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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS – CTC/EQA
DISCIPLINA: EQA5506 – PROJETOS I
PROFESSOR: ADELAMAR FERREIRA NOVAIS

AGITADORES E RASPADORES DE TANQUES. DECANTADORES, FLOTADORES E TORRES DE
RESFRIAMENTO DE ÁGUA

Jessica Alberton
Raquel C. Kohler

Florianópolis, maio de 2018

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Sumário

Sumário

Agitadores de Tanques .............................................................................................. 4
Introdução ................................................................................................................................. 4
Mistura de sólidos ..................................................................................................................... 4
Mistura de Líquidos ................................................................................................................... 4
Tipos Clássicos de misturas líquidas ....................................................................... 7
Mistura de Líquidos Imiscíveis .................................................................................................. 7
Dispersão de Gases em Líquidos ............................................................................................... 7
Agitadores de Sólidos ................................................................................................ 8
Agitadores de duplo cone ......................................................................................................... 8
Agitadores em V e em Y ............................................................................................................ 9
Agitador Cúbico ....................................................................................................................... 10
Agitadores Cônicos de Parafuso ou de Cintas ......................................................................... 10
Agitadores Ribbon ou de Cintas .............................................................................................. 11
Agitadores de Líquidos ............................................................................................ 12
Agitadores Tipo Hélice ............................................................................................................ 12
Hélice Marinha ........................................................................................................................ 12
Agitadores Tipo Turbina .......................................................................................................... 13
Turbinas de Pás Planas ............................................................................................................ 13
Turbinas de Pás Curvas............................................................................................................ 14
Turbina Rushton ...................................................................................................................... 14
Turbina Smith .......................................................................................................................... 15
Turbina de Pás Inclinadas ........................................................................................................ 15
Pás de Fita Dupla Helicoidal .................................................................................................... 16
Pás do Tipo Âncora .................................................................................................................. 16
Pás do Tipo Parafuso ............................................................................................................... 17
Decantadores ............................................................................................................ 17
Decantadores para sólidos grosseiros (primários) ................................................ 18
Decantador helicoidal: ............................................................................................................ 18
Decantador de rastelo:............................................................................................................ 19
Decantadores para sólidos finos (secundários) ..................................................... 19
Decantador vertical (estático) ................................................................................................. 19
Decantador lamelar................................................................................................................. 20
Flotadores ................................................................................................................. 21

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Flotadores de ar induzido (FAI) ............................................................................................... 22
Flotadores de ar dissolvido (FAD) ........................................................................................... 24
Eletroflotadores ...................................................................................................................... 25
Flotador de coluna .................................................................................................... 26
Raspadores ............................................................................................................... 27
Raspadores para tanques ........................................................................................................ 27
Raspadores para decantadores ............................................................................................... 28
Raspadores de acionamento central....................................................................................... 28
Raspador do tipo duplo acionamento lateral: Decantadores retangulares............................ 28
Raspadores de acionamento lateral por sucção para decantadores retangulares ................ 29
Raspadores flutuantes por sucção para tanques retangulares............................................... 29
Raspadores de acionamento periférico para tanques circulares............................................ 29
Raspador de acionamento periférico por sucção para tanques circulares ............................. 30
Raspadores para flotadores .................................................................................................... 30
Torres de resfriamento de água............................................................................... 31
Introdução ............................................................................................................................... 31
Funcionamento de torres de resfriamento ............................................................................. 32
Princípio de operação ............................................................................................................. 32
Variáveis de processo e especificação da torre de resfriamento ........................................... 33
Aspectos operacionais............................................................................................................. 33
Tipos de torres de resfriamento .............................................................................. 34
Torre de Resfriamento por Borrifamento com Ventilação Natural ........................................ 34
Torre de resfriamento hiperbólica .......................................................................................... 35
Torre de tiragem mecânica ..................................................................................................... 35
Classificação Quanto o Contato Entre a Água e o Ar ............................................ 36
Torre em Contracorrente ( Counter-Flow ) ............................................................................. 36
4.3.4.2 Torre em Corrente Cruzada ( Cross-Flow ) .................................................................. 37
Referências Bibliográficas ....................................................................................... 38
Vídeos................................................................................................................. 40

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Agitadores de Tanques

Introdução

Agitadores de tanques são equipamentos que têm como propósito misturar, agitar,
dissolver e homogeneizar dois ou mais componentes separados a fim de formar um
produto de composição uniforme. Eles são aplicáveis nos mais diversos ramos da
engenharia química, em processos de dissolução de sólidos e gases, tratamento de
efluentes, mistura e dispersão de líquidos miscíveis e imiscíveis, auxiliar na
transferência de calor e massa, misturar dois ou mais sólidos, misturar e dispersar
sólidos em líquidos, acelerar reações químicas entre outros.
Os modelos de equipamentos utilizados são específicos para cada conjunto de
compostos a serem misturados, dependendo fortemente do estado físico dos
componentes sólido, líquido ou gasoso, bem como de outras propriedades físicas dos
componentes, como viscosidade, massa especifica, densidade, escoabilidade,
resistência ao cisalhamento, etc.

Mistura de sólidos

Em geral, são misturados dois tipos principais de sólidos: pastas pesadas e massas ou
pós secos. Em ambos os casos, como não há formação de correntes de fluxo, trata-se
de uma operação que consome grande quantidade de energia. A mistura deve ocorrer
então por conta da turbulência induzida no sólido, seja pelo princípio de tombamento ou
pela ação de algum tipo de impelidor.
As propriedades dos sólidos que podem influenciar a facilidade da mistura em sólidos
como, granulometria, massa especifica, relação entre as massas especificas, forma,
aderência, molhabilidade, etc, devem ser consideradas.
Nesses casos, as propriedades físicas dos sólidos tendem a sofrer grande variação
mesmo durante o processo de mistura ou agitação, o que torna o entendimento do
processo muito complexo. É comum em indústrias de alimentos e farmacêuticas, sendo
que na grande maioria das vezes o processo ocorre em batelada. Adiante neste
trabalho, serão discutidos, os diversos modelos agitadores de tanques para pós secos.

