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Edson Campos Bento

Avaliação das Condições de Estanqueidade


das Fundações e da Ombreira da Hidroelétrica
de Laúca - Angola
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA

Dissertação de Mestrado

Dissertação apresentada como requisito parcial para


obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-
Graduação em Engenharia Civil do Departamento de
Engenharia Civil da PUC-Rio.

Orientador: Prof. Celso Romanel


Co-orientador: Prof. Pedricto Rocha Filho

Rio de Janeiro
Dezembro de 2014
Edson Campos Bento

Avaliação das Condições de Estanqueidade


das Fundações e da Ombreira da Hidroelétrica
de Laúca - Angola

Dissertação apresentada como requisito parcial


PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA

para obtenção do grau de Mestre pelo Programa


de Pós-Graduação em Engenharia Civil do
Departamento de Engenharia Civil do Centro
Técnico Científico da PUC-Rio. Aprovada pela
Comissão Examinadora abaixo assinada.

Prof. Celso Romanel


Orientador
Departamento de Engenharia Civil – PUC-Rio

Prof. Pedricto Rocha Filho


Co-orientador
Departamento de Engenharia Civil – PUC-Rio

Prof. Alberto de Sampaio Ferraz Jardim Sayão


Departamento de Engenharia Civil – PUC-Rio

Prof. Ana Cristina Castro Fontenla Sieira


Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Prof. José Eugenio Leal


Coordenador Setorial
Centro Técnico Científico PUC-Rio

Rio de Janeiro, 11 de Dezembro de 2014


Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total
ou parcial do trabalho sem autorização da universidade, do
autor e do orientador.

Edson Campos Bento


Graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Jean
Piaget de Angola, de Luanda – Angola, em 2010, tendo
exercido a profissão de Engenheiro Civil durante o período
2010-2012. Ingressou, em 2012, no curso de Mestrado em
Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio
de Janeiro, na área de Geotecnia, desenvolvendo dissertação
de mestrado na linha de pesquisa de fundações de barragens.

Ficha Catalográfica

Bento, Edson Campos


PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA

Avaliação das condições de estanqueidade das


fundações e da ombreira da hidroelétrica de
Laúca - Angola / Edson Campos Bento;
orientador: Celso Romanel; co-orientador:
Pedricto Rocha Filho. – 2014.

170 f. ; 30 cm

Dissertação (mestrado)–Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro,
Departamento de Engenharia Civil, 2014.

Inclui bibliografia

1. Engenharia civil – Teses. 2. Barragens. 3.


Ensaio de Lugeon. 4. Permeabilidade. 5.
Barragem de Laúca - Angola. I. Romanel, Celso.
II. Rocha Filho, Pedricto. III. Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Departamento de Engenharia Civil. IV. Título.

CDD: 624
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Dedico esse trabalho, primeiramente, a Deus, pai todo poderoso, sem ele, tal
obra não seria possível; aos meus pais, tios, irmãos, primos, sobrinhos, amigos,
especialmente, à Maria Emília Amorim Miranda da Conceição.

Aos meus orientadores, professores ao longo desta carreira estudantil, e a


todos aqueles que, direta ou indiretamente, me apoiaram.

Sem o incondicional apoio de todos vocês, nada disso se tornaria possível.


Agradecimento

Agradeço, primeiramente a Deus, Pai todo poderoso, sem ele, não seria possível a
minha existência.

Aos meus avós, pais e tios por terem me mostrado o caminho da escola como uma
das melhores formas de ganhar a vida honestamente e pela educação que eles me
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deram. Espero que desta forma, eles possam se sentir orgulhosos por terem
apostado, investido e confiado em mim.

Aos meus queridos irmãos e primos por tudo, pelas vezes que não pude levá-los a
passear, porque tinha que estudar, em especial a minha noiva Zuela Capilo.
Contudo, eles compreendiam-me. Espero que sigam o mesmo caminho que o meu
e que o façam da melhor forma.

Aos meus amigos e colegas Camila Bergmann, Eridson Cardoso, Guillermo


Jordan, Gustavo Sobreira, Hugo David, Rui Francisco e Thaís Abreu, pela grande
ajuda em todas as etapas deste trabalho.

Ao meu orientador, corpo docente desta Universidade, e, em especial, aos meus


colegas que me deram força e ensinamentos para não desistir e, incansavelmente,
ofereceram-me conhecimento científico e orientação para a elaboração deste
trabalho.

Às empresas que colaboraram para a elaboração deste trabalho: a toda equipe da


Odebrecht Angola e, especialmente, à pessoa de António Carlos Daiha que,
incondicionalmente, esteve sempre à disposição para a devida colaboração; a
Intertechne, em especial aos engenheiros Davi Maranesi e Sérgio Kraemer
Montinegro que sempre estiveram prontos para apoiar esta dissertação; a Furnas, à
pessoa do engenheiro Edgar Neto e ao Ministério da Construção de Angola, à
pessoa do director nacional de infraestrutura José Paulo Kai que sempre foi um
pai , amigo, irmão e conselheiro.
Aos meus orientadores prof. Pedricto Rocha Filho: "Edson o mais importante não
é como você entra aqui, mais sim como você sai". E, Celso Romanel. Aos
professores Alberto Sayão: "Edson lê este livro como se fosse um romance, não se
preocupe com as fórmulas". Michéle Casagrande, Sérgio Fontoura e Euripídes
Vargas, pelos seus ensinamentos durante a etapa da minha formação, da
realização desta pesquisa e pela oportunidade que me concederam, o meu muito
obrigado pelo carinho e paciência.

Agradeço também aos professores da UFRJ/COPPE, Edson Watanabe, Romildo


Toledo Filho, Taborda Gárcia, MichèleSchubert Pfeil, Anna Laura Nunes e Ana
Cristina (UERJ).

A Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro /PUC-Rio, o meu muito


obrigado pela oportunidade de ter aberto as portas várias vezes,
incondicionalmente, para frequentar o Mestrado. Agradeço também ao programa
do governo brasileiro CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior - pela aposta, oportunidade e pelo apoio financeiro para a
realização desta pesquisa, que me concedeu.

À todos que, direta ou indiretamente, me apoiaram ao longo da minha vida, da


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minha carreira estudantil e da elaboração deste trabalho para a obtenção do grau


de Mestre em Engenharia Civil, o meu muito obrigado.
Resumo

Bento, Edson Campos; Romanel, Celso; Rocha Filho, Pedricto. Avaliação


das Condições de Estanqueidade das Fundações e da ombreira da
Hidroelétrica de Laúca – Angola. Rio de Janeiro, 2014. 170p. Dissertação
de Mestrado – Departamento de Engenharia Civil, Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro.

O aproveitamento hidroelétrico de Laúca, está localizado no km 307,5, do


rio Kwanza (medido a partir de sua foz), cerca de 47 km a jusante do AHE
Capanda, próximo à localidade de N’hangueYa Pepe, na província do Kwanza
Norte – Angola. A obra teve início no final de 2012 e terminará em 2017.
Normalmente, as fundações de barragens são obras projetadas na superfície do
globo e apoiadas sobre as rochas, e em muitas dessas rochas encontram-se
fraturadas que geram algumas descontinuidades, ocasionando valores elevados da
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permeabilidade nas fundações de barragens. Esta dissertação tem como principal


objetivo avaliar as condições de estanqueidade das fundações do aproveitamento
hidrelétrico de Laúca. Esta avaliação foi feita a partir dos resultados de ensaios de
perda d’água sob pressão e interpretada através da teoria dos ensaios de Maurice
Lugeon, que são realizados em maciços rochosos através de furos de sondagens
em diferentes estágios. Estes ensaios têm como finalidade indicar os valores da
permeabilidade e do comportamento desses maciços, em relação à percolação
d’água através das descontinuidades. Através da teoria de Lugeon, pode-se definir
o tipo de escoamento, comportamento do preenchimento nas fraturas e fissuras
que indiquem valor representativo da permeabilidade do maciço, que, por sua vez,
orientará uma tomada de decisão sobre a necessidade de se adotar alguma
intervenção, bem como a adoção de um programa de tratamento das fundações da
barragem.

Palavras-chave:
Barragens; Barragem de Laúca; Ensaio de Lugeon; Permeabilidade.
Abstract

Bento, Edson Campos; Romanel, Celso (Advisor); Rocha Filho, Pedricto


(Co-Advisor). Evaluation of the flow conditions Through the
Foundation of the Laúca Dam - Angola. Rio de Janeiro, 2014. 170p.
MSc Dissertation - Departamento de Engenharia Civil, Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro.

The Laúca Dam is located at km 307.5 of the Kwanza River (measured


from its mouth), about 47 km downstream from Capanda Hydroelectric Project,
near the village of Ya N'hangue Pepe in the province of Kwanza Norte - Angola.
Usually dam foundations are designed and constructed along the eroded channel
rivers and supported on the rocks, and many of these rocks are fractured, and
generate some discontinuities with a high degree of hydraulic conductivity of the
dam foundations .This dissertation aims to assess and to evaluate the seepage
conditions throughout the foundations of hydroelectric Laúca. This evaluation is
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normally made using the tests of loss of water with pressure and interpreted
using the proposal of Maurice Lugeon, i.e., the well-known in the practice of
dam engineering as the Lugeon test. This test is performed in rock masses
through boreholes and different stages, aims to determine the hydraulic
conductivity and the behavior of the fractured rock mass, taking into the
consideration the water flow through the discontinuities and fractures. Using the
Lugeon set of results, it can be estimated important engineering characteristics
such as: the volume and the type of flow and representatives values of the
equivalent mass of the hydraulic conductivity. All this information is useful to
establish the grouting procedure and also to verify the performance of the
treatment carried out to reduce leakage through the dam foundation.

Keywords
Dam; Laúca Dam; Lugeon Test; Permeability.
Sumário

1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 22
1.1 PROBLEMÁTICA ........................................................................................................ 22
1.2 JUSTIFICATIVA........................................................................................................... 23
1.3 OBJETIVOS ............................................................................................................... 23
1.3.1 Objetivo geral.......................................................................................................... 23
1.3.2 Objetivos específicos ............................................................................................... 23
1.4 ORGANIZAÇÃO DA DISSERTAÇÃO.................................................................................. 24
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................ 25
2.1 TRATAMENTO DE FUNDAÇÕES DE BARRAGENS ............................................................... 25
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2.2 TIPOS DE BARRAGENS ................................................................................................ 26


2.3 CONCRETO COMPACTADO A ROLO............................................................................... 26
2.3.1 Definição ................................................................................................................. 27
2.3.2 Evolução .................................................................................................................. 27
2.3.3 Razões de Emprego ................................................................................................. 27
2.3.4 Aplicações ............................................................................................................... 27
2.4 HIDROLOGIA E ESTUDOS DE HIDROGEOLOGIA ................................................................ 28
2.4.1 Aspectos hidrogeológicos........................................................................................ 28
2.5 GEOLOGIA E ESTUDOS GEOTÉCNICOS ............................................................................ 28
2.5.1 Definição geológica ................................................................................................. 29
2.5.2 Mapa geológico ...................................................................................................... 29
2.6 INVESTIGAÇÃO GEOLOGICA......................................................................................... 29
2.6.1 Rocha - descontinuidades ....................................................................................... 30
2.6.2 Qualidade da massa rochosa .................................................................................. 30
2.7 PROBLEMAS GEOTÉCNICOS DAS FUNDAÇÕES DE UMA BARRAGEM...................................... 31
2.7.1 Caracterização geológica das fundações ............................................................... 31
2.7.2 Caracterização ........................................................................................................ 32
2.7.3 Percolação em meios porosos ................................................................................. 32
2.7.4 Percolação em meio fraturado ............................................................................... 33
2.8 CLASSIFICAÇÃO GEOMECÂNICA DAS FUNDAÇÕES DE UMA BARRAGEM ................................ 33
2.8.1 Critério de classificação........................................................................................... 33
2.8.2 Estanqueidade......................................................................................................... 34
2.9 ENSAIO DE LUGEON ................................................................................................... 35
2.9.1 Descrição ................................................................................................................. 35
2.9.2 Metodologia............................................................................................................ 36
2.9.2.1 Explicação do cálculo ........................................................................................................................... 38

2.9.3 Interpretação .......................................................................................................... 39


2.9.4 Limitações do ensaio Lugeon .................................................................................. 41
2.9.5 A Unidade Lugeon(U.L) ........................................................................................... 42
2.9.6 Definição da unidade Lugeon.................................................................................. 42
2.9.7 Testes em Outras pressões:..................................................................................... 43
2.10 PERMEABILIDADE EM MACIÇOS ROCHOSOS................................................................... 43
2.10.1 Ensaio de Perda d´água Sob Pressão ...................................................................... 43
2.10.2 Comportamento do Maciço Rochoso e Coeficiente de Permeabilidade (K) ............ 44
2.10.3 Condicionantes geológicos – geotécnicos e limites de ‘permeabilidade‘ ............... 50
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2.10.4 Análise dos ensaios de perda d´água sob pressão .................................................. 53


2.10.4.1 Furos de controle ou de verificação ................................................................................................. 55
2.10.4.2 Metodologias de controle e formas de análise da eficiência das cortinas de injeção ...................... 56

2.10.5 Determinação da permeabilidade dos maciços rochosos .................................... 57


2.10.6 Execução de injeções ............................................................................................ 61
2.10.6.1 Furos e cortinas de injeção ............................................................................................................... 61
2.10.6.2 Pressões de injeção .......................................................................................................................... 64
2.10.6.3 Ensaios prévios “insitu” de injeção ................................................................................................... 67
2.10.6.4 Ensaios de injetabilidade .................................................................................................................. 68

3 ESTUDO DE CASO – HIDRELÉTRICA DE LAÚCA - ANGOLA ................................... 70


3.1 CARACTERIZAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DO APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO DE LAÚCA .............. 70
3.2 TIPO DE BARRAGEM ................................................................................................... 71
3.3 RIO KWANZA............................................................................................................ 72
3.4 ASPECTOSGEOLÓGICO-GEOTÉCNICO ............................................................................. 76
3.4.1 Geologia Regional ................................................................................................ 76
3.4.2 GeologiaEstrutural ............................................................................................... 76
3.5 GEOLOGIA DO LOCAL DE APROVEITAMENTO .................................................................. 77
3.6 ASPECTOS GEOTÉCNICOS............................................................................................ 81
3.6.1 Barragem .............................................................................................................. 81
3.6.2 Mapa geológico local ........................................................................................... 83
3.6.3 Perfis Geológicos .................................................................................................. 84
3.6.4 Resumo dos resultados dos ensaios em amostras de rochas. .............................. 89
3.6.5 Parâmetros de Classificação................................................................................. 91
3.6.6 Permeabilidade (K) ............................................................................................... 92
3.6.7 Sismicidade ........................................................................................................... 92
4 APRESENTAÇÃO DOS GRÁFICOS E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
COM BASE EM LUGEON .......................................................................................... 95
4.1 GRÁFICO E TABELAS .............................................................................................. 96
4.1.1 Gráficos e Tabelas - 1 ........................................................................................... 96
4.1.2 Gráficos e Tabelas - 2 ........................................................................................... 97
4.1.3 Gráficos e Tabelas - 3 ........................................................................................... 98
4.1.4 Gráficos e Tabelas - 4 ........................................................................................... 99
4.1.5 Gráficos e Tabelas - 5 ......................................................................................... 100
4.1.6 Gráficos e Tabelas - 6 ......................................................................................... 101
4.1.7 Gráficos e Tabelas - 7 ......................................................................................... 102
4.1.8 Gráficos e Tabelas - 8 ......................................................................................... 103
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4.1.9 Gráficos e Tabelas - 9 ......................................................................................... 104


4.1.10 Gráficos e Tabelas10 .......................................................................................... 105
4.1.11 Gráficos e Tabelas - 11 ....................................................................................... 106
4.1.12 Gráficos e Tabelas - 12 ....................................................................................... 107
4.1.13 Gráficos e Tabelas - 13 ....................................................................................... 108
4.1.14 Gráficos e Tabelas - 13 ....................................................................................... 109
4.1.15 Gráficos e Tabelas - 15 ....................................................................................... 110
4.1.16 Gráficos e Tabelas - 16 ....................................................................................... 111
4.1.17 Gráficos e Tabelas - 17 ....................................................................................... 112
4.1.18 Gráficos e Tabelas - 18 ....................................................................................... 113
4.1.19 Gráficos e Tabelas - 19 ....................................................................................... 114
4.1.20 Gráficos e Tabelas - 20 ....................................................................................... 115
4.1.21 Gráficos e Tabelas - 21 ....................................................................................... 116
4.1.22 Gráficos e Tabelas - 22 ....................................................................................... 117
4.1.23 Gráficos e Tabelas - 23 ....................................................................................... 118
4.1.24 Gráficos e Tabelas - 24 ....................................................................................... 119
4.1.25 Gráficos e Tabelas - 25 ....................................................................................... 120
4.2 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS E DISCUSSÕES............................................ 121
5 CONCLUSÕES E SUGESTÕES ............................................................................127
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................129
ANEXO 1.............................................................................................................. 133
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Lista de Figuras

Figura 2-1 - Esquematização do ensaio tipo Lugeon com obturador


duplo 36
Figura 2-2 - Ensaio de perda d'água 44
Figura 2-3 - Parâmetros de análise de um meio fraturado 45
Figura 2-4 - Modelos de fluxos considerados na análise de ensaios
de furo único (Hsieh; Neuman; Simpson, 1983) 46
Figura 2-5 - Casos teóricos esperados de comportamento do trecho
ensaiado (Oliveira et al., 1975) 47
Figura 2-6 - Comparação das formulas de permeabilidades (Zeigler,
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1976). 49
Figura 2-7- Relação entre a perda d´água e a abertura da fissura
das fraturas 52
Figura 2-8– Variação da permeabilidade de maciços rochosos
fraturados, com a profundidade, (Azevedo; Alburquerque Filho,
1998) 53
Figura 2-9- Valores de vazão específica máxima em cada etapa de
injeção na barragem de Xavantes (Rio Paranapema, SP/PR).
(Modificado de IPT, 1977 f). 54
Figura 2-10 - Esquema de montagem para ensaio de perda de
carga e perda d’água sob pressão (ABGE, 1975). 57
Figura 2-11 - Parâmetro do ensaio de perda d’água sob pressão
(ABGE, 1975). 59
Figura 2.12 – esquema das etapas de injeção pelo método
ascendente (Modificado de Boudeaux, 1980). 62
Figura 2.13 – Esquema das etapas de injeção pelo método
ascendente (Modificado de Boudeaux, 1980). 63
Figura 2.14 – Curva de pressões de injeção x profundidade
segundo a prática norte-americana (Modificado de Sabarly, 1968). 64
Figura 2.15– Esquema de montagem americano para injeção de
calda de cimento (IPT, 1984). 65
Figura 2.16 - Esquema de montagem europeu para injeções de
calda de cimento (IPT, 1984). 65
Figura 2-17– Representação gráfica da (1) “regra européia” e (2)
“regra americana” 66
Figura 2.18– “Curva” e valores máximos de pressões de injeções
em função da profundidade, propostas e adotadas em projetos de
barragens brasileiras (Modificado de Sampaio, 1983). 66
Figura 3.1 - Barragem de Laúca. 72
Figura 3.2 - Barragem de cambambe. 73
Figura 3.3 - Vista da encosta da margem direita (fluxo para a
esquerda). 76
Figura 3.4 - Fratura de alívio aberta. 79
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Figura 3.5 - Principais lineamentos mapeados na área. 80


Figura 3.6 - Vista da área do emboque, com a falha 1 marcada. 80
Figura 3.7 - Vista da encosta da margem direita, na área afetada
pela falha 2 (fluxo para a esquerda). 81
Figura 3.8 - Calcario Poroso. 82
Figura 3.9 - Aspecto da encosta da margem direita, com os
negativos formados na encosta. 82
Figura 3.10 - Aspecto da encosta na área da central principal. 83
Figura 3.14 - Mapa geológico local – planta. 84
Figura 3.15 - Perfil geológico da margem direita. 85
Figura 3.16 - Perfil geológico do eixo da barragem. 86
Figura 3.17 - Perfil geológico da margem esquerda. 87
Figura 3.20 - Mapa da sismicidade de Angola de acordo com a
base de dados sismológica usada no estudo de ameaça sísmica. 93
Lista de Gráficos

