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Moral e Ética

Quando falamos em ética, estamos nos referindo aos bons costumes, bons valores,
válidos para todos os seres humanos, como amor, paz, bondade e tolerância, entre
outros tantos. Costume em grego é “Éthos” (ética) e em latim significa “mores” (moral).
Talvez esteja aí a origem da costumeira confusão que fazemos sobre moral e ética.
A ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. A
capacidade ética tem por objetivo a reflexão crítica do ato moral, ou seja, sobre o que é
(ou pode ser) errado. Assim a ética não é moral. Moral é o objeto de estudo da ética,
diz respeito aos costumes, valores e normas de conduta de cada sociedade.
A moral por sua vez, de acordo com Kant, “é aquilo que precisa ser feito,
independentemente das vantagens ou prejuízos que possa trazer”. Assim, quando
praticamos um ato moral, poderemos até sofrer conseqüências negativas, pois o que é
moral para uns pode ser amoral ou imoral para outros.
ou
Ética
Reflexão sobre princípios e valores justificadores das normas morais. Identificação dos fins que
devem orientar e dar sentido à existência humana.
Moral
Cunjunto de códigos e regras morais (imperativos e interditos) estabelecidos por um grupo,
sociedade ou cultura

Os códigos de ética, então, servem para definir o que é e o que não é ato moral. Em
nossa sociedade capitalista que valoriza a posse de bens materiais e do lucro em
detrimento dos valores morais, o que vale é não quebrar o código de ética
estabelecido. Assim, quando um deputado, senador, prefeito ou vereador aumenta o
seu salário em 300%, argumenta sem constrangimento que “a legislação nos permite
essa manobra”, colocando a culpa num regimento, estará sendo ético, mas, imoral ao
mesmo tempo.
Ética como saber e Ética como prática.
Ética como saber
Ética em conceito amplo ao estudar as ações humanas engloba três aspectos:
 Como realização externa (exterioridade)
 Como intenção espiritual (intencionalidade)
 Como conjunto de resultados úteis e práticos (finalidade e utilidade) - intenções
Esta é a parte investigativa da ética que procura estudar as ideias, linhas e formas de
pensar.

Ética como prática


Atuação concreta e em conjunto da vontade e da razão em ações que serão
exteriorizadas, ou seja, colocados nas relações e condutas humanas, em diversas
formas - actos exteriores.
Assim, podemos dizer que a ética teórica constrói/elabora a ética a ser colocada em
pratica, ou seja, a consciência pré-existente à ação, que efetivamente é a parte prática.
É, portanto, conjugação de atitudes permanentes de vida, nas quais se aplicam as
ideias e formas de pensar estudadas pela especulação ética, pelo saber ético, ao
sopesar o bem e o mal, as virtudes e os vícios humanos.

Classificação – Divisão da Ética.


 A ética normativa estuda as normas sociais e a moralidade positiva
 A meta-ética, por sua vez estuda e avalia a própria ética normativa
Vale dizer também que a ética normativa é composta por várias correntes de
pensamento sobre a ética inseridas em contextos histórico-filosóficos distintos (ética
Socrática, Platônica)
A ética profissional
A ética profissional - que está diretamente ligada a ação laboral somada a ação moral –
é, portanto, parte da ética aplicada e se destina a verificar as normas que comandam o
relacionamento humano por meio do trabalho.
A existência e a importância das éticas profissionais justificam-se por haver
uma sociedade dividida em grupos de interesses econômicos conflitantes e
por haver luta cada vez mais encanecida por um lugar ao sol no mercado do
trabalho, cada vez mais tecnificado.
Diferença ética e moral

Alguns, por exemplo, reservam a ética à vida pública, e por isso se fala de
ética na política, de ética profissional, e a moral ao comportamento
privado das pessoas. Aqui, porém, preferimos fazer outra distinção, bastante
consagrada no campo da Filosofia.

Ou
A ética será entendida como a teoria da moral, como Filosofia da moral, ou
seja, como o estudo racional sobre a experiência moral dos seres humanos.
Ética é, assim, o estudo do comportamento humano, estudo do que é bom e
do que é mau, e de como se estabelecem histórica e teoricamente, normas
válidas para todos. E moral tem a ver com o fato de, na prática, nos
preocuparmos com o bem e o mal. É um conjunto de regras que estabelecem
o comportamento dos indivíduos num grupo social.
A moral, assim como o direito, baseia-se em regras que visam estabelecer
normas para um comportamento considerado correto na sociedade.

