entanto, mediante a influência da Reforma, do Iluminismo e da Revolução Fran-
cesa, a hegemonia política e religiosa de Roma foi destruída no final do século 18. Um dos
papas, Pio VI, foi levado cativo pelo exército francês em 1798 e morreu exilado em 1799.
Revelação 13, no entanto, fala de um ressurgimento, da cura de sua “ferida mortal”.
Embora Roma não tenha hoje o poder político que exerceu nos dias de Gregório VII, gra-
ças à popularidade dos novos papas, é uma força influente, tanto religiosa quanto politi-
camente (por exemplo, o discurso do Papa Francisco, em 2015, foi a primeira ocasião na
história em que um papa discursou tanto no Senado quanto no Congresso Americano).
De acordo com a profecia, essa influência se intensificará cada vez mais.

Como podemos expor fielmente a mensagem que recebemos de D'us sem ofender as pes-
soas? Devemos nos curvar ao “politicamente correto” ao proclamar a verdade presente?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 97


Segunda 4 de junho | ‫ יום שני‬Yom Sheni 21 Sivan

Os Estados Unidos na profecia

A s pessoas têm perguntado, e compreensivelmente, o seguinte: Como Roma po-


deria ter hoje ou no futuro a influência retratada em Revelação 13? A época em
que Roma podia comandar exércitos, como nos tempos passados, já se foi há muito
tempo. A resposta também se encontra em Revelação 13.

3. Leia Revelação 13:11 e 12. Quais marcas nos ajudam a identificar esse poder?

A primeira besta, há muito tempo vista como sendo Roma, foi retratada como
tendo recebido poder por quarenta e dois meses (Ap 13:5). Os quarenta e dois “meses”
correspondem a “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” de Daniel 7:25, ou
três anos e meio (Ap 12:14) ou ainda 1260 dias proféticos (Ap 12:6) – o tempo durante
o qual o poder papal oprimiu seus oponentes. Esse período de tempo profético (usan-
do o princípio do dia/ano) começou com a supremacia do papado, em 538 EC, e termi-
nou em 1798 EC, ano em que o papa foi levado em cativeiro. Nesse momento, o poder
da Igreja Católica Romana recebeu sua ferida mortal, e a profecia foi cumprida.
Aproximadamente nesse momento da história, próximo ao fim dos “quarenta e
dois meses” (1798), apareceu outro poder (Ap 13:1,11), dessa vez surgindo da terra,
em contraste com muitos poderes anteriores que surgiram da água (veja Dn 7:2, 3),
um símbolo de multidões de pessoas. “Então ele me disse: "As águas que você viu,
onde está sentada a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas.” (Ap 17:15).
Por essas e outras razões, esse poder deve ser os Estados Unidos da América, que
surgiu em uma parte relativamente desabitada do mundo e que não precisou derru-
bar nenhum império importante para fazer isso.
“Que nação do Novo Mundo se achava ascendendo ao poder em 1798, apresen-
tando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do
símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações
dessa profecia; essa aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América
do Norte” (1).
Embora esse poder seja descrito pela primeira vez como tendo dois chifres como
de cordeiro, simbolizando bondade, ele falará “como dragão” (Ap 13:11), indicando
um tempo de perseguição, assim como ocorreu sob o domínio do poder anterior.
Apocalipse 13:11 a 17, então, responde à pergunta sobre como Roma poderia voltar a
exercer a influência predita pela profecia. Ela terá o apoio dos Estados Unidos.

98 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


5 de junho | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 22 Sivan Terça

Uma questão de adoração

A o longo de toda a história sagrada, o Eterno constantemente teve que lidar com
aqueles que caíram na idolatria e em outras formas de adoração falsa (veja Mt 4:8-
10). Na crise final, retratada em Revelação 13, a questão da adoração surgirá novamente.
O povo de D'us também terá que escolher a quem adorará e servirá (veja Js 24:15).
Na lição 2, intitulada “Daniel e o fim dos dias”, estudamos a história de três rapazes
judeus que foram ordenados a adorar “a imagem de ouro” (Dn 3:5). Também vimos como
Revelação 13 utiliza a linguagem desse capítulo para descrever a perseguição que o povo
de D'us enfrentará novamente fim dos tempos. Ou seja, podemos entender o que ocorreu
em Daniel 3 como um prenúncio do que ocorrerá nos últimos dias, conforme descrito no
contexto imediato dos poderes da besta em Revelação 13. Todos foram ordenados a ado-
rar a imagem de ouro, ou seriam mortos na fornalha de fogo ardente. Semelhantemente,
em Revelação 13, quem não adorar a imagem da besta será morto (Ap 13:15).

4. Leia Revelação 14:9 a 11; 16:2; 19:20; 20:4. O que esses textos revelam sobre a im-
portância da questão da adoração?

Bavel sempre foi a capital da falsa adoração. A Torre de Bavel é um testemunho do


desejo de seus construtores de, assim como o anjo caído, subir “acima das mais altas
nuvens e” ser semelhante “ao Altíssimo” (Is 14:14), bem como uma evidência de seus
esforços para se salvar em caso de outro dilúvio global. Portanto, eles se recusaram a
acreditar na promessa de D'us de que Ele jamais traria outro dilúvio sobre toda a Terra
(Gn 9:8-11).
O Império neobabilônico também exaltou a obra das mãos humanas. Nabucodono-
sor louvou a “grande Bavel” que ele havia construído (Dn 4:30). Posteriormente, o rei
Beltessazar tomou os cálices de ouro do templo de Shlomo para dar um banquete, e
“beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de
madeira e de pedra” (Dn 5:4). Observe que os verdadeiros recipientes do templo estavam
cheios de vinho intoxicante e amorteciam a sensibilidade de todos os que bebiam deles.
Como resultado, muitos na cidade morreram quando Bavel caiu. Uma aparência exterior
da verdade pode nos enganar, disfarçando o mortal “vinho de Bavel”. O que prevalece no
reino de satan é a falsa adoração e as falsas ideias. Como podemos saber que não estamos
envolvidos com alguma adoração falsa?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 99


Quarta 6 de junho | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 23 Sivan

A grande Bavel
5. Leia os textos seguintes. O que eles ensinam sobre Bavel? Jr 51:6, 7, 53, 57; Zc 2:7;
Ap 17:5, 6; 18:2, 3

C omo vimos ontem, Bavel tem uma longa história como capital da falsa adoração. Por-
tanto, ela é um símbolo de um poder que enganará as nações no fim dos dias.

6. Quais são as semelhanças e diferenças entre o dragão, a besta que saia do mar e
o dragão vermelho? (Ap 12:3; 13:1-3; 17:3).

As três bestas têm sete cabeças e dez chifres, que representam a soma total de cabeças
e chifres dos animais de Daniel 7. Cada sucessivo império foi construído sobre os que o
precederam. Semelhantemente, o dragão vermelho combina elementos do dragão e da
besta que saia do mar (simbolizando Roma pagã e Roma papal, respectivamente), bem
como da besta subindo da terra (Ap 13:11-14), reunindo “os três poderes – todos os inimi-
gos de D'us – em uma verdadeira coalizão” (2). Um elemento adicional em Revelação 17 é a
mulher montada sobre o dragão vermelho, simbolizando uma união ilícita entre poderes
religiosos e políticos. Ela é contrastada com a mulher pura (Ap 12).

Mulher Pura (Ap 12) Prostituta (Ap 17)

No Céu Sobre as águas

Vestida de sol Vestida de púrpura e escarlate

Coroa de 12 estrelas Adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas

Atacada pelo dragão Apoiada pelo dragão

Mãe do remanescente Mãe das prostitutas

Como “Mãe das Prostitutas”, Bavel tem se reproduzido. A igreja-mãe apóstata tem mui-
tas filhas. Mas D'us não Se apropria de erros e atrocidades deles. Seu povo, embora atacado
por satan, tem sobrevivido ao longo dos séculos.
Somos advertidos da queda ou apostasia de Bavel quanto à verdade, que por fim le-
vará ao engano final, resultando na marca da besta (Ap 14:8-11). Essa advertência será
repetida com poder muito maior, culminando no último apelo para que o povo de D'us saia
de Bavel e se una à igreja remanescente do fim dos dias (Ap 18:1-4).

100 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


7 de junho | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 24 Sivan Quinta

Sai dela, povo Meu

A o longo dos anos, os estudiosos da profecia bíblica têm acompanhado os principais


acontecimentos mundiais, especialmente quando eles parecem estar relacionados ao
fim dos dias. Já em 1851, alguns identificavam os EUA como o poder da segunda besta (Ap
13:11-15) – uma identificação muito marcante, devido à condição do país naquela época.
Em meados do século 19, os grandes poderes ainda eram os do Velho Mundo: Prússia, Fran-
ça, Áustria-Hungria e Reino Unido. Naquela época, o exército dos Estados Unidos estava
vivendo tempos de paz e tinha cerca de 20 mil homens, aproximadamente um décimo do
número de combatentes somente na batalha de Waterloo (1815). Em 1814, apenas 40 anos
antes, os britânicos invadiram e incendiaram Washington, D.C. Em 1867, os guerreiros de
Touro Sentado derrotaram o Sétimo Regimento da Cavalaria Americana comandado pelo
General Custer. Portanto, mesmo depois que alguns comentaristas identificaram os Esta-
dos Unidos como o poder que um dia imporia a “marca da besta” no mundo, a nação ainda
lutava contra os nativos americanos em seu próprio solo, e nem sempre se saía vitoriosa!
Certamente os eventos mundiais estão ocorrendo de acordo com aquilo em que acre-
ditamos. No entanto, mais coisas ainda precisam ocorrer antes de chegarmos ao fim. Por
essa razão, por exemplo, ao falarmos sobre a “marca da besta”, é muito importante enfati-
zar que hoje ninguém a tem.
Além disso, mais coisas precisam acontecer.

7. Leia Revelação 18:1 a 4. Qual evento é descrito nesses versos? Por que é importan-
te que nos lembremos disso hoje?

Do ponto de vista político, moral e espiritual, esses versos descrevem uma imagem
sombria e desanimadora do mundo. Eles mostram a influência nociva do falso ensino reli-
gioso. Ao mesmo tempo, eles oferecem grande esperança, pois outro anjo do Céu ilumina o
mundo com sua glória. Além disso, o fiel povo de D'us, aquele que ainda não conheceu o
que precisa conhecer, é chamado a sair de Bavel. Isso significa, então, que até o fim, o povo
de D'us, que já está fora de Bavel, tem um serviço a fazer por aqueles que ainda se encon-
tram nela.

O Eterno chama de “Meu povo” alguns dos que ainda estão em Bavel. Por que é importan-
te que nos lembremos disso ao nos relacionarmos com as pessoas?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 101
Sexta 8 de junho | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 25 Sivan

Estudo adicional

O ataque de satan à Torá é um ataque ao próprio D'us, tanto à Sua autoridade quanto ao
Seu governo. Portanto, nos últimos dias, nos eventos culminantes da crise final, satan
atacará os que guardam as mitzvot de D’us (Ap 12:17; 14:12), pois somente eles se recusa-
rão a lhe prestar homenagem por meio de seus representantes na Terra. A batalha contra
o Eterno que ele iniciou no Céu há muito tempo continua na Terra e, assim como ele foi
derrotado no Céu, também será derrotado na Terra. “Desde o início do conflito cósmico,
tem sido o intento de satan subverter a lei de D'us. Foi para realizar isso que ele entrou
em rebelião contra o Criador. E, embora tenha sido expulso do Céu, continuou a mesma
luta na Terra. Enganar os homens, levando-os assim a transgredir as mitzvot de D’us, é o
objetivo que perseverantemente tem procurado atingir. Quer seja isso alcançado ao se co-
locar de lado toda a lei, quer rejeitando um de seus preceitos, o resultado será finalmente
o mesmo. Aquele que tropeçar ‘em um só ponto’, manifesta desprezo por toda a Torá; sua
influência e exemplo estão do lado da transgressão; torna-se ‘culpado de todos’” (3).

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 O que significa adorar? Como tem sido nosso serviço de adoração?
2 O Eterno ainda tem pessoas em Bavel. Qual é o significado do termo “Bavel”? O que isso
ensina sobre nossa obrigação de continuar a anunciar nossa mensagem aos outros,
independentemente de suas crenças políticas ou religiosas?

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

102 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

9 de junho | ‫ שבת‬Shabat 26 Sivan

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Bavel e os Estados Unidos

O termo bavel (‫)בּ ֶבל‬,


ָ que significa Portão de D’us, está relacionado com confusão e com o
ato de confundir. Sua origem no texto bíblico se dá no episódio da Torre de Bavel, onde o Eter-
no confundiu as línguas do povo por causa da rebelião deles. Por isso, Bavel (Babilônia) tem
forte conotação de “Grande Confusão”.
Bavel foi um poderoso império na região da mesopotâmia. Ele possuía uma interessante
estratégia para o controle dos novos conquistados: a mistura de suas culturas, inclusive de sua
religião. Os povos conquistados tinham liberdade para manter sua religiosidade, porém eram
obrigados a inserir elementos da religião babilônica. Portanto, Bavel consistia de um grande
conglomerado de crenças misturadas e a religião permeava todos os aspectos da vida cotidia-
na do povo.
Israel possuía a missão de ser exemplo e testemunhar do Eterno ao mundo. Porém, ao ser
conquistado por Bavel, assimilou o engano das religiões politeístas à sua experiência religiosa.
A estratégia da confusão ou da mistura é uma das principais formas de engano utilizadas por
Hasatan para neutralizar o carater divino, pois ela proclama a verdade misturada com erro e
a torna em uma mensagem enganosa.
No capítulo 13 do Livro Revelação vemos duas bestas. A primeira recebe poder direta-
mente do dragão. Já a segunda possui aparência de cordeiro, porém fala como o dragão. Assim
como Bavel, a segunda besta apresenta uma mistura confusa de elementos. Em sua aparência
apresenta pureza, inocência, bondade, características representadas pelo Cordeiro. Em Yocha-
nan 1:36 é dito que o Cordeiro é o Mashiach, portanto esta segunda besta apresenta caracte-
rísticas dos seguidores de Yeshua. Por outro lado, esta segunda besta fala como dragão. Em
Revelação 12:9 é revelado que o dragão é hasatan. Sendo assim, apesar da segunda besta ser
messiânica em sua aparência, ela fala em nome de hasatan e conduz o mundo à adoração da
primeira besta, que é o poder papal.
No cenário atual existe um grande poder político que se originou do anseio de liberdade
da comunidade de Yeshua na perseguição da Idade Média e ainda defende valores éticos en-
sinados pelo Mashiach. Paradoxalmente, entretanto, à sua aparência de cordeiro, este poder
começou a negar seu discurso de liberdade de consciência e religiosa e se aliado ao poder
papal tomando assim providências para que o mundo adore novamente a primeira besta que
foi curada de sua ferida mortal. Este poder é a nação dos Estados Unidos da América. Os EUA
tem se aliado a Bavel, ou seja, à confusão religiosa que mistura verdade com erro. Assim como
a antiga Bavel, os EUA, apesar de seu discurso de liberdade religiosa e laicidade, tem buscado
a união entre o Estado e a Igreja Católica Apostólica Romana.
Muitos rabinos influentes da atualidade percebem que os EUA possuem um papel a cum-
prir no cenário profético do fim dos dias.
O rabi Hillel Weiss, porta-voz da assembleia religiosa judaica, disse o seguinte: “O presi-
dente Trump pode escolher fazer parte de um processo para trazer o Mashiach e uma bênção

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 103
Comentário
Lição 10

sem precedentes para o mundo, da mesma forma que o rei Ciro desempenhou seu papel na
construção do Segundo Templo”.
Infelizmente, por razões político-religiosas, muitos têm aguardado um cumprimento pro-
fético que já ocorreu com Yeshua e por isso correm grande risco de aceitar um falso mashiach.
A segunda besta tem buscado conquistar a confiança de todos os povos para então cum-
prir seu propósito de conduzir todos os povos à adoração da primeira besta que recebeu poder
do dragão para enganar a todos da Terra e dar de beber do "vinho da fúria de D'us por causa
da sua prostituição!" (Ap 14:8). No entanto Revelação já proclama que Bavel já caiu, ou seja, já
foi exposta a confusão e o engano de Bavel e aqueles que são fiéis ao Eterno devem sair dela e
aceitar as boas novas eternas, guardando os mandamentos de D'us e sendo fiéis a Yeshua. (Ap
14:6-8; 14:12; 18:4).

104 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 10

SHABAT MEVARECHIM

REFERÊNCIAS LIÇÃO 10

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 440 (contextualizado)
(2)
Jacques B. Doukhan, Secrets of Revelation: The Apocalypse Through Hebrew Eyes, 2002,
p. 162 (contextualizado)
(3)
Tg 2:10; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 582 (contextualizado)

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 105
Lição 11 10 a 16 de junho | 27 Sivan a 3 Tamuz

O selo de D'us ou
a marca da besta?
VERSO PARA MEMORIZAR
"Grandes e maravilhosas são as coisas que fizeste, Adonai, D'us dos exércitos celestiais!
Teus caminhos são justos e verdadeiros, Rei das nações!" (Ap 15:3)

LEITURAS DA SEMANA
Gn 17:9-11; Êx 31:13, 17; Ap 13:17; Ef 1:13, 14; Hb 4:9, 10

Introdução

O cântico de Moshe e do Cordeiro começa com as palavras do nosso verso para


memorizar desta semana. Ele será cantado pelos “que tinham vencido a besta,
a sua imagem e o número do seu nome estavam em pé, junto ao mar de vidro” no
Olam Habá (Ap 15:2). Como podemos estar entre essas pessoas?
Um dos sinais mais reveladores do verdadeiro povo de D'us nos últimos dias é a
sua proclamação da mensagem do terceiro anjo, que adverte contra o recebimento
da marca da besta. No entanto, apesar de não haver advertência mais grave que
essa nas escrituras, muitas ideias confusas sobre o que seria essa marca têm sido
sugeridas ao longo dos anos: um código de barras na testa, um número de cartão
de crédito ou alguma identificação biométrica. Não devemos nos surpreender com
a disseminação de ideias confusas em Bavel. Afinal de contas, ela está relacionada
à “confusão”. Mas o povo remanescente de D'us necessita compreender claramente
esse assunto para proclamar a mensagem do terceiro anjo com clareza. Nesta se-
mana, buscaremos compreender melhor o que é a marca da besta e como evitá-la,
recebendo o selo de D'us.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 38 ‫ קרח‬CÔRACH [Envia]: Nm 16.1 - 18.32


HAFTARÁ: 1Sm 11.14 - 12.22
BRIT HADASHÁ: 2 Tm 2.8-21; Jd 1-25; Rm 13.1-7
TEHILIM: Sl 5

106 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


10 de junho | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 27 Sivan Domingo

O sinal de D'us identifica Seu povo


1. Nos tempos antigos o Eterno colocou dois sinais exteriores que identificavam o
verdadeiro povo de D'us. Um deles era a Brit Milá. A quem esse sinal foi dado pela
primeira vez? (Gn 17:9-11)

O Eterno ordenou que Avraham e seus descendentes fossem circuncidados como sinal
da aliança de salvação. Os homens deveriam ser circuncidados no oitavo dia de vida
(Lv 12:3). No entanto, esse ritual tinha um significado mais profundo. Devia simbolizar
a necessidade da “circuncisão” ou renovação do coração (veja Dt 30:6). Por essa razão,
Shaul escreveu: “Porque o judeu de verdade não é apenas o exteriormente judeu; a cir-
cuncisão não é apenas exterior e física. Ao contrário, o judeu de verdade é quem o é
interiormente; e a verdadeira circuncisão é a do coração, espiritual, e não literal; para
que seu louvor não proceda dos homens, mas de D'us.” (Rm 2:28, 29).
A Brit Hadashá enfatiza que a obediência e fidelidade é o que realmente importa.
“Ser circuncidado nada significa, e ser incircunciso não significa nada; o que significa
aguma coisa é guardar os mandamentos de D’us.” ... “Quando nos unimos ao Messias
Yeshua; o que realmente tem proveito é a fidelidade decorrente da confiança que se ex-
pressa pelo amor”, ser “uma nova criação”(1Co 7:19, Gl 5:6 e 6:15) Da mesma forma a
imersão passou a ser um símbolo externo da teshuvá, de uma “nova criação”, da morte
para o pecado e o surgimento de uma nova vida (veja Rm 6:3,4). Por isso Rabi Shaul disse
que ser ou não circuncidado, não era importante, mas sim a “confiança que se expressa
pelo amor” e a observância das mitsvot de D'us.

