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BRUM, Argemiro. Desenvolvimento econômico brasileiro. 21. ed.

Petrópolis: Vozes,
2001.

CAP 06 – CRISE DO NACIONAL POPULISMO


- Problemas estruturais
- Qual o rumo do desenvolvimento
6.1. – Ingredientes da Crise
- fatores internos e externos
6.1.1 – O Quadro Político
- após 2ª guerra, fim do estado novo e novas “representações sociais”
- movimento golpista – “guerra fria”
- busca incessante para um golpe de estado
- 1960 – ganha a oposição – sete meses depois renuncia
- assume JG e é instituído um parlamento misto, após nova tentativa de golpe de estado
- em 06/01/63 – devolve-se o poder a JG após plebiscito
- ideal JG – estado, classe operária e burguesia nacional
- instabilidade política
6.1.2 – Situação Econômica
- declínio do desenvolvimento
- JQ – plano ortodoxo de estabilização
- Processo de estagnação/recessão – queda dos setores produtivos
- Queda das taxas de investimentos
- Ver tabela 11
- Setor industrial de bens de consumo duráveis e processo inflacionário
- Perda do dinamismo do mercado interno
- Aumento da capacidade ociosa
- Defasagem das tarifas e preços de produtividade pelo Estado
- Descontrole dos investimentos públicos
- Balança comercial – dificuldades
- Exigências do Banco Mundial e FMI
- O Estado perde sua fonte indutora do desenvolvimento
6.1.3 - O Contexto Sócio Político
- política JK – transformação na divisão social do trabalho e formação de novos
segmentos do trabalho
- mudanças no condicionamento social – sindicalização
- 1930 – 450 mil para 2,1 milhões de pessoas empregadas na indústria
- mobilizações sindicais
- discursos comparativos
- a vinda das trasnacionais e as influências políticas sociais e econômicas
- a ações antinacionais
- no populismo afloram divergências: interesses multinacionais e nacionais versus
interesse dos trabalhadores
- novo arcabouço teórico ideológico (limitações do populismo)
6.1.4 – O Cenário Internacional
- Hegemonia das superpotências
- Guerra fria
- Revolução cubana 1959
- Baia dos Porcos – 1962
6.2 – Mudança na Política Externa Brasileira
- alinhamento automático ao EUA e ao bloco capitalista
- nova orientação – “política externa independente, inspirada nos interesses nacionais” e
constitui-se numa terceira via
- formação dos blocos não aliados
- maior aproximação com países socialistas e de 3º mundo
- combate ao imperialismo
- atuação de Afonso Arinos de Melo
6.3 - Política Econômica do Governo Goulart
- metas - “imposição de limites à atuação do capital estrangeiro; ampliação e
fortalecimento da presença do Estado na economia (estatização); descentralização do
crescimento econômico; fortalecimento do mercado interno; estímulo à pequena e
média empresa nacional; alocação de uma parcela de recursos públicos para a área
social, melhoria salarial e maior eqüidade na distribuição de renda.”
- Tentativa de apoio perante governo norte americano – negado
- As diretrizes econômicas ficam quase que somente no papel
- Tentativa de se implantar através das reformas de base – resultado: deposto.
- O fechamento da economia pelo processo de substituição de importações – resultados
negativos na produção
6.3.1 – Plano Trienal
- Três anos de mandato e política para administração – elaborado por Celso Furtado e
San Tiago Dantas- onde o plano pretendia combinar o combate à inflação, o
crescimento econômico e as reformas sociais.
- Linha de austeridade fiscal, segundo preceitos básicos do FMI e Banco Mundial
- Divergências partidárias quanto a implementação do plano – contra Arraes e Brizola
- Briga política e seis meses de hibernação do Plano Trienal –aumento da crise
6.4 – Reformas de Base
- tentativa da esquerda em tomar medidas para: superar atrasos históricos, sair da crise
global, integrar as populações margializadas,e viabilizar o caminho do
desenvolvimento.
- Principais pontos: a) Reforma Agrária; b) Reforma Urbana; c) Reforma da Empresa;
d) Reforma Partidária e Eleitoral; e) Reforma Administrativa; f) Reforma Fiscal e
Tributária; g) Reforma Bancária; h) Reforma Cambial; i) Reforma Educacional e; j)
Reforma da Consciência Nacional
- Utopismo, idealismo, ufanismo e até mesmo ingenuidade.
- Necessário um governo forte e coeso – coisa que o mesmo não se caracterizava
- Divisor de águas - reformas de base
6.5 – as duas posições político-ideológicas em confronto
- O nacionalismo reformista-populismo-estatizante e o capitalismo oligopolista
multinacional-associado
- Aspectos importante no tocante ao confronto ideológico: a fraqueza da sociedade civil e
deterioração do quadro político-partidário
6.5.1 – Fraqueza da Sociedade – e sua emergência
- Fracamente organizada e pouco expressiva na atuação política
- Poder de coerção mantinha a população sob controle – Estado
- Estágio embrionário de organização e articulação
- No decorrer da crise são assumidas posturas mais radicais de pacto social e político
estabelecidos com GV – o surgimento da esquerda
6.5.2 – Fragilidade do Quadro Partidário
- Quadro político voltado para o Assistencialismo e sem estrutura para formular gerações
de propostas e programas de governo
- Surgimento de várias facções dentro dos partidos - - em 1955 no PSD – “ala moça”, na
UDN “bossa nova”; “os autênticos” do PDC e os “brasileiros” do PSP.
- Perda de representatividade e coesão
6.5.3 – A Radicalização das Posições
- profundos desdobramentos na política brasileira
- grande repercussão da lei no SUMOC, sob o controle mais rigoroso do capital
estrangeiro
- a atuação dos membros do partido de esquerda

