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CONTAS SETORIAIS

as estimativas do produto nacional omitem vários fluxos, tais como os


pagamentos de transferência, que têm um útil significado econômico. Por esta
razão, o Departamento de Comércio suplementa a conta de renda e de produto
nacionais com contas correntes completas para os setores pessoal e
governamental, e contas correntes para os setores empresarial e estrangeiro. Estas
contas detalham as transações inter-relacionadas entre os diferentes setores,
proporcionando, assim, uma imagem mais clara da estrutura econômica da nação
do que aquela que poderia ser obtida pelo emprêgo, simplesmente, da conta de
produto. Além disto, o Departamento de Comércio publica uma conta
consolidada de poupanças e de investimentos da economia como um todo. A
finalidade dêste capítulo é examinar estas assim chamadas “contas setoriais”.
70

Os setores discutidos neste capítulo são os mesmos que haviam sido


expostos em capítulos anteriores — empresarial, pessoal, governamental e do
resto do mundo. Deve ser entendido que não há nada sagrado no que tange a esta
forma particular de dividir em setores a economia. Para determinados propósitos
seria útil dividi-la em setores geográficos; para outros, em setores industriais. A
setorização que aqui adotamos tem provado ser de grande utilidade para o tipo de
análise que será adotado nos capítulos subseqüentes.
O setor das empresas. — A conta corrente do setor das emprêsas é a
16. Vendas a
consumidores,
Governo e
exterior $ 484
17. Vendas a emprêsas
em conta de capital 98 (5.2)
18. Variação líquida no
estoque 9 (5.3)
1 . Salários, ordenados,
suplementos $293 (2.10)
2. Contribuições à
Previdência Social 14 (3.15)
3 . Renda do proprietário 56 (2.14)
4. Renda pessoal por
aluguéis 18 (2.15)
5. Juro líquido 17 (2.20)
6. Lucros de sociedade
mesma da Tabela 2-3. Tôda a atividade corrente do setor das emprêsas é
considerada como atividade econômica e é, portanto, incluída no produto
nacional bruto. Esta conta é mostrada aqui na Tabela 4-1.
O procedimento adotado no Capítulo 2, no qual cada item leva um código
de duas partes, é adotado aqui também. Dêste modo, o item 1 da Tabela 4-1,
“salários, ordenados e suplementos”, é acompanhado pelo
Tabela 4-1 Conta consolidada de renda e produto das emprêsas, 1965
(Bilhões de dólares)
anônima e ajustes da
valorização de estoque 71
7. Exigível de imposto so
bre lucros $31 (3.12)
8. Dividendos
(internos) 18 (2.17)
9. Lucros não
distribuídos 24 (5.8)
10. Ajustes de
valorização
de estoque -2 (5.10)
71

469
Renda gerada Impostos
indiretos sôbre emprêsas
62
(3.13)

Contrapartidas do lucro
líquido das emprêsas
Depreciação 531
60 (5.11)

Contrapartidas do lucro
bruto das emprêsas 19. Produto bruto das -------------------
$591 emprêsas $591
Fonte: Ver Tabela 2-3. Os números de código usados nesta tabela referem-se a
lançamentos nas Tabelas 4-2 a 4-5.
72

Tabela 4-2 Conta de renda e desembolso pessoais, 1965


(Bilhões de dólares)
código (2.10) para indicar que êle aparece como o item 10 da Tabela 4-2. Do
mesmo modo, quando o item aparece na Tabela 4-2, leva o número de código
(1.1).
Setor pessoal. — A conta de renda e de despesas do setor pessoal está
demonstrada na Tabela 4-2. Esta tabela retrata as transações entre o setor pessoal
e os demais setores da economia e além disso mostra os salários, ordenados e
suplementos dos empregados das famílias e das instituições, tanto despesa como
receita do setor (itens 3 e 12). Visto que essas contas do setor mostram a renda e
as despesas, o lado da renda (esquerdo) mostra os recebimentos de pagamentos
de transferência e o lado da despesa (direito) mostra os pagamentos de juros
efetuados pelos consumidores, nenhum dos quais é parte do produto nacional
bruto.
A maior fonte de recebimentos do setor pessoal são os salários, ordenados
e suplementos que são desdobrados segundo os setores de origem. Pode ser visto
na tabela que o setor das emprêsas é sem dúvida a maior fonte de renda do
trabalho. A renda do proprietário (mais o ajuste de valorização de estoque)
também está incluída como parte dos recebimentos do setor pessoal e representa
a, renda líquida das emprêsas não constituídas em sociedade anônima, incluindo
além do lucro outras partes não distribuídos da renda, tais como ordenados e
juros. No caso da renda de sociedade anônima, onde se faz distribuição adequada
dos custos, somente os dividendos cabem às pessoas, e portanto os dividendos
são a única parte dos lucros de sociedade anônima incluídos entre os
recebimentos do setor pessoal.
A renda de juros pessoal representa os recebimentos de juros totais dos
indivíduos e portanto inclui, além dos recebimentos de juros oriundos do setor
das emprêsas e estrangeiro que são parte do PNB, o juro recebido de outras
famílias (revelado também como despesa dos indivíduos) e do Govêrno. A cifra
de juro de U.S.S38 bilhões (item 19) é U.S.$20 bilhões maior do que o
componente de juros da conta do produto nacional bruto, que é a soma dos juros
pagos peles consumidores (U.S.5S11 bilhões) e pagamentos de juros líquidos do
setor .governamental (U.S.S9 bilhões). O item remanescente dos recebimentos
pessoais inclui cs demais pagamentos de transferência do Govêrno exceto,
naturalmente, os efetuados a países estrangeiros. As contribuições pessoais à
Previdência Social, as quais são uma despesa pessoal, incluem-se, não obstante,
ao lado dos recebimentos da conta do setor, porém, com um sinal negativo. Êste
procedimento é adotado porque, no que tange ao setor pessoal, estas
contribuições representam uma dedução dos salários e ordenados recebidos.
A primeira despesa constante do setor pessoal corresponde a impostos
pagos a todos os níveis de Govêrno. Êste total inclui não somente impostos de
renda, mas tôdas as formas de impostos diretos e indiretos (tais como impostos
sôbre vendas e propriedade), embora exclua as contribuições à Previdência Social
por parte dos que recebem salários e- ordenados, as quais, conforme explicado
acima, estão arroladas como recebimento
73

