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ACESSIBILIDADE

PLANEJAMENTO DE AUDITORIA

A) Matérias e quesitos definidos pelo TCE como de exame obrigatório

(...)

a2) Acessibilidade: quando da auditoria de obras de construção, ampliação ou


reforma de edifícios públicos deve-se verificar se foram observados os requisitos mínimos
de acessibilidade, relacionados no art. 11 da Lei Federal n. 10.098/2000;

• Verificar se o município possui políticas públicas voltadas para a acessibilidade;

• Verificar se o Município respeita o preconizado pela Lei Federal n°10.098/2000


no que tange a promover a acessibilidade em reforma, ampliação e construção de
prédios públicos? Analisar projetos implantados

• Verificar se o Município exige e fiscaliza o cumprimento da Lei 10.098/2000 em


edifícios privados de uso coletivo.

ABORDAGEM TÍPICA (Folhas de Instrução)

0954-0200/11-6 - PM Gravataí - RAG 01/2011

9.1. Introdução

O Memorando Circular nº 208/2011-SAM determinou, entre outros, como item


obrigatório de verificação em auditoria, a análise da Acessibilidade:

A partir deste PO-2011, aos procedimentos de auditorias de obras, quando cou-


ber, deverá ser agregada a análise da acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência ou
com mobilidade reduzida.

A Constituição Federal preconiza no seu inciso II do artigo 23, que é de “com-


petência comum da União Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, cui-
dar da saúde e assistência pública e da proteção e garantia das pessoas portadoras de defici-
ência”, Também no Título VIII da Constituição Federal, que trata Da Ordem Social, em seu
artigo 203, inciso IV, está definida a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de
deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. “A Lei 10.098 de 19 de
dezembro de 2000 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessi-
bilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a
supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano,
na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação”.

Assim, quando da auditoria de obras de construção, ampliação ou reforma de


edifícios públicos deve-se verificar se foram observados os requisitos mínimos de acessibi-
lidade, relacionados no art. 11 da Lei Federal n° 10.098/2000:

 nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas a garagem e a estacio-


namento de uso público, deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circu-
lação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas
portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção permanente;

 pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar livre de bar-
reiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a acessibilidade de
pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;

 pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verticalmente to-


das as dependências e serviços do edifício, entre si e com o exterior, deverá cumprir
os requisitos de acessibilidade de que trata a referida Lei (que se reporta aos parâme-
tros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade da ABNT – NBR 9050); e
os edifícios deverão dispor, pelo menos, de um banheiro acessível, distribuindo-se
seus equipamentos e acessórios de maneira que possam ser utilizados por pessoa por-
tadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.

9.2 Procedimentos

Para a verificação do atendimento aos requisitos mínimos de acessibilidade, re-


lacionados no art. 11 da Lei Federal n.º 10.098/2000, foram estabelecidos os seguintes pon-
tos de controle específicos tratados em auditoria, cuja apuração está descrita a seguir:

• Verificar se o município possui políticas públicas voltadas para a Acessibilidade;

Este ponto foi questionado à Auditada por meio da RDI n° E.02/11. A resposta
foi positiva e a Auditada citou como instrumentos ligados ao tema: a Assessoria de Políti-
cas Públicas, o Conselho e o Comitê Gestor das Pessoas com Deficiência.

Como iniciativas foram citadas a Conferência Municipal das Pessoas com De-
ficiência, realizada anualmente, a Lei Municipal n° 3.092/2011 que dispõe sobre a pavi-
mentação dos passeios públicos e o Plano Diretor de Acessibilidade, que está em fase de
elaboração, de acordo com os técnicos da Secretaria Municipal de Coordenação e Planeja-
mento.

• Verificar se o Município respeita o preconizado pela Lei Federal n°10.098/2000 no


que tange a promover a acessibilidade em reforma, ampliação e construção de pré-
dios públicos. Analisar projetos implantados.

