Vous êtes sur la page 1sur 26

FACULDADES INTEGRADAS DE MINEIROS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS


FACULDADE DE AGRONOMIA

IMPLANTAÇÃO DE UMA FLORESTA DE


EUCALIPTO PARA ENERGIA

MARÇO / 2009
MINEIROS - GO

1
FACULDADES INTEGRADAS DE MINEIROS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
FACULDADE DE AGRONOMIA

Laíze Aparecida Ferreira Vilela


Diego Oliveira Ribeiro

IMPLANTAÇÃO DE UMA FLORESTA DE


EUCALIPTO PARA ENERGIA

MARÇO / 2009
MINEIROS - GO
2
SUMÁRIO

1. Introdução ................................................................................................................ 04
2. Justificativa................................................................................................................. 06
3. Objetivo Geral........................................................................................................... 08
3.1 Objetivos Específicos............................................................................................... 08
4. Revisão de Literatura................................................................................................. 09
4.1 Implantação Florestal.............................................................................................. 09
4.2 Espaçamento........................................................................................................... 10
4.2.1 Sistema Estritamente Florestal para fins energéticos ou produção de celulose... 10
4.3 Adubação Orgânica................................................................................................. 11
4.3.1 Matéria Orgânica do Solo (MOS) ....................................................................... 13
4.3.2 Nutrientes............................................................................................................. 13
4.4 Espécie Florestal...................................................................................................... 15
4.5 Local de Implantação.............................................................................................. 16
5. Material e Métodos.................................................................................................... 17
5.1 Descrição da área de implantação........................................................................... 17
5.2 Preparo da área implantação................................................................................... 17
5.2.1 Construção de estradas e aceiros.......................................................................... 17
5.2.2 Limpeza da área e retirada da vegetação nativa.................................................... 18
5.2.3 Combate à formiga............................................................................................... 18
5.3 Plantio...................................................................................................................... 18
5.3.1 Escolha do espaçamento...................................................................................... 18
5.3.2 Fertilização............................................................................................................ 19
5.3.3 Sulcamento........................................................................................................... 20
5.3.4 Controle de Cupins.............................................................................................. 20
5.3.5 Plantio propriamente dito.................................................................................... 21
5.4 Tratos culturais........................................................................................................ 21
6. Orçamento................................................................................................................. 22
7. Resultados esperados................................................................................................. 23
8. Referências bibliográficas.......................................................................................... 24

3
1. INTRODUÇÃO

O setor florestal brasileiro contribui com uma parcela importante para a economia
nacional, pois gera produtos para consumo interno ou para exportação, impostos e empregos
para a população e ainda, muitas vezes, atua na conservação e na preservação dos recursos
naturais. Os produtos de base florestal representam 2,6% do produto interno bruto (PIB)
brasileiro.
O território Brasileiro conta com cerca de 530 milhões de hectares de Florestas Nativas,
43,5 milhões de hectares em Unidades de Conservação Federal e 4,8 milhões de hectares de
Florestas Plantadas com pinus, eucalipto e acácia-negra.
Com a exploração de áreas de Florestas Nativas mais a exploração das Florestas
Plantadas gera mais de 2 milhões de empregos, contribui com mais de US $ 20 bilhões para o
PIB, exporta mais de US$ 4 bilhões (8% do agronegócio) e contribui com 3 bilhões de dólares
em impostos, ao ano, arrecadados de 60.000 empresas (SILVA et al., 2009).
Os sete maiores estados em área com Eucalipto e Pinus de acordo com a ordem de
tamanho de suas florestas são os estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina,
Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo respectivamente.
Essas florestas plantadas visam a garantia do suprimento de matéria-prima para as
indústrias de papel e celulose, siderurgia a carvão vegetal, lenha, serrados, compensados e
lâminas e, painéis reconstituídos (aglomerados, chapas de fibras e etc).
Apesar da participação das plantações florestais estar aumentando em todos os
segmentos em relação a das Florestas Nativas, o setor acredita que com base nas expectativas de
crescimento de demanda, haverá uma necessidade de plantio em torno de 630 mil hectares ao
ano, ao invés dos 200 mil hectares atuais. A Sociedade Brasileira de Silvicultura - SBS distribui
essa necessidade de plantio como sendo: 170 mil ha / ano para celulose, 130 mil ha / ano para
madeira sólida, 250 mil ha / ano para carvão vegetal e 80 mil ha / ano para energia (SILVA et
al., 2009).
Com base nesses dados observa-se a importância do eucalipto por ser uma espécie de
uso múltiplo com possibilidade de atender a todos os segmentos acima descritos,
principalmente para papel e celulose e energia onde historicamente deu contribuição especial.
Apresentando origem Australiana, o Eucalipto é uma das espécies que mais atende as
necessidades de reposição de matéria-prima para o processo industrial, seja ele para a
fabricação de celulose, para a produção energética, abastecimento de madeira, produção de