Gráfico 4.1 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 1


Gráfico 4.2 - Pressão Efetiva x Lugeon -ensaio número 1 96
Gráfico 4.3 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 2.
Gráfico 4.4 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2. 97
Gráfico 4.5 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva- ensaio número 3
Gráfico 4.6 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio
número 3 98
Gráfico 4.7 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva ensaio número 4
Gráfico 4.8 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4 99
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Gráfico 4.9- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva ensaio número 1


Gráfico 4.10- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 1 100
Gráfico 4.11 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 2
Gráfico 4.12 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2 101
Gráfico 4.13 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 3
Gráfico 4.14 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio
número 3 102
Gráfico 4.15 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 4
Gráfico 4.16 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4 103
Gráfico 4.17- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 1Gráfico
4.18- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 1 104
Gráfico 4.19- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2
Gráfico 4.20 -Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 2 105
Gráfico 4.21- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 3.Gráfico
4.22- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 3. 106
Gráfico 4.23 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4.Gráfico
4.24 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 4 107
Gráfico 4.25 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 1.
Gráfico 4.26 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 1. 108
Gráfico 4.27 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 2
Gráfico 4.28- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2 108
Gráfico 4.29 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 3.
Gráfico 4.30- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 3. 109
Gráfico 4.31 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 4
Gráfico 4.32- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4. 109
Gráfico 4.33 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 5.
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Gráfico 4.34- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 5. 110


Gráfico 4.35 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 6.
Gráfico 4.36 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 6 110
Gráfico 37 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número
7.
Gráfico 38- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 7. 111
Gráfico 4.39 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número-8.
Gráfico 4.40 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 8. 112
Gráfico 4.41 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número-1.
Gráfico 4.42- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 1. 112
Gráfico 4.43 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 1.Gráfico 4.44- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número
1. 113
Gráfico 4.45 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número-2.
Gráfico 4.46- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2. 114
Gráfico 4.47 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 3.
Gráfico 4.48- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 3. 115
Gráfico 4.49 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 4.
Gráfico 4.50- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4. 116
Gráfico 4.51 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 5.
Gráfico 4.52 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 5. 117
Gráfico 4.53 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 6.
Gráfico 4.54 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 6. 117
Gráfico 4.55 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 7.
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Gráfico 4.56 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 7. 118


Gráfico 4.57 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 8.
Gráfico 4.58- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 8. 118
Gráfico 4.59 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 9.
Gráfico 4.60- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 9. 119
Gráfico 4.61- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número
10.
Gráfico 4.62 - Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 10. 119
Gráfico 4.63 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio
número 11.
Gráfico 4.64- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 11. 120
Lista de Tabelas

Tabela 1 - Magnitudes de pressão normalmente usada para cada


fase de ensaio. 37
Tabela 2 - Condições das descontinuidades do maciço rochoso
associadas a gamas de valores de absorção em Lu (adaptado de
Houlsby, 1976). 38
Tabela 3- Síntese da interpretação dos ensaios Lugeon
(modificado de Quiñones-Rozo, 2010) 41
Tabela 4- Equações mais frequentes no cálculo da
permeabilidade 48
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Tabela 5 - Dados básicos do projeto da hidrelétrica de Laúca –


Angola. 74
Tabela 6 - Dimensionamento das estruturas hidrelétrica de Laúca
– Angola. 75
Tabela 7 - Resultados dos ensaios em amostras de rochas. 90
Tabela 8 - Sondagens executadas. 91
Tabela 9 - Logs - Parâmetros de Classificação 91
Tabela 10 - Permeabilidade 92
Tabela 11 - Pontuação para definir Categorias de Risco de
Barragens de acordo com o Boletim 72 do ICOLD (1989),
USCOLD 1996. (Pontos entre parêntesis) 94
Tabela 12 - Categorização do risco ICOLD, Boletín 72 (1989),
USCOLD 1999. 94
Tabela 4-13– Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 1, SR 101. 96
Tabela 4.14 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 2, SR 101. 97
Tabela 4.15 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 3, SR 101. 98
Tabela 4.16 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 3, SR 101. 99
Tabela 4.17 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 1, SR 108. 100
Tabela 4.18 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 2, SR 108. 101
Tabela 4.19 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 3, SR 108. 102
Tabela 4.20 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação -
ensaio número 4, SR 108. 103
Tabela 21 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 101. 135
Tabela 22 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 10. 136
Tabela 23 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 101. 137
Tabela 24 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 101. 138
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Tabela 25 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 101. 139


Tabela 26 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 101. 140
Tabela 27 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 108. 141
Tabela 28 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 108. 142
Tabela 29 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 108. 143
Tabela 30 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 108. 144
Tabela 31- Ensaio de Perda d’água - ensaio número 5, SR 108. 145
Tabela 32 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 6, SR 108. 146
Tabela 33 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 108. 147
Tabela 34 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 108. 148
Tabela 35 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 109. 149
Tabela 36 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 109. 150
Tabela 37 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 110. 151
Tabela 38 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 110. 152
Tabela 39 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 110. 153
Tabela 40 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 110. 154
Tabela 41 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 5, SR 110. 155
Tabela 42 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 6, SR 110. 156
Tabela 43 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 110. 157
Tabela 44 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 110. 158
Tabela 45 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 104. 159
Tabela 46 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 104. 160
Tabela 47 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 104. 161
Tabela 48 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 104. 162
Tabela 49 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 5, SR 104. 163
Tabela 50 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 6, SR 104. 164
Tabela 51 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 104. 165
Tabela 52 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 104. 166
Tabela 53 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 9, SR 104. 167
Tabela 54 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 10, SR 104. 168
Tabela 55 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 11, SR 104. 169
Tabela 56 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 12, SR 104. 170
Tabela 57 - Tabela Ensaio de Perda d’água - ensaio número 13,
SR 104. 171
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Símbolos

V (m/s)- velocidade média do escoamento


Pmax (kgf / cm2) - pressão máxima
D (m) - profundidade
Q (l/min) - vazão
L – litro
P0 (kgf / cm2) - pressão padrão
P (kgf / cm2) - pressão de ensaio
Km (cm/s) - permeabilidade do maciço rochoso
Kf (cm/s) - permeabilidade da descontinuidade.
Kr (cm/s) - permeabilidade da matriz rochosa
𝑎(mm) - abertura das descontinuidades
b (mm) -espaçamento das descontinuidades
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g (m /s2)-aceleração da gravidade
v (m2/s)-viscosidade cinemática
Lm(m) - distância radial a partir da seção ensaiada correspondente a 100%
de perda de carga piezométrica
r (mm) - raio do furo
Hc - carga piezométrica no centro do trecho ensaiado
P.E(l/min/m/kgf/ cm2) - perda d’ água especifica
QE (l/min/m) - vazão especifica
CE(kgf / cm2) - pressão efetiva
F- função (diâmetro do furo e do comprimento (L) do trecho ensaiado)
H (m) - carga da coluna d’ água
Pm(kgf / cm2) - pressão manométrica
C (m) - comprimento da tubulação (utilizado no cáculo da perda de carga)
N(m) - profundidade do N.A
N’(m) - é altura do N.A em casos de artesianismo.
K - coeficiente de permeabilidade (cm/s)
Ht - carga hidráulica do techo em metro
Lt - comprimento do trecho em metro
1
INTRODUÇÃO

1.1
Problemática

Em fundações de barragens, um dos problemas mais frequentes é a


percolação pela fundação e pelas ombreiras. Normalmente a barragem está
apoiada sobre maciço rochoso e muitas vezes o projetista não tem como escolher
ou como substituir este material. No que diz respeito à fundação em rocha, a
principal preocupação costuma ser referente às fraturas da rocha, que podem
gerar: perdas d’água excessivas, subpressões elevadas e carreamento do solo pelas
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fraturas. São problemas que carecem de muita atenção e estudos pelos projetistas,
sendo que a investigação pode indicar alguma necessidade de tratamento
específico, tal como: Cortina de Injeçãoquepode ser executada em maciços
rochosos ou aluviões permeáveis. Nos maciços rochosos, a cortina é constituída
por uma ou mais linhas de furos, executados por meio de equipamento rotativo ou
roto-percussivo, que são preenchidos por injeção de calda, geralmente de cimento,
Além da cortina de injeção, existem outras formas de tratamento, tais como:
trincheira de vedação ou “cut-off”, tapete Impermeável e paredes Diafragma,
conforme será apresentado no capitulo 2.

Contudo, no caso do tratamento por injeções, algumas questões devem


ser consideradas, tais como: 1) que níveis e critérios de pressões devem ser
adotados nos ensaios, no maciço rochoso de modo a não provocar ruptura
hidráulica?

2) sabendo-se que a permeabilidade é o critério mais apropriado para ser


levado em consideração no tratamento da fundação de barragem, como a
interpretação ou caracterização desse parâmetro pode levar a uma necessidade de
tomar decisões exigindo o tratamento, ou nenhuma intervenção no maciço
rochoso?
23

1.2
Justificativa

Este tema é de interesse acadêmico e prático, pois visa a contribuir para um


melhor entendimento sobre os procedimentos utilizados na prática da engenharia
de barragens. No caso de barragens de concreto que trabalham por gravidade,
normalmente as suas fundações são apoiadas sobre um maciço rochoso com
fraturas e descontinuidades. Neste caso é de interesse do projeto determinar as
características do fluxo através das fraturas. Essa percolação, condicionada através
de caminhos preferenciais, pode gerar sub–pressões ou perdas d’água excessivas
que podem causar acidentes ou mesmo inviabilizar o projeto da barragem.
Neste caso, o programa de investigação geotécnica deverá ser constituído de
ensaios de perda d’água com o objetivo de determinar as condições de
estanqueidade nas fundações e nas ombreiras.
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1.3
Objetivos

1.3.1
Objetivo geral

Avaliar as condições de estanqueidade das Fundações e ombreiras do


aproveitamento hidrelétrico de Laúca – Angola.

1.3.2
Objetivos específicos

Avaliar as condições de percolação, do maciço rochoso e sua condição de


injetabilidade nas Fundações do Aproveitamento Hidrelétrico de Laúca – Angola;
interpretar os resultados dos ensaios realizados no maciço rochoso das fundações
e ombreiras do Aproveitamento Hidrelétrico de Laúca – Angola.
24

1.4
Organização da dissertação

A presente dissertação é constituída por cinco capítulos distintos. O capítulo


1 - presente capítulo - expõe o trabalho de uma forma geral, apresentando a
problemática, o objetivo geral e os objetivos específicos.
O capítulo 2 apresenta uma breve revisão bibliográfica sobre o assunto em
desenvolvimento nesta dissertação, desde o tratamento das fundações e sua
importância, tipo de material usado nas construções das barragens, aspectos sobre
hidrogeologia, estudos geotécnicos, problemas geotécnicos, classificação
geomecânica nas fundações de barragens, ensaio de perda d’água sob pressão.
Apresentam-se também o método e a interpretação do ensaio de Lugeon,
desenvolvido pelo Eng. Maurice Lugeon e a determinação da permeabilidade em
maciços rochosos.
No capítulo 3, apresentam-se o estudo de caso da barragem de Laúca, desde
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a caracterização da obra, ensaios de perda d’água, alguns parâmetros que nos


norteiam sobre a percolação, permeabilidade, logs-parâmetros de classificação,
tipos de escoamentos ou fluxo às sondagens executadas.
No capítulo 4, apresentam-se os gráficos, que a partir dos mesmos se
determinam o regime de escoamento, o modelo de fraturamento, tipo de
preenchimento do recheio nas fraturas análise e interpretação dos resultados. E no
capítulo 5, de forma sucinta, apresentam-se as conclusões dos estudos feitos nesta
dissertação.
2
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1
Tratamento de Fundações de Barragens

Segundo Hsu, Re & Ono (1970), a permeabilidade é uma das características


mais importantes do maciço nas fundações de barragens. Alguns materiais que
apresentam altas permeabilidades e baixa resistência, estes são normalmente
removidos. Mas, quando as características como a resistência e deformabilidade
são aceitáveis e a permeabilidade do maciço apresenta-se muito alta, torna-se
necessário um tratamento da fundação com sistemas de vedação ou
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impermeabilização.
Gaioto (2003) apresenta as definições dos principais sistemas de tratamento
de fundação já utilizados no Brasil:
Trincheira de vedação ou “cut-off”: requer a escavação dos materiais sob
a base do núcleo, em barragens de terra. A substituição do material escavado é
feita por aterro compactado nas mesmas condições do núcleo. É uma das soluções
mais efetivas quando intercepta integralmente a feição permeável onde se deseja
interromper o fluxo;
Parede Diafragma: pode ser rígidas, plásticas, colunas injetadas, colunas
secantes de concreto, etc. Construídas sob a zona do núcleo das barragens. São
utilizadas em formações arenosas e em cascalho;
Tapete Impermeável: construído a montante, conectado à seção
impermeável da barragem, combinação com sistema de drenagem a jusante. Seu
objetivo é reduzir o gradientehidráulico através da fundação, pelo acréscimo do
caminho de percolação sob a barragem;
Cortina de Injeção: pode ser executada em maciços rochosos ou aluviões
permeáveis. Nos maciços rochosos, a cortina é constituída por uma ou mais linhas
de furos, executados por meio de equipamento rotativo ou roto-percussivo, que
são preenchidos por injeção de calda geralmente de cimento.
26

2.2
Tipos de barragens

Existem diversos tipos de barragens, alguns exemplos estão apresentados


abaixo:

 Terra
 Homogênea;
 Zonada;
 Aterro Hidráulico.
 Enrocamento
 Gravidade;
 Gravidade aliviada;
 Contrafortes;
 Arco;
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 Madeira;
 Gabiões;
 CCR – Concreto Rolado Compactado.

2.3
Concreto Compactado a Rolo

Em Andriolo (2008), a Metodologia de Construção do CCR (Concreto


Compactado com Rolo) começou a se estabelecer no Brasil há mais de 36 anos.
Devido aos distintos aspectos territoriais e dificuldades, particularidades técnicas
e de construção-produção foram incorporadas e exportadas.
Barragem Capanda (Angola): a cooperação do Dr. Eng. Albert Ossipov,
do Scientific Research Centre Hydroproject Instituto de Moscow, induziu
aprofundar estudos com intuito de caracterizar a atividade do pó de pedra, na
fixação do hidróxido de cálcio, liberado na hidratação do cimento. Ação análoga a
da atividade com cal, para materiais pozolânicos. Daí decorreu a implantação da
metodologia de fixação de cal em areias em alguns Laboratórios no Brasil.

A seguir, são apresentados alguns aspectos sobre o CCR, desde a definição,


evolução, razões de emprego a aplicações definidas porAndriolo (1989).
27

2.3.1
Definição

O desenvolvimento do concreto compactado com rolo (CCR) é resultado da


necessidade de se projetar barragens de concreto que pudessem ser construídas de
maneira mais rápida e econômica, em relação àquelas em que se empregam os
métodos construtivos convencionais.

2.3.2
Evolução

O conceito do concreto compactado com rolo provavelmente teve um


grande impulso nas conferências de Asilomar, Califórnia – E.U.A. –, em março de
1970. Nessas conferências, foram apresentados trabalhos comentando a aplicação
de equipamentos de construção de maciços de terra e rocha para construção de
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maciços de concreto.

2.3.3
Razões de Emprego

A partir do início da década de 80, o concreto compactado com rolo causou


um grande impacto no planejamento, projeto e construção de barragens, pela
comprovação, na prática, de que seu emprego é uma alternativa rápida, econômica
e tecnicamente adequada à construção e à reabilitação de barragens. A maior
vantagem do concreto compactado com rolo (CCR) sobre os outros tipos de
barragens é a redução do custo e do tempo de construção.

2.3.4
Aplicações

O concreto compactado com rolo (CCR) pode ser aplicado a barragens de


qualquer tamanho e para qualquer função. Pode ser empregado, essencialmente,
como substituto do concreto convencional.
O concreto compactado com rolo (CCR) pode ser considerado, em qualquer
área de aplicação onde o concreto de resistência seca possa ser transportado,
28

lançado e compactado, utilizando-se equipamentos usuais em obras de terra e


enrocamento.

2.4
Hidrologia e Estudos de Hidrogeologia

Hidrologia é a área da engenharia que lida com água sobre e sob a terra.
Para barragens, hidrologia trata de estimar magnitudes de cheias como resultado
da precipitação.
A análise da avaliação da vazão, o volume e a distribuição do tempo de
fluxo são fundamentais para o projeto da barragem.
O hidrólogo estima o tamanho da cheia do projeto, estudando os registros de
chuvas passadas da área.

2.4.1
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Aspectos hidrogeológicos

O perfeito entendimento do condicionamento estrutural de uma determinada


região é fundamental para determinação das estruturas aqüíferas. Um fator
importante, responsável pela maior ou menor capacidade de armazenamento e
transmissão da água subterrânea está diretamente relacionado à existência de
sistemas de falha, juntas e fraturas nas rochas e igualmente às suas respectivas
interconectividades.

2.5
Geologia e Estudos geotécnicos

Conforme Medeiros (2009), investigações geológicas e geotécnicas


executadas no local têm como objetivo fornecer informações para o projetista, a
fim de projetar uma barragem segura e ser capaz de estimar o custo de construção.
O estudo geológico e geotécnico tem como objetivo fornecer as informações
sobre:
 As propriedades de engenharia (resistência, deformabilidade e
durabilidade) da fundação da barragem;
 A estanqueidade da fundação da barragem e do reservatório;
 A necessidade do tipo de tratamento da fundação;
29

 O tipo e a qualidade dos materiais de construção;


 A profundidade da camada de cobertura, que deve ser removida;
 Os materiais de fundação e sua extensão;
 Estrutura geológica da fundação (juntas, falhas, dobras, nível de água,
rochas solúveis);
 Permeabilidade da fundação e áreas de empréstimo;
 Disponibilidade de materiais de construção no local ou nas proximidades;
 Condições Sismológicas;
 As condições do solo.

2.5.1
Definição geológica

Segundo Ajalloeian (et al., 2012), fatores geológicos desempenham um


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papel importante na concepção e construção de uma barragem. As informações


geológicas são de natureza qualitativa e as geotécnicas quantitativas. Não só
controlam as formações das estruturas, mas também governam o material
disponível para a construção.

2.5.2
Mapa geológico

É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas


geológicas como fraturas, falhas, dobras, posição das camadas existentes numa
determinada área ou grupo de tipos de rochas. Nunca é demais insistir na
importância dos elementos estruturais numa obra de engenharia.

2.6
Investigação Geologica

Um Plano de investigações é um conjunto de métodos de investigação


aplicado a um local para o conhecimento das unidades geológicas. A investigação
geológica tem como objetivo delimitar especificamente algumas unidades
geológicas e determinar suas características e propriedades geomecânicas através
de um plano de estudo específico.
30

Devido a incertezas na condição geológica, sugere-se que se estabeleça um


modelo de engenharia local que considera todas as possíveis características
geológicas do local para melhorar a compreensão da geologia durante a
investigação e construção. Uma melhor compreensão da geologia da área leva às
melhores decisões, mais conscientes e corretas.

2.6.1
Rocha - descontinuidades

Segundo ABGE (1985), as principais descontinuidades do maciço rochoso


são:

 Estratificação: estrutura produzida pela deposição de sedimentos em


laminas, estratos, lentes e outras unidades essencialmente tabulares;
 Xistosidade: tipo de foliação que ocorre em rochas metamórficas de
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granulação mais grossa, geralmente resultante de arranjo paralelo de


elipsóides e minerais placóides e;
 Junta: representa a quebra da origem geológica na continuidade de um
corpo de rocha, ao longo do qual não houve nenhum deslocamento
visível;
 Fratura: quebra em rocha resultante de intenso dobramento. É uma
descontinuidade do maciço rochoso.

