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DECIDE:

Article 1 : tK

La présente décision a pour objet la mise en œuvre des quatre (04) Normes
Algériennes d'Audit ci-après :

- L a N o r m e A l g é r i e n n e d'Audit 3 0 0 «Planification d'un audit d'états financiers» ;


- la N o r m e A l g é r i e n n e d ' A u d i t 5 0 0 « E l é m e n t s p r o b a n t s » ;
- la N o r m e A l g é r i e n n e d ' A u d i t 5 1 0 « M i s s i o n s d ' a u d i t i n i t i a l e s - s o l d e s d ' o u v e r t u r e » ;
- la N o r m e A l g é r i e n n e d ' A u d i t 7 0 0 « F o n d e m e n t s d e l ' o p i n i o n et r a p p o r t d ' a u d i t s u r
des états financiers».

Article 2 :

L e s N o r m e s A l g é r i e n n e s d ' A u d i t d e s é t a t s f i n a n c i e r s , a n n e x é e s à la p r é s e n t e d é c i s i o n ,
visent toutes les f o r m e s d e m i s s i o n s d'audit qu'elles soient légales ou contractuelles.

Article 3 :

L a présente décision s e r a publiée a u Bulletin Officiel du Ministère d e s F i n a n c e s ,

Fait à Alger, l e ' f V OCti 2016

L E MINISTRE DES FINANCES


CONSEIL NATIONAL D E L
COMPTABILITE

Norme Algérienne d'Audit 300

«Planification d ' u n a u d i t d'états financiers»


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PLANIFICATION D'UN AUDIT D ' E T A T S F I N A N C I E R ^ S ^ r ^ W

Sommaire

I. Introduction , 3

1 - 1 - C h a m p d'application 3

1-2- Objet et c a l e n d r i e r de la planification ...........3

1- 3- Planification d e la m i s s i o n d'audit ,..,,..4

II. Objectif visé p a r l'auditeur et organisation d e la mission ...4

2 ^ 1 - S t r a t é g i e d'audit ; ,......,.4

2- 2- P r o g r a m m e d e travail ••• 4

2 -3- M o d i f i c a t i o n s apportées à la stratégie d'audit et au p r o g r a m m e d e travail 4

III. D i l i g e n c e s r e q u i s e s 4

3- 1- Implication d e s m e m b r e s clés d e l'équipe affectée à la m i s s i o n 4

3-2- T r a v a u x préliminaires à la planification d e la mission 5

3 - 3 - Planification de la m i s s i o n d'audit 5

3-4- D o c u m e n t a t i o n 6

IV. Q u e s t i o n s additionnelles à prendre e n considération d a n s une m i s s i o n d'audit initiale 6

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NORME ALGERIENNE D'AUDIT 300

L a N o r m e A l g é r i e n n e d'Audit N A A 300 : « Planification d'un audit d'états financiers fed


lue d a n s le contexte de la N o r m e h A A 200 : «Objectifs g é n é r a u x d e l'auditeur i n d " V

et conduite d'un audit selon les N o m e s Algériennes d'Audit».

I. Introduction

1-1- C h a m p d ' a p p l i c a t i o n

L a N o r m e A l g é r i e n n e d'Audit ( N A A 300) traite d e s obligations de l'auditeur e n matière d e


planification d'un audit d'états financiers. C e t t e N o r m e v i s e les audits récurrents. L e s
q u e s t i o n s additionnelles à prendre en considération d a n s une m i s s i o n d'audit initiale sont
traités s é p a r é m e n t .

1-2- O b j e t et c a l e n d r i e r d e la p l a n i f i c a t i o n

Planifier u n audit implique d'établir une stratégie g é n é r a l e d'audit adaptée pour la m i s s i o n et


de d é v e l o p p e r un p r o g r a m m e de travail. U n e planification a d é q u a t e e s t bénéfique à l'audit
d e s états f i n a n c i e r s , e n ce s e n s qu'elle aide l'auditeur à:

- porter une attention appropriée a u x d o m a i n e s importants d e l'audit;


(

- identifier et résoudre les problèmes potentiels e n t e m p s v o u l u ;

- o r g a n i s e r et diriger correctement la m i s s i o n d'audit afin qu'elle soit réalisée d e


manière efficace et efficiente.

Une planification adéquate peut également aider l'auditeur d a n s :

- la sélection c e s m e m b r e s de l'équipe affectée à la m i s s i o n ayant d e s , n i v e a u x


appropriés d'apt tude et de c o m p é t e n c e s pour répondre aux r i s q u e s prévus et d a n s la
correcte affectation c e s tâches;

la direction et la supervision d e s m e m b r e s de l'équipe affectée à la m i s s i o n et la


revue de leurs travaux;

le c a s échéant, la coordination des travaux effectués par les auditeurs des


c o m p o s a n t s et les experts.

L a nature et l'étendue de la planification varieront selon la taille et la c o m p l e x i t é d e l'entité.

L a planification est un p r o c e s s u s continu et itératif qui c o m m e n c e souvent p e u d e t e m p s


après (ou e n relation avec) l'achèvement d e l'audit précédent et s e poursuit tout a u long d e
la m i s s i o n j u s q u ' à l'achèvement d e l'audit e n c o u r s . Elle c o m p r e n d le b e s o i n d e considérer,
avant m ê m e l'identification et l'évaluation par l'auditeur d e s r i s q u e s d ' a n o m a l i e s
significatives, d e s q u e s t i o n s telles q u e :

- les p r o c é d u r e s analytiques à mettre e n œ u v r e e n tant q u e procédures, d'évaluation


des risques;

- la prise de c o n n a i s s a n c e générale du c a d r e légal et réglementaire a u q u e l est


s o u m i s e l'entité et la façon dont cette dernière s'y c o n f o r m e ;

la d é t e r m i n a t i o n du caractère significatif;

- la participation d'experts;

- la réalisation d'autres procédures d'évaluation d e s risques.

L'auditeur peut décider de s'entretenir de certaines q u e s t i o n s touchant à la planification a v e c


la direction d e l'entité afin de faciliter la conduite et la direction d e la m i s s i o n d'audit

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NORME ALGERIENNE D ' A U D I T 3 0 0

(coordination d e s t r a v a u x a v e c ie p e r s o n n e l de l'entité) s a n s toutefois compromettre


l'efficacité d e s o n audit. L a stratégie g é n é r a l e d'audit ou le p r o g r a m m e d e travail r e s t e r l f d e j g . ,
responsabilité d e l'auditeur. „ ,/ v / £ Ç / / . . , .

