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Nome: Joselma C.

Alves

Professora: Ângela K. Moreira

HOSPITAL – DIA

O termo hospital - dia é utilizado para descrever internações parciais,


podendo ser uma alternativa para as internações integrais. É um plano de
tratamento amplo que inclui profissionais de diferentes áreas, tem acompanhamento
psicológico, psiquiátrico, psicossocial, ou seja, um acompanhamento multidisciplinar
para o tratamento de pacientes com transtornos mentais graves. Tendo como
objetivo incentivar a autonomia e o compromisso dos pacientes como tratamento,
além de também diminuir custos sem prejudicar a qualidade do atendimento. Sendo
que também há hospital – dia em diferentes áreas como pediatria, geriatria, etc.
porém são mais comum e em maior quantidade na área da psiquiatria.

Hospital – dia pode ser classificado em quatro tipos diferentes, devido a sua
ampla abrangência: alternativa a internação psiquiátrica, continuidade a internação
fechada, ampliamento do tratamento ambulatorial e suporte e reabilitação a
pacientes com doenças crônicas dando seguimento ao tratamento feito na
internação integral. Em 1992 foi estipulado pelo ministério da saúde que os hospital
– dia ficariam sendo responsáveis pelo atendimento intensivo, de no máximo até
quarenta e cinco dias, aos pacientes com manifestações mais intensas e violentas
de transtornos mentais, enquanto os CAPS se responsabilizaria por pacientes
crônicos com transtornos que exigem tratamento mais extenso.

O primeiro hospital-dia surgiu em Moscou, em 1993, onde foram tratados


1225 pacientes nos primeiros quatro anos. Surgiram novos hospitais-dias no
Canadá, em 1946, e na Inglaterra, em 1948, e o aumento progressivo fez com que
em 1950 já existissem cerca de 100 programas nos Estados Unidos. Nas décadas
de 1960 e 1970 vários estudos foram feitos com o intuito de provar que o hospital-
dia era uma boa maneira de substituir os hospitais psiquiátricos, e em 1980 os
Estados Unidos já apresentavam 1600 serviços.

No Brasil, o hospital-dia surgiu em 1954, em São Paulo, mas só em 1992,


através de uma portaria do Ministério da Saúde, que esse serviço foi oficializados
como uma forma de tratamento a doentes mentais. Com essa portaria, os pacientes,
que eram 330 em 1995, passaram a ser 2.013 em 1999.

A Lei Federal nº 10.216/01 define que é dever do estado, através de hospitais


psiquiátricos, tratar de pessoas com transtornos psíquicos. Os hospitais-dias
surgiram então, como forma alternativa de tratamento, sendo de menos duração e
menos agressivo ao paciente. Porém, estes pacientes tiveram mais acessos ao
álcool e às drogas, uma vez que internados em um hospital psiquiátrico não seria
possível.

Para que haja, então, uma melhora significativa em pacientes que sofrem de
transtornos mentais e são dependentes químicos, foi decidido que pessoas com
sintomas agudos de intoxicação química ou de síndrome de abstinência,
mantenham-se internados em hospitais psiquiátricos. Os que já estão menos
intoxicados poderão então, continuar o tratamento em hospitais-dia.

Um paciente poderá seguir o tratamento em hospitais-dia, quando apresentar


quatro critérios, segundo Hodgson: quando já foram tratados em regime de
internação; quando apresentar baixa agressividade; não ter capacidade de manter
autocuidado; ausência de doenças clínicas graves. Caso o hospital-dia ser
específico para dependentes químicos, é necessário observar os seguintes critérios
nos pacientes, segundo os autores Marlatt e Donavan: a possibilidade de
desintoxicação química por conta própria; a estabilidade das condições clínicas; as
habilidades interpessoais e de vida diária do paciente; necessitar, apenas, de apoio
moderado; o paciente ter um apoio social, como família e amigos. É importante
analisar, então, se a necessidade do paciente é de uma internação em hospital
psiquiátrico ou em hospital-dia. Através de um diagnóstico preciso será determinada
a melhor forma de tratamento.

Através da experiência relatada no artigo, a respeito do manejo de caso do


Hospital Psiquiátrico da Santa Casa de São Paulo, pode-se entender de forma mais
abrangente de como funciona este serviço na prática. O CAISM funciona de forma
terceirizada, o local é cedido por órgãos públicos, mas o serviço se da por meio da
Irmandade. Compreendendo praticas de ensino e pesquisa como residência médica
e estágio desde nível superior a nível técnico. O serviço oferecido pelo CAISM visa a
integrar varias áreas de tratamento e cobre as áreas de psiquiatria, psiquiatria infantil
(exceto internação), geriatria, unidade de álcool e drogas e unidade de idosos.

O hospital – dia funciona, dentro da unidade de dependência química, como


um meio de melhorar os recursos de assistência á população, que além dos
serviços ambulatoriais e de internação já existentes na instituição, oferece também
opções terapêuticas aos dependentes químicos, atividades recreacionais,
supervisão continua, nutrição apropriada para cada tipo de paciente, medicação
supervisionada, grupos terapêuticos, etc. os pacientes que são recebidos no hospital
– dia, são maiores de idade e de ambos os sexos que vem de internações integrais,
os quais já estão em condição de receber alta, e também pacientes vindos do pronto
atendimento e que tem condições adequadas a aderirem ao serviço do hospital –
dia.

Sendo que todos os pacientes atendidos no hospital – dia da CAISM, são


acolhidos por uma equipe multidisciplinar, composta por: uma terapeuta ocupacional
especializada em dependência química e saúde mental acompanhada por
estagiários da área; quatro residentes de psiquiatria; duas psicólogas cognitivo
comportamental; uma assistente social; dois enfermeiros especializados em
dependência química e saúde mental e um técnico de enfermagem. O CAISM é um
ótimo exemplo de que o trabalho de atenção integrada com diversas áreas da saúde
possibilita a melhora do paciente e prevenindo a recaída e o uso de drogas,
possibilitando assim a reinserção do individuo no ambiente social.