Ética como convicção e como responsabilidade


A ética da convicção – inaugurada pelo Cristianismo e retomada, na
modernidade, por Kant – estabelece que o que vale é a intenção, a boa
vontade; o que vale é cumprir a vontade de Deus ou a lei que existe,
independente do fato de que o cumprimento da lei me traga maior benefício,
me dê felicidade, independente, portanto, dos resultados práticos, imediatos
A ética da responsabilidade – por sua vez, insiste em que se deve ter em
conta as consequências previsíveis da própria ação. Nesta perspectiva
contam os resultados, não os princípios, ou a intenção

Trabalho e Profissão

Profissão - Um conjunto de tarefas que concorrem para a mesma finalidade e que


pressupõem conhecimentos semelhantes. Ou atividade econômica destinada a
assegurar a manutenção da vida.
As profissões são caracterizadas por valores e normas expressos sob a forma de
prescrições, preferências e permissões legitimadas pela institucionalização desses
mesmos valores.
Trabalho - pode ser entendido como atividade metódica das forças corporais e
intelectuais do homem visando sua própria conservação e desenvolvimento e para a
transformação do mundo exterior.
Relação entre trabalho e profissão
É do trabalho que surgem as profissões e, o indivíduo desenvolve sua profissão
trabalhando.
O trabalho é um privilégio do homem e constitui sua nobreza. Este não deve ser
considerado como finalidade absoluta da vida – o homem trabalha para viver e, não
vive para trabalhar.

E ao falarmos de profissão, convém lembrar, mais uma vez, Max Weber


(2001, p. 131): ele constata que a profissão se tornou uma espécie de
“gaiola de ferro” dos seres humanos modernos, e por isso não temos mais o
direito de escolher se vamos ter ou não uma profissão; somos obrigados a
tê-la se quisermos sobreviver.

Norma moral
Regra socialmente estabelecida que serve de padrão para a consciência moral.
Constituem normas de convivência social, dizem respeito ao que devemos ou não fazer
em como fazer.
As normas morais são caracterizadas pela auto-obrigação, universalidade – são
validas para toda humanidade e são incondicionais – não sujeitas a prémios.

Consciência moral
Própria do homem enquanto sujeito capaz de julgar e de avaliar a moralidade dos seus
atos.
Corresponde a capacidade interior de orientação e avaliação da ação com base em
princípios e valores auto-impostos e racionalmente justificados. É a dimensão
autónoma da determinação da ação (com coação externa).
Também pode ser entendida como sensação correctora dos nossos actos ou faculdade
que julga a moralidade das acções.

Liberdade moral
A liberdade não é mais do que a mera subordinação a lei moral, e nunca é tão intensa
como o é quando reconhecemos a necessidade da lei e a sua absoluta autoridade
sobre as nossas ações enquanto agentes morais. Por exemplo, uma pessoa pode agir
de acordo com a lei, motivada pelo medo ou na esperança de receber uma
recompensa. Nestes casos, a sua ação não tem valor moral, pois depende de fatores
que não pertencem a própria lei “ser livre é ser moralmente responsável. Vontade livre
e vontade submetida a leis morais são uma e a mesma coisa.
Responsabilidade moral
Refere-se ao dano causado ao indivíduo, a um grupo ou a uma sociedade devido as
acções ou ausência delas de outro individuo.
É um segmento das obrigações éticas, circunscrito pela intersecção das esferas que
separam, em um plano, do direito, das instituições e da religião.
Ser moralmente responsável é cuidar para que as saídas da empresa não representem
negativamente sobre os seres humanos.
Ação moral: As ações realizadas pelo agente que, livre e voluntariamente, aceita o
apelo da própria consciência, respeitando as normas, por ela impostos para se
dignificar e aperfeiçoar como ser humano e promover sua humanidade e a de todos os
outros, de modo a viver e conviver melhor.
Ser moral
Considere imparcialmente os seus interesses e os de todos os que serão afetados
pelas suas ações, não se deixa guiar pelos seus impulsos, age guiado por princípios
éticos racionalmente justificados independentemente de pressões exteriores, fazendo
escolhas autónomas.