1-3- Planification de la mission d'audit

L a planification d e la m i s s i o n d'audit c o n s i s t e à prévoir:

- L ' a p p r o c h e g é n é r a l e d e s travaux;

- L e s p r o c é d u r e s d'audit à mettre e n œ u v r e par les m e m b r e s d e l'équipe d'audit;

- L a nature et l'étendue d e la s u p e r v i s i o n d e s m e m b r e s de l'équipe d'audit et la revue


de leurs travaux;

- L a nature et l'étendue d e s r e s s o u r c e s nécessaires pour réaliser la m i s s i o n , y compris


le r e c o u r s é v e n t u e l à d e s experts;

- L e c a s échéant, la coordination d e s travaux a v e c les interventions d'experts o u


d'autres p r o f e s s i o n n e l s c h a r g é s d u contrôle d e s c o m p t e s d e s entités d a n s le
périmètre d e c o n s o l i d a t i o n ;

II. Objectif visé par l'auditeur et organisation de la mission

L'objectif d e l'auditeur e s t de planifier l'audit afin que la mission soit réalisée d e manière
efficace. D a n s c e c a d r e , il est tenu d'établir la stratégie d'audit et un p r o g r a m m e d e travail eh
fonction d e la taille d e l'entité et d u v o l u m e d e s travaux à réaliser.

2-1-Stratégie d'audit

L a stratégie d'audit décrit l'approche générale d e s travaux, qui c o m p r e n d n o t a m m e n t ;

- l'étendue, le c a l e n d r i e r et l'orientation d e s travaux ;

- le o u l e s seuils d e signification retenus et les iignes directrices nécessaires à la


préparation d u p r o g r a m m e d e travail.

2-2- Programme de travail

L e p r o g r a m m e d e travail définit d e manière plus détaillée la nature et l'étendue d e s


diligences e s t i m é e s n é c e s s a i r e s , a u cours d e l'exercice à la m i s e e n œ u v r e d u plan d e
mission pour réduire le r i s q u e d'audit à un niveau faible et a c c e p t a b l e .

2- 3- Modifications a p p o r t é e s à la stratégie d ' a u d i t e t a u p r o g r a m m e d e travail

L'auditeur doit mettre à jour et modifier la stratégie d'audit et le p r o g r a m m e d e travail autant


que nécessaire a u c o u r s d e l'audit

III. Diligences requises

3- 1- Implication d e s membres clés de l'équipe a f f e c t é e à l a mission

Le r e s p o n s a b l e d e la m i s s i o n et l e s autres m e m b r e s - c l é s de l'équipe affectée à l a mission


doivent être i m p l i q u é s d a n s la planification d e l'audit, y c o m p r i s d a n s l a planification d e s
entretiens a v e c l e s autres m e m b r e s d e l'équipe affectée à la m i s s i o n et leur participation à
ceux-ci.

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N O R M E A L G E R I E N N E D'AUDIT 300 / ht&L
L'implication du r e s p o n s a b l e d e la m i s s i o n et d e s autres m e m b r e s - c l é d e l'équipe aXfec
la m i s s i o n d a n s la planification d e l'audit, met à profit leur e x p é r i e n c e et leur c o n n a i s ^ n c ^
permettant ainsi d'améliorer l'efficacité et l'efficience d u p r o c e s s u s d e planification (1).

3 - 2 - T r a v a u x p r é l i m i n a i r e s à l a planification d e l a mission

L'auditeur doit mettre en œ u v r e les p r o c é d u r e s s u i v a n t e s a u début d e la m i s s i o n d'audit e n


cours:

- effectuer les procédures exigées par la N A A 2 2 0 relatives a u maintien d e la relation


1

client et à la poursuite de la m i s s i o n d'audit spécifique;

- évaluer le respect d e s règles d'éthique, y c o m p r i s celles relatives à l'indépendance,


c o n f o r m é m e n t a la N A A 2 2 0 , et

- s ' a s s u r e r qu'il a c o n n a i s s a n c e d e s t e r m e s d e la m i s s i o n , tel qu'il est exigé par la N A A


210.

3 - 3 - P l a n i f i c a t i o n d e la m i s s i o n d ' a u d i t

L'auditeur r e s p o n s a b l e de la m i s s i o n doit établir u n e stratégie générale d'audit adaptée à la


m i s s i o n , définissant l'étendue, le calendrier et la d é m a r c h e d'audit et donnant d e s lignes
directrices pour l'établissement d'un p r o g r a m m e d e travail.

E n établissant la stratégie générale d'audit, l'auditeur doit:

- identifier les caractéristiques d e la m i s s i o n qui définissent s o n étendue;

- s ' a s s u r e r d e s objectifs de la m i s s i o n e n terme d e rapport à émettre afin d e planifier le


c a l e n d r i e r d e l'audit et la nature d e s c o m m u n i c a t i o n s d e m a n d é e s ;

- prendre e n c o m p t e les facteurs q u i , selon s o n jugement professionnel, sont


importants pour orienter les travaux à effectuer p a r l'équipe affectée à la m i s s i o n ;

- prendre e n c o m p t e le résultat d e s travaux préliminaires à la planification d e la m i s s i o n


déjà réalisés et, le c a s échéant, déterminer si l'expérience a c q u i s e sur d'autres
m i s s i o n s réalisées pour l'entité, par l'auditeur est pertinente d a n s c e c a s ; et s'assurer
de la nature, du calendrier et d e l'étendue d e s r e s s o u r c e s nécessaires pour effectuer
la m i s s i o n .

L'auditeur doit établir un p r o g r a m m e d e travail qui doit inclure u n e description:

- de la nature, du calendrier et d e l'étendue d e s p r o c é d u r e s planifiées d'évaluation d e s


r i s q u e s , d é t e r m i n é s e n application d e la N A A 3 1 5 ; 2

- de la nature, du calendrier et d e l'étendue d e s p r o c é d u r e s d'audit c o m p l é m e n t a i r e s


qui sont planifiées au n i v e a u d e s a s s e r t i o n s , déterminés e n application d e la N A A
330 ; 3

- d e s autres p r o c é d u r e s d'audit planifiées qu'il est d e m a n d é d e mettre e n œ u v r e afin


que la m i s s i o n soit effectuée s e l o n les autres N A A .

L'auditeur doit mettre à jour et modifier la stratégie générale d'audit et le p r o g r a m m e d e


travail autant q u e nécessaire au c o u r s de l'audit

NAA 220 : Contrôle qualité d'un audit d'états financiers.


