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Sensores

A maioria dos elementos provedores de informações para os sistemas de automação industrial


consiste de sensores. Neste artigo, vamos abordar os principais tipos utilizados no chão-de-
fábrica enfocando, principalmente, as aplicações práticas

Sensor Magnético ou "Reed-Switch"

Os sensores magnéticos são compostos por um contato feito de material ferro magnético (ferro,
níquel, etc.) que é acionado na presença de um campo magnético (ímã per manente, por
exemplo). Vide figura 1.

Seu princípio de funcionamento é simples: quando um ímã aproxima-se do sensor, o campo


magnético atrai as chapas de metal, fazendo com que o contato elétrico se feche. O símbolo
desse sensor pode ser visto na figura 2.Esses sensores são muito utilizados para detectar fim-
de-curso em sistemas automáticos.
Sensor Capacitivo

Antes de explorarmos o sensor capacitivo, vamos relembrar alguns conceitos básicos sobre o
capacitor.

O capacitor é um componente eletrônico capaz de armazenar cargas elétricas. Por essa razão, ele
opõem-se as variações de tensão, e é muito utilizado como filtro em circuitos eletrônicos.

Esse componente é composto por duas placas metálicas isoladas eletricamente. O material
isolante é chamado “dielétrico”.

O valor da capacitância do capacitor é diretamente proporcional a área das placas e da constante


dielétrica do material isolante, e inversamente proporcional à distância entre essas placas.
Vide figura 3.

Em corrente contínua, o capacitor carrega-se de forma exponencial segundo uma constante de


tempo RC. Notem pela figura 4 que, no instante inicial da carga, temos a corrente máxima e,
após ser totalmente carregado, a corrente cai a zero.

Já em corrente alternada, o capacitor comporta-se como um resistor. O processo de carga e


descarga feito pela corrente alternada atribui uma “resistência” elétrica ao componente. Na
verdade, o termo “resistência” é errôneo visto que deveria ser impedância, pois varia com a
freqüência.

A impedância do capacitor para sinais alternados é dada por:

Xc = 1.2πfC

Onde

C= valor de capacitor, em F
f = freqüência de sinal, em Hz.

Verifiquem na figura 5.

A diferença básica entre o capacitor convencional e o sensor capacitivo é que as placas (no
sensor) são colocadas uma ao lado da outra (figura 6), e não uma sobre a outra (como no
capacitor).
No sensor capacitivo, portanto, o dielétrico é o ar, cuja constante é igual a 1. Quando algum
objeto, que normalmente possui constante dielétrica maior do que 1, é aproximado do sensor,
aumenta sua capacitância(figura 7).

O circuito de controle, então, detecta essa variação, e processa a presença desse objeto.
Geralmente, esses sensores são utilizados para monitorar a presença de corpos não magnéticos.

A simbologia do sensor pode ser vista na figura 8, e na figura 9 temos alguns exemplos de
aplicação.
Sensor Indutivo

Assim como fizemos com o sensor capacitivo, vamos relembrar alguns conceitos básicos do
indutor.

O indutor é um componente eletrônico composto de um núcleo, o qual é envolto por uma


bobina. Quando circulamos uma corrente por essa bobina, um campo magnético é formado no
núcleo (figura 10).

O indutor armazena a energia gerada pela bobina no seu núcleo por algum tempo. Sendo assim,
quando a corrente da bobina for interrompida, ainda teremos um pouco de corrente na carga.
Essa corrente é devida a contração das linhas de campo magnético que estão ao redor do
núcleo (figura 11).
Isso significa que o indutor opõem-se às variações de corrente (assim como os capacitores às
variações de tensão).

Em corrente alternada, o indutor apresenta determinada impedância.

Essa impedância é dada por:

XL = 2 Ω f L

Onde

f = freqüência do sinal, em Hz.


L = indutância, em Henrys

Ora, a indutância depende do núcleo do indutor. Conforme podemos ver na figura 12, caso
movamos o núcleo do indutor pelo corpo da bobina, sua impedância mudará. Portanto, a
corrente sobre R também.

O sensor indutivo utiliza essa característica como princípio de funcionamento. Conforme


podemos observar, o núcleo do sensor indutivo é aberto, e denomina-se “entreferro”.

Com o núcleo aberto, o campo magnético tem que passar pelo ar. Portanto, sua intensidade é
menor. Quando uma peça metálica é aproximada do núcleo do indutor, o campo magnético
passa por ela, e sua intensidade aumenta.

A figura 13 mostra que, ao ligarmos esse indutor em um circuito RL trabalhando com corrente
alternada (CA), poderemos verificar a variação de tensão do resistor de acordo com a distância
da peça.

Normalmente, os sensores comerciais possuem um circuito oscilador internamente. Essa


técnica permite sua utilização com tensões contínuas (24 Vcc, por exemplo)Veja a figura 14.

A figura 15 ilustra sua simbologia, e aparência.


Na figura 16 temos três exemplos práticos de aplicação na indústria.

Sensor Óptico

Um sensor óptico é formado por um emissor de luz e um receptor de luz (figura 17). O emissor
de luz óptico pode ser um led (diodo emissor de luz) ou uma lâmpada. O receptor é um
componente foto-sensível (fototransistores, fotodiodos, ou LDRs).
Um circuito oscilador gera uma onda que será convertida em luz pelo emissor. Quando um
objeto é aproximado do sensor óptico, ele reflete a luz do emissor para o receptor. Um circuito
eletrônico identifica essa variação e emite um sinal ao sistema de controle.

Os sensores ópticos são capazes de detectar vários tipos de objetos. Os objetos transparentes,
entretanto, não podem ser detectados por eles.

Caso esse sensor funcione por reflexão, objetos totalmente escuros também não serão
detectados.

Existem três formas de um sensor óptico operar:

a) Reflexão: a luz é refletida no objeto e o sensor é acionado (figura 18).

b) Barreira: o objeto bloqueia a passagem da luz, e a saída do sensor é acionada (figura 19).

c) Emissor-receptor: neste caso, o emissor e o receptor estão montados separadamente.

Quando o raio de luz é interrompido pelo objeto, a saída é ativada (figura 20).
O símbolo desse sensor pode ser visto na figura 21, e na figura 22 é mostrado um exemplo de
aplicação.

Quando trabalhamos em ambientes com partículas em suspensão (poeira), devemos tomar


cuidado na utilização dos sensores ópticos. Caso ele não possa ser substituído por outro tipo
(magnético, capacitivo, etc.) deve-se contemplar um plano de limpeza periódica das lentes a fim
de se evitar um mau funcionamento.

Chaves Fim-de-Curso

As chaves fim-de-curso, como o próprio nome sugere, são aplicadas para detectar o fim do
movimento de eixos(figura 23).
Seu princípio de funcionamento é muito simples, e trata-se apenas de uma chave eletromecânica
convencional. A chave fim-de-curso pode ser normalmente aberta (NA) ou normalmente
fechada (NF). Vide figura 24.

Conclusão

Alguns tipos de sensores não foram contemplados neste artigo (efeito Hall, ultrassônicos, etc).

Embora sejam eles para aplicações mais específicas, pretendemos abordá-los em um futuro
próximo. Aguardem!

*Originalmente publicado na revista Mecatrônica Atual - N°04 - Jun/02