S 66 (3. 11)
442
1. Impostos pessoais
2. Desembolsos pessoais
3. Salários, ordenados, suplementos $ 18 (2,12)
4. Pagamentos à Previdência Social * (3.17)
5. Ao setor das emprêsas e
setor estrangeiro 413 24 (5.6)
6. Juros pagos por consumidores 11 (2.22)
7. Poupança pessoal

8. Impostos, desembolsos e poupanças pessoais $ 532

* Inferior a $ 0,5 bilhão.


Fonte: Veja Tabela 2-3. Os números de código usados nesta tabela referem-se às entradas nas
Tabelas 4-1 a 4-5.
negativo. A segunda categoria de despesa aparece como desembolsos pessoais.
Os desembolsos incluem pagamentos de salário, ordenado e suplemento aos
empregados das famílias e instituições que compõem o setor, e esta soma de
U.S.S18 bilhões será reconhecida como a renda gerada e produto líquido e bruto
do setor. As contribuições do empregador à Previdência Social que também são
partes do custo dos serviços diretos são relativamente pequenas e não consta
nenhuma cifra para elas. O próximo desembolso é, sem dúvida, o maior e
representa o valor total das compras de bens e serviços dos setores das emprêsas
e estrangeiro. O desembolso final é o pagamento de juros feito pelos
consumidores. Êste pagamento intra-setorial aparece como despesa e como
receita do setoi pessoal e portanto, representa uma transferência entre unidades
dentro do setor.
A poupança do setor pessoal é mostrada pelo total de U.S.$24 bilhões. Êste
é um item que salda a conta, sendo a diferença entre os recebimentos e as
despesas. Assim, as poupanças são total excedente depois que o setor pessoal
tenha coberto as suas despesas e podendo ser, como os saldos correspondentes de
outras contas, positivo, negativo ou igual a zero.
Setor do Govêmo. — A conta de recebimentos e despesas do Govêrno
mostrada na Tabela 4-3, como a conta do setor pessoal, registra os recebi-
74

Tabela 4-2 Conta de renda e desembolso pessoais, 1965


(Bilhões de dólares)
9. Salários, ordenados, suplementos $ 377
10. Emprêsas $293 (11)
11. Govêrno 66 (3.2)
12. Pessoal 18 (2.3)
13. Exterior :«c (4.2)
14. Renda do proprietário 56 (1.3)
15. Renda pessoal por aluguéis 18 (1.4)
16. Dividendos 19
17. Internos 18 (1.8)
18. Estrangeiros 1 (4.4)
19. Renda de juro pessoal 38
20. Emprêsas 17 (1.5)
21. Govêrno 9 (3.8)
22. Pessoal 11 (2.6)
23. Exterior 1 (4.3)
24. Pagamentos de transferência 37 (3.6)
25. Menos: pagamentos à Previdência
Social do empregado —13 (3.18)
26. Renda Pessoal $ 532

