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SESI – Serviço Social da Indústria

DAM – Diretoria de Assistência Médica e Odontológica


GSST – Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho

Manual de Segurança e Saúde no Trabalho

Coleção Manuais
Indústria Moveleira

2004
SESI-SP
©SESI – Departamento Regional de São Paulo

É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por quaisquer meios,


sem autorização prévia do SESI-SP.

Outras publicações da Coleção Manuais:


• Indústria Calçadista
• Indústria do Vestuário

Ficha Catalográfica

Serviço Social da Indústria – SESI. Diretoria de Assistência Médica e


Odontológica – DAM. Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho
– GSST.
Manual de segurança e saúde no trabalho. / Gerência de Segurança
e Saúde no Trabalho. – São Paulo: SESI, 2004.
392 p. : il. color. ; 28 cm. – (Coleção Manuais ; Indústria Moveleira).
Bibliografia: p. 379 – 390.
Índice remissivo: p. 375 – 377.
ISBN 85-86831-14-X

I. Título. 1. Saúde ocupacional.

SESI – Serviço Social da Indústria


Departamento Regional de São Paulo
Av. Paulista, 1313
CEP 01311-923
São Paulo – SP
PABX: (11) 3146-7000
www.sesisp.org.br

Diretoria de Assistência Médica e Odontológica


Tel.: (11) 3146-7170/3146-7171
Departamento Regional de São Paulo
Conselho Regional

Presidente
Horacio Lafer Piva

Representantes das Atividades Industriais

Titulares
Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho
Luiz Alberto Soares Souza
Paulo Tamm Figueiredo

Suplentes
Artur Rodrigues Quaresma Filho
Dante Ludovico Mariutti
Nelson Abbud João

Representante da Categoria Econômica das Comunicações


Ruy de Salles Cunha

Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego


Titular
Heiguiberto Guiba Della Bella Navarro
Suplente
Mauro José Correia

Representante do Governo Estadual


Wilson Sampaio
SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Sumário
■ Lista de Siglas e Abreviaturas 11

■ Lista de Quadros 13

■ Lista de Gráficos 15

■ Lista de Figuras 17

Parte I – Introdução 19
■ 1. Apresentação 21

■ 2. Histórico 23

■ 3. Objetivo 25

■ 4. Metodologia 27

■ 5. Tipificação 29

Parte II – Estudo de Campo 33

■ 6. Introdução 35

■ 7. Fatores de Risco e Medidas de Controle 37


7.1. Risco Físico 37
7.2. Risco Químico 40
7.3. Risco Biológico 44
7.4. Risco Ergonômico 45
7.5. Risco de Acidente 46

■ 8. Fichas de Recomendações de Segurança 49


8.1. Introdução 49
8.2. Fluxograma de Processos de Produção 50
8.3. Fichas de Recomendações de Segurança 53
8.4. Recomendações Gerais de Segurança 129

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 5


Sumário
■ 9. Perfil das Empresas Estudadas 131
9.1. Introdução 131
9.2. Engenharia de Segurança do Trabalho 131
9.3. Ergonomia 136
9.4. Fonoaudiologia 140
9.5. Medicina Ocupacional 142
9.6. Toxicologia Industrial 152
9.7. Considerações Finais 156

Parte III – Indústria Mobília Segura 157


■ 10. Introdução 159

■ 11. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) 161


11.1. Introdução 161
11.2. Conceito 161
11.3. Objetivo 161
11.4. Estrutura 161
11.5. Treinamento da CIPA 164
11.6. Modelos de Documentos 165
11.6.1. Carta para Edital de Convocação 166
11.6.2. Ficha para Convocação dos Trabalhadores 167
11.6.3. Ficha para Candidatura dos Trabalhadores 168
11.6.4. Relação dos Candidatos à CIPA 169
11.6.5. Cédula de Votação 170
11.6.6. Lista de Presença de Votação 171
11.6.7. Ata de Eleição da CIPA 173
11.6.8. Divulgação dos Eleitos por Ordem de Classificação 174
11.6.9. Ata de Instalação e Posse da CIPA 175
11.6.10. Calendário das Reuniões 176
11.6.11. Carta de Comunicação à DRT 177
11.6.12. Lista de Presença no Treinamento da CIPA 178
11.6.13. Certificados do Treinamento da CIPA 179

6 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Sumário
■12. Mapa de Risco 181
12.1. Introdução 181
12.2. Conceito 181
12.3. Objetivo 181
12.4. Estrutura 181
12.5. Etapas de Elaboração 181
12.6. Mapa de Risco da Indústria Mobília Segura 193
12.7. Considerações Finais 194

■13. Brigada de Prevenção de Combate a Incêndio 195


13.1. Introdução 195
13.2. Conceito 195
13.3. Objetivo 195
13.4. Estrutura 195

■14. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 201


14.1. Introdução 201
14.2. Conceito 201
14.3. Objetivo 201
14.4. Estrutura 201
14.5. Modelos de Documentos 202
14.5.1. Carta de Apresentação (1a via) 203
14.5.1. Carta de Apresentação (2 via)
a
204
14.5.2. Capa 205
14.5.3. Introdução e Objetivo 206
14.5.4. Apresentação 206
14.5.5. Perfil da Empresa 206
14.5.6. Arranjo Físico da Indústria Mobília Segura 208
14.5.7. Planejamento Anual 211
14.5.8. Resultado das Avaliações 212
14.5.9. Descritivo de Funções e Reconhecimento de Riscos 229
14.5.10. Estabelecimento de Prioridades, Metas e Avaliação 252
14.5.11. Cronograma para Execução dos Eventos Propostos 252
14.5.12. Considerações Finais 253

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 7


Sumário
■15. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) 257
15.1. Introdução 257
15.2. Conceito 257
15.3. Objetivo 257
15.4. Estrutura 257
15.5. Modelos de Documentos 258
15.5.1. Carta de Apresentação (1a via) 259
15.5.1. Carta de Apresentação (2a via) 260
15.5.2. Capa 261
15.5.3. Introdução e Objetivo 262
15.5.4. Apresentação 262
15.5.5. Perfil da Empresa 262
15.5.6. Estrutura 263
15.5.6.1. Coordenador 264
15.5.6.2. Competências e Responsabilidades 264
15.5.6.3. Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) 264
15.5.6.4. Exames Médicos Ocupacionais 265
15.5.6.5. Monitoramento Biológico e Acompanhamento Médico Relacionados
aos Riscos Ambientais por Setores, Funções e Periodicidade 268

15.5.7. Relação de Casos Suspeitos ou Diagnosticados como Doença Ocupacional 279


15.5.8. Relatório Anual do PCMSO 279
15.5.9. Relação de Material de Primeiros Socorros 281
15.5.10. Modelo de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) 281
15.5.11. Outras Atividades em Saúde do Trabalhador 286
15.5.12. Considerações Finais 287

■16. Programa de Conservação Auditiva (PCA) 289


16.1. Introdução 289
16.2. Conceito 289
16.3. Objetivo 289
16.4. Estrutura 290
16.5. Modelos de Documentos 290

8 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Sumário
16.5.1. Carta de Apresentação (1a via) 291
16.5.1. Carta de Apresentação (2 via)
a
292
16.5.2. Capa 293
16.5.3. Introdução e Objetivo 294
16.5.4. Perfil da Empresa 294
16.5.5. Estrutura 294
16.5.6. Competências e Responsabilidades 295
16.5.7. Atividades do PCA 298
16.5.7.1. Avaliação Inicial do Programa 298
16.5.7.2. Avaliação da Exposição 298
16.5.7.3. Medidas de Controle Ambiental e Organizacionais 300
16.5.7.4. Avaliação e Monitoramento Audiológico 301
16.5.7.5. Uso de Protetores Auditivos 308
16.5.7.6. Formação e Informação dos Trabalhadores 310
16.5.7.7. Conservação de Registros 311
16.5.7.8. Avaliação da Eficácia do Programa 312

16.5.8. Considerações Finais 312

■17. Orientação para Treinamento sobre o uso de EPI e EPC 313


17.1. Introdução 313
17.2. Conceito 313
17.3. Objetivo 313
17.4. Estrutura 313
17.4.1. Treinamento 313
17.4.2. Freqüência do Treinamento 314
17.4.3. Avaliação dos Resultados 314
17.4.4. Avaliação Médica 314
17.4.5. Registro 314

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 9


Sumário

Parte IV – Legislação 317

■18. Introdução 319

■19. Constituição Federal 321

■20. Legislação Trabalhista 323


20.1. Normas Regulamentadoras (NR) 324

■21. Legislação Previdenciária 359


21.1. Acidente de Trabalho 359
21.2. Aposentadoria Especial 363

■22. Trabalho do Deficiente 364

■23. Trabalho do Idoso 365

■24. Trabalho da Mulher 366

■25. Trabalho do Menor 367

■26. Responsabilidade Civil e Criminal 369

■27. Legislação Ambiental 371

Parte V – Informações Complementares 373

■Índice Remissivo 375

■Glossário 378

■Bibliografia 379

■Referências Bibliográficas 389

10 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Lista de Siglas e Abreviaturas
ABNT Associação Brasileira de Normas DRT Delegacia Regional do Trabalho
Técnicas DST Doença Sexualmente
ABIMÓVEL Associação Brasileira da Transmissível
Indústria do Mobiliário EPC Equipamento de Proteção
ACGIH American Conference of Coletiva
Governmental Industrial EPI Equipamento de Proteção
Hygienists Individual
AET Análise Ergonômica do Trabalho FISPQ Ficha de Informação de
AIDS Acquired Immunodeficiency Segurança de Produtos Químicos
Syndrome GLP Gás Liquefeito de Petróleo
APM Associação Paulista de Medicina GSST Gerência de Segurança e Saúde
ASO Atestado de Saúde Ocupacional no Trabalho
BNDES Banco Nacional de GT Glutamil Transferase
Desenvolvimento Econômico IARC International Agency for
e Social Research on Cancer
CA Certificado de Aprovação IBMP Índice Biológico Máximo
CAI Certificado de Aprovação de Permitido
Instalações IBUTG Índice de Bulbo Úmido –
CAT Comunicação de Acidente do Termômetro de Globo
Trabalho IMC Índice de Massa Corpórea
CC Código Civil INMETRO Instituto Nacional de Metrologia
CDI Centro de Documentação e INSS Instituto Nacional do Seguro
Informação Social
CE Comissão Eleitoral ISO International Organization for
CEI Commission Électrotechnique Standardization
Internationale LT Limite de Tolerância
CF Constituição Federal LTCAT Laudo Técnico de Condições
CID Classificação Internacional de Ambientais do Trabalho
Doenças MDF Medium Density Fiberboard
CIP Controle Integrado de Pragas MTE Ministério do Trabalho e Emprego
CIPA Comissão Interna de Prevenção NBR Norma Brasileira Registrada
de Acidentes NE Nível de Exposição
CIPATR Comissão Interna de Prevenção NEN Nível de Exposição Normalizado
de Acidentes do Trabalho Rural NHO Norma de Higiene Ocupacional
CLT Consolidação das Leis do NIOSH National Institute for
Trabalho Occupational Safety and Health
CNAE Classificação Nacional de NPS Nível de Pressão Sonora
Atividades Econômicas NR Norma Regulamentadora
CNH Carteira Nacional de Habilitação NRRsf Nível de Redução de Ruído
CP Código Penal “subject fit”
CPMAT Conclusão de Perícia Médica de OIT Organização Internacional do
Acidente de Trabalho Trabalho
CREM Comunicação de Resultado de OMS Organização Mundial da Saúde
Exame Médico ONU Organização das Nações Unidas
CVM Contração Voluntária Máxima PAIR Perda Auditiva Induzida por Ruído
DORT Distúrbios Osteomusculares PCA Programa de Conservação
Relacionados ao Trabalho Auditiva

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 11


Lista de Siglas e Abreviaturas
PCMAT Programa de Condições e Meio Lavg Average Level
Ambiente de Trabalho na Lux Unidade de medida de
Indústria da Construção iluminância
PCMSO Programa de Controle Médico ppm Parte por milhão
de Saúde Ocupacional tbn Termômetro de bulbo úmido
PPF Parasitológico de Fezes natural
PPP Perfil Profissiográfico tg Termômetro de globo
Previdenciário
PPRA Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais
RCP Reanimação Cardiopulmonar
SENAI Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial
SEPATR Serviço Especializado em
Prevenção de Acidentes do
Trabalho Rural
SESI Serviço Social da Indústria
SESMT Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho
SIDA Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida (AIDS)
SIPAT Semana Interna de Prevenção
de Acidentes do Trabalho
SPC Sistema de Proteção Coletiva
SST Segurança e Saúde no Trabalho
SSST Secretaria de Segurança e
Saúde no Trabalho
TGO Transaminase Glutâmico
Oxalacética
TGP Transaminase Glutâmico Pirúvica
UFIR Unidade Fiscal de Referência
UV Ultravioleta
VAS Visual Analogical Scale
VDRL Venereal Disease Research
Laboratory
VR Valor de Referência
dB(A) Decibel (unidade de medida da
intensidade das ondas sonoras)
avaliado na escala A do
equipamento técnico
denominado de dosímetro ou
decibelímetro.
DT Vacina contra Difteria e Tétano
Hz Hertz (unidade de medida da
freqüência das ondas sonoras)

12 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Lista de Quadros
TÍTULO PÁG.

Quadro 1 Características da produção de móveis no Estado de São Paulo 30

Quadro 2 Empresas estudadas 35

Quadro 3 Empresas avaliadas por especialidade de SST 35

Quadro 4 Distribuição das empresas estudadas por região 131

Quadro 5 Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente 133

Quadro 6 Critério para interpretação dos resultados de dosimetria de ruído 134

Quadro 7 Classificação do Índice de Massa Corpórea (IMC) 149

Quadro 8 Limites de tolerância dos solventes analisados 152

Quadro 9 Valores de referência e índices biológicos máximos permitidos 153

Quadro 10 Amostras coletadas e análises realizadas 154

Quadro 11 Dimensionamento da CIPA 162

Quadro 12 Relação do CNAE com correspondente agrupamento


para o dimensionamento da CIPA 162

Quadro 13 Cronograma de processo de eleição da CIPA 163

Quadro 14 Treinamento da CIPA 164

Quadro 15 Classificação dos principais riscos ocupacionais em grupos,


de acordo com a sua natureza, e padronização das cores correspondentes 182

Quadro 16 Classificação das edificações e áreas de risco quanto à ocupação 196

Quadro 17 Percentual de cálculo para composição da brigada de incêndio 196

Quadro 18 Nomenclaturas utilizadas para interpretação dos dados do dosímetro 218

Quadro 19 Resultados de IBUTG 220

Quadro 20 Resultados das análises de amostras de ar coletadas de forma ativa 221

Quadro 21 Resultados das análises de amostras de ar coletadas de forma passiva 222

Quadro 22 Distribuição da população por faixa etária e gênero 263

Quadro 23 Exames médicos ocupacionais 265

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 13


Lista de Quadros
TÍTULO PÁG.

Quadro 24 Parâmetro mínimo adotado para exame médico de acordo com os riscos
ocupacionais identificados 266

Quadro 25 Relação de casos suspeitos ou diagnosticados de doenças ocupacionais 279

Quadro 26 Sugestão de caixa de primeiros socorros 281

Quadro 27 Recomendação de vacinas 287

14 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Lista de Gráficos
TÍTULO PÁG.

Gráfico 1 Porte das empresas 29

Gráfico 2 Avaliação do nível de pressão sonora – medição instantânea 134

Gráfico 3 Distribuição percentual das dosimetrias de ruído 134

Gráfico 4 Níveis de iluminância dos postos de trabalho avaliados 135

Gráfico 5 Ritmo de produção 136

Gráfico 6 Aspectos psicossociais referidos 137

Gráfico 7 Percepção dos trabalhadores quanto a cansaço, força e atenção 137

Gráfico 8 Comprometimento das articulações 138

Gráfico 9 Aspectos biomecânicos observados 138

Gráfico 10 Distância visual encontrada no ambiente laboral 139

Gráfico 11 Resultado do ângulo de visão 139

Gráfico 12 Queixas auditivas após exposição ocupacional ao ruído 140

Gráfico 13 Resultados das audiometrias 141

Gráfico 14 Distribuição por faixa etária 142

Gráfico 15 Distribuição por gênero 143

Gráfico 16 Referências de tempo de trabalho na empresa 144

Gráfico 17 Referências de tempo de trabalho no ramo moveleiro 144

Gráfico 18 Percepção das relações de trabalho, segurança e higiene ocupacional 145

Gráfico 19 Percepção sobre tarefas e ambiente de trabalho 145

Gráfico 20 Relatos de acidentes do trabalho 146

Gráfico 21 Relatos de doenças ocupacionais 146

Gráfico 22 Relatos de hipertensão arterial, estresse e uso de medicação 147

Gráfico 23 Queixas referentes ao sistema osteomuscular 148

Gráfico 24 Queixas referentes aos aparelhos respiratório e cutâneo 148

Gráfico 25 Índice de Massa Corpórea (IMC) 149

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 15


Lista de Gráficos
TÍTULO PÁG.

Gráfico 26 Pressão arterial 150

Gráfico 27 Alterações do sistema osteomuscular 150

Gráfico 28 Alterações do aparelho respiratório 151

Gráfico 29 Alterações de pele e tecido subcutâneo 151

Gráfico 30 Concentrações de solventes orgânicos nos ambientes laborais 155

Gráfico 31 Resultados de cromo urinário (µg/g de creatinina) 155

16 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Lista de Figuras
TÍTULO PÁG.

Figura 1 O trabalho em máquinas ruidosas – Tupia 37

Figura 2 Produtos utilizados na linha de pintura com acabamento U.V. 41

Figura 3 Cabina de pintura 41

Figura 4 Organização do trabalho 46

Figura 5 Condições adequadas de trabalho 48

Figura 6 Esquema visual 139

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 17


Parte I
Introdução
SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
1 Apresentação

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (SESI-SP) e a Diretoria de Assistência Médi-


ca e Odontológica (DAM) apresentam o Manual de Segurança e Saúde no Trabalho –
Indústria Moveleira.
O manual foi elaborado pela equipe de profissionais da Gerência de Segurança e Saúde
no Trabalho (GSST) e está dividido em quatro partes:

■ I – Introdução:
■ Breve histórico da utilização da madeira e da evolução dos processos industriais da
fabricação de móveis;
■ Objetivo;
■ Metodologia utilizada para o levantamento das informações;
■ Tipificação do ramo.

■ II – Estudo de Campo:
■ Apresentação das informações levantadas nas empresas fabricantes de móveis das
cidades de Itatiba, Mirassol e Votuporanga, com o reconhecimento dos fatores de
risco para a segurança e a saúde dos trabalhadores e medidas de controle;
■ Fichas de Recomendações de Segurança;
■ Perfil das empresas estudadas.

■ III – Indústria Mobília Segura:


■ Empresa fictícia criada com o intuito de estimular as indústrias do ramo moveleiro no de-
senvolvimento de programas prevencionistas da área de segurança e saúde no trabalho.

■ IV – Legislação:
■ Normas Regulamentadoras e outros preceitos legais, pertinentes à segurança e à
saúde dos trabalhadores.

A DAM e a GSST do SESI-SP agradecem a participação e a colaboração das empresas


visitadas e de seus trabalhadores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 21


22 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
2 Histórico

Por volta de 40 mil anos antes de Cristo, o homem começa um novo capítulo de sua evo-
lução, domina o fogo, caça as feras que o aterrorizam e começa a habitar cavernas. A ma-
deira torna-se um elemento importante para a sua sobrevivência e para seus registros ar-
tísticos, surgindo assim as primeiras esculturas.
Na era da Pedra Polida, os primeiros arados feitos de madeira facilitavam a produção de
alimentos de forma contínua; o homem então inventa tambores de pele com troncos ocos e
flautas de bambu para emitir os primeiros agrupamentos sonoros, a fim de ritmar os traba-
lhos coletivos de plantio e colheita.
No antigo Egito, surgem as primeiras lâminas de madeira como as usadas no revesti-
mento do trono de Tutancâmon. Intensifica-se o uso da madeira em móveis, nas estruturas
para transporte dos blocos para a construção das pirâmides e das primeiras embarcações
para navegar o rio Nilo, determinando uma nova fase na evolução humana.
Na Idade Média, devido à forte motivação religiosa, a madeira é utilizada na construção
de majestosas catedrais e de móveis que eram de cor escura e com poucos detalhes.
A madeira foi usada para a construção de embarcações como as caravelas, que possibi-
litaram a descoberta do Novo Mundo e o transporte de madeira nobre extraída de matas
nativas, como o pau-brasil, para a Europa.
No Brasil, os primeiros utensílios, ferramentas, edificações e mobiliários foram construí-
dos a partir das técnicas indígenas e da utilização de madeira extraída de florestas nativas.
No século XIX, artesãos vindos da Europa como imigrantes montam marcenarias que origi-
nam as primeiras indústrias moveleiras. Para capacitar a mão-de-obra, surge o Liceu de
Artes e Ofício (1882) e, posteriormente, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial –
SENAI (1942).
As primeiras fábricas de lâminas de madeira e de compensados surgem na Europa com
o advento da Revolução Industrial. A utilização desses materiais na estrutura de aeronaves,
embarcações, embalagens resistentes e na construção civil foi intensificada durante as
grandes Guerras Mundiais (1914 a 1919 e 1939 a 1945).
A redução de florestas nativas impulsionou o surgimento dos projetos de florestas plan-
tadas, com espécies de crescimento rápido como pinus e eucalipto, possibilitando a obten-
ção de madeiras padronizadas e em quantidade suficiente para suprir as necessidades dos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 23


diferentes ramos de atividade que utilizam esse material. No Brasil, devido ao alto custo
das madeiras provenientes de florestas plantadas, apenas as empresas que visam à expor-
tação de móveis utilizam-nas em larga escala.
Com o desenvolvimento de novas tecnologias para o aproveitamento dos resíduos resul-
tantes do beneficiamento da madeira, surgem materiais como o aglomerado, a chapa de
fibra dura e posteriormente as chapas de fibras de madeira de média densidade (“medium
density fiberboard” – MDF), produto que possui capacidade de usinagem, resistência me-
cânica e densidade inferior à da madeira, viabilizando a flexibilidade, o aumento da produ-
ção e a padronização dos móveis produzidos.
O desenvolvimento do conhecimento humano, com a evolução dos materiais e com o
aprimoramento de máquinas, equipamentos, ferramentas e suprimentos usados na produ-
ção de móveis e a otimização dos sistemas de gestão permitem a produção adequada de
móveis, em relação à qualidade dos produtos, às condições ideais para os trabalhadores,
ambientes laborais e meio ambiente. Porém, essa situação ainda não ocorre para a maio-
ria das indústrias desse ramo de atividade.

24 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


3 Objetivo

Este manual tem como finalidade o aprimoramento do ambiente de trabalho e da saúde


do trabalhador da indústria moveleira e apresenta orientações referentes à segurança e à
saúde no trabalho nas diferentes etapas da produção de móveis, visando à redução de fa-
tores de risco ocupacionais ou de seus efeitos nos trabalhadores desse ramo industrial.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 25


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
4 Metodologia

O manual foi desenvolvido por equipe multidisciplinar de profissionais de Segurança e


Saúde no Trabalho do SESI/SP, a partir de informações coletadas em estudo bibliográfico e
avaliações de campo realizadas em indústrias moveleiras nas cidades paulistas de Itatiba,
Mirassol e Votuporanga.
Para o estudo bibliográfico foram considerados os aspectos técnicos relacionados a hi-
giene, segurança e saúde no trabalho, bem como outros relacionados à história e à cultura
da indústria moveleira, principalmente a paulista.
Para as avaliações das indústrias foram utilizados instrumentos de coleta de dados, de-
finidos através da experiência técnica da equipe, aplicados inicialmente em visitas prelimi-
nares a 30 indústrias, das quais 22 foram escolhidas para a realização de avaliações mais
completas. As avaliações possibilitaram a confirmação e o detalhamento das informações
levantadas no estudo bibliográfico e contribuíram com outros esclarecimentos apresenta-
dos neste manual.
Os instrumentos e equipamentos utilizados no levantamento de dados do estudo de
campo estão apresentados na Parte II deste manual, em “Perfil das Empresas Estudadas”.
Na Parte II, também são apresentados: “Fatores de Risco e Medidas de Controle” e “Fichas
de Recomendações de Segurança”, elaboradas pela equipe para uma orientação mais ágil
quanto à segurança dos trabalhadores.
Com o intuito de apresentar diferentes programas e atividades prevencionistas de Segu-
rança e Saúde no Trabalho, com base nas avaliações de campo, foi idealizada uma indús-
tria fictícia com 64 funcionários, apresentada na Parte III deste manual.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 27


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
5 Tipificação

O ramo moveleiro brasileiro, segundo dados apresentados em 2002 pela Associação Brasilei-
ra da Indústria do Mobiliário (ABIMÓVEL), é constituído predominantemente por empresas tradi-
cionalmente familiares e de capital nacional, com cerca de 50 mil empresas, das quais 13.500
formais, a maioria com menos de dez empregados, conforme apresentado no Gráfico 1.

Microempresa (até 9 trabalhadores)


Pequena empresa (de 10 a 99 trabalhadores)
Média empresa (de 100 a 499 trabalhadores)

74,00% 22,00%

4,00%

Gráfico 1 – Porte das empresas. Fonte: Abimóvel, 2002.

Na abertura comercial implantada no Brasil na década de 90, este ramo foi incentivado a
modernizar seus processos industriais e, por meio de recursos disponibilizados pelo Banco Na-
cional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), importou máquinas e equipamentos,
principalmente da Itália e Alemanha. O ramo apresentou crescimento expressivo de exporta-
ções, ocupando, atualmente, o 18o lugar entre os países exportadores de móveis, o que repre-
senta 1,5% das exportações mundiais desse ramo. No ano de 2002, 80,30% dos móveis expor-
tados pelo Brasil foram produzidos nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, segui-
dos pelo Estado do Paraná, com 8,18%, enquanto a indústria paulista ocupou o 4o lugar, com
4,83% das exportações, basicamente de móveis para escritório.
O Estado de São Paulo é o principal produtor de móveis para o mercado interno, detendo
40% do faturamento do ramo, divididos entre móveis seriados e sob encomenda, conforme
dados da ABIMÓVEL para o ano de 2002. Essa indústria tem sua produção dividida em regiões
distintas, na Grande São Paulo, onde há várias empresas distribuídas de forma dispersa, no No-

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 29


Tipificação
roeste Paulista, mais precisamente nas cidades de Mirassol e Votuporanga, e em outras cida-
des, como Itatiba, conhecida como “capital nacional do móvel colonial”. As características
dessa produção estão apresentadas no Quadro 1.

Quadro 1 – Características da produção de móveis no Estado de São Paulo

Região
Origem Produção Produtos Material
produtora
Móveis de madeira
Cadeiras, mesas,
Marcenarias sob encomenda e Painéis,
Grande São Paulo estantes, cozinhas
familiares seriados para madeira maciça
e armários
escritório

Noroeste Paulista Iniciativa dos Móveis de madeira


Dormitórios, Painéis,
(Mirassol e empresários seriados, retilíneos
cozinhas, estantes madeira maciça
Votuporanga) locais e torneados

Marcenarias Móveis de madeira Móveis diversos Painéis,


Itatiba
familiares sob encomenda por encomenda madeira maciça

As indústrias apresentam diferentes graus de evolução quanto aos equipamentos, desde


os mais modernos comandados por computador, até os obsoletos, ruidosos e desprovidos de
proteção, e quanto à necessidade de trabalhadores: umas requerem pouca mão-de-obra,
porém especializada, e outras necessitam de mão-de-obra mais intensiva e menos especiali-
zada, situações por vezes encontradas numa mesma indústria.
Em Itatiba, predomina a produção de móveis sob encomenda requerendo trabalhadores
especializados em determinadas tarefas, como entalhador e marceneiro.
Na região noroeste do Estado, predomina a produção de móveis seriados torneados, re-
tilíneos e estofados. Para a produção dos móveis seriados retilíneos, não há necessidade
de mão-de-obra especializada, exceto para a operação de algumas máquinas, como a sec-
cionadora. No processamento de móveis torneados, o maior número de etapas na produção
requer a especialização dos trabalhadores para operar diversas máquinas, como a serra de
disco, a esquadrejadeira e a serra de fita.
A mão-de-obra preponderante é a masculina, sendo o trabalho feminino encontrado nos
setores de lixamento manual, pintura, tapeçaria e embalagem.

30 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Tipificação
De maneira geral, as indústrias desse ramo industrial apresentam condições de traba-
lho que podem ser aprimoradas a partir do reconhecimento de suas inadequações e da im-
plantação de medidas de controle necessárias, além da utilização de técnicas mais moder-
nas de gestão, incluindo as de Segurança e Saúde no Trabalho.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 31


Parte II
Estudo de Campo
SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
6 Introdução

Para a elaboração deste manual, foram avaliadas empresas fabricantes de móveis, nas
cidades paulistas de Itatiba, Mirassol e Votuporanga, no período de dezembro de 2002 a
junho de 2003.
As avaliações foram iniciadas por visitas preliminares a 30 indústrias, realizadas por mé-
dico do trabalho e engenheiro de segurança. Destas, foram selecionadas 22 indústrias para
o estudo detalhado, conforme apresentados no Quadro 2.

Quadro 2 – Empresas estudadas

Número de
Itatiba Mirassol Votuporanga Total
trabalhadores
Até 9 3 0 1 4
De 10 a 99 5 3 7 15
100 ou mais 0 2 1 3
Total 8 5 9 22
O estudo detalhado foi desenvolvido por equipe multidisciplinar da Gerência de Segu-
rança e Saúde no Trabalho (GSST) do SESI/SP, apresentado no Quadro 3, e abrangeu 1.698
trabalhadores, sendo 187 em Itatiba, 956 em Mirassol e 555 em Votuporanga.

Quadro 3 – Empresas avaliadas por especialidade de SST

Especialidade Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Medicina
7 5 3 15
ocupacional
Engenharia
8 5 7 20
ocupacional
Fonoaudiologia 7 3 5 15
Toxicologia
8 4 2 14
industrial
Ergonomia 8 5 5 18

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 35


Introdução
As atividades desenvolvidas tinham como objetivo o reconhecimento e a avaliação dos fa-
tores de risco de acidentes, agentes químicos, físicos e biológicos; aspectos de organização
do trabalho e ergonomia; bem como a avaliação da condição da saúde dos trabalhadores.
Os instrumentos e metodologias utilizadas para o levantamento das informações estão
descritos no “Perfil das Empresas Estudadas”, p. 131.
As informações levantadas e analisadas, apresentadas nos textos “Fatores de Risco e
Medidas de Controle”, “Fichas de Recomendações de Segurança” e "Perfil das Empresas
Estudadas”, foram usadas como base para a elaboração da empresa fictícia apresentada na
Parte III deste manual.
Há situações que requerem melhorias urgentes, principalmente as referentes aos aciden-
tes que causam mutilações de mãos e dedos e ao ruído responsável por alterações auditivas
dos trabalhadores.
É necessária a conscientização de empresários e trabalhadores da indústria moveleira
para a mudança de situações prejudiciais observadas, como ingestão de alimentos nos am-
bientes de trabalho, falta de asseio, falta de higiene nos banheiros, vestiários e refeitórios,
além da falta de programa de manutenção predial.
São apresentadas sugestões de medidas de controle dos riscos ocupacionais observados,
de caráter geral, cabendo aos interessados em implantá-las a avaliação da adequação para
o seu caso específico, evitando assim a adoção de medidas insuficientes ou desnecessárias.

36 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fatores de Risco e
7 Medidas de Controle

7.1. Risco Físico


São considerados como fatores de risco físico o ruído, a vibração, a umidade, as radia-
ções ionizantes e não ionizantes e a temperatura extrema. Na indústria moveleira o fator
de risco físico preponderante é o ruído.

■ Ruído
Diversos fatores, como a alta rotação de motores, as vibrações dos componentes, a falta
de manutenção de máquinas e equipamentos, a falta de elementos que absorvam impactos
e o tipo de instalação física, podem tornar o ambiente laboral inadequado quanto ao ruído,
podendo acarretar aos indivíduos expostos distúrbios auditivos, circulatórios, digestivos,
sexuais, psicológicos, sociais, de equilíbrio e do sono. Dentre estes, o mais evidente é a
Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR).
Na indústria moveleira, máquinas e equipamentos como serra circular, serra de fita, sec-
cionadora automática, furadeira, lixadeira, grampeador e tupia, ilustrada na Figura 1, são
fontes de ruído.

Figura 1 – O trabalho em máquinas ruidosas – Tupia

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 37


Fatores de Risco e Medidas de Controle
Medidas de Controle
Para a adequação do nível de ruído no ambiente de trabalho, algumas medidas podem
ser adotadas, a saber:
■ Efetuar manutenção preventiva das máquinas, incluindo a afiação das ferramentas
de corte, com regularidade.
■ Proteger todo o sistema de transmissão de força como polias, correias e engrena-
gens. Em caso de necessidade de retirar a proteção, por exemplo para manutenção,
esta deverá ser recolocada imediatamente após o término do serviço.
■ Isolar ou enclausurar máquinas e equipamentos ruidosos, utilizando materiais não
lisos para prevenir a reverberação do som.
■ Colocar biombos constituídos de materiais apropriados (lã de vidro, isopor, cortiça) de
forma a criar uma barreira ao ruído.
■ Disponibilizar protetores auditivos, conscientizar e treinar os trabalhadores para o
seu uso eficaz, em ambientes cujas medidas de proteção coletiva ainda não foram
adotadas ou que são insuficientes para redução do ruído a níveis adequados.

Essas medidas devem fazer parte de um programa de ações denominado Programa de


Conservação Auditiva (PCA), p. 289, desenvolvido em conjunto com o Programa de Contro-
le Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO - NR-7), p. 257, e com o Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais (PPRA - NR-9), p. 201.

■ Calor
Na indústria moveleira não foi observada nenhuma fonte artificial de calor, com poten-
cial para causar dano direto à saúde do trabalhador. Todavia, o calor do Sol pode prejudicar
o conforto dos trabalhadores, dependendo do tipo de instalação da indústria, como a cober-
tura utilizada, a altura entre o piso e o teto (pé-direito) e a ventilação.

■ Umidade
A atividade observada na indústria moveleira que gera ambientes úmidos que podem
causar problemas de pele nos trabalhadores é o tingimento de peças.

38 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fatores de Risco e Medidas de Controle
Medidas de Controle
Para o controle deste fator de risco aos trabalhadores, algumas medidas podem ser ado-
tadas, como:
■ Medidas de engenharia para que o líquido que por acidente transborde do recipien-
te de tingimento ou que escorra das peças seja eliminado do ambiente por canaletas
ou outro sistema impermeável.
■ Disponibilizar aos trabalhadores equipamentos de proteção individual como luvas,
aventais e botas impermeáveis para a realização dessa atividade.

■ Radiações Não Ionizantes


As fontes de radiação não ionizantes observadas na indústria moveleira ocorrem em sis-
tema fechado, no processo de pintura U.V. (ultravioleta), e em operações auxiliares, como na
realização de soldagem elétrica pelo setor de manutenção.

Medidas de Controle
A radiação proveniente da operação de solda pode ser controlada por medidas como:
■ Utilização de biombos durante a operação para evitar que as radiações se propaguem
pelo ambiente.
■ Utilização adequada, pelo soldador, de equipamentos de proteção individual: máscara para
soldador, óculos e botina de segurança, avental, luvas, perneiras e mangotes de raspa.

■ Vibrações
Qualitativamente foi observado que várias máquinas, como desengrossadeira, furadeira
horizontal oscilante, lixadeira orbital manual e serra tico-tico manual, são fontes de vibra-
ção localizadas, enquanto veículos como caminhões, empilhadeiras e tratores são fontes de
vibração generalizadas.

Medidas de Controle
Para o controle das vibrações, algumas medidas podem ser adotadas, como:
■ Melhoria do amortecimento das máquinas.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 39


Fatores de Risco e Medidas de Controle
■ Utilização de acoplamentos flexíveis, confeccionados em material resiliente, ou seja,
material plástico para absorção de ondas de baixa freqüência.
■ Manutenção adequada das máquinas, com atenção para a lubrificação e a substitui-
ção de peças desgastadas.
■ Manutenção adequada dos veículos.

7.2. Risco Químico


Na indústria moveleira são utilizados diversos produtos químicos para proteger, colar e dar
acabamento às superfícies dos móveis. As formulações variam em função dos materiais em que
serão aplicados, do efeito desejado e do investimento em tecnologia. São utilizados desde pro-
dutos tradicionais com alto teor de solventes orgânicos, produtos com alto teor de sólidos e
baixo teor de solventes, até produtos à base de água, que necessitam de maquinário adequado
para a sua aplicação. Os solventes orgânicos mais utilizados nas formulações são tolueno, xile-
no, n-hexano, acetona, acetatos e metil-etil-cetona. Esses solventes também são usados para a
diluição e o ajuste da viscosidade dos produtos e para a limpeza de móveis e equipamentos.
Os fatores de risco químico considerados na indústria moveleira são decorrentes dos sol-
ventes orgânicos e dos pigmentos das tintas que podem conter sais de metais como chum-
bo, cromo hexavalente, zinco, níquel e alumínio. A exposição às poeiras de madeira, inde-
pendentemente de suas dimensões, pode ser considerada como um fator de risco químico,
devido o fato de os agentes químicos naturais ou aplicados nelas contidos poderem ser ab-
sorvidos pela pele e mucosas.
Nota: Estudos que vêm sendo realizados há anos comprovam a ocorrência de tumores
malignos em trabalhadores das indústrias de móveis e da madeira. Predominam os tumores
dos seios paranasais, mas também ocorrem em outros segmentos das vias respiratórias. Pro-
vas abundantes da presença desses casos de câncer ocupacional estão documentados na
monografia no 62 da Agência Internacional de Investigação Sobre o Câncer da Organização
Mundial da Saúde (IARC/OMS), com sede em Lyon, França, segundo a qual a poeira de ma-
deira pertence à categoria I dos tumores profissionais, ou seja, o agente é cancerígeno para
a espécie humana. Nenhum caso dessa natureza foi detectado nos exames feitos para a ela-
boração deste Manual.

40 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fatores de Risco e Medidas de Controle

Figura 2 – Produtos utilizados na linha de pintura com acabamento U.V.

Figura 3 – Cabina de pintura

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 41


Fatores de Risco e Medidas de Controle
Medidas de Controle
Uma importante fonte de informações para implementar medidas de controle é a Ficha
de Informação de Segurança de Produto Químico – FISPQ, obrigatória para cada produto
químico utilizado, conforme NBR 14725 de junho de 2001, Decreto no 2657 em 3/7/1998,
que promulga a convenção 150 da OIT e o Código de Defesa do Consumidor. A FISPQ con-
tém informações sobre substâncias ou preparados quanto à proteção, segurança e saúde
do trabalhador e meio ambiente, devendo ser disponibilizada e constantemente atualizada
pelo fornecedor do produto, além de conter medidas de proteção e ações em situação de
emergência. É responsabilidade do empregador analisar as condições de uso do produto,
tomar medidas de precaução necessárias numa dada situação de trabalho e manter os tra-
balhadores informados quanto aos perigos relevantes no seu ambiente de trabalho.
Considerando que há fatores de risco químico não oriundos de produtos químicos, como
poeiras e fumos de solda, para os quais não existem FISPQ, e que as medidas de controle
geralmente são necessárias para um conjunto de produtos, seguem algumas sugestões de
medidas de controle:

■ Substituição de produtos, sempre que possível, por outros menos tóxicos aos traba-
lhadores e de menor impacto ao meio ambiente.
■ Confinamento das fontes de risco químico para evitar que se inicie o processo de
propagação dos agentes químicos no ambiente. Esse tipo de medida contempla
desde atitudes sem ônus para a empresa, como o hábito de manter fechados os re-
cipientes de produtos químicos, até medidas que requerem investimentos, como o
isolamento de partes de equipamentos e a separação física de setores que geram
esse fator de risco.
■ Extração dos agentes químicos dos ambientes pela utilização de equipamentos de
proteção coletiva (EPC), como:
■ Cabinas de pintura, equipadas com cortina d’água e tratamento do efluente.
■ Sistemas de extração de ar saturado com insuflação de ar externo com capacidade
de 5% a 10% superior ao de exaustão, para possibilitar uma pressão positiva.
■ Equipamentos para exaustão de poeiras junto às fontes geradoras.

42 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fatores de Risco e Medidas de Controle
■ Disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI) necessários e adequa-
dos, como respiradores para vapores orgânicos e para poeiras, luvas, óculos de se-
gurança e roupas apropriadas, observando-se o prazo de validade dos filtros.
■ Orientação, treinamento e conscientização dos trabalhadores sobre a utilização dos
equipamentos de proteção coletiva e individual, medidas de higiene pessoal, como
banho e troca de roupas após a jornada de trabalho, lavagem das mãos para as re-
feições, e quanto à inadequação dos hábitos de comer, beber ou fumar no ambiente
de trabalho.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 43


Fatores de Risco e Medidas de Controle
7.3. Risco Biológico
Na indústria moveleira, pode ser considerado como fator de risco biológico a exposição
aos fungos causadores de micoses e aos esporos do bacilo causador do tétano que podem
estar na madeira bruta a ser manipulada. Como em outros ramos de atividades, os traba-
lhadores que executam a limpeza das instalações sanitárias e os envolvidos na coleta de
lixo podem estar expostos a microorganismos diversos.

Medidas de Controle
■ Disponibilizar para o trabalhador que esteja exposto a agentes biológicos os equipa-
mentos de proteção individual adequados para suas atividades, como luvas, botas,
máscaras, óculos de proteção, avental e uniforme.
■ Propiciar a vacinação contra tétano, febre tifóide e hepatite A aos trabalhadores po-
tencialmente expostos aos agentes biológicos.
■ Promover treinamento sobre noções básicas de bons procedimentos para os traba-
lhadores envolvidos na limpeza das instalações sanitárias.

44 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fatores de Risco e Medidas de Controle
7.4. Risco Ergonômico
Os riscos ergonômicos podem estar relacionados à organização do trabalho, ao ambien-
te laboral e ao trabalhador.
Os fatores organizacionais são os relacionados ao ritmo da produção, ao processo de
trabalho, ao trabalho em turnos, à ausência de pausas e à realização de horas extras.
Os fatores ambientais são iluminação inadequada, temperaturas desconfortáveis, pre-
sença de ruído, de poeiras e de piso e vias de circulação inadequadas.
Os fatores de risco relacionados ao trabalhador envolvem aspectos pessoais: idade,
sexo, estado civil, escolaridade, atividade física, tabagismo e antropometria (medidas do
corpo humano); aspectos psicossociais: percepções de sobrecarga, trabalhos monótonos,
controle limitado das funções e pouco apoio social no trabalho; e aspectos biomecânicos:
postura inadequada, uso de força excessiva e repetição de movimentos.
Esses fatores de risco, associados ao tempo de exposição do trabalhador, podem contri-
buir para o aparecimento de distúrbios psicológicos e musculares tais como fadiga visual,
lesão ocular, lacrimejamento, dores de cabeça e musculares, distúrbios oesteomusculares
relacionados ao trabalho (DORT), tensão psicológica, ansiedade e depressão.

Medidas de Controle
As medidas de controle envolvem equipes multidisciplinares para a adequação dos proces-
sos de produção, equipamentos e mobiliários. As mais importantes são referentes à organiza-
ção geral do trabalho e adoção de postura confortável (fisiológica). A humanização e valoriza-
ção do trabalhador são medidas importantes na atenuação dos fatores de riscos psicossociais.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 45


Fatores de Risco e Medidas de Controle

Figura 4 – Organização do trabalho

7.5. Risco de Acidente


Os fatores de risco de acidentes são decorrentes de situações inadequadas nos locais
de trabalho, que podem ser desde a utilização de procedimentos improvisados até
problemas de arranjo físico.
Na indústria moveleira, as partes móveis das máquinas, equipamentos e ferramentas re-
presentam a maior probabilidade de riscos de acidentes, abrangendo pontos de operação,
mecanismos de transmissão de força (polias, correias, conexões de eixos, engrenagens),
mecanismos de alimentação e partes auxiliares da máquina. Dentre as várias situações po-
tenciais para a ocorrência de acidentes, destacam-se:
■ Retrocesso da madeira durante a operação de corte, em função da característica da
mesma ou do disco de corte.
■ Contato acidental com o disco de corte, devido à ausência ou falta de ajuste da
coifa protetora.

46 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fatores de Risco e Medidas de Controle
■ Contato com mecanismo de transmissão de força das máquinas, não protegido ou
com proteção inadequada.
■ Choque elétrico, devido a falhas de instalação e de aterramento das máquinas.
■ Área de trabalho obstruída, com falta de sinalização adequada, de ordem e
de limpeza.
■ Incêndio provocado por instalações elétricas inadequadas e/ou acúmulo de materiais
de fácil combustão.
■ Falta de orientação e treinamento, para utilização das máquinas, equipamentos
e ferramentas.
■ Falta ou uso inadequado de equipamentos de proteção coletiva ou individual (EPC/EPI).
■ Falta de sinalização e/ou obstrução das saídas de emergência, da localização de
escadas, das rotas de fuga, alarmes e extintores de incêndio.
■ Iluminação inadequada do posto de trabalho.
■ Presença de animais peçonhentos e insetos.

Medidas de Controle
■ A ordem das operações, máquinas, equipamentos, armazenamento, um bom plane-
jamento e uma boa administração resultam na facilidade da circulação e do fluxo de
materiais e pessoas, máximo aproveitamento de espaço, satisfação e segurança.
■ Máquinas, equipamentos e ferramentas devem ser instalados e utilizados atenden-
do às especificações técnicas do fabricante, de maneira que não exponham o traba-
lhador a risco durante sua operação. São necessários estudos cuidadosos para a im-
plantação ou a adoção de proteções adicionais, conforme o modelo ou tipo de ma-
quinário utilizado.
■ Utilização de ferramentas adequadas à sua finalidade, em perfeito estado de conser-
vação, guardando-as em local adequado e de fácil acesso.
■ Elaboração de instruções de trabalho com o treinamento dos trabalhadores, conten-
do os processos do trabalho, a capacitação do trabalho, os EPC e EPI recomendados.
■ Inspeção periódica do sistema elétrico por profissional habilitado, que terá a incum-
bência de manter as instalações dentro das especificações estabelecidas na NR-10.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 47


Fatores de Risco e Medidas de Controle
■ Orientação para armazenamento e manuseio de produtos químicos segundo a FISPQ
e NR-20.
■ Elaboração do programa de manutenção preventiva e corretiva (predial, máquinas e
equipamentos).
■ Adequação do arranjo físico conforme o fluxo de produção.
■ Adequação do nível de iluminância aos diferentes postos de trabalho, através da insta-
lação de telhas translúcidas, de iluminação complementar e manutenção das mesmas.
■ Programa de controle de pragas e insetos.

