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LIÇÃO – 06

SUBSÍDIO PARA O ESTUDO DA 6º LIÇÃO JOVEM


2º TRIMESTRE DE 2018

DOMINGO, 06 DE MAIO DE 2018.

VIVENDO AMOROSA E HONESTAMENTE


Texto áureo
“Quanto, porém, ao amor fraternal,
Não necessitais de que vos escreva,
Visto que vós mesmos estais instruídos
“Por Deus que vos ameis uns aos outros”.
(1 Ts 4.9)

INTRODUÇÃO

Queridos irmão, a paz do Senhor Jesus a todos os leitores e estudiosos da lição da


EBDJ, hoje iremos refletir a respeito da necessidade do amor em nossas vidas, e
apresentar o trabalho como uma necessidade para cada cristão.
Nesta lição, discutiremos sobre a vivencia do amor de Deus na comunidade em
Tessalônica, e também, sobre a exortação paulina com relação à necessidade de
desenvolvimento de uma vida honesta e simples, essas duas temáticas são muito
caras a Paulo na escrita desta epístola e extremamente atuais, se levarmos em
consideração os princípios que orientam a sociedade contemporânea, buscaremos
nas instruções de Paulo a Tessalônica fundamentos que nos possam ajudar a
experimentar o verdadeiro amor de Deus em meio a uma geração ímpia e corrupta.

O AMOR COMO ALICERCE DA COMUNIDADE


TESSALONICENSE
QUANTO AO AMOR FRATERNAL

Não existe outra maneira de expressar o amor, senão por meio de uma relação
íntima e profunda com Deus, Ele é a fonte primária do amor; por isso, toda vivência
comunitária de amor também passa por uma ação direta do Criador.
No texto de I Ts 4.9, ao tratar sobre a excelência da fraternidade dos tessalonicenses
entre si e, também destes para com todas as comunidades no retorno daquela cidade,
Paulo esclarece que não há qualquer necessidade de orientação externa, uma vez que o
testemunho de Timóteo e das igrejas circunvizinhas apontava para a maturidade do amor
daqueles novos irmãos.
Há um detalhe bastante importante nesse mesmo versículo; no início da frase, Paulo
elogia o amor fraternal dos tessalonicenses, termo este compreendido como um
substantivo, já no final da sentença, ao falar sobre a prática dessa amabilidade que se
destacava naquela igreja, a vida em fraternidade testemunhada em Tessalônica, era fruto
direto do amor pleno que emana exclusivamente de Deus para os homens e da
humanidade redimida para aqueles que ainda estão em obscuridade.
O amor, como demostra o apóstolo nesse texto, é a mais intuitiva das virtudes cristãs, em
outras palavras, se a compreensão daquilo que seja domínio próprio, perdão, ou mesmo
paciência, é algo que demanda um conjunto de conhecimentos prévios, a experiência do
amor, no entanto, é algo absolutamente natural para aquele que vivenciou a graça da
salvação em Cristo.
Paulo introduz o tema da fraternidade com uma preterição, e explica que não tem
necessidade de escrever, mas acaba por abordá-lo, pretendendo ligar o tema do amor
fraterno, com o tema do trabalho.
O apóstolo explica que foi o próprio Deus quem ensinou os tessalonicenses a amarem-se
uns aos outros, em caridade fraterna.
Uma humanidade afastada de Deus e atravessada pela tragédia do pecado
estruturalmente assimilado é incapaz de crer no amor, por isso, o que muito se observa na
sociedade atual são ações de autopromoção, práticas de desencargo de consciência e até
mesmo, constrangimento moral, contudo, nada disso é a verdadeira manifestação do amor,
a qual é mediada exclusivamente pela operação do Espirito Santo no coração daqueles que
reconhecem Jesus Cristo como o Senhor.
Ora, percebamos a aparente contradição: Os tessalonicenses eram perseguidos, novos
convertidos e uma comunidade sem um pastor; todavia, eles eram abundantes no amor
uns para com os outros e também para com aqueles que não eram de seu círculo
comunitário, de fato, não há qualquer absurdo aqui; na verdade, foi o amor que vinculou
cada um daqueles irmãos á causa de Cristo.