2. Qual foi o segundo sinal exterior dado por D'us para identificar Seu povo? Por que
ele foi dado? (Êx 31:13,17; Ez 20:12,20

Observe que o Shabat como sinal remonta à criação (veja também Gn 2:2, 3), enquan-
to a Brit Milá somente teve início com Avraham. Yeshua disse, ao se referir a Bereshit,
que “o Shabat foi estabelecido por causa do homem” (Mc 2:27). Ele demonstra que per-
tencemos a D'us pela criação, porque Ele nos fez, e pela redenção, porque Ele nos justifi-
ca e nos santifica. Portanto, embora Shaul tenha afirmado que a Brit Milá não é funda-
mental, ele argumentou que guardar as mitsvot (mandamentos) de D'us, que incluem o
Shabat, continua sendo importante (veja Hb 4:9).

Seus pensamentos e intenções revelam que você realmente foi circuncidado no coração?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 107
Segunda 11 de junho | ‫ יום שני‬Yom Sheni 28 Sivan

A besta e a falsa adoração


3. De acordo com Revelação 13:17; 14:9 e 10; 16:2, por que é importante evitar
a “marca da besta”?

B eber do vinho da fúria de D’us, derramado sem diluição no cálice da sua ira.,
preparado sem mistura; ser castigado pelas sete últimas pragas e, no final, ser
lançado no lago de fogo. Que contraste em relação aos que recusaram a marca da
besta e se encontram no mar de vidro, cantando triunfantemente o cântico do cor-
deiro em louvor ao Eterno!
Que marca é essa que ninguém gostaria de receber? Claramente, os versos an-
teriores a relacionam com a falsa adoração. Além disso, como vimos em uma lição
anterior, o poder do quarto animal de Daniel 7 (também retratado como a besta que
saia do mar em Revelação 13), na sua última fase, cuidaria “em mudar os tempos
e a lei” (Dn 7:25). Uma lei que esse poder cuidou em mudar foi o Shabat, o quarto
mandamento – o único dos dez que se refere ao tempo e aponta diretamente para
D'us como Aquele que fez “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo
dia, descansou” (Êx 20:11).
Significativamente, a mensagem do primeiro anjo nos remete a essa mitzvá que
o poder da besta tentou mudar, e deixa claro que devemos adorar somente o Eterno
como Criador. De fato, dos sete versos que se referem à adoração em Revelação 12
a 14, o único que fala da verdadeira adoração é o verso 7 do capítulo 14; os outros
seis advertem contra a falsa adoração à besta e à sua imagem (Ap 13:4, 8, 12, 15;
14:9, 11). Imediatamente após a descrição do terceiro anjo sobre o destino dos que
participam dessa falsa adoração, os verda eiros adoradores de D'us são descritos: “a
perseverança da parte do povo de D'us, dos que guardam seus mandamentos e são
fiéis a Yeshua.” (Ap 14:12). Em outras palavras, a proclamação dessas da mensagem
dos três anjos separará toda a humanidade em dois grupos: aqueles que adoraram
o Criador, guardando todos os suas mitzvot, inclusive a observância do Shabat, e
os que adoraram a besta e a sua imagem. Uma alternativa, portanto, à adoração
ao Criador mediante a guarda do mandamento do Shabat é essa falsa forma de
adoração.

Reflita sobre a relação entre adoração e fidelidade. Quais aspectos da adoração são es-
senciais para mostrarmos nossa fidelidade a D'us?

108 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


12 de junho | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 29 Sivan Terça

O selo de D'us
U m selo, como uma assinatura, é usado para validar um documento. Na antigui-
dade, ele era um carimbo pressionado sobre cera mole ou argila, utilizado para
demonstrar autenticidade ou propriedade e trazia consigo a autoridade de seu pro-
prietário.

4. Qual é o selo de D'us? Como e quando ele é dado? (Ef 1:13, 14; 4:30; 2Tm 2:19; Ap
7:1-4; 14:1).

O selo de D'us é um sinal da propriedade divina e da proteção que o Eterno oferece


ao Seu povo. Shaul descreveu o selamento em conexão com a conversão e o recebi-
mento do dom do Ruach Hakodesh. Ele chamou esse dom de “depósito” ou “sinal” (pa-
gamento antecipado), dado aos seguidores de Yeshua como garantia de redenção e da
herança que receberão quando o Mashiach voltar.
O livro Revelação retrata outro selamento antes da segunda vinda do Mashiach.
Esse selo final será dado aos 144 mil no momento do derramamento do Ruach Hako-
desh, por ocasião da “chuva serôdia”. Os seguidores de Yeshua têm o nome do Eterno
(ou assinatura) escrito em suas testas. Mediante a ação do Ruach Hakodesh na vida,
passam a refletir o caráter de D'us.

5. Compare o selo de D'us com a marca da besta. Qual diferença entre eles é mencio-
nada? (Ap 7:3; 14:9).

O selo é dado aos verdadeiros adoradores de D'us, enquanto a marca da besta é


recebida pelos seus adoradores. O selo é recebido apenas na testa, indicando uma es-
colha mental definitiva de adorar a D'us da maneira que Ele ordenou. A marca, por
outro lado, é recebida na testa ou na mão. Isso significa que as pessoas podem adorar a
besta por uma das duas razões: ao receberem a marca na testa, concordam com ela em
sua mente e pensam que realmente estão adorando a D'us. Ao receberem a marca na
mão, não concordam com ela, mas continuam nesse caminho porque temem as sérias
consequências de não se adequarem à marca da besta. Temem não poder comprar nem
vender e, por fim, serem mortas (Ap 13:15, 17).
“Os que estão se unindo com o mundo, estão se amoldando ao modelo secular, e
preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam de si mesmos, que se humi-
lham diante do Eterno, e purificam a mente pela obediência à verdade, estão receben-
do o molde divino, e preparando-se para receber na fronte o selo de D'us” (1).

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 109
Quarta 13 de junho | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 30 Sivan

A marca da besta

Q ual é essa marca que precisamos evitar receber? Como vimos em uma lição anterior, o
poder do quarto animal de Daniel 7 (também retratado pela besta que saia do mar, de
Revelação 13), em sua última fase, pretenderia “ modificar as regras do tempo e a própria
lei” (Dn 7:25). Uma lei que ele cuidou em mudar foi a observância do Shabat, o quarto man-
damento, o único que aponta diretamente para o Eterno como Aquele que fez “os céus e a
Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou” (Êx 20:11).
Enquanto isso, a mensagem do primeiro anjo – indicando esse mesmo mandamento que
o poder da besta tentou mudar – deixa claro que devemos adorar somente o Eterno como
Criador. Em seguida, depois de uma advertência sobre o destino daqueles que adoram a
“besta e a sua imagem” (Ap 14:9), o povo fiel de D'us é retratado no verso 12.

6. De acordo com Revelação 14:12, por que o Shabat é tão central para os eventos
finais?

O texto diz: “a perseverança da parte do povo de D'us, dos que guardam seus manda-
mentos e são fiéis a Yeshua.” (Ap 14:12). Como vimos, o quarto mandamento, sobre a guarda
do Shabat, está incluído nos “mandamentos de D'us”. Esse preceito revela o Eterno como
Criador, o único que deve receber adoração. Não é de admirar, portanto, que muitos vejam
a questão da “marca da besta” como estando diretamente ligada à questão da adoração do-
minical, um falso “Shabat” que não é ordenado na Torá, ao contrário da guarda do quarto
mandamento, que é prescrita na Palavra de D'us.
Isso significa que aqueles que adoram no domingo têm a marca da besta hoje? Não. De
acordo com Revelação 13:15, os que se recusarem a se unir a essa falsa adoração à besta se-
rão mortos. No fim, isso se tornará uma questão de vida ou morte. Evidentemente, contudo,
os eventos ainda não chegaram a esse ponto, e a marca da besta não será dada até que esse
teste final ocorra. Portanto, ninguém ainda recebeu a marca da besta.

Os mandamentos de D'us. Fidelidade ao Mashiach. Por que essas características são,


mesmo agora, aspectos cruciais da nossa vida?

ROSH CHODESH 1

110 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


14 de junho | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 1 Tamuz Quinta

O Shabat como o selo de D’us

C omo já vimos, o Shabat tem sido um sinal do verdadeiro povo de D'us ao longo da his-
tória, desde o tempo de Adam e Chavá e o período de Israel. Ele também foi perpetuado
com os seguidores de Yeshua e seus talmidim, e aparece como sinal distintivo do povo de
D'us nos últimos dias, “dos que guardam seus mandamentos e são fiéis a Yeshua.” (Ap
14:12).

7. Por que o Shabat é tão importante? Que significado especial ele tem para
os seguidores de Yeshua? Êx 20:8-11; Hb 4:9, 10

O Shabat aparece no centro dos Dez Mandamentos (Asseret Hadibrot). Ele foi dado
pelo Criador como sinal ou selo de Sua autoridade. Essa mitzvá O identifica pelo nome, o
D'us Eterno. Identifica o domínio sobre o qual Ele tem jurisdição, “os céus e a Terra, o mar
e tudo o que neles há” (Êx 20:11). Também identifica o fundamento de Sua autoridade:
“Porque, em seis dias, fez o Eterno os céus e a Terra, […] e, ao sétimo dia, descansou”.
A Brit Hadashá identifica o Mashiach como Aquele por meio de quem D'us fez todas as
coisas (Jo 1:1-3; Cl 1:16; Hb 1:1, 2). O Senhor criou nosso mundo em seis dias e descansou
no sétimo. Portanto, é muito significativo o fato de que, enquanto Yeshua morrendo na-
quela tarde de sexta-feira, Ele bradou: “Está consumado!” (Jo 19:30). Assim como o Senhor
descansou no Shabat depois de concluir Sua obra de criação, ele também descansou no
túmulo durante o Shabat, depois de concluir Seu serviço sacrifical ao morrer em nosso
lugar para nossa redenção. Portanto, o Shabat foi duplamente abençoado, primeiramente
na criação e depois no madeiro. Por essa razão, de acordo com o livro de Hebreus, ao des-
cansar no Shabat, o crente mostra que “ele mesmo descansou de suas obras, como D'us das
Suas” (Hb 4:10). O Shabat é um símbolo perfeito de que não podemos nos salvar; de que, do
começo ao fim, a salvação é a obra do Mashiach, que se torna disponível a nós mediante a
emuná (compare com Hb 12:2).

Se o Shabat simboliza o descanso de nossas ações, o que representa a guarda do domin-


go? Como isso se encaixa perfeitamente no caráter essencial de Bavel?

ROSH CHODESH 2

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 111
Sexta 15 de junho | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 2 Tamuz

Estudo adicional

"A ssim que o povo de D'us for selado em sua testa – e não se trata de selo ou sinal que
se possa ver, mas uma fixação na verdade, tanto intelectual como espiritualmente,
de modo que não possa mais mudar – estará também selado e preparado para a teshuvá
que virá. Na verdade, ela já começou; os juízos de D'us estão agora sobre a Terra […] a fim
de sabermos o que está vindo” (2).
“O Shabat será a grande prova de lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente
controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória
entre os que servem a D'us e os que não O servem. Ao passo que a observância do falso
shabat em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma
declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a D'us, a guarda do verdadeiro
Shabat, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo
que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da
besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de D'us”
(3)
.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 Como podemos revelar aos outros a verdade sobre a marca da besta e o selo de D'us
sem causar conflitos desnecessários? Por que devemos enfatizar o fato de que ninguém
hoje tem a marca da besta?
2 Qual é a relação entre o Shabat e o selamento do Ruach Hakodesh?
3 O que significa a ideia de que o selamento é “uma fixação na verdade, tanto intelectual
como espiritualmente”?
4 O que caracteriza a Bavel espiritual, seus valores e métodos? Como eles diferem dos
valores do reino de D'us? Os valores de Bavel estão entrando em nossa comunidade?
Como reconhecer esses valores e lidar com eles de maneira correta, refletindo os valo-
res do reino de D'us?

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

112 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

16 de junho | ‫ שבת‬Shabat 3 Tamuz

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

O Selo de D’us ou marca da Besta

O
s selos eram muito comuns na Antiguidade. Eles “indicavam a quem pertencia o objeto sobre o qual
estava impresso e/ou protegiam itens (...) impedindo que fossem violados” (a).
No Livro Revelação, o último da Brit Hadashá, entre os capítulo 7 e 14, Yochanan apresenta dois selos,
ou marcas. O primeiro é o Selo de HaShem. Sobre ele é dito que, antes dos terríveis períodos de aflição que
antecederão a segunda volta do Mashiach, HaShem irá selar seu povo para que ele não sofra com os juízos
(Ap 7:3). O radical usado aqui para “selar” é sfragi,z (Sphraguídz) que significa a) Selar algo para fechar ou
manter em segurança(b); b) Marcar para identificação(c). Após falar sobre o Selo de D’us, Yochanan introduz
no capítulo 13 uma segunda marcação, agora com a marca da Besta. O radical usado aqui para “marca” é
ca,ragm (Kharagm) que, por sua vez, significa “uma marca significativa, uma impressão, uma estampa”(d).
De acordo com o Louw-Nida Lexicon, essa marca indica o relacionamento com a besta, ou ainda, “é uma
marca de lealdade para com ela”(e). Dessa forma percebe-se que o selo de D’us possui função de proteção e
identificação enquanto a marca da besta é apenas para sinalização/identificação.
A ideia de selamento não é estranha para a literatura judaica. Em Ezequiel 9 o profeta descreve a ordem
de destruição de Yerushalayim e sua execução. Na visão, o Eterno convoca sete personagens, dos quais seis
trazem “armas de destruição” (v. 2) e o sétimo, traz um estojo de escrevente na cintura. O fato do sétimo
personagem estar vestido de linho, o que denota dignidade, indica a possibilidade de uma figura sacerdo-
tal(f), porém o mais importante é a missão que o Eterno dá a esse personagem. Antes de destruir a cidade,
HaShem ordena que este homem com estojo de escrevente e vestido de linho passe pelo meio da cidade
e sele todos os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio” de
Yerushalayim (v. 4), apenas estes, os selados, não seriam mortos pelos outros seis personagens. De acordo
com S. J. Schwantes esta ordem de acontecimentos, relatada em Ezequiel 9, indica a existência de um juízo
anterior ao Juízo Executivo, o que poderia ser chamado de Juízo Investigativo.(g)
O simbolismo do selamento divino encontra um interessante paralelo no pensamento escatológico ju-
daico. Em um dos Salmos de Salomão (obra pseudoepigráfica que data da metade do primeiro século da era
comum) podemos encontrar uma declaração a respeito dos justos que expressa bem o pensamento escato-
lógico judaico com relação ao selamento: “A chama de fogo e da ira contra os injustos não os tocará, quando
irromper da face do Senhor contra os pecadores para destruir toda sua substância, pois a marca de D’us
estará sobre os justos para que sejam salvos. Fome, espada e peste estarão distantes dos justos” (h), ou seja, os
judeus também compreendiam que o selo do Eterno protegeria os justos na época da vinda do Mashiach. (i)
Possui considerável importância notar que, geralmente, os selos traziam em si 1) o nome do proprietá-
rio; 2) o título; 3) a jurisdição de seus domínios(j) e, no caso da mitzvá do Shabat, também consta o fundamen-
to da autoridade do proprietário(k). Ao se olhar para o Tanach fica evidente que D'us instituiu um marco para
servir de sinal de Brit e de relacionamento entre Si e Seu povo.
Exaltado entre as Mitzvot da Torá está a Mitzvá do Shabat (Ex. 20:8-11). Como um perfeito selo real, a
Mitzvá do Shabat possui o nome do proprietário, HaShem Eloheykha, o título, Adonai, a jurisdição de seu
domínio, toda a criação de Suas mãos, e o fundamento de sua autoridade, Ele é o Criador. Em todo o Tanach,
D’us apresenta o Shabat como sinal de adoração entre Criador e criaturas.

