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DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE CRIANÇAS DAS

UNIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE BELÉM E FATORES


ASSOCIADOS

Elson Ferreira Costa*, Priscila Barros Lourenço**, Lilia Iêda Chaves


Cavalcante***

*Docente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Pará,


Belém, Brasil
** Discente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Pará,
Belém, Brasil
***Docente do Programa de Pós Teoria e Pesquisa do Comportamento da
Universidade Federal do Pará, Belém, Brasil
e-mail: elsonfcosta@gmail.com

Grupo de Trabalho: [GT 4. Desenvolvimento Típico e Atípico na Infância e


Pesquisa em Terapia Ocupacional]

INTRODUÇÃO: esta pesquisa relata dados de uma pesquisa que vêm sendo
realizada pelo Grupo de Estudos em Educação Infantil e Desenvolvimento
(GEEID) no Programa de Pós-graduação em Teoria e Pesquisa do
Comportamento da Universidade Federal do Pará. OBJETIVO: Relacionar o
estado do DNPM de crianças das Unidades de Educação Infantil de Belém com
fatores associados. MÉTODO: Estudo com delineamentos transversal e
longitudinal e com abordagem quantitativa. Em 2012, os participantes foram
319 crianças de 3 anos de idade, ambos os sexos. Em 2016, os participantes
são 65 crianças de 2 a 6 anos. Os instrumentos utilizados foram: Teste de
Denver II, Questionário Socioeconômico e de Medição do Nível de Pobreza das
famílias. RESULTADOS: Em 2012, verificou-se que 77,7% das crianças
avaliadas apresentaram desenvolvimento suspeito de atraso. As variáveis que
apresentaram relação estatisticamente significativa com o desfecho foram
escolaridade paterna (p<0,001), cuidador principal da criança (p=0,03),
planejamento da gravidez (p=0,007) e nível de pobreza da família (p=0,003).
Em 2016, com resultados ainda parciais, observou-se que 60,2% das crianças
apresentaram desenvolvimento suspeito de atraso. DISCUSSÃO: A alta
prevalência de suspeitas de atraso no DNPM dos participantes deste estudo
alerta para a interferência negativa dos fatores socioeconômicos e culturais
sobre o DNPM. Além disso, ressalta-se a importância de programas de
estimulação precoce e de vigilância do desenvolvimento. CONCLUSÃO: a
partir do exposto, considera-se que a Terapia Ocupacional poderia favorecer o
engajamento das ocupações das crianças avaliadas, focando nas habilidades
adequadas a sua faixa etária e proporcionando ações que minimizassem os
impactos dos fatores de risco ao DNPM.
PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento Neuropsicomotor; Terapia
Ocupacional; Unidades de Educação Infantil