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As sete virtudes que Jesus

viu em Simão Pedro antes da


sua conversão

«Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e
as portas do inferno não prevalecerão contra ela» (Mateus 16, 18)

Nenhum outro personagem neotestamentário causa tão profunda impressão no coração


do leitor bíblico quanto esse impulsivo pescador galileu, cuja fervorosa devoção em
servir seu Mestre o fez tornar-se um dos mais destacados e celebrados obreiros do
Evangelho em todos os tempos.

A relevância de Pedro para a história da Igreja se faz sentir na própria ordem da lista dos
apóstolos. Embora a sequência desses nomes varie conforme as citações dos
evangelistas, dois dos discípulos são sempre apresentados na mesma ordem: o primeiro
e o último. Se, para os autores sinópticos, o lugar de ignomínia e vergonha pertence ao
abjeto Judas Iscariotes, por outro lado, a proeminência dentre os doze cabe a Simão,
chamado Pedro (Mt 10, 2; Mc 3, 16; Lc 6, 14).

O impacto causado pela figura de Pedro ao leitor do Novo Testamento obedece à razão
direta de sua semelhança com cada um de nós, na complexidade de nossas contradições
e ambiguidades. A natureza de Pedro assemelha-se a um turbulento redemoinho onde
pululam as mais louváveis virtudes e as mais repreensíveis fraquezas. Desse vigoroso
pescador podia-se esperar qualquer coisa, exceto um comportamento previsível diante
dos desafios do cotidiano. Por isso, suas reações a eles variavam desde a mais
expressiva coragem, como no andar sobre as águas tempestuosas do Mar da Galileia
(Mt 14, 28-31), até posições pusilânimes como a da noite em que, aos impropérios,
negou seu Mestre (Mt 26, 69-75).

“Muito se tem dito sobre o temperamento de Pedro. Ele não era particularmente
modesto, mas era frequentemente impositivo. Por vezes, durante os primeiros dias da
Igreja, Pedro pôs-se na vanguarda dos apóstolos, falando como seu porta-voz. Embora
mais tarde eclipsado em notoriedade por Paulo, Pedro permaneceu firme na afeição da
Igreja primitiva como o primeiro dentre os mais notáveis cristãos.

Com uma rara combinação de coragem e covardia, Pedro alternava momentos de grande
força e lamentável instabilidade. Jesus dirigiu-se mais a ele do que a qualquer outro de
seus seguidores, tanto em louvor como em repreensão. Nenhum outro discípulo foi tão
diretamente admoestado por nosso Senhor e nenhum deles jamais ousou advertir seu
próprio Mestre como Pedro! Mas, sob os ensinos, os exemplos e o treinamento de
Cristo, o caráter impulsivo desse galileu foi sendo gradativamente subjugado até,
finalmente, após o Pentecostes, tornar-se a própria personificação da fidelidade a Cristo.

Havia, entretanto, um fator remidor no caráter de Pedro: sua aguda sensibilidade ao


pecado. Em seu espírito, ele se mostrou extremamente sensível e melindroso nesse
particular. Foi ele quem disse: ‘Senhor, retira-te de mim; porque sou pecador’ (Lc 5, 8).
Pedro pecou tão gravemente quanto Judas. Se este vendeu Jesus, aquele imprecou
contra seu Senhor. Não há, pois, diferença essencial nisso, exceto pelo fato de que Pedro
se arrependeu e Judas não.”

De facto, os elementos conflituantes que compunham o caráter do apóstolo foram


sendo, paulatinamente, adestrados e moldados por seu Rabi que, qual domador que
habilmente submete o cavalo selvagem, transformou aquela personalidade paradoxal
num líder que, séculos mais tarde, ainda é honrosamente lembrado como um dos
grandes campeões da cristandade.

Dentre todos os apóstolos apresentados no Novo Testamento, Pedro é – ao lado de Paulo


– aquele sobre quem mais relatos dispomos. Embora parte dessas informações seja
também procedente da história pós-bíblica, é nas páginas dos Evangelhos que obtemos
os elementos fundamentais para o traçado de uma silhueta aproximada de sua
personalidade como discípulo de Jesus Cristo.

A VIDA DO APÓSTOLO

●Nome original: Simão (Mt 10, 2), que parece ser uma forma grega do nome hebraico
Simeão (ouvindo), nome muito comum na época (Mc 6, 3; 14.3; Lc 7, 40; At 1, 13).
Mais tarde, Jesus mudaria seu nome para Pedro (do gr. Petros), ou Cefas (do aram.
Kepha), cujo significado é pedra, rocha (Jo 1, 42, 1 Cor 1, 12).

●Filiação: Pedro era filho de Jonas, um pescador que vivia na região da Galileia (Jo 1,
42; 21, 15-17; Mt 16, 16).

●Profissão: Assim como seu pai, Pedro era pescador, profissão que geralmente exercia
na companhia de seu irmão, André, e de outros dois irmãos, Tiago e João (Mt 4, 18).

