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PODER JUDICIÁRIO

PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível APELAÇÃO CÍVEL Nº 25683-69.2014.8.09.0051
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível APELAÇÃO CÍVEL Nº 25683-69.2014.8.09.0051
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível APELAÇÃO CÍVEL Nº 25683-69.2014.8.09.0051

Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

APELAÇÃO CÍVEL Nº 25683-69.2014.8.09.0051 (201490256830)

COMARCA GOIÂNIA APELANTE JÉSSICA VIEIRA DA SILVEIRA CARVALHO

RELATOR

DR. DELINTRO BELO DE ALMEIDA FILHO

REDATOR

JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO EM SEGUNDO GRAU DES. OLAVO JUNQUEIRA DE ANDRADE

VOTO PREVALECENTE

Sustentação oral do n. Advogado Dr. João Batista Fagundes, pela Apelante.

Na sessão realizada no dia 29/09/2016, o eminente Relator, Dr. Delintro Belo de Almeida Filho , MM. Juiz de Direito Substituto em Segundo Grau , em substituição ao em. Des. Geraldo Gonçalves da Costa, proferiu brilhante Voto, como lhe é peculiar, no que foi acompanhado pelo em. Revisor, Des. Francisco Vildon José Valente, na Sessão realizada no dia 13/10/2016, no sentido de conhecer e desprover o recurso de apelação : “Ante o exposto, conheço do recurso de apelação e nego-lhe provimento , mantendo, por

consequência, inalterada a sentença. ”

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível Ante a complexidade das
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

Ante

a complexidade das questões em

debate, pedi vista, para melhor exame; e, agora, estou a declarar o meu voto.

Com a máxima vênia ao entendimento do em. Relator, Dr. Delintro Belo de Almeida Filho, MM. Juiz de Direito Substituto em Segundo Grau , ouso dele divergir; ressaltando, que, na Sessão realizada no dia 03/11/2016, fui acompanhado pelo em. Revisor, Des. Francisco Vildon José Valente, que refluiu de seu posicionamento anterior.

Ante a divergência, o processo foi incluído na pauta desta data (15/12/2016), conf. artigo 942 do CPC/15 e extrato da respectiva ata, tendo sido sorteado para integrar a Turma, o em. Des. Norival Santomé.

Divergiu, pelo desprovimento da apelação, o Dr. Delintro Belo de Almeida Filho, MM. Juiz de Direito Substituto em Segundo Grau, em substituição ao em. Des. Geraldo Gonçalves da Costa.

Presentes

os

pressupostos

de

admissibilidade recursal, conheço da apelação.

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível Conf. relatado, trata-se de
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

Conf.

relatado,

trata-se

de

recurso de

apelação (fls. 66/71) interposto, em 10/05/2016, por JÉSSICA

VIEIRA DA SILVEIRA CARVALHO

da

sentença

(fls.

54/63)

prolatada, em 27/04/2016, pelo MM. Juiz de Direito da 3ª Vara de Família e Sucessões desta Comarca de Goiânia, Dr. William Fabian, nos autos da “ação de retificação de registro civil”, julgando

improcedente o pedido: “Ao teor do exposto, JULGO IMPROCEDENTES os pedidos formulados na inicial, extinguindo o presente feito com resolução do mérito, com base no artigo 487, I, do NCPC. ”

A

controvérsia

consiste

e m

verificar

a

viabilidade da Apelante/A. retificar seu registro civil, alterando o sexo, de feminino para masculino, bem como seu prenome, independentemente, da cirurgia de transgenitalização.

Ressai das razões da Apelante/A. que ela não se identifica como pessoa do sexo feminino, sendo reconhecida no âmbito de suas relações interpessoais como Gabriel; ressalta, que passa por constrangimento toda vez que tem que se identificar com o nome que lhe foi dado: “A manutenção da identificação feminina nos documentos da Requerente representa constrangimento. A mudança de nome pleiteada previne que a transexual seja desrespeitada, ou seja, alvo de preconceito.” (F. 03.)

