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ESTADO DO MATO GROSSO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO


CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP
FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS
ENGENHARIA CIVIL

ALVENARIA ESTRUTURAL

Emanoel Augustus Brito Coimbra


1 CONCEPÇÃO GERAL DOS PROJETOS EM ALVENARIA

1.1 Conceito estrutural básico:


Denomina-se alvenaria o conjunto de peças justapostas coladas em sua interface, por
uma argamassa apropriada, formando um elemento vertical coeso, que serve para vedar
espaços, resistir a cargas oriundas da gravidade, promover segurança, resistir a impactos, à
ação do fogo, isolar e proteger acusticamente os ambientes, contribuir para a manutenção do
conforto térmico, além de impedir entrada de vento e chuva no interior dos ambientes.
Tem-se como conceito estrutural principal, quando se trata de alvenaria estrutural, a
transmissão de ações de tensões de compressão. Pode-se até admitir a existência de tensões de
tração, entretanto essas tensões devem se restringir a pontos específicos da estrutura, além de
apresentarem valores reduzidos. Caso a estrutura apresente tensões de tração de forma
generalizada ou seus valores forem muito elevados, a estrutura pode até vir a ser tecnicamente
viável, porém dificilmente será economicamente satisfatória.
O desenvolvimento desse sistema se deu inicialmente por empilhamento simples de
unidades, tijolos ou blocos. Os vãos eram normalmente criados por aparelhos auxiliares,
como por exemplo, vigas de madeira, porém os vãos desse sistema possuíam dimensões
relativamente pequenas, sem contar o fato da durabilidade.
Para solucionar esses problemas, com o desenvolvimento construtivo, surgiram os
arcos, como mostrado na Figura 1-1. Os vãos poderiam ser obtidos por meio do arranjo
conveniente das unidades, de forma que era garantido o preceito da não-existência de tensões
de tração com valores significativos.

Figura 1-1: Estrutura em arco

1.2 Aspectos técnicos e econômicos:


A alvenaria passa ter dupla função de servir como vedação e de suporte para a
edificação. Porém é imprescindível discutir os aspectos técnicos e econômicos envolvidos no
sistema construtivo, isso significa considerar as suas principais vantagens e desvantagens.
1.2.1 Principais Parâmetros a serem considerados para a adoção do sistema
Normalmente, a alvenaria estrutural apresenta um custo maior do que a alvenaria de
vedação, pois necessita de ter sua resistência perfeitamente controlada, porém se economiza,
ao passo que, se tem a retirada dos pilares e vigas. Entretanto, é necessário que se atente a
alguns detalhes importantes.
Um sistema construtivo não pode ser considerado adequado a qualquer edifício,
portanto apresentam-se a seguir as três características mais importantes que devem ser levadas
em consideração para decidir qual sistema construtivo é mais adequado.
a) Altura da edificação:
Atualmente, no Brasil, pode-se afirmar que a alvenaria estrutural é adequada à
construção de edifícios de no máximo 16 pavimentos. Acima desse limite, a resistência dos
blocos encontrados no mercado não permite que a obra seja executada sem um esquema de
grauteamento generalizado, o que prejudica muito a economia. Além disso, mesmo que a
resistência à compressão dos blocos fosse adequada, as ações horizontais começariam a
produzir tensões de tração significativas, o que exigiria a utilização de armaduras e graute. E,
caso o número de pontos sob essas condições for muito grande, a parte econômica da obra
estará comprometida.
b) Arranjo arquitetônico
É importante se considerar a densidade de paredes estruturais por m² de pavimento.
Um valor indicativo razoável é que haja 0,5 a 0,7 m de paredes estruturais por m² de
pavimento.
c) Tipo de uso
Para edifícios comerciais ou residenciais de alto padrão, onde seja necessária a
utilização de grandes vãos, esse sistema normalmente não é adequado. A alvenaria estrutural é
mais utilizada em edifícios residenciais de padrão médio ou baixo, onde os vãos são
relativamente pequenos.
Em edifícios comerciais, especialmente, não é aconselhável o uso indiscriminado da
alvenaria estrutural, pelo fato de que é muito usual a necessidade de rearranjos das paredes
internas de forma a acomodar empresas de diversos portes. A adoção de desse sistema
construtivo para esses casos seria inconveniente, pois essa flexibilidade deixa de existir.

