Vous êtes sur la page 1sur 6

Lista 5 de Matemática Combinatória (Teoria dos Grafos)

1 Prove que se dois grafos são isomorfos, então eles têm o mesmo número de vértices e o mesmo
número de
arestas.
A recíproca é verdadeira?

Somente a recíproca é falsa.


Dois grafos não isomórficos com a mesma sequência de graus:
(3, 2, 2, 2, 2, 1, 1, 1)

2 Desenhe todos os grafos não isomorfos com quatro vértices


Pelo grau dos vértices:
a.(0,0,0,0)
b.(0,0,1,1)
c.(0,2,1,1)
d.(1,1,1,1)
e.(1,3,1,1)
f.(2,2,1,1)
g.(2,2,2,2)
h.(2,2,2,0)
i.(3,3,3,3)
j.(3,3,2,2)
k.(3,1,2,2)
3 Considere um grafo G com n vértices e m arestas. Mostre que m = C (n, 2) se, e somente se,
G é completo
Um grafo completo tem uma aresta entre dois vértices quaisquer. Então selecionando
dois vértices quaisquer você obtém uma aresta. Isto é, se você tem n vértices,
selecioná-los dois a dois é o mesmo que C (n,2).

4 Seja G um grafo bipartido com partição do conjunto de vértices em X e Y e d-regular, onde d


≥ 1. Prove que |X| = |Y |
Porque G é um grafo regular, cada vértice de G tem exatamente K arestas. Sejam X e Y
as duas partes do grafo bipartido G, com x e y vértices respectivamente. Porque G é
bipartido, o número de arestas em G deve ser igual a xk e yk, o que significa que x = y.
Portanto, o total de vértices de G é x+y = 2x (ou 2y), um número par.

5 Mostre que o grafo bipartido completo Kp,q tem pq arestas. Mostre que se G é bipartido,
então G tem no máximo n2/4 arestas, onde n é o número de vértices de G.
Um grafo bipartido é dividido em duas partes, digamos de tamanho p e q, onde p + q =
n. Seja o número máximo de arestas igual a pq. Para mostrar que o produto pq é
maximal quando n = p e que seu valor é n2/4, definimos q = n-p. Tentando maximizar,
portanto, f(p) = p(n-p) no intervalo [ 0, n ]. Temos que f ’(p) = n -2p e isso é 0 quando p
= n/2. Substituindo esse ponto em f(p) obtemos: (n/2)(n-(n/2)) = (n/2)(2n-n)/2 = n2/4.

6 Mostre que num grupo de pelo menos duas pessoas sempre existem duas com exatamente o
mesmo número de amigos dentro do grupo.
Modo 1:
Deixe n ser o número de pessoas em um grupo. O número máximo de pessoas que
uma pode conhecer é n-1 (ela só não pode ser amiga de si mesma). O número mínimo,
conforme definido pelo enunciado é 1, ou seja, de n = 2 pessoas cada pessoa conhece
n-1 pessoas. Para n = 2 é fácil ver que cada pessoa tem o mesmo número de amigos: 1.
Para n = 3, se queremos considerar que cada pessoa não conhece o mesmo número de
pessoas dizemos: A conhece 3-1 pessoas, B conhece 2-1 pessoas, C conhece 1-1
pessoas. Porém, se C conhece 0 pessoas e A conhece B e C isso resulta em uma
contradição, garantindo por A que C conhece pelo menos A, cujo valor de pessoas
conhecidas é o mesmo de B: 1.

Modo 2:
Deixe n ser o número de pessoas em um grupo. O número máximo de pessoas que
uma pode conhecer é n-1 e o mínimo, por assunção é 1 (grupo de duas pessoas, por
definição do enunciado). Cada pessoa deve ser atribuída a um desses n-1 números
possíveis, mas como há n participantes, um desses números deve ser usado duas vezes
devido ao princípio da Casa dos Pombos, i.e., duas pessoas conhecem o mesmo
número de pessoas.
7 Existe grafo simples com 4 vértices e sequência de vértices (1, 2, 3, 4)? Caso exista, desenhe
esse grafo, caso contrário justifique.