Mistura de Líquidos
Tratam-se das misturas onde a fase majoritária é a líquida. A agitação e/ou mistura se
dá, portanto, no interior de tanques, através de um eixo rotacional portado de um
impelidor, cuja escolha dependerá diretamente do tipo de mistura e das propriedades
físicas do líquido, como viscosidade, massa específica, relação entre as massas
específicas, miscibilidade, densidade, etc.
Na mistura de líquidos, a rotação do impelidor provoca a formação de fluxos de líquido
no interior do tanque, promovendo assim a movimentação das fases de interesse, bem
como a transferência de calor e massa.
Basicamente, são utilizados três tipos principais de impelidores, que são as hélices, as
turbinas e as pás, sendo que eles podem ser combinados entre si de inúmeros modos,

O radial possui movimento perpendicular ao eixo do impulsor. Os impelidores de fluxo radial induzem um padrão de dois estágios. ou rotacional. fazendo com que correntes oriundas de localizações diferentes se encontrem. Dependendo do arranjo dos impelidores. um acima e um abaixo do impulsor. Estes vórtices são produzidos pela ação da força centrífuga que age no líquido. uma vez que provoca a formação de vórtices. podem se formar três tipos de fluxo: radial. os fluxos longitudinal e radial contribuem com a mistura. longitudinal. axial e tangencial. 5 a fim de aumentar a eficiência da mistura em casos espcecíficos. Portanto. devido à componente tangencial da velocidade do fluido. Geralmente ocorre para líquidos de baixa viscosidade e em altas velocidades de rotação. Figura 4: Esquema de formação de vórtices . Figura 1: Esquema de Figura 2: Esquema de fluxo axial ou Figura 3: Esquema de fluxo tangencial fluxo radial. Já os impelidores de fluxo axial produzem um padrão de fluxo através de todo o tanque em um único estágio. o axial ou longitudinal possui movimento paralelo ao eixo do impulsor e o tangencial ou rotacional forma caminhos circulares ao redor do eixo . O fluxo tangencial contribui pouco para a mistura.

Características: Alto consumo de potência. ou seja. grande capacidade dispersiva e são agressivos ao produto. impulsiona a grande massa líquida contra as paredes do tanque. trabalhar com agitador na horizontal e utilizar chicanas ou defletores no tanque. . Tipos de aplicação: Dispersão de gases. como descentralizar ou inclinar o agitador. Figura 5: Esquema de tanque com agitador inclinado e descentralizado Figura 6: Esquema de tanque com agitador na horizontal Figura 7: Esquema de tanque com chicanas Principais características de cada fluxo: • Fluxo Radial: São aqueles que geram linhas de fluxo perpendicularmente ao eixo do agitador. dissolução de materiais sólidos. transferência de massa. Modelos de impelidores: Turbinas de pás retas e inclinadas. 6 Existem algumas maneiras de evitar a formação de vórtices. turbinas Rushton e Smith.

Participam do fenômeno as forças de tensão superficial e interfacial. fermentação. Características: Alto consumo de potência. utilizam-se especialmente agitadores do tipo turbina Smith ou Rushton. mistura de fluidos viscosos e dissolução de materiais sólidos em meios viscosos ou com formação de subprodutos altamente viscosos. hidrogenação. Em geral. farmacêutica e mineração. Para suspensões de sólidos decantáveis o misturador deve ser projetado para que haja boa agitação no fundo do tanque. Tipos de aplicação: Homogeneização de resinas. destinados a misturas produtos de alta viscosidade (acima de 50. São largamente utilizados em indústrias como a de petróleo. . lavagem. visando quebrar as micelas e criar uma grande área de contato superficial entre as fases. que possuem alta eficiêcia em quebrar bolhas de ar. Precauções devem ser tomadas quando os sólidos podem flotar. impulsiona a grande massa líquida contra o fundo do tanque. Tipos de aplicação: Mistura de produtos líquidos. Impulsiona a grande massa líquida ao redor da parede do tanque. Modelos de impelidores: Hélice naval. oxidação. que é controlado pelo seu tamanho e densidade. O vigor da agitação deverá ser tanto maior quanto maior for o peso das partículas. Suspensão de Sólidos Com os objetivos de dissolução do sólido. a lixiviação. Dispersão de Gases em Líquidos Com o objetivo de absorver um gás pouco solúvel num líquido. que naturalmente fornecem um alto torque. parafuso e fita dupla helicoidal. Agitadores de contato gás-líquido são utilizados em processos industriais de absorção. entre outros. Tipos Clássicos de misturas líquidas Mistura de Líquidos Imiscíveis A dispersão de líquidos imiscíveis trata-se de subdividir um líquido em gotículas com a menor dimensão possível e dispersá-las no outro de modo a uniformizar ou levar o sistema a um estado de desordem uniforme. grande abrangência por sua distribuição geométrica do fluxo dentro do tanque e baixa agressão ao produto. ou seja. • Fluxo tangencial ou rotacional: São aqueles que geram linhas de fluxo circulares e em regime de fluxo laminar. Emulsões podem ser obtidas utilizando turbinas. Características: Baixo consumo de potência. de alimentos. cloração. além de agitação no centro para aumentar o contato entre o líquido e sólido. Modelos de impelidores: Projetos especiais e impelidores tipo âncora. a cristalização ou a mera suspensão das partículas para manter a homogeneidade do sistema. o alto gasto energético requerido pelas turbinas compensa o aumento da qualidade do produto. alto torque e elevado investimento inicial.000 cP). e a forma das partículas. sólidos em suspensão e transferência de calor. turbina de pás inclinadas. 7 • Fluxo axial ou longitudinal: São aqueles que geram linhas de fluxo paralelas ao eixo do agitador.

em contrapartida. 8 bem como quando o líquido possui uma viscosidade elevada. São formados por dois cones ligados por uma seção cilíndrica. de plásticos. Podem ser adicionadas chicanas ou mesmo com cintas. Figura 8: Agitador de duplo cone Figura 9: Esquema do movimento executado pelo agitador de duplo cone . cosméticos e detergentes. O grau de mistura pode variar de uma simples dispersão para uma homogeneidade completa. não é uma boa escolha para partículas demasiadamente finas e para materiais que contenham partículas com grandes diferenças de tamanho. Agitadores de Sólidos Agitadores de duplo cone Os agitadores desse tipo partem do princípio de tombamento simples para homogeneizar e misturar os materiais sólidos. de alimentos. a adição de chicanas ou cintas aumenta o cisalhamento entre as partículas. No entanto. por onde pode ser adicionado ou removido o material. possuindo capacidades desde escala laboratorial até escala produtiva. Esse equipamento não contém zonas mortas de mistura e é de fácil limpeza. Esses misturadores se valem do princípio de tombamento simples. podendo também girar em torno do eixo vertical. É um misturador eficiente para misturar grânulos e pós secos de maneira homogênea. onde as sucessivas quedas das partículas provoca a homogeneização e mistura dos materiais. de modo a aumentar a turbulência e facilitar a homogeinização da mistura mas. Em cada cone há uma abertura. que gira em torno do eixo horizontal transversal à seção cilíndrica. Utilizado nas indústrias farmacêutica.

Suas aplicações semelhantes ao agitador em V. É composto por duas câmaras cilíndricas montadas em um ângulo de 75° a 90°. especialmente na indústria de fármacos. uma sobre a outra. que permite um movimento convergente e divergente repetitivo do material. Figura 11: Agitador em Y . com um cilindro adicionado formando um formato de Y. Devido a sua assimetria característica. São utilizados largamente para homogeinização de pós. sendo que na descarga podem ser usadas válvulas adequadas e cabeças giratórias rápidas. este tipo de misturador apresenta alta eficiência no processo de mistura. O enchimento pode se dar por operação manual ou mesmo por sucção à vácuo. Figura 10: Agitador em V Existe também uma pequena variação no agitador em V. especialmente em casos de partículas frágeis com pouca resistência ao cisalhamento. conferindo a este o nome de agitador em Y. 9 Agitadores em V e em Y Funciona também pelo princípio do tombamento para misturar os sólidos.