1.2.2 Principais pontos positivos do sistema


a) Economia de formas
As formas utilizadas em alvenaria estrutural se limitam àquelas necessárias para
concretagem das lajes, quando existem. São, portanto formas lisas, baratas e de grande
reaproveitamento.
b) Redução significativa nos revestimentos
Por ter-se um controle maior na execução e utilizar-se blocos de qualidade controlada,
tem-se uma redução significativa dos revestimentos. Geralmente o revestimento interno é
feito com uma camada de gesso aplicada diretamente sobre a superfície dos blocos. Da
mesma forma os azulejos podem ser colados diretamente sobre os blocos.
c) Redução nos desperdícios de material e mão de obra
Uma vez que não se admite ter alterações posteriores significativas nas paredes, como
rasgos ou aberturas para a colocação de instalações hidráulicas e elétricas, tem-se uma
importante causa da eliminação de desperdícios, o que implica numa virtual eliminação de
improvisações, que aumentam consideravelmente o preço de uma construção.
d) Redução do número de especialidades
Deixam de ser necessários profissionais como armadores e carpinteiros.

1.2.3 Principais pontos negativos do sistema


a) Dificuldade de se adaptar a arquitetura para um novo uso
Fazendo-se as paredes como parte da estrutura não existe a possibilidade de
adaptações significativas no arranjo arquitetônico.
b) Interferência entre projetos de arquitetura/estruturas/instalações
A interferência entre os projetos é muito grande quando se trata de uma obra em
alvenaria estrutural. A manutenção do módulo afeta de forma direta o projeto arquitetônico e
a impossibilidade de se furar paredes, sem um controle cuidadoso, condiciona de forma
marcante os projetos de instalações elétricas e hidráulicas.
c) Necessidade de uma mão de obra qualificada
A alvenaria estrutural exige uma mão de obra qualificada e apta a fazer uso de
instrumentos adequados para sua execução. Isso significa um treinamento prévio da equipe
contratada.
2 MATERIAIS

2.1 Componente e elemento


Entende-se por componente da alvenaria uma entidade básica, ou seja, algo que
compõe os elementos que, por sua vez, comporão a estrutura. Os componentes principais da
alvenaria estrutural são: blocos ou unidades, argamassa, graute e armadura. Já os elementos
são uma parte suficientemente elaborada da estrutura, sendo formados por pelo menos dois
componentes. Por exemplo, paredes, pilares, vigas, vergas, etc.

2.2 Unidade
Componente básico da alvenaria estrutural, as unidades são as principais responsáveis
pela definição das características resistentes da estrutura.
No Brasil as unidades mais utilizadas são as de concreto, cerâmicas e as unidades
sílico-calcáreas.
As unidades podem ser maciças ou vazadas, recebendo o nome de tijolos ou blocos,
respectivamente. São consideradas maciças aquelas que possuem um índice de vazios de no
máximo 25% da área total, caso contrário, é classificada como vazada. Usualmente os blocos
apresentam uma área de vazios em torno de 50%.
Ainda pode-se classificar as unidades quanto a sua aplicação, de vedação e estruturais.
A resistência característica do bloco à compressão, segundo a NBR 6163 – Blocos Vazados
de Concreto Simples para Alvenaria Estrutural, medida em relação a área bruta, deve ser:
fbk ≥ 6,0 Mpa: blocos em paredes externas sem revestimento;
fbk ≥ 4,5 Mpa: blocos em paredes internas ou externas com revestimento.
Apenas podem ser utilizados blocos de concreto com resistência característica de no
mínimo 4,5 Mpa. Já a NBR 7171 – Bloco Cerâmico para Alvenaria menciona que para os
blocos portantes cerâmicos a resistência mínima deve ser de 4 Mpa.
Obs: Para conversão da tensão na área bruta para tensão na área líquida, multiplica-se
o primeiro valor pelo inverso da porcentagem de vazios.