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 113
Comentário
Lição 11

Em Ezequiel 20:12 lê-se: “Dei-lhes também os Meus sábados [Shabat] para descanso, para que fossem
por sinal entre Eu e eles, e soubessem que Eu sou o Eterno que os santifica.”
Em Shemot, ou Êxodo, capítulo 31, versos 13 e 17, está escrito: “"E tu, fala aos filhos de Israel, dizendo:
De certo, Meus sábados guardareis, pois este é um sinal entre Mim e vós, por vossas gerações, para saber que
Eu sou o Eterno, vosso Santificador.” (v.13)
“Ele é um sinal entre Mim e os filhos de Israel para sempre, de que em seis dias o Eterno fez os céus e a
terra, e no sétimo dia folgou e descansou." (v.17).
A definição do Selo de D’us fica ainda mais clara ao se olhar para o capítulo 14 de Revelação. O contexto
do capítulo é a adoração verdadeira e a adoração falsa. Yochanan descreve a missão do remanescente de
proclamar que o Juízo iniciou e que o Criador deve ser adorado. A razão dada por Yochanan para a adoração
de D’us é a mesma expressa na Mitzvá do Shabat, pois Ele “fez o céu, e a terra, e o mar” (Ap 14:7), ou seja,
porque é o Criador. O contexto de julgamento e de criação transporta o leitor diretamente para a Torá, base
para o julgamento, e para o Shabat, que é o memorial da Criação, tempo de celebração da vida (l). Yochanan
faz alusão à Mitzvá do Shabat para lembrar que o Shabat é o selo de D’us que identifica o verdadeiro povo
do Eterno(p).
Por outro lado, a marca da besta se coloca como contrafação do selo de D’us. Enquanto o selo de HaShem
indica lealdade para com o Eterno estando em harmonia com suas mitzvot, a marca da besta representa a
condescendência com a própria vontade humana e a lealdade para com o poder humano que se coloca no
lugar de HaShem, reclamando a adoração para si (Ap 14:11). Tudo indica que assim como o Eterno possui
um dia especial para servir de sinal de Brit, a besta possua um dia diferente para o mesmo propósito.
No capítulo 13 de Revelação é apresentada uma besta, um animal, que faz alusão aos quatro animais
apresentados na visão de Daniel 7. O dragão, que é símbolo de Hasatan (Ap 12:9), confere todo seu poder, seu
trono e sua autoridade (Ap 13:2) a esta besta. O fato desta besta de Revelação 13 possuir características dos
quatro animais de Daniel 7 sugere que ela representa um poder que possui características proeminentes
dos reinos da Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma(m). Então, no verso 17 de Revelação 13 vemos que essa besta
possui uma marca e em Revelação 14:9 é dito que todos os que adoram a besta recebem esta marca.
Aqui fica clara a contrafação de Hasatan relacionada ao selamento divino. Assim como o Eterno sela
o Seu povo, Hasatan também marca a todos aqueles que escolheram lhe pertencer. Esta marca, de acordo
com muitos estudiosos, não seria uma marca literal, ao invés disso, seria “um sinal de aliança que identifica-
ria o portador como alguém leal ao poder representado pela besta” (n).
Como vimos anteriormente, o selo de D’us está relacionado com o dia santificado para a adoração do
Eterno, o Sétimo Dia. Por sua vez, a marca da besta está relacionada com a santificação de outro dia para
serviços de adoração. Sendo assim, haveria, hoje, algum poder que compartilha das características dos qua-
tro reinos de Daniel 7 e que ao longo da história buscou alterar a Torá, pretendendo santificar algum outro
dia, que não fosse o sétimo, para a adoração do Eterno?
Interessantemente a resposta é sim. Além de compartilhar de características dos quatro reinos apre-
sentados em Daniel, o Papado foi bem sucedido em alterar a Torat HaShem e santificar o primeiro dia da
semana, ao invés do sétimo. É digno de nota que a própria Igreja Católica Romana reconhece esse ato “san-
tificador” como uma marca da autoridade e poder da igreja, que seria superior até às próprias Escrituras
Sagradas.
Seguem algumas declarações feitas pela própria Igreja Romana.
"O Domingo é a nossa marca de autoridade… A Igreja (de Roma) está acima da Bíblia; e esta transferên-

114 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 11

cia da observância do Sábado para o Domingo é a prova desse fato." (o)


“Claro que a Igreja Católica afirma que a mudança foi seu ato, [...] E o ato é um sinal do seu poder e
autoridade eclesiásticos em assuntos religiosos.”(p).
Dessa forma se torna claro que a marca da besta, ao contrário do que se têm propagado de especulações
sem fim a respeito do número ou de um suposto chip, é a atitude do adorador de reconhecer a besta como
digna de adoração ao invés do Criador, isso ocorre através da santificação de um dia que não foi santificado
pelo Eterno.
Desde sua expulsão do céu, Hasatan têm buscado levar os seres humanos para a morte eterna por
meio do engano e de contrafações. Em contrapartida, desde a entrada do pecado no mundo, o Eterno têm
preservado um Remanescente Fiel que vive pela emuná e que, se necessário, morre por essa mesma emuná,
porém, essa segunda, em forma de martírio, testemunho para as nações de que a “vida é o Messias e a morte
é vantagem”(Gl 3:11; Rm 14:8; Fp 1:21).
Atualmente, muitos têm perdido tempo com distrações estimuladas pelo adversário, como por exem-
plo, desvendar o mistério por trás do número 666 ou ficar atualizado sobre os avanços da tecnologia para
evitar receber um chip que terá a, suposta, marca da besta e etc. As teorias de conspiração são das mais di-
versas, porém todas têm um único propósito: Afastar o homem da mensagem central e verdadeira do Livro
Revelação, Yeshua – Criador, Redentor e Mediador – voltando em glória e majestade. Ao dar atenção a essas
trivialidades, o crente em Yeshua perde de vista que as Escrituras Sagradas já deixam claro quais são as
marcas do remanescente e quais são as características dos que seguem Hasatan. Em Revelação 14:12 lemos
claramente: “é necessária a perseverança da parte do povo de D'us, dos que guardam seus mandamentos
e são fiéis a Yeshua. ”.
O segredo para fazer parte do povo remanescente de D’us é ser fiél ao Mashiach Yeshua e amar a
HaShem sobre todas as coisas, pois então a fidelidade às mitzvot de HaShem e o amor ao próximo, seme-
lhante ao que Yeshua teve e tem por nós, serão uma consequência da yeshuá outorgada por Yeshua. Não
quer você também fazer parte desse remanescente e proclamar o evangelho eterno a cada nação, e tribo, e
língua, e povo? (Ap 14:6).

REFERÊNCIAS LIÇÃO 11
(1)
Ellen G. White, Testemunhos, v. 5, p. 216 (contextualizado)
(2)
Idem, A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 285 (contextualizado)
(3)
Idem, O Grande Conflito, p. 605 (contextualizado)

REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 11
(a)
DORNELES, 2014 ed., p. 865; LOUW, Johannes P., NIDA, Eugene. Greek-English Lexicon of the New Testament Based
(b)

on Semantic Domains. United Bible Societies. 1988.; (c) Groves-Wheeler Westminster Morphological database; (d) Ibidem;
(e)
LOUW, Johannes P., NIDA, Eugene. Greek-English Lexicon of the New Testament Based on Semantic Domains. United
Bible Societies. 1988; (f) TAYLOR, 1984, p. 94; (g) Vide SCHWANTES, Siegfried J. Breve Comentário sobre o Livro do Profeta
Ezequiel. Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. São Paulo. 1985. p. 40. (h) 15:6-8; R. H. Charles, The Apo-
crypha and Pseudepigrapha of the Old Testament, vol. 2, p. 646; (i) DORNELES, 2014 ed., p. 866; (j) sites.google.com/site/
iasdonline/home/primeira/selo acessado em 16/03/2018 (k) Lição da Escola Sabatina, Preparação para o Tempo do Fim,
2014, p.141; (l) HESCHEL, 1951; (m) DORNELES, 2014 ed., p. 904; (n) Idem, p. 910;(o) Catholic Record, 1 de Setembro de 1923;
(p)
SHULER, J. L. (1972). God's Everlasting Sign, Nashville, TN: Southern Publishing Association, p. 114-116; ANDREASEN,
M. L. (1942). The Sabbath, Washington, DC., Review and Herald Publishing Association, p. 248; WALLEMKAMPF, "The
Baptism, Seal and Fullness of the Holy Spirit", (manuscrito não-publicado), p. 48; WHITE, E. G. Patriarcas e Profetas, 16.ª
ed., São Paulo, SP: CPB, sec. III, cap. 27, p. 307; WHITE, E. G. Grande Conflito, O; 41.ª ed., São Paulo, SP: CPB, sec. IV, cap. 4

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 115
Lição 12 17 a 23 de junho | 4 a 10 Tamuz

Bavel e o Har-Meguido
VERSO PARA MEMORIZAR
"Em sua testa, estava escrito um nome com um significado oculto: BAVEL, A GRANDE,
MÃE DAS PROSTITUTAS E DAS OBSCENIDADES DA TERRA." (Ap 17:5)

LEITURAS DA SEMANA
Ap 14:8; 16:19; Is 52:9; Ap 18:1-10; 16:12-16; 1Rs 18:1-40; 1Co 15:1, 2

Introdução

O livro Revelação, como já observamos, é repleto de imagens e linguagem tiradas


diretamente do Tanach. Por exemplo, o nome “Bavel” (Babilônia) aparece seis
vezes no Revelação. No entanto, ele não se refere ao antigo reino de Nabucodo-
nosor, que havia desaparecido da história mundial séculos antes. Em vez disso,
Yochanan estava usando imagens do Tanach para expressar uma verdade. Nesse
caso, Bavel – um imenso poder político e religioso que tinha oprimido o povo de
D'us – descreve, hoje, os grandes poderes políticos e religiosos que buscarão fazer a
mesma coisa no fim dos dias.
Algo semelhante ocorre com a palavra Har-Megido (Armagedom), que surge
apenas no livro Revelação, mas é baseada em uma expressão hebraica (‫ )הר מגידו‬que
parece significar “Monte de Megido”, uma referência a um local do antigo Israel.
Existe uma grande especulação sobre o Har-Megido. Muitas pessoas aguardam a
ocorrência de uma grande batalha militar nesse lugar, em Megido, perto do fim dos
tempos.
Nesta semana, estudaremos sobre Bavel e o Har-Meguido, e buscaremos desco-
brir o que as Escrituras revelam com essas imagens.

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 39 ‫ חקת‬CHUKAT [prescrição]: Nm 19.1 - 22.1


HAFTARÁ: Jz 11.1-33
BRIT HADASHÁ: Jo 3.9-21;4.3-30;12.27-50
TEHILIM: Sl 398

116 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


17 de junho | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 4 Tamuz Domingo

O “vinho da fúria de D'us”


1. Tendo em mente a história da Bavel (Babilônia) antiga, o que as referências dela
no Livro Revelação revelam tal como ela aparece no contexto dos eventos do fim dos
dias? (Ap 14:8; 16:19; 17:5; 18:2, 10 e 21)

D izem que as escrituras são uma narrativa sobre duas cidades, Yerushalayim e Bavel.
Enquanto Yerushalayim representa a cidade de D'us e o povo da aliança em toda
a Bíblia (Sl 102:21; Is 52:9; 65:19; Ap 3:12), Bavel representa a opressão, violência, falsa
religião e completa rebelião contra o Eterno.
Pense, por exemplo, na torre de Babel (Gn 11:9). A palavra hebraica para “Babel” é a
mesma para o reino de “Bavel”. Em 1 Kefa 5:13, o Shimon Kefa enviou saudações da co-
munidade que se encontrava em “Bavel”, geralmente entendida não como as ruínas do
antigo reino localizado hoje no Iraque, mas como a própria cidade de Roma, que em
breve se tornaria a opressora do povo de D’us. “Bavel” é um título interessante à luz da
função de Roma apresentada no livro Revelação.

2. Leia Revelação 14:8 e 18:3. O que esses textos revelam sobre a influência maligna
de Bavel no mundo e no povo de D'us?

Não há dúvida de que o poder representado por Bavel, conforme a descrição no livro
Revelação, é extremamente corrupto, estendendo essa influência corruptora por todo o
mundo, em maior ou menor grau. A expressão “vinho da fúria de D’us por causa da sua
prostituição” (Ap 14:8) é claramente uma referência à falsa doutrina, ao falso ensino, às
práticas corruptas e às consequências dessas coisas. Bavel é uma força maligna que se
espalhou a “todas as nações” (Ap 18:3). Portanto, todos devem tomar cuidado para que
também não sejam corrompidos.

Diante da corrupção, confusão e opressão no mundo hoje, por que precisamos estar an-
corados no Mashiach e em Sua Palavra?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 117
Segunda 18 de junho | ‫ יום שני‬Yom Sheni 5 Tamuz

"Ela caiu! Caiu, Bavel, a Grande

P or mais corrupta e abrangente que tenha sido a influência de Bavel no mundo, o


livro Revelação ensina que um dia ela será completamente destruída.

3. Leia Revelação 18:1 a 10. O que esses versos revelam sobre “a grande Bavel”?

A mensagem do segundo anjo (Ap 14:8) sobre a queda de Bavel é repetida em


Revelação 18:2. É uma expressão do quanto essa entidade se tornou corrupta.
“A Escritura Sagrada declara que satan, antes da vinda do Mashiach, operará
‘com todo o poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça’;
e os que ‘não acolheram o amor da verdade para serem salvos’ serão deixados à
mercê da ‘operação do erro, para darem crédito à mentira’ (2Ts 2:9-11). A queda de
Bavel se completará quando essa condição for atingida, e a união do cristianismo
com o mundo estiver alcançado a todos. A mudança é gradual, e o pleno cumpri-
mento de Revelação 14:8 está ainda no futuro” (1).
Se esse “pleno cumprimento” ocorreu em nossos dias, só D'us sabe. Mas o que
sabemos é que, de acordo com esses textos, Bavel espiritual um dia enfrentará o
juízo de D'us por causa de sua grande maldade. “Porque seus pecados formam uma
massa pegajosa que alcança o céu, e D’us se lembrou dos seus crimes.” (Ap 18:5).
Essa expressão também reflete a linguagem do Tanach a respeito da antiga Bavel
(veja Jr 51:9), e significa que a hora do juízo certamente virá.
O juízo futuro não deve ser surpreendente. Afinal, a Bavel dos tempos antigos
enfrentou o juízo (veja Dn 5). A Escritura deixa muito claro, em diversas passagens,
que um dia todos terão que responder por suas ações, inclusive Bavel. Como é ani-
mador saber que temos um mediador que nos defenderá nesse juízo (1Jo 2:1; Dn
7:22). Caso contrário, nosso destino não seria melhor que o de Bavel.

Toda injustiça e iniquidade que parecem ficar impunes hoje, um dia enfrentarão a retri-
buição final de D'us. Você encontra conforto nessa promessa?

118 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


19 de junho | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 6 Tamuz Terça

Har-Megido

E mbora a maioria das pessoas não tenha muito conhecimento sobre o livro Revelação,
uma imagem ou palavra desse livro alcançou a cultura popular: Har-Megido (Arma-
gedom) (veja Ap 16:16). Mesmo na cultura secular, a palavra passou a representar uma
luta final em que o destino da Terra está em jogo. Hollywood produziu um filme chama-
do “Armagedom”, a respeito de um asteroide gigante pronto para destruir o planeta. Até
certo ponto, a ideia do fim do mundo também está na mente das pessoas seculares.
Muitas pessoas familiarizadas com o livro Revelação e que acreditam nele entendem
a batalha do Har-Megido como um conflito militar literal que ocorrerá no Oriente Médio,
próximo ao fim ds dias. Uma versão afirma que um exército de 200 milhões de homens
da Ásia assolará o norte de Israel. Outros se concentram nos vários conflitos militares e
políticos naquela parte do mundo que, em sua compreensão, prepararão o terreno para
a batalha militar final do Har-Megido, na região de Megido.
No entanto, as Escrituras apresentam uma imagem totalmente diferente. Elas apre-
sentam o Har-Megido como o clímax final, não entre nações em disputa, mas entre os
dois lados do conflito cósmico. Por mais que fatores econômicos e políticos possam en-
trar em jogo, será uma luta religiosa, não uma batalha política e econômica.

4. Leia Revelação 16:12 a 16. O que esse texto revela sobre o Har-Megido?

Primeiramente, observe como a linguagem dessa passagem é simbólica. Espíritos


semelhantes a rãs saem da boca do dragão, da boca do falso profeta e da boca da besta
(referências aos poderes de Ap 13; o “falso profeta” deve ser uma referência à besta de
Ap 13:11, que emerge da terra). O conflito cósmico também é visto quando os “espíritos
de demônios” (Ap 16:14) saem à batalha no “grande Dia e Adonai Tzevaot” (Ap 16:14).
Independentemente da maneira em que o Har-Megido se desenvolverá, ele será um con-
flito mundial entre as forças do Mashiach e satan. Assim como Bavel, no Revelação, não
se refere aos eventos na remota região do Iraque moderno, Har-Megido não será uma
batalha local na região de Megido.

Leia Revelação 16:15. Em meio ao conflito, Yeshua nos encoraja com a mensagem, por
meio da promessa de sua vinda e da necessidade de sermos cobertos com sua justiça.
Isso revela a natureza espiritual dessa batalha?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 119
Quarta 20 de junho | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 7 Tamuz

O Har-Megido e o Har HaCarmel: parte 1

O que é essa grande batalha do Har-Megido? Em primeiro lugar, o nome parece signifi-
car “Monte de Megido”. No entanto, nessa região não há um monte conhecido como
Megido, mas o Har HaCarmel estava localizado nas proximidades, e os estudiosos têm en-
tendido a expressão “Monte de Megido” como uma referência ao Har HaCarmel (monte
Carmelo).
Mais precisamente, os estudiosos têm visto a história de Eliahu e os falsos profetas de
Baal no Har HaCarmel como um símbolo, um tipo do que ocorrerá em Revelação 13.
Como vimos ontem, o texto de Revelação 16:13, com sua referência ao dragão, à besta
e ao falso profeta, remete aos eventos de Revelação 13, a falsa tríade que vimos na lição
nove.
Os problemas em Revelação 13 começam a chegar ao clímax nos versos 13 e 14, quan-
do a segunda besta realiza atos sobrenaturais, “de maneira que até fogo do céu faz descer
à Terra, diante dos homens” (Ap 13:13). Esses eventos levam ao confronto direto entre o
Eterno e o adversário, entre os que adoram o D'us verdadeiro e os que adoram a “imagem
da besta” (Ap 13:14).

5. Leia 1 Reis 18:1 a 18. De que maneira essa história reflete alguns problemas
que se desenvolverão nos eventos finais, como vemos no Revelação?

Em muitos aspectos, o que vemos nesse texto é um claro retrato do conflito cósmico.
Eliahu declarou de maneira inequívoca no verso 18: o povo abandonou a Torá e está ado-
rando e seguindo deuses falsos. Esse não tem sido sempre o problema, independentemen-
te das infinitas formas e maneiras pelas quais esse mal tem se manifestado ao longo da
história? Ou estamos adorando “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das
águas” (Ap 14:7), ou estamos adorando outra pessoa ou coisa. No caso de Revelação 13 e
dos acontecimentos que se desenrolam ali, em vez de adorarem o Eterno, as pessoas estão
adorando a besta e sua imagem. Não há meio-termo. Ou estamos do lado do Eterno ou do
lado do adversário. Isso mostra a grande importância das questões em jogo, agora e espe-
cialmente na batalha do Har-Megido, em que, como veremos na história sobre o Har Ha-
Carmel, a distinção se torna muito clara.

120 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


21 de junho | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 8 Tamuz Quinta

O Har-Megido e o Har HaCarmel: parte 2


6. Como a história no Har HaCarmel termina? Como ela reflete o que ocorrerá, em
grande escala, quando o conflito cósmico chegar ao seu clímax no fim dos dias? (1Rs
18:18 a 40)

A batalha no Har HaCarmel foi entre Eliahu, profeta de D'us, e 450 sacerdotes de baal.
(Observe como a quantidade do mal foi muito maior do que a do bem). O objetivo
dessa batalha foi demonstrar quem era o D'us verdadeiro. Seria Aquele que criou os céus
e a Terra, ou baal, justamente outra manifestação do “dragão” e outro meio pelo qual ele
busca enganar o mundo (Ap 12:9)?
Os sacerdotes oraram, pedindo a Baal que enviasse fogo para queimar seu sacrifício.
Eles gritaram da manhã ao meio-dia. “Gritem mais alto”, provocou Eliahu. “Talvez [baal]
esteja dormindo” (1Rs 18:27). Os sacerdotes entraram em frenesi. Eles se cortaram com
espadas até que o sangue fluía livremente. Cansados e esgotados, desistiram no momento
do sacrifício da tarde.
O sacrifício de Eliahu foi encharcado três vezes, e a água fez com que as valetas trans-
bordassem. Eliahu fez uma simples oração a D'us. O Eterno instantaneamente consumiu
tudo, inclusive o altar de pedra e o solo abaixo. O poder do D'us verdadeiro em contraste
com baal foi inconfundível!

7. Compare Revelação 16:13 e 19:20 e 21 com o destino dos falsos profetas de baal. O
que vemos nessas passagens?

Embora não possamos explicar todas as coisas sobre o Har-Megido, pelo menos neste
momento, conhecemos o resultado dessa batalha: os adversários do Eterno serão destruí-
dos e o nome de D’us e Seus fiéis será vindicado.