Apesar dos vértices do agitador cúbico possibilitarem uma mistura 3D facilitando a mistura dos componentes. esse equipamento consiste num compartimento cúbico com um eixo que atravessa uma de suas horizontais. Muito utilizado na indústria de fármacos e de alimentos. É principalmente aplicado em sólidos secos que possuam bom escoamento. A mistura ocorre pois ao girar em torno de si próprio. Figura 12: Agitador Cúbico Agitadores Cônicos de Parafuso ou de Cintas Tratam-se de recipientes cônicos com um conjunto de parafusos de rosca infinita. o parafuso movimenta o sólido depositado no fundo do recipiente até o topo da rosca. que deslizam sobre si próprias e nas paredes do compartimento. permitindo a sua rotação em torno desse eixo e proporcionando uma mistura em três dimensões. . além de dificultar a limpeza e de aumentar o cisalhamento entre as partículas. mas pode ser utilizado para produtos líquidos ou molhos condimentados. 10 Agitador Cúbico Como implica o próprio nome. de densidade não muita elevada. como contras. que podem estar centralizados ou levemente deslocados do eixo central do tanque. sendo que a mistura ocorre também pelo princípio de tombamento das partículas. É recomendado para mistura suave de pós e grânulos densos. a presença de cantos favorece a formação de zonas mortas. É econômicamente atrativo por seu baixo custo de manutenção e pode se de escala laboratorial ou produtiva.

Figura 14: Misturadores cônicos de parafuso e cintas Agitadores Ribbon ou de Cintas Formados por um canal horizontal com um eixo central e agitador composto por cintas helicoidais. além de combinações entre cintas e parafusos. podendo ser usados diversos parafusos. Além disso. Os agitadores tem uma complexa configuração. facilitando a movimentação do sólido no topo do tanque. 11 O arranjo dos parafusos pode seguir diversos modelos. Figura 13: Agitador cônico de parafuso. assim como no agitador Ribbon. a fim de garantir que não se formem zonas mortas de sólido em determinadas porções do tanque. Podem ser usados arranjos de cintas. de acordo com o tipo de sólidos a serem misturados. o eixo que suporta os parafusos também pode girar. sendo as mesmas montadas em direções contrárias no . que são montadas de forma que atuam em direções contrárias sobre o eixo. com um conjunto interno e um conjunto externo de cintas helicoidais.

produtos alimentícios em pó e grânulos. que possuem fácil arejamento. uma move o produto em uma direção de modo lento e outra o move rapidamente na direção contrária. como raio do agitador. São capazes de prover alto fluxo e consomem uma baixa potência comparado com os demais. As correntes de líquido formadas pelo movimento da hélice segue através do líquido em uma dada direção. lâminas dentadas. . em geral menor do que a dos agitadores em batelada. Agitadores de Líquidos Agitadores Tipo Hélice Tratam-se de impelidores utilizados principalmente para líquidos com baixa viscosidade. pode-se adaptar este tipo de misturador a uma grande variedade de materiais. até encontrar algum anteparo. até materiais fibrosos ou densos que requerem um maior esforço do equipamento. Existem ainda variações. e outros designs que podem ser aplicados em casos de necessidades especiais. Figura 15: Agitador de cintas. com de quatro a seis lâminas. abrangendo desde materiais muito finos e de baixa densidade. número de espirais. ou seja. Hélice Marinha O impulsor mais amplamente utilizado é o propulsor marinho de três lâminas. São eficazes para misturas de produtos de densidade elevada. onde os sólidos a serem misturados são introduzidos e a mistura é efetuada sem precisar parar para esvaziar o compartimento. sendo a turbulência causada por essa movimentação a responsável pela mistura dos componentes. 12 eixo. distância do conjunto externo até a parede. Podem funcionar de forma contínua. aumentando a produtividade. distância entre os conjuntos interno e externo. A mistura ocorre então por conta da turbulência causada no sólido particulado pela movimentação das cintas Ao variar-se as características das cintas. Possuem capacidade variada.

bem menor que o diâmetro do tanque. sendo que em líquidos de baixa viscosidade. Agitadores Tipo Turbina Os agitadores do tipo turbina tem como vantagem a capacidade de em uma larga faixa de viscosidades. Apresentam correntes axiais. De modo geral. Além disso. Tende a provocar correntes radiais do fluido. além de que o diâmetro do impelidor é. sendo bastante utilizadas para transferência de calor. em geral. 4. . Dependendo do modelo. Geram um nível médio de turbulência. que pode ser 2. mistura de fluidos imiscíveis. Além disso. ocorre a formação de correntes fortes que tendem a eliminar zonas mortas. podem ser utilizados para suspensão de sólidos. Turbinas de Pás Planas Consiste de um número de placas retas. devido ao elevado peso. possuem uma boa relação custo benefício e apresentam boa durabilidade quando expostas ao cisalhamento na agitação. são utilizadas com pequenos diâmetros. 13 Utilizada geralmente para prover altas velocidades de rotação em fluidos de baixa viscosidade. por exemplo na suspensão de sólidos e mistura de fluidos miscíveis. para dispersão de gases em líquidos. Figura 17: Impulsor do tipo Hélice Marinha com seis lâminas . Figura 16: Impulsor do tipo Hélice Marinha com três lâminas . agitação de fluidos viscosos ou não viscosos. 6 ou 8 unidas a um disco circular central. podem apresentar alta tensão de cisalhamento nas pontas do impulsor. e para promover transferência de calor.

mas não é recomendado para promover dispersão de gases. portanto. É utilizado para operações sensíveis à velocidade e quando se requer altas velocidades na parede do tanque. quando o nível de líquido é baixo ou o conteúdo de sólidos é alto. consomem grandes quantidades de energia. Figura 19: Impulsor do tipo turbinas de pás curvas . é um impulsor que produz eficiente escoamento radial por conta da diminuição do cisalhamento causada pela curvatura das pás. . . É utilizado principalmente quando se requer alto torque e. formam-se redemoinhos em cada pá e nestas áreas de grande cisalhamento ocorre a quebra de gotas de diâmetro maior no caso de líquidos imiscíveis. Figura 20: Impulsor do tipo turbina Rushton . Distribuem a energia de maneira uniforme. Turbina Rushton Trata-se de um disco plano com pás planas verticalmente montadas ao redor do disco. Estas turbinas de disco e pás são adequadas para agitação de fluidos poucos viscosos e alta velocidade. utilizado para baixas concentrações de líquidos imiscíveis e especialmente para dispersão de gases. Turbinas de Pás Curvas Constituído por pás curvas unidas em um centro circular. É efetivo em questão energética. Quando em rotação. Figura 18: Impulsor do tipo turbinas de pás planas. 14 Podem ser utilizados em emulsões líquido-líquido ou na suspensão de sólidos.