4
móveis, acabamentos refinados da construção civil, pisos, postes e mastros para barcos. De
acordo com a Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), no Brasil são aproximadamente três
milhões de hectares de floresta de eucalipto que contribuem para a preservação da mata nativa,
ocupando áreas antes devastadas pelo desmatamento, pela monocultura e a pecuária, além da
comercialização ilegal de madeiras.
O maior atrativo para a implantação da Floresta de Eucalipto é que essa planta exótica
se desenvolve em qualquer tipo de terreno, principalmente em ambientes secos e solos pouco
férteis. Em todo o mundo existem cerca de 700 diferentes espécies de Eucalipto sendo que o
Viveiro Camará produz mudas de apenas três espécies: o Eucalyptus grandis, e o Eucalyptus
urophylla destinados ao mercado de celulose; e o Eucalyptus citriodora para pequenos
produtores rurais e para a produção de madeira (VITAL, 2007).
Nos últimos anos com a chegada de empresas como a Perdigão e frigoríficos avícolas no
Estado de Goiás e mais especificamente na região do Sudoeste Goiano houve também a
preocupação com os dejetos que seriam gerados pela produção das aves. A cama de Frango ou
de Peru pode ser reutilizada como adubo orgânico na adubação de lavouras, pastagens e
também florestas. Como o custo para adubação com a cama é menor do que com adubos
químicos, a mesma pode ser utilizada para o plantio de Eucalipto, além de acarretar benefícios
ao solo, à médio e longo prazo.

5
2. JUSTIFICATIVA

Promover a recuperação da referida área citada, tendo em vista, que a mesma apresenta
deficiência de todos os nutrientes de acordo com a caracterização química e física, informada
pela análise de solo.
A área utilizada para a implantação da floresta de Eucalipto é uma gleba anteriormente
usada sob pastagem, que ao longo dos anos tem mostrado sintomas de degradação. Como o
eucalipto se desenvolve bem em áreas pouco férteis, e locais arenosos, o mesmo pode-se
mostrar um ótimo potencial para a recuperação desta área em termos ambientais promovendo
a adição de matéria orgânica, e deixando de ser um local subutilizado economicamente ao
produtor rural. Além de minimizar os custos de produção, visto que, a adubação orgânica
reduz drasticamente os custos da adubação, quando comparado com o adubo químico.
Espera-se ainda alcançar alta produção de madeira com a finalidade de uso para energia
(carvão e lenha).

6
3. OBJETIVO GERAL

Implantar uma floresta de Eucalipto para recuperação de uma área de pastagem


degradada e produção de madeira para energia.

3.1 OBJETIVOS ESPECÌFICOS

Avaliar o efeito compensatório com o cultivo de uma floresta de Eucalyptos urophila.


Avaliar a máxima produção possível da cultura em um solo arenoso.
Avaliar o efeito da floresta sob as condições físicas e químicas no solo após a extração
da madeira.
Avaliar o comportamento da adição de matéria orgânica ao solo deixada pela cultura,
após o cultivo do Eucalipto através do uso de cama-de-aviário.
Promover menor custo para o cultivo da floresta, com o uso da adubação orgânica.

7
4. REVISÃO DE LITERATURA

4.1 IMPLANTAÇÃO FLORESTAL

A implantação florestal são as operações que vão desde o preparo do solo, plantio e
tratos culturais, até o estabelecimento da floresta, que normalmente acontece entre o terceiro e
quarto ano.
As operações de preparo do solo envolvem: construção de estradas e aceiros,
desmatamento, retirada da lenha, catação, combate à formiga, controle de ervas daninhas,
revolvimento do solo, sulcamento e/ou coveamento, drenagem e/ou camalhões (em terrenos
úmidos).
Muitas empresas e produtores utilizam a técnica de cultivo mínimo. A queima dos
restos culturais nos últimos anos está abolida, devido a emissão de CO2 para a atmosfera, que é
um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. O material permanece na área para enriquecer e
promover a conservação do solo. O controle de ervas daninhas normalmente é realizado
através do uso de herbicidas (OMAR, 2009).
A segunda etapa compreende as operações de plantio. Nesta fase é importante que se
tenham definidos o espaçamento se a fertilização é mineral, ou orgânica (OMAR,2009).
O espaçamento é definido em função do uso final da madeira e de critérios de ordem
econômica e ambiental. A área disponível por árvore vai determinar a sua taxa de crescimento,
a rotação, qualidade da madeira, os tratos silviculturais, o planejamento da exploração e da
colheita florestal. Os espaçamentos mais utilizados variam de 4,5 a 12 m2 por planta. A
fertilização mineral depende das características químicas e físicas do solo. No entanto,
geralmente recomenda-se de 120 a 150 g de NPK por planta.
As outras operações da fase de plantio compreendem: sulcamento e/ou coveamento,
plantio das mudas, irrigação na cova (1 a 3 litros), replantio (somente quando a sobrevivência
no campo for menor do que 90%).
Os tratos silviculturais têm a finalidade de eliminar a competição entre indivíduos, e
entre árvores e espécies daninhas invasoras, até que a floresta esteja apta a dominar essa
competição.

8
4.2 ESPAÇAMENTO

4.2.1 SISTEMA
SISTEMA ESTRITAMENTE FLORESTAL PARA FINS ENERGÉTICOS
ENERGÉTICOS OU
PRODUÇÃO DE CELULOSE

Normalmente é o método mais tradicional, utilizado quando a produção se resume ao


abate de árvores com sete anos de idade. O plantio é realizado todo de uma só vez e o primeiro
corte se dá no sétimo ano. Outros dois cortes ainda podem ser feitos com a condução da
rebrota, um no décimo quarto ano e outro no vigésimo primeiro ano, quando só aí a área
recebe um novo plantio. O espaçamento mais utilizado é o 3x2m, entretanto podem ser usados
outros espaçamentos como 3 x 1,5m e também 3 x 3m. Com material genético de qualidade e
todos os tratos culturais necessários sendo efetuados, as produtividades podem chegar aos
300m3/ha no primeiro corte, 270m3/ha no segundo corte e 250m3/ha no terceiro corte
(OMAR, 2009).