Na mesma RDI, questionou-se a Auditada nos termos acima. Em resposta foi


igualmente positiva e acompanhada de lista de locais onde foram efetuadas construções e
reformas, de modo a contemplar os princípios de acessibilidade, além de obras em execu-
ção cujos projetos contemplam os requisitos de acessibilidade.

Selecionaram-se aleatoriamente construções concluídas e em execução para ve-


rificação do atendimento aos requisitos de acessibilidade. Dente os edifícios escolhidos,
visitou-se a Escola Municipal de Ensino Fundamental João Paulo II, inaugurada em outu-
bro de 2010. Ali pode-se observar o respeito aos requisitos da acessibilidade, especialmen-
te considerando a utilização da escola por indivíduos cadeirantes. A escola foi projetada de
forma a eliminar todas as barreiras internas de locomoção, além de contar com rampa ade-
quada entre seus dois pavimentos e quatro banheiros executados de acordo com a Norma
NBR 9050.

As imagens a seguir ilustram as instalações visitadas:


EMEF João Paulo II (Rampa entre pavimentos e banheiros acessíveis)

O segundo prédio visitado foi a futura sede do CRAS Parque Florido. Ainda
em execução, pode-se verificar que o prédio foi projetado e está sendo executado de forma
a proporcionar acesso à população cadeirante ou com dificuldades de locomoção.

• Verificar se o Município exige e fiscaliza o cumprimento da Lei 10.098/2000 em edi-


fícios privados de uso coletivo.

Ainda em resposta à RDI n° E.02/11, a Auditada informou que realiza trabalho


de orientação e fiscalização junto à população, em especial no que tange à adequação das
calçadas e passeios públicos. Informou também que os proprietários estão sendo notifica-
dos a proceder a adequação dos passeios onde foram identificadas irregularidades. Foram
fornecidas cópias das notificações emitidas em 2011, após a entrada em vigor da Lei Muni-
cipal n°3.092/2011, totalizando 42 notificações emitidas desde a publicação da lei em abril
de 2011 até a presente auditoria.

Em complemento, selecionou-se área central do município, no entorno da praça


Dom Feliciano, conforme perímetro marcado no mapa abaixo, para um levantamento a-
mostral das condições de acessibilidade nos passeios e prédios em geral.

Mapa da área estudada e exemplo de rampa com condições ideais de acessibilidade


Constatou-se que a grande maioria dos passeios possui condições satisfatórias
de acesso, contando com rampas em praticamente todas as esquinas vistoriadas. Em alguns
locais foram identificados obstáculos à livre locomoção, assim como rampas em desacordo
com as recomendações da ABNT, mas pode se considerar que os obstáculos encontrados
são exceção à regra de passeios acessíveis na amostra verificada.

No entanto, foram observados vários pontos inacessíveis nas ruas centrais, co-
mo se observa a seguir:

Passeios Inacessíveis nas Ruas José Loureiro da Silva e Adolfo Inácio de Barcelos

Passeios Inacessíveis nas Ruas Adolfo Inácio de Barcelos e Cel. Sarmento

Por tratar-se de área central, com elevada movimentação diária de pedestres, é


dever do poder público intensificar a fiscalização da adequação dos passeios públicos de
modo que inicialmente ao menos nesta seção do município a acessibilidade esteja garantida
para qualquer cidadão.

Ainda verificando a atuação do poder público em fiscalizar a acessibilidade do


ambiente urbano como um todo, requisitou-se à Auditada cópia das notificações acerca do
estado inadequado dos passeios públicos. Foram disponibilizadas 45 notificações lavradas
entre abril e julho de 2011, que demonstram que o executivo não se omitiu do dever de
fiscalização da matéria.

