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CURSO

BRIGADA DE
EMERGÊNCIA
NORMA REGULAMENTADORA
NR – 23

Portaria n°3.214, de 08 de Junho de 1978


e NBR 14.276
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INDICE
Módulo Assunto Objetivos
01- Introdução Objetivos do Curso e o Conhecer os objetivos gerais
Brigadista do curso, responsabilidades
e comportamento do
brigadista.
02 – Histórico Surgimento das brigadas de Conhecer como, quando e
incêndio por quê surgiram as
brigadas de incêndio.
03 – Norma Legislação sobre Conhecer o conceito legal
Regulamentadora - 23 obrigatoriedade dos sobre os equipamentos de
Equipamentos de Combate à combate á incêndio e
Incêndio brigada.
04 – Definição de fogo Conceito teórico Conhecer a teoria do fogo
05 – Classes do fogo Classificação e Conhecer as classes de
características incêndio
06 – Formas de propagação Condução, radiação e Conhecer os processos de
convecção. propagação do fogo
07 – Prevenção de Incêndio Técnicas de Prevenção Conhecer as técnicas de
prevenção para avaliação
dos riscos em potencial.
08 – Cargas Perigosas Sinalização Conhecer a sinalização
numérica das cargas
perigosas.
09 – Métodos de Extinção Isolamento, abafamento, Conhecer os métodos e
resfriamento e químico suas aplicações.
10 – Agentes Extintores Água, (jato,neblina) PQS, Conhecer os agentes suas
CO2, espumas e outros características e aplicações.
11 – Equipamentos de Extintores, hidrantes, Conhecer como se utiliza os
Combate à Incêndio mangueiras e acessórios. Equipamentos de Combate à
EPIs, corte, arrombamento, Incêndio
remoção e iluminação.
12 – Abandono de área Procedimentos Conhecer as técnicas de
abandono de área, saída
organizada, pontos de
encontro, chamada e
controle de pânico.
13 – Orientações Gerais Procedimentos Orientações de como
proceder quando de toque
de sirene de emergência
14 – Dicas de Segurança Procedimentos Dicas gerais quanto a
combate á incêndio
15 - Conclusão Análise Análise conclusiva sobre
prevenção de incêndio
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01 – INTRODUÇÃO

A prevenção de incêndio envolve uma série de providências e


cuidados, damos a prevenção como ato de evitar ou se atenuar os efeitos
de uma causa, mediante a adoção prévia de certas medidas estudadas
tecnicamente. A prevenção de incêndio é um principio, uma questão de
organização e interessa a todos os setores de atividade, cuja aplicação e
desenvolvimento visam evitar as conseqüências danosas de um incêndio
ou pelo menos limitar a propagação do fogo caso ele surja. Por
conseqüente esta prevenção constitui regra básica para a segurança das
pessoas nas áreas operacionais e para proteção do patrimônio. Nem todos
os lugares estão igualmente sujeitos a riscos de incêndio. Determinadas
áreas apresentam pela própria natureza do material existente ou classe de
trabalho executado, maior risco de incêndio do que outras áreas. Muitas
catástrofes com elevado número de vitimas poderiam ter sido evitadas, se
um pouco de calma, uma orientação segura, bem como obediência às
regras de procedimentos em situação de emergência se fizessem
presentes. Podemos deduzir, a partir deste argumento, que prevenção de
incêndio não se resume apenas na existência de equipamentos de
combate a incêndio dentro da empresa. A prevenção é a nossa principal
preocupação e ela poderá ser feita de forma eficiente e eficaz se
implantado de uma forma serena, inclusive pela Brigada de Incêndio.
Ela se completa no momento em que todos tomam consciência da
necessidade de participação ativa no esquema defensivo que deve
logicamente ser implantado.
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02 - HISTÓRICO

A origem do combate ao fogo perde-se no tempo. A primeira


referência que se tem é de que foram os romanos, no ano 06 A.C. os
primeiros a organizar grupos com essa finalidade. Durante o profícuo
reinado do Imperador Caio Júlio César Otávio Augusto ( 63 A.C. até 14
D.C. ), foi determinada a criação de um corpo de 07 mil homens – coortes
vigilum – integrado pôr sete coortes, com mil homens cada, para proteger
14 bairros da cidade de Roma. Cada coorte era responsável pela
segurança de dois bairros.

Essas equipes eram formadas pêlos “cifonari”, pessoas que


davam o alarme do fogo, outras se encarregavam de transportar escadas
e baldes, ainda, pessoas que, nas horas de maior aflição e angustia,
invocavam a proteção dos deuses para que o incêndio terminasse logo.

Na Roma Imperial havia lei estabelecendo que as casas deviam


dispor obrigatoriamente, de um sistema com água para casos de incêndio.
Alguns historiadores referem-se que, também, na Idade Média, vários
países tinham corpos de vigilância, formados pôr voluntários, para dar
combate ao fogo. Descobrimentos arqueológicos indicam que enormes
sinistros, em particular incêndios, destruíram cidades magníficas como,
Ninive, Jericó, Jerusalém e outras urbes antigas que sofreram com a
voragem do fogo. Restando para estudos ruínas e carvão.
Naquela época não havia meios para combater os sinistros e
evitar sua propagação. Em algumas ocasiões o incêndio somente
terminava quando tudo se reduzia os escombros. Várias dessas
catástrofes passaram para história, entre eles o incêndio de Roma,
ordenado pôr Nero no ano 64 de nossa era; Londres sofreu vários
incêndios, entre os quais o de 1666 e outro em 1798. Moscou em 1812 foi
destruída pelo fogo, imposto pêlos Russos, após ser capturada pelo
exercito de Napoleão Bonaparte.
E pôr fim o não tão distante incêndio no edifício Joelma em São
Paulo.
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03 – NORMA REGULAMENTADORA – 23

Portaria 3.214 de 08 de junho de 1978

Proteção Contra Incêndios


(Redação dada pela Portaria SIT n.º 221, de 06 de maio de 2011)

23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em


conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.
23.1.1 O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:
a)utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;
b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;
c) dispositivos de alarme existentes.
23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de
modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com
rapidez e segurança, em caso de emergência.
23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de
placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.
23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de
trabalho.
23.5 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que
permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

04 – DEFINIÇÃO DE FOGO

- Definição de Fogo:
Produto de uma reação química, denominada combustão, que produz luz e calor ou só
calor.

- Elementos do fogo:
a) Combustível
b) Oxigênio (Comburente)
c) Calor

a) Combustível:
- Material ou substância que possui a propriedade de queimar. Apresentam-se em três
estados:
- Sólido
- Liquido
- Gasoso

b) Comburente :
- É oxigênio em proporções adequadas ( + de 15% ), combina com o material
combustível, dando inicio ao fogo.

c) Calor :
- Elemento que proporciona a reação entre o combustível e o comburente. Há casos em
ocorrem combustão espontânea.
Em termos de produção, o calor pode ser obtido pela transformação da energia mecânica,
pela transformação da energia química e pela transformação da energia elétrica, como
exemplificado a seguir:
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- Pela transformação da energia mecânica:
a) Atrito
Por falta de lubrificação em motores, máquinas, assim como eixos de rodas e de
transmissão etc, o atrito pode ser a causa de muitos incêndios. Na verdade a fricção entre
dois corpos, mesmo quando suas superfícies não são ásperas gera calor e em
determinadas circunstâncias pode até produzir centelha. A elevação da temperatura estará
na razão direta da velocidade do atrito.

b) Choque
Certos corpos explosivos, a exemplo do iodeto de azoto (iodo + amônia) entram em
decomposição em decorrência do choque, cujos cristais explodem ao menor impacto: a
batida violenta e prolongada de dois pedaços de ferro eleva consideravelmente a
temperatura no ponto onde são desferidos os golpes.
c) Compressão
A compressão brusca e continuada de gases implica em elevação de temperatura (é
um fenômeno que pode ser verificado em qualquer compressor de ar).

