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Teoria do Caos de Lorenz

PERÍTIA ECONÔMICA 5 DE JANEIRO DE 2016 1 COMENTÁRIOGESTÃO


EMPRESARIAL, GESTÃO ESTRATÉGICA, SEM CATEGORIA

A TEORIA DO
CAOS
Teoria do caos por Adler Ferreira

O método da Teoria do Caos de Poincaré e Lorenz é um


procedimento que pode ser utilizado para o estudo de sistemas
complexos e dinâmicos de modo a revelar padrões de ordem (não-
caos) de comportamentos aparentemente caóticos.

“A Teoria do Caos é o estudo qualitativo de comportamentos


aperiódicos e instáveis em sistemas dinâmicos não lineares
determinísticos” (Kellert, 1993, p. 2).
Comportamento aperiódico é notado quando inexiste uma variável que
caracterize o estado do sistema, passando por uma reincidência
regular de valores.

O comportamento aperiódico instável é demasiadamente complexo:


jamais se repete e continua a apresentar os efeitos de qualquer
pequena pertubação.

De acordo com as teorias matemáticas vigentes, um sistema caótico é


definido como aquele que exibe “sensitividade às condições originais”.

Em outras palavras, para prever as condições futuras de um sistema


com segurança, é necessário conhecer as condições originais com
precisão infinita, já que erros se multiplicam rapidamente até mesmo
com a menor das imprecisões.

É por isso que é tão complicado fazer previsão do tempo. A teoria


também foi aplicada a ciclos econômicos e dinâmicas de populações
animais, bem como, em movimento dos fluidos, fluxos elétricos em
semicondutores, órbitas planetárias, condições médicas (tal como
crises de epilepsia) e a modelagem de corridas armamentistas.

Efeito Borboleta (Butterfly Effect)


Durante os anos 60, Edward Lorenz, meteorologista do MIT, trabalhou
num projeto para reproduzir padrões meteorológicos em um
computador.

Acidentalmente Lorenz se deparou com o que denominou de efeito


borboleta, após as simulações mudarem radicalmente com desvios
nos cálculos na razão dos milhares.

O Efeito Borboleta retrata como mudanças em pequena escala são


capazes de influenciar coisas em grande escala.

Segundo a teoria seria o exemplo clássico do caos, onde pequenas


mudanças podem causar grandes transformações.

Uma borboleta batendo as asas em Hong Kong é capaz de alterar


padrões de tornado no Texas.

A Teoria do Caos reconhece as empresas ou organizações como


sistemas distantes do equilíbrio, cocriativos, alineares, dinâmicos e
complexos.
O desempenho futuro das empresas é imprevisível por ações e
eventos passados e presentes.

Em um estado de caos, organizações se comportam de formas que


são ao mesmo tempo imprevisíveis (caóticas) e padronizadas
(ordenadas).

Origem da Teoria do Caos


Ilya Prigogine, ganhador do prêmio Nobel de Química em 1977,
demonstrou que estruturas complexas podiam ser resultantes de
outras mais simples.

Isso é como a ordem vinda do caos. Henry Adams anteriormente


descreveu isso com sua afirmação “Caos muitas vezes produz a vida,
enquanto ordem cria hábito”.

Entretanto, Henri Poincaré foi o real “Pai da Teoria do Caos”. Netuno


foi descoberto em 1846 e havia sido previsto pelas análises dos
desvios na órbita de Urano.

O Rei Óscar II da Noruega estava disposto a premiar a qualquer


pessoa que pudesse provar ou negar a estabilidade do sistema solar.

Poincaré apresentou sua solução, no entanto, quando foi encontrado


por um amigo um equívoco em seus cálculos, o prêmio foi tomado de
volta até que ele conseguisse encontrar outra solução que servisse.

Poincaré descobriu que a solução do problema era inexistente. Nem


mesmo as Leis de Newton solucionariam esse enorme problema.
Poincaré estava tentando achar ordem em um sistema onde ela não
existia.