2Identification et évaluation des risques d'anomalies significatives au travers de la connaissance de l'entité et de
son environnement.
JRéponses de l'auditeur aux risques évalués.

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NORME ALGERIENNE D ' A U D I T 3 0 0

L'auditeur doit planifier la nature, le calendrier et l'étendue d e s instructions à


supervision d e s m e m b r e s d e l'équipe affectée à la m i s s i o n , ainsi q u e la revive
travaux e n fonction:

- de la taille et la c o m p l e x i t é d e l'entité;

- du d o m a i n e sur l e q u e l porte l'audit;

- de l'évaluation d e s r i s q u e s d ' a n o m a l i e s significatives ;

- d e s aptitudes et d e la c o m p é t e n c e d e c h a c u n d e s m e m b r e s d e l'équipe affectés à la


m i s s i o n réalisant le travail d'audit. 4

Aspects particuliers concernant les petites e n t i t é s

D a n s l e c a s o ù l'audit est m e n é entièrement par un "auditeur unique s i g n a t a i r e " d u rapport


5

d'audit, les q u e s t i o n s d e direction et d e s u p e r v i s i o n d e s m e m b r e s de l'équipe affectés à la


mission, ainsi q u e de r e v u e d e leurs travaux, ne se posent pas.

D a n s ce c a s , un bref m é m o r a n d u m peut servir à d o c u m e n t e r la stratégie d'audit qui contient


à l a fois les d é c i s i o n s importantes c o n c e r n a n t l'étendue d e s travaux, le calendrier et la
conduite d e l'audit.

C e p e n d a n t , l o r s q u e d e s p r o b l è m e s particuliers c o m p l e x e s ou inhabituels sont rencontrés, et


q u e l'audit est e x e r c é par un p r o f e s s i o n n e l exerçant à titre individuel, il peut être souhaitable
d e c o n s u l t e r d'autres auditeurs e x p é r i m e n t é s qualifiés ou l'organisme p r o f e s s i o n n e l dont
l'auditeur est m e m b r e .

3-4- Documentation

L'auditeur doit inclure d a n s la d o c u m e n t a t i o n d'audit:

- la stratégie g é n é r a l e d'audit;

- le p r o g r a m m e d e travail; et

- tous les c h a n g e m e n t s importants apportés au cours de la m i s s i o n d'audit à la


stratégie g é n é r a l e d'audit ou a u p r o g r a m m e de travail, ainsi q u e les r a i s o n s de tels
changements.

IV. Questions additionnelles à prendre en considération dans


une mission d'audit initiale

L'auditeur doit e n t r e p r e n d r e les activités s u i v a n t e s , avant le c o m m e n c e m e n t d'une mission


d'audit initiale:

- effectuer les p r o c é d u r e s prévues par la N A A 220 relatives à l'acceptation du client et


de la m i s s i o n d'audit spécifique; et

- c o m m u n i q u e r a v e c l'auditeur précédent, lorsqu'il y a eu un c h a n g e m e n t d'auditeur,^


c o n f o r m é m e n t a u x règles d'éthique concernées.

* C * détail N A A 220.
* ÂiMMeur exerçant au sein d'un cabinet ou installé à titre individuel intervenant seul dans la mission.

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MINISTERE DES FINANCES
CONSEIL NATIONAL DE LA
COMPTABILITE

Norme Algérienne d'Audit 500


« Eléments probants »
N O R M E A L G E R I E N N E D'AUDIT 500

ELEMENTS P R O B A N T S

Sommaire

I Introduction ...3

C n a m p d'application. ...3

H Objectif ...3

2- 1- Définitions 3

2 - 1 - 1 - Notion d'éléments probants 3

2- 1-2- Éléments probants suffisants et appropriés 4

A . Caractère suffisant et caractère approprié 4

B. L a pertinence et la fiabilité d e s éléments probants 4

I. D i l i g e n c e s r e q u i s e s 5

3- 1- Informations à utiliser c o m m e s o u r c e d'éléments probants 5

3-2- A s s e r t i o n s à utiliser d a n s la collecte d e s éléments probants 6

3-3- Procédures d'audit relatives à la collecte d e s éléments probants 7

3- 3-1. Inspection d e s enregistrements ou d e s d o c u m e n t s 7

3-3-2. Inspection d e s actifs corporels 8

3-3-3. O b s e r v a t i o n p h y s i q u e 8

3-3-4. D e m a n d e s d'informations 8

3-3-5. D e m a n d e s d e confirmations externes 8

3-3-6. Contrôle arithmétique 8

3-3-7. R é e x é c u t i o n 8

3-3-8. P r o c é d u r e s a n a l y t i q u e s 9

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N O R M E A L G E R I E N N E D'AUDIT 5 0 0 _
WÊÊ

Introduction
C h a m p d'application

1_. La p r é s e n t e N o r m e Algérienne d'Audit explicite la notion d'élément


c a d r e d'un audit d'états financiers, et traite d e s obligations d e l'auditeuTCOItCëmant
c o n c e p t i o n et la mise en œ u v r e d e p r o c é d u r e s d'audit e n v u e d'obtenir d e s élément
probants suffisants et appropriés pour parvenir à d e s c o n c l u s i o n s r a i s o n n a b l e s à part
d e s q u e l l e s il f o n d e son opinion,
2 . C e t t e n o r m e est applicable à tous les é l é m e n t s probants recueillis au cours d e l'audit.
D'autres n o r m e s N A A traitent :
- d e s a s p e c t s spécifiques d e l'audit ( N A A 3 1 5 et N A A 5 0 1 ) ,
1 2

- d e s éléments probants à recueillir e n relation a v e c d e s sujets particuliers ( N A A 5 7 0 3

- d e s procédures spécifiques pour recueillir d e s é l é m e n t s probants ( N A A 5 2 0 ) , 4

- d e l'appréciation du caractère suffisant et approprié d e s éléments probants recueil


( N A A 2 0 0 et N A A 330 ).
5 5

Objectif

3 . L'objectif d e l'auditeur est d e c o n c e v o i r et d e mettre e n œ u v r e d e s procédures d'audit


nature à lui permettre d'obtenir d e s é l é m e n t s probants suffisants et appropriés pour pouv
tirer d e s c o n c l u s i o n s r a i s o n n a b l e s à partir d e s q u e l l e s il fonde s o n opinion.