2.6.2
Qualidade da massa rochosa

A classificação geomecânica é baseada no princípio da atribuição de pesos


aos seis parâmetros que Bieniawski considerou contribuírem mais
significativamente para o comportamento dos maciços rochosos, tendo em
atenção especial o caso das obras subterrâneas. O somatório dos pesos atribuídos a
cada um destes parâmetros constitui um índice, usualmente designado por RMR,
ao qual corresponde uma das cinco classes de qualidade de maciços, consideradas
pelo autor, Cervantes (2011).
31

Segundo Bieniawski (1989), a avaliação da qualidade do maciço rochoso


envolve a aplicação de um sistema de classificação adequado a um maciço
rochoso produzindo um termo ou valor dependente da qualidade. Este termo ou
valor permite que os técnicos da barragem obtenham uma breve compreensão
rápida do maciço rochoso para tratá-lo de forma adequada.
A aplicação da RMR- qualidade do maciço rochoso - e do GSI - índice de
resistência geológica do maciço rochoso - (Bieniawski 1989), os índices ou
parâmetros de entrada utilizados na obtenção do RMR são os seguintes:

 Resistência à compressão uniaxial de material rochoso;


 Designação de qualidade da rocha;
 Espaçamento das descontinuidades;
 Condição de descontinuidades;
 Condições da água subterrânea;
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 Orientação de descontinuidades.

2.7
Problemas geotécnicos das fundações de uma barragem

O local de obras corresponde a toda a área necessária à perfeita


caracterização do arranjo de obras em um projeto de barragem. Inclui assim, a
obra relacionada com o barramento propriamente dito e todas as obras
complementares como o vertedouro, canais de adução, obras subterrâneas,
ensecadeiras, acessos, área de acampamento e canteiro de obras. No presente item,
a ênfase será dada a aspectos ligados à fundação de barragem (Costa, 2012).

2.7.1
Caracterização geológica das fundações

Como fundação será considerada todo embasamento geológico existente no


local onde será assentada a barragem ou suas obras complementares (vertedouro,
canais, tubulações para adução, usina etc.). Todavia, deve – se sempre levar em
conta que o objetivo final é chegar ao modelo geomecânico das fundações, que
retratará a definitiva relação entre os condicionantes geológicos, morfológicos e
hidrogeológicos com as características das obras a projetar (Costa, 2012).
32

2.7.2
Caracterização

A caracterização corresponde à etapa mais importante do processo de


investigação, pois, nessa etapa, deverão ser identificados os parâmetros que
permitam distinguir os diferentes materiais envolvidos em uma fundação. Através
do programa de investigações, devem ser obtidas, as seguintes informações
(Costa, 2012):

Geologia
Materiais não coesivos: composição granulométrica, coloração, grau de
compacidade e consistência;
Materiais coesivos: tipo de litológico, composição mineralógica, estruturas,
estágios de alteração, estados de consistência e características dos planos de
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descontinuidade

Geotecnia
Materiais não coesivos: resistência à compressão, permeabilidade e
resistência ao cisalhamento;
Materiais coesivos: caracterização hidrogeotécnica e geomecânica do
maciço rochoso.

A percolação através das fundações admite duas grandes divisões, em


função das características dessa fundação: percolação em meios porosos e
percolação em meios fissurados.

2.7.3
Percolação em meios porosos

Os meios porosos em geologia são aqueles constituídos por maciços


altamente fraturados ou por rochas sedimentares granulares não cimentadas, como
conglomerado, arenito, etc. Nesses meios, embora possam ocorrer anisotropias no
parâmetro da permeabilidade, segundo a horizontal e a vertical, existem maiores
aproximações com a homogeneidade do meio e, para efeitos de percolação, este
33

pode ser considerado homogêneo. Assim, é possível não apenas determinar a


permeabilidade média desse meio, mas também estimar o fluxo de água que
poderá passar num determinado tempo (Costa, 2012).

2.7.4
Percolação em meio fraturado

Os fenômenos de percolação nos maciços rochosos são caracterizados por


resultantes de uma ou mais orientações privilegiadas do fluxo das águas
percoladas através das fissuras. A orientação desses planos de anisotropia nunca é
arbitrária ou aleatória, mais obedece a padrões rigidamente controlados pela
gênese geológica. Em função dessa gênese, tais planos podem ser agrupados em
uma ou mais famílias de fissuras planas paralelas (Costa, 2012).
O importante é definir o significado da permeabilidade e identificar as
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famílias de fissuras que realmente sejam mais significativas para a estanqueidade


de uma fundação de barragem.

O escoamento por uma fissura obedece à lei de Darcy, definida por:

V= k. A. i Equação 2.1

Onde: V é a velocidade, A é a área e i é o gradiente hidráulico.

2.8
Classificação geomecânica das fundações de uma barragem

2.8.1
Critério de classificação

Em qualquer barragem a projetar, independentemente do seu tipo, porte,


objetivo, condição topográfica e natureza geológica, a fundação deverá ser
caracterizada e classificada em função de suas propriedades geomecânicas e
hidrogeológicas.
No caso dos maciços rochosos, a qualificação das fundações das barragens
deverá ser abordada em função da natureza do meio rochoso.
34

2.8.2
Estanqueidade

Conforme Costa (2012), a propriedade de estanqueidade de uma fundação


de barragem relaciona-se com o impedimento da percolação da água através dela.
Evidentemente, não se pode esperar que uma fundação seja totalmente estanque,
pois os custos para tornar o maciço rochoso impermeável seriam incompatíveis
com os efeitos esperados para tal estanqueidade. Assim, busca-se, na
estanqueidade parcial da barragem, reduzir a percolação a níveis aceitáveis em
função da segurança da obra e do objetivo para a qual foi projetada.

A permeabilidade, que reflete a quantidade de água de tempo que passa em


um metro linear desses planos de descontinuidade por unidade de pressão
hidráulica, é o parâmetro que mede a permeabilidade do maciço rochoso
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fraturado.

Costa (2012), no caso de barragens, a percolação da água armazenada pode


ocorrer através do corpo da barragem ou pelas suas fundações. Assim considera-
se uma barragem estanque quando não ocorre percolação significativa de água de
montante para jusante, quer pelo seu corpo, quer pela sua fundação.
A percolação além desses níveis será considerada excessiva e pode ser
responsável por um ou mais dos seguintes prejuízos da obra:

 Erosão interna da barragem ou fundações, levando à ruptura da obra;


 Fugas excessivas da água do reservatório, que comprometem o volume
armazenado em barragens para abastecimento, ou altura do nível do
reservatório, para hidrelétricas e barragens de lazer;
 Subpressões elevadas na base da barragem, comprometendo a estabilidade
da obra, no caso de barragem de concreto.
35

2.9 Ensaio de Lugeon

O ensaio de Lugeon é um ensaio in situ realizado a partir de uma sondagem


mecânica, que tem como objetivo encontrar um valor da permeabilidade (K) (que
seja representativa), cujo cálculo é diferenciado para trechos ensaiados acima ou
abaixo do nível d’água. Utilizado para avaliar a necessidade de tratamento ou
injeções nas fundações de barragens onde a fraturação e a permeabilidade dos
maciços podem constituir fator de risco.

O ensaio de perda d'água sob pressão no maciço rochoso tem os seguintes


objetivos:

 Determinar um valor representativo da permeabilidade no maciço


rochoso;


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Avaliar a necessidade, ou não, de intervenção no maciço rochoso e,


caso necessário, determinar o tipo e a quantidade de calda de
cimento e a utilizar para o efeito;

 Medir o grau de fraturamento, determinar o regime de escoamento e


o comportamento dos recheios nas fraturas.

2.9.1
Descrição

Para Quiñones-Rozo (2010), o ensaio de Lugeon é amplamente utilizado


para estimar a permeabilidade média da massa rochosa. Métodos de interpretação,
atualmente disponíveis na literatura, foram desenvolvidos em uma altura em que
as medições foram feitas de forma análoga e os dados foram subsequentemente
registrados à mão em vez de grandes intervalos de tempo. A tecnologia atual
permite medição e gravação digital de dados em tempo real, concedendo-nos,
assim, uma oportunidade para atualizar os procedimentos de interpretação para os
ensaios de Lugeon.
Enquanto que em solos a permeabilidade é principalmente controlada pelo
tamanho, forma e disposição dos seus vazios (Terzaghi, 1996), em maciços
36

rochosos, a condutividade depende da abertura, espaçamento e preenchimento de


suas descontinuidades (Goodman, 1980).
O ensaio in-situ mais utilizado para estimar a permeabilidade de maciços
rochosos é o ensaio de Lugeon, que deriva seu nome de Maurice Lugeon (1933).
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Figura 2-1 - Esquematização do ensaio tipo Lugeon com obturador duplo (Quiñones-Rozo, 2010).

2.9.2 Metodologia

Antes do início do ensaio uma pressão máxima (PMAX) é definida. PMAX


é escolhida de tal modo que não exceda a tensão confinante (σ3) esperada na
profundidade em que o ensaio será realizado, evitando assim o desenvolvimento
de um fraturamento hidráulico. Como uma regra geral, PMAX é geralmente
estabelecido usando a equação 2.2, em que D é a profundidade, no caso de uma
perfuração vertical.

22,8𝑘𝑝𝑎
PMAX= D ∗ Equação 2.2
m

Onde: D é a profundidade em metros


37

O ensaio é realizado em cinco etapas e tem duração de 10 minutos em cada


estágio. Uma única etapa consiste em manter uma pressão de água constante no
intervalo de ensaio durante 10 minutos através do bombeamento da quantidade de
água necessária. A primeira fase é realizada a uma pressão baixa de água,
aumentando a pressão em cada uma das fases subseqüentes até atingir PMAX.
Uma vez PMAX é atingido, as pressões são diminuídas seguindo as mesmas
etapas de pressões utilizadas no caminho para cima, descrevendo assim um
"circuito de pressão". A tabela 2.1 mostra a magnitude da pressão normalmente
utilizada durante as cinco fases do ensaio.

Tabela 1 - Magnitudes de pressão normalmente usada para cada fase de ensaio. Fonte: Quiñones-Rozo,
2010.
Estágios do ensaio Descrição Patamar de pressão
1º Baixa 0.50. PMAX
2º Média 0.75. PMAX
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3º Alta PMAX
4º Média 0.75. PMAX
5º Baixa 0.50. PMAX

A permeabilidade é expressa em termos do valor Lugeon, que é


empiricamente definida como a permeabilidade necessária para alcançar uma taxa
de fluxo de 1 litro / minuto por metro de intervalo de teste sob uma pressão de
água de referência igual a 1MPa.
Depois de realizado os ensaios, um único valor de Lugeon é calculado para
cada uma das cinco etapas usando a equação 2.3

𝑄 Po
1 Lugeon = (litros/metros/minutos) 𝐿 ∗ Equação 2.3
P

Onde: Q é a vazão, L é litro, P0 é a pressão padrão e P é a pressão atual

Tendo calculado os cinco valores de Lugeon, são inspecionados,


comparados e uma decisão apropriada pode, então, ser tomada a respeito de qual
dos cinco valores é aceitável como a permeabilidade (k) representativa a partir dos
ensaios.
38

Sob condições ideais, isto é, homogênea e isotrópica, um Lugeon é


equivalente a 1,3 x 10-5 cm/s (Fell et al., 2005). A Tabela 22 descreve as
condições tipicamente associadas a diferentes valores Lugeon, bem como a
precisão típica usada para comunicar estes valores.

Tabela 2 - Condições das descontinuidades do maciço rochoso associadas a gamas de valores de


absorção em Lu (adaptado de Houlsby, 1976).
Intervalo de Permeabilidade Condições das Precisão nos
Lugeon Classificação (cm/s) descontinuidades resultados (Lu)
˂1 Muito Baixa ˂ 1 x 10-5 Muito fechadas ˂1
-5 -5
1-5 Baixa ˂1 x 10 - 6x10 Fechadas ±0
5 - 15 Moderada 6 x 10-5 - 2 x 10-4 Parcialmente aberta ±1
-4 -4
15 - 50 Média 2 x 10 - 6 x 10 Algumas aberturas ±5
-4 -3
50 -100 Alta 6 x 10 - 1 x 10 Muitas Aberturas ±10
˃100 Muito Alta ˃ 1 x 10-3 Abertas e pouco ˃ 100
espaçadas ou com
vazios
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2.9.2.1
Explicação do cálculo

Houlsby (1976), baseado no trabalho de Lugeon (1933), menciona que, no


seu ensaio padrão, é especificada uma pressão de 10 bar (150 psi; 1.000 kpa). O
de ensaio "modificado" geralmente utiliza pressões mais baixas do que esta, por
que:

(i) Uma gama de pressões, ao invés de uma única pressão, é desejável, tal
como discutido no presente documento.

(ii) A utilização de uma pressão tão alta quanto 10 bar nem sempre é
aconselhável, principalmente em profundidades rasas nas rochas mais
fracas.

(iii) Os resultados satisfatórios podem ser facilmente obtidos com as


pressões mais baixas. Quando se utiliza o de ensaio "modificado", é
necessário converter os resultados para os valores que teriam sido,
supostamente, obtidos se a pressão de "definição" (10 bar) tivesse sido
utilizada. Valores Lugeon então resultam desta conversão.
39

A equação 2.3 realiza esta conversão. No entanto, presume proporção direta


ao relacionar as pressões, esta presunção só é válida se o fluxo através de juntas
abertas é laminar. Deste modo, quando os valores de Lugeon, são
significativamente, diferentes resultar do cálculo efetuado para as cinco séries de
ensaios, torna-se imediatamente evidente que o fluxo não é laminar, ou seja, que
qualquer outro fator está a exercer uma influência.

2.9.3
Interpretação

Segundo Houlsby (1976), o método e as interpretações aqui apresentados


têm evoluído como resultado de várias dificuldades e complicações. Esta evolução
acredita-se ter sido geralmente e concomitante ao desenvolvimento
correspondente aos métodos semelhantes de outras pessoas neste campo, devido a
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poucas informações encontradas na imprensa técnica. O método, como descrito


aqui, atingiu o seu estado atual de desenvolvimento em 1970 e, desde então, tem
sido amplamente usado em um número de locais para barragens no trabalho de
investigação preliminar para projetos de cortinas de injeção.

Conforme a tabela 2.3, prática atual de interpretação do ensaio de Lugeon é


derivada principalmente do trabalho realizado por Houlsby (1976). Em sua obra,
voltada para o estabelecimento de requisitos de cimentação, Houlsby (1990)
propôs que os valores das permeabilidades representativas devem ser selecionados
com base no comportamento observado nos valores Lugeon computados para os
diferentes estágios de pressão.

Houlsby (1976) classificou o comportamento típico observado na prática,


em cinco grupos diferentes, como se segue:

Fluxo Laminar: a permeabilidade do maciço rochoso é independente da


pressão da água empregada. Este comportamento é característico de maciços
rochosos, observando uma permeabilidade baixa, onde as velocidades do
escoamento são relativamente pequenas (ou seja, menos de quatro Lugeon);
40

Turbulento: a permeabilidade do maciço rochoso diminui à medida que a


pressão da água aumenta;
Dilatação: condutividades hidráulicas semelhantes são observadas em
baixas e médias pressões, no entanto, um valor maior é constituído à pressão
máxima. Este comportamento que é, por vezes, também observado sob
pressões médias, ocorre quando a pressão de água aplicada é maior do que a
tensão principal de mínima da massa de rocha, causando, assim, uma
dilatância temporária das fissuras do maciço. Dilatância provoca um
aumento na área da secção transversal disponível para o fluxo de água, e,
assim, aumenta a permeabilidade;
Lavagem: a permeabilidade aumenta com os recursos de ensaio,
independentemente das mudanças observadas na pressão da água. Este
comportamento indica que a infiltração induz dano permanente e
irrecuperável no maciço rochoso, geralmente devido a preenchimentos e
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movimentos da rocha;
Preenchimento Vazio: a permeabilidade diminui com o produto do ensaio,
independentemente das mudanças observadas na pressão da água. Este
comportamento indica que:

(1) água enche progressivamente / descontinuidades não persistentes


isoladas;
(2) inchaço ocorre nas descontinuidades;

(3) finos fluem lentamente em descontinuidades acumuladas, uma


camada de que lhes entope.
41

Tabela 3- Síntese da interpretação dos ensaios Lugeon (modificado de Quiñones-Rozo, 2010).


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2.9.4
Limitações do ensaioLugeon

Uma das principais desvantagens do ensaio de Lugeon é que apenas um


volume limitado de rocha em torno do furo é afectada por meio do ensaio.
Estimou-se que o efeito do ensaio de Lugeon, comum comprimento de
intervalo de ensaiode3,00 m,é restrito a um raio aproximadamente de 30 metros
ao redor do furo, segundo Quiñones-Rozo (2010), baseado no trabalho de Bliss &
Rushton (1984). Isto sugere que o valor da permeabilidade estimada a partir deste
teste é apenas representante de um cilindro de rocha delimitado pela duração do
intervalo do ensaioeo raio do acima.

Segundo Quiñones-Rozo (2010), baseado no trabalho de Hoek & Bray


(1974), menciona que muitas das teorias matemáticas disponíveis na literatura têm
42

ido além dos limites da aplicação prática. Na maioria dos casos práticos, os
pressupostos utilizados pelos métodos analíticos não correspondem a real
condição do maciço rochoso a ser estudado, os parâmetros necessários nessas
equações não podem ser estimado ou quantificado. Devido a estas limitações,
recomenda-se evitar o excesso de confiança em tais métodos analíticos e limitar
seu uso para realizar análise de sensibilidade que pode ser usado para avaliar a
validade dos resultados obtidos a partir equação 2.3.

2.9.5
A Unidade Lugeon(U.L)

A unidade Lugeon de permeabilidade é a unidade mais popular e relevante


para fins de determinação de tratamento “grouting” em fundações.
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2.9.6
Definição da unidade Lugeon

Em termos de unidades de permeabilidade do tipo "velocidade", as relações


são calculadas muito aproximadas.

• 1 (uma) unidade Lugeon = 0.003279648 / ano, que é de aproximadamente


1,3 x 10- 5 centímetros / segundo.

Para dar senso de proporção para a unidade:


•1 Lugeon indica uma estanqueidade do maciço, no qual o tratamento por
injeção é desnecessário.
• 10 Lugeon caracterizam maciços fortemente interconectados, indica uma
estanqueidade do maciço, a qual é necessária alguma intervenção para o
tratamento por injeção para a maioria dos trabalhos de redução de infiltração.
• 100 Lugeon indicam uma estanqueidade do maciço, onde se reuniram
locais fortemente articulados com juntas relativamente abertas ou fundações
pouco fissuradas as quais as articulações são muito abertas. Exige um programa
específico de tratamento nas fundações por injeção ou qualquer outro método, etc.
43

2.9.7 Testes em Outras pressões

A maioria dos ensaios é feita sob condições diferentes. O comprimento do


furo é testado geralmente superior a 1 metro e a pressão de definição é
frequentemente demasiado alta para usar com segurança em bases fracas de rocha
propensas a se mover. Ajustes de compensação são, portanto, feitos para devida
correção. A fórmula é:

Unidades Lugeon = litros / metro / minuto x 10,2 (kgf/cm2) / pressão real


(kgf/cm2)

2.10
Permeabilidade em Maciços Rochosos

2.10.1
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Ensaio de Perda d´água Sob Pressão

Segundo Andrade (1982), o ensaio surgiu da necessidade de determinação


da permeabilidade de maciços rochosos de fundações de barragens. Esta medida
tornava-se importante para se estudar o problema de percolação e possível
tratamento de impermeabilização a fim de evitar perdas d´água excessivas.
O ensaio consiste na injeção de água sob pressão em um trecho do furo de
sondagem, selado por um ou mais obturadores, conforme a figura 2.2, e a medida
da quantidade de água que se infiltra no maciço durante certo tempo, sob uma
dada pressão (Oliveira etal., 1975).
44
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Figura 2-2 - Ensaio de perda d'água (Zeigler, 1976).

Conforme Corrêa Filho (1985), o ensaio de perda d´água sob pressão, como
é denominado no Brasil, tem sua derivação do ensaio de Maurice Lugeon, embora
não seja realizado da forma que foi proposta inicialmente. Sua realização
normalmente é feita em maciços rochosos, através de furos de sondagens.
Originalmente, o ensaio consistia em medir a vazão d´água penetrante no
maciço sob pressão de 1MPa (10kgf/cm2), a qual deveria ser aplicada em todos os
trechos ensaiados, qualquer que fosse a sua profundidade. A unidade de Lugeon
corresponde à vazão de 1 litro por minuto por metro, num ensaio em que a pressão
de injeção d´água se mantém a (10kgf/cm2) durante 10 minutos. Equivalente a
uma perda d´água especifica de 1,0 l/m. min.10atm.

