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PREFÁCIO

A Divisão de Serviços Náuticos Yamaha publicou este texto de treinamento.


Ele foi compilado e feito para as aulas de treinamento YTA Bronze e será uma
grande ferramenta quando você iniciar seu treinamento YTA ou as aulas de
certificação YTA Bronze.

O QUE NÓS
APRENDEMOS NO
VOLUME
INTRODUÇÃO
Neste volume nós aprendemos a respeito dos
sistemas elétricos dos motores de popa, além
dos fundamentos da eletricidade, e entramos
em detalhes sobre o papel e o funcionamento
das funções elétricas utilizadas nas
embarcações e motores de popa.

Texto de Treinamento YT A Bronze

2008 por Yamaha Motor do Brasil Ltda.


2ª Edição, Abril de 2008
Todos os direitos reservados.
É expressamente proibida qualquer
reimpressão ou uso não-autorizado
sem a permissão por escrito da
Yamaha Motor do Brasil Ltda.
Impresso no Japão
CAPÍTULO 1 CAPÍTULO 3
A ELETRICIDADE À CIRCUITO ELÉTRICO DE
NOSSA VOLTA MOTORES DE POPA

INTRODUÇÃO ............................................ 1-1 INTRODUÇÃO ............................................ 3-1


O QUE NÓS APRENDEMOS NO O QUE NÓS APRENDEMOS NO
CAPÍTULO 1 ........................................ 1-1 CAPÍTULO 3 ........................................ 3-1
O QUE É A ELETRICIDADE? .................... 1-1 NOME E PAPEL DOS CIRCUITOS
O QUE É A ELETRICIDADE? ................. 1-1 ELÉTRICOS ................................................ 3-1
O QUE ACONTECE QUANDO VISÃO GERAL DE SISTEMA
A ELETRICIDADE FLUI ....................... 1-4 ELÉTRICO ........................................... 3-1
VIDA DIÁRIA E ELETRICIDADE ............... 1-6 ELETRICIDADE REQUERIDA POR
USO DA ELETRICIDADE ........................ 1-6 MOTORES DE POPA.................................. 3-2
FONTES DE ELETRICIDADE ................. 1-6 SISTEMA DE IGNIÇÃO ........................... 3-2
ELETRICIDADE NA USINA PARTIDA DO MOTOR ............................. 3-2
ELÉTRICA ............................................ 1-7 GERAÇÃO DE ENERGIA
CÉLULA PRIMÁRIA (BATERIA) .............. 1-8 ELÉTRICA ............................................ 3-4
CÉLULA SECUNDÁRIA COMUTAÇÃO/REGULAÇÃO ................. 3-5
(BATERIA) .......................................... 1-10 SISTEMA DE SINAIS.................................. 3-7
COMO A ELETRICIDADE É INTERRUPTORES .................................. 3-7
UTILIZADA EM EMBARCAÇÕES ..... 1-12 SENSORES ............................................. 3-7
MEDIDOR/ALARME SONORO .............. 3-7

CAPÍTULO 2
CONHECIMENTO BÁSICO DA CAPÍTULO 4
ELETRICIDADE SERVIÇO DO CIRCUITO
ELÉTRICO

INTRODUÇÃO ............................................ 2-1


O QUE NÓS APRENDEMOS NO INTRODUÇÃO ............................................ 4-1
CAPÍTULO 2 ........................................ 2-1 O QUE NÓS APRENDEMOS NO
FUNDAMENTOS DA ELETRICIDADE ........ 2-2 CAPÍTULO 4 ........................................ 4-1
O QUE É CORRENTE/VOLTAGEM/ DIAGNÓSTICO DE FALHAS DE
RESISTÊNCIA ELÉTRICA? ................. 2-2 CIRCUITOS ELÉTRICOS ........................... 4-1
CORRENTE CONTÍNUA E MEDIÇÃO DO CIRCUITO
CORRENTE ALTERNADA .................. 2-5 ELÉTRICO ........................................... 4-1
CIRCUITO EM SÉRIE E CIRCUITO
EM PARALELO .................................... 2-6
CIRCUITO ELÉTRICO ............................ 2-7
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

INTRODUÇÃO
O QUE NÓS APRENDEMOS NO
CAPÍTULO 1
Este capítulo descreve a eletricidade à nossa
volta, ou seja, o que é o fenômeno do fluxo de
corrente e o uso da eletricidade.
Luz (lâmpada) Eletrodomésticos

