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Alunos: Cristiane Conceição, Filipe Rodrigues, Gabriel Agra e

Jefflayny Pereira

FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E EXATAS DO SERTÃO


DO SÃO FRANCISCO
Psicopatologia psiquiátrica
DEFINIÇÃO

Fobia é um sentimento exagerado de medo e aversão por alguma coisa ou


alguém. É considerada uma patologia, ou seja, doença psicológica.

Todos os humanos têm medo de algo ou alguém, mas na fobia esse medo é
intenso e gera sintomas fisiológicos e emocionais, devido a esse medo exagerado o
indivíduo passa a evitar os estímulos causadores da fobia, e isso passa a interferir na
vida cotidiana dos pacientes.

SINTOMAS DA FOBIA

Os sinais e sintomas da fobia depende do tipo de fobia que cada indivíduo


possui, mas geralmente está presente sentimento de pânico incontrolável, terror e/ou
temor em relação a uma situação que não apresenta um perigo real, as pessoas com
fobia tem necessidade de evitar a situação que teme, devido a isso não conseguem
viver normalmente.

As fobias estão relacionadas com ansiedades devido a isso é comum


manifestar ataques de pânico quando entram em contato com o estimulador de medo,
ou apenas em imaginar-se passando por situações semelhantes, nesse processo é
comum haver pensamentos automáticos negativos. Essas pessoas soam
excessivamente, tem taquicardia, dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado,
desmaios, pânico e ansiedade excessiva.

TIPOS DE FOBIAS

O número de fobias possíveis é quase infinito, mas o Manual de Diagnóstico e


Estatístico de Transtorno Mentais(DSM) elaborados pela Associação Americana de
Psiquiatria(APA), nos apresenta as principais fobias e divide e cinco tipos.

Elas são fobias de animais, zoofobia é uma das fobias específicas mais
comuns, medo de animais tais como cobras, aranhas, insetos, entre outros.

Fobia de aspectos de ambiente natural, tipo trovão, relâmpagos; há também


fobias de sangue, injeção ou feridas, existe também as fobias sem classificação
específica tais como medo de vomitar, de contrair uma doença, do escuro, de casar,
entre outros.

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Podemos citar também acrofobia: medo de altura; agorafobia: medo de
espaços abertos ou com multidões; aracnofobia: medo de aranhas; catastrofobia:
medo de catástrofes e aspectos ambientais; claustrofobia: medo de lugares fechados;
fobia social: medo de pessoas e da exposição; glossologia: medo de falar em público;

CRITÉRIOS DE DIAGNOSTICOS DEACORDO COM DSM

Aqui, optamos por abordar dois transtornos, para evitar que apresentação não
tomasse um caráter extenso. Então escolhemos a fobia especifica e a fobia social, e
delimitamos três principais critérios de ambos transtornos, para apresentar abaixo:

FOBIA ESPECIFICA

CRITÉRIOS

A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação (p. ex.,


voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver sangue).

Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser expresso por choro, ataques
de raiva, imobilidade ou comportamento de agarrar-se.

B. O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca uma resposta


imediata de medo ou ansiedade.

C. O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou suportado com intensa


ansiedade ou sofrimento.

Especificadores:

É comum que os indivíduos tenham múltiplas fobias específicas. O indivíduo


com fobia específica em geral teme três objetos ou situações, e aproximadamente
75% daqueles com fobia específica temem mais de uma situação ou objeto.

FOBIA SOCIAL OU ANSIEDADE SOCIAL

CRITÉRIOS

A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais


em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas. Exemplos
incluem interações sociais (p. ex. manter uma conversa, encontrar pessoas que não

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são familiares), ser observado (p. ex., comendo ou bebendo) e situações de
desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras).

Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus


pares, e não apenas em interações com adultos.

B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade que


serão avaliados negativamente (i.e., será humilhante ou constrangedor; provocará a
rejeição ou ofenderá a outros).

C. As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade.

Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser expresso chorando, com


ataques de raiva, imobilidade, comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou
fracassando em falar em situações sociais.

OLHAR DA PSICODINÂMICA SOBREAFOBIA

A psicodinâmica afirma que no processo de adoecimento do indivíduo fóbico,


ocorrem mecanismos de defesa como Deslocamento e Simbolização, no qual o
primeiro é tido como um desvio da atenção de um conflito emocional para o ambiente
em que ocorre esse conflito, assim, uma criança com medo de relações competitivas,
evita ou foge das aulas de educação física, por exemplo. Já a simbolização pode estar
presente nesse processo de deslocamento, tornando-se difícil a interpretação do
sintoma fóbico, podendo até ocorrer uma conexão acidental entre o conflito emocional
e o lugar ou a situação, por exemplo: uma mulher com medo de metrô. Esse medo
pode estar associado ao significado sexual simbólico do metrô.

Outro mecanismo presente é a Projeção, no qual o paciente projeta


sentimentos ou impulsos inconscientes em seus medos. Contudo, raramente a pessoa
projeta nas pessoas emocionalmente importantes para ele. Assim, por exemplo, uma
fobia de metrô pode ser uma projeção por parte do paciente, do medo interno de
ataque sexual ou até mesmo de um medo inconsciente da perda do controle de seus
impulsos.

A evitação é a principal característica defensiva do paciente fóbico, sendo


bastante vista quando a simbolização e o deslocamento, ambos sendo auxiliares para
a evitação, falham em confinar a ansiedade. Assim, a transferência da ansiedade à

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uma situação externa pode não ser eficaz, e a evitação torna-se necessária. O
paciente, durante a entrevista, pode não querer falar sobre certos assuntos devido à
sua intolerância contra a ansiedade, por exemplo.

É de suma importância, também, analisar as relações íntimas do paciente


fóbico, uma vez que seu medo é contagioso. Isso evita que as pessoas mais próximas,
por ter tendências ansiosas inconscientes, sejam contaminadas com seu medo.
Assim, se o paciente apresentar uma melhora, o parceiro fóbico pode vir a ser um
obstáculo para a terapia. Isso é bastante evidenciado nas relações mãe super
protetora e filho ansioso fóbico.

REFERÊNCIAS

Mackinnon, Roger A. A entrevista psiquiátrica na prática clínica. Roger A.


Mackinnon, Robert Michels, Peter J. Buckley ; tradução Celeste Inthy – 3. ed. – Dados
eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2017.

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso


eletrônico] : DSM-5 / [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa
Nascimento. et al.]; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli [et al.]. – 5. ed. – Dados
eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2014.