mentos e gastos totais, inclusive aquelas transações que não aparecem como parte
do produto nacional bruto. Em adição aos fluxos resultantes da atividade geral do
Governo, a Tabela 4-3 inclui entradas e os desembolsos dos fundos de
Previdência Social administrados por todos os níveis governamentais.
A parcela principal das receitas do Governo vem dos impostos. Os impostos
pessoais de todos os tipos totalizando U.S.S66 bilhões são despesas do setor
pessoal; o setor das emprêsas contribui com um total de U.S.S93 bilhões na forma
de imposto de renda das sociedades anônimas e imposto indireto sôbre as
emprêsas. Os itens restantes de receita são contribuições do empregador e do
empregado para os fundos de Previdência Social. As contribuições do
empregador constam da Tabela 4-3 por setor de origem.
No lado de despesa das contas, os dois primeiros itens de desembolsos do
Govêrno são o custo dos serviços diretos, isto é, o custo de compra de serviços
de mão-de-obra. Êste total de U.S.$68 bilhões também é a medida da renda
gerada e do produto líquido e bruto do setor governamental. No setor pessoal, a
renda gerada aparece tanto como uma despesa, como um recebimento. Isto não
acontece no caso do setor do Govêrno, onde somente as contribuições à
Previdência Social feitas pelo Govêrno
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Tabela 4-3 Conta de recebimentos e despesas do Govêmo, 1965


(Bilhões de dólares)
1. Desembolsos governamentais $136
2. Salários, ordenados, suplementos $66 (2.11)
3. Pagamentos à Previdência Social 2 (3.16)
4. Compras líquidas das emprêsas e
do exterior 68
5. Pagamentos de transferência 40
6. A pessoas 37 (2.24)
7. A estrangeiros 3 (4.8)
8. Juro líquido pago 9 (2.21)
9. Superávit ou déficit (—) 3 (5.12)

10. Despesa e superávit do Govêmo $188

(*) Inferior a $0,5 bilhão.


Fonte: Ver a Tabela 2-3. Os números de código empregados nesta tabela referem-se às entradas
nas Tabelas 4-1 a 4-5.

aos empregados apareceram em ambos os lados da conta. Os salários e ordenados


pagos pelo Govêrno são uma despesa do mesmo, e um recebimento das famílias.
Em adição aos serviços diretos, o Govêrno compra bens e serviços tanto
das empresas, como do estrangeiro. Ambos os totais estão demonstrados como
compras líquidas de bens e serviços. O significado da palavra “líquido”, com o
sentido que é usado aqui, não é o mesmo que lhe é dado na frase “valor líquido
adicionado”, pois o Govêrno é tido como um consumidor final e não adquire
produtos intermediários. Aqui, a palavra “líquido” é usada para dizer que as
vendas às emprêsas, e aos estrangeiros, são deduzidas das compras
governamentais nestes setores, com o fito de determinar o fluxo líquido de
produto \
Nos dois últimos itens de despesas estão os pagamentos de transferência
(estrangeiros e internos) e o juro líquido pago pelo Govêrno. O Govêrno paga
juros sôbre a dívida pública não somente para o setor pessoal, mas também para
outros setores, mas, dado que é impossível separarmos tais pagamentos, segundo
os setores que os recebem, o Departamento de Comércio considera que qualquer
pagamento de juros fora do setor do Govêrno, irá, eventualmente, chegar ao setor
pessoal. Assim, os pagamentos de juros às emprêsas aumentarão os lucros, que
serão distribuídos sob a forma de dividendos ao setor pessoal. Por conseguinte, a
cifra total líquida de lucros de U.S.$9 bilhões como um recebimento do setor
pessoal. O item final — aquêle que salda a conta — é o déficit ou o superávit da
atividade corrente do Govêrno. Em 1965 houve um superávit do Govêrno na base
da conta nacional de U.S.$3 bilhões.
1) Estas são vendas resultantes da atividade geral do Govêrno. As vendas das emprêsas públicas
são incluídas no setor das emprêsas. Um exemplo das vendas do Govêrno às emprêsas seriam as vendas
de material excedente.
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11. Impostos pessoais $ 66 (2.1)


12. Exigível de imposto sôbre lucros 31 (1.7)
13. Impostos indiretos sôbre emprêsas 62 (1.12)
14. Recebimentos de Previdência Social 29
15. Emprêsas $14 (1.2)
16. Govêrno 2 (3.3)
17. Pessoal * (2.4)
18. Empregados 13 (2.25)

19. Recebimentos do Gôvêrno $188

Setor estrangeiro. — A conta para o setor estrangeiro está exposta na


Tabela 4-4, e é idêntica à da Tabela 2-8. Como foi explicado naquela ocasião, a
conta é tôda ela em têrmos líquidos, registrando no lado esquerdo, o líquido
resultante do fluxo de bens e serviços dos Estados Unidos. Se o fluxo líquido é
para dentro daqüele país, isto é: se o fluxo fôr favorável, então é registrado com
um sinal positivo. O total de U.S.$7 bilhões mostrado na Tabela 4-4 significa que
em 1965, os Estados Unidos ganha-

Tabela 4-4 Conta de transações estrangeiras, 1965 (Bilhões


de dólares)

1. Pagamentos de ren
da líquida aos Estados Unidos 8. Pagamentos de transferência do
2. Salários, ordenados * (2.13) $4 Govêrno dos Estados Unidos $3 (3.7)
3. Juros 1 (2.23) 1 9. Investimento estrangeiro líquido
4. Dividendos (2.18) 4 (5.4)
5. Lucros de filiais 2 (5.9)
6. Compras líquidas dos 3
Estados Unidos
7. Exportação líquida 10. Pagamentos a es-
de bens e serviços $7 trangeiros $7

(*) inferior a $ 0,5 bilhão.