Bateria Linha de transmissão/


Usina elétrica

O QUE É A ELETRICIDADE?
O QUE É A ELETRICIDADE?
Elétron livre
Para saber o que é a eletricidade, você deve
conhecer os átomos que constituem a maté-
ria. Tal conexão é chamada de “aterramento do
corpo” e utiliza o membro metálico como parte
Núcleo
do circuito, dessa maneira servindo para reduzir
a utilização de chicotes de fiação. O átomo
consiste do núcleo eletricamente positivo e do
elétron, que é eletricamente negativo. A
29 unidades positividade do núcleo e a negatividade do
elétron são eletricamente iguais e atraem uma
à outra. Entretanto, o elétron algumas vezes se
afasta do núcleo. Este elétron é chamado de
elétron livre e o fluxo de elétrons livres se
movendo livremente entre os átomos
geralmente é chamado de eletricidade.

1-1
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

1. Eletricidade estática
Quando você esfrega um tubo de ensaio seco
com um pano de seda, os elétrons que existem
no tubo de ensaio se transformam em elétrons
livres e fluem para o pano de seda. Nesta
condição, dizemos que o tubo de ensaio está
carregado positivamente e o pano de seda está
carregado negativamente. Uma substância
carregada possui uma carga, e a força que uma
substância carregada exerce sobre outra é
chamada de eletricidade estática.

Carregado
positivamente

Carregado
negativamente

Geração de
eletricidade
estática

Carregado
positivamente

Carregado
negativamente

1) Série triboelétrica

Carregado positivamente Carregado negativamente

Pele de animal

Cristal

Poliestireno

Vidro

Papel

Seda

Parafina

Borracha

Enxofre

Celulóide

Ebonite

1-2
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

2. Fluxo de elétrons e corrente elétrica


Quando uma substância carregada
positivamente e outra substância carregada
negativamente são colocadas em contato, os
elétrons livres fluem do lado negativo para o lado
positivo. Este fluxo é chamado de corrente
Carregado
positivamente
Carregado
negativamente
elétrica. A eletricidade em um local onde o fluxo
é gerado constantemente é chamada de
eletricidade dinâmica em comparação com a
eletricidade estática.

Geração de
corrente elétrica

3. Corrente e resistência elétrica


Quando a eletricidade é ativa, as forças abaixo
atuam.
Voltagem = Força para fazer a corrente elétrica
fluir
Número de elétrons de B Número de elétrons de A

3 unidades 3 unidades
Potencial elétrico = Diferença relativa de
3 unidades 9 unidades voltagem (terra = potencial elétrico 0)
Voltagem = Força que atua para alinhar A e B Resistência = Força contrária à corrente.
Voltagem = Diferença de potencial elétrico entre A e B Em outras palavras, para que a corrente flua, é
requerida uma voltagem que gere uma diferença
de potencial elétrico e exceda a resistência.
Voltagem e resistência são descritas em
detalhes no próximo capítulo.

Número de elétrons de B Número de elétrons de A

3 unidades 3 unidades
6 unidades 6 unidades

Voltagem = Força que atua para alinhar A e B

Voltagem = Diferença de potencial elétrico entre A e B

1-3
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

O QUE ACONTECE QUANDO A


ELETRICIDADE FLUI
A corrente elétrica é acompanhada com
Geração de calor voltagem e possui uma energia para sobre-pujar
a resistência. Portanto, um grande calor é
gerado pelo fluxo de corrente elétrica.
A corrente elétrica é dotada de polaridade
positiva (+) e negativa (–). Quando a corrente
elétrica flui, os elétrons livres de polaridade
negativa (–) se movem para o lado positivo (+),
Geração de
campo magnético o que gera um campo magnético na vizinhança.

Geração de calor 1. Geração de calor


Quando a corrente elétrica flui através de um
fio, os elétrons livres e os elétrons do metal
colidem uns com os outros, gerando calor.

Elétron livre

Fio Elétron do metal

2. Geração de força magnética


Quando a corrente elétrica flui, uma força
magnética é gerada. Isso pode ser confirmado
colocando-se uma bússola próxima ao fio onde
ocorre o fluxo de corrente elétrica.