A Teoria do Caos foi elaborada nos anos 60. Edward Lorenz fez um
trabalho significativo e prático nessa década. O nome caos foi
cunhado por Jim Yorke, matemático aplicado da Universidade de
Maryland (Ruelle, 1991).

Cálculo da Teoria do Caos


Para aplicar a Teoria do Caos, uma única variável x(n) = x(t0 + nt) com
um tempo inicial t0 e intervalo t provê um espaço de n dimensões, ou
espaço de fase, que descreve o todo do espaço de estado
multivariado do sistema; até quatro dimensões poderão ser
necessárias para demonstrar o espaço de fase em um sistema
caótico.

Assim, sob um longo intervalo de tempo, um sistema em observação


vai desenvolver padrões em uma série de tempo alinear que pode ser
usado para prever estados futuros (Solomatine e outros, 2001).

Aplicações da Teoria do Caos


Os fundamentos da Teoria do Caos foram utilizados com êxito para
explicar e descrever diversos fenômenos naturais e artificiais, tais
como:

 Previsão de crises epilépticas.


 Previsão nos mercados financeiros.
 Modelagem de sistemas manufatureiros.
 Previsão do tempo.

 Criação de fractais.
Imagens geradas por computador que aplicam os fundamentos
da Teoria do Caos.

Num cenário onde empresas operam em um ambiente turbulento,


complexo e imprevisível, os fundamentos da Teoria do Caos podem
ser inestimáveis. Suas áreas de utilidade incluem:

 Estratégia de Negócios / Estratégia Empresarial.


 Tomada de decisões complexas.
 Ciências sociais.
 Mudança e comportamento organizacional.
 Comportamento do mercado de ações, investimentos.

Passo a passo da Teoria do Caos


Para gerenciar o caos, o sistema (processo) do caos deve ser
controlado. Para o controle de um sistema é necessário:
1. Uma meta, objetivo ou alvo que o sistema deve alcançar. Para
um sistema com comportamento previsível (determinístico) isso
pode ser um estado particular deste sistema.
2. Que o sistema seja habilitado a atingir essa meta ou objetivo.
3. O uso de alguns métodos para influenciar o comportamento do
sistema. Essas são as entradas de controle (decisões, regras
de decisões ou estados iniciais).

Pontos Fortes da Teoria do Caos


A Teoria do Caos tem amplas aplicações na ciência moderna e era da
tecnologia. Gestão e comunicação poderão ver uma mudança de
paradigma, assim como vários outros ramos de negócios.

Pesquisa e estudo neste ramo por acadêmicos pode ser extramente


útil para o mundo dos negócios e das finanças.

Pontos Fracos da Teoria do Caos


As restrições na aplicação da Teoria do Caos se dão principalmente
pela escolha dos critérios de entrada. A metodologia usada para
computar esses critérios depende das dinâmicas subjacentes aos
dados e ao tipo de análise pretendida, que na maioria dos casos é
bastante complexa e nem sem sempre precisa.

Não é simples achar uma aplicação direta e imediata da Teoria do


Caos no ambiente de negócios, mas mapear o ambiente de negócios
com o entendimento do caos é certamente algo cuja aplicação vale a
pena ser considerada.

Pressupostos da Teoria do Caos


 Pequenas ações causam grandes consequências, criando um
ambiente caótico.

Para mais conteúdos relevantes sobre Economia e gestão por favor


visite nosso site Peritia Econômica.

Bibliografia:

James Geick – Chaos-Making a new Science

Garnett P. Williams – Chaos Theory Tamed


“Como se o bater das asas de uma borboleta na Ásia, provocasse, meses depois, um
tornado na América”.
Edward Lorenz, 1961.
A citação de Edward Lorenz, que abre nosso texto, talvez, seja tão conhecida
quanto incompreendida. Seu sentido literal soa descabido e sem sentido lógico
em vista da miríade de eventos, variáveis e fatores, que estão entre estas duas
ocorrências tão inversamente proporcionais.
Todavia, quando Lorenz proferiu esta ideia, seu objetivo era elucidar
interpretações técnicas por meio de uma alegoria didática. O mesmo que fizeram
Ray Bradbury, em seu conto “O Som do Trovão”, e Stephen King, no
livro “Novembro de 63” – neste último caso, embutindo uma série de questões
filosóficas e entrelaçando outras teorias científicas, ou inerente a ficções
científicas se assim o preferir – no meio literário.
Confira nossos posts especiais sobre Stephen King, aqui…
Confira nosso post especial sobre Ray Bradbury, aqui…
Na história de Bradbury, a empresa Safári do Tempo, S.A. vendia aventuras no
passado, onde você podia caçar qualquer tipo de animal, em qualquer era. Claro
que alguns cuidados deveria ser tomados:

1. os aventureiros só poderiam caminhar numa plataforma suspensa a quinze


centímetros do chão;
2. não podiam tocar em nada e;
3. muito menos, matar um animal sem a permissão do guia.

Intrigado com as condições, o protagonista questiona o motivo de tais


orientações. “Não queremos mudar o futuro” é a resposta que ele obtém.
No desenrolar da trama, nosso protagonista pisa num graveto e o quebra,
mudando o resultado de uma eleição para presidente que ele havia ganho em seu
tempo presente. Ou seja, um simples graveto fora do lugar, criou uma cadeia de
eventos caótica que se tornava, como uma avalanche, cada vez maior,
culminando em um evento grandioso com o passar do tempo.
Na história de Bradbury, a empresa Safári do Tempo, S.A. vendia aventuras no
passado, onde você podia caçar qualquer tipo de animal, em qualquer era. Uma
mínima alteração no passado foi suficiente para uma drástica mudança no futuro!
Alegoricamente, a narrativa de Bradbury possui a mesma ideia central da frase de
Lorenz, todavia, o matemático norte-americano usou sua concretização didática
como forma de explicar a alteração que obteve em suas simulações climáticas.
Talvez, se interpretado cientificamente, a alegoria de Bradbury nos renderia o
“efeito Bradbury“, ou o “efeito Safári do Tempo“. Mas concordo, o termo “efeito
borboleta” é mais marcante, tanto pela pela beleza implícita, quanto pela
curiosidade que incita, além de casar perfeitamente com a formulação científica.
Edward Lorenz (1917 – 2008), o pai da Teoria do
Caos
Os fatos que a história nos apresenta dão conta de um matemático,
meteorologista e filósofo, Edward Lorenz, que reprogramou um modelo de
simulação de movimentos de ventos e massas de ar, nos primitivos computadores
da época.
Naqueles dias, a computação quase rupestre limitava a precisão e as equações
precisavam ser simplificadas. Nesta repetição de seu experimento, Lorenz digitou
algumas casas decimais a menos, dando uma pequena e, a priori, desimportante
perturbação nas condições iniciais do problema.
A crença do pesquisador era de que o resultado se alteraria pouco, mas seu
espanto foi total quando se viu completamente contrariado pelo comportamento
caótico e imprevisível de seu sistema, mesmo sendo ele simples aos olhos da
matemática.
E como alguns grandes nomes da ciência antes de si, proferiu sua frase marcante
( que abre o nosso texto) ao tentar exemplificar a condição de sua simulação.
Logo, este fenômeno observado por Lorenz seria gravado no imaginário popular
como “efeito borboleta” e abarcaria, para os leigos, todo o conhecimento ainda
em desenvolvimento sob o rótulo de Teoria do Caos. Físicos, químicos,
astrônomos e matemáticos estão mostrando, nas mais diferentes áreas, a
incidência do efeito borboleta nas mais diversas áreas do cotidiano, à saber:
bolsa de valores, trânsito, movimento de partículas, história, biologia,
crescimento populacional, etc.
Ou seja, Bradbury estava certo quando supôs em seu conto que “a modificação
de um pequeno acontecimento séculos atrás, poderia levar o mundo a outra
situação”, tema mais amplamente explorado na já citada obra de Stephen King,
“Novembro de 63″.
MATEMATICAMENTE FALANDO…
Dizer que as asas de uma borboleta provocariam um tornado não se torna tão
absurdo do ponto de vista matemático, se pudermos garantir variabilidade
adequada de eventos e tempo suficientemente grande para o desenrolar de
tais eventos.
Mesmo impossível na prática, pela simples impotência em executar previsões
para longos períodos de tempo, esse argumento soa muito plausível,
matematicamente falando.
Isaac Newton, um dos pais do Cálculo Diferencial, mudou a ciência no século