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível Como dito, in casu
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Como

dito,

in

casu ,

a Apelante/A. sofre

desconforto, pelo fato de ser obrigada a adotar identidade feminina, em razão do seu sexo anatômico, o que destoa de sua identidade de gênero psicológica.

Com a máxima vênia ao entendimento do em. Relator, Dr. Delintro Belo de Almeida Filho , MM. Juiz de Direito Substituto em Segundo Grau , ouso dele divergir, porquanto entendo ser imperioso à autorização para o transexual promover a alteração do nome e do sexo constante em seu registro civil , ainda que não tenha realizado a cirurgia de transgenitalização.

Esta situação peculiar é explicada como "O Transtorno de identidade de gênero é um transtorno de ordem psicológica e médica, segundo a maioria dos autores, sendo uma condição em que a pessoa nasce com o sexo biológico de um sexo, mas se identifica com os indivíduos pertencentes ao gênero oposto, e considera isso como desarmônico e profundamente desconfortante. É um desejo de viver e ser aceito

enquanto pessoa do sexo oposto.” (VIEIRA, Tereza Rodrigues. Nome e sexo:

mudanças

no

Registro

Civil,

São

Paulo: Editora Revista dos

Tribunais, 2008:221.)

 
 

Através

da

Portaria

nº 1.652/02,

notadamente, art. 3º, o Conselho Federal de

Medicina fixou as

seguintes características mínimas para enquadrar alguém como

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível transexual: a) desconforto com
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transexual: a) desconforto com o sexo anatômico natural; b) desejo expresso de eliminar as genitálias, de perder as características primárias e secundárias do próprio sexo e de ganhar aquelas do sexo oposto; c) permanência desses distúrbios de forma contínua e consistente pelo prazo de dois anos, no mínimo; d) ausência de outros transtornos mentais.

Na hipótese, discute-se o sexo jurídico da Apelante/A., hoje constante como feminino. Cediço que as possibilidades de alteração de registro previstas pela Lei n.º 6.015/73, são restritivas e excepcionais, visando preservar o princípio da segurança jurídica.

O

art.

58

da

Lei de Registros Públicos

dispõe: “Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por

apelidos públicos notórios.” Contudo, o art. 57 da Lei de Registros Públicos permite a alteração do nome, desde que seja feita “por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público.”; o parágrafo único deste

dispositivo, prevê: “A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz competente, ouvido o Ministério Público.”

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível Destarte, a Lei de
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Destarte, a Lei de Registros Públicos prevê a possibilidade de alteração do registro civil nas hipóteses de transtornos e situações vexatórias. Dessa forma, a mera discordância com o sexo anatômico (natural) não é, por si só, elemento suficiente a amparar pedido de retificação de designação do sexo e do prenome constante no registro civil.

Contudo, a importância do nome decorre do

fato

de

que

é

através dele que todo e qualquer indivíduo se

identifica, além

de

ser

a

forma em

que

é

individualizado na

sociedade.

 
 

Cediço

que

a igualdade de tratamento

encontra-se esculpida no caput do art. 5º da Constituição Federal:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”

Ademais, a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil (Art. 3º, inc. IV, CF).

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível De igual sorte, a
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De igual sorte, a preservação da dignidade humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conf. previsão do art. 1º, inc. III, da Constituição Federal.

O princípio da igualdade proíbe o tratamento discriminatório; daí, inegável que, no exercício de sua liberdade, o transexual busque o seu direito à liberdade e à dignidade consistente na retificação do seu nome e sexo.

Ora, indiscutível que o transexual enfrenta diversos constrangimentos, no seu cotidiano; não podendo o Poder Judiciário ignorar tal situação, sob pena de fechar o olhar para nítida violação ao princípio da dignidade humana.