1-4
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

1) Propriedade de bobina
Um fio enrolado em um formato cilíndrico é
chamado de bobina solenóide. Quando se
permite que a corrente elétrica flua através da
bobina solenóide, os pequenos campos
Geração de
força magnética magnéticos vizinhos cancelam um ao outro e
um grande campo magnético é gerado. Além
disso, quando uma barra de ferro é inserida no
núcleo da bobina solenóide, um campo
magnético maior é gerado. Este mecanismo é
utilizado em eletroímãs.

Introduza uma
barra de ferro.

Geração de
força magnética

Introduza uma O campo


barra de ferro. magnético é
intensificado.

Geração de
força magnética

1-5
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

VIDA DIÁRIA E ELETRICIDADE


USO DA ELETRICIDADE
Estamos rodeados por muitos produtos que
utilizam a eletricidade. Vamos considerar as
propriedades da eletricidade pelo uso de
produtos característicos.
Luz/Lâmpada Aquecedor Trem elétrico
elétrico

Microfone/alto-falante Sensor

1. Finalidade do uso

Luz Calor Energia

Som Controle

FONTES DE ELETRICIDADE
Estamos cercados por muita eletricidade e há
dois tipos da eletricidade, ou seja, corrente
contínua e corrente alternada. A eletricidade
Usina elétrica atômica Usina termoelétrica
gerada na usina elétrica é CA, enquanto a
eletricidade fornecida por uma bateria é CC.
Vamos estudar o princípio pelo qual a
eletricidade é gerada.

Bateria Bateria

1-6
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

ELETRICIDADE NA USINA ELÉTRICA


O fenômeno da geração de eletricidade quando
uma bobina cruza um campo magnético é
chamado de indução eletromagnética (regra de
Usina elétrica atômica
Fleming, ou “regra da mão direita”). Em uma
usina elétrica, a bobina é girada por diversos
meios para gerar eletricidade. A eletricidade
gerada pela indução eletro-magnética é alterada
permanentemente pelo tamanho e direção do
Estação termoelétrica Usina hidroelétrica
cruzamento do campo magnético.

Turbina
Vapor
Gerador

Transformador

Usina elétrica atômica


Vapor

Estação termoelétrica

Turbina hidráulica

Pressão da água
Usina hidroelétrica

1. Indução eletromagnética familiar

Intenso em alta velocidade

Fraco em baixa velocidade

Intenso em alta velocidade

Fraco em baixa velocidade

1-7
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

CÉLULA PRIMÁRIA (BATERIA)


Eletrólito Uma bateria contém um líquido especial
chamado de eletrólito, o qual transporta a
eletricidade. Dois tipos de metal, ou seja, o metal
que se une ao eletrólito (zinco) e o metal que
não o faz (cobre) são imersos em eletrólito e,
em seguida, os dois metais são conectados por
um fio. Então o elemento positivo (+) na placa
de zinco se une ao eletrólito e a placa de zinco
é dotada de uma propriedade negativa (–).
Portanto, os elétrons se movem da placa de
zinco em direção à placa de cobre.

Eletrólito

Um recipiente é preen-
Eletrólito
chido somente com ele-
trólito. Os íons de hidro-
gênio e os íons de ácido
sulfúrico são misturados.

Uma placa de cobre e uma


placa de zinco são imersas
no eletrólito.
Eletrólito

Eletrólito

Os íons positivos (+)


abandonam a placa de zinco.

1-8
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

Conecte ambas as
placas com um fio
elétrico (e lâmpada).

Eletrólito

O negativo (–) da placa


de zinco começa a fluir
para a placa de cobre e
a lâmpada se acende.

O negativo (–) da placa


de zinco começa a fluir
para a placa de cobre e
a lâmpada se acende.

Os íons de hidrogênio
alcançam a placa de
cobre ao mesmo tempo.

Os elétrons negativos (–)


da placa de cobre e os
íons de hidrogênio aderem Eletrólito
uns aos outros e se
transformam em moléculas
de hidrogênio que flutuam
na forma de bolhas.

1-9
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

1. Projeto de uma bateria geral

Barra de Recipiente de
carbono (pólo +) Eletrólito (combinação) zinco (pólo –)

CÉLULA SECUNDÁRIA (BATERIA)


Ácido sulfúrico Uma bateria que possa ser utilizada
diluído
repetidamente por descarga (uso) e carga
(recarga) é chamada de bateria secundária em
comparação com a bateria primária.