entretanto. não é muito sensível a mudança de viscosidade. causando variação do regime entre turbulento e laminar. possui gasto de energia razoável devido ao alto cisalhamento. Diferente de outros impulsores dispersores de gás. Turbina de Pás Inclinadas Consiste de placas planas ligadas em ângulo a um centro circular. Figura 21: Impulsor do tipo turbina Smith . Recomendado quando existe muita variação de viscosidade alongo do processo. Turbina altamente efetiva para dispersao de volumes altos de gases. Pode dispersar seis vezes mais o volume que a de Rushton. 15 Turbina Smith A turbina Smith é constituída por um disco central munido de placas curvas ao redor do disco. Figura 21: Impulsor do tipo turbina de pás inclinadas . O arranjo angulado da pás provoca o aparecimento de correntes tanto radiais quanto axiais. . além de ser um bom impulsor para suspensão de sólidos É barato.

para aumentar a transferência de calor. para velocidades de rotação baixas. Figura 22: Impulsor de pás do tipo fita dupla helicoidal. para situações que demandam agitação menos complexa. O tempo de mistura são mais longos que em impulsores de fitas helicoidal. trabalhando com fluidos muito viscosos e evitando a deposição de fluido nas paredes do tanque. É recomendado para fluidos de altas viscosidades em regime laminar. O movimento orbital das pás em torno do tanque garante a homogeinização da mistura. as pás empurram o líquido radial e tangencialmente com praticamente nenhum movimento no sentido vertical. Ao girar em velocidades baixas e moderadas no centro do tanque. podendo ainda serem inclinadas em casos mais raros. Agitadores do tipo pá são usados. 16 Agitadores de Pás Para as situações de agitação menos complexas. É mais efetivo onde o bombeamento vertical não é tão necessário como em tanques altos. Neste tipo de impulsor é muito fácil a instalação de raspadores da parede. Pás de Fita Dupla Helicoidal Consiste de duas cintas helicoidais unidas por um eixo central. Pás do Tipo Âncora A âncora é o mais econômico dos impulsores de pás. como dito anteriormente. ou seja. As configurações mais comuns são de duas ou quatro lâminas verticais. Este agitador também é aplicável onde se requer boa transferência de calor e para mistura de sólidos e líquidos. o que facilita a transferência de calor. como pastas. salvo em casos em que as lâminas estão inclinadas. Figura 23: Impulsor de pás do tipo Âncora. . mantendo regime laminar. Por isso. o agitador consiste de pás planas girando em torno de um eixo vertical. são utilizadas para mistura de fluidos muito consistentes (pastas).

Decantadores A decantação (ou sedimentação) é definida como o movimento de partículas em uma fase fluída provocada pela ação da gravidade. cerca de 50% quando comparado ao tanque. Já a decantação de partículas finas pode . Figura 24: Impulsor de pás do tipo Parafuso. Os equipamentos são denominados de decantadores quando o objeto de interesse em questão é o lodo. A separação de sólidos grosseiros é relativamente mais simples. como soluções poliméricas e fluidos pseudoplásticos. os decantadores mencionados em sequência neste trabalho são voltados para partículas sólidas que decantam através de uma fase líquida. onde geralmente as partículas sólidas são mais densas que o fluído e se deslocam para o fundo da mistura. O processo de decantação também pode ocorrer com o movimento de sólidos e líquidos em uma fase gasosa. e de sedimentadores quando o objeto de interesse é o líquido retirado por cima do equipamento. O processo de decantação pode ter vários objetivos. 17 Pás do Tipo Parafuso Trata-se de um parafuso que gira em torno de si próprio e possui um diâmetro relativamente menor que os demais impelidores de pás. podendo ser conduzida de forma contínua ou em batelada. Devido à sua conformação proporciona a movimentação do fluido de forma efetiva do fundo até o topo do tanque. Os decantadores são divididos basicamente em dois tipos. • Espessamento de suspensão: Quando possui-se uma suspensão concentrada e deseja-se obter os sólidos com a mínima quantidade possível de líquido. É recomendado para a mistura de materiais viscosos e sensíveis ao cisalhamento. os primários para separação de sólidos mais grosseiros e os secundários para separação de sólidos finos. porém . os quais recebem efluentes floculados ou de tanques de aeração. dentre eles: • Clarificação de líquidos: Tendo uma suspensão com baixa concentração de sólidos para obter o líquido com a menor quantidade de sólidos possível • Lavagem de sólidos: A passagem da fase sólida de um líquido para o outro para lava-la sem filtrar.

enquanto o carbonato de cálcio precipita sob a forma de partículas finas que são conduzidas pelo líquido através do vertedor. a quantidade de decantáveis. na produção de polímeros. sendo frequente as colisões). O sólido pode ser retirado pelo fundo e o líquido pela parte superior. As pedras. A seleção do decantador depende basicamente da concentração de sólidos na suspensão. O projeto de um decantador leva em conta o grau de clarificação (no caso do objetivo ser a clarificação do líquido) . enquanto a água com sólidos finos é levada no sentido contrário. Uma curiosidade é que muitas vezes. em tanques de separação na indústria siderúrgica e mineradora e também na clarificação e remoção de água de produção de biocombustíveis Figura 25: Esquema de funcionamento de decantador helicoidal . ou ambos pelo fundo através de manobras adequadas. separação de óleos. A alimentação é feita em um ponto médio do equipamento para não comprometer o processo de separação. Decantadores para sólidos grosseiros (primários) A separação de sólidos grosseiros pode ser realizada em tanques de decantação operando em batelada ou em regime contínuo. com a separação. promove o transporte de sólidos no sentido da rosca. 18 ser feita por decantação livre (sem interferência mútua de partículas) ou por decantação retardada( com interferência. Decantador helicoidal: Composto por uma helicoide oca. a densidade dos produtos e a necessidade de estocagem dos sedimentos. Alimenta-se cal à lixívia verde e a reação de caustificação ocorre convertendo o carbonato de sódio em soda cáustica. Os decantadores contínuos primários mais comuns na indústria química são o Helicoidal. um esquema de funcionamento é ilustrado na figura 25. areia e calcário existentes na cal utilizada são separados pela ação dos rastelos ou da helicoide. É utilizado no tratamento de esgotos e efluentes tanto municipais como industriais. quando as partículas estão muito próximas umas das outras. clarificação de bebidas como cerveja e vinho. podem ocorrer simultaneamente reações químicas como no caso da caustificação da lixívia verde na indústria da celulose. e o de rastelos que serão abordados a seguir.

