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55 AACESSIBILIDADE

CESSIBILIDADEVIRTUAL
VIRTUAL

Adrovane
AdrovaneKade
Kade
Gleison
GleisonSamuel
Samueldo doNascimento
Nascimento
Bruna
BrunaPoletto
PolettoSalton
Salton
Diego
Diegode
deOliveira
OliveiraPotapczuk
Potapczuk
Fernando
FernandoSebenello
SebenelloSoares
Soares
Jucélia
JucéliaPoletto
PolettoAlmeida
Almeida
Lael
LaelNervis
Nervis
Ricardo
RicardoMoro
Moro

Como
Comomencionado
mencionadono
noCapítulo
Capítulo1 1deste
destelivro,
livro,um
umproduto
produtoou
ouambiente
ambienteadere
adere
ao
aoconceito
conceitode
deDesenho
DesenhoUniversal
Universalcaso
casoseja
sejautilizável
utilizávelpor
portodas
todasasaspessoas,
pessoas,sem
sema a
necessidade
necessidadede
deadequação.
adequação.Isto
Istoé,é,ooDesenho
DesenhoUniversal
Universalgarante
garantea aacessibilidade
acessibilidade
física
físicae evirtual
virtualde
deum
umproduto
produtoou
ouambiente.
ambiente.OOCapítulo
Capítulo3 3jájáapresentou
apresentouooque
queé ée e
como
comogarantir
garantira aacessibilidade
acessibilidadefísica
físicade
deum
umambiente.
ambiente.Agora,
Agora,oopróximo
próximopasso
passoé é
garantir
garantira aacessibilidade
acessibilidadevirtual,
virtual,para
paragarantir,
garantir,assim,
assim,oocumprimento
cumprimentodo
doDesenho
Desenho
Universal.
Universal.
Acessibilidade
Acessibilidadevirtual
virtualé écompreendida
compreendidaaqui
aquicomo
comoa aforma
formade
degarantir
garantira a
mobilidade
mobilidadee eusabilidade
usabilidadede
derecursos
recursoscomputacionais
computacionais(SACI,
(SACI,2005),
2005),ou
ouseja,
seja,a a
acessibilidade
acessibilidadevirtual
virtualconsiste
consisteem
emeliminar
eliminarasasbarreiras
barreirasque
queimpedem
impedemtodas
todasasas
pessoas
pessoas de
de fazerem
fazerem uso
uso de
de sistemas
sistemas computacionais
computacionais (computadores).
(computadores). Sendo
Sendo
assim,
assim,a aacessibilidade
acessibilidadevirtual
virtualcaracteriza-se
caracteriza-sepor
poroferecer
oferecerinformações
informaçõese eserviços
serviçosem
em
meios
meiosvirtuais
virtuaisde
demodo
modoigual
iguala atodas
todasasaspessoas,
pessoas,independente
independentedo
dotipo
tipode
deusuário
usuário
1 1
(PNEs
(PNEs, , idosos,
idosos, entre
entre outros).
outros). Compreende-se
Compreende-se por
por meios
meios virtuais
virtuais a a Internet,
Internet,
programas
programasde
decomputador,
computador,equipamentos
equipamentose etecnologia
tecnologiaem
emgeral.
geral.Além
Alémdisso,
disso,deve-
deve-
sese considerar
considerar que
que sempre
sempre existirão
existirão pessoas
pessoas cuja
cuja combinação
combinação de
de deficiências
deficiências
impedirá
impediráque
queusufruam
usufruamde
deprodutos
produtosacessíveis.
acessíveis.Desta
Destaforma,
forma,um
umproduto
produtonão
nãopode
pode
ser
sercaracterizado
caracterizadosimplesmente
simplesmentecomo
comoacessível
acessívelou
ounão
nãoacessível.
acessível.Produtos
Produtossão,
são,na
na
verdade,
verdade,mais
maisou
oumenos
menosacessíveis,
acessíveis,e edevem
devematender
atendera apadrões
padrõesmínimos
mínimosde
de
acessibilidade
acessibilidadefixados
fixadospor
porleis
leisou
ounormas
normastécnicas
técnicas(DIAS,
(DIAS,2003).
2003).