- Pela transformação da energia química:


O calor é produzido por efeito da combinação entre certos corpos. Se dessa combinação
resultar o desprendimento de calor, a reação química será exotérmica (cal virgem + água;
sódio ou o potássio + água; óleo vegetal + ar; etc). A reação química será de natureza
endotérmica quando se verificar a absorção de calor, o que normalmente ocorre na formação
de corpos explosivos, a exemplo da combinação da glicerina com o ácido nítrico.

- Pela transformação da energia elétrica:


A tendência da eletricidade, quando flui por um condutor, é desenvolver temperatura,
transformando-se em energia térmica todas as vezes que encontra um obstáculo no seu
caminho, uma resistência a sua passagem.
Aliás, esse é o principio em que se baseia a fabricação de aparelhos eletrodomésticos.
Podemos ainda, a titulo de exemplo, apontar o curto-circuito, a sobrecarga, o mau contato, o
uso de fio mal dimensionado numa instalação, etc, como formas de produção de calor através
da eletricidade, que podem vir ser a causa de um incêndio.

d) Pontos de Fulgor, combustão e ignição:


Praticamente todos os corpos quando submetidos à ação do calor, não sendo gasosos,
terão que se gaseificar para assim poderem reagir com o oxigênio do ar e se queimar.
Naturalmente que o grau de temperatura necessário varia de corpo para corpo, portanto é
importante lembrar que a temperatura é um efeito resultante da intensividade do calor
aplicado a um corpo, enquanto a quantidade de calor que um corpo absorve ou desprende
para estabelecer uma determinada temperatura representa a causa. Partindo desse
principio, pode-se definir o que sejam Pontos de fulgor, de combustão e de ignição.
- Ponto de Fulgor
É a temperatura mínima, na qual um corpo começa a desprender vapores que se inflamam
em contato com uma chama. Afastada a chama, o fogo se apaga devido à insuficiência na
quantidade de vapores.
- Ponto de Combustão ou inflamação
É a temperatura mínima, na qual os vapores do combustível se formam com rapidez e em
quantidade suficiente para sustentar a queima, bastando para isso que entre em contato
com uma fonte de ignição.
- Ponto ou temperatura de Ignição
É a temperatura mínima, na qual os gases ou vapores desprendidos de um corpo
combustível entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, portanto
independente de contato com uma fonte de ignição.

Tendo em vista ser de grande importância na aplicação de medidas preventivas, vão abaixo
exemplificados os pontos de fulgor e de ignição de alguns dos produtos comumente usados
nas industrias e na vida doméstica:
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Produtos Ponto de Fulgor ºC Ponto de Ignição

Benzeno -11 560


Lacas -17.7 235
Benzina -17.7 287
Éter -45 160
Acetona -17.7 465
Gasolina -42 257
Solvente (tipo varsol) 38/43 232
Querosene 38 210
Terebentina 12.6 365
Álcool 34.9 253

Observação:
Os gases não tem ponto de fulgor, queimam imediatamente além de formarem mistura
explosiva com o ar.

05 - CLASSES DO FOGO :

São cinco

- Classe ‘’A” : Fogo em material combustível sólido.


Exemplo: Papel, Madeira, Tecidos, Fibras, etc.

- Classe ‘’B” : Fogo em gases, líquidos e pastas inflamáveis


Exemplo: Óleos, Gasolina, GLP, Thinner, Álcool, Cera, etc.

- Classe “C” : Fogo em equipamentos elétricos ( ligados )


Exemplo: Liquidificador, Televisão, Computador, Motores, Painéis, etc.

- Classe “D” : Fogo em metais pirofóricos.


Exemplo: Magnésio, Potássio, Alumínio em pó, etc.

-Classe “K”:Fogo em líquidos e sólidos gordurosos.


Exemplo: Óleo de cozinha.

06 - FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO FOGO :

a) Condução
b) Radiação
c) Convecção

- Condução : É a transferência de calor de um corpo para outro molécula por molécula, pelo
contato direto ou mediante um meio intermediário sólido.
Exemplo: Colher na xícara de chá quente para mão.
- Radiação : É a transferência de calor, de um corpo para outro, mediante os raios térmicos.
Desta maneira é que recebemos a luz do sol.
- Convecção : É a transferência de calor de um corpo para outro , através da massa de ar
aquecida.
Exemplo: O ar mais quente sobe (balão de ar quente)
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Incêndio propriamente dito:

É toda e qualquer destruição ocasionada pelo fogo, provocando danos morais e materiais de
monta.
Princípios de Incêndio: São aqueles que envolvem uma peça de vestuário, uma peça de
mobiliário, um motor, etc. Este tipo de principio de incêndio pode ser apagado por um extintor
ou outro meio qualquer. Exemplo: terra, areia, água etc.
Pequenos Incêndios: São os que envolvem um cômodo, um compartimento inteiro, etc. Os
quais exigem maior quantidade de agente extintor e tempo.
Médios: São aqueles que envolvem um andar, uma residência, uma pequena oficina, etc.
Neste caso a presença de uma Unidade do Corpo de Bombeiros, ou da Brigada de Incêndio é
necessária, pois exigem muitos agentes extintores e material especial de combate.
Grandes Incêndios: São os que envolvem um edifício inteiro, grandes barracões, uma
indústria, grandes lojas, depósitos de inflamáveis etc.
Extraordinários: São aqueles que envolvem diversas indústrias, diversos quarteirões, até
muitas vezes a cidade inteira, reservas de matos, etc.

Quanto à destruição

Insignificantes: Princípios de Incêndios, aqueles que causam insignificância. Exemplo: queima


de pequenos lixos, uma panela de feijão, etc.
Parciais: Queima de algumas partes de um objeto ou parte lateral de uma casa, etc.
Totais: Queima total.