Fonte: Veja a Tabela 2-3. Os números de código usados nesta tabela referem-se às entradas nas
Tabelas 4-2 a 4-5.

ram através da venda de bens e através do recebimento de pagamentos de renda,


U.S.S7 bilhões mais do que foi gasto no exterior com importações e serviços dos
fatores de produção estrangeiros. Êste déficit sôbre as transações correntes que
os estrangeiros deviam aos Estados Unidos, foi co
77

berto por pagamentos de transferência do Governo dos Estados Upidos de U.S.$3


bilhões mais o investimento que os norte-americanos fizeram no exterior de
U.S.S4 bilhões mais do que os estrangeiros investiram nos Estados Unidos.
Nenhum dêsses dois últimos itens aparece como parte do produto nacional, mas
os pagamentos de transferência são parte das despesas do Govêrno e o
investimento líquido de U.S.$4 bilhões representa um uso de poupança norte-
americana que vai aparecer na Tabela 4-5,
A conta de poupança e investimento brutos. — Esta conta final, mostrada
na Tabela 4-5, não registra as transações de um setor separado. Nc entanto, esta
conta tem uma particular importância, razão pela qual é aqui incluída. Cada uma
das contas setoriais estudadas incluem um item oscilante, representando alguma
forma de poupança, o qual aparece uma única vez nas contas do setor, enquanto
os outros itens aparecem duas vêzes — uma, como recebimento e outra, como
um gasto. Os itens referentes à poupança aparecem apenas uma vez, porque
representam transações com o capital, em vez de transações em conta corrente.
Na verdade, as poupanças pessoais não representam a compra de um bem ou de
um serviço produzidos no período corrente. Elas mostram, isto sim, que U.S.S24
bilhões de recebimentos pessoais não são gastos. O objetivo da conta de
poupanças e investimentos, é agrupar tôdas estas partidas de capital em uma única
conta.
Muito será dito, em capítulos posteriores, sôbre a igualdade da poupança e
do investimento. Deve ser claramente entendido que a igualdade mostrada pelo
fato de que os dois lados da Tabela 4-5 são iguais, é o re- resultado do registro
que é feito apenas para a poupança e para o investimento realizados. A conta
deve, necessàriamente, estar equilibrada.
O lado direito da conta relaciona a poupança pessoal, os superavits ou
deficits do Govêrno e a poupança da sociedade, que inclui os ganhos não
distribuídos das sociedades nacionais, o reajuste de valorização de estoque das
sociedades anônimas e os lucros líquidos das filiais estrangeiras. Êste último item
está incluído porque estamos lidando com contas nacionais e estamos
preocupados, portanto, com a atividade dos recursos que
Tabela 4-5 Conta de poupanças e investimentos brutos, 1965 (Bilhões de
dólares)

1. Investimento interno privado bruto SI 07


2. Compras das emprêsas em con
ta de capital S98 (1.17)
3. Variação líquida no estoque 9 (1.18)
4. Investimento estrangeiro líquido 4 (4.9)

5. Investimento bruto
$111

Fonte: Veja a Tabela 2-3. Os números de código usados nesta tabela referem-se às entradas nas
Tabelas 4-1 a 4-4.
78

os norte-americanos possuem, onde quer que êsses recursos se localizem. Visto


que os lucros das atividades do proprietário não podem separar-se da renda
líquida do proprietário, tais lucros não destribuídos (e reajuste de valorização de
estoque) das operações das emprêsas econômicas não constituídas em sociedade
anônima aparecem como parte da poupança pessoal.
Dever-se-á notar que a contabilização das poupanças e dos investimentos
são dados em têrmos brutos. Como foi explicado no Capítulo 3, o Departamento
de Comércio não foi bem sucedido em sua tentativa de calcular a quantia total
dos investimentos líquidos, porque ficou provado ser impossível fazer-se uma
avaliação adequada, a preços correntes, da depreciação. Por esta razão, o item
depreciação, de U.S.$60 bilhões, deve ser adicionado ao lado direito da conta
para equilibrar as compras das emprêsas em contas de capital, e mostradas no
lado esquerdo da conta. Os outros itens de investimento são as variações líquidas
nos estoques das emprêsas e o investimento líquido feito pelos Estados Unidos,
no resto do mundo, isto é, o aumento líquido (ou redução) em procedimentos
pelos Estados Unidos contra estrangeiros.
Uma plena compreensão das inter-relações entre as transações capitais e
correntes da economia é facilitada por um exame das cinco contas aqui
apresentadas, e tomadas com a conta do produto nacional bruto, que foi discutida
no Capítulo 2. Essa conta considerada de per si, não reflete muitas transações que
não resultam da atividade econômica corrente. Além disto, a consolidação dos
dados em uma única conta mascara muitos fluxos entre os setores. As contas de
setores apresentadas neste capítulo suplementam a conta do produto nacional
bruto ao incluir os fluxos que, do contrário, teriam sido ignorados, e ao detalhar
outras transações, que são importantes para a análise econômica \

