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O efeito terapêutico do cavalo no paciente com

transtorno do espectro autismo.

O Transtorno do Espectro Autista é caracterizado como transtorno do


neurodesenvolvimento que acometem mecanismos cerebrais de sociabilidade
básicos e precoces, variam em relação aos sintomas e ao grau de acometimento e
são agrupados por apresentarem em comum uma interrupção precoce dos processos
de socialização [1, 2].
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-V,
o diagnóstico do autismo sofreu modificações em sua classificação, tendo como a
principal alteração à eliminação das categorias: Autismo, Síndrome de Asperger,
Transtorno Desintegrativo e Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra
especificação, passando a existir apenas uma denominação, sendo “Transtornos do
Espectro Autista” (TEA), os critérios de diagnósticos se referem aos déficits
relacionados à comunicação, a emoção, relacionamento social, motricidade, contato
visual e linguagem, no qual o processo de desenvolvimento infantil estará
significativamente comprometido com relação à interação [3, 4].
Sendo considerado um transtorno mental que não permite recuperação, se
enquadra no quadro de deficiência que possui seus direitos constituídos por leis.
Portanto, o TEA conglomera diferentes síndromes qualificadas por
perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais
como: as dificuldades da propriedade da linguagem e do uso da imaginação para lidar
com jogos simbólicos, padrões comportamentais restritivos e repetitivos e ainda a
dificuldade de socialização [5].
Diversos estudos da literatura sobre o autismo destacam que esta síndrome é
uma doença que não tem um diagnóstico fechado e não tem cura. Segundo a
Organização das Nações Unidas (ONU), acredita-se que deve haver mais de 70
milhões de pessoas com autismo no mundo. A prevalência é estimada em 1 (um) em
cada 88 nascimentos dando a comprovação de que o autismo tem se tornado um dos
transtornos do desenvolvimento mais comum entre outras síndromes. [6]
Estudos epidemiológicos mostraram que há uma maior incidência de Autismo
em meninos do que em meninas, com proporções médias relatadas de cerca de 3,5
a 4,0 meninos para cada menina. Uma das melhores explicações para tal fato é que
o Autismo é uma condição genética ligada ao cromossomo X, tornando, assim, os
homens mais vulneráveis. Entretanto a maioria dos meninos afetados apresenta
quadros mais leves que as meninas [8].
Os autistas distinguem-se de quaisquer outros, não apenas pelo nível do
distúrbio de contato e das capacidades intelectuais, mais também pela sua
personalidade e interesses peculiares, geralmente originais e variados. Podem
apresentar um grave atraso mental, como ser extremamente dotados nas suas
aquisições acadêmicas e intelectuais. [9]
O TEA consiste em uma tríade baseada em:
• Desvio de comunicação: dificuldade em utilizar com sentido todos os
aspectos da comunicação verbal e não verbal (gestos, expressões faciais, linguagem
corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal). Muitas das crianças que
apresentam linguagem verbal repetem simplesmente o que lhe foi dito (conhecido
como ecolalia imediata). Outras crianças repetem frases ouvidas há horas, ou até
mesmo dias antes (ecolalia tardia).
• Desvios da socialização: Significa a dificuldade em relacionar-se com os
outros (a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade
na discriminação entre diferentes pessoas). A dificuldade de socialização que faz com
que a pessoa que tem autismo tenha uma pobre consciência de outra pessoa, sendo
responsável em muitos casos, pela falta de diminuição da capacidade de imitar, que
é uns dos pré-requisitos cruciais para o aprendizado, e também pela dificuldade de se
colocar no lugar do outro e de compreender os fatos a partir da perspectiva do outro,
refletindo em um atraso do desenvolvimento.
