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CULTIVOS

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INSETOS
CGPE 11033
Apoio
Foto: Walkymario de Paulo Lemos

Vitor Lôbo
Projeto gráfico, ilustração, edição de imagens e diagramação:
Luciane Chedid
Revisão de texto:
Narjara Pastana

Fev. 2014/ 1.000 exemplares.


Copidesque:
Walkymario de Paulo Lemos
Autoria:
Apresentação Outras pragas e insetos
Por ser perene o cultivo da pimenta-do-reino, Na falta de monitoramento e de medidas de
diferentes insetos podem usar a pimenteira controle adequadas, os cultivos de pimenta-
para abrigo, reprodução e alimentação. Esses -do-reino no Brasil também podem ser
insetos podem ser benéficos ou não, atacados, com menor intensidade, por:
provocando a morte das plantas e, por ¥ Besouros desfolhadores (Lytostilus
consequência, a baixa produção e juvencus – Coleoptera, Curculionidae).
produtividade.
¥ Ácaros fitófagos (Polyphagotarsonemus
No Brasil, os principais insetos com potencial latus Banks – Tarsonemidae – e Tetranychus
para comprometer cultivos de pimenta-do- spp. – Tetranychidae).
-reino são: ¥ Moscas-brancas (Aleurodicus sp. e
¥ Brocas-das-hastes. Aleurothrixcis sp. – Hemiptera,
¥ Pulgões. Aleyrodidae).
¥ Cochonilas. ¥ Formigas [Wamannia auropunctata (Roger)
e Acromyrmex crassipinus (Forel)
(Hymenoptera, Formicidae)].
¥ Cupins (Isoptera, Termitidae).
¥ Lesmas.

Foto: Pedro Celestino


Características Transmissão Controle e sanidade

01 É o principal inseto-praga mastigador em Penetram nas hastes e ramos das A poda e a remoção das partes atacadas eliminam a

Fotos: Pedro Celestino Filho


cultivos de pimenteira-do-reino no Brasil. Adulto de
plantas, na região dos nós, onde reinfestação e devem ser realizadas antes de qualquer
No Pará, é comum na região da L. piperis depositam seus ovos. Larvas recém- outra estratégia de controle. No Brasil, não há inseticidas
Transamazônia. Seus adultos são besouros -eclodidas variam entre o branco e registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Broca-das-hastes ou pequenos, com 4 mm a 5 mm de o amarelo. Seu ciclo biológico pode Abastecimento (Mapa) para o controle da praga, o que
bicudo-da-pimenta-do-reino comprimento, e marrom-escuros. alcançar entre 45 e 60 dias. impede o uso desses produtos em nossos cultivos.
Apresenta hábito noturno, mas ainda não No Brasil, os danos de L. piperis são Recomenda-se o cultivo de espécies de plantas
Lophobaris piperis Marshall conhecemos seu período de maior maiores em pimenteiras cultivadas produtoras de flores, como as malváceas, próximo aos
(Coleoptera: Curculionidae) atividade na cultura. Atacam frutos
Seus danos próximo à mata nativa e nos plantios, pois elas fornecerão alimento para os inimigos
(maduros ou não), flores, extremidades nas hastes períodos mais secos do ano. naturais do L. piperis, como parasitoides, formigas e
terminais dos ramos e folhas maduras. da pimenta-
ácaros predadores.
-do-reino.

Características Transmissão Danos indiretos Controle e sanidade

02 São pequenos, entre 1 mm


e 7 mm de comprimento,
Infestam todas as fases de
desenvolvimento da
¥ Excreção de líquido açucarado nas
folhas, favorecendo o aparecimento do
Além do monitoramento
constante nos viveiros de