4-2 UM SISTEMA SIMPLIFICADO DE CONTABILIDADE


As contas setoriais apresentadas acima, são planejadas para apresentarem o
máximo possível de informações estatísticas, de tal modo que
6. Poupança pessoal $ 24 (2.7)
7. Poupança bruta de sociedades anônimas 84
8. Lucros não distribuídos $24 (1.9)
9. Lucros de filiais 2 (4.5)
10. Reajuste de valorização de estoque —2 (1.10)
11 Depreciação 60 1.14)
. Superávit ou déficit do Govêmo (—)
12 3 (3-9)
.
13 Poupança bruta $111
.
1) Os lucros resultantes de atividades ilegais e os lucros e perdas de capital, são excluídos
tanto do produto nacional bruto, como das contas setoriais.
possam ser prontamente utilizadas para inúmeras e diferentes finalidades. Para os
propósitos dêste livro, uma nova consolidação, para reduzir a complexidade das
contas, facilitará a análise subsequente.
A base para a referida consolidação não é outra senão a divisão da economia
no mesmo número de setores, porém, supondo que tôda a renda e todo o produto
são originados no setor das emprêsas. Dêste modo, a renda gerada nos setores
pessoal e empresarial mostrados nas Tabelas 4-2 e 4-3, são tidos, agora, como
compras de serviços do setor das emprêsas, com a remuneração de fatores, então,
sendo paga pelo setor das emprêsas às pessoas. Em essência, presumimos que
empregados de instituições não lucrativas vendem seus serviços como parte do
79

setor das emprêsas, embora conservemos as definições anteriores de recompensa


líquida. Assim, não se supõe que o empregado compre qualquer produto
intermediário mesmo que o definamos como operador de uma emprêsa.
Finalmente, supõe-se, também, que o setor das emprêsas efetua tôdas as
transações com o estrangeiro. Sob estas suposições, a conta de recebimentos e
despesas do setor das emprêsas será a mesma do produto nacional bruto, mostrada
na Tabela 1-9.
Na conta do setor das emprêsas da Tabela 4-6, o item “pagamentos ao setor
pessoal”, num total de U.S.$488 bilhões, é composto pelos salários e ordenados,
gerados no setor pessoal (U.S.S 18 bilhões) e no setor do Go- vêrno (U.S.S66
bilhões) mais a renda gerada no setor das emprêsas (U.S.S 404 bilhões). Este
último item é composto de salários, ordenados e suplementos (U.S.$293 bilhões),
renda de proprietários (U.S.S56 bilhões), rendas pessoais por aluguéis (U.S.S18
bilhões), pagamentos líquidos de juros (U.S.S 17 bilhões no país, U.S.S 1 bilhão
no estrangeiro) e dividendos (U.S.S 18 bilhões no país, U.S.S 1 bilhão no
estrangeiro). Os impostos diretos se compõem da obrigação de impostos sôbre a
renda das sociedades (U.S.S 31 bilhões) mais os pagamentos feitos à Previdência
Social pelas emprêsas, pelo Govêrno e pelos setores pessoais (U.S.S 16 bilhões)
os quais devem ser pagos, supõe-se agora, pelas emprêsas. As poupanças das
emprêsas, num total de U.S.S 24 bilhões, são a soma algébrica dos lucros das
sociedades não distribuídos (U.S.S 24 bilhões), dos ajustes de avaliações de
estoques (U.S.S 2 bilhões) e os lucros das filiais estrangeiras (U.S.S 2 bilhões).
O subtctal de U.S.S559 bilhões, mostrado na Tabela 4-6, é, portanto, a renda
nacional ao custo dos fatores — o custo dos fatores que colaboram diretamente
na obtenção do produto nacional. A adição dos custos dos não fatores, isto é, os
impostos indiretos sôbre as emprêsas e a depreciação, nos dá as contrapartidas
totais de produto nacional bruto.
O lado direito da Tabela 4-6 mostra os recebimentos advindos da venda de
todos os bens e serviços na economia como recebimentos do setor empresarial.
As vendas a consumidores no valor de U.S.$431 bilhões são a soma das compras
de bens de consumo provenientes dos setores da emprêsa e estrangeiro e das
compras de serviços diretos por parte das famílias e instituições (U.S.S 18
bilhões). Semelhantemente, as compras governamentais de U.S.S 136 bilhões
compõem-se de compras provenientes dos setores da emprêsa e estrangeiro
(U.S.S68 bilhões) e compras de serviços
80