Embora o contexto imediato não seja o Har-Megido, qual é o argumento de Shaul, e por
que é tão importante que nos lembremos disso, especialmente à luz do que o futuro nos
reserva? (1Co 15:1 e 2 e Ap16:15) Que está no contexto do Har-Megido. O que esses textos,
em conjunto, revelam?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 121
Sexta 22 de junho | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 9 Tamuz

Estudo adicional

"E m várias ocasiões na narrativa da batalha do Har-Megido, as criaturas horrendas


e os eventos assustadores ficam em segundo plano por um momento, e surge um
vislumbre de uma verdade mais pessoal. Como vimos, uma delas está em Revelação 16:15:
‘Vejam! Venho como ladrão! Feliz aquele que permanece alerta e mantém suas roupas
limpas, para que não ande nu e não passe vergonha em público!’. Esse texto, que aparece
no meio da única passagem das Escrituras que realmente menciona o Har-Megido, ecoa
muitas passagens da Brit Hadashá sobre a preparação pessoal para a volta do Mashiach e
os eventos do fim dos dias.
“Outro texto é Revelação 17:14: ‘Guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os ven-
cerá, porque é Senhor dos senhores e Rei dos reis, e os chamados, escolhidos e fiéis ven-
cerão com ele". No fim, a grande guerra retratada nesse verso envolverá um exército de
pessoas cujo objetivo primário não é destruir os outros com armas, mas ser fiel ao seu
chamado e eleição divina. O Har-Megido é uma batalha muito diferente das lutas travadas
pelas nações e movimentos rebeldes hoje. Como eu tenho dito repetidamente, a batalha do
Har-Megido é uma luta pela mente. É também uma batalha pelo coração – um chamado à
sincera fidelidade ao Mashiach - Cordeiro que foi morto” (Ap 5:9, 10, 12; 13:8) (2)
.
PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO
1 Muitos acreditam que vários eventos retratados no livro Revelação acontecerão nos
locais literais mencionados. Por que essa é uma maneira errada de interpretar os textos?
2 A influência de Bavel se estende por todo o mundo. Quais são os ensinos de Bavel?
Como discerni-los e evitá-los?
3 A escritora Ellen G. White escreveu: “A queda de Bavel se completará quando […] a união
do cristianismo com o mundo estiver alcançado a todos.” Pense na frase: “a união do
cristianismo com o mundo”. Que advertência encontramos aí?

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

122 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

23 de junho | ‫ שבת‬Shabat 10 Tamuz

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

Bavel e Har- Megido


A Torre de Babel é o início da Grande cidade de Babilônia. Etimologicamente, Babilônia é
uma palavra grega (Βαβυλών), mas ao mesmo tempo é uma adaptação da palavra acádica
Bavli. O seu significado, em acádico, seria "porta de D'us". Em hebraico, na Bíblia, o seu nome
é Bavel (‫)בבל‬, que em Bereshit 11:9 é interpretada com o significado de "confusão" (torre de
Babel), graças a uma ligação que o autor faz com o verbo bilbel (‫)בלבל‬, que significa "confundir".
Historicamente, a cidade de Bavel (Babilônia) foi construída no mesmo lugar onde haviam
as ruínas da grande torre que fora derrubada. Mervyn Maxwell afirma que Alexandre, o Gran-
de, pagou cerca de 10 mil homens para reerguerem a Torra de Babel com 100 metros de altura
na cidade de Bavel para ser o centro do mundo oriental, mas Alexandre adoeceu gravemente
naquele local e não conseguiu terminar sua empreitada. (a)
A Literatura Rabínica oferece muitas visões distintas acerca das causas para a Torre de
Bavel ter sido construída, e sobre as intenções dos seus construtores. No conceito rabínico da
Mishná, essa construção foi uma forma de rebelião contra o Eterno. Alguns midrashim mais
recentes registram que os construtores da Torre, que são denominados como "a geração da
secessão", disseram: "D’us não tem o direito de escolher o mundo superior para Si próprio, e
de deixar o mundo inferior para nós; por isso iremos construir uma torre, com um ídolo no
topo segurando uma espada, para que pareça como se pretendesse guerrear com D’us" (Gen.
R. xxxviii. 7; Tan., ed. Buber, Noah, xxvii. et seq.).
Muitas passagens rabínicas mencionam que os construtores falavam palavras afiadas con-
tra o Eterno, não citadas na Bíblia. A mishná revela que a crença dos construtores era de que a
cada 1656 anos, o céu enviaria água em grande quantidade sobre a Terra e para que eles não
sofressem outra inundação, eles alicerçariam as colunas da Torre. (Gen. R. l.c.; Tan. l.c.; similar-
mente Flávo Josefo, "Ant." i. 4, § 2).
Essa é uma clara afronta ao Todo Poderoso, nossos sábios nos mostram que aqueles ho-
mens queriam na realidade não estar debaixo do juízo divino. Alguns entre essa geração
pecaminosa até queriam pelejar contra D'us no Céu (Talmude Sanhedrin 109a.) Eles foram
encorajados nesta tarefa impensável pela noção de que setas que eles atiravam para o céu
caíam a pingar com sangue, por isso o povo acreditava mesmo que podiam guerrear contra os
habitantes dos céus (Sefer ha-Yashar, Noah, ed. Leghorn, 12b).
A cidade de Bavel Antiga foi responsável por grandes atrocidades, sendo um dos impérios
mais sanguinários da antiguidade. Um império que começou em rebeldia, afrontando ao D’us
Todo Poderoso e terminou em ruínas por não ter prevalecido contra Adonai Tsevaot.
Mais tarde, no livro Revelação, Yochanam começa a descrição da confusão religiosa no
tempo do fim, comparando-a a Grande cidade de Bavel. Os textos a seguir nos mostram a re-
lação entre ambas. (b)
Bavel histórica Bavel Simbólica

Habitas sobre muitas águas Sentada sobre muitas águas


Jr 51:13 Ap 17:1

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 123
Comentário
Lição 12

Taça dourada na mão Tem na mão um cálice de ouro


Jr 51:7 Ap 17:4

Repentinamente caiu Bavel Caiu, caiu a grande Bavel


Jr 51:8 Ap 14:8

Eu serei senhora e não viúva Sentada como rainha e não viúva


Is 47:7-8 Ap 18:7

Saí do meio dela, ó meu povo Sai dela povo meu


Jr 51:45 Ap 18:4

Por ocasião da queda os céus festejarão Por ocasião da queda os céus exultarão
Jr 51:48 Ap 18:20

Como uma pedra será afundada Como grande pedra... será arrojada
Jr 51:64 Ap 18:21

Portanto, a Bavel que aparece nos Escritos da Brit Hadashá é uma alusão à confusão espiritual
da antiga cidade. Yochanam queria que o mundo entendesse que essa Bavel do fim dos dias tem as
mesmas características que a primeira. Afrontam o Eterno e desvia a adoração do verdadeiro D’us.
A expressão “Vinho da fúria” provavelmente é uma figura emprestada de Jeremias 25:15, texto
em que o profeta é instruído: Toma [...] este cálice do vinho do Meu furor e darás a beber dele a todas
as nações". Mas não é fúria nem furor que Bavel oferece ao dar vinho às nações. Ela argumenta que
o tomar seu vinho levará paz às nações. Todavia, isso acaba acarretando a ira de D'us sobre os seres
humanos. (c)
Bavel tem levantado um movimento universal, levando à todas as nações os enganos e mentiras
da sua paixão. Essa realidade tem sido inflamada no mundo quando a verdade bíblica tem sido mis-
turada à mentira da besta. Esse momento da história é o ponto de partida para a crise final e a alta
necessidade do reavivamento do povo remanescente, levando em consideração a urgência da men-
sagem restauradora da verdade bíblica. A mensagem dos três anjos é a chave para essa restauração,
visto que são a proclamação das “boas novas eternas” e anunciam o juízo iniciado no Yom Kipur de
1844, quando o Mashiach assume sua posição no Mishcan do Céu. A mensagem dos três anjos são a
resposta divina ao ataque da besta e de Bavel, convocando a todos os filhos de D’us a saírem dela e
não receberem a marca da besta. Parece então que fica muito claro que o objetivo da mensagem dos
três anjos é de chamar a humanidade a adorar e obedecer ao verdadeiro D’us.
A sequência do Livro Revelação é muita clara quando demonstra o despertar dessas forças. O re-
manescente de Israel desperta-se pregando a mensagem dos três anjos e por esse motivo começam a
ser perseguidos pelo dragão que tem sua adoração interrompida pela mensagem da verdade. Satan,
portanto, precisa contra-atacar a mensagem divina e por isso aparecem na narrativa os três espíritos
imundos (Ap 16:13). O objetivo desses três espíritos é convocar o mundo para a grande última guerra,
que nos é conhecida como Har-Megido (Armagedom).
Muitos acreditam que se trata de uma guerra entre as nações, no vale de Jezreel, na Palestina.
Mas a opção de que essa seja uma batalha espiritual e religiosa é mais plausível visto que os três
espíritos imundos convocam os reis do mundo do inteiro, que influenciados por suas religiões, farão
uma investida final contra os fiéis remanescentes do povo de D’us.
Har-Megido em hebraico: ‫ הר מגידו‬significa Monte Megido" que foi transcrito em grego como
Ἁρμαγεδών. Esse é um lugar importante nas conquistas bíblicas e tem uma relação firme com a res-

124 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 12

tauração à adoração ao Eterno. A cidade de Megido foi palco de grandes batalhas bíblicas. O vale de
Jezreel e Megido são um locais onde muitas histórias bíblicas se desenrolaram, mas Megido não é
especificamente um monte. Muitos historiadores e teólogos tem relacionado esse monte, ao monte
Carmelo, que também fica situado no vale de Jezreel, próximo à cidade de Megido.
O confronto entre os profetas de Báal e os profetas de Asherá que comem da mesa de Jezabel
(Izével) (1Rs 18:19) contra Elias (Eliyahu), no monte Carmelo, era decisivo para que o povo visse
quem era o verdadeiro D'us. (1Rs 18:28,29). Chegara então o momento de Elias clamar ao céu por
resposta e finalmente revelar o verdadeiro D'us de Israel. Dois passos foram importantes:
1. Elias restaurou o altar que estava em ruínas (1Rs 18:30);
2. Elias buscou sinceramente o derramamento do fogo, afim de levar as pessoas ao conhecimen-
to do D'us vivo (1Rs 18:37).
Após o fogo cair do céu, lá no Monte Carmelo, Israel reconheceu que o D’us a quem Elias servia
era o Eterno digno de adoração e por isso todos responderam juntos: “'Só o Eterno é D'us! Só o Eterno
é D'us!”(1Rs 18:39). A mensagem profética de Elias, de reforma e reavivamento do culto ao verdadei-
ro D’us, se manifestou outra vez como está descrito em Malaquias 3:23 (4:5): “Eis que vos mandarei o
profeta Elias [Eliá], antes que venha o grande e temível dia do Eterno.”
Finalmente a mensagem do segundo anjo anuncia a queda de Bavel na grande guerra final,
fazendo uma alusão à guerra cósmica iniciada no monte da congregação no Céu, que se desenrolou
ao longo das épocas, teve seu desenrolar no monte Carmelo e terminará no seu climáx, quando final-
mente todo mundo estiver envolvido no grande conflito cósmico.
Tendo o evento do Carmelo como plano de fundo, Yochanam anuncia a visão que tivera, a ba-
talha do Har-Megido, como um confronto entre o verdadeiro e o falso dia de adoração. Entre o D'us
verdadeiro e a falsa representação dele na religião da prostituta e da besta.
A queda de Bavel dar-se-á no momento em que toda a verdade for restaurada sobre a Terra e já
não mais existir dúvidas quanto a veracidade da Lei e da verdade bíblica em contrapartida toda a
ação da besta e de bavel serão desmascaradas.
Começamos esse comentário com a opinião dos nossos sábios dizendo que o início de tudo isso
era um afronta ao D’us verdadeiro na construção da Torre de Bavel, e essa grande confusão terá seu
final, quando houver o despertar do povo remanescente pregando a restauração da verdade bíblica.

REFERÊNCIAS LIÇÃO 12

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 389, 390 (contextualizado)
(2)
Jon Paulien, Armageddon at the Door. 2008, p. 193 (contextualizado)
REFERÊNCIAS COMENTÁRIO 12

(a)
Uma nova era segundo as profecias de Daniel, pag. 84 e 85;
(b)
Ibdem pag. 82
(c)
Comentário Bíblico Adventista, pag, 919
Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 125
Lição 13 24 a 30 de junho | 11 a 17 Tamuz

A volta do Mashiach
VERSO PARA MEMORIZAR
"Pois quando o Filho do Homem vier será como um relâmpago que sai do leste e se
estende até o horizonte a oeste." (Mt 24:27)

LEITURAS DA SEMANA
Is 13:6, 9; Mt 24:30, 31; Dn 2:34, 35; 2Tm 4:6-8; 2Ts 1:7-10

Introdução

O poeta T. S. Eliot começou um de seus poemas com a seguinte frase: “Em meu
princípio está meu fim.” Por mais sucintas que sejam, suas palavras trazem
uma grande verdade. Nos inícios existem finais.
Por maior que seja o intervalo de tempo entre a criação do mundo (nosso prin-
cípio) e a segunda vinda do Mashiach (nosso fim, pelo menos o fim do Olam Hazê),
esses eventos estão ligados. O Eterno que nos criou (Jo 1:1-3) é o mesmo que voltará
e, “Será em um instante, em um piscar de olhos, no shofar final.” (1Co 15:52), trará
nossa redenção suprema.
Em nosso princípio, de fato, encontramos nosso fim. Nesta semana, falaremos
sobre o último de todos os eventos finais, pelo menos no que diz respeito ao nosso
Olam Hazê: a segunda vinda do Mashiach Yeshua

DICAS
1 Termos e expressões vide glossário nas páginas 114 a 120;
2 Leitura diária vide páginas 111 a 113.

LEITURAS DA SEMANA

PARASHÁ 40 ‫ בלק‬BALAC [Balac]: Nm 22.2 - 25.9


HAFTARÁ: Mq 5:6 - 6:8
BRIT HADASHÁ: 2Pd 2:1-22; Jd: 11; Ap 2:14-15; 1Co 1:20-31
TEHILIM: Sl 79

126 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


24 de junho | ‫ יום ראשון‬Yom Rishon 11 Tamuz Domingo

O grande e temível Yom HaShem

P or mais que tenhamos a tendência de pensar na segunda vinda do Mashiach como um


ensinamento exclusivo da Brit Hadashá, isso não é verdade. É evidente que a revelação
tornou-se mais completa e substancial da verdade em torno da segunda vinda do Mashia-
ch apenas após a primeira vinda, morte, ressurreição e ascensão de Yeshua. Entretanto,
como ocorre com tantas outras coisas na Brit Hadashá, o Tana ch revela alguns indícios e
prenúncios dessa mensagem fundamental muito antes desse acontecimento. Ao falar da
segunda vinda do Mashiach, os autores da Brit Hadashá não revelaram uma mensagem
nova. Em vez disso, eles ampliaram uma verdade que já havia sido revelada na Bíblia He-
braica. Somente hoje, à luz do Mashiach morto e ressurreto, a promessa da segunda vinda
de Yeshua pode ser mais plenamente compreendida e apreciada.

1. Leia Isaías 13:6 e 9, Zacarias 14:9 e Daniel 12:1. O que esses textos ensinam sobre
a vinda gloriosa do Mashiach?

Certamente o Yom Hashem (dia do Eterno) será um dia de destruição, sofrimento e


confusão para os perdidos. Mas também será um dia de libertação no livro (para todo o
povo de D'us, os que forem achados inscritos veja também Fp 4:3; Ap 3:5; 13:8). Esse tema
– o Yom Hashem como um momento de juízo contra os ímpios, mas também um tempo em
que os fiéis de D'us serão protegidos e recompensados – encontra-se no Tanach. Alguns
enfrentarão “a chamejante ira do Eterno”; no entanto, aqueles que atenderem ao chamado
para buscar a justiça e a humildade encontrarão “abrigo no dia da fúria do Eterno” (Sf 2:1-
3).

2. Leia Mattitahu (Mt) 24:30 e 31. Como esses versos mostram a mesma separação
entre os perdidos e os salvos na segunda vinda de Yeshua?

A medida que os eventos finais se desenrolam, o lado em que estamos se tornará cada
vez mais evidente. Quais escolhas devemos fazer hoje para que estejamos do lado certo?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 127
Segunda 25 de junho | ‫ יום שני‬Yom Sheni 12 Tamuz

Daniel e a segunda vinda do Mashiach

M uitos judeus esperavam que Yeshua, em sua primeira vinda, derrotasse os


romanos e estabelecesse Israel como a nação mais poderosa do mundo. No
entanto, esse não era o propósito do primeiro e do segundo advento do Mashiach. O
Eterno tem algo muito maior para Seu povo fiel do que apenas uma reorganização
deste mundo.
Talvez nenhuma outra passagem do Tanach revele tão claramente quanto Da-
niel 2 a verdade de que o Olam Habá não será uma evolução do antigo, mas uma
criação nova e radicalmente diferente.
Daniel 2 revela o surgimento e a queda de quatro grandes impérios mundiais –
Bavel, Média-Pérsia, Grécia e, finalmente, Roma, que depois se divide nas nações da
Europa moderna. Contudo, o sonho de Nabucodonosor a respeito da estátua (que
simboliza a sucessão desses quatro grandes poderes mundiais) termina de maneira
espetacular, revelando a grande diferença entre este mundo e o que virá após a
volta de Yeshua HaMashiach.

3. Leia Daniel 2:34, 35, 44 e 45. Qual será o destino deste mundo? Qual será a nature-
za do Mundo Vindouro?

Não há ambiguidade nesses versos acerca do que ocorrerá quando o Mashiach


voltar. Em Lucas 20:17 e 18, Yeshua se identificou com a pedra que esmiuçará tudo
o que resta deste mundo. O texto de Daniel 2:35 diz que, depois que o ouro, a prata,
o bronze, o ferro e o barro foram esmiuçados, eles “se fizeram como a palha das
eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios.” Ou seja, após
o retorno do Mashiach, tudo se fará novo.
Entretanto, a pedra que destruiu todos os vestígios deste nosso mundo “se tor-
nou em grande montanha, que encheu toda a Terra”. E o novo reino, que surgirá
como resultado da segunda vinda de Yeshua, “não será jamais destruído” e “subsis-
tirá para sempre” (Dn 2:44).
Apenas um desses dois destinos aguarda todo ser humano que viveu neste pla-
neta. Ou estaremos com Yeshua pela eternidade, ou seremos reduzidos à inexis-
tência, desaparecendo com a palha deste mundo. De uma maneira ou de outra, a
eternidade aguarda todos nós.

128 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


26 de junho | ‫ יום שלישי‬Yom Shlishi 13 Tamuz Terça

Perspectivas em longo prazo


4. De acordo com Tito 2:13, qual é a nossa grande esperança? Por quê?

D escrevendo suas crenças sobre a origem do Universo, um palestrante explicou que


há cerca de 13 bilhões de anos, “uma minúscula massa infinitamente densa surgiu
do nada. Essa massa explodiu e dessa explosão surgiu o Universo”. No entanto, o pales-
trante não disse como essa “minúscula massa infinitamente densa” pôde simplesmente
surgir do nada. Ele simplesmente supôs, pela fé, que isso tenha acontecido.
Como observamos na introdução da lição desta semana, em nossa origem encon-
tramos nosso fim. Por essa razão, de acordo com esse palestrante, nosso fim não será
muito esperançoso, pelo menos em longo prazo. O Universo, criado a partir dessa “mi-
núscula massa infinitamente densa”, está condenado à extinção juntamente com tudo
o que há nele, o que inclui, obviamente, a humanidade.
Em contrapartida, o conceito bíblico acerca da nossa origem não é apenas muito
mais lógico do que essa visão, mas também muito mais esperançoso. Baruch Hashem,
nossas perspectivas em longo prazo são muito boas. Temos muitas razões para ter es-
perança no futuro, e essa esperança está fundamentada na promessa da segunda vinda
do Mashiach.