07 - PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

Causas comuns de incêndio


Sobrecarga de circuitos (tomadas ou benjamim)
Instalações provisórias (que se tornam definitivas)
Emendas de fios sem isolamento
Emendas soltas, mal enroladas, sem solda (aquecem)
Fios de capacidade inferior ao necessário
Fusíveis com capacidade inferior ao necessário
Equipamentos elétricos sem aterramento.
Chaves de contato tipo faca sem caixa protetora
Mau contato nas chaves e tomadas
Sobrecarga nos motores
Motores inadequados conforme ambiente
Motores sem proteção em locais com poeiras e gases
Lâmpadas sem proteção em ambientes explosivos
Temperatura ambiente elevada em locais com material inflamável
Concentração de poeiras ou gases em ambientes fechados
Acumulo de trapos, estopas, etc., embebidos em óleo, graxas ou cera, guardado em armários
ou cantos esquecidos.
Recipientes de materiais inflamáveis, descobertos acumulados em locais impróprios.
Recipientes de gasolina, álcool, etc., descobertos.
Trabalhos de solda próximos a locais de materiais inflamáveis
Roupas respingadas de álcool, gasolina, thinner, etc., em locais confinados próximos a ponto
de centelha.
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08 - CARGAS PERIGOSAS

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Classe 01 – Explosivos
Subclasse 1.1 – Substâncias e artefatos com risco de explosão em massa
Subclasse 1.2 – Substâncias e artefatos com risco de projeção
Subclasse 1.3 – Substâncias e artefatos com risco predominante de fogo
Subclasse 1.4 – Substâncias e artefatos que não apresentam risco significativo
Subclasse 1.5 – Substâncias pouco sensíveis
Classe 02 – Gases Comprimidos, Liquefeitos, Dissolvidos sob Pressão ou Altamente
Refrigerados.
Classe 03 – Líquidos Inflamáveis
Classe 04 – Sólidos Inflamáveis, Substâncias Sujeitas à Combustão espontânea que, em
Contato com a Água, emitem gases Inflamáveis.
Classe 05 – Substâncias oxidantes, Peróxidos orgânicos.
Subclasse 5.1 – Substâncias Oxidantes
Subclasse 5.2 – Substâncias Peróxidos Orgânicos
Classe 06 – Substâncias Tóxicas, Substâncias Infectantes.
Subclasse 6.1 – Substâncias Tóxicas
Subclasse 6.2 – Substâncias Infectantes
Classe 07 – Substâncias Radioativas
Classe 08 – Corrosiva
Classe 09 – Substâncias Perigosas Diversas
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RÓTULO DE RISCO
VERMELHO
AZUL INFLAMABILIDADE

4. EXTREMAMENTE INFLAMÁVEL
3. INFLAMÁVEL A TEMPERATURAS
USUAIS AMARELO
2. INFLAMÁVEL QUANDO
AQUECIDO
1. INFLAMÁVEL QUANDO
FORTEMENTE AQUECIDO
0. NENHUM PERIGO
EM CONDIÇÕES
USUAIS
4. EXTREMAMENTE
PERIGO À SAÚDE

REATIVIDADE
EXPLOSIVO
4. EXTREMAMENTE PERIGOSO 3. PERIGO DE EXPLOSÃO
3. MUITO PERIGOSO POR AÇÃO DE CALOR
2. PERIGOSO OU CHOQUE
1. PERIGOS MINIMOS 2. REAÇÃO QUIMICA
0. NENHUM PERIGO POSSIVEL
1. INSTÁVEL AO
AQUECIMENTO
0. NENHUM PERIGO EM
CONDIÇÕES NORMAIS

ÁGUA PODE SER USADO EM CASO


DE INCÊNDIO
W NÃO USAR ÁGUA PARA COMBATE
DE INCÊNDIO
COM LIBERAÇÃO DA SUBSTÂNCIA
PERIGO DE RADIOATIVIDADE

RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS
BRANCO
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09 – MÉTODOS DE EXTINÇÃO

- Sendo o fogo resultado da combinação de três elementos, (combustível, calor, oxigênio e


reação em cadeia), conclui-se que para sua extinção, basta eliminar um desses elementos.
Existem diferentes processos para romper-se essa combinação, os quais são conhecidos
com resfriamento, abafamento e isolamento. Vejamos:

- Retirar o oxigênio, consiste em usar o Método do Abafamento, abafando nós obtemos a


extinção do fogo.

- Eliminar o calor consiste em usar o Método do Resfriamento, resfriar o material até a


extinção do fogo.

- Retirar o combustível consiste em retirar o material em combustão do local antes que o


fogo tome maiores proporções.

1. Retirada do material não atingido: É tarefa que consiste em não permitir que numa
determinada área de armazenamento, o fogo atinja os materiais ainda intactos, para tanto
se proceda à sua retirada, transportando-os para lugar seguro;

2. Retirada do material atingido: Em determinadas circunstâncias e tratando-se de principio


de incêndio, a retirada do material atingido por meio do uso de ferramenta adequada, como
por exemplo um croque, para uma área na qual se proceda à extinção do fogo, sem
comprometer o material estocado quer seja pela dificuldade de remoção quer seja por
outros inconvenientes que possam advir do elemento extintor empregado, constitui uma
alternativa de isolamento;

3. Resfriamento de paredes: Pode-se impedir que o calor oriundo de um foco de incêndio se


propague por irradiação e por condução para um compartimento que armazene material de
fácil combustão numa determinada área. Basta, para tanto, proceder-se ao resfriamento da
parede que separa dito compartimento do resto da área, é uma tarefa que também
caracteriza uma forma de isolamento.

4. Finalmente constitui uma forma de isolamento, o fechamento de registro no caso de


instalação de gás.
Damos como exemplo o apagar do fogo por falta de combustível, ao fechar-se o
registro de passagem de gás de cozinha para o queimados.

10 – AGENTES EXTINTORES

a) Extintor de Água Pressurizada: É indicado exclusivamente para fogo Classe “A” . Sua
pressurização é feita com gás nitrogênio.
b) Extintor de Gás Carbônico (CO 2): O gás está contido no aparelho no estado liquido, a
uma pressão entre 130 Kgf/cm2. Ao ser acionado o gatilho o gás é liberado formando uma
nuvem que abafa e resfria. É empregado para extinguir pequenos focos de fogo em líquidos
inflamáveis (Classe “B”) e em equipamentos elétricos energizados (Classe “C”).
c) Extintor de Pó Químico Seco: Pode ser à base de sódio ou de potássio tratado de forma a
evitar umidade. A pressão necessária ao funcionamento deste aparelho é feita com gás
nitrogênio.
d) Extintor de Compostos Halogenados: Halon 1211 (Bromoclorofluormetano) e Halon 1301
(Bromotrifluormetano, gás liquefeito) são os compostos halogenados de maior utilização
nestes aparelhos. A pressão para funcionamento é normalmente fornecida pelo próprio
elemento extintor. São indicados para as classes “B” e “C” e sua principal ação extintora é
a interferência na reação em cadeia que se processa nos vapores durante a combustão.
Com esse tipo de extintor o operador deve precaver-se contra os subprodutos tóxicos
resultantes da decomposição térmica do agente extintor, principalmente em recintos
fechados ou com ventilação deficiente.
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Além das recomendações anteriormente feitas a Inspeção e Manutenção dos extintores
requer ainda providências tais como:
a) Pesagem semestral do extintor de gás carbônico (CO 2), implicando a perda de mais de
10% do seu peso original;
b) A carga dos extintores de espuma química e de água deverão ser trocadas anualmente;
c) A recarga do extintor de pó-quimico-seco ocorrerá se ao final de um ano, examinada sua
carga e esta apresentar umidade com endurecimento do pó;
d) O manômetro dos extintores pressurizados deverão ser mensalmente verificados, estando
o indicador aquém da marcação recomendada, a sua carga deverá ser providenciada.
OBS: Todos os extintores deverão ser testados hidrostaticamente a cada 05 (cinco) anos.