A Figura 5 ilustra um local de trabalho adequado:

Figura 5 – Condições adequadas de trabalho

48 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de
8 Segurança

8.1. Introdução
A partir dos processos produtivos das empresas visitadas, foi elaborado o fluxograma
apresentado a seguir, com os principais setores. Para os setores produtivos e alguns equi-
pamentos de trabalho destacados no fluxograma, foram elaboradas Fichas de Recomenda-
ções de Segurança.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 49


Fichas de Recomendações de Segurança

■ Fluxograma de Processos de Produção

Itens com Ficha de


Recomendação de
Administração
Segurança Não há máquinas

Gerência de Produção/
Controle de Qualidade (CQ)
Não há máquinas

Almoxarifado
Carrinho manual
Carrinho manual hidráulico
Empilhadeira

Recebimento de
matéria-prima
Carrinho manual hidráulico
Empilhadeira
Trator

Preparação e Beneficiamento
Carrinho manual Plaina moldureira
Desempenadeira Serra circular
Desengrossadeira Serra de fita
Destopadeira Serra multilâmina ou
Plaina Sarrafeadeira

Usinagem
Carrinho manual Juntadeira ou
Coladeira de borda costuradeira de lâmina
Esquadrejadeira Prensa manual
Manutenção Fresa copiadora Prensa hidráulica
Furadeira de coluna Respigadeira semi-automática
Afiadora de ferramentas Furadeira horizontal Respigadeira automática
Carrinho manual Furadeira horizontal oscilante Seccionadora
Esmeril Furadeira múltipla Torno copiador
Furadeira de bancada Furadeira vertical Tupia
Solda elétrica Guilhotina Tupia superior

50 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Expedição
Carrinho manual
Empilhadeira

Embalagem
Tapeçaria Arqueadeira de cinta
Carrinho manual
Carrinho manual
Flocadora
Laminadora de espuma
Máquina de costura reta
Máquina de corte elétrica manual
Montagem final
Mesa de revestimento Grampeador pneumático
Pistola de cola Mesa de montagem

Pintura
Linha de pintura com acabamento U.V.
Pistola de pintura com caneca
Pistola de pintura com tanque pressurizado
Tanque de tingimento ou imersão

Montagem Inicial
Carrinho manual
Furadeira manual
Grampeador pneumático
Lixadeira manual ou orbital
Mesa ou bancada com gabarito
Mesa com gabarito pneumático
Mesa de montagem
Parafusadeira manual
Tupia manual

Acabamento
Lixadeira de cinta
Lixadeira de cilindro
Lixadeira banda larga
Torno lixador

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 51


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Fichas de Recomendações
de Segurança

Conforme modelos abaixo, as fichas são relativas aos setores ou aos equipamentos de
trabalho utilizados neles.

Descrição
do setor Orientações
referentes a
Riscos levantamento e
identificados transporte de cargas

Recomendações
preventivas aos riscos

Funções (englobam
atividades referidas
como função pelo
trabalhador)

EPI recomendados

Detalhamento dos dispositivos e


procedimentos recomendados

Equipamento
de trabalho Finalidade produtiva

Esquema prático
do funcionamento

Tipos de riscos
Recomendação do EPC

Detalhamento do EPC

Descrição dos riscos

Antes de implantar qualquer recomendação, inclusive sobre equipamentos de proteção


individual ou coletiva, cabe ao interessado verificar a adequação às suas necessidades.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 53


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Almoxarifado
Local de recebimento, estocagem, distribuição, registro e inventário de
materiais, peças e ferramentas.

Situações de risco
Animais peçonhentos, ratos, fungos e insetos;
Armazenamento de produtos químicos;
Empilhamento de materiais de forma inadequada;
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Uso de escadas portáteis em más condições;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Implantar um programa de Controle Integrado de Pragas (CIP);
Seguir as orientações contidas na Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ);
Armazenar o material de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos de combate a
incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio a uma
distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Restringir a utilização da empilhadeira ao transporte de carga;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Utilizar escadas portáteis em boas condições, providas de sapatas de borracha e degraus
antiderrapantes;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Almoxarife
Auxiliar ou ajudante de almoxarifado
Operador de empilhadeira

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Luva de vaqueta Óculos de Botina de


ou raspa segurança segurança com
biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 55


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Almoxarifado
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual O uso do carrinho manual reduz


hidráulico reduz o emprego de o esforço físico do trabalhador
esforço físico excessivo e a e permite o transporte seguro
exigência de postura inadequada de tambores, latas de tintas,
do trabalhador vernizes e solventes

56 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Almoxarifado
Veículos
Carrinho Manual Hidráulico
Veículo de transporte, movido por tração humana, utilizado
para carga e descarga de materiais.

risco de
acidente

Empilhadeira
Veículo de transporte automotor, movido a combustível
líquido, gasoso ou bateria, utilizado para carga e descarga
de materiais.

risco risco de
físico acidente

A empilhadeira deve ser operada por pessoa que possua o curso de operador de empilhadeira.
A utilização desse veículo deve ser feita somente para o transporte de cargas.

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva atropelamento, fraturas,


ruído risco neurossensorial e quedas, colisão, risco de queimaduras,
físico outras alterações tombamento de acidente esmagamentos
no organismo carga e máquina e contusões

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 57


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Recebimento
de Matéria-Prima
Local destinado ao recebimento e armazenamento da matéria-prima.

Situações de risco
Animais peçonhentos, ratos, fungos e insetos;
Empilhamento de materiais de forma inadequada;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma irregular.

Recomendações
Implantar um programa de Controle Integrado de Pragas (CIP);
Armazenar o material de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos de combate
a incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso;
Realizar a carga e descarga de materiais dos veículos na plataforma.

Funções encontradas
As atividades deste setor são desenvolvidas pelos trabalhadores do almoxarifado.

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Luva de vaqueta Óculos de Botina de


ou raspa segurança segurança com
biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 59


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Recebimento de Matéria-Prima


Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

A plataforma, compatível com a O uso do carrinho manual reduz


altura do assoalho da carroceria o emprego de esforço físico
do caminhão, facilita as operações excessivo e a exigência de
de carga e descarga, reduzindo o postura inadequada do
esforço físico do trabalhador trabalhador

60 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Recebimento de Matéria-Prima


Veículos
Carrinho Manual Hidráulico
Veículo de transporte, movido por tração humana, utilizado
para carga e descarga de materiais.

risco de
acidente

Empilhadeira
Veículo de transporte automotor, movido a combustível
líquido, gasoso ou bateria, utilizado para carga e descarga
de materiais.

risco risco de
físico acidente

A empilhadeira deve ser operada por pessoa que possua o curso de operador de empilhadeira.
A utilização desse veículo deve ser feita somente para o transporte de cargas.

Trator
Veículo automotor, movido a combústivel líquido, utilizado
para tracionar cargas, outros veículos e equipamentos.

risco risco de
físico acidente

O trator deve ser operado por pessoa habilitada em curso específico.

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva atropelamento, fraturas,


ruído risco neurossensorial e quedas, colisão, risco de queimaduras,
físico outras alterações tombamento de acidente esmagamentos
no organismo carga e máquina e contusões

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 61


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Gerência de Produção/


Controle de Qualidade (CQ)
Setor locado na área administrativa com atividades em todos os setores.

Situações de risco
As existentes nos setores de produção.

Recomendações
Respeitar as recomendações e procedimentos de segurança de cada setor.

Funções encontradas
Gerente de produção
Encarregado de produção
Inspetor de qualidade

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Protetor Óculos de Botina de


filtro para pó ou do auditivo segurança segurança com
tipo descartável biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 63


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Local onde a madeira bruta é medida, cortada, desempenada e aparelhada.

Situações de risco
Disposição de máquinas e equipamentos de forma inadequada;
Exposição à poeira de madeira;
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Projeção de pedaços de madeira;
Rejeição da madeira pelo maquinário que está sendo utilizado;
Rompimento e projeção de correia, facas, serra e vídeas;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Manter uma distância livre entre máquinas e/ou equipamentos de 0,60 m a 0,80 m
(NR-12, item 12.1.4);
As vias de circulação para pessoas, produtos e veículos devem estar demarcadas, sinalizadas
e desobstruídas;
Instalar equipamentos para captação de poeiras junto às fontes emissoras;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Proteger a entrada da madeira na desengrossadeira;
Verificar constantemente o estado de conservação das correias de transmissão, o aperto
dos sistemas de fixação das facas e a substituição das lâminas de serra com os dentes
gastos ou danificados;
Manter um programa de manutenção preventiva;
Enclausurar a desengrossadeira a fim de reduzir a propagação do ruído;
Instalar cutelo divisor na serra circular e mantê-lo regulado;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Operador de máquinas ou maquinista
Ajudante geral

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Luva de vaqueta Protetor Óculos de Botina de


filtro para pó ou do ou raspa auditivo segurança segurança com
tipo descartável biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 65


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual reduz o emprego


de esforço físico excessivo e a exigência
de postura inadequada do trabalhador

66 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Desempenadeira
Utilizada para aparelhar madeira bruta.

Exemplo de funcionamento

Profundidade do desbaste

Mesa saída da Mesa entrada da


madeira madeira

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
A desempenadeira deve possuir equipamentos de proteção coletiva adequados como
apresentado na figura abaixo.

Dispositivo de
proteção das facas
(área posterior à guia) Empunhadura para
peças pequenas
Tripé de apoio
para peças longas

Aterramento
Bocal para captação da da máquina
serragem de madeira Dispositivo de
proteção das facas
(área de corte)

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e nas cavacos, queda de risco de cortes e
físico outras alterações químico mucosas materiais e rejeição acidente amputação das
no organismo da madeira mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 67


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Desempenadeira Recomendações

Utilizando o dispositivo de segurança, a mão


do operador que efetua a pressão sobre a
madeira contra o eixo porta-facas estará
protegida, mesmo em um eventual retrocesso
da madeira;

Quando efetuar o aplainamento da borda, o


dispositivo de segurança deve cobrir o restante
do eixo porta-facas e pressionar a madeira
contra a guia da máquina. Assim, caso aconteça
o rejeito da peça, o dispositivo cobre a faca,
evitando o contato com a mão do operador;

Para peças com pouca espessura, outro recurso


é utilizar uma guia suplementar fixada na guia
da máquina, facilitando o aplainamento;

Guia suplementar

Peças de tamanho reduzido devem ser


empurradas por empunhadura feita de
retalhos de madeira, evitando assim um
Mesa saída da Mesa entrada da possível contato dos dedos do operador no
madeira madeira
Eixo
final do aplainamento;
porta-facas

Manter a saliência da faca em relação ao


Máximo 1,1 mm
eixo no máximo em 1,1 milímetro reduz a
possibilidade de rejeição da peça durante
o aplainamento.

Eixo
porta-facas

68 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Desengrossadeira Utilizada para desbastar as faces da
madeira bruta.

Exemplo de funcionamento
Eixo porta-facas
Saída da madeira com Entrada da
uma face aparelhada madeira bruta

Roletes pressores e trasportadores

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Durante o processo de aparelhamento da madeira, a desengrossadeira gera um alto nível
de ruído. Para a redução desse risco no ambiente de trabalho, a máquina deve ser
enclausurada. A seguir, estão apresentados os componentes da máquina e algumas
orientações para um funcionamento de forma adequada e segura.

Bocal para captação da


Roletes de tração serragem de madeira
Eixo porta-facas
Roletes
transportadores
da mesa
Tripé de apoio
para peças longas

Mesa de entrada Chave seccionadora


da madeira
Aterramento da máquina
Botão de emergência

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e cavacos, queda de risco de cortes e
físico outras alterações químico nas materiais e rejeição acidente amputação das
no organismo mucosas da madeira mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 69


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Desengrossadeira Recomendações

Eixo Verificar constantemente o estado geral do


porta-facas eixo porta-facas;
Observar o balanceamento do eixo,
Faca principalmente quando da afiação ou
substituição das facas;
Calço pressor Quando efetuar manutenção nas facas,
das facas
reapertar os seus calços pressores após alguns
Rolamento do mancal dias de trabalho;
Manter o mancal do eixo sempre lubrificado;

O bocal deverá ser acoplado a um sistema de


Bocal para
captação da sucção com capacidade suficiente para coletar
serragem os resíduos de madeira;

Roletes de tração
Manter os mancais dos roletes lubrificados e
regulados, além de retirar os resíduos de
madeira das estrias dos roletes de tração;

Roletes transportadores da mesa

Manter a mesa limpa, sem resíduos de


madeira, e de preferência aplicar uma película
de silicone ou vaselina para diminuir a
resistência entre a mesa e a madeira;
Mesa da máquina
Antes de ligar a máquina, observar se existem
ferramentas ou outros materiais sobre a mesa;

Instalar a chave seccionadora ao alcance do


operador e, quando efetuar manutenção, repor
Chave a capa protetora da chave;
seccionadora
Prover a máquina de um dispositivo de
Botoeira de interrupção do funcionamento em situação
emergência de emergência.

70 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Destopadeira Utilizada para padronizar o comprimento
da madeira.

Exemplo de funcionamento
Coluna de sustentação
do sistema de corte
Pistão
pneumático Deslocamento do
sistema de corte
Sentido de
Mesa da rotação da serra
máquina Madeira a ser
cortada

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Manter a proteção original da lâmina de serra;
Fixar com pressor pneumático a madeira a ser cortada;
Demarcar área de risco de corte no tampo da mesa;
Utilizar sistema de avanço automático (pistão pneumático) para o deslocamento do sistema
de corte;
Instalar comando bimanual para seu funcionamento.

Coifa protetora
Pistão pneumático para o
deslocamento do sistema de corte Pressor pneumático
Comando
bimanual
Demarcação da área
Pressor pneumático de risco de corte

Captação de resíduos e pó

Mesa auxiliar
com roletes

Mesa auxiliar
com roletes
Ponto de aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e cavacos e risco de cortes e
físico outras alterações químico nas queda de acidente amputação das
no organismo mucosas materiais mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 71


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Utilizada preferencialmente para efetuar cortes
Serra circular longitudinais em tábuas e madeiras em geral.

Exemplo de funcionamento

Sentido de
sucção dentro Sentido de
da coifa rotação do
protetora disco de serra

Sucção da poeria e resíduos junto ao eixo porta-serra

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
A serra circular deve possuir equipamento de proteção coletiva para impedir o contato do
operador com o disco de serra, com o sistema de transmissão de força, poeiras e resíduos
resultantes do corte.
Coifa protetora
Bocal de captação de poeira e
serragem no ponto de corte
Alavanca de regulagem da coifa protetora

Apoio para
peças longas Guia paralela com
dispositivo para
fim de corte

Cutelo divisor
Comando elétrico

Duto de captação da
poeira e serragem Volante de regulagem
da inclinação do eixo do
porta-serra

Porta de
enclausuramento do eixo Ponto de aterramento
porta-serra (parte inferior
da máquina)

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e cavacos, queda de risco de cortes e
físico outras alterações químico nas mucosas materiais e rejeição acidente amputação das
no organismo da madeira mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 73


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Serra circular Recomendações
Coifa protetora
A coifa protetora é um equipamento dimensionado para enclausurar o disco, impedindo
o contato acidental com o operador da máquina.

Vista lateral da coifa protetora


Alavanca para posicionar a coifa
protetora sobre a peça a ser
cortada. Permite um ajuste
rápido e preciso

Regulagem no sentido
horizontal do braço de Coifa protetora com
sustentação da coifa bocal para captação
de resíduos

Regulagem no sentido vertical


da coluna de sustentação do
conjunto de proteção

Vista frontal Vista frontal de corte inclinado

Regulagem no sentido horizontal do braço


de sustentação da coifa

Coifa protetora com


bocal para captação
de resíduos

Alavanca para posicionar a coifa Regulagem no sentido vertical


protetora sobre a peça a ser cortada. da coluna de sustentação do
Permite um ajuste rápido e preciso conjunto de proteção Quando efetuar corte em ângulo, substituir
a coifa por outra com largura maior

74 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Serra circular Recomendações
O cutelo divisor é um dispositivo que tem a
finalidade de evitar o travamento da serra,
provocado pelo fechamento do canal durante o
Cutelo divisor corte em peças longas;
O cutelo divisor deve atender a alguns critérios
básicos como:
Ser confeccionado em aço resistente a ruptura;
Canal aberto na Serra
Possuir as faces laterais planas e lisas;
madeira pela serra
Ter espessura adequada ao disco de serra utilizado.

Para uma correta adequação dessas dimensões, deve-se utilizar a seguinte equação:
E = L - 0,5 mm, onde:
E = espessura do cutelo divisor
L = largura do corte
Exemplo: Para um disco de serra de dentes trapezoidais de L = 5 mm:
E = 5 - 0,5
E = 4,5 mm

Toda vez que o disco de serra for substituído por outro de dimensões diferentes, o cutelo
divisor também deverá ser trocado. Sua altura deve corresponder pelo menos à altura
máxima que a serra possa ficar acima da mesa da máquina;
O cutelo deve possuir as arestas bisotadas, mas
Cutelo divisor
não cortantes, na parte frontal, e ser arredondado
na extremidade superior; bisotado Arredondado
Deve estar fixado na estrutura da máquina e possuir 20º
regulagem no sentido horizontal e vertical;
A folga entre o cutelo divisor e o disco da serra deve
ser de no mínimo 3 mm e no máximo 8 mm.

Folga do cutelo em relação ao disco da serra


3 mm no mínimo

8 mm no máximo

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 75


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Serra circular Recomendações
Modelo de um empurrador
Este dispositivo contribui para evitar o contato
acidental da mão do operador com o disco de serra,
m principalmente no final do corte e em peças de
0m
40
tamanho reduzido.
90º Sua confecção é muito simples e pode ser realizada
com sobra de madeira.

Devem ser observados alguns critérios:


A madeira utilizada deve ser de boa qualidade e sem nós ou trincas;
Evitar o uso de compensado, MDF ou aglomerado;
Lixar bem a peça para evitar farpa;
Na parte frontal, produzir um recorte em ângulo de 90° para conduzir a peça no momento
do corte;
O uso de materiais metálicos para confeccionar este dispositivo deve ser evitado.

A tabela a seguir foi elaborada com a finalidade de garantir que o corte da madeira seja efetuado
com segurança, sem prejudicar as características do disco de serra e evitando a sobrecarga
do motor.

Diâmetro da serra
(milímetros)

Disco de serra calçado com pastilhas de metal duro


(vídea). Velocidades de corte recomendadas (m/s).

Para cada diâmetro


de serra, utilizar a
velocidade de
rotação correta
3.000

4.000

5.000
3.500

4.500

5.500

Velocidade de rotação da serra


em rpm (rotações por minuto)

76 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Serra de fita Realiza cortes curvos na madeira.

Exemplo de funcionamento

Mesa da máquina
Lâmina de
serra

Sentido de rotação da
lâmina

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Todas as partes móveis da serra de fita devem estar enclausuradas e o ponto de corte
protegido por anteparo transparente.
Proteção fixa do volante superior

Trava da haste de proteção da lâmina


Volante superior

Capa móvel de proteção da lâmina entre


Proteção móvel dos
o volante superior e a mesa da máquina
volantes e da lâmina

Apoio para peças longas


Volante de regulagem
da tensão da lâmina Mesa auxiliar para cortes curvos
em peças grandes

Guia paralela Anteparo de policarbonato transparente

Extensor da mesa Dispositivo para reter pedaços de madeira


e deixar passar o pó para a captação

Empurrador
Mesa da máquina
Comando elétrico

Volante inferior Bocal para captação de resíduo

Anteparo inclinado para evitar o acúmulo


Lâmina de serra de poeira entre o volante e a lâmina

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e cavacos, queda de risco de cortes e
físico outras alterações químico nas materiais e rejeição acidente amputação das
no organismo mucosas da madeira mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 77


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Preparação
e Beneficiamento
Serra de fita Recomendações

Lâmina Inspecionar as condições das guarnições de


borracha dos volantes. Quando detectar a
necessidade, efetuar a substituição,
Estrutura Guarnição de
do volante borracha prevenindo que outras partes como os
rolamentos dos volantes e a lâmina sejam
danificadas;
Manter lubrificados os rolamentos dos
volantes;

Lâmina
Checar a solda de união da lâmina;
Solda para Providenciar a substituição da lâmina
unir a
lâmina
quando apresentar trincas ou sinais de
desgaste da solda;
Afiar e travar os dentes da lâmina de acordo
com as necessidades de corte;
Quando substituir a lâmina, efetuar o correto
alinhamento nos volantes, antes de ligar a
máquina;

Ao trabalhar na serra de fita, o operador


deve sempre manter suas mãos afastadas
do ponto de corte;
No caso de peças longas, deverá posicionar
as mãos lateralmente à lâmina;
Em peças pequenas, para evitar a
aproximação das mãos ao ponto de corte,
deve ser utilizado um empurrador;

Protetor Dispositivo confeccionado


Espaço
transparente em policarbonato cristal,
determinado
para regular a fixado na capa móvel de
altura do
dispositivo proteção da lâmina.
Regulagem de altura
Trava de conforme a espessura do
regulagem do material a ser cortado.
dispositivo

Empurrador Policarbonato cristal

78 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem
Local onde são realizadas as etapas iniciais da produção para encaminhamento
ao acabamento.

Situações de risco
Disposição de máquinas e equipamentos de forma inadequada;
Exposição à poeira de madeira;
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Projeção de pedaços de madeira;
Rejeição da madeira pelo maquinário que está sendo utilizado;
Rompimento e posterior projeção de correia, facas e vídeas;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Manter uma distância livre entre máquinas e/ou equipamentos de 0,60 m a 0,80 m
(NR-12, item 12.1.4);
As vias de circulação para pessoas, produtos e veículos devem estar demarcadas, sinalizadas
e desobstruídas;
Instalar equipamentos para exaustão de poeiras junto às fontes emissoras;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Verificar constantemente o estado de conservação das correias de transmissão, o aperto
dos sistemas de fixação das facas e a substituição das lâminas de serra com os dentes
gastos ou danificados;
Manter um programa de manutenção preventiva;
Fixar as máquinas em base de concreto ou coxins amortecedores no intuito de diminuir a
trepidação gerada durante seu funcionamento, evitando assim o desbalanceamento do
conjunto e a conseqüente propagação do ruído;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Marceneiro
Operador de máquina
Ajudante geral

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Luva de vaqueta Protetor Óculos de Botina de


filtro para pó ou do ou raspa auditivo segurança segurança com
tipo descartável biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 79


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual reduz o emprego


de esforço físico excessivo e a exigência
de postura inadequada do trabalhador

80 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem
Furadeira horizontal/oscilante
Utilizada para realizar furo ou rasgo.
Exemplo de funcionamento
Mandril
Anteparo
Broca

Área usinada

Mesa móvel

Captação de pó

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Manter a broca afiada;
Efetuar a troca da broca sempre que a mesma apresentar desgaste que possa causar dano;
Descartar a broca conforme o tempo de uso especificado pelo fabricante;
Instalar anteparo de policarbonato transparente;
Fixar o material a ser trabalhado;
Para a furadeira oscilante, manter lubrificado o sistema de movimentação.

Anteparo de policarbonato
transparente
Pressor

Limitador direito

Limitador esquerdo

Captação de Alavanca de aproximação


resíduos e pó da mesa da máquina

Ponto de aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações


risco neurossensorial e risco na pele e projeção de risco de ferimentos
ruído poeira cavacos e quebra acidente nas mãos
físico outras alterações químico nas
no organismo mucosas de brocas e nos dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 81


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem
Furadeira vertical
Realiza a furação, o escareamento e rebaixos
na madeira.
Exemplo de funcionamento
Cabeçote da máquina Sentido de rotação

Brocas
Sistema de
fixação
Sistema de
fixação
Parte
usinada
mesa da máquina

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Ao furar madeiras resinosas, é recomendado diminuir o avanço e a rotação, evitando o
aquecimento da broca;
Fixar a peça na mesa de apoio de forma a manter sua estabilidade durante o processo de furação;
Instalar anteparo protetor regulável, confeccionado em policarbonato transparente, acoplado
à estrutura da máquina.

Dispositivo para regulagem


de altura do anteparo Anteparo protetor regulável
confeccionado em policarbonato

Tubulação de captação do pó
Mesa com roletes

Bocal de captação do pó
Sistema para fixação da
peça a ser trabalhada

Ponto de aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações


risco neurossensorial e risco na pele e projeção de risco de ferimentos
ruído poeira cavacos e quebra acidente nas mãos
físico outras alterações químico nas
no organismo mucosas de brocas e nos dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 83


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem

Respigadeira semi-automática
Desbasta a madeira confeccionando a espiga
(ponta para encaixe e fixação) das peças.
Exemplo de funcionamento
Sentido de corte da serra Sentido de rotação do
cabeçote porta-facas

Riscador

Facas

Movimento longitudinal
Área usinada
da mesa da máquina

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Instalar anteparo protetor regulável, confeccionado em policarbonato transparente;
Prover a máquina de um sistema de captação de pó.

Suporte do anteparo fixado


na parte superior da máquina Pressor para fixação da
peça a ser trabalhada

Anteparo protetor
regulável
Bandeja para retenção
de cavacos

Bandeja para
retenção de
cavacos com Bocal para instalação do
bocal para sistema de captação de
instalação do resíduos e pó
sistema de sucção

Pedal para acionamento do


giro do cabeçote porta-facas Ponto de aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e cavacos e queda risco de cortes e
físico outras alterações químico nas de materiais acidente amputações das
no organismo mucosas mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 85


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem

Torno copiador
Realiza usinagem na madeira, por meio da
utilização de ferramentas de corte,
torneando a peça conforme gabarito.

Exemplo de funcionamento
Ferramenta de corte Contraponto
Ponto
Peça a ser usinada

Guia do copiador Gabarito

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Instalar anteparo móvel, confeccionado em policarbonato transparente, para a proteção
contra projeções de peças ou cavacos;
A máquina deve ser provida de um sistema de sucção para a aspiração de poeiras.

Anteparo de policarbonato
transparente

Movimento do anteparo
para colocação das peças

Tampa de isolamento do
sistema de transmissão
de força

Coifas para captação Ponto de


de pó e resíduos aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de cavacos, ferimento


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e queda de materiais e risco de nas mãos e
físico outras alterações químico nas quebra da ferramenta acidente dedos
no organismo mucosas de corte

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 87


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem

Tupia
Utilizada para fazer rebaixos, molduras,
perfis e canais nas peças.

Exemplo de funcionamento
Eixo porta-ferramentas

Fresa

Sentido Anel Guia


de rotação paralela

Área
usinada Madeira

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Instalar dispositivo que evite o contato das mãos do operador no ponto de usinagem.

Alimentador Capa de proteção da parte posterior da


automático fresa com bocal de captação de resíduos

Eixo porta-ferramentas para


fresa ou ferro de moldura

Guia paralela

Empurrador

Bancada de apoio para


peças longas
Bancada de apoio para saída
de peça longa

Pés com regulador


de altura

Dispositivo de pressão Volante de regulagem


horizontal e vertical no Comando Aterramento da altura do eixo
ponto de usinagem elétrico da máquina porta-ferramentas

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações projeção de contusões,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e cavacos, queda de risco de cortes e
físico outras alterações químico nas materiais e rejeição acidente amputações das
no organismo mucosas da madeira mãos e dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 89


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem
Tupia Recomendações

Utilizar um gabarito para a usinagem de peças curvas;


Instalar um rolamento no eixo porta-ferramentas para facilitar a movimentação do gabarito;
Instalar dispositivo de proteção no ponto de corte.

Usinagem no eixo porta-ferramentas (sem a guia perpendicular)

Conjunto de sustentação do pressor horizontal, da guia


de profundidade de usinagem e do bocal de captação

Guarda de proteção e pressor


horizontal no ponto de corte

Bocal para captação


de resíduos

Ferramenta de corte

Rolamento limitador de
profundidade de usinagem,
quando o trabalho for realizado
com gabarito

Guia utilizada para limitar o aprofundamento


Ponteira escamoteável para guiar da peça durante a usinagem, quando o
o gabarito no início da usinagem trabalho é realizado sem gabarito

90 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem
Tupia Recomendações
O operador de máquina ou marceneiro precisa estar consciente de que qualquer serviço realizado
na tupia, seja ele pequeno ou de grande quantidade, merece atenção redobrada na sua execução.
A tupia deve estar provida de todos os dispositivos necessários para impedir que as mãos do
trabalhador entrem em contato com as partes cortantes, durante a usinagem.
Alguns modos de trabalhar a madeira podem oferecer maiores riscos de acidentes, como:
Fazer rebaixos limitados e predeterminados em uma peça de madeira;
Trabalhos executados diretamente no eixo porta-ferramentas sem guia.
Rebaixo limitado: Este trabalho é extremamente
perigoso e causador de graves acidentes, ocorridos
pela rejeição da peça durante a usinagem. A mão
esquerda do operador que pressiona a peça se projeta
contra a ferramenta de corte no momento da rejeição.
Outra conseqüência é o arremesso brutal da peça no ambiente de trabalho.
A profundidade de corte também é um grave fator de risco, pois a ferramenta, quando não suporta
remover todo o material resultante da usinagem, tende a rejeitar a peça e expulsá-la com violência.

1 2 3

Aproximação da peça no Continuação da usinagem Movimentação da peça


início da usinagem do rebaixo para usinar na medida
demarcada (A-B)

4 5 6

Limite de profundidade A ferramenta de corte é A peça é rejeitada em


de corte (L) que a fresa forçada a remover uma virtude do esforço da
suporta remover quantidade de material ferramenta de corte
além da sua capacidade para usinar

7
Utilizando bloqueios para a entrada e a saída
das peças no ponto de corte evita-se a
projeção da peça no ambiente. Para proteger
o operador, a tupia deve estar equipada com
os dispositivos adequados.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 91


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Usinagem

Tupia superior Realiza entalhes e desbastes em diversos


tipos de madeira.

Exemplo de funcionamento
Sentido de rotação Movimento vertical do
da Fresa conjunto de usinagem

Gabarito Fresa
Área usinada

Peça a ser usinada

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
O pedal de acionamento da máquina deve possuir revestimento antiderrapante;
Instalar anteparo regulável confeccionado em policarbonato transparente;
Instalar dispositivo com escova de cerdas macias e bocal para a captação de poeiras
e resíduos.
Anteparo em policarbonato
Bocal para instalar o duto
de captação do pó

Comando elétrico
Escova de cerdas macias

Coifa de sustentação do
conjunto de sucção do pó

Alavanca de movimentação
do conjunto de usinagem

Ponto de aterramento
Pedal antiderrapante

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações contusões e


risco risco projeção de risco de
ruído neurossensorial e poeira na pele e cortes nas
cavacos e queda de
físico outras alterações químico nas acidente mãos e nos
materiais
no organismo mucosas dedos

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 93


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Acabamento
Local onde é efetuado o lixamento, retoques e preparação das peças antes
de serem encaminhadas à pintura.

Situações de risco
Disposição inadequada de máquinas, bancadas e equipamentos;
Exposição a poeira de madeira;
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Manter uma distância livre entre máquinas e/ou equipamentos de 0,60 m a 0,80 m
(NR-12, item 12.1.4);
As vias de circulação para pessoas, produtos e veículos devem estar demarcadas,
sinalizadas e desobstruídas;
Instalar equipamentos para exaustão de poeiras junto às fontes emissoras;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Fixar máquinas em base de concreto ou coxins amortecedores no intuito de diminuir a
trepidação gerada durante seu funcionamento, evitando assim o desbalanceamento do
conjunto e a conseqüente propagação do ruído;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Acabamentista
Auxiliar ou ajudante de acabamento

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Protetor Óculos de Botina de


filtro para pó ou do auditivo segurança segurança com
tipo descartável biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 95


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Acabamento
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual reduz o emprego


de esforço físico excessivo e a exigência
de postura inadequada do trabalhador

96 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Acabamento

Lixadeira banda larga


Utilizada para lixar as faces da madeira.

Exemplo de funcionamento
Sentido de giro das lixas
Conjunto lixador

Sentido de entrada
da peça

Esteira transportadora

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Instalar sensor de interrupção de funcionamento da máquina na porta de acesso às lixas;
Efetuar regulagens do equipamento somente com ele desligado.

Portas de acesso às lixas


com sensores de Comando elétrico
interrupção

Esteira transportadora

Porta de isolamento do
sistema de transmissão
de força

Ponto de aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações queda de materiais contusões e


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e risco de escoriações
físico outras alterações químico nas acidente
no organismo mucosas

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 97


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Acabamento

Lixadeira de cinta
Realiza o lixamento das peças, por meio
de uma cinta de lixa.

Exemplo de funcionamento
Coifa do sistema de Pressor da lixa
captação do pó (movimentação longitudinal)

Mesa móvel Sentido do giro da cinta de lixa

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Instalar sobre a máquina um sistema para a captação do pó mais fino através de uma coifa,
que pode ter a dimensão do comprimento da máquina;
Manter e utilizar o pressor original da máquina e, na falta deste, providenciar sua instalação.

Tubos do sistema de
captação do pó dentro
da cabina

Cabina para retenção


de pó fino, impedindo
sua propagação
no ambiente
Comando
elétrico

Coifa de proteção
da cinta de lixa

Coifa de
captação do pó

Ponto de aterramento

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações queda de contusões e


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e materiais risco de escoriações
físico outras alterações químico nas acidente
no organismo mucosas

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 99


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Inicial


Local onde é realizada a montagem das peças dos móveis.

Situações de risco
Disposição inadequada de mesas e bancadas;
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Organizar o arranjo físico de forma a oferecer conforto, segurança e facilitar o fluxo
de produção;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Utilizar divisórias revestidas com material absorvente de ruído, no sentido de atuarem
como barreiras;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Montador
Auxiliar/ajudante de montador

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Protetor Óculos de Botina de


filtro para pó ou do auditivo segurança segurança com
tipo descartável biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 101


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Inicial


Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual reduz o emprego


de esforço físico excessivo e a exigência
de postura inadequada do trabalhador

102 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Inicial

Mesa de montagem
Utilizada para a montagem da estrutura de
estofados, cadeiras, mesas etc.

risco risco risco


físico químico ergonômico

Recomendações
Instalar mesa para montagem com sistema de tampos articulados, que facilita a aproximação
do trabalhador aos pontos de difícil acesso;
A altura deve ser adequada à estatura do trabalhador.

Tampo articulado
(B)
Trava do sistema Tampo articulado
de articulação (A)

Suporte dobrável de
sustentação dos tampos

Coluna de sustentação

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações cãibras, artrite e


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e postura risco artrose, alteração
físico outras alterações químico nas inadequada ergonômico nos membros
no organismo mucosas superiores

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 103


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Inicial

Mesa de montagem Recomendações

A mesa articulada, além de facilitar


o manuseio de materiais e peças,
possibilita um melhor
aproveitamento do espaço físico no
posto de trabalho;

Ao levantar um dos tampos dobráveis


da mesa articulada, o trabalhador
poderá executar com maior conforto
suas tarefas, evitando assim assumir
posturas inadequadas e empregar
esforços físicos excessivos;

Bordas arredondadas

Para trabalhar o outro lado da peça,


bastará apenas que o trabalhador
levante o outro tampo da mesa e
tombe a peça sobre ele. Em seguida,
abaixando o tampo onde trabalhava
anteriormente, continuará obtendo
espaços e condições adequados ao
seu conforto e segurança.

104 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Pintura
Local onde se realiza o tingimento, a selagem e o envernizamento das peças.

Situações de risco
Disposição ou estocagem de materiais de forma inadequada;
Exposição a vapores de solventes orgânicos e pigmentos contidos nos produtos químicos;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Armazenar o material de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos de combate
a incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Seguir as orientações contidas na Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ);
Usar cabina de pintura equipada com exaustão, cortina e lençol d'água;
Manter tampadas as latas de produtos químicos utilizados ao longo da linha de pintura;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Utilizar divisórias revestidas com material absorvente de ruído, no sentido de atuarem
como barreiras;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Pintor
Auxiliar/ajudante de pintura
Operador de máquinas

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Avental e luva Protetor Óculos de Botina de


filtro para de PVC auditivo segurança segurança com
vapores orgânicos biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 105


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Pintura
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

106 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Pintura

Linha de pintura com acabamento U.V.


Realiza o lixamento fino, aplicação de massa
para correção das imperfeições, pintura com
padronagem e aplicação de verniz, que é
curado através da luz U.V.
Exemplo de funcionamento
Distribuidor de tinta
Cilindro de impressão

Esteira
transportadora Reservatório de solvente
Registro para
Tampa escoamento de solvente
com funil Suporte

risco risco
físico químico

Recomendações
Confinar as fontes geradoras de vapores de produtos químicos. O setor poderá ser isolado
com divisórias de vidro e sistema de extração do ar saturado e insuflação de ar externo.

Reservatório de
solvente com tampa

Ponto de aterramento Registro de escoamento


do solvente

Manter a lata de Agitador de tinta


tinta fechada
Suporte para que o
solvente do reservatório
Tampa em policarbonato desça por gravidade
com funil nos pontos: de
saída da tinta da máquina,
de colocação do agitador e Mangueira de sucção
de sucção da tinta de tinta

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva solventes naúseas, tonturas, dores de cabeça,


ruído risco neurossensorial e risco conjuntivite química, ressecamento
orgânicos e
físico outras alterações químico da pele, dermatite de contato e
no organismo pigmentos irritação das vias respiratorias

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 107


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Final


Local onde é executada a montagem das peças.

Situações de risco
Disposição de bancadas de forma inadequada;
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma irregular.

Recomendações
Armazenar o material de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos de combate
a incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Organizar o arranjo físico de forma a oferecer conforto, segurança e facilitar o fluxo
de produção;
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Utilizar divisórias revestidas com material absorvente de ruído, no sentido de atuarem
como barreiras;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Montador
Auxiliar/ajudante de montador

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Protetor Óculos de Botina de


auditivo segurança segurança com
biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 109


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Final


Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

110 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Final

Mesa de montagem
Utilizada para a montagem da estrutura de
estofados, cadeiras, mesas etc.

risco risco risco


físico químico ergonômico

Recomendações
Instalar mesa para montagem com sistema de tampos articulados, que facilita a aproximação
do trabalhador aos pontos de difícil acesso;
A altura deve ser adequada à estatura do trabalhador.

Tampo articulado
(B)
Trava do sistema Tampo articulado
de articulação (A)

Suporte dobrável de
sustentação dos tampos

Coluna de sustentação

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva alterações cãibras, artrite,


ruído risco neurossensorial e poeira risco na pele e postura risco artrose e alterações
físico outras alterações químico nas ergonômico nos membros
inadequada
no organismo mucosas superiores

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 111


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Montagem Final

Mesa de montagem Recomendações

A mesa articulada, além de facilitar


o manuseio de materiais e peças,
possibilita um melhor
aproveitamento do espaço físico no
posto de trabalho;

Ao levantar um dos tampos dobráveis


da mesa articulada, o trabalhador
poderá executar com maior conforto
suas tarefas, evitando assim assumir
posturas inadequadas e empregar
esforços físicos excessivos;

Bordas arredondadas

Para trabalhar o outro lado da peça,


bastará apenas que o trabalhador
levante o outro tampo da mesa e
tombe a peça sobre ele. Em seguida,
abaixando o tampo onde trabalhava
anteriormente, continuará obtendo
espaços e condições adequados ao
seu conforto e segurança.

112 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Tapeçaria
Local onde peças específicas recebem revestimento com materiais de diversos
tipos e modelos.

Situações de risco
Disposição de bancadas de forma inadequada;
Exposição a vapores de solventes orgânicos contidos nas colas de contato;
Ruído acima do limite de tolerância;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma irregular.

Recomendações
Armazenar o material de forma a evitar obstrução de portas, equipamentos de combate a
incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Organizar o arranjo físico de forma a oferecer conforto, segurança e facilitar o fluxo de produção;
Seguir as orientações contidas na Ficha de Informação de Segurança do Produtos Químicos (FISPQ);
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Tapeceiro
Costureiro
Laminador de espuma
Auxiliar/ajudante de tapeçaria

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Luva de malha Protetor Óculos de Botina de


filtro para de aço para auditivo segurança segurança com
vapores orgânicos operações de corte biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 113


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Tapeçaria
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

Utilizar o carrinho manual para Utilizar mesa com tampos


o transporte duplo de sofá, articuláveis, evitando a exigência
evitando a exigência de postura de postura inadequada por parte
inadequada e o emprego de do trabalhador
esforço físico desnecessário

114 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Tapeçaria

Mesa de revestimento
Utilizada para revestimento de
peças estofadas.

risco risco risco risco de


físico químico ergonômico acidente

Recomendações
Instalar mesa para revestimento com sistema de tampos articulados, facilitando a aproximação
do trabalhador nos pontos de difícil acesso;
A altura deve ser adequada à estatura do trabalhador.

Tampo articulado
(B)
Trava do sistema Tampo articulado
de articulação (A)

Suporte dobrável de
sustentação dos tampos

Coluna de sustentação (C)


A-B-C = forrados com feltro ou carpete

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

risco perda auditiva neurossensorial risco alterações de pele e do


cola de contado
ruído físico e outras alterações no químico sistema nervoso
organismo

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

postura risco cãibras, artrite, artrose e


contato com objetos risco de cortes e perfurações
ergonômico alterações nos membros acidente nas mãos e nos dedos
inadequada perfurocortantes
superiores

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 115


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Tapeçaria

Mesa de revestimento Recomendações

A mesa articulada, além de facilitar


o manuseio de materiais e peças,
possibilita um melhor
aproveitamento do espaço físico no
posto de trabalho;

Ao levantar um dos tampos dobráveis


da mesa articulada, o trabalhador
poderá executar com maior conforto
suas tarefas, evitando assim assumir
posturas inadequadas e empregar
esforços físicos excessivos;

Para trabalhar o outro lado da peça,


bastará que o trabalhador levante o
outro tampo da mesa e tombe a peça
sobre ele. Em seguida, abaixando o
tampo onde trabalhava
anteriormente, manterá espaços e
condições adequados ao seu conforto
e segurança.

116 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Embalagem
Local onde se acondiciona o produto para o transporte.

Situações de risco
Armazenamento inadequado de materiais;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada;
Iluminação abaixo do nível recomendado.

Recomendações
Armazenar o material de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos de combate
a incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Adequar o nivel de iluminância (NBR 5413);
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Embalador
Auxiliar/ajudante de embalagem

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Botina de
segurança com
biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 117


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Embalagem
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual reduz o emprego


de esforço físico excessivo e a exigência
de postura inadequada do trabalhador

118 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Expedição
Local de expedição do produto acabado ao cliente.

Situações de risco
Iluminação abaixo do nível recomendado;
Disposição de materiais de forma inadequada;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma irregular.

Recomendações
Adequar o nível de iluminância ao recomendado na NBR 5413/92;
Armazenar o material de forma a evitar obstrução de portas, equipamentos de combate a
incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Realizar a carga e descarga de materiais dos veículos na plataforma;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Expedidor

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Botina de
segurança com
biqueira de aço

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 119


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Expedição
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

A plataforma, compatível com a O uso do carrinho manual reduz


altura do assoalho da carroceria o emprego de esforço físico
do caminhão, facilita as operações excessivo e a exigência de
de carga e descarga, reduzindo o postura inadequada
esforço físico do trabalhador do trabalhador

120 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Expedição
Veículos
Empilhadeira
Veículo de transporte automotor, movido a combustível
líquido, gasoso ou bateria, utilizado para carga e descarga
de materiais.

risco
risco riscode
risco de
físico
físico acidente
acidente

A empilhadeira deve ser operada por pessoa que possua o curso de operador de empilhadeira.
A utilização desse veículo deve ser feita somente para o transporte de cargas.

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva atropelamento, fraturas,


ruído risco neurossensorial e quedas, colisão, risco de queimaduras,
físico outras alterações tombamento de acidente esmagamento
no organismo carga e máquina e contusões

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 121


Fichas de Recomendações de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Manutenção
Realiza a manutenção preventiva e corretiva de máquinas e afiação
de ferramentas.

Situações de risco
Disposição inadequada de materiais;
Exposição a fumos metálicos;
Quebra e projeção de partes do rebolo, broca, fagulha;
Radiação não ionizante;
Levantamento, transporte e descarga manual de materiais de forma inadequada.

Recomendações
Armazenar o material de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos de combate
a incêndio e saídas de emergência, mantendo-os afastados das estruturas laterais do prédio
a uma distância de pelo menos 0,50 m (NR-11, itens 11.3.2 e 11.3.3);
Utilizar equipamento móvel de sucção para a captação dos fumos metálicos;
Substituir o rebolo quando seu diâmetro atingir o limite de utilização indicado pelo fabricante,
ou quando apresentar fissuras, trincas ou desalinhamento;
Utilizar biombo de material não inflamável, para isolar o local onde se executa a soldagem;
Manter as pernas semifletidas e a coluna ereta ao levantar peso.

Funções encontradas
Encarregado de manutenção
Mecânico de máquinas
Eletricista
Auxiliar/ajudante de manutenção

EPI usar de acordo com a atividade a ser executada

Respirador com Protetor Óculos de Máscara Botina de


filtro para pó ou do auditivo segurança para solda segurança com
tipo descartável biqueira de aço

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Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Manutenção
Levantamento e Transporte de Cargas
Posição 1 Posição 2

Abaixe-se mantendo a cabeça Utilizando a palma das mãos,


e as costas em linha reta segure firmemente a carga

Posição 3 Posição 4

Levante-se usando a Aproxime bem a carga


força das pernas e mantendo de seu corpo,
os braços sustentando a carga mantendo-a centralizada

O uso do carrinho manual reduz o emprego


de esforço físico excessivo e a exigência de
postura inadequada do trabalhador

124 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Manutenção

Esmeril
Utilizado para afiação de ferramentas e
desbaste de materiais metálicos.

risco risco de
físico acidente

Recomendações
O esmeril deve possuir:
Base de apoio para auxiliar de forma segura no desbaste da peça;
Fixação em suporte metálico ou em uma coluna de concreto;
Coifa protetora do rebolo;
Anteparo protetor confeccionado em policarbonato transparente.

Anteparo protetor em
policarbonato
Coifa de proteção
do rebolo

Base de apoio para


Espaço entre o rebolo usinar
e a base de apoio
Aterramento da
máquina

Fixação da máquina
3 mm em suporte

Suporte de
sustentação

Após a substituição do rebolo, recolocar imediatamente a coifa protetora;


O anteparo protetor deve ser mantido em boas condições de limpeza para facilitar
a visualização da peça trabalhada. Esse anteparo não deve ser retirado do esmeril.