2-1 - D é f i n i t i o n s

2 - 1 - 1 - N o t i o n d ' é l é m e n t s probants

4 . L e s « éléments probants » désignent les informations collectées par l'auditeur p


parvenir à d e s c o n c l u s i o n s à partir d e s q u e l l e s i l f o n d e s o n opinion. Ils comprennent:
- les informations c o n t e n u e s d a n s la comptabilité sous-tendant l'établissement
états financiers telles q u e les écritures c o m p t a b l e s d e b a s e ( b a l a n c e s , g r a n d lï
journaux), et les pièces justificatives ( F a c t u r e s , contrats, chèques, avis d e v i r e m
etc.), constituant une s o u r c e importante d'éléments probants;
- les autres informations collectées d a n s les autres d o c u m e n t s tels q u e les proi
verbaux de réunions, les confirmations e x t e r n e s , les rapports d'analystes.,
d o n n é e s c o m p a r a b l e s c o n c e r n a n t les c o n c u r r e n t s , d e s m a n u e l s portant sur
contrôles internes, et d e toutes informations m i s e s à s a disposition lui permet
d'aboutir à d e s c o n c l u s i o n s f o n d é e s .

1N A A 315 : "Identification et évaluation des risques d'anomalies significatives par la connaissance de l'en
de son environnement".
2 N A A 501 ; "Eléments probants - considérations spécifiques.
3 N A A 570 : "Continuité de l'exploitation".
4 N A A 520 : "Procédures analytiques".
5 N A A 200 : "Objectifs généraux de l'auditeur indépendant et conduite d'un audit selon les Normes Atgéri
d'Audit".
6 N A A 330 : "Réponses de l'auditeur aux risques évalués".

P
L e s éléments probants sont nécessaires pour étayer l'opinion d e l'auditeur expri
s o n rapport. C u m u l a t i f s par nature, ils sont principalement recueillis au m o y e n de proc
réalisées au cours de l'audit. Cependant, ils peuvent également comprendre des
informations o b t e n u e s d'autres s o u r c e s résultant d'audits précédents o u d e travaux d'experts
designés p a r la direction.

5. L e s é l é m e n t s probants c o m p r e n n e n t à la fois les informations qui justifient et corroborent


les a s s e r t i o n s d e la direction et toutes celles qui les contredisent. D e plus, d a n s certains c a s ,
l'absence d'informations (par e x e m p l e le refus de la direction de fournir u n e déclaration
d e m a n d é e ) est utilisée par l'auditeur et, e n c o n s é q u e n c e , constitue un élément probant.

2-1-2-Éléments p r o b a n t s s u f f i s a n t s et a p p r o p r i é s

Â. C a r a c t è r e s u f f i s a n t et c a r a c t è r e a p p r o p r i é

6. Le caractère suffisant s'apprécie par rapport à la quantité d e s éléments collectés. L a


quantité d ' é l é m e n t s à collecter d é p e n d du risque d ' a n o m a l i e s significatives m a i s a u s s i d e la
qualité d e s é l é m e n t s collectés.
7 . L e caractère approprié est fonction d e la qualité d e s éléments collectés, c'est-à-dire de
leur fiabilité et d e leur pertinence. L e degré d e fiabilité d e s éléments collectés d é p e n d de leur
origine, d e leur nature et d e s c i r c o n s t a n c e s particulières d a n s l e s q u e l l e s ils ont été recueillis.
8 . E n c o n s é q u e n c e , il existe une corrélation étroite entre le caractère suffisant et le caractère
approprié d e s é l é m e n t s probants. A i n s i , la quantité d'éléments probants nécessaires d é p e n d
du niveau d e risque d ' a n o m a l i e s (plus le risque est grand, plus la quantité d'éléments
probants requis est importante) et d e la qualité de tels éléments probants (meilleure s e r a la
qualité, m o i n d r e pourra être la quantité).

B. L a p e r t i n e n c e et la fiabilité d e s é l é m e n t s probants

9. L a pertinence r e p o s e sur l'objectif d e la procédure d'audit et de l'assertion dont il s'agit.


L a pertinence d e l'information à utiliser c o m m e élément probant peut être affectée par le
s e n s du test à effectuer.
L a qualité d e tous les é l é m e n t s probants est affectée par la pertinence et la fiabilité d e s
informations s u r l e s q u e l l e s ils sont b a s é s .
L e s informations i s s u e s d e p r o c é d u r e s d'audit peuvent être pertinentes pour certaines
assertions et p a s pour d'autres. P a r e x e m p l e , une procédure d'audit peut être pertinente
pour s ' a s s u r e r q u e les imputations c o m p t a b l e s sur les flux des opérations sur les s t o c k s et
q u e les c o m p t e s appropriés ont bien été utilisés, alors qu'elle ne serait p a s pertinente pour
vérifier l'exhaustivité d e s flux d e c e s opérations et s ' a s s u r e r que tous les é v é n e m e n t s qui
auraient dû être enregistrés, sont effectivement comptabilisés d a n s la b o n n e période.

10. L a fiabilité d e s informations à utiliser c o m m e éléments probants d é p e n d de leur origine,


d e leur nature, et d e s c i r c o n s t a n c e s spécifiques d a n s lesquelles ils ont été collectés. A i n s i :

• les é l é m e n t s collectés d'origine externe sont plus fiables q u e c e u x d'origine interne;


N O R M E A L G E R I E N N E D'AUDIT 500

• les é i e m e n t s o b t e n u s directement par l'auditeur, par e x e m p l e lors d'une obse\


p h y s i q u e , sont plus fiables que c e u x o b t e n u s par d e s d e m a n d e s d'information:

• les é l é m e n t s probants sent plus fiables lorsqu'ils existent s o u s forme d e d o c u m e n t s ,


soit papier, soif électronique ou d'un autre genre (un d o c u m e n t écrit établi pendant
une reunion est plus fiable q u ' u n e interprétation verbale ultérieure d e s questions
discutées,..; .

« les é l é m e n t s collectés constitués de d o c u m e n t s originaux sont plus fiables q u e c e u x


constitués d e c o p i e s .

III. D i l i g e n c e s requises

3-1- I n f o r m a t i o n s à u t i l i s e r c o m m e s o u r c e d ' é l é m e n t s p r o b a n t s

1 1 , D a n s le c a d r e de s o n appréciation de la fiabilité d e s éléments collectés, l'auditeur doit


être attentif et vigilant quant aux indices qui pourraient remettre en c a u s e leur authenticité.