Ácido sulfúrico
diluído

O ácido sulfúrico diluído


contém íons ionizados de
hidrogênio e íons de
ácido sulfúrico se unindo.

Ácido sulfúrico diluído

Os átomos de chumbo
se fundem na solução,
liberando elétrons.

Ácido sulfúrico diluído

Uma diferença de potencial elétrico


é gerada entre os eletrodos, e os
elétrons na
placa de chumbo se movem
para formar dióxido de chumbo.

1-10
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

Ácido sulfúrico diluído

Os elétrons e os íons de
hidrogênio se combinam nas
moléculas de hidrogênio, que
são compostas com dióxido de
chumbo para se transformarem
em água e chumbo.

Ácido sulfúrico diluído

Os elétrons e os íons de
hidrogênio se combinam nas
moléculas de hidrogênio, que
são compostas com dióxido de
chumbo para se transformarem
em água e chumbo.
Os íons de chumbo e
íons de ácido sulfúrico
se combinam em ácido
sulfúrico chumbo.

A diferença de potencial
se torna cada vez
menor e os elétrons
param de se mover.

O ácido sulfúrico
chumbo aumenta cada
vez mais em ambos os
eletrodos, dificultando
o fluxo da corrente.

O ácido sulfúrico diluído


se torna mais e mais fino
devido à água gerada no
eletrodo positivo (+).

Conecte o
carregador de
bateria.

Carregador
de bateria
O dióxido de chumbo e
a água se compõem na
forma de dióxido de
chumbo, íons de
hidrogênio e íons de
ácido sulfúrico.

1-11
CAPÍTULO 1 - A ELETRICIDADE À NOSSA VOLTA

Ácido sulfúrico diluído

Carregador
de bateria

O sulfato de chumbo e
os elétrons se compõem
e retornam aos íons de
ácido sulfúrico e
chumbo original.

Ácido sulfúrico diluído

Quando um carregador é conectado para gerar


uma corrente elétrica oposta ao modo de
descarga, a bateria recupera sua condição
original.

COMO A ELETRICIDADE É UTILIZADA


EM EMBARCAÇÕES
Luzes de navegação Em nosso mundo náutico, a eletricidade possui
Instrumentos as funções mostradas.
Limpador do pára-brisa
Buzina Radiofone

Motor de partida

Molinete

Ventoinha

Bomba de drenagem do porão

PTT

1-12
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE

INTRODUÇÃO
O QUE NÓS APRENDEMOS NO
CAPÍTULO 2
Neste capítulo, nós aprendemos fatores
importantes para o conhecimento dos
fundamentos da eletricidade (tal como a
voltagem, a eletricidade, a resistência e o
circuito) em detalhes.

2-1
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE

FUNDAMENTOS DA ELETRICIDADE
O QUE É CORRENTE/VOLTAGEM/
RESISTÊNCIA ELÉTRICA?
Para conhecer o funcionamento da eletricidade,
O potencial da água é alto vamos considerar a água como exemplo.
= A voltagem é alta.
Quando comparamos a eletricidade com a
O potencial da água é
baixo. água, a corrente elétrica ao fluxo de água, a
= A voltagem é baixa.
voltagem à pressão da água e a resistência
elétrica à tubulação de água da cidade,
encontramos a seguinte relação.
A água (= eletricidade) flui do alto para baixo.

O potencial da água é O potencial da água é


alto. baixo.
= A voltagem é alta. = A voltagem é baixa.

A água (= eletricidade) flui do alto para


baixo.

O potencial da água é
alto
= A voltagem é alta. O potencial da água é baixo.
= A voltagem é baixa.

A água (= eletricidade) flui do alto para


baixo.

Quanto maior e mais curta a tubulação de água da cidade conectada


(= fio), mais água fluirá (= corrente elétrica).

O potencial da água é alto. O potencial da água é baixo.


= A voltagem é alta. = A voltagem é baixa.

A água (= eletricidade) flui do alto para


baixo.

Quanto maior e mais curta a tubulação de água da cidade conectada


(= fio), mais água fluirá (= corrente elétrica).

