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Homicídio

Caderno: Resumo - Penal II


Criada em: 07/04/2018 12:00 Atualizada em: 04/05/2018 16:07
Autor: Thomáz Dantas Melo

Homicídio

Sujeito ativo: qualquer pessoa


Sujeito passivo: qualquer pessoa
Objeto jurídico: a vida humana
Objeto material: a vítima
Elementos objetivos do tipo: matar e alguém
Elemento subjetivo do tipo: não há
Elemento subjetivo do crime: dolo ou culpa
Classificação: comum; material; de forma livre; comissivo; instantâneo; de dano; unissubjetivo; plurissubsistente
Tentativa: admissível
Espécies: doloso simples (6 a 20 anos); doloso e com causa de diminuição de pena; doloso qualificado; doloso com
causa de aumento de pena; culposo simples; culposo com causa de aumento de pena.
OBS: admite perdão judicial na modalidade culposa
Momento consumativo: morte encefálica seguida de parada cardíaca e respiratória
OBS 2:  a morte encefálica, por si só, não constitui a consumação do homicídio
Meios de execução: diretos e indiretos; materiais e morais

Causa de diminuição de pena (homicídio privilegiado - redução de 1/6 a 1/3) 

Relevante valor social ou moral: valor social envolve o interesse de ordem coletiva; valor moral concentra-se em
interesse particular.
Domínio de violenta emoção em seguida a injusta provocação da vítima: incide quando a provocação injusta leva à
perda do autocontrole do agente.

Qualificadoras (reclusão de 12 a 30 anos) 

Motivo torpe (ex: mediante paga ou promessa de recompensa): homicídio cometido por um motivo repugnante,
indecente. A paga constitui o prêmio imediato, enquanto a promessa de recompensa se caracteriza pela expectativa de
receber um prêmio.
Motivo fútil: a causa do homicídio foi um elemento insignificante em comparação com o resultado alcançado. "[...] é a
flagrante desproporção entre motivo e resultado obtido" (Nucci).
Emprego de meio insidioso ou cruel, ou que provoque perigo comum: 
Meio insidioso: caracterizado pelo engano (ex: veneno).
Meio cruel: provoca sofrimento desnecessário à vítima (ex: tortura).
Meio que provoca perigo comum: estende os efeitos do crime a terceiros.
Recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima (ex: traição, emboscada e dissimulação): a qualificadora
incidirá nos casos em que o agressor atingiu a vítima de forma inesperada. A surpresa é o gênero do qual a traição, a
emboscada e a dissimulação são espécies.
Torpeza particular conexa a outro delito: Qualifica o homicídio cometido para assegurar a execução, ocultação,
impunidade ou vantagem de outro crime.
Contra a mulher por razões da condição do sexo feminino (feminicídio): É uma continuidade da tutela especial que
visa conferir à mulher maior proteção por parte do ordenamento jurídico, em um contexto de opressão e violência. 
Segundo Nucci, trata-se de uma qualificadora objetiva, por se ligar ao gênero da vítima, em que pese a expressão
"por razões de condição do sexo feminino", já que, para ele, o contrário limitaria a proteção oferecida à mulher, já
que, fosse o feminicídio uma qualificação subjetiva (ou seja, ligada ao motivo do crime), não ocorreria a
incidência de outras circunstâncias subjetivas como o motivo fútil ou o domínio de violenta emoção, típicas dos
casos de violência contra a mulher.
Contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da CF, integrantes do sistema prisional e da Força
Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge,
companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição: Reconhece a posição de risco
dos agentes, conferindo-lhes tutela especial. As autoridades e agentes mencionados são: integrantes das forças armadas;
integrantes das polícias; integrantes do sistema prisional; integrantes da Força Nacional de Segurança Pública.
O crime deve estar ligado ao exercício da função.
Assim como no feminicídio, trata-se de qualificadora objetiva.

Causas de aumento de pena


1/3 - Agir covardemente e com insensibilidade moral, tendo por vítimas o maior de 60 anos e o menor de 14.
1/3 até a metade - Crime cometido por milícia privada ou por grupo de extermínio.
1/3 até a metade - Em caso de feminicídio, se for praticado durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto
(desde que o autor conheça a condição da mulher), e se o agente atuar contra pessoa menor de 14 anos, maior de 60 ou
com deficiência, bem como na presença de descendente ou de ascendente da vitima.

Forma culposa
Se o homicídio for cometido por negligência, imprudência ou imperícia -> Pena de detenção de 1 a 3 anos.

Causa de aumento de pena na forma culposa

Inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício.


A doutrina entende ser inaplicável, por confundir-se com a própria definição de imperícia.
Omissão de socorro.
Não procurar diminuir as consequências do seu ato.
Ainda que não possa socorrer a vítima, o agente deve buscar alguma atitude solidária.
Fuga da prisão em flagrante.
Para Nucci, é inconstitucional.

Perdão judicial
O juiz pode afastar a punibilidade do homicídio culposo se as consequências do crime tornarem desnecessária a
sanção por sua gravidade.