• Desvios da imaginação: se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se
estende as várias áreas do pensamento como linguagem e comportamento da
pessoa. Isto pode ser exemplificado por comportamento obsessivo e ritualístico,
compreensão literal da linguagem, falta de aceitação em mudanças e dificuldades em
processos criativos. Esta dificuldade pode ser percebida por uma forma de brincar
desprovida de criatividade e pela exploração peculiar de objetos e brincadeiras [9,10].
As crianças autistas são geralmente incapazes de estabelecer relações
pessoais normais, contudo, podem revelar uma ligação muito forte com alguns
objetos. Revelam ainda alterações ao nível da linguagem – padrões de fala inelegíveis
e outras nem sequer falam, apresentam ainda dificuldades nas relações interpessoais,
comportamentos estereotipados e repetitivos. Podem ainda apresentar características
como: inibição motora, dificuldade em suportar mudanças de ambiente, recusa em
procurar ou aceitar carinhos, gosto pela imitação de sons ou de movimentos,
dificuldade em estabelecer amizades. Dentro disso, passou-se a existir três graus de
TEA, que pode ser leve, moderado e severo [9].
Grau leve: A criança evita o olhar, mostra dificuldade quando é forçada a algo.
Imita comportamentos simples, como bater palmas, por exemplo, e palavras isoladas,
às vezes frases curtas. Pode apresentar movimentos desajeitados, repetitivos,
coordenação motora pobre. Tem que ser lembrada de olhar o que está fazendo ou
sobre o uso de materiais, pois se confunde facilmente. A criança apresenta menos
interesse em brinquedos ou os utiliza de forma inapropriada. Pode haver falta de
respostas a certos sons, como uma hiper-reação, a reação pode ser atrasada e por
isso ser necessário a repetição, mas também pode ter uma reação inesperada aos
sons estranhos a ela. A comunicação não verbal é imatura, não sendo capaz de
demonstrar ou apontar com precisão o que quer numa situação. Pode haver uma leve
inquietação ou lentidão de movimentos, geralmente consegue-se encorajá-la a manter
o nível da atividade [9,10].
Grau moderado: Pode apresentar isolamento, é preciso ser persistente para
chamar sua atenção e ocorre um contato mínimo por iniciativa da criança. A criança
só imita, e às vezes só com insistência e auxílio de um adulto. Há presenças definitivas
de sinais inapropriados na forma e quantidade de respostas emocionais. As reações
podem ser inibidas ou exageradas, mas também podem não estar relacionadas com
a situação. O comportamento pode ser diferente, pode apresentar peculiar postura
dos dedos e corpo, autoagressão, balançar-se, rodar ou contorcer-se ou andar na
ponta dos pés. Apresenta dificuldade em aceitar mudanças na rotina, podendo ficar
raivosa ou triste, sendo difícil acalmá-la [9,10].
Grau severo de autismo: a criança se isola por completo, não percebe o que
o adulto está fazendo, não responde às iniciativas e não toma iniciativa, somente
iniciativas com tentativas mais intensas para obter uma atenção. Raramente ou nunca
ocorre a imitação de sons ou movimentos, mesmo com auxílio e persistência do
adulto. As respostas emocionais raramente são apropriadas para a situação, pode
ocorrer uma variação emocional em curto espaço de tempo, mesmo sem alterar a
atividade ou o ambiente. Apresenta reações graves quando ocorre mudança na rotina
e se é forçada a mudar a rotina fica extremamente irritada/raivosa, não coopera e faça
birras. Há uma persistente recusa em olhar para pessoas ou certos objetos. Ocorre
uma sub ou hiperreatividade aos sons, de uma forma extrema, independentemente
do som. Demostra os níveis de atividades em seu extremo: hiper ou hipo. Apesar de
possuir o desenvolvimento cognitivo afetado, pode haver um funcionamento acima do
normal em algumas áreas, tendo assim habilidades não usuais presentes, como, por
exemplo, facilidade com números e enigmas [10,11].