Em teoria dos grafos, um grafo é simples se ele não tem laços nem mais de uma aresta
ligando dois vértices. Desta forma, seja V o total de número de vértices de um grafo,
para ser um grafo simples cada vértice pode ter até V-1 arestas. No entanto, o
enunciado pressupõe a existência de um vértice com V arestas, que para a definição de
um grafo simples é absurdo.

8 Desenhe um grafo simples e conexo com 8 vértices e sequência de vértices (1, 1, 2, 3, 3, 4, 4,


6).

9 Existe grafo regular de grau 3 com 7 vértices? Caso exista, desenhe esse grafo, caso contrário
justifique.
A fórmula da soma dos graus afirma que, dado um grafo G = (V, E), ∑𝑣⊂𝑉 deg(v) =
2|E|. No entanto, 3*7 = 21. Ou seja, não há possibilidade do dado grafo ter um número
ímpar de vértices de grau ímpar, porque o somatório dos graus dos vértices deve ser
par.

10 Prove que G é conexo se, e somente se, para toda partição de V em dois conjuntos não
vazios V1 e V2, existe uma aresta com uma extremidade em V1 e uma extremidade em V2.
Suponha que G tem dois conjuntos não vazios distintos conexos V1 e V2, denotando
por v1, v2 dois vértices: um em cada conjunto. Cada conjunto tem pelo menos 1
vértice e ( n-1 )/2 vértices vizinhos, onde n = |V1|+|V2|. Se não há caminho entre dois
vértices, então tais vizinhos estão separados. O que é o mesmo que dizer que, se em
um conjunto há [ ( n-1 ) /2 ] + 1 vértice (separado), o mesmo é verdadeiro para o outro
conjunto: 2{ [ ( n-1 )/2 ] + 1 }. Obtendo assim n-1+2 = n+1. Mais do que um grafo de n
vértices pode ter.
11 Prove que quaisquer dois caminhos máximos num grafo conexo tem um vértice em
comum.

Sejam, por contradição, P1 = <v0, ..., vk> e P2 = <u0, ..., uk>, dois caminhos
máximos em um grafo G tal que possuem comprimento k e sem vértices
compartilhados.

Porque G é conexo, há um caminho P’ conectando vi e uj para algum i, j ∈ [1, k].


P’ não compartilha nenhum vértice de P1 ⋃ P2, a não ser vi e uj. Digamos que
P’ = <vi, x0, ..., xb, ..., uj>, podendo ser inclusive b = 0.
Sem perda de generalidade, assuma que i, j ≥ k/2. Então dos caminhos P1, P2 e
P’ pode-se criar um novo caminho P* = <v 0, ..., vi, x0, ..., xb, uj,
..., u0> (indo de P1 até vi, atravessa a ponte formada por P’ até uj. e então de P2
até u0).

Claramente P* tem comprimento maior que k, contradizendo a assunção de que G não


tem caminhos de comprimento maior que k. Portanto, quaisquer dois caminhos
máximos de comprimento k devem se intersectar em pelo menos um vértice.

12 Mostre que
(i) todo caminho induzido (sem cordas) é um grafo bipartido.

( Passeio compreende trilhas e caminhos. Trilhas não repetem arestas. Caminhos não repetem
vértices.
Corda: uma aresta entre dois vértices que não são consecutivos no ciclo. )
G é um grafo bipartido se dados dois conjuntos não vazios e distintos X e Y, cada vértice xi de X
e cada vértice yj de Y, dados i ∈ [0, k], j ∈ [0, m], tem pelo menos uma aresta interligando o
vizinho sem que dois vértices do mesmo conjunto sejam interligados.
(ii) todo ciclo induzido (sem cordas) par é um grafo bipartido.
(iii) todo ciclo induzido ímpar não é um grafo bipartido.