4.2.2 SISTEMA ESTRITAMENTE FLORESTAL COM DESBASTES

Segundo Vital (2009) este método de plantio é utilizado quando se pretende adiantar o
retorno de parte do capital investido, já que no sistema anterior o retorno se dá somente aos
sete anos após o investimento inicial.
As plantas inicialmente são mais adensadas e antes que cheguem ao desenvolvimento
econômico máximo, são realizados alguns desbastes. Este sistema pode ser trabalhado de duas
formas (SILVA et al., 2009):
Fins Energéticos:
Energéticos: Faz-se o planejamento de colher um bosque estritamente florestal
aos sete, quatorze e vinte e um anos, mas o plantio é realizado mais adensado que o normal,
para que o abate de plantas muito próximas forneça madeira para a construção civil ou para
fins energéticos. Normalmente estes desbastes se iniciam no terceiro ano de cultivo, onde se
intercalam as plantas abatidas com as plantas remanescentes. Desta forma, a área vai limpa até
que atinja o espaçamento desejado.
Mais de uma finalidade: Neste método, a finalidade da produção varia de acordo
com o ano de cultivo. Isto é, um plantio inicialmente adensado começa a ser desbastado no
terceiro ano para construção civil e energia, mantendo-se esta finalidade no quarto ano. Do
quinto ano em diante, além das finalidades já conhecidas, adiciona-se a de produção de postes.

9
Não necessariamente o desbaste precisa ser anual. O bosque então vai sendo raleado, de modo
que no décimo segundo ano encerram-se os desbastes, sobrando poucas plantas por hectare.
Essas árvores remanescentes podem ser colhidas entre o 14º e 15º ano e são utilizadas para
serraria. Nesse método, o ciclo da cultura é de apenas 15 anos.
Leles (2001) estudando diferentes tipos de espaçamentos em 2 espécies de Eucaliptos,
nos quais constavam os seguintes espaçamentos: 9 x 9m, 6 x 4m, 3 x 6m, 3 x 5m, 3 x 4m, 3 x
3m, 3 x 2m, 3 x 1,5m e 3 x 1m, pode concluir que os espaçamentos de 3 x 3m a 9 x 9m, as
plantas não apresentavam diferença estatística significativa na sua altura. Com espaçamentos
mais adensados (3 x 1,5m e 3 x 1m) as plantas reduziram a sua altura. Porém à medida que se
aumentou o espaçamento entre plantas, aumentou-se também a produção de madeira e parte
aérea, por planta. No entanto a maior produção de madeira por hectare, foi obtido com o
espaçamento 3 x 2m, tendo sido observado contínuo decréscimo de produção/ha, com o
aumento do espaçamento entre plantas.

4.3 ADUBAÇÃO ORGÂNICA

A adubação orgânica compreende o uso de resíduos orgânicos de origem animal, vegetal,


agroindustrial e outros, com a finalidade manter melhorar e até mesmo aumentar a fertilidade
do solo e a produtividade das culturas (COELHO & VERGELENCIA, 1973).
Os adubos orgânicos (estercos, compostos, etc) são considerados os fertilizantes mais
completos e equilibrados. A matéria orgânica supre as plantas com elementos nutritivos, reduz
as perdas de nutrientes por lavagem dos fertilizantes químicos de elevada solubilidade, favorece
o desenvolvimento de microorganismos do solo e propicia melhor agregação das partículas do
mesmo melhorando, assim, seu arejamento (KONZEN, 2003).
Entretanto, para suprir as necessidades de nutrientes das plantas, são necessárias
quantidades elevadas de adubos orgânicos, o que em muitas vezes pode inviabilizar seu uso
exclusivo.
A composição dos estercos de animais é variável, sendo influenciado por vários fatores.
Dentre esses fatores, o que mais pode sofrer interferência do criador são a qualidade e
quantidade de alimentos. Quanto mais rica for à alimentação do animal, mais rico serão as
dejeções. Por esse motivo a cama de frango é tão rica em nutrientes. Pois a alimentação de aves
é à base de concentrados muito ricos e em muita quantidade, sendo assimilado uma baixa taxa
de nutrientes, e assim, o restante é eliminado nas camas (KONZEN, 2003)