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

perda auditiva fagulha nos olhos, escoriações nas


ruído risco neurossensorial e quebra de rebolo e risco de mãos e dedos,
físico outras alterações projeção de partículas acidente lesões oculares
no organismo em todas as direções e na pele

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Fichas de Recomendações de Segurança

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Fichas de Recomendações de Segurança

Setor Manutenção

Solda elétrica
Utilizada para a união de peças metálicas
nos serviços de reparos de máquinas e
equipamentos.

risco risco risco de


físico químico acidente

Recomendações
Isolar com biombos o local onde será realizada a soldagem;
Para captação dos fumos metálicos, sugere-se a utilização de aparelho exaustor portátil;
Proteger a fiação elétrica com capa.

Biombo confeccionado em
chapa de madeira ou metal

Carrinho transportador
fixado na máquina de solda

Fio negativo
Aterramento
da máquina

A capa de proteção deve ser confeccionada


em material metálico, permitindo que o fio
permaneça protegido durante o trânsito de
Porta-eletrodo
com cabo isolante pessoas e carrinhos.

Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde Possíveis Conseqüências à Saúde

lesões oculares inflamação e choque lesões na pele


radiação fumos risco irritação das
risco e na pele elétrico e risco de (queimaduras
U.V. e I.V. metálicos
físico (queimaduras e químico mucosas do projeção de acidente e ferimentos)
traumas) nariz e garganta partículas

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Fichas de Recomendações de Segurança

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Fichas de Recomendações de Segurança

Recomendações
Gerais de Segurança

Recomendações
As partes móveis de máquinas e equipamentos devem estar pintadas na cor laranja,
conforme determina a NR-26;
Efetuar manutenção preventiva das máquinas, bem como a afiação das ferramentas de
corte com regularidade;
Não improvisar as proteções das máquinas ou ferramentas;
Todas as máquinas e equipamentos energizados devem estar aterrados, conforme o disposto
na NR-10;
Enclausurar os componentes do sistema de transmissão de força, como polias, engrenagens,
correias e correntes;
Toda vez que for realizada manutenção na máquina, a proteção deve ser recolocada
imediatamente após o término do serviço;
As máquinas devem ser fixadas em base de concreto agregada ou independente ao piso
e, quando necessário, providas de coxins amortecedores, com a finalidade de eliminar ou
reduzir as vibrações;
Inspecionar previamente a madeira a ser utilizada com a finalidade de detectar a existência
de nós, pregos ou outras irregularidades que possam gerar condições inseguras durante
seu manuseio;
As vias de circulação para pessoas, produtos e veículos devem estar demarcadas, sinalizadas
e desobstruídas. As vias de trânsito de pessoas devem ter no mínimo 1,20 m de largura,
conforme o disposto na NR-12;
Os pisos, escadas e rampas devem possuir características antiderrapantes, livres de saliências
e depressões. As escadas e rampas devem possuir corrimãos, bem como guarda-corpo, de
forma a impedir quedas de pessoas ou objetos, conforme NR-8;
Implantar um Controle Integrado de Pragas (CIP);
Organizar o arranjo físico mantendo os equipamentos de combate a incêndio com livre
acesso e sinalizados, conforme a NR-23;
Restringir a área destinada a fumantes (fumódromo);
Os funcionários deverão tomar suas refeições em refeitório ou em locais que ofereçam
condições de higiene e conforto e nunca nos postos de trabalho, conforme NR-24;
Manter os locais de trabalho, vestiários, refeitórios e instalações sanitárias em boas condições
de higiene e organização;
Fornecer água potável em copos individuais ou bebedouro de jato inclinado;
Treinar os trabalhadores para a utilização correta de EPI, EPC, levantamento, transporte e
descarga manual de materiais e reciclagens para operadores de máquinas e veículos
industriais;
Implantar programas de ginástica laboral e qualidade de vida;
Em caso de acidentes, deve haver comunicação imediata ao responsável pelo setor.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 129


Fichas de Recomendações de Segurança

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9 Perfil das Empresas Estudadas

9.1. Introdução
Foram realizadas avaliações qualitativas e quantitativas em indústrias moveleiras insta-
ladas nas cidades de Itatiba, Mirassol e Votuporanga. As metodologias utilizadas para o le-
vantamento das informações, bem como os resultados obtidos, estão apresentadas por
área específica, ordenadas da seguinte forma: engenharia de segurança no trabalho, ergo-
nomia, fonoaudiologia, medicina ocupacional e toxicologia industrial. O número de empre-
sas e a população estudada estão apresentados no Quadro 4.

Quadro 4 – Distribuição das empresas estudadas por região

Cidade Empresas (No) Trabalhadores (No)


Itatiba 8 187
Mirassol 10 956
Votuporanga 12 555
Total 30 1.698

9.2. Engenharia de Segurança do Trabalho


O desenvolvimento desse perfil envolveu avaliações qualitativas pela identificação das
funções, das máquinas, dos tipos de edificações, das instalações elétricas e das operações
de produção, bem como avaliações quantitativas dos níveis de pressão sonora (ruído), de calor
pelo Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) e dos níveis de iluminância.

■ Avaliações Qualitativas
■ Instalações
As edificações são na sua maioria galpões industriais com pisos de concreto, cobertu-
ras de telhas de fibrocimento e paredes em alvenaria, com sistemas de ventilação e de ilu-
minação naturais complementados por artificiais.
As vias de circulação internas são, no geral, obstruídas e sem demarcações.
É comum a falta ou a obstrução dos equipamentos de combate a incêndio e a inexistên-
cia de pessoal treinado para este fim.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 131


Perfil das Empresas Estudadas
Faltam a manutenção e a limpeza das luminárias e janelas, o que reduz o nível de ilumi-
nância dos postos de trabalho.
As condições higiênicas das instalações sanitárias e dos refeitórios são insatisfatórias.

■ Máquinas e Equipamentos
As máquinas e os equipamentos no geral são antigos, sem proteção coletiva como dis-
positivos contra projeção de cavacos, protetores de polias, sistema de exaustão forçada.
Faltam aterramento elétrico, manutenção preventiva e sistemas redutores de ruído (coxins
amortecedores).

■ Trabalhadores
No geral os trabalhadores realizam diversas atividades, por vezes alheias às suas fun-
ções, não dispondo de equipamentos de proteção individual necessários e alguns, pela ine-
xistência de refeitório, se alimentam no local de trabalho.

■ Avaliações Quantitativas
■ Ruído
O nível de pressão sonora foi avaliado tanto por medidas instantâneas como pela dosi-
metria de ruído, na altura da zona auditiva dos trabalhadores de acordo com as instruções
da NR-15, Anexo 1 e da norma de higiene ocupacional NHO-01 da FUNDACENTRO, sendo
que os aparelhos utilizados foram previamente calibrados conforme as normas da Commission
Électrotechnique Internationale (CEI) No 804 e 60651.
As medições instantâneas foram realizadas com o aparelho medidor de Nível de Pressão
Sonora (NPS) conhecido como decibelímetro, operando no circuito de compensação “A” e de
resposta lenta para ruído contínuo ou intermitente, considerando duas situações das máqui-
nas, apenas ligadas e em operação. A dosimetria de ruído foi realizada nos trabalhadores
com o aparelho conhecido como dosímetro, que mede e integra diferentes níveis de pressão
sonora no período avaliado, determinando, assim, a dose a que o trabalhador está exposto.
Os resultados de medições instantâneas foram comparados com os limites de tolerân-
cia estabelecidos, conforme NR-15, Anexo 1, apresentados no Quadro 5.

132 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
Quadro 5 – Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente

Nível de ruído dB(A) Máxima exposição diária permissível


85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Fonte: NR-15, Anexo 1

Os resultados obtidos na dosimetria de ruído foram avaliados pelos critérios apresenta-


dos no Quadro 6.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 133


Perfil das Empresas Estudadas
Quadro 6 – Critério para interpretação dos resultados de dosimetria de ruído

Dose diária NEN* Consideração Atuação


(%) dB(A) técnica recomendada
Manutenção da condição
0 a 50 < 82 Aceitável
existente

Adoção de medidas
50 a 80 82 a 84 Acima do nível de ação
preventivas

Adoção de medidas
80 a 100 84 a 85 Região de incerteza
preventivas e corretivas

Acima do limite de Adoção imediata de


Acima de 100 > 85 exposição medidas corretivas

*NEN (Nível de Exposição Normalizado) corresponde ao Nível de Exposição (NE) convertido para jornada-padrão de 8 horas diárias. Fonte: NHO-01 de
1999, Fundacentro.

Foram realizadas 2.077 medições


Abaixo do limite de tolerância
instantâneas de NPS, cujos resultados
Acima do limite de tolerância
variaram de 55 a 102 dB(A), sendo que
53,06%
975 (46,94%) apresentaram resultados
acima do limite de tolerância para jor-
nadas de 8 horas diárias (85 dB(A)) e
1.102 (53,06%) dentro deste, conforme 46,94%
ilustrado no Gráfico 2. Gráfico 2 – Avaliação do nível de pressão sonora –
medição instantânea

Foram realizadas 60 dosimetrias de


Abaixo do limite de tolerância
ruído, das quais 45 (75,00%) apresenta- Acima do limite de tolerância
ram resultados acima e 15 (25,00%) 25,00%
dentro do limite de tolerância de 85
dB(A) para exposição de 8 horas diárias,
conforme ilustrado no Gráfico 3.
75,00%
Gráfico 3 – Distribuição percentual das dosimetrias
de ruído

134 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
■ Calor
As indústrias avaliadas não apresentaram fontes artificiais de calor. Por isso, os postos
de trabalho considerados qualitativamente como os mais quentes foram avaliados quanto
à sobrecarga térmica, utilizando-se o equipamento medidor de temperatura, provido de ter-
mômetros de bulbo úmido natural (tbn) e de globo (tg), necessários para a obtenção do
Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) pela equação:

IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

Os resultados obtidos foram comparados ao limite de tolerância estabelecido pela NR-


15 em seu Anexo 3, que é de 26,7ºC para atividade moderada em trabalho contínuo.
Em 27 das 28 avaliações realizadas foi observada situação adequada, com resultados de
IBUTG que variaram de 21,5ºC a 26,0ºC. Em uma das avaliações, em indústria da cidade de
Mirassol, foi obtido o valor de IBUTG de 28,8ºC, acima do limite de tolerância.

■ Níveis de Iluminância (Lux)


Os níveis de iluminância foram medidos conforme instruções da NR-17 e NBR 5413 utili-
zando-se o aparelho luxímetro, provido de fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho
humano e em função do ângulo de incidência. As medições foram realizadas nos campos de
trabalho e os valores medidos foram avaliados
Adequado à tarefa realizada
em relação aos apresentados nesta NBR. Inadequado à tarefa realizada
Foram realizadas avaliações de iluminância
29,97%
em 1.785 postos de trabalho, sendo que 1.250
(70,03%) apresentaram resultados inadequa-
dos para as tarefas realizadas e 535 pontos
(29,97%) apresentaram condições satisfatórias 70,03%
de iluminância, o que está representado no Gráfico 4 – Níveis de iluminância dos postos
de trabalho avaliados
Gráfico 4.
Os setores de usinagem, acabamento, expedição, embalagem, montagem e almoxarifa-
do foram os que apresentaram níveis de iluminância abaixo dos estabelecidos na NBR 5413.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 135


Perfil das Empresas Estudadas
9.3. Ergonomia
Foram realizadas 145 Análises Ergonômicas do Trabalho (AET) por meio de entrevistas, ob-
servação e avaliação das atividades desenvolvidas nos postos de trabalho para identificar
possíveis fatores de risco ergonômico relacionados à organização do trabalho, ao trabalhador
e ao ambiente laboral. Foram utilizados fichas de avaliação, dinamômetro de preensão, trena
de 5 m, cronômetro analógico com precisão de 30 x 1/10 e Escala Visual Analógica (VAS).

■ Organização do Trabalho
Para a produção de móveis sob encomenda, característica das indústrias de Itatiba, o
trabalhador executa várias fases da produção determinando o próprio ritmo de trabalho. No
processo seriado, predominante em Mirassol e Votuporanga, o ritmo é determinado em fun-
ção da capacidade produtiva e da demanda.
O ritmo da produção foi considerado normal para o cotidiano do trabalhador, conforme
apresentado no Gráfico 5.

%
100
90
80
70 65,52
60
50
40
30
20 20,00
13,79
10
0
0,69

Pico > Normal Normal < Normal

Gráfico 5 – Ritmo de produção

Questionados em relação aos fatores organizacionais, os trabalhadores referiram: trabalho


em turnos (14,48%), realização de horas extras (40,69%), exigência de tempo para as atividades
(40,69%), realização de pausas (46,21%), rodízio de tarefas (37,24%) e treinamento (24,83%).

136 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
■ Aspectos Psicossociais
As referências dos trabalhadores estão apresentadas no Gráfico 6.

% Sim
100 Não
90 Não identificado
80
73,10
70 69,66
62,76
60 58,62 57,93
50
41,38 42,07
40 36,55
30 30,34
26,21
20
10
0 0,69 0,69

Monotonia Autonomia Decisões Sobrecarga Sobrecarga


física mental
Gráfico 6 – Aspectos psicossociais referidos

Os trabalhadores referem sobrecarga mental (73,10%), provavelmente devido à exigên-


cia de atenção, necessidade de tomada de decisões e autonomia sobre o processo laboral.
A percepção dos trabalhadores, através de Escala Visual Analógica (VAS) de 0 a 10,
quanto ao cansaço, necessidade de atenção e uso de força está apresentada no Gráfico 7.

%
10
9 8,87
8
7
6 5,63 5,38
5
4
3
2
1 0,74
0

Cansaço inicial Cansaço final Força Atenção

Gráfico 7 – Percepção dos trabalhadores quanto a cansaço, força e atenção

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 137


Perfil das Empresas Estudadas
■ Aspectos Biomecânicos
Em relação aos aspectos biomecânicos, a amostra foi de 104 trabalhadores.
Punhos e pescoço são os comprometimentos articulares mais referidos pelos trabalha-
dores, conforme apresentado no Gráfico 8.

% Favorável
100 Desfavorável
90 75,76
80 68,01
68,07 69,68 67,34
70
60
49,52 50,48 52,77
50 47,23
40
31,93 30,32 32,66 31,99
30 24,24
20
10
0

Pescoço Tronco Ombro Antebraço Punho Mão Membros


Inferiores
Gráfico 8 – Comprometimento das articulações

Os aspectos postura do trabalhador


e repetitividade observados estão apre- %
100
sentados no Gráfico 9. 90
80
Para uma situação de conforto, o tra-
70
balhador não deve ultrapassar mais de 60
10% da Contração Voluntária Máxima 50

(Malick, 1984). A exigência de força, 40 36,34 32,33


30
avaliada por meio do uso do dinamômetro 20
na mão dominante, indica o uso de força 10
0
excessiva por 48,74% dos trabalhadores.
Considerando os esquemas ilustrados Exigência de Repetição (ciclo)
postura
na Figura 6, a avaliação de distâncias e inadequada
ângulos visuais estão apresentadas nos Gráfico 9 – Aspectos biomecânicos observados

Gráficos 10 e 11.

138 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas

Visão
Distância visual:
Horizontal
12-25 cm 25-35 cm 35-50 cm Acima de 50 cm Para cima 12-25 cm

Ângulo de visão:

15º sem flexão do pescoço

45º com flexão do pescoço

Figura 6 – Esquema visual

% Favorável
100 Desfavorável 92,19
90 84,37 81,25
80 75,00
70 65,63
60
50
40 34,37
30 25,00
20 15,63 18,75
10 7,81
0

12 - 25 cm 25 - 38 cm 35 - 50 cm > 50 cm 12 - 25 acima
horizontal do horizontal
Gráfico 10 – Distância visual encontrada no ambiente laboral

0° até 15° sem flexão do pescoço


>15° até 45° com flexão do pescoço
Além dos aspectos apresentados, os
37,50% trabalhadores referiram outros, como
temperatura desconfortável, poeira no
ambiente laboral, presença de ruído e

62,50% iluminação inadequada.

Gráfico 11 – Resultado do ângulo de visão

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 139


Perfil das Empresas Estudadas
9.4. Fonoaudiologia
Foram avaliados 454 trabalhadores em 15 indústrias moveleiras, com idade concentra-
da entre 18 e 45 anos (86,12%). Os atendimentos foram executados de acordo com as re-
soluções do Conselho Federal de Fonoaudiologia e classificados conforme as orientações
da Portaria 19. As avaliações foram realizadas individualmente incluindo:
■ Aplicação de uma anamnese clínica/ocupacional com dados subjetivos referentes a
saúde auditiva do trabalhador, aspectos ocupacionais e não ocupacionais relaciona-
dos ao ruído.
■ Inspeção do meato acústico externo em ambas as orelhas com o equipamento otos-
cópio, para verificar a viabilidade da realização do exame audiométrico.
■ Execução da audiometria tonal realizada em cabina acústica adaptada em unidade
móvel e audiômetro calibrado acusticamente conforme norma ISO 8253-1. As audio-
metrias não foram realizadas com os trabalhadores em repouso auditivo, em decor-
rência da programação preestabelecida.
Os dados obtidos foram analisados e descritos a seguir:
■ Dos trabalhadores avaliados, 91,19% referiram já terem sido submetidos a exame
audiométrico anteriormente. A maioria trabalha no ramo moveleiro há mais de 10
anos (55,07%), 29,74% nunca trabalharam em outro ramo de atividade e 77,09% re-
feriram trabalhar há menos de 5 anos na empresa atual.
■ Com relação à percepção do
%
ruído no ambiente de trabalho, 100
90
55,73% dos avaliados conside-
80
ram o ruído de intensidade média 70
60 51,32
e 55,95% de duração constante. 50
40,31
A maioria dos trabalhadores ava- 40
30
liados (51,32%) não apresentou 20
queixas auditivas, mas 40,31% 10 5,73 2,64
0
relata sensação de alívio auditivo
após a jornada de trabalho, con- Nega Alívio Zumbido Perda
queixas auditivo auditiva
auditivas temporária
forme ilustra o Gráfico 12.
Gráfico 12 – Queixas auditivas após exposição
ocupacional ao ruído

140 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
■ Entre as queixas otológicas, a intolerância a sons intensos foi a mais apresentada
(22,25%). Das queixas audiológicas, a principal foi a dificuldade em entender a conver-
sa em ambiente ruidoso (52,20%). Entre outras queixas relacionadas ao sistema auditi-
vo, a dor de cabeça foi a mais referida (34,58%), seguida de tontura/perda de equilí-
brio/vertigem (12,33%).
■ Quanto à exposição extra-ocupacional ao ruído, os mais relatados foram freqüentar
shows musicais (20,70%) e cultos religiosos (20,48%). Esse tipo de exposição não foi
avaliado quanto à freqüência nem quanto à intensidade.
■ Na inspeção do meato acústico externo, 15,20% dos trabalhadores apresentaram al-
teração unilateral ou bilateral. Essas alterações não inviabilizaram a realização
da audiometria.
■ Os resultados das audiometrias indicam um elevado índice de alterações auditivas,
sendo que 33,48% dos avaliados são sugestivos de Perda Auditiva Induzida por Ruído
(PAIR) unilateral ou bilateral. Apenas 12,77% destes percebem alteração em sua audi-
ção. Os trabalhadores de Itatiba foram os que apresentaram maior incidência de alte-
rações auditivas sugestivas de PAIR (39,19%), conforme ilustrado no Gráfico 13.

% Audição normal
100 Alterado não sugestivo de PAIR
90 Alterado sugestivo de PAIR
80
70
59,46 60,19 61,00 60,13
60
50
40 39,19
31,07 33,48
30,00
30
20
10 8,74 9,00 6,39
1,35
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 13 – Resultados das audiometrias

A incidência de alterações auditivas poderia ser menor se os exames tivessem sido rea-
lizados com os trabalhadores em repouso auditivo.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 141


Perfil das Empresas Estudadas
■ A utilização de protetores auditivos durante o trabalho foi referida por 86,78% dos tra-
balhadores, o que, comparado com o índice de alterações auditivas encontradas, pode
indicar períodos pregressos em que os protetores auditivos não eram utilizados ou que
a utilização atual se faz de forma ineficaz.

9.5. Medicina Ocupacional


Foram avaliados 113 trabalhadores em Itatiba, 143 em Mirassol e 102 em Votuporanga, to-
talizando 358, distribuídos nas 15 empresas estudadas, a partir da aplicação de questionário,
anamnese e exame clínico.
As informações obtidas por meio dos questionários aplicados foram utilizadas para a carac-
terização da amostra avaliada e a anamnese abordou as condições gerais de saúde, estado de
saúde atual, antecedentes pessoais, ocupacionais e familiares.
No exame clínico foram avaliados aspectos como Índice de Massa Corpórea (IMC), mensura-
ção da pressão arterial e exame físico geral e especial. Para a avaliação médica foram utilizados
os seguintes materiais: abaixador de língua, álcool degermante, álcool gel, balança portátil, fita
métrica, esfigmomanômetro, estetoscópio, lanterna, lençol e luva descartável e maca portátil.

■ Características dos Trabalhadores Avaliados


■ Faixa Etária

% até 20 anos
100 > 20 anos a 30 anos
90 > 30 anos a 40 anos
> 40 anos a 50 anos
80 > 50 anos a 60 anos
70 > 60 anos
46,85

60
42,16
37,17

37,99

50
33,52
32,87
26,55

26,47

40
18,63
18,58

15,64

30
11,19
9,73

20
7,82
7,08

6,29

7,84

4,47
3,92
2,80
0,88

0,98

0,56

10
0,00

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 14 – Distribuição por faixa etária

142 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
A faixa etária predominante dos trabalhadores avaliados nas cidades de Itatiba e Miras-
sol foi de 20 a 30 anos, e a dos trabalhadores de Votuporanga foi de 30 a 40 anos.

■ Gênero

% Gênero masculino
100 97,35 91,61
Gênero feminino
90,78
90 82,35
80
70
60
50
40
30
20 17,65
8,39 9,22
10 2,65
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 15 – Distribuição por gênero

Os resultados indicam a predominância de trabalhadores do gênero masculino e diferen-


ças relevantes da participação do gênero feminino entre os trabalhadores em função da ci-
dade, maior em Votuporanga (17,65%), seguida por Mirassol (8,39%), e menor em Itatiba
(2,65%).

■ Tempo de Trabalho na Empresa e no Ramo


Os resultados apresentados nos Gráficos 16 e 17 indicam que a maioria dos trabalhado-
res avaliados está no emprego atual há menos de 5 anos, e no ramo moveleiro há mais de
10 anos, havendo diferenças dessas referências em função da cidade considerada. Os tem-
pos de trabalho, tanto na empresa como no ramo moveleiro, são maiores em Itatiba e me-
nores na cidade de Mirassol.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 143


Perfil das Empresas Estudadas

% até 1 ano
100 > 1 a 5 anos
90 > 5 a 10 anos
> 10 anos
80 não identificado
70
60
44,76
44,76

42,16

41,34
36,28

36,31
35,29
50
26,55

40
18,58

30
13,27

11,73
11,76
20

8,82

8,11
6,28
5,32

3,50

2,51
1,97
0,70
10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 16 – Referências de tempo de trabalho na empresa

% até 1 ano
100 > 1 a 5 anos
90 > 5 a 10 anos
> 10 anos
80
não identificado
57,52

55,88

70 48,04
60
50
34,97
27,97

40
24,48

21,23
20,11
20,59
19,61
17,70

30
13,27

11,19
10,62

9,78

20
3,92
1,39
0,89

0,84
0,00

10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 17 – Referências de tempo de trabalho no ramo moveleiro

■ Atividade Física
Foi relatado por 42,2% dos trabalhadores o hábito regular da atividade física, o que pode
estar relacionado à utilização da bicicleta como meio de transporte. Na cidade de Mirassol
a freqüência desse relato foi maior (61,9%) e, em Votuporanga, menor (26,5%).

■ Tabagismo e Ingestão de Bebidas Alcoólicas


Os trabalhadores, independentemente da cidade considerada, referiram tabagismo
(aproximadamente 13%) e ingestão de bebidas alcoólicas (aproximadamente 44%).

144 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
■ Percepção dos Trabalhadores Quanto às Suas
Condições de Trabalho
Os resultados apresentados nos Gráficos 18 e 19 indicam que a percepção do trabalha-
dor, no geral, é positiva em relação à sua condição de trabalho, sendo negativa em relação
ao ruído (74,30%), à presença de poeira (56,15%) e à temperatura (51,40%). Não foram de-
tectadas diferenças relevantes das referências dos trabalhadores em função da cidade em
que a empresa está situada.

% Refere
100 96,65 95,81 Não refere
89,39 91,06
90 85,47 83,80
80
70
60
50
40
30
20 16,21
14,53
10 10,61 8,94
3,35 4,19
0

Bom Gosta do que Uso de EPI Recebe Considera o Boas condições


relacionamento faz no trabalho orientações posto de higiene no
no trabalho de SST de trabalho ambiente de
inadequado trabalho
Gráfico 18 – Percepção das relações de trabalho, segurança e higiene ocupacional

% Refere
100 Não refere
90
80 74,30
70,39
70
64,80
60,61
60 56,42 56,15
51,40 48,60
50
43,58 43,85
40 39,39
35,20
30 29,61
25,70
20
10
0

Postura Sobrecarga Contato com Esforço Temperatura Poeira Alto nível


descorfontável de tarefa produto químico físico desconfortável desconfortável de ruído

Gráfico 19 – Percepção sobre tarefas e ambiente de trabalho

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 145


Perfil das Empresas Estudadas
■ Referências Quanto a Acidentes de Trabalho e
Doenças Ocupacionais
Como apresentado no Gráfico 20, aproximadamente 40% dos trabalhadores relataram ter
sofrido acidente de trabalho, freqüência que variou em função da cidade considerada, maior em
Itatiba (47,79%) do que nas cidades de Mirassol e Votuporanga (aproximadamente 35%).
%
100 Refere
Não refere
90
80
70 64,34 64,71 60,61
60
47,79 52,21
50
40 35,66 35,29 39,39
30
20
10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 20 – Relatos de acidentes do trabalho

Em relação aos acidentes de trabalho, a maioria (70%) relatou como tendo ocorrido com
máquinas, principalmente a tupia (25%), e ter gerado afastamento do trabalho superior a
15 dias em 53,75% dos casos.
Quanto a doenças ocupacionais, 11 trabalhadores de Mirassol não foram questionados,
reduzindo a amostra de avaliados dessa cidade para 132 e do total para 347.
O Gráfico 21 mostra diferença relevante da freqüência de relato de doenças ocupacio-
nais em função da cidade considerada: 15,15% em Mirassol, 1,77% em Itatiba e nenhum
caso em Votuporanga.

%
100
98,23 100,00 93,66 Refere
90 84,85 Não refere
80
70
60
50
40
30
20 15,15
10
1,77 0,00 6,34
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total


Gráfico 21 – Relatos de doenças ocupacionais

146 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
■ Percepção dos Trabalhadores Quanto às Suas
Condições de Saúde
Em relação à percepção do trabalhador quanto às suas condições de saúde, 17 trabalha-
dores da cidade de Mirassol não foram avaliados, reduzindo a amostra de Mirassol para
126 e do total para 341.

■ Hipertensão, Estresse e Uso de Medicação

%
100 Hipertensão arterial
Estresse*
90 Uso contínuo de medicação
80
70
60
50
40
30 30,16 30,39
26,69
20 19,47 20,35 19,61 18,18
15,08
10 7,08 7,94 6,45
3,92
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 22 – Relatos de hipertensão arterial, estresse e uso contínuo de medicação

* Termo foi considerado de acordo com o relato dos trabalhadores e não com o sentido fisiológico da reação do estresse.

Em relação à hipertensão arterial, a freqüência de relato dos trabalhadores de Votupo-


ranga (3,92%) foi menor em relação à de Itatiba (7,08%) e de Mirassol (7,94%).
Quanto ao estresse, a freqüência de relato dos trabalhadores de Itatiba (19,47%) foi infe-
rior às observadas com os trabalhadores de Mirassol e Votuporanga (aproximadamente 30%).
O uso contínuo de medicação foi relatado por 15,08% dos trabalhadores avaliados em
Mirassol e aproximadamente por 20% dos trabalhadores de Itatiba e Votuporanga.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 147


Perfil das Empresas Estudadas
■ Doenças Osteomusculares
%
100 Membros superiores
90 Membros inferiores
80 Coluna vertebral
70
60
50,00
50
40 36,27 39,59
30,97 31,37
30 24,78 23,53 21,11 17,01
20 15,87 19,05
10
1,77
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 23 – Queixas referentes ao sistema osteomuscular

Em Mirassol, 15,87% dos trabalhadores avaliados apresentaram queixas relacionadas


aos membros superiores, abaixo das freqüências de relatos nas cidades de Votuporanga
(23,53%) e de Itatiba (24,78%).
As queixas referentes aos membros inferiores foi de 1,77% na cidade de Itatiba, 19,05%
em Mirassol e 31,37% em Votuporanga.
As freqüências de queixas relacionadas à coluna vertebral foram de 50% dos trabalhado-
res da cidade de Mirassol, 36,27% dos trabalhadores de Votuporanga e 30,97% de Itatiba.

■ Doenças do Aparelho Respiratório e Cutâneas (Pele)


As queixas dos trabalhadores em relação ao
% Refere
aparelho respiratório (38,12%) e cutâneo 100
Não refere
90 87,39
(12,61%) estão apresentadas no Gráfico 24, não
80
tendo sido observadas diferenças relevantes em 70
61,88
60
função das cidades. Em relação ao sistema res- 50
piratório, a maioria das queixas (aproximada- 40 38,12
30
mente 70%) foram referentes às vias aéreas su- 20 12,61
periores (boca, nariz e garganta) e as demais às 10
0
vias aéreas inferiores (brônquios e pulmões).
Doenças do aparelho Doenças
Queixas relacionadas à pele foram relatadas por respiratório cutâneas (pele)
12,61% dos trabalhadores. Gráfico 24 – Queixas referentes aos aparelhos
respiratório e cutâneo

148 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
■ Condições de Saúde Observadas no Exame Clínico
Para a avaliação do estado nutricional dos trabalhadores, foram mensurados o peso (P)
e a altura (h) deles e calculados seus índices de massa corpórea (IMC = P/h2) dividindo-se
o peso (kg) pelo quadrado da altura (m). Os resultados foram classificados conforme crité-
rio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Quadro 7) e estão apresentados
no Gráfico 25.

Quadro 7 – Classificação do Índice de Massa Corpórea (IMC)


Classificação IMC
Abaixo do peso Abaixo de 18,5
Peso normal 18,5 – 24,9
Sobrepeso 25 – 29,9
Obesidade grau I 30 – 34,9
Obesidade grau II 35 – 39,9
Obesidade grau III 40 e acima
Fonte: ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade).

Abaixo do peso Sobrepeso Obesidade - grau II


% Peso normal Obesidade - grau I Obesidade - grau III
100
68,60

90
63,37

63,14

80
56,88

70
60
33,94

50
27,79
26,45

22,77

40
30
6,93

6,93

20
5,50

5,14
3,31

3,02
1,83

1,83

0,91
0,83

0,83
0,00

0,00

0,00
0,00

0,00

10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 25 – Índice de Massa Corpórea (IMC)

Vinte e dois trabalhadores não foram submetidos a essa avaliação de estado nutricio-
nal, reduzindo as amostras de Mirassol para 121 e a total para 336.
Os resultados indicam diferenças pouco relevantes entre as cidades e índice de obesidade
de 5,14%, inferior ao encontrado na população da região Sudeste do Brasil em pesquisa da Fa-
culdade de Nutrição da Universidade de São Paulo (1999), entre 8% e 13%.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 149


Perfil das Empresas Estudadas
A pressão arterial dos trabalhadores foi mensurada e os resultados classificados segundo
o critério da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2002), e estão apresentados no Gráfico 26.

Normal Estágio 1 (leve) Estágio 3 (grave)


% Limítrofe Estágio 2 (moderada) Sistólica isolada
79,17
100

71,26
69,03

90

64,36
80
70
60
50

18,81
17,70

40

15,87
11,67

30

8,91
6,19

5,99
3,96
20
3,54

3,33
3,33

3,29
2,50

2,69
2,97
1,77
1,77

0,90
0,99
0,00

10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 26 – Pressão arterial

Os resultados indicam 9,58% dos trabalhadores com pressão arterial acima do normal (es-
tágios 1, 2 e 3), superior ao relatado pela mesma população (6,45%). Essa diferença pode ser
atribuída a dois fatores: os trabalhadores desconhecem sua pressão arterial ou esta pode se
elevar no momento da mensuração.
Esses resultados são inferiores aos encontrados em estudos populacionais no Sudeste do
Brasil, aproximadamente 30% (Sociedade Brasileira de Hipertensão, 2003).
As avaliações do sistema osteomuscular, do aparelho respiratório e da pele e tecido subcu-
tâneo não foram realizadas em 17 trabalhadores, reduzindo as amostras estudadas de Miras-
sol para 126 e o total para 341.
Como mostra o Gráfico 27, foram observadas alterações de coluna ou de extremidades em
85,29% dos avaliados em Votuporanga, 46,02% em Itatiba, 23,02% em Mirassol e 49,27% dos
trabalhadores avaliados.
%
100 Normal
90 85,29 Alterado
80 76,98
70
60 53,98 46,02 50,73 49,27
50
40
30 23,02
20 14,71
10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total


Gráfico 27 – Alterações do sistema osteomuscular

150 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
O Gráfico 28 mostra que foram observadas alterações do aparelho respiratório em
37,83% dos trabalhadores avaliados, 58,82% em Votuporanga, 38,05% em Itatiba e 20,63%
em Mirassol.
%
100
Normal
90
80 79,37 Alterado
70
60
61,95 58,82 62,17
50
40 38,05 41,18 37,83
30
20
20,63
10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 28 – Alterações do aparelho respiratório

Em relação à localização das alterações respiratórias observadas, aproximadamente 70%


foram em vias aéreas superiores e 30% em vias aéreas inferiores. Essa predominância de lo-
calização foi observada de forma mais acentuada (95% dos casos) em Votuporanga.
A freqüência de trabalhadores com alterações da pele e do tecido subcutâneo foi de
46,63% e varia em função da cidade considerada: Votuporanga com 88,24%, Itatiba com
33,63% e Mirassol com 24,60%, como apresentado no Gráfico 29.
% Normal
100
90
88,24 Alterado

80 75,40
70 66,37
60 53,37 46,63
50
40 33,63
30 24,60
20 11,76
10
0

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Gráfico 29 – Alterações de pele e tecido subcutâneo

No geral, vale ressaltar como aspectos positivos que a amostra avaliada apresenta es-
tado nutricional dentro da normalidade e baixa freqüência de hipertensos. Quanto aos as-
pectos que requerem atenção, ressalta-se a incidência de acidentes de trabalho e as fre-

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 151


Perfil das Empresas Estudadas
qüências de alterações no sistema osteomuscular, no aparelho respiratório e em pele e te-
cido subcutâneo.

9.6. Toxicologia Industrial


As avaliações dos fatores de risco químico foram qualitativas e quantitativas.
A avaliação qualitativa do ambiente de trabalho foi realizada por meio da inspeção das
instalações e dos processos produtivos, da relação dos produtos químicos utilizados e da
existência de outros fatores potenciais de risco químico, como poeiras. A partir dessa ava-
liação, foram definidas as estratégias de amostragens para a determinação das concentra-
ções de solventes orgânicos nos ambientes de trabalho e concentração dos seus metabóli-
tos em amostras de urina dos trabalhadores.
As concentrações de solventes orgânicos no ambiente de trabalho foram determinadas
em amostras de ar, coletadas de forma passiva e ativa. A coleta de forma passiva foi reali-
zada por meio de amostradores afixados nas roupas dos trabalhadores junto à zona respi-
ratória, e a de forma ativa com tubos de carvão ativado colocados à altura média das zonas
respiratórias dos trabalhadores, conectados a bombas de ação contínua, operadas em baixo
fluxo. As bombas foram calibradas antes e após cada amostragem.
As amostras de ar foram analisadas pela técnica de cromatografia em fase gasosa, ba-
seada no método NIOSH 1500 (National Institute of Occupational Safety and Health). Os re-
sultados foram comparados com os limites de tolerância estabelecidos pela NR-15 e pela
American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH), apresentados no Qua-
dro 8, considerando 50% desses valores como o limite de ação.

Quadro 8 – Limites de tolerância dos solventes analisados


Limite de tolerância até 48 horas/semana
Agente químico
(ppm) mg/m3
Acetato de etila (NR-15) 310 1090
Acetona (NR-15) 780 1870
Metil-etil-cetona (NR-15) 155 460
n-Hexano (ACGIH) 50 176
Tolueno (NR-15) 78 290
Xileno (NR-15) 78 340
Nota: Dados extraídos da NR-15 e ACGIH.

152 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas
Foram coletadas amostras de urina dos trabalhadores no final da jornada do quarto dia
de trabalho consecutivo, para a dosagem de metabólitos dos solventes tolueno, xileno e
n-hexano, respectivamente, ácido hipúrico, ácido metil-hipúrico e 2,5-hexanodiona e para a
determinação de creatinina, fator de correção dos resultados.
Parte das amostras de urina dos trabalhadores das cabinas de pintura e dos túneis de
cura por irradiação de luz ultravioleta também foram analisadas para a determinação de
cromo hexavalente (cromo VI), uma forma de avaliar a exposição ocupacional aos pigmen-
tos das tintas, que contêm sais deste e de outros metais em suas composições. As análi-
ses foram realizadas por metodologias estabelecidas e de rotina do Laboratório de Toxico-
logia do SESI-SP, os metabólitos dos solventes pela técnica de cromatografia em fase ga-
sosa, o cromo VI pela técnica de espectrofotometria de absorção atômica com atomização
por forno de grafite e a creatinina por espectrofotometria na região ultravioleta e visível. Os
resultados foram comparados aos Valores de Referência (VR) e aos Índices Biológicos Má-
ximos Permitidos (IBMP), estabelecidos na NR-7 e apresentados no Quadro 9.

Quadro 9 – Valores de referência e índices biológicos máximos permitidos

Índice biológico
Indicador Biológico Valor de referência (VR)
máximo permitido (IBMP)
Ácido hipúrico 1,5 g/g creatinina 2,5 g/g creatinina
Ácido metil-hipúrico — 1,5 g/g creatinina
2,5-hexanodiona — 5 mg/g creatinina
Cromo VI 5 µg/g creatinina 30 µg/g creatinina
Nota: Dados extraídos da NR-7, quadro 1.

Os resultados das dosagens de cromo VI também foram comparados entre três subgru-
pos de trabalhadores: os que utilizavam produtos sem sais de cromo, considerados como re-
ferência, e os que trabalhavam com estes produtos, subdivididos em função da avaliação
qualitativa dos equipamentos de proteção coletiva (EPC).
O conjunto de amostras coletadas e analisadas está apresentado no Quadro 10.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 153


Perfil das Empresas Estudadas
Quadro 10 – Amostras coletadas e análises realizadas

Itatiba Mirassol Votuporanga Total

Indústrias avaliadas 8 4 2 14
Amostras de urina coletadas 40 98 62 200
- dosagem para solventes 40 98 62 200
- dosagem para pigmentos 13 56 31 100
Amostras de ar 54 70 56 180
- coletadas de forma passiva 21 30 33 84
- coletadas de forma ativa 33 40 23 96

Na produção de móveis sob encomenda, observou-se que os produtos químicos são usa-
dos em ambientes ventilados e de maneira esporádica. Nos processos seriados, estes são
utilizados em ambientes com equipamentos de proteção coletiva (EPC), os quais foram qua-
litativamente avaliados como muito ou moderadamente eficientes. As embalagens dos pro-
dutos químicos foram habitualmente encontradas abertas, favorecendo a dispersão dos
contaminantes voláteis nos ambientes.
A presença de poeiras é freqüente nos ambientes, principalmente na produção de mó-
veis sob encomenda, que geralmente não dispõem de sistemas de exaustão.
Fato positivo foi observar a disponibilidade da “Ficha de Informação de Segurança de
Produtos Químicos” (FISPQ), conforme determina a NBR 14725.

■ Avaliação das Amostras de Ar


Nas análises das amostras ambientais foram detectados com freqüência os solventes
orgânicos: acetona, acetato de etila, metil-etil-cetona, tolueno, xilenos e n-hexano, geral-
mente em concentrações inferiores aos seus respectivos limites de ação, sendo que 10%
das amostras coletadas em Mirassol e 9,26% das coletadas em Itatiba atingiram esse limi-
te, basicamente devido às concentrações de tolueno e/ou xileno. Nenhum ambiente apre-
sentou concentrações desses solventes acima dos limites de tolerância, como mostra o
Gráfico 30.

154 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Perfil das Empresas Estudadas

% 100,00 Itatiba
100 90,74 90,00 Mirassol
90 Votuporanga
80
70
60
50
40
30
20 9,26 10,00
10
0
0,00 0,00 0,00 0,00

Abaixo do limite de ação No limite de ação Acima do limite de tolerância

Gráfico 30 – Concentrações de solventes orgânicos nos ambientes laborais

■ Avaliação das Amostras Biológicas


Todas as amostras de urina apresentaram resultados abaixo dos respectivos IBMP para
os metabólitos dos solventes orgânicos e apenas 1% apresentou resultado de ácido hipúri-
co, metabólito de tolueno, acima do valor de referência (1,5 g/g de creatinina), resultados
consistentes com os observados na avaliação qualitativa e na avaliação ambiental.
Das 100 amostras de urina analisadas para cromo VI, 57 amostras apresentaram valor
inferior a 1 µg/g de creatinina, 32 entre este valor e o VR (5 µg/g de creatinina), 11 atingiram
ou superaram o VR e nenhuma atingiu o IBMP (30 µg/g de creatinina).

% 100,00 <1
100
1a4
90 ≥5
80 76,09
70
60
50
48,94
40 31,91
30
20
19,57 19,15
10 0,00 0,00 4,35
0

Trabalhadores não Trabalhadores expostos Trabalhadores expostos


expostos (n=7) em ambientes com EPC em ambientes com EPC
eficiente (n=46) moderadamente eficiente (n=47)
Gráfico 31 – Resultados de cromo urinário (µg/g de creatinina)

Esses resultados indicam potencial de exposição a pigmentos e comprovam a avaliação


qualitativa de que há diferenças de eficiência dos EPC, conforme resultados do Gráfico 31.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 155


Perfil das Empresas Estudadas
9.7. Considerações Finais
Os pontos mais relevantes detectados pela equipe durante sua atuação são destacados
abaixo:
■ Os ambientes laborais são muito ruidosos, com conseqüente elevado número de tra-
balhadores com alterações auditivas relacionadas ao trabalho.
■ Devido à falta de proteções coletivas em máquinas e equipamentos, há alta incidên-
cia de trabalhadores que, em algum momento da sua vida laboral, sofreram aciden-
tes de trabalho típico com seqüela localizada, na sua maioria, nas mãos e dedos.
Esses problemas identificados como de maior significado para medidas corretivas estão
intimamente relacionados com o terceiro ponto a ser considerado, a ergonomia. Tanto o aci-
dente de trabalho como o ruído envolvem causas que poderiam ser solucionadas com me-
didas de organização geral do trabalho.

156 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Parte III
Indústria Mobília Segura
SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
10 Introdução
Com o intuito de estimular as indústrias moveleiras a implantar atividades prevencionis-
tas relacionadas à Segurança e Saúde no Trabalho, foi idealizada uma indústria de móveis
fictícia com 64 funcionários: a “Indústria Mobília Segura”.
A partir das informações levantadas no estudo de campo são apresentados:

■ Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CIPA)


■ Mapa de Riscos
■ Brigada de Prevenção e Combate a Incêndio
■ Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
■ Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO)
■ Programa de Controle Auditivo (PCA)
■ Orientação para o Treinamento de EPC e EPI

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 159


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Comissão Interna de Prevenção
11 de Acidentes (CIPA)

11.1. Introdução
A CIPA surgiu por recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no ano
de 1921, e tornou-se uma determinação legal no Brasil em 1944, adequando-se à Consoli-
dação das Leis do Trabalho (CLT), instituída em 1943 no artigo 63. A CIPA é descrita pela
NR-5 por meio da Portaria 3214 de 8 de junho de 1978, atualmente revisada pela Portaria
8 de 23 de fevereiro de 1999, retificada em 12 de julho de 1999.

11.2. Conceito
A CIPA é uma comissão formada por representantes dos empregados e do empregador
para apoiar atividades preventivas de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, e tem
atuação restrita à própria empresa.

11.3. Objetivo
A CIPA tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças do trabalho, pela identifi-
cação dos riscos presentes nos ambientes e na organização do trabalho e pelo acompanha-
mento das medidas de controle adotadas, de modo a obter a permanente compatibilização
do trabalho com a promoção da saúde e a preservação da vida dos trabalhadores.

11.4. Estrutura
Para a composição da CIPA, as empresas devem consultar a NR-5, Quadros I, II e III, le-
vando em consideração o número de funcionários e o grau de risco de suas atividades. Estes,
resumidos e direcionados para a indústria moveleira, estão apresentados no Quadro 11,
sendo que, para indústrias com menos de 20 (vinte) empregados, o empregador tem de de-
signar um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 161


CIPA
Quadro 11 – Dimensionamento da CIPA

No de empregados no No de membros da CIPA


Grupos*
estabelecimento Efetivos Suplentes
0 a 19 – –

20 a 29 1 1
30 a 50 1 1
51 a 80 2 2
81 a 100 3 3
101 a 120 3 3
C-6
121 a 140 4 3
141 a 300 5 4
301 a 500 5 4
501 a 1.000 6 4
Acima de 10.000,
para cada grupo de 2.500 2 2
acrescente
Nota: Dados extraídos da NR-5, Quadro I
* Conforme NR-5 no quadro de dimensionamento da CIPA, os grupos representados de C-1 a C-35 são as atividades econômicas especificadas pelo CNAE.

De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), o setor


moveleiro pertence ao Grupo C-6, Madeira, CNAE 36.11-0, conforme dados extraídos da
NR-5, Quadros II e III apresentados a seguir no Quadro 12.

Quadro 12 – Relação do CNAE com correspondente agrupamento para o


dimensionamento da CIPA
CNAE Descrição da Atividade Grupo
36.1 Fabricação de artigos do mobiliário C-6
36.11-0 Fabricação de móveis com predominância de madeira C-6
36.12-9 Fabricação de móveis com predominância de metal C-6
36.13-7 Fabricação de móveis de outros materiais C-6
36.14-5 Fabricação de colchões C-6
Nota: Dados extraídos da NR-5, Quadros II e III.

162 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
A partir da classificação deve ser iniciado o processo da eleição da CIPA, conforme o cro-
nograma a seguir no Quadro 13.

Quadro 13 – Cronograma de processo de eleição da CIPA


Dia Ação Observação
O empregador deve convocar eleições para a
Convocação da eleição
0 (Início) (item 5.38)
escolha dos representantes dos empregados na
CIPA.