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PNEs:
PNEs:Pessoas
Pessoascom
comNecessidades
NecessidadesEspeciais.
Especiais.
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Dentro da acessibilidade virtual, é possível destacar a acessibilidade na


Internet como um dos temas mais estudados e difundidos atualmente. A
acessibilidade na Internet refere-se a sites que estejam disponíveis e acessíveis na
web, a qualquer hora, local, ambiente, dispositivo de acesso e por qualquer tipo de
usuário. Segundo Zúnica (1999), a acessibilidade na Internet pode envolver três
grandes áreas:

• Acessibilidade ao computador: envolve ferramentas, equipamentos ou


técnicas que facilitam a navegação na web. Nesse grupo, encontram-se
softwares (por exemplo, softwares falantes) e hardwares (por exemplo,
mouses adaptados);
• Acessibilidade do navegador: esta área trata exclusivamente do software
utilizado para apresentar o conteúdo de páginas web, isto é, o browser ou
navegador. Esses softwares podem ser genéricos, como a internet Explorer
e o Mozilla Firefox, ou ainda, específicos, que oferecem facilidades de
acesso a determinados grupos de usuários, como é o caso do navegador
Linux para usuários cegos;
• Acessibilidade no desenvolvimento de páginas web: nesta área são
estudadas regras e técnicas que devem ser seguidas para a construção de
páginas acessíveis. Essas regras determinam como o conteúdo deve ser
apresentado em uma página web. Elas também determinam como a
navegação entre as páginas deve ser realizada, ou seja, como as páginas
devem estar ligadas dentro de um site, de forma que facilitem a navegação
de todas as pessoas.

Visando tornar a web acessível a todas as pessoas, o W3C (World Wide Web
Consortium), comitê formado por grandes empresas da Internet mundial, criou o
WAI (Web Accessibility Initiative), cuja principal atribuição é elaborar e manter um
conjunto de regras (recomendações) que, quando seguidas, garantem a construção
de sites com conteúdo acessível a todos os tipos de usuários.
Como resultado desse trabalho, o WAI publicou, em 1999, um guia com
diretrizes para acessibilidade do conteúdo web, chamado WCAG 1.0 (Web Content
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Accessibility Guidelines). Esse documento contém uma série de recomendações


Accessibility Guidelines). Esse documento contém uma série de recomendações
técnicas que devem ser seguidas pelos desenvolvedores22 web para a construção de
técnicas que devem ser seguidas pelos desenvolvedores web para a construção de
sites com conteúdo acessível. Recentemente, esse guia foi atualizado, dando
sites com conteúdo acessível. Recentemente, esse guia foi atualizado, dando
origem ao WCAG 2.0, consistindo na principal referência mundial em termos de
origem ao WCAG 2.0, consistindo na principal referência mundial em termos de
acessibilidade de conteúdo web até o momento.
acessibilidade de conteúdo web até o momento.
No Brasil, o primeiro passo para acessibilizar a Internet ocorreu com o
No Brasil, o primeiro passo para acessibilizar a Internet ocorreu com o
Decreto 5.296, de 02 de dezembro de 2004 (BRASIL, 2004), que regulamenta as
Decreto 5.296, de 02 de dezembro de 2004 (BRASIL, 2004), que regulamenta as
Leis 10.098/00 e 10.048/00. Tal decreto, em seu artigo 47, torna obrigatória a
Leis 10.098/00 e 10.048/00. Tal decreto, em seu artigo 47, torna obrigatória a
acessibilidade nos sites da administração pública para pessoas com necessidades
acessibilidade nos sites da administração pública para pessoas com necessidades
especiais, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis. Assim, o
especiais, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis. Assim, o
Decreto obriga que as entidades governamentais busquem uma maneira de
Decreto obriga que as entidades governamentais busquem uma maneira de
acessibilizar o conteúdo web de forma padronizada e o mais rápido possível. Em
acessibilizar o conteúdo web de forma padronizada e o mais rápido possível. Em
dezembro de 2005, o Governo Federal, através do Ministério do Planejamento,
dezembro de 2005, o Governo Federal, através do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, criou uma cartilha para auxiliar os desenvolvedores web a
Orçamento e Gestão, criou uma cartilha para auxiliar os desenvolvedores web a
acessibilizar o conteúdo dos sites governamentais. Essa cartilha foi chamada de e-
acessibilizar o conteúdo dos sites governamentais. Essa cartilha foi chamada de e-
MAG ou Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico, consistindo na principal
MAG ou Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico, consistindo na principal
iniciativa em prol da acessibilidade virtual no Brasil. A nova versão do modelo,
iniciativa em prol da acessibilidade virtual no Brasil. A nova versão do modelo,
chamada de e-MAG 3.0, foi lançada em setembro de 2011 e desenvolvida por meio
chamada de e-MAG 3.0, foi lançada em setembro de 2011 e desenvolvida por meio
da parceria entre o Departamento de Governo Eletrônico, da Secretaria de Logística
da parceria entre o Departamento de Governo Eletrônico, da Secretaria de Logística
e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, e o Projeto de
e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, e o Projeto de
Acessibilidade Virtual da RENAPI (Rede de Pesquisa e Inovação em Tecnologias
Acessibilidade Virtual da RENAPI (Rede de Pesquisa e Inovação em Tecnologias
Digitais). Em sua elaboração, foram consideradas as contribuições de especialistas
Digitais). Em sua elaboração, foram consideradas as contribuições de especialistas
e as novas pesquisas na área de acessibilidade à web, bem como as
e as novas pesquisas na área de acessibilidade à web, bem como as
Recomendações de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0, do W3C, mas
Recomendações de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0, do W3C, mas
sempre com foco nas necessidades locais, visando atender as prioridades
sempre com foco nas necessidades locais, visando atender as prioridades
brasileiras.
brasileiras.
Com o avanço da Internet, muitas instituições de ensino têm optado por usar
Com o avanço da Internet, muitas instituições de ensino têm optado por usar
sites para disponibilizar informações escolares. Atualmente, os estudantes têm
sites para disponibilizar informações escolares. Atualmente, os estudantes têm
acesso a uma série de serviços escolares através da internet, como verificação de
acesso a uma série de serviços escolares através da internet, como verificação de
notas e frequência das disciplinas que cursam, matrículas online, reserva de livros
notas e frequência das disciplinas que cursam, matrículas online, reserva de livros