10
O esterco é formado por excrementos sólidos e líquidos dos animais, misturados com
materiais usados para cama, como palhas e capins. Sua composição é muito variável.
Segundo Myiazaka (1984), os estercos são bons fornecedores de nutrientes para as
plantas, tendo todo o potássio e fósforo praticamente disponíveis ou tão disponíveis quanto
outras fontes de adubo mineral. O teor e a disponibilidade de nitrogênio estão na dependência
da facilidade de degradação dos compostos orgânicos.
Embora os adubos orgânicos sejam relativamente pobres em nutrientes, apresentando
pequena proporção do total, estes se constituem um dos fertilizantes mais completos em
nutrientes, pois os mesmos são compostos de muitos outros nutrientes não presentes nos
fertilizantes químicos. A principal característica dos adubos orgânicos são que os mesmos
apresentam teores elevados de Matéria orgânica. Contribuindo dessa forma para a melhoria do
solo física e quimicamente. A cama de peru é o material utilizado para forrar o piso de uma
instalação
avícola e que recebe excrementos, restos de ração e penas durante o crescimento das aves,
podendo apresentar concentrações variáveis desses resíduos, conforme o número de lotes de
frangos que passam pelo galpão de criação, sem que seja realizada a troca da cama. Os
materiais mais utilizados são sabugos de milho triturado, maravalha e casca de arroz
(MENEZES et al., 2003).
O aproveitamento das rações efetivamente convertidas em crescimento e aumento de
peso atinge a uma média de 40 a 60%, sendo o restante eliminado pelas dejeções. As rações das
aves são concentradas e, em função do baixo aproveitamento, mantêm alta concentração de
elementos nas dejeções.
Segundo Alves, (2007), a cama de peru um composto orgânico libera gradativamente
macro e micronutrientes para a solução do solo. Tal liberação se dá à medida que o material
orgânico vai sendo mineralizando, e a quantidade liberada depende do grau de mineralização
do composto, da matéria-prima que deu origem ao mesmo e da quantidade aplicada de
composto.
Segundo Menezes et al. (2003), a utilização da cama de aves como insumo agrícola é
recente. Sabe-se que os dejetos das aves, é uma excelente fonte de nutrientes, especialmente N,
e quando manejados adequadamente, podem suprir, parcial ou totalmente, os fertilizantes
químicos.
Tecnicamente, a maneira adequada de se utilizar cama de peru como insumo agrícola é
conhecer a composição química antes da aplicação. Com isso, muitas vezes, se torna difícil a
execução, pode-se lançar mão de tabelas contendo os teores médios de nutrientes da amostra
11
representativa do material disponível. A composição varia de acordo com o tipo de resíduo
utilizado como cama, com o número de lotes que foram passados sobre o material, bem como
com o tipo da criação, como por exemplo, frangos de corte ou galinhas de postura e com as
condições de armazenamento após a sua retirada dos galpões de criação. Desta forma, o
aproveitamento da cama de peru como fertilizante não deve ser generalizados, requerendo a
adoção de análises químicas da cama de peru disponível para determinação de sua composição
e possibilidade de um melhor aproveitamento dos nutrientes nela contidos (MENEZES et al.,
2003).

4.3.1
4.3.1 MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO (MOS)

A matéria orgânica do solo (MOS) inclui todos os derivados de compostos vegetais e


animais que foram incorporados ao solo ou dispostos sobre sua superfície em diferentes
estágios de decomposição e os organismos vivos presentes no solo (LOPES, 1989).
A matéria orgânica do solo possui diversas funções, onde a importância de cada uma
varia com o tipo de solo, clima e uso da terra.
As práticas agrícolas que contribuem para um equilíbrio positivo da matéria orgânica
são essenciais para uma boa fertilidade do solo. O equilíbrio da matéria orgânica de um solo
deve ser neutro ou positivo, ou seja, a quantidade de matéria orgânica adicionada no solo deve
ser igual ou maior que a quantidade decomposta (KONZEN, 2003).
No entanto, esse equilíbrio positivo é bastante complexo e raro de obter. Mesmo em
condições favoráveis e um bom manejo de culturas, esse processo pode levar anos.
Em solos tropicais a matéria orgânica apresenta uma estreita relação com as demais
propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Portanto, o manejo sustentável da matéria
orgânica do solo é fundamental à manutenção da capacidade produtiva do solo em longo
prazo. O efeito do manejo sobre os estoques de matéria orgânica é dependente do tipo de solo.
Apesar da matéria orgânica do solo ser um excelente indicador de qualidade, a simples
medição dos estoques de carbono total ou de suas frações e a comparação com as condições do
solo no seu estado original, não nos dão valores capazes de serem extrapolados para situações
de manejo diferentes das avaliadas, em diferentes locais, climas e solos.
Os teores de MOS podem ser drasticamente modificados pela intervenção humana. De
acordo com Salter & Green citados por Kliemman (dados não publicados), as perdas de N são
mínimas quando há rotação de culturas contendo leguminosas.

12
A MOS pode, também, combinar-se com minerais de argila, cimentando as
partículas do solo para a formação de agregados. Como conseqüência, tem-se solos com
estrutura mais estabilizada e aumento na estabilidade dos agregados (MYIAZAKA, 1984).
Os agregados do solo não influenciam diretamente no crescimento de plantas, mas
alteram o ambiente física e quimicamente pelos seus efeitos na porosidade, aeração, retenção
de água, etc. Solos pobremente agregados possuem poros pequenos que dificultam a passagem
de ar e água e, mais gravemente, se tratando de solos ricos em óxidos de Fe e Al tem-se um
sério problema com alta adsorção de P, visto que este pode ser mais facilmente retido no solo
compactado tornando-se não-lábil para a planta.
Mesmo ocorrendo em pequenas quantidades, a MOS é imprescindível para CTC,
principalmente para os solos tropicais. Esses solos são constituídos de argilas silicatadas do
grupo 1:1 (caulinitas) e óxidos de Fe e Al, com baixa superfície de contato e,
conseqüentemente, baixa CTC. Como já não possuem argilas do grupo 2:1 (alta CTC), devido
ao estágio avançado de intemperismo, a melhor maneira de aumentar a CTC desses solos é
através da MOS, pois esta consegue gerar cargas negativas a valores mais baixos de pH. Em
alguns casos a MOS é responsável por 20 a 70% da CTC dos solos (MACHADO, 2001).
Ainda em solos tropicais, a MOS pode auxiliar na disponibilidade de alguns nutrientes
para as plantas, pois a MO húmica pode competir por sítios de adsorção de ânions em solos
ácidos, ou seja, aumenta a disponibilidade de PO3-4 para as plantas.
A mineralização da MOS contribui enormemente para as plantas, pois fornece a elas
uma grande variedade de nutrientes tais como N, P, S, etc.
A adição freqüente de resíduos orgânicos de fácil decomposição leva a síntese de
compostos orgânicos complexos como polissacarídeos. Esses complexos orgânicos ligam-se as
partículas do solo dando estabilidade aos agregados e, assim, facilitando a aeração e
permeabilidade desses solos (MACHADO, 2001).