●Estado civil: Pedro era casado (Mc 1.30), e, do que podemos inferir de alguns textos
bíblicos, sua mulher o acompanhava sempre no seu ministério itinerante (1 Cor 9.5).

●Terra natal: Pedro era natural de Betsaida – uma aldeia nas praias nortenhas da
Galileia, perto do Jordão, de fortes influências gregas. O nome é aramaico e tem o
sentido de casa de pesca ou então casa de pescadores. Mas Pedro tinha também
residência em Cafarnaum, na Galileia (Mc 1.21 ). Ambos os lugares se situavam à
margem do lago, onde ele exercia a função de pescador.

●Escolaridade: Pedro nunca frequentou alguma academia rabínica, não teve educação
especial em teologia e retórica, nem educação formal na lei judaica, por isso era
considerado homem sem letras ou indouto (At 4, 13).
●Posição socioeconómica: os filhos de Jonas, André e Pedro, trabalhavam na pesca com
o pai, embora tudo leva a crer que Simão tinha o seu barco próprio. A pesca era um dos

negócios rentáveis naqueles dias; possuir


barcos e redes para a indústria pesqueira não era para pessoas pobres e, portanto, estes
homens eram considerados classe média alta; possuidores de suas casas próprias e
viviam bem, para os padrões da época. A indústria da pesca era uma das mais
importantes naqueles dias.

●Início da vida apostólica: Quando Simão juntou-se aos apóstolos, ele tinha trinta anos.
Era casado, possuía três filhos, e vivia em Betsaida, perto de Cafarnaum. O seu irmão,
André, e a mãe da sua mulher viviam com ele. Ambos, Pedro e André, eram sócios de
pescaria dos filhos de Zebedeu. O Mestre havia conhecido Simão há algum tempo,
quando André o apresentou como o segundo dos apóstolos. Naquele momento Jesus deu
a Simão o nome de Pedro, e o fez com um sorriso, para ser uma espécie de apelido.

CARÁCTER DE SIMÃO PEDRO

Simão era muito conhecido por todos os seus amigos como sendo um companheiro
impulsivo e errático. É bem verdade que, mais tarde, Jesus deu importância nova e de
maior significado ao apelido, conferido de uma maneira tão imediata.

Simão Pedro era um homem impulsivo, um otimista. Ele havia crescido dando a si
próprio a indulgência de ter sentimentos fortes; estava constantemente em dificuldades,
porque persistia em falar sem pensar. Essa espécie de descuido também trazia
complicações, umas após outras, para todos os seus amigos e condiscípulos, tendo sido
o motivo para o Mestre, muitas vezes, haver chamado suavemente a sua atenção. A
única razão pela qual Pedro não entrava em maiores complicações, por falar sem pensar,
era que, desde muito cedo, ele aprendera a conversar sobre muitos dos seus planos e
esquemas com o seu irmão, André, antes de aventurar-se a fazer propostas em público.

Pedro era um orador fluente, eloquente e dramático.

Era também um líder de homens, por natureza e por inspiração, um pensador rápido,
mas sem um raciocínio mais profundo.
Fazia, mais do que todos os apóstolos juntos, muitas perguntas e, embora a maioria
delas fosse de boa qualidade e pertinente, muitas eram impensadas e tolas. Pedro não
tinha uma mente profunda, mas conhecia muito bem a própria mente. Era, por
conseguinte, um homem de decisão súbita e de ação rápida. Enquanto os outros,
atónitos, faziam comentários de espanto ao verem Jesus na praia, Pedro pulava na água
e nadava até a praia para encontrar o Mestre.

O traço que Pedro mais admirava em Jesus era a sua ternura elevada. Pedro nunca se
cansava de contemplar a paciência de Jesus. E nunca se esqueceu da lição sobre perdoar
a quem erra, não apenas sete, mas setenta vezes e mais sete. Ele pensou muito sobre
essas impressões, sobre o caráter do Mestre, de sempre perdoar, durante aqueles dias
escuros e tristes que se seguiram imediatamente depois que ele, irrefletida e
involuntariamente, negou a Jesus no pátio do sumo sacerdote.

Simão Pedro era aflitivamente vacilante; ele ia subitamente de um extremo a outro.


Primeiro ele recusou-se a deixar Jesus lavar os seus pés e então, ao ouvir a resposta do
Mestre, ele implorou para que ele o lavasse por inteiro. Mas, afinal, Jesus sabia que as
falhas de Pedro vinham da sua cabeça e não do coração.

Ele era uma das combinações mais inexplicáveis de coragem e de covardia, como
jamais houve na Terra. A sua grande força de caráter era a lealdade, a amizade. Pedro
amava Jesus, real e verdadeiramente. E, ainda a despeito de ter uma força altaneira de
devoção, ele era instável e inconstante a ponto de permitir que uma garota serviçal o
provocasse e o levasse a negar o seu Senhor e Mestre. Pedro podia resistir à perseguição
e a qualquer outra forma de ataque direto, mas ele se desamparava e afundava diante do
ridículo. Era um soldado valente, quando enfrentava um ataque frontal, mas era um
covarde curvado de medo, quando surpreendido por trás.