O presidente e o vice-presidente da CIPA vigente


devem constituir dentre seus membros uma
comissão eleitoral (CE), que será responsável pela
organização e acompanhamento do processo
Constituição da comissão
5o eleitoral (item 5.39)
eleitoral. Esta comissão deve ser formada no prazo
mínimo de 55 (cinqüenta e cinco) dias antes do
término do mandato em curso. Caso a empresa
não tenha CIPA, a comissão eleitoral deve ser
formada pela empresa.

O processo eleitoral deve observar as seguintes


condições:
• Publicação e divulgação de edital, em locais de
Edital de publicação e
fácil acesso e visualização, no prazo mínimo de
15o inscrição (item 5.40 alínea
45 (quarenta e cinco) dias antes do término do
a e b)
mandato em curso.
• Inscrição e eleição individual, sendo que o período
mínimo para inscrição será de 15 (quinze dias).

Realização da eleição no prazo mínimo de 30


30 o
Eleição (item 5.40 alínea e) (trinta) dias antes do término no mandato da CIPA,
quando houver.

A posse da nova comissão deve ser feita ao


término do mandato da CIPA vigente. Nas
60o Posse
empresas que não possuem CIPA, a posse da
eleita deverá ser imediatamente após a eleição.
Nota: Dados extraídos e adaptados da NR-5. Todos os documentos relativos à eleição da CIPA devem ser guardados por um período mínimo de cinco anos.

O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma
reeleição (NR-5, item 5.7).

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 163


CIPA
11.5. Treinamento da CIPA
Quando se tratar da formação da primeira CIPA, o treinamento de seus participantes deve
ser realizado no prazo de 30 (trinta) dias após a data da posse desta comissão e, para as se-
guintes, o treinamento deve ser feito antes da posse.
Esse treinamento deve ter a duração mínima de 20 horas, distribuídas em até 8 horas diá-
rias durante o horário normal de trabalho. O conteúdo mínimo obrigatório do treinamento está
apresentado no Quadro 14.

Quadro 14 – Treinamento da CIPA

Item Conteúdo

Estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados
A do processo produtivo.

B Metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho.

Noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos


C riscos existentes na empresa.

Noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – SIDA (AIDS) e medidas


D de prevenção.

Noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e


E saúde no trabalho.

F Princípios gerais de higiene no trabalho e de medidas de controle dos riscos.

Organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições


G da Comissão.

Nota: Conteúdo mínimo obrigatório – NR-5, item 5.33.

164 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
11.6. Modelos de Documentos
Os modelos de documentos utilizados na formação e estruturação da CIPA estão
apresentados a seguir.
11.6.1. Carta para Edital de Convocação
11.6.2. Ficha para Convocação dos Trabalhadores
11.6.3. Ficha para Candidatura dos Trabalhadores
11.6.4. Relação dos Candidatos à CIPA
11.6.5. Cédula de Votação
11.6.6. Lista de Presença de Votação
11.6.7. Ata de Eleição da CIPA
11.6.8. Divulgação dos Eleitos por Ordem de Classificação
11.6.9. Ata de Instalação e Posse da CIPA
11.6.10. Calendário das Reuniões
11.6.11. Carta de Comunicação à DRT
11.6.12. Lista de Presença no Treinamento da CIPA
11.6.13. Certificados do Treinamento da CIPA

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 165


CIPA
■ 11.6.1. Carta para Edital de Convocação

AO SINDICATO DA INDÚSTRIA MOVELEIRA

Cidade, / /
dia mês ano

O
EDITAL DE CONVOCAÇÃO

EL Ficam convocados os empregados da empresa Indústria Mobília Segura, situada

à Rua das Oliveiras no 99, Jardim dos Pinheiros, nesta cidade, para a eleição dos

membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, para gestão de um

ano. A eleição será realizada nas dependências da empresa, em


D
dia mês ano
no horário das ___:___ às ___:___, passando-se em seguida à respectiva apuração

pela Comissão Eleitoral composta pelo coordenador e demais componentes da


O

mesa, Srs. .

O período para inscrição dos candidatos será de quinze dias, de a


dia
, no Departamento Pessoal.
M

dia mês ano

José Imbuia

Departamento Pessoal

Nota: Este edital deve ser enviado ao sindicato de classe da região em que a empresa se encontra. Exemplos: Sindicato da Indústria Moveleira –
Itatiba, Mirassol, Votuporanga.

166 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.2. Ficha para Convocação dos Trabalhadores

CIPA-GESTÃO /
ano ano

NO PERÍODO DE dia
A dia
/ mês
/ ano

ESTARÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA

O
CANDIDATURA À ELEIÇÃO DA CIPA, QUE SERÁ

EL
REALIZADA NO PRÓXIMO DIA

OS INTERESSADOS DEVERÃO SE REGISTRAR


dia
/
mês
/
ano
.
D
NO SETOR DE RECURSOS HUMANOS NO
O

HORÁRIO DAS 08:00 ÀS 17:00h.


M

José Imbuia

Departamento Pessoal

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 167


CIPA
■ 11.6.3. Ficha para Candidatura dos Trabalhadores

Eleição CIPA-GESTÃO / /
ano ano
Registro de Candidatura
Inscrição no 001

Nome do candidato: Mário Ipê Roxo


Apelido: Ipê
Setor: Vendas Prontuário:
Data da inscrição: / / Hora:

O
dia mês ano

1a via funcionário
EL
Mário Ipê Roxo José Imbuia
Assinatura do candidato Departamento Pessoal


D

Eleição CIPA-GESTÃO / /
ano ano
Registro de Candidatura
Inscrição no 001
O

Nome do candidato: Mário Ipê Roxo


Apelido: Ipê
M

Setor: Vendas Prontuário:


Data da inscrição: / / Hora:
dia mês ano

2a via empresa

Mário Ipê Roxo José Imbuia


Assinatura do candidato Departamento Pessoal

168 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.4. Relação dos Candidatos à CIPA

Relação dos Candidatos à CIPA-Gestão ano


/ ano

Número da
Nome Apelido Setor
inscrição

001 Mário Ipê Roxo Ipê Vendas

002 Eurides Pinus Gerência de Produção /

O
Controle de Qualidade (CQ)

003 César Nogueira Almoxarifado

004 Caio Cedro Gerência de Produção /

EL 005

006
Paschoal Cedrinho

Flávio Freijó
Corintiano
Controle de Qualidade (CQ)

Usinagem de painéis

Acabamento
D
007 Wiliam Itaúba Cheiroso Linha de pintura com

acabamento U.V.

008 Daniel Goiabão Embalagem


O

009 Anderson Avineira Mineirinho Expedição

010 Carlos Guatambu Carioca Usinagem de torneados


M

Nota: Esta ficha deve ser afixada nos locais de maior circulação de pessoas ou quadros de avisos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 169


CIPA
■ 11.6.5. Cédula de Votação

ELEIÇÃO CIPA-GESTÃO /
ano ano

Nome Apelido Setor

Mário Ipê Roxo Ipê Vendas

O
Eurides Pinus Gerência de produção /

Controle de Qualidade (CQ)

César Nogueira Almoxarifado


EL
Caio Cedro Gerência de produção /

Controle de Qualidade (CQ)

Paschoal Cedrinho Corintiano Usinagem de painéis


D
Flávio Freijó Acabamento

Wiliam Itaúba Cheiroso Linha de pintura com

acabamento U.V.
O

Daniel Goiabão Embalagem

Anderson Avineira Mineirinho Expedição


M

Carlos Guatambu Carioca Usinagem de torneados

Atenção: Assinale com um X no quadrado em frente ao nome do seu


candidato. Assine a lista de presença.

170 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.6. Lista de Presença de Votação

Lista de Presença de Votação da CIPA-GESTÃO /


ano ano
Data / /
dia mês ano

Nome Cargo Assinatura


Ébano Marfim Diretor
Josefina Angelim Secretária
Maria Baguaçu Recepcionista
Aluisio Mogno Faturista
Carlos Jataí Comprador

O
Mario Ipê Roxo Vendedor
Pedro Mucitaiba Encarregado de departamento pessoal
Pedro Pinheiro Auxiliar de departamento pessoal
Vanessa Andiroba Copeira

EL
Felisberto Amesclão
Lucas Amapá
Guilherme Cabreúva
James Eucalipto
Vigilante
Vigilante
Vigilante
Faxineiro
Adalberto Curupixa Faxineiro
D
Manoel Amargoso Gerente
Eurides Pinus Encarregado de produção
Mauro Cerejeira Almoxarife
Cesar Nogueira Auxiliar de almoxarifado
O

Davi Pinus Operador de empilhadeira


Caio Cedro Inspetor de qualidade
Fabio Icapé Operador de máquina (seccionadora)
Cláudio Jacarandá Operador máquina
M

Francisco Cumaru Operador máquina


Artur Pinho Júnior Ajudante
Paschoal Cedrinho Ajudante
Flávio Freijó Acabamentista
Marcelo Garapa Operador de máquina
Wiliam Itaúba Operador de máquina
Bruno Umaré Pintor
Adriano Peroba Auxiliar de pintura
Ricardo Louro Preto Embalador

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 171


CIPA

Nome Cargo Assinatura


Daniel Goiabão Auxiliar de embalagem
Anderson Avineira Expedidor
Lucio Guarapiraca Expedidor
Ivo Angico Preto Operador de máquinas
Henrique Grubixa Operador de máquinas
Charles Jacaranda Ajudante geral
Feliciano Jangada Ajudante geral

O
Eduardo Amoreira Marceneiro
Mauricio Jequitiba Marceneiro
ELCarlos Guatambu Operador de máquinas
Gabriel Cerejeira Operador de máquinas
Emerson Morcegueiro Ajudante
Enrico Bacuri Ajudante
Tiago Copiba Ajudante
Angico Vermelho Ajudante
Raimundo Marmeleiro Acabamentista
D
Regis Óleo-Pardo Auxiliar de acabamento
Ricardo Imbuia Auxiliar de acabamento
Bartolomeu Itauba Montador
O

Cassio Catanduba Ajudante de montador


Cesar Macacauba Pintor
Guilherme Tamburiu Auxiliar de pintura
Rinaldo Marfim Costureiro
M

Petrucio Jacareuba Tapeceiro


Diego Jurema-Branca Laminador de espuma
Adenilson Jucupira Ajudante
Wedison Cerejeira Montador
Marcos Pará-Pará Auxiliar de montador
João Pinho Embalador
Francisco Pinho de Riga Auxiliar de embalagem
Vanderlei Oiticica Expedidor
Luiz Tatajuba Expedidor
Gustavo Pau-brasil Encarregado de manutenção

Nota: A votação deverá conter a presença da maioria dos trabalhadores, ou seja, metade mais um para que o processo de eleição tenha validade.

172 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.7. Ata de Eleição da CIPA

Ata de eleição da CIPA /


ano ano

Aos .......dias do mês de ..................... do ano de ..........., nas dependências da Indústria


Mobília Segura, situada à Rua das Oliveiras no 99, Bairro Jardim dos Pinheiros, nesta cidade,
com C.N.P.J. no 99.999.999 / 9999 – 99, no local designado no edital de convocação, instalou-
se a mesa receptora e apuradora de votos. Às 00:00 o Sr. Pedro Mucitaiba, coordenador da
Comissão Eleitoral composta pelo Sr. Cláudio Jacarandá e o Sr. Artur Pinho Júnior, declarou
iniciados os trabalhos. Durante a votação não foram verificadas ocorrências a serem relatadas.
Às 00:00 o coordenador declarou encerrado o trabalho da eleição, verificando através da lista
de presença que compareceram e votaram 64 empregados (100% do total de trabalhadores),
passando em seguida à apuração na presença de quantos desejassem.

O
Após a apuração, chegou-se ao seguinte resultado:

TITULAR
Paschoal Cedrinho 15
Carlos Guatambu 12
EL
SUPLENTE
Wiliam Itaúba
Anderson Castanheira
11
10

Demais votados em ordem decrescente de votos:


D
Nomes: No de votos:
Mário Ipê Roxo 01
Eurides Pinus 01
Cézar Nogueira 01
Caio Cedro 01
O

Flávio Freijó 01
Daniel Goiabão 01
Votos nulos 04
Votos brancos 06
M

E para constar, mandou o Sr. coordenador da mesa que fosse lavrada a presente ata,
assinada por Josefina Angelim, secretária, e pelos membros da comissão e os eleitos.

Pedro Mucitaiba Josefina Angelim


(Coordenador) (Secretária)

Cláudio Jacarandá Artur Pinho Jr. Paschoal Cedrinho Carlos G.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 173


CIPA
■ 11.6.8. Divulgação dos Eleitos por Ordem de Classificação

ELEITOS DA CIPA-GESTÃO /
ano ano

Titulares
Colocação Nome Setor No de votos
1o Paschoal Cedrinho Usinagem de painéis 15
2o Carlos Guatambu Usinagem de torneados 12

O
Suplentes
Colocação Nome Setor No de votos
3o Wiliam Itaúba Linha de pintura
EL
com acabamento U.V. 11
4o Anderson Avineira Expedição 10

Demais Votados
Colocação Nome Setor No de votos
D

5o Mário Ipê Roxo Vendas 01


6o Eurides Pinus Gerência de Produção /
Controle de Qualidade (CQ) 01
O

7o Cézar Nogueira Almoxarifado 01


8 o
Caio Cedro Gerência de Produção /
Controle de Qualidade (CQ) 01
M

9 o
Flávio Freijó Acabamento 01
10o Daniel Goiabão Embalagem 01

Votos válidos: 54
Votos brancos: 04
Votos nulos: 06

Total de votos: 64

Nota: Esta relação deve ser fixada nos quadros de avisos da empresa e em locais de grande circulação.

174 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.9. Ata de Instalação e Posse da CIPA

ATA DE INSTALAÇÃO E POSSE DA CIPA-GESTÃO /


ano ano

Aos ..... dias do mês de .......... do ano de ......, nas dependências da Indústria
Mobília Segura, situada à Rua das Oliveiras, 99, Bairro Jardim dos Pinheiros, nesta
cidade, com C.N.P.J. no 99.999.999/9999–99, reuniram-se o(s) Senhor(es) Diretor(es)
da empresa, bem como os demais presentes, para instalação e posse dos
componentes da CIPA. Foram declarados abertos os trabalhos lembrando a todos os
objetivos da reunião, quais sejam: instalação e posse dos componentes da CIPA
gestão ano / ano . Continuando, foi declarada instalada a Comissão e empossados
os representantes do empregador:

O
Titular: Suplente:
Carlos Jataí Manoel Amargoso
Aluísio Mogno Maria Baguaçu

EL
Da mesma forma, foram declarados empossados os representantes eleitos pelos
empregados:

Titular:
Paschoal Cedrinho
Suplente:
Wiliam Itaúba
Carlos Guatambu Anderson Avineira
D
A seguir, foi designado para Presidente da instalada o Sr. Carlos Jataí, tendo sido
escolhido entre os representantes eleitos pelos empregados o Sr. Paschoal Cedrinho
para Vice-Presidente. Os representantes do empregador e dos empregados, em
O

comum acordo, escolheram também o Sr. Anderson Avineira para Secretário da CIPA,
sendo seu substituto o Sr. Carlos Guatambu. Nada mais havendo para tratar, o Sr.
Presidente da Sessão deu por encerrada a reunião, lembrando a todos que o período
de gestão da CIPA instalada será de um ano a contar da presente data. Para constar,
lavrou-se a presente ata, que, lida e aprovada, passa a ser assinada por mim,
M

Secretário, pelo Presidente da CIPA e pelos eleitos.

Carlos Jataí Anderson Avineira


Presidente da CIPA Secretário

Aluísio Mogno Manoel Amargoso Maria Baguaçu\

Paschoal Cedrinho Carlos Guatambu Anderson Avineira

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 175


CIPA
■ 11.6.10. Calendário das Reuniões

CIPA Gestão /
ano ano

Reunião DATA DIA DA SEMANA HORÁRIO LOCAL

1a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano

2a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano

O
3a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório
dia mês ano

4a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano
EL
5a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório
dia mês ano

6a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano

7a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


D

dia mês ano

8a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano

9a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


O

dia mês ano

10ª / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano
M

11a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano

12a / / 2a quarta-feira do mês 09:00 Refeitório


dia mês ano

O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa.

Presidente da CIPA Vice-Presidente da CIPA

176 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.11. Carta de Comunicação à DRT

Cidade, / /
dia mês ano

O
INDÚSTRIA MOBÍLIA SEGURA

EL
At.: Delegado Regional do Trabalho

A Indústria Mobília Segura, situada à Rua das Oliveiras no 99, CEP 99999-
999, CNPJ 99.999.999/9999-99, Inscrição Estadual 999.999.999-999, com
atividade de fabricação de móveis com predominância de madeira, CNAE (NR-
D
4): 11.36-0, Grau de Risco: 3, No de Trabalhadores: 64, Horário de Trabalho: de
seg. a sexta das 6:50 às 11:00 e das 12:30 às 17:20, vem, por meio desta,
encaminhar cópias das atas de eleição e posse e o calendário anual das
O
reuniões ordinárias, para protocolo, conforme item 5.14 da NR- 5.
Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem
necessários.
M

Atenciosamente,

Ébano Marfim
Diretor

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 177


CIPA
■ 11.6.12. Lista de Presença no Treinamento da CIPA

Gestão ano
/ ano

Data: / /
dia mês ano

Conteúdo Programático:

O
Instrutor:
Horário do Treinamento: Início: _______ Término: ______
EL
ORDEM NOME ASSINATURA
01 Paschoal Cedrinho
02 Carlos Guatambu
D

03 Wiliam Itaúba
04 Anderson Avineira
05 Carlos Jatai
O

06 Aluísio Mogno
07 Manoel Amargoso
08 Maria Baguaçu
M

Instrutor

178 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


CIPA
■ 11.6.13. Certificados do Treinamento da CIPA

CERTIFICADO DA EMPRESA-GESTÃO /
ano ano

Certificamos que a empresa Indústria Mobília Segura, inscrita no


C.N.P.J. sob o no 99.999.999/9999-99, promoveu para os trabalhadores
Paschoal Cedrinho, Carlos Guatambu, Wiliam Itaúba, Anderson Avineira,
Carlos Jataí, Aluísio Mogno, Mário Ipê Roxo e Maria Baguaçu o curso
sobre Prevenção de Acidentes de Trabalho para membros da CIPA,
realizado de acordo com os itens 5.32, 5.33, 5.34 e 5.35 da NR-5 da

O
Portaria no 3.214, de 8 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho e
Emprego.

EL
São Paulo, ........ de .......................... de .......

Assinatura do responsável Instrutor


No do Registro xxxxxxx No do Registro xxxxxxx
D
CERTIFICADO DO TREINADO-GESTÃO /
ano ano
O

Certificamos que o funcionário Paschoal Cedrinho, da Indústria


Mobília Segura, freqüentou o Curso sobre Prevenção de Acidentes de
Trabalho para membros da CIPA, realizado de acordo com os itens 5.32,
M

5.33, 5.34 e 5.35 da NR-5 da Portaria no 3.214, de 8 de junho de 1978,


do Ministério do Trabalho e Emprego.

São Paulo, ........ de .......................... de .......

Assinatura do responsável Instrutor


N do Registro xxxxxxx
o
N do Registro xxxxxxx
o

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 179


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
12 Mapa de Risco
12.1. Introdução
O mapa de risco é um instrumento de responsabilidade da CIPA que consiste na identi-
ficação qualitativa dos riscos ocupacionais e na apresentação de propostas para estes.

12.2. Conceito
O mapa de risco é a representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos
locais de trabalho, pelos trabalhadores, por meio de círculos de diferentes tamanhos e cores.

12.3. Objetivo
Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segu-
rança e saúde do trabalho na empresa, possibilitando a troca e a divulgação de informações
entre os trabalhadores, além de estimular sua participação nas atividades de prevenção de
segurança e saúde.

12.4. Estrutura
O mapa de risco é elaborado a partir da consulta aos trabalhadores e da avaliação qua-
litativa de seus postos de trabalho, representado no arranjo físico da indústria os riscos le-
vantados. Sugere-se dividir a fábrica em áreas de acordo com as diferentes etapas do pro-
cesso de produção.

12.5. Etapas de Elaboração


■ Identificação do processo de trabalho do local analisado.
■ Identificação dos riscos existentes nos setores e classificação de acordo com o grupo
a que pertencem: físico, químico, biológico, ergonômico e de acidentes.
■ Identificação das medidas preventivas existentes e sua eficácia.
■ Conhecimento dos levantamentos ambientais já realizados no local de trabalho.

A classificação dos grupos de riscos estão apresentadas no Quadro 15.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 181


Mapa de Risco
Quadro 15 – Classificação dos principais riscos ocupacionais em grupos, de acordo
com a sua natureza e padronização das cores correspondentes

Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5


Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul

Riscos Riscos Riscos Riscos Riscos de


Físicos Químicos Biológicos Ergonômicos Acidentes
Levantamento e
Arranjo físico
Ruído Poeira Vírus transporte
inadequado
manual de peso

Substância,
Exigência de Máquinas e
Radiação composto ou
Bactérias postura equipamentos
não ionizante produto químico
inadequada sem proteção
em geral

Ferramentas
Monotonia e
Vibração — Protozoários inadequadas ou
repetitividade
defeituosas

Outras situações
causadoras de Iluminação
Calor — Fungos
estresse físico inadequada
e/ou psíquico

Armazenamento
Umidade — Parasitas —
inadequado

Outras situações
de risco que
poderão
— — Bacilos —
contribuir para a
ocorrência de
acidentes

Animais
— — — —
peçonhentos

Nota: Quadro adaptado da NR-5, Anexo IV, Tabela I, de acordo com os possíveis agentes encontrados na empresa Indústria Mobília Segura.

Para a Indústria Mobília Segura, os riscos das atividades desenvolvidas nos diferentes
setores e postos de trabalho foram identificados e classificados por área como relacionados
a seguir.

182 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Mapa de Risco
■ Área Administrativa

▼ Diretoria
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

▼ Compras
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

▼ Vendas
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

▼ Departamento Pessoal
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

▼ Recepção
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

▼ Portaria
Risco Possíveis Conseqüências
Ergonômico: monotonia Cansaço, dores musculares

Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão


▼ Gerência de Produção/Controle de Qualidade (CQ)
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

▼ Serviços Gerais
Não existe nenhuma área física determinada, o material e os utensílios de limpeza ficam
armazenados no almoxarifado.
▼ Refeitório
Risco Possíveis Conseqüências
Acidente: pisos e degraus irregulares Quedas, torção, fratura, contusão

Biológico: bactérias e parasitas Infecções intestinais e parasitoses

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 183


Mapa de Risco
■ Galpão 1 (Painéis)

▼ Estoque de Chapas
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Problemas respiratórios, leptospirose e


Biológico: fungos e bactérias
toxoplasmose
Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores
de peso musculares
Acidente: armazenagem inadequada de Queda de materiais com possível contusão dos
materiais trabalhadores

▼ Usinagem de Painéis
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores


de peso musculares
Corte e amputação de mãos e dedos, queda de
Acidente: falta de proteção coletiva nas
materiais com possível contusão dos
máquinas e manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Acabamento
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores


de peso musculares
Queda de materiais, com possível contusão
Acidente: manuseio inadequado de materiais
dos trabalhadores

184 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Mapa de Risco
▼ Cabina de Pintura
Risco Possíveis Conseqüências
Problemas respiratórios, tontura e dor de
Químico: vapores orgânicos e pigmentos
cabeça
Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores
levantamento e transporte manual de peso musculares
Queda de materiais, com possível contusão
Acidente: manuseio inadequado de materiais
dos trabalhadores

▼ Linha de Pintura com Acabameno U.V.


Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Problemas respiratórios, tontura e dor de


Químico: vapores orgânicos e pigmentos
cabeça
Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores
de peso musculares

▼ Embalagem
Risco Possíveis Conseqüências
Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores
levantamento e transporte manual de peso musculares
Queda de materiais, com possível contusão
Acidente: manuseio inadequado de materiais
dos trabalhadores

▼ Expedição
Risco Possíveis Conseqüências
Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores
de peso musculares
Queda de materiais, com possível contusão
Acidente: manuseio inadequado de materiais
dos trabalhadores

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 185


Mapa de Risco
■ Galpão 2 (Torneados)

▼ Armazenamento de Madeira Maciça


Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratório

Problemas respiratórios, leptospirose e


Biológico: fungos e bactérias
toxoplasmose
Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores
de peso musculares
Acidente: armazenagem inadequada de Queda de materiais, com possível contusão
materiais dos trabalhadores

▼ Preparação e Beneficiamento
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores


de peso musculares
Corte e amputação de mãos e dedos, e queda
Acidente: falta de proteção coletiva nas
de materiais com possível contusão dos
máquinas e manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Usinagem de Torneados
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores


de peso musculares
Corte e amputação de mãos e dedos, e queda
Acidente: falta de proteção coletiva nas
de materiais com possível contusão dos
máquinas e manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

186 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Mapa de Risco
▼ Acabamento
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores


de peso musculares
Queda de materiais com possível contusão dos
Acidente: manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Montagem Inicial
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores


levantamento e transporte manual de peso musculares
Queda de materiais com possível contusão dos
Acidente: manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Cabina de Pintura
Risco Possíveis Conseqüências
Alergia, problemas respiratórios, tontura e dor
Químico: vapores orgânicos
de cabeça
Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores
levantamento e transporte manual de peso musculares
Queda de materiais com possível contusão dos
Acidente: manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Montagem Final
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditiva

Químico: poeira Alergia e problemas respiratório

Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores


levantamento e transporte manual de peso musculares
Queda de materiais com possível contusão dos
Acidente: manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 187


Mapa de Risco
▼ Tapeçaria
Risco Possíveis Conseqüências

Físico: ruído Alterações auditivas, perda auditiva e zumbido

Alergia, problemas respiratórios, tontura e dor


Químico: vapores orgânicos
de cabeça
Ergonômico: exigência de postura inadequada Problemas de coluna, cansaço, dores
e levantamento de peso musculares
Fadiga visual e queda de materiais com
Acidente: manuseio inadequado de materiais
possível contusão dos trabalhadores

▼ Almoxarifado
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Químico: poeira Alergia e problemas respiratórios

Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores


de peso musculares
Acidente: armazenagem inadequada de Queda de materiais com possível contusão dos
materiais trabalhadores
▼ Embalagem
Risco Possíveis Conseqüências
Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores
levantamento e transporte manual de peso musculares
Queda de materiais com possível contusão dos
Acidente: manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Expedição
Risco Possíveis Conseqüências
Ergonômico: levantamento e transporte manual Problemas de coluna, cansaço, dores
de peso musculares
Queda de materiais com possível contusão dos
Acidente: manuseio inadequado de materiais
trabalhadores

▼ Depósito de Produtos Químicos


Risco Possíveis Conseqüências
Problemas respiratórios, tontura e dor de
Químico: vapores orgânicos
cabeça

188 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Mapa de Risco
▼ Manutenção
Risco Possíveis Conseqüências
Físico: ruído Alterações auditivas

Alergia, problemas respiratórios, tontura e dor


Químico: poeira e vapores orgânicos
de cabeça
Ergonômico: exigência de postura inadequada, Problemas de coluna, cansaço, dores
levantamento e transporte manual de peso musculares
Com os riscos identificados e classificados, inicia-se a elaboração gráfica do mapa de
risco, incluindo círculos de diferentes tamanhos e cores sobre a planta geral da empresa.
O tamanho do círculo representa o grau do risco.

Risco Grande Risco Médio Risco Pequeno

A cor do círculo representa o tipo de risco.

físico químico biológico ergonômico acidente


Cada risco identificado deve ser representado no arranjo físico da indústria, no local
onde foi observado, anotando-se no seu interior o número de trabalhadores expostos a ele.
Se forem observados num mesmo local diferentes riscos de um só grupo, como por exem-
plo, agente ergonômico (levantamento e transporte manual de peso e exigência de postura
inadequada), a representação deve ser feita apenas com um círculo, desde que estes apre-
sentem o mesmo grau de desconforto (pequeno, médio ou grande) aos trabalhadores.

Levantamento
e transporte
manual
de peso 8
Exigência
de postura
inadequada

Não há exemplo dessa situação na Indústria Mobília Segura.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 189


Mapa de Risco
Na existência de riscos de diferentes tipos num mesmo local, deve-se dividir o círculo em
2, 3, 4 ou até 5 partes iguais utilizando suas respectivas cores, desde que estes riscos te-
nham sido classificados com a mesma intensidade.

Cabina de Pintura
(Galpão 2)

Químico Ergonômico

1
Acidente

Caso o risco afete o setor inteiro, uma forma de representá-lo no mapa é colocá-lo no meio
do setor, acrescentando setas em suas bordas, indicando que aquele risco interfere em todo o
setor, como exemplificado a seguir:

Área Administrativa

Pisos e
degraus
irregulares

Pisos e Pisos e
degraus
irregulares
17 degraus
irregulares

Pisos e
degraus
irregulares

190 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Cabine de
força

Piso superior Piso térreo


Administração Administração
W.C.Fem. W.C.Masc.
Compressores
Vestiário
Bactérias e masculino
parasitas Poeira Ruído
Ruído 5 Poeira
Vestiário
Dep. feminino Bactérias
e fungos
Pessoal

Galp
Bactérias e Estoque de chapas
9 parasitas
Usinagem
Pisos e
degraus de painéis
irregulares Refeitório
Armazenamento Levantamento e
Vendas inadequada transporte manual
de materiais de peso
W.C.
Gerência de
Compras produção/C.Q. Falta de proteção Leva
nas máquinas e
manuseio inadequado
5 transp
d
W.C. 8 Pisos e
de materiais
degraus
irregulares Galpão painéis
Diretoria Recepção W.C.
W.C.
Secretaria Portaria

Rua

Compressores

Galp
Galpão Torneados
Legenda
Riscos Físicos
Ruído Poeira
4
Riscos Químicos
Riscos Biológicos
Riscos Ergonômicos Preparação e Falta d
Poeira Ruído Beneficiamento coletiva n
Riscos de Acidentes e manusei
de m
Bactérias e
fungos
Levantamento e
transporte manual
4 de peso
Risco Grande Falta de proteção coletiva
nas máquinas e manuseio
Área descoberta inadequado de materiais
para descarga de
Levantamento e
Risco Médio madeira maciça Armazenagem transporte manual
inadequada de peso
de materiais
Risco Pequeno
Área coberta
para armazenamento
de madeira maciça

caixa
d'água

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 191


Mapa de Risco

saída de emergencia
saída de emergência

Exigência de postura
Solventes e inadequada, levantamento
pigmentos e transporte manual de peso
1
Manuseio inadequado
de materiais
Manuseio Levantamento e
Cabina de Pintura Manuseio inadequado Exigência de postura inadequado transporte manual
de materiais 2 inadequada, levantamento de materiais 2 de peso
e transporte manual de peso

Embalagem

pão 1
Expedição
Ruído Poeira
1
Acabamento
Manuseio Levantamento e
inadequado transporte manual
de materiais 1 de peso

ntamento e

rampa
porte manual
de peso Ruído
2 Solventes e
saída de emergência

pigmentos saída de emergência


Carga e
Linha de pintura com Descarga
acabamento u.v.
Queda de Levantamento e
materiais 2 transporte manual
W.C. Fem W.C. Masc. de peso
saída de emergência

saída de emergência

saída de emergência

Almoxarifado

Ruído 3 Poeira
W.C. Fem W.C. Masc. Armazenagem
inadequada 3 Levantamento
e transporte
de materiais

ão 2
de peso

Ruído 4 Solventes
Manuseio Exigência de postura
inadequado 2 inadequada, levantamento Tapeçaria
Ruído 8 Poeira de materiais e transporte manual de peso Manuseio Exigência de postura
Embalagem inadequado
de materiais
4 inadequada,
levantamento de peso
Usinagem
de Torneados Manuseio Levantamento
Levantamento e Ruído 2 Poeira
inadequado
de materiais
2 e transporte
de peso
e proteção transporte manual
nas máquinas
8
de peso
Montagem inicial Ruído 2 Poeira Expedição
io inadequado
materiais
Carga e Descarga
2 inadequada,levantamento e Montagem Final
Manuseio Exigência de postura
inadequado
de materiais transporte manual de peso Queda de Exigência de postura
Acabamento materiais 2 inadequada, levantamento e
Cabina de Pintura transporte manual de peso
Manuseio inadequado Levantamento e
de materiais 3 transporte manual Solventes e Exigência de postura inadequada,
de peso pigmentos 2 levantamento e transporte manual de peso
Ruído 3 Poeira Manuseio inadequado de materiais
rampa
Bactérias, fungos e
rato transmissor de
Poeira e doença infecciosa
solventes
Exigência de
Estoque de 1 Manutenção
químicos

postura inadequada,
Depósito
produtos

resíduo da 1 levantamento e
Ruído Iluminação transporte
inadequada e
pintura para queda de
manual de peso
tratamento materiais

Solventes
e tintas

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 192


Mapa de Risco
12.6. Mapa de Risco da
Indústria Mobília Segura

193 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Mapa de Risco
12.7. Considerações Finais
Após a elaboração do mapa de risco, a CIPA deve preparar um relatório e encaminhá-lo
ao responsável pela administração da empresa para ciência e devidas providências. Esse
relatório deve conter os riscos reconhecidos, com a indicação dos locais em que ocorrem,
bem como as recomendações e as medidas sugeridas pelos próprios trabalhadores para sua
eliminação, redução ou neutralização. O mapa de risco deve ser revisado sempre que ocor-
rerem modificações importantes que alterem sua representação ou, no mínimo, anualmen-
te, a cada nova gestão da CIPA.
Nota: O mapa de risco deve ficar em local visível e de forma legível para alertar os tra-
balhadores ou visitantes sobre os riscos a que podem estar expostos.

194 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Brigada de Prevenção e
13 Combate a Incêndio

13.1. Introdução
Para a execução de um programa de formação da equipe de brigada de incêndio, é ne-
cessária a observância às disposições legais contidas na Portaria 3.214 do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE) em sua Norma Regulamentadora NR-23 (Proteção Contra Incên-
dios), no Decreto Estadual (SP) no 46.076 de 31 de agosto de 2001, na Norma Brasileira Re-
gistrada (NBR 14276) de 1o de março de 1999, podendo ainda haver exigências específicas
por parte de Companhias Seguradoras e Legislações Municipais.

13.2. Conceito
A brigada de prevenção e combate a incêndio ou simplesmente brigada de incêndio é
parte integrante de um plano de segurança contra incêndio que reúne um conjunto de ações,
recursos internos e externos ao local. Seus componentes são denominados brigadistas.

13.3. Objetivo
Prevenir a ocorrência de sinistros atuando sobre as possíveis causas geradoras de um
incêndio que podem ser as mais diversas, tais como descargas elétricas atmosféricas, fa-
lhas humanas, sobrecargas nas instalações elétricas da empresa e suas máquinas. Atuar
no combate em princípios de incêndio e primeiros socorros às vítimas.

13.4. Estrutura
Conforme Decreto Estadual no 46.076, Tabela 1, a Indústria Mobília Segura possui a
classificação, descrita no Quadro 16.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 195


Brigada de Prevenção e Combate a Incêndio
Quadro 16 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto à ocupação
Grupo: I
Ocupação / Uso: Indústria
Divisão: I-2
Locais onde as atividades exercidas e os
Descrição: materiais utilizados apresentam médio potencial
de incêndio, tais como móveis e marcenarias
Nota: Dados extraídos do Decreto Estadual no 46.076, Tabela 1.

A partir da classificação, o recurso humano mínimo é determinado pela na NBR 14276


(Programa de Brigada de Incêndio), em sua Tabela 1, pelo percentual de cálculo para a com-
posição da brigada de incêndio, obtido em função da classe de ocupação do imóvel e sua
população fixa. O Quadro 17 apresenta este percentual para a indústria moveleira.

Quadro 17 – Percentual de cálculo para composição da brigada de incêndio


População fixa
Ocupação
por pavimento
Classe Subclasse Descrição Até 10 Acima de 10
Atividades que durante o
processo industrial apresentam
Industriais VIII-3 grande potencial de risco de 60% 10%
incêndio. Exemplo: marcenarias
e mobiliário em geral

Nota: Quadro adaptado da NBR 14276, Tabela 1.

Quando houver mais de uma subclasse de ocupação e estas estiverem em unidades compar-
timentadas e isoladas fisicamente, o número de brigadistas deverá ser calculado pela subclas-
se de ocupação de cada uma delas e, caso não haja isolamento dessas unidades, o cálculo deve
ser feito levando-se em conta a subclasse de ocupação de maior risco, pela seguinte equação:

[ ]x[ ]
Número de brigadistas
População fixa % de cálculo
por pavimento ou
compartimento = por pavimento do Quadro 17

196 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Brigada de Prevenção e Combate a Incêndio
Exemplo 1 – Para estabelecimento com população fixa até 10 pessoas
População fixa = 9 pessoas
Número de brigadistas por pavimento ou compartimento = (9 x 60%) = 5,4
Número de brigadistas por pavimento = 6 pessoas
Sempre que o resultado obtido no cálculo for fracionário, deve-se arredondá-lo para mais.

Nos casos em que o número de pessoas (população fixa) for superior a 10 pessoas, o
cálculo do número de brigadistas deve levar em conta o percentual de 60% aplicado até 10
pessoas, e o de 10% para os demais, conforme segue:

Exemplo 2 – Para a Indústria Mobília Segura


População fixa = 64 pessoas
Número de brigadistas por pavimento ou compartimento = N
N = 10 x 60% + (64 – 10) x 10%
N = 6 + 54 x 10%
N = 6 + 5,4 = 11,4
N = 12 pessoas

Definido o número necessário, deve ser realizada a seleção de pessoas interessadas em


serem brigadistas, levando-se em conta os seguintes critérios:
■ Ser voluntário.
■ As atividades exigem esforços físicos como correr e transportar pesos, sendo neces-
sário que o candidato possua aptidão física e boa saúde. Recomenda-se que o candi-
dato seja submetido a exame médico e permaneça na edificação durante o seu horá-
rio de trabalho.

Selecionados, os futuros brigadistas deverão participar do curso de formação de brigada de


incêndio com carga horária mínima de 16 horas para a obtenção de conhecimentos básicos
sobre prevenção, isolamento e extinção de princípios de incêndio, abandono de local com
sinistro e técnicas de primeiros socorros. Os profissionais habilitados para ministrar esse
curso são civis com formação em higiene, segurança e medicina do trabalho ou militares

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 197


Brigada de Prevenção e Combate a Incêndio
das forças armadas, polícias militares e dos corpos de bombeiros com 2o grau completo e
especialização em prevenção e combate a incêndio, com carga horária mínima de 60 horas,
ou técnicas de emergência médica, com carga horária mínima de 40 horas. Esse curso tem
o currículo básico descrito a seguir.

■ Parte teórica (carga horária mínima de 8 horas)


■ Responsabilidades do brigadista.
■ Teoria do fogo – Combustão, seus elementos e reação em cadeia.
■ Propagação do fogo – Processos de propagação do fogo.
■ Classes de incêndio – Conhecer as classes de incêndio e suas características.
■ Técnicas de prevenção – Avaliação dos riscos em potencial e meios de prevenção.
■ Métodos de extinção – Conhecer os métodos e suas aplicações.
■ Agentes extintores – Agentes utilizados, suas características e aplicações.
■ Equipamentos de combate a incêndio – Extintores, hidrantes, mangueiras e acessórios.
■ Equipamentos de detecção e alarme – Tipos e funcionamento.
■ Abandono de área – Procedimentos para abandono do local e controle de pânico.
■ Análise de vítimas – Conhecer as técnicas de exame primário (sinais vitais).
■ Vias aéreas – Conhecer os sintomas de obstrução das vias respiratórias.
■ RCP (Reanimação Cardiopulmonar) – Conhecer as técnicas para realizar a RCP
através de ventilação artificial e massagem cardíaca externa.
■ Hemorragias – Técnicas para estancamento de hemorragias externas.
■ Fratura – Técnicas para imobilizações.
■ Queimaduras – Procedimentos para atendimento em vítimas de queimaduras
térmicas, químicas e elétricas.
■ Transporte de vítimas – Técnicas para realização de transporte, inclusive com
suspeita de lesão na coluna vertebral.

198 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Brigada de Prevenção e Combate a Incêndio
■ Parte prática (carga horária mínima de 8 horas)
■ Combate a incêndios – Praticar em campo de treinamento específico as técnicas de
combate a incêndio;
■ Abandono de área – Praticar na própria edificação as técnicas para abandono de área;
■ Primeiros socorros – Praticar as técnicas de primeiros socorros com vítimas simuladas.

Para um bom funcionamento da brigada de incêndio é necessário que se estabeleça um


organograma, podendo haver a formação de equipes de atuações específicas como:

■ Equipe de combate – Realiza o combate ao foco de incêndio, evitando a propagação


do fogo até sua total extinção. Quando não for possível, devido às dimensões do si-
nistro, controla o incêndio até a chegada do Corpo de Bombeiros.
■ Equipe de socorristas – Atua resgatando pessoas acidentadas, transportando-as
para áreas seguras e prestando-lhes os primeiros socorros.
■ Equipe de isolamento – Realiza o isolamento de áreas e a retirada de materiais pró-
ximos ao local do sinistro, para facilitar as operações da equipe de combate e impe-
dir a propagação do fogo.
■ Equipe de apoio – Não é necessário que os componentes dessa equipe sejam briga-
distas, porém devem ser orientados quanto aos procedimentos necessários em casos
de emergência. Tem como atribuições auxiliar as outras equipes no que diz respeito
ao corte de energia elétrica, abastecimento de água, estabelecimento de comunica-
ções com o corpo de bombeiros e demais serviços de emergência, bem como liberar
as vias de acesso agilizando a recepção das viaturas.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 199


Brigada de Prevenção e Combate a Incêndio
O organograma da Brigada de Incêndio da Indústria Mobília Segura, composta de 12 bri-
gadistas está apresentado a seguir.

Chefe de brigada

Eurides Pinus

Líder da equipe Líder da equipe Líder da equipe Equipe


de combate de socorristas de isolamento de apoio
Guilherme Cabreúva
Gustavo Pau Brasil
Bruno Umaré Flávio Freijó Carlos Guatambu
Lucas Amapá
Maria Baguaçu

Brigadistas Brigadistas Brigadistas

Adalberto Curupixa
Artur Pinho Júnior Adriano Peroba Anderson Avineira
Bartolomeu Itauba Feliciano Jangada Mauro Cerejeira
João Pinho

O brigadista, mesmo fazendo parte de uma equipe específica, está preparado e habilita-
do para atuar em qualquer outra, quando necessário.

200 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Programa de Prevenção de
14 Riscos Ambientais (PPRA)

14.1. Introdução
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é obrigatório por parte das em-
presas que admitem trabalhadores como empregados, conforme a NR-9, e consiste em ava-
liar os possíveis fatores de risco ambientais nos locais de trabalho, bem como estabelecer
um plano e um cronograma de ações para melhoria das situações encontradas. O PPRA
serve de subsídio para a elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacio-
nal (PCMSO), NR-7.

14.2. Conceito
É um dos programas de higiene, segurança e saúde ocupacional que apresenta um plano
de implantação e manutenção para gestão dos fatores de riscos ambientais (físicos, quími-
cos e biológicos) nos locais de trabalho.

14.3. Objetivo
O programa tem como objetivo a preservação da saúde e da qualidade de vida dos tra-
balhadores por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos agentes
ambientais no trabalho, considerando também a proteção do meio ambiente e dos recur-
sos naturais.

14.4. Estrutura
O PPRA é um planejamento de ações integradas com os responsáveis pelo desenvolvi-
mento do programa de higiene, segurança e saúde ocupacional.
Considera os fatores de riscos físicos, químicos e biológicos, que em função de sua na-
tureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição podem ocasionar danos à saúde
dos trabalhadores.
■ Agentes Físicos: são considerados o ruído, a vibração, a umidade, as radiações ioni-
zantes e não ionizantes e a temperatura extrema.
■ Agentes Químicos: são considerados as poeiras, os fumos, as névoas, as neblinas, os
gases ou vapores que podem penetrar no organismo pela via respiratória ou substân-
cias que podem ser absorvidas pelo organismo através da pele ou por ingestão.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 201


PPRA
■ Agentes Biológicos: são os microorganismos como bactérias, fungos, bacilos, parasi-
tas, protozoários, vírus e animais peçonhentos.
Embora não previsto na NR-9, para a Indústria Mobília Segura também estão sendo con-
siderados os fatores de riscos ergonômicos e de acidentes.
■ Agentes Ergonômicos: esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de
carga, exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição
de ritmos excessivos, trabalho noturno e turnos de trabalho, iluminação inadequada,
jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade.
■ Agentes de Acidentes: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem prote-
ção, ferramentas inadequadas, adaptadas ou defeituosas, armazenamento inadequado.

14.5. Modelos de Documentos


Este modelo de PPRA contém princípios que atendem às necessidades da empresa
Indústria Mobília Segura com os seguintes itens:

14.5.1. Carta de Apresentação (1a e 2a via)


14.5.2. Capa
14.5.3. Introdução e Objetivo
14.5.4. Apresentação
14.5.5. Perfil da Empresa
14.5.6. Arranjo Físico da Indústria Mobília Segura
14.5.7. Planejamento Anual
14.5.8. Resultados das Avaliações
14.5.9. Descritivo de Funções e Reconhecimento de Riscos
14.5.10. Estabelecimento de Prioridades, Metas e Avaliação
14.5.11. Cronograma para Execução dos Eventos Propostos
14.5.12. Considerações Finais

202 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ 14.5.1. Carta de Apresentação (1a via)

Cidade, / / .
dia mês ano

INDÚSTRIA MOBÍLIA SEGURA

At.: Sr. Ébano Marfim

Vimos por meio desta encaminhar o Programa de Prevenção de

O
Riscos Ambientais – PPRA para sua análise e providências no que tange
ao cumprimento das ações propostas, conforme consta no cronograma
EL
aprovado por V.Sª, em reunião datada de
O programa deverá ser revisto anualmente e sempre que houver
dia

mudança no processo de trabalho, arranjo físico, maquinário, exposição


/
mês
/
ano
.

a outros riscos ocupacionais ou mudança do ramo de atividade.