XVIII ao traduzir fenômenos naturais em linguagem matemática, sendo pioneiro
na exploração das possibilidades preditivas destes fenômenos, além de nos
mostrar que poderíamos explorar o comportamento de todos os fenômenos se
tivéssemos informações suficientes.
Sendo assim, às vezes só ainda não possuímos uma arcabouço satisfatório de
informações para fugir de nossa impotência frente às previsões para longos
períodos de tempo.
A semente da Teoria do Caos fora plantada por Henri Poincaré, um dos maiores
matemáticos de todos os tempos, em seus estudos em dinâmica conservativa,
principalmente em um artigo de 1889, que estudava o Problema Newtoniano
de Três Corpos.
Poincaré foi seguido por Birkhoff, já na primeira metade do século XX, que
sedimentou o terreno para a exploração da teoria por nomes como Lorenz, o
astrofísico Michel Hénon e grandes matemáticos como Stephen Smale, David
Ruelle e tantos outros.
Por definição pouco rigorosa, um sistema caótico seria aquele que sofre
alterações drásticas em seu resultado quando são feitas mínimas alterações em
suas condições iniciais.
Este comportamento caótico está diretamente ligado ao conceito de entropia, que
seria, essencialmente, a taxa de dissipação da informação. Esta taxa, por sua vez,
pode ser descrita com precisão de diversas maneiras como, por exemplo, o tempo
de duplicação (tempo necessário para uma incerteza se duplicar), sendo a questão
cabal neste momento, quantos períodos de duplicação são necessários para que
este evento altere o todo?
Atratores de
Lorenz: uma representação gráfica do estado do sistema dinâmico do problema
original de Lorenz, cuja forma é conhecida por se assemelhar a uma borboleta.
Essa questão é muito pertinente visto que a presença do caos possui um efeito
devastador sobre as previsões advindas de modelos científicos, todavia, algumas
vezes, o caos controlado pode até ser útil a algumas áreas.
Grosso modo, a Teoria do Caos estuda o comportamento de sistemas dinâmicos
não-lineares (traduzindo: várias equações diferenciais complicadas que devem
ser solucionadas simultaneamente) que são altamente sensíveis a perturbações
em suas condições iniciais.
A natureza determinística (isto é, um modelo matemático que determina os
resultados, exatamente, a partir das condições iniciais) do sistema faz dele pouco
previsível, sendo este comportamento conhecido como caos determinístico, ou
simplesmente caos.
O alicerce matemático desta teoria está alicerçada sobre terreno complexo que
envolve teoria qualitativa robusta de equações diferenciais, imersão no mundo da
geometria fractal, bem como uma boa capacidade de abstração.
Claro que todos estes elementos são mais do que interessantes (principalmente a
este apaixonado pelas equações diferenciais que vos escreve), mas fogem aos
escopo da postagem de apenas introduzir, superficialmente, belos conceitos da
ciência.
Todavia, saiba que tudo no universo esta sob o domínio do Caos, ou é produto do
Caos, sendo que James Marti, em 1991, especulou que “o Caos poderia muito
bem ser a nova ordem mundial”. Pode não ser bem assim, mas claramente temos
uma nova forma de observar e interpretar dados.

Caos: Uma Aventura Matemática


CAOS é um filme sobre matemática constituído de nove capítulos, de treze minutos
cada um. Trata-se de um filme para todo público sobre sistemas dinâmicos, o efeito
borboleta e a teoria do caos.
Como em DIMENSIONS, este filme é distribuído sob a licença de Creative
Commons e foi produzido por Jos Leys, Étienne Ghys et Aurélien Alvarez. CHAOS
está disponível em uma grande variedade de idiomas e legendas.
(Fonte: http://www.chaos-math.org/pt-br)