Mangueiras

São tubos flexíveis de tecido com revestimento interno de borracha, tendo em cada
extremidade uma junta de união para conexão sucessiva de várias mangueiras ou
acoplamento aos hidrantes e esguichos. As juntas de união de uso predominante são do tipo
“storz” (engate rápido), por serem muito práticas, embora existam mangueiras cujas juntas são
de fios de rosca.
Algodão, cânhamo, nylon e linho são os tecidos mais comunente usados na sua
fabricação, sendo a maior resistência à umidade oferecida pelas mangueiras fabricadas em
nylon. O comprimento máximo é de 30 metros e o mínimo de 15 metros. As com 15 metros são
muito mais usadas por serem incomparavelmente mais funcionais.
A cada ano recomenda-se que as mangueiras devem passar por teste hidrostático que
compreende em a mesma ser pressurizada 2 (duas) vezes e meia a mais do que sua
capacidade.
Cuidados: Deve se evitar passar com carros sobre as mangueiras também como ficar
arrastando, deve ser guarda nas caixas dos hidrantes devidamente enroladas e secas.

Esguichos

São dispositivos metálicos destinados a formar e dirigir o jato d`água. Os esguichos


mais comumente utilizados são os de jato sólido e o regulável para jatos de neblina e
compacto.
O esguicho de jato sólido apresenta um formato tronco-cônico, tendo na base junta de conexão
e na ponta um requinte adaptado destinado a calibração do jato.
O esguicho regulável possibilita-se passar de jato sólido a um cone de água atomizada de
variável ângulo de abertura, pelo simples giro do bocal.
Além dos esguichos mencionados existem outros tipos, tais como os abaixo exemplificados:
a) Esguicho universal: Produtor de jato sólido, chuveiro e neblina de alta e baixa velocidade. O
aplicador ou pulverizador de neblina é adaptado num encaixe especial existente na
extremidade do aparelho. É ainda provido de alavanca de comando com três posições
(para frente=fechado; para trás=jato sólido; na vertical = neblina).
b) Esguicho canhão ou monitor; é montado sobre uma base coletora por meio de junta móvel,
sendo utilizado quando se necessita de longo alcance e grande volume de água.
c) Esguichos formadores de espuma: fazem parte dos equipamentos destinados à produção
de espuma e são utilizados com geradores ou proporcionadores para os quais tenham sido
fabricados e calibrados. São também conhecidos com esguicho cometa ou NPU.

Bombas de Incêndio

As bombas de incêndio, quando portáteis, são providas de braços fixos e articuláveis ou


de duas rodas sobre trolete, para possibilitar o seu transporte. Além das bombas portáteis,
existem também os modelos estacionários e rebocáveis. As bombas de combustão interna
devem possuir tanque de combustível para o funcionamento mínimo de duas horas e
carregador automático.
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Rede de Hidrante

É o conjunto de canalizações, abastecimento d`água, válvulas ou registros, hidrantes,


mangueiras de incêndio, esguichos e equipamentos auxiliares, utilizados para combater o fogo.
O sistema de proteção por hidrantes é constituído basicamente de:
a) Fonte de abastecimento: Reservatório de água;
b) Rede de Abastecimento: Tubulações que levam a água até o hidrante;
c) Hidrante e acessórios; Coluna que direciona a água até o registro de saída;
d) Registro de bloqueio: Registro ou válvula controladora da vazão da água.

Hidrante: Dispositivo de tomada de água, destinado a alimentar um equipamento hidráulico de


combate a incêndio;
Canalizações: Deverão ser usadas exclusivamente para o serviço de proteção contra incêndio,
podendo ser compostas por tubos de ferro fundido, aço galvanizado, aço preto ou cobre. Nas
redes subterrâneas, poderá ser de P.V.C. rígido ou fibro cimento. As canalizações não poderão
ter diâmetro inferior a 2½ polegadas.

11 – EQUIPAMENTOS DE COMBATE À INCÊNDIO

Extintores: Devem ser utilizados somente em princípios de incêndio.


Hidrantes e mangueiras: Dimensionados conforme projeto feito durante a construção do
edifício, devem ser pressurizados com bombas elétricas ou à combustão.
EPI: Equipamento de Proteção individual, deve ser utilizado sempre que necessário para
proteção do brigadista. Exemplo: Capacete, óculos, luvas, botas, cintos de segurança,
Aparelhos autônomos de respiração, máscaras de filtros, cordas, etc.
Corte/Arrombamento: Deve se focalizar sempre o sinistro, contudo o que estiver impedindo o
brigadista de combater o sinistro deverá ser retirado mesmo que necessários meios extremos.
Exemplo: Machado, Marretas, Lonas Impermeáveis, etc.

SEQUÊNCIA OPERACIONAL DE COMBATE – FATORES DECISIVOS

Rapidez no atendimento:
O fogo deve ser notado, denunciado e combatido o mais rapidamente possível. A rapidez é de
importância vital para evitar a propagação do fogo.
Reconhecimento:
Consiste em explorar a área sinistrada, verificando:
a) Espécie do material que queima (classe do fogo);
- Fumaça branca ou cinza clara – queima de combustíveis comuns, queima completa.
Exemplo: papel, madeira, algodão, etc.
- Fumaça negra ou cinza escura – queima incompleta, normalmente de derivados de
petróleo;
- Fumaça amarelada ou avermelhada – queima de combustíveis que liberam gases tóxicos.
b) Volume de fogo (quantidade do material que queima);
c) Local onde se desenvolvem as chamas;
d) Necessidade de salvamento e proteção.
Objetivos do reconhecimento:
a) Determinar o elemento extintor e a potência do equipamento;
b) Definir os métodos e processos de extinção e como estabelecer o material;
c) Avaliar os recursos disponíveis e definir as providências a tomar.

Precauções:
a) não aplique jato direto na rede elétrica ligada;
b) não se exponha ao perigo de gases tóxicos;
c) áreas envolvidas por fumaça são atravessadas rastejando e/ou usando lenço molhado
cobrindo nariz e boca (funciona como filtro);
d) só permaneça atacando o fogo enquanto dispuser de recursos e meios de fuga;
e) cuidado com o equipamento para evitar acidentes pessoais.
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12 - ABANDONO DE ÁREA

Pânico: O pânico nada mais é do que uma manifestação de desespero, provocada pelo instinto
de auto defesa que se apodera da maioria das pessoas na presença de um perigo, muitas e
muitas vezes irreal. Esse perigo pode se tornar ainda maior em apartamentos, cinemas,
teatros, escolas e estádios.
O pânico apodera-se das pessoas e dos animais com a mesma violência e intensidade, e seus
efeitos são sempre desastrosos, com grande saldo de mortos e feridos. Podemos admitir que o
animal seja presa fácil do pânico, mas não podemos concordar que o mesmo aconteça
indiscriminadamente com pessoas que, ante ao perigo, se portam como irracionais.
O pânico não escolhe o nível social ou cultural do individuo. De todos se apodera e todos, ou
quase todos, agem do mesmo modo, tendo cada um, um único objetivo, isto é, fugir de onde
julga estar o perigo ameaçá-lo. O que concorre para este desespero? A falta de um
treinamento adequado, que acostume cada um a pensar algumas frações de segundos antes
de se por a correr, muitas vezes de nada, ou de quase nada. A fração de um segundo é o
suficiente para bestializar um ser humano, mas esta mesma fração pode evitar que ele
bestialize corra para sair de um local onde a porta esteja simplesmente fechada com um trinco,
mas não consegue abri-la – porque tem que puxá-la – e o segundo o terceiro quarto o décimo
ou o vigésimo ser humano colocado naquela mesma área não lhe dá tempo para isso, e pisam-
se uns aos outros, na ânsia de se salvarem.