E n c a s d e d o u t e , i! d é t e r m i n e les procédures d'audit c o m p l é m e n t a i r e s à mettre e n place pour


élucider cette i n c o h é r e n c e .

1 2 , Pour fonder s o n opinion, l'auditeur n'est p a s tenu d'examiner l'ensemble d e s


informations d i s p o n i b l e s d a n s l'entité d a n s la m e s u r e où il peut généralement conclure s u r la
b a s e de s o n d a g e s en s'appuyant sur les é l é m e n t s qui sont persuasifs plutôt q u e c o n c l u a n t s ,
tout e n faisant a p p e l à s o n jugement p r o f e s s i o n n e l et à s o n esprit critique lors d e s o n
évaluation de la quantité et de la qualité d e s éléments probants collectés et, par conséquent,
de leur caractère suffisant et approprié.

1 3 . L a sélection d e s éléments à d e s fins d e tests est d é t e r m i n a n t e pour a s s u r e r la fiabilité et


la pertinence d e s é l é m e n t s probants à recueillir. L e s m o y e n s dont d i s p o s e l'auditeur pour
sélectionner les é l é m e n t s , selon le v o l u m e et la qualité d e l'échantillon, sont:

- la sélection d e tous les é l é m e n t s ( e x a m e n exhaustif);

- la sélection d'éléments spécifiques;

- les s o n d a g e s c o n f o r m é m e n t à la N A A 5 3 0 ?

La mise e n oeuvre de l'un de c e s m o y e n s o u une c o m b i n a i s o n d e c e s m o y e n s peut être


appropriée e n fonction de c i r c o n s t a n c e s particulières.

1 4 . L e s informations produites par l'entité qui sont utilisées par l'auditeur d a n s le cadre d e Is
réalisation d e s p r o c é d u r e s d'audit, nécessitent d'être suffisamment complètes et e x a c t e :
pour lui permettre de considérer q u e les éléments probants recueillis sont fiables et, lorsqui
les c i r c o n s t a n c e s l'exigent, l'auditeur doit:

•- recueillir d e s éléments probants sur l'exactitude et l'exhaustivité d e c e s informations;

NAA 5 3 0 : " S o n d a o e s

Page
NORME ALGERIENNE D'AUDIT 500

- apprécier si les informations sont suffisamment précises et détaillées pouryé,


aux b e s o i n s de l'audit. .-. \

L a collecte d'éléments probants portant sur la vérification de i'exhaustivité et de l'exactitude


des informations produites par le s y s t è m e d'information de l'entité peut être réalisée de
manière c o n c o m i t a n t e a v e c la p r o c é d u r e d'audit appliquée à c e s informations lorsque
l'obtention de tels é l é m e n t s probants fait partie intégrante de la procédure d'audit el l e-même
ou par la m i s e e n œ u v r e de p r o c é d u r e s d'audit c o m p l é m e n t a i r e s .

15. S i les informations qui seront utilisées c o m m e éléments probants ont été produites à
partir d e s travaux d'un expert d é s i g n é par la direction, l'auditeur doit, d a n s la m e s u r e du
possible et en tenant c o m p t e de l'importance des travaux de cet expert pour les besoins de
l'audit :

- évaluer la c o m p é t e n c e , les aptitudes et l'objectivité de cet expert

- prendre c o n n a i s s a n c e des travaux de cet expert;


+

- apprécier le caractère approprié des travaux ce cet expert a utiliser e n tant


qu'éléments probants pour l'assertion concernée.

16. L ' a s s u r a n c e o b t e n u e par l'auditeur à partir d'éléments probants cohérents recueillis de


différentes s o u r c e s ou d'une nature différente, est g é n é r a l e m e n t plus élevée que celle
obtenue d'éléments probants pris isolément.

17. L'auditeur tient c o m p t e du rapport coût-avantages lié a l'obtention d'éléments probants et


l'utilité d e s informations qui en d é c o u l e n t , s a n s pour autant omettre c e r t a i n e s procédures
d'audit inc ont ou rn a b l e s au motif q u e leurs m i s e s en œuvre soient o n é r e u s e s .

3 - 2 - A s s e r t i o n s à u t i l i s e r d a n s la c o l l e c t e d e s é l é m e n t s probants

1 8 . Il est de la responsabilité de la direction de présenter, selon le référentiel comptable


applicable, d e s états financiers qui reflètent sincèrement et régulièrement la nature et les
opérations de l'entité. E n déclarant q u e les états financiers donnent une i m a g e fidèle ou
qu'ils sont pr é s e n té s s i n c è r e m e n t d a n s tous leurs a s p e c t s significatifs, la direction fait
implicitement ou explicitement d e s a s s e r t i o n s en matière de comptabilisation, d'évaluation,
de présentation et de c o m m u n i c a t i o n d e s divers éléments d e s états financiers et d e s
informations fournies y relatives. •

1 9 . L'auditeur doit utiliser les a s s e r t i o n s relatives aux flux d'opérations, aux soldes de
comptes, ainsi q u e la présentation et aux informations fournies d a n s les états financiers, de
façon suffisamment détaillée pour servir de b a s e à son évaluation du risque d'anomalies
significatives, ainsi qu'à la définition et à l'exécution de procédures d'audit complémentaires.

2 0 . L e s " a s s e r t i o n s " constituent d e s critères et principes dont la réalisation conditionne la


-égalante, la sincérité et l'image fidèle d e s états financiers,

2 1 . L e s a s s e r t i o n s a u x q u e l l e s l'auditeur fait appel entrent d a n s les catégories sui vantes :

Page 6
N O R M E A L G E R I E N N E D ' A U D I T 500 / m ^ U J ^ \

> A s s e r t i o n s c o n c e r n a n t l e s flux d ' o p é r a t i o n s et l e s é v é n e m e n t s sut


au c o u r s d e l a p é r i o d e a u d i t é e :

a) r é a l i t é d e s f a i t s - les opérations et les é v é n e m e n t s qui ont été enregistrés se sont


produits et s e rapportent à l'entité;

b) e x h a u s t i v i t é - toutes les opérations et tous les é v é n e m e n t s qui auraient dû être


enregistrés, sont comptabilisés;

c) e x a c t i t u d e - les montants et autres d o n n é e s relatives aux o p é r a t i o n s et é v é n e m e n t s


ont été c o r r e c t e m e n t enregistrés;

d) s é p a r a t i o n d e s p é r i o d e s -• les opérations et l e s é v é n e m e n t s ont été enregistrés


d a n s la b o n n e p é r i o d e c o m p t a b l e ;

e) i m p u t a t i o n c o m p t a b l e - les opérations et les é v é n e m e n t s ont été enregistrés d a n s


les c o m p t e s appropriés.