Pedro foi o primeiro dos apóstolos de Jesus a adiantar-se para defender o trabalho de
Filipe com os samaritanos e o de Paulo com os gentios. Entretanto, na Antioquia, mais
tarde, ele inverteu a sua posição quando afrontado pelos judaizantes que o
ridicularizavam, retirando-se temporariamente de entre os gentios, sem outro resultado a
não ser trazer sobre a sua cabeça a denúncia destemida de Paulo.

Ele foi o primeiro entre os apóstolos a confessar, de todo o coração, reconhecer a


combinação da humanidade e da divindade em Jesus, e o primeiro — depois de Judas
— a negá-lo.

Pedro não era tanto um sonhador, mas ele não gostava de descer das nuvens do êxtase e
do entusiasmo dos seus deleites teatrais, para o mundo da realidade simples do dia-a-
dia.

Ao seguir Jesus ele ficava, literal e figurativamente, à frente da procissão ou então


rastejando na última fileira — “seguindo de longe e por trás”. Entretanto, ele era o
pregador mais notável dos doze; ele fez mais do que qualquer homem, a não ser Paulo,
para estabelecer o Reino e enviar os seus mensageiros aos quatro cantos da Terra, em
uma só geração.

Após negar intempestivamente ao Mestre, ele caiu em si e, com o apoio compassivo e


sensível de André, ele tomou de volta o caminho das redes de pescaria, enquanto os
apóstolos permaneciam estáticos à espera de saber o que viria depois da crucificação.
Quando ficou totalmente seguro de que Jesus o havia perdoado e de que tinha sido
recebido de volta ao aprisco do Mestre, o fogo do Reino queimou de um modo tão
brilhante dentro da sua alma, que ele se tornou uma luz grande e salvadora para
milhares de almas na escuridão.

Depois de deixar Jerusalém, e antes de Paulo tornar-se um espírito de liderança para as


igrejas cristãs dos gentios, Pedro viajou extensivamente, visitando todas as igrejas da
Babilónia até Corinto. Ele visitou muitas igrejas e ministrou até mesmo naquelas que
haviam sido erigidas por Paulo. Embora Pedro e Paulo tivessem temperamento e
educação muito diferentes, até mesmo em teologia, eles trabalharam juntos e
harmoniosamente, nos seus últimos anos, para a edificação das igrejas.

Um pouco do estilo e dos ensinamentos de Pedro é mostrado nos sermões parcialmente


transcritos por Lucas e no evangelho de Marcos. O seu estilo vigoroso foi mais bem
representado na sua carta conhecida como a Primeira Epístola de Pedro; ao menos isso é
verdadeiro antes de haver sido ela alterada, posteriormente, por um discípulo de Paulo.

Todavia, Pedro persistiu no erro de tentar convencer os judeus de que Jesus era, afinal,
real e verdadeiramente o Messias deles. Até o dia da sua morte, Simão Pedro continuou
a padecer mentalmente da confusão entre os conceitos de Jesus, enquanto Messias
judeu, de Cristo como o redentor do mundo e do Filho do Homem, enquanto uma
revelação de Deus, o Pai cheio de amor por toda a humanidade.

A esposa de Pedro era uma mulher muito capacitada. Durante anos ela trabalhou
satisfatoriamente como membro do corpo feminino e, quando Pedro foi expulso de
Jerusalém, ela o acompanhou em todas as suas jornadas às igrejas, bem como em todas
as suas excursões missionárias. E, no dia em que o seu ilustre marido teve a vida
ceifada, ela foi atirada às bestas selvagens na arena de Roma.

E assim este homem, Pedro, um íntimo de Jesus, um dos que fizeram parte do círculo
interno do Mestre, partiu de Jerusalém, proclamando com poder e glória as boas-novas
do Reino, até que a plenitude da sua ministração tivesse sido alcançada; e ele se
considerou como um digno recebedor de altas honrarias quando os seus captores
informaram-lhe que ele deveria morrer como o seu Mestre tinha morrido — na cruz.
Dessa forma Simão Pedro foi crucificado em Roma.