A propósito, em caso análogo, elucidou a em. Ministra Nancy Andrighi:

“(…) A afirmação da identidade sexual, compreendida pela identidade humana, encerra a realização da dignidade, no que tange à possibilidade de expressar todos os atributos e características do gênero imanente a cada pessoa. Para o transexual, ter uma vida digna importa em ver reconhecida a sua identidade sexual, sob a ótica psicossocial, a refletir a verdade real por ele vivenciada e que se reflete na sociedade. (…) Em última análise, afirmar a dignidade humana significa para cada um manifestar sua verdadeira identidade, o que inclui o reconhecimento da real identidade sexual , em respeito à pessoa humana

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível como valor absoluto. (…)
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

como valor absoluto. (…) - Assegurar ao transexual o exercício pleno de sua verdadeira identidade sexual consolida, sobretudo, o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, cuja tutela consiste em promover o desenvolvimento do ser humano sob todos os aspectos, garantindo que ele não seja desrespeitado tampouco violentado em sua integridade psicofísica. Poderá, dessa forma, o redesignado exercer, em amplitude, seus direitos civis, sem restrições de cunho discriminatório ou de intolerância, alçando sua autonomia privada em patamar de igualdade para com os demais integrantes da vida civil. A liberdade se refletirá na seara doméstica, profissional e social do recorrente, que terá, após longos anos de sofrimentos, constrangimentos, frustrações e dissabores, enfim, uma vida plena e digna.” (REsp 1008398/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/10/2009, DJe 18/11/2009.) Negritei.

Sobre a matéria, leciona Edvaldo Souza

Couto:

"(…) existem diferentes conceitos de transexualidade. Eles têm em comum a incompatibilidade da conformação genital com a identidade psicológica no mesmo indivíduo. O transexual é aquele que recusa totalmente o sexo que lhe foi atribuído civilmente. Identifica-se psicologicamente com o sexo oposto, embora biologicamente não seja portador de nenhuma anomalia. Geralmente possui genitália perfeita, interna e externa, de um único sexo mas a nível psicológico responde a estímulos de outro. Costumam considerar-se um 'erro da natureza'. Segundo a Associação Paulista de Medicina, transexual é o indivíduo com identidade psicossexual oposta a seus órgãos genitais externos, com o desejo compulsivo de mudança destes. Neste quadro, as principais características da transexualidade são: a) a

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível convicção de pertencer a
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convicção de pertencer a outro sexo; b) aversão pelos atributos genitais dados pela natureza e c) o interesse pela adequação dos genitais." ( in: Transexualidade - o corpo em mutação, Salvador: Editora GGB, 1999, p. 26.)

Acrescenta Elizabeth Zambrano:

“(

...

).

O senso comum considera que uma pessoa, ao ser

classificada como homem ou mulher (sexo biológico), terá, naturalmente, o sentimento e o comportamento masculino ou feminino (identidade/papel de gênero) e o seu desejo sexual será dirigido para pessoas do sexo e/ou gênero diferente do seu (orientação heterossexual). Esses três elementos – sexo, gênero e orientação - são pensados, em nossa cultura, como estando sempre combinados de uma mesma maneira - homem masculino heterossexual ou mulher feminina heterossexual. É possível, entretanto, inúmeras combinações entre eles. Uma delas é a homossexualidade, termo referente a pessoas que praticam sexo com pessoas do mesmo sexo. Essas pessoas têm orientação sexual diferente da esperada para o seu sexo e gênero, mas isso, não necessariamente, indica uma mudança de 'identidade de gênero'. Elas não se percebem nem são percebidas pelos outros como de um gênero (masculino ou feminino) diferente do seu sexo (homem ou mulher), mesmo com comportamentos considerados ambíguos (homem afeminado ou mulher masculinizada). Já homens que fazem uso de roupas e modificações corporais para se parecer com uma mulher, sem buscar uma troca de sexo cirúrgica são considerados travestis. Travestis, aceitando seu corpo biológico de homem (embora modificado, às vezes, pelo uso de hormônios femininos e/ou implantes de silicone) e se percebendo como mulheres, reivindicam a manutenção dessa ambigüidade corporal, considerando-se, simultaneamente, homens e mulheres; ou se vêem 'entre os dois sexos' nem