> A s s e r t i o n s c o n c e r n a n t Ses s o l d e s d e s c o m p t e s e n f i n d e période:

a) e x i s t e n c e - les actifs, les passifs et les capitaux propres existent;

b) d r o i t s et o b l i g a t i o n s - l'entité détient ou contrôle les droits sur les actifs, et les


dettes c o r r e s p o n d e n t aux obligations de l'entité;

c) e x h a u s t i v i t é - tous les actifs, les passifs et les capitaux propres qui auraient dû être
enregistrés l'ont bien été;

d) é v a l u a t i o n et i m p u t a t i o n - les actifs, les passifs et les capitaux propres sont portés


d a n s les états financiers pour leur b o n n e valeur et tous les ajustements résultant d e leur
évaluation ou imputation sont enregistrés de façon appropriée

> A s s e r t i o n s c o n c e r n a n t la p r é s e n t a t i o n et l e s i n f o r m a t i o n s f o u r n i e s dans
les états f i n a n c i e r s :

a) r é a l i t é , d r o i t s et o b l i g a t i o n s - les é v é n e m e n t s , les transactions et les autres


informations fournies se sont produits et se rapportent à l'entité;

b) e x h a u s t i v i t é - toutes les informations requises par le référentiel comptable


applicable et se rapportant aux états financiers qui doivent être fournies d a n s c e s
états l'ont bien été;

c) c l a s s i f i c a t i o n e t - c o m p r é h e n s i o n - l'information financière est présentée et décrite


de m a n i è r e pertinente, et les informations fournies d a n s les états financiers sont
clairement p r é s e n t é e s ;

d) e x a c t i t u d e et v a l o r i s a t i o n - les informations financières et les autres informations


sont fournies sincèrement t c o u r d e s montants corrects.

Page 7
NORME ALGERIENNE D'AUDIT 500 *téJi?W^

3-3- P r o c é d u r e s d ' a u d i t r e l a t i v e s à l a c o l l e c t e ries é l é m e n t s probant^*

V
2 2 . L'auditeur coilecîe d e s é l é m e n t s probants pour parvenir à d e s c o n c l u s i o n s r a i s o n n a b l e s "
sur lesquelles il f o n d e s o n opinion e n mettant e n œuvre :

- d e s p r o c é d u r e s d ' é v a l u a t i o n d e s r i s q u e s afin d'acquérir la c o n n a i s s a n c e de l'entité


et d e s o n e n v i r o n n e m e n t , y c o m p r i s de s o n contrôle interne;

- d e s t e s t s de p r o c é d u r e s pour évaluer l'efficacité du fonctionnement d e s contrôles


en matière de prévention, ou de détection et de correction des anomalies
significatives au n i v e a u d e s a s s e r t i o n s ;

- d e s c o n t r ô l e s d e s u b s t a n c e pour détecter d e s a n o m a l i e s significatives au niveau


des a s s e r t i o n s . C e s contrôles d e s u b s t a n c e c o m p r e n n e n t d e s vérifications de détail
et d e s p r o c é d u r e s analytiques de s u b s t a n c e ,

3-3-1, I n s p e c t i o n d e s e n r e g i s t r e m e n t s o u d e s d o c u m e n t s

2 3 . L'inspection c o n s i s t e à e x a m i n e r des enregistrements ou des d o c u m e n t s , soit internes,


soit externes, s o u s forme papier, s o u s forme électronique ou autres supports.

L'inspection d e s e n r e g i s t r e m e n t s et d o c u m e n t s fournit des éléments probants dont la fiabilité


varie en fonction de leur nature et de leur s o u r c e et, d a n s le c a s d'enregistrements ou de
d o c u m e n t s internes, en fonction d e l'efficacité du système de contrôle sur leur production.

Un exemple d'inspection utilisée comme test de procédures est l'inspection des


enregistrements ou d o c u m e n t s pour vérifier les habilitations.

3-3-2. I n s p e c t i o n d e s a c t i f s c o r p o r e l s

24. L'inspection d e s actifs corporels c o n s i s t e e n un contrôle p h y s i q u e de c e s actifs qui


permet de fournir des éléments probants fiables quant à leur existence, mais pas
nécessairement quant aux droits et obligations détenus par l'entité ou quant à leur
valorisation.

L'observation p h y s i q u e du c o m p t a g e d e s s t o c k s s ' a c c o m p a g n e g é n é r a l e m e n t de l'inspection


d'articles en inventaire pris individuellement.

3-3-3. O b s e r v a t i o n p h y s i q u e

25. L'observation p h y s i q u e , telle q u e décrite d a n s la norme N A A 5 0 1 . c o n s i s t e à e x a m i n e r ,


8

un p r o c e s s u s ou la f a ç o n dont une procédure est exécutée par d'autres p e r s o n n e s .

L'observation d e la prise d'inventaire p h y s i q u e d e s s t o c k s , effectuée par le p e r s o n n e l d e


l'entité ou l'observation de l'exécution d e s opérations de contrôles en sont d e s e x e m p l e s .

NAA 501 : Eléments probants - Considérations spécifiques

Page 8
N O R M E A L G E R I E N N E D'AUDIT 500

3-3-4. D e m a n d e s d ' i n f o r m a t i o n s

26. La d e m a n d e d'informations consiste à s e procurer d e s informations auss^bteiP,.!» *•


financières q u e n o n financières, auprès de p e r s o n n e s bien informées, à l'intérieur c o m m e a
l'extérieur de l'entité.

Cette procédure d'audit est souvent utilisée de façon extensive a u c o u r s d'un audit et
complète la mise en oeuvre d'autres procédures d'audit.

L e s d e m a n d e s d'informations englobent les d e m a n d e s écrites formelles et les d e m a n d e s


orales informelles L'évaluation d e s réponses aux d e m a n d e s d'informations fait partie
intégrante du p r o c e s s u s de d e m a n d e s d'informations.

3-3-5. D e m a n d e s d e c o n f i r m a t i o n s externes

27. Les d e m a n d e s de confirmation, qui sont un genre particulier de demandes


d'informations, sont le p r o c e s s u s d'obtention d'une déclaration directe d e la part d'un tiers
confirmant une information ou une condition existante.