2.3 Argamassa
A argamassa de assentamento possui as funções de básicas de solidarizar as unidades,
transmitir e uniformizar as tensões entre as unidades de alvenaria, absorver pequenas
deformações e prevenir a entrada de água e de vento nas edificações. Normalmente composta
de areia, cimento, cal e água, a argamassa deve reunir boas características de trabalhabilidade,
resistência, plasticidade e durabilidade para desempenho de suas funções.
Apesar de, a resistência à compressão da argamassa não ser tão significativa para a
resistência à compressão das paredes, é necessário conhece-la, pois a NBR 10837 especifica
diferentes valores de tensão admissível à tração e ao cisalhamento para a alvenaria em função
desse parâmetro. Mais importante que essa característica é a plasticidade, que permite que as
tensões sejam transferidas de modo uniforme de uma unidade à outra.

2.4 Graute
Graute é um concreto com agregados de pequena dimensão e relativamente fluido,
necessário para preenchimento eventual dos vazios dos blocos. Tem função de promover a
solidarização dos blocos com ocasional armadura posicionada nos seus vazios, além de
promover o aumento da área da seção transversal das unidades. Desse modo permite-se as
armaduras combatam tensões de tração que a alvenaria por si só não teria condições de resistir
ou aumenta-se a capacidade estrutural da alvenaria à compressão.
O conjunto bloco, graute e armadura deve trabalhar de forma análoga ao concreto
armado.
Segundo a NBR 10837, o graute deve ter sua resistência característica maior ou igual a
duas vezes a resistência característica do bloco.
2.5 Armaduras
As barras de aço utilizadas nas construções em alvenaria são as mesmas utilizadas em
estruturas em concreto armado, mas nesse caso, serão sempre envolvidas por graute, para
garantir o trabalho conjunto com o restante dos componentes da alvenaria. Exceto quando são
colocadas armaduras nas juntas das argamassas de assentamento. Nesse caso, o diâmetro deve
ser no mínimo 3,8 mm, não ultrapassando a metade da espessura da junta.
3 MODULAÇÃO
A unidade é o componente básico da alvenaria. Uma unidade será sempre definida por
três dimensões principais: comprimento, largura e altura. O comprimento e, pode-se dizer,
também a largura definem o módulo horizontal, ou módulo em planta. Já a altura define o
módulo vertical, a ser adotado nas elevações.
Portanto, percebe-se que é muito importante que o comprimento e a largura sejam ou
iguais ou múltiplos, de maneira que efetivamente se possa ter um único módulo em planta. A
amarração das paredes será enormemente simplificada se isso ocorrer, havendo um ganho
significativo em termos de racionalização do sistema construtivo. Entretanto, caso essa
condição não for atendida, será necessário fazer uso de unidades especiais para a correta
amarração das paredes, o que pode acarretar consequências desagradáveis para o arranjo
estrutural.

Figura 3-1: Dimensões de uma unidade

A modulação nada mais é do que acertar as dimensões de um arranjo arquitetônico em


função das dimensões das unidades, de modo a não se necessitar, ou pelo menos reduzir
drasticamente, ajustes necessários à execução das paredes.
Se as dimensões de uma edificação não forem moduladas, como os blocos não devem
ser cortados, os enchimentos resultantes certamente levarão a um custo maior e uma
racionalidade menor para a obra em questão.
Uma obra de alvenaria estrutural deve apresentar todas as suas dimensões moduladas.
Ajustes até podem ser realizados, mas em poucos pontos e apenas sob condições muito
particulares.
3.1 Blocos usualmente utilizados
Existem três tipos de modulação longitudinal no Brasil, a de 15 cm e a de 20 cm, ou
seja, comprimentos múltiplos desses valores, na região Norte e Nordeste é comum o módulo
de 12 cm para edificações de até dois pavimentos, que também começa a ser utilizada no
restante do país. Normalmente, a largura é igual ao módulo longitudinal, mas para o caso de
módulo longitudinal de 20 cm, pode-se encontrar larguras de 15 ou 20 cm.
A NBR 6136, que trata de blocos vazados de concreto para alvenaria estrutural,
especifica duas larguras padronizadas: largura nominal de 15 cm, denominados blocos M-15,
e largura nominal de 20 cm, denominados blocos M-20. Entretanto, segundo a norma, os
comprimentos padronizados serão sempre de 20 e 40 cm e as alturas de 10 e 20 cm. A
padronização adotada, quanto ao comprimento, é adequada à largura de 20 cm, mas revela-se
inadequada à largura de 15 cm.
No caso de modulação vertical, não é comum encontrar-se valores diferentes de 20
cm, exceto para blocos compensadores.
Na modulação de 15 cm, normalmente são encontrados os blocos com 15, 30 e 45 cm
de comprimento, todos com 15 cm de largura.
Quando se trata do módulo de 20 cm, cujos blocos usuais têm comprimentos nominais
de 20 cm, 40 cm, são encontradas larguras de 15 e 20 cm. Para a largura de 15 cm, é também
frequentemente encontrado um bloco especial de 35 cm, um módulo de 15 somado a um
módulo de 20.

