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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS

CENTRO DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO

USINAGEM
AÇOS DE USINAGEM FÁCIL

Bruna Gonzaga da Silva Ferreira – 07200015


Marta Cardoso –
Natália Herculano –
Victor Barboza –

Petrópolis
Março/2013
USINAGEM
AÇOS DE FÁCIL USINAGEM

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS


CENTRO DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO

USINAGEM
AÇOS DE USINAGEM FÁCIL

Trabalho acadêmico apresentado à


UCP como requisito parcial para
obtenção da aprovação na disciplina
Processos de Fabricação.

Bruna Gonzaga da Silva Ferreira


Marta Cardozo
Natália Herculano
Victor Barboza
Autores do Trabalho

Raimundo Rezende
Professor

Petrópolis
Março/2013
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USINAGEM
AÇOS DE FÁCIL USINAGEM
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 3
1.1. MÉTODOS RELACIONADOS À VIDA DA FERRAMENTA ............................................ 3
1.2. FATORES METALÚRGICOS QUE INFLUENCIAM A USINABILIDADE ..................... 4
2. TIPOS DE AÇOS DE USINAGEM FÁCIL ................................................................................... 7
2.1. TIPOS COM INCLUSÕES NÃO METÁLICAS ................................................................... 7
2.2. TIPOS COM INTRODUÇÃO DE CHUMBO ....................................................................... 9
2.3. OUTRAS ADIÇÕES............................................................................................................... 9
2.4. ENCRUAMENTO DOS AÇOS DE USINAGEM FÁCIL ................................................... 10
3. CONCLUSÃO .............................................................................................................................. 12
4. REFERÊNCIAS ............................................................................................................................ 12

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AÇOS DE FÁCIL USINAGEM

1. INTRODUÇÃO
Na fabricação e desenvolvimento de peças, máquinas, ferramentas entre outros,
são envolvidos diversos processos para se chegar ao produto final desejado e, em meio à essas
etapas o material precisa passar por alguns fatores afim de obter um resultado satisfatório
sendo ele direcionado para alguns fins. De acordo com o caminho destinado, entra o nosso
estudo sobre a usinabilidade, sendo analisada uma área específica para darmos seguimento
com o assunto abordado.
A usinabilidade é uma das características mais complexas dos metais, é uma
propriedade que está relacionada com o corte do material a ser utilizado, levando em
consideração dimensões, forma e acabamento superficial para que venha atender às
exigências comerciais.
E essa usinabilidade envolve um grande número de fatores, entre os quais a
qualidade, o tipo e a forma da ferramenta de corte, o fluido para resfriamento, entre outros.
É preciso utilizar métodos para medir a usinabilidade relativa dos metais, assim
devemos determinar, sob condições prefixadas de tipo de ferramenta e de corte, isto é,
velocidade, avanço e profundidade de corte, qual o material que garante vida mais longa da
ferramenta, entre afiamentos consecutivos.
Então, podemos ver que esse método está relacionado à determinação da vida da
ferramenta.

1.1. MÉTODOS RELACIONADOS À VIDA DA FERRAMENTA


Determina-se a vida da ferramenta através de métodos que correspondem à
velocidade de corte, no qual se obtém a máxima velocidade segundo a qual uma ferramenta
padronizada sob condições pré-determinadas de operação, que apresenta resultados
satisfatórios, num período específico de tempo.
A equação abaixo relaciona a vida da ferramenta e a velocidade de corte:

V.Tn = C1
onde: V é a velocidade de corte,
T a vida da ferramenta,
n e C representam constantes empíricas que
correspondem às condições de corte e à
usinabilidade do material.

Correspondente ao consumo de força está listado outro método, este é medido


pela força necessária para remover um volume unitário de material, sob condições específicas
de usinagem.
O consumo de força equivale aproximadamente ao produto da velocidade de corte
V e a componente da força de corte paralela à direção de corte F.

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Dividimos o consumo de força pela velocidade de remoção do metal, para


determinarmos o consumo unitário de força, que corresponde à força necessária para usinar
um material particular, que é, no torneamento, o produto da velocidade de corte pelo avanço f
e pela profundidade d.
O consumo unitário de força é expresso pela equação:

P = F.r
f.d

onde: P é dado em Megajoules por metro cúbico;


F em Newtons;
f e d em mm.

As características dos metais são de grande importância nas indústrias modernas,


principalmente os aços, que provém da utilização sempre crescente de processos de produção
em massa. Esses métodos de fabricação exigem máquinas automáticas com as quais, em
determinado período de tempo, pode se conseguir produção de peças em número bastante
elevado. E os materiais a serem trabalhados nessas máquinas precisam apresentar
características adequadas de usinabilidade.
E o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos aços de “usinagem fácil”, também
chamados de “corte fácil”, precisam de uma contínua atenção pois são muito lucrativos
quando aproveitados da melhor forma possível.