Equoterapia
A palavra equoterapia foi criada pela Associação Nacional de Equoterapia
(ANDE- Brasil), para caracterizar todas as práticas que utilizam o cavalo com técnicas
de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação e/ou educação de
pessoas com deficiência ou necessidades especiais [12, 13].
A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo
dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação,
buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou
necessidades especiais [10]. Auxiliando o praticante a ter uma autoconsciência
motora corpórea, orientação espacial, melhora de equilíbrio, ajuste postural, além da
melhora social devido ao contato com o cavalo, outros praticantes e com o terapeuta
[13].

Programas da equoterapia.
A utilização do cavalo na equoterapia se resume em quatro programas:
- Hipoterapia: Utilizado essencialmente pela área da saúde, e o praticante não
tem autonomia sobre o cavalo necessitando da ajuda do terapeuta. O cavalo é
utilizado principalmente como instrumento cinesioterapêutico.
- Educação/ Reeducação: Esse programa já é aplicado para fins pedagógicos.
O praticante ainda não domina o cavalo mas consegue exercer alguma atuação sobre
ele.
- Pré esportivo: Pode ser aplicado nas áreas da saúde e/ou educação. O
praticante tem condições de atuar sobre o cavalo, porém não pratica equitação. Neste
programa o cavalo é usado principalmente como instrumento de inserção social.
- Prática esportiva: O praticante pode participar de provas equestres, tem
completo domínio sobre o cavalo [12,14].

O cavalo da equoterapia.
O cavalo utilizado na equoterapia tem que ser um animal dócil, manso e
treinado, que tolere toques e movimentos bruscos, objetos arremessados e em
movimento na sua direção, que tolere gritos, e que permita o praticante ficar em
diversas posições como o decúbito ventral, decúbito dorsal, posição ortostática, pois
ele é utilizado como um agente terapêutico que vai proporcionar benefícios no aspecto
motor, cognitivo e psicológico ao praticante, além de produzir estímulos como o
movimento tridimensional que é realizado pela andadura do cavalo, proporcionando
um movimento semelhante a marcha humana; proporciona também conscientização
corporal, modificações no tônus muscular, integração no aparelho vestibular, reações
de endireitamento, reações de proteção, melhora do equilíbrio, coordenação motora,
percepção, cognição, conscientização da respiração, integração sensorial, além de
melhorar a concentração [15].

Andadura do cavalo e movimento tridimensional.


O cavalo possui três andaduras; o galope, que é uma andadura de três tempos,
assimétrica pois o movimento da coluna vertebral não estará em simetria com o eixo
longitudinal do cavalo; o trote, que é realizada em dois tempos devido ao fato do
cavalo movimentar duas pernas de cada vez sempre na diagonal, havendo uma
simetria entre os movimentos da coluna vertebral e o eixo longitudinal; e o passo que
é a andadura mais importante na equoterapia, movimentando um membro de cada
vez provocando a andadura de quatro tempos, que é uma andadura simétrica devido
ao movimento da coluna vertebral ser simétrico ao eixo longitudinal do cavalo [16].
Ao se deslocar ao passo o cavalo realizará o movimento tridimensional, que
ocorre em três eixos: ântero- posterior, látero-lateral e longitudinal, além de uma leve
rotação pélvica; e esse movimento tem 95% de semelhança com a marcha humana
[14, 17].
Devido ao contato direto entre o praticante e o cavalo, em 30 minutos de
exercícios haverá sido executado de 1800 à 2200 deslocamentos, que são enviados
pela medula espinhal até o sistema nervoso central, atuando nas áreas de equilíbrio,
distância e lateralidade [16,18].

Benefícios da equoterapia para praticantes com TEA.


A equoterapia vem sendo utilizada como alternativa de tratamento para
praticantes com TEA, pois o cavalo além de sua função cinesioterapêutica,
melhorando os mecanismos perceptivos, melhora da memória, concentração,
melhora da sensibilidade, e produz importante participação no aspecto psíquico,
interação social uma vez que o praticante em contato com o animal, outros praticantes
e com a equipe desenvolve e modifica as atitudes comportamentais, adquirindo mais
confiança e independência, além de favorecer no equilíbrio [19,20].
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