D
Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se
fizerem necessários.
O

Atenciosamente,
M

Mogno da Prevenção
Engenheiro de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 203


PPRA
■ 14.5.1. Carta de Apresentação (2a via)

Cidade, / / .
dia mês ano

INDÚSTRIA MOBÍLIA SEGURA

At.: Sr. Ébano Marfim

Vimos por meio desta encaminhar o Programa de Prevenção de

O
Riscos Ambientais – PPRA para sua análise e providências no que tange
ao cumprimento das ações propostas, conforme consta no cronograma
EL
aprovado por V.Sª, em reunião datada de / / .
dia mês ano
O programa deverá ser revisto anualmente e sempre que houver
mudança no processo de trabalho, arranjo físico, maquinário, exposição
a outros riscos ocupacionais ou mudança do ramo de atividade.
D

Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se


fizerem necessários.
O

Atenciosamente,
M

Mogno da Prevenção
Engenheiro de Segurança

204 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ 14.5.2. Capa

PPRA

PROGRAMA DE PREVENÇÃO
DE RISCOS AMBIENTAIS

O
EL
INDÚSTRIA
MOBÍLIA
D
SEGURA
O
M

/ /
DIA MÊS ANO
a
/ /
DIA MÊS ANO

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 205


PPRA
■ 14.5.3. Introdução e Objetivo
A Norma Regulamentadora no 9 (NR-9) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e im-
plementação do PPRA por parte de todos os empregadores e instituições que admitem tra-
balhadores como empregados.
O PPRA da Indústria Mobília Segura tem como objetivo desenvolver ações que visem à
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, propondo um cronograma em re-
lação às suas metas e prioridades. O cumprimento é de responsabilidade do empregador.
Este Programa ficará disponível na Indústria Mobília Segura para ser consultado e acom-
panhado pelo responsável pela mesma (Sr. Ébano Marfim), pelos membros da CIPA e por
todos os demais trabalhadores.

■ 14.5.4. Apresentação
A elaboração do PPRA é de responsabilidade do engenheiro de segurança do trabalho,
Sr. Mogno da Prevenção, e a implementação é de responsabilidade do gerente de produção
Sr. Manoel Amargoso.

■ 14.5.5. Perfil da Empresa


Razão Social: Indústria Mobília Segura
Proprietário: Sr. Ébano Marfim
Endereço: Rua das Oliveiras, no99
CEP: 99999-999
Telefone: (0XX–99) 999-9999
Fax: (0XX–99) 999-9999
E-mail: mobiliasegura@moveleira.com.br
CNPJ: 99.999.999/9999-99
Inscrição Estadual: 999.999.999-999
Atividade: Fabricação de móveis com predominância de madeira
CNAE (NR-04): 36.11-0
Grau de Risco: 3
No Trabalhadores: 64

206 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Horário de Trabalho: De segunda a sexta das 6:50 às 11:00 e
das 12:30 às 17:20
CIPA No (NR-05): 0999999/9999
Área do Terreno: 4.300 m2
Área Construída: 3.000 m2
Piso: Predominantemente em concreto e cerâmica
Parede: Alvenaria
Cobertura: Telhado com telhas de fibrocimento intercaladas com
telhas translúcidas de policarbonato
Aeração: Ventilação natural e exaustores
Iluminação: Natural e artificial

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 207


PPRA
■ 14.5.6. Arranjo Físico da Indústria Mobília Segura
Os números indicados na planta correspondem aos pontos de avaliações quantitativas.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 208


PPRA

Cabine
de força

Piso superior Piso térreo calçada para pedestr


Administração Administração

calçada para pedestre


Compressores
W.C.Fem. W.C.Masc. Vestiário
masculino
7
Dep. Vestiário
feminino 15

Gal
Pessoal 17 18
6
Refeitório 20
5
13 Estoque de chapas
Vendas 22
4 10 11 W.C.
14
Gerência de Usinagem
3 produção/C.Q. de painéis
Compras 12 16
W.C.

2 1 Recepção Galpão painéis


Diretoria 9 W.C.

Secretaria Portaria W.C. 26


8

Rua calçada para pedestr

LEGENDAS

Dosimetria
Compressores
Calor Galpão Torneados

A
A
Amostragem ativa
54

Ga
47
Amostragem
A
A P ativa e passiva 48
46 52
Preparação e
EXTINTORES Beneficiamento
Água pressurizada
49
Gás carbônico 45
Área descoberta 51
para descarga de 50
Pó químico seco madeira maciça

Carreta de água
pressurizada Área coberta
para armazenamento
de madeira maciça 44
LEGENDA HIDRANTES

Simples de parede
caixa calçada para pedestre
d'água
Duplo de parede

209 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


re calçada para pedestre
saída de emergência

saída de emergência
Silo
30 AAP A
A P 31
19 41 43
Cabina de Pintura
40 42
37 38
A A

lpão 1
A P A P

28 29 Embalagem Expedição
Acabamento
21 39
23 24

rampa
25 33 A 34
A A
A
saída de emergência

saída de emergência

A
A P 32 35AAP
Carga e Descarga
A
A 36 Linha de pintura
com acabamento u.v.
27
W.C. Fem W.C. Masc.

re
saída de emergência
saída de emergência

saída de emergência

56 57 58 W.C. Fem W.C. Masc. Almoxarifado


59 80 81
77
60
55 78
Usinagem 61 Tapeçaria

alpão 2
de Torneados 75 76
Embalagem

79 AAP
Montagem Final 82
53 62 83
Expedição
Montagem inicial
68 69 Carga e Descarga
63 A
67 A
84
72
Acabamento Cabina de
64 Pintura
65 66 70 71 73 A A 74
A P A P
rampa
calçada para pedestre
Estoque de Manutenção
resíduo da
87
químicos
Depósito
produtos

pintura para 86
Silo
tratamento

85

210 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ 14.5.7. Planejamento Anual
Este programa contém as seguintes etapas:

■ Antecipação e reconhecimento dos riscos ambientais


A antecipação envolveu a análise das instalações, métodos e processos de trabalho
identificando os riscos potenciais. O processo de reconhecimento avaliou qualitativa e
quantitativamente os riscos ambientais encontrados.

■ Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores


Foi realizada a avaliação qualitativa e quantitativa dos riscos ocupacionais identificados,
com o intuito de dimensionar a exposição do trabalhador. Essa etapa serviu como subsídio
para a indicação das medidas de controle.

■ Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle


As prioridades e metas de avaliação e controle dos riscos foram definidas para ser de-
senvolvidas ao longo do período de 12 meses de vigência desse programa.

■ Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia


Foram sugeridas medidas, a ser implantadas conforme o cronograma, que visam elimi-
nar ou reduzir os agentes prejudiciais à saúde dos trabalhadores. Após a adoção de cada
medida, ela deve ser avaliada quanto à eficácia.

■ Monitoramento da exposição aos riscos


Deve ser realizada uma avaliação sistemática da exposição dos trabalhadores a cada
risco determinado.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 211


PPRA
■ 14.5.8. Resultado das Avaliações
Os resultados das avaliações qualitativas e quantitativas efetuadas estão descritos a seguir.

■ Agente Físico
As avaliações realizadas em relação a este agente foram quantitativas referentes ao
ruído e ao conforto térmico (calor).

■ Ruído
O agente físico ruído foi avaliado por meio da realização de medições instantâneas dos
níveis de pressão sonora (NPS) e da dosimetria de ruído, metodologia apresentada no “Per-
fil das Empresas Estudadas”, p. 131.

Medição Instantânea
Os níveis de pressão sonora medidos nos diversos ambientes laborais estão apresenta-
dos a seguir e foram comparados ao limite de tolerância 85 dB(A), estabelecido na NR-15,
anexo no 1, para uma jornada diária de oito horas.

Área Administrativa
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Diretoria
1 Computador 55 / 57
2 Computador 55 / 57

■ Compras
3 Mesa 57 / 60

■ Vendas
4 Computador 56 / 58
5 Mesa 56 / 58

212 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Departamento Pessoal
6 Computador 58 / 60
7 Mesa 58 / 60

■ Portaria
8 Mesa 58 / 60

■ Recepção
9 Computador 57 / 60

■ Gerência de produção/Controle de Qualidade (CQ)


10 Computador 58 / 60
11 Mesa 58 / 60
12 Mesa 58 / 60

■ Refeitório
13 Mesa 57 / 60

Galpão 1 (Painéis)
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Estoque de chapas
14 Corredor 75 / 77
15 Corredor 74 / 78

■ Usinagem de painéis
16 Serra de fita 95 / 97
17 Seccionadora entrada 94 / 98
18 Seccionadora saída 94 / 98
19 Furadeira múltipla 84 / 86

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 213


PPRA
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Usinagem de painéis (continuação)


20 Guilhotina 82 / 87
21 Juntadeira ou costuradeira de lâmina 80 / 82
22 Prensa manual 80 / 82
23 Prensa hidráulica 82 / 85
24 Coladeira de bordas 80 / 82
25 Fresa copiadora 95 / 98
26 Tupia superior 95 / 98
27 Tupia 95 / 98

■ Acabamento
28 Bancada 76 / 78
29 Mesa 74 / 76

■ Cabina de pintura
30 Cabina de pintura 70 / 72
31 Cabina de pintura 68 / 70

■ Linha de pintura com acabamento U.V.


32 Máquina de pintura U.V. entrada 85 / 88
35 Máquina de pintura U.V. saída 86 / 89

■ Embalagem
37 Bancada entrada 70 / 72
38 Bancada saída 71 / 73

■ Expedição
39 Mesa computador 71 / 72
40 Corredor 70 / 72

214 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Expedição (continuação)
41 Corredor 70 / 73
42 Corredor 70 / 73
43 Corredor 70 / 73

Galpão 2 (Torneados)
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Armazenamento de madeira maciça


44 Área 80 / 82
45 Área 80 / 82
46 Serra destopadeira 99 / 100

■ Preparação e beneficiamento
47 Desengrossadeira 89 / 92
48 Desempenadeira 94 / 96
49 Serra sarrafiadeira 92 / 95
50 Esquadrejadeira 95 / 97
51* Serra circular 100 / 102
52 Destopadeira 95 / 97
53 Serra de fita 92 / 93
54 Plaina 94 / 96

■ Usinagem de torneados
55 Respigadeira automática 90 / 94
56 Respigadeira semi-automática 91 / 93
57 Furadeira de coluna / vertical 89 / 91
58 Torno manual 85 / 89
59 Torno copiador 86 / 90
60 Furadeira horizontal 88 / 90

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 215


PPRA
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Usinagem de torneados (continuação)


61 Furadeira orbital oscilante 86 / 91
62 Tupia 92 / 95

■ Acabamento
63 Lixadeira banda larga 84 / 86
64 Lixadeira cinta 85 / 87
65 Lixadeira de cilindro 86 / 88
66 Torno lixador 85 / 87

■ Montagem inicial
67 Bancada 84 / 86
68 Bancada 83 / 85
69 Bancada 85 / 87

■ Cabina de pintura
70 Tanque de imersão 73 / 75
71 Tanque de imersão 75 / 76
72 Área 74 / 76
73 Cabina de pintura 73 / 75
74 Cabina de pintura 73 / 75

■ Montagem final
75 Bancada 80 / 84
76 Mesa de montagem 82 / 86

■ Tapeçaria
77 Máquina de corte espuma 80 / 83
78 Mesa de revestimento 82 / 85
79 Máquina de costura 82 / 84

216 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Nível de Pressão Sonora
Ponto Locais dB(A) Medido

■ Almoxarifado
80 Computador 78 / 81
81 Corredor 77 / 80

■ Embalagem
82 Área 71 / 72
83 Bancada 71 / 72

■ Expedição
84 Área 79 / 80

■ Depósito de produtos químicos


85 Área 59 / 60

■ Manutenção
86 Área 78 / 80
87 Bancada do esmeril 77 / 81

Os setores da Área Administrativa não apresentam ruído prejudicial à saúde. No Galpão


1 (Painéis), os setores Usinagem de Painéis e Linha de Pintura com Acabamento U.V. apre-
sentaram resultados acima de 85 dB(A), limite de tolerância de nível de pressão sonora para
jornadas diárias de trabalho de oito horas, indicando a necessidade urgente de medidas de
controle ao ruído para a preservação da saúde do trabalhador. Em relação ao Galpão 2 (Tor-
neados), a maioria dos resultados foi superior ao limite de tolerância para oito horas de jor-
nada diária (85 dB(A)), indicando a necessidade urgente de medidas de controle para a pre-
servação da saúde do trabalhador.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 217


PPRA
Dosimetria de ruído
Os resultados das dosimetrias de ruído realizadas estão apresentados a seguir, sendo
que a nomenclatura para a interpretação desses resultados está descrita no Quadro 18. Os
trabalhadores avaliados realizam jornada diária de oito horas de trabalho.

Quadro 18 – Nomenclaturas utilizadas para interpretação dos dados do dosímetro


Início Início da medição em horas/minutos

Término Final da medição em horas/minutos

Tempo de medida Tempo de medição em horas/minutos

Pausa Parada do tempo de medição em horas/minutos

Quantidade de ruído a que o trabalhador foi exposto, expressa em


Dose % porcentagem de dose relativa ao tempo de avaliação

Dose % – 8 h Dose de ruído projetada para um período de 8 horas, em porcentagem

Nível médio de pressão sonora durante o período de medição, isto é,


Lavg dB(A) o nível contínuo que produziria a mesma dose que o ruído real
variável, no mesmo tempo avaliado

Max L dB(A) Nível de pressão sonora máximo no período avaliado

Max P dB(A) Pico de nível de pressão sonora máximo no período de medição

218 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Galpão 1 Cumulativo
Distribuição
dB(A) %
Distribuição
Operador de máquinas %

Ponto 25 70 0,0 100,0


Setor Usinagem painéis 75 1,1 100,0
Data ___ / ___ / ____ 80 32,5 98,9
Início 13:29 85 46,1 66,4
Fim 16:29 90 9,2 20,3
Tempo medição 03:00
95 5,6 11,1
Pausa -
100 2,4 5,5
Dose % 96
105 2,3 3,1
Dose % – 8 h 255
Lavg dB (A) 91,7
110 0,4 0,8
Max L dB (A) 134,9 115 0,0 0,4
Max P dB (A) 142,6 120 0,0 0,4
125 0,0 0,4
>130 0,4 0,4
Resultados ampliados

Galpão 2
Operador de máquinas Cumulativo
Distribuição
dB(A) %
Distribuição
Ponto 51 %
Setor Preparação e 75 0,3 100,0
beneficiamento
80 16,5 99,7
Data ___ / ___ / ____
85 26,3 83,2
Início 08:43
90 9,7 56,9
Fim 10:25
Tempo medição 01:42
95 8,6 47,2
Pausa 00 100 26,2 38,6
Dose % 125 105 12,4 12,4
Dose % – 8 h 582 Resultados ampliados

Lavg dB (A) 97,7


Max L dB (A) 109,5
Max P dB (A) 140,2

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 219


PPRA
Os resultados das dosimetrias indicam que os trabalhadores avaliados estão expostos a
doses acima do limite de tolerância para a jornada de trabalho que realizam, o que requer
medidas de controle urgentes.

■ Calor
A Indústria Mobília Segura não apresenta áreas com frio extremo ou fontes artificiais de
calor. Em virtude disso, dois pontos considerados qualitativamente mais quentes foram ava-
liados quanto à sobrecarga térmica, sendo os resultados apresentados no Quadro 19, com-
parados ao limite de tolerância de IBUTG (Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo)
estabelecido pela NR-15 em seu anexo no 3, que é de 26,7ºC para atividade moderada em
trabalho contínuo por oito horas diárias.

Quadro 19 – Resultados de IBUTG

Tipo de Regime de IBUTG tbn tg


Horário Setor Ponto
Atividade Trabalho (°C) (°C) (°C)
Linha de pintura
13:16 com 32 moderada contínuo 22,3 19,5 28,8
acabamento U.V.

13:47 Embalagem 83 moderada contínuo 21,8 19,6 27,0

Os resultados obtidos indicam situações adequadas, não requerendo qualquer ação por
parte da empresa.

■ Agente Químico
As avaliações dos agentes químicos no ambiente de trabalho foram realizadas qualita-
tiva e quantitativamente.
Qualitativamente foram verificadas, por meio de consulta às FISPQ dos produtos utilizados,
a exposição potencial a pigmentos na Linha de Pintura com Acabamento U.V. (Galpão 1) e nas
Cabinas de Pintura (Galpão 1 e 2), e a exposição à poeira presente na maioria dos setores.
A avaliação quantitativa se deu pela determinação das concentrações de solventes or-
gânicos em amostras de ar, coletadas de forma ativa nas áreas de maior risco de exposição

220 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
e coletadas em trabalhadores desses setores, com amostradores passivos. As metodolo-
gias de coleta e análises estão descritas em “Perfil das Empresas Estudadas”, p. 131.
Os resultados das concentrações de solventes orgânicos nas amostras de ar coletadas
estão apresentados nos Quadros 20 e 21.

Quadro 20 – Resultados das análises de amostras ar coletadas de forma ativa


Resultados em ppm
Setor/Fonte Ponto Acetato Metil-etil-
Acetona N-hexano Tolueno Xileno
de etila cetona

28 <10 <10 <10 <10 <10 <10

28 <10 <10 <10 <10 <10 <10


Acabamento
29 <10 <10 <10 <10 <10 <10

29 <10 <10 <10 <10 <10 <10

30 <10 10 <10 <10 44 26

31 <10 <10 <10 <10 23 14


Cabina de
72 24 10 <10 <10 <10 <10
pintura
73 <10 22 <10 <10 <10 14

74 <10 <10 <10 <10 11 11

32 25 <10 <10 <10 <10 <10

Linha de 33 64 <10 <10 <10 14 14


pintura com
34 <10 22 <10 <10 <10 <10
acabamento
U.V. 35 <10 <10 <10 <10 <10 <10

36 <10 <10 <10 <10 42 <10

Tapeçaria 79 <10 <10 <10 <10 <10 11

780 310 155 50 78 78


Limite de tolerância (NR-15) (NR-15) (NR-15) (ACGIH) (NR-15) (NR-15)

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 221


PPRA
Quadro 21 – Resultados das análises de amostras de ar coletadas de forma passiva

Resultados em ppm
Setor/Fonte Trabalhador Acetato Metil-etil-
Acetona N-hexano Tolueno Xileno
de etila cetona

Raimundo
<10 16 <10 <10 <10 18
Marmeleiro
Acabamento
Raimundo
<10 10 <10 <10 25 <10
Marmeleiro
Cesar
10 27 <10 <10 12 23
Macacauba
Guilherme
<10 10 <10 <10 17 36
Cabina de Tamburiú
pintura
Bruno Umaré <10 24 <10 <10 <10 38

Adriano
<10 <10 <10 <10 <10 <10
Peroba
Linha de Willian Itaúba 58 15 <10 <10 <10 <10
pintura com
acabamento Marcelo
35 21 <10 <10 <10 <10
U.V. Garapa
Petrucio
Tapeçaria Jacareúba
<10 <10 <10 <10 <10 18

Limite de tolerância 780 310 155 50 78 78

As concentrações dos solventes orgânicos no ar, no geral, são baixas, sendo que duas
amostras ativas, coletadas nas áreas da Cabina de Pintura e da Linha de Pintura com Aca-
bamento U.V., e uma amostra passiva, coletada em um trabalhador da Cabina de Pintura,
pelas somatórias das concentrações dos solventes tolueno e xilenos, atingiram o nível de
ação, que corresponde a valores acima de 50% do limite de tolerância.
Esses resultados indicam a necessidade de medidas preventivas referentes à exposição
a solventes orgânicos nos setores Cabina de Pintura e Linha de Pintura com Acabamento U.V.

■ Agente Biológico
As avaliações foram feitas de forma qualitativa, não sendo observada exposição dos tra-
balhadores a agentes biológicos nas atividades do processo produtivo.

222 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Mesmo assim é recomendável a adoção de medidas coletivas, como o controle de pra-
gas, e individuais para trabalhadores envolvidos na limpeza de refeitório, banheiros, vestiá-
rios e caixas de esgoto.

■ Agente Ergonômico
O agente avaliado quantitativamente foi o nível de iluminância. A metodologia utilizada
para o levantamento de dados está apresentada no “Perfil das Empresas Estudadas”, p. 131.

■ Nível de Iluminância
Os níveis de iluminância medidos nos diversos postos de trabalho foram comparados
aos valores mínimos exigidos, estabelecidos pela NBR 5413 para cada atividade. Seguem
os resultados obtidos.

Área Administrativa
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

■ Diretoria
1 Computador 5.3.3 540 500
2 Computador 5.3.3 610 500

■ Compras
3 Mesa 5.3.3 580 500

■ Vendas
4 Computador 5.3.3 660 500
5 Mesa 5.3.3 520 500

■ Departamento pessoal
6 Computador 5.3.3 572 500
7 Mesa 5.3.3 580 500

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 223


PPRA
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

■ Portaria
8 Mesa 5.3.3 528 500

■ Recepção
9 Computador 5.3.3 510 500

■ Gerência de produção/Controle de Qualidade (CQ)


10 Computador 5.3.3 559 500
11 Mesa 5.3.3 506 500
12 Mesa 5.3.3 510 500

■ Refeitório
13 Mesa 5.3.29 233 150

Galpão 1 (Painéis)
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

■ Estoque de chapas
14 Corredor 5.3.57 310 200
15 Corredor 5.3.57 330 200

■ Usinagem de painéis
16 Serra de fita 5.3.59 210 300
17 Seccionadora entrada 5.3.59 285 300
18 Seccionadora saída 5.3.59 290 300
19 Furadeira múltipla 5.3.59 274 300
20 Guilhotina 5.3.59 315 300
21 Juntadeira ou costuradeira de lâmina 5.3.59 327 300

224 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

22 Prensa manual 5.3.59 264 300


23 Prensa hidráulica 5.3.59 330 300
24 Coladeira de bordas 5.3.59 272 300
25 Fresa copiadora 5.3.59 305 300
26 Tupia superior 5.3.59 268 300
27 Tupia 5.3.59 276 300

■ Acabamento
28 Bancada 5.3.59 410 500
29 Mesa 5.3.59 430 500

■ Cabina de pintura
30 Cabina de pintura 5.3.63 513 500
31 Cabina de pintura 5.3.63 507 500

■ Linha de pintura com acabamento U.V.


32 Máquina de pintura UV entrada 5.3.63 630 500
35 Máquina de pintura UV saída 5.3.63 700 500

■ Embalagem
37 Bancada entrada 5.3.1 130 150
38 Bancada saída 5.3.1 126 150

■ Expedição
39 Mesa computador 5.3.3 230 500
40 Corredor 5.3.57 180 200
41 Corredor 5.3.57 184 200
42 Corredor 5.3.57 216 200
43 Corredor 5.3.57 184 200

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 225


PPRA
Galpão 2 (Torneados)
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

■ Armazenamento de madeira maciça


44 Área 5.3.57 1600 200
45 Área 5.3.57 1556 200
46 Serra destopadeira 5.3.59 1501 200

■ Preparação e beneficiamento
47 Desengrossadeira 5.3.59 623 300
48 Desempenadeira 5.3.59 635 300
49 Serra sarrafiadeira 5.3.59 548 300
50 Esquadrejadeira 5.3.59 382 300
51 Serra circular 5.3.59 440 300
52 Destopadeira 5.3.59 320 300
53 Serra de fita 5.3.59 301 300
54 Plaina 5.3.59 318 300

■ Usinagem de torneados
55 Respigadeira automática 5.3.59 308 300
56 Respigadeira semi-automática 5.3.59 284 300
57 Furadeira de coluna/vertical 5.3.59 295 300
58 Torno manual 5.3.59 308 300
59 Torno copiador 5.3.59 294 300
60 Furadeira horizontal 5.3.59 293 300
61 Furadeira orbital oscilante 5.3.59 288 300
62 Tupia 5.3.59 282 300

226 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

■ Acabamento
63 Lixadeira banda larga 5.3.59 364 500
64 Lixadeira cinta 5.3.59 382 500
65 Lixadeira de cilindro 5.3.59 406 500
66 Torno lixador 5.3.59 394 500

■ Montagem inicial
67 Bancada 5.3.59 410 500
68 Bancada 5.3.59 422 500
69 Bancada 5.3.59 416 500

■ Cabina de pintura
70 Tanque de imersão 5.3.63 310 300
71 Tanque de imersão 5.3.63 315 300
72 Área 5.3.63 526 500
73 Cabina de pintura 5.3.63 513 500
74 Cabina de pintura 5.3.63 507 500

■ Montagem final
75 Bancada 5.3.59 297 500
76 Mesa de montagem 5.3.59 256 500

■ Tapeçaria
77 Máquina de corte espuma 5.3.69 517 500
78 Mesa de revestimento 5.3.69 503 500
79 Máquina de costura 5.3.69 514 500

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 227


PPRA
Item de Nível de NBR 5413
Pontos Local Referência Iluminância Mínimo Lux
NBR 5413 Lux Medido Exigido*

■ Almoxarifado
80 Computador 5.3.3 506 500
81 Corredor 5.3.57 326 200

■ Embalagem
82 Área 5.3.1 144 150
83 Bancada 5.3.1 136 150

■ Expedição
84 Área 5.3.57 211 200

■ Depósito de produtos químicos


85 Área 5.3.57 211 200

■ Manutenção
86 Área 5.3.59 515 500
87 Bancada do esmeril 5.3.59 525 500

Na Área Administrativa, os resultados indicam adequação do nível de iluminância.


No Galpão 1 (Painéis), os resultados indicam adequação nos setores Estoque de Chapas,
Cabina de Pintura e Linha de Pintura com Acabamento U.V., e níveis de iluminância abaixo
do mínimo exigido pela NBR 5413 para as atividades desenvolvidas nos setores Usinagem
de Painéis, Acabamento, Embalagem e Expedição.
No Galpão 2 (Torneados), os resultados indicam adequação dos setores Armazenagem
de Madeira Maciça, Preparação e Beneficiamento, Cabina de Pintura e Manutenção, níveis
de iluminância abaixo do mínimo exigido pela NBR 5413 para as atividades desenvolvidas
nos setores Usinagem, Acabamento, Montagem, Embalagem e Expedição.

228 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Os setores que apresentaram resultados de nível de iluminância abaixo do mínimo
exigido em todos os pontos avaliados ou em parte deles requerem medidas de controle.

■ 14.5.9. Descritivo de Funções e Reconhecimento


de Riscos
As descrições das tarefas desenvolvidas e os riscos a que os trabalhadores estão expos-
tos, apresentadas a seguir, foram baseadas em observações e acompanhamento diretamen-
te nos postos de trabalho durante a realização de cada atividade que o trabalhador execu-
ta habitualmente.

Área Administrativa

■ Diretoria

Funções Atividades No de pessoas


Comanda e administra todos os setores da
Diretor empresa.
1

Executa as tarefas relativas e pertinentes à área


Secretária administrativa ligadas à diretoria e à gerência de 1
produção.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Não é necessário o uso de EPI nas dependências desta área. Quando necessário o acesso às áreas
industriais, os trabalhadores deverão utilizar os EPI específicos recomendados para cada setor.

Medidas de controle necessárias


Adequar os pisos e degraus, corrigindo as saliências, depressões e buracos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 229


PPRA
■ Compras

Funções Atividades No de pessoas

Comprador Realiza a compra de insumos. 1

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Não é necessário o uso de EPI nas dependências desta área. Quando necessário o acesso às áreas
industriais, os trabalhadores deverão utilizar os EPI específicos recomendados para cada setor.

Medidas de controle necessárias


Adequar os pisos e degraus, corrigindo as saliências, depressões e buracos.

■ Vendas

Funções Atividades No de pessoas


Realiza e controla as vendas, por meio dos
Vendedor recebimentos e análises dos pedidos feitos pelos 1
clientes.

Emite notas fiscais, roteiro de entregas, faturas,


Faturista duplicatas e guias de remessa.
1

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Não é necessário o uso de EPI nas dependências desta área. Quando necessário o acesso às áreas
industriais, os trabalhadores deverão utilizar os EPI específicos recomendados para cada setor.

Medidas de controle necessárias


Adequar os pisos e degraus, corrigindo as saliências, depressões e buracos.

230 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Departamento Pessoal

Funções Atividades No de pessoas


Encarregado do Administra o quadro funcional, por meio de serviços
Departamento de rotina, como admissão e demissão de 1
funcionários, folha de pagamento e encargos fiscais.
Pessoal

Auxiliar de
Departamento Auxilia nos trabalhos realizados pelo setor. 1
Pessoal
Riscos ocupacionais Fontes geradoras
Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Não é necessário o uso de EPI nas dependências desta área. Quando necessário o acesso às áreas
industriais, os trabalhadores deverão utilizar os EPI específicos recomendados para cada setor.

Medidas de controle necessárias


Adequar os pisos e degraus, corrigindo as saliências, depressões e buracos.

■ Portaria

Funções Atividades No de pessoas


Exerce serviços de portaria no horário de
funcionamento da empresa e de vigilância,
Vigilante percorrendo e inspecionando as dependências da
3
empresa nos demais horários.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Ergonômico: monotonia. Tipo de atividade.

Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço para a realização da atividade de vigilância.

Medidas de controle necessárias


Adequar os pisos e degraus, corrigindo as saliências, depressões e buracos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 231


PPRA
■ Recepção

Funções Atividades No de pessoas


Realiza atendimento telefônico e recepciona os
Recepcionista visitantes, encaminhando-os para os setores 1
pertinentes.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Ergonômico: monotonia. Tipo de atividade.

Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares.

Medidas de controle necessárias


Adequar os pisos e degraus, corrigindo as saliências, depressões e buracos.

■ Gerência de Produção/Controle de Qualidade (CQ)


Os trabalhadores deste setor exercem suas atividades habitualmente na área produtiva,
sendo afetados pelos riscos existentes em todos os setores.
Funções Atividades No de pessoas
Gerente de Coordena o processo produtivo e distribui as
tarefas para os encarregados de acordo com a 1
produção programação de produção.

Encarregado de Coloca em prática a programação da produção,


supervisionando e orientando os trabalhadores 1
produção envolvidos no processo produtivo.

Inspetor de Inspeciona a qualidade do produto desde o


recebimento da matéria-prima até o produto 1
qualidade acabado.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Físico: ruído. As dos setores produtivos.

Acidentes: queda e projeção de materiais e


Pisos e degraus irregulares e as dos setores
prensagem, quedas e corpo estranho nos
produtivos.
olhos.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, óculos de segurança, protetor auditivo.

Medidas de controle necessárias


Os pisos e degraus devem ser mantidos sem saliências, depressões ou buracos;
Fornecer EPI adequados e orientações quanto ao uso dos mesmos.

232 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Serviços Gerais
Os trabalhadores deste setor executam suas tarefas em todas as áreas, ficando sujeitos,
aos riscos de suas atividades e aos riscos dos setores.
Funções Atividades No de pessoas
Realiza a limpeza do prédio administrativo, das
Faxineiro áreas de produção, áreas externas, refeitórios, 2
banheiros e vestiários.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Físico: ruído. As dos setores produtivos.

Atividade de limpeza de refeitório, banheiro e


Biológico: microorganismos.
vestiário.

Ergonômico: exigência de postura inadequada, Limpeza de locais de difícil acesso e manuseio


levantamento e transporte manual de carga. de materiais.

Pisos e degraus irregulares e/ou


Acidentes: queda, queda de materiais e
escorregadios, trabalho em altura e as fontes
prensagem e corpo estranho nos olhos.
dos diversos setores.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Avental impermeável, bota de borracha, botina com biqueira de aço, cinto de segurança, luvas
de PVC/raspa, óculos de segurança, protetor auditivo, respirador contra pó.

Medidas de controle necessárias


Disponibilizar carrinho manual para o transporte de tambor de lixo;
Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Prover orientação para exercícios de relaxamento muscular;
Os pisos e degraus devem ter características antiderrapantes e serem mantidos sem saliências,
depressões ou buracos;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 233


PPRA
■ Refeitório

Funções Atividades No de pessoas


Prepara e abastece as garrafas térmicas de café e
Copeira os galões de água. Serve café e água aos clientes, 1
visitantes e funcionários da área administrativa.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Acidentes: quedas. Pisos e degraus irregulares e/ou escorregadios.

Medidas de controle necessárias


Adaptar as atividades visando à alternância de posições de trabalho, sentado e em pé.
Os pisos e degraus devem possuir características antiderrapantes e sem saliências, depressões
ou buracos.

234 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Galpão 1 (Painéis)
■ Usinagem de Paineis

Funções Atividades No de pessoas


Operador de
Realiza a medição do painel, ajusta a máquina e
máquina efetua o corte da peça.
1
(seccionadora)
Operador de Realiza furação, desbastes, rebaixos e colagens
das peças cortadas na seccionadora.
2
máquinas
Auxilia os operadores com abastecimento de
Ajudante materiais para as operações e encaminha as 2
peças para as etapas subseqüentes.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Máquinas em funcionamento para realização
Físico: ruído.
de tarefas.

Químico: poeira. Poeira gerada durante o corte.

Manuseio de materiais e ambiente com nível


Ergonômico: levantamento e transporte manual
de iluminância abaixo do exigido para a
de carga e iluminação inadequada.
realização das tarefas.

Acidentes: contato com máquinas e Lâminas e facas sem proteção, falta de


equipamentos sem proteção, utilização de aterramento das máquinas, manuseio,
ferramentas defeituosas ou inadequadas, transporte e armazenamento inadequados de
choque elétrico, queda de materiais e materiais e falta de proteção para a projeção
prensagem, e corpo estranho nos olhos. de cavacos.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Coifa com cutelo divisor, proteção para polias e correias, proteção regulável para o ponto de
operação das serras e ventilação local exaustora, anteparo de proteção e aterramento elétrico
das máquinas.

Botina com biqueira de aço, luvas de vaqueta/raspa, óculos de segurança, protetor auditivo,
protetor facial, respirador contra poeira.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 235


PPRA
■ Acabamento

Funções Atividades No de pessoas


Realiza o lixamento manual de diversos tipos e
Acabamentista tamanhos de peças, preparando-as para a pintura.
1

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Químico: poeira. Poeira gerada pelo lixamento das peças.

Operação de lixamento manual de peças,


Ergonômico: levantamento e transporte manual manuseio de materiais e iluminação do
de carga e iluminação inadequada. ambiente abaixo do exigido para a realização
da tarefa.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem, e
inadequados de materiais. Projeção de
corpo estranho nos olhos.
materiais.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Ventilação local exaustora, mobiliário com ajustes de altura.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de malha, óculos de segurança, respirador contra poeira.

Medidas de controle necessárias


Aquisição de máquina de lixar portátil e implementação de rodízio de atividades;
Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

236 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Cabina de Pintura

Funções Atividades No de pessoas


Realiza suas atividades aplicando tinta, verniz e
Pintor seladora por meio de uma pistola de pintura nas 1
peças pré-montadas.

Auxiliar de Pega a peça, colocando-a no suporte da cabina.


Após a pintura, retira a peça e a transporta para a 1
pintura estufa de secagem.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Químico: solventes orgânicos e pigmentos. Névoas de tintas, verniz e seladora.

Movimentos e deslocamentos verticais da


Ergonômico: exigência de postura inadequada
coluna, abaixar, levantar, flexão e extensão.
e levantamento e transporte manual de carga.
Manuseio de materiais.
Manuseio de produtos químicos durante
Acidentes: corpo estranho nos olhos e queda
abastecimento. Manuseio, transporte e
de materiais e prensagem.
armazenamento inadequados de materiais.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Instalar sistema de extração do ar saturado e insuflação de ar externo.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Avental impermeável, botina com biqueira de aço, luvas de PVC ou látex, ou creme protetor para
as mãos, luvas de malha, óculos de segurança, respirador com filtro para vapores orgânicos.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 237


PPRA
■ Linha de Pintura com Acabamento U.V.

Funções Atividades No de pessoas


Opera a máquina de pintura com acabamento U.V.,
Operador de inspeciona visualmente a qualidade da pintura e
verifica se há necessidade de abastecimento de
2
máquina
tinta.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Máquina em funcionamento para realização de
Físico: ruído.
tarefas.

Produtos químicos usados para a realização da


Químico: solventes orgânicos e pigmentos.
tarefa.

Ergonômico: levantamento e transporte manual Manuseio de materiais e flexão do tronco para


de carga. acionamento dos comandos da máquina.

Manuseio de produtos químicos durante


Acidentes: corpos estranhos nos olhos e queda
abastecimento e manuseio inadequado de
de materiais e prensagem.
materiais.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Enclausuramento da linha de pintura com sistema de extração do ar saturado e insuflação de ar
externo, confinamento das fontes geradoras de vapores de produtos químicos.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de malha, respirador com filtro para vapores orgânicos,
óculos de segurança, protetor auditivo, luvas de PVC ou látex ou creme protetor para as mãos.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

238 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Embalagem

Funções Atividades No de pessoas


Acondiciona produtos acabados em caixas de
papelão, utilizando máquina arqueadeira para
Embalador fechamento das caixas. Aplica etiqueta de 1
identificação na caixa e encaminha o produto
embalado para o setor de expedição.

Auxilia o embalador envolvendo as peças com


Auxiliar de material protetor, como plástico bolha e isomanta,
e no transporte do produto embalado para a
1
embalagem
expedição.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Ergonômico: levantamento e transporte manual
de carga, exigência de postura inadequada Manuseio de materiais e nível de iluminância
com grande amplitude de abdução e extensão abaixo do exigido para a realização da tarefa.
do ombro, e iluminação inadequada.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço.

Medidas de controle necessárias


Instrução quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Utilização de bancada com altura regulável e tampa da mesa móvel, possibilitando a inclinação
(tipo rampa) para facilitar a colocação e retirada de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 239


PPRA
■ Expedição

Funções Atividades No de pessoas


Realiza a separação e o despacho de produtos
Expedidor acabados conforme roteiro de entrega expedido 2
pelo setor de vendas.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Manuseio de materiais e nível de iluminância
Ergonômico: levantamento e transporte manual
abaixo do mínimo exigido para a realização da
de carga e iluminação inadequada.
tarefa.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

240 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
Galpão 2 (Torneados)
■ Preparação e Beneficiamento

Funções Atividades No de pessoas


Opera as máquinas realizando o corte inicial da
Operador de madeira bruta na medida necessária, como o
aparelhamento das bordas, cortes, curvas e
2
máquinas
desengrosso.

Auxilia o operador de máquinas, abastecendo-o


com as madeiras a serem trabalhadas e que,
Ajudante geral posteriormente, são levadas para o setor de
2
usinagem.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Máquinas em funcionamento para realização
Físico: ruído.
de tarefas.

Poeira produzida na operação do corte de


Químico: poeira.
madeira.

Ergonômico: levantamento e transporte manual


Manuseio de materiais.
de carga.

Acidentes: contato com máquinas e


Exposição das lâminas de corte, quebra da
equipamentos sem proteção, utilização de
serra de fita, projeção de cavacos. Manuseio,
ferramentas defeituosas ou inadequadas,
transporte e armazenamento inadequados de
queda de materiais e prensagem, choque
materiais. Falta de aterramento.
elétrico e corpo estranho nos olhos.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Coifa com cutelo divisor, proteção para polias e correias, proteção regulável para o ponto de
operação das serras, ventilação local exaustora e aterramento elétrico das máquinas.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de vaqueta/raspa, óculos de segurança, protetor auditivo,
respirador contra pó.

Medidas de controle necessárias


Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 241


PPRA
■ Usinagem de Torneados

Funções Atividades No de pessoas


Confecciona móveis de madeira seguindo as
Marceneiro especificações técnicas do desenho.
2

Operador de Opera vários tipos de máquinas, equipamentos e


ferramentas para fabricação de peças de madeira.
2
máquinas
Auxilia o operador de máquina na reposição e
Ajudante retirada das peças para o desenvolvimento do 4
trabalho.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Físico: ruído. Máquinas para a realização de tarefas.

Químico: poeira. Várias operações do processo.

Postura em pé com semiflexão do pescoço,


Ergonômico: levantamento e transporte manual manuseio de materiais e nível de iluminância
de carga e iluminação inadequada. abaixo do mínimo exigido para a realização das
tarefas.

Acidentes: contato com máquinas e


Exposição das lâminas de corte, quebra da
equipamentos sem proteção, utilização de
serra de fita, projeção de cavacos, manuseio,
ferramentas defeituosas, queda de materiais e
transporte e armazenamento inadequados de
prensagem, choque elétrico e corpo estranho
materiais e falta de aterramento das máquinas.
nos olhos.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Coifa com cutelo divisor, proteção para polias e correias, proteção regulável para o ponto de
operação das serras, ventilação local exaustora e aterramento elétrico das máquinas.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de vaqueta/raspa, óculos de segurança, protetor auditivo,
protetor facial, respirador contra poeira.

Medidas de controle necessárias


O trabalhador não deverá utilizar luvas durante o processo de usinagem;
Instrução quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Providenciar bancos para postura semi-sentado;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

242 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Acabamento

Funções Atividades No de pessoas


Lixa as peças manualmente e com máquinas,
Acabamentista corrigindo eventuais defeitos para uniformização 1
da superfície.

Auxiliar de Auxilia o acabamentista no lixamento, reposição e


envio das peças para a montagem inicial.
2
acabamento
Riscos ocupacionais Fontes geradoras
Máquinas em funcionamento para a realização
Físico: ruído.
de tarefas.

Químico: poeira. Poeira proveniente do lixamento.

Operação de lixamento das peças, manual e/ou


Ergonômico: levantamento e transporte manual em máquinas, manuseio de materiais e nível de
de carga e iluminação inadequada. iluminância abaixo do mínimo exigido para a
realização da tarefa.

Acidentes: queda de materiais e prensagem, Manuseio, transporte e armazenamento


contato com as lixadeiras e corpo estranho nos inadequados de materiais. Operação com
olhos. lixadeiras.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Mobiliário com ajustes de altura e ventilação local exaustora.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de vaqueta, óculos de segurança, protetor auditivo, respirador
contra poeira.

Medidas de controle necessárias


A lixadeira banda larga deverá ser utilizada com equipamento pressor;
Instrução quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 243


PPRA
■ Montagem Inicial

Funções Atividades No de pessoas


Executa a montagem do produto e envia-o para o
Montador setor de pintura.
1

Ajudante de Auxilia o montador no desenvolvimento de suas


atividades.
1
montador
Riscos ocupacionais Fontes geradoras
Físico: ruído. Setores próximos.

Químico: poeira. Poeira proveniente do lixamento.

Ergonômico: exigência de postura inadequada, Manuseio de materiais, esforço de membros


levantamento e transporte manual de carga e superiores e nível de iluminância abaixo do
iluminação inadequada. mínimo exigido para a realização da tarefa.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, protetor auditivo.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Uso de ferramentas com desenho anatômico;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

244 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Cabina de Pintura

Funções Atividades No de pessoas


Aplica produtos químicos, tais como tinta, verniz e
Pintor seladora por meio de uma pistola de pintura nas 1
peças pré-montadas.

Auxiliar de Apanha a peça a ser pintada, colocando-a no


suporte da cabina. Após a pintura, leva a peça 1
pintura para a estufa de secagem.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Químico: solventes orgânicos e pigmentos. Névoas de tinta, verniz e seladora.

Movimentos em deslocamentos verticais da


Ergonômico: postura inadequada,
coluna, abaixar, levantar, flexão e extensão, e
levantamento e transporte manual de carga.
manuseio de materiais.
Manuseio, transporte e armazenamento
Acidentes: queda de materiais e prensagem e
inadequados de materiais e manuseio de
corpo estranho nos olhos.
produtos químicos durante abastecimento.

EPC recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Ventilação local exaustora, extração de ar saturado com insuflação de ar externo.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Avental impermeável, bota com biqueira de aço, luvas de PVC ou látex ou creme protetor para
as mãos, óculos de segurança, protetor auditivo, respirador com filtro para vapores orgânicos.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 245


PPRA
■ Montagem Final

Funções Atividades No de pessoas


Efetua a montagem final das peças e encaminha-
Montador as para o setor de embalagem.
1

Auxiliar de Transporta as peças montadas para o setor de


embalagem.
1
montador
Riscos ocupacionais Fontes geradoras
Físico: ruído. Setores próximos.

Químico: poeira. Poeira proveniente do lixamento.

Ergonômico: exigência de postura inadequada, Manuseio de materiais, esforço de membros


levantamento e transporte manual de carga e superiores e nível de iluminância abaixo do
iluminação inadequada. mínimo exigido para a realização da tarefa.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, protetor auditivo.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Uso de ferramentas com desenho anatômico;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

246 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Tapeçaria

Funções Atividades No de pessoas


Costureiro Corta e costura os materiais de revestimento. 1
Tapeceiro Efetua o revestimento dos materiais. 1
Laminador de Corta o bloco de espuma nas dimensões e
formatos necessários.
1
espuma
Auxilia todas as tarefas desenvolvidas na
Ajudante tapeçaria, transporta as peças prontas para o 1
setor de montagem final ou embalagem.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Físico: ruído. Setores próximos.

Vapores orgânicos oriundos das colas de


Químico: solventes orgânicos.
contato.

Manuseio de materiais, utilização de


Ergonômico: levantamento manual de carga. ferramentas pesadas e operações em partes
de difícil acesso.
Manuseio, transporte e armazenamento
Acidentes: queda de materiais e prensagem,
inadequados de materiais e uso de objetos
corpo estranho nos olhos e cortes.
cortantes.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de malha de aço, óculos de segurança, protetor auditivo,
respirador com filtro para vapores orgânicos.

Medidas de controle necessárias


Instrução quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Uso de ferramentas de formato anatômico;
Dispositivo para esticar percinta de molas;
Instruções para exercício de relaxamento muscular;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 247


PPRA
■ Almoxarifado
As áreas Estoque de Chapas, Armazenamento de Madeira Maciça e Depósito de Produ-
tos Químicos também são de responsabilidade do Almoxarifado, expondo os trabalhadores
destas áreas e dos demais setores.
Funções Atividades No de pessoas
Responsável pelo recebimento, estocagem,
distribuição, registro e inventário de materiais,
Almoxarife acessórios, peças e equipamentos necessários
1
aos setores.

Auxiliar de
Auxilia o almoxarife na execução de suas tarefas. 1
almoxarifado
Operador de Efetua o transporte de carga até o setor
solicitante, organiza a carga, armazena, transporta 1
empilhadeira material até a área de expedição/produção.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Físico: ruído. Vários setores.

Químico: poeira. Vários setores.

Manuseio de materiais como madeiras e


Ergonômico: levantamento e transporte manual
chapas e nível de iluminância abaixo do
de carga e iluminação inadequada.
mínimo exigido para a realização da tarefa.

Durante operação da empilhadeira,


Acidentes: atropelamento, tombamento da
empilhamento inadequado de cargas e
empilhadeira e queda de materiais e
manuseio, transporte e armazenamento
prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço, luvas de vaqueta/raspa, óculos de segurança, respirador contra pó,
protetor auditivo.

Medidas de controle necessárias


Respeitar o limite de empilhamento máximo, de acordo com o tipo de material;
Manter angulação positiva do garfo da empilhadeira para evitar tombamento para frente da
carga e do veículo;
Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

248 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Embalagem

Funções Atividades No de pessoas


Acondiciona as peças acabadas em caixas de
Embalador papelão, aplica etiqueta de identificação na caixa 1
e encaminha para o setor de expedição.