Figura 3-2: Blocos de comprimentos 15, 30 e 45 cm, largura 15 cm e altura 20 cm

Figura 3-3: Blocos de comprimentos 20, 40 e 35 cm, largura 15 cm e altura 20 cm


3.2 Escolha da modulação a ser utilizada
A arquitetura é um ponto muito importante na definição do módulo a ser adotado, ao
pensar que, é simplesmente fazer com que as dimensões internas dos ambientes em planta
devem ser múltiplas de 15 ou 20, dependendo do módulo adotado. Entretanto, o principal
parâmetro a ser considerado para a definição da distância modular horizontal de uma
edificação em alvenaria é a largura do bloco a ser adotado. Dessa forma pode-se prescindir da
utilização de blocos especiais e evitar uma série de problemas muito comuns em especial na
ligação de duas paredes, tanto em canto quanto em bordas.
Todavia, nem sempre é possível definir o módulo apenas seguindo esse procedimento,
pode ocorrer de não se conseguir um fornecedor para a modulação mais adequada. Um
fornecedor a mais de 200 km de distância tornam o frete proibitivo por questões econômicas.
Quanto a modulação vertical, a situação é mais simples, normalmente. Trata-se apenas
de ajustar a distância do piso ao teto para que seja um múltiplo do módulo vertical a ser
adotado, normalmente 20 cm. Lembrando que o módulo horizontal adotado e a largura dos
blocos também não influem na escolha do módulo vertical.

3.3 Modulação horizontal – Principais detalhes


Deve-se atentar às dimensões reais dos blocos. Quando se adota um determinado
módulo, chamado de M, esse módulo refere-se ao comprimento real do bloco mais a
espessura de uma junta, chamada de J.
Portanto o comprimento real de um hloco inteiro será 2M - J e o comprimento real de
um meio bloco será M - J. Considerando-se as juntas mais comuns, que são de 1 cm, tem-se
que os comprimentos reais dos principais blocos serão seus comprimentos nominais (15, 20,
30, 35, 45 cm) diminuídos de 1 cm (14, 19, 29, 34, 44 cm). Entretanto, existem blocos
preparados para juntas de 0,5 cm, principalmente nas famílias de módulo 15 cm. Nesse caso
os comprimentos reais seriam de 14,5 cm, 29,5 cm e 44,5 cm.

Figura 3-4: Dimensões reais e dimensões nominais

Então, as dimensões reais de uma edificação sem se considerar os revestimentos


(dimensões entre faces), serão sempre determinadas pelo número de módulos e juntas que se
fizerem presentes no intervalo.
Quando a dimensão entre blocos de canto ou borda vizinhos é um número par vezes o
módulo, os blocos se apresentarão paralelos. Em caso contrário, se a dimensão for um número
ímpar vezes o módulo, os blocos estarão perpendiculares, como mostrado na figura abaixo.

Figura 3-5: Dimensões reais entre faces de blocos

Com esses conceitos já é possível definir a primeira fiada de blocos. As demais fiadas
devem levar em consideração a preocupação de se evitar ao máximo as juntas a prumo.
Portanto, as fiadas subsequentes são definidas de modo a se produzir a melhor concatenação
possível entre os blocos.