4.3.2 NUTRIENTES

Entre os elementos essenciais para a vida da planta há mais átomos de nitrogênio na


matéria seca do que de qualquer outro elemento, geralmente, cerca de três vezes mais
(MALAVOLTA, 1981).
O nitrogênio é essencial para o crescimento das plantas, pois é parte de cada célula viva
(LOPES, 1989)

13
O nitrogênio é o nutriente mais utilizado, mais absorvido, mais exportado pelas culturas
e de obtenção mais cara (dificuldade na quebra de suas moléculas-N2). Esse elemento, por ser
altamente requerido pela maioria das culturas, constitui-se no fator mais limitante de produção.
O fósforo é essencial para o crescimento das plantas e enraizamento e nenhum outro
nutriente pode substituí-lo, a planta precisa do fósforo para completar seu ciclo normal. Ele
atua na fotossíntese, na respiração, no armazenamento e na transferência de energia, na divisão
celular, no crescimento das células e em vários outros processos da plantas (LOPES, 1989).
O fósforo ajuda as raízes e as plântulas a se devolverem mais rapidamente, aumenta a
resistência aos rigores do inverno, melhora a eficiência no uso da água, favorece a resistência às
doenças em algumas plantas e acelera a maturidade (LOPES, 1989).
O potássio (K) é o segundo macronutriente presente em maior quantidade nas plantas.
Esse elemento, depois do P, é o mais consumido como fertilizante pela agricultura brasileira.
Segundo Van Raij (1991), o comportamento do nutriente em solos tropicais aparenta
ser muito mais simples do que em solos de clima temperado. Além disso, só há praticamente
um adubo potássico de grande importância.
O potássio é vital para a fotossíntese. Quando o teor de potássio é deficiente, a
fotossíntese diminui. À medida que o potássio torna-se deficiente, a velocidade de respiração
das plantas aumenta (LOPES, 1989). Ele também é essencial na síntese protéica, além de
ajudar a planta a utilizar mais eficientemente a água, promovendo a turgidez para manter a
pressão interna nos tecidos.

4.4 ESPÉCIE FLORESTAL

Finger et al. (1993), afirmam que os Eucalytptus cobrem a maior área dos
reflorestamentos no mundo. O grande número de espécies deste gênero, a grande plasticidade
ecológica e sua excelente produção tornaram-o matéria-prima de inúmeras indústrias florestais,
o que permitiu um rápido avanço no conhecimento silvicultural e tecnológico de muitas
espécies. De maneira geral, grande parte dos eucaliptos têm capacidade de regenerar-se após o
corte e por isso, as floretas têm sido manejadas com uma rotação de alto fuste seguidas de uma
mais rotações de brotações sendo, posteriormente, substituídas por novas árvores originadas de
sementes.
A escolha do eucalipto para suprir o consumo de madeira, tanto em escala industrial
como para pequenos consumidores, está relacionada a algumas vantagens da espécie, tais como

14
rápido crescimento, características silviculturais desejáveis (incremento, forma, desrama),
grande diversidade de espécies, possibilitando a adaptação da cultura às diversas condições de
clima e solo, facilidades de propagação, tanto por sementes como por via vegetativa e
possibilidades de utilização para os mais diversos fins, o que justifica sua aceitação no mercado.
Às características desejáveis citadas, somam-se o conhecimento acumulado sobre silvicultura e
manejo do eucalipto e ao melhoramento genético, que favorecem ainda mais a utilização do
gênero para os mais diversos fins (ANGELI, 2009).
Segundo Angeli (2009), a definição da espécie a ser plantada é a primeira etapa de um
projeto de reflorestamento, levando-se em consideração o objetivo da produção (uso da
madeira) e as condições edafoclimáticas (solo e clima) da região. Cada espécie se desenvolve
em um ambiente adequado e por isso é indicado, sempre que possível, realizar testes para
averiguar a adaptação do material ao ambiente, tanto para sementes quanto para clones.
Entretanto, se não for possível a realização de testes, e tampouco houver dados experimentais
da região, sugere-se que a escolha do material genético seja feita a partir de procedências cujas
condições de origem sejam semelhantes ao local do plantio, sobretudo latitude, altitude,
temperatura média anual, precipitação média anual, déficit hídrico e tipos de solos.
Baseando-se nas informações cedidas por Angeli (2009), a espécie florestal que melhor
se adapta para finalidade de energia (lenha e carvão), em um solo arenoso com clima úmido e
quente é a espécie Eucalyptus urophila.
Scanavaca (2001) caracterizou E. urophila como uma espécie de floresta aberta alta com
casca lisa e/ou fibrosa. Suas árvores têm de 30 a 60 m de altura de fuste com boa forma,
densidade básica ao redor de 0,5 g cm-3 e boa brotação devido ao lignotubérculo. Responde
bem ao espaçamento e à adubação, apresentando bom desenvolvimento na segunda rotação,
possui resistência ao déficit hídrico, no entanto é suscetível à geadas. Essa espécie é de grande
interesse para zonas tropicais úmidas, clima no qual tem apresentado maior produtividade.