3-3-6. C o n t r ô l e arithmétique

28. Le contrôle arithmétique consiste à contrôler, par tous m o y e n s , l'exactitude arithmétique


de d o c u m e n t s justificatifs ou d'enregistrements c o m p t a b l e s .

3-3-7. R é e x é c u t i o n

29. L a réexécution est l'exécution par l'auditeur d e procédures o u d e contrôles qui sont à
l'origine exécutés au sein de l'entité en tant q u e partie intégrante du contrôle interne, soit
manuellement, s o i : par d e s techniques d'audit assistées par ordinateur

3-3-8. P r o c é d u r e s analytiques

30. L e s procédures analytiques, telles q u e décrites d a n s la norme N A A 5 2 0 , consistent e n


d e s appréciations de ''information financière à partir de:

- leurs corrélations a v e c d'autres informations, i s s u e s ou non d e s c o m p t e s , ou a v e c


d e s d o n n é e s antérieures, postérieures ou prévisionnelles d e l'entité o u d'entités
similaires;

l'analyse d e s variations significatives o u d e s t e n d a n c e s inattendues.

Page 9
MINISTERE D E S FINANCES
C O N S E I L N A T I O N A L DE

LA C O M P T A B I L I T E

Norme Algérienne d'Audit 510


«Missions d'audit initiales - s o l d e s d'ouverture»
NORME A L G E R I E N N E D'AUDIT 510

M I S S I O N S D'AUDIT INITIALES - S O L D E S D'OUVERTURE

bommaire

4. Introduction 3

1-1- Gh'amp d'application 3

1- 2- Objectif 3

II. Procédures d'audit --3

2- 1 - S o l d e s d'ouverture 3

2-2- P e r m a n e n c e de l'application c e s m é t h o d e s c o m p t a b l e s A

2- 3- Information pertinente d o n n é e d a n s le rapport d'audit de l'auditeur précédent 4

III. C o n c l u s i o n s et rapport d'audit 5

3- 1- S o l d e s d'ouverture , 5

3-2- P e r m a n e n c e de l'application d e s m é t h o d e s c o m p t a b l e s 5

3- 3- Modification a p p o r t é e à l'opinion d a n s le rapport d'audit de l'auditeur précédent 5

IV. A s p e c t s particuliers c o n c e r n a n t les entités du secteur public 5

4- 1- Procédures d'audit 5

4 - 1-1- S o l d e s d'ouverture 6

V . C o n c l u s i o n s et rapport d'audit 6

5- 1- S o l d e s d'ouverture 6

5-2- Modification apportée à l'opinion d a n s le rapport d'audit de l'auditeur précédent 7


NORME A L G E R I E N N E D'AUDI

I. Introduction
1-1- C h a m p d ' a p p l i c a t i o n

t. Cette N o r m e A l g é r i e n n e d'Audit ( N A A ) traite d e s obligations de l'auditeur c o n c e r n a n t les


s o l d e s d'ouverture d a n s le c a d r e d'une m i s s i o n d'audit initiale,

2; L e s s o l d e s d'ouverture incluent e n plus d e s montants présentés d a n s les états financiers,


les éléments qui existaient au d é b u t de la période et sur l e s q u e l s il faut fournir des
informations, par e x e m p l e ;

- les m é t h o d e s c o m p t a b l e s d e présentation d e s comptes des e x e r c i c e s précédents;

- les éventualités et les e n g a g e m e n t s inscrits notamment en hors bilan.

3. U n e m i s s i o n d'audit initiale est une m i s s i o n d a n s laquelle les états financiers de la période


précédente'

- n'ont p a s fait l'objet d'audit; ou

- ont été audités par un auditeur précèdent «le prédécesseur»

A u x diligences r e q u i s e s par la présente norme, s'ajoutent celles é n o n c é e s par les normes


N A A 300 et N A A 710 .
1

1-2- Objectif

4. D a n s les m i s s i o n s initiales d'audit, l'auditeur doit réunir d e s é l é m e n t s probants suffisants


et appropriés permettant d'obtenir l ' a s s u r a n c e q u e :

a) les s o l d e s de clôture d e l'exercice précédent ont été correctement repris en


réouverture et ne contiennent p a s d'anomalie, ayant une i n c i d e n c e significative sur
les états f i n a n c i e r s d e l'exercice e n cours.

b) les m é t h o d e s c o m p t a b l e s appropriées reflétées d a n s les s o l d e s d'ouverture ont été


appliquées de f a ç o n p e r m a n e n t e pour l'établissement d e s états financiers de la
période e n c o u r s .

c) L'impact d e s c h a n g e m e n t s d e m é t h o d e s a été comptabilisé de f a ç o n appropriée et


est correctement présenté et fait l'objet d'une information pertinente d a n s c e s états,
c o n f o r m é m e n t au référentiel c o m p t a b l e applicabie

II. P r o c é d u r e s d ' a u d i t

2 - 1 - S o l d e s d'ouverture

5 ; L e s diligences à mettre en oeuvre par l'auditeur consistent à

- consulter les états financiers les plus récents, ainsi que le rapport de l'auditeur
précédent portant sur c e s états financiers, s'ils existent, afin d'obtenir d e s
informations pertinentes par rapport aux soldes d'ouverture, y c o m p r i s -les
informations y afférentes fournies ;

"'NAA 300 : Planification d'un audit d'états financiers


:N A A 7 1 0 : Données comparatives - chiffres correspondants et états financiers comparants

Page 3
N O R M E A L G E R I E N N E D ' A U D I T 510

- recueillir d e s é l é m e n t s probants suffisants et appropriés montrant q u e


d'ouverture ne comportent pas d ' a n o m a l i e s , ayant une i n c i d e n c e signifies
états f i n a n c i e r s de la période en cours, et ce:

a) en s ' a s s u r a n t e u e les s o l d e s de clôture de la période précédente ont été


c o r r e c t e m e n t repris d a n s la période e n cours ou, si nécessaire, ont été
retraités:

b) en déterminant si les s o l d e s d'ouverture reflètent l'application d e méthodes


c o m p t a b l e s appropriées:
c) en procédant a une ou plusieurs d e s d é m a r c h e s s u i v a n t e s :

<j] revue d e s d o s s i e r s de travail , ou des b a s e s de c o n c l u s i o n de s o n


0

p r é d é c e s s e u r lorsque les états financiers de l'exercice précédent ont été


audités;

(ijj évaluation c e s procédures d'audit réalisées d a n s la période en cours


pour déterminer si elles permettent de recueillir d e s éléments probants
pertinents sur tes s o l d e s d'ouverture; ou

(iit) rmse en couvre de procédures d'audit spécifiques pour recueillir d e s


é l é m e n t s probants concernant les s o l d e s d'ouverture.