1.2. FATORES METALÚRGICOS QUE INFLUENCIAM A


USINABILIDADE
A dureza é o fator metalúrgico predominante, quando a dureza possui valores
muito altos, os materiais apresentam dificuldades de usinagem e, valores médios e baixos
melhoram às condições das propriedades de usinabilidade. A dureza por si só, não serve como
guia absoluto para determinarmos a verdadeira usinabilidade do material, devido ao fato de
que, antes do cavaco ser retirado ou separado inteiramente da peça, ocorre um certo
encruamento do material sob a ação da ferramenta de corte. E, a dureza sendo muito baixa,
pode significar menores facilidades de usinagem. Porque a ação de usinagem consiste no
arrancamento de partículas do metal, se este for muito dúctil, será também muito plástico,
como é o caso do constituinte ferrita em aço, e o material tende a aderir, em vez de ser
arrancado, à ferramenta de corte.
A microestrutura é o segundo fator metalúrgico a ser considerado. Se
provocarmos uma modificação na microestrutura de um aço, sem alterar sua composição
química, pode se ter facilmente melhor usinabilidade. Aços de carbono muito baixo (0,15%
ou menos) são menor usinados quando normalizados, em vez de recozidos ou quando
encruados.
O efeito da microestrutura da usinabilidade dos aços pode ser resumido da
seguinte maneira:

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AÇOS DE FÁCIL USINAGEM

1) os aços de carbono muito baixo (até 0,20%) são mais economicamente


usinados no estado simplesmente laminado; entretanto, são melhor usinados no
estado encruado, desde que, neste último caso, as tensões internas tenham sido
aliviadas; além da dureza mais elevada provocada pelo encruamento, um tamanho
de grão ferrítico pequeno melhora a usinabilidade;

2) os aços de carbono entre 0,20% e 0,30% mostram melhor usinabilidade quando


apresentam estrutura perlítica, em secções acima de 75 mm de diâmetro, obtida
por simples laminação; abaixo de 75 mm, a melhor estrutura é a normalizada;

3) os aços de médio carbono (0,30% a 0,40%) devem apresentar estrutura perlítica


grosseira, com um mínimo de ferrita obtida por recozimento;

4) os aços de médio e alto carbono (0,40% a 0,60%) apresentam melhor


usinabilidade com a estrutura perlítica lamelar esferoidita grosseira;

5) aços de alto carbono (acima de 0,60%) apresentam melhor usinabilidade com


estrutura esferoidita, de grosseira a fina;

6) aços de tamanho de grão austenítico pequeno (inferior a 5 na escala ASTM),


são mais difíceis de usinar que outros de maior tamanho de grão, desde que outras
condições sejam idênticas; entretanto, para acabamento fino, esses aços de
granulação fina são melhores;

7) a introdução controlada de inclusões não metálicas melhora apreciavelmente a


usinabilidade; tais aços são, na realidade, os mais importantes sob o ponto de vista
da usinabilidade. Constituem eles os chamados “aços de usinagem fácil”;

8) a introdução controlada de metais moles (chumbo e bismuto) igualmente


melhora apreciavelmente a usinabilidade dos aços.

O efeito da estrutura dos aços sobre a sua usinabilidade é exemplificado nas


figuras 1, 2 e 3.
No torneamento de um aço SAE 4140, mostrado nas figuras 1 e 2, a máxima vida
da ferramenta corresponde ao estado recozido ou normalizado desse aço e o desgaste da
ferramenta aumenta com o aumento da dureza, de modo que o máximo desgaste se verifica
com a dureza mais elevada do aço.
A figura 3 comprova que a estrutura coalescida do aço SAE 5160 possibilita a
usinagem com menor desgaste da ferramenta, em comparação com o estado recozido, em que
a estrutura é perlítica de dureza mais elevada.

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Figura 1- Efeito da estrutura sobre a usinabilidade de aço SAE 4140.

Figura 2- Efeito da estrutura sobre a usinabilidade de aço SAE 4140.

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Figura 3- Efeito da estrutura sobre a usinabilidade de aço SAE 5160.

2. TIPOS DE AÇOS DE USINAGEM FÁCIL


Os aços de usinagem fácil, como já foi dito anteriormente, são aqueles em que se
introduzem, de modo controlado, inclusões não metálicas.
Do mesmo modo, a introdução de metais moles origina tipos importantes de
usinagem fácil.