2.10.2
Comportamento do Maciço Rochoso e Coeficiente de Permeabilidade
(K)

Segundo Louis (1974), para se caracterizar a permeabilidade de um


maciço rochoso, a seguinte equação no modelo ortogonal clássico (Figura 2.3)
proposto por Snow (1966) pode ser utilizada:
𝑎
Km = 𝑏 𝐾𝑓 + 𝐾𝑟 Equação 2.4

Onde: (Km) é a permeabilidade do maciço rochoso; (a) é abertura das


descontinuidades; (b) é espaçamento das descontinuidades; (Kr) é permeabilidade
da matriz rochosa e (kf) é permeabilidade da descontinuidade.

Sendo:

Kf = 𝑔. 𝑎 2/12. 𝑣 Equação 2.5

Onde: 𝑔 é a aceleração da gravidade, e 𝑣 é viscosidade cinemática da água


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Figura 2-3 - Parâmetros de análise de um meio fraturado (LOUIS, 1974).

Existem várias maneiras e fórmulas para se determinar o coeficiente de


permeabilidade de um maciço após a realização de um ensaio de perda d´água.
Normalmente, quando é um único furo os métodos assumem as hipóteses de um
meio homogêneo, isotrópico e poroso. O cálculo pode ser realizado considerando
o fluxo através das fraturas como laminar ou turbulento, dependendo das
condições do maciço.

Para Hsieh (et al.,1983), os modelos mais frequentemente adotados para o


fluxo do trecho ensaiado são oradial e o esferoidal, ou elipsoidal. No caso radial, o
fluxo é tido como perpendicular e radialmente simétrico ao eixo do furo; e
confinado por limites impermeáveis acima e abaixo do intervalo ensaiado,
conforme a Figura 2.4.a. As superfícies equipotenciais resultantes são cilindros
concêntricos de altura igual à do trecho do ensaio. No caso esferoidal, assume-se
46

um fluxo uniforme a partir da linha de alimentação. Localizada no eixo do


intervalo do ensaio conforme mostra a Figura 2.4.b. as equipotenciais resultam em
elipsoídes com focos no final do eixo (ou elipses, no caso elipsoidal).
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(a) (b)
Figura 2-4 - Modelos de fluxos considerados na análise de ensaios de furo único (Hsieh; Neuman;
Simpson, 1983).

De acordo com Oliveira (et al., 1975), em estudos aprofundados,


apresentaram 4 casos esperados teoricamente de como seria o comportamento do
maciço conforme a Figura 2.5. Para os autores, a condição necessária para o
cálculo do coeficiente de permeabilidade é a existência de um regime laminar sem
alteração das condições física das fissuras e, para os demais casos, os autores
sugerem a adoção do primeiro estágio de pressão. O método de determinação do
coeficiente de permeabilidade utilizado no Brasil considera as condições de fluxo
laminar e o caso L1 conforme a Figura 2.5.
47
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Figura 2-5 - Casos teóricos esperados de comportamento do trecho ensaiado (Oliveira et al., 1975).

Zeigler (1976) apresentou as equações frequentemente utilizadas para o


cálculo do coeficiente de permeabilidade. Em todos os casos, o cálculo tem a
premissa básica baseada nas hipóteses de um fluxo laminar e de uma seção de
ensaio vertical em um meio poroso homogêneo e isotrópico, conforme a

Tabela 4.
48

Tabela 4- Equações mais frequentes no cálculo da permeabilidade (Zeigler, 1976)


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Na Tabela 2.4 os índices são definidos como: Hc é acargapiezométrica no


centro do trecho ensaiado (L); r é o Raio do furo (L) e R é o raio de influência do
ensaio (L), distância radial a partir da seção ensaiada correspondente a 100% de
perda de carga piezométrica.
As equações 2.7a, 2.8a e 2.8b são normalmente usadas pelo U.S. Army
Corps of Engineers e pelo U.S. Bureau of Reclamation. Estas equações assumem
um modelo de fluxo elipsoidal e são essencialmente equivalentes. A equação 2.7b
considera um modelo de fluxo radial. A equação 2.9 é utilizada pela hydro-
electricAuthority, na Australia, e baseia-se em fluxo radial ocorrendo próximo ao
furo, tornando-se esférico a uma distância L/2.
Levis (2006), baseado no trabalho de Zeigler (1976), aponta a equação de
Sharp (1970) em seu trabalho. de Sharp (1970). Esse autor considera que o fluxo
em um trecho de furo é, em geral, hemisférico nos extremos superior, radial,
próximo e ao longo da seção de ensaio e esférico a uma grande distância do furo.
Com isso, a equação modificada da equação 2.7b, considera somente a porção que
flui radialmente à seção ensaiada:
49

Onde: Fc é o fator de correção indicado à porção radial total de fluxo a uma


distância R´ da seção ensaiada e R´ é adistância radial a partir da seção ensaiada,
correspondente a 80% da perda de carga piezométrica (L).
Como todas as equações apresentadas por (Zeigler, 1976) são no formato:

Q
𝐾 = h.H𝑐 𝐶 Equação 2.11

Pode ser feito um gráfico comparativo das permeabilidades encontradas


para as fórmulas 2.7a a 2.9, conforme aFigura 2-6.
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Figura 2-6 - Comparação das formulas de permeabilidades (Zeigler, 1976).


50

2.10.3
Condicionantes geológicos – geotécnicos e limites de
„permeabilidade„

Os fatores apresentados abaixo são fatores que devem ser considerados para
tomada de decisão de necessidade das cortinas de injeções e vedação em uma
barragem de concreto – gravidade, tais como:

 Perda d’água excessiva por percolação: quando o volume de água


perdida representa um valor tal que justifica despensas com injeção, para
eliminar ou reduzir tais percolações, diminuindo o custo com
bombeamento;
 Alivio pelo sistema de drenagem profunda a fim de reduzir as
subpressões no maciço de fundação;
 Necessidade de se consolidar e reforçar o maciço de fundação das
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estruturas.

De acordo com Costa (1981), o principal fator geológico / geotécnico que


condiciona a permeabilidade nos maciços rochosos é a sua descontinuidade
estrutural, pois, excluindo algumas rochas sedimentares, é praticamente nula a
porosidade intersticial das rochas.
Conforme Houlsby (1982) sintetizou alguns critérios escolhidos na
bibliografia internacional, recomendados quanto aos valores limites de
"permeabilidade' dos maciços rochosos de fundação, se nas condições naturais
não forem atingidos tais valores, os maciços devem ser impermeabilizados por
injeções até atingirem valores de 'permeabilidade":
Redlich, Kampe & Terzaghi (1929) consideram rochas como
suficientemente impermeáveis se a perda d’água especifica não exceder:

0,5 𝑙
P. E = 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2

Lugeon (1933) considera perda d’água especifica admissível para barragens


altas (altura > 30 m) para barragens de menos de 30 m de altura, respectivamente:
51

0,1 𝑙 0,3 𝑙
P. E = 𝑘𝑔𝑓 e P. E = 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( 2 ) 𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 𝑐𝑚 2

Jachder (1953) considera a perda d’água especifica admissível de:

0,03 𝑙
P. E = 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2

Adamovitch & Kaltunov (1953) sugeriram a divisão dos maciços rochosos em


três (03) grupos conforme a sua perda d’água especifica:

0,5 𝑙
a) Grupo I – maciços permeáveis: perda d’água especifica P. E > 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2
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b) Grupo II – maciços pouco permeáveis: perda d’água especifica entre

0,5𝑙 0,1 𝑙
𝑘𝑔𝑓 e 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( 2 ) 𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 𝑐𝑚 2

c) Grupo III – maciços praticamente impermeáveis: perda d’água especifica

0,1 𝑙
P. E < 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2

Houlsby (1982) sugeriu alguns critérios a serem utilizados na avaliação de


injeções de impermeabilização em fundações rochosas de barragens de
concreto – gravidade, arco e contraforte, desde que com drenagem adequada:

1(uma) linha de injeção: valores de perdas d’água específica entre

0,3 𝑙 0,5 𝑙
𝑘𝑔𝑓 e 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 𝑚𝑖𝑛 .𝑚( )
𝑐𝑚 2 𝑐𝑚 2
52

3(três) linhas de injeções (ou mais): valores de perdas d’águas específicas


0,5 𝑙 0,7 𝑙
entre 𝑘𝑔𝑓 e 𝑘𝑔𝑓 ;
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( 2 ) 𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 𝑐𝑚 2

No gráfico apresentado por Cruz (1979), correlacionando a perda d´água em


regime turbulento e laminar com abertura das fraturas no maciço rochoso
ensaiado, conforme Figura 2-7.
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Figura 2-7- Relação entre a perda d'água e a abertura da fissura das fraturas. Fonte: Levis, 2006

Segundo Azevedo & Alburquerque Filho (1998), os maciços fraturados são


meios heterogêneos, apresentando grande variação com a profundidade conforme
a Figura 2-8.
53
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Figura 2-8– Variação da permeabilidade de maciços rochosos fraturados, com a profundidade,


(Azevedo; Alburquerque Filho, 1998).

2.10.4
Análise dos ensaios de perda d´água sob pressão

Segundo SAMPAIO (1988), outrométodo para verificação da eficiência das


cortinas de injeção é o de verificar a evolução da "permeabilidade" através de
ensaios de perda d´água executados em todos os furos de injeção.
Na barragem de Ilha solteira, no entanto, sob orientação básica da empresa
projetista de se chegar a "permeabilidade" inferior a k = 5 x 10-4 cm/s ou PE = 5
54

l/min.m (kgf/cm2), o ensaio de perda d´água foi aplicado em todos os furos de 1ª


ordem das primeiras e últimas linhas de injeções.
A execução sistemática dos ensaios durante a realização das injeções
revelou-se um importante controle da construção da cortina, permitindo não só
acompanhar a evolução da permeabilidade da zona injetada, mas, sobretudo,
exigir que a "permeabilidade" atingida fosse compatível com o critério proposto
pela empresa projetista.
Outro exemplo positivo da utilização do ensaio é o caso da barragem de
Xavantes (Rio Paranapanema, SP/PR). A Figura 2-9ilustra os resultados dos
ensaios de perda d´água sob pressão executados em todos os furos de cada etapa
de injeção, observa-se nitidamente a queda dos resultados em (l/min.m) e também
seu efeito homogeneizador, decorrente da redução dos valores elevados de
permeabilidade.
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Figura 2-9- Valores de vazão específica máxima em cada etapa de injeção na barragem de Xavantes
(Rio Paranapema, SP/PR). (Modificado de IPT, 1977 f).
55

2.10.4.1
Furos de controle ou de verificação

Segundo SAMPAIO (1988), antes do início das operações de injeções,


deverão ser selecionados tubos de espera com diâmetros de verificação de
eficiência da cortina. Nestes furos de verificação, deverão ser realizados ensaios
de perda d´água sob pressão antes e depois da execução da cortina de injeção.
Após a conclusão das injeções, eventualmente poderão ser previstas
sondagens rotativas com recuperação de testemunhos e/ou sondagens integrais,
com diâmetro de 3 polegadas, destinadas à verificação das condições de
preenchimentos das fraturas pela calda utilizada (internacional de Engenharia
S.A., 1981).
Os objetivos principais na execução dos furos de controle ou
complementares, ou de verificação são baseados em dois critérios, geralmente
especificados pela empresa projetista das obras civis de barramento:
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 Trechos com absorções superiores a 150 kg de cimento por metro;

 Valores de “coeficiente de permeabilidade" (k) superiores a 10-4 cm/s ou


0,5 𝑙
perda d´água especifica (P. E) > 𝑘𝑔𝑓 , ( 1 PE equivale a k ≈ 10-4
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2

cm/s ), para furos de diâmetro de 76 mm e comprimento do trecho de 3,0


m ( ABGE, 1975 ).

AindaSAMPAIO(1988), estes furos são recomendados no sentido de obter a


homogeneização da permeabilidade do maciço rochoso tratado. Alguns exemplos
de aplicação destes furos de controle ou complementares ou de certificação são
citados abaixo:

 Na Barragem de Jupiá (SP/MS) os furos complementares foram


executados ao lado dos furos com absorções superiores a 300 kg de
cimento. Quando os de controle apresentavam, por sua vez, absorções
superiores a 150 kg, novos furos foram executados;
56

 Na Barragem de Ilha Solteira (SP/ MG) os dois critérios foram usados


conjuntamente: furos com 150 kg desólidos por trecho, ou "k" 5. 10-4

cm/s, outros furos eram executados;


 Na Barragem de água vermelha (SP/MG) também os dois critérios foram
utilizados: furos de ordem III com mais de 300 kg de sólidos por trecho,
ou "k" 2. 10-4 cm/s, outros furos foram também executados;

 Na Barragem de Xavantes (SP/PR) o critério usado foi do ensaio de


perda d´água sob pressão: ocorrendo perda d´águas superiores a valores
de "k" situados entre 2,0 x 10-4 cm/s e 2,5 x 10-4 cm/s, outros furos foram
programados.

Atualmente, o critério de "permeabilidade" é mais empregado que o de


absorções de cimento para a verificação do objetivo das injeções de vedação.
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2.10.4.2
Metodologias de controle e formas de análise da eficiência das
cortinas de injeção

Um aspecto polêmico em injeção de calda de cimento, muito discutido no


meio técnico, é a análise da eficiência das cortinas de injeção nas fundações
rochosas das estruturas de concreto de barragens.

SAMPAIO (1988), baseado no trabalho de CASAGRANDE (1968),


relatou que naquela época era comum o uso de uma cortina de injeção seguida por
uma linha de drenos afastadas do paramento de montante de aproximadamente
10% da distância da base; em seguida, mostrou observações de subpressões nas
fundações de algumas barragens, nas quais o sistema de drenagem apresentava
praticamente 100% de eficiência.
As técnicas mais comumente empregadas para o controle e análises das
eficiências das injeções de vedação, ligação concreto-rocha ou consolidação, são
os ensaios de perda d´água sob pressão e análise das absorções de cimento ao
longo das etapas (linhas e ordens de injeção). Além destas, outras técnicas podem
ser utilizadas nas diversas fases de construção da barragem:
 Furos de controle ou complementares ou de verificação durante a
57

execução das injeções;


 Ensaios hidrogeotécnicos especiais para a verificação da eficiência das
cortinas nas fases construtivas de enchimento e após o enchimento do
reservatório;
 Análise da eficiência da cortina de injeção, em termos de carga
piezométrica e vazão, durante o enchimento do reservatório e na fase de
operação da barragem.

2.10.5
Determinação da permeabilidade dos maciços rochosos

Vários são os métodos de ensaios para determinação da “permeabilidade” de


maciços rochosos. Dentre eles, o mais utilizado pelo meio técnico é o ensaio de
perda d´água sob pressão.
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-------------
Nota: 1 kg / cm2 = 0,0981 Mpa (Mega Pascal).

Figura 2-10 - Esquema de montagem para ensaio de perda de carga e perda d’água sob pressão (ABGE,
1975).

Para SAMPAIO (1988), o ensaio é realizado normalmente, segundo as


diretrizes editadas pela ABGE (1975). Assim, o ensaio é executado em cinco
estágios de pressão, ascendente e descendente, sendo que a pressão mínima é pré-
determinada e igual a 0,1 kgf/cm2 ou 0,00981 MPa, a pressão máxima é em
função da profundidade do trecho de ensaio, sendo usualmente recomendada a
58

pressão de 0,25 kgf/cm2 ou 0,024 MPa por metro de profundidade do obturador e


a pressão intermediária é igual a metade da pressão máxima. Essas pressões são
aplicadas em superfície, se controladas pelo manômetro na entrada da tubulação.
Para cada pressão aplicada é medida a vazão aduzida ao furo por um
período de 10 minutos.
Ao final do ensaio são obtidos cinco pares de valores de P (pressão) x Q
(vazão) para um determinado trecho (normalmente 3,0 m). Para o cálculo do
“coeficiente de permeabilidade equivalente” ao trecho do ensaio ou da perda
d’água especifica é necessária a determinação da pressão efetiva aplicada no
trecho. Para a determinação desta pressão é preciso o conhecimento da perda de
carga na tubulação e da posição do nível freático, ou seja, para cada par Q x P a
perda d’água específica pode ser calculada utilizando-se:

Q
QE = ( l/min./m ) Equação 2.12
L
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Onde: QE é a vazão específica; Q é a vazão e L é o comprimento do trecho de


ensaio.

A perda d’ água específica (PE) será:

QE
PE = Equação 2.13
Ce

H kgf
Ce = + Pm − Pc Equação 2.14
10 𝑐𝑚 2

Sendo F a função (diâmetro do furo e do comprimento (L) do trecho ensaiado);Ce


é a pressão efetiva, sendo função da pressão aplicada, da profundidade do nível
d’água e da perda de carga na tubulação.
Para a interpretação dos resultados são elaborados gráficos de Q x P,
tentando determinar o regime de fluxo envolvido, fenômenos de lavagem ou
clomatagem de fenda etc.
59

AFigura 2-11, apresenta os parâmetros quantitativos envolvidos no ensaio


de perda d’água sob pressão.
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Figura 2-11 - Parâmetro do ensaio de perda d’água sob pressão (ABGE, 1975).

H = h + Pob + L / 2
H=h+N
H = - N’ + h

Onde: H é a carga da coluna d’ água (m); Pm é a pressão manométrica; Q é a


vazão; C é o comprimento da tubulação, utilizado no cálculo da perda de carga;N
é a profundidade do N.A e N’ é altura do N.A em casos de artesianismo.
Para SAMPAIO(1988), existe um esforço muito grande para aprimorar os
ensaios de permeabilidade realizados nos campos. Durante anos, vão surgindo
propostas de outros ensaios, como os ensaios de perda d’água sob pressão de
múltiplos estágios; a sonda hidráulica multi-teste; e o teste de registrohidráulico e
obturador de pressão.
60

Entre os vários métodos utilizados, ora dsponíveis para a determinação do


coeficiente de permeabilidade dos maciços rochosos “insitu”, poucos se aplicam
aos meios fissurados. Diversos autores optaram pelo uso de um “equivalente” ao
coeficiente de permeabilidade aplicando métodos de ensaio próprios em meios
porosos. Sugere-se o método de BABOUCHKINE, 1975, citado pela ABGE (
1975).

Q
K= ∗ 𝐶𝑓 Equação 2.15
2π HL

Onde Cf é um coeficiente de forma adimensional, definido por:

0,66L
Cf=Ln Equação 2.16
d/2

Onde K é o coeficiente de permeabilidade em m/s; Q é a vazão; H é a carga


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hidráulica do techo em m; L é o comprimento do trecho em m; e d é o diâmetro do


furo em mm.
A Eq. 2.15, pode ser ajustada para perda d’água especifica (em
l/min/m/kgf/cm2) e para que o resultado de K esteja em cm/s, vém:

K = PE x F Equação 2.17

Sabendo que:

1,66
F = 1,66 2π ∗ 10− 4 ∗ 𝐶𝑓 Equação 2.18

K = PE x F (cm/s) Equação 2.19


61

2.10.6
Execução de injeções

2.10.6.1
Furos e cortinas de injeção

As especificações técnicas do projeto dos tratamentos das fundações de


barragens são fornecidas pelas projetistas das obras à fiscalização e baseiam-se em
considerações detalhadas, relacionadas ao comportamento hidrogeotécnico das
rochas de fundação das estruturas. A execução “insitu” das injeções são feitas
pelas empreiteiras de serviços geotécnicos contratados pelas concessionárias.
A análise dos resultados dos ensaios de perda d’água, realizados nos furos
de sondagens dispostos ao longo das áreas das estruturas, permite detectar as
"permeabilidades específicas” dos maciços de fundação. No caso de ocorrerem
feições geológicas de alta “permeabilidade”, pode-se optar por uma cortina de
injeção de calda de cimento, visando reduzir as infiltrações através destes trechos.
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Geralmente, as injeções em fundações de barragem de concreto-gravidade são


realizadas a partir das galerias de drenagem.
A técnica mais usada na execução de cortina de injeção envolve a totalidade
dos trechos de perfuração, procedendo-se à injeção de modo ascendente, em
trechos geralmente de 3,0 m de extensão, medido da vertical (ou em trechos
menores), de modo a garantir a injeção ao longo de todo o furo até a boca do
mesmo conformeaFigura 2.12.
62

Estágios Descrição
 Perfuração do furo de ao
longo do comprimento
previsto;

 Lavagem do furo.