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível homens, nem mulheres. Todos,
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homens, nem mulheres. Todos, porém, se percebem como tendo uma identidade de gênero feminina. Outra combinação possível diz respeito aos transexuais, pessoas que afirmam ser de um sexo diferente do seu sexo corporal e fazem demanda de 'mudança de sexo' dirigida ao sistema médico e judiciário. É muito comum homossexuais, travestis e transexuais serem percebidos como fazendo parte de um mesmo grupo, numa confusão entre a orientação sexual (homossexualidade, heterossexualidade, bissexualidade) e as 'identidades de gênero' (homens masculinos, mulheres femininas, travestis, transexuais femininos e masculinos, entre outras). Todos os indivíduos que reivindicam um gênero que não apoiado no seu sexo podem ser chamados de 'transgênero'. Estariam incluídos aí, além de transexuais que realizaram cirurgia de troca de sexo, travestis que reconhecem seu sexo biológico, mas têm o seu gênero identificado como feminino; travestis que dizem pertencer a ambos os sexos/gêneros e transexuais masculinos e femininos que se percebem como homens ou mulheres mas não querem fazer cirurgia. A classificação de suas práticas sexuais como homo ou heterossexuais estará na dependência da categoria que estiver sendo considerada pelo indivíduo como a definidora de sua identidade (o sexo ou o gênero). (in Lima, Antônio Carlos de Souza (org.), Antropologia e Direito: Bases Para um Diálogo Interdisciplinar; Brasília, Associação Brasileira de Antropologia, 2007.)

Nesta análise, visando amoldar a situação vivenciada pela Apelante/A. aos paradigmas acima citados, valho- me de bem-postos apontamentos do i. Psicólogo, Dr. Wadson Arantes Gama, CRP09/1523, quando da conclusão do laudo psicológico de fls. 41/42:

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “Percebe-se no momento que
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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “Percebe-se no momento que

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“Percebe-se no momento que a referida paciente apresenta-se este conflito de gênero e identidade sexual demonstrando claras características da transexualidade. Diante da avaliação presente, entende-se que a troca do nome trará conforto psicológico e maior congruência em sua vida intima e social.”

Ressalte-se,

que

a

foto

constante

no

documento “RG” da Apelante/A., conf. se vê à f. 07, evidencia traços masculinos, corroborando a necessidade de alteração do prenome e do designativo de sexo, visando evitar possíveis circunstâncias vexatórias e constrangedoras ao ter que se apresentar como “mulher”.

Deveras: O reconhecimento judicial do direito dos transexuais à alteração de seu prenome conforme o sentimento que eles têm de si mesmos, ainda que não tenham se submetido à cirurgia de transgenitalização , é medida que se revela em consonância com o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Presentes as condições da ação e afigurando-se indispensável o regular processamento do feito, com instrução probatória exauriente, para a correta solução da presente controvérsia,

impõe-se a cassação da sentença.” (TJ-MG, Ap. Cív. 1.0521.13.010479-2, Rel.

Des.

Edilson

Fernandes,

07/05/2014.) Negritei.

Câmara Cível, Publicado em

A propósito, jurisprudências do eg. Tribunal

do Rio Grande do Sul:

PODER JUDICIÁRIO

PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “APELAÇÃO CÍVEL. REGISTRO CIVIL.
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “APELAÇÃO CÍVEL. REGISTRO CIVIL.
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “APELAÇÃO CÍVEL. REGISTRO CIVIL.

Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

“APELAÇÃO CÍVEL. REGISTRO CIVIL. ALTERAÇÃO. MUDANÇA DE PRENOME E DE SEXO. CIRURGIA DE TRANSGENITALIZAÇÃO. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. SENTENÇA

MANTIDA. É cabível a alteração do prenome e do designativo de gênero/sexo no registro civil, independentemente de realização de cirurgia de

transgenitalização , quando comprovada cabalmente a identidade de gênero diferente do denominado quando do nascimento. Identificação psicológica que se sobrepõe à morfológica, em atenção ao comportamento e à identificação existentes, e em afirmação à dignidade da pessoa humana. Precedentes do STJ e desta Corte de Justiça. APELAÇÃO DESPROVIDA.” (Apelação Cível Nº 70069514883, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Moreira Lins Pastl, Julgado em 30/06/2016.) Negritei.

“Apelação. Retificação de registro civil. Transexualismo. Travestismo. Alteração de prenome independentemente da realização de cirurgia de transgenitalização. Direito à identidade pessoal e à dignidade. A demonstração de que as características físicas e psíquicas do indivíduo, que se apresenta como mulher, não estão em conformidade com as características que o seu nome masculino representa coletiva e individualmente são suficientes para determinar a sua alteração. A distinção entre transexualidade e travestismo não é requisito para a efetivação do direito à dignidade. Tais fatos autorizam, mesmo sem a realização da cirurgia de transgenitalização, a retificação do nome da requerente para conformá-lo com a sua identidade social. Deram provimento.” (TJRS, AC 70030504070, 8ª C. Cív., Rel. Des. Rui Portanova, j. 29/10/2009.) Negritei.

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível No mesmo sentido, precedentes
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

No

mesmo

sentido,

precedentes

dos

egrégios Tribunais de Justiça de São Paulo e do Distrito Federal:

"APELAÇÃO CÍVEL. Ação de retificação de registro civil. Autor transexual almeja que seu nome social feminino substitua o nome masculino oficialmente registrado. Sentença de extinção do feito, por falta de interesse processual, a exigir submissão a procedimento cirúrgico de redesignação de sexo, como condição para alteração do registro civil. Apelo do autor. Conjunto probatório apto a demonstrar tratar-se de pessoa transexual, não identificada com o sexo masculino, que aguarda fila para realização de cirurgia de mudança de sexo. Não apenas tem a pessoa natural direito ao nome que lhe é dado no momento do nascimento para identificá-la, como também tem direito ao nome com o qual se identifique, e do qual não advenham constrangimentos. Apego às regras estanques da imutabilidade e indisponibilidade do nome não podem servir de justificativa para limitar direito fundamental do indivíduo transexual à fruição plena de sua cidadania, sob pena de violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Se, por prevalência de princípio constitucional, admite-se a relativização das normas registrais, não se pode condicionar esta relativização à realização de procedimento cirúrgico de transgenitalização, o que significaria a instituição de requisito discriminatório, a forçar indivíduos a realizar interferências cirúrgicas no próprio corpo, nem sempre desejadas. Precedentes desta Câmara e Tribunal. Sentença reformada, para permitir a alteração do registro civil e substituição do prenome masculino. Recurso provido." (TJSP, APL 00013606920148260457 SP 0001360- 69.2014.8.26.0457, Relatora: Viviani Nicolau, 3ª Câmara de Direito Privado, julgado em 11/08/2015.)

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “CONSTITUCIONAL. REGISTRO CIVIL DE
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível “CONSTITUCIONAL. REGISTRO CIVIL DE
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