Tabela 4-6 Setor das empresas e produto nacional bruto, 1965


(Bilhões de dólares)
$488
47 $431
Pagamentos ao setor pessoal Imposto 24 Despesas de consumo Compras do Govêmo 136
diretos Poupança das emprêsas Exportações líquidas 7
559 Investimento interno privado bruto 107
Renda nacional
Impostos indiretos sôbre as em-
prêsas 62
Depreciação 60
Contrapartidas do produto nacional
bruto $681 Produto nacional bruto $681
Fonte: Veja o texto.

diretos (U.S.S68 bilhões). Finalmente as variações líquidas nos estoques, num


total de (U.S.$9 bilhões), foram adicionadas às compras das emprêsas em contas
de capital (U.S.$98 bilhões) para que se obtivesse o total de U.S.$107 bilhões
correspondente ao investimento bruto privado nacional. A exportação líquida de
bens e serviços foi deixada à parte, como um item separado.
A Tabela 4-7 apresenta a conta resumida do setor pessoal. As transações
entre êste setor e o setor das emprêsas já foram explicadas quando a Tabela 4-6
foi estudada, mas dois pontos requerem explicações adicionais. Primeiro,
impostos figuram num total de U.S.S79 bilhões, apesar de serem mostrados na
Tabela 4-2 como sendo de U.S.S66 bilhões. A diferença de U.S.S13 bilhões
resultante advém da transferência das contribuições pessoais à Previdência Social
do lado dos recebimentos da conta do setor pessoal, que é onde o Departamento
de Comércio as assenta, para o lado das despesas e adicionadas dos impostos
pessoais. Segundo, os pagamentos de juro intra-setoriais pelos consumidores
(U.S.S 11 bilhões) vistos na Tabela 4-2, caíram de ambos os lados da conta
resumida. O resultado líquido dessas duas alterações é aumentar os recebimentos
pessoais (e os desembolsos e poupanças pessoais) de U.S.S532 bilhões para
U.S.S534 bilhões. No lado direito da Tabela 4-7, os recebimentos do setor pessoal
oriundos do Govêmo são a soma dos pagamentos de transferência (U.S.S37
bilhões) e do juro líquido, excluindo o juro pago pelos consumidores (U.S.S9
bilhões).
Tabela 4-7 Conta do setor pessoal, 1965 (Bilhões de dólares)
Pagamentos a emprêsas $431 Recebimentos oriundos das
Impostos 79 emprêsas $488
Poupança pessoal 24 Recebimentos oriundos do Govêmo
46

Desembolsos e poupança pessoais $534 Recebimentos pessoais $534

Fonte: Veja o texto.


81

Tabela 4-10 Conta de poupança bruta e investimento, 1965


(Bilhões de dólares)
Pagamentos a emprêsas Pagamentos de $136 Recebimentos oriundos das
transferência 49 pessoas. $ 79
Internos $46 Estrangeiros 3 Superávit Recebimentos’ oriundos das
ou déficit (—) emprêsas Impostos diretos 109
3 $47
62
Pagamentos e superávit do Govêmo Impostos indiretos
$188 Recebimentos do Govêrno $188
Fonte: Veja o texto.

O setor pessoal mostra um superávit de recebimentos em relação aos gastos num


montante de U.S.$24 bilhões.
Todos os itens da conta do setor do Govêmo, mostrados na Tabela 4-8, já
foram explicados em função das Tabelas 4-6 e 4-7.
A conta do setor estrangeiro mostrada na Tabela 4-9 não requer ne-. nhuma
explicação especial.
A conta de capital mostrada na Tabela 4-10 é apresentada de uma forma
diferente do que aquela da Tabela 4-5. O item depreciação foi tomado
separadamente das compras por parte das emprêsas em contas de capital, para
mostrar a cifra de investimento líquido. E isto se dá apesar das advertências feitas
acima sôbre as dificuldades práticas encontradas ao se calcular o valor corrente
da depreciação. O conceito de investimento líquido é de tal importância para a
análise subsequente que, mesmo que não tenha um equivalente operacional,
vamos considerá-lo, não obstante, como sendo igual ao investimento bruto menos
a depreciação.

4 3 IDENTIDADES DA RENDA
O fato de cada transação entre os setores da economia aparecer duas vêzes
nas contas setoriais, faz com que a sua apresentação, sob a forma de uma matriz,
seja o meio mais conveniente de se apresentar um quadro de conjunto da
economia. A Tabela 4-11 apresenta uma matriz baseada nas

Tabela 4-9 Conta do setor estrangeiro, 1965 (Bilhões de dólares)


Pagamentos de transferência do Govêrno
dos Estados Unidos Investimento $3
estrangeiro líquido 4

Exportações Jíquidas de bens e serviços $7 Pagamentos líquidos para estrangeiros $7


82

Tabela 4-8 Conta do setor do Governo, 1965


(Bilhões de dólares)

Investimento liquido $47 Poupança das emprêsas $24


Depreciação 60 Poupança pessoal 24
Investimento estrangeiro líquido 4 Superávit do Govêrno 3
Depreciação 60
Investimento bruto $111 Poupança bruta $111
Fonte: Veja o texto.