9.3 Conclusão

A análise do quesito Acessibilidade do Município de Gravataí, conforme esta-


belecido pelo Memorando Circular nº 208/2011-SAM, não evidenciou inconformidades a
serem abordadas no Relatório de Acompanhamento de Gestão nº 01/2011.
APONTAMENTOS EFETUADOS

0953-02.00/11-6 - PM Torres – RAG 01


8.1. Prefeitura sem Adequações Voltadas à Circulação do Cadeirante
No que diz respeito à consideração do fator acessibilidade nas obras civis, to-
madas, para análise, as próprias instalações da Prefeitura Municipal, prédio com três pavi-
mentos, situado na Rua Júlio de Castilhos, nº 707, Torres/RS (fl. 997), verificou-se falta de
adequações de projeto a darem normal condição de circulação ao cadeirante em locais com
diferença de nível, ora vencidos somente por degraus, como no acesso principal da edifica-
ção, situação evidenciada em registro fotográfico (fls. 1030 e 1031), somando-se o fato à
inexistência de ao menos um sanitário adaptado para a utilização pelo deficiente físico em
questão – do que, na falta de fotografias a conformarem o quadro, resta, neste instante, o
atestado desta equipe de auditoria.
Considerações feitas, justifica-se o apontamento por desatenção à Lei Federal
nº 10.098/00, em se tratando tanto do artigo 4º, quanto do artigo 11, inciso IV, do que passa
a Administração a ficar ao alcance de possíveis sanções em função de futuro julgamento.

0954-02.00/11-9 - PM Tramandaí – RAG 01


9.1 Desrespeito à Lei Federal n° 10.098/2000. Ausência de Políticas Públi-
cas para a Acessibilidade. Omissão quanto à fiscalização das condições de acessibili-
dade nas edificações

A promoção da acessibilidade é dever do Poder Público, em todas as esferas,


em consonância com os instrumentos legais consolidados.

Cite-se aqui a Lei Federal n° 10.048/2000 que determina prioridade no atendi-


mento às pessoas com deficiência e a Lei Federal n° 10.098/2000 que determina a promo-
ção da acessibilidade com a definição de normas e critérios específicos. Há que se conside-
rar ainda o Decreto-Lei n° 5296/2004, que regulamenta as duas leis mencionadas e que, no
conjunto, sacramentam a responsabilidade do poder público em promover e garantir a aces-
sibilidade, direito gravado na Constituição.

Cabe transcrever o artigo 11 da Lei Federal n° 10.098/2000, pela objetividade


com que revela as obrigações do ente público na matéria:

Art. 11. A construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou


privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que sejam
ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilida-
de reduzida.
Parágrafo único. Para os fins do disposto neste artigo, na construção,
ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso co-
letivo deverão ser observados, pelo menos, os seguintes requisitos de acessibi-
lidade:
I – nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas a garagem e
a estacionamento de uso público, deverão ser reservadas vagas próximas dos
acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que
transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção
permanente;
II – pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar li-
vre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a
acessibilidade de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzi-
da;
III – pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verti-
calmente todas as dependências e serviços do edifício, entre si e com o exteri-
or, deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de que trata esta Lei; e
IV – os edifícios deverão dispor, pelo menos, de um banheiro acessível,
distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de maneira que possam ser uti-
lizados por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
As especificações mínimas exigidas nos diversos ambientes são objeto de uma
série de normas publicadas pela ABNT, entre elas a NBR 9050 - Acessibilidade de Pessoas
Portadoras de Deficiência a Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamentos Urbanos.

O exame da matéria Acessibilidade iniciou-se pela Requisição de Documentos


e Informações (RDI) n° 02/11E (fl. 1233). Três questões principais foram feitas à Audita-
da: em relação às políticas públicas de promoção à acessibilidade, em relação ao tratamen-
to da acessibilidade nos prédios públicos e quanto ao cumprimento das normas vigentes
nos edifícios privados de uso coletivo.

A Auditada respondeu aos questionamentos por meio do Ofício n° 410/2011-


SPLAN (fl. 1234), assinado pelo Secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimen-
to. Em sua resposta, a Auditada reconhece por duas vezes o não atendimento aos requisitos
legais supracitados.

Primeiramente, quando questionada acerca da existência de políticas públicas


voltadas à acessibilidade, a Auditada respondeu:

(...)