“CONSTITUCIONAL. REGISTRO CIVIL DE NASCIMENTO. ALTERAÇÃO. DESIGNATIVO. SEXO. TRANSEXUAL. NÃO SUBMETIDO À CIRURGIA DE REDESIGNAÇÃO SEXUAL. DIGNIDADE. PESSOA. HUMANA 1. Os direitos e garantias fundamentais são desdobramentos imediatos dos princípios fundamentais, previstos na Magna Carta. O art. 5º, X, da Constituição Federal elenca os direitos que compõem a integridade moral que deve ser respeitada assim como as demais características da pessoa. 2. O reconhecimento judicial do direito dos transexuais à alteração de seu prenome e da designação sexual constante de seus assentos de registro civil, conforme o sentimento/entendimento que possuem de si mesmos, ainda que não tenham se submetido à cirurgia de transgenitalização, é um meio de garantir o cumprimento e a efetividade do princípio da dignidade da pessoa humana, da intimidade, da personalidade e da cidadania, além de ser uma forma de integrá-lo à sociedade. 3. Conclui-se com facilidade que os elementos identificadores do sexo não podem ser limitados à conformação da genitália do indivíduo ou ao sexo eminentemente biológico, pois outros fatores devem ser considerados, como: o psicológico, cultural e social, para a correta caracterização sexual. 4. Recurso conhecido e provido.” (TJDF, APC 20130710313876, Relatora: Maria de Lourdes Abreu, 5ª Turma Cível, julgado em 02/09/2015.)

Inclusive,

esta

é

a

orientação

do

em.

Corregedor do c. Conselho Nacional de Justiça, Ministro João Otávio de Noronha, conf. notícia extraída do sitio do aludido Órgão:

O corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, entende que não é exigida cirurgia de

mudança de sexo para alterar o nome no registro civil , como já decidiu o CNJ em julgamentos passados. A

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível afirmação foi feita em
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afirmação foi feita em decisão desta terça-feira (4/10) ao pedido liminar da Defensoria Pública da União que afirma que magistrados e cartórios estão condicionando a retificação do registro civil à realização da cirurgia de redesignação sexual. Dessa forma, o corregedor nacional determinou que as corregedorias dos Tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal e os cartórios têm até 15 dias para

informarem expressamente se a não exigência da cirurgia já foi objeto de regulamentação, bem como se está havendo problemas quanto a isso, como alega a Defensoria Pública da União.” (http:www.cnj.com.br/noticias/cnj/83610-cirurgia-

para-mudar-sexo-em-registro-civil-nao-e-necessaria-diz-

corregedor.) Acesso em 26/10/2016. Negritei.

Aqui, reporto-me ao bem-posto Parecer (fls. 80/89) da lavra da d. Procuradoria-Geral de Justiça, por seu n. Representante, Dr. Wellington de Oliveira Costa ; transcrevendo a seguinte parte; incluindo-a, nesta fundamentação, com a devida vênia desse i. Subscritor:

“Ora, os elementos identificadores do sexo não podem ser limitados à conformação da genitália do indivíduo, haja vista a importância que o nome e a designação sexual têm no âmbito de aspectos evidentemente mais importantes, como o equilíbrio psicológico da pessoa, a sua saúde, as suas relações culturais e sociais, a formação de sua personalidade, dentre outros. Observa-se, assim, que a alteração do prenome e do designativo de sexo no registro civil da pessoa transexual representa meio de se efetivar o princípio da dignidade da pessoa humana. (…)

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível Verifica-se, ainda, que não
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Verifica-se, ainda, que não pesa em desfavor do Apelante qualquer investigação ou processo criminal, o que demonstra que o interesse na alteração dos registros civis não possui

fins de ocultação.” (Fls. 86/87.)

Recentemente, em 11.p.p. (11/10/2016), o

em. Ministro Luís Felipe Salomão, do colendo STJ, votou a favor da possibilidade de um transexual mudar o sexo registrado em sua identidade civil, sem necessidade de realizar uma cirurgia de mudança de sexo. O julgamento deste recurso foi interrompido ante o pedido de vista do em. Ministro Raul Araújo.

(http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/10/transexual-

pode-mudar-sexo-no-rg-mesmo-sem-cirurgia-defende-relator.html. Acesso em 26/10/2016.)