Auxiliar de Auxilia o embalador envolvendo as peças com


material protetor, como plástico bolha, e 1
embalagem transporta as caixas para a expedição.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Manuseio de materiais e nível de iluminância
Ergonômico: levantamento e transporte manual
abaixo do mínimo exigido para a realização da
de carga, exigência de postura inadequada.
tarefa.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço.

Medidas de controle necessárias


Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao uso dos mesmos e observação e cumprimento
das recomendações de segurança existentes nos setores;
Instrução quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Utilização de bancada com altura regulável e tampa da mesa móvel, possibilitando a inclinação
(tipo rampa) para facilitar a colocação e retirada de materiais.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 249


PPRA
■ Expedição

Funções Atividades No de pessoas


Separa e despacha os produtos acabados
Expedidor conforme roteiro de entrega elaborado pelo setor 2
de vendas.

Riscos ocupacionais Fontes geradoras


Manuseio de materiais e nível de iluminância
Ergonômico: levantamento e transporte manual
abaixo do mínimo exigido para a realização da
de carga e iluminação inadequada.
tarefa.

Manuseio, transporte e armazenamento


Acidentes: queda de materiais e prensagem.
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Botina com biqueira de aço.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento manual de carga;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

250 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ Manutenção
O trabalhador deste setor executa suas atividades em todas as dependências da em-
presa, ficando sujeito aos seus riscos, além de aos riscos característicos de seu setor e de
suas atividades.

Funções Atividades No de pessoas


Encarregado de Efetua manutenção preventiva e corretiva nas
máquinas, equipamentos, ferramentas e predial.
1
manutenção
Riscos ocupacionais Fontes geradoras
Físico: ruído. Dos setores de produção.

Químico: poeira e solventes orgânicos. Dos setores de produção.

Limpeza de caixas de esgoto, desobstrução de


Biológico: microorganismos.
tubulações de mictórios e de vasos sanitários.

Ergonômico: exigência de postura inadequada, Adoção de postura inadequada no


levantamento e transporte manual de carga. desenvolvimento das tarefas.

Ferramentas elétricas, quebra da serra de fita


Acidentes: choque elétrico, queda de altura, durante manutenção, trabalho em altura e
cortes e queda de materiais e prensagem. manuseio, transporte e armazenamento
inadequados de materiais.

EPI recomendados de acordo com a atividade a ser executada


Avental impermeável, botina com biqueira de aço, bota de borracha, cinto de segurança tipo
pára-quedista, luvas de vaqueta, raspa ou PVC com punho longo, máscara para solda elétrica,
óculos de segurança, perneira raspa, protetor auditivo, respirador contra pó.

Medidas de controle necessárias


Instruções quanto às maneiras corretas para levantamento e transporte manual de carga;
Instruções de etiquetamento e bloqueio de fontes de energia;
Instruções de manuseio, transporte e armazenamento adequados de materiais;
Fornecer EPI adequados, orientações quanto ao seu uso e com observação e cumprimento das
recomendações de segurança existentes nos setores.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 251


PPRA
■ 14.5.10. Estabelecimento de Prioridades, Metas
e Avaliação
A partir das condições levantadas, a administração da empresa juntamente com o respon-
sável pela elaboração deste Programa e os trabalhadores determinarão as prioridades para a
elaboração do cronograma de execução das medidas necessárias com os prazos estabelecidos.
As ações a serem realizadas devem ser acompanhadas e avaliadas constantemente vi-
sando atingir as metas priorizadas no cronograma. O PPRA deve ser reavaliado anualmen-
te, ou na ocorrência de alterações do processo produtivo, e periodicamente para certificar
se as implantações propostas estão atingindo os resultados almejados.

■ 14.5.11. Cronograma para Execução dos


Eventos Propostos
Eventos propostos Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set

Eleição para implantação da CIPA X X


Treinamento periódico quanto ao uso de EPI X X X X X X
Estudo para enclausuramento ou isolamento
de máquinas
X
Formação da brigada de incêndio X
Implementação de programa de manutenção
preventiva
X
Treinamento e reciclagem para operadores
de máquinas
X X
Treinamento e reciclagem para operadores
de empilhadeiras
X
Treinamento quanto ao manuseio de produtos
químicos
X
Compra de cadeiras ergonômicas para o
setor administrativo
X
Instalação de proteção de partes móveis de
máquinas
X X
Instalação de sistema de captação de poeira X
Treinamento para as maneiras corretas de
levantamento e transporte manual de carga
X X X X X X
Treinamento para o manuseio, transporte e
armazenamento adequados de materiais
X X X X X X
Instalação do sistema de insuflação de ar
externo (setor de pintura)
X

252 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
■ 14.5.12. Considerações Finais
Para os setores da Indústria Mobília Segura que apresentaram riscos à saúde dos traba-
lhadores, foram sugeridas e priorizadas medidas de controle a serem implantadas e desenvol-
vidas durante o período de vigência deste Programa. Tais medidas visam eliminar ou reduzir
os agentes prejudiciais à saúde existentes no ambiente de trabalho. As recomendações pre-
ventivas aos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes estão relaciona-
das a seguir.

■ Agente Físico
O ruído em vários setores produtivos é superior ao limite de tolerância ou ao nível de ação
definidos na NR-9, para jornadas de trabalho de oito horas diárias, respectivamente 85 e 80
dB(A). A empresa deve disponibilizar e exigir a utilização de protetores auditivos para os tra-
balhadores desses setores e para visitantes e trabalhadores de outros setores que adentrem
nesses ambientes ruidosos, até a adequação dos níveis de ruído, por meio da implantação
de medidas de proteção coletiva como o enclausuramento das máquinas ou de suas partes
ruidosas, a implantação de um programa de manutenção preventiva, máximo de distancia-
mento possível entre os equipamentos mais ruidosos e fixação das máquinas ao piso. O tra-
balhador deve ser treinado e conscientizado para a utilização do protetor auditivo.

■ Agente Químico
A empresa deve disponibilizar e exigir o uso de equipamentos de proteção individual,
luvas, óculos de segurança, roupas apropriadas e respiradores para solventes orgânicos
para os trabalhadores dos setores Cabina de Pintura e Linha de Pintura com Acabamento
U.V. Outros trabalhadores, expostos a poeiras, devem receber respiradores para a proteção
deste agente químico.
Essas medidas devem perdurar até a implantação de proteções coletivas, como um sis-
tema de extração de ar saturado com insuflação de ar externo que tenha, aproximadamen-
te, a capacidade de 5% a 10% superior ao de exaustão, para possibilitar uma pressão po-
sitiva, com o fim de expulsar os agentes químicos do ambiente, e instalação de sistemas de
captação junto às fontes de poeiras.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 253


PPRA
O trabalhador deve ser treinado e conscientizado em relação a bons hábitos, como o de
manter os recipientes de produtos químicos fechados, o do asseio pessoal, como banho e
troca de roupas após a jornada de trabalho, lavagem das mãos antes das refeições, bem
como quanto aos riscos de comer, fumar ou beber no ambiente de trabalho.

■ Agente Biológico
Quanto ao agente biológico, as medidas de proteção requeridas são para a prevenção da
exposição dos trabalhadores que manipulam madeira bruta aos fungos causadores de mico-
ses e aos esporos do bacilo causador do tétano e dos trabalhadores que executam a limpe-
za das instalações sanitárias e coleta de lixo a germes diversos. A Indústria Mobília Segura
deve ter como medidas preventivas o uso de equipamentos de proteção individual adequa-
dos para a realização de suas atividades, como luvas, botas, máscaras, óculos de proteção,
avental e uniforme; a vacinação contra tétano, febre tifóide e hepatite; e o treinamento sobre
noções básicas de bons procedimentos para a limpeza das instalações sanitárias.
As instalações sanitárias e os vestiários devem dispor de rede de água tratada, rede de
esgoto ou fossas sépticas, ter pisos e paredes laváveis para facilitar a higienização. O re-
feitório também deve dispor de piso e paredes laváveis e de água potável.

■ Agente Ergonômico
As medidas de controle referentes aos agentes ergonômicos envolvem equipes multidis-
ciplinares, que também devem ser consultadas para as mudanças que ocorrerem no proces-
so de produção, equipamentos, mobiliários utilizados e nas diferentes atividades realizadas
pelos trabalhadores. Os aspectos mais importantes a serem adotados são medidas para a
organização geral do trabalho e a adoção de postura confortável (fisiológica).

■ Riscos de Acidentes
Para este agente, há a necessidade urgente de medidas de controle, como instalação de
coifas de proteção e cutelos divisores em equipamentos com serra circular; instalação de
proteção em partes móveis de transmissão de potência; organização e limpeza dos locais
de trabalho; uso de aterramento em todos os equipamentos elétricos; qualificação de tra-

254 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PPRA
balhadores para uso de máquinas; utilização de sinalização de advertência e educativas
quanto aos riscos; implementação de sistema de etiquetamento e bloqueio e treinamento
dos trabalhadores para manuseio e transporte de materiais.
O registro dos dados deste Programa deve ser mantido pela empresa por um período mí-
nimo de 20 anos, estando disponível aos trabalhadores, a seus representantes e às autori-
dades competentes.
Cabe ao empregador informar os trabalhadores sobre os agentes ambientais existentes
no local de trabalho e as medidas de controle necessárias.

Ébano Marfim Mogno da Prevenção


Diretor Engenheiro de Segurança

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 255


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Programa de Controle Médico de
15 Saúde Ocupacional (PCMSO)

15.1. Introdução
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR-7) é um instrumen-
to para a segurança e a saúde dos trabalhadores. Este programa deve estar sempre articu-
lado com as demais NRs, principalmente com o Programa de Prevenção de Riscos Ambien-
tais – PPRA (NR-9).

15.2. Conceito
É o planejamento de ações na área médica visando à melhoria da qualidade de vida dos
trabalhadores e do ambiente de trabalho.

15.3. Objetivo
Promoção e preservação da saúde dos trabalhadores da Indústria Mobília Segura.

15.4. Estrutura
O PCMSO deve conter as seguintes informações:

■ Identificação da empresa.
■ Observação dos riscos ambientais realizados pelo PPRA.
■ Execução do exame clínico pelo médico do trabalho (coordenador ou exa-
minador).
■ Programação dos exames médicos ocupacionais por setores: exames clíni-
cos e exames complementares, direcionados para os riscos detectados.
■ Registro de dados dos exames médicos ocupacionais.
■ Tratamento e análise estatística dos dados obtidos.
■ Planos de ações preventivos de doenças ocupacionais e não ocupacionais.
■ Elaboração e emissão de atestados de saúde ocupacional em duas vias.
■ Elaboração do relatório anual do PCMSO.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 257


PCMSO
15.5. Modelos de Documentos
A seguir encontram-se modelos dos documentos que compõem o PCMSO contendo os
princípios básicos para atender às necessidades da Indústria Mobília Segura.
15.5.1. Carta de Apresentação (1a e 2a via)
15.5.2. Capa
15.5.3. Introdução e Objetivo
15.5.4. Apresentação
15.5.5. Perfil da Empresa
15.5.6. Estrutura
15.5.6.1. Coordenador
15.5.6.2. Competências e Responsabilidades
15.5.6.3. Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT)
15.5.6.4. Exames Médicos Ocupacionais
15.5.6.5. Monitoramento Biológico e Acompanhamento Médico
Relacionados aos Riscos Ambientais por Setores, Funções
e Periodicidade
15.5.7. Relação de Casos Suspeitos ou Diagnosticados como Doença
Ocupacional
15.5.8. Relatório Anual do PCMSO
15.5.9. Relação de Material de Primeiros Socorros
15.5.10. Modelo de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) (1ª e 2ª via)
15.5.11. Outras Atividades em Saúde do Trabalhador
15.5.12. Considerações Finais

258 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ 15.5.1. Carta de Apresentação (1a via)

Cidade, / /
dia mês ano

Indústria Mobília Segura

At.: Sr. Diretor Proprietário Ébano Marfim

Encaminhamos para sua apreciação o Programa de Controle Médico de Saúde


Ocupacional – Norma Regulamentadora no 7 (NR-7 – PCMSO) para os trabalhadores
da Indústria Mobília Segura.
O programa consta essencialmente da realização de exames médicos e foi

O
elaborado tendo como subsídios: a consulta ao PPRA (NR-9), a visita aos postos
de trabalho em / / e as informações técnicas fornecidas pela
dia mês ano
empresa nesta data.
O programa pode sofrer modificação caso ocorram mudanças no processo de
EL
trabalho, nos maquinários, na exposição a outros riscos ocupacionais ou na
alteração do ramo de atividade, sendo de responsabilidade da empresa comunicar
a este serviço médico as mudanças ocorridas.
Ao término do atendimento médico e com os exames complementares
concluídos, será emitido o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) em duas vias,
sendo a primeira via da empresa e a segunda do trabalhador. A primeira via do ASO
D
deverá conter o selo da Associação Paulista de Medicina (APM) ou estar preenchida
em impresso próprio desta associação.
Os casos suspeitos ou diagnosticados como doença ocupacional que constam
de relação específica devem ser notificados ao INSS por meio da emissão da
O

Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT pela empresa. Após realizada a perícia


médica pelo INSS, o trabalhador deve retornar a este Serviço Médico, munido da
Comunicação de Resultado de Exame Médico (CREM) / Conclusão de Perícia
M

Médica de Acidente do Trabalho (CPMAT).


Dúvidas ou informações podem ser esclarecidas pelo telefone: 0-XX-99-
999.9999.

Atenciosamente,
Madeira Branca Saúde do Trabalho
Médico do Trabalho

1a via – Diretor da empresa

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 259


PCMSO
■ 15.5.1. Carta de Apresentação (2a via)

Cidade, / /
dia mês ano

Indústria Mobília Segura

At.: Sr. Diretor Proprietário Ébano Marfim

Encaminhamos para sua apreciação o Programa de Controle Médico de Saúde


Ocupacional – Norma Regulamentadora no 7 (NR-7 – PCMSO) para os trabalhadores
da Indústria Mobília Segura.
O programa consta essencialmente da realização de exames médicos e foi

O
elaborado tendo como subsídios: a consulta ao PPRA (NR-9), a visita aos postos
de trabalho em / / e as informações técnicas fornecidas pela
dia mês ano
empresa nesta data.
O programa pode sofrer modificação caso ocorram mudanças no processo de
EL
trabalho, nos maquinários, na exposição a outros riscos ocupacionais ou na
alteração do ramo de atividade, sendo de responsabilidade da empresa comunicar
a este serviço médico as mudanças ocorridas.
Ao término do atendimento médico e com os exames complementares
concluídos, será emitido o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) em duas vias,
sendo a primeira via da empresa e a segunda do trabalhador. A primeira via do ASO
D

deverá conter o selo da Associação Paulista de Medicina (APM) ou estar preenchida


em impresso próprio desta associação.
Os casos suspeitos ou diagnosticados como doença ocupacional que constam
de relação específica devem ser notificados ao INSS por meio da emissão da
O

Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT pela empresa. Após realizada a perícia


médica pelo INSS, o trabalhador deve retornar a este Serviço Médico, munido da
Comunicação de Resultado de Exame Médico (CREM) / Conclusão de Perícia
M

Médica de Acidente do Trabalho (CPMAT).


Dúvidas ou informações podem ser esclarecidas pelo telefone: 0-XX-99-
999.9999.

Atenciosamente,
Madeira Branca Saúde do Trabalho
Médico do Trabalho

2a via – Protocolo de cópia recebida

260 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ 15.5.2. Capa

PCMSO

PROGRAMA DE CONTROLE
MÉDICO DE SAÚDE

O
OCUPACIONAL
EL
Indústria
Mobília
D
Segura
O
M

/ /
DIA MÊS ANO
a
/ /
DIA MÊS ANO

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 261


PCMSO
■ 15.5.3. Introdução e Objetivo
A Norma Regulamentadora no 7 (NR-7) estabelece a obrigatoriedade da promoção e preser-
vação da saúde dos trabalhadores da empresa, por meio de um Programa de Controle Médico
de Saúde Ocupacional – PCMSO.
O cumprimento das medidas contidas neste documento é de responsabilidade do empregador.

■ 15.5.4. Apresentação
O desenvolvimento do PCMSO está sob a responsabilidade do médico do trabalho Dr. Madeira
Branca Saúde do Trabalho, registrado no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.

■ 15.5.5. Perfil da Empresa


Razão Social: Indústria Mobília Segura
Proprietário: Ébano Marfim
Endereço: Rua das Oliveiras no 99
CEP: 99999-999
Telefone: (0XX-99) 999-9999
Fax: (0XX-99) 999-9999
E-mail: mobiliasegura@moveleira.com.br
CNPJ: 99.999.999/9999-99
Inscrição Estadual: 999.999.999-999
Atividade: Fabricação de móveis com predominância de madeira
CNAE (NR-4): 36.11- 0
Grau de Risco: 3
No Trabalhadores: 64
Horário de Trabalho: De segunda a sexta-feira das 6:50 às 11:00 e
das 12:30 às 17:20
Área do Terreno: 4.300 m2
Área Construída: 3.000 m2
Piso: Predominantemente em concreto com partes
em cerâmica
Parede: Alvenaria

262 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
Cobertura: Telhado com telhas fibrocimento intercaladas com
telhas translúcidas de policarbonato
Aeração: Natural e auxiliada por exaustores
Iluminação: Natural e artificial

A Indústria Mobília Segura possui 64 trabalhadores predominantemente do gênero mas-


culino, concentrados na faixa etária de 30 a 35 anos.

Quadro 22 – Distribuição da população por faixa etária e gênero

Faixa
Fem. % Masc. % Total %
Etária
– 20 0 0% 4 6,25% 4 6,25%
20 |– 25 2 3,12% 10 15,62% 12 18,75%
25 |– 30 4 6,25% 8 12,50% 12 18,75%
30 |– 35 2 3,12% 16 25,00% 18 28,12%
35 |– 40 0 0% 6 9,37% 6 9,37%
40 |– 45 0 0% 4 6,25% 4 6,25%
45 |– 50 0 0% 4 6,25% 4 6,25%
50 |– 55 0 0% 2 3,12% 2 3,12%
55 |– 0 0% 2 3,12% 2 3,12%
Total 8 12,5% 56 87,5% 64 100,00%

■ 15.5.6. Estrutura
Este Programa contempla o atendimento aos trabalhadores de acordo com os possíveis
riscos a que estão expostos, observados a partir de visitas aos postos de trabalho e consul-
ta ao Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).
Ao término do PCMSO será emitido relatório anual das atividades realizadas, contendo
descrição, abrangência, resultados de ações específicas e recomendações.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 263


PCMSO
■ 15.5.6.1. Coordenador

Nome Dr. Madeira Branca Saúde do Trabalho


Título profissional Médico Especialista em Medicina do Trabalho (AMB,
CRM ou Residência Médica)
Registro no CRM – SP No 00.000

■ 15.5.6.2. Competências e Responsabilidades


De acordo com a CLT – capítulo V, seção I, art. 157 –, o empregador deve garantir a ela-
boração e efetiva implementação do PCMSO, zelando pela sua eficácia.
Cabe ao empregador custear todos os procedimentos relacionados ao PCMSO, compro-
vando a execução das despesas quando solicitado pela fiscalização do trabalho.
A Indústria Mobília Segura é desobrigada de manter um médico do trabalho em seu qua-
dro de trabalhadores de acordo com a NR-4; no entanto, deve designar um médico coorde-
nador do PCMSO, empregado ou não da empresa.
Os trabalhadores devem comparecer ao ambulatório médico para a realização do exame
clínico-ocupacional conforme estabelecido pela NR-7.
Os exames complementares devem ser realizados mediante solicitação médica, e seu
resultado deve ser entregue pessoalmente ao serviço médico.
O Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), emitido em duas vias, deve ser assinado pelo
trabalhador, que receberá uma cópia.
Os dados deste Programa devem ser mantidos pela empresa por um período mínimo de
20 anos após o desligamento do trabalhador.
A avaliação clínica e os exames complementares devem ser registrados em prontuário
clínico individual sob a responsabilidade do médico coordenador do PCMSO.

■ 15.5.6.3. Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT)


Sempre que ocorrer um acidente de trabalho, típico ou de trajeto, uma doença profissional
ou uma doença do trabalho, o médico coordenador do PCMSO deve ser comunicado imediata-
mente e solicitar à empresa a emissão da CAT (modelo do documento apresentado na p. 361).

264 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
Quando necessário, o trabalhador deve ser afastado da exposição ao risco ou até mesmo
do trabalho, sendo encaminhado à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal,
avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho.

■ 15.5.6.4. Exames Médicos Ocupacionais


Os exames médicos ocupacionais devem considerar o estado de saúde do trabalhador,
a atividade laboral, a existência da exposição ao agente agressor, o local e as condições de
trabalho. Todos os trabalhadores da empresa devem ser examinados clinicamente pelo mé-
dico do trabalho, coordenador ou examinador, e realizar os exames complementares solici-
tados, de acordo com a existência de fatores de risco em seu ambiente de trabalho. A pe-
riodicidade dos exames médicos deve considerar a idade e a atividade do trabalhador. Os
exames podem ser realizados anualmente, bienalmente ou em intervalos menores, a crité-
rio do médico encarregado. Os exames médicos obrigatórios são: admissional, periódico, re-
torno ao trabalho, mudança de função e demissional. As características de cada tipo estão
resumidamente descritas no Quadro 23.

Quadro 23 – Exames médicos ocupacionais


Tipo de exame Característica
Admissional Realizado antes de iniciar as atividades na empresa.

Determinado pelo Para trabalhadores expostos a riscos específicos,


médico encarregado em atividades insalubres ou periculosas.

Periódico Anual Para menores de 18 anos e para maiores de 45 anos.

Para trabalhadores entre 18 e 45 anos não expostos


Bienal a riscos específicos.

Retorno ao Os trabalhadores que se ausentarem do serviço por motivos de saúde num


período igual ou superior a 30 dias devem realizar exame médico antes de
trabalho retornar ao trabalho.

Mudança de Quando ocorrer exposição a risco diferente da exposição atual de trabalho,


conhecido como mudança de posto de trabalho.
função

Realizado até a data da homologação desde que o último exame médico


Demissional ocupacional tenha sido realizado há mais de 90 dias.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 265


PCMSO
Os exames clínicos e complementares para os trabalhadores da Indústria Mobília Segu-
ra deverão ser solicitados de acordo com o risco ocupacional a que estão expostos, basea-
do nos dados do PPRA e na observação dos postos de trabalho conforme a orientação cons-
tante no Quadro 24.

Quadro 24 – Parâmetro mínimo adotado para exame de acordo com os riscos


ocupacionais identificados
Risco Ocupacional Exame complementar Periodicidade
Exame clínico com atenção para Admissional
Ergonômico aparelho osteomuscular e Anual
cardiovascular Demissional

Exame clínico com atenção para


Admissional
Ergonômico – sistema visual
Iluminação
Bienal
inadequada Exame oftalmológico Obs.: Anual para a função de
operador de empilhadeira.

Admissional ou primeiro exame


Exame clínico com atenção para
de referência 6 meses após o
sistema auditivo
primeio exame

Físico – Ruído
Anual (iniciado no 18o mês de
trabalho) ou a critério do médico
Exame audiométrico
coordenador
Demissional

Exame clínico com atenção para Admissional


sistema dermatológico Anual
Biológico –
Microorganismos Exame laboratorial – PPF, VDRL e
Demissional
sorologia para hepatite

Exame clínico com atenção para Admissional


Químico – Poeira sistema otorrinolaringológico, Anual
respiratório e dermatológico Demissional

Químico – Admissional
Exame clínico com atenção para
Anual
Acetona sistema nervoso e dermatológico
Demissional

266 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO

Risco Ocupacional Exame complementar Periodicidade

Químico – Acetato Admissional


Exame clínico com atenção para
Semestral
de etila sistema nervoso e dermatológico
Demissional
Admissional
Exame clínico com atenção para
Anual
sistema nervoso e dermatológico
Químico – Metil- Demissional
etil-cetona (MEK) * Dosagem de metil-etil-cetona
Semestral
na urina

Admissional
Exame clínico com atenção para
Anual
sistema nervoso e dermatológico
Químico – Demissional
n-Hexano * Dosagem de 2,5-hexanodiona
Semestral
na urina

Admissional
Exame clínico com atenção para
Anual
sistema nervoso e dermatológico
Demissional
Químico – Tolueno
* Dosagem de ácido hipúrico na
Semestral
urina

Admissional
Exame clínico com atenção para
Anual
sistema nervoso e dermatológico
Demissional
Químico – Xileno
* Dosagem de ácido metil-
Semestral
hipúrico na urina

Exame clínico com atenção para


Admissional
sistema nervoso,
Anual
otorrinolaringológico e
Demissional
dermatológico
Químico –
Pigmentos
* Dosagem de cromo IV na urina.
* Prova de função hepática: TGO, Semestral
TGP, Gama GT, Fosfatase alcalina

* Exames de Monitoramento Biológico

Os exames acima citados deverão ser realizados segundo a determinação legal existen-
te na NR-7. Outros procedimentos poderão ser adotados caso seja identificado algum outro
fator de risco.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 267


PCMSO
Os intervalos dos exames clínicos e complementares poderão ser reduzidos a critério do
médico encarregado, por notificação do médico agente da inspeção do trabalho e mediante ne-
gociação coletiva, devendo o médico coordenador do PCMSO ser imediatamente comunicado.

■ 15.5.6.5. Monitoramento Biológico e Acompanhamento Médico


relacionados aos Riscos Ambientais por Setores, Funções e Periodicidade.

Área Administrativa
■ Diretoria
Funções: 2 (diretor, secretária)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Diretor – 1 Admissional
Secretária – Exame clínico Anual
Demissional
1

■ Compras
Funções: 1 (comprador)
Número de trabalhadores: 1
Funções Riscos Controle Periodicidade

Comprador – Admissional
Exame clínico Anual
1 Demissional

■ Vendas
Funções: 2 (vendedor, faturista)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Faturista – 1 Admissional
Exame clínico Anual
Vendedor – 1 Demissional

268 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ Departamento pessoal
Funções: 2 (encarregado e auxiliar de departamento pessoal)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Encarregado de
departamento
pessoal – 1 Admissional
Exame clínico Anual
Auxiliar de Demissional
departamento
pessoal – 1

■ Portaria
Funções: 1 (vigilantes)
Número de trabalhadores: 3
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para Admissional


Ergonômico –
Vigilantes – 3 monotonia
o aparelho osteomuscular e Anual
cardiovascular Demissional

■ Recepção
Funções: 1 (recepcionista)
Número de trabalhadores: 1

Funções Riscos Controle Periodicidade

Recepcionista Admissional
Exame clínico Anual
–1 Demissional

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 269


PCMSO
■ Gerência de Produção/Controle de Qualidade (CQ)
Funções: 3 (gerente, encarregado de produção, inspetor de qualidade)
Número de trabalhadores: 3
Funções Riscos Controle Periodicidade

Gerente – 1
Encarregado
de produção Admissional
Exame clínico Anual
–1 Demissional
Inspetor de
qualidade – 1

■ Serviços gerais
Funções: 1 (faxineiro)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade
Exame clínico com atenção para
aparelho osteomuscular,
Admissional
Físico – ruído. cardiovascular, sistema
Anual
Biológico – dermatológico
Demissional
microorganismos. Exame laboratorial – PPF, VDRL e
Ergonômico – sorologia para hepatite
Faxineiro – 2 exigência de postura
inadequada e Admissional de
levantamento e referência
Exame clínico com atenção para
transporte manual de 6 meses após
sistema auditivo
carga admissão
Exame audiométrico
Anual
Demissional

■ Refeitório
Funções: 1 (copeira)
Número de trabalhadores: 1
Funções Riscos Controle Periodicidade
Admissional
Copeira – 1 Exame clínico Anual
Demissional

270 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
Galpão 1 (Painéis)
■ Usinagem de painéis
Funções: 3 (operador de máquina seccionadora, operador de máquina, ajudante)
Número de trabalhadores: 5
Funções Riscos Controle Periodicidade

Operador de Exame clínico com atenção para


máquina sistema otorrinolaringológico, Admissional
Físico – ruído respiratório e dermatológico, Anual
seccionadora Químico – poeira aparelho osteomuscular e Demissional
–1 Ergonômico – cardiovascular
iluminação
inadequada e
Admissional de
Operador de levantamento e
Exame clínico com atenção para referência
máquina – 2 transporte manual de
sistema auditivo 6 meses após
carga
Exame audiométrico admissão
Anual
Ajudante – 2 Demissional

■ Acabamento
Funções: 1 (acabamentista)
Número de trabalhadores: 1
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


Químico – poeira sistema otorrinolaringológico, Admissional
Ergonômico – respiratório e dermatológico, Anual
Acabamentista levantamento e aparelho osteomuscular e Demissional
–1 transporte manual de cardiovascular
carga e iluminação
inadequada Exame clínico com atenção para
Admissional
sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 271


PCMSO
■ Cabina de pintura
Funções: 2 (pintor, auxiliar de pintura)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade
Químico – pigmentos e
Exame clínico com atenção para
solventes orgânicos
Pintor – 1 Ergonômico –
sistema nervoso, Admissional
otorrinolaringológico e Anual
exigência de postura
dermatológico, e aparelho Demissional
Auxiliar de inadequada e
osteomuscular e cardiovascular
levantamento e
pintura – 1 transporte manual de
carga Monitoramento biológico* Semestral
* Os exames para cada tipo de exposição estão especificados no Quadro 24.

■ Linha de pintura com acabamento U.V.


Funções: 1 (operador de máquina)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


sistema nervoso, Admissional
otorrinolaringológico e Anual
Físico – ruído dermatológico, e aparelho Demissional
Químico – pigmentos e osteomuscular e cardiovascular
Operador de solventes orgânicos
Ergonômico – Admissional de
máquina - 2 levantamento e referência
Exame clínico com atenção para
transporte manual de 6 meses após
sistema auditivo
carga admissão
Exame audiométrico
Anual
Demissional

Monitoramento biológico* Semestral


* Os exames para cada tipo de exposição estão especificados no Quadro 24.

272 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ Embalagem
Funções: 2 (embalador, auxiliar de embalagem)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Embalador – Ergonômico –
Exame clínico com atenção para Admissional
o aparelho osteomuscular, Anual
1 exigência de postura cardiovascular Demissional
inadequada,
levantamento e
Auxiliar de transporte manual de
Exame clínico com atenção para
embalagem – carga, e iluminação
sistema visual
Admissional
inadequada Bienal
1 Exame oftalmológico

■ Expedição
Funções: 1 (expedidor)
Número de trabalhadores: 2

Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para Admissional


Ergonômico – o aparelho osteomuscular e Anual
levantamento e cardiovascular Demissional
Expedidor - 2 transporte manual de
carga e iluminação Exame clínico com atenção para
Admissional
inadequada sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 273


PCMSO
Galpão 2 (Torneados)
■ Preparação e Beneficiamento
Funções: 2 (operador de máquinas, ajudante geral)
Número de trabalhadores: 4
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


sistema otorrinolaringológico, Admissional
respiratório e dermatológico, Anual
Operador de Químico – poeira aparelho osteomuscular e Demissional
máquina – 2 Ergonômico – cardiovascular
levantamento e
transporte manual de
Admissional de
Ajudante carga
referência
Físico – ruído Exame clínico com atenção para
geral – 2 sistema auditivo
6 meses após
admissão
Exame audiométrico
Anual
Demissional

■ Usinagem de torneados
Funções: 3 (marceneiro, operador de máquinas, ajudante)
Número de trabalhadores: 8
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


sistema otorrinolaringológico, Admissional
respiratório e dermatológico Anual
Marceneiro – aparelho osteomuscular e Demissional
cardiovascular
2 Químico – poeira
Ergonômico –
levantamento manual Admissional de
Operador de de carga, e iluminação Exame clínico com atenção para referência
máquinas – 2 inadequada. 6 meses após
sistema auditivo
Físico – ruído admissão
Exame audiométrico
Anual
Ajudante – 4 Demissional

Exame clínico com atenção para


Admissional
sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

274 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ Acabamento
Funções: 2 (acabamentista, auxiliar de acabamento)
Número de trabalhadores: 3
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


sistemas otorrinolaringológico, Admissional
respiratório e dermatológico, Anual
aparelho osteomuscular e Demissional
Químico – poeira cardiovascular
Acabamentista Ergonômico –
–1 levantamento e Admissional de
transporte manual de referência
carga e iluminação Exame clínico com atenção para
Auxiliar de sistema auditivo
6 meses após
inadequada admissão
acabamento – 2 Exame audiométrico
Físico – ruído Anual
Demissional

Exame clínico com atenção para


Admissional
sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

■ Montagem inicial
Funções: 2 (montador, ajudante de montador)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


sistemas otorrinolaringológico, Admissional
respiratório e dermatológico, Anual
aparelho osteomuscular e Demissional
Químico - poeira cardiovascular
Ergonômico –
Montador – 1 exigência de postura
inadequada, Admissional de
levantamento manual Exame clínico com atenção para referência
Ajudante de 6 meses após
de carga e iluminação sistema auditivo
montador – 1 inadequada Exame audiométrico
admissão
Físico – ruído Anual
Demissional

Exame clínico com atenção para


Admissional
sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 275


PCMSO
■ Cabina de pintura
Funções: 2 (pintor, auxiliar de pintura)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade
Químico – pigmentos e
Exame clínico com atenção para
solventes orgânicos
Pintor – 1 Ergonômico –
sistema nervoso, Admissional
otorrinolaringológico e Anual
exigência de postura
dermatológico, e aparelho Demissional
Auxiliar de inadequada,
osteomuscular e cardiovascular
levantamento e
pintura – 1 transporte manual de
carga Monitoramento biológico* Semestral
* Os exames para cada tipo de exposição estão especificados no Quadro 24.

■ Montagem final
Funções: 2 (montador, auxiliar de montagem)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade
Exame clínico com atenção para Admissional
aparelho osteomuscular e Anual
cardiovascular Demissional
Ergonômico –
exigência de postura Admissional de
Montador – 1 inadequada, referência
Exame clínico com atenção para
iluminação 6 meses após
sistema auditivo
Auxiliar de inadequada e admissão
Exame audiométrico
levantamento manual Anual
montador – 1 de carga Demissional
Físico – ruído
Exame clínico com atenção para
Admissional
sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

276 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ Tapeçaria
Funções: 4 (costureiro, tapeceiro, laminador de espuma, ajudante)
Número de trabalhadores: 4
Funções Riscos Controle Periodicidade

Costureiro – Exame clínico com atenção para


Admissional
sistema nervoso e dermatológico
1 Químico – solventes Anual
e aparelho osteomuscular e
orgânicos Demissional
cardiovascular
Ergonômico –
Tapeceiro – 1 exigência de postura Admissional de
inadequada, referência
levantamento manual Exame clínico com atenção para
Laminador de 6 meses após
de carga sistema auditivo
admissão
espuma – 1 Físico – ruído Exame audiométrico
Anual
Demissional
Ajudante – 1 Monitoramento biológico* Semestral
*Os exames para cada tipo de exposição estão especificados no Quadro 24.

■ Almoxarifado
Funções: 3 (almoxarife, auxiliar de almoxarifado, operador de empilhadeira)
Número de trabalhadores: 3
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para


Almoxarife – sistema otorrinolaringológico, Admissional
1 respiratório e dermatológico, e Anual
aparelho osteomuscular e Demissional
Químico – poeira cardiovascular
Ergonômico –
Auxiliar de iluminação
almoxarife – inadequada, e Admissional de
levantamento e referência
1 Exame clínico com atenção para
6 meses após
transporte manual de sistema auditivo
carga admissão
Exame audiométrico
Anual
Operador de Físico – ruído
Demissional
empilhadeira
Exame clínico com atenção para
– 1(*) sistema visual
Admissional
Bienal
Exame oftalmológico
(*) – Devido a necessidade de acuidade visual, este profissional deverá realizar exame oftalmológico anualmente.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 277


PCMSO
■ Embalagem
Funções: 2 (embalador, auxiliar de embalagem)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Embalador – Ergonômico – Exame clínico com atenção para Admissional


iluminação aparelho osteomuscular e Anual
1 inadequada, exigência cardiovascular Demissional
de postura
Auxiliar de inadequada e
levantamento e Exame clínico com atenção para
embalagem – transporte manual de sistema visual
Admissional
Bienal
1 carga Exame oftalmológico

■ Expedição
Funções: 1 (expedidor)
Número de trabalhadores: 2
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para Admissional


Ergonômico – aparelho osteomuscular e Anual
iluminação cardiovascular Demissional
Expedidor – 2 inadequada e
levantamento manual Exame clínico com atenção para
Admissional
de carga sistema visual
Bienal
Exame oftalmológico

■ Manutenção
Funções: 1 (encarregado)
Número de trabalhadores: 1
Funções Riscos Controle Periodicidade

Exame clínico com atenção para Admissional


aparelho osteomuscular e Anual
Ergonômico –
cardiovascular Demissional
exigência de postura
Encarregado inadequada e Admissional de
levantamento e referência
–1 transporte manual de Exame clínico com atenção para
6 meses após
carga sistema auditivo
admissão
Físico – ruído Exame audiométrico
Anual
Demissional

278 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
■ 15.5.7. Relação de Casos Suspeitos ou Diagnosticados
como Doença Ocupacional
Os trabalhadores deverão ser acompanhados pelo médico Coordenador Dr. Madeira Bran-
ca Saúde do Trabalho, estando ou não assistidos e periciados fora da empresa pelo INSS.

Quadro 25 – Relação de casos suspeitos ou diagnosticados de doenças


ocupacionais

Empresa: Indústria Mobília Segura Período ___/___/___ a ___/___/___

Médico Responsável: Dr. Madeira Branca Saúde do Trabalho

Relação de casos suspeitos ou diagnosticados de doenças ocupacionais


Caso Caso
Nome do Setor de Risco Data exame
suspeito confirmado Observação
funcionário trabalho ocupacional periódico
(diagn.) (data)

( / / )

( / / )

OBSERVAÇÃO: Este quadro deve ser preenchido sempre que houver um caso suspeito
ou diagnosticado. Na ausência de ocorrências nos últimos 12 meses, deve ser registrado:
Não houve registro de casos suspeitos ou diagnosticados de doença ocupacional no período
de ___/___/___ a ___/___/___.

■ 15.5.8. Relatório Anual do PCMSO


As empresas deverão elaborar o relatório anual, que demonstrará o número e a nature-
za dos exames médicos, estatística de resultados considerados anormais e o planejamento
para o próximo período de 12 meses, podendo ou não ser coincidente com o ano (NR-7,
anexo I, quadro III). Este deverá ser apresentado e discutido com os membros da CIPA,
sendo anexada sua cópia no livro de atas.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 279


PCMSO

PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL


RELATÓRIO ANUAL (NR-7 – Quadro III) – Indústria Mobília Segura
Responsável: Dr. Madeira Branca Saúde do Trabalho Data: / /
dia mês ano
Assinatura:
(No de
Natureza do No Anual de No de Resultados No de Exames
Setor Exame
Exames
Realizados
Resultados
Anormais
Anormais x 100)
÷ (No Anual de
para o Ano
Seguinte
Exames)

Administrativo – diretoria Periódico 2 0 0,00% 2


Administrativo – compras Periódico 1 1 100,00% 1
Administrativo – vendas Periódico 2 1 50,00% 2
Administrativo – departamento pessoal Periódico 2 0 0,00% 2
Administrativo – recepção e portaria Periódico 4 1 25,00% 3
Administrativo – gerência de
Periódico 3 0 0,00% 3
produção/controle de qualidade (CQ)
Administrativo – serviços gerais Periódico 2 0 0,00% 2
Administrativo – refeitório Periódico 1 0 0,00% 1
Galpão 1 – usinagem de painéis Periódico 5 1 20,00% 5
Galpão 1 – acabamento Periódico 1 1 100,00% 1
Galpão 1 – linha de pintura com
Periódico 4 0 0,00% 4
acabamento U.V.
Galpão 1 – cabina de pintura Periódico 4 1 25,00% 4
Admissional
Periódico
Galpão 1 – embalagem 4 0 0,00% 3
Retorno ao
trabalho
Galpão 1 – expedição Periódico 2 0 0,00% 2
Periódico
Galpão 2 – preparação e beneficiamento Retorno ao 4 1 25,00% 4
trabalho
Galpão 2 – usinagem de torneados Periódico 8 0 0,00% 9
Galpão 2 – acabamento Periódico 3 0 0,00% 3
Admissional
Galpão 2 – montagem inicial Periódico 4 1 25,00% 2
Demissional
Galpão 2 – cabina de pintura Periódico 4 0 0,00% 4
Galpão 2 – montagem final Periódico 2 1 50,00% 2
Galpão 2 – tapeçaria Periódico 4 1 25,00% 4
Galpão 2 – almoxarifado Periódico 3 0 0,00% 3
Galpão 2 – embalagem Periódico 2 0 0,00% 2
Galpão 2 – expedição Periódico 2 1 50,00% 2
Galpão 2 – manutenção Periódico 2 0 0,00% 2
TOTAL 75 11 14,66% 72

280 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
Foram realizados 75 exames ocupacionais neste ano, sendo que 11 apresentaram resultados
anormais. O previsto para ser realizado nos próximos 12 meses são 72 exames periódicos.

■ 15.5.9. Relação de material de primeiros socorros


O material de primeiros socorros deve estar disponível de acordo com as características da
atividade desenvolvida na empresa, armazenado em local adequado e aos cuidados de pessoa
treinada. Para a Indústria Mobília Segura, sugere-se o conteúdo descrito no Quadro 26:

Quadro 26 – Sugestão de caixa de primeiros socorros

3 pares de luvas 1 máscara de ar para parada cárdio-


respiratória
1 colar cervical 1 tala para dedo
1 tala para punho 1 tala para perna
1 rolo de algodão 5 pacotes de compressas de gaze
1 rolo de esparadrapo 5 unidades de compressas cirúrgicas
10 rolos de atadura de crepe 1 caixa de curativo adesivo
1 frasco de soro fisiológico 0,9% 500 ml 1 frasco de anti-séptico
1 bandagem para imobilização 1 tesoura
1 ambu para ressuscitamento 1 frasco de sabão neutro líquido

■ 15.5.10. Modelo de atestado ocupacional (ASO)


O Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) deve ser emitido em duas vias para cada exame
médico ocupacional realizado. A primeira via é arquivada na empresa e a segunda entregue
ao trabalhador mediante comprovação de recebimento do mesmo.
Atenção: No Estado de São Paulo é obrigatório o uso do formulário de atestados médi-
cos da Associação Paulista de Medicina ou o impresso próprio do atestado médico de saúde
ocupacional com o selo da APM.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 281


PCMSO

282 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO

Indústria Mobília Segura


Rua das Oliveiras, no 19

x
Maurício Jequitiba
0.000.000-SSP/SP 40 anos
x Ruído

x Iluminação inadequada
x Audiometria Tonal 00 00 0000
x Exame Oftalmológico 00 00 0000

x
Marceneiro
O exame clínico foi realizado com atenção para o aparelho
osteomuscular e cardiovascular

São Paulo 00/00/0000 00.000


(00) 000-0000

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 283


PCMSO

284 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO

Maurício Jequitiba
0.000.000-SSP/SP 40 anos

x Ruído

x Iluminação inadequada

x Audiometria Tonal 00 00 00
x Exame Oftalmológico 00 00 00

Marceneiro
O exame clínico foi realizado com atenção para o aparelho
osteomuscular e cardiovascular
São Paulo 00/00/0000

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 285


PCMSO
■ 15.5.11. Outras Atividades em Saúde do Trabalhador
A boa prática médica recomenda a atenção à saúde do trabalhador como um todo, ape-
sar da NR-7 não tratar especificamente desse item.
A saúde do trabalhador deve ser assistida por meio de atividades de atenção primária,
secundária e terciária.

■ Atividades de atenção primária


Essas atividades envolvem medidas de prevenção, promoção e educação em saúde,
tais como:
■ Ambiente seguro e sadio no trabalho;
■ Melhoria dos hábitos de nutrição e higiene pessoal;
■ Programa de acuidade visual;
■ Programa de assistência odontológica preventiva;
■ Programa de conservação auditiva – PCA (constante na p. 289);
■ Programa de ginástica laboral;
■ Programa de imunização (vacinas);
■ Programa de prevenção de doenças respiratórias;
■ Programa de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST/AIDS);
■ Programa de qualidade de vida;
■ Programas antidrogas, incluindo o tabagismo;
■ Programas de prevenção de hipertensão arterial, diabetes e saúde da mulher.

Para a Indústria Mobília Segura, uma das atividades a serem desenvolvidas é o


Programa de Imunização (vacinas), listado no Quadro 27.

286 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCMSO
Quadro 27 – Recomendação de vacinas
Vacina
População Antitetânica Febre
Influenza Pneumonia Sarampo Caxumba Rubéola Hepatite B Febre Tifóide
ou DT Amarela

Adultos com idade até


65 anos X X X X
Indivíduos imuno-
deprimidos (AIDS,
diabetes, insuficiência X X X X
renal, câncer,
alcoolismo )
Pacientes com doença
cardiopulmonar crônica X X X
Viajantes (diretor,
gerente de produção, X X X X X X X X
comprador, outros)*
* Importante: Em casos de viagens, consulte o serviço da Secretaria da Saúde da localidade para onde está se deslocando.

■ Atividades de atenção secundária


Envolvem tratamento, acompanhamento e orientação dos agravos à saúde detectados
nas atividades de atenção primária.

■ Atividades de atenção terciária


O nível terciário de ação visa ao restabelecimento da saúde por meio de práticas
curativas, buscando limitar as possíveis seqüelas da enfermidade, bem como desenvolver
medidas de reabilitação psicossocial, familiar e laboral dos trabalhadores.

■ 15.5.12. Considerações Finais


A elaboração deste documento é fundamental na prevenção, promoção e assistência à
saúde, fazendo-se necessária a colaboração de todos os envolvidos.
As atividades de atenção à saúde podem ser desenvolvidas em qualquer época do ano,
e especialistas podem ser convocados para abordar os temas propostos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 287


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Programa de Conservação
16 Auditiva (PCA)

16.1. Introdução
O ruído (nível de pressão sonora elevado) é um agente físico que afeta o bem-estar do
ser humano. Além do comprometimento da função auditiva, o ruído também pode causar
danos nos sistemas circulatório, nervoso e digestivo.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma alteração permanente dos limiares au-
ditivos. Ocorre após exposição repetida a ruídos elevados, podendo acontecer dentro ou
fora do ambiente de trabalho.
A perda auditiva em determinados estágios pode interferir na comunicação do indivíduo,
prejudicando o seu convívio social, isolando-o da sociedade.