2.1. TIPOS COM INCLUSÕES NÃO METÁLICAS


Esse tipo de inclusão é de sulfureto de manganês e são obtidas pela introdução de
enxofre em quantidade suficiente para combinar-se com o manganês e com o ferro, formando
uma série de sulfuretos de manganês e de ferro, e esses estando no estado líquido ou sólido
são insolúveis no aço. A sua inclusão pode ser do tipo globular ou podem tornar-se alongadas
durante a laminação do aço. Causando a formação de um cavaco quebradiço e atuando como
uma espécie de lubrificante, impedindo que o cavaco adira à ferramenta e destrua o seu gume
cortante. A máquina ferramenta se torna menos solicitada, o acabamento da peça é melhorado
e, a velocidade de usinagem pode ser aumentada, ou até mesmo duplicada em comparação
com o que acontece com aço comum não ressulfurado.
A tabela abaixo mostra os tipos mais importantes de aços incluídos na
classificação SAE:

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Nos aços com alto teor de enxofre, um aspecto importante é a forma, tamanho e
distribuição das partículas de MnS.
Em alguns tipos de aço de baixo carbono, pode-se introduzir fósforo além dos
teores normais; esse elemento como se sabe, dissolve-se na ferrita cuja dureza e resistência
mecânica ficam aumentadas, o que melhora usinabilidade, pois promove a ruptura dos
cavacos na usinagem. A tabela abaixo mostra esses tipos de aço:

Na figura 4 se apresenta o aspecto micrográfico de um aço de usinagem fácil de


alto teor de enxofre.

Figura 4- Micrografia de um aço de usinagem fácil com alto teor de enxofre.


Ataque : reativo de nital. Aumentado 500 vezes.
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2.2. TIPOS COM INTRODUÇÃO DE CHUMBO

Outro meio de melhorar a usinabilidade dos aços-carbono é através da adição de


chumbo, melhorando também o seu acabamento.
A maior parte dos aços das séries 10XX e 11XX podem ser encontrados com
adição de chumbo, em teores variáveis de 0,15% a 0,35%. O chumbo é adicionado no aço
líquido durante seu vazamento nos moldes; como esse metal é insolúvel no aço fundido,
forma-se uma fina dispersão de partículas de chumbo, tão pequenas que as vezes são
imperceptíveis ao microscópio.
A tabela abaixo indica a usinabilidade dos principais tipos de aço de usinagem
fácil:

2.3. OUTRAS ADIÇÕES

Outros dois elementos também melhoram a usinabilidade dos aços, são eles: o
selênio e o telúrio, eles não estão disponíveis comercialmente. Porcentagens típicas de selênio
e telúrio são 0,04 ou 0,05%.
Por fim a utilização de cálcio em aços desoxidados melhora a usinabilidade,
sobretudo em aços-liga.

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2.4. ENCRUAMENTO DOS AÇOS DE USINAGEM FÁCIL

Costuma-se encruar os aços para melhorar sua usinabilidade, tanto os comuns


como até mesmo os de usinagem fácil, sobretudo no caso de barras destinadas à produção
seriada de peças por usinagem, isso resulta no aumento da resistência mecânica, o aumento da

dureza, gerando condições favoráveis sob o ponto de vista de usinagem e acabamento


superficial.
As figuras 5 e 6 ilustram o efeito do encruamento num aço-carbono comum, tipo
SAE 1016, na forma de barra de 1 polegada de diâmetro para a produção de parafusos e num
aço de usinagem fácil, tipo SAE 1144:

Figura 5- Efeito do encruamento (por trefilação a frio) na vida da ferramenta na


usinagem do aço SAE 1016.

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Figura 6- Efeito do encruamento (por trefilação a frio) na vida da ferramenta de usinagem do aço SAE
1144.

Examinando as figuras 5 e 6, verificamos que os efeitos do encruamento sobre


a vida da ferramenta variam consideravelmente de acordo com a composição do aço e com a
operação específica de usinagem.

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3. CONCLUSÃO

Com esse estudo concluímos que os materiais utilizados em fábricas, indústrias,


empresas relacionadas a este ramo, tem que possuir uma visão voltada para atenderem através
de requisitos estabelecidos às características adequadas de usinabilidade do material a ser
utilizado. Percebemos também que o melhor uso desse material gera melhor rendimento e
aproveitamento nas tarefas que estão sendo executadas em setores respectivos a esses
materiais, obtendo resultados significativos de lucratividade, podemos perceber que diferentes
aços reagem de diferentes formas quando submetidos a certos tratamentos, devido a sua
composição química. Alguns tipos de inclusões afetam positivamente na usinabilidade do
meu material, agregando propriedades que dão uma margem de melhoria para o seu
manuseio.

4. REFERÊNCIAS

- HOBSBAWM, Eric J. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo (5a. ed.). Rio de


Janeiro: Forense Universitária, 2003.

- Wikipédia, a enciclopédia livre. Revolução Industrial. In:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial
Acesso em 12/03/2012 às 22:49h

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