A Bíblia salienta os traços principais do caráter de Pedro, os quais iam se revelando em


suas ações.

a) Impulsivo – suas reações eram pusilânimes (Mc 1, 29; Mt 4, 20; 14, 28-29; 17, 1-13);

b) Egoísta – Pedro demonstra seu egoísmo ao se preocupar consigo mesmo (Mt 16, 18-
22).

c) Interesseiro – Sua preocupação era com sua satisfação pessoal (Mt 19, 27).

d) Soberbo – para Pedro, tudo o que ele fazia era “o melhor”(Mt 26, 33)

f) Inconstante – O mesmo Pedro de diz “Tu és o Cristo, o filho do Deus Vivo”, na


mesmo capítulo chama Jesus à parte e repreende-o por o mestre está falando sobre sua
morte e ressurreição (Mt 16, 22). Antes havia recebido um elogio (Mt 16, 18), agora,
uma repreensão (MT 16, 23).
Pedro era um homem sincero. Desde os primeiros instantes em que esteve com Jesus,
Pedro mostrou-se uma pessoa transparente e verdadeira, como no momento em que,
maravilhado pelo milagre da pesca maravilhosa, prostrou-se aos pés do Mestre e
confessou-se pecador, pedindo-lhe que se afastasse dele.

Pedro era dinâmico. Dinamismo é qualidade daquele que é enérgico, ativo, bem
disposto, que tem iniciativa. Foi com essa disposição que Pedro decidiu sair do barco e
ir ao encontro de Jesus por sobre as águas, levantou-se contra os homens que
intentavam prender seu Mestre e cortou a orelha de um deles, e, no dia de pentecostes,
teve a iniciativa de sair do cenáculo e pregar o primeiro sermão, arrebatando quase três
mil almas.

Pedro era um homem volúvel. Uma pessoa volúvel é alguém instável, que gira
facilmente; numa linguagem bem prosaica, alguém que, quando não é oito, é oitenta. No
capítulo 16 do evangelho de Mateus, vemos uma sequência de fatos que mostra bem
essa realidade. O homem que ainda há pouco tinha dado lugar para Deus usá-lo, agora
dava lugar para o diabo (vv 16, 17, 22, 23). O mesmo homem que arriscou a sua vida
para salvar seu Mestre, arremetendo-se contra seus algozes, e feito a promessa de que
iria com Ele até a morte, mais tarde, nega-O diante de uma criada (Jo 18, 10, 17, 25-27).
Ou, o mesmo que inicialmente não aceitava que Jesus lhe lavasse os pés, agora diz ao
Mestre: “Senhor, [lava] não só meus pés, mas também as mãos e a cabeça” ( Jo 13, 6-9).
Que extremos!

Pedro era impulsivo e impetuoso. Impulsividade é qualidade de alguém que reage


irrefletidamente sob as emoções do momento. Pedro era guiado por uma forte
impulsividade, conforme podemos ver nos casos já citados, quando ele cortou a orelha
de Malco, ou então, quando prometeu que iria com Jesus até à morte, se preciso, sem
nem sequer ter ideia da grandeza da promessa que estava fazendo ou dizendo.

JESUS CONHECIA BEM PEDRO

Jesus conhecia muito bem essas e outras qualidades de Pedro, quando o chamou para o
ministério. O mestre via além das fraquezas daquele homem: visava as suas
potencialidades. Para citar o lugar comum, vale lembrar que Deus não chama
capacitados, mas capacita os chamados. A ousadia, impulsividade e dinamismo de Pedro
seriam muito úteis quando a serviço de Deus (At 1, 13.15; 2, 4). Antes disso, todavia,
Pedro passaria por uma experiência que foi decisiva para uma transformação profunda
no seu caráter.

O GRANDE FRACASSO E A RENOVAÇÃO DE PEDRO

Pedro nega a Jesus. No capítulo 26 do evangelho de Mateus está registada a mais


importante e mais amarga experiência da vida de Pedro. Por três vezes ele negaria seu
Mestre. Logo ele que havia prometido ir com Jesus até à morte, se preciso (v 35).

O galo começa a cantar. Imediatamente Pedro lembra o que Jesus havia dito, e qual não
foi sua dor quando, naquele mesmo momento, Cristo o olha de forma penetrante. Só lhe
resta chorar, chorar amargamente. Era a tristeza segundo Deus, que opera o
arrependimento para a salvação (2 Co 7, 10). Ali Pedro é despido de todo sentimento de
orgulho, prepotência e superioridade que o caracterizou nos três anos de discipulado.
Começava a conversão de Pedro.

Procurado por Jesus. Os dias que se seguiram à morte de Cristo foram sombrios para
Pedro. Ele ainda podia ouvir o cantar do galo e ver o olhar penetrante de Jesus. Os
pensamentos que campeavam sua cabeça eram de desilusão, frustração e pesar.

Negar seu Mestre, não, aquilo seria irreparável. De repente, as mulheres lhe trazem a
notícia de que Jesus havia ressuscitado e mandara um recado para ele: “Mas ide, dizei a
seus discípulos [de Jesus] E A PEDRO que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o
vereis como ele disse” (Mc 16.7). Ali começava a restauração de Pedro. Mais tarde,
Jesus lhe aparece, ressurreto, em circunstâncias desconhecidas (Lc 24.34).

Foi no mar de Tiberíades que se deu o último estágio da restauração. João conta que,
mesmo depois de todas as experiências que tivera com o Senhor, Pedro resolve voltar à
pesca (cap 21). Alguns dias se haviam passado desde que Jesus aparecera pela segunda
vez aos discípulos no Cenáculo – naquela ocasião, Ele lançou em rosto a incredulidade
de Tomé (Jo 20.27).

