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Disciplina: Teoria Geral do Estado e Ciência Política Período: 1º

Professora: Ana Virgínia Gabrich

MONTESQUIEU

1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS
 Séc. XVIII – França (absolutismo francês);
 Foi político, filósofo e escritor;
 Autor liberal: garantia da liberdade individual;
 Ficou famoso pela teoria da sepação dos poderes, atualmente consagrada em muitas
das modernas constituições internacionais;
 Preocupação central: pág. 114: “(...)compreender,em primeiro lugar, as razões de
decadência das monarquias, os conflitos intensos que minaram sua estabilidade, mas
também os mecanismos que garantiram, por tantos séculos, sua estabilidade (...)”.
 Sua obra mais famosa “O espírito das leis”, apresenta três elementos:
a) Conceito de lei
b) Teoria dos regimes
c) Separação dos poderes

2) CONCEITO DE LEI
 Ruptura com a ideia antiga de lei: três dimensões ligadas a ideia de Deus. As leis
exprimiam uma certa ordem natural; um dever-ser, direcionado por uma autoridade
divina e tinham uma expressão de autoridade: leis legítimas, imutáveis e ideais (pág.
114).
 Montesquieu, em seu conceito de lei, considerou os elementos jurídicos e os fatos
sociais: “As leis são relações necessárias que derivam da natureza das coisas” ->
lei se origina em um fato social. (pág. 121).
 Rompeu, assim, com a tradicional submissão da política à teologia. (pág. 123).
2.1 Leis da Natureza
 Derivam unicamente da constituição do nosso ser;
 Dizem respeito ao homem antes do estabelecimento da sociedade;
 São quatro leis:
- 1ª: paz (os homens vivem em igualdade, logo, não procurariam atacar uns aos
outros);
- 2ª: alimentação;
- 3ª: aproximação (entre os seres humanos e entre os sexos: aproximação é
consequência do temor);
- 4ª: desejo de viver em sociedade.

2.2 Leis Positivas


 Após o início da sociedade;
 Com a sociedade, os homens perdem o sentimento de fraqueza; a igualdade deixa de
existir, e o estado de guerra se inicia;
 Estabelecimento das leis entre os homens: ver pág. 125.
 Direito das gentes: leis que regem as relações entre os povos (toda nação o possui);
 Direito político: leis que regem as relações que os governantes mantêm com os
governados;
 Direito civil: leis que regem as relações que todos os cidadãos mantêm entre si.
 Ver pág. 126.

2.3 O Espírito das Leis


 Objetivo da análise de Montesquieu;
 Relações que as leis podem ter com diversas coisas.

3) OS TRÊS GOVERNOS
 Montesquieu defendia a existência de 3 espécies de governos (ou 3 regimes políticos):
despotismo; república; monarquia.

4) TEORIA DOS REGIMES POLÍTICOS


 Páginas 116-118;
 Preocupação com a estabilidade dos governos;
 O que deve ser investigado não é a existência de instituições propriamente políticas,
mas a maneira como elas funcionam. (pág. 116).
4.1 Natureza de um governo: pág. 127
 Quantas pessoas governam e como governam (estrutura)

a) Despotismo - Um governante
(Págs. 117 e 135) - Governa como quiser (existem limitações da lei, mas a lei é
criada pelo próprio governante). Págs. 156; 157;161.
- Limitação: religião (págs. 143-144).

b) República: Todos vão governar (pág. 127) – “Os grandes não a querem e o povo não
sabe mantê-la” (pág.118) -> regime frágil, pois repousa na virtude dos homens.
b.1) República Aristocrática: Todos têm o direito de governar, mas apenas alguns vão
exercer esse direito em nome de todos (o poder soberano está nas mãos de uma parte do
povo); pág. 131 e 133.
b.2) República Democrática: A lei é efetivamente criada por todos, isto é, todo o povo
detém o poder soberano. Assim, o povo é, ao mesmo tempo, monarca e súdito.

c) Monarquia - Um único governante


(Págs. 127 e 133) - Governa de acordo com leis fixas e estabelecidas.

4.2 Princípio de um governo (“paixão que o move”, pág. 117)


- Sentimento que move as pessoas conforme o regime político (págs.117 e 136).
 Despotismo: medo (págs. 117 e 142).
 República: virtude (págs. 117; 137; 138 e 139)
 Monarquia: honra -> é a honra que origina a teoria da separação dos poderes (ideia de
equilíbrio social: 1. Ninguém vai buscar se prejudicar e todos vão acabar crescendo; 2.
Quando um cresce e o outro cresce também, um controla o outro). (págs. 117 e 141).
- Ler conclusão pág. 144 e pág. 118.

5) A CORRUPÇÃO DOS PRINCÍPIOS DOS TRÊS GOVERNOS


 “A corrupção de cada governo começa quase sempre pela dos princípios” (pág. 161).
 República democrática: perda da igualdade ou igualdade extrema (pág. 161;163).
 República aristocrata: arbitrariedade do poder dos nobres (pág. 164).
 Monarquia: eliminação pouco a pouco das prerrogativas dos corpos ou dos privilégios
das cidades (págs. 165;166).
 Despotismo: é corrompido pela própria natureza (pág. 167)
6) SEPARAÇÃO DE PODERES
- Só vai existir na monarquia (na pág. 118 ele afirma que “apenas a monarquia, isto é, o
governo das instituições, seria o regime do presente”. Já nas págs. 154 e 155, apresenta
vantagens do governo monárquico).
- Novidades:

a) Sistema de freios e contrapesos: O poder é limitado e equilibrado pelo próprio poder


(“só o poder freia o poder”). Ou seja, nenhum dos 3 poderes tem autonomia absoluta
sobre a sociedade, nem sobre os outros tipos de poderes; mas sim um, em conjunto
com o outro, deveria reger o Estado de maneira a se exercer uma igualdade social e
governamental. (pág. 181)

b) Separação da função judiciária: Antes o judiciário era função de um dos outros


poderes. Montesquieu reconheceu a função judiciária como função do Estado, mas de
forma independente.

- Os 3 poderes, para Montesquieu, são hierarquicamente iguais (separação horizontal de


poderes), ainda que não sejam harmônicos entre si.

5.1 Os três poderes

A) Executivo: Regido pelo rei, com o poder de veto sobre as decisões do legislativo
que era formado pelo parlamento. (pág. 178 e 179).
B) Legislativo: Sempre convocado pelo executivo, seria formado por duas esferas:
uma de pessoas da própria sociedade (“corpo dos comuns”) que era composta por pessoas do
povo; e outra formada por nobres, intelectuais e pessoas influentes que tinham herança
hereditária ou influência de poder (“corpo dos nobres”). O corpo dos nobres tinha poder de veto
sobre as decisões e propostas do corpo dos comuns.
Eram assembleias independentes que apresentavam propostas de leis e estatutos que iriam
reger a monarquia e o Estado, tendo de passar pela aprovação do rei. (Pág. 177).
Não é permanente: pág. 178.
C) Judiciário: Exercido por pessoas do corpo do povo, em certos períodos do ano. É
considerado um poder invisível e nulo.
Não era único, pois considerava que os nobres deveriam ser julgados por outros nobres, o que
segundo alguns teóricos, indica que Montesquieu não defendia uma igualdade de todos
perante a lei. Outra visão é a de que, para diferentes particularidades de cada caso, existissem
diferentes tribunais. (págs.175;179;180).