Figura 26: Representação de decantador de rastelos Decantadores para sólidos finos (secundários) A decantação de sólidos finos pode ser realizada sem interferência mútua das partículas (decantação livre) ou com interferência (decantação retardada). conforme ilustrado na figura 27 abaixo. De forma geral. Decantador vertical (estático) Composto por um tanque cilíndrico ou quadrado na parte superior e na parte inferior um tronco de cone com bases paralelas. De fato. apresentado na figura 26 abaixo (Tipo Dorr) a suspensão é alimentada num ponto intermediário de uma calha inclinada e um conjunto de rastelos arrasta os grossos que decantam facilmente para a parte superior da calha. são aplicadas correlações empíricas juntamente com as leis de Stokes e Newton. difere na peça que realiza o movimento dos grossos. é de extrema dificuldade prever o tamanho dos flocos formados e reproduzir exatamente em menor escala as condições que conduzem a um determinado tipo de floculação. juntamente com um esquema básico do . com o objetivo de conhecer as verdadeiras características das partículas e também obter a curva de decantação da suspensão. Para calcular a velocidade de decantação. É aplicado em unidades de tratamento de efluentes e na indústria siderúrgica. uma vez que a proporção da água retida é variável. A forma dos flocos é indefinida e. Utiliza um conjunto de rastelos que conduzem os grossos para a parte superior da calha. nem mesmo a densidade das partículas é conhecida com certeza. O projeto de decantadores para sólidos finos é feito com base em ensaios realizados em laboratório. No decantador de rastelos. Devido à agitação moderada promovida pelos rastelos. o tipo de decantação é determinado pela concentração de sólidos na suspensão. os finos permanecem na suspensão que é retirada através de um vertedor que existe na borda inferior da calha. Chegando ao fim do curso os rastelos são levantados e retornam para a parte inferior da calha onde são novamente levados até o fundo para continuar a coleta de grossos. Pode estar suspenso ou diretamente no terreno. 19 Decantador de rastelo: Similar ao decantador helicoidal.

São do tipo secundário. dispendendo um espaço muito grande para o equipamento. tempo de residência e outros dados de processo e conferir com a sua necessidade. A decantação lamelar é uma tecnologia antiga e consagrada no mercado. O decantador possui internamente um dispositivo direcionador de fluxo descendente e uma calha coletora com vertedor de água clarificada. Para materiais de fabricação. a preferência é para materiais não corrosivos como o Polipropileno. possuem uma taxa de decantação maior do que a dos horizontais. A aplicação do “número de Reynolds” no desenvolvimento dos decantadores lamelares tornou possível o dimensionamento de equipamentos muito compactos e com alta eficiência de decantação. comumente empregados no tratamento de efluentes industriais ou residenciais. desde uma lama de . além de possuírem uma maior vida útil (menor desgaste) A capacidade de decantação depende da área. A superfície da sedimentação destes decantadores compactos é dada por um conjunto de placas paralelas dispostas de forma oblíqua. Por não possuírem partes móveis. sendo adaptável às diferentes condições de processo. 20 processo de decantação a direita da imagem. Nesse caso. sendo também extremamente eficientes no processo de clarificação. podem ser utilizado decantadores de bandejas múltiplas ou lamerares visando otimizar o espaço físico Figura 27: Decantador vertical suspenso e esquema básico de decantação Decantador lamelar A sedimentação com módulos lamelares é um processo de separação de tipo mecânico que permite reduzir significativamente a superfície de separação água / lodo. Esse equipamento foi desenvolvido com base de teoria de Osborne Reynolds (1842- 1912) conhecido pelos seus trabalhos no campo da hidráulica e da hidrodinâmica. podendo chegar a 98% de recuperação de água. vazão. Ao adquirir um decantador lamelar é preciso solicitar informações sobre a taxa de aplicação. O decantador lamelar pode ser adequado para operar com partículas de diferentes densidades.

possibilitando. tratamento de águas pluviais e separação de óleos. ao comprimento das lamelas e à taxa de aplicação dentre outros parâmetros. As lamelas geralmente possuem o formato de colmeias que têm como principal função o aumento da superfície de decantação. a aplicação de maiores taxas de escoamento superficial. possuindo outras diversas aplicações. consideradas de densidade média. precipitação de hidratos metálicos. . Em cada um destes casos o dimensionamento de um decantador lamelar será diferente no que se refere ao tempo de residência. considerados de maior densidade. Figura 28: Esquema de funcionamento de um decantador lamelar Flotadores O processo de flotação é usado para separar partículas sólidas e/ou líquidas presentes numa fase líquida através da introdução de bolhas de ar na suspensão. As partículas então aderem as bolhas. Esse processo teve sua origem na indústria de processamento de minerais e atualmente é o mais importante na concentração de minerais. A ocorrência da flotação se deve à tensão superficial do meio de dispersão e ao ângulo de contato formado entre as bolhas e as partículas. 21 fosfato que é considerada leve. Esses decantadores são empregados com o objetivo de potencializar os decantadores biológicos já existentes. formando uma espuma que pode ser removida da solução e separando os componentes de forma eficiente. Representa o inverso do processo natural de sedimentação de partículas pela gravidade. O fluido contendo os flocos do lodo passa pelos canais do decantador lamelar sedimentando o lodo em cada canal. até a sedimentação de resíduos de mineração. passando para o lodo de ETAs e ETEs. como também para a decantação de lodo químico-físico. Ele apresenta como principal vantagem de reduzir o espaço físico requerido em até 10 vezes. assim.

. As microbolhas são produzidas por um arejador o qual é montado na zona de alimentação da câmara de separação com o motor de acionamento fora do líquido. O que difere os sistemas de flotação é a forma de obtenção das microbolhas e adoção de recirculação de água parcial ou total do sistema. gordura e óleos. o ar ou gás é expulso do disco através dos furos perimetrais. velocidade de ascenção da partícula. A água tratada é descarregada por gravidade. 22 Os fatores a serem considerados nesse processo são: A concentração de material particulado. Mediante uma varredora superficial e uma de fundo (quando corresponder) os sólidos são retirados da câmara de separação. O motor faz rotar o disco difusor criando uma zona de baixa pressão que suga ar ou gás da superfície por meio de um conduto disposto para tal fim. taxa de alimentação de sólidos. óleos e sólidos em suspensão com elevadas taxas de remoção e simplicidade construtiva e operacional. Estas borbulhas se aderem às partículas presentes no líquido tais como sólidos em suspensão. O líquido a tratar é conduzido através de um tanque de seção retangular ou circular e forçado a atravessar uma corrente de microbolhas de ar que se aderindo às particulas presentes as leva para a superfície. quantidade de ar utilizada. O disco giratório divide o ar em microbolhas de entre 10 e 100 microns de diâmetro. Os sólidos de peso específico maior à água sedimentam por gravidade no fundo da câmara. Uma ilustração desse tipo de flotador pode ser observada na figura 29. Alguns tipos de flotadores com suas respectivas formas de geração de bolhas são listados abaixo na tabela 1: Tabela 1: Tipos de flotadores baseados na forma de geração de bolhas Flotadores de ar induzido (FAI) Os sistemas de flotação por ar induzido permitem remover gorduras. As borbulhas lentamente atingem a superfície arrastando as partículas às quais se aderem. Em sua parte inferior possui um disco difusor com pequenos furos em seu perímetro. características físico-quimica das partículas. A separação destes elementos dos resíduos líquidos irá melhorar a qualidade dos mesmos permitindo por sua vez em muitos casos a recuperação de compostos que podem ser reutilizados ou vendidos. Assim que chega ao disco.

carnes. petroquímica e minérios. papel e celulose. • Mecânicos: As bolhas de ar são criadas através de rotores localizados no centro dos tanques (Figura 30) • Pneumaticos: As bolhas são formadas pelo movimento turbulento do ar injetado no interior do tanque . (figura 31) Ambos podem ser utilizados em industrias de frangos. Figura 30: Esquema de funcionamento de um flotador de ar induzido mecânico: . vegetais. 23 Figura 29: Flotador de ar induzido (FAI) Tais flotadores podem ser classificados em mecânicos e pneumáticos.