Junto com Tomé, Natanael, Tiago e João, Pedro tem uma ideia que revela mais uma vez
a inconstância de seu caráter. Ele diz: “Vou Pescar”. Naquela noite, nada apanharam. De
manhã, Jesus aparece na praia, mas não é, a princípio, reconhecido por eles.

Foi João quem primeiro percebeu que era Jesus e abriu os olhos de Pedro: “É o Senhor”
(v7). Quando Simão Pedro reconheceu Jesus, cingiu-se (estava nu) e lançou-se no mar.
Na praia, depois de jantarem, Jesus se dirige a Pedro com a seguinte Pergunta: “Simão,
filho de Jonas, amas-me mais do que a estes?” “Sim, Senhor; tu sabes que eu te amo”,
respondeu Simão. “Apascenta as minhas ovelhas”, continuou Jesus. Simão seria
questionado mais duas vezes com a mesma pergunta. Pela terceira vez, ele responde,
agora entristecido, “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”. “Apascenta as minhas
ovelhas”, Jesus lhe pede pela terceira vez.

Pronto: Pedro estava restaurado, convertido, transformado; pronto a ir até à morte por
Jesus. Tanto é que, logo em seguida, o Senhor vaticina sobre o tipo de morte que Pedro
teria, com que glorificaria a Deus (vv 18,19).

«AS SETE VIRTUDES QUE JESUS VIU EM PEDRO ANTES DA SUA


CONVERSÃO»

1. Um homem de ação

Para entendermos a impetuosidade deste discípulo, precisamos conhecer sua história.


Pedro era um Galileu, e todo Galileu tinha a reputação de serem independente e
enérgico. Isso às vezes, os faziam parecerem turbulentos, mas eles tinham um caráter
franco. Embora fossem impetuosos, eram também mais simples e transparentes do que
os seus irmãos do sul. Pedro era ativo e seu modo de agir era muito rápido. Às vezes
agia sem pensar muito! Quando Jesus andou sobre o mar, ele pediu para andar também,
e foi o único a ter essa experiência! Quando Jesus estava sendo preso, Pedro foi o único
que agiu tentando ajudar Jesus, embora acabasse cortando a orelha direita do servo do
sumo sacerdote (Mt 26, 51; Mc 14, 47; Lc 22, 50; Jo 18, 10).

Foi repreendido por Jesus, mas sua coragem nos impressiona!!. Se prestarmos atenção
em Pedro, vamos notar que ele participou muito ativamente do ministério de Jesus aqui
na Terra. Ele estava em todas as ocasiões, mesmo quando era para dar vexame, como
negar Jesus! Mas, e os outros?!. Para onde fugiram os outros? É bem provável que se os
outros discípulos estivessem na mesma situação de Pedro, quem garante que eles
também não teriam negado Jesus! Na verdade, todos eles negaram, pois fugiram, se
escondendo. Pedro foi o único a ter a coragem de aparecer!

Nas histórias de Pedro, podemos ver que ele cometeu vários erros. Apesar de sua
proeminência e entusiasmo, Pedro ainda era um ser humano imperfeito, mas muito
atuante. Deus gosta de usar pessoas de “ação” na sua obra. Ele prefere que erremos
tentando acertar, de que ficarmos parados, imobilizados ou engessados. Deus precisa de
pessoas motivadas, que saibam influenciar, e de serem atuantes na sua obra! Deus quer
pessoas “ativas”. Que sejam ativas na igreja, no lar, na vizinhança, no trabalho, na
faculdade, e em todos os lugares onde o nome de Deus precisa ser exaltado! Ser ativo
não significa falar muito ou querer aparecer. É deixar a passividade de lado e usar os
dons que Deus lhe deu para engrandecer a obra de Cristo.

2. Um homem de coração humilde

Diz a Bíblia, que certo dia Simão, André, Tiago e João tinham tido uma fraca noite de
pesca. Jesus apareceu de repente e, subindo para o barco de Simão, ordenou-lhe que
lançasse as redes. Ele assim o fez, apanhando muitos peixes que acabou enchendo dois
barcos. Foi um milagre feito perante Simão. O discípulo maravilhado lançou-se aos pés
de Jesus, dizendo: “Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador” (Lc 5.8). A
confissão de Pedro indica que ele reconhecera a obra de Deus por intermédio de Jesus.
Pedro na condição de pescador, não merecia estar na presença de Jesus, por ser Santo.

Jesus jamais afasta o pecador que reconhece sua condição miserável! Pedro era um
homem forte, vigoroso, arrojado, mas também era humilde para reconhecer suas
fraquezas! A sua humildade foi que o diferenciou de Judas. Pedro poderia ter tido o
mesmo fim de Judas, mas sua humildade sobressaiu, e ele pode ser reintegrado ao seu
chamado. Muitos de nós nos assemelhamos a Pedro em suas fraquezas, mas dificilmente
gostamos de nos assemelharmos a ele em humildade.