BRUM, Argemiro. Desenvolvimento econômico brasileiro. 21. ed.Petrópolis: Vozes,


2001.

CAP 07 -O modelo de desenvolvimento associado e dependente: do milagre a crise (1964 – 1984)


- consolidação da nova “ordem política”
- a ação da ESG
- o planejamento militar
7.1 - o pensamento militar
- concepção de desenvolvimento
- a “segurança do Estado”
- o desenvolvimento econômico concebido como crescimento econômico
- a ação do Estado – controle da população
- a tecnocracia
7.2 – características do regime
- a nova ordem e os AI eAT
- militarização do poder
- “as reformas de bases”
- centralização do poder
- os ciclos militares
7.3 – centralização do poder público
- 09 de abril de 1964 – fortalecia o poder executivo; reduzia o poder legislativo; suspendia as imunidades
parlamentares;...
- a expurgação do poder das pessoas contrárias
- 3 de outubro de 1965 – eleição e vitória da oposição em 4 estados(mg, guanabara,SC e MT)
- articulação pós 64
7.3.1 – a rearticulação das oposições e o contraponto do AI- 5
- constituição de 1967
- em 68 – a busca dos jovens por uma nova vida
- greve de Contagem e Osasco; movimento estudantil; morte do estudante Edson Luís; luta armada contra
o regime
- a ação do AI 5 – sua ação
- o papel do SNI
7.3.2 – a luta armada contra o regime
- setores de esquerda –associadas ao PC do B
- Carlos Mariguela (ALN)
- MR8 e Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
- Inspiração nas revoluções comunistas russa e chinesa e na cubana
- “expropriação” para financiamento de medidas anti regime
- truculência dos movimento deflagraram a instauração do AI-5
- movimentos rurais e urbanos extintos
- equivoco em evocar preceitos básicos de outras revoluções no Brasil
7.4 – o programa de estabilização econômica
- três problemas crônicos da década de 60: desequilíbrio da balança de pagamentos; estagnação do
crescimento econômico e inflação
- situação caótica nos últimos meses de governo de Goulart
- Castelo Branco e Otávio Bulhôes (fazenda) de Roberto Campos (planejamento) – principal objetivo, fazer
funcionar o capitalismo restaurando a capacidade de investimento público e privado.
- Ação do PAEG – programa de ação econômica do governo (1964/66) – num enfoque “quase ortodoxo” .
- Causas da inflação – causas: déficit público; aumento de salários; excesso de crédito no setor privado...
- Para reduzir déficit – corte dos subsídios; aumento das tarifas públicas; aumento dos impostos; retração
dos salários
- Fim de lei que estabelecia que após 10 anos fossem dados estabilidade ao empregado (setor público e
privado)
- Criação do FGTS
- Em planos de estabilização são pedidos “sacrifícios” a população em ditadura não, são ordenados.
- Foram atingidos todos os principais pontos (ver tabela 12, pg 317)
- Principais causas do sucesso – sacrifício popular e ajuda externa
- Programa de apoio a empresa nacional debilitadas frente as empresas estrangeiras em função de: a)
controle de preços para emp. Nacionais; b)dificuldade de importação da matéria prima em função do
câmbio; c) inadimplência dos tributos e d) salto tecnológico que necessitavam de base de pesquisa (P &
D).
- Criação de cinco programas de apoio à industria nacional : 1) FINAME (fundo de financiamento para
aquisição de máquinas e equipamentos industriais) 2) FUNDECE (fundo de democratização do capital de
empresas); 3) FUNTEC (fundo de desenvolvimento técnico-científico); 4) FINEP (fundo de financiamento
para estudos, projetos e programas) e; 5) FIPEME (programa de financiamento de pequenas e medias
empresas).
- Lei do Estatuto da terra, visando a política de reforma agrária e política agrícola.
7.4.1 – ajuda externa
- queda dos investimentos – de US$ 113 milhões em JK, para US$ 30 milhões em JG em função de lei que
limitava remessa de lucros ao exterior. _ revogação