6. L o r s q u e l'auditeur réunit d e s c l é m e n t s probants attestant q u e les s o l d e s d'ouverture


comportent d e s a n o m a l i e s s u s c e p t i b l e s d'avoir une i n c i d e n c e significative sur les états
financiers de la période en cours, il doit mettre en œ u v r e les procédures d'audit
supplémentaires qui sont appropriées d a n s les c i r c o n s t a n c e s pour la détermination de cette
incidence. S i l'auditeur conclut a l'existence de telles a n o m a l i e s d a n s les états financiers de
la période c o n s i d é r é e , il doit en informer ia direction, au niveau hiérarchique approprié, ainsi
q u e les r e s p o n s a b l e s de la g o u v e r n a n c e , c o n f o r m é m e n t à la norme N A A 4 5 0 .
J

2-2- P e r m a n e n c e d o l ' a p p l i c a t i o n d e s m é t h o d e s c o m p t a b l e s

7. L'auditeur doit recueillir d e s éléments probants suffisants et appropriés afin de déterminer


si tes m é t h o d e s c o m p t a b l e s reflétées d a n s les s o l d e s d'ouverture ont été appliquées de
façon p e r m a n e n t e d a n s les étais financiers d e ia période en c o u r s , et si l'impact des
c h a n g e m e n t s de m é t h o d e s c o m p t a b l e s a été comptabilisé de façon approprié et fait l'objet
d'une présentation et d'une information appropriées d a n s les états financiers, conformément
au référentiel c o m p t a b l e applicable.

2 - 3 - I n f o r m a t i o n p e r t i n e n t e d o n n é e d a n s le r a p p o r t d ' a u d i t d e l'auditeur
précédent

8. S i les états financiers de ia période précédente ont été audités par un autre auditeur et
que l'opinion a fait l'objet d'une modification, l'auditeur doit évaluer l'incidence d e la question
â l'origine de la modification dans le cadre de s o n évaluation d e s risques d'anomalies
significatives pour la période en cours, c o n f o r m é m e n t à la N o r m e N A A 3 1 5 S

3si les règles d'éthique e: professionnelles donnent à l'auditeur une ligne de conduite dans sa communication
avec l'auditeur .précèdent
* NAA 450. Evaluation des anomalies relevées au cours de l'audit
5N A A 315 identification et évaluation dos risques d'anomalies significatives au travers de la connaissance de
l'entité et de son environnement (voir paragraphe A8)

Page 4
NORME ALCJbKIbîNINt U'AUUi i oiu

NI. C o n c l u s i o n s et r a p p o r t d ' a u d i t

3-1- S o l d e s d'ouverture

9^ L o r s q u e l'auditeur

- n'est pas e n m e s u r e de recueillir d e s éléments probants suffisants et appropriés sur


les s o l d e s d'ouverture, il doit exprimer une opinion a v e c réserve, formuler une
impossibilité d ' e x p r i m e r une opinion portant sur les états financiers.

- arrive à la c o n c l u s i o n que les s o l d e s d'ouverture comportent une a n o m a l i e qui a une


incidence significative sur les états financiers de la période en c o u r s , et que
l'incidence de cette a n o m a l i e n'a pas été comptabilisée de façon appropriée et n'a
pas fait l'objet d'une présentation et d'une information a d é q u a t e d a n s les états
financiers, il doit e x p r i m e r une opinion a v e c réserve ou une opinion défavorable,
selon le c a s . c o n f o r m é m e n t à la N o r m e N A A 7 0 5 "

3-2- P e r m a n e n c e d e l ' a p p l i c a t i o n d e s m é t h o d e s c o m p t a b l e s

10. L o r s q u e l'auditeur arrive à la c o n c l u s i o n (selon le référentiel c o m p t a b l e applicable)


que'

a) les m é t h o d e s c o m p t a b l e s de la période en c o u r s n'ont p a s été appliquées de


f a ç o n p e r m a n e n t e par rapport à celles appliquées aux s o l d e s d'ouverture: ou

b] l'impact d e s c h a n g e m e n t s apportés aux méthodes c o m p t a b l e s n'a pas été


comptabilisé d e façon appropriée et n'a pas fait l'objet d'une présentation et
d'une information a d é q u a t e s d a n s les états financiers, I! doit exprimer une
opinion a v e c réserve ou une opinion défavorable, selon le c a s . conformément a
la N o r m e N A A 7 0 5 .

3- 3- M o d i f i c a t i o n a p p o r t é e à l ' o p i n i o n d a n s le r a p p o r t d ' a u d i t d e l ' a u d i t e u r


précédent

1 1 . S i une modification a p p o r t é e à l'opinion d a n s le rapport de l'auditeur précèdent portant


sur les états financiers de la période précédente d e m e u r e pertinente et significative par
rapport aux états financiers de la période en cours, l'auditeur doit modifier s o n opinion7
d'audit portant sur c e s états financiers, c o n f o r m é m e n t aux N o r m e s N A A 705 et N A A 7 1 0 e

IV, A s p e c t s p a r t i c u l i e r s c o n c e r n a n t l e s e n t i t é s d u s e c t e u r p u b l i c

4 - 1- P r o c é d u r e s d ' a u d i t

12. Dans le s e c t e u r public, il peut exister d e s limites légales ou réglementaires concernant


les informations q u e l'auditeur en place peut obtenir d'un prédécesseur

13. S i l'ouverture d e s d o s s i e r s de travail ou l'accès aux autres informations sont restreintes 5

pour l'auditeur désigné pour auditer une entité du secteur oublie, p r é c é d e m m e n t auditée par
un auditeur d é s i g n é par le pouvoir législatif, l'auditeur peut recueillir des é l é m e n t s probants

* NAA 705: Modifications apportées à l'opinion formulée dans te rapport de l'auditeur indépendant
Opinion modifiée opinion avec réserve, opinion défavorable ou impossibilité c exprimer une opinion
"Données comparatives - chiffres correspondants et états financiers comparatifs (voir paragraphe A9)
Opinion modifiée opinion avec réserve, opinion défavorable ou impossibilité d exprimer une opinion.
"'En raison des textes légaux et réglementaires relatifs à la confidentialité ou au secret professionnel

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