13 - ORIENTAÇÕES GERAIS

Aos trabalhadores devem ser dadas as seguintes orientações pessoais, além de avisos
afixados:

O toque da sirene:
a) parar o trabalho;
b) desligue o equipamento;
c) coloque os objetos de possível obstrução sobre as mesas;
d) forme rapidamente fila;
e) aguarde instruções em ordem;
f) marche de modo rápido o ordeiro de acordo com instruções recebidas;
g) observe a distância de um metro entre os ocupantes das filas;
h) não demore em atender as instruções;
i) não corra;
j) não grite, nem faça barulho desnecessário;
k) não cause qualquer confusão;
l) não volte para apanhar roupas ou objetos esquecidos;
m) não tenta utilizar elevadores ou saídas não designadas;
n) Familiarize-se com as saídas existentes.

14 - DICAS DE SEGURANÇA

- Nunca obstrua equipamentos de combate a incêndios.


- Elimine os rescaldos.
- Separe adequadamente os materiais inflamáveis.
- Restrinja possíveis chamas em lugar de alto risco.
- Combata o fogo de forma segura, se o incêndio tomar proporções elevadas abandone a área.
- Cuidado ao dirigir jatos de extintores em outras pessoas.
- Inspecione sempre o material de combate a incêndio de seu setor, comunique sempre
qualquer anormalidade.
- Repasse sempre a seus colegas de trabalho informações sobre riscos de incêndio.
15
15 - CONCLUSÃO

O incêndio é algo devastador, que tira vidas, destrói sonhos, elimina fábricas, empresas,
residências, grandes ou pequenas, ricas ou pobres, em um curto espaço de tempo. Em poucos
instantes, todos os esforços, muitas vezes de uma vida inteira, desaparecem nas cinzas de um
incêndio.
E de quem é a culpa?
Daqueles que se preocuparam apenas com os gastos referentes aos equipamentos?
Daqueles que não se preocuparam com os avanços tecnológicos de combate á incêndio?
Daqueles que não efetuam treinamentos de prevenção e combate a incêndio?
Daqueles que não realizam manutenção de seus equipamentos de combate a incêndio?
Ou quem sabe, daqueles que acreditam que incêndio só acontece com os outros?
Acreditamos que todos esses fatores contribuem para ocasionar um incêndio.
E cabe a nós brigadistas, orientar, incentivar, conscientizar, empregado e patrões sobre as
formas e maneiras de prevenção e combate a sinistros.
Mas, para que tudo isso aconteça, é necessário que haja uma busca constante de novos
conhecimentos e aperfeiçoamento de técnicas, devendo ser sempre o objetivo principal de
todos os profissionais envolvidos na área de segurança.
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PRIMEIROS SOCORROS

É assistência imediata e temporária que se proporciona à vítima de acidentes ou mal


súbito, até que chegue um médico ou um profissional competente.

Módulo Assunto Objetivo


16 - Análise de Vítimas Avaliações primária e Conhecer as técnicas de
secundária exames primárias (sinais
vitais) e exame secundário
(sintomas, exame da cabeça
aos pés)
17 - Vias aéreas Causas de obstrução e Conhecer sintomas de
liberação obstruções em adultos,
crianças e bebês
conscientes e inconscientes.
18 - RCP (Reanimação Ventilação artificial e Conhecer as técnicas de
Cardiopulmonar) compressão cardíaca RCP com um e dois
externa socorristas para adultos,
crianças e bebês
19 - Estado de Choque Classificação prevenção e Reconhecimento dos sinais
tratamento e sintomas e técnicas de
prevenção e tratamento
20 - Hemorragias Classificação e tratamento Reconhecimento e técnicas
de hemostasia em
hemorragias externas
21 - Fraturas Classificação e tratamento Reconhecimento de fraturas
abertas e fechadas e
técnicas de imobilização
22 - Ferimentos Classificação e tratamento Reconhecimento e técnicas
de tratamento específico em
ferimentos localizado
23 - Queimaduras Classificação e tratamento Reconhecimento, avaliação
e técnicas de tratamento
para queimaduras térmicas,
químicas e elétricas.
24 - Emergências Clínicas Reconhecimento e Reconhecimento e
tratamento tratamento para síncope,
convulsões, AVC (Acidente
Vascular Cerebral),
dispnéias, crises
hipertensiva e hipotensiva,
IAM (Infarto Agudo do
Miocárdio), diabetes e
Hipoglicemia.
25 - Transporte de vítimas Avaliação e técnicas Reconhecimento e técnicas
de transporte de vítimas
clínicas e traumáticas com
suspeita de lesão na coluna
vertebral
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16 – ANÁLISE PRIMÁRIA

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA

A avaliação primária obedece uma seqüência padronizada, sendo feito um rápido exame na
vítima, para corrigir de imediato os problemas que forem encontrados.
Nesta avaliação seguir a seguinte seqüência:
♦ Vias aéreas e coluna cervical;
♦ Respiração
♦ Circulação, hemorragia e controle de choque;
♦ Nível de consciência;
♦ Exposição e proteção da vítima

A – Desobstruir vias aéreas e controlar a coluna cervical


Quando identificar obstrução na passagem do ar, deve-se, agir imediatamente:
 Posicionar a cabeça da vítima, com o queixo levemente erguido, para facilitar a respiração;
 Abrir a boca da vítima e, com os dedos, remover dentaduras, próteses, sangue, restos de
alimentos, líquidos e outros objetos que possam impedir a perfeita respiração;
 Lembrar sempre de que, todo acidente de trânsito, existe a possibilidade de fratura na
coluna cervical (pescoço fraturado). Assim, deve-se restringir os movimentos de cabeça e
pescoço, pois poderão causar lesões na medula, com conseqüências para a vítima, como
a tetraplegia.
Importante: Sempre que a vítima não puder respirar, poderá ter danos irreversíveis no cérebro
ou até mesmo vir morrer.

B – Verificar a respiração
 Olhar, Escutar e Sentir: aproximar-se para ouvir a boca e o nariz da vítima, verificando se
há movimentos característicos de respiração do tórax e do abdômen.
 Se não houver respiração, fazer imediatamente os procedimentos de parada
cardiorrespiratória, aplicando as técnicas de respiração artificial.

C – Verificar a circulação
 A verificação de pulsação fornece informações importantes sobre o estado da vítima. Se
não houver pulso, é provável que temos uma parada cardiorrespiratória. Se o pulso estiver
fraco e a pele pálida, pôr exemplo, com os lábios arroxeados, é sinal de um estado de
choque.
 Para tomar o pulso corretamente colocamos dois dedos na artéria radial, localizada no
início do pulso, bem na base do polegar, ou na artéria carótida, que está na base do
pescoço, entre o músculo e a traquéia, onde a pulsação pode ser identificada com maior
intensidade.
 Deve-se verificar também os sangramentos, controlando-os rapidamente, pois uma
hemorragia externa pode levar à morte em poucos minutos.