2
Desenvolvedores:
2 Pessoas responsáveis pela construção de páginas para internet (programadores,
Desenvolvedores: Pessoas responsáveis pela construção de páginas para internet (programadores,
web designers, etc).
web designers, etc).
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na biblioteca, notícias sobre a escola, entre outros. Dessa forma, torna-se


imprescindível que as instituições de ensino comecem a pensar na acessibilidade
virtual de seus sites, caso contrário, correm o risco de excluir de forma indireta as
pessoas com necessidades especiais. Ou seja, elas podem cumprir com as
exigências de acessibilidade física, mas impõem barreiras virtuais aos estudantes
com necessidades especiais, impossibilitando assim a total inclusão desses
estudantes no ambiente escolar.
Nesse sentido, este capítulo procura apresentar os principais conhecimentos
necessários para tornar um site acessível a todos os usuários. Primeiramente são
apresentadas algumas definições fundamentais para o entendimento do capítulo,
como o que é acessibilidade, usabilidade e comunicabilidade. Logo após, são
apresentados padrões de desenvolvimento web, ou seja, boas práticas de
programação que devem ser usadas na construção de sites em geral e que também
são fundamentais para a construção de sites acessíveis. A seguir, são mostrados os
conjuntos de diretrizes específicas para acessibilidade virtual na Internet, isto é, os
guias de desenvolvimento WCAG e e-MAG. Por fim, apresentam-se técnicas para
validação da acessibilidade em sites em geral. Tais técnicas são empregadas para
verificar o grau de acessibilidade de um site, como também podem servir de guia
para o desenvolvedor construir sites acessíveis.

5.1 Definições fundamentais

Ao se construir um site acessível para todos os usuários, é necessário


pensar nos princípios de usabilidade, acessibilidade e comunicabilidade. Ou
seja, os desenvolvedores do site devem conhecer perfeitamente o que são esses
princípios, como devem ser usados e como eles impactam na construção de sites
acessíveis.
Segundo Amstel (2006), usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um
usuário aprende a utilizar um produto com facilidade, rapidez e com índice baixo de
erros, significa que esse produto tem boa usabilidade. A usabilidade, como Amstel
(2006) explica, é aplicada onde houver uma interface entre um humano e um objeto,
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seja este objeto físico (por exemplo, uma cafeteira) ou abstrato (por exemplo, um
software de computador).
No caso de um site, a usabilidade refere-se à facilidade com que um usuário
aprende a navegar nesse site ou acessar as informações. Por exemplo, o site
permite o acesso às páginas internas através de links (âncoras), que podem ser
acionados pelo teclado do computador ou por um clique de mouse. Nesse caso, o
site permite que o usuário utilize mais de um dispositivo de acesso, podendo
escolher o dispositivo que achar mais fácil para usar.
A acessibilidade, por sua vez, é o termo usado para descrever problemas
de usabilidade encontrados por usuários com necessidades especiais como, por
exemplo, usuários que têm algum tipo de dificuldade auditiva, visual, ou ainda,
usuários idosos com dificuldades motoras.
A acessibilidade implica em tornar utilizável um produto por qualquer
pessoa, independente de alguma deficiência física, sensorial, cognitiva, condição de
trabalho ou barreiras tecnológicas. Dessa forma, a acessibilidade virtual implica
em tornar utilizável um site ou software.
Um conceito que começa a ser utilizado na atualidade é o da usabilidade
aplicada à acessibilidade. Tal prática amplia o entendimento de acessibilidade
virtual ao mencionar a importância não apenas de se aplicar as recomendações de
codificação, como WCAG e e-MAG, mas também de se tornar os ambientes fáceis
de usar para todos. Ou seja, é necessário "aplicar a usabilidade nos sites para torná-
los verdadeiramente acessíveis" (SPELTA, 2003).
O termo “Usabilidade na Acessibilidade", de Amstel (2006), diz que o
princípio básico da web é o acesso por qualquer tipo de pessoa e em qualquer
lugar. Entretanto, poucos são os sites que seguem esse princípio, ora por
incompetência técnica, ora por desinteresse comercial. A maioria dos
desenvolvedores de sites ignora boas práticas que viabilizam o acesso à informação
(acessibilidade) e seu uso (usabilidade) por pessoas com necessidades especiais.
A interface ideal é aquela que está adaptada às necessidades de seus
usuários. Usuários de terceira idade podem precisar de textos com letras maiores, já
os usuários com desvantagem cognitiva podem precisar de alguns textos de ajuda
a mais. Dessa forma, a usabilidade na acessibilidade virtual facilita aos usuários
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realizar ações e tarefas com um determinado site ou software, independente do