16.2. Conceito
O Programa de Conservação Auditiva (PCA) consiste em medidas organizadas e coorde-
nadas, embasadas nos levantamentos quantitativos e qualitativos dos riscos ambientais pre-
judiciais à audição realizados no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) de
cada empresa e nos dados do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

16.3. Objetivo
O objetivo específico do PCA é desenvolver ações com a finalidade de proteger a audi-
ção dos trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora (NPS) iguais ou superiores a 80
dB(A) e a agentes ototóxicos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 289


PCA
16.4. Estrutura
O PCA é um planejamento estruturado de ações baseado nas informações do PPRA e do
PCMSO, contendo as seguintes atividades principais:
■ Avaliação inicial do programa.
■ Avaliação da exposição do trabalhador ao risco.
■ Medidas de controle ambiental e organizacionais.
■ Avaliação e monitoramento audiológico.
■ Uso de protetores auditivos.
■ Formação e informação dos participantes.
■ Conservação de registros.
■ Avaliação da eficácia do programa.

16.5. Modelos de Documentos


Os modelos de documentos são:
16.5.1. Carta de Apresentação (1a e 2a via)
16.5.2. Capa
16.5.3. Introdução e Objetivo
16.5.4. Perfil da Empresa
16.5.5. Estrutura
16.5.6. Competências e Responsabilidades
16.5.7. Atividades do PCA
16.5.7.1. Avaliação Inicial do Programa
16.5.7.2. Avaliação da Exposição
16.5.7.3. Medidas de Controle Ambiental e Organizacionais
16.5.7.4. Avaliação e Monitoramento Audiológico
16.5.7.5. Uso de Protetores Auditivos
16.5.7.6. Formação e Informação dos Trabalhadores
16.5.7.7. Conservação de Registros
16.5.7.8. Avaliação da Eficácia do Programa
16.5.8. Considerações Finais

290 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ 16.5.1. Carta de Apresentação (1a via)

Cidade, / /
dia mês ano

Indústria Mobília Segura

At.: Sr. Diretor Proprietário Ébano Marfim

Estamos encaminhando para a sua apreciação o Programa de Conservação

O
Auditiva (PCA) para os trabalhadores desta empresa.

Este programa tem como objetivo preservar a audição dos trabalhadores por

EL
meio da realização de atividades descritas neste documento.

A empresa deve ser responsável pelo custeio das atividades, e estas podem

sofrer alterações em decorrência de seu andamento.

Para esclarecimentos de dúvidas ou informações, colocamo-nos à sua

disposição pelo telefone (0xx99) 999-9999.


D
O

Atenciosamente,
M

Sr. Ouve Bem de Pinho


Coordenador do PCA

1a via – Diretor da empresa

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 291


PCA
■ 16.5.1. Carta de Apresentação (2a via)

Cidade, / /
dia mês ano

Indústria Mobília Segura

At.: Sr. Diretor Proprietário Ébano Marfim

Estamos encaminhando para a sua apreciação o Programa de Conservação

O
Auditiva (PCA) para os trabalhadores desta empresa.

Este programa tem como objetivo preservar a audição dos trabalhadores por
EL
meio da realização de atividades descritas neste documento.

A empresa deve ser responsável pelo custeio das atividades, e estas podem

sofrer alterações em decorrência de seu andamento.

Para esclarecimentos de dúvidas ou informações, colocamo-nos à sua

disposição pelo telefone (0xx99) 999-9999.


D
O

Atenciosamente,
M

Sr. Ouve Bem de Pinho


Coordenador do PCA

2a via – Coordenador do PCA

292 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ 16.5.2. Capa

PCA

PROGRAMA DE
CONSERVAÇÃO AUDITIVA

O
EL Indústria
Mobília
Segura
D
O
M

/ /
DIA MÊS ANO
a
/ /
DIA MÊS ANO

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 293


PCA
■ 16.5.3. Introdução e Objetivo
O presente programa tem como finalidade a conservação e a preservação da audição dos
trabalhadores da Indústria Mobília Segura por meio de medidas organizadas e coordenadas.

■ 16.5.4. Perfil da Empresa


Razão Social: Indústria Mobília Segura
Proprietário: Ébano Marfim
Endereço: Rua das Oliveiras no 99
CEP: 99999-99
Telefone: (0XX-99) 999-9999
Fax: (0XX-99) 999-9999
E-mail: mobiliasegura@moveleira.com.br
CNPJ: 99.999.999/9999-99
Inscrição Estadual: 999.999.999-999
Atividade: Fabricação de móveis com predominância de madeira
CNAE (NR-4): 36.11-0
Número de trabalhadores: 64
Horário de Trabalho: de segunda a sexta-feira das 6:50 às 11:00 e das
12:30 às 17:20

■ 16.5.5. Estrutura
O Programa deve ser implantado por um grupo de pessoas, de acordo com o porte da
empresa, número de trabalhadores e natureza das atividades, executando e desenvolvendo
uma cultura de segurança em que o próprio trabalhador se conscientize da importância de
proteger sua saúde auditiva e melhorar seu ambiente laboral.

294 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ 16.5.6. Competências e Responsabilidades
■ Coordenador: articular todas as atividades do Programa, ter autoridade para tomar de-
cisões importantes que satisfaçam as exigências legais e as necessidades práticas de
conservação auditiva, corrigindo deficiências e estimulando ações necessárias para o
bom desenvolvimento do Programa. Cabe ao coordenador conscientizar a gerência da
empresa no que se refere ao controle de ruído ambiental, ao ruído nas máquinas e/ou
equipamentos, ao controle dos agentes ototóxicos e aos benefícios a serem alcançados.
■ Profissionais de Higiene, Segurança e Saúde Ocupacional: realizar os levan-
tamentos técnicos e treinamentos necessários, atuando em ação conjunta na implan-
tação e implementação do PCA.
■ Chefes e Encarregados de setor: fornecer as informações necessárias e partici-
par na implementação do PCA, cumprindo e fazendo cumprir as ações estabelecidas.
■ CIPA: participar em conjunto com os profissionais de Higiene, Segurança e Saúde
Ocupacional, tendo pelo menos um membro designado para as ações do PCA envol-
vendo os trabalhadores no cumprimento das medidas de controle.
■ Trabalhadores: são os membros mais importantes para que o PCA obtenha suces-
so, por meio de seu envolvimento e participação. Devem relatar suas idéias sobre o
risco existente, fazendo uso das medidas de controle adotadas.
Na Indústria Mobília Segura, os profissionais de Higiene, Segurança e Saúde no Traba-
lho são terceirizados devido ao porte da empresa.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 295


PCA

Membros participantes do PCA


da Indústria Mobília Segura

Coordenador
Sr. Ouve Bem de Pinho Fonoaudiólogo

Profissionais de Higiene, Segurança e Saúde Ocupacional:


Dr. Madeira Branca Saúde do Trabalho Médico Coordenador do PCMSO
Sr. Mogno da Prevenção Engenheiro de Segurança do Trabalho

O
Chefes e Encarregados de Setor
Ébano Marfim Diretor
Eurides Pinus Encarregado de produção
EL
Manoel Amargoso Gerente
Pedro Mucitaiba Encarregado de Departamento Pessoal

Trabalhadores Área Administrativa


Adalberto Curupixa Faxineiro
Aluisio Mogno Faturista
D

Carlos Jataí Comprador


Felisberto Amesclão Vigilante
Guilherme Cabreúva Vigilante
O

James Amargoso Faxineiro


Josefina Angelim Secretária
Lucas Amapá Vigilante
Maria Baguaçu Recepcionista
M

Pedro Pinheiro Auxiliar de departamento pessoal


Vanessa Andiroba Copeira

Trabalhadores Galpão 1 e 2
Adenilson Jucupira Ajudante
Adriano Peroba Auxiliar de pintura
Anderson Avineira Expedidor
Angico Vermelho Ajudante
Artur Pinho Junior Ajudante
Bartolomeu Itaúba Montador
Bruno Umaré Pintor
Caio Cedro Inspetor de qualidade

296 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
Carlos Guatambu Operador de máquina
Cassio Catanduba Ajudante de montador
Cesar Macacaúba Pintor
Cesar Nogueira Auxiliar de almoxarifado
Charles Jacarandá Ajudante geral
Cláudio Jacarandá Operador de máquina
Daniel Goiabão Auxiliar de embalagem
Davi Pinus Operador de empilhadeira
Diego Jurema-Branca Laminador de espuma
Eduardo Amoreira Marceneiro
Emerson Morcegueiro Ajudante
Enrico Bacuri Ajudante

O
Fabio Icapé Operador de máquina (seccionadora)
Feliciano Jangada Ajudante geral
Flávio Freijó Acabamentista

EL
Francisco Cumaru
Francisco Pinho de Riga
Gabriel Cerejeira
Guilherme Tamburiú
Operador de máquina
Auxiliar de embalagem
Operador de máquina
Auxiliar de pintura
Gustavo Pau-Brasil Encarregado de manutenção
Henrique Grubixa Operador de máquina
D
Ivo Angico Preto Operador de máquina
João Pinho Embalador
Lucio Guarapiraca Expedidor
O

Luiz Tatajuba Expedidor


Marcelo Garapa Operador de máquina
Marcos Pará-Pará Auxiliar de montador
Maurício Jequitiba Marceneiro
M

Mauro Cerejeira Almoxarife


Paschoal Cedrinho Ajudante
Petrúcio Jacareúba Tapeceiro
Raimundo Marmeleiro Acabamentista
Regis Óleo-Pardo Auxiliar de acabamento
Ricardo Imbuia Auxiliar de acabamento
Ricardo Louro Preto Embalador
Rinaldo Marfim Costureiro
Tiago Copiba Ajudante
Wilian Itaúba Operador de máquina
Vanderlei Oiticica Expedidor
Wedison Cerejeira Montador

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 297


PCA
■ 16.5.7. Atividades do PCA
■ 16.5.7.1. Avaliação Inicial do Programa
Uma avaliação inicial deve ser realizada com o objetivo de verificar as providências já
adotadas pela empresa com relação aos riscos existentes e que podem ou devem ser con-
servadas. Os seguintes itens devem ser avaliados:
■ Existência de controles de risco baseados nas informações da engenharia de segu-
rança do trabalho.
■ Qualidade das audiometrias e interpretações dos resultados.
■ Avaliação médica clínico-ocupacional com observações otorrinolaringológicas.
■ Uso dos protetores auditivos, sua qualidade, manutenção e substituição.
■ Conscientização dos trabalhadores quanto à exposição aos riscos para a audição.
A avaliação deve ser revista sempre que necessário pelo coordenador do PCA.

■ 16.5.7.2. Avaliação da Exposição


A determinação da natureza dos riscos e quais trabalhadores estão expostos é funda-
mental para o programa. A equipe que realiza essa etapa deve investigar sobre a natureza
do ruído, o seu tipo (contínuo, intermitente e/ou impacto), qual a origem de sua geração (se
por atrito, indução eletromagnética, desgaste de peças ou falta de manutenção), qual a sua
via de transmissão (aérea ou estrutural), se ocasionado por excesso de vibrações ou por es-
coamento de fluidos (gases, líquidos) e outros fatores que podem ser identificados.
O responsável por essa etapa deve assegurar que as exposições sejam avaliadas adequa-
damente e que reavaliações ocorram mediante mudanças nas instalações ou operações que
alterem significativamente as condições de trabalho.

Os principais tópicos desta etapa estão relacionados a seguir.


■ Identificar quais os trabalhadores estão expostos a ruído contínuo acima de 85 dB(A)
durante 8 horas de trabalho (NR-15, anexo 1).
■ Identificar os trabalhadores expostos a níveis de ruído entre 80 e 85 dB(A), nível de
ação para jornadas diárias de 8 horas descrito na NR-9, item 9.3.6.2, devendo esses
trabalhadores serem incluídos neste Programa.

298 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ Identificar os setores de risco e o tempo de exposição do trabalhador entrevistando-
o no local de trabalho, reconhecendo o ambiente e as atividades desenvolvidas.
■ Os resultados das avaliações do ruído, instantâneas nos postos de trabalho, e das dosi-
metrias nos trabalhadores devem conter os procedimentos de medição e calibração dos
equipamentos utilizados, e serem arquivados e disponibilizados sempre que necessário.
■ Levantamentos que envolvem análise de freqüências do ruído auxiliam na escolha de
soluções e aquisição de materiais acústicos apropriados, bem como na escolha de
protetores auditivos adequados.
■ Avaliar a interferência do ruído na comunicação oral dos trabalhadores e no reconhe-
cimento de sinais audíveis de alarme, determinando se este favorece a ocorrência de
acidentes.
■ Priorizar as ações de controle sobre as fontes geradoras de ruído mais críticas aos
trabalhadores.
■ Avaliar quais trabalhadores estão expostos a agentes químicos ototóxicos como to-
lueno e xilenos, que podem agir de forma isolada ou associadamente (sinergismo) ao
ruído sobre o sistema auditivo e incluí-los no PCA.
■ Na Indústria Mobília Segura, os agentes ototóxicos não são preponderantes. Por
esse motivo, o ruído é mais enfatizado no PCA.
Os resultados desta etapa do PCA devem ser comunicados ao coordenador e aos traba-
lhadores em formato padronizado e inteligível.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 299


PCA

AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO AOS RISCOS DA INDÚSTRIA

O
MOBÍLIA SEGURA

A avaliação da exposição dos trabalhadores aos riscos ambientais prejudiciais

EL
à audição existentes na Indústria Mobília Segura foi obtida por meio de
levantamentos realizados no PPRA. Os setores de recepção, gerência de
produção, diretoria, compras, vendas e departamento pessoal apresentaram
níveis de pressão sonora abaixo do limite de tolerância e do nível de ação. Os
trabalhadores destes setores devem ser incluídos no PCA por circularem
D
ocasionalmente nos demais setores da empresa, em que o NPS encontra-se
acima dos limites de tolerância e do nível de ação.
No Galpão 1 (Painéis), os NPS encontram-se acima dos limites de tolerância
O
nos setores de usinagem de painéis e linha de pintura com acabamento U.V.
O setor de embalagem apresenta NPS acima do nível de ação. No Galpão 2
(Torneados), todos os setores apresentam situação de risco ruído. Todos os
trabalhadores dos Galpões 1 e 2 devem ser incluídos no PCA.
M

Os trabalhadores da cabina de pintura e da linha de pintura com


acabamento U.V. estão expostos a produtos químicos diversos com possível
potencial ototóxico, além do ruído, merecendo atenção especial no PCA.

■ 16.5.7.3. Medidas de Controle Ambiental e Organizacionais


As medidas de controle dos riscos têm como objetivo reduzir a exposição a estes, elimi-
nando ou atenuando a exposição do trabalhador.
Os controles organizacionais (administrativos) são mudanças nos esquemas de trabalho
ou nas operações que reduzem a exposição, tais como:
■ Rodízio de função com redução de permanência nos setores de risco;
■ Limitação de horas extras;
■ Funcionamento de determinadas máquinas em turnos ou horários com o menor nú-
mero de trabalhadores;
■ Implementação de pausas durante a jornada de trabalho.
As medidas de controle da engenharia de segurança para níveis de pressão sonora ele-
vados são tecnicamente viáveis para maioria das fontes de ruído e sua viabilidade econô-
mica deve ser avaliada. Devem reduzir prioritariamente o ruído na fonte, interromper o ruído
no trajeto, reduzir a reverberação e as vibrações originadas nas estruturas. Alguns exem-
plos de soluções para tais controles são:

300 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ Balanceamento de partes rotativas;
■ Enclausuramento de máquinas e/ou equipamentos;
■ Instalação de dispositivos antivibráteis.
■ Instalação de silenciadores;
■ Utilização de lubrificação adequada;
■ Utilização de materiais acústicos para absorver o ruído evitando a sua reverberação.
Para uma maior eficácia das medidas de controle do ruído, um serviço especializado em
acústica pode participar na elaboração dos projetos, sua implantação, instalação e avalia-
ção final. Essa assessoria visa evitar uma ocorrência muito comum de investimentos one-
rosos sem resultados significativos de redução de NPS.
As medidas de controle propostas pela engenharia devem considerar aspectos ergonô-
micos, principalmente no enclausuramento de determinadas máquinas. O enclausuramento
deve assegurar a diminuição do nível de ruído emitido pela máquina e o conforto do traba-
lhador, pelo seu tamanho, permitindo uma boa postura do operador.

MEDIDAS DE CONTROLE DA INDÚSTRIA MOBÍLIA SEGURA

ELO
MOD
As medidas de controle para os fatores de risco físico e químico que afe-
tam a audição, aplicáveis na Indústria Mobília Segura, estão descritas nas Fi-
chas de Recomendação de Segurança, p. 49.

■ 16.5.7.4. Avaliação e Monitoramento Audiológico


Através das avaliações auditivas, é possível detectar alterações mínimas nos limiares
auditivos dos trabalhadores, fornecendo parâmetros para intervenções apropriadas e impe-
dindo que haja progressão da alteração.
A realização de exames audiométricos deve atender ao proposto pela Portaria nº 19 (NR-7,
quadro II, anexo I). De acordo com esta Portaria, os exames devem ser realizados com audiô-
metro aferido/calibrado acusticamente e cabina acústica, conforme a norma ISO 8253-1. Cabe
ao profissional fonoaudiólogo ou médico a realização desses exames, conforme a resolução
dos respectivos Conselhos Federais.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 301


PCA
Um programa de qualidade dos resultados da audiometria deve ser estabelecido, garan-
tindo a padronização dos exames para que estes possam ser comparados seqüencialmen-
te. As avaliações audiométricas ajudam a identificar alterações auditivas não relacionadas
ao ruído, como o acúmulo de cera, infecções ou outras doenças, indicando os trabalhado-
res que necessitam de encaminhamento para um médico otorrinolaringologista, contribuin-
do para a saúde auditiva geral.
Os trabalhadores devem receber orientações sobre a necessidade e justificativa da rea-
lização do exame inicial, anual e repetição do teste, bem como confirmação de eventual al-
teração do limiar auditivo e das conclusões obtidas.
De acordo com a Portaria 19, as avaliações audiológicas devem incluir anamnese clíni-
co-ocupacional, otoscopia (inspeção do meato acústico externo), exame audiométrico e ou-
tros exames audiológicos complementares, de acordo com a necessidade.
A periodicidade dos exames deve atender, no mínimo, o requerido pelo médico coorde-
nador do PCMSO (NR-7), podendo seu intervalo de realização ser reduzido conforme o an-
damento do PCA.
Os resultados dos exames devem ser registrados em fichas padronizadas, nas quais cons-
tem os seguintes requisitos: nome, idade e número de registro geral de identidade do traba-
lhador; nome da empresa e a função do trabalhador; tempo de repouso auditivo cumprido para
a realização do exame audiométrico; nome do fabricante, modelo e data da última aferição
acústica do audiômetro; traçado audiométrico e simbologia universal; nome, número de regis-
tro no conselho regional e assinatura do profissional responsável pelo exame audiométrico.
Para a realização dos exames audiométricos, o trabalhador deve permanecer em repouso
auditivo mínimo de 14 horas. O exame audiométrico deve ser realizado inicialmente pela via
aérea nas freqüências de 250, 500, 1.000, 2.000. 3.000, 4.000, 6.000 e 8.000 Hz. Na presença
de alteração pela via aérea, o mesmo deverá ser realizado pela via óssea nas freqüências de
500, 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 Hz. Fica a critério do profissional responsável pela execução
do exame realizar a audiometria vocal para detectar os limiares de reconhecimento da fala.
O exame audiométrico de referência deve ser realizado quando o trabalhador não possuir um
exame de referência prévio, ou no caso de alteração significativa no exame seqüencial, quando
comparado ao de referência conforme descrito nos itens 4.2.1, 4.2.2 e 4.2.3 da Portaria 19.

302 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
O exame audiométrico seqüencial deve ser realizado no trabalhador que possuir um
exame audiométrico de referência prévio para a comparação dos resultados. Deve seguir o
mesmo padrão de realização que o exame de referência.
A interpretação dos resultados do exame de referência deve considerar:
■ Audiometria dentro dos parâmetros da normalidade: audiogramas com limiares audi-
tivos menores ou iguais a 25 dB(NA), em todas as freqüências examinadas.
■ Audiometria sugestiva de perda auditiva induzida por ruído: audiogramas com limiares
auditivos nas freqüências de 3.000 e/ou 4.000 e/ou 6.000 Hz, acima de 25 dB(NA).
■ Audiometrias não sugestivas de perda auditiva induzida por ruído: audiogramas com
limiares que não se enquadram nas descrições anteriores.
Os exames seqüenciais devem ser comparados aos de referência, atendendo aos seguin-
tes parâmetros:
■ Sugestivos de desencadeamento de perda auditiva induzida por ruído:
■ a diferença entre as médias dos limiares auditivos nas freqüências de 3.000,
4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA);
■ a piora em pelo menos uma das freqüências de 3.000, 4.000 ou 6.000 Hz iguala
ou ultrapassa 15 dB(NA).
■ Sugestivos de agravamento da perda auditiva induzida por ruído:
■ a diferença entre as médias dos limiares auditivos nas freqüências de 500, 1.000 e 2.000
Hz, ou nas freqüências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA);
■ a piora em uma freqüência isolada iguala ou ultrapassa 15 dB(NA).
O exame audiométrico de referência será o mesmo até que um dos exames seqüenciais
apresente sugestão de desencadeamento ou agravamento de perda auditiva induzida por
ruído. Assim, um novo exame audiométrico de referência deve ser realizado, passando os an-
teriores a constituírem o histórico evolutivo da audição do trabalhador.
Os trabalhadores que apresentarem alterações em seus exames devem ser encaminhados
para o médico otorrinolaringologista para que seja feito um diagnóstico conclusivo da perda
auditiva induzida por ruído e/ou por agentes ototóxicos, e seu nexo causal. Caso necessário,
esses trabalhadores devem ser remanejados no ambiente de trabalho, a fim de cessar a sua
exposição aos agentes agressivos à sua audição.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 303


PCA
Os exames devem ser emitidos em pelo menos duas (2) vias, ficando uma em poder da
empresa e a outra em poder do trabalhador.

■ Exame Audiométrico de Referência (1a via)

304 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ Exame Audiométrico de Referência (2a via)

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 305


PCA
■ Exame Audiométrico Seqüencial (1a via)

306 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA
■ Exame Audiométrico Seqüencial (2a via)

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 307


PCA
■ 16.5.7.5. Uso de Protetores Auditivos
O uso de protetores auditivos é uma medida a ser utilizada quando for inviável a adoção
de medidas de proteção coletiva contra o ruído ou estas forem insuficientes ou estiverem
em fase de implantação. Os protetores auditivos devem ser encarados como medidas tem-
porárias ou complementares.
O tipo de protetor ideal é o mais aceito e utilizado pelos trabalhadores expostos ao risco,
e na sua escolha deve ser considerado o grau de conforto, a facilidade de colocação, ma-
nuseio e manutenção, a capacidade de atenuação do ruído nas freqüências de interesse,
sua vida útil e sua compatibilidade com outros dispositivos de segurança.
O coordenador do PCA deve participar das decisões relativas a compra de protetores au-
ditivos de qualidade e com Certificado de Aprovação (CA).

308 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA

RELATÓRIO DE INDICAÇÃO DO USO DE PROTETORES AUDITIVOS


PARA OS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA MOBÍLIA SEGURA
As avaliações realizadas na Indústria Mobília Segura indicaram ruído
acima do nível de ação e limite tolerância estabelecidos pela legislação.
Além das medidas de controle indicadas no PPRA, a serem
implantadas, recomendamos o uso constante dos seguintes protetores
auditivos pelos trabalhadores dos Galpões 1 e 2:
1 – Abafador de Ruído Tipo Concha (Nível de redução de ruído “subject
fit” – NRRsf de 22 dB): confeccionado preferencialmente em cloreto de

O
polivinila (PVC) na parte externa da concha e em poliuretano (espuma) na
parte interna.
2 – Protetor Auditivo Tipo “Plug” (Nível de redução de ruído “subject

EL
fit” – NRRsf de 17 dB) – protetores de inserção confeccionados em
silicone com cordão lavável e disponível em três tamanhos (pequeno,
médio e grande).
O modelo de protetor adquirido pela empresa deve ter Certificado de
Aprovação (CA) emitido pela Secretaria de Segurança e Saúde no
D
Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, comprovando a sua
qualidade e eficácia.
Cada trabalhador deverá ter a opção de escolha do tipo mais
O

adequado à sua anatomia. Os tipos indicados podem ser utilizados


simultaneamente e sua eficácia deve ser avaliada pelo coordenador e
M

pelos profissionais de higiene, segurança e saúde no trabalho.


A higiene dos protetores auditivos deve ser diária, realizada com água
e sabão neutro. Após sua higienização, deve ser seco e guardado em
local limpo.
A reposição dos protetores tipo plug deve ocorrer a cada 3 (três)
meses ou conforme o ressecamento do material.
Os abafadores devem ser inspecionados periodicamente pelos
profissionais de segurança, avaliando a pressão da haste e a
deterioração de sua parte externa e interna. Quando necessário, estes
ajustes devem ser realizados.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 309


PCA
A empresa deve disponibilizar periodicamente e gratuitamente no mínimo dois tipos de
protetores, para que o próprio trabalhador escolha o que melhor se adapte à anatomia de
sua orelha. A entrega dos protetores deve ser documentada em uma ficha datada e assina-
da pelo trabalhador, conforme a apresentada na p. 315 deste Manual.
Os trabalhadores devem receber treinamento e orientação quanto à propriedade e ao
uso correto dos protetores auditivos, em grupos e/ou individualmente, no próprio local de
trabalho ou em outros ambientes da própria empresa. É de responsabilidade do trabalhador
realizar a guarda e a higiene de seu protetor auditivo.
Locais de trabalho que apresentam ruído acima dos limites de tolerância devem ter pla-
cas sinalizadoras, em locais visíveis, indicativas do uso obrigatório de protetores auditivos,
inclusive para os trabalhadores que não trabalham diretamente no local, mas ocasional-
mente circulam por ele.

■ 16.5.7.6. Formação e Informação dos Trabalhadores


Esta etapa consiste em três fases: educar, treinar e motivar o trabalhador, para que as
práticas deste Programa não sejam apenas obrigatórias.
O trabalhador deve receber informações sobre como o ruído afeta a audição, o que é
PAIR, os fatores agravantes, predisponentes e complicadores, os mecanismos de preven-
ção, como proteger a audição dentro e fora do trabalho, as fases do PCA em andamento na
empresa e seus benefícios. É fundamental a apresentação dos níveis de pressão sonora me-
didos no ambiente de trabalho, os resultados dos dados audiométricos, as opções disponí-
veis de protetores auditivos e os controles de engenharia aplicáveis. Um programa de trei-
namento deve responder às necessidades individuais, devendo ocorrer na admissão dos tra-
balhadores e semestralmente.
As estratégias a serem utilizadas nesta etapa podem ser campanhas, folders, folhetos
educativos, grupos de trabalho, palestras, seminários e reuniões da CIPA, com conteúdo pe-
riodicamente renovado. Grupos de trabalhadores devem ser definidos com o intuito de dis-
cutir interesses relevantes para cada setor.

310 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


PCA

TREINAMENTO PARA OS TRABALHADORES


DA INDÚSTRIA MOBÍLIA SEGURA

Os trabalhadores da Indústria Mobília Segura serão treinados

O
trimestralmente por meio de palestras educativas de integração
na empresa. Os temas abordados englobarão os seguintes
assuntos: como o ruído prejudica a audição, o que é PAIR, quais

EL
os fatores agravantes, predisponentes e complicadores, os
mecanismos de prevenção, as fases do PCA em andamento na
empresa, os resultados dos exames audiológicos. Os assuntos
serão revisados periodicamente, podendo ser alterados de acordo
com a necessidade dos trabalhadores.
D Em grupos de trabalho e em reunião com a CIPA, os
trabalhadores devem apontar as suas expectativas em relação ao
PCA, suas dúvidas e suas eventuais dificuldades.
O
Durante a avaliação audiológica, individualmente o trabalhador
receberá informações e orientações sobre sua audição e o tipo de
protetor auditivo mais adequado à sua anatomia.
M

Todas as sextas-feiras, no período da manhã, o Sr. Ouve Bem


de Pinho fará um plantão educativo para esclarecimento de
dúvidas e orientações, ao qual todos os trabalhadores terão
acesso por meio de um agendamento prévio.
Todo o treinamento será efetuado por instrutores qualificados.

■ 16.5.7.7. Conservação de Registros


O coordenador do PCA deve nomear uma pessoa responsável pela conservação dos re-
gistros de dados. As informações do programa devem ser conservadas em base de dados
eletrônica ou em fichas, facilitando o desenvolvimento e a eficácia do PCA.
A documentação deve atender à ética e proporcionar à empresa um respaldo legal, com-
provando o cumprimento da NR-7, NR-9 e Portaria 19. Os documentos do PCA devem ser
mantidos pela empresa por pelo menos 20 anos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 311


PCA
■ 16.5.7.8. Avaliação da Eficácia do Programa
Os dados obtidos devem ser comparados entre si para verificar sua consistência e compatibi-
lidade, indicando os problemas a serem revistos e corrigidos. A avaliação do PCA deve contem-
plar o monitoramento do cumprimento das ações planejadas e obter a opinião dos trabalhadores.
Quando ocorrer a terceirização de algum item do PCA, a seleção deve ser criteriosa para que
os serviços prestados contemplem as necessidades da empresa e a conduta funcional do PCA.

■ 16.5.8. Considerações Finais


Para a implantação deste Programa, faz-se necessária a elaboração do cronograma de
ações em conjunto com as ações previstas no PPRA.

312 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


17 Orientação para o uso de EPC e EPI
17.1. Introdução
A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) no seu capítulo V sobre a Segurança e
Medicina do Trabalho, artigo 157 dispõe:
“Cabe às empresas:
I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar
no sentido de evitar acidentes do trabalho e doenças ocupacionais;
III – adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV – facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.“
Este artigo destaca no seu item II a obrigatoriedade das empresas de treinar os
trabalhadores, principalmente quanto à utilização de EPI e EPC.

17.2. Conceito
Definir diretrizes para implantação e realização de orientações aos trabalhadores
visando a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

17.3. Objetivo
Orientar os trabalhadores quanto às necessidades e procedimentos corretos para utilização
de máquinas e Equipamentos de Proteção Coletiva e Individual, de maneira a atender às
necessidades de neutralização ou minimização das possíveis doenças ocupacionais e das
lesões decorrentes de acidentes do trabalho.

17.4. Estrutura
■ 17.4.1. Treinamento
O treinamento pode ser ministrado pelos membros da CIPA, da empresa, por profissional
habilitado na área de Segurança e Saúde do Trabalho ou pelos fornecedores das máquinas
e equipamentos e de EPI, devendo incluir, no mínimo, os seguintes tópicos:
■ Conhecimentos básicos sobre a operação, capacidade e as limitações das máquinas
e equipamentos, EPC e EPI;
■ Natureza e extensão dos riscos a que os trabalhadores estão expostos;

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 313


Orientação para o uso de EPC e EPI
■ Importância do uso correto desses equipamentos;
■ Limpeza dos EPI sob responsabilidade do trabalhador;
■ Necessidade de reportar à CIPA, ou superior imediato, quaisquer defeitos ou dúvidas
quanto à utilização dos equipamentos.

■ 17.4.2. Freqüência do Treinamento


Todos os trabalhadores devem receber treinamento inicial, por ocasião de sua admissão,
ou quando designados para uma atividade que exija o uso desses equipamentos e
periodicamente a cada 6 (seis) meses, ou quando houver alteração do processo produtivo,
devido ao ingresso de novas máquinas, equipamentos e processos.

■ 17.4.3. Avaliação dos Resultados


Os usuários de EPI devem ser avaliados e conscientizados sistematicamente em relação
ao uso dos equipamentos de proteção, e incentivados a participar com sugestões para
eventuais melhorias.

■ 17.4.4. Avaliação Médica


No exame médico admissional, periódico, de retorno ao trabalho ou mudança de função,
recomenda-se uma avaliação clínica e funcional do trabalhador, a fim de verificar se está
apto ou não a usar os EPIs necessários ao desenvolvimento de suas atividades.

■ 17.4.5. Registro
O conteúdo das instruções deve ser registrado e arquivado na Indústria Mobília Segura.
Todos os EPIs fornecidos devem ter um registro de entrega, substituição e devolução por
trabalhador, conforme modelo.

314 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Orientação para o uso de EPC e EPI
■ Termo de Responsabilidade

LOGOTIPO DA INDÚSTRIA MOBÍLIA


FICHA DE FORNECIMENTO DE EPI
EMPRESA SEGURA

Nome do funcionário:

Setor: Função:

Data de Admissão: ____ /____/ ____ Data de Demissão: ____/ ____/ ____

TERMO DE RESPONSABILIDADE

O
Declaro ter recebido o(s) equipamento(s) de proteção(ões) individual(ais)
descritos nesta ficha, destinados ao meu uso pessoal durante o serviço.

ELDeclaro ainda ter recebido treinamento(s) e orientação(ões) sobre o uso


adequado, guarda e conservação dos mesmos, responsabilizando-me também por
sua devolução à empresa na eventual rescisão do meu contrato de trabalho, ou
quando não mais se fizerem necessários ao fim a que se destinam.
D
Conforme item 6.7.1 da NR-6 e artigo 461, § 1º da CLT, o prejuízo decorrente
do extravio ou danificação do(s) equipamento(s) a mim confiado(s) poderá ser
descontado(s) do meu salário, salvo quando causado pelo desgaste natural de
O

utilização.
_______________________________
Assinatura do Funcionário
M

Código de operação: A – Fornecimento B – Devolução C – Substituição

Data de Código de Data de


E.P.I. C.A. nº Assinatura Assinatura
entrega operação devolução

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 315


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Parte IV
Legislação
SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
18 Introdução
A segurança e a saúde no trabalho são objeto de regulamentação jurídica em diversos
dispositivos legais, constando dos tópicos subseqüentes os assuntos abordados neste Ma-
nual.

Todas as referências legais integrantes deste trabalho podem ser consultadas no:

Centro de Documentação e Informação – CDI


Tel.: (11) 3833-1058 / (11) 3834-9102
E-mail: cdi@sesisp.org.br
sst@sesisp.org.br

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 319


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
19 Constituição Federal
A Constituição da República Federativa do Brasil (CF), promulgada em 5 de outubro de
1988, em seu artigo 1o, caput, expressa que a República Federativa do Brasil “é formada
pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal”, constituindo um Es-
tado democrático, soberano, preocupado com a igualdade, inviolabilidade do direito à vida,
liberdade, segurança e propriedade.

A CF assegura a todos os trabalhadores “redução dos riscos inerentes ao trabalho, por


meio de normas de saúde, higiene e segurança” (art. 7o, XXII).

Expressa o texto constitucional que todos, brasileiros ou estrangeiros, são “iguais pe-
rante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, sendo assegurados direitos sociais, tais
como segurança, proteção à maternidade, previdência social e trabalhista.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 321


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
20 Legislação Trabalhista
A legislação trabalhista voltada à segurança e à saúde no trabalho, disposta na Lei no
6.514, de 22 de dezembro de 1977, que alterou o Capítulo V do Título II da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT), determina que as empresas cumpram as Normas Regulamentadoras
do Ministério do Trabalho e Emprego, aprovadas pela Portaria no 3.214, de 8 de junho de 1978.

Tais normas tratam da obrigatoriedade da aplicação de medidas relativas a segurança e


medicina do trabalho pelas empresas que possuam empregados regidos pela Consolidação
das Leis do Trabalho – Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943 (CLT), no intuito de se
evitar acidentes do trabalho e doenças profissionais.

O resumo das NRs pertinentes à indústria moveleira pode ser acompanhado a seguir,
com a abordagem dos pontos mais significativos.

Observação: a observância do disposto nas normas a seguir, bem como outros temas re-
ferentes à matéria, não desobriga as empresas do cumprimento de outros dispositivos le-
gais federais, estaduais, municipais e acordos ou convenções coletivas de trabalho.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 323


Legislação Trabalhista
20.1. Normas Regulamentadoras (NR)
NR–1
Disposições Gerais

■ Conteúdo
Dispõe sobre as demais Normas Regulamentadoras relativas a segurança e medicina do
trabalho, sendo de observância obrigatória pelas empresas e órgãos que possuam empre-
gados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

■ Aspectos principais
■ A observância das Normas Regulamentadoras (NR) não desobriga as empresas do
cumprimento de outras disposições incluídas em códigos de obras ou regulamentos
sanitários dos Estados ou municípios, e outras provenientes de convenções e acor-
dos coletivos de trabalho.
■ Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamen-
tares, elaborar ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho; informar
aos trabalhadores os riscos profissionais a que possam estar expostos nos locais de
trabalho, os meios para prevenir/limitar tais riscos e as medidas adotadas pela em-
presa; permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização
dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho.
■ Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segu-
rança e medicina do trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empre-
gador; usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual, fornecido pelo empregador;
submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras (NRs);
colaborar com a empresa na aplicação das NRs.

Atenção
✓ A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o órgão que tem
competência para coordenar, orientar, controlar, supervisionar e fiscalizar o
cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e
medicina do trabalho em âmbito nacional.

✓ A Delegacia Regional do Trabalho (DRT), nos limites de sua jurisdição, é o


órgão regional competente para executar e fiscalizar as atividades e o
cumprimento dos dispositivos legais e regulamentares relacionados.

324 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–2
Inspeção Geral

■ Conteúdo
Obrigatoriedade de todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, solicitar
a aprovação de suas instalações ao Órgão Regional do Ministério do Trabalho e Emprego,
que após realizar a inspeção prévia, emitirá o Certificado de Aprovação de Instalações (CAI).

■ Aspectos principais
■ A inspeção prévia e a declaração de instalações constituem os elementos capazes de
assegurar que o novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de aci-
dentes e/ou de doenças do trabalho, razão pela qual o estabelecimento que não
atender ao disposto naqueles itens fica sujeito ao impedimento de seu funcionamen-
to, conforme estabelece o artigo 160 da Consolidação das Leis do Trabalho, até que
seja cumprida a exigência deste artigo.

Atenção
✓ Na impossibilidade da inspeção prévia antes do início das atividades da
empresa, esta deverá encaminhar ao Órgão Regional do Ministério do
Trabalho e Emprego uma declaração das instalações, podendo ou não ser
aceita para fins de fiscalização.

✓ A empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do Órgão Regional do


MTE, quando ocorrerem modificações substanciais nas instalações e/ou nos
equipamentos de seu(s) estabelecimento(s).

✓ É facultado à empresa submeter à apreciação prévia do Órgão Regional do


MTE o projeto de construção e a respectiva instalação.

✓ A empresa que realizar ampliações ou alterações importantes nas


instalações ou processos deve regularizar o CAI.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 325


Legislação Trabalhista
NR–3
Embargo ou Interdição

■ Conteúdo
Dispõe sobre a possibilidade de interdição ou embargo de estabelecimento ou obra,
setor de serviço, máquina ou equipamento conforme o caso, mediante apresentação de
laudo técnico que demonstre grave e iminente risco ao trabalhador, indicando na decisão
tomada, com a brevidade que a ocorrência exigir, as providências que deverão ser adotadas
para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais.

■ Aspectos principais
■ A interdição acarreta paralisação total ou parcial do estabelecimento, setor de servi-
ço, máquina ou equipamento.
■ O embargo acarreta paralisação total ou parcial da obra. Considera-se obra todo e
qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação, manutenção e
reforma.

Atenção
✓ Considera-se grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho
que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão
grave à integridade física do trabalhador.

✓ Durante a paralisação do serviço, em decorrência da interdição ou do


embargo, os empregados receberão os salários como se estivessem em
efetivo exercício.

326 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–4
Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho

■ Conteúdo
Esta norma determina a obrigatoriedade das empresas de manterem Serviços Especia-
lizados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) com a finalidade
de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador.

■ Aspectos principais
■ As empresas que possuam mais de 50% (cinqüenta por cento) de seus empregados
em estabelecimento ou setor com atividade cujo grau de risco seja superior ao da ati-
vidade principal deverão dimensionar os Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho em função do maior grau de risco.
■ Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o
exercício de outras atividades na empresa, durante o horário de sua atuação nos Ser-
viços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.

Atenção
✓ O dimensionamento do SESMT está vinculado à gradação de risco da
atividade principal e ao número total de empresas do estabelecimento
(Quadros I e II da referida NR), observando-se as exceções existentes.

✓ As empresas desobrigadas da constituição e manutenção de SESMT podem


se organizar através de sindicato, associação de categoria ou por grupo de
empresas interessadas, oferecendo aos seus empregados assistência na
área de segurança e saúde.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 327


Legislação Trabalhista
NR–5
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

■ Conteúdo
Formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CIPA) com o ob-
jetivo da constante melhoria das condições laborais para prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do trabalho.

■ Aspectos principais
■ A CIPA deverá ser composta por representantes do empregador e dos empregados.
Os representantes do empregador serão por ele designados e os dos empregados
serão eleitos em escrutínio secreto, sendo que, após a eleição, os membros escolhi-
dos pelos empregados terão mandato de um ano, permitida uma reeleição. O seu di-
mensionamento deve ser feito com base nos Quadros I (Dimensionamento de CIPA)
e II (Agrupamento de setores econômicos pela Classificação Nacional de Atividades
Econômicas – CNAE, para dimensionamento da CIPA) da referida norma.
■ A empresa deverá garantir aos membros da CIPA condições para atuarem nesta co-
missão como cipeiros, além de manterem suas atividades normais de trabalho.
■ São atribuições da CIPA: elaborar mapa de riscos; elaborar plano de trabalho para ações
preventivas na solução de problemas de segurança e saúde; realizar inspeções nos am-
bientes de trabalho para verificar as condições de trabalho, visando identificar os riscos;
divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras; entre outras.
■ Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um res-
ponsável para o cumprimento desta NR, que deverá receber treinamento anualmente.
■ A empresa deverá promover treinamento para todos os membros da CIPA no prazo má-
ximo de 30 dias após a posse, quando for a primeira gestão da CIPA. Quando se tratar
de outra gestão que não a primeira, este treinamento deverá acontecer antes da posse.
■ O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal ou
de trabalhadores, ou por profissional qualificado.

328 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista

Atenção
✓ Os membros eleitos da representação dos empregados na CIPA não poderão
sofrer demissão arbitrária, entendendo-se como tal a que se fundamentar
em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 329


Legislação Trabalhista
NR–6
Equipamento de Proteção Individual (EPI)

■ Conteúdo
Obrigatoriedade da empresa de fornecer gratuitamente aos seus empregados o EPI ne-
cessário e adequado à sua função.

■ Principais aspectos
■ É obrigação da empresa fornecer gratuitamente aos empregados o(s) EPI(s) adequa-
do(s) ao(s) risco(s) ambiental(is), sempre que as medidas de proteção coletiva neces-
sárias forem tecnicamente inviáveis, enquanto as medidas de proteção coletiva esti-
verem sendo implantadas, e para atender as situações de emergência.
■ É dever do empregador adquirir o tipo de EPI com Certificado de Aprovação (CA) ade-
quado à atividade do trabalhador, treinando-o sobre o seu uso e obrigatoriedade,
além de oferecer possibilidade de troca e manutenção periódica.
■ O empregado tem o dever de usar o EPI, responsabilizando-se por sua guarda e con-
servação.

Atenção
✓ O empregador deve ter uma ficha datada e assinada pelo trabalhador
comprovando o recebimento do(s) EPI(s). Recomenda-se que esta seja
arquivada, para solucionar quaisquer dúvidas futuras, junto com a ficha
funcional do trabalhador.

✓ A recusa por parte do trabalhador em usar o(s) EPI(s) é passível de


penalidades conforme a legislação.

330 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–7
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional

■ Conteúdo
Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da
saúde de seus trabalhadores.

■ Principais aspectos
■ Estabelece os parâmetros mínimos e as diretrizes gerais a serem observados na exe-
cução do PCMSO, podendo ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho.
■ Caberá à empresa contratante de mão-de-obra prestadora de serviços informar à em-
presa contratada os riscos existentes e auxiliar na elaboração e implantação do
PCMSO.
■ O empregador deve indicar um médico do trabalho para coordenar o PCMSO, sendo
este empregado ou não da empresa, conforme Quadro II da NR-4.
■ Os exames médicos ocupacionais que devem ser realizados são: admissional, perió-
dico, mudança de função, retorno ao trabalho (mais de 30 dias de afastamento) e de-
missional.
■ Para cada exame médico realizado, o médico deve emitir o Atestado de Saúde Ocu-
pacional (ASO) em duas vias, sendo a primeira arquivada na empresa e a segunda
entregue ao trabalhador.
■ Compete ao médico coordenador do PCMSO a elaboração de um relatório anual.

Atenção
✓ O PCMSO deve estar integrado com o desenvolvimento do Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA – NR-9).

✓ Os registros existentes no PCMSO devem ser mantidos por um período


mínimo de 20 anos.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 331


Legislação Trabalhista
NR–8
Edificações

■ Conteúdo
Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para
garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham.

■ Principais aspectos
■ Os locais de trabalho devem ter no mínimo 3 metros de pé-direito (altura livre do piso
ao teto).
■ Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões.
■ Os pisos, as escadas e as rampas devem oferecer resistência suficiente para suportar
as cargas móveis e fixas, para as quais a edificação se destina; devem dispor de pro-
cessos antiderrapantes e guarda-corpo de proteção contra quedas onde for necessário.
■ Quando necessário, os pisos e as paredes dos locais de trabalho devem ser imper-
meabilizados e protegidos contra a umidade.
■ As edificações dos locais de trabalho devem ser projetadas e construídas de modo a
evitar insolação excessiva ou falta de insolação.

Atenção
✓ A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a
favorecer a ventilação e a iluminação natural.

332 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–9
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

■ Conteúdo
Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Preven-
ção de Riscos Ambientais (PPRA), com o objetivo de preservar a saúde e a integridade físi-
ca dos trabalhadores.

■ Principais aspectos
■ O PPRA deve ser desenvolvido com a participação dos trabalhadores, sendo sua
abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos e das neces-
sidades de controle.
■ Estrutura: o PPRA deve conter na sua estrutura, no mínimo o planejamento anual com
estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; estratégia e metodologia de
ação; forma de registro, manutenção e divulgação dos dados; e periodicidade e forma
de avaliação do desenvolvimento.
■ Desenvolvimento: o PPRA deverá possuir antecipação e reconhecimento dos riscos;
estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; avaliação dos ris-
cos e da exposição dos trabalhadores; implantação de medidas de controle e avalia-
ção de sua eficácia; monitoramento da exposição aos riscos; e registro e divulgação
dos dados.
■ Medidas de controle: deverão ser adotadas as medidas necessárias e suficientes
para a eliminação, a minimização ou o controle dos riscos ambientais existentes.
■ Nível de ação: devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a proba-
bilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de expo-
sição. Tais ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informa-
ção aos trabalhadores e o controle médico.
■ Monitoramento: deve ser realizada uma avaliação sistemática e repetitiva da expo-
sição a um dado risco, visando à introdução ou à modificação das medidas de con-
trole, sempre que necessário.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 333


Legislação Trabalhista
■ Elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA poderão ser fei-
tos pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Tra-
balho (SESMT) ou por pessoa ou equipe de pessoas que, a critério do empregador,
sejam capazes de desenvolver o disposto nesta NR.
■ Deverá ser efetuada, sempre que necessária e pelo menos uma vez ao ano, uma aná-
lise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento, realização dos ajustes
necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades.
■ Os empregadores deverão informar os trabalhadores de maneira apropriada e suficien-
te sobre os riscos ambientais que possam se originar nos locais de trabalho e sobre os
meios disponíveis para prevenir, limitar ou proteger-se tais riscos.