- dívida externa - renegociada com FMI e Banco Mundial
- empréstimo dos EUA via USAID (agência americana para o desenvolvimento internacional
- cartas de intenções e relatórios para aprovação de ajudas – infiltração de “adidos militares e culturais”
nas informações do gov. brasileiro.
- Maior grau de maturação e desnacionalização da economia, principalmente nos ramos farmacêuticos,
mecânica fina e têxtil
- Acordo do trigo – onde o gov. americano condicionava a venda de trigo aos países necessitados de
alimentos à permissão de subsidiárias norte-americanas se estabelecerem nos países compradores
- Preparação árdua para o desenvolvimento a seguir (milagre)
- A partir de 1967 – Costa e Silva entregando o comando econômico a Delfim Neto e permanecendo ate
1974 e voltando em 1979 a 1985 no gov. Figueiredo.
7.5 – o milagre brasileiro
- Plano econômico com 4 diretrizes básicas – 1) criar e assegurar condições básicas de desenvolvimento;
2) consolidar o capitalismo no Brasil; 3) aprofundar a integração da economia brasileira ao capitalismo e;
4) colocar o Brasil frente aos grandes potências mundiais
- Depois da etapa de estabilização, agora a etapa de expansão ou crescimento
- O porque do título “milagre”
- A utilização do milagre como fonte de propaganda política
- Política diferentes de desenvolvimento entre Alemanha, Japão e Brasil
- Fatores que favorecem o crescimento: clima favorável de investimentos; estabilidade sócio-política sob a
égide do Estado; perspectiva e expansão e lucratividade dos grupos econômicos e conjuntura
internacional favorável – intenso ingresso de capital estrangeiro (ver tab 14 pg. 325)
- Ampliação de credito ao consumidor, desenvolvendo o setor de bens de consumo duráveis
- Acentuado aumento do comércio internacional – diversificação de produção e expansão de novos
produtos agrícolas (soja) – mas problema continuava a persistir – déficit na balança comercial
7.5.1 – evolução do crescimento econômico no período militar
- conjugação de fatores que determinavam o crescimento ou/não acelerado da economia no período militar
(ver tab. 15 pg. 327)
- taxas médias de crescimento de cada governo, impulsionadas pela conjuntura internacional (ver tab 16
pg. 328)
7.6 – fontes de financiamento
- ambicioso projeto de desenvolvimento – inicialmente através na expansão industrial de produtos e bens
de consumo duráveis e a partir de 1974 centrado em bens de capital e matérias primas básicas
- principal problemática – como financiar esta etapa de desenvolvimento?
- No tocante a poupança interna o país se utilizou da poupança compulsória e voluntária como mecanismo
de desenvolvimento – as compulsórias (PIS/PASEP e FGTS) e poupança voluntária (poupança
doméstica) através de aumento na taxa de juros (criação de correção monetária – indexação)
incrementando o maior volume de recursos em função das intermediação de títulos públicos.
- Fortalecimento do mercado de ações – contra as peculiares dificuldades (limitação de crédito;
conhecimentos; pobreza da população entre outros)
- Durante o governo militar foram usados diversos expedientes (em maior ou menor grau dependendo da
política governamental) para o financiamento do desenvolvimento tais como: endividamento externo;
expropriação salarial; inflação e endividamento interno. Os dois primeiros com maior intensidade de
1964-73, o terceiro de 1974-79 e o último no período de 1979-85
-
7.6.1. endividamento externo
- principais índices de evolução de endividamento (ver tab 17 pg 331.)
7.6.2 arrocho salarial
- política adotada ao longo dos governos militares
- fixação de índices de reajustes inferiores ao da inflação
- afastamento de bonificação concessão de lucros ao empregados menos favorecidos (maior transferência
de renda)
- percentuais de reajuste do salário em função do ganho de produtividade (ver tab 18 pg 333)
