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AD1 - Filosofia e Ética

Aluno: Lucas Lima Candido de Oliveira


Curso: Administração Pública – UFF – Paracambi
Matrícula: 18113110408

Exercício

1- Seria possível ou pertinente hoje manter a distinção


entre a opinião (doxa) e a ciência (episteme)? Em
que termos ela se colocaria?

R:. A opinião varia de pessoa para pessoa, se baseia na avaliação


subjetiva sobre algo. “Eu acho que estes queijos estão bons, mas
meu amigo acha o contrário”. A pluralidade de avaliações
pessoais torna impossível construir um verdadeiro conhecimento
baseado numa simples opinião. Se quisermos nos aproximar da
verdade, devemos analisar o que varia de acordo com as
situações, sujeitos e as mutações da realidade. A garantia de um
saber verdadeiro está na possibilidade de sua demonstração a
partir de um conhecimento já demonstrado como a episteme. A
diferença entre opinião e conhecimento (doxa e episteme) foi
abordada por Parmênides e posteriormente por Platão. Segundo o
primeiro, a doxa parte dos sentidos, dos desejos e das
experiências pessoais (senso comum), enquanto que a episteme
(conhecimento cientifico) é a tentativa de construir uma verdade
distante da subjetividade individual e sim no conjunto de teorias,
estudos e observações científicas que sejam coerentes e que
possam se comunicar entre si. Conforme Platão, a doxa é o
conhecimento que depende das aparências, portanto, é enganosa.
Platão defendia os ideais de doxa e os chamava de modo
depreciativo como doxógrafos, que podem ser traduzidos como
opinantes. Para a maioria dos filósofos gregos a doxa é um
substituto do verdadeiro conhecimento. Por meio da opinião,
podemos nos comunicar, compartilhar experiências e avaliar
qualquer aspecto da realidade do ponto de vista individual. No
entanto, se queremos saber algo com um critério de verdade e
de maneira objetiva, devemos seguir o caminho da episteme.
Esta distinção entre uma forma ou outra de conhecimento é
crucial para compreender a diferença entre o que é científico
e o que não é e se distingue no cotidiano.

2 - Quais as alterações mais visíveis, para você, no sentido


do termo substância desde o modo como é definido por
Aristóteles até o modo como é compreendido hoje pelo
senso comum?

R: Aristóteles foi um dos maiores filósofos de sua época,


influenciando grande parte do pensamento filosófico de
eras posteriores, como na idade média por exemplo, graças
a livros como “Metafísica” onde podemos encontrar o
conceito de Aristóteles sobre a substância. A substância,
que vem do grego “ousia” e que significa “ser” e que
alguns chamam de essência, seria basicamente aquilo que
fundamenta as coisas e que teve sua teoria criada
basicamente para explicar a mudança. Para Aristóteles a
substância possui quatro características, que seriam: seria
tudo aquilo que não pode ser predicado, aquilo que existe
independente de todo o resto, aquilo que permanece
através da mudança e sendo também aquilo que é a união
da matéria e da forma essencial. A primeira característica
devemos conhecer antes o conceito das categorias de
Aristóteles, onde ele tenta mostrar algumas categorias,
sendo a primeira a substância e considerada por ele o
único sujeito e todas as outras categorias sendo
predicados, ou seja, a substância não pode ser dita de um
sujeito e nem em um sujeito. A substância então seria um
recebedor de predicados, mas nunca seria um predicado
propriamente.O significado da segunda característica seria
a de que a substância existe e pode ser pensada
independente da matéria e da propriedade. Ela então seria
a base de tudo e sem ela nada poderia existir. Nessa
característica podemos ver uma relação entre os números e
a substância, mas apesar dos números poderem ser
pensados independentes de todo o resto sua existência
possui dependências.Na terceira característica vemos que
a substância só sofre mudança nela mesma, há outras
coisas que podem ser assim, porém essa mudança seria
extrínseca a ela enquanto na substância a mudança seria na
forma de geração e corrupção, ou seja, nela mesma. Uma
boa forma de se entender esse fato é que ao colocarmos
um pedaço de cera de abelha (tendo ela características
como aroma, forma e textura) no fogo, ela sofreria
mudanças em suas características, porém continuaria
sendo cera, pois a substância (essência) que a define não
mudaria .Na última característica vemos a substância
como a união entre dois conceitos: a matéria e a forma. A
matéria seria aquilo de que um ser é constituído ou é feito.
Aquele indeterminado que poderia receber determinações.
A forma seria aquilo que se mostra de algo, ou seja, seu
aspecto. Assim podemos concluir que, para Aristóteles a
substância seria o fundamento de tudo, seria aquilo do
qual podemos falar algo, que poderíamos pensar sem
interligarmos a nada diretamente, que se mantêm quando
todo o resto muda e que seria a base para a união daquilo
que se mostra feito .E hoje em dia vejo no senso comum e
aceitamos como realidade apenas o que é tratado pelas
ciências naturais.

3 - Você alguma vez já refletiu sobre a importância e/ou


necessidade de separar, numa questão, os aspectos
meramente acidentais daquilo que lhe pertence
substancialmente? No plano do conhecimento? No plano
da vida prática? As ciências atuais continuam com essa
distinção entre atributos acidentais e atributos
essenciais? Em que sentido?

R: A divisão do que é cada qualidade essencial (aquilo sem o qual


o objeto nunca seria o que é) e do que é um acidental (aquilo que
consegue se modificar, é dinâmico), se faz importante para que
conheçamos a dificuldade das questões que analisamos. No
mesmo tempo que cada qualidade essencial permanece no objeto
pelo resto de sua existência, cada qualidade acidental fica para
indicar o relação atual desse objeto, ou o que o afeta no momento
em que o analisamos. Na vida prática fazemos isso quando
passamos, por exemplo, por problemas em uma relação:
separamos uma pequena briga, por molde, do amor e sentimos por
outras pessoas. No campo do conhecimento é importante notar a
influência dessa divisão quando observamos cada objeto de
conhecimento, por modelo, a cultura. A cultura tem propriedades
essenciais, por exemplo: é parâmetro para comportamentos, mas
tem seus pontos acidentais, informações por contexto histórico e
atuação individual. As ciências naturais mantém essa divisão para
melhor compreender um determinado fenômeno. No caso da
análise biológica, por exemplo, temos os pontos essenciais: a
necessidade de oxigênio para que um ser humano sobreviva,
por modelo, mas temos também a maneira pela qual esse
oxigênio pode ser obtido, que pode ser acidental: pela
respiração natural, com ajuda de aparelhos e etc.