5. Leia 2 Timóteo 4:6 a 8. Sobre o que Rabi Shaul falou nesse texto? Em que ele colo-
cou sua esperança?

Shaul estava para ser executado; contudo, ele viveu na certeza da yeshuá e na es-
perança da volta de Yeshua Hamashiach, que ele chamou de “Sua vinda” (2Tm 4:8). A
“coroa da justiça” o aguardava, certamente não a sua própria justiça (1Tm 1:15), mas a
justiça de Yeshua, sobre a qual repousava sua esperança na promessa do Messias. Inde-
pendentemente de suas circunstâncias imediatas, que, na melhor das hipóteses, eram
sombrias (ele se encontrava na prisão, aguardando sua execução), Shaul sabia que suas
perspectivas em longo prazo eram muito boas, pois contemplava o quadro completo,
não apenas sua situação imediata.

Não importando as nossas circunstâncias imediatas, como podemos ter a mesma espe-
rança que Shaul tinha? Como contemplar o quadro completo e a confiança que ele nos
oferece?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 129
Quarta 27 de junho | ‫ יום רביעי‬Yom Revi'i 14 Tamuz

Nas nuvens do céu

P or mais que a segunda vinda de Yeshua (Mashiach Ben David) seja fundamental e decisi-
va, de acordo com as Escrituras, nem todos seus seguidores entendem o evento como um
retorno literal e pessoal do próprio Yeshua. Alguns argumentam, por exemplo, que a segun-
da vinda do Mashiach não ocorrerá quando o próprio Yeshua voltar à Terra, mas quando
Seu Ruach for manifestado em sua kehilá na Terra. Em outras palavras, ela acontecerá quan-
do os princípios morais de sua fé forem revelados em Seu povo.
Contudo, graças a D'us, esse ensinamento é falso. Se fosse verdadeiro, que esperança
realmente teríamos em longo prazo?

6. O que os seguintes textos da Brit Hadashá revelam sobre a natureza da segunda


vinda do Mashiach?
Mt 24:30 ___________________________________________________________________________________________
1Ts 4:16 ____________________________________________________________________________________________
Mt 26:64 ___________________________________________________________________________________________
Ap 1:7 ______________________________________________________________________________________________
2Ts 1:7-10 __________________________________________________________________________________________

“O firmamento parece abrir-se e fechar-se. Pode-se dizer que a glória do trono de D'us
atravessa a atmosfera. As montanhas agitam-se como a cana ao vento, e rochas irregula-
res são espalhadas por todos os lados. Há um estrondo como de uma tempestade prestes
a sobrevir. O mar é açoitado com fúria. Ouve-se o sibilar do furacão, semelhante à voz de
demônios com o propósito de destruir. A Terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas
do mar. Sua superfície está se quebrando. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de
montanhas estão a revolver-se. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que, pela
iniquidade, tornaram-se como Sodoma, são tragados pelas águas enfurecidas. A grande Ba-
vel veio em lembrança perante D'us, “para beber a taça do vinho da indignação da Sua ira”(1).
A volta do Mashiach será um acontecimento tão grande e intenso que trará literalmen-
te um fim ao mundo como o conhecemos. Quando isso ocorrer, todos também saberão. O
que o Mashiach realizou por nós em Sua primeira vinda será plenamente manifestado na
segunda.

Como a realidade da segunda vinda ele deve impactar nossa vida hoje e nos revelar as
coisas que realmente são importantes?

130 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


28 de junho | ‫ יום חמישי‬Yom Hamishi 15 Tamuz Quinta

Os vivos e os mortos

A ntes de ressuscitar Elazar (Lázaro), Yeshua pronunciou estas palavras: “Eu Sou a
ressurreição e a vida! Quem deposita a confiança em mim viverá, ainda que morra;”
(Jo 11:25). No entanto, em vez de apenas pedir às pessoas que acreditassem nessa Sua
declaração tão impressionante, Ele então ressuscitou Elazar, que já estava morto havia
tempo suficiente para que o cadáver estivesse cheirando mal (Jo 11:39).
Os que acreditam no Mashiach, de fato, morrem. No entanto, como Ele disse, ainda
que morram, eles tornarão a viver. Esse é o significado da ressurreição dos mortos. Ela
torna a segunda vinda do Mashiach essencial à nossa esperança.

7. Na volta do Mashiach, o que acontecerá com os mortos fiéis? (Rm 6:5; 1Ts 4:16; 1Co
15:42-44, 53-55)

A grande esperança da segunda vinda do Mashiach é que, assim como o próprio


Yeshua ressuscitou, os justos de todos os tempos também serão trazidos de volta à vida.
Na ressurreição de Yeshua, eles têm a esperança e a certeza de sua própria ressurreição.

8. O que ocorrerá com os fiéis que estiverem vivos quando o Messias voltar? (Fp 3:21
e 1Ts 4:17)

Os fiéis que estiverem vivos por ocasião do retorno de Yeshua Hamashiach, mante-
rão um corpo físico, mas não em seu estado atual. De maneira sobrenatural, o corpo de-
les será transformado no mesmo tipo de corpo incorruptível dos ressurretos. “Os justos
vivos são transformados ‘num momento, num piscar de olhos’. À voz de D'us foram eles
glorificados; agora tornam-se imortais, e com os justos ressuscitados, são arrebatados
para encontrar seu Senhor nos ares.” (2)

Você preferiria perder a vida eterna se tivesse que sacrificar algo muito importante e que
o prende a este mundo?

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 131
Sexta 29 de junho | ‫ יום שישי‬Yom Shishi 16 Tamuz

Estudo adicional

A segunda vinda de Yeshua Hamashiach não é o epílogo, nem o apêndice, nem o pos-
fácio da triste história do pecado e do sofrimento humano neste mundo caído. Em
vez disso, ela é o grandioso clímax, a maravilhosa esperança da confiança nele. Sem ela, o
que seria de nós? A história da humanidade continuaria com suas sucessivas tragédias e
cenas miseráveis, até que tudo terminasse na morte. Sem a esperança do retorno do
Mashiach, a vida é, como escreveu William Shakespeare, “uma história contada por um
idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum.” Contudo, temos essa esperança porque
a Palavra de D'us a reafirma repetidamente; porque Yeshua nos resgatou com sua vida (Mc
10:45) e voltará para buscar aqueles que Ele comprou. As estrelas no céu não falam da se-
gunda vinda do Mashiach. Os pássaros que gorjeiam nas árvores não a anunciam. Essas
coisas podem até revelar algo bom e animador sobre a realidade, mas elas não ensinam
que um dia, quando o Messias virá, “Porque o shofar soará, e os mortos serão ressuscitados
para viver para sempre, e nós também seremos transformados.” (1Co 15:52). Elas não mos-
tram que um dia olharemos para o céu e veremos “o Filho sentado à direita de Hagvurá e
vindo com as nuvens do céu." (Mc 14:62). Conhecemos essas coisas porque a Palavra de
D'us nos revela, e confiamos em suas promessas.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO


1 Se a segunda vinda do Mashiach fosse apenas a manifestação plena dos princípios de fé
na vida, por que, no final, estaríamos sem esperança?
2 Por que a “fé” também está presente na ideia popular de que o Universo surgiu do nada
e de forma espontânea? Por que as pessoas promovem essa noção e por que alguns
acreditam nela? Por que a crença em um D'us eterno que criou do nada todas as coisas é
uma explicação mais lógica e racional para a origem do Universo e ainda traz esperança?
3 Como saber se estamos trocando a redenção pelas coisas deste mundo?

Horário para o acendimento das velas de Shabat (págs. 122-125)

132 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Shabat

30 de junho | ‫ שבת‬Shabat 17 Tamuz

COMENTÁRIO CONTEXTUALIZADO

A volta do Mashiach

Nos escritos da Brit Hadashá, diversas vezes se utiliza o termo parousi,a (Parousia) para
se referir à segunda vinda do Mashiach. Este termo era comumente utilizado nos papiros con-
temporâneos ao I século da era comum em referência a uma visita ou chegada de um impera-
dor ou rei. Ao utilizar esse termo relacionando-o a Yeshua, os emissários apresentavam-no em
sua posição de direito, Mashiach ben David, Rei dos Reis. Em Mattityahu, capítulo 24, Yeshua
proclama como seriam os momentos antecedentes ao seu retorno. Após sua morte e ressurrei-
ção, os emissários de Yeshua proclamaram diversas vezes a mensagem de que ele retornaria
nas nuvens do Céu e, inspirados pelo Ruach Hakodesh, concederam um relato mais detalhado
sobre esse evento.
No momento da ascensão do Mashiach ao Céu, enquanto os emissários olhavam-no su-
bindo e desaparecendo nas nuvens, apareceram dois homens vestidos de branco (Atos 1:9-
11). A palavra λευκαῖς (leukais), traduzida como “branco” aqui, também pode ser traduzida
como vestidos de brilho ou roupas reluzentes, por isso muitos comentaristas entendem que,
na verdade, são anjos, ao invés de homens comuns . Esses “homens vestidos de branco” (At
1:9) têm uma mensagem para compartilhar. Eles informam que Yeshua retornaria da mesma
forma que aqueles que o estavam vendo subir, ou seja, o Mashiach retornaria de forma física,
visível e entre as nuvens do Céu. (DORNELES, ed. 2014. p. 111). O próprio Yeshua ensinou que
o seu retorno seria um grande evento visível, assim como um relâmpago que ilumina de uma
a outra extremidade do Céu. (Mt 24:27)
No Tanach a chegada do Mashiach em glória está sempre relacionada com eventos catas-
tróficos e de proporções globais. (Is 13:6-9; Dn 12:1; Zc 14:9; Ml 3; Ml 4; etc.). E essa mensagem
encontra continuidade nos escritos da Brit Hadashá (Mt 24; Mt 25; 1Ts 4; At 1:9-11; 1Ts 5; Hb
9:27-28; 2Ts 2:1-4; Mc 13; Ap 1:7; Lc 9; 2Pe 3; etc.). Shaul, Kefa e Yochanan foram proclamado-
res da segunda Vinda do Mashiach, dessa vez como Mashiach ben David, em glória e poder.
Ao longo dos textos da Brit Hadashá pode-se perceber a apresentação de uma bem definida
moldura para essa Segunda Vinda composta por contexto, condições, características e eventos
específicos.
Mattityahu 24 revela o contexto político, social e religioso de caos que antecederá o retorno
do Mashiach, Revelação 13 e 14 confirma e esclarece com mais detalhes o tema, indicando que
exatamente antes da vinda (Parousia) de Yeshua haveria uma grande controvérsia ao redor
da verdadeira versus a falsa adoração. Já os capítulos 15 e 16 do livro Revelação, deixam claro
que haverá caos também no meio ambiente natural do planeta Terra, se assemelhando com
descrições do Tanach.
Sobre as condições para a Segunda Vinda, Mattityahu diz no verso 14 do capítulo 24 de seu
livro que as boas novas do Reino seria proclamado a todas as nações, e, então, viria o fim. Rabi
Shaul adverte que este grande dia viria após a apostasia ser revelada junto com o “homem
que separa da Torá, o destinado à perdição” (2Ts 2:1-4) que se coloca acima de tudo que se

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 133
Comentário
Lição 13

relaciona com D'us. Shaul revela que “o próprio Senhor descerá do céu com voz forte, ouvida
a voz do arcanjo, e com o shofar de D'us” (1Ts 4:16-17). Portanto, outra condição para a Vinda
de Yeshua é a palavra de ordem do Arcanjo – título que significa “chefe de anjos” e é utilizado
apenas duas vezes na Brit Hadashá, sendo que em uma delas é relacionado a Mikhael (STERN,
2008, p. 675) – e o som do shofar. Na seção histórica aprofundaremos esta última condição.
O retorno do Mashiach também possui características muito interessantes a serem con-
sideradas: Uma informação muito pertinente dada pelo próprio Yeshua sobre sua segunda
Vinda é a de que ela não pode ser prevista com precisão. “Quanto ao dia e à hora, ninguém
sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, apenas o Pai.” Mt 24:36.
O Rabi Shmu’el bar-Nachmani até chegou a dizer em nome do rabi Yochanan: “Que os
ossos daqueles que calculam o fim [ou seja, a época da Vinda do Mashiach] sejam destruídos!
Assim que o tempo [que eles determinaram] chegar e o Mashiach não tiver vindo, dirão, ‘Ele
nunca virá!’ Em vez disso, esperem por Ele, como está escrito: ‘se tardar, espera-o (Hb 2:3)(d),
(STERN, 2008, p. 102).
Apesar de não se saber “nem o dia, nem a hora”, os escritos da Brit Hadashá ensinam
que Ele voltará nas nuvens e será um evento globalmente visível (Ap 1:7; Mt 24:27, 30; Mc
13:26; Lc 21:27), de tal magnitude que “os céus desaparecerão com um grande estrondo, os
elementos serão derretidos e desfeitos, e a terra, e tudo o que nela há, será queimada.” (2Pe
3:10). No entanto, apesar de ser um evento glorioso e visível, também é dito que este dia virá
como ladrão (Mt 24:43; Lc 12:39; 1Ts 5:2, 4; 2Pe 3:10; Ap 3:3; 16:15). Ao analisar os contextos
dos textos apresentados fica nítido que o Retorno do Mashiach não é comparado a um ladrão
por ser um evento secreto, como advogam algumas correntes teológicas, mas sim por ser um
evento repentino e inesperado. Ainda é importante mencionar que este evento é inesperado
para os ímpios que vivem proclamando “paz e segurança” (1Ts 5:1-3), “os crentes, se prestas-
sem atenção às palavras da revelação, não precisariam ser surpreendidos (Lc 21:34-36; 1Ts
5:4)” (DORNELES, ed. 2014. p. 253). Uma outra característica marcante da vinda do Mashiach
é o encontro nos ares (1Ts 4:17). Yeshua “descerá” (katabai,nw καταβαι) dos céus (1Ts 4:16).
Esta palavra só foi utilizada nos escritos da B’rit Hadashá para se referir a vinda do Mashia-
ch: 1) A primeira (Jo 3:13; 6:33, 38; etc.) e 2) à segunda (DORNELES, 2014 ed., p. 250).
Em outras palavras, ao utilizar este termo, Shaul deixa claro que o retorno de Yeshua não
ocorre no momento da morte, te levando para o paraíso, e nem será um evento espiritualizado
invisível. O Retorno do Mashiach será um evento físico real onde Yeshua virá buscar seu povo.
Além de Yeshua descer com suas hostes celestes, rabi Shaul diz que os salvos serão arrebatados
e subirão para encontrar com o Mashiach nos ares. “Os justos ascenderão da terra, o Senhor
e as hostes que o acompanharão descerão dos Céus; os dois grupos se encontrarão nos ares,
entre o Céu e a terra” (DORNELES, 2014 ed., p.251).
Antes desse grande encontro com o Eterno, ocorrerá um extraordinário evento com a che-
gada do Mashiach. Ao soar o shofar de D'us, os que morreram unidos ao Messias serão os
primeiros a se levantar (1Ts 4:16-17), juntamente com os vivos crentes, serão transformados e
revestidos de incorruptibilidade e imortalidade (1Co 15:52-54).
Quando Shaul menciona um shofar sendo tocado na ocasião da segunda vinda do Mashia-
ch e chamando mortos à vida novamente para, juntamente com os vivos salvos, subir para o

134 O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬


Comentários
Lição 13

encontro com o Eterno nos ares, pode-se notar um paralelo com uma tradição judaica, provin-
da do Tanach, que está expressa, por exemplo, na Amidá, recitada nos serviços diários.
“Sua décima leitura declara: Façam soar o grande shofar por nossa liberdade e ergam o
estandarte (ou: “levantem o milagre”) a fim de reunir os nossos exilados, e nos reunir como um
só, dos quatro cantos da terra. Baruch ata Adonai, mecabêts nidchê amo Yisrael (Bendito seja
tu, Eterno, que ajunta os dispersos de seu povo Israel)” (STERN, 2008, p. 675-676).
Que tremenda realidade expressa em poucas palavras. Na Segunda Vinda do Mashiach o
shofar de D’us é tocado para reunir todos os seus filhos de todos os cantos da Terra, inclusive
os que estão descansando no sepulcro.
A criação aguarda, com muita expectativa, que os filho de D'us sejam revelados no retorno
do Mashiach (Rm 8:18, 19).
Interessantemente, a tradição judaica também compreendia que, depois da vinda do
Mashiach, ele se ausentaria por um tempo e então retornaria em glória para instituir seu reino
glorioso e sempiterno. O único detalhe que estava sendo mal compreendido pelos emissários
antes da morte de Yeshua era a natureza dessa ausência do Mashiach e o tempo dela. Infeliz-
mente muitos não reconheceram o “ano de sua salvação” e precisam, hoje, conhecer as boas
novas de que o Mashiach veio, deu sua vida em favor de muitos, subiu ao Céu para apresentar
seu sacrifício agradável ao Eterno e, muito em breve, irá retornar em glória e majestade para
buscar os que amam a sua Vinda (2Tm 4:8).

REFERÊNCIAS LIÇÃO 13

(1)
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 637
(2)
Idem, p. 645

REFERÊNCIAS COMENTÁRIOS 13

(a)
Vide Comentário Judaico do NT de David. Stern;
(b)
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6.
(c)
Groves-Wheeler Westminster Morphological database
(d)
Sanhedrim 97b; a mesma frase de Habacuque é repetida no Artigo XII do credo de
Maimonides.