 Colocação do obturador no
topo do estágio inferior;

 Ensaio de perda d’água do


estágio inferior;

 Injeção.

 Colocação do obturador no
topo do penúltimo estágio;

 Ensaio de perda d’água;


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 Injeção

Figura 2.12 – esquema das etapas de injeção pelo método ascendente(Modificado de Boudeaux, 1980).

O método ascendente nem sempre é possível de ser executado,


principalmente quando a rocha é muito alterada e a fraturada, não permetindo a
fixação do obturador. Neste caso, como na barragem de Tucuruí (PA), embora não
fundada em basalto, pode-se executar o tratamento descendente conforme a Figura
2.13.
63

Estágio Descrição
 Perfuração do primeiro
estágio;
 Lavagem;
 Ensaio de perda d’água;
 Injeção;
 Lavagem do furo.
 Perfuração do segundo ensaio;
 Lavagem;
 Colocação do obturador no
topo do segundo estágio;
 Ensaio de perda d’água;
 Injeção;
 Remoção do obturador;
 Lavagem.
 Perfuração do terceiro estágio;
 Lavagem;
 Colocação do obturador no
topo do terceiro estágio;
 Ensaio de perda d’água;
 Injeção;
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 Remoção do obturador;
 Lavagem do furo.

Nota: ao concluir a injeção do último


estágio, enche-se o furo com calda.
Figura 2.13 – Esquema das etapas de injeção pelo método ascendente (Modificado de Boudeaux, 1980).

Conforme SAMPAIO(1988), a prática de utilização de um ou outro método


de perfuração empregado está ligada ao comportamento do maciço de fundação
devido a sua constituição. A barragem de Tucuruí (PA) constitui exceção, pois os
serviços de injeção de caldas de cimento sofreram várias interrupções de ordem
executiva, obrigando a execução de perfuração e injeção pelo método
descendente, conforme a Figura 2.13. Este fato decorrente de utilização de
equipamento roto-percussivo convencional, o qual, face às características
apresentadas pelo maciço, não permitiu a perfuração integral dos furos.
O método descendente de perfuração de injeção utilizado na Barragem de
Tucuruí acarretou um prazo mais prolongado de construção da cortina, além de
onerar os custos devido à necessidade de perfuração de trechos injetados. Por tais
motivos, quando não existem condições geológicas que justifiquem a sua adoção,
o método descendente é pouco recomendado.
64

2.10.6.2
Pressões de injeção

De acordo com SAMPAIO (1988), as pressões de injeções são um dos


assuntos mais controversos e que gerou, e continua a gerar, muitas discussões para
definir a pressão ideal. Não existem dúvidas que a pressão aplicada constitui um
dos principais fatores na absorção de calda, pois quanto maior a pressão, maior é a
penetração e, conseqüentemente, maior a absorção da calda. Mas, o emprego de
pressões altas pode causar sérios danos à fundação e até atingir as estruturas
sobrejacentes. Algumas bibliográficas realizadas mostram que a pressão ideal de
injeção, para um tipo de fundação rochosa, é a pressão máxima que não cause
movimentação do maciço, sendo função da profundidade de região injetada, das
densidades das rochas e da sobrecarga devida à estrutura de concreto.
Baseado nos trabalhos de Sabarly (1968), SAMPAIO (1988) menciona a
famosa regra da pressão utilizada na Europa: “a pressão de recusa, isto é, a
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pressão máxima de injeção, em kg/cm2, é igual à profundidade do trecho, em


metros”. Portanto, a prática européia recomenda o emprego de pressões de 1
kg/cm2/m (0,098 MPa), conforme a Figura 2.14.

Figura 2.14 – Curva de pressões de injeção x profundidade segundo a prática norte-americana


(Modificado de Sabarly, 1968).
65

A prática norte-americana recomenda pressões de 0,23 kgf/cm2 x m, como


mostrado na Figura 2.14, valor que considera o peso específico da rocha
sobrejacente de 2,3 t/m3 (correspondente a rochas sedimentares). Este critério leva
em conta a resistência do maciço sendo aplicável à rocha com estratificação ou
fraturas horizontais bem desenvolvidas. Na execução da injeção, podem ser
citadas duas técnicas distintas: a americana e a européia. A prática americana
adota uma bomba de injeção de alta vazão (diversas centenas de l/min.), que
alimenta um circuito fechado sob pressão, conforme Figura 2.15.
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Figura 2.15– Esquema de montagem americano para injeção de calda de cimento (IPT, 1984).

No sistema europeu, a bomba de injeção, de pequena capacidade (no


máximo 60 l/min), é ligada diretamente ao furo, que é injetado, introduzindo-se
um obturador até o topo do trecho a ser injetado. As pressões limites estabelecidas
são pressões de recusa; mais a injeção, cuja vazão é limitada pela capacidade da
bomba, é conduzida em pressões menores, conforme a Figura 2.16.

Figura 2.16 - Esquema de montagem europeu para injeções de calda de cimento (IPT, 1984).

Já Gama (2012), baseado nos trabalhos de Weaver (2000), menciona que as


diferentes regras gerais usadas pelos especialistas europeus e americanos de
injeções para determinar as pressões a utilizar têm sido alvo de muita controvérsia
66

ao longo dos anos, entre ambos os grupos. Na Figura 2-17, encontram-se


representadas, graficamente, ambas as regras.

Figura 2-17– Representação gráfica da (1) “regra européia” e (2) “regra americana” (Fonte: Warner,
2004, citado por Gama, 2012).
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Nas injeções de cimento para impermeabilização das fundações rochosas


basálticas de grandes hidrelétricas brasileiras (Jupiá, Ilha Solteira, Promissão,
Água Vermelha, Capivara, Xavantes, Foz de Areia, Salto Santiago, Salto Osório e
São Simão), foram empregadas, geralmente, pressões de injeções máximas na
ordem de 0,25 (kgf/cm2 /m) ou a regra americana, segundo SAMPAIO (1988),
conforme a Figura 2.18.

Figura 2.18– “Curva” e valores máximos de pressões de injeções em função da profundidade, propostas
e adotadas em projetos de barragens brasileiras (Modificado de Sampaio, 1983).
Nota: 1kgf/cm2 = 0,0981 MPa
67

Portanto constituíram exceções: a Barragem de Barra Bonita, que empregou


a regra européia ou de altas pressões (P = 1,0 kgf/cm2); e as de Itaipu, Taquaruçu,
Rosana e Nova Avanhandava, que aplicaram pressões intermediárias (P = 0,50
kgf/cm2 /m), sendo a profundidade em metro medida na vertical, a contar da boca
do furo até o meio do trecho ensaiado. Acredita-se que esta é a tendência
Brasileira adotada “tendência intermediária, conforme figura 2.18”.

2.10.6.3
Ensaios prévios “insitu” de injeção

A proposição das especificações para trabalhos de injeção geralmente


tendem mostrar algumas dificuldades durante a execução, principalmente aquela
referente à da efetiva caracterização do maciço rochoso com suas particularidades
geológico-geotécnicas (permeabilidade, sistemas de faturamento, espessuras das
camadas, preenchimento ou não das fraturas), dentre outras, que interferem no
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cálculo da qualidade do material a ser injetado.


Para tentar dar uma solução ao problema, SAMPAIO (1988), baseado nos
trabalhos de Bourdeaux (1980), menciona que, em barragens de média a grande
altura ou nos casos de fundações rochosas complexas, fossem executados ensaios
de injeção na fase do projeto básico, ou longo, no início do projeto executivo das
obras civis. Estes ensaios têm como objetivos:

 Verificar a injetabilidade das feições estruturais e litológicas do maciço


de fundação;
 Determinar a posição da cortina, o número de linhas de injeção e o
espaçamento dos furos;
 Determinar o processo de perfuração mais adequado;
 Determinar as inclinações dos furos de injeção visando interceptar as
famílias de fraturas permeáveis;
 Dimensionar equipamentos de acordo com os resultados dos ensaios e
prazos construtivos;
 Determinar processos de injeção mais adequados;
 Determinar as relações mais apropriadas água/cimento;
68

 Verificar a necessidade de aditivos, tais como, areia, pozolana e betonita


nas caldas de injeção;
 Determinar as pressões de injeção mínima, visando garantir uma boa
penetração, e máxima, visando evitar o levantamento do maciço rochoso;
 Avaliar as absorções de calda nos diversos horizontes do maciço de
fundação;
 Avaliar a eficiência das injeções na impermeabilização do maciço de
fundação, com o objetivo de se estimarem as vazões de percolação que
deverão ser captadas pelos sistemas de drenagem.

2.10.6.4
Ensaios de injetabilidade

Especialmente quando a informação existente sobre a área a tratar é muito


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reduzida ou inexistente, devem realizar-se ensaios de injetabilidade in situ, antes


da finalização do dimensionamento das injeções e da cortina. Entre os parâmetros
mais importantes de determinar, que só podem ser obtidos através destes ensaios,
encontra-se a permeabilidade residual média do maciço rochoso que pode ser
obtida após o tratamento, Gama (2012), baseado no trabalho de Weaver & Bruce
(2007).
Ainda Gama (2012), as informações obtidas neste banco de ensaios, para
além de ajudar a refinar o dimensionamento da cortina e as metodologias mais
adequadas para a sua construção, servirá também como uma base de suporte para
orientar na definição do equipamento e quantidade de trabalho necessários para
terminar o tratamento de impermeabilização dentro do prazo estipulado.
Devido à incerteza envolvida neste processo, deve-se ter presente a noção de
que é possível a obtenção de conclusões mais fiáveis através da execução de furos
de observação, uma vez concluídas as injeções de ensaio.
A fiabilidade e confiabilidade dos resultados obtidos nos estudos vão
depender, fundamentalmenteda informação e complexidade da estrutura da
geologia local. Gama (2012), baseado nos trabalhos de Noveiller (1970),
menciona que “quando na presença de condições geológicas mais complexas,
poderá ser mais apropriado realizar vários ensaios de injetabilidade em locais com
69

condições geológicas típicas, de modo obterem-sedados mais fiáveis para a


realização do dimensionamento da cortina em todos os diferentes tipos de
litologias de uma determinada obra.”
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3
ESTUDO DE CASO – HIDRELÉTRICA DE LAÚCA -
ANGOLA

3.1
Caracterização e localização do aproveitamento hidrelétrico de
Laúca

Intertechne Consultores S.A (2014), o aproveitamento está localizado no km


307,5 do rio Kwanza (medido a partir de sua foz), cerca de 50 km a jusante do
AHE Capanda, próximo à localidade de N’hangue Ya Pepe.
O Aproveitamento Hidrelétrico de Laúca será o maior a ser construído em
Angola e terá capacidade para produzir 2.067 megawatts de energia. Laúca, cujas
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obras tiveram início no final de 2012, deve durar cinco anos e oito meses, esta a
37 quilômetros de Capanda, na província do Kwanza-Norte. Vai gerar energia
para o norte e centro do país, permitir a formação de técnicos nacionais, o
desenvolvimento social e econômico regional e melhorar a qualidade de vida da
população.
O acesso às obras é feito pela margem direita. Nessa margem, estão situadas
às estruturas do desvio do rio e do circuito de geração. Este acesso pode ser feito
por dois trechos. O primeiro, a partir da estrada que liga o AH Capanda à cidade
do Dondo, percorrendo aproximadamente 57 km, a partir de Dondo. O segundo,
indo até a localidade de N’hangue Ya Pepe, localizada nas proximidades da
Sanzala Muta, cerca de 70 Km de Dondo, a partir do qual se percorrem cerca de
10 km de uma trilha coberta por vegetação.
O arranjo geral do AHE Laúca compreende obras a céu aberto e
subterrâneo, em um aproveitamento do tipo derivação, que deverá ser implantado
em um trecho do vale do rio Kwanza cujo curso é bastante encaixado,
descrevendo a forma aproximada de um ―S‖, com queda natural da ordem de 100
m distribuída em uma extensão de 2,00 km.
O arranjo está constituído pelas seguintes estruturas hidráulicas:
71

 Barragem de Concreto Compactado com Cilindro – Altura Máxima de 130


m;
 Desvio do rio por 2 túneis na margem direita – já concluídos em
Setembro/14);
 Descarregador de cheias no corpo da barragem, controlado por 3
comportas segmento – Capacidade de Projeto de 10.020 m³/s;
 Circuito Hidráulico de Geração Principal Subterrâneo – Potência Instalada
de 2.004 MW, distribuída em seis unidades geradoras com turbinas do tipo
Francis;
 Descarregador de Fundo com capacidade de 800 m³/s;
 Circuito Hidráulico de Geração Ecológico (aproveitamento de caudais
ecológicos restituídos junto ao no pé da barragem) – Potência Instalada de
65,5 MW;
 Subestações Convencionais de 400KV e 220 KV.
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3.2
Tipo de barragem

De acordo com Intertechne Consultores S.A (2014), o barramento do AHE


(Aproveitamento hidrelétrico) de Laúca é composto por barragem de CCR
(Concreto Compactado com Rolo) do tipo gravidade no leito do rio e no
fechamento das ombreiras.
A barragem de CCR, Figura 3.1, possui cerca de 1 km de comprimento. Sua
maior altura corresponde aproximadamente 132,0 m. A crista está na elevação
855,00 m com 9,0m de largura livre para acesso rodoviário e pedonal e mureta de
proteção na elevação 856,20 m. A face de montante tem uma capa de concreto
convencional vibrado que forma a zona de impermeabilização da barragem. A
face de jusante também conta com camada de concreto convencional para fins de
acabamento.
72

Figura 3.1 - Barragem de Laúca.

3.3
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Rio Kwanza

Fontes da Intertechne Consultores S.A (2014), o rio Kwanza é o maior rio


exclusivamente angolano. Nasce em Mumbué, município do Chitembo, Bié, no
Planalto Central de Angola. O seu curso de 960 km desenha uma grande curva
para Norte e para Oeste, antes de desaguar no Oceano Atlântico, na Barra do
Kwanza, a sul de Luanda. Com uma bacia hidrográfica de 152.570 km², o Kwanza
é navegável por 258 km desde a foz até ao Dondo. As barragens de Cambambe
(Figura 3.2) e de Capanda produzem grande parte da energia elétrica consumida
em Luanda (capital). As barragens também fornecem água para irrigação de
plantações de cana-de-açúcar e outras culturas no vale do Kwanza. É no maior
afluente do Kwanza, o rio Lucala, que se encontram as grandes Quedas de
Kalandula. Junto da foz do rio fica o Parque Nacional da Quiçama.
73

Figura 3.2 - Barragem de cambambe.

O rio Kwanza foi o berço do antigo Reino do Ndongo, tendo também sido
uma das vias de penetração dos portugueses em Angola no século XVI. O rio dá o
seu nome a duas províncias de Angola — Kwanza Norte, na sua margem norte, e
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Kwanza Sul, na margem oposta — bem como, desde 1977, à unidade monetária
nacional, o Kwanza.
A seguir às Tabelas 3.1 e 3.2, mostram de uma forma muito resumida
algumas informações da hidrelétrica de Laúca – Angola, desde dados básicos do
projeto até o dimensionamento das estruturas.
74

Tabela 5- Dados básicos do projeto da hidrelétrica de Laúca – Angola.


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75

Tabela 6- Dimensionamento das estruturas hidrelétricas de Laúca – Angola.


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76

3.4
Aspectosgeológico-geotécnico

3.4.1
Geologia Regional

Em ARAÚJO & GUIMARÃES (1992), a geomorfologia do trecho médio


do rio Kwanza encontra-se no Planalto de Malanje, onde as altitudes médias ficam
entre 1.000 e 1.250 m, e, na sua parte ocidental, as cotas variam entre 600 e 950
m, o que caracteriza um relevo mais acidentado. É nesses locais, principalmente
junto ao rio Kwanza, que os desníveis do relevo são mais abruptos, de 100 a
150m, o que propicia a existência de cachoeiras e corredeiras.
O vale do rio no troço do aproveitamento apresenta encostas escarpadas
com até 150 m de altura, formadas pelos pacotes de rochas metassedimentares,
depositados sobre o embasamento gnáissico(Figura 3.3). O leito do rio corre sobre
os gnaisses, que pela influência dos lineamentos tectônicos, formam cachoeiras e
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corredeiras.

Figura 3.3- Vista da encosta da margem direita (fluxo para a esquerda).

3.4.2
GeologiaEstrutural

Fonte de ARAÚJO (etal.,1988), a região é composta por rochas de idades


pré-cambrianas, ou seja, com mais de 540 milhões de anos. Está inserida no Horst
Kwanza, definido como um dos grandes elementos tectônicos que constituem a
coluna estratigráfica da Carta Geológica de Angola (escala 1:1. 000.000). Trata-se
de uma elevação linear latitudinal do embasamento, com cerca de 300 km de
comprimento e 25 a 50 km de largura e limitada, ao Norte e ao Sul, por falhas
77

profundas. Tal estrutura foi encoberta, em vários ciclos do Proterozóico Superior,


por uma cobertura pouco espessa de depósitos sedimentares. O levantamento do
bloco do embasamento atingiu a sua amplitude máxima na fase final (orogênica)
do ciclo do Proterozóico Superior, afetando as camadas de sedimentos
depositadas.
Associados aos terrenos gnáissicos-migmatíticos do complexo de base,
ocorrem corpos de granitos intrusivos e de rochas vulcânicas maciças e
intercalações e/ou lentes de itabiritos, provavelmente controladas pelas estruturas
regionais citadas. Os depósitos metassedimentarestardi-Proterozóicos que
recobrem o embasamento gnáissico são compostos principalmente por arenitos e
siltitos com metamorfismo incipiente.
A região foi afetada por dois eventos orogênicos que tiveram grande
influência nos dobramentos e metamorfismo, atingindo tanto as rochas
sedimentares como as do complexo gnáissico de base e favoreceram o
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posicionamento de intrusões básicas e graníticas.

3.5
Geologia do Local de Aproveitamento

De acordo com Intertechne Consultores S.A (2014), a região do


aproveitamento hidrelétrico de Laúca é composta por rochas metassedimentares -
derivadas de arenitos e siltitos - e rochas cristalinas mais antigas,
predominantemente gnaisses. Devido ao baixo grau metamórfico das rochas
metassedimentares, que preservou a estrutura sedimentar original, estas serão
referidas no texto pelos nomes de seus equivalentes sedimentares: arenitos, siltitos
e brecha conglomerática.
Na área da barragem, as ombreiras são compostas pelas rochas
metassedimentares, com os níveis de arenitos silicificados na porção superior e
intercalações de siltitos e arenitos na porção inferior. No sopé das escarpas,
ocorrem depósitos de tálus e coluvios quaternários que encobrem em grande parte
o contato do gnaisse com os metassedimentos. Tais depósitos apresentam
espessuras da ordem de até 5,0 m.
No leito, o rio é composto por rocha gnáissica em toda a sua extensão.
Ocorrem zonas de falhas onde a erosão é mais intensa, orientando o fluxo de água
do rio.
78

O depósito metassedimentar superior, assente sobre o gnaisse, é constituído


por uma brecha conglomerática basal, pouco friável e bem cimentada, com seixos
angulosos de 10 cm a 50 cm de diâmetro e de espessura entre 0,5 m a 3,0 m,
seguido por horizonte lenticular de cerca de 2 m de arenito esbranquiçado, brando
e friável, feldspático e com níveis delgados de pelito arroxeado intercalado.
Com base nos dados dos mapeamentos efetuados e das sondagens
disponíveis pode- se observar a seguinte sequência estratigráfica do topo para a
base das encostas:

• Unidade 1 - Arenitos silicificados. Possuem granulometria variável,


compactos e duros, pouco alterados e de elevada resistência (espessura
média de 25,0 m). São rochas com forte estratificação e eventualmente
sinais de estratificações cruzadas de grande porte. A cobertura de solo varia
entre 2,0 m e 4,0 m;
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• Unidade 2 - Arenitos porosos. São rochas mais brandas que os arenitos


silicificados, pouco feldspáticas e predominantemente porosas. A espessura
média é de 35,0 m. Estes dois primeiros pacotes rochosos ocorrem
intercalados;
• Unidade 3 - Intercalações de siltitos com arenitos. Fina estratificação de
arenitos e argilitos, com predominância dos termos mais finos e espessura
média de 10,0 m.
• Unidade 4 - Siltitos. Apresentam estratificação plano-paralela centimétrica
bem marcada. Espessura do pacote em torno de 12,0 m;
 Unidade 5 - Brecha conglomerática basal. Composta por blocos angulosos
do embasamento gnáissico envoltos em uma matriz fina e homogênea,
composta essencialmente por material argiloso litificado, com espessura de
até 3,0 m. Conforme observado nos testemunhos de sondagem dos furos
SR-101, SR-104 e SR-108, esta unidade apresenta-se bastante compacta e
maciça, indicando condições de baixa permeabilidade do maciço no contato
entre os sedimentos e o gnaisse;
• Unidade 6 - Embasamento gnáissico. Rocha sã, com baixo grau de
fraturamento e permeabilidade muito baixa.