contas mostradas nas Tabelas de númertfs 4-6 a 4-10. Apesar das contas de
setores terem um total de 30 itens, a matriz mostra apenas 18. Na verdade, esta
última mostraria apenas 16 itens se os impostos indiretos sôbre as emprêsas e a
depreciação não tivessem que ser considerados em separado, por razões
especiais. Na Tabela 4-11 cada fila representa um pagamento, isto é, o lado
esquerdo de uma conta setorial, enquanto cada coluna mostra os recebimentos
correspondentes entrados no lado direito da conta de um outro setor. Por
exemplo, o total de U.S.$431 bilhões correspondente aos gastos de consumo é
mostrado, lendo-se hcrizontalmente a tabela, como uma despesa do setor pessoal
e também, lendo-se verticalmente, como uím recebimento das emprêsas.
Algumas identidades básicas da renda podem ser deduzidas, com
facilidade, da Tabela 4-11. A anotação seguinte é empregada, para facilitar a sua
apresentação:

Produto nacional bruto = G N P *


Produto nacional líquido — Y Renda
nacional =. N I Renda disponível = Y d
Despesas de consumo = C Despesas do
Govêrno = G Saldo exterior líquido —
X — Z Investimento estrangeiro
líquido = I f Investimento nacional
líquido = /,
Recebimentos pessoais = R p
Pagamentos de transferência (nacional) = T r
Transferências a estrangeiros = T ,
Poupança pessoal — S „
Poupança governamental = S „
Poupanças das emprêsas = S t ,

■ * Por razões óbvias o tradutor manterá nessas expressões, bem como naquelas
que se encontram nas páginas seguintes, a nomenclatura do texto original (N. do T.)

Fonte: Veja o texto.


83

Impostos diretos (s/ pessoas) = T „


Impostos diretos (s/ emprêsas) = T h
Impostos indiretos = T ,
Depreciação _ D
Da coluna 1 da Tabela 4-11, deduz-se:
GNP^ C + C + ( X - Z ) + I T + D (4-1)
681 =431 + 136 + 7 + 47 + 60
O produto nacional bruto é a soma dos gastos efetuados por todos os
setores da economia. Novamente, da coluna 1, podemos deduzir:
V = GNP - D
ou
y = C + G + (X - Z) + Ir (4-2)
621 = 431 + 136 + 7 + 47

O produto nacional líquido representa as adições líquidas para o fluxo de


bens e serviços que vão ter aos indivíduos, tanto vindos diretamente das
emprêsas (nacionais ou estrangeiras), como através do Govêrno, e ao estoque de
capital. Isto é, o produto nacional líquido é o produto nacional bruto menos a
depreciação ou, alternativamente, as despesas dos setores

Tabela 4-11 Matriz dos fluxos de rendas e de produção (Bilhões de dólares)

RECEBIMENTOS

PAGAMENTOS
Saldo
Empresas Pessoas Govêrno Poupanças
exterior líquidas
líquido

Emprêsas 488 ( R p ) 47 (r„) 24 CS*)


Pessoas 431 (C) 79 ( T p ) 24 <SP)
Govêrno 136 (G) 46 (T,.) 3 (T f ) 3 (SJ
Saldo exterior líquido 7(X-Z)
Investimento líquido 47 (/,.) 4 (/,)
Produto nacional líquido 621 ( Y )
Impostos indiretos sôbre
as emprêsas 62 (7\)
Depreciação 60 ( D )
Total 681 (GNP) 534 7 51
188

Fonte: Veja o texto.


84

pessoais e do Govêrno e as adições ao estoque de capital Da fila 1


deduzimos
GNP = R p + T t + St + T i + D (4-3)
mas, da coluna 2 e da fila 2,
Rp + T r — C + T v + S P
ou
Rp = C + Tp + Sp - Tr
(4—
e da coluna 3 e da fila 3 4)
Ti, + TP + T i = G + Tr + T f + S ç ou
T h + Ti — G + T r + T f + S g — Tp
Substituindo-se (4-4) e (4-5) em (4-3), temos
GNP = C + Tp + 5p — Tr + G + Tr + T f + S„ - T v + Sb + D ou (4-5)
GNP = C + Sp + G + T f + Sp + St + D Equacionando-se (4-1) e (4-6),
temos ( X - Z) + b + D ^ S p + S „ + T f + S b + D

1) Tanto a variação nos estoques, como as exportações líquidas em têrmos


líquidos. (4-6)

Impostos
Renda indiretos Depre- são da.das
nacional sobre as ciação Total
emprêsas