4.5
4.5 LOCAL DE IMPLANTAÇÃO

Para escolha do local de implantação de florestas deve-se atentar ao tamanho da área


que será plantada. Em propriedades onde ser pretende plantar na área total Schorn (2009)
afirma que deve-se observar os Aspectos Legais de uso do solo, respeitando as áreas de
preservação permanente (Código Florestal_Lei 471/65).

15
O primeiro passo para a implantação florestal é o mapeamento e levantamento
topográfico da área. Esses dados são necessários para elaboração da malha viária,
talhonamento, locação de áreas de preservação permanente e reserva legal, etc.
Após o mapeamento da área, Schorn (2009) indica que se faça o reconhecimento da
área, ou seja, verificação das características do solo, áreas sujeitas à erosão, características da
vegetação e as condições das estradas já existentes.

16
5. MATERIAL E MÉTODOS

5.1 DESCRIÇÃO DA ÁREA DE IMPLANTAÇÃO

A floresta de Eucalipto será implantada na Fazenda Alvorada localizada no município


de Portelândia, sudoestes de Goiás estando à 900 m de altitude. Segundo dados cedidos pelo
CPTEC, a região de Portelândia apresenta temperatura média anual de 25,1°C e precipitação
volumétrica anual de 1570-1734 mm. De acordo com a Classificação Climática de Köppen
(WIKIPÉDIA, 2009), o clima predominante da região é tropical, semi-úmido e notadamente
sazonal, com verão chuvoso e inverno seco.
A floresta será implantada em uma área de 48 ha, sendo a vegetação predominante uma
pastagem degradada que se encontra instalada há 11 anos.
O solo da área de implantação é um Neossolo Quartzarênico Típico (EMBRAPA,
1999), com as características físicas e químicas da camada de 0-20 cm apresentadas na Tabela
01.

Tabela 01. Resultados da análise de solos da área de implantação florestal.


Profundidade MO pH K P K Ca Mg Al H+Al SB CTC V Argila Silte Areia
-3 -3 -3
(cm) % mg dm ------------------------mmol dm ------------------------
c % -------------g dm -------------
0-20 1,1 4,9 35 6 0,9 5 3 9 42 8,9 51 17,5 80 50 870
Fonte: Laboratório de Análises de Solos – FIMES, 2008.

5.2 PREPARO DA ÁREA DE IMPLANTAÇÃO

5.2.1 CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS E ACEIROS

Os talhões serão separados por aceiros de 4 a 5 m de largura com leito carroçável,


sendo o maior comprimento dos talhões no sentido norte-sul, sempre ligado a uma estrada de
escoamento no sentido leste-oeste de 15 m com leito carroçável e cascalhada, conforme mostra
Figura 01.

17
Figura 01. Esquema da construção das estradas e aceiros na área de implantação da floresta.

5.2.2
5.2.2 LIMPEZA DA ÁREA E RETIRADA DA VEGETAÇÃO NATIVA

Como a área designada ao plantio encontra-se cultivada com pastagem, para limpeza
dessa área será realizada somente a aplicação de um herbicida dessecante para maior facilidade
da abertura de covas e plantio.

5.2.3
5.2.3 COMBATE À FORMIGA

O primeiro combate à formigas será realizado antes do revolvimento do solo com a


finalidade de facilitar a localização dos olheiros. O segundo repasse será feito aos 60 dias após o
primeiro combate antecedendo o plantio. Os produtos utilizados em toda a área serão as iscas
granuladas (fipronil) durante todo o período seco.

5.3 PLANTIO

5.3.1 ESCOLHA DO ESPAÇAMENTO

O espaçamento utilizado será de 3 m entre as linhas e 2m entre plantas dentro da linha,


totalizando uma população de 1666 plantas ha-1.

18
5.3.2 FERTILIZAÇÃO

A fertilização da floresta será feita via adubação orgânica com uso de cama-de-aviário
devido aos inúmeros benefícios proporcionados ao solo, além do incremento na produção e
diminuição do custo de produção. A quantidade de nutrientes a serem incorporados no solo
irão se basear nas recomendações de Ribeiro et al. (1999), conforme mostra Tabela 02.

Tabela 02. Níveis críticos de elementos no solo para o crescimento de plantas de Eucalyptos
urophila em solos arenosos.
Nível Crítico de Manutenção
Elemento Incremento Médio anual
20 30 40 50
3
--------------------------------m /ha/ano--------------------------------
-3
P (mg dm ) 6,2 6,3 6,4 6,5
-3
K (mg dm ) 45 60 75 90
-3
Ca (cmol
(cmol dm )
c 0,45 0,60 0,70 0,80
-3
Ca (cmol dm )
c 0,10 0,13 0,16 0,19

Fonte: RIBEIRO et al. (1999)

Comparando-se os dados da Tabela 01 com a Tabela 02 observa-se que os teores de P


e K estão abaixo dos teores necessários para um incremento médio anual de 50 m³/ha/ano.
Para esses níveis de nutrientes no solo (teores entre a metade e o nível crítico de manutenção),
Ribeiro et al. (1999) recomenda que se aplique 300 kg ha-1 de fosfato natural e 99 kg ha-1 de
K2O ([(90 – 35) x 1,8]) ou 171 kg ha-1 de KCl.
No cultivo do eucalipto dispensa-se a calagem para a correção de acidez do solo, pois a
cultura é bastante tolerante a esse elemento, sendo justificável a realização da calagem somente
quando se visar atender o suprimento de Ca e Mg. No entanto, como será utilizada cama-de-
aviário para a fertilização não se torna necessário essa prática, visto que a cama já possui esses
elementos em sua composição, como pode ser visto na Tabela 03.