Esta sequência ocorre na área da barragem, em ambas as margens, sem


79

grandes alterações, com a estratificação sub-horizontal bem destacada. Na área da


central principal, as unidades 3 e 4 não ocorrem, e a unidade 5, de brecha
conglomerática apresenta espessuras maiores, da ordem de 15,0 m. Essa alteração
na sequência de rochas ocorre provavelmente por causa de um afinamento gradual
da camada de siltito em direção à área da central, acompanhando a elevação suave
observada no contato com o gnaisse, que na área da central se encontra
aproximadamente na El. 810.
O pacote de rochas metassedimentares apresenta como principais controles
estruturais a estratificação sub-horizontal e um fraturamentosubvertical que é mais
intenso nas porções mais superficiais do maciço, onde se observam várias fraturas
de alívio abertas, algumas de grandes dimensões. Este fraturamentosubvertical é o
principal responsável pela configuração do vale do rio Kwanza, resultado da
evolução geomorfológica da área.
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Figura 3.4- Fratura de alívio aberta.

O falhamento principal (falha 1) tem direção N30°W e abaliza a calha do rio


kwanza montante dos túneis. Na interseção com a encosta, próximo a zona dos
emboques dos túneis de desvio, este lineamento forma um profundo vale escavado
na encosta. No rio, a região atravessada pelo lineamento forma um poçocom
maiores profundidades. Pode-se observar algumas rochas no rio com este mesmo
alinhamento.
A área é atravessada por falhas geológicas identificadas em foto-
interpretação e mapeamento de campo (Figura 3.5). A influência de algumas
80

destas falhas foram também observadas nos perfis de caminhamento elétrico


realizados.

Figura 3.5- Principais lineamentos mapeados na área.


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Figura 3.6- Vista da área do emboque, com a falha 1 marcada.

Entre os lineamento 1 e 2, há lineamentos menores subordinados, cuja


influência é pouco evidente. O lineamento 2 é bem marcado no relevo, formando
também um vale escavado na encosta (Figura 3.6) e sulcos no leito nos quais o rio
se encaixa. A sondagem SR-102 foi executada com inclinação no intuito de
interceptar a falha 2. Após a camada de brecha conglomerática, a sondagem
atravessou uma camada de gnaisse alterada que pode estar associada à influência
da falha.
81

Figura 3.7- Vista da encosta da margem direita, na área afetada pela falha 2 (fluxo para a esquerda).

A falha 3 tem direção N15-25W, subvertical, e ocorre a jusante da área dos


desemboques. Sua influência na topografia é acentuada, formando um vale
pronunciado escavado na margem esquerda e pequenos desníveis no leito do rio.
Possivelmente, afeta mais profundamente a margem direita, porém a jusante da
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área das estruturas do desvio.


Entre o leito do rio e as encostas ocorre camada de ―tálus‖ formada por
blocos de tamanho dissimétricoa métrico com espessura pouco expressiva e que
encobre o contacto entre o gnaisse da base e as rochas metassedimentares.
Exceção ocorre em raros afloramentos na base das encostas da margem direita do
AH Laúca.

3.6
Aspectos Geotécnicos

3.6.1
Barragem

Segundo Intertechne Consultores S.A (2014), o local do eixo do AHE Laúca


está fortemente encaixado, com o leito rochoso em gnaisse e as encostas laterais
escarpadas em rochas metassedimentares. O leito do rio é irregular e erodido, e
uma parte do maciço constituinte da fundação apresenta uma boa qualidade. O
mapeamento geológico-geotécnico de detalhe realizado indica que o maciço
gnáissico é muito fraturado em zonas de falhas N65°W / verticais a subverticais, a
rocha é compacta, dura, com resistência mecânica elevada e com pouca ou
nenhuma alteração intempérica.
82

Entre o leito do rio e as encostas ocorre camada de ―tálus‖ formada por


blocos de tamanho dissimétricoa métrico com espessura entre 5,0 e 10,0 m e que
encobre o contacto entre o gnaisse da base e as rochas sedimentares.
A partir do contato dos arenitos com os horizontes de rochas mais brandas
subjacentes, é comum os taludes tornarem-se negativos. Outro aspecto relevante é
a ocorrência de cavidades de dissolução (carbonato) nos pacotes de rochas
brandas, observadas tanto nas exposições da base da encosta da margem direita
quanto nos testemunhos de sondagem. Como se observa na figura 3.8, as feições
de dissolução se apresentam como poros não conectados de diâmetro até 5 mm,
restritos a níveis intercalados de arenitos e siltitos, e, portanto, não devem requerer
nenhum tratamento especial.
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Figura 3.8-CalcarioPoroso.

Figura 3.9- Aspecto da encosta da margem direita, com os negativos formados na encosta.

Todas as formações sedimentares mencionadas apresentam-se sub-


horizontais e encontram-se afetadas por falhas verticais ou subverticais, sem
83

rejeitos acentuados observados. Um sistema com direção EW mantém a


verticalidade das encostas do vale e outro, com direção dominante, NS corta as
formações. Nota-se que o alívio de tensão gerou fraturas abertas com extensão de
até dezenas de metros e larguras métricas. Este fraturamentosubvertical poderá
condicionar rupturas por tombamento nos taludes que se configuram mais
paralelos a estas fraturas. Devido a essa possibilidade, no projeto atual se deu
preferência por taludes de escavação abatidos. A Figura 3-10 mostra os aspectos
da encosta.
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Figura 3.10- Aspecto da encosta na área da central principal.

3.6.2
Mapa geológico local

O mapa geológico local visa mostrar os diferentes tipos e composições das


diferentes rochas que constituem a área onde será implatada a hidrelétrica de
Laúca conforme a Figura 3.11.
84

Figura 3.11- Mapa geológico local – planta.


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Depósito de tálus e coluvionares superficiais.

Metarenitos, metassiltito e metaconglomerados.

Gnaisse anfibolitos e intrusões graníticas.

Afloramento rochoso.

3.6.3
Perfis Geológicos

O perfil geológico-geotécnico mostra as diferentes camadas e composição


do maciço rochoso, também mostra a algumas sondagens feitas, constituição das
diversas camadas que compõem o mesmo, suas profundidades em diferentes
níveis e definição caracterizada de alguns parâmetros geotécnicos, nas Figuras
3.15 a 3.17 .
85
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Figura 3.12 - Perfil geológico da margem direita.


86
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Figura 3.13- Perfil geológico do eixo da barragem.


87
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Figura 3.14 - Perfil geológico da margem esquerda.


88

A seguir, apresenta-se a legenda dos respectivos perfis geológicos.

Solo residual.

Depósito de tálus.

Arenito silificado.

Arenito poroso.
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Transição arenito siltito.

Siltito.

Brecha conglomerática basal.

Gnaisse, anfibolitos e intrusões graníticas.


89

3.6.4
Resumo dos resultados dos ensaios em amostras de rochas

Intertechne Consultores S.A (2014), os resultados apresentados a seguir,


conforme a Tabela 3.3, dos ensaios em amostra de rocha, foi feito na
Universidade de São Paulo - Escola de engenharia de São Carlos, laboratório de
mecânica das rochas, Lame (laboratório de materiais e construção),relatório
número 1 Lame 161.2009-R2. Observando os resultados dos ensaios realizados
em amostras de rocha, nota-se uma variação coerente nos valores de resistência à
compressão uniaxial nas diferentes unidades litológicas. Os gnaisses e arenitos
silicificados são as rochas de maior resistência, enquanto os siltitos e arenitos
porosos apresentam valores menores. Os resultados de módulo de deformação
estático e do coeficiente de Poisson estão apresentados para as taxas de aplicação
de 30% e 50% da carga de ruptura dos corpos de prova.
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Quanto aos valores obtidos de outras propriedades físicas e mecânicas, as


amostras de arenitos porosos apresentaram, como esperado, os menores valores de
massa específica, com porosidade e absorção de água altas, decorrentes da fraca
cimentação da rocha, que por regra mostra aspecto ―poroso‖ na inspeção visual
dos testemunhos de sondagem.
90

Tabela 7- Resultados dos ensaios em amostras de rochas.


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91

Tabela 8 - Sondagens executadas.


Sondagens Executadas
Coordenadas Prof. Medidor
Dirção / Ensaio de
Furo Elev. (m) de nível
N E ( m ) Inclinação Perm.
de água
SR - 101 8.923.232 513.844 837 125 Vertical Sim Sim
SR - 102 8.923.139 513.522 837 145 235 / 30 Sim Sim
SR - 104 8.923.322 513.753 848 150 Vertical Sim Sim
SR - 105 8.923.898 512.054 713 100 Vertical Sim Sim
SR - 107 8.923.126 513.749 826 100 Vertical Sim Sim
SR - 108 8.923.150 513.869 825 100 Vertical Sim Sim
SR - 109 8.923.029 513.889 731 50 Vertical Sim Sim
SR - 110 8.922.944 513.898 728 50 Vertical Sim Sim
SR - 114 8.923.572 513.744 850 30 Vertical Sim Sim
SR - 116 8.923.186 514.013 755 30 Vertical Sim Sim
SR - 117 8.923.144 513.981 748 20 Vertical Sim Sim
SR - 118 8.923.756 512.222 883 270 Vertical Sim Sim
SR - 120 8.923.932 512.098 752 140 Vertical Sim Sim
SR - 121 8.923.089 513.269 840 91 180 / 30 Sim Sim
SR - 122 8.923.013 513.284 749 46 Vertical Sim Sim
SR - 123 8.923.250 513.469 852 42 Vertical Sim Sim
SR - 124 8.923.215 513.251 859 50 Vertical Sim Sim
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SR - 125 8.923.607 512.884 885 80 Vertical Sim Sim

3.6.5
Parâmetros de Classificação

Os parâmetros de classificação estabelecem alguns limites sobre o


grau de alteração, consistência e fraturamento, conforme a tabela 3.5.

Tabela 9 - Logs - Parâmetros de Classificação


92

3.6.6
Permeabilidade (K)

Permeabilidade é a taxa na qual a água se move através do solo ou rocha


porosa. Nos maciços rochosos, a permeabilidade é maior quando o seu grau de
fraturamento é muito elevado. Na tabela 3.6 apresenta - se os limites e grau, para a
classificação permeabilidade.
Tabela 10- Permeabilidade
Permeabilidade (K)
Perda d'água Permeabilidade
Grau Denominação Específica Equivalente
(L/min/m/kg/cm2) (cm/s)
K1 Muito baixa < 0,1 k < 10-5
K2 Baixa 0,1 - 1,0 10-5 ≤ k ˂ 5 x 10-4
K3 Moderada 1,0 - 5,0 10-4 ≤ k ˂ 5 x 10-4
K4 Alta 5 a 10 5 x 10-4 ≤ k ˂ 10-3
K5 Muito alta > 10 10-3 ≤ k ˂5 x 10-3
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3.6.7
Sismicidade

Intertechne Consultores S.A (2014), para o projeto do aproveitamento da


hidrelétrica de Laúca foi realizado um estudo sísmico recente, concluído em
fevereiro de 2013. Este estudo serviu de base para a definição dos sismos de
projeto considerados para cada estrutura.
Angola é constituída por antigos platôs, existindo poucas áreas claramente
reconhecidas como possuindo tectônica ativa. A sismicidade não é bem
conhecida, sendo a delineação de zonas homogêneas muito dificultada pelos
esparsos e incompletos registros sísmicos e ausência de estações sísmicas mais
modernas, gerando grandes incertezas quanto aos parâmetros dos terremotos.
A recompilação dos dados sismológicos de Angola foi feita através de
consulta às informações disponíveis em Sousa (1968),
IncorporatedResearchInstitutionsofSeismology (IRIS), InternationalSeismological
Centre (ISC) e United StatesGeologicalSurvey (USGS). A base de dados
recompilada abrange a região entre as coordenadas -4° e -20° de latitude e 10° a
28° de longitude, e consta de 1.589 sismos compreendidos no período de 1914 a
2012.
93
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Figura 3.15- Mapa da sismicidade de Angola de acordo com a base de dados sismológica usada no
estudo de ameaça sísmica.

Para SOUSA (1968), as etapas da metodologia probabilística de ameaça


sísmica compreendem:

 Identificação e delimitação das fontes sísmicas;


 Determinação da atividade de cada fonte sísmica;
 Estabelecimento das relações de atenuação;
 Análise dos efeitos no sítio de acordo com os eventos sísmicos
identificados.

Os trabalhos do Comitê de Grandes Barragens (USCOLD, 1999) sugerem a


classificação das barragens de acordo com alguns fatores de risco, que incluem:
Capacidade do reservatório, Altura da barragem, requerimentos de evacuação e
dano potencial a jusante (Tabelas 3.7 e 3.8). De acordo com estes critérios, o
aproveitamento hidrelétrico de Laúca apresenta uma pontuação de 26, classificada
como apresentando Risco Alto.
94

Tabela 11- Pontuação para definir Categorias de Risco de Barragens de acordo com o Boletim 72 do
ICOLD (1989), USCOLD 1996. (Pontos entre parêntesis)

Tabela 12- Categorização do risco ICOLD, Boletín 72 (1989), USCOLD 1999.


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4
APRESENTAÇÃO DOS GRÁFICOS E INTERPRETAÇÃO
DOS RESULTADOS COM BASE EM LUGEON

Os resultados mostrados nas Figuras 4.1 a 4.23 e Tabelas 4.1 a 4.12 foram
determinados a partir das equações (2.2 e 2.3). Os dados dos ensaios, como
pressão de ensaio, absorção e vazão especifica, foram extraídos a partir das
tabelas apresentadas no anexo 1 e executados pela Odebrecht Angola.
Os resultados do ensaio Lugeon trazem como informação principal, o
valor de permeabilidade obtido para avaliar e decidir a necessidade ou não de
injeção no tratamento das fundações de barragens. Do ponto de vista técnico, a
permeabilidade não é a única condição suficiente e necessária para a necessidade
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da decisão de tratamento ou não das fundações de barragens. Fatores geológicos e


locais também devem ser considerados para tal decisão.

Durante as interpretações dos resultados, notabilizou-se que os fluxos


laminares e turbulentos são relativamente predominantes nos resultados dos
ensaios de Lugeon. Depois de traçado o gráfico, adota–se um valor representativo
para cada ensaio. Este valor representa a permeabilidade do maciço rochoso.
Existe uma necessidade muito grande de se padronizarem os parâmetros
que norteiam os estudos de avaliação da percolação no maciço rochoso para evitar
erros grosseiros, tal como subestimar ou superestimar, "que podem gerar custos
financeiros muito elevados para o projeto”.
96

4.1 GRÁFICO E TABELAS

4.1.1 Gráficos e Tabelas - 1


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Gráfico 4.1- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva -ensaio número 1 Gráfico 4.2- Pressão Efetiva x Lugeon -ensaio número 1

Tabela 4-13– Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 1, SR 101.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Absorçoes
Troço ensaiado Pressão do ensaio Regime de Comportamento do
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
73,00 - 76,00 m kgf/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas

A0 5,51 512,00 17,07 31,58


A1 11,01 1063,00 35,43 32,82
Fraturamento fino
A2 13,61 1272,00 42,40 31,77 1,20 1,24 1,11 Laminar c/ ou Colmatação
A1´ 11,01 1018,00 33,93 31,43 s/prenchimento fino

A2´ 5,51 530,00 17,67 32,69


97

4.1.2 Gráficos e Tabelas - 2


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Gráfico 4.3-Vazão Equivalente x Pressão Efetiva-ensaio número 2. Gráfico 4.4- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2.

Tabela 4.14 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 2, SR 101.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Troço ensaiado Pressão do ensaio Absorçoes Regime de Comportamento do
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
75,00 -76,00 m kg/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas
A0 5,51 554,00 55,40 102,59
A1 11,11 1031,00 103,10 94,67
Fraturamento fino
A2 13,61 1246,00 124,60 93,40 1,21 1,23 1,11 Laminar c/ ou Colmatação
A1´ E.C - - - s/prenchimento fino

A2´ E.C - - -
E.C = Estágio Cancelado
98

4.1.3 Gráficos e Tabelas - 3


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Gráfico 4.5- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva- ensaio número 3 Gráfico 4.6- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 3

Tabela 4.15 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 3, SR 101.


0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00
Troço ensaiado Pressão do ensaio Absorçoes Regime de Comportamento do Recheio
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
76,00 - 79,00 m kg/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento das Fracturas
A0 5,51 772,00 25,73 47,65
A1 10,61 1280,00 42,67 41,03 Fracturamento
Tendência a grosseiro c/ ou
A2 E.C - - - 0,00 0,00 0,00 Tendência de colmatação
turbulência s/prenchimento
A1´ E.C - - - grosseiro
A2´ E.C - - -
E.C = Estágio Cancelado
99

4.1.4 Gráficos e Tabelas - 4


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Gráfico 4.7 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva ensaio número 4 Gráfico 4.8- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4

Tabela 4.16 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 3, SR 101.


0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00
Troço ensaiado Pressão do ensaio Absorçoes Regime de Comportamento do Recheio
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
78,00 - 79,00 m kgf/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento das Fracturas
A0 5,52 805,00 80,50 148,80
A1 10,82 1235,00 123,50 116,44 Fracturamento
Tendência a grosseiro c/ ou
A2 E.C - - - - - - Tendência de colmatação
turbulência s/prenchimento
A1´ E.C - - - grosseiro
A2´ E.C - - -
E.C = Estágio Cancelado
100

4.1.5 Gráficos e Tabelas - 5


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Gráfico 4.9- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva ensaio número 1 Gráfico 4.10- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 1

Tabela 4.17 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 1, SR 108.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Absorçoes Comportamento do
Troço ensaiado Pressão do ensaio Regime de
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento Recheio das
14,40 - 17,20 m kgf/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento
Fracturas
A0 1,68 21,00 0,75 4,55
A1 2,78 37,00 1,32 4,85 Fraturamento
c/ ou
A2 3,98 50,00 1,79 4,58 1,35 1,43 1,20 Laminar Colmatação
s/prenchimento
A1´ 2,78 32,00 1,14 4,19 fino
A2´ 1,68 20,00 0,71 4,34
101

4.1.6 Gráficos e Tabelas - 6


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Gráfico 4.11 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 2 Gráfico 4.12- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2

Tabela 4.18 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 2, SR 108.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Absorçoes Comportamento
Troço ensaiado Pressão do ensaio Regime de
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento do Recheio das
17.20 -20.20 m kgf/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento
Fracturas
A0 1,71 0,00 0,00 0,00
A1 3,01 14,00 4,20 1,58 Fraturamento
c/ ou
A2 4,41 17,00 5,10 1,31 1,21 1,47 1,21 Turbulento Colmatação
s/prenchimento
A1´ 3,01 5,00 1,50 0,57 grosseiro
A2´ 1,71 0,00 0,00 0,00
102

4.1.7 Gráficos e Tabelas - 7


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Gráfico 4.13- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 3 Gráfico 4.14- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 3

Tabela 4.19 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 3, SR 108.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Troço ensaiado Pressão do Absorçoes Regime de Comportamento do
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
20.20 -23.20 m ensaio kgf/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas
A0 1,96 21,00 0,70 3,65
A1 3,56 31,00 1,03 2,96 Fraturamento c/
Tandência a ou
A2 5,16 57,00 1,90 3,76 1,84 1,45 1,20 colmatação
Dilatação s/prenchimento
A1´ 3,56 33,00 1,10 3,15 fino
A2´ 1,96 26,00 0,87 4,51
103

4.1.8 Gráficos e Tabelas - 8


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Gráfico 4.15 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva -ensaio número 4 Gráfico 4.16- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4

Tabela 4.20 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 4, SR 108.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Absorçoes
Troço ensaiado Pressão do Regime de Comportamento do
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
23.20 -26.20 m ensaio kgf/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas

A0 2,52 11 0,37 1,49


A1 4,32 49 1,63 3,86 Fraturamento
Lavagem das c/ ou
A2 6,12 272 9,07 15,12 5,55 1,42 1,19 Lavagem das fracturas
fraturas s/prenchiment
A1´ 4,32 204 6,80 16,07 o frosseiro
A2´ 2,52 139 4,63 18,78
104

4.1.9 Gráficos e Tabelas - 9


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Gráfico 4.17- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 1 Gráfico 4.18- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 1

Tabela 4.9 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 1, SR 203.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Pressão do Absorçoes
Troço ensaiado Regime de Comportamento do
ensaio A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
3,00 - 8,00m A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas
kgf/cm2
A0 0,36 10,00 0,20 5,68
A1 0,58 15,00 0,30 5,24 Fraturamento
fino c/ ou
A2 0,91 25,00 0,50 5,61 1,67 1,56 1,25 Laminar Colomatação
s/prenchiment
A1´ 0,58 14,00 0,28 4,89 o fino

A2´ 0,36 8,00 0,16 4,55


105

4.1.10 Gráficos e Tabelas10


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Gráfico 4.19- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 2 Gráfico 4.20 -Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 2

Tabela 4-10– Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 2, SR 203.