681
559 ( N I ) 62 (r,.) 60 ( D ) 534
188
7
51
85

Lembrando que (X — Z) — Tf = If, temos


// + I r + D — Sp + Su + St + D (4—7)
4 + 47 + 60 — 24+ 3 + 24 + 60 1 1 1 =1 1 1
Esta identidade representa ambos os lados da conta de poupança e
investimento brutos (Tabela 4-10).
Subtraindo a depreciação da identidade (4-7), temos que representa
If + Ir = Sp + Sg + Sb 4 + 47 = 24 + 3 + 24 51 =51
a igualdade entre a poupança líquida e o investimento líquido.
A igualdade entre a poupança e o investimento representa um importante
papel na análise subseqüente. Na contabilidade, está claro que a poupança e o
investimento foram definidos como sendo iguais. Àquela parte do produto
nacional não adquirida pelos consumidores, ou pelo Go- vêmo, nós a chamamos
de “investimento” e deve, por definição, ser igual àquele total dos recebimentos
não desembolsados em compras de bens terminados, ou de serviços por parte das
pessoas, do Govêrno ou das emprêsas.
A renda nacional também pode ser obtida em se subtraindo os impostos
indiretos de Y.
Y - Ti = NI
621 - 62 = 559
A renda nacional também pode ser obtida em se adicionando o total dos
pagamentos pessoais das rendas aos impostos diretos sôbre as emprêsas e às
poupanças líquidas destas últimas. Do mesmo modo, da fila 1,
NI = R„ + Tb + Sb 559 = 488 + 47 +
24 Além disto, da coluna 2 e da fila 2,
RP + Tr^C + TP + SP (4-8)
488 + 46 = 431 + 79 + 24
O lado esquerdo da identidade (4-8) enumera a renda pessoal (pagamentos de
fatores mais transferências a pessoas advindas do Govêrno); o lado direito mostra
como as pessoas dispuseram de suas rendas: despesas de consumo de bens e
serviços, impostos diretos e poupanças.
Se os impostos pessoais forem transpostos na identidade (4-8), o lado
esquerdo nos mostrará a renda pessoal disponível, isto é, o total dos recebimentos
pessoais das pessoas menos os seus pagamentos de impostos.
R.p + Tr — TP—C +
S P = Y d 488 + 46 - 79 = 431 +24 =
455
A renda disponível, como nos mostra esta identidade, pode, ou ser gasta (C), ou
ser poupada (S„).
86

A renda disponível também pode ser reduzida a partir de produto nacional


líquido subtraindo de Y aquela parte que não vai ter às mãos das pessoas, e
adicionando os pagamentos de transferência do Govêrno a pessoas. Assim,
Yd—Y— (Ti + T p + T b ) + Tr ~
S b 455 = 621 - (62 + 79 + 47) + 46 - 24
Finalmente, sendo Ti + T p + Tb —
Tr=T 62 +79 + 47 - 46 = 142
onde T é definido como impostos líquidos, de tal modo que
Yd=Y — T —Sb
455 = 621 - 142 - 24
Observe-se,além disto,que o superávit do Govêrno pode ser calculado em se
subtraindo os gastos governamentais e transferências a estrangeiros, dos impostos
líquidos. Assim,
sf - r - (c + T,)
3 = 142 - (136 + 3)

4-4 RESUMO

Nesta Parte 1 do livro apresentamos um panorama geral bastante detalhado


das contas de renda e de produto, como foram elaboradas pelo Departamento de
Comércio dos Estados Unidos. Em vários pontos de nossa argumentação
evidenciamos ò fato de que em alguns detalhes, as contas nem sempre são, por
razões de praticidade, consistentes. Ao mesmo tempo, há uma marcada
racionalidade no que tange às contas, que suplanta as dificuldades práticas da
avaliação. Esta exposição de princípios é derivada dos esforços que se fazem para
avaliar os fluxos anuais de renda e de produtOS terminados na economia, como
uma base para a avaliação da intensidade de utilização por parte desta economia,
os seus recursos econômicos. Ao apresentar êstes dados, o Departamento de
Comércio tenta, ao mesmo tempo, fornecer aquêles que se enquadram no todo da
teoria econômica, e da qual a avaliação e as predições podem surgir.
Ccmo indicava a discussão dos problemas apresentados no Capítulo 1, o
volume anual de produção é determinado pelas despesas em produtos terminados
e serviços, os quais, por sua vez, estão parcialmente relacionados às rendas
recebidas pelas unidades que tomam as decisões de fazer despesas. Dêste modo,
o PNB é subdividido, em sua ccnta, pelo Departamento de Comércio, em têrmos
de recebimento de renda efetuados pelas unidades econômicas, assim como
têrmos de despesas efetuados por estas mesmas unidades.
Na Parte 2, que se segue, vamos estudar os fatores que afetam as decisões
de se efetivar despesas, tomadas pelas unidades econômicas, e os efeitos que estas
87

decisões vão ter sôbre o volume do produto final. Fazen- do-se éste estudo, e com
o quadro geral da economia derivado das contas nacionais em mente, estaremos
em condições de compreender o que determina o nível do produto nacional, e de
sugerir medidas que possam ser empregadas para afetar o referido nível.