Outra vantagem desse procedimento é o uso de áreas menores quando comparada aos decantadores e adensadores. DQO. No momento em que a água saturada com ar é submetida então a pressão atmosférica. onde serão removidos. Durante a flotação. é levado ao tanque de flotação. biológicos ou como tratamento final para a redução de DBO.5 kgf/cm2 . o próprio resíduo ou a aágua segue para a câmara de saturação onde ocorrerá a saturação do líquido . graxas e sólidos suspensos.Em seguida é transferido á câmara de flotação para que se forme o conjunto de bolhas/flocos e promova o arraste de partículas para a superfície. A eficiência de separação é potencializada com a recirculação de parte do efluente tratado. Em seguida. as bolhas se ar se desprendem rapidamente formando microbolhas da ordem de 30 um. seguido pela ilustração de um modelo do equipamento na figura 33. Um esquema de funcionamento desse flotador pode ser observado na figura 32 abaixo. com uma pressão entre 2. O ar atmosférico é injetado diretamente na massa líquida na câmara de saturação. Também possui aplicação na indústria de alimentos e bebidas e plantas de processamentos químicos. O ar se solubiliza na água até completa saturação. óleos.5 e 3. Esse flotador pode ser usado em estações de tratamento de água como pré tratamento para sistemas secundários. 24 Figura 31: Esquema de funcionamento de um flotador de ar induzido pneumático Flotadores de ar dissolvido (FAD) A formação de microbolhas se dá pela pressurização e despressurização de ar na massa líquida. .

O custo – beneficio deve ser avaliado para . por exemplo. Apesar de seu custo ser mais elevado quando comparado aos outros flotadores. dispensando a necessidade de etapas de separação posteriores como a filtração. promove a eletrólise da água com a formação de bolhas de gás hidrogênio e oxigênio que carregam as partículas para o topo do tanque (figura 34). Figura 33: Flotador de ar dissolvido com raspadores superiores de espuma superiores Eletroflotadores Equipado com eletrólitos. 25 Figura 32: Esquema de funcionamento de um flotador de ar dissolvido . ele consegue operar com uma faixa de temperatura de água muito mais ampla e alcança níveis mais altos de clarificação.

tratamento de efluentes da indústria de mineração e água contaminada com metais pesados. por isso. tratamento de efluentes residenciais e industriais. papel e celulose. possui as vantagens de alta taxa de remoção de poluentes. Em sequência à flotação o minério poderá seguir para a eletrólise ou passar por processos de lixiviação antes de chegar ao consumidor final. tem a capacidade de atingir simultaneamente a flotação e a coagulação. produção de biomassa de algas. Além disso. . É compacto e pode ser implementado em plantas com dimensões limitadas. A eletroflotação é adequada principalmente para separação de substancias oleosas. acumulando-se na parte superior. como na produção de fibras de vidro e alguns tipos de tecido. etapas definidas como cominuição. São aplicados também na indústria têxtil. onde geralmente utiliza-se amido e óleo (apolares) juntamente com a água. O minério então não irá ligar-se à água. O flotador de coluna é muito utilizado na mineração após a britagem e a moagem. descarregando a espuma em calhas projetavas para garantir a maior recuperação em massa de produto possível. antes de seguir para o produto final deve passar pela coluna de flotação. Terminada a cominuição. É conveniente também o ajuste de corrente que pode ser regulada de acordo com o fluido a ser clarificado. 26 cada processo. ou para remoção de dispersões de partículas e fibras. Figura 34: Esquema representativo de um eletroflotador Flotador de coluna Trata-se de um tanque alongado (figura 35) onde a alimentação é feita a certa de um terço da altura com o objetivo de uma distribuição uniforme. o minério ainda permanece impuro. O ar entra pela parte inferior da coluna carregando o material para a parte superior.

tintas e cosméticos. Raspadores para tanques Além de auxiliar no descolamento de material aderido na superfície do tanque. Já nos flotadores. A célula de flotação é mais usada em materiais menos densos. os raspadores também podem ser utilizados como misturadores para misturas muito viscosas que tendem a formar uma camada limite muito alta. Podem ser montados de forma a fazer a raspagem das paredes ou fundo dos tanques com o objetivo de promover a mistura total no caso de fluidos muito viscosos com alta aderência. . mantendo uma baixa rotação de forma a não comprometer o processo de decantação. polímeros. enquanto a coluna de flotação é usada para materiais mais densos Figura 35: Coluna de flotação industrial Raspadores Os raspadores são equipamentos secundários. aparatos mecânicos são necessários para fazer flutuar a mistura. Na coluna de flotação. usados em conjunto com tanques. tem-se os agitadores do tipo âncora. 27 Comumente a coluna de flotação e a célula de flotação são tratadas como o mesmo equipamento. flotadores e decantadores. a flutuação acontece devido a aeração. Como exemplo desse caso. porém existe uma diferença entre elas. são colocados ao fundo para auxiliar no deslocamento do lodo para o ponto de saída. Nos decantadores. já na célula de flotação. são montados no topo do equipamento para promover a raspagem da espuma superior formada durante o processo de flotação. muito utilizados nas indústrias de alimentos e outros processos que envolvem mistura de óleos.

Como exemplo. Alguns tipos principais serão exibidos a seguir. É aplicado em processos com alta carga de raspagem e. impulsionando o lodo decantado para o ponto de saída. A gaiola rotaciona os braços. Figura 37: Raspador de duplo acionamento lateral em tanque retangular . Raspadores de acionamento central O equipamento é constituído por uma ponte fixa com braços raspadores cobrindo todo o diâmetro do tanque. Figura 36: Raspador de acionamento central Raspador do tipo duplo acionamento lateral: Decantadores retangulares Proporciona a remoção dos sólidos sedimentáveis através do deslocamento da ponte nos extremos do tanque retangular. Esse tipo de raspador é mais utilizado na indústria siderúrgica devido as características do rejeito sedimentado. É aplicado comumente em estações de tratamento de efluentes. Em um dos sentidos do deslocamento da ponte realiza-se a remoção dos sólidos decantados ao fundo do decantador. enquanto no sentido contrário é realizada a remoção dos sólidos suspensos para a caixa de escuma. é utilizado para separar a lama vermelha no processo Bayer de produção de alumina. levando os sólidos decantados para o poço de lodo. 28 Raspadores para decantadores Os raspadores atuam como acessório essencial para decantadores e a escolha do tipo de raspador varia conforme a carga de raspagem e com a maneira que se deseja retirar o resíduo coletado. possui um sistema de levantamento dos braços. que são acionados por uma gaiola disposta no centro do equipamento (figura 35). em casos de sobrecarga.