Horário do pôr do sol e Havdalá - Término do Shabat (págs. 122-125)

Abril, Maio e Junho de 2018 | Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz de 5778 135
Estudos
Diários
Leitura Leitura Leitura Leitura RPSP
Semana Data
Parashá diária Tehilim mensal completa Anual (completa 3 anos)

01/abr Lv 22:26-23:44; Nm Sl 79-82 2 Sm 1-2- 3-4 Lc 20


28:19-25; 2Rs 23:1-9;
21-25

02/abr Êx 13:1-16; Nm 28:19-25 Sl 83-87 2 Sm 5-6-7 Lc 21

03/abr Êx 22:24-23:19; Nm Sl 88-89 2 Sm 8-9-10 Lc 22


28:19-25
1
Pessach 04/abr Êx 33:12-34:26; Nm Sl 90-96 2 Sm 11-12 Lc 23
28:19-25

05/abr Nm 9:1-14; Nm 28:19-25 Sl 97-103 2 Sm 13-14 Lc 24

06/abr Êx 13:17-15:26; Nm Sl 104-105 2 Sm 15-16-17 Jo 1


28:19-25; 2Sm 22:1-51

07/abr Dt 14:22-16:17; Nm Sl 106-107 2 Sm 18-19 Jo 2


28:19-25

08/abr 1ª Alyá (Lv 9:1-9:16) Sl 108-112 2 Sm 20-21 Jo 3

09/abr 2ª Alyá (Lv 9:17-9:23) Sl 113-118 2 Sm 22-23-24 Jo 4

10/abr 3ª Alyá (Lv 9:24-10:11) Sl 119:1-96 1 Rs 1-2 Jo 5

2 11/abr 4ª Alyá (Lv 10:12-10:15) Sl 119:97-176 1 Rs 3-4 Jo 6


Shemini

12/abr 5ª Alyá (Lv 10:16-10:20) Sl 120-134 1 Rs 5-6 Jo 7

13/abr 6ª Alyá (Lv 11:1-11:32) Sl 135-139 1 Rs 7-8 Jo 8

14/abr 7ª Alyá (Lv 11:33-11:47) Sl 140-145 1 Rs 9-10 Jo 9

15/abr 1ª Alyá (Lv 12:1-13:23) Sl 146-150 1 Rs 11-12 Jo 10

16/abr 2ª Alyá (Lv 13:24-13:39) Sl 1-9 1 Rs 13-14 Jo 11

17/abr 3ª Alyá (Lv 13:40-13:54) Sl 10-17 1 Rs 15-16 Jo 12


3
Tzaria 18/abr 4ª Alyá (Lv 13:55-14:20) Sl 18-22 1 Rs 17-18-19 Jo 13
Metsorá
19/abr 5ª Alyá (Lv 14:21-14:32) Sl 23-28 1 Rs 20-21 Jo 14

20/abr 6ª Alyá (Lv 14:33-15:15) Sl 29-34 1 Rs 22 Jo 15

21/abr 7ª Alyá (Lv 15:16-15:33) Sl 35-38 2 Rs 1 Jo 16

22/abr 1ª Alyá (Lv 16:1-16:24) Sl 39-43 2 Rs 2-3 Jo 17

23/abr 2ª Alyá (Lv 16:25-17:7) Sl 44-48 2 Rs 4-5 Jo 18

24/abr 3ª Alyá (Lv 17:8-18:21) Sl 49-54 2 Rs 6-7-8 Jo 19


4
Acharê 25/abr 4ª Alyá (Lv 18:22-19:14) Sl 55-59 2 Rs 9-10-11 Jo 20
Kedoshim
26/abr 5ª Alyá (Lv 19:15-19:32) Sl 55-65 2 Rs 12-13-14 Jo 21

27/abr 6ª Alyá (Lv 19:33-20:7) Sl 66-68 2 Rs 15-16-17 At 1

28/abr 7ª Alyá (Lv 20:8-20:27) Sl 69-71 2 Rs 18-19-20 At 2

29/abr 1ª Alyá (Lv 21:1-21:15) Sl 72-76 2 Rs 21-22-23 At 3

30/abr 2ª Alyá (Lv 21:16-22:16) Sl 77-78 2 Rs 24-25 At 4

01/mai 3ª Alyá (Lv 22:17-22:33) Sl 79-82 1 Cr 1-2- 3 At 5

5
02/mai 4ª Alyá (Lv 23:1-23:22) Sl 83-87 1 Cr 4-5-6 At 6
Emor

03/mai 5ª Alyá (Lv 23:23-23:32) Sl 88-89 1 Cr 7-8-9 At 7

04/mai 6ª Alyá (Lv 23:33-23:44) Sl 90-96 1 Cr 10-11-12 At 8

05/mai 7ª Alyá (Lv 24:1-24:23) Sl 97-103 1 Cr 13-14-15-16 At 9

136
Estudos
Diários

06/mai 1ª Alyá (Lv 25:1-25:18) Sl 104-105 1 Cr 17-18-19-20 At 10

07/mai 2ª Alyá (Lv 25:19-25:28) Sl 106-107 1 Cr 21-22-23-24 At 11

08/mai 3ª Alyá (Lv 25:29-25:38) Sl 108-112 1 Cr 25-26-27 At 12


6
Behar 09/mai 4ª Alyá (Lv 25:39-26:9) Sl 113-118 1 Cr 28-29 At 13
Bechucotai
10/mai 5ª Alyá (Lv 26:10-26:46) Sl 119:1-96 2 Cr 1-2-3-4 At 14

11/mai 6ª Alyá (Lv 27:1-27:15) Sl 119:97-176 2 Cr 5-6-7 At 15

12/mai 7ª Alyá (Lv 27:16-27:34) Sl 120-134 2 Cr 8-9 At 16

13/mai 1ª Alyá (Nm 1:1-1:19) Sl 135-139 2 Cr 10-11-12-13 At 17

14/mai 2ª Alyá (Nm 1:20-1:54) Sl 140-150 2 Cr 14-15-16 At 18

15/mai 3ª Alyá (Nm 2:1-2:34) Sl 1-9 2 Cr 17-18-19-20 At 19

7
16/mai 4ª Alyá (Nm 3:1-3:13) Sl 10-17 2 Cr 21-22-23 At 20
Bamidbar

17/mai 5ª Alyá (Nm 3:14-3:39) Sl 18-22 2 Cr 24-25 At 21

18/mai 6ª Alyá (Nm 3:40-3:51) Sl 23-28 2 Cr 26-27-28 At 22

19/mai 7ª Alyá (Nm 4:1-4:20) Sl 29-34 2 Cr 29-30-31 At 23

20/mai 1ª Alyá (Nm 4:21-4:28) Sl 35-38 2 Cr 32-33 At 24

21/mai 2ª Alyá (Nm 4:29-4:49) Sl 39-43 2 Cr 34-35-36 At 25

22/mai 3ª Alyá (Nm 5:1-5:10) Sl 44-48 Ed 1-2-3 At 26


8
Nassó 23/mai 4ª Alyá (Nm 5:11-6:27) Sl 49-54 Ed 4-5-6 At 27

24/mai 5ª Alyá (Nm 7:1-7:41) Sl 55-59 Ed 7-8-9-10 At 28

25/mai 6ª Alyá (Nm 7:42-7:83) Sl 55-65 Ne 1-2-3-4 Rm 1

26/mai 7ª Alyá (Nm 7:84-7:89) Sl 66-68 Ne 5-6-7-8 Rm 2

27/mai 1ª Alyá (Nm 8:1-8:14) Sl 69-71 Ne 9-10-11 Rm 3

28/mai 2ª Alyá (Nm 8:15-8:26) Sl 72-76 Ne 12-13 Rm 4

29/mai 3ª Alyá (Nm 9:1-9:14) Sl 77-78 Et 1-2-3-4 Rm 5

9
30/mai 4ª Alyá (Nm 9:15-10:10) Sl 79-82 Et 5-6-7 Rm 6
Behaalotechá

31/mai 5ª Alyá (Nm 10:11-10:34) Sl 83-87 Et 8-9-10 Rm 7

01/jun 6ª Alyá (Nm 10:35-11:29) Sl 88-89 Jó 1-2 Rm 8

02/jun 7ª Alyá (Nm 11:30-12:16) Sl 90-96 Jó 3-4-5 Rm 9

03/jun 1ª Alyá (Nm 13:1-13:20) Sl 97-103 Jó 6-7 Rm 10

04/jun 2ª Alyá (Nm 13:21-14:7) Sl 104-105 Jó 8-9-10 Rm 11

05/jun 3ª Alyá (Nm 14:8-14:25) Sl 106-107 Jó 11-12-13-14 Rm 12

10
06/jun 4ª Alyá (Nm 14:26-15:7) Sl 108-112 Jó 15-16-17 Rm 13
Shelach

07/jun 5ª Alyá (Nm 15:8-15:16) Sl 113-118 Jó 18-19 Rm 14

08/jun 6ª Alyá (Nm 15:17-15:26) Sl 119:1-96 Jó 20-21 Rm 15

09/jun 7ª Alyá (Nm 15:27-15:41) Sl 119:97-176 Jó 22-23-24 Rm 16

137
Estudos
Diários

10/jun 1ª Alyá (Nm 16:1-16:13) Sl 120-134 Jó 25-26-27-28 1Co 1

11/jun 2ª Alyá (Nm 16:14-16:19) Sl 135-139 Jó 29-30-31 1Co 2

12/jun 3ª Alyá (Nm 16:20-17:8) Sl 140-145 Jó 32-33-34 1Co 3

11 13/jun 4ª Alyá (Nm 17:9-17:15) Sl 146-150 Jó 35-36-37 1Co 4


Côrach
14/jun 5ª Alyá (Nm 17:16-17:24) Sl 1-9 Jó 38-39-40-41 1Co 5

15/jun 6ª Alyá (Nm 17:25-18:20) Sl 10-17 Sl 1-2-3-4-5-6-7-8-9 1Co 6

16/jun 7ª Alyá (Nm 18:21-18:32) Sl 18-22 Sl 10-11-12-13-14- 1Co 7


15-16-17

17/jun 1ª Alyá (Nm 19:1-19:17) Sl 23-28 Sl 18-19-20-21-22 1Co 8

18/jun 2ª Alyá (Nm 19:18-20:6) Sl 29-34 Sl 23-24-25-26-27- 1Co 9


28-29-30

19/jun 3ª Alyá (Nm 20:7-20:13) Sl 35-38 Sl 31-32-33-34-35 1Co 10


12
Chukat 20/jun 4ª Alyá (Nm 20:14-20:21) Sl 39-43 Sl 36-37-38-39 1Co 11

21/jun 5ª Alyá (Nm 20:22-21:9) Sl 44-48 Sl 40-41-42-43-44-45 1Co 12

22/jun 6ª Alyá (Nm 21:10-21:20) Sl 49-54 Sl 46-47-48-49-50 1Co 13

23/jun 7ª Alyá (Nm 21:21-22:1) Sl 55-59 Sl 51-52-53-54-55 1Co 14

24/jun 1ª Alyá (Nm 22:2-22:12 Sl 55-65 Sl 56-57-58-59-60 1Co 15

25/jun 2ª Alyá (Nm 22:13-22:20) Sl 66-68 Sl 61-62-63-64-65 1Co 16

26/jun 3ª Alyá (Nm 22:21-22:38) Sl 69-71 Sl 66-67-68-69-70 2Co 1

13
27/jun 4ª Alyá (Nm 22:39-23:12) Sl 72-76 Sl 71-72-73-74-75 2Co 2
Balac

28/jun 5ª Alyá (Nm 23:13-23:26) Sl 77-78 Sl 76-77-78-79-80 2Co 3

29/jun 6ª Alyá (Nm 23:27-24:13) Sl 79-82 Sl 81-82-83-84-85 2Co 4

30/jun 7ª Alyá (Nm 24:14-25:9) Sl 83-87 Sl 86-87-88-89 2Co 5

138
Glossário

A
ABBA [Aramaico corresponde a Av em He- ANTES DA ERA COMUM (AEC) Referido ao período usu-
braico] Meu Pai, Pai; A palavra abbá almente chamado de antes de Cristo (a.C.).
em aramaico corresponde à forma en- ASHUR Assíria
fática ou definida de av, significando ASSERET HADIBROT Mais comumente conhecida
literalmente "o pai" ou "ó Pai". como os dez mandamentos. A tradução
ACHAZ Acaz que mais se aproxima de Assêret Hadi-
ACHARIT HAYAMIM Literalmente, "o fim dos brot é "Dez Falas" ou "Dez Ditos", sendo
dias". O tempo do fim ou os "últimos que estes são dez princípios que incluem
dias", quando o 'alam hazeh chega ao toda a Torá e seus 613 preceitos.
fim e o 'alam haba está a ponto de ini- AV em Hebraico Corresponde a "Abba" do
ciar-se (l Coríntios 10.11 +). aramaico quer dizer: Papai, Meu Pai.
ACHIM (do hebraico ‫)א ִחים‬ָ Irmãos [HA'AV] - O Pai
ADAM (do hebraico ‫ָדם‬
ָ‫ )א‬Adam, Adão; masc. Homem AVINU Nosso Pai; Avinu, Malkeinu: Nosso
ADON OLAM Senhor do Universo Pai, nosso Rei
ADONAI (em hebraico:‫אדֹנָי‬,ֲ "meu Senhor") O AVINU SHEBASHAMAYIM Nosso Pai celestial,
Eterno de Israel. Nosso Pai que está no céu
ADONEINU Nosso Senhor AVIMELEK (hebraico: ‫ )אבימלך‬Abimeleque
AMHA'ARETS literalmente povo da terra. Pes- AVIYAHU Abias
soas comuns, iletradas usado pejorati- AVODAH ZARAH (Avoda zará) Adoração es-
vamente no primeiro século EC. trangeira, paganismo, Idolatria, adora-
AMMA'US Emaús ção a deuses estrangeiros.
AMONI Amonitas AVRAM Abrão
A.E.C Vide ANTES DA ERA COMUM AVRAHAM Abraão

B
BAVEL Babilônia BRIT HADASHÁ: Nova Aliança. Também
BEIT-LECHEM Belém usado para referir-se aos livros sagra-
BEIT HAKNESSET - KNESSET Templo, Sinagoga dos ou período do novo testamento;
BEIT HAMIQDASH Bet Hamikdash, Templo Sagrado BRIT MILÁ: circuncisão
BEIT'ZATA Betesda BEN Filho; BEN HAADAM: Filho dos homens;
BAMIDBAR (BEMIDBAR, BAMIDBAR) Números (li- BEN HAELOHIM: Filho de D'us
vro), do hebraico "no deserto" BETH MIDRASH LESHABAT Casa de estudo do
BERESHIT (Bereshit) Gênesis - Livro Shabat. Usado também como referên-
BIMÁ O púlpito onde lê-se a Torá cia a Escola Sabatina.
BERACHOT HASHACHAR Benção da aurora, de- B'NEI HAELOHIM Filhos de D'us
voção matinal BESSORÁ vide Habessorá

BRIT (Berit) Aliança;

140
Glossário

C
COHEN (Kohen) Sacerdote CHAVA vide HAVA - Eva
COHANIM (Kohanim) Sacerdotes CHAVER Amigo (Hebr: ‫חבר‬, literalmente, "amigo")
COHEN GADOL (Kohen Gadol) Sumo Sacerdote CHAVERIM: Amigos (Hebr: ‫חברים‬, literal-
CORBAN (Korban) Holocausto, Sacrifício; mente, "amigos")
CORBANOT Plural Holocaustos, Sacrifí- CHAVEROT amigas
cios; é o nome dado aos diversos tipos CHÉSED Graça

de sacríficios e ofertas. CHUMASH (Humash do hebraico ‫ חומש‬vindo do


CHAG MATSOT Festa dos pães ázimos, ver termo chamesh (fem.)/ chamisha (mas.),
também Pêssach cinco. E também Pentateuco. Faz alusão
CHASIDIM Piedosos aos cinco livros atribuídos a Moshê)

D
DAMMESEK Damassés DEVARIM (Devarim) Deuteronômio (Livro)
D-S, D-US, ETERNO Forma respeitosa de es- DERASHÁ Sermão, palestra.
crever o nome de Deus sem citar seu DERASHÁ AL HAAR Sermão da Montanha,
nome completo. sermão do monte

E
E.C Vide ERA COMUM Eheye = Eu sou o que Sou "Ehyeh" (hebrai-
ECHAD É um. ex: Adonai Echad; Um - Ela é co: ‫ ) ֶא ְהיֶה‬ou "Ehyeh-Asher-Ehyeh" (hebr:
utilizada no tradicional Shemá, Deva- ‫" אהיה אשר אהיה‬- conforme em Shemot 3:14)
rim 6:4. Ouve ó Israel, Adonai nosso ERA COMUM (EC) Refere-se ao período comu-
D'us é Um. ‫שמע ישראל יהוה אלקינו יהוה אחד‬ mente chamado de Anno Domini (AD)
Shemá Isra'el Adonai Eloheinu Adonai ou depois de Cristo (dC).
Echad. Outros Exemplos Exemplo: "Dei- EL-ELYION Eterno Altíssimo
xará portanto o homem seu pai e sua ELIYAHU Elias
mãe e se unirá à sua mulher, e serão am- ELISHEVA (Isabel). Mãe de Yochanan, o Imer-
bos uma só carne" - Bereshit [Gn] 2:24 sor (Lc 1.5).
EL'AZAR Lázaro ELOHEINU Nosso D'us
EMISSÁRIO(S) Apóstolo(s), HaShaliach, obreiro. ELOHIM ETERNO; ELOHIM: quando em minúscu-
EHYEH Ehyeh Asher Ehyeh ou Eheye Asher lo refere-se a deuses.

141
Glossário

G
GALIL Vide Hagalil GER ‫ גר‬Converso goy (não-judeu)
GAN'EDEN Paraíso. Literalmente jardim-do- GOY (Hebr: ‫יוג‬, Regular plural goyim ‫)םיוג‬
-Éden; no judaísmo o termo também Nação, gentil, não judeu.
refere-se ao paraíso. GOYIM (goyim ‫ )םיוג‬Plural de Goy nações
GAT-SH'MANIM (Getsêmani) Jardim onde (gentios) não judeus
Yeshua orou e foi preso pela guarda do GUET (do hebraico ‫ )גט‬É o nome dado ao docu-
Templo. O termo significa literalmente mento de divórcio dentro do judaísmo.
"prensa de óleos". GUEULÁ (‫ )גאולה‬Redenção
GAVRI'EL Gabriel

H
HA'AV O Pai, ver "Av" e "Abba" HALACHÁ Leis Judaicas
HABESSORÁ [Hebr: ‫שוָֹרה‬
ׂ ְּ‫ ]הַב‬A palavra bessorá sig- HANANYAH Ananias;
nifica novidades, notícias, mensagem, um HANANYAH E SHAPPIRAH Ananias e Safira
comunicado que recebeu, sentido do grego HAMATVIL O imersor; Batista.
Evangelion. Boas Novas. Normalmente refe- HAMASHIACH Ver YESHUA HAMASHIACH e MASHIACH.
rente às boas novas de Yeshua HaMashiach. O Ungido.
HAELYON, EL ELYOn O Eterno Altíssimo HANOKH Enoque
HAFTORÁ ou HAFTARÁ [Hebr: ‫[ ]הפטרה‬plural HANUCÁ OU CHANUKÁ [do Hebraico Dedica-
haftarot ou hafTorás] é um trecho de ção]; Também faz-se referência à festa
texto dos Neviim (Os profetas) lidos na da dedicação ou festa das luzes
sinagogas geralmente após a leitura da HAR HAZEITIM ‫ הר הזיתים‬O Monte das Oliveiras
Parashat haShavua HASATAN o Adversário, o Satan
HAG'VURAH ou HAGVURÁ - "O Poder", eufemis- HASHACHAR Alvorecer
mo para designar o Eterno. Termo em HASHALIACH Emissário; Apóstolo
hebraico utilizado para representar a HASHEM [do hebraico ‫]םשה‬, significando O
majestade, ou poder, do Eterno. (Mt Nome. É uma forma para designar
26.64). Eterno dentro do judaísmo, fora do
HAGALIL [Hebr: ‫ ]הגליל‬Galileia, Galil contexto da reza ou da leitura pública
HALLEL [Hebr: ‫]ה ְלל‬
ַ [do hebraico ‫הלל‬, "Lou- do texto bíblico.
vor"] é de origem aramaica e significa HAVAH - CHAVA Eva
"cântico de louvor e exaltação a D'us", HAVAKUK Habacuque
músicas que celebram a vida; É uma HEILEL (Lúcifer, Samael)
oração judaica baseada em Tehilim HEILEL BEN-SHACHAR ‫ הילל בן שחר‬Estrela da ma-
(Salmos 113-118), que é utilizada como nhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva.
louvor e agradecimento, recitada pelos Também referido como Lúcifer, o anjo de
judeus nas festividades judaicas. luz, antes de ser expulso do céu. "portador

142
Glossário

de luz", representa a estrela da manhã (a nação de tudo isso, avaliada segundo a


estrela matutina), a estrela D'Alva. necessidade do momento.
HEVEL Abel HOREV Horebe, Sinai, Monte Horebe, Monte Sinai
HUTSPAH (‫)ח ְצפָּה‬.
ֻ Ousadia, audácia, insolên-
cia, coragem, atrevimento, ou a combi-