D – Verificar o estado de consciência


Para identificar o nível de consciência da vítima:
 Certificar se a vítima se comunica, perguntando seu nome e como se sente. Conversar com
ela se estiver consciente, acalmando-a. Perguntar se sente dores no pescoço ou na coluna
e se está sentindo as pernas e os braços, para confirmar ou não suspeita de fraturas na
coluna.
 Quando a vítima não se comunica, verificar reação a estímulo verbal, solicitando que faça
um movimento.
 Se não houver resposta, verificar se reage ao estimulo doloroso.
Sempre que a vítima estiver inconsciente, devemos estar atentos da possibilidade de fratura na
coluna vertebral e parada cardiorrespiratória. Movimentar a vítima o mínimo possível,
protegendo sempre a coluna.
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 Se a vítima estiver respirando porém inconsciente, devemos aplicar a técnica da posição
lateral de segurança, girando o corpo 90 graus, para evitar asfixia e afogamento.
 Se a vítima estiver respirando mal ou não estiver respirando, devemos iniciar rapidamente a
respiração artificial.
Somente movimentar a vítima se a situação estiver se agravando muito rápido, se o socorro
especializado demorar ou não vier.
Atenção: não dar líquidos a uma pessoa acidentada.

E – Proteção da vítima
 Procurar e verificar outras lesões na vítima: descolamentos, fraturas, cortes ou contusões.
Evitar movimentar o corpo ou membros.
 Manter a vítima aquecida com cobertores e roupas: nestas circunstâncias, a vítima perde
calor vital muito rapidamente.

MANUTENÇÃO DOS SINAIS VITAIS


Os cinco passos obrigatórios devem ser repetidos durante todo o atendimento de emergência.
Devemos nos preocupar com os sinais vitais da vítima, tomando as medidas necessárias
sempre que sofrerem alterações.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA

Logo após, é necessário verificar a gravidade dos ferimentos, a quantidade de sangue perdido,
as fraturas e as outras lesões, iniciando os procedimentos adequados para cada caso, de
acordo com as prioridades, cuidando sempre da manutenção dos sinais vitais.

17 – VIAS AÉREAS

Em geral os adultos ficam sufocados com a comida, as crianças também com corpos estranhos
como moedas, botões e balas.
Procedimentos:
Crianças;
- Quando a criança é muito pequena, deve-se pendura-la de cabeça para baixo e bater-lhe
nas costas;
- Quando a criança é mais velha, deite-a sobre seu joelho e bata-lhe com força nas costas,
com a mão espalmada entre as omoplatas. Isso deslocará o objeto e fará com que ela o
expulse, tossindo. Se o processo não funcionar imediatamente, tente o método de Heimlich;
- Método de Heimlich:
• Fique atrás da vítima e coloque os braços em torno de sua cintura;
• Comprima uma de suas mãos, cerrada, sobre o estômago da criança entre o umbigo e
a caixa torácica;
• Agarre a mão fechada com a outra mão;
• Comprima suas mãos com força contra a parede abdominal, pressionando levemente
para cima. Esta pressão faz o ar sair subitamente dos pulmões fazendo passar o objeto
que causa a obstrução pela traquéia.
Adultos:
- Se você engasgar e ficar sufocado, com falta de ar, é muito difícil explicar o que está
errado, simplesmente porque você não pode falar. Aponte repetidamente para sua
garganta, alguém logo compreenderá a mensagem. Se um adulto se engasgar com
qualquer coisa, decida se ele está simplesmente tossindo e gaguejando. Se for o caso:
- Bata-lhe nas costas se ele quiser auxílio, do contrário deixe que seus reflexos tussigenos
cuidem do caso – geralmente eles o fazem;
- Faça com que ele tente respirar lenta e profundamente. Isso reduz o espasmo da traquéia e
soltará o objeto sufocante.
Se a obstrução é tão grande que a pessoa está começando a ficar azulada:
- Abra a boca da vítima e tente alcançar com o seu dedo que está provocando a obstrução.
Geralmente, ele se acha longe demais para isso, mas vale a pena dar uma rápida olhada;
- Ponha a pessoa no chão e vire-a de lado;
- Bata-lhe fortemente nas costas, entre as omoplatas. Isso quase sempre desloca o corpo
estranho;
- Se o processo não funcionar, use o método de Heimlich
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18 - REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR

Existem três tipos principais de respiração artificial


 Boca-máscara;
 Pôr aparelhos.
A utilização de máscara na respiração artificial visa, preservar o socorrista da contaminação pôr
doenças infecto-contagiosas.
Procedimentos:
 Deitar a vítima de costas sobre uma superfície lisa e firme;
 Retirar próteses e restos de alimentos da boca da vítima, deixando livre a passagem de ar;
 Elevar cuidadosamente o queixo da vítima.
 Se não houver pulsação, iniciar ao mesmo tempo à massagem ou reanimação cardíaca.

Em casos de parada cardiorrespiratória, a respiração artificial é aplicada em conjunto com a


reanimação cardíaca.
Procedimentos:
 Deixar a vítima deitada de costas em uma superfície rígida;
 Ajoelhar-se ao seu lado;
 Com os braços esticados, apoiar as duas mãos, com os dedos entrelaçados, sobre o peito
do acidentado;
 O local para pressionar fica a dois dedos acima da ponta do osso esterno, osso situado no
centro do peito.
 Utilizando o peso do seu corpo, fazer compressões curtas e fortes, comprimindo e aliviando
regularmente.
 As operações acima objetivam comprimir o músculo cardíaco, dentro do tórax, reanimando
os batimentos naturalmente.
 Esta operação deverá ser repetida com freqüência de aproximadamente 60 compressões
pôr minuto, até haver sinais de recuperação do batimento cardíaco.
Na respiração artificial boca-máscara os procedimentos são os mesmos. A diferença é que
quem está socorrendo utiliza máscara especial, que cobre a boca e o nariz da vítima, evitando
o contato direto. A respiração boca-nariz pode ser utilizada em casos de fratura de mandíbula e
em crianças pequenas.

QUANDO O ATENDENTE ESTIVER SOZINHO

• Em seguida fazer 30 compressões cardíacas;


• Fazer duas ventilações com equipamento;
• Cinco ciclos;
• Repita a operação até que chegue o auxílio ou até que a vítima se reanime.
O socorrista não deverá desistir mesmo que não haja reação por parte da vítima. Pôr ser uma
tarefa cansativa,requer muita energia e resistência, o atendente de emergência deverá
estabelecer um ritmo que permita economizar suas energias mantendo sua própria respiração
em ritmo adequado.

QUANDO HOUVER DOIS ATENDENTES

• Um atendente faz 30 compressões cardíacas;


• Em seguida, o outro faz duas ventilações com equipamento;
Estes procedimentos devem ser mantidos mesmo durante o transporte para um pronto-socorro
ou hospital, sem interrupção.
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19 - ESTADO DE CHOQUE:

Estado onde ocorre diminuição súbita e considerável no funcionamento do sistema nervoso


que controla a ação normal do coração, da respiração e da circulação. O estado de choque
pode se apresentar imediatamente ou horas após a ocorrência de um traumatismo grave
sobre o organismo, causando estado de inconsciência total ou parcial.
Causas que determinam o choque:
- Hemorragia;
- Emocional;
- Fraturas;
- Térmico;
- Anafilático;
- Cardíaco;
- Ferimento na cabeça;
- Cirurgias;
- Outras.
Sinais do estado de choque:
- Pele fria e pegajosa;
- Suor na testa e nas palmas das mãos;
- Mãos e face pálidas, frias e úmidas;
- Frio: a vitima queixa-se de sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores;
- Náuseas e vômitos;
- Respiração curta, rápida e irregular;
- Olhos entreabertos e visão nublada;
- Pulso fraco e rápido.
Providências:
Diante deste quadro, enquanto se espera a chegada do recurso médico ou providência
para transporte da vítima, tomar as seguintes medidas:
- Parar antes de tudo com a causa do choque: hemorragia, fratura a imobilizar etc;
- Deitar o ferido com os pés mais altos do que a cabeça, caso não haja fratura;
- Afrouxar a roupa apertada no pescoço, no peito e na cintura;
- Retirar da boca, caso exista, dentadura, goma de mascar etc;
- Manter a respiração;
- Caso a vitima vomite virar-lhe a cabeça para o lado;
- Manter a vitima agasalhada, utilizando cobertores, mantas, etc, mas sem excessos;
- Revisar sinais vitais.