Fotos: Walkymario Lemos


têm corpo mole e pimenteira, especialmente fungo Capnodium sp (Fumagina), que mudas, as áreas recém-
coloração variada (do no período chuvoso. Sugam prejudica a respiração e a fotossíntese -plantadas devem ser
verde ao preto). As fases a seiva das folhas e das das folhas. inspecionadas pelo menos
jovens e adultas brotações, causando ¥ Podem inocular vírus causadores de uma vez ao mês. Estratégias
Pulgões coexistem nas zonas de encarquilhamento e como controle cultural e
doenças nessa cultura. A espécie A.
Aphis spiraecola Patch e crescimento das plantas, dificuldade de spiricolae, por exemplo, tem sido controle biológico podem
Aphis gossypii Glover como brotações e folhas Adultos e estágios
imaturos de
desenvolvimento das relatada como principal vetor da também ser utilizadas para o
(Hemiptera: Aphididae) novas. pulgões ápteros e plantas, principalmente no virose mosaico em pimenteira. manejo e controle de
alados em início do crescimento. populações.
pimenta-do-reino.

Características Transmissão Danos indiretos

03 Possuem ovos alongados, depositados em


ovissacos nas raízes de mudas em viveiro e
É favorecida por condições de alta umidade e
temperatura, infestando raízes e hastes de
¥ Agem como vetor do Piper yellow mottle
virus (PYMoV).

Fotos: Pedro Celestino Filho


nas hastes da planta, próximo às raízes mudas de pimenteira-do-reino. ¥ Estão associadas às formigas-de-fogo
adventícias. As formas jovens apresentam Plantas infestadas podem definhar, soltando (Solenopsis spp.), que se alojam na
Cochonilhas coloração alaranjada, corpo ovalado e são brotos e folhas, e até morrer. Seus ataques
Danos de
folhagem da pimenteira, principalmente
adultos e
recobertas por pulverulência branca. Os são mais comuns em plantios mal cuidados e na região dos nós de hastes aderidas ao
Pseudococcus elisae adultos são pequenos (1,2 mm a 2 mm),
imaturos de
P. elisae em
com adoção de tratos culturais equivocados. tutor, e atacam os operários rurais,
Borchsenius têm corpo mole e recoberto por cera raízes e
dificultando os tratos culturais.
hastes de
(Hemiptera: Pseudococcidae) branca. pimenta-do-
reino.

Características Transmissão Controle e sanidade

04
Cochonilhas
São ovaladas, piriformes e achatadas.
Medem até 3 mm de comprimento,
possuem áreas marginais do corpo
esclerotizadas e ausência de cobertura
evidente de cera. São
Atacam folhas, ramos e hastes e
vivem em simbiose com formigas.
Em períodos secos do ano, as
folhas muito infestadas por essa
praga tornam-se flácidas e
Não há no Brasil, ainda, nível de controle determinado
para nenhuma espécie de cochonilha. O controle deve
ser realizado por meio do monitoramento do pimental.
Recomenda-se erradicar plantas hospedeiras de P. elisae
e P. longivalvata próximas aos plantios e eliminar os
predominantemente avermelhadas, murcham. Como consequência da focos de infestação, por meio da destruição das plantas
Protopulvinaria longivalvata
Fotos: Walkymario Lemos

porém, fêmeas mais velhas tornam-se sua presença em plantas de severamente atacadas e sem condição de recuperação.
Green marrons. A presença do ovissaco pode ser pimenteira-do-reino, aparecem Embora ainda não difundidos no Brasil, acredita-se que
(Hemiptera:Coccidae) constatada por uma área esbranquiçada fungos causadores de fumagina. os métodos de controle biológico, empregando-se
ao redor do corpo do inseto. Fêmeas Infestações severas de P. principalmente parasitoides e predadores nativos, bem
adultas preferem a superfície inferior das longivalvata podem causar como o emprego de inseticidas botânicos (como o nim
folhas, sendo os seus ovos depositados enfezamento e queda de indiano), possuem boas possibilidades de sucesso para o
abaixo de seu corpo. Quando imaturas, produção do cultivo. controle de pulgões e cochonilhas nos principais polos
são frequentemente observadas na produtores de pimenteira-do-reino do País.
superfície superior das folhas. Danos de P. longivalvata
em folhas, ramos e hastes
de pimenta-do-reino.