O problema é que quando vemos Jesus mais claramente, também nos vemos na mesma
medida. Sua santidade expõe nossas imperfeições; sua perfeição revela a nossa
pecaminosidade.

Você um dia já considerou no seu coração, ser menor do que os outros? Você seria capaz
de tolerar uma humilhação? Já sentiu prazer em lidar com gente bem humilde?

Deus usa, com maior força, pessoas humildes como Pedro, que têm coragem de assumir
seus erros. O orgulho é um dos maiores obstáculos que Deus enfrenta para atingir o
coração de alguém. É o maior empecilho para fazer dos cristãos pescadores de homens.

3. O arrependimento de Pedro foi sincero

Pedro tinha negado o seu Senhor no momento de maior necessidade e humilhação de


Cristo. O seu arrependimento foi sincero, pois demonstrou isso quando se entristeceu
verdadeiramente pelo ato que cometera, e não pelas conseqüências. Seu arrependimento
mostrou que o Espírito Santo podia trabalhar em seu coração e mudá-lo. Foi
quebrantado por seu pecado. O seu pecado foi por ter usado palavras impróprias, e não
o pecado de cobiça como foi o de Judas.

Pedro estava totalmente arrependido e disposto a recomeçar! Esse atributo é o selo dos
verdadeiros cristãos! Todos os seres humanos são pecadores, a grande diferença está no
arrependimento, e não na quantidade de pecados! Se comparar Davi e Saul vai notar que
os dois cometeram grandes pecados! Talvez alguns até julgassem Davi mais pecador,
pois adulterou e matou um dos seus melhores homens: Urias, para ficar com sua esposa.
Mas o segredo de Davi foi o arrependimento, assim como foi o de Pedro também.

Esse texto nos dá uma dimensão interessante sobre o outro lado do arrependimento.

É bom sabermos que sem arrependimento ninguém será salvo. Você tem essa virtude?
Pois é, você sabia que tem muita gente no meio evangélico que nunca se arrependeu de
ter sua língua refreada? Fala o que não deve, ou o que não convém dizer, mas fala! Você
sabia que tem pessoas que não sabe perdoar? E que não pede perdão por ter errado?.
Que fala palavras ásperas num momento de raiva?

4. Um poderoso missionário

Pedro além de ativo, era zeloso, firme e intolerante. Jesus viu nele um elemento útil para
a sua igreja. Pedro foi chamado para ser “pescador de homens” (Mt 4, 19).

Em Lc 22.32 – Jesus nos mostra que sabia que Pedro um dia mudaria, e se tornaria um
homem importante para a igreja primitiva.

Queridos, todos nós que afirmamos seguir Jesus, estamos na mesma situação de Pedro.
Recebemos oportunidades para fazermos a nossa escolha. Principalmente a escolha de
fazermos a obra do Senhor. Cada um de nós deveria perguntar a si mesmo o que
estamos fazendo com esta oportunidade que Jesus nos oferece. O Senhor nos dá
oportunidade de reconquistar a sua confiança, e afastar do nosso coração a mancha de
um dia termos negado o seu Nome.

Depois que Jesus morreu e ressuscitou iniciou-se a grande obra de Pedro. Tornou-se um
dos grandes missionários dos judeus e dos gentios! Uma pedra de valor nas mãos de
Deus. Houve um momento que Pedro entendeu que tinha que sair de Jerusalém. Só
depois de algum tempo em Samaria, é que ele volta para Jerusalém para relatar à igreja
os bons resultados de seu trabalho (At 8.14-25).

Foi em Jerusalém que Pedro conhece Paulo pela primeira vez após ter sido convertido
(At 9.26-30). Deixa novamente Jerusalém e parte para uma viagem missionária em Lida
e Jope (At 9.32-43). É chamado para abrir a porta da igreja cristã aos gentios, através da
admissão de Cornélio de Cesareia (At.10). Embora o livro de Atos, destaque mais as
viagens de Paulo, Pedro também viajou extensamente pela Antioquia (Gl 2.11), e
Corinto (2 C1.12). Foi quando ficou conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8).

Quando Paulo se torna mais experiente na obra missionária, passa a assumir um papel
mais ativo na obra da igreja. A partir daí, podemos perceber que o nome de Pedro foi
relegado para um segundo plano na narrativa do NT. Na vida de Pedro, podemos
identificar e observar como Deus usa pedras imperfeitas como nós. Pedro se destacou
como um apóstolo humilde, mas de uma capacidade missionária extraordinária! Esses
ingredientes fazem parte da receita de uma vida cristã saudável e digna de toda honra!
Amados, creia, vocês poderão também se tornarão uma “pedra” nas mãos de Jesus, onde
Ele irá lapidar e fazer de vocês uma “pedra” de infinito valor.