Atenção
✓ O PPRA deve estar integrado com o desenvolvimento do Programa de
Controle Médico de Saúde Ocupacional.

✓ Os registros existentes no PPRA devem ser mantidos por um período


mínimo de 20 anos.

334 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–10
Instalações e Serviços em Eletricidade

■ Conteúdo
Fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que tra-
balham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução,
operação, manutenção, reforma e ampliação e, ainda, a segurança de usuários e terceiros.

■ Principais aspectos
■ Nas instalações e serviços em eletricidade, devem ser observadas no projeto, execu-
ção, operação, manutenção, reforma e ampliação as normas técnicas oficiais estabe-
lecidas pelos órgãos competentes e, na falta destas, as normas internacionais, de
modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e
todos os outros tipos de acidentes.
■ As instalações elétricas, quando a natureza do risco exigir e sempre que for tecnica-
mente possível, devem ser providas de proteção complementar por meio de controle
a distância, manual e/ou automático, bem como as partes das instalações elétricas
sujeitas a acumulação de eletricidade estática devem ser aterradas.
■ Os ambientes das instalações elétricas que contenham risco de incêndio devem ter
proteção contra o fogo, de acordo com as normas técnicas estabelecidas pela ABNT,
registradas pelo Inmetro.
■ Os serviços de manutenção e/ou reparos em partes de instalações elétricas sob ten-
são só podem ser executados por profissionais qualificados, devidamente treinados
em cursos especializados e autorizados pelo MEC, com emprego de ferramentas e
equipamentos especiais.
■ Deve ser fornecido um laudo técnico ao final de trabalhos de execução, reforma, ma-
nutenção ou ampliação de instalações elétricas, elaborado por profissional devida-
mente qualificado e habilitado (engenheiro elétrico).

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 335


Legislação Trabalhista

Atenção
✓ É proibida a ligação simultânea de mais de um aparelho à mesma tomada
elétrica, com o emprego de acessórios que aumentem o número de saídas,
salvo se a instalação for projetada com essa finalidade.

✓ As máquinas elétricas devem ser instaladas obedecidas as recomendações


do fabricante, as normas específicas no que se refere a localização e
condições de operação.

✓ Todo profissional para instalar, operar, inspecionar ou reparar instalações


elétricas deve estar apto a prestar primeiros socorros a acidentados, bem
como manusear e operar equipamentos de combate a incêndio utilizados
nessas instalações.

336 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–11
Transporte, Movimentação, Armazenagem e
Manuseio de Materiais

■ Conteúdo
Trata dos equipamentos utilizados no transporte, movimentação, armazenagem e ma-
nuseio de materiais tais como elevadores, guindastes, transportadores industriais e má-
quinas transportadoras.

■ Principais aspectos
■ Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida, em local
visível.
■ Os carros manuais para transporte devem possuir protetores para as mãos.
■ Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência so-
nora (buzina).
■ Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de
portas, equipamentos contra incêndio, saídas de emergência, entre outros.
■ Material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma dis-
tância de pelo menos 50 centímetros.
■ Quando não for utilizado nenhum meio para o transporte de cargas, e este for de
forma manual, deverá ser feito de forma a não comprometer a saúde do trabalhador,
devendo o mesmo solicitar o auxílio de outra pessoa quando a carga exceder a capa-
cidade física de transporte.

Atenção
✓ Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber
um treinamento dado pela empresa que os habilitará nessa função. Poderão
dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação
com validade de 1 (um) ano, contendo nome e fotografia em local visível.
Para a validação do cartão de identificação, o empregado deverá passar por
exame de saúde completo por conta do empregador e possuir a Carteira
Nacional de Habilitação.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 337


Legislação Trabalhista
NR–12
Máquinas e Equipamentos

■ Conteúdo
Estabelece requisitos mínimos na instalação das máquinas e dos equipamentos utiliza-
dos nas empresas.

■ Principais aspectos
■ Entre partes móveis de máquinas e/ou equipamentos deve haver uma faixa livre variável de
0,70 m a 1,30 m e a distância mínima entre máquinas e equipamentos deve ser de 0,60 m a
0,80 m. A finalidade dessas medidas é que haja uma área de circulação e espaço entre má-
quinas e equipamentos de forma que o trabalhador se movimente e trabalhe com segurança.
■ As vias principais de circulação, no interior dos locais de trabalho, e as que conduzem às
saídas devem ter, no mínimo, 1,20 m de largura e ser devidamente demarcadas, sendo
mantidas permanentemente desobstruídas.
■ As máquinas e os equipamentos que utilizarem energia elétrica, fornecida por fonte exter-
na, devem possuir chave geral em local de fácil acesso e acondicionada em caixa que evite
o seu acionamento acidental e proteja as suas partes energizadas.
■ As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas
dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados.
■ As máquinas e os equipamentos que, no seu processo de trabalho, lançarem partículas de
material devem ter proteção para que essas partículas não ofereçam riscos.
■ Manutenção, reparos, limpeza, ajustes e inspeção somente podem ser executados com as
máquinas paradas, salvo se o movimento for indispensável à sua realização, devendo ser
executados por pessoas devidamente credenciadas pela empresa.
■ É proibida a instalação de motores estacionários de combustão interna (ex.: geradores de
energia movido a diesel ou gasolina) em lugares fechados ou insuficientemente ventilados.

338 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista

Atenção
✓As máquinas e os equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e
parada localizados de modo que sejam acionados ou desligados pelo
operador na sua posição de trabalho ou por outra pessoa, não podendo ser
acionados ou desligados involuntariamente pelo operador ou de forma
acidental, nem se localizar na zona perigosa da máquina ou equipamento.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 339


Legislação Trabalhista
NR–13
Caldeiras e Vasos de Pressão

■ Conteúdo
Refere-se à prevenção de acidentes com caldeiras e vasos de pressão.

■ Aspectos principais
■ Vasos sob pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna.
■ Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local de fácil acesso e bem
visível, placa de indicação indelével com, no mínimo, as seguintes informações: fa-
bricante, número de identificação, ano de fabricação, pressão máxima de trabalho
admissível, pressão de teste hidrostático, código de projeto e ano de edição, além de
outras especificadas nesta NR.
■ Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalado, a se-
guinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão, regis-
tro de segurança, projetos de instalação ou reparo, relatório de inspeção.
■ A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por pro-
fissional qualificado e com Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de
Processo.

Atenção
✓ A inspeção de segurança de caldeiras e vasos de pressão deve ser realizada
por profissional habilitado ou por serviço próprio de inspeção de
equipamentos, que emita um Relatório de Inspeção sempre que for
danificada por acidente de trabalho ou outra ocorrência capaz de
comprometer a segurança; quando submetida a alteração ou reparo capaz
de alterar as condições de segurança; antes de ser colocada em
funcionamento; quando permanecer inativa por mais de 6 (seis) meses; e
quando houver mudança de local de instalação da caldeira.

340 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–14
Fornos

■ Conteúdo
Estabelece as recomendações técnico-legais pertinentes à construção, operação e manu-
tenção de fornos industriais, nos ambientes de trabalho.

Não se observou esse tipo de atividade nas indústrias visitadas.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 341


Legislação Trabalhista
NR–15
Atividades e Operações Insalubres
■ Conteúdo
Estabelece os limites de tolerância para determinados riscos ambientais presentes no
ambiente laboral que tornam as atividades e operações insalubres.

■ Aspectos principais
■ Entende-se por limite de tolerância a concentração ou intensidade máxima ou míni-
ma, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causa-
rá dano à saúde do trabalhador durante a sua vida laboral.
■ O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a
percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:
40% para insalubridade de grau máximo, 20% para insalubridade de grau médio e
10% para insalubridade de grau mínimo.
■ No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será considerado ape-
nas o de grau mais elevado para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a per-
cepção cumulativa.

Atenção
✓ A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer com a
adoção de medida de ordem geral que conserve o ambiente de trabalho
dentro dos limites de tolerância ou com a utilização de equipamento de
proteção individual. Tal eliminação ou neutralização ficará caracterizada por
meio de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a
inexistência de risco à saúde do trabalhador.

342 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–16
Atividades e Operações Perigosas

■ Conteúdo
Refere-se ao exercício do trabalho em atividades ou operações periculosas.

■ Aspectos principais
■ As operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, em quais-
quer vasilhames e a granel, são consideradas em condições de periculosidade, com
exclusão para o transporte em pequenas quantidades, até o limite de 200 (duzentos)
litros para os inflamáveis líquidos e 135 (cento e trinta e cinco) quilos para os infla-
máveis gasosos liquefeitos.
■ As empresas ou sindicatos poderão requerer ao Ministério do Trabalho, por meio da
Delegacia Regional do Trabalho – DRT, a realização de perícia em algum setor ou em
toda a empresa, com o objetivo de caracterizar e classificar determinada atividade
como perigosa.
■ O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a per-
cepção de adicional de 30% (trinta por cento) incidente sobre o seu salário, sem os
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação de lucros da empresa.

Atenção
✓ Não caracterizam periculosidade, para fins de percepção de adicional, o
manuseio, a armazenagem e o transporte de recipientes de até 5 litros,
lacrados na fabricação, contendo líquidos inflamáveis, independentemente
do número total de recipientes manuseados, armazenados ou
transportados, sempre que obedecidas as Normas Regulamentadoras
expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e a legislação sobre
produtos perigosos relativa aos meios de transporte utilizados.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 343


Legislação Trabalhista
NR–17
Ergonomia

■ Conteúdo
Estabelece parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às carac-
terísticas psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de confor-
to, segurança e desempenho eficiente.

■ Aspectos principais
■ As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transpor-
te e descarga manual de cargas, ao mobiliário, aos equipamentos, às condições am-
bientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.
■ Para as atividades que os trabalhadores realizam em pé, devem ser colocados assen-
tos para descanso em locais que possam ser utilizados por todos os trabalhadores
durante as pausas.
■ Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas,
escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa pos-
tura, visualização e operação e devem atender requisitos mínimos: ter altura e carac-
terísticas da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a dis-
tância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; ter área
de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; ter características di-
mensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados aos seg-
mentos corporais.

Atenção
✓ Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar
adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à
natureza do trabalho a ser executado.

344 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–18
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção (PCMAT)

■ Conteúdo
Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, com o
objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de
trabalho na construção civil.

Atenção
✓ Esta norma não se aplica diretamente à indústria moveleira, porém, em
casos de terceiros executando atividades de construção ou reforma, a
empresa é co-responsável pela segurança dos trabalhadores dos
prestadores de serviços.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 345


Legislação Trabalhista
NR–19
Explosivos

■ Conteúdo
Estabelece os aspectos de segurança que envolvem o transporte, o manuseio e a
estocagem de explosivos.

Não se observou esse tipo de atividade nas indústrias visitadas.

346 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–20
Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
■ Conteúdo
Trata dos aspectos de segurança que envolvem líquidos combustíveis e inflamáveis, gás
liquefeito de petróleo (GLP) e outros gases inflamáveis.

■ Aspectos principais
■ O armazenamento de líquidos inflamáveis dentro do edifício só poderá ser feito com
recipientes cuja capacidade máxima seja de 250 litros por recipiente.
■ As empresas que armazenam produtos líquidos combustíveis e inflamáveis devem
fazê-lo em local ventilado, com boas condições das instalações elétricas, livre da in-
cidência direta de raios solares; as paredes, pisos e tetos devem ser construídos de
material resistente ao fogo.

Atenção
✓ Os botijões ou cilindros de gás utilizados para cocção ou aquecimento
deverão estar situados na parte externa da edificação e permanentemente
ventilados.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 347


Legislação Trabalhista
NR–21
Trabalho a Céu Aberto

■ Conteúdo
Estabelece os aspectos de segurança a serem desenvolvidos nas atividades realizadas
a céu aberto, tais como pedreiras e afins.

Não se observou esse tipo de atividade nas indústrias visitadas.

348 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–22
Trabalhos Subterrâneos

■ Conteúdo
Estabelece os aspectos de segurança a serem desenvolvidos nas atividades realizadas
no campo da mineração.

Esta norma regulamentadora não se aplica à indústria moveleira.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 349


Legislação Trabalhista
NR–23
Proteção Contra Incêndios

■ Conteúdo
Estabelece as medidas de proteção contra incêndios nos locais de trabalho.

■ Aspectos principais
■ As empresas devem possuir proteção contra incêndio, saídas suficientes para a rápi-
da retirada do pessoal em serviço, equipamentos suficientes para combater o fogo
em seu início e pessoas treinadas no uso correto desses equipamentos.
■ Os locais de trabalho deverão dispor de saídas em número suficiente e dispostas de
modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapi-
dez e segurança, em caso de emergência.
■ A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1,20 m (um metro e vinte
centímetros).
■ As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio
de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.
■ As empresas devem formar Brigadas de Incêndio capazes de prevenir, combater prin-
cípios de incêndios e orientar quanto ao abandono do prédio.
■ Os extintores deverão ser colocados em locais de fácil visualização e acesso, obede-
cendo às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Inmetro.
■ Os extintores devem ser apropriados à classe de fogo a extinguir.

Atenção
✓ Os exercícios simulados de combate ao fogo, nos quais há a simulação de
ambientes com focos de incêndio, deverão ser feitos periodicamente.

✓ Nas empresas com mais de 50 empregados deve haver um aprisionamento


conveniente de água sob pressão, para extinguir o início de fogo de classe A
(fogo em tecidos, madeiras, papéis, fibras etc.).

✓ Onde não for possível o acesso imediato às saídas, deverão existir, em


caráter permanente e completamente desobstruídos, circulações internas ou
corredores de acesso contínuos e seguros, com largura mínima de 1,20 m
(um metro e vinte centímetros).

350 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–24
Condições Sanitárias e de Conforto nos
Locais de Trabalho

■ Conteúdo
Estabelece os aspectos mínimos de higiene e de conforto nas instalações sanitárias,
vestiários e refeitórios.

■ Aspectos principais

Instalações Sanitárias
■ As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1 m2 (um metro quadrado)
para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade, devendo ser sepa-
radas por sexo e submetidas a processo permanente de higienização.

Vestiários
■ Em todos os estabelecimentos da indústria nos quais a atividade exija a troca de rou-
pas, deve haver local apropriado para vestiário, dotado de armários individuais e de
bancos observada a separação de sexos.

Refeitório
■ Por ocasião das refeições, devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de
conforto, com requisitos de limpeza, arejamento, iluminação e fornecimento de água
potável.
■ Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 (trezentos) operários, é obriga-
tória a existência de refeitório, que deve ser instalado em local apropriado, não se
comunicando diretamente com os locais de trabalho, instalações sanitárias e locais
insalubres.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 351


Legislação Trabalhista
Cozinha
■ Deverá ficar adjacente ao refeitório e comunicando-se com o mesmo, através de
aberturas, por onde serão servidas as refeições.

Atenção
✓ Todo lavatório deve ser provido de material para limpeza e secagem das
mãos, sendo proibido o uso de toalhas coletivas.

✓ É indispensável que os funcionários da cozinha, encarregados de manipular


gêneros alimentícios, refeições e utensílios, disponham de sanitário e
vestiário próprios, sem comunicação com a cozinha.

✓ Não é permitido alimentar-se no posto de trabalho.

352 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–25
Resíduos Industriais

■ Conteúdo
Trata das coletas e descartes dos resíduos industriais sólidos, líquidos e gasosos.

■ Aspectos principais
■ Os resíduos líquidos e sólidos produzidos por processos e operações industriais de-
verão ser convenientemente tratados e/ou dispostos e/ou retirados dos limites da in-
dústria, de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.
■ O lançamento ou a disposição dos resíduos sólidos e líquidos de que trata esta norma
nos recursos naturais – água e solo – se sujeitarão às legislações pertinentes nos ní-
veis federal, estadual e municipal.

Atenção
✓ O descarte de material não deve ser efetuado na rede de esgoto ou em
qualquer local não apropriado.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 353


Legislação Trabalhista
NR–26
Sinalização de Segurança

■ Conteúdo
Trata das fixações de cores-padrão que devem ser usadas nos locais de trabalho para a
prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas,
identificando as canalizações empregadas para a condução de líquidos e gases, e advertin-
do contra riscos.

■ Aspectos principais
■ A utilização das cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de
acidentes.
■ O uso de cores deve ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração,
confusão e fadiga ao trabalhador.
■ As cores a serem utilizadas são:

■ Vermelho: para distinguir e indicar ■ Verde: é a cor utilizada para indicar


equipamentos e aparelhos de prote- canalização de água, dispositivos de
ção e combate a incêndio. segurança etc.
■ Amarelo: utilizado nas plataformas ■ Laranja: deve ser empregado para
de carregamento, vigas colocadas a identificar partes móveis de máqui-
baixa altura, corrimões, demarcação nas e equipamentos.
de faixas de segurança etc. ■ Azul: utilizado para indicar canaliza-
■ Branco: para indicar áreas de arma- ção de ar comprimido.
zenagem e zonas de segurança, ■ Cinza Escuro: deve ser usado para
entre outras. identificar eletrodutos.

354 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–27
Registro Profissional do Técnico de Segurança
do Trabalho no Ministério do Trabalho

■ Conteúdo
Trata dos requisitos para o registro profissional e exercício da profissão de técnico de
segurança do trabalho.

■ Aspectos principais
■ O técnico de segurança do trabalho deverá ser registrado no Ministério do Trabalho
e Emprego para poder exercer suas atividades.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 355


Legislação Trabalhista
NR–28
Fiscalização e Penalidades

■ Conteúdo
Determina os procedimentos a serem adotados pela fiscalização no que diz respeito aos
prazos que as empresas têm para regularizar os itens que porventura não estejam em con-
formidade com as mesmas, e também o procedimento de autuação por infração às normas
regulamentadoras.

■ Aspectos principais
■ O agente de inspeção do trabalho poderá notificar os empregadores, concedendo ou
não prazo para a correção das irregularidades encontradas, que deverá ser de no má-
ximo 60 (sessenta) dias.
■ A empresa terá um prazo de 10 (dez) dias a partir da notificação para entrar com re-
curso ou solicitar prorrogação de prazo, que poderá ser estendido por até 120 (cento
e vinte) dias. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120
dias, ficará condicionado a prévia negociação entre empresa, sindicato da categoria
dos empregados e representante da autoridade regional competente.

Atenção
✓ Caso a empresa seja reincidente nas penalidades, poderá pagar o teto
máximo de multa, que é de 6.304 UFIRs.

356 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Trabalhista
NR–29
Segurança e Saúde no Trabalho Portuário

■ Conteúdo
Assegura a saúde e a segurança aos trabalhadores portuários.

Esta norma regulamentadora não se aplica à indústria moveleira.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 357


Legislação Trabalhista
NR–30
Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário

■ Conteúdo
Aplica-se à segurança e saúde dos trabalhadores de toda embarcação comercial e de
transporte de mercadorias, ou passageiros na navegação marítima.

Esta norma regulamentadora não se aplica à indústria moveleira.

358 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


21 Legislação Previdenciária
21.1. Acidente de Trabalho
Acidente de trabalho “é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da em-
presa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte ou redução per-
manente ou temporária da capacidade do trabalho” (art. 2o da Lei no 6.367, de 19/10/1976).
O acidente do trabalho pode ser típico, de trajeto, doença do trabalho ou profissional.
■ Acidente típico é aquele decorrente do exercício da atividade profissional.
■ Acidente de trajeto é aquele ocorrido no trajeto entre a residência e o local de
trabalho do segurado ou vice-versa.
■ As doenças profissionais são aquelas produzidas ou desencadeadas pelo exercício
do trabalho, peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação
elaborada pelo MTE.
■ As doenças do trabalho são as adquiridas ou desencadeadas em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e que a ele se relacionem diretamente,
constantes na relação mencionada de doenças profissionais.

Observação:
As doenças hereditárias não são consideradas doenças profissionais, mesmo que
surjam durante sua vida laboral, assim como:
1. A doença degenerativa.
2. A inerente ao grupo etário.
3. A que não produza incapacidade laborativa.
4. A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se
desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto
determinado pela natureza do trabalho.

Atenção
✓ Nos casos em que houver o afastamento do trabalhador por acidente ou
doença do trabalho, o dia do afastamento e os 15 dias subseqüentes são
pagos pelo empregador, e o auxílio doença começa a ser pago pela
Previdência Social a partir do 16o dia.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 359


Legislação Previdenciária
A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, em seu art. 4o, parágrafo único, considera,
para efeito de indenização e estabilidade, o período em que o empregado estiver afastado
por motivo de acidente do trabalho como tempo de serviço. Pelo art. 131, III da CLT, esse pe-
ríodo de afastamento também será computado para efeito de férias, exceto quando superi-
or a seis meses e ter o segurado recebido benefício da Previdência Social.
Nota: A comunicação de acidente do trabalho e/ou doença profissional, havendo ou não
afastamento, deverá ocorrer até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de
morte, imediatamente à autoridade competente. A comunicação deve ser protocolada junto
ao INSS ou enviada por meio eletrônico (internet), por meio de formulário específico, cha-
mado CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho.
No caso de acidente de trajeto ou a serviço da empresa, o empregado deverá efetuar a
comunicação o mais breve possível, por meio de qualquer pessoa quando o empregado es-
tiver impossibilitado.

Atenção
✓ O formulário de comunicação de acidente de trabalho pode ser encontrado
no site: www.mpas.gov.br.

360 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Previdenciária
■ Comunicação de Acidente do Trabalho

PR E VI DÊ NCI A SOCI AL 1
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
1 - Emitente
1 - Empregador 2 - Sindicato 3 - Médico
4 - Segurado ou dependente 5 - Autoridade Pública
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT 2 - Tipo de CAT 1
(Ler atentamente as orientações no verso antes do preenchimento)
1 - Início 2 - Reabertura 3 - Comunicação de Óbito em:___/__
_
Empregador

3 - Razão Social / Nome 4 - Tipo 5 1 - CGC 2 - CEI 3 - CPF 4 - NIT 5 - CNAE


1 8 1 2
6 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 7 - Município 8 -UF 9 - Telefone

10 - Nome 11 - Nome da mãe

12 - Data de nasc. 13 - Sexo 1 14 - Estado Civil 2 15 - CTPS Serie Data da emissão 16 - UF


Acidentado

1 - Masc 3 - Fem 1 - Solteiro 2 - Casado 3 - Viúvo 4 - Sep. Judic. 5 - Outro 6 - IGN


17 - Carteira de Identidade Data de emissão Orgão Exp 18 - UF 19 - PIS/PASEP 20 - Remuneração mensal

21 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 22 - Município 23 -UF 24 - Telefone

25 - Nome da ocupação 26 - CBO 27 - Filiação à Previdência Social 1 28 - Aposentado? 2 29 - Área 1


I - EMITENTE

7 9 5 5 0 1 - Empregado 2 - Trab. Avulso 7 - Seg. especial 8 - Médico resid. 1 - Sim 2 - Não 1 - Urbana 2- Rural

30 - Data do acidente 31 - Hora do acidente 32 - Apósquantashorasde trabalho? 33 - Houve afastamento? 1 34 - Últimodia Trabalhado
Acidente ou doença

1 - Sim 2 - Não
35 - Local do Acidente 36 - CGC 37 - Municipiodo localdo acidente 38 - UF 39-Especif.do localdoacidente
0 9 9 9 9 9 9 9 0 0 0 9 9
40 - Parte(s) do corpo atingida(s) 41 - Agente Causador

42 - Descrição da situação geradora do acidente ou doença 43 - Houve registro policial?


1 - Sim 2 - Não 2
44 - Houve morte? 2
1 - Sim 2 - Não
45 - Nome
Testemunhas

46 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 47 - Município 48 - UF Telefone

49 - Nome

50 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 51 Município 48 - UF Telefone

Local e data Assinatura e carimbo do emitente


Atendimento

53 - Unidade de atendimento médico 54 - Data 55 - Hora


II - ATESTADO MÉDICO

56 - Houveinternação? 57- Duraçãoprováveldotratamento 58 - Deveráo acidentadoafastar-se do trabalhoduranteo tratamento?


1 - Sim 2 - Não dias 1- Sim 2 - Não
59 - Descrição e natureza da lesão
o
Lesã

60 - Diagnóstico provável 61 - CID - 10


Diagnóstico

62 - Observações

Local e data Assinatura e carimbo do emitente

63 - Recebida 64 - Código da Unidade 65 - Número do acidente NOTA:


Em 1 - A inexatidão das declarações desta
comunicação impricará nas sanções
previstas nos arts.171 e 299 do Código
66 - É reconhecido o direito do segurado à habilitação 67 - Tipo Penal.
de beneficio acidentado? 1 - Típico 2 - Doença 3 - Trajeto 2 - A comunicação de acidente do trabalho
deverá ser feita até o 1º dia útil pós o
1 - Sim 2 - Não
III - INSS

acidente, sob pena de multa.


68 - Matricula do servidor 3 - A comunicação do acidente do trabalho
regerse-á pelo art. 336 do Decreto
nº 3048/99
4 - Os conceitos de acidente do trabalho e
doença ocupacional estão definidos nos
arts. 131 a 133 do Decreto nº 2.172/97.
5 - A caracterização do acidente reger-se-á
Matrícula Assinatura do servidor pelo art. 135 do Decreto nº 2.172/97.

A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA,MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO DO TRABALHO.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 361


Legislação Previdenciária
■ Comunicação de Acidente do Trabalho

P R E VI DÊ NC I A SOC I AL 1
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
1 - Emitente
1 - Empregador 2 - Sindicato 3 - Médico
4 - Segurado ou dependente 5 - Autoridade Pública
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT 2 - Tipo de CAT 1
(Ler atentamente as orientações no verso antes do preenchimento)
1 - Início 2 - Reabertura 3 - Comunicação de Óbito em:___/__
_
Empregador

3 - Razão Social / Nome 4 - Tipo 5 1 - CGC 2 - CEI 3 - CPF 4 - NIT 5 - CNAE


Indústria Mobília Segura 1 8 1 2 0
6 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 7 - Município 8 -UF 9 - Telefone
Rua das Oliveiras,99 Jd. Dos Pinheiros 99999-999 xxxxxx SP (11 )9999-9999
10 - Nome 11 - Nome da mãe
Charles Jacaranda Carla Conceição Jacaranda
12 - Data de nasc. 13 - Sexo 1 14 - Estado Civil 2 15 - CTPS Serie Data da emissão 16 - UF
Acidentado

1 - Masc 3 - Fem 1 - Solteiro 2 - Casado 3 - Viúvo 4 - Sep. Judic. 5 - Outro 6 - IGN SP


17 - Carteira de Identidade Data de emissão Orgão Exp 18 - UF 19 - PIS/PASEP 20 - Remuneração mensal
xxx xx
21 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 22 - Município 23 -UF 24 - Telefone
Rua dos Sofás, xxx xxxxxx 99999-999 xxxxxx xx (11 )9999-9999
25 - Nome da ocupação 26 - CBO 27 - Filiação à Previdência Social 1 28 - Aposentado? 2 29 - Área 1
I - EMITENTE

Ajudante Geral 8 1 1 9 0 1 - Empregado 2 - Trab. Avulso 7 - Seg. especial 8 - Médico resid. 1 - Sim 2 - Não 1 - Urbana 2- Rural

O 30 - Data do acidente
99 2 9999
31 - Hora do acidente
08:54
32 - Apósquantashorasde trabalho?
1 hora e 54 minutos
33 - Houve afastamento? 1 34 - Últimodia Trabalhado
00/00/0000
Acidente ou doença

1 - Sim 2 - Não
35 - Local do Acidente 36 - CGC 37 - Municipiodo localdo acidente 38 - UF 39-Especif.do localdoacidente
Galpão Torneados 0 9 9 9 9 9 9 9 0 0 0 9 9 xxxxxx xx Setor de Beneficiamento
40 - Parte(s) do corpo atingida(s) 41 - Agente Causador
Mão esquerda tábua de madeira
43 - Houve registro policial?
EL
42 - Descrição da situação geradora do acidente ou doença
Removia pilha de tábua, perdeu o equilbrio e teve sua mão esquerda prensada. 1 - Sim 2 - Não 2
44 - Houve morte? 2
1 - Sim 2 - Não
45 - Nome
Carlos Guatambu
Testemunhas

46 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 47 - Município 48 - UF Telefone


Rua do Armário Bonito, 57 xxxxxx 99999-999 xxxxxx xx (11 )9999-9999
49 - Nome
Feliciano Jan gada
50 - Endereço Rua/Av./Nº/Comp Bairro CEP 51 Município 48 - UF Telefone
D

Rua da Mesa, 02 xxxxxx 99999-999 xxxxxx xx (11 )9999-9999

Cidade, 99 de fevereiro de 9999


Local e data Assinatura e carimbo do emitente
O
Atendimento

53 - Unidade de atendimento médico 54 - Data 55 - Hora


II - ATESTADO MÉDICO

56 - Houveinternação? 57- Duraçãoprováveldotratamento 58 - Deveráo acidentadoafastar-se do trabalhoduranteo tratamento?


1 - Sim 2 - Não dias 1- Sim 2 - Não
59 - Descrição e natureza da lesão
o
Lesã

60 - Diagnóstico provável 61 - CID - 10


Diagnóstico

62 - Observações

Local e data Assinatura e carimbo do emitente

63 - Recebida 64 - Código da Unidade 65 - Número do acidente NOTA:


Em 1 - A inexatidão das declarações desta
comunicação impricará nas sanções
previstas nos arts.171 e 299 do Código
66 - É reconhecido o direito do segurado à habilitação 67 - Tipo Penal.
de beneficio acidentado? 1 - Típico 2 - Doença 3 - Trajeto 2 - A comunicação de acidente do trabalho
deverá ser feita até o 1º dia útil pós o
1 - Sim 2 - Não
III - INSS

acidente, sob pena de multa.


68 - Matricula do servidor 3 - A comunicação do acidente do trabalho
regerse-á pelo art. 336 do Decreto
nº 3048/99
4 - Os conceitos de acidente do trabalho e
doença ocupacional estão definidos nos
arts. 131 a 133 do Decreto nº 2.172/97.
5 - A caracterização do acidente reger-se-á
Matrícula Assinatura do servidor pelo art. 135 do Decreto nº 2.172/97.

A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA,MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO DO TRABALHO.

362 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Legislação Previdenciária
21.2. Aposentadoria especial
O trabalhador que durante 15, 20 ou 25 anos, dependendo do caso, tenha ficado expos-
to a agentes nocivos à saúde ou à integridade física, tem direito a aposentadoria especial.
Para a comprovação da exposição do trabalhador aos agentes nocivos (químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes), deverá ser preenchido formulário próprio do INSS,
Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP, pela empresa ou preposto, com base em Laudo
Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT, que deverá ser expedido por médi-
co ou engenheiro de segurança do trabalho.
De acordo com a Instrução Normativa/INSS/DC no 96 de 23/10/2003, o PPP contempla-
rá informações pertinentes aos formulários SB-40, DISES BE 5235, DSS 8030, DIRBEN 8030,
que terão eficácia até 31 de dezembro de 2003. A partir de 1o de janeiro de 2004 entra em
vigor o PPP como documento base para preenchimento, devendo a empresa, quando do des-
ligamento do funcionário, fornecer cópia autêntica desse documento.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 363


22 Trabalho do Deficiente
A Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Legislação Brasileira vigente asseguram
às pessoas portadoras de deficiências o direito à participação em atividades econômicas.
A lei no 7.853, de 24 de outubro de 1999, regulamentada pelo decreto no 3.298, de 20 de
dezembro de 1999, dispõe sobre o trabalho da pessoa portadora de deficiência e sua inte-
gração social.
De acordo com a lei mencionada, podemos enquadrar as deficiências nas seguintes
categorias:
■ Deficiência física
■ Deficiência auditiva
■ Deficiência visual
■ Deficiência mental
■ Deficiência múltipla
A legislação obriga as empresas que possuem 100 ou mais funcionários a contratar bene-
ficiários da Previdência Social reabilitados ou portadores de deficiência habilitados, preen-
chendo de 2% a 5% do total de seus cargos, conforme o quadro a seguir:

No de trabalhadores % de PPD*
de 100 a 200 2
de 201 a 500 3
de 501 a 1.000 4
mais de 1.000 5
PPD – Pessoa Portadora de Deficiência

364 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


23 Trabalho do Idoso
Conforme a Política Nacional do Idoso, a pessoa maior de 60 anos de idade é conside-
rada idosa.
A participação de idosos no mercado de trabalho é freqüente no Brasil, em decorrência
do crescente aumento da expectativa de vida da população. O fator preponderante que leva
o idoso a continuar trabalhando é a composição da renda familiar, que geralmente é insufi-
ciente para sua necessidade e, além disso, o desempenho de um papel social ativo.
Conforme lei no 8.842, de 4 de janeiro de 1994, “é competência dos órgãos e entidades
públicos: ... a) garantir mecanismos que impeçam a discriminação do idoso quanto a sua
participação no mercado de trabalho, no setor público e privado; b) priorizar o atendimento
do idoso nos benefícios previdenciários; c) criar e estimular a manutenção de programas de
preparação para aposentadoria nos setores público e privado com antecedência mínima de
dois anos antes do afastamento.”

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 365


24 Trabalho da Mulher
Independente dos direitos iguais, o art. 377 da CLT dispõe que “a adoção de medidas de
proteção ao trabalho das mulheres é considerada de ordem pública, não justificando, em hi-
pótese alguma, a redução de salário”, expressando a necessidade de atenção diferenciada
com o trabalho desenvolvido pela mulher. O art. 390 desta Consolidação determina que ao
empregador é vedado empregar a mulher em serviço que demande força muscular superior
a 20 quilos, para o trabalho contínuo, ou 25 quilos, para o trabalho ocasional.
Com relação à licença-maternidade, a empregada gestante tem direito a 120 dias de li-
cença, devendo, “mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início
do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28o dia antes do parto e a ocorrên-
cia deste” (art. 392 da CLT).

366 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


25 Trabalho do Menor
Menor é toda pessoa com idade inferior a 18 anos, que não possui capacidade plena
sobre seus atos.

De acordo com o art. 403 da CLT, é vedado ao menor o trabalho noturno, insalubre, pe-
rigoso, penoso ou em locais prejudiciais “à sua formação, ao seu desenvolvimento físico,
psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à escola.”

Aos indivíduos com idade inferior a 16 anos é proibido qualquer tipo de trabalho, porém
a partir dos 14 anos é permitido o aprendizado, formalizado por meio do contrato de apren-
dizagem.

A atividade do menor aprendiz proporciona a oportunidade de iniciação à profissionali-


zação, não prejudicando seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social, devendo o
mesmo ser incentivado, propiciando profissionalização e formação técnico-profissional.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 367


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
26 Responsabilidade Civil e Criminal
O resultado de uma ação é obtido por meio de um ato lícito ou ilícito. Para que haja o
ato ilícito é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação, omissão voluntária, negli-
gência ou imprudência, causando dano patrimonial ou moral. O ato será ilícito quando pra-
ticado em desacordo com a determinação legal existente, gerando responsabilidade civil.
Temos, de acordo com a Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil (C.C.):

DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR
“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187, CC), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo
autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.”

Portanto, é explícito que “aquele que (...) causar dano a outrem fica obrigado a repará-
lo”, gerando a responsabilidade principal que é a de indenizar. Além da responsabilidade
civil, temos a responsabilidade criminal e, sobre ela, dispõe o CC que:

“Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo ques-


tionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o autor, quando estas questões
se acharem decididas no juízo criminal.”

O princípio da independência da responsabilidade civil em relação à penal é expressa


pelo Código de Processo Penal e dispõe: “Art. 64. (...) a ação para ressarcimento do dano
poderá ser proposta no juízo cível, contra o autor do crime (..). Parágrafo único: Intentada a
ação penal, o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta, até o julgamento definiti-
vo daquela”, contudo, percebe-se que a sentença condenatória criminal tem influência na
ação cível.

Com base no Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, de acordo com a reforma


da Lei no 7.209, de 11 de julho de 1984 – Código Penal (CP), para que seja possível a res-

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 369


Responsabilidade Civil e Criminal
ponsabilidade criminal, faz-se necessário que haja uma ação penal pública incondicionada
com base na exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente, dispon-
do o artigo 132 do CP referente à exposição:

PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM


“Art. 132. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente:
Pena – detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.
Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida
ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de ser-
viços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais.”

O objeto jurídico do referido texto é a vida e a saúde de qualquer pessoa, porém, para
caracterizar o ato lesivo é necessário que haja uma vítima determinada. O referido texto
legal foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação
das medidas de prevenção contra os acidentes. Se da exposição do trabalhador houver re-
sultado mais grave, por exemplo morte, poderá ser o crime caracterizado como homicídio
culposo (art.121, § 3o, do CP).
Para evitar responsabilidade dessa natureza, faz-se necessária a implementação e implanta-
ção de todos os meios para a melhoria da higiene, da segurança e da saúde dos trabalhadores.

370 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


27 Legislação Ambiental
A Lei de Crimes Ambientais – Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 – dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas das condutas, das atividades lesivas ao meio
ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo.
Constatada por meio de perícia e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem
danos ambientais, ficarão sujeitos às sanções civis e penais, após transitado e julgado o
processo, estando sujeita a pessoa jurídica às seguintes sanções:
■ penas restritivas de direito, que são: suspensão parcial ou total das atividades; reco-
lhimento domiciliar; interdição temporária do estabelecimento, obra ou atividade;
proibição de contratação com o Poder Público, bem como dele obter subsídios, sub-
venções ou doações;
■ prestação de serviços à comunidade, que consistirão em: custeio de programas e de
projetos ambientais; execução de obras de recuperação de áreas degradadas;
manutenção de espaços públicos; contribuições a entidades ambientais ou culturais
públicas.
Nota: a pessoa jurídica que permitir, facilitar ou ocultar a prática de crime definido
nesta Lei poderá ter decretada sua liquidação, e seu patrimônio, após ser considerado ins-
trumento do crime, será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional.
A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão-somente por essa
condição (permitir, facilitar ou ocultar a prática de crime), mas por negligenciar o imóvel e
possibilitar sua má utilização. Ele deve zelar para que sua propriedade não passe a ser de
uso nocivo.

Atenção
São exemplos de preservação ambiental:

✓ tratamento de efluentes em estações de tratamento.


✓ redução e coleta seletiva de resíduos sólidos produzidos.
✓ conservação de áreas de mata nativa.
✓ desmatamento controlado.
✓ reflorestamento da área desmatada.

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 371


SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Parte V
Informações Complementares
SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)
Índice Remissivo

REFERÊNCIA: PÁGINA
animal peçonhento 47, 55, 59, 182, 202
audiometria 140, 141, 298, 302, 303
brigada de prevenção e
combate a incêndio 195-200
curso 197, 198
profissional habilitado 197
cabina de pintura 41, 42, 99, 105, 153, 185, 187, 214,
216, 220-222, 228, 237, 245, 272,
276, 280, 300
calor 38, 135, 182, 201, 220
CIPA 161-180, 295, 328
empilhadeira 39, 55, 57, 61, 121, 248, 252
fogo 198, 199, 347, 350
iluminação inadequada 45, 47, 55, 65, 79, 95, 101, 109, 117,
119, 139, 182, 235, 236, 239, 240,
242-244, 246, 248, 250, 271
incêndio 47, 55, 59, 105, 109, 113, 117, 119,
123, 129, 195-199, 335, 350, 354
inseto 47, 48, 55, 59
linha de pintura com acabamento U.V. 41, 51, 107, 185, 214, 217, 220, 221,
222, 225, 228, 238, 253, 272, 280,
300, 316
líquido inflamável 343, 347, 372
mapa de risco 181-194, 328
máquinas e equipamentos
coifa protetora 46, 71, 73, 74, 125, 254
enclausuramento 73, 238, 252, 253, 301
furadeira 37, 39, 81, 83
grampeador 37
isolamento 42, 87, 97 252
lixadeira 39, 97, 99, 243
parte móvel 77, 129, 338, 354
seccionadora automática 37
serra circular 37, 65, 73-76, 254
serra de fita 37, 77, 78, 241, 242, 251

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 375


Índice Remissivo
REFERÊNCIA: PÁGINA
PCA 289-312
PCMSO 257-287
poeira de madeira – exposição ver risco químico
PPRA 201-255, 333, 334
produto químico – exposição ver risco químico
proteção coletiva 38, 42, 43, 67, 73, 132, 153, 154,
184, 186, 235, 241, 242, 253, 254,
313, 330
proteção individual 39, 43, 44, 132, 253, 254, 313, 315,
324, 330, 342
protetor auditivo 63, 65, 79, 95, 101, 105, 109, 113,
123, 232, 233, 235, 238, 241-248,
251, 253, 310, 311
radiação não ionizante 39, 123, 182, 201
risco biológico 44, 182-184, 186, 202, 222, 233,
251, 253, 254, 270, 363
risco de acidente 46, 57, 61, 64, 67, 69, 71-73, 77, 78,
81, 83, 85, 87, 89, 91, 93, 97, 99, 100,
115, 121, 125, 127, 129, 182, 183-188,
202, 229, 251, 253, 254, 325
risco ergonômico 45, 136, 182-189, 202, 223, 231-233,
235-251, 253, 254, 266, 269-278, 301
risco físico 37, 38, 39, 57, 61, 65, 67, 69, 71, 79,
81, 83, 85, 87, 89, 93, 95, 97, 99,
101,103, 105, 107, 109, 111, 113, 115,
121, 123, 125, 132-135, 139-141,
145, 156, 182-189, 201, 212-220,
232, 233, 235-238, 241-244, 246-
248, 251, 253, 266, 270-272, 274-
278, 289-295, 298-301
risco químico 40, 42, 67, 69, 71-73, 77, 78, 81, 83,
85, 87, 89, 93, 97, 99, 100, 103, 105,
107, 111, 113, 115, 127, 129, 152, 182,
184-189, 201, 220, 235-238, 241-
248, 251-254, 266, 267, 271, 272,
274-277, 299-301

376 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Índice Remissivo
REFERÊNCIA: PÁGINA
ruído 37, 38, 57, 61, 65, 67, 69, 71, 79,81,
83, 85, 87, 89, 93, 95, 97, 99, 101,
103, 105, 107, 109, 111, 113, 115, 121,
125, 132-134, 139-141, 145, 156,
182-189, 201, 212-220, 232, 233,
235-238, 241-244, 246-248, 251,
253, 266, 270-272, 274-278, 289-
295, 298-301
toxicologia
índice biológico máximo permitido 153, 155
limite de ação 152, 154, 155, 222
limite de tolerância 152, 154, 155, 221, 222
metabólitos
2,5-hexanodiona 153, 267
ácido hipúrico 153, 155, 267

ácido metil hipúrico 153, 267


pigmento de tinta 40, 153, 155, 185, 220, 237, 238,
245, 267, 272, 276
poeira de madeira – exposição 40, 65, 79, 95, 139, 145, 152, 154,
182, 184, 186-189, 220, 235, 236,
241-244, 246, 248, 251, 253, 266,
271, 274, 275, 277
solvente
acetato de etila 40, 152, 154, 221, 222, 267
acetona 40, 152, 154, 221, 222, 266
metil-etil-cetona 40, 152, 154, 221, 222, 267
n-hexano 40, 152-154, 221, 222, 267
tolueno 40, 152-155, 221, 222, 267, 299
xileno 40, 152-154, 221, 222, 267, 299
valor de referência 153, 155
umidade 38, 182
vibração 39, 182, 201

SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira) 377


Glossário

2,5-hexanodiona – metabólito n-hexano excretado na urina.


acetato de etila – solvente orgânico encontrado em tintas e diluentes.
acetona – solvente orgânico encontrado em tintas e diluentes.
ácido hipúrico – metabólito de tolueno excretado na urina.
ácido metil hipúrico – metabólito dos xilenos excretado na urina.
acoplamento flexível – é aquele confeccionado em material resiliente, ou seja, material
plástico para absorção de ondas de baixa freqüência.
creatinina – substância excretada normalmente pelo organismo através da urina. Nas
análises toxicológicas, é utilizada como fator de correção dos resultados.
cura por radiação ultravioleta (U.V.) – é a conversão instantânea de um líquido reativo
em um sólido, induzido pela radiação.
CVM (Contração Voluntária Máxima) – força máxima de contração muscular que o
indivíduo pode realizar voluntariamente.
metabólito – que se transforma no organismo.
metil-etil-cetona – solvente orgânico encontrado em tintas e diluentes.
n-hexano – solvente orgânico encontrado em tintas, diluentes e colas.
população fixa – grupo de pessoas que permanece regularmente em uma área ou
edificação.
rotas de fuga – trajetos preestabelecidos por meio de corredores, escadas, rampas,
passagens entre prédios e saídas com o objetivo de que as pessoas possam abandonar de
forma ordenada e segura um local que esteja em uma situação de risco iminente.
sinistro – ocorrência de prejuízo ou dano em algum bem por incêndio ou acidente.
tolueno – solvente orgânico encontrado em tintas, diluentes e colas.
toxicologia – ciência que estuda os efeitos adversos causados pelos agentes químicos ao
interagir com organismos vivos.
xileno – solvente orgânico encontrado em tintas, diluentes e colas.

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390 SESI/SP – Manual de Segurança e Saúde no Trabalho (Indústria Moveleira)


Serviço Social da Indústria
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Coordenação Técnica e Elaboração


Diretoria de Assistência Médica e Odontológica
Dra. Marilia Monti

Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho


Dra. Mirian Tereza Gomes Pastana

Consultor Técnico
Dr. Bernardo Bedrikow

Equipe Técnica
Andréa Yuriko Miyaoi, Antonio de Lima, Augusto Gouvêa Dourado, Cássia Regina Sanchez,
Cláudio dos Santos Pivotto, Dorival Abrahão de Oliveira, Emilene da Silva Ribeiro,
Fabíola Incontri Marques Brandão Lopes Ferriello, Giseli Rodrigues,
Hamilton Pinto Alves Viana, José Dias Ferreira, Luiz Fernando da Silva,
Márcia Marano Moreno, Marina Reiné dos Santos Viana, Paulo Sérgio Alguin,
Rosângela Costa Lacerda Vaz, Uilian Pedro da Silva, Ulisses de Medeiros Coelho Júnior,
Vera Cristina Graffietti Chad Lauand e Wellington Silva Chaves

Coordenação Editorial
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Julho 2004

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