Tabela 03. Resultado da análise química da cama-de-aviário.


N PO2 5 KO 2 Ca Mg S MM MO
Amostra
-------------------------------------%-----------------------------------
01 2,3 3,09 1,93 2,32 0,47 0,8 18,1 81,9

Fonte: Laboratório Exata – Jataí, 2008.


19
Para realização do cálculo da quantidade necessária de nutrientes, utilizou-se
primeiramente o nutriente mais exigido que neste caso é o Potássio sendo exigido na
quantidade de 175,45 Kg/ ha.
Para suprir essa necessidade serão necessários 9,093 ton ha-1 de MS (Matéria Seca) de
cama-de-aviário. Como a porcentagem de nutrientes das análises são realizadas sobre a matéria
seca neste caso serão necessários 11,102 ton ha-1 de Material Natural da cama-de-aviário. No
total de matéria natural da cama-de-aviário serão aportados ao solo 175,45 kg ha-1 de K; 280,97
kg ha-1 de P; 209,13 kg ha-1 de N; 210,95 kg ha-1 de Ca e 42,73 kg ha-1 de Mg.
A adição desse composto orgânico no solo será realizado através da incorporação ao
lado da linha de plantio, com cerca de 15 a 25 cm de distância da cova.

5.3.3 SULCAMENTO

Após o preparo do solo será feito o sulcamento em toda a área de implantação, com
sulcos de 20 a 25 cm de profundidade e sempre acompanhando o nível do terreno.

5.3.4 CONTROLE DE CUPINS

Para o controle preventivo será utilizado o inseticida Cabossulfan 10G com doses
variáveis de 5 a 10 g aplicadas no fundo dos sulcos. Em caso de presença de cupinzeiros na
área, o controle consistirá na retirada da parte superior com enxada ou enxadão até que se
atinja a câmara de celulose onde serão aplicados fipronil ou clorpirifós.

5.3.5 PLANTIO
PLANTIO PROPRIAMENTE DITO

O plantio da área será feito manualmente, sendo antecedido pela marcação do


espaçamento entre as mudas. A muda deverá ser colocada no sulco livre da embalagem e
recoberta com solo. Como o plantio será feito na estação chuvosa (out/nov) não será necessário
o uso da irrigação.
Após 15 a 30 dias realizado o plantio será feito o Inventário de Sobrevivência da área
com a finalidade de verificar qual a porcentagem de mudas que não conseguiram sobreviver,
não devendo este valor passar de 7%. Caso a mortalidade seja muito alta recomenda-se fazer o
replantio em área total.

20
5.4 TRATOS CULTURAIS

Devido à sensibilidade das mudas de eucalipto durante à fase inicial deve ser realizado o
controle das plantas daninhas até o pleno estabelecimentos das plantas, que no caso do E.
urophila varia entre 2 a 3 anos.
Para diminuição da competição inicial devem ser realizadas capinas ao redor das mudas
e roçagem nos corredores ou controle químico com uso de herbicidas (glifosate) quantas vezes
forem necessárias. Geralmente, são necessárias de duas a três capinas anuais.

21
6. ORÇAMENTO

Tabela 04. Custos da implantação florestal com Eucalyptus urophila por ha.
Valor Unitário Total
Descrição Especificação Quantidade
R$ R$
Operações Mecanizadas 440,50
Preparação das estradas e aceiros Hora/Máquina 1,25 70,00 80,50
Dessecação Hora/Máquina 0,80 40,00 32,00
Incorporação da cama de aviário Hora/Máquina 1,00 60,00 60,00
Sulcamento Hora/Máquina 0,80 60,00 48,00
Transporte de mudas R$/km 90 2,00 180,00
Roçagem Hora/Máquina 0,50 30,00 15,00
Marcação das mudas Homens/ha 0,50 50,00 25,00
Operações manuais 378,00
Controle de formigas Dias/Homem 1,00 21,00 21,00
Capina Dias/Homem 9,00 21,00 189,00
Controle de cupins Dias/Homem 1,00 21,00 21,00
Plantio Dias/Homem 7,00 21,00 147,00
Material Consumido 1.442,73
Glifosate Litros 6,00 10,00 60,00
Provence kg 0,05 388,52 19,43
Regente (fipronil) kg 0,05 610,00 30,50
Cama-de-aviário ton 11,2 65,00 728,00
Mudas Unidade 1666 0,30 499,80
Replantio Unidade 250 0,30 75,00
Formicida Granulado kg 6 5,00 30,00
Custos Operacionais Total
Custo Operacional Efetivo 2.261,23
Arrendamento 396,00
Juros de Custeio 183,68
Outras despesas 104,96
Custo de Produção Total 2.945,87

22
7. RESULTADOS
RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se com a implantação florestal que ocorra a manutenção de qualidade do sítio


de produção, garantindo um IMA de 50m³/ha/ano, com madeira de qualidade fornecendo
maior acúmulo de biomassa e, conseqüentemente, maior conteúdo energético, além de
possibilitar flexibilidade de produção.