5. Um forte espírito de liderança

Quando lemos o NT, podemos perceber que Pedro sempre “encabeça” a lista dos
apóstolos nos relatos dos evangelhos. Junto a Tiago e João é um dos três do círculo
fechado de Jesus. Os Evangelhos com freqüência retratam Pedro assumindo posição de
liderança: faz perguntas, dá conselhos não solicitados, salta do barco para se encontrar
com Jesus, anda sobre as águas, expressa convicção de que Jesus é o Cristo, afirma
fervorosamente sua lealdade, puxa a espada no Getsêmani, e briga com os que vieram
prender Cristo.

O evangelho de Atos destaca Pedro como um líder inquestionável! Pregou o primeiro


sermão evangelístico na Igreja Primitiva (At 2), corajosamente enfrentou o Sinédrio (At
4). Foi o primeiro a dividir o evangelho com um gentio na casa de Cornélio (At 10). Foi
ele que buscou a moeda do tributo, na boca do peixe (Mt 17, 24-27). Junto com João,
eram quem preparavam a Páscoa para Jesus (Lc 22, 8).

Por isso, entendemos que os escritores do NT, o consideravam como o mais importante
dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas surgiu como um apóstolo
de forte liderança e grande influência na igreja primitiva. No dia de Pentecoste, 120
seguidores de Jesus receberam o Espírito Santo, mas a bíblia só registra as palavras de
Pedro explicando o que estava acontecendo naquele lugar (At 2, 14-40). Ele e João
foram os primeiros a realizarem um milagre depois de Pentecoste curando um paralítico
na Porta Formosa (At 3.11-11). Foi Pedro que censurou Ananias e Safira (At 5, 1-11).
Foi Pedro que sugeriu um novo apóstolo para o lugar de Judas (At 1, 15-25).

A missão de Pedro foi de grande importância junto aos gentios (At 10). Interessante que
os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes para Pedro. Um é o nome hebraico
Simeon, que significa “ouvir” (At 15.14). O segundo era Simão, a forma grega de
Simeon. O terceiro era Cefas, palavra aramaica que quer dizer “rocha”. O quarto nome
era Pedro, que em grego significa “pedra ou rocha”. Os evangelistas do NT se referem
ao apóstolo com o nome Pedro, mais vezes, do que os outros três.

6. O coração de Pedro transformado e mais sensível à sua voz

Pedro foi um homem notável por sua sinceridade e forte desejo de servir a Jesus em
quaisquer circunstâncias. Com sua história, aprendemos que Deus chama o homem,
apesar dos seus defeitos, a fim de projetar nele o seu caráter santo mediante a obra do
Espírito Santo. Pois ele conhece a estrutura de cada um de nós, sabe de nossas
imperfeições e nos entende. Há, porém, uma virtude que não pode faltar ao servo do
Senhor: sinceridade. Se formos sinceros e desejarmos realmente servi-lo com toda a
dedicação, a porta estará aberta para o Espírito Santo efetuar as transformações
necessárias em nosso caráter.

7. A paixão e o zelo para com as verdades celestes

Ao convocar Pedro, André, Tiago e João, Jesus demonstra que o chamado da evolução
espiritual é austero, formal e irrecusável. Embora Pedro, André e João, os discípulos
pescadores, já seguissem a Jesus, em algumas de suas viagens, desde quando saíram do
grupo de João Batista. No entanto, seria necessário um convite direto para que eles não
mais tivessem qualquer dúvida quanto à importância da missão que os aguardava. Eles
percebem isso. Não mais se dedicariam aos afazeres da vida profissional da pesca. Os
seus funcionários e demais familiares cuidariam do dever do sustento material. Jesus
usa de uma metáfora: “Segui-me e eu vos farei pescadores de homens”. Eles
continuariam sendo pescadores, mas de seres humanos. Passariam toda a existência
retirando as consciências humanas das profundezas das misérias físicas e morais.

Falta zelo quanto:

Leitura da Palavra o prazer de meditar, nosso tempo disponível é ocupado com coisas
banais nem vou citar a TV. Com isso crente enfraquecido na fé, sem firmeza para
enfrentar o inimigo.

Oração diária e constante, tempo de oração o fundamento da vida com Deus. Crente que
não gasta tempo em oração é candidato ao fracasso e desânimo. Trocamos o poder pelo
lazer

Testemunho vivo e alegre na comunhão com os irmãos, sinal reciproco de que amamos
a Deus, Jesus disse em João 14:21.

Nas atividades da Igreja. Esquecemos que a Igreja existe para nossa participação, tempo
de compartilhar com os irmãos gasta.

No companheirismo da vida cristã, não temos o prazer de visitar una a outros.

Cultivar uma vida de quebrantamento diante de Deus.

Precisamos mudar o rumo do nosso foco, em trocar o sagrado pelo profano, em deixar
de zelar mais pelas nossas coisas materiais do pela nossa própria vida com Deus.