2-2
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE

1. Quando a diferença de voltagem


desaparece

Quando não há diferença do potencial da água


(potencial elétrico), a água (corrente elétrica) não flui.

Bomba

Quando não há diferença de potencial da água


(potencial elétrico), a água (corrente elétrica) não flui.

Quando a água é bombeada (gerador), a água (corrente


elétrica) começa a fluir.

Bomba

Quando não há diferença de potencial da água (potencial


elétrico), a água (corrente elétrica) não flui.

Quando a água é bombeada (gerador), a água (corrente


elétrica) começa a fluir.

2. Tamanho da corrente
A unidade para representar o tamanho da
corrente elétrica é chamada de ampere [A].
Quanto maior este valor, maior o fluxo da
corrente elétrica.

Número de elétrons fluindo por segundo

2-3
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE
3. Nível de voltagem
A voltagem indica o quanto se permite que a
corrente elétrica flua, e é representada em volts
Potencial da água
[V]. Quanto mais alto este valor, mais alta será
(= voltagem elétrica)
a voltagem.

A diferença de potencial da água (= potencial elétrico) é


representada pela diferença de pressão da água (=
voltagem).

Potencial da água
(= voltagem elétrica)

A diferença de potencial da água (= potencial elétrico) é


representada pela diferença de pressão da água (=
voltagem).

Potencial da água
(= voltagem elétrica)

A diferença de potencial da água (= potencial elétrico) é


representada pela diferença de pressão da água (=
voltagem).

4. Tamanho da resistência
A resistência é a força que atua para deter o
fluxo da eletricidade. A resistência é
proporcional ao comprimento e inversamente
proporcional à seção transversal do fio.
Comprimento: Duplo, Seção transversal: Mesma

Comprimento: Mesmo, Seção transversal: Dupla

Difícil condução da eletricidade Fácil condução da eletricidade


1) Substâncias que conduzem eletricidade
facilmente
Metal

Mercúrio

Chumbo
Água do mar
Ferro

Alumínio

Ouro
Água destilada Germânio
Cobre

Prata

2-4
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE
5. Relação da corrente/voltagem/
resistência elétrica
[Voltagem]
Para permitir que mais corrente elétrica flua, a
[Corrente elétrica]
[Resistência]
voltagem deverá ser mais elevada ou a
resistência menor. Esta relação é representada
pela fórmula mostrada, chamada lei de Ohm.
Para permitir um fluxo maior da corrente
elétrica:
Aumentar o numerador = Aumentar a voltagem Em notação, a corrente elétrica é representada
por I, a voltagem por V e a resistência por R.
Memorize esta notação.

[Voltagem]
[Corrente elétrica]
[Resistência]

Para permitir um fluxo maior da corrente elétrica:


Aumentar o numerador = Aumentar a voltagem
Diminuir o denominador = Diminuir a resistência

CORRENTE CONTÍNUA E CORRENTE


ALTERNADA
Corrente contínua A eletricidade possui pólos positivo (+) e
negativo (–). Quando estes pólos são sempre
os mesmos, ela é chamada de CC. Quando eles
mudam de polaridade, ela é chamada de CA.
Corrente alternada

Ciclo

2-5
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE

CIRCUITO EM SÉRIE E CIRCUITO EM


PARALELO
Circuito
em série
Circuito
em paralelo
Compare as características de uma bateria
Lâmpada
Resistor
Brilho
da
Duplica o O mesmo que
modo de o modo de
lâmpada bateria única bateria única
quando conectada em série e em paralelo com
Duração O mesmo que Duplica o
da o modo de modo de
a corrente elétrica que flui. Quando as baterias
bateria bateria única bateria única
são conectadas em série, a energia é duplicada,
Quando uma lâmpada é conectada a uma bateria
mas a duração é a mesma que a de uma única
bateria. Por outro lado, quando as baterias são
conectadas em paralelo, a energia é a mesma
que a de uma única bateria, mas a duração é
duplicada. Considere o exemplo ao lado para
Circuito em série Circuito em paralelo
facilitar o entendimento.
Circuito Circuito
em série em paralelo
Lâmpada
Brilho Duplica o O mesmo que
Resistor da modo de o modo de
lâmpada bateria única bateria única