possuindo a função de levar o lodo espesso para o ponto de descarga. Os raspadores são projetados com orifícios ao longo de seu comprimento. o mais adequado para resíduos de cobre. conduzindo os sólidos decantados para os bocais de sucção. estações de tratamento biológico e é. 29 Raspadores de acionamento lateral por sucção para decantadores retangulares Nesse equipamento o raspador se desloca nos extremos do tanque retangular. o que é indesejável no processo de separação. inclusive. Não possui uma eficiência muito alta devido ao fato de uma grande quantidade de água ser aspirada juntamente com o lodo. resultado em um sistema mais robusto. o que reduz custos operacionais e de manutenção. Também é muito aplicado em estações de tratamento de esgoto e de papel e celulose (figura 37). Figura 38: Estação de tratamento composta por decantador retangular com raspadores de acionamento lateral por sucção Raspadores flutuantes por sucção para tanques retangulares Nesse sistema os raspadores são movidos por motores e cabos de aço suspensos acima do tanque. Esse tipo de raspador é aplicado principalmente em estações de tratamento de efluentes de papel e celulose. Uma variação desse tipo de raspador é o de duplo acionamento periférico. Raspadores de acionamento periférico para tanques circulares Os raspadores ficam acoplados em braços articulados sustentados por uma ponte. onde a ponte cobre todo o diâmetro do equipamento. os quais são direcionados para as canaletas laterais de lodo por diferença de pressão. que sugam o lodo para fora do tanque de decantação com o auxílio de bombas. dispensando-se a necessidade de bombas. É aplicado quando deseja-se que o raspador não leve uma volta inteira para passar pelo .

Ilustrados a seguir nas figuras 39 e 40 a seguir Figura 40: Tanque de flotação circular com raspador de topo . Figura 39: Exemplo de raspador de acionamento periférico por sucção em tanque circular Raspadores para flotadores Existem basicamente dois tipos de raspadores para flotadores. É aplicado em estações de tratamento biológico e para remoção secundária de sistemas de tratamento de efluentes nas indústrias de papel e celulose. Raspador de acionamento periférico por sucção para tanques circulares É constituído de uma ponte com braços raspadores e uma tubulação de coleta. dispensando a necessidade de bombas. assim. É utilizado em estações de tratamento biológico de efluentes em diversas indústrias. 30 mesmo lugar. ou quando o lodo é muito espesso. onde um acionamento periférico simples pode não ter força suficiente para mover a substância e travar. o que beneficia os custos de operação e manutenção do sistema. queimando o motor. Neste caso. os horizontais e circulares de topo. direcionando o lodo removido do fundo para uma caixa coletora com válvulas telescópicas que controlam a vazão de saída. porém. deve-se aplicar uma baixa velocidade de rotação para não comprometer a decantação. projetados de acordo com o formato do tanque de flotação. como a de papel e celulose. A sucção do lodo é feita pela diferença manométrica entre o nível interno da caixa coletora e o nível do tanque.

insuflada por baixo e que sobe. Usina de Álcool. entre outros. com uma corrente gasosa. devido às suas características físico-químicas (tais como alto calor específico. 31 Figura 41: Tanque de flotação retangular com raspador de topo Torres de resfriamento de água Introdução Nos processos industriais geram-se correntes de compostos extremamente aquecidas e algumas vezes é necessário resfriar essas correntes. baixa viscosidade. Resfriamento de inúmeras máquinas e equipamentos. o cuidado para evitar materiais em suspensão na água de resfriamento. pode-se citar. venezianas. a água “quente” que sai desses resfriadores deve ser reaproveitada. Tudo isso será imprescindível para uma boa eficiência e um funcionamento satisfatório de uma torre de resfriamento. além da seleção de componentes estruturais tais como enchimento. Dentre os vários segmentos industriais que utilizam a torre de resfriamento como meio de refrigeração dos processos que liberam energia térmica. além de ser um fluido atóxico e de fácil obtenção. em geral uma torre denominada torre de resfriamento. fontes de calor próximas às torres de resfriamento a fim de evitar problemas de recirculação e interferência. onde ocorre o contato da água. Indústrias químicas e petroquímicas: processo de compressão de gases. é diminuir a temperatura de uma determinada corrente. e retorna ao circuito operacional. indústria de bebidas. o principal objetivo. basicamente. Basicamente essa torres são compostos de colunas de transferência de calor e massa. corrente líquida que desce. alta densidade e alta condutibilidade térmica). indústrias alimentícias: processos de fermentação. Devido à crescente preocupação com o meio ambiente. Geralmente. Existem vários modelos de torres de resfriamento disponíveis no mercado e a escolha do modelo a ser utilizado vai depender da característica do processo. Instalações de ar condicionado (comerciais e industriais) e instalações frigoríficas: refrigeração de equipamento. usinas termoelétricas e usinas nucleares: na condensação do vapor. Resfriamento de fluidos (gases e líquidos) em trocadores de calor. Para tanto. . ela passa por outro equipamento que a resfria. ventilador. Nas torres de resfriamento são empregadas operações de troca térmica. É necessário analisar desde o princípio aspectos como pressão na tubulação de distribuição de água de resfriamento. além de questões econômicas. o fluido refrigerante utilizado para dissipar esse calor gerado é a água.

a partir de um determinado ponto. No entanto. e esse calor é retirado da própria água que escoa pela torre. elevando os coeficientes globais de transferência de calor e massa. até um determinado limite. O aumento das vazões de ar e água causa um aumento da turbulência. A evaporação de parte da água é responsável por aproximadamente 80% do resfriamento da água. uma convecção mais intensa. A diferença de temperatura entre o ar e a água é responsável pelos outros 20 % do resfriamento. o contato entre a água e o ar torna-se ineficiente. As vazões de água e ar da torre são limitadas pelo tipo de recheio empregado. podendo ocorrer. o que favorece a transferência de calor e massa. excessivo arraste de água pela corrente de ar ou a dificuldade de se formar filmes na superfície do recheio que favorecem a transferência de massa. . a principal contribuição para o resfriamento da água é dada pela evaporação de parte dessa água que recircula na torre. Vale lembrar que a transferência de massa da água para o ar ocorre porque as duas fases em contato tendem a entrar em equilíbrio. Isso ocorre porque a água para evaporar precisa de calor latente. 32 Funcionamento de torres de resfriamento Princípio de operação Numa torre de resfriamento. Figura 42: Esquema de torre de resfriamento clássica Figura 43: Esquema de operação de uma torre de resfriamento. quando as vazões de água e ar tornam-se muito altas. A evaporação da água – transferência de massa da fase líquida (água) para a fase gasosa (ar) – causa o abaixamento da temperatura da água que escoa ao longo da torre de resfriamento. por exemplo. As vazões mais altas de ar e água provocam.