usuário ser de terceira idade ou simplesmente ser mais leigo, ou ainda possuir
alguma deficiência física ou mental.
Além disso, ainda existe o princípio da comunicabilidade, que busca avaliar
o processo implícito de comunicação designer-usuário que ocorre por meio da
interface, denominado por Leite (2002) de "processo metacognitivo". Para Souza et
al. (1999), a comunicabilidade refere-se "à capacidade de os usuários entenderem o
design tal como concebido pelos projetistas". Além disso, Souza et al. (1999)
destaca que, em sistemas com alta comunicabilidade, os usuários são capazes de
responder questões como:

• Para que o sistema serve?


• Qual a vantagem de utilizá-lo?
• Como o sistema funciona?
• Quais os princípios gerais de interação com o sistema?

Já Leite (2002) fornece algumas diretrizes para que o site ou software


apresente uma boa comunicabilidade. Estas diretrizes são:

• Naturalidade: organize a sequência de interações da maneira mais natural


possível para o usuário;
• Flexibilidade: permita alternativas de interações para um mesmo comando;
• Não-modal: permita ao usuário consultar outras informações durante o
comando e depois retornar ao ponto em que estava;
• Perdão: permita ao usuário corrigir um comando errado ou voltar atrás;
• Unidade: procure dispor os comandos em uma única janela. Se mais de um
comando fizer parte da mesma janela, construa grupos separados;
• Escolha o objeto de interação adequado (aquele com o qual o usuário está
familiarizado) para a ação que o usuário deve fazer;
• Utilize rotulação para comunicar a ação do usuário;
• Utilize o vocabulário de domínio do usuário. Evite termos técnicos;
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• Resultados devem fazer referências às informações que constam no


comando;
• Advertências e avisos devem ser colocados em primeiro plano para chamar
a atenção do usuário;
• Cores fortes e diferenciadas de outros elementos chamam atenção. Sons
também podem ser utilizados;
• Os resultados de função devem ser destacados de outros elementos da
página (banners, menus, etc).

Dessa forma, é possível concluir que usabilidade e acessibilidade são


conceitos fortemente relacionados, pois ambos buscam melhorar a satisfação e a
eficiência de uso da interface de um software ou site. Já a comunicabilidade
também deve ser bem pensada no desenvolvimento de um site, isto porque ao usar
uma linguagem não muito clara e/ou simples demais, a tendência é piorar a
acessibilidade e a usabilidade do site.
Enfim, usabilidade, acessibilidade e comunicabilidade são princípios
simples, mas que fazem a diferença ao construir sites acessíveis para todos os
usuários. São princípios fáceis de aprender e devem fazer parte do cotidiano, a fim
de dispor um conteúdo com maior qualidade na web.

5.2 Padrões Web

Um site na Internet nada mais é que um conjunto de documentos


interligados, chamados de páginas web. As páginas web são escritas usando a
linguagem HTML (HyperText Markup Language). Esses documentos escritos na
linguagem HTML são interpretados por programas chamados de navegadores web
(browsers). Os navegadores web interpretam as páginas web gerando como
resultado uma interface gráfica para o documento. A HTML é uma linguagem de
marcação que específica como um navegador web irá apresentar o conteúdo do
documento para o usuário, ou seja, como o navegador irá mostrar a interface
gráfica da página web. A Figura 1 mostra um exemplo de página web, onde, 1(a) é