Duração O mesmo que Duplica o


da o modo de modo de
bateria bateria única bateria única

Quando uma lâmpada é conectada a uma bateria

Circuito em série Circuito em paralelo

Circuito
em série
Circuito
em paralelo
1. Quando há duas lâmpadas (= resistores)
Lâmpada Metade do O mesmo que
Resistor Brilho modo de o modo de
da lâmpada lâmpada
lâmpada única única
Duração O mesmo que Metade do
da o modo de modo de
lâmpada lâmpada
bateria única única

Quando uma lâmpada é conectada a uma bateria

Circuito em série Circuito em paralelo

Circuito Circuito
em série em paralelo
Lâmpada Metade do O mesmo que
Brilho
Resistor da modo de o modo de
lâmpada lâmpada lâmpada
única única
Duração O mesmo que Metade do
da o modo de modo de
lâmpada lâmpada
bateria única única
Quando uma lâmpada é conectada a uma bateria

Circuito em série Circuito em paralelo

2-6
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE

CIRCUITO ELÉTRICO
Quando representamos o fluxo da eletricidade,
utilizamos um circuito elétrico. Quando se
permite o fluxo da eletricidade com um
interruptor, dizemos que o circuito é fechado
(circuito fechado) e quando impedimos que a
eletricidade flua com um interruptor, dizemos
que o circuito é aberto (circuito aberto).

1. Para fechar o circuito

2. Para abrir o circuito

2-7
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE
3. Terra (massa)
A diferença de potencial elétrico determina o
fluxo da corrente elétrica. A situação de
potencial elétrico ‘0’ é chamada de terra ou
massa e o aterramento corresponde a isso. Nos
motores de popa, o terminal negativo (–) de uma
conexão elétrica e o terminal negativo da bateria
são conectados a um membro metálico tal como
o corpo do cilindro.

4. Curto-circuito
Curto-circuito significa conectar dois pontos com
potencial elétrico diferente com um fio de
resistência muito pequena em um circuito
elétrico.

Tome cuidado quanto a um curto-


circuito, pois ele não somente
derrete o fusível como também
danifica o circuito.

Bobina de ignição 5. Símbolos típicos de circuitos


Interruptor Cabo de ignição É mostrado um circuito elétrico que utiliza os
Bobina primária Bobina secundária símbolos de circuitos típicos e fotografias reais
Fusível
Conector da vela dos produtos. Eles são freqüentemente
de ignição
Vela de ignição
encontrados ao realizar serviços nos motores
Bateria de popa. Assegure-se de memorizar estes
símbolos junto com o circuito elétrico.
Platinado Condensador

Terra (massa)

2-8
CAPÍTULO 2 - CONHECIMENTO BÁSICO DA ELETRICIDADE

Nome Marca do Nome Marca do


símbolo
6. Outros símbolos
símbolo

Fio Bateria

Fio Platinado
(Conectado)

Vela
Fio de
(Desconectado)
ignição
Aterramento Gerador
(massa)

Conector Motor
elétrico

Resistor Amperímetro

Resistência Voltímetro
variável
Direção da
Bobina corrente elétrica
para trás
Bobina Direção da
de corrente elétrica
ignição para frente

Condensador Diodo

Transistor
Interruptor Tipo NPN

Fusível Transistor
Tipo PNP

2-9
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

INTRODUÇÃO
O QUE NÓS APRENDEMOS NO
CAPÍTULO 3
Neste capítulo, nós estudamos a visão geral
do sistema elétrico de barcos e motores de
popa, além de detalhes dos equipamentos
característicos.

NOME E PAPEL DOS


CIRCUITOS ELÉTRICOS
VISÃO GERAL DE SISTEMA ELÉTRICO
O sistema elétrico dos barcos e motores de
popa realiza as funções de Ignição/controle,
Partida do motor, Carga, Advertência, etc.,
Advertência conforme mostrado.
Carga

Partida do motor

Ignição/Controle

1. Modelo 2 tempos com alimentação de


óleo independente
O sistema elétrico dos modelos com motor 2
Lubrificação
Advertência tempos com alimentação de óleo independente
Carga realiza as funções de Ignição/controle, Partida
Partida do motor
do motor, Carga, Advertência, Lubrificação, etc.,
conforme mostrado.
Ignição/Controle

3-1
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

ELETRICIDADE REQUERIDA
POR MOTORES DE POPA
A eletricidade requerida pelos motores de popa
é alimentada por uma bateria. Enquanto o motor
está em funcionamento, a energia é gerada pelo
motor e a bateria é carregada.