20 - HEMORRAGIA:

É a perda de sangue conseqüente do rompimento de um vaso sangüíneo, principalmente


veia e artéria.
Toda a hemorragia deve ser controlada imediatamente.
A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em três a cinco minutos.
NÃO PERDER TEMPO
Tipos de hemorragias:
- Hemorragia externa: quando o sangue sai fora do corpo;
- Hemorragia interna: o sangue escoa dentro do corpo;
- Hemorragia arterial: O sangue jorra de acordo com as batidas do coração, de maneira
intermitente. A cor é vermelho vivo.
- Hemorragia venosa: O sangue escoa em placas. A cor é vermelho escuro;
- Hemorragia capilar: Sem gravidade.
Estanque da hemorragia:
- Usar uma compressa limpa e seca: de gaze, de pano ou mesmo um lenço limpo.
- Colocar a compressa sobre o ferimento;
- Pressionar com firmeza;
- Usar atadura, uma tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha a mão para amarrar
a compressa e mantê-la bem firme no lugar;
- Caso não disponha de uma compressa, fechar a ferida com o dedo ou comprimir com a
mão, evitando uma hemorragia abundante;
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- Pontos de pressão – calçar fortemente, com o dedo ou com a mão, de encontro ao
osso, nos pontos onde a veia ou a artéria são mais fáceis de encontrar;
- Manter, se possível, o membro ferido em posição mais elevada do que o corpo.
- Verificar a gravidade da lesão e, se necessário, procurar imediatamente o médico:
- No caso de hemorragia interna, de difícil percepção, a vítima apresentará:
- Braquicardia (pulso fraco);
- Pele fria;
- Sudorese;
- Palidez intensa;
- Tonturas, podendo estar inconsciente (estado de choque).
CUIDADOS:
- Não trocar o curativo. Quando preciso, colocar novas ataduras por cima das já
existentes, para aproveitar melhor a coagulação.
- Em ferimentos pequenos pressionar com o dedo até parar o sangramento.
- Deitar a vitima, se possível.
- Não tentar retirar corpos estranhos do ferimento.

21 – FRATURAS

Fratura é a quebra ou ruptura de um osso.


Tipos de fraturas:
- Fechada – se não haver perfuração da pele;
- Aberta – se o osso fraturado perfurar a pele e ficar exposto;
Sintomas de fraturas:
As evidências diretas da existência de fratura são:
- Inflamação;
- Sensibilidade ao contato;
- Deformidade;
- Dor quando o acidentado se movimenta.
A única forma irrefutável da fratura é dada por uma radiografia.
Imobilização da fratura:
Procedimentos - fraturas fechadas:
- Se possível não movimentar a vítima;.
- Colocar o membro fraturado próxima a posição natural;
- Para sustentar o membro atingido colocar talas. A tala deverá ser feita de material rígido
como: taboa, revista ou jornal dobrado, vareta de madeira ou metal, estaca, papelão;
- As talas deverão ultrapassar as articulações, acima e abaixo da fratura;
- As talas deverão ser envolvidas em panos, para não ferir a pele da vítima;
- O membro superior com suspeita de fratura deve ser imobilizado preferencialmente
junto ao peito;
- As talas deverão ser amarradas em quatro pontos, com ataduras ou tiras de pano não
muito apertadas:
 Abaixo da articulação;
 Abaixo da fratura;
 Acima da articulação;
 Acima da fratura.
Se houver fratura no membro inferior, um bom recurso é amarrar a perna quebrada na
sadia, colocando um lençol ou manta dobrada entre as duas.

Procedimentos fratura aberta


- Tapar o ferimento com um curativo protetor com gaze ou pano limpo;
- Se houver hemorragia abundante (sinal indicativo de ruptura de vasos);
- Imobilizar o membro fraturado, da mesma forma de uma fratura fechada;
- Não tente recolocar o osso fraturado em sua posição natural;
- Providenciar socorro especializado para o acidentado.
-
Ao imobilizar o membro fraturado, deve-se faze-lo através de movimentos suaves, de modo
que não traumatize ainda mais a vitima. A imobilização deve ser feita incluindo, não só o
foco da fratura, como também articulações próximas a ela.
22
Depois de aplicados os primeiros socorros, a atenção do método é de extrema
importância, seja qual for o mal.
Fraturas do pescoço e da coluna vertebral:
A atenção médica deve ser urgente. De todas as fraturas, essas são as mais sérias, porque
qualquer descuido poderá causar conseqüências irreparáveis.
O socorrista deve ficar atento para os sintomas de fratura de coluna. Neste caso, o paciente
se queixa de dores violentas na mesma e de não poder mover os membros inferiores.
Quando não puder mover as mãos e dedos, será indicio de fratura de pescoço. De modo
geral, os primeiros socorros dados a uma vítima de fratura de pescoço ou da coluna se
reduzem a mantê-la na posição, se possível, dando-lhe conforto. A vitima só deve ser
removida em caso de perigo iminente, utilizando o método de transporte de três pessoas.

22 - FERIMENTOS:

Quando um agente físico atua sobre os tecidos do corpo e rompe as camadas da pele,
temos a ferida. Sempre que se aplicarem os primeiros socorros em um ferimento, é
fundamental:
Olhos
- Não permita que a vítima esfregue os olhos;
- Lavar com água abundante quando houver contato com produtos químicos;
- Não tirar ferpas ou objetos cravados;
- Utilizar gazes para cobrir os dois olhos, mesmo que um deles esteja sadio, limitando
movimento de ambos.
Tórax
- Tampar ferimentos externos que possam ter atingido os pulmões, para evitar a entrada
de ar;
- Pressionar o ferimento diretamente comum à gaze ou pano limpo, com o dedo ou com a
mão;
- Prender o curativo com uma faixa ou cinto, sem apertar demais.
Abdômen
Nunca retire corpos estranhos de perfurações ou cortes, podendo agravar ou iniciar uma
hemorragia;
- Cobrir o ferimento com gaze,compressa ou até mesmo um pano limpo, mantendo-a
firme no lugar;
- No caso de órgãos internos expostos, não toca-los diretamente nem tentar recoloca-los.
Cobrir com uma compressa ou pano limpo, umedecido em água limpa ou soro
fisiológico.