I
IGUERET (igeret) carta em Hebraico; epístola; IZEVEL Jezabel
epístula (latim); epistulé (Grego). Plural:
Igerot (Igrot)

K
K'FAR-NACHUM Cafarnaum KENEH OU QENÉH (‫ )קנה‬Canônico
KANAI [‫ ]קנאי‬Zelote - alguém que zela pelo KOHANIM Ver COHANIM
nome do Eterno KOHEN ver COHEN
KAPARAH Propiciação, expiação, Interces- KOHEN GADOL ver COHEN GADOL
são, mediação KEHILÁ Congregação, Comunidade
KAPPORETH ‫ כַּפֶֹּרת‬Tampa da Arca, Propiciató- KOL GOYIM Todas as Nações
rio, lugar de intercessão, Expiação. KOSHER (KASHER) A comida de acordo com a
KASHER Vide KOSHER lei judaica. Baseada na Torá.
KAYIM Caim KORBAN Ver CORBAN
KAYAFA Caifás KORBANOT Ver CORBANOT
KEDOSHIM Tornar Santo, Povo Santo, Santificação KASDIM Caldeus
KEFA Pedro

L
LASHON HARÁ (Hebr: ‫)לשון הרע‬, Lashon signi- má, ou língua maledicente. Fofoca.
fica língua e hará significa o mal/mau, LAVAN Labão
então a melhor tradução seria língua LEMEKH Lameque

M
MAASSER Dízimo Mashiach, or Moshia") Que significa o
MALAKHI [‫ ]מלאכי‬meu mensageiro, Malaquias. ungido. O Messias e traduzido para o
MALSHIN Acusador, informante, diabo. grego como Χριστός - Cristo.
MASHIACH (do hebraico mashiah, Moshiah, MATANAH (Pl. MATANOT) dom, dádiva

143
Glossário

M'NASHEH Menasheh Manassés mashal [provérbio, parábola] que literal-


METUSHELÁ Matuzalém mente significa "provérbios de".
MEZUZAH (Pl. MEZUZOT) Umbrais das portas MISHLEI SHLOMO Provérbios de Salomão.
MIKVÁ OU MIKVÉ [‫ ] ִמ ְקוָה‬É o nome dado à MISHCAN Santuário, Tabernáculo
imersão ritual em água utilizada no ju- MESHALIM Provérbios no plural (não se refe-
daísmo. imersão. rindo ao livro em si) forma plural sim-
MITSVÁ [em hebraico: ‫]מצוה‬: "Mandamento" ples de provérbio, parábola.
de ‫צוה‬, tsavá, "comando") MOA'VI Moabitas
MITSVOT [Hebr: ‫" ]מצוות‬Mandamentos"; MOLECH Moloque
plural, mitsvos ou mitsvot; plural de MOSHÊ Moshê
Mitsvá. MOSHIA Salvador
MISHLEI [Pr] Livro de Provérbios [provérbios MOSHIENU Nosso Salvador
de]. Forma plural construta da palavra MOSHIIM Salvadores

N
NAKDIMON Nicodemos NEVIIM [do hebraico ‫ ]נביאים‬ou Profetas; é o
NOACH Noé nome de uma das três seções do Tana-
NETILAT-YADAYIM Ritual de lavar as mãos. ch, estando entre a Torá e Kethuvim.

O
OLAM HAZÊ Este mundo OLAM RABÁ Mundo vindouro, reino Eterno,
Céu dos céus.

P
PAGA Intercessão P'RUSH Parush, Fariseu;
PAROKHET Cortina. Especificamente a que di- P'RUSHIM: Parushim Fariseus
vidia o Santo dos Santos do restante do P'LISHTI [Pl. P'LISHTIM] filisteu
Templo ou tabernáculo. PÊSSACH Páscoa judaica, páscoa bíblica
PURIM Festa de Purim.

R
RABBAN Título dado ao rabino superior escola de Hilel, que tiveram este título.
(presidente) do Sinédrio, da qual ele é o RABBANIM Rabinos
primeiro dos sete nomeados líderes da RABBI [Pl. RABBIS] Rabino, mestre

144
Glossário

RECHAVAM Roboão RUACH HAKODESH Espírito daquele que é San-


ROSH Cabeça, líder to, Espírito de D'us
RUACH ELOHIM Espírito de D'us
S
SANHEDRIN [Hebr: ‫ ]סנהדרין‬Sinédrio SHAVUOT (do hebraico semanas) Festa de
SANCHERIV Senaqueribe pentecostes, festa das semanas
S'DOM Sodoma SHEKEL [Hebr: ‫[ ]שקל‬Pl: shekels, sheqels,
SOFERIM [Hebr: ‫ ]סופרים‬Escribas, Especia- sheqalim, Hebr: ‫]שקלים‬, ou siclo em
listas da Torá português, refere-se a uma das mais
SHACHARIT [Hebr: ‫]ש ֲחִרת‬ַ é a Tefilá (oração) antigas unidades de peso, utilizada pos-
diária da manhã do povo judeu, um dos teriormente como nome da moeda cor-
três momentos de oração de cada dia. É rente do povo israelita. Este shekel pos-
o maior serviço diário, incluindo várias suía cerca de (11,4 gramas).
orações, mais do que os outros serviços SHEM Sem, filho de Noach
do dia; culto, liturgia SHEMITÁ [Hebr: ‫ ]שמיטה‬Literalmente "liberta-
SHALOM Paz. Paz dada por D'us; SHALOM ALEI- ção", também chamado de Ano Sabático
CHEM: Paz seja convosco SHEMOT Êxodo (Livro)
SHAPPIRAH Safira; HANANYAH E SHAPPIRAH = SHE'OL [‫ ]שאול‬correspondente ao hades, as ve-
Ananias e Safira zes traduzido por inferno e geena [do he-
SHAMOR VEZAHOR "Zachor" [recorda, lembra- braico ‫הנֹּם‬-‫ֶן‬
ִ ‫גֵיא ב‬, transl. Geh Ben-Hinom]
-te] " e "Shamor" [guarda] que são men- SHIM'ON Simão
cionadas nos dez mandamentos. SHOMRON Samaria, [de Shomron: samaritana(o)]
SHARÁTH Serviço, Ministério SUCOT Festa dos Tabernáculos/Festa das
SHAUL [Hebr:‫ ]שאול‬Saul, Apóstolo Paulo, Rabbi Shaul Cabanas

T
TALMID [Pl: TALMIDIM] Seguidor, discípulo, estudante; TEFILÁ [Pl: TEFILOT] Oração
TALMIDOT Discípulado TEHILIM Salmo, louvores.
TEFILIN [com raíz do hebraico TEFILÁ] Nome TERUMÁ ou TERUMAH Oferta
dado a duas caixas pretas, de couro, TESHUVÁ [Hebr: ‫תשובה‬, literalmente retorno]
que contêm pequenos rolos com passa- Conversão; é a prática de voltar às ori-
gens bíblicas em seu interior (Shemot gens do judaísmo. Também tem o senti-
[Êx] 13.1-16; Dt 6.4-9; l1.13-21). Durante do de se arrepender dos pecados de ma-
as orações na sinagoga, os homens fi- neira profunda e sincera. Aquele que
xam essas caixinhas no braço e na tes- passa pelo processo de Teshuvá com su-
ta, em obediência a Dt 6:8. São chama- cesso é chamado de Baal Teshuvá.
dos também de filactérios. Não deve TANAKH ou TANACH [Hebr: ‫ ]תנ״ך‬É um acrôni-
ser usado como adorno religioso (Mat- mo utilizado para denominar seu con-
tityahu [Mt] 23.5). junto de livros sagrados Torá, Nevii-

145
Glossário

n(profetas) Ketuvin (escritos) seníase), o significado moderno atribu-


TEVILÁ ou TEVILAH Imersão ou Batismo, Imer- ído à palavra "lepra".
são em água. TARF OU TREIF Alimento não Kosher (não
T'OMA Tomé. Kasher), A comida que não estiver de
TVERYAH (em hebraico: ‫ֶריָה‬ ְ‫ ) ְטב‬Tiberíades ou acordo com a lei judaica é chamada de
Tiberíade. treif ou treyf (em iídiche: ‫טרייף‬, do he-
TORÁ (TORAH) (do hebraico ‫תוָֹרה‬, ּ Torá signifi- braico |‫טֵר ָפה‬,
ְ transl. trfáh). Num sentido
cando lei, instrução, apontamento). Lei mais técnico, treif significa "proibido",
de D'us. É o nome dado aos cinco pri- "dilacerado" e se refere à carne que veio
meiros livros do Tanach (também cha- de qualquer animal que contenha algum
mados de Hamisha Humshei Torá, defeito que o torne impróprio para o
‫ חמשה חומשי תורה‬- as cinco partes da abatimento.
Torá) Chamada também de Lei de TZDUKIM Saduceus.
Moshê (Torat Moshê, ‫)תוַֹרת־מֹשֶׁה‬, ּ por ve- TSADIC Homem Justo.
zes o termo "Torá"; Torat Moshê [‫ּתוַֹרת־‬ TZADIKIM justos.
‫] מֹשֶׁה‬: lei de Moshê, também chamada TZAROT Mal, Aflições, problemas, preocupações
de lei mosaica nos termos acadêmicos. TZEDAKÁ [Pl: TZEDAKOT] Caridade, Oferta, fa-
TZARAAT lepra Doença de pele. De modo ge- zer Justiça, Justiça Social.
ral, não se trata do mal de Hansen (han-

V-Y-Z
VEACHAVTA LEREACHA KAMOCHA Amarás a teu YESHUA Jesus, O nome hebraico Yeshua [ַ‫יֵׁשוּע‬/‫]ישוע‬
próximo como a ti mesmo. é uma forma alternativa de YEHOSHUA, Josué, e
VAYIKRÁ "E chamou" em Hebraico, Livro de é o nome completo de Jesus
Levíticos. YESHUÁ Salvação
YARDEN Jordão. YETSER Hará/tov Inclinação para o mal/bem
YEHOSHAFAT Josafá YIBUM Levirato
YEHORAM Jeorão YITSAK ou YITSCHAK Isaque
YEHUDAH Judas; YOCHANAN João,
YEHUDAH DE K'RIOT: Judas Iscariotes. YOCHANAN HAMATVIL Yochanan o imersor,
YEHU Jéu. João Batista
YAKO'OV Jacó, correspondente em hebraico YOM HADIN Dia do Juízo
para Tiago. YOM HASHEM Dia do Eterno, Dia do Senhor-
YISHMAEL Ismael. Juízo
YERICHÓ Jericó. YOM KIPUR ou YOM HAKIPURIM Dia da Expia-
YESHIVÁ [HEBR: ‫[ ]ישיבה‬Pl: Yeshivot] é o nome ção
dado às instituições para estudo da YONAH Jonas
Torá e do Talmud dentro do judaísmo YOSHIYAHU Josias
YERUSHALAYIM Jerusalém. ZAKKAI Zaqueu
YESHAYAHU Isaías.
Fontes do glossário:WJAFC, ShalomAdventure, BJC, Chabad.org

146
Abreviações

Ag Hagai, Ageu Js Iehoshúa, Yhoshua, Josué


Am Amos, Amós Jz Shoftim, Juízes
Ap Revelação, Apocalipse Lm Eikhah, Lamentações
Cr Divrei-HaYamim (Alef, Bet), Crônicas (1Cr, 2Cr) Lv Vayikra, Vaicrá, Levítico
Ct Shir-HaShirim, Cântico dos Cânticos Ml Malakhi, Malaquias
Dn Daniel Mq Mihá, Mikhah, Miqueias
Dt Dvarim, Devarim, Deuteronômio Mt Mattityahu, Mateus
Ec Kohelet, Eclesiastes Na Nachum, Naum
Ed Ezrah, Esdras Ne Nechemyah, Neemias
Es Ester, Ester Ne Neemias
Êx Shemot ou Shmot, Êxodo Ob Ovadiá, Ovadyah, Obadias
Ez Yechezkel, Ezequiel Os Hoshea, Oseias
Gn Bereshit, Breshit, Gênesis Pd Kefa, Pedro (1Pd, 2Pd)
Hb Havacuc, Havakuk, Habacuque Pr Mishlei, Provérbios
Is Ieshaiáhu, Yeshayahu, Isaías Rs Mlakhim (Alef, Bet), Reis (1Rs, 2Rs)
Jd Yhudah, Judas Rt Rut, Rute
Jl Iôel, Yoel, Joel Sf Tsefaniá, Tzfanyah, Sofonias
Jn Ioná, Yonah, Jonas Sl Tehillim, Salmos
Jó Iyov, Jó Sm Shmuel (Alef, Bet), Samuel (1Sm, 2Sm)
Jo Yochanan, João (1Jo, 2Jo, 3Jo) Tg Yaakov, Tiago
Jr Yirmeyahu, Jeremias Zc Zehariá, Zkharyah, Zacarias

147
Horários Acendimento das Velas [ ], Pôr do Sol [ ] e Havdalá [ ] Velas após [-]

Belo Horizonte Campinas Curitiba Florianopolis Fortaleza


Parashá Data
MG SP PR SC CE

Sukkot 4/out 17:50 17:50 18:00 17:58 17:09

Pessach 5/out 18:44 18:58 20:08 19:07 18:17

17:36 17:51 18:01 17:59 17:08


6/out
Sukkot 17:54 18:09 18:19 18:17 17:26

7/out 18:45 18:59 19:09 19:08 18:16

Shmini Atseret 11/out 17:38 17:53 18:03 18:02 17:08

Simchat Torah 12/out 18:47 19:01 19:12 19:10 18:15

17:39 17:53 18:04 18:03 17:07


13/abr
1 Pessach 17:57 18:11 18:22 18:21 17:25

14/abr 18:47 19:02 19:13 19:11 18:15

18:41 18:57 19:08 19:07 17:07


20/abr
2 Shemini 18:59 19:15 19:26 19:25 17:25

21/abr 19:50 20:05 20:16 20:16 18:15

18:44 19:00 19:12 19:12 17:06


27/abr
Tzaria
3 19:02 19:18 19:30 19:30 17:24
Metsorá

28/abr 18:53 20:09 20:20 20:20 18:14

18:47 19:04 19:16 19:16 17:07


27/abr
Acharê
4 19:05 19:22 19:34 19:34 17:25
Kedoshim

28/abr 19:56 20:12 20:25 20:25 18:15

18:51 19:08 19:21 19:22 17:08


04/mai
5 Emor 19:09 19:26 19:39 19:40 17:26

05/mai 20:00 20:17 20:30 20:30 18:16

18:55 19:13 19:26 19:27 17:10


17/nov
6 Toldot 19:13 19:31 19:44 19:45 17:28

18/nov 20:04 20:21 20:35 20:36 18:18

19:00 19:18 19:31 19:33 17:12


24/nov
7 Vayetsê 19:18 19:36 19:49 19:51 17:30

25/nov 20:04 20:26 20:40 20:41 18:20

19:04 19:22 19:36 19:38 17:15


01/dez
8 Vayishlach 19:22 19:40 19:54 19:56 17:33

02/dez 20:13 20:31 20:45 20:47 18:23

19:09 19:27 19:41 19:43 17:18


08/dez
9 Vayeshev 19:27 19:45 19:59 20:01 17:36

09/dez 20:17 18:36 20:50 20:52 18:26

Chanucá | Dia 1 12/dez 20:19 20:38 20:52 20:54 18:28

Chanucá | Dia 2 13/dez 20:20 20:38 20:52 20:54 18:28

148
Acendimento das Velas [ ], Pôr do Sol [ ] e Havdalá [ ] Velas após [-] Horários

Belo Horizonte Campinas Curitiba Florianopolis Fortaleza


Parashá Data
MG SP PR SC CE

Chanucá | Dia 3 14/dez 20:20 20:39 20:53 20:55 18:29

Chanucá | Dia 4 19:13 19:31 19:46 19:48 17:21


15/dez
10 Mikets 19:31 19:49 20:04 20:06 17:39

Chanucá | Dia 5 16/dez 20:21 20:40 20:54 20:56 18:30

Chanucá | Dia 6 17/dez 20:22 20:40 20:55 20:57 18:30

Chanucá | Dia 7 18/dez 20:22 20:41 20:55 20:57 18:31

Chanucá | Dia 8 19/dez 20:23 20:42 20:56 20:58 18:31

19:16 19:35 19:49 19:51 17:25


22/dez
11 Vayigash 19:34 19:53 20:07 20:09 17:43

23/dez 20:25 20:43 20:58 21:00 18:33

19:19 19:38 19:52 19:54 17:28


29/dez
12 Vayechi 19:37 19:56 20:00 20:12 17:46

30/dez 20:28 20:46 21:00 20:02 18:37

149
Horários Acendimento das Velas [ ], Pôr do Sol [ ], Havdalá [ ] e Chanucá [ ]

Goiânia Manaus Refice Rio de Janeiro São Paulo


Parashá Data
GO AM PE RJ SP

Sukkot 4/out 17:56 17:34 16:56 17:35 17:49

Sukkot 5/out 19:04 18:42 18:03 18:43 18:57

17:57 17:34 16:55 17:35 17:49


6/out
Sukkot 18:15 17:52 17:13 17:53 18:07

7/out 19:05 18:42 18:03 18:44 18:58

Shmini Atseret 11/out 17:58 17:33 16:55 17:37 17:51

Simchat Torá 12/out 19:06 18:41 18:03 18:46 19:00

17:58 17:33 16:55 17:38 17:52


13/out
1 Bereshit 18:16 17:51 17:13 17:56 18:10

14/out 19:06 18:41 18:03 18:46 19:01

19:00 17:32 16:55 18:41 18:55


20/out
2 Noach 19:18 17:50 17:13 18:59 19:13

21/out 20:08 18:40 18:03 19:50 20:04

19:02 17:32 16:56 18:45 18:59


27/out
3 Lech-Lecha 19:20 17:50 17:14 19:03 19:17

28/out 20:10 18:40 18:04 19:53 20:08

19:05 17:32 16:57 18:48 19:03


03/nov
4 Vayera 19:23 17:50 17:15 19:06 19:21

04/nov 20:12 18:40 18:05 19:57 20:12

19:08 17:33 16:59 18:53 19:07


10/nov
5 Chayei Sara 19:26 17:51 17:17 19:11 19:25

11/nov 20:16 18:41 18:07 20:01 20:16

19:11 17:35 17:01 18:57 19:12


17/nov
6 Toldot 19:29 17:53 17:19 19:15 19:30

18/nov 20:20 18:43 18:09 20:06 20:21

19:15 17:37 17:04 19:02 19:17


24/nov
7 Vayetsei 19:33 17:55 17:22 19:20 19:35

25/nov 20:24 18:45 18:12 20:11 20:26

19:19 17:40 17:07 19:07 19:22


01/dez
8 Vayishlach 19:37 17:58 17:25 19:25 19:40

02/dez 20:28 18:48 18:16 20:16 20:31

19:24 17:43 17:11 19:12 19:27


08/dez
9 Vayeshev 19:42 18:01 17:29 19:30 18:45

09/dez 20:32 18:51 18:19 20:20 20:35

Chanucá | Dia 1 12/dez 20:34 18:53 18:21 20:22 20:37

Chanucá | Dia 2 13/dez 20:35 18:53 18:21 20:23 20:38

150
Acendimento das Velas [ ], Pôr do Sol [ ], Havdalá [ ] e Chanucá [ ] Horários

Goiânia Manaus Refice Rio de Janeiro São Paulo


Parashá Data
GO AM PE RJ SP

Chanucá | Dia 3 14/dez 20:35 18:54 18:22 20:23 20:38

Chanucá | Dia 4 19:28 17:46 17:14 19:16 19:31


15/dez
10 Mikets 19:46 18:06 17:32 19:34 19:49

Chanucá | Dia 5 16/dez 20:36 18:55 18:23 20:24 20:40

Chanucá | Dia 6 17/dez 20:37 18:55 18:23 20:25 20:40

Chanucá | Dia 7 18/dez 20:37 18:56 18:24 20:26 20:41

Chanucá | Dia 8 19/dez 20:38 18:56 18:24 20:26 20:41

19:31 17:50 17:18 19:20 19:35


22/dez
11 Vayigash 19:49 18:08 17:26 19:38 19:53

23/dez 20:40 18:58 18:26 20:28 20:43

19:34 17:53 17:21 19:22 19:38


29/dez
12 Vayechi 19:52 18:11 17:39 19:40 19:56

30/dez 20:43 19:02 18:29 20:31 20:46

151
Calendário

2019 | 5779 - 5780

Janeiro Fevereiro Março Abril


D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S
1 2 3 4 5 1 2 1 2 1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13
13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20
20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27
27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 24 25 26 27 28 29 30 28 29 30
20 Tu Bishvat 19 Purim Catan 31 19 Jejum de Ester | 20 Purim 20 a 27 Pessach