Bateria (a bordo do barco)

Para um modelo de tamanho pequeno tal como


um monocilíndrico ou de dois cilindros, a bateria
não é instalada a bordo, mas a energia gerada
pelo volante é utilizada diretamente. A partida
do motor é manual.

SISTEMA DE IGNIÇÃO
Sensor de posição do acelerador Bobina de pulsos A ignição é feita no ponto ideal, alimentada por
bateria. A sincronização da ignição é controlada
pelos sinais provenientes do sensor de posição
do acelerador e da bobina de pulsos.

Bobina de ignição

Bateria

PARTIDA DO MOTOR
Relé Quando o interruptor de partida do motor no lado
Eixo do pinhão do casco é ligado, o motor de partida gira e
Alavanca
de mudança aciona o motor.
Bateria

Motor de partida

Interruptor de partida do motor

3-2
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

Relé 1. Progresso da operação


Eixo do pinhão
Alavanca
de mudança

Bateria

Motor de partida

Interruptor de partida do motor

Relé

Eixo do pinhão
Alavanca
de mudança

Bateria

Motor de partida

Interruptor de partida do motor

Relé

Eixo do pinhão
Alavanca
de mudança

Bateria

Motor de partida

Interruptor de partida do motor

Relé

Eixo do pinhão
Alavanca
de mudança

Bateria

Motor de partida

Interruptor de partida do motor

2. Motor de partida
Quando o interruptor de partida do motor é
ligado, a válvula eletromagnética do relé é
ativada e energiza o terminal da bateria e o
terminal do motor de partida. Quando o motor
de partida é energizado, o interruptor magnético
é energizado e ativa o êmbolo e o motor.

3-3
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA


Em um motor de popa equipado com motor de
partida, o magneto do volante gera energia e
carrega a bateria.

1. Princípio de operação

Bobina Estator 2. Alternador CA


Voltímetro O gerador CA, ou alternador, é um dispositi-vo
para geração de CA com um rotor
Alternador CA Eletromagneto
eletromagnético que gira no interior da bobina
Bobina A de geração de energia (estator). O campo
Estator
magnético é gerado pelo eletromagneto e o fluxo
de corrente para o eletromagneto é alterado de
acordo com a velocidade de rotação de rotor, o
que controla a voltagem gerada. O gerador CA
Eletromagneto
está disponível nos tipos monofásico, bifásico
e trifásico dependendo do número de bobinas
para a geração de energia.

3-4
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

Bobina Estator 3. Bifásico


Voltímetro

Alternador CA Eletromagneto
Bobina A
Bobina B
Estator

Eletromagneto

Bobina Estator 4. Trifásico


Voltímetro

Alternador CA Eletromagneto
Bobina A
Bobina B
Estator

Eletro-
Bobina C magneto

COMUTAÇÃO/REGULAÇÃO
A eletricidade gerada pelo volante é uma
voltagem CA chamada de corrente alternada
trifásica. Por outro lado, a energia da bateria é
uma voltagem CC e é impossível carregar a
bateria com CA. O retificador é um dispositivo
que serve para converter a voltagem CA em
voltagem CC. Um método para retificar consiste
Diodo
em cortar o lado negativo (–), e o outro em
Permite corrente apenas em uma direção.
Somente da direita para a esquerda neste Bateria inverter o negativo (–) em positivo (+) (retificação
caso.
de onda completa) durante o uso. Os motores
de popa Yamaha utilizam a retificação de onda
completa. A voltagem é mantida constante e
devolvida à bateria através do regulador.

Diodo
Permite corrente apenas em uma direção.
Somente da esquerda para a direita neste caso. Bateria

3-5
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

Voltagem 1. CA trifásica
Conexão
em Y Voltagem = Zero Existe CA com uma fase, chamada de CA
monofásica, e CA trifásica combinando três CA
Voltagem
monofásicas. A CA trifásica pode enviar mais
Um ciclo
corrente de uma vez e é utilizada para enviar a
Retificação de CA trifásica
eletricidade proveniente de uma usina elétrica
Bateria
para um poste de eletricidade.