Nesse toar, tramita, no excelso STF, o RE nº 670.422, que, igualmente, trata da possibilidade de alteração de gênero, independentemente, da realização de cirurgia de

redesignação de sexo; cujo Relator, em. Ministro Dias Toffoli , destacou: "As matérias suscitadas no recurso extraordinário, relativas à necessidade ou não de cirurgia de transgenitalização para alteração nos assentos do registro civil, o conteúdo jurídico do direito à autodeterminação sexual, bem como a possibilidade jurídica ou não de se utilizar o termo transexual no registro civil, são dotadas de natureza constitucional, uma vez que expõe os limites da convivência entre os direitos fundamentais como os da personalidade, da dignidade da pessoa humana, da intimidade, da saúde, entre outros de um lado, com os

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PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível princípios da publicidade e
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

princípios da publicidade e da veracidade dos registros públicos de outro ."

Concluo, pois, que, no caso, não permitir a mudança do sexo e do prenome no registro civil com fundamento, unicamente, na ausência de cirurgia de transgenitalização, à evidência, viola os princípios da dignidade e da liberdade.

Do exposto, conhecido do recurso de apelação, discordando do entendimento do em. Relator, voto pelo provimento da apelação, para, reformando a r. sentença, julgar procedente a pretensão da Apelante/A., alterando-se o designativo de sexo, de “feminino” para “masculino”, e do prenome, de “JÉSSICA” para “GABRIEL”, constantes em seu assento de nascimento.

É o voto.

Goiânia, 15 de dezembro de 2 016.

Des. Olavo Junqueira de Andrade Redator

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PODER JUDICIÁRIO

PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível APELAÇÃO CÍVEL Nº 25683-69.2014.8.09.0051
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Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

APELAÇÃO CÍVEL Nº 25683-69.2014.8.09.0051 (201490256830)

COMARCA GOIÂNIA APELANTE JÉSSICA VIEIRA DA SILVEIRA CARVALHO

RELATOR

DR. DELINTRO BELO DE ALMEIDA FILHO

REDATOR

JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO EM SEGUNDO GRAU DES. OLAVO JUNQUEIRA DE ANDRADE

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE REGISTRO CIVIL. TRANSEXUAL. ALTERAÇÃO DE SEXO E DE PRENOME. AUSÊNCIA DE CIRURGIA DE REDESIGNAÇÃO. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA DIGNIDADE, INTIMIDADE E LIBERDADE. 1. O

reconhecimento judicial do direito do transexual promover à alteração do prenome e da designação sexual constante de seus assentos de registro civil, conforme sua identidade de gênero psicológica, ainda que não tenha se submetido à cirurgia de transgenitalização, visa garantir o cumprimento e a efetividade dos princípios da dignidade, intimidade e liberdade. 2. Ademais, os elementos identificadores do sexo não podem ser limitados ao sexo anatômico (biológico), havendo de serem considerados outros fatores, como: o psicológico, cultural e social, objetivando refletir a verdade real vivenciada pelo transexual, integrando-o na sociedade.

APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. SENTENÇA REFORMADA.

ACÓRDÃO

VISTOS, relatados e discutidos os presentes

PODER JUDICIÁRIO

PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível autos de APELAÇÃO (201490256830).
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível autos de APELAÇÃO (201490256830).
PODER JUDICIÁRIO Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível autos de APELAÇÃO (201490256830).

Gabinete do Desembargador Olavo Junqueira de Andrade 5ª Câmara Cível

autos

de

APELAÇÃO

(201490256830).

CÍVEL

25683-69.2014.8.09.0051

ACORDAM os integrantes da Quarta Turma Julgadora da Quinta Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por maioria, em CONHECER DO RECURSO E PROVÊ-LO, nos termos do voto do Relator.

VOTARAM, além do Relator, o Desembargador Francisco Vildon José Valente, o Redator, o Desembargador Alan S. de Sena Conceição e o Desembargador Norival Santomé.

Presidiu a sessão o Desembargador Alan S. de

Sena Conceição.

Presente o Procurador de Justiça Dr. Wellington

de Oliveira Costa.

Goiânia, 15 de dezembro de 2 016.

Des. Olavo Junqueira de Andrade

Redator