O município de Tramandaí não possui Legislação que estabeleça uma


Pulítica (sic) Pública voltada para a acessibilidade.

(...)

O segundo quesito da RDI inquiria acerca da aplicação dos requisitos legais de


acessibilidade nas obras públicas. Em resposta (fl. 1234) a Auditada alega que são implan-
tados equipamentos de acessibilidade nas reformas e construções de prédios e instrumentos
públicos.

O terceiro questionamento da RDI n° 02/11E (fl. 1233) buscava esclarecer a a-


tuação do poder público municipal em relação à fiscalização da acessibilidade nos edifícios
privados de uso coletivo.

A resposta, ainda que de difícil compreensão, revela o abandono a que o tema


está exposto no município, como se transcreve, ipsis verbis:

(...)

Não houve fiscalização a elaboração da legislação das exigências que


proconiza (sic) a Lei 10.090/2000, pois o município não possue (sic) fiscais de
transito. Por consequencia não há registros.
Visando a comprovação da resposta ao segundo quesito, selecionou-se uma das
obras realizadas no exercício para verificar o atendimento da legislação citada. A obra es-
colhida foi a Reforma e Pintura da Escola Municipal de Ensino Fundamental Thomaz José
Luiz Osório, originada da Tomada de Preços n° 220/2011.

A situação observada contraria o informado pela Auditada. A escola não atende


a nenhum dos quatro pontos mínimos estabelecidos no Art. 11 da Lei 10.098/2000, acima
citados, uma vez que não existem vagas reservadas, não há acesso livre de obstáculos ou
barreiras arquitetônicas, não há rota que comunique vertical e horizontalmente todas as
dependências e não há banheiros acessíveis no local.

Percebe-se que a escola possui uma concepção antiga, em que a acessibilidade


não era considerada no programa de necessidades. O prédio possui dois pavimentos e a
comunicação entre estes é feita exclusivamente por meio de escadaria. Nem mesmo o pa-
vimento térreo possui salas acessíveis, uma vez que todos os acessos possuem degraus e
outras barreiras arquitetônicas.

Se por um lado, a promoção da acessibilidade em todo o edifício teria um custo


considerável, tendo em vista ser necessária a construção de rampas entre os pavimentos ou
elevadores, tornar o pavimento térreo acessível e adequado à legislação teria um custo bai-
xo e de fácil inserção no projeto da reforma realizada no edifício (bastaria a substituição
dos degraus por rampas e alterações nos banheiros do pavimento).

No entanto, percebe-se que quando da execução da reforma, nem mesmo as


singelas barreiras arquitetônicas encontradas no pavimento térreo foram suprimidas, como
se observa nas imagens a seguir:
Do exposto, fica evidente o desrespeito à legislação vigente e a necessidade
imperiosa de que o Executivo elimine a inércia em relação ao tema, bem como:
• Elabore e implemente políticas de incentivo à acessibilidade no município;
• Promova a acessibilidade em todos os projetos novos e reformas ou ampliações;
Fiscalize o cumprimento das regras de acessibilidade em edifícios de uso público.

0929-02.00/11-7 - PM Alvorada – RAG 01

7.1. Não Atendimento aos Requisitos Mínimos de Acessibilidade Previstos


na Lei Federal n. 10.098/2000

A Constituição Federal preconiza no seu inciso II do artigo 23, que é de compe-


tência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, cuidar da sa-
úde e assistência pública e da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência,
Também no Título VIII da Constituição Federal, que trata Da Ordem Social, Seção IV – Da
Assistência Social, em seu artigo 203, inciso IV, está definida a habilitação e reabilitação
das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária.

A Lei Federal n. 10.098, de 19/12/2000, estabelece normas gerais e critérios


básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços
públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de trans-
porte e de comunicação.