Figura 3-6: Fiadas 1 e 2 e elevação de uma parede sem juntas a prumo

3.4 Soluções recomendadas para cantos e bordas


Apesar de os blocos vazados de concreto serem destacados nesse item, as disposições
adotadas podem ser adaptadas para outros tipos de blocos, inclusive cerâmicos e não-vazados.
3.5 Módulo e largura iguais
Independentemente de seu valor, 12, 15 ou 20 cm, os detalhes apresentados serão os
mesmos para qualquer caso. Na grande maioria das edificações residenciais a largura de bloco
ideal a ser adotada é de 15 cm. Nesse caso, o módulo ideal também será o de 15 cm. Quando
for possível adotá-lo, os detalhes de cantos e bordas são muito simples, em especial quando se
puder utilizar o bloco de três módulos nas bordas, como mostrado nas seguintes figuras.

Figura 3-7: Canto com modulação e largura iguais

Figura 3-8: Borda com modulação e largura iguais, com bloco especial de três módulos

Figura 3-9: Borda com modulação e largura iguais, sem bloco especial de três módulos
3.5.1 Largura menor que o módulo
Caso o projetista não puder utilizar o módulo e a largura do bloco iguais, será
necessário se prever a utilização de blocos especiais para a solução de cantos e bordas. Sem a
utilização desses blocos, as fiadas de canto, se tornam inadequadas, tanto em relação à
continuação das fiadas quanto ao mau posicionamento dos septos.

Figura 3-10: Canto com o módulo e largura diferentes, sem bloco especial

Assim, para esses casos, imprescindível a utilização do bloco especial no qual um dos
furos é especialmente adaptado para a dimensão da largura do bloco, enquanto o outro é um
furo com as dimensões normais. Para blocos que estejam de acordo com a especialização M-
15 da NBR 6163, módulo de 20 cm com largura 15 cm, o bloco especial teria 35 cm de
comprimento. Apenas com a utilização desse tipo de bloco é que se pode realizar
corretamente a concatenação de blocos entre as diversas fiadas.

Figura 3-11: Canto com módulo e larguras diferentes, com bloco especial

A modulação de uma borda também pode ser resolvida com o auxílio de blocos
especiais.
Figura 3-12: Borda com módulo e largura diferentes, com bloco especial

E ainda pode-se utilizar um bloco especial de três furos, os furos da extremidade com
as dimensões normais e o furo do meio com a dimensão adaptada à largura das unidades.
Entretanto, esse tipo de bloco é mais difícil de ser encontrado, além apresentar dificuldades de
instalação, pois teria um peso alto e seria de 55 cm. Porém, o esquema de fiadas da borda
pode ser simplificado com a sua utilização, como pode ser observado no seguinte esquema:

Figura 3-13: Borda com módulo e largura diferentes, com bloco especial de três furos

3.6 Modulação vertical – Principais detalhes


A modulação vertical raramente provoca mudanças significativas no arranjo
arquitetônico. Existem basicamente duas formas de se realizar essa modulação. A primeira é
aquela em que a distância modular é aplicada de piso a teto. Assim, paredes de extremidades
terminarão om um bloco J que tem uma das suas laterais com uma altura maior que a
convencional, de modo a acomodar a altura da laje e as paredes internas terão sua última fiada
composta por blocos canaleta comuns.
Figura 3-14: Modulação de piso a teto

A segunda possibilidade de modulação vertical que pode ser utilizada é a aplicação da


distância modular de piso a piso. A última fiada das paredes externas será formada por blocos
J com uma das suas laterais com altura menor que a convencional, de forma a também
propiciar a acomodação da espessura da laje. Já as paredes internas apresentarão, em sua
última fiada, blocos compensadores, para permitir o ajuste da distância de piso a teto que não
estará modulada.

Figura 3-15: Modulação de piso a piso

4 ANÁLISE ESTRUTURAL PARA CARGAS VERTICAIS


A partir da planta básica, define-se quais parede serão consideradas estruturais ou não-
estruturais em relação às cargas verticais. Alguns fatores podem condicionar esta escolha:
utilização da edificação, simetria da estrutura, etc.
Os sistemas estruturais podem ser classificados em alguns tipos notáveis:

4.1 Paredes transversais


Utilizável em edifícios de planta retangular e alongada. As paredes externas, na
direção do maior comprimento, são não estruturais, de forma a permitir a colocação de
grandes caixilhos. As lajes são armadas em uma direção, de forma a apoiarem-se sobre as
paredes estruturais.