- ver tabela 19 – relação de perdas salariais em relação a produtividade.
7.6.3 – inflação
- corrosão do poder de compra – tipos de inflação: inflação de custos; de demanda e inercial
- percentuais nos países desenvolvidos 3% - em alguns países dezenas, centenas e até milhares
- principal vilão das classes menos favorecidas
- percentuais de inflação no período militar (ver tab 20 pg 335.)
- “o descontrole inflacionário possibilita maior transferência de renda do trabalho para o capital e inviabiliza
qualquer política de distribuição de renda”
7.6.4 – endividamento interno
- principais motivos que desencadearam um alarme do endividamento público – o 2º choque do petróleo,
elevação da taxas de juros e cessação dos empréstimo (1982)
- lançamento de títulos públicos
- aumentos da dívida pública (ver tab 21 pg 337)
7.7 - característica do modelo
- características básicas: em relação ao exterior, periférico-associado-dependente e em relação ao interior,
elitista-concentrador
7.7.1 - periférico-associado-dependente
- três atores no cenários internacional: países centrais; corporações transnacionais e países periféricos
- G7 (EUA, ALE, JPN, FRA,ITA, ING, CAN), Banco mundial e FMI – centro das decisões (concentração de
capitais e globalização – centralização da produção tecnológica)
- Caracterização da associação – divisão de setores dinâmicos e lucrativos – tecnologia e aporte de
recursos
- Lucratividade das grande empresas transnacionais (ver tab 22 pg 339)
- A expansão e aceleração da economia – ajuda ao Emp. Est. Em função de uma maior agilidade
comercial (divisão da produção)
- Vantagens e desvantagens: visíveis a “olho nú”
- Principal debilidade da industria brasileira – tecnologia e capitaL
7.7.2 - desenvolvimento elitista-concentrador
- valorização de setores tradicionais e posicionamento inferior das “classes menores”
- associação ao “pensamento” das elites internacionais
- política econômica desigual
- dependência do setor financeiro
- estrutura industrial e fomento industrial governamental
- subsídios a empresas estrangeiras (ver tab 23 pg 344)
- pesquisa e desenvolvimento (P & D)
- a teoria do bolo
- concentração de renda: regional (regiões mais ricas e pobres); regiões unidades produtoras e comercial
e, em concentração pessoal
- manteve a característica concentradora em função de : beneficiar a grande empresa; estimular a fusão
de empresas-indústriais, comerciais e financeira; favoreceu a concentração de terras em detrimento da
unidade familiar; possibilitou uma maior concentração de riqueza nas áreas mais dinâmicas e ricas;
privilegiou o capital em detrimento do trabalho; aumento da renda dos mais ricos e diminuição da renda
dos mais pobres.
7.7.3 mudanças estruturais e na divisão do trabalho
- mudança significativa nos setores produtivos (ver tab 24 pg 347)
- mudanças direcionadas em função do desenvolvimento regional
- tendência concentradora do processo de industrialização
- ações de desenvolvimento regionais – polo Camaçari/BA; Carajás/PA, petroquímico (triunfo) no RS,
transamazônica/AM/PA
- tentativa de ocupar vazios regionais
7.7.4 – concentração pessoal de renda
- em função do desenvolvimento característico e histórico brasileiro
- ver evolução da concentração urbana e rural (tabelas 25 e 26 pgs 348 e 349)
- desequilíbrio social nas cidades
- êxodo rural – contigente rural
- disparidades de concentração (ver tab 27 pg 350)
7.7.5 baixos salários e marginalização social
- o peso do salário na conformação social
- participação da massa salarial na renda
- o salário mínimo e seu salto para o caos
- “formas de distribuição de renda” serviços púbicos
- evolução dos gastos públicos nos setores sociais (ver tab. 29 pg. 352)
- ideologia da Escola Superior de Guerra – o sacrifício da população
- renda X expectativa de vida