Para manter a temperatura da água de saída constante. os principais problemas de queda de desempenho na operação de torres de resfriamento ocorrem durante o verão. 33 Variáveis de processo e especificação da torre de resfriamento As principais variáveis de processo necessárias para o projeto de uma torre de resfriamento de água são o range e o approach. a temperatura de saída da água aumenta. Problemas de recirculação e interferência são os mais comuns em torres de resfriamento. Em países de clima quente como o Brasil. dificuldades de dispersão do ar de saída e formação de neblina (fog). com o clima. Nos catálogos dos fabricantes de torres de resfriamento o parâmetro de desempenho para o dimensionamento não é mostrado de forma explícita. No verão. definido como o produto entre o coeficiente global de transferência de massa e a área especifica do recheio da torre. dificultando a dispersão do ar quente que sai da torre. conforme a temperatura do ar ambiente. A formação de neblina (fog) ocorre quando parte do vapor de água que sai da torre condensa em pequenas gotas. caso a carga térmica seja mantida constante. A recirculação ocorre quando o ar quente e úmido que deixa a torre contamina o ar que está entrando na torre. A interferência ocorre quando a ar que sai de uma torre contamina o ar de entrada de outra torre próxima. comprometendo a operação de um condensador em uma coluna de destilação. pode-se diminuir a vazão de água que recircula no sistema de refrigeração. juntamente com o range e approach. entre outros fatores. A formação de neblina ocorre com mais freqüência no inverno. da mesma forma que seria necessária uma área infinita de troca térmica para que a temperatura do fluido quente seja a mesma do fluido frio na saída do trocador. O parâmetro de desempenho da torre depende do tipo de recheio e das vazões de água e ar empregadas. umidade do ar. A direção dos ventos deve ser considerada durante o projeto e instalação de uma torre de resfriamento. approach e vazão). O range de uma torre de resfriamento é definido como a diferença entre a temperatura da água quente (alimentação da torre) e a temperatura da água fria (saída da torre). Para torres de resfriamento industriais. tornando-se o ar supersaturado. Esta situação pode ocorrer devido à direção dos ventos. seria necessária uma torre de resfriamento de altura infinita para que a água atinja a temperatura de bulbo úmido do ar. sendo substituído por gráficos e ábacos que relacionam as demais variáveis necessárias (range. ou seja. Outro dado necessário ao dimensionamento da torre é o parâmetro de desempenho da torre. Pode-se aumentar a vazão de água no sistema. devido ao contato com o ar ambiente mais frio. Fontes de calor próximas às torres de resfriamento podem influenciar sua operação. a direção dos ventos causa problemas de interferência. por exemplo. a temperatura do ar cai e a temperatura de saída da água também cai. o approach gira em torno de 5 °C. Fazendo-se uma analogia com trocadores de calor. Aspectos operacionais O desempenho de uma torre de resfriamento varia. . O range de uma torre varia conforme as condições climáticas e a vazão da água de resfriamento na torre. No inverno. ocorre o inverso. sendo também um critério do projeto. são as variáveis de processo necessárias para o dimensionamento de uma torre de resfriamento. A vazão de água de resfriamento que recircula na torre. O approach de uma torre de resfriamento é a diferença entre a temperatura da água fria (saída da torre de resfriamento) e a temperatura de bulbo úmido do ar na entrada da torre. temperatura de bulbo úmido. visando compensar o aumento de temperatura.

a solução de alguns problemas operacionais pode ser encontrada ao ampliar o foco do seu estudo para as utilidades da fábrica. passa no casco a uma pressão de 2 kfg/cm2man. pH. muitas vezes. às vezes. que por sua vez. mas também da rede de trocadores de calor. e todo o sistema de resfriamento estaria contaminado. contaminado o fluido de processo. sólidos e matéria orgânica em suspensão dissolvidos na água de resfriamento são fatores que contribuem para a formação de um meio favorável à proliferação de algas. ocorreria o inverso. Caso a pressão do fluido de processo fosse mais alta que a da água de resfriamento. Caso ocorra um furo em um dos tubos do trocador. Os sais dissolvidos. em um trocador de calor tipo casco tubo a água de resfriamento (que geralmente passa nos tubos) está a uma pressão de 5 kfg/cm2 man e o fluído processo. tem sido relegado nos estudos. deformação e desprendimento do recheio da torre de resfriamento. a torre e o circuito da água de resfriamento merecem uma atenção especial na análise sistêmica de um processo industrial e. condutividade e DBO é importante não só para o desempenho da torre de resfriamento. . O movimento do ar depende das condições atmosféricas (vento) e do efeito de aspiração dos bicos Borrifadores. o que implicaria em riscos maiores do ponto de vista de segurança operacional e meio ambiente. a água (que está a uma pressão mais alta) vazará para o lado do casco. em face da importância das interações envolvidas com as unidades. Figura 44: Esquema de uma torre de resfriamento por borrifamento com ventilação natural. Porém. prejudicam não só a operação da torre de resfriamento. bactérias e fungos. por se tratar de uma instalação não integrante do processo (a torre de resfriamento faz parte das “utilidades”) e porque em geral fica topograficamente afastada das unidades produtivas da fábrica. Por exemplo. Por outro lado. o sistema de resfriamento. 34 A pressão na tubulação de distribuição de água de resfriamento é importante para que se garanta que todos os consumidores recebam a vazão de água necessária e também do ponto de vista de segurança operacional. que é tóxico. O tratamento químico da água de resfriamento para o controle de dureza. mas também o desempenho térmico da rede de trocadores de calor. Tipos de torres de resfriamento Torre de Resfriamento por Borrifamento com Ventilação Natural Composta basicamente por uma canalização provida de bicos pulverizadores e um invólucro dotado de venezianas que orientam e auxiliam a passagem do ar. São construídas em concreto reforçado. A formação de algas e fungos pode provocar a queda de eficiência. usadas principalmente em usinas termelétricas e termonucleares.

Quando o ventilador é instalado na saída do ar na torre. evitando-se. Quando o ventilador é instalado na entrada de ar na torre. . enquanto que o ar fresco é insuflado na parte inferior da estrutura. Figura 45: Torres de resfriamento hiperbólicas Figura 46: Esquema de uma torre de resfriamento hiperbólica Torre de tiragem mecânica Nestes equipamentos aumenta-se a vazão de ar insuflado com o auxílio de um ventilador. esta é chamada de torre de tiragem induzida. mais frio. Essas torres são utilizadas geralmente para grandes construções como usinas nucleares por exemplo. Como o ar quente é menos denso ele se move para o topo da torre. por se tratarem de construções grandes e muito caras. A estrutura da construção é feito em forma de hipérbole para que o ar sofra o “efeito chaminé” e facilite a sua saída da torre. assim. esta é chamada de torre de tiragem forçada. mais quente. a recirculação de ar no equipamento. 35 Torre de resfriamento hiperbólica Tem seu princípio de funcionamento baseado na diferença de temperatura entre o ar ambiente. e o ar no interior da torre.

enquanto o ar usado para o resfriamento caminha no sentido contrário. Figura 48: Esquema de uma torre de resfriamento de água em contracorrente (“conter-flow”) . Figura 47: Torre de tiragem mecânica 36 Classificação Quanto o Contato Entre a Água e o Ar Torre em Contracorrente ( Counter-Flow ) A água que cai através do enchimento o faz verticalmente.

4.3.2 Torre em Corrente Cruzada ( Cross-Flow ) A água que cai através do enchimento o faz verticalmente. 37 4. enquanto o ar usado no resfriamento caminha na horizontal. Figura 49: Esquema de uma torre de resfriamento de água em corrente cruzada (“cross-flow”) .

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