Voltagem
Conexão
em Y Voltagem = Zero

Voltagem
Um ciclo

Retificação de CA trifásica

Bateria

Voltagem

Conexão Voltagem = Zero


em Y

Voltagem
Um ciclo

Retificação de CA trifásica

Bateria

Regulador 2. Regulador
Magneto
do volante
Regulador
retificador
O regulador possui a função de manter a
voltagem CC retificada pelo retificador em uma
voltagem constante dentro da nominal. Os
modelos de motores de popa Yamaha de
tamanho médio ou acima utilizam um regulador
Bobina do estator Interruptores de
cada carga retificador que contém um regulador e um
retificador em um único corpo.

3-6
CAPÍTULO 3 - CIRCUITO ELÉTRICO DE MOTORES DE POPA

SISTEMA DE SINAIS
Em um motor de popa, a condição do motor e
do ambiente circundante, tal como a
Medidor/Alarme sonoro (indicação de sinal)
temperatura, são sempre medidos, o que
Sensores (condição do motor)
possibilita o controle ideal do motor. Além disso,
diversas informações e sons são convertidos
em fatores visíveis e enviados ao condutor.
Interruptores (operação do
barco e diversas instruções)

INTERRUPTORES
Acelerador O interruptor é uma interface para o
fornecimento de instruções para diversos
dispositivos, provenientes principalmente do
PTT operador do barco.
Comando remoto

Interruptores de partida do motor

SENSORES
Os sensores convertem informações, como a
condição e a temperatura do motor em um sinal
Sensor de posição
da árv. de manivelas
Sensor de posição
do acelerador elétrico e as envia para a ECU do módulo de
controle. A ECU, com base nos sinais
provenientes dos sensores, controla a
Sensor de pressão
sincronização ideal da ignição e da injeção de
da admissão
combustível do motor de acordo com as
circunstâncias correspondentes.
Sensor de tempera- Sensor de tempera-
tura da admissão tura do motor

MEDIDOR/ALARME SONORO
O alarme sonoro é um componente que
transmite uma informação de advertência
proveniente dos diversos dispositivos para o
operador do barco por meio de som. A
informação de advertência inclui a verificação
do funcionamento do alarme sonoro antes de
Tacômetro Velocímetro
dar partida no motor, a advertência de
superaquecimento do motor e a advertência de
nível de óleo remanescente do motor 2 tempos.

3-7
CAPÍTULO 4 - SERVIÇO DO CIRCUITO ELÉTRICO

INTRODUÇÃO
O QUE NÓS APRENDEMOS NO
CAPÍTULO 4
Neste capítulo, nós estudamos um método para
realizar serviços no circuito elétrico de motores
de popa, quando ocorrer um problema, por meio
da aplicação de um procedimento visível à
eletricidade invisível.

DIAGNÓSTICO DE FALHAS DE
CIRCUITOS ELÉTRICOS
MEDIÇÃO DO CIRCUITO ELÉTRICO
Quando um circuito elétrico invisível está com
um problema, utilize uma ferramenta para
localizar a posição do problema. A eletricidade
pode ser visualizada pelo uso de uma
ferramenta. Entre essas ferramentas se
encontram o multímetro e o YDIS (sistema de
diagnóstico Yamaha).

Medição da continuidade Medição da resistência

Medição da corrente elétrica Medição da voltagem


do circuito elétrico

1. Utilizando o multímetro
O multímetro é capaz de medir a continuidade,
a resistência, a corrente elétrica e a voltagem
de um circuito elétrico. O motor de popa
Yamaha utiliza o método de medição do pico
de voltagem para medir uma voltagem com o
motor de popa em funcionamento e identificar a
posição do problema. O multímetro digital, o
adaptador do pico de voltagem e o chicote de
teste são utilizados para a medição do pico de
voltagem.

4-1
CAPÍTULO 4 - SERVIÇO DO CIRCUITO ELÉTRICO

2. Utilização do YDIS
O YDIS é um sistema para exibir os dados
provenientes dos sensores do motor de popa e
os dados registrados na ECU na tela de um PC,
após conectar o PC e a ECU do motor de popa
com um cabo de comunicação.
Isso possibilita o diagnóstico de falhas mais
cedo que qualquer outro método convencional.

Diagnóstico Teste Ativo

Registro do Registro
Diagnóstico de Dados

Monitor Teste Estático Alguns Arquivos


do Motor

4-2