No dia 29/09/2011, a Equipe de Auditoria foi conduzida em visitação a unida-


des de saúde e de ensino fundamental construídas recentemente e, teoricamente, já adapta-
das à Lei de Acessibilidade, com o objetivo de verificar as condições de acesso a pessoas
com mobilidade reduzida. Foram visitadas as seguintes unidades:

 Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom Pedro II

 Escola Municipal de Ensino Fundamental Nova Petrópolis

 Unidade de Saúde II Distrito

 Unidade de Saúde III Distrito

Foi possível verificar que a adequação destas unidades à lei de acessibilidade é


parcial, conforme abaixo descrito. Tratando-se de obras recentemente construídas, caracte-
riza a falta de atendimento aos requisitos da Lei Federal n. 10.098/2000.

Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom Pedro II

Esta escola foi construída uma rampa de acesso e banheiro adaptado para pes-
soas com mobilidade reduzida. No entanto, o acesso a algumas dependências da escola não
é garantido pela rampa, que possibilita apenas o acesso ao primeiro pavimento. Em particu-
lar, a sala de informática se situa no segundo andar do prédio e a quadra de esportes não
tem acesso garantido a pessoas com restrição de mobilidade.

As fotografias abaixo foram tiradas no dia 23/09/2011, e registram o momento


do intervalo de classe, quando uma funcionária conduzia um aluno com mobilidade redu-
zida pela escola. A funcionária e também a Diretora da escola informaram que não é possí-
vel o acesso à sala de informática, a qual foi instalada no segundo piso por determinação da
prefeitura. Há um espaço reservado ao lado da escada para a instalação de um elevador, o
qual não foi instalado. Também o acesso à quadra esportiva é restringido para cadeirantes,
pois apenas um trecho da rampa de acesso a esta instalação foi construído. Após a rampa,
ainda há desnível importante até a quadra, e há apenas um segmento da rampa, sem acesso
por passeio. A segurança de tráfego com cadeira de rodas é comprometida devido à falta de
calçamento e ao desnível existente.

Figura 2 - Rampa de Acesso ligando o térreo ao primeiro pavimento e banheiro adaptado

Figura 3 – Instalações não providas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida: sala
de informática localizada no segundo pavimento e quadra de esportes

Figura 4 – Aluno cadeirante sendo conduzido por funcionária da escola.

Escola Municipal de Ensino Fundamental Nova Petrópolis

Nesta unidade, as condições de acessibilidade a pessoas com mobilidade redu-


zida são atendidas no que se refere às instalações. Todas as áreas de acesso comum são
situadas no térreo, o qual está localizado em um nível altimétrico superior ao da rua, mas é
acessível por rampa. O refeitório, a sala de estudos informatizada, a biblioteca e a sala de
professores são situadas no pavimento térreo. Há um banheiro adaptado para cadeirantes
que, devido ao fato de atualmente não haver nenhum aluno com mobilidade reduzida, está
sendo utilizada para guardar material esportivo. As salas de aula se situam no segundo pa-
vimento, mas há uma sala de aula reservada no pavimento térreo para o caso da escola re-
ceber um aluno cadeirante. No entanto, não foi constatada a reserva de vagas para deficien-
tes no estacionamento que existe em frente à escola, junto ao passeio público.
Figura 5 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Nova Petrópolis

Unidade de Saúde II Distrito

Nesta unidade o acesso a cadeirantes é facilitado pelo fato da construção ser


térrea e não haver degraus. No entanto, não existem instalações hidrossanitárias adequadas
ao uso de cadeirantes e também não foram identificadas vagas reservadas a pessoas com
mobilidade reduzida no estacionamento existente em frente à unidade.

Figura 6 – Unidade de Saúde II Distrito

Unidade de Saúde III Distrito

Nesta unidade, o acesso é também facilitado pela ausência de desníveis e de-


graus e existem instalações sanitárias adaptadas para cadeirantes. No entanto, o banheiro
está interditado devido a vazamentos, sendo utilizado somente por funcionários da casa.
Não há reserva de vagas para cadeirantes no estacionamento.
Figura 7 – Unidade de Saúde III Distrito