O CARÁTER CONTAGIANTE DO AMOR

O amor é, como muita naturalidade, a instância existencial mais desacreditada


pela sociedade contemporânea; é claro, porém, que tal rejeição possui uma
justificativa lógica, vivemos num modelo social anticomunitário, somos um
amontoado de pessoas, mas cada um está preso as suas ambições e desejos
individualistas.
Aquilo que as pessoas denominam como amor, mas não consegue ser expandido,
compartilhado, transmitido a outros, não é amor, na verdade não passa de
narcisismo, ou como a Bíblia chama “AMOR A SÍ MESMO”, este sentimento é
perigosíssimo e capaz de destruir não apenas a espiritualidade do individuo
narcisista, mas também daqueles que estão em seu convívio, a vivencia do amor é
contagiante, aquele que foi alcançado pela boa semente do Evangelho não
consegue esconder sua alegria, nem os frutos dessa transformadora experiência.
Todos querem ser visto e ouvidos, mas quem deseja acolher e compreender o
outro? Pouquíssimas pessoas, infelizmente instalou-se assim, um culto ao
individualismo, o suposto amor que se encerra em si é na verdade, narcisismo ou,
até mesmo, idolatria, essa é a maior sofisticação da operação do erro na
contemporaneidade, porque preciso da imagem de outro ser, se pode cultuar a
minha? , Por que devo ajoelhar-me diante do altar de outro personagem, se posso
prostrar-me diante de mim mesmo? A quem oferecer glória se a vanglória a mim
direcionada satisfaz meu ego?
É por isso que o amor não tem espaço nessa sociedade, pois, enquanto categoria
constitutiva do ser divino, pois o amor implica doação, o amor não cabe em si
mesmo, não pode conter-se num único ser, por isso, o universo foi criado em amor,
como que pelo trasbordamento de Deus no cosmo, pois a constatação de que se
vive em amor é alcançada a partir do momento em que se compreende que não se
deve viver apenas em si ou para si, pois se precisa de modo concreto do outro.
E o que significa crescer em amor? Significa transcender padrões humanos de
relacionamento e aproximar-se continuamente do exemplo vivo do caráter de
Deus, que é Cristo, significa estender abraços de misericórdia e perdão aquele que,
por necessitarem, estão amargurados de espírito, e assim como os tessalonicenses,
cresçamos em amor, que haja entre nós mais líderes que orem continuamente por
uma experiência comunitária de amor.

PAULO AOS TESSALONICENSES; SOBRE UMA VIDA SIMPLES E


SOSSEGADA.

VIVENDO POR FÉ, TRABALHANDO COM HONRA.

Há em nossa sociedade um conjunto de ideias, tais como; sucesso financeiro a


todo custo, reconhecimento público ainda que por meio de escândalo ou vida
promiscua, ambição desmedida pelo poder e etc.
Essas são algumas das doenças de nosso tempo, por meio das quais as pessoas
têm-se submetido a padrões de vida extremamente degradantes na intenção de
atingirem o tão sonhado status social, as orientações de Paulo para os cristãos
tessalonicenses vão à contramão de todo esses projeto de vida contemporâneo,
pois o apóstolo sugere que cada indivíduo busque uma vida quieta, isto é, longe das
discussões inúteis e apartadas das confusões gananciosas que se estabelecem em
nosso entorno.
O ensino de Paulo não procura justificar qualquer tipo de acomodação ou falta de
atitude, mais, sim, um ideal de vida que fuja da ambição por glória ou poderes
humanos; a sabedoria judaica antiga já afirmava: O que, passando se mete em
questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas, muitos dos
problemas que enfrentamos na vida não dizem respeito diretamente a nós
mesmos, mas aos outros; dessa forma, no intuito de ajudar um amigo,
intrometemo-nos em graves e complexos conflitos.
O que a sabedoria do proverbio aponta-nos é que, ao que se mete em problemas
alheios, entramos num campo desconhecido, no contexto incontrolável, onde
haverá enormes possibilidades de sairmos feridos.

CONCLUSÃO

Como se pode perceber até aqui neste breve estudo e subsídio sobre a primeira
epístola de Paulo aos tessalonicenses, é que não são os temas complexos que
perturbavam o apóstolo com relação à comunidade em Tessalônica, mas, sim, o
fortalecimento dos princípios mais elementares, os quais seriam capazes de
conduzir aquela igreja local a um novo patamar de espiritualidade para, dessa
forma, comtemplar a obra de Cristo no meio deles.

Aux. Lucas Silva