Maio Junho Julho Agosto


D S T Q Q S S D S T Q Q S S 31
30 D S T Q Q S S D S T Q Q S
1 2 3 4 1 1 2 3 4 5 6 1 2
5 6 7 8 9 10 11 2 3 4 5 6 7 8 7 8 9 10 11 12 13 4 5 6 7 8 9 10
12 13 14 15 16 17 18 9 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20 11 12 13 14 15 16 17
19 20 21 22 23 24 25 16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27 18 19 20 21 22 23 24
26 27 28 29 30 31 23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31 25 26 27 28 29 30 31
19 Pessach Sheni | 23 Lag Baomer 30 9 e 10 Shavuot 21 Jejum 11 Jejum

Setembro Outubro Novembro Dezembro


D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S
1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 1 2 1 2 3 4 5 6
8 9 10 11 12 13 14 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 22 23 24 25 26 27 28
29 30 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30 29 30 31
30 Rosh Hashaná 1 Rosh Hashaná | 9 Kipur | 14 a 22 Sucot 23 a 30 Chanucá
23 Shemini Atseret | 24 Simchat Torá

Nissan e Iyar

Abril
Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Shabat
‫יום ראשון‬ ‫יום שני‬ ‫יום שלישי‬ ‫יום דביעי‬ ‫יום חמישי‬ ‫יום שישי‬ ‫שבת‬

1 2 3 4 5 6 7
‫טז‬ ‫יז‬ ‫יח‬ ‫יט‬ ‫כ‬ ‫כא‬ ‫כב‬
16 17 18 19 20 21 22

Omer 1 Omer 2 Omer 3 Omer 4 Omer 5 Omer 6 Omer 7

Pessach II Pessach III Pessach IV Pessach V Pessach VI Pessach VII Pessach VIII

8 9 10 11 12 13 14
‫כג‬ ‫כד‬ ‫כה‬ ‫כו‬ ‫כז‬ ‫כח‬ ‫כט‬
23 24 25 26 27 28 29

Omer 8 Omer 9 Omer 10 Omer 11 Omer 12 Omer 13 Omer 14

Yom Hashoá Parashá Shemini

15 16 17 18 19 20 21
‫ל‬ ‫א‬ ‫ב‬ ‫ג‬ ‫ד‬ ‫ה‬ ‫ו‬
30 1 2 3 4 5 6
Omer 21
Omer 15 Omer 16 Omer 1 Omer 18 Omer 19 Omer 20
Parashá Tazria-
Rosh Chodesh Iyar Rosh Chodesh Iyar Yom Hazikaron Yom Haatzmaut Metsorá

22 23 24 25 26 27 28
‫ז‬ ‫ח‬ ‫ט‬ ‫י‬ ‫יא‬ ‫יב‬ ‫יג‬
7 8 9 10 11 12 13
Omer 2
Omer 22 Omer 23 Omer 24 Omer 25 Omer 26 Omer 27
Parashá Acharê-
Kedoshim

29 30
‫יד‬ ‫טו‬
14 15

Omer 29 Omer 30

Pessach Sheni

As festividades tem início sempre ao pôr do sol da véspera.

152
Calendário

Iyar e Sivan

Maio
Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Shabat
‫יום ראשון‬ ‫יום שני‬ ‫יום שלישי‬ ‫יום דביעי‬ ‫יום חמישי‬ ‫יום שישי‬ ‫שבת‬

1 2 3 4 5
‫טז‬ ‫יז‬ ‫יח‬ ‫יט‬ ‫כ‬
16 17 18 19 20

Omer 2 Omer 31 Omer 32 Omer 33 Omer 34 Omer 35

Lag BaOmer Parashá Emor

6 7 8 9 10 11 12
‫כא‬ ‫כב‬ ‫כג‬ ‫כד‬ ‫כה‬ ‫כו‬ ‫כז‬
21 22 23 24 25 26 27
Omer 42
Omer 36 Omer 37 Omer 38 Omer 39 Omer 40 Omer 41
Parashá Behar-
Bechucotai

13 14 15 16 17 18 19
‫כח‬ ‫כט‬ ‫א‬ ‫ב‬ ‫ג‬ ‫ד‬ ‫ה‬
28 29 1 2 3 4 5
Omer 49
Omer 43 Omer 44 Omer 45 Omer 46 Omer 47 Omer 48
Erev Shavuot
Yom Yerushalayim Rosh Chodesh Sivan Parashá Bamidbar

20 21 22 23 24 25 26
‫ו‬ ‫ז‬ ‫ח‬ ‫ט‬ ‫י‬ ‫יא‬ ‫יב‬
6 7 8 9 10 11 12

Shavuot I Shavuot II Parashá Nassô

27 28 29 30 31
‫יג‬ ‫יד‬ ‫טו‬ ‫טז‬ ‫יז‬
13 14 15 16 17

Sivan e Tamuz

Junho
Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Shabat
‫יום ראשון‬ ‫יום שני‬ ‫יום שלישי‬ ‫יום דביעי‬ ‫יום חמישי‬ ‫יום שישי‬ ‫שבת‬

1 2
‫יח‬ ‫יט‬
18 19

Parashá
Behaalotechá

3 4 5 6 7 8 9
‫כ‬ ‫כא‬ ‫כב‬ ‫כג‬ ‫כד‬ ‫כה‬ ‫כו‬
20 21 22 23 24 25 26

Parashá Shelach

10 11 12 13 14 15 16
‫כז‬ ‫כח‬ ‫כט‬ ‫ל‬ ‫א‬ ‫ב‬ ‫ג‬
27 28 29 30 1 2 3

Rosh Chodesh Tamuz Rosh Chodesh Tamuz Parashá Côrach

17 18 19 20 21 22 23
‫ד‬ ‫ה‬ ‫ו‬ ‫ז‬ ‫ח‬ ‫ט‬ ‫י‬
4 5 6 7 8 9 10

Parashá Chucat

24 25 26 27 28 29 30
‫יא‬ ‫יב‬ ‫יג‬ ‫יד‬ ‫טו‬ ‫טז‬ ‫יז‬
11 12 13 14 15 16 17

Parashá Balac

As festividades tem início sempre ao pôr do sol da véspera.

153
Bençãos Diversas

‫ברכות תורה‬
Bênção para estudo da Torá

Barechu et Adonai Bendizei ao Eterno, ‫ָבְּרכוּ ֶאת יהוה‬


hamevorach. que é bendito. ‫ַה ְ מבָֹר ְך‬

Baruch Adonai Bendito seja o Eterno, ‫רוּך יהוה‬ ְ ‫ָבּ‬


hamevorach que é bendito
ְ‫ַה ְ מבָֹרך‬
leolam vaed. para todo o sempre. ‫ָעד‬
ֶ ‫ְלעוֹלָם ו‬
Benção anterior à leitura Benção anterior à leitura ‫הברכה שלפני הקריאה׃‬

Baruch ata Adonai Bendito sejas Tu, Eterno, ‫רוּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ ‫ָבּ‬
Elohênu mélech nosso D'us, Rei do ְ‫ֱאלֹהֵֽינוּ מֶֽלֶך‬
haolam, asher universo, que nos ‫ָהעוֹלָם ֲאשֶׁר‬
báchar bánu escolheu dentre ‫ָֽחר בָּֽנוּ‬
ַ‫בּ‬
mikol haamim todos os povos e nos ‫ִמ ָכּל ָה ַע ִמּים‬
venátan lánu et torato. deste a Tua Torá. ‫תּוֹרתוֹ‬
ָ ‫ָתן ָלֽנוּ ֶאת‬ ַ ‫ְונ‬
Baruch ata Adonai, Bendito sejas Tu, Eterno, ‫רוּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ ‫ָבּ‬
noten hatora. que nos deste a Torá. ‫תּוֹרה‬
ָ ‫נוֹתן ַה‬ ֵ
Benção posterior à leitura Benção posterior à leitura ‫ברכה לאחר הקריאה׃‬

Baruch ata Adonai Bendito sejas Tu, Eterno, ‫רוּך ַא ָתּה יהוה‬ְ ‫ָבּ‬
Elohênu mélech nosso D'us, Rei do ְ ‫ֱאלֹהֵֽינוּ מֶֽל‬
‫ֶך‬
haolam, asher universo, que nos destes ‫ָהעוֹלָם ֲאשֶׁר‬
nátan lánu torat a Lei da verdade e ‫ֽתן ָלֽנוּ תּוַֹרת‬ ַ ‫ָנ‬
emet vechaie olam plantastes a vida ‫ֱא ֶמת ְו ַחיֵּי עוֹלָם‬
nata betochênu. eterna entre nós. ‫ָטע ְבּתוֹכֵֽנוּ‬ ַ‫נ‬
Baruch ata Adonai, Bendito sejas Tu, Eterno, ‫רוּך ַא ָתּה יהוה‬ְ ‫ָבּ‬
noten hatora. que nos deste a Torá. ‫תּוֹרה‬ָ ‫נוֹתן ַה‬ ֵ

‫ברכות ההפטרה‬
Bênção para estudo da Haftará (profetas)

Benção anterior à leitura Benção anterior à leitura ‫הברכה שלפני הקריאה׃‬

Baruch ata Adonai Bendito és Tu, Eterno, ‫ּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ ‫בָּרו‬
Elohênu mélech nosso D'us, Rei do ְ ‫ֱאלֹהֵֽינ ּו מֶֽל‬
‫ֶך‬
haolam, asher báchar universo, que escolhestes ‫ָֽחר‬
ַ ‫ָהעוֹלָם ֲאשֶׁר ב‬
bineviim tovim bons profetas ‫ׂבים‬ ִ ‫יאים טו‬ ִ ‫ְב‬ִ ‫ִבּנ‬
veratsa bedivrehem e que quisestes Suas ‫יהם‬ֶ ‫ְוָרצָא ְב ִד ְבֵר‬
haneemarim palavras ditas ‫ּא ָמִרים‬ ֱ ‫ַה ֶנ‬
beemet. verdadeiramente. ‫ֶבּ ֱא ֶ מת‬
Baruch ata Adonai, Bendito sejas Tu, Eterno, ‫ָבּרוּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ
habocher batora que escolhestes a Torá, ‫ׂחר ַבּ ּתוָׂרה‬ ֵ ‫ַה ּבו‬
uvemoshe avdo Teu servo Moshê, Teu ‫ֹשׂה ַע ְב ּדוֹ‬ ֶ ‫ּב מ‬ ְ‫ו‬
uveisrael amo uvinvie povo de Israel e profetas ‫יאי‬
ֵ ‫ְב‬
ִ ‫ּבנ‬
ִ ‫ְׂר ֵאל ַע ּמוֹ ו‬ ָ‫ּביִש‬ ְ‫ו‬
haemet vehatsédek. da verdade e da justiça. ‫ָה ֱא ֶמת ְו ֶצֶּדק‬

154
Bençãos Diversas

Benção posterior à leitura Benção posterior à leitura ‫ברכה לאחר הקריאה׃‬

Bendito és Tu, Eterno, ‫ּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ ‫ָבּרו‬


Baruch ata Adonai
nosso D'us, ְ ‫ֱאלהֵֽינ ּו מֶֽל‬
‫ֶך‬
Elohênu mélech
haolam, Rei do universo, ‫ָהעוֹלָם‬
tsur kol haolamim, rocha de todos os ‫צוּר ָכּל ָהעוֹ ָל ִמים‬
tsadik bechol hadorot, mundos, justo em todas as ‫ַדּיק ְבּ ָכל ַה ּדוֹרוֹת‬ ִ‫צ‬
hael haneeman, haomer gerações. D'us fiel que ‫אוֹמר‬
ֵ ‫ּא ָמן ָה‬ ֱ ‫ָה ֵאל ַה ֶנ‬
veosse, hamedaber realiza o que anuncia, que ‫עוֹשׂה ַה ְמַד ֵבּר‬ ֶ ‫ְו‬
umekaiem, shechol promete e cumpre, e que ‫שׁ ָכּל‬ ֶ ‫ּמ ַקיֵּם‬ ְ‫ו‬
devarav emet vatsédek. todas as Suas palavras são ‫ְדּ ָבָריו ֱא ֶמת ָו ֶצֶֽדק‬
Neeman ata hu Adonai verdade e justiça. Fiel és ‫ֶא ָמן ַא ָתּה הוּא יהוה‬ ֱ‫נ‬
Elohênu veneemanim Tu, ó Eterno, nosso D'us, ‫ֶא ָמנִים‬ ֱ ‫הֵינוּ ְונ‬ֽ ֹ‫ֱאל‬
e fiéis são as Tuas ָ ‫ְדּ ָבר‬
‫ֶֽיך ְוָד ָבר‬
devarêcha, vedavar
promessas, e nenhuma ָ ‫ֶא ָחד ִמ ְדּ ָבֶר‬
‫יך‬
echad midevarêcha
achor lo iashuv sequer das Tuas palavras ‫ָאחוֹר לא יָשׁוּב‬
jamais se tornará vã, ְ ‫יקם ִכּי ֵאל מֶֽל‬
‫ֶך‬ ָ ‫ֵר‬
rekam,ki El mélech
neeman verachaman pois és Eterno e Rei fiel e ‫ֶא ָמן ְוַר ֲח ָמן ָא ָתּה‬ ֱ‫נ‬
misericordioso. Bendito ‫רוּך ַא ָתּה‬ְ ‫ָבּ‬
áta. Baruch ata
Adonai, hael sejas Tu, Eterno, Eterno ‫יהוה ָה ֵאל‬
haneeman bechol que é fiel em todas as ‫ֶא ָמן ְבּ ָכל‬ ֱ ‫ַהנּ‬
devarav Suas palavras. ‫ְדּ ָבָריו‬

‫ברכות הברית החדשה‬


Bênção para estudo da Brit Hadashá

Benção anterior à leitura Benção anterior à leitura ‫הברכה שלפני הקריאה׃‬

Bendito és Tu, Eterno, ‫ּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ ‫בָּרו‬


Baruch ata Adonai
nosso D'us, Rei do ְ ‫ֱאלֹהֵֽינ ּו מֶֽל‬
‫ֶך‬
Elohênu mélech
haolam, asher natan universo, que deu-nos ‫ָֽחר‬ַ ‫ָהעוֹלָם ֲאשֶׁר ב‬
lánu Mashíach Yeshua, o Messias Yeshua ‫ישׁוּע‬
ַ ‫ֽׅיח‬
ַ ‫ָלֽנוּ ָמשׁ‬
vehadiberot shel habrit e os mandamentos da ‫שׁל ַה ְבּ ׅדית‬ ָ ‫ְו ַה ׅדבּרוֹת‬
Nova Aliança. Bendito ‫רוּך ַא ָתּה‬ְ ‫שׁה ָבּ‬ ָ ‫ַחָד‬
Hadashá. Baruch ata
Adonai noten habrit sejas Tu, Eterno, que nos ‫נוֹתן ַח ְבּרית‬ ֵ ‫יהוה‬
haHadashá. deste a Nova Aliança. ‫שׁה‬ ָ ‫ַה ַחָד‬
Benção posterior à leitura Benção posterior à leitura ‫ברכה לאחר הקריאה׃‬

Baruch ata Adonai Bendito és Tu, Eterno, nosso ‫רוּך ַא ָתּה יהוה‬ ְ ‫ָבּ‬
Elohênu mélech haolam, D'us, Rei do universo, ‫ֶך ָהעוֹלָם‬ְ ‫ֱאלֹהֵֽינ ּו מֶֽל‬
asher natan lánu que deu-nos a palavra da ‫ָֽחר ָלֽנוּ‬ַ ‫ֲאשֶׁר ב‬
hadevar haemet, verdade e plantou a vida ‫ָׅא ֶמת‬ֱ ‫ַה ְד ַבר ה‬
vechaie olam nata eterna em nosso meio. ‫ָטע‬ַ ‫ְו ַחיֵּי עוֹלָם נ‬
betochênu. Baruch ata Bendito sejas ְ ‫ְבּתוֹכֵֽנוּ ָבּ‬
‫רוּך ַא ָתּה‬
Adonai noten habrit Tu, Eterno, que nos deste ‫נוֹתן ַה ְבּׅרית‬ֵ ‫יהוה‬
haHadashá. a Nova Aliança. ‫הם‬ְ ‫שׁ‬ ָ ‫ַה ַחָד‬

155
CONGREGAÇÕES MEMBROS POPULAÇÃO
Divisão (Militar) 1 19 0
Do Atlântico 581 119.275 35.281.560
Canadense 384 69.545 36.255.000
Da Colúmbia 703 146.768 52.259.004

156
Dos Lagos 499 87.087 36.136.084
Central dos Estados Unidos 454 69.418 27.494.143
'R3DF¯ȴFR1RUWH 445 100.210 14.577.317
'R3DF¯ȴFR 710 225.820 53.244.305
Sul dos Estados Unidos 1.122 286.686 64.337.833
Sudoeste dos Estados Unidos 572 114.989 40.625.754
Missão Guam-Micronésia 22 5.500 424.000
TOTAL 5.493 1.225.317 360.605.000

PROJETOS
1 &HQWUR1RYD9LGDQD(VFROD$GYHQWLVWD
,QG¯JHQDGH+ROEURRN$UL]RQD
1RYDVLQVWDOD©·HVSDUDD(VFROD$GYHQWLVWD
DIVISÃO

2 “Mamawi Atosketan” dedicada ao trabalho


FRPQDWLYRVHP$OEHUWD&DQDG£
(VFROD$GYHQWLVWD(EH\H
3
QD,OKDGH(EH\HQDV,OKDV0DUVKDOO
CANADÁ

Estados Federados 3
Guam da Micronésia
Ilhas Marshall

Ottawa

ESTADOS UNIDOS
Norte-Americana

:DVKLQJWRQ'&
Oceano
Atlântico
1
BERMUDAS

ILHAS MIDWAY
BAHAMAS
MÉXICO
ILHAS JOHNSON Oceano
3DF¯ȲFR

O fim dos dias | Acharit Hayamim | ‫אחרית הימים‬