0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00
Troço ensaiado Pressão do ensaio Absorçoes Regime de Comportamento do Recheio
A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
76,00 - 79,00 m kg/cm2 A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento das Fracturas
A0 5,51 772,00 25,73 47,65
A1 10,61 1280,00 42,67 41,03 Fracturamento
Tendência a grosseiro c/ ou
A2 E.C - - - 0,00 0,00 0,00 Tendência de colmatação
turbulência s/prenchimento
A1´ E.C - - - grosseiro
A2´ E.C - - -
106

4.1.11 Gráficos e Tabelas - 11


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Gráfico 4.21- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 3. Gráfico 4.22- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 3.

Tabela 4-11– Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 3, SR 203.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Pressão do Absorçoes
Troço ensaiado Regime de Comportamento do
ensaio A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
13,00 - 18,00m A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas
kgf/cm2
A0 0,35 0,00 0,00 0,00
A1 1,65 1,00 0,02 0,12
Fraturamento
A2 2,05 7,00 0,14 0,70 7,00 1,24 1,11
Hidráulico
A1´ 1,65 2,00 0,04 0,25
A2´ 0,35 0,00 0,00 0,00
107

4.1.12 Gráficos e Tabelas - 12


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Gráfico 4.23- Pressão Efetiva x Lugeon - ensaio número 4. Gráfico 4.24- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 4

Tabela 4.12 -Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 4, SR 203.


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Troço ensaiado Pressão do Absorçoes
Regime de Comportamento do
18,00 - 23,00 ensaio A2/A1 P2/P1 (P2/P1)^1/2 Fraturamento
A= l/10 min U.Lugeon Lugeon Escoamento Recheio das Fracturas
m kgf/cm2
A0 0,40 0,00 0,00 0,00
A1 2,30 0,00 0,00 0,00
A2 4,30 0,00 0,00 0,00 1,86 1,36
A1´
A2´
108

4.1.13 Gráficos e Tabelas - 13


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Gráfico 4.25 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 1. Gráfico 4.26- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 1.

Gráfico 4.27 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 2 Gráfico 4.28- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 2
109

4.1.14 Gráficos e Tabelas - 13


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Gráfico 4.29 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 3. Gráfico 4.30- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 3.

Gráfico 4.31 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 4 Gráfico 4.32- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 4.
110

4.1.15 Gráficos e Tabelas - 15


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Gráfico 4.33 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 5. Gráfico 4.34- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 5.

Gráfico 4.35- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 6. Gráfico 4.36- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número6
111

4.1.16 Gráficos e Tabelas - 16

Tabela 4.13 – Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 6, SR 110.


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Gráfico 37 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 7. Gráfico 38- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 7.
112

4.1.17 Gráficos e Tabelas - 17


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- Gráfico 4.39 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 8. Gráfico 4.40- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 8.

- Gráfico 4.41 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 1. Gráfico 4.42- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 1.
113

4.1.18 Gráficos e Tabelas - 18


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Gráfico 4.43 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 1. Gráfico 4.44- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 1.

Tabela 4.14 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 1, SR 104.


114

4.1.19 Gráficos e Tabelas - 19


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Gráfico 4.45 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 2. Gráfico 4.46- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 2.

Tabela 4.15 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 2, SR 104.


115

4.1.20 Gráficos e Tabelas - 20


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Gráfico 4.47 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 3. Gráfico 4.48- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 3.

Tabela 4.16 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 3, SR 104.


116

4.1.21 Gráficos e Tabelas - 21


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Gráfico 4.49 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 4. Gráfico 4.50- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 4.

Tabela 4.17 - Tipo de escoamento, fraturamento e colmatação - ensaio número 4, SR 104.


117

4.1.22 Gráficos e Tabelas - 22


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Gráfico 4.51- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 5. Gráfico 4.52- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 5.

Gráfico 4.53- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 6. Gráfico 4.54- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 6.
118

4.1.23 Gráficos e Tabelas - 23


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Gráfico 4.55- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 7. Gráfico 4.56- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 7.

Gráfico 4.57 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 8. Gráfico 4.58- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 8.
119

4.1.24 Gráficos e Tabelas - 24


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Gráfico 4.59 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 9. Gráfico 4.60- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 9.

Gráfico 4.61- Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 10. Gráfico 4.62- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 10.
120

4.1.25 Gráficos e Tabelas - 25


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Gráfico 4.63 - Vazão Equivalente x Pressão Efetiva - ensaio número 11. Gráfico 4.64- Pressão Efetiva x Lugeon- ensaio número 11.
121

4.2
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS E DISCUSSÕES

O mapa de localização das sondagens, Figura 4, visa mostrar as diferentes


áreas das localizações das sondagens executadas e programadas, no
aproveitamento hidrelétrico de Laúca. O perfil do aproveitamento hidrelétrico de
Laúca pode ser dividido entre: o leito gnáissico do rio Kwanza que compõe a zona
do eixo central da barragem e as ombreiras em metassedimentos. Conforme as
sondagens rotativas executadas (SR-101, SR-104, SR-108, SR-109, 110 e SR-
203) mostradas na Figura 4.
Na zona da ombreira onde se localizam as sondagens (SR-101, SR-104, SR-
108,), o perfil geológico é constituído na sua maioria por arenito poroso, arenito
silicificado e siltito, ou seja, rochas metassedimentares, o ensaio de perda d'água
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sob pressão nesta área (área 1), mostrou que nesta área o maciço rochoso não é
estanque, e as interpretações dos resultados confirmaram que nesta zona da
ombreia, devido a constituição litológica do perfil geológico o grau de
permeabilidade foi mais elevado, comparando com a constituição litológica do
eixo da barragem, onde se localizam as sondagens(SR-109, SR-110 e SR-203),
que é na sua maioria de gnaisse (área 2), onde as interpretações dos resultados
mostraram um baixo grau de permeabilidade devido a estrutura da matriz rochosa
que é gnáissica, existem determinadas profundidades ou trechos de ensaios, onde
não houve qualquer permeabilidade, e se pode considerar que essa área (área 2), o
maciço rochoso é parcialmente estanque. Do ponto de vista do ensaio de perda
d'água sob pressão, o maciço é considerado totalmente estanque quando os valores
do ensaio de perda d'água sobre pressão forem inferiores a uma unidade de
Lugeon. Nos debates do ponto de vista técnico, discutisse que não tem como
construir uma barragem que tenha a sua fundação totalmente estanque, devido os
grandes custos onerosos que se devem assumir para tal efeito. Neste ponto de
vista alguns autores definiram alguns critérios para adoção de valores aceitáveis
(limites mínimos ou margens de valores que devem ser admitidos para que se
considere uma fundação estanque), mas garantido a segurança das construções das
barragens. Os autores, alguns mais conservadores que outros, admitem alguns
122

valores de margens de perda d'água especifica. Tal como Redlich, Kampe &
Terzaghi (1929), consideram rochas como suficientemente impermeáveis se a
0,5 𝑙
perda d’água especifica não exceder: P. E = 𝑘𝑔𝑓 , Lugeon (1933) considera
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2

que a perda d’água específica admissível para barragens altas (altura> 30 m) não
0,1 𝑙
deve exceder:P. E = 𝑘𝑔𝑓 . Observa-se claramente que Maurice Lugeon é
𝑚𝑖𝑛 .𝑚 ( )
𝑐𝑚 2

muito mais conservador nos seus resultados admissíveis de perda d'água


específica, comparando aos resultados de Redlich, Kampe & Terzaghi.
A quantidade de água injetada em litro/minuto, por metro de furo sob a
pressão de 10 atm (10 kgf/cm2) é conhecida por unidade Lugeon e equivale à
perda d'água específica PE=1,0l/(min.m.10 atm). Houlsby (1976) considera que 1
Lugeon indica uma estanqueidade do maciço, onde o tratamento por injeção é
desnecessário,10 Lugeon caracteriza maciços fortemente interconectados, indica
uma estanqueidade do maciço, onde é necessário alguma intervenção para o
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tratamento por injeção. para a maioria dos trabalhos de redução de infiltração e


100 Lugeon indica uma estanqueidade do maciço, onde reuniram-se locais
fortemente articulados com juntas relativamente abertas ou fundações pouco
fissuradas onde as articulações são muito abertas, e exige um programa específico
de tratamento por injeção, etc.
Na área do eixo da barragem (área 2), onde a perda de água é menor
devido à qualidade do maciço, sugerem-se duas linhas de injeções (furos
primários e secundários), desde que esteja combinando com uma drenagem
adequada, na área das ombreiras (área 1), que esta constituída por rochas
metassedimentares e apresentou um alto grau de permeabilidade – sugerem-se 3
linhas de injeções (furos primários, secundários e terciários) ou mais, devido ao
seu alto grau de perda d’água.
Observou-se durante as interpretações dos resultados que o fluxo laminar é
predominante na maioria dos trechos ensaiados. Quanto ao meio técnico às
injeções de tratamento em fundação de barragem é um tema de muita polêmica ou
mesmo controverso. Alguns autores discordam da necessidade de tratamento só
por injeções, mas defendem uma ação combinada de injeções e drenagem
simultâneas para melhorar a eficácia da cortina de injeção.
123

Durante a interpretação e estudos dos resultados, observaram-se os seguintes


comportamentos e valores representativos da permeabilidade:

 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 110, do trecho de 7,65 - 10,65
m até ao trecho 19,70 - 22,28 m), não ouve qualquer infiltração durante o
ensaio de perda d'água sob pressão, o maciço é completamente estanque
nesta zona. Posteriormente no trecho 23,28 a 25,00 m, observou-se um
maciço com um escoamento turbulento e com um valor que representa a
permeabilidade de 400 U.L, nos trechos subseqüentes 25,00 - 28,00 m até
ao trecho 28,30 - 31,31 m, não se observou qualquer infiltração, maciço
totalmente estanque.
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 104, do trecho de 5,64 - 7,64 m,
com o valor representativo da permeabilidade de 33,54 U.L até o trecho
11,00 - 14,00 m, com valor representativo da permeabilidade de 61,4 U.L),
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observou-se fluxo com o comportamento laminar. No trecho 14,00 a 17,


observou um maciço com o regime de escoamento turbulento e com valor
representativo da permeabilidade de 42,36 U.L. Já nos trechos
subseqüentes (de 15,00 - 17,00 m até ao trecho 29,00 - 32,00m), observou-
se um maciço completamente estanque. No trecho 32,00 a 35,00 m, o
maciço é completamente permeável, com fluxo turbulento e com valor
representativo da permeabilidade de 82,78 U.L.
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 101, trecho de 73.00 a 76.00
m), observou-se um regime de escoamento laminar e o valor que
representa a permeabilidade é 32,02 U.L (valor obtido através da média
dos resultados dos ensaios).
 Nos ensaios feitos de sondagem rotativa (SR 101, trecho de 75.00 a 76.00
m), observou-se um regime de escoamento laminar e o valor que
representa a permeabilidade é de 96,70 U.L (valor obtido através da média
dos resultados dos ensaios).
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Figura 4 - Localização das sondagens.


 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 101, trecho de 76.00 a 79.00
m), observou-se regime de escoamento turbulento e o valor que representa
a permeabilidade é de 47,67 U.L (valor que representa a máxima pressão
de ensaio).
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 101, trecho de 78.00 a 79.00
m), observou-se regime de escoamento turbulento e o valor que representa
a permeabilidade é de 148,80U.L (valor que representa a máxima pressão
de ensaio).
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 108, trecho de 14.40 a 17.20
m), observou-se regime de escoamento laminar ou de Darcy, cujo valor
que representa a permeabilidade é de 4,50U.L (valor que representa a
máxima pressão de ensaio).
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 108, trecho de 20.20 a 23.20
m), observou-se regime de escoamento que tende à dilatação e o valor que
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representa a permeabilidade é de 3,38 U.L (valor obtido através da média


dos pares de valores mais baixos dos ensaios).
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 108, trecho de 23.20 a 26.20
m), observou-se um regime de escoamento que tende a uma lavagem das
fraturas e o valor que representa a permeabilidade é 3,38 U.L (valor mais
alto do ensaio, que corresponde ao 5 estágio).
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 203, trecho de 3.00 a 8.00 m),
observou-se regime de escoamento laminar e o valor que representa a
permeabilidade é de 5,20 U.L (valor obtido através da média dos
resultados dos ensaios).
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 203, trecho de 8.00 a 13.00 m),
observou um maciço estanque.
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 203, trecho de 13.00 a 18.00
m), observou-se fraturamento hidráulico.
 Nos ensaios feitos, sondagem rotativa (SR 203, trecho de 18.00 a 233.00
m), observou maciço estanque.
126

Discute-se muito, entre os especialistas, quais devem ser as pressões de


injeções durante os ensaios. Observou-se que não existem pressões de
referência durante os ensaios, mas, sim que a qualidade e o tipo do maciço
vão determinar a pressão que suportará durante os ensaios para que não
haja ruptura hidráulica. Observou-se, durante as interpretações dos
resultados, que as pressões dos ensaios foram relativamente baixas em
alguns trechos dos ensaios, talvez isso se deva à qualidade do maciço,
mesmo com pressões baixas. Observaram-se valores representativos da
permeabilidade altos, principalmente na zona da ombreia (área 1), esta
zona é constituída na sua maioria com rochas metassedimentares. Já no
eixo da barragem (área 2), que a sua constituição é por uma rocha
gnáissica de melhor qualidade em relação as rochas metassedimentares,
apesar dessa característica, alguns trechos ensaiados com baixas pressões
foram muito permeáveis. Devido a todos estes fatores descritos acima, é
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inevitável um programa especifico de tratamento ou alguma intervenção


nas fundações do aproveitamento hidroelétrico de Laúca.
5
CONCLUSÕES E SUGESTÕES

Com base no trabalho desenvolvido, foram concluídas as seguintes etapas:

 Uma das formas mais eficazes para a tomada de decisão e avaliação da


necessidade de alguma intervenção, ou não, de tratamento em fundações
de barragens é fazer análises de estudos geológico-geotécnicos, a fim de
facilitar uma melhor interpretação e eficiência nas decisões finais.

 Discute-se muito, entre os especialistas, quais devem ser as pressões de


injeções durante os ensaios. Observou-se que não existem pressões de
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referência durante os ensaios, mas, sim, que a qualidade e o tipo do maciço


vão determinar a pressão que suportará durante os ensaios para que não
seja causada ruptura hidráulica.

 Do ponto de vista do ensaio de perda d'água sob pressão, o maciço é


considerado totalmente estanque quando os valores do ensaio de perda
d'água sobre pressão forem inferiores a uma unidade de Lugeon. Nos
debates do ponto de vista técnico, discuti-se que não há possibilidade de
construir uma barragem que tenha a sua fundação totalmente estanque,
devido aos grandes custos onerosos que se devem assumir para tal feito.

 A principal informação obtida nas interpretações dos ensaios com base em


Lugeon é o valor da permeabilidade que serve para a tomada de decisão ou
avaliação da necessidade de alguma intervenção, ou não, de tratamento no
maciço rochoso que constitui a fundação da barragem.

 As fundações do aproveitamento hidrelétrico de Laúca são constituídas por


rochas gnáissicas no eixo da barragem, em que o maciço gnaisse é mais
fraturado em algumas zonas (zona 1), e por rochas metassedimentares no
128

trecho das ombreiras (zona 2). Os ensaios e interpretações dos resultados


mostram que o grau de permeabilidade é mais alto na zona das ombreiras,
onde sua composição é majoritariamente feita por rochas sedimentares. No
eixo da barragem, o grau de permeabilidade foi menos alto, devido às
características do maciço rochoso (gnaisse).

 Observou-se, durante as interpretações dos resultados, que as pressões dos


ensaios foram relativamente baixas em alguns trechos dos ensaios, talvez
isso se deva à baixa qualidade do maciço, mesmo com pressões baixas,
observaram-se valores representativos altos da permeabilidade,
principalmente na zona da ombreia (área 1), esta zona é constituída na sua
maioria com rochas metassedimentares.

 Na área do eixo da barragem (área 2), onde a perda de água é menor


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devido à qualidade do maciço, sugere-se duas linhas de injeções (furos


primários e secundários), desde que esteja combinado com uma drenagem
adequada na área das ombreiras (área 1), que esta constituída por rochas
metassedimentares e apresentou um alto grau de permeabilidade.
Sugerem- se 3 linhas de injeções (furos primários, secundários e terciários)
ou mais, devido ao seu alto grau de perda d’água.

 Sugere-se novo estudo, correlacionando o RQD do maciço rochoso com a


permeabilidade do maciço, estudo definindo qual é o melhor critério de
pressões a ser utilizado para injetar a calda de cimento no maciço e definir
o tipo de calda a ser injetada na fratura consoante às propriedades e
características do maciço.
Referências Bibliográficas

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ANEXO 1
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134

Tabela 21 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 101.