23
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, W. L. Efeito do composto orgânico de lixo na fertilidade do solo e na disponibilidade


de nutrientes e de metais pesados para o sorgo. 1997. 75p. Dissertação (Mestrado em
produção vegetal) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária, Universidade
Estadual Paulista. AZAMBUJA, A. V. Forragicultura -Plantas Forrageiras, 2007.

ANGELI, Aline. Indicações para escolha de espécies de Eucalyptus. Disponível em:


<http://www.ipef.br/identificacao/eucalyptus/indicacoes.asp>. Acesso em: 15 mar. 2009.

COELHO, Fernando S.; VERGELENCIA, Flávio. Fertilidade do Solo. 2. ed. Campinas:


Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1973. 384 p

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA-EMBRAPA (Brasil) (Ed).


Sistema brasileiro de Classificação de Solos. Rio de Janeiro: Centro Nacional de
Pesquisa de Solos, 1999. 412 p.

FINGER, César Augusto G.; SCHNEIDER, Paulo Renato; KLEIN, Jorge Euclides M..
Produção de florestas de Eucaliptus grandis em segunda rotação, conduzidas com um
broto por touça e submetidos a interplantio. Ciência Florestal,
Florestal Santa Maria, v. 3, n. 1,
p.185-201, 1993. Disponível em: <http://www.ufsm.br/cienciaflorestal/artigos/v3n1/
art12v3n1.pdf>. Acesso em: 15 mar. 2009.

KONZEN, Egídio Arno. Fertlização de lavoura e pastagem com dejetos de suínos e cama de
aves. 2003. 16 f. Dissertação (Mestrado). Ufmg, Videira, 2003.

LELES, Paulo Sergio Dos Santos et al. Crescimento, produção e alocação de materia seca de
eucaliptuscamaldulesnsis e E. pellita sob diferentes espaçamentos na região do cerrado,
MG. Scientia Florestalis,
Florestalis Minas Gerais, n. 59, p.77-87, 01 jun. 2001. Disponível em:
<http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/nr59/cap06.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2009.

LOPES, Alfredo Scheid. Manual de Fertilidade do Solo. Tradução e Adaptação: Alfredo


Scheid Lopes. São Paulo: ANDA / POTAFÓS, 1989. 155p.
24
MACHADO, Pedro Luís Oliveira de. Manejo da Matéria Orgânica em solos tropicais. 1 ed.
Rio de Janeiro: Embrapa Solos, n. 24, 2001. ISSN 1517- MALAVOLTA, Eurípedes.
Manual de Nutrição Mineral de Plantas. São Paulo: Agronômica Ceres, 2006. 638p
2627. 25p.

MALAVOLTA, Eurípedes. Manual de Nutrição Mineral de Plantas. São Paulo: Agronômica


Ceres, 2006. 638p

MENEZES, J.F.S.; ALVARENGA, R.C.; SILVA, G.P.; KONZEN, E.A.; PIMENTA,F.F.


Cama-de-frango na agricultura: perspectivas e viabilidade técnica e econômica. Rio
Verde: FESURV, 2003. 28p. (FESURV. Boletim técnico, 3).

MYIAZAKA, S. Adubação orgânica, adubação verde e rotação de culturas no Estado de São


Paulo. Campinas. Fundação Cargil, 1984.

OMAR, Daniel. Capítulo IV: Implantação Florestal. Disponível em: <http://www.do


.ufgd.edu.br/OmarDaniel/docs/a_matdid/silvicultura/Sil_06_Implantacao_CIV.pdf>.
Acesso em: 20 mar. 2009.

RIBEIRO, A.C.; GUIMARÃES, P.T.G.; ALVAREZ, V.V.H.; Recomendações para o uso de


corretivos e fertilizantes em Minas Gerais. 5°. aproximação. Viçosa, MG, 1999. 359p.

SCANAVACA JúNIOR, Laerte. Caracterização silvicultural, botânica e tecnológica do


Eucalyptus
Eucalyptus urophila e de seu potencial para utilização em serraria. 2001. 127 f.
Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciências Florestais, Departamento de Ciências
Florestais, Escola Superior de Agricultura Luiz de, Piracicaba, 2001. Disponível em:
<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11142/tde-22052002-154220/>. Acesso
em: 15 mar. 2009.

SCHORN, Lauri Amândio. Material didático: Implantação Florestal. Universidade Regional de


Blumenau. Disponível em: <http://home.furb.br/lschorn/SilviculturaIII.htm>. Acesso
em: 15 mar. 2009.

SILVA, Helton Damin da; BELLOTE, Antonio Francisco Jurado; FERREIRA, Carlos
25
Alberto. Cultivo do Eucalipto. Disponível em: <http://sistemasdeproducao
.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Eucalipto/CultivodoEucalipto/12_equipe.htm#carlos
a>. Acesso em: 17 mar. 2009.

VAN RAIJ, Bernardo. Fertilidade do Solo e Adubação. Piracicaba: Ceres / POTAFOS, 1991.
343 p.

VITAL, Marcos H. F.. ImpactoAmbiental de Florestas de Eucalipto. Revista do Bnds,


Bnds Rio de
Janeiro, n., p.235-275, 01 dez. 2007. Disponível em: <http://www.bndes.gov.br
/conhecimento/revista/rev2808.pdf>. Acesso em: 17 mar. 2009.

WIKIPÉDIA. Classificação climática de Köppen-


Köppen-Geiger. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Classifica%C3%A7%C3%A3o_clim%C3%A1tica_de_K%C
3%B6ppen-Geiger>. Acesso em: 15 mar. 2009.

26