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UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

FALA – Faculdade de Letras e Artes


Docente: Profª Rafaela Medeiros
Disciplina: Literatura e Cinema
Curso: Letras – Inglês 7° Período
Discente: Ana Carolina da Silveira

Saussure, Peirce e o signo

Mossoró/RN

2017
Os signos são, de uma certa forma, as palavras que usamos para nos comunicar.
Ao falar repomos o mundo em palavras e pensamentos, com figuras de linguagem que
nem percebemos, como as metáforas, as metonímias, hipérboles e tantas outras.

Segundo José Roberto Barbosa (2013), “a atividade linguística é eminentemente


simbólica, as palavras criam conceitos, e esses, por sua vez, constroem a realidade.”
Tudo está intimamente ligado, mas não podemos no equivocar em pensar que o signo
linguístico une um nome a uma coisa, essa relação consiste em um conceito –
significado, a uma imagem acústica – significante. O significado não é a coisa
propriamente dita, mas sim a sua representação, por isso, Saussure afirma que o signo é
a união de um conceito com uma imagem acústica.

Continuando com a teoria saussuriana, ele argumenta também que não existe um
relação necessária, entre o sentido e o som, não há união ‘natural’ entre o significante e
aquilo que ele significa. Para Saussure, um signo é sempre interpretável por outro signo,
e isso acontece no interior do mesmo sistema pelos sinônimos, pelas paráfrases e pelas
codificações (BARBOSA, 2013).

Mais abrangente que a linguística, a semiótica de Peirce tem por objeto qualquer
sistema sígnico como: artes visuais, culinária, música, fotografia, etc. Para Peirce, um
signo é aquilo que sob determinado aspecto, representa algo para alguém; o signo é uma
representação de seu objeto, podendo ser denominado de ícone, índice ou símbolo.

Índice: São indicativos de algo ou alguém. Indícios, representando algo que não está
presente;
Ícone: Imagens que no geral representam tal qual algo ou alguém;
Símbolos: São convencionados, não representam similaridade com o seu objeto.

Para Deleuze (1990 p. 43) “a força de Peirce, quando inventou a semiótica,


esteve em conceber os signos partindo das imagens e de suas combinações, e não em
função de determinações já linguísticas”.
Referências:
BARBOSA, J. R. A. Linguística: outra introdução. Mossoró: Queima-Bucha, 2013.
p. 25.
DELEUZE, G. Imagem-tempo. São Paulo: Brasiliense, 1990.

MOSTAFA, S. P. Charles Peirce, Gilles Deleuze e a Ciência da informação. São


Paulo: Inf. & Soc. :Est., João Pessoa, v.22, n.1, p. 27-37, jan./abr. 2012.