AHE LAÚCA SR
ENSAIO DE PERDA D ' ÁG U A 101
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANTES DO ENSAIO: FOLHA
2
06/04/2008 01 C031000199 S/N 30 Kg/cm 75,7 SONDEQ N90 120 l/min. 52,73 m 1 9
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. TRECHO
MANÔMETRO X X
54,13 m.
73,00 76,00 3,00 m 3/4 74,40 m 1,40 m 52,73 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
(L) kgf/cm2
LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
L/min L/min/m l/min/m/kg/cm²
2
kgf/cm kg/cm2 (cm/s)

948 1000 1053 1103 1154 1203 1253 1302 1351 1401
0,100 889 512 51,20 0,00 5,51 17,07 3,10 3,24E-04
59 52 53 50 51 49 50 49 49 50
757 863 972 1080 1188 1294 1397 1502 1607 1713
5,600 650 1063 106,30 0,00 11,01 35,43 3,22 3,36E-04
107 106 109 108 108 106 103 105 105 106
1047 1172 1300 1426 1554 1682 1807 1937 2065 2192
8,200 920 1272 127,20 0,00 13,61 42,40 3,11 3,26E-04
127 125 128 126 128 128 125 130 128 127
410 511 610 713 815 918 1020 1122 1226 1328
5,600 310 1018 101,80 0,00 11,01 33,93 3,08 3,22E-04
100 101 99 103 102 103 102 102 104 102
471 513 566 619 674 727 781 834 887 940
0,100 410 530 53,00 0,00 5,51 17,67 3,20 3,35E-04
61 42 53 53 55 53 54 53 53 53
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135

Tabela 22 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 10.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMET RO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA
2
06/04/2008 02 C031000199 S/N 30 Kg/cm 75,7 SONDEQ N90 120 l/min. 52,73 m 1 9
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. TRECHO
MANÔMETRO X
m 54,08 m.
75,00 76,00 1,00 3/4 76,35 m 1,35 m 52,73 m ARTEZ. 3 X SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)
578 637 695 751 806 861 915 967 1021 1074
0,100 520 554 55,40 0,00 5,51 55,40 10,06 7,60E-04
58 59 58 56 55 55 54 52 54 53
418 524 632 736 840 942 1042 1141 1241 1341
5,700 310 1031 103,10 0,00 11,11 103,10 9,28 7,01E-04
108 106 108 104 104 102 100 99 100 100
535 661 785 911 1034 1158 1282 1406 1531 1656
8,200 410 1246 124,60 0,00 13,61 124,60 9,16 6,92E-04
125 126 124 126 123 124 124 124 125 125

5,700
ESTÁGIO CANCELADO

0,100
ESTÁGIO CANCELADO
OBSERVAÇÃO: ENSAIO No 01 - PRESSÃO MÁXIMA ATINGIDA DE 8.200 Kg/cm² COM VAZÃO TOTAL DA BOMBA.
o
ENSAIO N 02 - PRESSÃO MÁXIMA ATINGIDA DE 8.200 Kg/cm². TRECHO DE ALTA ABSORÇÃO COMPREENDIDO ENTRE 75.00 À 76.00 m. EXECUTADOS SOMENTE 3 ESTÁGIOS POR SER ENSAIO DE SUB-TRECHO.
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
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136

Tabela 23 - Ensaio de Perda d’água -ensaio número 3, SR 101.


AHE LAÚCA SR
E N S A I O D E P E R D A D ' ÁG U A 101
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANTES DO ENSAIO: FOLHA
2
07/04/2008 03 C031000199 S/N 30 Kg/cm 75,7 SONDEQ N90 120 l/min. 52,73 m 2 9
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. TRECHO
MANÔMETRO
54,08 m.
76,00 79,00 3,00 m 3/4 77,35 m 1,35 m 52,73 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)
160 242 320 400 472 548 630 702 772 842
0,100 70 772 77,20 0,00 5,51 25,73 4,67 4,88E-04
90 82 78 80 72 76 82 72 70 70
1076 1205 1329 1457 1587 1715 1843 1969 2094 2220
5,200 940 1280 128,00 0,00 10,61 42,67 4,02 4,21E-04
136 129 124 128 130 128 128 126 125 126

11,600
ESTÁGIO CANCELADO

5,800
ESTÁGIO CANCELADO

0,100
ESTÁGIO CANCELADO
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137

Tabela 24 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 101.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMET RO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

08/04/2008 04 C031000199 S/N 30 Kg/cm 2


75,7 SONDEQ N90 120 l/min. 52,73 m 2 9
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. TRECHO
MANÔMETRO
m 54,18 m.
78,00 79,00 1,00 3/4 79,45 m 1,45 m 52,73 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)
410 484 558 632 708 795 883 969 1052 1135
0,100 330 805 80,50 0,00 5,52 80,50 14,59 1,10E-03
80 74 74 74 76 87 88 86 83 83
463 583 706 828 957 1085 1210 1332 1453 1575
5,400 340 1235 123,50 0,00 10,82 123,50 11,42 8,62E-04
123 120 123 122 129 128 125 122 121 122

11,800
ESTÁGIO CANCELADO

5,900
ESTÁGIO CANCELADO

0,100
ESTÁGIO CANCELADO
o
OBSERVAÇÃO: ENSAIO N 03 - PRESSÃO MÁXIMA ATINGIDA DE 5.200 Kg/cm² COM VAZÃO MÁXIMA DA BOMBA.
ENSAIO Nº 04 - PRESSÃO MÁXIMA ATINGIDA DE 5.400 Kg/cm² COM VAZÃO TOTAL DA BOMBA. CARACTERIZADO TRECHO DE ALTA ABSORÇÃO ENTRE 78.00 À 79.00 m.
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
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138

Tabela 25 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 101.


AHE LAÚCA SR
ENSAIO DE PERDA D ' ÁG U A 101
DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMET RO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

12/04/2008 07 C031000199 S/N 30 Kg/cm2 75,7 SONDEQ N90 120 l/min. 74,50 m 4 9
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
74,90 m.
85,00 88,00 3,00 m 3/4 85,40 m 0,40 m 74,50 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)
113 113 113 113 113 113 113 113 113 113
0,100 113 0 0,00 0,00 7,59 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
138 138 138 138 138 138 138 138 138 138
6,500 138 0 0,00 0,00 13,99 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
141 142 143 144 145 146 147 148 149 150
13,000 140 10 1,00 0,00 20,49 0,33 0,02 1,70E-06
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
150 150 150 150 150 150 150 150 150 150
6,500 150 0 0,00 0,00 13,99 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
150 150 150 150 150 150 150 150 150 150
0,100 150 0 0,00 0,00 7,59 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
139

Tabela 26 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 101.


o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANTES DO ENSAIO: FOLHA
2
14/04/2008 08 C031000199 S/N 30 Kg/cm 75,7 SONDEQ N90 120 l/min. 75,31 m 4 9
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. TRECHO
MANÔMETRO X X
m 75,71 m.
88,00 91,00 3,00 3/4 88,40 m 0,40 m 75,31 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

208 208 208 208 208 208 208 208 208 208
0,100 208 0 0,00 0,00 7,67 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
241 243 246 249 251 254 256 258 261 264
6,700 239 25 2,50 0,00 14,27 0,83 0,06 6,10E-06
2 2 3 3 2 3 2 2 3 3
273 276 278 281 284 287 290 293 296 299
13,400 270 29 2,90 0,00 20,97 0,97 0,05 4,82E-06
3 3 2 3 3 3 3 3 3 3
300 301 303 305 307 310 312 314 316 318
6,700 299 19 1,90 0,00 14,27 0,63 0,04 4,64E-06
1 1 2 2 2 3 2 2 2 2
320 320 320 320 320 320 320 320 320 320
0,100 320 0 0,00 0,00 7,67 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
OBSERVAÇÃO:
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
140

Tabela 27 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 108.


AHE LAÚCA SR
E N S A I O D E P E R D A D ' ÁG U A 108
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANTES DO ENSAIO: FOLHA
2
12/05/2008 01 C031000194 S/N 10 Kg/cm 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. SECO m 1 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA x COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. TRECHO
MANÔMETRO X
15,80 m.
14,40 17,20 2,80 m 3/4 15,80 m 1,40 m SECO m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
kgf/cm2 (L) L/min kgf/cm2 kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)
12580 12582 12585 12587 12589 12591 12593 12595 12597 12599
0,100 12578 21 2,10 0,00 1,68 0,75 0,45 4,27E-05
2 2 3 2 2 2 2 2 2 2
12615 12619 12623 12627 12631 12635 12638 12641 12644 12648
1,200 12611 37 3,70 0,00 2,78 1,32 0,48 4,54E-05
4 4 4 4 4 4 3 3 3 4
12669 12674 12679 12684 12689 12694 12699 12704 12709 12714
2,400 12664 50 5,00 0,00 3,98 1,79 0,45 4,29E-05
5 5 5 5 5 5 5 5 5 5
12722 12726 12729 12732 12735 12738 12742 12745 12748 12751
1,200 12719 32 3,20 0,00 2,78 1,14 0,41 3,93E-05
3 4 3 3 3 3 4 3 3 3
12754 12756 12758 12760 12762 12764 12766 12768 12770 12772
0,100 12752 20 2,00 0,00 1,68 0,71 0,43 4,06E-05
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
141

Tabela 28 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 108.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

12/05/2008 02 C031000194 S/N 10 Kg/cm2 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 15,40 m 1 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO X 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
m 16,06 m.
17,20 20,20 3,00 3/4 17,86 m 0,66 m 15,40 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

12796 12796 12796 12796 12796 12796 12796 12796 12796 12796
0,100 12796 0 0,00 0,00 1,71 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
12802 12804 12805 12806 12808 12809 12810 12812 12813 12814
1,400 12800 14 1,40 0,00 3,01 0,47 0,16 1,51E-05
2 2 1 1 2 1 1 2 1 1
12828 12830 12832 12834 12835 12837 12838 12840 12841 12842
2,800 12825 17 1,70 0,00 4,41 0,57 0,13 1,25E-05
3 2 2 2 1 2 1 2 1 1
12844 12844 12845 12845 12846 12846 12847 12847 12848 12848
1,400 12843 5 0,50 0,00 3,01 0,17 0,06 5,40E-06
1 0 1 0 1 0 1 0 1 0
12850 12850 12850 12850 12850 12850 12850 12850 12850 12850
0,100 12850 0 0,00 0,00 1,71 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
OBSERVAÇÃO:
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
142

Tabela 29 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 108.


AHE LAÚCA SR
ENSAIO DE PERDA D ' ÁG U A 108
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA
2
13/05/2008 03 C031000194 S/N 10 Kg/cm 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 17,83 m 2 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA x COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO X 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
18,58 m.
20,20 23,20 3,00 m 3/4 20,95 m 0,75 m 17,83 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

2876 2878 2880 2882 2885 2887 2889 2891 2893 2895
0,100 2874 21 2,10 0,00 1,96 0,70 0,36 3,48E-05
2 2 2 2 3 2 2 2 2 2
2905 2908 2911 2914 2917 2921 2924 2927 2930 2933
1,700 2902 31 3,10 0,00 3,56 1,03 0,29 2,83E-05
3 3 3 3 3 4 3 3 3 3
2943 2949 2955 2960 2966 2972 2978 2983 2989 2994
3,300 2937 57 5,70 0,00 5,16 1,90 0,37 3,59E-05
6 6 6 5 6 6 6 5 6 5
3001 3005 3008 3011 3015 3018 3021 3025 3028 3031
1,700 2998 33 3,30 0,00 3,56 1,10 0,31 3,01E-05
3 4 3 3 4 3 3 4 3 3
3035 3038 3040 3043 3045 3048 3050 3053 3055 3058
0,100 3032 26 2,60 0,00 1,96 0,87 0,44 4,31E-05
3 3 2 3 2 3 2 3 2 3
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
143

Tabela 30 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 108.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

14/05/2008 04 C031000194 S/N 10 Kg/cm2 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 25,02 m 2 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA X COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO X 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
m 24,16 m.
23,20 26,20 3,00 3/4 24,16 m 0,96 m 25,02 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

3091 3092 3094 3096 3097 3098 3099 3100 3101 3102
0,100 3091 11 1,10 0,00 2,52 0,37 0,15 1,42E-05
0 1 2 2 1 1 1 1 1 1
3135 3140 3145 3150 3155 3159 3164 3169 3174 3179
1,900 3130 49 4,90 0,00 4,32 1,63 0,38 3,69E-05
5 5 5 5 5 4 5 5 5 5
3292 3319 3345 3373 3400 3427 3455 3482 3509 3537
3,700 3265 272 27,20 0,00 6,12 9,07 1,48 1,44E-04
27 27 26 28 27 27 28 27 27 28
3585 3605 3625 3646 3666 3687 3707 3728 3749 3769
1,900 3565 204 20,40 0,00 4,32 6,80 1,58 1,53E-04
20 20 20 21 20 21 20 21 21 20
3854 3868 3882 3897 3910 3924 3938 3952 3966 3979
0,100 3840 139 13,90 0,00 2,52 4,63 1,84 1,79E-04
14 14 14 15 13 14 14 14 14 13
OBSERVAÇÃO:
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
144

Tabela 31- Ensaio de Perda d’água - ensaio número 5, SR 108.


AHE LAÚCA SR
ENSAIO DE PERDA D ' ÁG U A 108
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA
2
14/05/2008 05 C031000194 S/N 10 Kg/cm 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 25,02 m 3 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA x COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO X 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
26,01 m.
26,20 29,20 3,00 m 3/4 27,19 m 0,99 m 25,02 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

4011 4013 4015 4017 4020 4022 4025 4027 4030 4032
0,100 4010 22 2,20 0,00 2,70 0,73 0,27 2,64E-05
1 2 2 2 3 2 3 2 3 2
4054 4059 4064 4070 4075 4081 4086 4092 4097 4103
2,100 4048 55 5,50 0,00 4,70 1,83 0,39 3,80E-05
6 5 5 6 5 6 5 6 5 6
4137 4147 4157 4168 4178 4188 4198 4209 4219 4229
4,200 4127 102 10,20 0,00 6,80 3,40 0,50 4,87E-05
10 10 10 11 10 10 10 11 10 10
4246 4252 4258 4264 4271 4277 4284 4290 4297 4303
2,100 4239 64 6,40 0,00 4,70 2,13 0,45 4,42E-05
7 6 6 6 7 6 7 6 7 6
4312 4316 4320 4324 4328 4332 4336 4340 4344 4348
0,100 4308 40 4,00 0,00 2,70 1,33 0,49 4,81E-05
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
145

Tabela 32 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 6, SR 108.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

15/05/2008 06 C031000194 S/N 10 Kg/cm2 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 27,01 m 3 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO X 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
m 28,06 m.
29,20 32,20 3,00 3/4 30,25 m 1,05 m 27,01 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

4368 4368 4368 4368 4368 4368 4368 4368 4368 4368
0,100 4368 0 0,00 0,00 2,91 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370
2,300 4370 0 0,00 0,00 5,11 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370 4370
4,600 4370 0 0,00 0,00 7,41 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

2,300
ESTÁGIO CANCELADO

0,100
ESTÁGIO CANCELADO
OBSERVAÇÃO:
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
146

Tabela 33 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 108.


AHE LAÚCA SR
ENSAIO DE PERDA D ' ÁG U A 108
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA
2
16/05/2008 07 C031000194 S/N 10 Kg/cm 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 26,40 m 4 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
27,45 m.
32,20 35,20 3,00 m 3/4 33,25 m 1,05 m 26,40 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

4408 4408 4408 4408 4408 4408 4408 4408 4408 4408
0,100 4408 0 0,00 0,00 2,85 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
4414 4415 4416 4417 4418 4419 4420 4422 4423 4424
2,600 4412 12 1,20 0,00 5,35 0,40 0,07 7,29E-06
2 1 1 1 1 1 1 2 1 1
4429 4431 4432 4434 4435 4436 4437 4438 4438 4439
5,100 4427 12 1,20 0,00 7,85 0,40 0,05 4,97E-06
2 2 1 2 1 1 1 1 0 1
4439 4439 4440 4440 4440 4441 4441 4441 4442 4442
2,600 4439 3 0,30 0,00 5,35 0,10 0,02 1,82E-06
0 0 1 0 0 1 0 0 1 0
4442 4442 4442 4442 4442 4442 4442 4442 4442 4442
0,100 4442 0 0,00 0,00 2,85 0,00 0,00 0,00E+00
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
147

Tabela 34 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 108.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

17/05/2008 08 C031000194 S/N 10 Kg/cm2 99,2 SONDEQ N90 100 l/min. 32,20 m 4 13
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO X 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
m 32,50 m.
35,20 38,20 3,00 3/4 35,50 m 0,30 m 32,20 m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

4475 4477 4479 4481 4483 4485 4487 4490 4492 4494
0,100 4473 21 2,10 0,00 3,35 0,70 0,21 2,04E-05
2 2 2 2 2 2 2 3 2 2
4536 4542 4548 4554 4560 4566 4572 4578 4585 4591
2,800 4530 61 6,10 0,00 6,05 2,03 0,34 3,27E-05
6 6 6 6 6 6 6 6 7 6
4615 4625 4635 4645 4655 4665 4674 4683 4693 4703
5,500 4605 98 9,80 0,00 8,75 3,27 0,37 3,64E-05
10 10 10 10 10 10 9 9 10 10
4718 4726 4733 4740 4748 4756 4763 4771 4778 4786
2,800 4710 76 7,60 0,00 6,05 2,53 0,42 4,08E-05
8 8 7 7 8 8 7 8 7 8
4804 4809 4813 4817 4821 4825 4830 4834 4838 4842
0,100 4800 42 4,20 0,00 3,35 1,40 0,42 4,07E-05
4 5 4 4 4 4 5 4 4 4
OBSERVAÇÃO:
NÃO FOI OBSERVADO RETORNO.
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1212875/CA
148

Tabela 35 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 109.


AHE LAÚCA SR
ENSAIO DE PERDA D ' ÁG U A 109
o o o
DATA: N DO ENSAIO N HIDRÔMETRO N MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA
2
06/02/2009 01 5 Kg/cm 99,2 120 l/min. SECO m 1 8
1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO x
1,18 m.
0,83 3,83 3,00 m 3/4 1,18 m 0,35 m SECO m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

9 10 9 10 10 10 9 9 9 9
0,100 0 0,00 0,00 0,22 0,00 0,00 0,00E+00

13 14 15 15 15 15 15 15 15 15
0,170 0 0,00 0,00 0,29 0,00 0,00 0,00E+00

19 20 19 20 20 20 19 19 19 19
0,340 0 0,00 0,00 0,46 0,00 0,00 0,00E+00

14 13 13 13 13 13 13 13 13 13
0,170 0 0,00 0,00 0,29 0,00 0,00 0,00E+00

10 10 9 10 11 11 10 10 10 11
0,100 0 0,00 0,00 0,22 0,00 0,00 0,00E+00
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Tabela 36 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 109.


DATA: No DO ENSAIO No HIDRÔMETRO No MANÔMETRO CAPACIDADE Ø FURO MOTOBOMBA: VAZÃO N.A. ANT ES DO ENSAIO: FOLHA

07/02/2009 02 S/N 5 Kg/cm2 99,2 120 l/min. SECO m 1 8


1
TRECHO ENSAIADO: COMP. CANALIZAÇÃO ACIMA X COLUNA D'ÁGUA ENSAIADO
ALTURA DO N.A. ADOTADO:
DE A Ø COMPRIMENTO ABAIXO 2 DO N.A. X TRECHO
MANÔMETRO
m 4,13 m.
3,83 6,17 2,34 3/4 4,13 m 0,30 m SECO m ARTEZ. 3 SUB TRECHO

PRESSÃO ABSORÇÃO EM LITROS A CADA MINUTO PERDA DE PRESSÃO VAZÃO PERDA D'ÁGUA COEFICIENTE
VOLUME VAZÃO
MANOMÉTRICA CARGA EFETIVA ESPEC. ESPECÍFICA PERMEÁVEL
2 LI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (L) kgf/cm2
kgf/cm L/min kg/cm2 L/min/m l/min/m/kg/cm² (cm/s)

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0,100 0 0,00 0,00 0,51 0,00 0,00 0,00E+00

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0,380 0 0,00 0,00 0,79 0,00 0,00 0,00E+00

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0,750 0 0,00 0,00 1,16 0,00 0,00 0,00E+00

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0,380 0 0,00 0,00 0,79 0,00 0,00 0,00E+00

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0,100 0 0,00 0,00 0,51 0,00 0,00 0,00E+00

OBSERVAÇÃO:
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Tabela 37 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 110.


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Tabela 38 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 110.


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152

Tabela 39 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 110.


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153

Tabela 40 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 110.


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Tabela 41 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 5, SR 110.


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155

Tabela 42 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 6, SR 110.


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156

Tabela 43 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 110.


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157

Tabela 44 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 110.


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158

Tabela 45 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 1, SR 104.


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Tabela 46 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 2, SR 104.


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Tabela 47 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 3, SR 104.


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Tabela 48 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 4, SR 104.


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162

Tabela 49 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 5, SR 104.


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163

Tabela 50 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 6, SR 104.


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164

Tabela 51 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 7, SR 104.


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165

Tabela 52 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 8, SR 104.


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166

Tabela 53 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 9, SR 104.

~
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Tabela 54 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 10, SR 104.


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Tabela 55 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 11, SR 104.


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Tabela 56 - Ensaio de Perda d’água - ensaio número 12, SR 104.


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Tabela 57 - Tabela Ensaio de Perda d’água - ensaio número 13, SR 104.