O grande erro que temos cometido através da história cristã, e não percebemos que se
faz necessário, vivermos um zelo extremado a vida com Deus.

Devemos nos espelhar nos mulçumanos, embora considerassem sua prática de fé


contrária a nossa, mas devemos admitir que eles vivem um zelo que cada um de nós
precisava viver.

Se não tivermos zelo não chegaremos a lugar algum, nem jamais poderemos afirmar
como Paulo, completei a carreira e guardei a fé.

PEDRO É TOTALMENTE TRANSFORMADO

Pedro no Pentecostes. Jesus já havia voltado para o céu. Antes, porém, ordenou que os
discípulos não se ausentassem de Jerusalém até que do alto fosse revestidos de poder
(At 1, 8). Cinquenta dias depois da ressurreição de Jesus, acontece o cumprimento da
promessa e os discípulos são batizados com o Espírito Santo (At 2.1-5). Os sinais
resultantes do batismo chamam a atenção de judeus de todo o mundo que estão ali
reunidos para celebrarem a festa de Pentecostes e querem saber o que era aquilo. Pronto.
Pedro, cheio do Espírito Santo, levanta-se e prega o seu primeiro sermão com tanta
ousadia e destemor que quase três mil almas se converteram. Seu temperamento
destemido, impulsivo e ousado estava agora a serviço de Deus, sob total controlo do
Espírito Santo. Imaginem só alguém que negara Jesus diante de simples criados, agora o
confessando diante de grandes autoridades.

Pedro após o Pentecostes.

Os dois elementos que marcaram o ministério de Pedro: graça para resistir à


perseguição e zelo pela integridade da igreja.

a) Resistindo à perseguição. O homem inconstante que não conseguia velar sequer uma
ora em oração com seu Mestre, agora é um crente de constante oração. E estava indo
orar, juntamente com João, quando curaram um coxo à porta do templo (At 3, 1-9).

Naquela oportunidade, Pedro pregou seu segundo sermão, resultando na conversão de


quase cinco mil almas (At 4, 4). O tumulto chamou a atenção dos sacerdotes e dos
capitães do templo, os quais conduziram Pedro e João ao Sinédrio, o mesmo tribunal
que julgara Jesus. Pedro agora está convertido, está seguro e convicto, a ponto de
defender com toda a ousadia a causa do Mestre e regozijar-se por se haver digno de
sofrer pelo seu Senhor (At 5, 42). Nem mesmo os grandes intérpretes da lei judaica
conseguiram calar o homem, muito pelo contrário, ficaram impressionados com a
sabedoria co que Pedro falava, sabendo que este era homem indouto. Pressionado para
que parar-se de pregar, Pedro se saiu com esta pérola: “Porque não podemos deixar de
falar do que temos visto e ouvido” (At 4, 20).

b) Zelando pela integridade. A igreja recém-formada crescia de forma impressionante.


Grande era o entusiasmo entre aqueles primeiros crentes. Ele vendiam suas
propriedades e traziam aos pés dos apóstolos. É nessa conjuntura que Pedro, como um
líder na igreja, tem que lidar com os ardis de Ananias e Safira, um casal que usou de
falsidade para com a comunidade dos santos. Eles venderam voluntariamente uma
propriedade, a fim de que o dinheiro fosse doado para a realização de obras sociais na
igreja. Mas não entregaram o valor combinado, guardaram uma parte, tentando assim
enganar o homem de Deus. A desonestidade do casal foi revelada a Pedro pelo Espírito
Santo. Não, a igreja não podia abrir aquela fissura logo de início. Pedro precisava tomar
uma posição. E agiu. Por uma questão de integridade – isso não se negocia –, ministrou
uma punição extrema – a morte – sobre Ananias e Safira (At 5.1-10).

É importante notar o papel de liderança desempenhado por Pedro naqueles dias. Foi ele
que sugeriu que se escolhesse um outro apóstolo para preencher o lugar de Judas, o
traidor, e que resultou na escolha de Matias. Foi ele quem respondeu aos judeus atónitos
o que significava os sinais no dia de Pentecostes, quem se insurgiu contra a
desonestidade de Ananias e Safira; mais tarde daria palavra decisiva sobre os gentios,
ordenando que não impusessem sobre eles o jugo dos ritos judaicos (At 15, 7-10).

Autor: Jânio Santos de Oliveira

janio-estudosdabiblia@bol.com.br
http://esbocosdesermoesppegadores.blogspot.pt/2015/08/as-sete-virtudes-que-jesus-
viu-em-pedro.html
gilberto luiz Gonzaga

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28 de outubro de 2015 | Categoria: Artigos

2 comments to As sete virtudes que Jesus


viu em Simão Pedro antes da sua
conversão

 Fernando Nhantumbo
26/06/2017 at 23:55

Bom ensino

 valderina santos da fonseca


03/07/2017 at 23:55

Todos nós temos um pouco de Pedro.

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