23 – QUEIMADURAS

É toda e qualquer lesão decorrente da ação do calor, substâncias químicas, eletricidade ou


radiações sobre o organismo.
As queimaduras têm como causa:
- Contato direto com chama, brasa ou fogo;
- Vapores quentes;
- Líquidos ferventes;
- Sólidos superaquecidos ou incandescentes;
- Substâncias químicas (ácidos, soda cáustica, fenol, nafta, etc);
- Emanações radioativas;
- Radiações infravermelhas e ultravioletas (em espelhos, laboratórios ou devido ao
excesso de raios solares);
- Eletricidade;
- Fogos artificiais;
- Outros.
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Classificação:
1º Grau: Rubor da pele (eritema) com tensão, ardor e dores fortes. Lesão superficial.
2º Grau: Formam-se vasículos ou bolhas cheias de líquido, que, ao se romperem, deixam
exposta uma superfície vermelha.
3º Grau: Modificação da pele e dos tecidos subjacentes com formação de escarra amarela
ou enegrecida. Comprometimento dos tecidos mais profundos até o osso.
4° Grau: Queima até os ossos.
As queimaduras de primeiro, segundo, terceiro e quarto graus, podem se apresentar no
mesmo paciente.
QUANTO MAIOR A AREA DA PELE QUEIMADA, MAIS GRAVE É O CASO!
Queimaduras térmicas:
- Líquidos quentes;
- Fogo;
- Vapor;
- Raios solares;
- Outros.
Tratamento:
- Deitar vitima;
- Colocar a cabeça e o tórax da vitima em plano inferior ao resto do corpo. Levantar-lhe
as pernas, se possível;
- Aplicar um pano limpo e úmido sobre a superfície queimada;
- As roupas que estiverem grudadas à pele não devem ser removidas;
- Procurar recursos médicos urgentemente; remove-la para um hospital, se possível em
ambulância. NÃO DEMORAR!
Queimaduras Químicas:
- Ácido;
- Alcalino forte;
- Soda caustica;
- Hidróxido de sódio;
- Outras.
Tratamento:
- Lavar a área atingida com bastante água;
- Aplicar jato de água enquanto retira as roupas da vitima;
- Proceder como nas queimaduras térmicas prevenindo o choque e a dor;
- NÃO Aplicar ungüentos, graxas, bicarbonato de sódio ou outras substâncias em
queimaduras externas;
- NÃO retirar corpos estranhos ou graxas das lesões;
- NÃO furar as bolhas existentes;
- NÃO tocar com as mãos a área queimada.

24 - EMERGÊNCIAS CLINICAS

AVC – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Um Acidente Vascular Cerebral, ou AVC é uma perturbação cerebral que dura mais de 24
horas, causada por uma interrupção do fluxo sanguíneo ao cérebro. Os Acidentes
Vasculares Cerebrais (AVCs) incluem as tromboses cerebrais, as hemorragias cerebrais
(derrames), apoplexias e choques. Em geral os AVCs são causados por um vazamento de
sangue (derrame) por uma artéria que se rompe ou por uma artéria que fica obstruída por
um coagulo sanguíneo.
Os sintomas de um AVC (derrames, embolias, isquemias, espasmos cerebrais) vão desde
uma perturbação passageira da função física e da consciência, até a inconsciência
profunda e até a morte. Quando uma pessoa sofre um desses ataques, em geral fica
confusa, sem poder pensar com clareza. Pode apresentar uma paralisia da face, de um
braço ou perna ou de todo um lado de seu corpo, com vários graus de intensidade da perda
da sensação. A pessoas que se urinam e outras que tem perturbações visuais. Esses
sintomas podem retroceder espontaneamente em poucas semanas ou podem se tornar
permanentes. Tudo depende da intensidade da lesão cerebral provocada pela AVC.
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Pode ser difícil fazer o diagnostico de um AVC em casa, mas se você encontrar alguém
inconsciente com um braço e/ou uma perna do mesmo lado inerte, ambos, pode suspeitar
do acidente vascular e chamar um médico. A pessoa pode também ter apresentado
incontinência urinária ou de fezes. Enquanto espera pelo médico, mantenha a pessoa o
mais confortável possível e providencie para que ela possa respirar perfeitamente. Se tiver
quem lhe ajude, ponha vítima delicadamente no leito.

DESMAIO – SÍNCOPE

Perda súbita da consciência, normalmente passageira, com interrupção das atividades


normais do cérebro. A pessoa se sente tonteada, cambaleia, tem tonturas, fica pálida ,
pulso fraco, vista embaralhada e soa frio. Pode ser causado por contusões, choques
emocionais, excesso de esforço físico e mental, cansaço ou fome.
Procedimentos:
- Ponha a vítima deitada de costas, em local ventilado.
- Desaperte suas roupas.
- Elevar as pernas a um nível um pouco superior a cabeça a fim de fazer com que o
sangue retorne a cabeça por ação da gravidade;
- Se o desmaio reincidir ou se a vítima ficar inconsciente por mais de dois minutos, sem
causa aparente, agasalha-la e providenciar assistência adequada, já que pode não se
tratar de um simples desmaio;
- Ficar atento aos sinais vitais.
- Desmaios longos podem levar ao estado de choque.
- Quando a consciência voltar, procurar tranqüilizar a vítima.
- Para evitar um desmaio, sentar a vítima com o corpo curvado para frente, cabeça entre
as pernas, respirando profundo. Deixa-la assim por alguns minutos, mesmo depois de
passado os sintomas.

CONVULSÕES

Popularmente chamadas de ataques as convulsões são contrações musculares


involuntárias, totalmente descontroladas, de músculos normalmente controlados, de todo o
corpo, causada por alterações ainda não perfeitamente explicadas de funções do cérebro.
Ocorre em conseqüência de doenças, como a epilepsia; cada ataque costuma durar alguns
minutos.
Sintomas:
- Súbita perda de consciência e queda no chão.
- Contrações musculares do corpo e da face, inclusive maxilares e língua.
- Lábios roxos e salivamento.
- Respiração forte e irregular.
Procedimentos:
- Proteja a cabeça da vítima e afaste objetos próximo a ela.
- Controlar os sinais vitais.
- Não haja de forma a impedir os movimentos convulsivos.
- Passada a convulsão, confortar a vítima, colocá-la na Posição Lateral de Segurança e
deixá-la dormir.
- Providenciar assistência médica.
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25 - TRANSPORTE DE VÍTIMAS:

Entre métodos de transportes de acidentados incluem-se:


- Apoio à vítima que pode caminhar;
- Transporte manual;
- Maca;
- Veículo.
O transporte só deve ser feito por quem foi treinado para tal fim. Ao transportar a vitima,
deve-se precaver contra a perda do equilíbrio, que se sucede com muita freqüência,
mesmo quando se utilizam três (três) ou quatro (quatro) pessoas.
Deve-se levantar a vitima de modo gradual e coordenado, de acordo coma técnica
adequada, a fim de que não venha sofrer lesões lombares.
Modo de puxar a vítima para local seguro:
Havendo necessidade de puxar a vitima, deve-se fazer na direção do eixo de corpo, nunca
pelos lados. O perigo é menor caso possa colocar-se debaixo do acidentado um cobertor
ou objeto similar de maneira que a vítima viaje sobre ele.
Modo de levar a vitima:
Havendo necessidade de levar um acidentado para coloca-lo a salvo, antes que se possa
fazer um reconhecimento de suas lesões, os socorristas deverão procurar proteger todas
as partes do corpo das tensões do levantamento.
O corpo da vitima não devera ser levantado unicamente pela cabeça e pés.É necessário
fazer um esforço para proporcionar apoio adequado a cada uma das extremidades e nas
costas, mantendo todo o corpo em linha reta, conservando-o imóvel. O melhor modo de
levantar um acidentado para transporte a curta distância é o de três pessoas, como descrito
acima.
Transporte por pessoa:
Para remover um acidentado a curta distância, o socorrista deve providenciar maca, ou,
dependendo do tipo de lesão, da ajuda disponível e do local, adotando o método de uma,
duas ou três pessoas.